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Agência Senado,
09 de março de 2006
Tourinho pede aprovação
de projeto que concede aposentadoria às donas-de-casa
O senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA) pediu a aprovação
de projeto de sua autoria (PLS 318/05) que regulamenta o direito à
aposentadoria das donas-de-casa de baixa renda. O projeto, que garante
aposentadoria no valor de um salário mínimo, será
examinado em caráter terminativo nesta quinta-feira (9) pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Se aprovado, segue para
a Câmara dos Deputados.
O senador ressaltou que, com a aprovação
do projeto, terá sido atendida a principal reivindicação
da marcha nacional comandada, nesta quarta-feira (8), pelas donas-de-casa,
que vieram a Brasília pressionar o governo para a concessão
de aposentadoria. Essa é, na sua opinião, a melhor homenagem
que poderia fazer as mulheres pela passagem do Dia Internacional da
Mulher.
Rodolpho Tourinho explicou que a contribuição
mensal à Previdência será inferior à dos
demais trabalhadores, baixando de 20% do salário de referência
para 11% sobre o salário mínimo. Garantiu também
que as donas-de-casa terão direito a aposentadoria por invalidez
e por idade, salário-maternidade, auxílio-doença,
auxílio-família e salário-família.
O senador explicou ainda que, pelo
projeto, família de baixa renda é aquela que recebe
até meio salário mínimo per capita e seus membros
vivem sob o mesmo teto. O cálculo é feito somando-se
os rendimentos dos membros da família que trabalham e dividindo-se
pelo total de membros, mesmo aqueles que não trabalham. O resultado
não pode ultrapassar meio salário mínimo.
Tourinho foi aparteado pelo senador
Sibá Machado (PT-AC), que aplaudiu a iniciativa e ressaltou
a importância do trabalho realizado pela dona-de-casa, segundo
ele não reconhecido. Também em aparte, Ana Júlia
Carepa (PT-PA) lembrou que, durante a discussão da reforma
da Previdência, houve muitas criticas à proposta de emenda
constitucional que tratou do assunto, embora ela e outros parlamentares
apontassem avanços como o da aposentadoria para as donas-de-casa.
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gência Diap, 09 de
março de 2006
Revisão Constitucional
Ex-presidente da OAB é a favor
de mudanças na Carta Magna
Por Alysson Alves
Em audiência pública realizada
nesta terça-feira pela comissão especial que está
analisando a PEC nº 157/03, que convoca revisão constitucional
de 1º de fevereiro de 2007 a 1º fevereiro de 2008, o ex-presidente
da Ordem do Advogados do Brasil (OAB) e membro honorário vitalício
do conselho federal da entidade, Reginaldo Oscar de Castro, se posicionou
a favor da revisão.
Estava também prevista a participação
do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros
(AMB), Rodrigo Colaço, mas, por motivo de doença, ele
não compareceu à audiência. Em sua exposição,
Reginaldo destacou inicialmente que na Assembléia Constituinte
inúmeras demandas recaíram sobre os parlamentares, “o
que redundou em uma Carta extremamente excessiva”.
Segundo o ex-presidente da OAB, “cada
governo procura reformar a Constituição de acordo com
seus programas, o que faz com que a Carta não mais represente
a vontade original do parlamentar constituinte”. Sustentou esse
posicionamento destacando haver três mil Adins no STF, mais de
mil Propostas de Emenda à Constituição em tramitação
no Congresso e a Carta de 88 já ter sido emendada 52 vezes.
E continou: “a Constituição,
feita para estabelecer limites aos governantes, não exerce mais
seu papel fundamental, não respeita muitos princípios
individuais e direitos adquiridos são subtraídos da cidadania
em razão do poder econômico”.
Quanto ao pacto federativo, o expoente
acredita que ele não mais existe em razão do modelo tributário
em vigor e as altas taxas de juros que são praticadas. Em relação
à prerrogativa do Executivo de editar MP’s, foi taxativo:
“O governo exacerba do instituto das medidas provisórias
atentando contra a soberania nacional.”
OAB
Reginaldo disse aos parlamentares que
inicialmente a OAB era contra a proposta por não contemplar os
direitos sociais no conjunto de matérias que não poderão
ser alteradas. Não confirmou se o posicionamento permanece já
que o relatório do deputado Roberto Magalhães (PFL/PE)
avançou ao impossibilitar mudanças tanto nos direitos
sociais quanto nos direitos individuais, bem como nos mecanismos de
participação popular: referendo, plebiscito e a propositura
de leis. “O substitutivo avançou e preserva conquistas
fundamentais”, disse Reginaldo.
Um das premissas da OAB, segundo o expoente,
é o de defender a Constituição. Como não
houve reunião do Conselho da entidade para avaliar o novo texto
da PEC, não poderia apresentar o posicionamento da entidade.
Plebiscito sim, referendo não
No entendimento do advogado, o plebiscito,
com a participação do povo para ratificar a realização
da revisão constitucional vai legitimar o ato e pôr fim
aos argumentos dos opositores à revisão. Para reforçar
ainda mais o posicionamento favorável à revisão
da Constituição Cidadã, lançou a idéia
de que nas eleições gerais de outubro deste ano seja realizada
a consulta popular. “Será a primeira vez que o povo será
ouvido para alterar a Constituição”, afirmou.
Quanto ao referendo, para legitimar os
atos revisionais, considera a sua efetivação improdutiva,
já que não haverá possibilidade de análise
do cerne das questões e das mudanças realizadas.
“Morte da Constituição”
O deputado João Alfredo (Psol/CE)
apontou preocupações de entidades de classe de trabalhadores
e de juristas quanto à realização de revisão
pelo próximo Congresso a ser eleito em outubro, bem como o modo
como serão processadas as mudanças.
“A revisão com quorum de
maioria absoluta [283 parlamentares, correspondente à metade
mais um dos 594 congressistas] é provocar a morte da Constituição”.
E ainda: “Com o quorum de 3/5 [necessidade de 308 votos, na Câmara
e 41 no Senado, em dois turnos de votação] já se
avançou muito contra direitos previdenciários imagine
com o quorum de maioria absoluta, o que não poderá ser
feito”.
Falta divulgação
Para o deputado Alceu Collares (PDT/RS),
poucas pessoas têm conhecimento de que o Congresso está
discutindo a possibilidade de revisar a Constituição.
“A Câmara não foi capaz de dar a dimensão
que a revisão vai ter”, criticou o parlamentar.
Para o deputado gaúcho, esse não
é o melhor momento para promover mudanças na Carta de
88. “Não há razão para correr com uma matéria
dessa magnitude”. Collares sugeriu ainda a alternativa de discutir
mais a proposta para pôr fim o medo dos trabalhadores de que serão
retirados direitos e garantias fundamentais.
"Constituição
intocada”
O autor da PEC 157/03, deputado Luiz
Carlos Santos (PFL/SP), criticou quem está se opondo à
aprovação da proposta: “a corrente fundamentalista
do Direito entende que a Constituição Federal deve permanecer
intocada, e para tanto, tem utilizado os termos terrorista e golpista,
ao se referir à matéria, em total desencontro com a realidade”.
Fim do nepotismo
Ao reforçar o coro dos parlamentares
favoráveis à aprovação da PEC da revisão,
o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) questionou o colegiado se alguém
discorda da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
que impôs o fim do nepotismo no Judiciário. Para Coutinho,
protegidos os direitos sociais, os direitos individuais e garantida
que a participação não será suprimida, não
há motivo para não se realizar a revisão constitucional.
"Retrocesso, expressão
vaga”
O presidente da Comissão Especial,
deputado Michel Temer (PMDB/SP), disse estar sentindo “a grande
preocupação dos setores sociais de a revisão praticar
retrocessos, expressão vaga, mas elucidativa”. Para Temer,
na PEC estão nítidos e garantidos os direitos sociais,
os individuais e os instrumentos de participação popular.
Não há com o que se preocupar já que, no seu entendimento,
o colegiado irá aprovar “uma coisa e a tendência
natural é de ampliar as garantias no plenário. Ninguém
quer o retrocesso, quer avançar, afirmou”.
Votação do parecer
Na próxima semana, dia 14/03,
o colegiado voltará a se reunir para votar o parecer elaborado
pelo deputado Roberto Magalhães (PFL/PE). Esse procedimento estava
agendado para esta quarta-feira, 07/03, mas foi adiado em razão
da votação, em plenário, dos processos de cassação
dos deputados Professor Luizinho (PT/SP) e Roberto Brant (PFL/MG).
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Agência Diap, 09 de
março de 2006
A Revisão Constitucional e os piratas
sociais
Autor (a): Álvaro Sólon de
França
É incrível como no Brasil
as matérias legislativas que tratam diretamente dos interesses
da sociedade brasileira tramitam sem a participação na
cena política dos legítimos proprietários do Estado:
o povo brasileiro. A grande imprensa nacional, detentora de serviços
públicos concedidos, que tem por obrigação informar
à sociedade, da mesma forma, mantém um silencioso obsequioso
sobre o tema.
Por outro lado, “os consultores
de plantão”, a soldo do sistema financeiro nacional e internacional,
propagam nos grandes veículos de comunicação que
os salários dos servidores públicos pressionam como nunca
as contas públicas, que as aposentadorias e pensões pagas,
àqueles que construíram com suor e lágrimas a nação
brasileira, poderá em breve ter “um défict trilionário”,
que os direitos trabalhistas como férias remuneradas, décimo
terceiro salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço,
entre outros, aumentam o “custo Brasil”, mas sobre os juros
pornográficos, estratosféricos, escorchantes, que enriquecem
a banca nacional e internacional, eles mantêm um silêncio
tumular.
Neste cenário, previamente preparado,
tramita, longe dos olhos da vida nacional, a Proposta de Emenda à
Constituição No. 157-A “QUE CONVOCA ASSEMBLÉIA
DE REVISÃO CONSTITUCIONAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”,
DE AUTORIA DO DEPUTADO LUIZ CARLOS SANTOS (PFL-SP) E OUTROS.
Esta emenda propõe que: a) Durante,
doze meses, a partir de primeiro de fevereiro de 2007 sejam revistas,
entre outras, todos os direitos dos servidores públicos (inclusive
aposentadoria e pensões), as prerrogativas do Poder Judiciário
e do Ministério Público, assim como todo o capítulo
que trata da Seguridade Social que engloba previdência social
(trabalhadores da iniciativa privada), saúde e assistência
social; b) Que o quorum das deliberações seja de maioria
absoluta (257 Deputados e 41 Senadores), hoje o quorum é de maioria
qualificada (308 deputados e 49 Senadores), mesmo assim a Constituição
já foi emendada mais de 50 vezes.
Ora, quem, em sã consciência,
acreditaria que os revisores da Constituição iriam aprovar
medidas que melhorariam as aposentadorias e pensões; que recomporiam
as perdas que erodiram os salários dos trabalhadores; que trariam
dignidade aos usuários serviços públicos de saúde;
que robusteceriam as prerrogativas do Poder Judiciário e do Ministério
Público? Ninguém. Folheiem as últimas edições
dos grandes jornais, estejam atentos à mídia televisa,
e vejam a atuação dos “consultores a soldo”
sobre os investimentos sociais: previdência social, bolsa família,
salário dos servidores públicos, orçamento das
universidades públicas federais, aumento do salário mínimo,
“custo” da justiça brasileira.
Todos sabemos o que eles querem, está
escrito nas entrelinhas das suas “consultorias”, regiamente
pagas pela banca nacional e internacional: benefícios previdenciários
e assistenciais desvinculados do salário mínimo; salário
mínimo com reajuste atrelado ao crescimento do Produto Interno
Bruto; Regime Geral de Previdência Social contemplando somente
valores até três salários mínimos, de três
a dez, compulsório privado, administrado pelo sistema financeiro
nacional e internacional; aposentadorias e pensões dos servidores
públicos atreladas aos fundos de pensão administrados
pelas regras do “mercado”; retirar o preceito constitucional
de que saúde é direitos de todos e dever do Estado; acabar
com o ensino superior público gratuito; manietar, com falta de
recursos, o Poder Judiciário , e suprimir as prerrogativas do
Ministério Público.
Democracia, com justiça social,
depende, basicamente, de serviços saúde e de educação,
como direitos de todos e dever do Estado, de uma previdência social
pública e eficaz, do Poder Judiciário e do Ministério
Público com prerrogativas robustecidas.
Sendo assim, se você é trabalhador
do campo e da cidade, servidor público, aposentado, pensionista
ou pensa em se aposentar um dia, utiliza os serviços públicos
de saúde, sonha que um dia seu filho irá estudar numa
universidade pública gratuita, e crê na importância
do Poder Judiciário e do Ministério Público para
o fortalecimento do Estado Democrático de Direito, acorra ao
parlamento brasileiro e reivindique a rejeição desta Emenda
à Constituição, até porque a democracia
só é dignificada com a participação de todos.
Merece registro, e inquieta a consciência nacional, o fato que
a Proposta de Emenda à Constituição, em tela, está
tramitando justamente no momento em que a redução da pobreza
está tendo índices de redução jamais vistos
na história brasileira.
Os exemplos recentes demonstram que o
Poder Legislativo, com a pressão da “voz rouca das ruas”,
tem mais sintonia com os mais legítimos interesses da sociedade
brasileira. Utilizemos o nosso direito de cidadão, sob pena de
sermos “pegos de surpresa” pelos piratas sociais travestidos
de arautos da modernidade, mas, que na realidade, estão a serviço
do sistema financeiro nacional e internacional, até porque essa
gente tem ojeriza, a tudo que diz respeito: à redução
da pobreza, à soberania nacional, a solidariedade entre as pessoas
e as gerações, e se pudessem, (e eles querem), revogariam
a Lei Áurea no país. Mas, um dia, e ele está próximo,
com a nossa participação democrática, os piratas
sociais irão para a lata de lixo da história.
Álvaro Sólon de
França é auditor fiscal da Previdência Social, ex-presidente
do Conselho Curador da Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade
Social. Autor dos Livros A Previdência Social é Cidadania
e A Previdência Social e a Economia dos Municípios. E-mail:
alvarosolon@uol.com.br
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Diário Vermelho,
9 de março de 2006
Economia
Preços continuam em queda, aponta
pesquisa do Dieese
Em fevereiro, o preço da cesta básica do brasileiro registrou
queda em 13 das 16 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) realiza mensalmente
a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Florianópolis, Natal
e Recife são as únicas capitais, das 16 pesquisadas em
que houve aumento. Conforme o levantamento, o custo do conjunto de gêneros
essenciais de produtos consumidos pelo brasileiro na cidade de Belém
caiu 8,33% a R$ 144,90.
Em Belo Horizonte, a queda verificada
foi de 3,70%, a R$ 162,75; Fortaleza (-3,53%, a R$ 127,50); Vitória
(-3,48%, a R$ 159,41); Curitiba (-2,42%, a R$ 159,21); Porto Alegre
(-2,36%, a R$ 166,20); Brasília (-2,25%, a R$ 174,14); João
Pessoa (-1,44%, a R$ 129,61); Aracaju (-1,24%, a R$ 133,41); São
Paulo (-1,08%, a R$ 175,54); Goiânia (-0,95%, a R$ 149,85); Salvador
(-0,30%, a R$ 128,12); Rio de Janeiro (-0,11%, a R$ 172,61).Já
em Recife houve alta de 0,99%, a R$ 127,28; Florianópolis 1,08%
a R$ 160,93 e Natal 4%, a R$ 132,78.
Mesmo com a redução do
custo da cesta básica na maioria dos Estados brasileiros, grande
parte dos itens que compõem seu conjunto apresentou aumento.
O açúcar aumentou em todas as capitais, com destaque para
Salvador (21,90%), Rio de Janeiro (17,12%), Aracaju (15,74%) e São
Paulo (13,99%). A alta do pão foi verificada em 10 capitais.
Entre elas, Rio de Janeiro (3,21%), Recife (2,31%) e Brasília
(2,06%). Produtos como café, leite e feijão tiveram aumento
em nove capitais. O café apresentou elevação devido
a alta de seu preço no mercado internacional.
Salário mínimo
As capitais onde se verificou preços
mais altos foram Florianópolis (6,05%), Curitiba (5,75%), João
Pessoa e Brasília (ambas com taxa de 5,12%). Houve recuo em Natal
(-0,93%), Goiânia (-1,09%) e Fortaleza (-11,71%). O preço
do leite aumentou no Rio de Janeiro (6,71%) e em Salvador (5,07%). As
retrações foram apuradas em Florianópolis (-0,86%)
e Recife (-1,52%). As principais elevações no preço
do feijão ocorreram em Salvador (14,11%), Belo Horizonte (13,73%)
e Goiânia (11,63%).
Com base no custo da cesta básica
de fevereiro, o Dieese estima que o salário mínimo deveria
corresponder a R$ 1.474,71, ou seja, 4,92 vezes o mínimo vigente,
de R$ 300,00. Em janeiro, o valor deveria ter sido maior, R$ 1.496,56.
Já em fevereiro do ano passado, a quantia era bem próxima
da atual, de R$ 1.474,96, mas equivalia a 5,67 salários mínimos
da época (R$ 260,00).
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Nova Central, 09 de março
de 2006
Reunião da Diretoria Executiva da NCST
Nova Central vai estar onde o trabalhador
estiver
Os membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da Nova Central,
além dos presidentes regionais da NCST de São Paulo, Rio
de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa
Catarina reuniram-se em Brasília, na última terça-feira,
dia 7 de março. Cerca de 40 dirigentes sindicais debateram várias
questões referentes ao movimento sindical brasileiro e sobre
as necessidades de organização as nova Central. A reunião
ocorreu na sede da CNTI, onde funciona a sede provisória da NCST.
O presidente da Nova Central, José
Calixto Ramos, abriu a reunião informando sobre as atividades
da Central, encaminhando que, inicialmente, seria aberto espaço
para os presidentes estaduais da NCST. ´
O primeiro a falar foi o presidente da
NCS de Minas Gerais, Antônio Miranda, que apresentou um programa
de lutas para ser analisado; em seguida Lauro Queiroz, presidente da
Nova Central no Espírito, relatou as atividades no Estado. Também
falaram Luís Gonçalves, presidente da NCST de São
Paulo; Sebastião José, presidente da NCST do Rio de Janeiro;
Altamiro Perdoná, presidente da Nova Central de Santa Catarina;
Aroldo Garcia, presidente da NCST DO Rio Grande do Sul e Epitácio
Antônio, presidente da Nova Central do Paraná.
Também falaram os diretores Moacyr
Roberto, Omar José, Sebastião Soares, Ricardo Balbino,
José Teodoro, Elpídio, Ledja Austrilino, Célia,
Geraldo Ramthun, Fernando Bandeira, José Alves, Olímpio
Coutinho, entre outros.
Nos depoimentos de todos os presidentes
estaduais ficou demonstrado o trabalho e a participação
da Nova Central na luta dos trabalhadores. Várias questões
foram levantadas, mas, principalmente, a necessidade da NCST fortalecer
a sua organização e desenvolver um plano de lutas, conforme
o princípio de que onde o trabalhador estiver a Nova Central
vai estar.
Decidiu-se que todas as propostas apresentadas
serão recolhidas e sistematizadas para se transformar no indicativo
do plano de ação, a ser apreciado e deliberado na próxima
reunião, no mês de maio.
Os principais temas
As propostas apresentadas foram no sentido
de melhorar o sistema de cobrança das mensalidades a serem pagas
à Nova Central, pelas entidades filiadas. Houve reclamação
quanto ao atraso no envio dos boletos e dificuldades para proceder o
pagamento. O presidente José Calixto disse que era falha da entidade
e que seria corrigida brevemente.
Também foi debatida a proposta
que propunha a convocação de uma greve geral pela Central.
Houve várias considerações, com a compreensão
de uma greve geral não é resultado apenas da vontade de
uma central sindical. Ela tem que ser a manifestação das
bases e deve ser realizada de forma unificada com as demais forças
do movimento sindical brasileiro.
Foram apreciadas outras propostas quanto
a luta pelo recomposição do valor do salário mínimo;
pela realização de um primeiro de maio reivindicatório;
luta pela jornada de trabalho de 40 horas; defesa da previdência
sócia; mobilização pelo PL 4.554 da regulamentação
do artigo 8º; luta pela reforma agrária e em defesa dos
direitos dos servidores públicos; pela garantia de emprego; efetivo
direito de greve e acesso do sindicato ao local de trabalho.
Também foram apresentados encaminhamentos
para a Nova Central buscar acentos nos diversos conselhos paritários,
entre os Conselhos do Sistema S; manifestação contra a
criação de um sindicato de aposentados da Nova Central,
pois, os aposentados são da base de sindicatos das categorias
profissionais; informe sobre seminários das categorias diferenciadas
e sobre a intervenção do Ministério Público
no recebimento da contribuição assistencial.
Também foram denunciados o sistema
de empréstimos para aposentados e pensionistas que tem deixado
estas pessoas sem recursos até para sobreviver; a luta pela derrubada
do fator previdenciário; além da conquista o salário
mínimo regional do Estado do Paraná, com a mobilização
da NCST daquele estado.
Outras questões apresentadas foram
a mobilização da NCST pela regulamentação
da profissão de motoristas; atenção à PEC
448 de 17 de agosto de 2005; busca de alternativa para a situação
criada pelas Emenda Constitucional 45, que dificulta a negociação
salarial; a constatação do IBGE de que os sindicatos estão
entre as instituições mais confiáveis, além
da necessidade de dinamizar a instalação da NCST nos demais
estados.
Houve manifestações no
sentido de que há uma farsa na propaganda do governo Lula quanto
a geração de empregos. Pois, o que se conta com o empregos
gerados são as novas carteiras profissionais, assinadas, em grande
parte, por ações dos fiscais do trabalho. Na verdade não
é emprego novo, mas apenas a legalização de um
posto de trabalho já ocupado. Para gerar emprego há vários
setores que estão com super-exploração de mão-de-obra,
como os bancos e os supermercados, onde há condições
para ampliar o número de vagas.
Foi observado que os diretores da NCST
devem se preocupar mais em contribuir e atuar para o crescimento da
central do que exigir um plano de ação para qual ainda
não há condições materiais e humanas.
Foi apresentado encaminhamento para que
a Nova Central esteja presente em todos os fóruns de ação
dos trabalhadores, e que se deve pensar em uma marcha a Brasília
em defesa dos direitos sindicais e trabalhistas; também quanto
a necessidade de estabelecer um planejamento estratégico com
propostas a curto, médio e longo prazo.
Houve manifestação favorável
quanto à qualidade dos debates na reunião, que revelam
a maturidade e a grande capacidade da Central; também foi alertado
sobre a tramitação das PEC 157 no Congresso Nacional e
o encaminhamento de que a Nova Central deve contrária a essa
forma de revisão da Constituição; denúncia
quanto a tramitação no Congresso, da ratificação
das Convenção 87 da OIT que estabelece o pluralismo sindical;
além de manifestação de importância do dia
8 de março quando se comemora o dia internacional da mulher,
encaminhando-se que o princípio da Nova Central, nesse tema,
seja no sentido que é preciso lutar contra a violência
e a exploração que atinge a mulher para, em uma nova sociedade,
o dia 8 de março seja, tão somente, de comemoração.
Foi salientado que a NCST deve ter por
norma em relação ao processo eleitoral que as promessas
de campanha só têm sentido se forem registradas em cartório
e com cláusula de perda de mandato.
Além destes, foram apresentados
outros pontos, entre os quais informações sobre organização
da Comunicação Social da NCST, fortalecimento da estrutura
interna e colaboração dos diretores com os trabalhos da
central. Todos estes temas serão considerados para a elaboração
do planejamento estratégico e do plano de lutas.
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Folha de São Paulo,
09 de março de 2006
ESCÂNDALO DO "MENSALÃO"/
HORA DA IMPUNIDADE
Petista Professor Luizinho e pefelista Roberto
Brant tiveram cassação negada
Com eles, são quatro os deputados envolvidos no escândalo
inocentados
Câmara contraria conselho e absolve
mais dois "mensaleiros"
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Num único dia, a Câmara
arquivou dois processos de cassação de deputados envolvidos
no "mensalão": um expoente da tropa de choque do governo,
Professor Luizinho (PT-SP), e um destacado integrante da oposição,
Roberto Brant (PFL-MG). Com isso, dobrou o número de parlamentares
absolvidos, evidenciando um acerto tácito entre governo e oposição
que poderá comprometer futuros processos.
As duas votações de ontem
contrariam a recomendação do Conselho de Ética,
que tinha pareceres pela cassação. O mesmo havia acontecido
na absolvição de Romeu Queiroz (PTB-MG). Além deles,
escapou o líder do PL, Sandro Mabel (GO), esse seguindo recomendação
do conselho. Quatro parlamentares renunciaram para fugir da cassação
-Valdemar Costa Neto (PL-SP), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Paulo Rocha
(PT-PA) e José Borba (PMDB-PR)- e apenas os dois maiores protagonistas
do escândalo, Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu
(PT-SP), perderam o mandato até agora. Ainda há oito deputados
na fila.
Embora rechaçassem a existência
de "acordão", deputados governistas e de oposição
admitiram confluência de interesses. "O processo de Brant,
assim como o de Luizinho, é emblemático por não
haver envolvimento direto com o esquema de Marcos Valério. Por
isso não merece a cassação", disse Marco Maia
(PT-RS). Foram apenas 156 deputados favoráveis à cassação
do pefelista, a primeira a ir a voto. Faltaram 101 votos para atingir
o número mínimo de 257 votos. Contra a cassação
votaram 283 deputados.
Em troca, petistas diziam que ao menos
25 deputados pefelistas apoiariam Luizinho, ex-líder do governo
na Câmara. "Não chega a ser um acordo, mas espera-se
uma reciprocidade", disse Devanir Ribeiro (PT-SP). Brant confessou
ter recebido R$ 102 mil de caixa dois para sua campanha à Prefeitura
de Belo Horizonte em 2004. O pefelista avaliou que seu caso era um delito
menor. "Não se pode confundir decoro parlamentar com infração
eleitoral", afirmou. O argumento teve ampla ressonância entre
partidos governistas e da oposição. "Caixa dois é
crime eleitoral, punível com multa pela Justiça, não
com perda de mandato", disse o líder do PSDB na Câmara,
Jutahy Júnior (BA).
O processo de Brant foi visto como "especial",
por não seguir à risca o padrão típico do
"valerioduto": não houve saque na conta do publicitário
Marcos Valério de Souza na agência do Banco Rural de Brasília.
No caso de Brant, a SMPB, agência de Valério, teria sido
intermediária de uma contribuição da siderúrgica
Usiminas. Integrantes da bancada calculavam que ao menos 50 dos 83 petistas
votariam favoravelmente ao pefelista -esperando apoio para o caso de
Luizinho.
Absolvido Brant, criou-se um clima mais
favorável para repetir a dose com o petista. Muitos parlamentares
disseram que seria uma atitude esquizofrênica absolver um parlamentar
e cassar o outro no mesmo dia.
PFL defende PT
A defesa do petista foi feita, entre
outros, pelo pefelista Mussa Demes (PI), que subiu à tribuna
para defender a inocência de Luizinho. "O deputado Luizinho
é totalmente inocente. Nunca votei no PT, mas faço isso
por dever de consciência", afirmou.
Pelo PT, diversos membros da bancada
receberam a tarefa de conversar com a oposição. Entre
eles, Fernando Ferro (PE), que admitiu ter vivido uma situação
"curiosa". "Nunca escondi minhas diferenças com
o PFL, nem nunca neguei combater neste plenário. Mas pelo que
conheço da história do deputado Roberto Brant, entendo
que é injusto liquidá-lo publicamente por conta de um
único acontecimento."
Luizinho e o próprio Brant defenderam
em suas bancadas uma atitude recíproca. "Votei a favor do
Brant e estou repetindo para mim", disse o petista. O pefelista
retribuiu a gentileza. "Estou rezando por ele [Luizinho]."
O ex-líder do governo foi envolvido no esquema por causa de R$
20 mil. Um assessor seu sacou a quantia do "valerioduto" supostamente
para pagar campanhas de vereadores na Grande São Paulo. Em seu
discurso, Luizinho recusou-se a reconhecer erros. "Nunca, em momento
algum, menti ou faltei com a verdade".
Luizinho recebeu 253 votos favoráveis.
Pela cassação manifestaram-se 183 deputados. Os próximos
processos a serem julgados, na semana que vem, são os dos pepistas
Pedro Henry (MT) e Pedro Corrêa (PE). "Não é
uma pizza apenas que está se montando nesta Casa, mas um verdadeiro
rodízio: é uma pizza atrás da outra", afirmou
o deputado Babá (PSOL-PA).
(FÁBIO ZANINI, LUCIANA CONSTANTINO, CYNTHIA
GARDA E ADRIANO CEOLIN)
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Folha de São Paulo,
09 de março de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
FHC, Tasso e Aécio se encontram em São Paulo e devem conversar
com pré-candidatos; Serra dá sinais de que pretende concorrer
Cúpula se reúne para resolver
impasse tucano
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O comando do PSDB se reúne amanhã,
em São Paulo, em mais uma tentativa de pôr fim ao impasse
na escolha do candidato do partido para a disputa à Presidência
da República. O presidente do partido, senador Tasso Jereissati
(CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas,
Aécio Neves, se encontram já na manhã de sexta-feira.
Tasso terá uma reunião
com cada um dos dois postulantes, o governador do Estado, Geraldo Alckmin,
e o prefeito José Serra. A expectativa dos chamados serristas
é que o prefeito confirme a Tasso a disposição
de concorrer à Presidência, autorizando o senador a negociar
com Alckmin. Segundo aliados de Serra, o prefeito dá sinais de
que pretende concorrer à Presidência. Mas está sob
pressão de FHC para que leve em consideração a
disputa pelo governo do Estado. O argumento de FHC tem sido o de que
o PSDB não pode perder o Palácio dos Bandeirantes, sob
o comando do partido há três mandatos.
Segundo interlocutores de Serra, o prefeito
tem manifestado a disposição de concorrer ao Palácio
do Planalto. Mas a disputa pelo governo do Estado não deixa de
ser uma "hipótese". Para análise dos cenários,
os tucanos chegaram a encomendar uma pesquisa. Segundo integrantes do
partido, a consulta apresenta simulações com seu nome
à Presidência e ao governo do Estado.
Apelidado de "plano B",
a disputa pelo Palácio ao Bandeirantes divide aliados de Serra.
Enquanto uns alegam que, se é para correr riscos, que seja pelo
Planalto, outros argumentam que a demora de Serra já inviabilizou
sua candidatura, e que a premissa imposta por ele -a unidade em torno
de seu nome- não se materializará: "Tem essa questão
do "timing". Essa demora toda já trouxe prejuízos
à manutenção da candidatura Serra", ponderou
o deputado Antônio Carlos Pannunzio. Até ontem, no entanto,
Serra estaria colocando a idéia como última de suas alternativas,
atrás até da permanência na prefeitura.
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Folha de São Paulo,
09 de março de 2006
RECEITA ORTODOXA
Copom mantém gradualismo e reduz taxa para 16,50%; dos 9 membros,
3 votaram por diminuição de um ponto
Sem consenso, BC corta juro em 0,75 ponto
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Banco Central deu continuidade ao processo
gradual de corte nos juros e reduziu ontem a taxa Selic em 0,75 ponto
percentual. Dentro da própria diretoria do BC, porém,
a decisão não teve consenso: dos nove membros do Copom
(Comitê de Política Monetária do BC), seis votaram
pela queda gradual e três preferiam uma diminuição
de um ponto percentual. Prevaleceu, portanto, a vontade da maioria.
A partir de hoje, a Selic será fixada em 16,50% ao ano. A taxa
irá vigorar até a próxima reunião do Copom,
marcada para os dias 18 e 19 de abril. A medida foi anunciada por meio
de uma nota, na qual o BC informou ter decidido dar "prosseguimento
ao processo de flexibilização da política monetária".
6ª queda
Foi a sexta queda seguida da Selic, que,
ainda assim, continua num nível mais elevado do que o observado
no início do processo de alta dos juros conduzido pelo BC. Em
setembro de 2004, quando os aumentos começaram, a Selic estava
em 16% ao ano. No final de 2005, quando os encontros do Copom eram mensais,
os cortes eram de 0,5 ponto percentual cada um. A partir deste ano,
as reuniões acontecem a cada seis semanas -agora, uma redução
de 0,75 ponto equivale a um corte mensal de 0,5 ponto.
Foi a primeira reunião do Copom
depois do anúncio, pelo IBGE, de que a economia brasileira cresceu
somente 2,3% no ano passado. O número ficou bem longe da expansão
média de 6,3% registrada pelos países emergentes em 2005,
de acordo com estimativa do FMI (Fundo Monetária Internacional).
A alta dos juros promovida pelo BC é vista, dentro e fora do
governo, como um dos principais responsáveis por essa desaceleração
-em 2004, o Brasil cresceu 4,9%. Ainda que a redução decidida
ontem pelo Copom fosse de um um ponto percentual, os juros brasileiros
continuariam entre os mais altos do mundo. A diferença é
que um corte maior sinalizaria um compromisso maior do BC em estimular
o crescimento, o que poderia reduzir os juros praticados no mercado
financeiro e aumentar a confiança de consumidores e empresários
no desempenho da economia.
Entre os que defendem uma queda mais
acelerada da taxa Selic, o que se diz é que a inflação
está sob controle, e isso permitiria um corte maior nos juros.
No começo do ano os índices de preços chegaram
a registrar uma ligeira alta, mas essa elevação foi creditada
a fatores sazonais, que não devem prejudicar o cumprimento das
metas do governo. Além disso, o ainda elevado desemprego -cuja
taxa chegou a 9,2% em janeiro, de acordo com o IBGE- e o próprio
crescimento do PIB no ano passado seriam um indício de que a
economia precisa de um impulso extra para retomar um crescimento mais
forte neste ano.
Além disso, a queda do risco-país
e da cotação do dólar, a redução
da dívida externa e os resultados positivos alcançados
pela balança comercial são outros fatores que mostrariam
que a economia brasileira tem avançado nos últimos anos,
e a taxa Selic deveria cair mais para acompanhar o ritmo dessa melhora.
Nas últimas semanas, porém, surgiram dois obstáculos
a esse cenário predominantemente positivo. Um deles é
a disparada do preço do álcool. Na reunião do Copom
de janeiro, a diretoria do BC dizia esperar que a gasolina não
sofresse nenhum reajuste neste ano.
No mês passado, porém, a
decisão do governo de reduzir a quantidade de álcool misturada
na gasolina levou a um aumento dos combustíveis. Essa situação
pode se reverter caso os preços voltem a recuar quando tiver
início a safra da cana-de-açúcar, mas o impacto
que isso terá sobre a inflação ainda é incerto.
Além disso, tem ganhado força nos mercados financeiros
internacionais a expectativa de que o processo de aumento da taxa de
juros nos Estados Unidos continue por mais tempo do que o inicialmente
previsto.
Diante disso, muitos investidores
passaram a trocar suas aplicações em títulos de
países emergentes por papéis do Tesouro norte-americanos,
que ficaram mais rentáveis. No Brasil, esse movimento ajudou
a puxar para cima a cotação do dólar, que estava
perto de R$ 2,10 até a semana passada e fechou ontem em R$ 2,186.
Quadro: Gazeta do Povo

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JORNAL GAZETA DO POVO, 09
de março de 2006 | Brasil
Questão Agrária-no século
passado, a maior luta era contra o latifúndio
Reforma Agrária na América
Latina enfrenta novos desafios
Porto Alegre (EFE) – Os países latino-americanos avançaram
em alguns pontos com a reforma agrária implementada no século
passado, mas a propriedade da terra ainda é muito concentrada
e surgiram novos desafios, segundo os participantes da Conferência
Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural,
realizada em Porto Alegre.
O México realizou uma das maiores
reformas agrárias do mundo, distribuindo quase metade do seu
território, mas hoje enfrenta o problema de milhares de minifúndios
improdutivos. Já na Colômbia, a concentração
da propriedade da terra duplicou nos últimos 20 anos.
“Alguns países alcançaram avanços, mas em
todos existem problemas de terra antigos e novos”, disse Paolo
Groppo, analista da FAO. “Na década de 60, o desafio era
apenas lutar contra o latifúndio. Agora existem novos problemas
e os países latino-americanos têm que se equilibrar entre
as pressões de agricultores, índios, afrodescendentes,
mulheres, ecologistas e do próprio mercado”.
No Brasil, além de atender a reivindicações
econômicas e culturais dos pobres, o novo modelo de reforma agrária,
segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também
tem que levar em conta a preservação ambiental e a produção
de combustíveis alternativos ao petróleo.
A FAO, organizadora da II Conferência
sobre Reforma Agrária, espera que o encontro em Porto Alegre,
que termina amanhã, apresente um novo modelo de reforma agrária
e um compromisso mundial em defesa da população rural,
que representa 75% dos pobres do mundo.
Pobreza
Delegações de 80 países
participam da reunião de Porto Alegre, convocada 27 anos depois
da primeira Conferência da FAO sobre o tema (Roma, 1979). Segundo
os especialistas, as reformas agrárias promovidas na América
Latina nas décadas de 60 e 70, algumas delas ainda em andamento,
melhoraram a situação, mas não foram capazes de
reduzir a pobreza no campo.
As estatísticas indicam que a
maioria da população rural nos países da América
Latina se encontra abaixo da linha de pobreza. No Brasil, são
75,5%.
A concentração de
terra continua alta, especialmente na América do Sul. Enquanto
quase a metade (46,04%) das propriedades rurais ocupa 1,26% das terras
cultiváveis na Argentina, Brasil, Colômbia, Peru e Paraguai,
14,64% dos proprietários monopolizam 68% da superfície.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 09
de março de 2006 | Brasil
Ação
MST ocupa cinco fazendas no Pontal
do Paranapanema
Mirante do Paranapanema, SP (AE) – O Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem-Terra (MST) mobilizou 800 integrantes, a maioria mulheres,
e invadiu cinco fazendas entre a madrugada e a manhã de ontem
no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo.
A ação fez parte do “2006 vermelho” desencadeado
pelo movimento para pressionar os governos estadual e federal a construírem
uma “agenda positiva” para a reforma agrária.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 09
de março de 2006 | Economia
Conjuntura
Ipea prevê crescimento de
3,4%
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) manteve a projeção
de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,4% para 2006 –
abaixo das apostas de 4% feitas por integrantes do governo – e
reduziu a previsão da inflação deste ano para o
centro da meta, de 4,5%. Os técnicos do Ipea alertam que, para
crescer a taxas maiores, é preciso aumentar os investimentos.
Para o instituto, a redução do uso da capacidade da indústria
abre espaço para longo processo de redução dos
juros.
“Não descartaria um
crescimento que possa chegar a 4%, mas acredito que será mais
perto dos 3,5%”, disse o coordenador do Grupo de Acompanhamento
Conjuntural (GAC) do Ipea, Fábio Giambiagi. A previsão
de expansão do PIB foi mantida porque, segundo o diretor de macroeconomia
do Ipea, Paulo Levy, o cenário traçado em dezembro “vem
se materializando como previsto”.
Matéria
Regional para Conhecimento
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 09 de março
de 2006
Setor madeireiro reclama de crise e discute
soluções
A crise do setor madeireiro foi discutida ontem em uma reunião
realizada na sede da Federação das Indústrias do
Paraná (Fiep), com a participação da Delegacia
Regional do Trabalho. As demissões (mais de 4 mil desde maio
de 2005) e as soluções para sair do mau momento vivido
pelo segmento foram os principais assuntos abordados no encontro com
os empresários.
O presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base
Florestal (Apre), Roberto Gava, explica que duas medidas que poderiam
tirar o setor da crise seriam a busca por novos mercados e a redução
da qualidade dos produtos provenientes da madeira. Gava cita o exemplo
dos móveis, que poderiam ser fabricados com modelos mais populares
com a intenção de abrir outros mercados. “Mas estaríamos
abandonando um mercado de tradição. Seria tremendamente
negativo, pois mostra ao mercado exterior que os produtores não
têm constância”, afirma.
O dilema continua quanto ao mercado interno. A venda dos produtos de
base florestal poderia ser aumentada desde que a demanda interna também
crescesse. Isto aconteceria quando a população tivesse
uma renda melhor. “Não precisaríamos buscar desesperadamente
a exportação, mas a gente sabe que a realidade não
é essa”, comenta Gava.
Segundo o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, houve 4,2
mil demissões do setor madeireiro desde maio de 2005. Este fato
se tornou preocupante nas cidades onde a indústria da madeira
é uma das principais economias, como os municípios do
sul e centro-oeste do Estado. “Estes homens e mulheres podem migrar
para a criminalidade, pois não têm outra oportunidade de
emprego”, esclarece.
A crise do setor madeireiro está ligada a dois fatores: o “apagão”
florestal e a queda do dólar. “A produção
florestal está em segundo lugar no agronegócio, perdendo
apenas para a soja. O que acontece é que a empresa está
recebendo muito menos e pagando as mesmas contas”, relata Gava.
Para Serathiuk, é preciso estudar todos os fatores que levaram
o setor à crise. Ele lembra que as empresas madeireiras sofriam
com a falta de estoque quando veio o fenômeno do dólar
baixo. Os aspectos ambientais e econômicos, como uma redução
de impostos para o segmento, estão sendo discutidos constantemente
para que a crise acabe o mais rápido possível.
Gripe aviária
A diminuição das vendas de frango no mercado externo,
ocasionados pela gripe aviária, fez a empresa C.Valle, de Palotina,
demitir 260 trabalhadores e diminuir em 20% o abate de aves. Já
a Copacol de Cafelândia está propondo a redução
salarial de 20% para evitar demissões.
Em razão desta informação, repassada pelos sindicatos
dos trabalhadores, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) está
convocando uma mesa de entendimento entre as partes envolvidas, federação
de trabalhadores da categoria e empregadores.
(Joyce Carvalho)
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,09
de março de 2006
Mínimo deveria ser de R$ 1.474,71
São Paulo - Estudo divulgado ontem pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou
que o salário mínimo deveria ser de R$ 1.474,11 para suprir
suas necessidades básicas e da família. A constatação
foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional
da Cesta Básica de fevereiro, realizada em 16 capitais do País
e divulgada ontem.
Com base no maior valor apurado para
a cesta, de R$ 175,54, em São Paulo, e levando em consideração
o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação,
moradia, saúde, transportes, educação, vestuário,
higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo
deveria ser 4,9 vezes maior que o piso vigente, de R$ 300.
Apesar da grande diferença, o
Dieese destacou que houve diminuição, em relação
ao valor necessário em janeiro de 2006, de R$ 1.496,56. Em fevereiro
do ano passado, a quantia era bem próxima da atual, de R$ 1.474,96,
mas equivalia a 5,67 salários mínimos da época
(R$ 260,00).
O levantamento destacou ainda que o assalariado
- cujo rendimento equivale a um salário mínimo - precisou
cumprir 128 horas e 44 minutos, em fevereiro de 2006, para adquirir
os produtos da cesta básica. Esta jornada foi menor que a necessária
em janeiro (130 horas e 8 minutos) e que a exigida em fevereiro do ano
passado, quando atingia a 148 horas e 7 minutos.
Também quando se considerou
o valor do salário mínimo líquido, o Dieese verificou
a redução do porcentual comprometido com a compra dos
gêneros essenciais. Em fevereiro foram necessários 63,36%
de um salário para comprar os mesmos itens que, em janeiro, exigiam
64,05% daquele valor e, em fevereiro de 2005, comprometiam 72,90% do
mínimo então em vigor.
Flavio Leonel
Agência Estado
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O ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 09 de março de 2006 | Economia
Com mais reformas, Brasil poderá
crescer 5%, diz Palocci
João Caminoto
Londres - O ministro da Fazenda, Antônio
Palocci, disse ao jornal Financial Times que o Brasil poderá
elevar sua taxa de crescimento, mas não num ritmo do estilo da
expansão chinesa que ameaçaria a estabilidade e desigualdade.
Segundo o ministro, o Brasil poderá conquistar uma taxa sustentável
de crescimento econômico de 5% se continuar a cortas os gastos
no seu sistema de Previdência Social e implementar novas reformas
estruturais.
"No passado, o Brasil atingiu taxas
de crescimento de 7% através da criação de amplos
desequilíbrios macroeconômicos", disse Palocci "Não
há razão para se ter dois anos de rápido crescimento
seguidos por colapso."
Segundo o ministro, "crescimento
com redistribuição de renda é parte de cultura
de desenvolvimento do Brasil". E acrescentou: "Alguns países
preferem crescer, crescer, crescer e depois redistribuir a renda."
O FT observa que mesmo para que o Brasil
obtenha um crescimento de 5%, será uma tarefa árdua. Apesar
de o país ter recuperado estabilidade financeira, o crescimento
tem ficado em torno dessa marca.
"Alguns economistas duvidam
que a economia brasileira vai atingir até mesmo a previsão
do governo de 4% para este ano", disse o jornal. Além das
reformas, acrescenta o jornal, o País precisa de uma melhora
do ambiente de negócios para atrair investimentos. "Uma
série de iniciativas no início do governo Lula foram agora
paralisadas", disse o FT.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
09 de março de 2006 | Política
Mais de 2 mil foram exonerados após
proibição de nepotismo
BRASÍLIA – Levantamento
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mostra que, após a proibição
do nepotismo no Poder Judiciário, foram exonerados cerca de 2,6
mil parentes de juízes em todo o país.
O número foi divulgado pelo presidente
da Comissão de Combate ao Nepotismo do Conselho Federal da OAB,
Wladimir Rossi Lourenço. A proibição do nepotismo
no Judiciário está prevista em resolução
do Conselho Nacional de Justiça, publicada em 14 de novembro
no Diário Oficial da União.
No dia 16 de fevereiro, o Supremo Tribunal
Federal (STF) declarou a norma constitucional. A decisão é
retroativa ao dia 14 de fevereiro – prazo fixado pelo CNJ para
que os tribunais exonerassem os parentes de juízes.
Para o presidente da OAB da Bahia, Dinailton
Oliveira, é preciso que a sociedade fique atenta para a possibilidade
de funcionários demitidos serem contratados para trabalhar em
outros poderes, numa troca de favores entre dirigentes dos órgãos
conhecida como transnepotismo.
"Não dá para
avaliar a extensão dessa troca de favores", disse Oliveira.
"A sociedade então tem o papel fundamental de exercer o
controle social e fiscalizar esses atos públicos." Segundo
ele, a OAB vai fazer o "acompanhamento devido" para evitar
a ocorrência desses casos.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
09 de março de 2006 | Economia
Prazo de entrega da declaração
da Rais termina dia 17
BRASÍLIA – Faltam apenas
dez dias para o fim do prazo de entrega da declaração
da Relação Anual de Informações Sociais
(RAIS), ano-base 2005. Até ontem, apenas 1,292 milhão
de empresas entregaram a Rais ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Quem declarar depois do dia 17 de março
está sujeito à multa. No ano passado, 6,3 milhões
estabelecimentos declararam a Rais. O ministério recomenda a
não deixarem para a última hora a declaração,
pois este ano o formulário sofreu modificações
visando aumentar o leque da análise dos dados.
A RAIS é um censo anual do mercado
formal de trabalho. É a partir dos dados fornecidos pelos empregadores
de todo o país que se traça o perfil do mercado e se colhe
dados, inclusive, para políticas públicas do setor.
É também com as informações
da Rais que se identifica os trabalhadores que têm direito ao
recebimento do abono do PIS/Pasep. Este ano, o formulário foi
acrescido de cinco novos campos.
O ministério preparou um roteiro
para facilitar o preenchimento desses novos campos, que se referem à
contribuição sindical, horas efetivamente trabalhadas,
local onde o trabalhador presta o serviço, verbas rescisórias.
O roteiro está disponível
no site da RAIS (http://www.rais.gov.br ) no link dúvidas freqüentes.
Quem não enviar as informações no prazo estabelecido
está obrigado a pagar multa mínima de R$ 425,64, acrescida
de R$ 53,20 por bimestre de atraso.
Este ano, os percentuais que são
somados ao valor, de acordo com o número de empregados da empresa,
foram atualizados. Para obter mais informações, o empregador
deve acessar a Portaria 14, de 10 de fevereiro de 2006, no link Legislação
da página eletrônica do MTE (www.mte.gov.br).
O Ministério do Trabalho
e Emprego informou que o programa gerador de declaração
da RAIS (GDRais) está disponível na internet. As dúvidas
podem ser enviadas para o e-mail rais.sppe@mte.gov.br ou por fax (61)
3317-8272.
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DIÁRIO DE AVEIRO
/ PORTUGAL, 09 de março de 2006
Sindicato diz que Carrefour boicotou
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio
Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) foram, ontem,
impedidos de realizar um actividade sindical no Centro Comercial Carrefour,
em Aveiro, noticia o JN.
«Segundo Andreia Araújo,
do CESP, a administração da loja de Aveiro "apenas
disponibilizou uma sala, onde não era possível estabelecer
qualquer tipo de contacto com as funcionárias".
"Os sindicatos têm o direito
de realizar actividades sindicais e para isso foi solicitado que os
deixassem utilizar o refeitório e sala de convívio, que
é onde estão os trabalhadores. Mas esta não foi
a primeira vez que aconteceu este tipo de situações",
acrescenta.
O objectivo desta acção
era, então, o contacto com as trabalhadores, no âmbito
de uma campanha de sensibilização contra a discriminação
salarial. O sindicato adiantou ainda que esta actividade sindical estava
prevista para os outros hipermercados da cidade (Jumbo e Feira Nova),
onde tudo decorreu dentro da normalidade.
Contudo, já ao final do dia, Andreia
Araújo disse, ao JN, que "há a intenção
por parte da empresa de recuar nesta decisão e amanhã
(hoje) já deverão permitir a utilização
do refeitório e sala de convívio".
Contactada pelo JN, a responsável
pelos Recursos Humanos do Carrefour optou por não fazer qualquer
comentário, para já, remetendo possíveis esclarecimento
para um comunicado da empresa, a ser emitido hoje.» (Diário
de Aveiro)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
09 de março de 2006
Feirante garante aposentadoria na Justiça
sem comprovar tempo de serviço
Um aposentado do Rio de Janeiro obteve
o restabelecimento do benefício da aposentadoria, que recebia
regularmente, mas que foi cassado pelo INSS (Instituto Nacional da Seguridade
Social). O Instituto não considerou provado seu tempo de serviço
como feirante, no final dos anos 50. A decisão foi da 1ª
Turma Especializada do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região
que, por unanimidade, manteve a sentença que havia determinado
a restauração do benefício pela autarquia federal.
O beneficiário propôs ação
na 37ª Vara Federal do Rio, requerendo o restabelecimento de sua
aposentadoria, e que, para isso, fosse considerado como tempo de serviço
o total de 35 anos, um mês e nove dias, incluído o período
entre agosto de 1952 e novembro de 1968, quando trabalhou em feiras
livres.
O INSS sustentou que o autor da ação
não fazia jus a nenhuma aposentadoria, porque só teria
provado o tempo de serviço equivalente a quase 28 anos. Segundo
o TRF-2, para a sentença de primeira instância, foram analisados
os documentos e chegou-se à conclusão de que o INSS deveria
levar em conta o período de cerca de 32 anos para efeito de cálculo
da aposentadoria.
As partes apelaram ao TRF onde o relator
do caso, desembargador federal Abel Gomes, considerou a sentença
justa. Para ele, existem elementos suficientes para a concessão
do benefício, mesmo sem levar em conta os 35 anos pedidos pelo
ex-feirante.
De acordo com o magistrado, os 32 anos
de tempo de serviço foram demonstrados, primeiramente, em razão
de o INSS ter reconhecido administrativamente "que o segurado contava
à época do requerimento do benefício com 29 anos,
5 meses e 28 dias".
Além disso, aludiu ao trecho
da sentença em que se reconheceu que "é possível
constatar a efetiva atividade de feirante do autor, pelo menos a partir
de 17 de agosto de 1957, quando seu empregador solicitou carteira de
empregado para o autor, à Prefeitura do então Distrito
Federal, informando que o mesmo vendia produtos de seu sítio
nas feiras livres da cidade".
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
09 de março de 2006
Imposto de Renda também incide
sobre férias não gozadas, diz TRT-SP
Para a 9ª Turma do TRT (Tribunal
Regional do Trabalho) da 2ª Região, o valor pago ao empregado
a título de indenização por férias não
gozadas é rendimento tributável. Este entendimento foi
firmado no julgamento de Recurso Ordinário do Banco Bradesco
S.A.
Um ex-empregado do Bradesco entrou com
processo na 75ª Vara do Trabalho de São Paulo, reclamando
que o banco, contrariando decisão liminar da Justiça Federal
em ação civil pública do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, recolheu o Imposto de Renda sobre férias
e respectivo terço pagos na rescisão do contrato de trabalho.
De acordo com o bancário, a liminar
"segue a diretriz traçada pela Súmula 125 do E. Superior
Tribunal de Justiça e já havia sido baixada quando do
pagamento dos títulos rescisórios".
O juiz da 75ª Vara do Trabalho de
São Paulo condenou o Bradesco a devolver ao ex-empregado "os
valores que foram indevidamente descontados na rescisão contratual".
O banco recorreu ao TRT-SP sustentando que o desconto do imposto foi
regular.
Para o juiz Luiz Edgar Ferraz de Oliveira,
relator do recurso no tribunal, "a súmula 125 do Egrégio
STJ não se aplica no âmbito da Justiça do Trabalho.
Ela trata de férias não usufruídas por necessidade
de serviço, razão típica do serviço público".
Segundo o relator, "a Consolidação
das Leis do Trabalho não prevê tal hipótese. O valor
das férias indenizadas constitui rendimento tributável".
"Face ao disposto na Instrução
Normativa 15/2001 e art. 39 do Decreto 3.000/99, bem como decisões
recentes do Ministério da Fazenda, férias indenizadas
e respectivo terço pecuniário estão sujeitos à
retenção do imposto de renda. A súmula 125 do STJ
não tem pertinência com férias do trabalhador regido
pela CLT", decidiu ele.
Por unanimidade, os juízes
da 9ª Turma acompanharam o voto do juiz Luiz Edgar de Oliveira,
isentando o Bradesco de restituir ao bancário o Imposto de Renda
referente às férias indenizadas.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
09 de março de 2006
Empregado deve ser indenizado mesmo se
continuar a trabalhar após acidente
Ainda que o empregado acidentado, que
perdeu 30% de sua capacidade laboral, tenha continuado a trabalhar na
mesma empresa, com salário superior ao recebido anteriormente,
é obrigatório o pagamento de indenização.
O entendimento é da 4ª Turma do STJ (Superior Tribunal de
Justiça), ao julgar o recurso especial apresentado por Expedito
Copeli contra decisão da Justiça gaúcha que afastou
da condenação da empresa Gazola S/A Indústria Metalúrgica
ao ressarcimento pelos danos patrimoniais.
O trabalhador entrou com ação
de indenização contra a empresa, por danos materiais e
morais, devido a acidente de trabalho. Ele perdeu os dedos indicador,
médio e anular quando teve a mão esquerda atingida pela
máquina em que trabalhava. Faltava, segundo afirma, uma peça
essencial a sua segurança.
Em primeira instância, a empresa
foi condenada a pagar mensalmente, a título vitalício,
30% de Cr$ 2.640, corrigidos, devido à incapacidade para o trabalho,
e R$ 4.080 por danos morais e estéticos.
As partes apelaram. O Tribunal de Justiça
gaúcho aumentou o valor da indenização por danos
morais e estético de R$ 4.080,00 para R$ 12 mil, mas afastou
a condenação da empresa em danos patrimoniais. O entendimento
dos desembargadores foi que, como após o acidente Copeli manteve
o vínculo empregatício, não houve dano patrimonial.
A decisão levou o empregado a
recorrer ao STJ, alegando que, conforme comprovado em lado pericial
e admitido pelo acórdão, as lesões causadas pelo
acidente são graves e irreversíveis, não sendo
possível negar a diminuição da capacidade para
o trabalho.
Para a defesa de Copeli, além
de o retorno ao trabalho ser irrelevante, não se presta ao afastamento
da indenização pelos danos materiais, uma vez que o "profissional
debilitado fisicamente empreenderá, para obtenção
dos mesmos resultados, uma carga de esforço, físico e
mental, infinitamente superior àquela utilizada pelo trabalhador
que goza de perfeitas condições físicas".
Com esses argumentos, pediu pensão
mensal e vitalícia de 30% sobre o salário que recebia
à época do acidente, com termo inicial na data do acidente
ou a partir do rompimento do contrato de trabalho mantido com a empresa.
Ao apreciar o recurso, o relator, ministro
Raphael de Barros Monteiro, discordou do entendimento do Tribunal estadual
de que, pelo fato de ter retornado ao trabalho na mesma empresa em que
sofre o acidente, com remuneração maior, não haveria
o prejuízo. Para o relator, na verdade, o empregado sofreu evidente
depreciação de sua aptidão laborativa, em nada
importando o retorno posterior à sua atividade profissional de
prenseiro.
"O que deve se ter na mira, nesse
particular, é a diminuição da potencialidade produtiva,
pois, cuidando-se de lesões irreversíveis, o seu aproveitamento
resultará prejudicado, afetando diretamente a sua colocação
no mercado de trabalho e, ainda, um maior esforço físico
e mental no exercício de suas tarefas habituais", afirmou
o ministro.
Ele destaca, ainda, que a jurisprudência
do STJ já se fixou no sentido de que não se pode vincular
a diminuição da capacidade de trabalho ao salário
que o empregado passou a receber após o acidente. Assim, o relator
restabeleceu a sentença que fixou o pagamento de pensão
em 30% do que recebia antes do acidente, corrigido monetariamente desde
da data do acidente, e descartou a hipótese de devolver o processo
ao TJ, para que se decida se há necessidade de a empresa constituir
capital para a garantia do pagamento das prestações a
vencer. A decisão foi unânime.
O ministro Jorge Scartezzini, no entanto,
ressalvou seu posicionamento pessoal. Ele classifica os danos em: 1)
material ou patrimonial (que afeta somente o patrimônio do ofendido,
ainda que mediante repercussão, passível de avaliação
em dinheiro), o qual se subdivide em: a) positivo ou emergente, quando
caracterizada, objetivamente, subtração ou diminuição
patrimonial; b) negativo ou "lucro cessante", referente à
lesão patrimonial geralmente futura, mas altamente provável,
aferida razoavelmente com base nos ganhos atuais do lesado; 2) moral
ou extrapatrimonial (consistindo na lesão de interesses não
materiais, de bens que integram os direitos da personalidade, tais como
honra, intimidade, bom nome, integridade física, e que acarreta
ao lesado dor, sofrimento, humilhação, vexame, aborrecimento).
O ministro Scartezzini classificou, ainda,
os danos estéticos como uma terceira categoria de lesão,
ao lado dos danos materiais e morais, passível, dessa forma,
de indenização autônoma, ressaltando que, majoritariamente,
a doutrina pátria não considera o dano estético
indenizável por si próprio, porquanto consistente ora
num dano patrimonial, ora num dano moral.
O STJ, contudo – explica o ministro
–, admite a indenização cumulada dos danos morais
e estéticos oriundos do mesmo fato, se inconfundíveis
suas causas e passíveis de apuração separada, o
que permitiria concluir, à primeira vista, pela autonomia do
dano estético. Todavia, como nem sempre restam plenamente dissociados,
em tais julgados, o dano estético e o material, ainda permanece
válida a orientação quanto à subsunção
do dano estético, se não mais ao dano moral, ao patrimonial.
O entendimento do ministro descartou
a legitimidade da indenização em caso de a perda anatômica
implicar inabilitação ao exercício de ofício
ou profissão habitual ou em redução do valor de
tal trabalho, desde que tivessem tais conseqüências, como
autênticos danos materiais emergentes, sido efetivamente comprovadas.
No caso em discussão, ao contrário, concluiu pela inadmissibilidade
da indenização de tais danos a título de lucros
cessantes, porque da perda dos dedos do operário não se
pode deduzir, como efeito inevitável dos acontecimentos, a certeza
da perda de trabalho e da redução salarial, as quais,
aliás, não se verificaram concretamente.
Em resumo, o ministro entendeu que ou
se comprovam efetivamente os danos patrimoniais ou econômicos
advindos da ofensa à integridade corporal, e aí cabível
a indenização haja vista a configuração
de dano material emergente indireto, ou não há que se
ressarcir a redução eventual da capacidade laborativa
quer, pretensamente, a título de lucros cessantes, quer, na realidade,
a título de dano hipotético: a lesão física,
em si mesma considerada, constitui dano estético, de alta gravidade,
e como tal deve ser reparada.
Para o ministro Jorge Scartezzini,
não é injusta a solução encontrada pela
turma, desde que, em casos assim, passem a ser devidamente sopesados
todos os danos e as correlatas indenizações.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
09/03/2006
Transferências sucessivas asseguram
pagamento de adicional
As sucessivas mudanças de localidade
a que foi submetido um empregado do Banco Itaú S/A garantiram-lhe
o pagamento do adicional de transferência, previsto na legislação,
em relação a todas alterações do local de
trabalho. O direito do bancário foi confirmado pela Quinta Turma
do Tribunal Superior do Trabalho, que negou recurso de revista à
instituição financeira, conforme o voto do ministro Gelson
de Azevedo (relator). A decisão confirmou manifestação
anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (com
jurisdição no Paraná).
Desde a sua admissão em abril
de 1972, o bancário foi transferido diversas vezes até
seu desligamento do Banco Itaú, em março de 1991. O direito
ao adicional foi reconhecido pela Justiça do Trabalho paranaense
e, no TST, a empresa pretendia excluir o pagamento do adicional correspondente
à última transferência, imediatamente anterior à
extinção do contrato de trabalho.
O argumento do Banco Itaú foi
o de que a derradeira transferência teve caráter definitivo,
o que afastaria a cobrança do adicional, cabível apenas
em casos de transferência provisória. A decisão
regional teria violado, segundo a instituição, a Orientação
Jurisprudencial nº 113 da SDI-1, cuja última parte afirma
que “o pressuposto legal apto a legitimar a percepção
do mencionado adicional é a transferência provisória”.
O ministro Gelson de Azevedo reproduziu,
em seu voto, as constantes mudanças ocorridas na trajetória
funcional do bancário, a partir da assinatura do contrato (abril
de 1972) em São Jerônimo da Serra. Em novembro de 1979
foi transferido para São Jorge do Ivaí, em abril de 1981
para Nova Londrina, em junho de 1981 para Doutor Camargo, em dezembro
de 1982 para Atalaia, em janeiro de 1985 para Mandaguari, em março
de 1986 para Umuarama, em março de 1992 para São Paulo
(capital), maio de 1994 para Londrina, em março de 1995 para
Curitiba e, em abril de 1998, para Maringá, onde permaneceu até
a rescisão do contrato (março de 1991).
O conjunto das transferências demonstrou
seu caráter temporário, inclusive em relação
ao período final do contrato, desempenhado em Maringá.
“Tendo ficado evidenciada a provisoriedade das transferências,
em face das sucessivas mudanças de localidade, presume-se que
a última transferência, obstada pela rescisão do
contrato de trabalho, teria a mesma natureza jurídica”,
observou o relator ao negar o recurso.
Também foi afastada, pelo TST,
a alegação patronal de ocorrência de prescrição
em relação ao pagamento do adicional de transferência.
O recurso só foi deferido ao Itaú a fim de determinar
o desconto dos valores pagos na condenação a título
de imposto de renda. (RR 1960/2001-021-09-00.8)
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FEDERAÇÃO
DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA NOS ESTADOS DE GOIÁS,
TOCANTINS E DISTRITO FEDERAL
AVISO
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL - EXERCÍCIO 2006
Pelo presente Edital, o Presidente
da entidade supra, faz saber aos Senhores Empregadores Industriais de
sua base territorial, compreendida nos Estados de Goiás, Tocantins
e Distrito Federal, cujos empregados se encontram inorganizados em Entidade
Sindical de 1º Grau (sindicato), na conformidade do disposto no
artigo 582 da Consolidação das Leis do Trabalho, e os
empregados representados, pelos Sindicatos filiados: STI DE FIAÇÃO
E TECELAGEM DE ANÁPOLIS/GO; STI DA CONSTRUÇÃO E
DO MOBILIÁRIO DE BRASÍLIA/DF; STI DA EXTRAÇÃO
DO FERRO E METAIS BÁSICOS DE CATALÃO/GO; STI EXTRATIVAS
DO VALE DO RIO CRIXÁS/GO; STI DA EXTRAÇÃO DE MINERAIS
NÃO METÁ- LICOS DE MINAÇU/GO; SIND.OF.ALFAIATES,
COSTUREIRAS E TRAB. IND. CONFECÇÕES DE ROUPAS NO ESTADO
DE GOIÁS; STI DE CALÇADOS NO ESTADO DE GOIÁS; STI
EXTRATIVAS DE NIQUELÂNDIA E BARRO ALTO/GO; STI E AGRO-INDÚSTRIA
DE FABRICAÇÃO DE ÁLCOOL DO SUDOESTE DO ESTADO DE
GOIÁS; STI QUÍMICOS-FARMACÊUTICOS DE ANÁPOLIS/GO;
STI QUÍMICOS-FARMACÊUTICOS NO ESTADO DE GOIÁS; STI
TÊXTIL DE ITUMBIARA/GO; SINDICATO DOS EMPREGADOS EM CONFECÇÕES
E COSTUREIROS DE JATAÍ/GO, que o desconto da Contribuição
Sindical deverá ser efetuado até 31 de março do
corrente ano, e repassado à Federação através
de estabelecimento bancário credenciado pela Caixa Econômica
Federal, até o dia 30 de abril de 2006, impreterivelmente. Ficam
os interessados cientificados, desde já, que o não recolhimento
da Contribuição Sindical de seus empregados, no prazo
previsto, importará em multa de 10% (dez por cento) nos trinta
primeiros dias, com adicional de 2% (dois por cento) ao mês subseqüente,
juros de mora de 1% (um por cento), e correção monetária,
conforme estabelece o artigo 600 da Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT. As guias para recolhimento já está
sendo expedidas, devendo os empregadores que não as receberem
até o dia 31.03.06, fazerem o favor de solicitá-las à
Federação no seguinte endereço: Rua Hugo Bril,
nº 204 - Setor Marista - Goiânia/GOIÁS, OU PELO TELEFONE:
0XX62-3241.3850. Goiânia, 3 de março de 2006. LUIZ
LOPES DE LIMA
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Diário
Oficial do Estado do Rio Grande do Norte
COMISSÃO
ORGANIZADORA PRÓ-FUNDAÇÃO DA NOVA CENTRAL
SINDICAL DE TRABALHADORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
EDITAL
DE CONVOCAÇÃO
Pelo
presente, estamos convocando todos os dirigentes Sindicais do
Estado do Rio Grande do Norte para a Assembléia Geral
Extraordinária, a ser realizada no auditório da
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
do RN, situado na Av. Bernardo Vieira, 576 – Quintas –
nesta Capital, no dia 22 de março de 2006, às
14 horas, em primeira convocação, ou às
15h30, em segunda convocação para tratar da seguinte
Ordem do Dia: 1) Leitura, discussão e aprovação
do Edital de Convocação; 2) Declarar constituída
a Nova Central Sindical de Trabalhadores; 3) Aprovação
do Estatuto da Entidade; 4) Eleição dos membros
da primeira Diretoria e do Conselho Fiscal, com mandato de quatro
anos, contado da data da posse; 5) Posse dos membros da Diretoria
e do Conselho Fiscal; e 6) Autorizar a Diretoria eleita a tomar
todas as medidas necessárias para completar a regularização
da Entidade. As deliberações serão tomadas
por maioria de votos dos presentes. Natal/RN, 06 de março
de 2006. JOAQUIM BEZERRA DE MENEZES NETO - Coordenador da Comissão
Organizadora
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Nº
46, quarta-feira, 8 de março de 2006 Diário
Oficial da União - Seção 2
ISSN 1677-7069 34 
DELEGACIA
REGIONAL DO TRABALHO
EM SÃO PAULO
PORTARIA No- 1.018, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2005
O DELEGADO REGIONAL DO TRABALHO NO ESTADO
DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais
instituiu a Comissão de Colaboração com a Inspeção
do Trabalho - CCIT, em âmbito das DRTs, resolve:
Art. 1º Instituir a Comissão
de Colaboração com a Inspeção do Trabalho
- CCIT em âmbito do Estado de São Paulo;
Art. 2º Designar como membros da
CCIT/SP, conforme quadro abaixo:
INDÚSTRIA
NOME/ SINDICATO/FEDERAÇÃO/
CENTRAL
1- Marcelo Rodolfo da Costa Sind. dos
Trab. na Ind. de Constr. E Mobiliário de São José
dos Campos FSCM/CUT
2 - Agnaldo de Almeida Sind. Alimentação de Américo
Brasiliense (Araraquara) FETIASP/ Força Sindical
3 - Antonio Mendes Neto Sind. dos Trab. da Ind. Química Farmaceutica
da Fabr. De Álcool de Presidente Prudente Força Sindical
4 - Antônio de Freitas Pereira Sind. Construção
Civil Força Sindical
5 - Antônio Francisco da Silva Sind. dos Trab. Nas Ind. De Artefatos
de Borracha Força Sindical
6 - Antonio Lopes de Carvalho Sind. Dos Oficiais Marceneiros CUT
7 - Valdemir Oliveira Sind. Constr. Civil de Bauru CUT
8 - José Ferreira Filho Sind. dos Trab. na Ind. De Art. De Couro
de Franca CNTV
9 - José Carlos Bianchoni Sind
dos Trab nas Inds de Constr e Mobiliário de Guarulhos e Região
CODICON - Conf.Nac dos Sind em Trab nas Inds de Constr e Madeira - CUT
10 - Reginaldo de Araújo Sena Sind dos Trab nas Inds Químicas
de Guarulhos Fed dos Trab nas Inds Químicas Farmacêuticas
do Estado de S.Paulo - FS
11 - Levy Gonçalves Ferreira Sind. dos Trab.nasInds.de Mat.Plástico,
Quím, Farmac e de Fab de Álcool de Marília e Região
Fed dos Trab nas Inds Quim e Farm do Estado de S.Paulo
12 - Mônica de Oliveira Lourenço Veloso Sind dos Trabalh
nas Ind Metalúrgicas de Osasco e região Fed dos Metalúrgicos
do Est de Spaulo
13 - Francisco Pinto Filho Sind. dos trab.nas Inds. De Papel e Papelão
e Cortiça de Piracicaba Fed. Dos Trab. nas Inds. De Papel e papelão
e Cortiça do E.S. Paulo
14 - Alexandre Gonçalves Freitas SINERGIA- CUT
15 - Luiz Henrique de Souza SINERGIA FNU- Fed. Nac. De Urbanitários
- CUT
16 - José Benedito de Souza Sind dos Trab em Transp Rod de Rio
Claro Nova Central dos Trabalhadores
17 - Fábio A. Carvalho Sind dos Eletricitários de S. Paulo
FEDERALUZ-CGT
18 - Francisco Wagner Monteiro SINERGIA FNU - Fed, Nac. De Urbanitários
19 - Leonardo Del Roy Sind Trab Ind Gráficas de Jundiaí
e Região Fed. Trab. nas Inds. Gráficas do E. S. Paulo
- Independentes
20 - Maria Auxiliadora dos Santos Sind dos Trabalhadores em Inds. de
Brinquedos Fed. Dos Trab. nas Inds. Quim. E Farm. Do E. S. Paulo
21 - Ademilson Terto da Silva Sind dos Metalúrgicos de Sorocaba
Fed dos Metalúrgicos do E. S. Paulo
22 - Daniel Demétrio Sind. dos Trab. na Ind. De Art. De Borracha
e Afins do Est. De SP Federação dos Borracheiros-Força
Sindical
23 - Rodolfo Morette Sind. dos Químicos do ABC CNQ/CUT
24 - Aparecida Carmelita de Souza Sind. dos Oficiais Alfaiates e Trab.
Força Sindical
25 - Artur Rizzo Sind. dos Trab. na Ind. De Produção Transp.
Instal. E Distribuição CUT
26 - Fernando Da Silva Sind. dos Trab. Nas Ind. De Laticínios
Força Sindical
27 - Gabriel Oliveira Sena Federação dos Trab. nas Indústrias
de Vidro Cristais, Espelhos, Cerâmica Fetivico/CAT
28 - José Francisco Filho Sind. Trab. nas Ind. Da Ótica
de São Paulo C AT
29 - Lourival Batista Pereira Sind. dos Trab. Nas Ind. Químicas
Plásticas CNQ/CUT
30 - César Manoel de Oliveira Sind. dos Empregados e Estabelecimento
de Serviços de Saúde de S. J. Campos Independente
31 - Amilton Vieira Sind. Jornalistas CUT
32 - Alberto Soares Sind. dos Energéticos do Est. SP (Araçatuba)
CUT
33 - Jorge Alexandre Braz de Senna Sind. dos Trab. Públicos da
Saúde do Est. De SP Fed. Dos Trab. em Seg.Social
de SP/CUT
34 - Everton Rodrigues de Matos Sind. dos Energéticos do Est.
SP (Bauru) FNU - Fed. Nac. Dos Urbanitários CUT
35 - Marco Antonio Cronca Sind. Proc. De Dados CGTB
36 - Silvio Carlos de Sena Sind. dos Estabel. Bancários Independentes
37 - Sergio Amaro de Oliveira Sind dos Condutores de Mogi das Cruzes
Nova Central dos Trabalhadores
38 – Irineu Romero Filho Sind dos Empr em Estabel Bancários
de Jundiaí CNB-Conf Nac dos Banc -CUT
39 - Roberto Leme Setacojur - Sind dos Empr e Trab nas Empresas de Asseio
e Conservação e Limpeza Urbana e Áreas
Verdes do Est de S. Paulo Fed.dos Trab. nas Inds. Quím.E Fram
do Est S. Paulo
40 - Djair Besson Sind dos Trab em Estab Banc de Marília e região
Independentes
41 - Jorlando Silva Sind dos Trab em Estab. Banc de Assis e região
CNB _ Conf. Nac. dos Bancários CUT
42 - João de Oliveira Sind dos Empregados em Estabelecimentos
Bancários do E S.Paulo CNB _ Conf. Nac. dos Bancários
CUT
43 - Marcos Roberto Emílio S I N T R AT E L SINTRATEL –
CUT
44 - Wilson Vanderlei Vieira Sind dos Técnicos Inds. De Nível
Médio do E. S. Paulo Fed. Nac. dos Técnicos Industriais
- FANTEC
45 - Luís Carlos Fernandes Sind. dos Empregados em Postos de
Serv. De Com. Derivados Fepostetro Est. SP-CAT
46 - Luís César de Freitas Sind. Bancários CNB-CUT
47 - Hugo Ildemar Vanderle Sind. Das Entidades Sindicais Independente
48 - Valdemar Novaes Coelho Sindogeesp-Sind. Operadores em Apar. Guindastescos,
Empilhadeiras Federação Portuários/Independente
49 - Júnior Aparecido Marinho Condutores de Veículos Rodoviários
Urbanos de Porto Ferreira CUT
50 - Carlos Eduardo Faria Lourenço Sind. dos Lava Rápidos
Nova Central
51 - Gilmar José Argenta Siemaco- Sind. Asseio e Conservação
Limpeza Ambietal e Área Verde Siemaco-SDS
52 - Roberto Santiago Femaco-Federação Asseio e Conservação
Limpeza Ambietal e Área Verde Femaco-SDS
53 - Edson André dos Santos Siemaco- Sind. Asseio e Conservação
Limpeza Ambietal e Área Verde Siemaco-SDS
54 - Flávio Montessinos Godoi Sind. Metroviários São
Paulo CUT
55 - João Baptista Sindicato Processamento de Dados CGTB
56 - Ivan Teixeira Sindicato Processamento de Dados CGTB
57 - Darlene Terzi Sitraemfa-Assist. Menor e Família CUT
58 - Ernane Silveira Rosa Sind. dos Nutricionistas do Est. De SP CGT
59 - Geraldo Balod Federação das Cooperativas de Trabalho
do Estado de SP CGT
60 - José Humberto Henrique Sindicato Processamento de Dados
CGTB
61 - Washigton Ap. dos Santos Sind. dos Eletricitários CGT
62 - José Carlos Santos Sind. dos Empregados no Com. De Araçatuba
Força Sindical
63 - Antonio Evanildo Rabelo Cabral Sind. dos Empregados do Comércio
de SP Força Sindical
64 - José Elias de Góis Sind dos Empreg em Com, de Veículos
Novos e Usados de Osasco e RegiãoCNTC - Conf. Nac. dos Empregados
em Comércio
65 - Dorival Bueno da Costa Sind. dos Comerciários Rio Claro
Federação do Comércio do Est. SP-
66 - Rui Queiroz Amorim Sind dos Comerciários de Sorocaba Federação
do Comércio do E.S.Paulo
67 - Antonio Vitor da Silva Sind dos Trab. em Com. Hoteleiros Sim. De
Santosda Baixada Santista Sinthoress/ CUT
68 - Jonas José dos Santos Sind. dos Comerciários dos
ABC Federação dos Comerciários- Força Sindical
69 - Valter da Silva Rocha Sind. dos Padeiros Força Sindical
70 - Neide Aparecida Sind. dos Trab Rurais de Nova Granada Fetaesp/Força
Sindical
71 - Gonçalves dos Santos Sindicato dos Empregados Rurais de
Bebedouro Feraesp/CUT
72 - Natal Honório Garcia Sindicato dos Empregados Rurais de
Sertãozinho Feraesp/CUT
73 - José Vicente da Silva Sindicato dos Empregados Rurais de
Cravinhos Feraesp/CUT
74 - Rubens Germano Sindicato dos Empregados Rurais de Presidente Prudente
Feraesp/CUT
75 - Severino Rodrigues de Souza Sindicato dos Empregados Rurais de
Tabatinga Feraesp/CUT
76 - Domingo Dias dos Santos Sindicato dos Empregados Rurais de Barrinha
Feraesp/CUT
77 - Orlando da Silva Sindicato dos Empregados Rurais de Pitangueiras
Feraesp/CUT
78 - Luciana Nunes de Souza Sindicato dos Empregados Rurais de Tupi
Paulista Feraesp/CUT
79 - Valditudes de Barros Pinto Sindicato dos Empregados Rurais de Dobrada
Feraesp/CUT
80 - Élio Neves Federação da Agricultura do Estado
de São Paulo Feraesp-CUT
81 - Isaac Leite Federação Agrícola CGTB
882 - Joel Miguel da Silva CCIT SDT/Sorocaba
883 - José Mendes Santana CCIT SDT/Barretos
884 - Lucíola Rodrigues (Chefe Fiscalização) (Chefe
Fiscalização) D RT / S P
885 - Marília de Oliveira Silva (Chefe do Setor de Combate ao
Trabalho Infantil) Chefe do Setor de Combate ao Trabalho Infantil) DRT/SP
886 - Paulo Afonso Moral Marcos (Chefe da Segur) (Chefe da Segur) D
RT / S P
887 - Denise da Silva Ferreira CCIT D RT / S P
888 - Vanda Maria Andrade de Gama CCIT D RT / S P
HEIGUIBERTO
GUIBA D. B.
NAVARRO.

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