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DEPACOM, 17 de março de 2006
FETICOM/SC encerrou ontem seu VIII Encontro
de Dirigentes Sindicais
A Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Estado de Santa Catarina, presidida pelo companheiro ALTAMIRO PERDONÁ,
realizou durante os dias 13 e 16 de março, o VIII Encontro de
Dirigentes Sindicais da Construção e do Mobiliário
de Santa Catarina, que contou com a presença de aproximadamente
60 dirigentes sindicais.
O presidente da CNTI – Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria e da NCST – Nova
Central Sindical de Trabalhadores, JOSÉ CALIXTO RAMOS, participou
na abertura, e em sua palestra falou sobre o Congresso Nacional e as
mudanças na estrutura sindical brasileira.
Em painel formado pelos senhores GERALDO
RAMTHUN, presidente da FETRACONSPAR, Secretário Regional da CNTI-PR
e 3º Vice-Presidente da NCST Nacional e AROLDO PINTO DA SILVA GARCIA,
Presidente da FETICOM/RS e da NCST/RS, foram abordados os aspectos positivos
e negativos da alteração do art. 114 da Constituição
Federal pela Emenda Constitucional nº 45/2004. O companheiro JOSÉ
SEBASTIÃO DOS SANTOS, Secretário Geral da CNTI e Presidente
da FETICOM/SP, falou sobre a globalização no mercado de
trabalho e Mercosul.
Prestigiaram o evento os dirigentes,
LUIZ ANTONIO RODRIGUES, Presidente da FETICOM/RJ, JULIO FRANCISCO DA
SILVA, Presidente da FTICM/NORTE E NORDESTE, IRAN FARIAS GUIMARÃES,
Diretor da FTICM/PA, LÁZARO PEREIRA, Presidente da FTICM/MG,
ANTONIO RODRIGUES DA SILVA, Presidente da FTICM/PI, ANTONIO RODRIGUES
FERNANDES, Presidente da FTICM/CE, FRANCISCO DAS CHAGAS COSTA, Presidente
da FTICM/AM e PATROCÍNIO BRAZ CONCENTINO, Presidente da FTICM/GO
e TO.
A seguir confira outros palestrantes
e fotos do encontro:
• MARCOS VERLAINE: Jornalista
do DIAP;
• UMBERTO GRILLO: Advogado e ex-juiz do TRT/SC;
• DR. ARLINDO ROCHA: Advogado Trabalhista e Previdenciário;
• EMÍLIO FERREIRA A. JÚNIOR: Coordenador Nacional
do Amianto (CNTA);
• ITACI DE SÁ: Coordenador Estadual do Amianto em Santa
Catarina;
• DANIEL PASSOS: Técnico e Economista do DIEESE/SC;
• EGON KOERNER JÚNIOR: Procurador Regional do Trabalho
em Santa Catarina; e
• DIRETA INFORMÁTICA
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Nova Central, 17 de março
de 2006
PESQUISA DO IBOPE
Rejeição à política
econômica
A maioria dos eleitores brasileiros rejeita
a política econômica do governo Lula; 54% pedem mudanças
e geração de emprego.
Um dia após o PSDB definir o governador
Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República,
uma pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI) mostrou nesta terça-feira uma folgada
vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições
de outubro. Porém a pesquisa foi feita antes do anúncio
oficial do governador Geraldo Alkmin ser confirmado candidato a presidente.
No primeiro turno, Lula tem hoje 43 por
cento das intenções de voto, enquanto o governador paulista
aparece com 19 por cento. Neste cenário, o ex-governador do Rio
Anthony Garotinho (PMDB) tem 14 por cento e a senadora Heloisa Helena
(PSOL), 5 por cento. Os votos brancos e nulos somam 11 por cento e os
indecisos, 8 por cento.
Com a margem de erro da pesquisa de 2,2
pontos percentuais para cima ou para baixo, os resultados indicam que
Lula teria chances de vencer a eleição já no primeiro
turno. Para ser eleito na primeira rodada, um candidato precisa ter
mais votos que os demais candidatos somados.
Segundo a pesquisa, num segundo turno
contra Alckmin, Lula venceria com folga: 49 por cento a 31 por cento.
Já se o candidato tucano fosse o prefeito de São Paulo,
José Serra, preterido pelo partido, a disputa seria mais acirrada,
mostra a pesquisa. No segundo turno, Lula teria 44 por cento dos votos
contra 40 por cento de Serra. A pesquisa, realizada entre os dias 8
e 11 de março, foi feita antes da definição de
Alckmin como candidato do PSDB. Foram ouvidos 2.002 pessoas em 143 municípios.
Avaliação do governo
A avaliação ótima
e boa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu
para 38 por cento em março, ante 29 por cento em dezembro, mostrou
nesta quarta-feira pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). A sondagem indicou que a avaliação
ruim e péssima do governo caiu de 32 por cento para 22 por cento.
A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para
cima ou para baixo. Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 8 e 11
de março, em 143 municípios.
Candidato à altura
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva disse nesta quarta-feira ter um "profundo respeito"
pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que considera
um candidato "à altura da disputa pela presidência
da República". As declarações foram feitas
em Sergipe, onde Lula cumpriu uma agenda política intensa.
"Acho que o Alckmin foi um candidato
muito difícil para o José Serra (que disputava a indicação
do PSDB com o governador)", brincou Lula. "Mas, como em uma
final de campeonato, só na hora na hora que os times estiverem
definidos e a disputa começar e que a gente vai ver quem está
mais preparado", acrescentou.
Em Aracaju, nesta quarta-feira, Lula
visitou obras de ampliação da BR-101/SE, visitou o projeto
de reurbanização do bairro Coroa do Meio e inaugurou o
conjunto residencial Sérgio Vieira de Mello. Na cidade de Itabaiana,
o presidente participou da cerimônia de implantação
do Projeto de Expansão das Universidades Federais no estado de
Sergipe
Reprovação à
política econômica
Um aspecto importante da pesquisa foi
a rejeição dos eleitores à política econômioca
do governo Lula. Mais de 54% dos entrevistados são contrários
e querem mudar a política econômica, sendo que apenas 16%
a defendem. Assim, observa-se a preservação do carisma
do presidente Lula que consegue sobrepor-se às crises do seu
governo, mostrando-se muito maior do que o seu partido, o PT, aliás
como já havia ficado evidente na sua eleição.
Na pesquisa do Ibope, porém, o
que se constata é que, mesmo com a maioria dos eleitores sendo
contrários à política econômica de Lula e
considerando que a geração de empregos deve ser a principal
meta do próximo governo, a confiança em Lula continua
em alta. Resta esperar o segundo semestre, quando, de fato começa
a guerra eleitoral.
Pesquisa CNI-Ibope
• Por se tratar de ano eleitoral,
a pesquisa CNI/Ibope incluiu nesta rodada um conjunto de questões
relativas ao pleito de outubro. O estudo tentou identificar as prioridades
e as características que o eleitor considera mais importantes
no momento de decidir seu voto, além de levantar a expectativa
em relação à atuação do futuro presidente
no campo econômico.
• A maioria dos brasileiros (54%)
quer que o próximo presidente “faça mudanças
profundas na economia”; 24% esperam que o presidente eleito em
outubro “mantenha as linhas gerais da atual política econômica
fazendo alguns ajustes”; e apenas 16% querem a continuidade da
política econômica em vigor. Mesmo entre os que manifestam
a intenção de reeleger o presidente Lula, 39% desejam
mudanças profundas na economia” e 29% esperam por alguns
ajustes. Entre os eleitores de Lula, 28% querem “continuidade
à atual política econômica”.
• A exemplo do que ocorreu no pleito
de 2002, o emprego é o tema que mais preocupa os brasileiros.
Na relação de itens apresentada aos entrevistados, a geração
de empregos, como ação mais importante para o próximo
presidente, recebeu 58% das menções, num patamar distanciado
dos demais itens.
• Entre as características
mais importantes para o próximo presidente, merecem atenção
do eleitor “honestidade”, aspecto que se destaca dos demais,
competência” e o conhecimento dos problemas do país.
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Folha de São Paulo,
17 de março de 2006
ESCÂNDALO DO "MENSALÃO"/PALOCCI
EM APUROS
Liminar interrompe depoimento à CPI dos Bingos e provoca guerra
entre senadores
STF atende PT e cala caseiro; oposição
pede saída de Palocci
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A pedido do PT, o STF (Supremo Tribunal
Federal) suspendeu o depoimento do caseiro Francenildo dos Santos Costa,
que ocorria ontem à tarde na CPI dos Bingos, no qual ele confirmava
as acusações que envolvem o ministro Antonio Palocci Filho
(Fazenda) com a chamada "casa do lobby", em Brasília.
A oposição reagiu pedindo a demissão de Palocci
e levantando suspeitas de que o governo estaria por trás da estratégia
petista. Acusou ainda o Supremo de interferir indevidamente em assuntos
do Congresso.
No início da sessão da
CPI, o senador petista Tião Viana (AC) anunciou que havia apresentado
um recurso ao STF para impedir a fala do caseiro e sustar outras investigações
da comissão. Às 13h06, o ministro do STF Cezar Peluso
acolheu o pedido de suspensão do depoimento. A medida foi considerada
pela oposição a mais séria interferência
do Judiciário desde a criação da CPI -até
então, apenas convocados recorriam ao Supremo a fim de obter
habeas corpus para ficar calados ou liminares para impedir a quebra
de seus sigilos.
Em seu pedido, o senador petista argumentou
que a CPI se desviou do objetivo de investigar bingos, estabelecido
na sua criação -segundo a Constituição,
uma comissão parlamentar de inquérito precisa de um "fato
determinado" para funcionar. O presidente do STF, Nelson Jobim,
disse que o despacho do ministro Peluso -nomeado para a cargo em 2003
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva- estava "absolutamente
correto". Segundo ele, a CPI "não pode transbordar
suas funções". Até que a decisão de
Peluso fosse comunicada à CPI, o caseiro falou por quase uma
hora. Às 14h24, após a comissão receber o despacho
do STF, ele deixou a sala sob aplausos de senadores da oposição,
de técnicos da comissão e de alguns jornalistas.
Antes de sair, a testemunha apontou freqüentes
visitas de Palocci a uma casa alugada no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Isso contradiz a versão apresentada à própria CPI
pelo ministro e o aproxima de um grupo de lobistas que se reunia no
imóvel para discutir esquemas de influência em negócios
de interesse do grupo.
Demissão
Após o anúncio da decisão
do STF, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM),
pediu a demissão de Palocci. "O PSDB cobra a demissão
por entender que a economia está madura, que não vale
mais o argumento de que ela se desestabilizaria", afirmou. Já
o senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu o afastamento de Palocci por 30
dias para que sejam apuradas as denúncias.
"A grande verdade é que esse
é um governo de ladrões. Tem homens sérios? Tem.
No PT tem homens de bem? Tem. Mas no PT e no governo tem ladrões,
capitaneados pelo presidente da República", disse o senador
Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). O petista Tião Viana
defendeu sua estratégia ao afirmar que o depoimento do caseiro
poderia "destruir" a família de Palocci. Anteontem,
Costa disse, em entrevista, que Palocci encontrava-se com uma mulher
na casa do Lago Sul e que lá havia festas com garotas de programa.
Outros pedidos
Além da suspensão do depoimento,
Tião Viana pediu o fim de todas as diligências que "desbordem
do fato determinado" para o qual a CPI foi criada (investigar casas
de bingo). Se acolhido -essa parte do mandado ainda será analisada
pelo STF-, o pedido paralisaria a comissão, apelidada de "CPI
do Fim do Mundo" pela quantidade de temas explosivos contra o governo
que já abordou.
Viana citou sete linhas de investigação
que deveriam ser suspensas, entre as quais o assassinato do prefeito
Celso Daniel (PT), o caixa dois do PT, os dólares supostamente
vindos de Cuba para a campanha de Lula e as denúncias de irregularidades
na Prefeitura de Ribeirão Preto durante a gestão de Palocci.
Especialistas em direito constitucional ouvidos pela Folha divergiram
ao avaliar a decisão do ministro Cezar Peluso.
Os advogados Márcio Pestana
e Celso Antônio Bandeira de Mello dizem que, tecnicamente, não
há o que contestar. "Se não existir qualquer relação
entre as visitas do ministro Antonio Palocci [à "casa do
lobby", na qual o caseiro trabalhava] e o objeto da CPI, a decisão
é correta", disse Bandeira de Mello. Já Miguel Reale
Jr., ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso,
acha que a liminar "invade a área de liberdade de ação
do Senado".
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Folha de São Paulo,
17 de março de 2006
RECEITA ORTODOXA
Copom tem dúvidas sobre efeito da redução da taxa
nos preços
BC ainda teme inflação e
deve manter corte gradual no juro
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A diretoria do Banco Central não
sabe até que ponto a queda dos juros ocorrida nos últimos
meses pode ou não abrir espaço para uma alta da inflação.
Na dúvida, o BC optou por não acelerar o ritmo dos cortes
da taxa Selic, para não correr o risco de um aumento inesperado
nos preços. A explicação está na ata da
última reunião do Copom (Comitê de Política
Monetária do BC), que, na semana passada, reduziu a Selic em
0,75 ponto percentual. Havia pressões, até no governo,
para que o corte fosse de um ponto. Mas o documento divulgado ontem
não dá sinais de que o BC vá abandonar o gradualismo.
O corte dos juros decidido pelo Copom
chamou a atenção pela falta de consenso entre os próprios
diretores do BC: dos nove membros do comitê, três votaram
pela queda de um ponto. A meta para a inflação deste ano
foi fixada em 4,5%, admitindo um desvio de até dois pontos percentuais.
Analistas estimam que a alta dos preços deve ficar bem próxima
disso, entre 4,5% e 4,6%. Desde setembro, o BC tem promovido reduções
graduais no juro, mas a divisão vista na semana passada fez crescer
a expectativa de que a Selic possa cair com mais rapidez a partir da
próxima reunião do Copom, no mês que vem. O documento
de ontem, porém, esfriou um pouco os ânimos.
Em vez de indicações de
quedas mais acentuadas nos juros, o texto busca mostrar que mesmo os
diretores que defenderam uma queda maior da taxa estão, sim,
preocupados com a inflação. "Esses mesmos membros
do comitê, ainda que tenham votado por um corte mais acentuado
da taxa neste momento, reconhecem que os próximos passos do BC
estarão condicionados à evolução dos indicadores
de inflação e a suas projeções", diz
a ata.
Segundo o documento, os diretores que
votaram por uma posição mais conservadora o fizeram devido
às "incertezas que cercam os mecanismos de transmissão
da política monetária, particularmente no tocante às
defasagens e magnitudes do impacto de alterações da Selic
sobre a inflação".
Por "mecanismos de transmissão",
entende-se a maneira pela qual uma mudança na política
monetária é transmitida para a economia. Vários
canais cumprem esse papel, e um dos mais conhecidos é a própria
taxa de juros: uma alteração na Selic muda também
as demais taxas, o que afeta o custo das transações financeiras
efetuadas no mercado. Como o sistema de metas de inflação
é relativamente recente no Brasil -foi adotado em 1999-, ainda
não há estudos conclusivos sobre o grau de eficácia
de cada um dos canais de transmissão da política monetária.
E essa incerteza é ainda maior quando se consideram as mudanças
pelas quais a economia brasileira tem passado.
A recente expansão do crédito,
por exemplo, pode afetar a dinâmica desses canais: em tese, quando
os empréstimos têm um peso maior no orçamento das
empresas e no bolso das pessoas, uma mudança nos juros é
sentida mais rapidamente pela economia do que num país em que
o volume de crédito não é relevante. Como a taxa
Selic já havia sido reduzida de 19,75% ao ano para 17,25% entre
setembro de 2005 e janeiro passado, diretores do BC argumentam que ainda
não é possível saber, com clareza, qual o resultado
prático dessa variação.
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Folha de São Paulo,
17 de março de 2006
PÚBLICO X PRIVADO
Lula assina decreto
Governo deve abrir restante do sistema
S
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O coordenador do Fórum do Sistema
S, Jair Meneguelli, afirmou ontem que os trabalhadores passarão
a ter acesso a todos os conselhos das nove instituições
que integram o sistema no prazo de dois meses. Ontem, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva assinou decretos que abrem a gestão
de Sesi, Senai, Senac e Sesc para mais de 300 trabalhadores.
"Sempre há espaço
para a gente querer mais. Mas toda grande caminhada começa pelo
primeiro passo. E esse é um pulo extraordinário",
disse Lula, após assinar os decretos. Hoje, os conselhos contam
com a participação de empresários e governo, mas,
como os patrões detêm a maioria das cadeiras, o controle
das decisões fica nas mãos do empresariado. Além
das instituições ligadas à indústria (Senai
e Sesi) e ao comércio (Sesc e Senac), o sistema é composto
por Sebrae (micro e pequenas empresas), Sest e Senat (transporte), Senar
(agricultura) e Sescoop (cooperativas).
Meneguelli afirmou que a idéia
do fórum foi realizar a abertura em duas etapas e daqui a dois
meses as demais instituições contarão com a participação
dos trabalhadores. "O chão da fábrica entrou para
o sistema", disse. Para o presidente da Força Sindical,
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a gestão compartilhada é
uma conquista do movimento sindical, mas os trabalhadores ainda terão
espaço muito limitado na composição dos conselhos.
A maioria das vagas continuará com os empresários. "Teremos
menos de 15%", diz o sindicalista. Ele acha ainda que a decisão
do governo de abrir o Sistema S para os trabalhadores neste ano tem
influência da disputa eleitoral.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
17 de março de 2006
EUROPA
ESTUDANTES PARISIENSES ENFRENTAM A POLÍCIA EM MANIFESTAÇÃO
CONTRA LEI DO PRIMEIRO EMPREGO; AÇÃO ATINGE 200 CIDADES
Protesto na França cresce
e reúne 250 mil
DA REDAÇÃO
A polícia disparou balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo
para dispersar um grupo de estudantes que atirava pedras e bombas incendiárias
e havia ateado fogo numa banca de jornais no centro de Paris. Oito policiais
foram feridos. No início da noite, cerca de 2.000 estudantes
também enfrentavam a polícia nas imediações
da Sorbonne, a histórica universidade francesa na região
parisiense do Quartier Latin.
O Ministério do Interior calcula que 247 mil estudantes saíram
às ruas em toda a França para protestar contra a nova
lei do governo que estimula a contratação de recém-formados,
mas ao mesmo tempo suprime alguns direitos trabalhistas nos 24 primeiros
meses do contrato. Os organizadores das manifestações
acreditam terem sido 500 mil.
Mas os incidentes foram exceção em meio a manifestações
pacíficas, em 200 cidades francesas. Novas passeatas estão
marcadas para amanhã. O sucesso quantitativo da mobilização
se deve à adesão dos sindicatos e partidos de esquerda,
bem como à presença maciça de secundaristas.
Foi também a primeira vez em toda a França que a internet
serviu de instrumento de mobilização, com a marcação
de locais de concentração e filipetas ou cartazes disponíveis
para downloads.
Na terça-feira, nas imediações da Sorbonne, manifestação
também contra o CPE (Contrato do Primeiro Emprego) havia reunido
apenas 4.000 estudantes. O movimento teve início no final da
semana passada.
Bem mais que uma questão estudantil ou trabalhista, a onda de
protestos coloca em posição difícil o primeiro-ministro
Dominique de Villepin, candidato preferido do presidente Jacques Chirac
para sucedê-lo em 2007.
Se sair desgastado do episódio, Villepin favorecerá indiretamente
seu principal rival, Nicolas Sarkozy, o ministro do Interior. Como aquele
ministério é o responsável pela polícia,
excessos na repressão poderiam provocar o naufrágio eleitoral
precoce de ambos ao mesmo tempo.
Na cidade de Bordeaux, a passeata estudantil se desviou do trajeto combinado
e bloqueou o tráfego ferroviário. Em Nancy manifestantes
atiraram pedras na polícia e vandalizaram automóveis.
Em Marselha e Grenoble, outras grandes cidades do interior, as manifestações
ocorreram sem maiores incidentes. Toulouse foi palco de um conflito
insólito para os padrões franceses. O reitor precisou
fechar a universidade depois de confrontos entre partidários
e adversários de uma greve contra a nova lei do governo.
Em Rennes, cerca de 100 estudantes foram desalojados do prédio
da prefeitura, que invadiram no início da manhã.
O premiê reiterou estar "aberto ao diálogo",
mas não deu sinais de que pretenda reabrir a discussão
sobre o primeiro emprego.
Ele deve se encontrar amanhã com os reitores das 84 universidades
públicas francesas, que o exortaram anteontem a reiniciar as
discussões da estaca zero.
São contraditórias as informações sobre
o número de universidades em greve, aquelas fechadas pelas reitorias
para evitar a ocupação e as que funcionam normalmente
-já que boa parte dos estudantes teme que uma paralisação
prejudique seus exames.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
17 de março de 2006
Saiba mais
Lei diminuirá os encargos sobre
salários de jovens
DA REDAÇÃO
A controvertida legislação
francesa, a CPE (Contrat Première Embauche) "é uma
espécie de navalha que o empregador pode manter por dois anos
no meu pescoço", disse ontem à Associated Press a
manifestante parisiense Sophie Cojan, 21.
Ela se refere ao dispositivo que permite dispensar o jovem empregado
sem qualquer justificativa formal. Foi esse um dos pontos propostos
pelo governo para estimular a contratação de recém-formados
em universidades ou escolas técnicas.
O desemprego nessa parcela da população é de 22,5%,
o dobro do registrado na mão-de-obra com idade superior a 25
anos.
Os estudantes protestam agora por acreditar que são vítimas
da precariedade. O governo responde que há uma operação
maliciosa de desinformação e que a lei será melhorada
por meio do diálogo dos envolvidos.
O estímulo à contratação de jovens se deu
com a redução dos encargos trabalhistas. Mas o primeiro-ministro,
Dominique Villepin, diz que obrigações fundamentais serão
mantidas, como o pré-aviso de um mês para dispensa, proibição
de demitir jovens grávidas e seguro-desemprego a partir do quarto
mês de contrato.
Com agências internacionais
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FOLHA DE SÃO PAULO,
17 de março de 2006
Pós-crise
Argentina cresce 9,2% em 2005, mas baixo
nível de investimento preocupa
O PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina cresceu 9,2% em 2005 e alcançou
304,8 bilhões de pesos. É o maior índice do continente
e o maior patamar alcançado desde que o país voltou a
crescer, em 2003. O valor equivale a US$ 101 bilhões.
Apesar do número histórico, os analistas apontam um dado
preocupante: o nível de investimento interno bruto em 2005 foi
de 19,8% do PIB -medido em moeda constante.
Embora o montante tenha sido 22,7% maior do que o registrado em 2004,
analistas afirmam que o patamar é insuficiente para sustentar
o atual ritmo de expansão da economia.
Grande parte do crescimento registrado desde a crise de 2001/ 2002 se
deu com a ocupação da capacidade já instalada da
indústria. Para manter o forte ritmo, é necessário
ampliar a capacidade de produção.
Os números foram informados pelo instituto de estatísticas
do governo com base na estimativa do PIB do quarto trimestre -até
então, com base na atividade mensal, o valor acumulado no ano
era de 9,1%.
Em 2004, o PIB cresceu 9% e em 2003, 8,7%, depois de recuar 10,9% em
2002.
Segundo o relatório, o consumo privado aumentou 8,9%, enquanto
o gasto do setor público foi de 37 bilhões de pesos, 6,2%
maior que em 2004. A produção de bens cresceu mais que
o setor de serviços. (DE BUENOS
AIRES)
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SITE DA ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA DO PARANÁ, 16 de março de 2006
Mínimo Regional trará desemprego
O deputado estadual Pastor Edson Praczyk - PRB,
voltou a se pronunciar na Assembléia Legislativa sobre o salário
mínimo regional, proposto pelo governador Roberto Requião
O deputado estadual Pastor Edson Praczyk - PRB, voltou a se pronunciar
na Assembléia Legislativa sobre o salário mínimo
regional, proposto pelo governador Roberto Requião. Frontalmente
contrário ao novo mínimo, por achar a medida eleitoreira,
o deputado cita uma pesquisa feita pela Federação da Agricultura
do Estado do Paraná- FAEP, que mostra que, mais de 35% dos produtores
entrevistados afirmaram que terão que demitir funcionários
em razão do aumento do mínimo, sendo que, deste total
mais de 56% desaprovam o aumento, enquanto 15% dizem que não
terão como pagar o mínimo regional.
Não bastasse esta constatação que mostra claramente
que haverá uma onda de desemprego no campo e em vários
outros setores atrelados à produção, agora uma
entidade seriíssima e extremamente forte como a Federação
das Indústrias do Estado do Paraná- FIEP, também
incorpora o pedido de sindicatos industriais patronais do Paraná
que defendem a livre negociação entre empregados e empregadores,
em relação ao mínimo regional, inclusive solicitando
à Assembléia que rejeite o projeto.
A exemplo do que já mostrou a pesquisa da FAEP, também
a FIEP, sinaliza que o mínimo regional de 437 reais trará
demissões em vários setores da indústria. Para
o deputado é hora de se pensar profundamente sobre o tema, para
que não se afete setores que terão forçosamente
que reduzir seus quadros de funcionários, reafirmando seu pensamento
inicial de que, este aumento nada mais é que uma prática
eleitoreira do governo em busca de votos nas eleições
deste ano.
MATÉRIA DE RESPONSABILIDADE
DO GABINETE DO DEPUTADO EDSON PRACZYK/ Antônio Carlos Shale Ribas
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DIÁRIO VERMELHO, 17 de março
de 2006
MONOPÓLIO ROMPIDO
Lula assinou inclusão dos trabalhadores
na direção do sistema S
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na noite desta
quinta-feira (16) os decretos de inclusão do trabalhador nos
conselhos do sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac) prevista para às
18 horas foi transferida para às 19h30. O evento, na Confederação
Nacional da Indústria (CNI), atende a antiga bandeira dos trabalhadores.
Voltadas para quem já está empregado ou deseja ingressar
no mercado de trabalho, as instituições que formam o Sistema
S — Senai, Sesi, Senac e Sesc — não tinham, até
agora, trabalhadores em seu conselho deliberativo. Apenas os empresários
tomavam as decisões, gerindo um orçamento de R$ 13 bilhões,
lembrou o coordenador do Fórum Nacional do Sistema S, Jair Meneguelli,
operário metalúrgico e primeiro sindicalista a presidir
a CUT.
"Um sonho dos trabalhadores"
Segundo Meneguelli, agora a situação vai mudar. A assinatura
dos decretos é "a realização de um sonho para
os trabalhadores". Ele lembrou que a mais antiga das instituições
do Sistema S, o Senai, existe há 64 anos.
"A coisa mais importante (dos decretos) é que esses trabalhadores
trarão do chão da fábrica a real necessidade que
têm junto ao sistema", afirmou Meneguelli. Por enquanto,
a participação ocorrerá em parte, somando 300 trabalhadores,
nas discussões dos conselhos do Senai, Sesi, Senac e Sesc, explicou.
As demais institutições deverão ter representatividade
num prazo máximo de dois meses.
Participação sim, mas minoritária
Os trabalhadores ainda serão minoria no Sistema S. Mas para Meneguelli
essa participação resultará em melhorias. "É
claro que os empresários serão maioria, mas isso não
me incomoda. Não estamos falando de tripartismo paritário,
até porque nem acredito nisso. Estamos falando, sim, é
que agora vamos ter nos conselhos estaduais e nacionais a participação
de empresários e representantes do governo e dos trabalhadores",
ressaltou.
Meneguelli lembrou que o teor dos debates tende a variar de acordo com
os conceitos de quem esteja ocupando o Poder Executivo, "se é
mais à direita ou se é mais à esquerda". Ele
disse acreditar que participação dos trabalhadores impedirá
eventuais intervenções nos atos por parte de quem vive
distante da realidade dos usuários do Sistema S.
O Sistema S reúne o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac);
Serviço Social da Indústria (Sesi); Serviço Social
do Comércio (Sesc); Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); (Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural (Senar); Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop) e Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional
de Aprendizagem no Transporte (Sest/Senat).
Com informações
da Agência Brasil
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SITE DO MTE, 17 de março
de 2006
Marinho se reúne com centrais sindicais
para discutir lei do aprendiz
Encontros para sensibilizar setores
para a contratação de jovens e estimular o aprendizado
no primeiro emprego começaram na terça-feira com estatais
Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, se
reuniu hoje pela manhã com representantes das centrais sindicais
para discutir a inclusão de jovens entre 14 e 24 anos no mercado
de trabalho, em cumprimento à Lei do Aprendiz. À tarde,
o ministro se encontra com as confederações patronais,
encerrando a série de conversações iniciada na
terça-feira com as estatais.
Marinho esclareceu às centrais como funciona a Lei do Aprendiz
e sugeriu que o movimento sindical busque diálogo com as empresas,
principalmente nas convenções coletivas, para a contratação
desses jovens. Segundo o ministro, a contratação desses
jovens não significa a substituição dos trabalhadores,
mas sim a inclusão de jovens, pois as empresas têm que
cumprir uma cota de 5% a 15% em relação número
de empregados.
“A idéia é ver como os sindicatos podem motivar
as empresas a contratar esses jovens, no cumprimento da Lei do Aprendiz.
Seria uma boa oportunidade para a juventude, introduzindo o jovem no
mercado de trabalho e despertá-lo para a qualificação”,
disse Marinho.
O ministro disse que as duas primeiras reuniões, com as estatais
e com os sindicalistas, foram muito proveitosas. Na das estatais, ficou
acertado um cronograma de ação até 15 de maio.
Sindicalistas – Na reunião desta manhã, uma das
centrais sugeriu que a contratação de jovens aprendizes
também fosse feita pelas micros e pequenas empresas. O ministro
esclareceu que essas empresas estão desobrigadas a cumprir a
Lei do Aprendiz, mas não descartou a possibilidade de uma negociação.
“Elas não serão autuadas por não contratarem
estes jovens, não existe uma penalidade para isso. Mas elas podem
praticar e o processo de adesão está aberto para este
conjunto de empresas”, disse o ministro.
Na parte da tarde, o Marinho se reúne com as confederações
patronais para debater o mesmo tema e as formas como os segmentos empresariais
poderão contribuir para a contratação de jovens
entre 14 e 24 anos.
Na reunião com as empresas estatais ficou acertado que será
feito um levantamento do número de aprendizes, até o dia
15 de abril. Até o dia 15 de maio, as estatais devem apresentar
o levantamento do número de fornecedores e terceirizados, e as
metas e cronograma de contratações.
Estavam presentes na reunião na manhã de hoje representantes
da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Social Democracia Sindical
(SDS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical
e Central Autônoma de Trabalhadores (CAT).
Lei do Aprendiz - Os jovens contratados pela Lei do Aprendiz devem ter
entre 14 e 24 anos. Eles recebem formação teórica
e prática sob a orientação de entidades qualificadas
em formação técnico-profissional metódica,
como o Sistema S.
Para atender à cota exigida por lei, as empresas devem ter em
seu quadro no mínimo 5% e, no máximo, 15% de jovens aprendizes
contratados. Para as micros, pequenas e médias empresas, a contratação
é opcional.
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SITE DA NCST, 17 de março
de 2006
Ministros do trabalho e da previdência
prometem aumento real a aposentados
Aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário-mínimo
devem ter aumento real no valor dos benefícios. A garantia foi
dada ontem pelos ministros da Previdência Social, Nelson Machado,
e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O percentual ainda não foi definido e deve ser apresentado entre
sexta e segunda-feira.
O Sindicado dos Aposentados da Força Sindical reivindica ainda
o pagamento do 13º salário no meio do ano e uma solução
para a coincidência da data-base desses segurados com a dos que
recebem somente o mínimo - 1º de abril, este ano.
Em reunião realizada ontem, o ministro da Saúde, Saraiva
Felipe, discutiu a gratuidade dos medicamentos para idosos. O Governo
garantiu que as farmácias populares vão conceder 90% de
desconto nos remédios de todas as doenças para aposentados
e pensionistas. Já a rede privada dará 10% de desconto
para duas medicamentos contra hipertensão e diabetes. A medida
poderá entrar em vigor a partir de maio.
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JORNAL DA PARAÍBA,
17 de março de 2006 | Cidades
Caixa Econômica investe R$ 930 mi
em construção de casas na Paraíba
ALINE OLIVEIRA
Mais de 16 mil unidades habitacionais
em construção em toda a Paraíba através
de um investimento de mais de R$ 930 milhões para beneficiar
cerca de 70 mil pessoas. Este foi o balanço apresentado pela
Caixa Econômica Federal ontem pela manhã, durante a visita
do vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Governo do banco, Jorge
Hereda. Ele explica que todos esses investimentos são frutos
de contratações efetuadas desde 2003 e envolvem imóveis
que estão sendo concluídos ou com as obras recém-iniciadas
ou por iniciar nos próximos meses. Esses números representam
cerca de 10% do déficit habitacional do Estado.
Durante a visita à Paraíba,
Hereda também está firmando convênios com o governo
do Estado e as prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, municípios
onde serão construídas mais de 500 novas unidades. Mas,
os recursos também estão sendo direcionados a obras de
infra-estrutura e saneamento básico, somando R$ 30 milhões
para as duas cidades, 10% de tudo que deve ser investido no Estado ao
longo do ano. “Além de obras de esgoto e pavimentação,
que melhoram a qualidade de vida da população, também
vamos construir cinco restaurantes populares na capital, em Campina,
Patos, Bayeux e Santa Rita”, antecipa o superintendente regional
da Caixa na Paraíba, Jorge Gurgel. Segundo ele, a prioridade
é atender famílias de baixa renda, com até três
salários mínimos mensais, mas também há
crédito para famílias com até cinco salários,
atendendo também a classe média.
Com o governo do Estado, o projeto prevê
a construção de 7 mil casas dentro dos programas Pró
Moradia e Pró Saneamento, um financiamento igual a R$ 90 milhões.
Estão incluídos neste investimento intervenções
nos Residenciais Glória I e II e a construção da
maior estação de tratamento de esgoto sanitário
do país, em Campina Grande, que está orçado em
R$ 10 milhões. Os recursos aplicados pela CEF têm origens
diferentes, sendo o maior deles o Orçamento Geral da União,
que garante R$ 376,5 milhões para mais de 1,8 mil operações
em todos os municípios paraibanos.
Só com essa fonte, a Caixa vai
conseguir construir 3 mil imóveis. Já o Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) repassou quase R$ 357 milhões
através de três programas de investimento para construir
mais de 6,8 mil casas em 113 municípios e serviços de
esgoto em outros 187. Além deles, outros três programas
– Programa Social de Habitação, Programa de Arrendamento
Residencial e Crédito Solidário – são responsáveis
por R$ 191,6 milhões em investimentos no setor. Para Gurgel,
outro resultado direto dos investimentos da Caixa é a ampliação
do número de vagas na construção civil, já
que movimentam o setor e atraem o interesse de empresas do ramo. Em
Campina Grande, por exemplo, moradores da própria comunidade
estão sendo recrutados para trabalharem na construção
das casas onde vão morar.
Este ano, estamos dispondo do maior
orçamento da história da Caixa para a habitação”,
conta Hereda sobre os R$ 300 milhões que serão investidos
só na Paraíba. Só para a classe média ter
acesso a cartas de crédito os bancos privados destinaram R$ 6,7
bilhões, sendo outros R$ 2 bilhões só da Caixa.
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O ESTADAO.COM / SÃO
PAULO, 17 de março de 2006 | Economia
Janeiro tem vendas industriais em alta
e produção em baixa
Segundo a Confederação Nacional
da Indústria, as vendas reais tiveram um aumento de 4,42% no
primeiro mês do ano
BRASILIA - A atividade industrial em
janeiro deste ano mostrou o mesmo quadro observado no final de 2005:
vendas em alta e produção em queda (medida pelas horas
trabalhadas). Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), as vendas reais tiveram um aumento
de 4,42% no primeiro mês do ano, em termos dessazonalizados, em
relação a dezembro de 2005. Na comparação
com janeiro de 2005, o aumento das vendas foi de 4,92%.
Ainda, segundo o documento, o número
de empregos na indústria de transformação se manteve
praticamente estável, com um aumento de 0,07% na comparação
com dezembro e de 0,93% em relação a janeiro de 2005.
As horas trabalhadas na indústria em janeiro tiveram uma queda
de 0,87% ante dezembro, mas subiram 1,25% em relação a
igual mês de 2005.
Estoques
A CNI afirmou que os números sinalizam
uma redução de estoques na indústria de transformação.
"Nessa sondagem, apurou-se que o processo de ajuste dos estoques
não se completou no final de 2005. A redução dos
estoques não foi forte o suficiente para ajustá-los ao
nível planejado", destacou o documento "Indicadores
Industriais".
Recuperação
A Confederação informou
ainda que a expansão das venda sem janeiro sugere perspectivas
de uma recuperação da atividade industrial. Em 2005, o
cenário de produção era desfavorável, segundo
o documento, em função dos juros altos, estoques elevados
e a queda na rentabilidade das empresas exportadoras em função
da valorização do real.
A CNI destacou, no entanto, que no final
do ano passado o cenário para as vendas começou a se alterar
com o fortalecimento do consumo das famílias e a redução
dos juros a partir de setembro.
Capacidade instalada
Ainda, de acordo com a CNI, a utilização
da capacidade instalada da indústria de transformação
foi a menor desde novembro de 2003, chegando a 80,4%, em termos dessazonalizados,
no primeiro mês do ano.
Em dezembro de 2005, o uso da capacidade
instalada foi de 80,6% e, em janeiro de 2006, de 82,7%, também
em termos dessazonalizados.
Semestre
Segundo o documento, o uso da capacidade
instalada no primeiro semestre de 2005 manteve-se acima de 82% na maior
parte dos meses, mas o índice seguiu a mesma trajetória
de arrefecimento do número de horas trabalhadas na produção.
A CNI ainda destacou que, além
do desaquecimento da atividade industrial, a maturação
dos investimentos foi outro fator a contribuir para a redução
do uso da capacidade instalada.
Demanda interna
A demanda interna deve sustentar o crescimento
da produção industrial este ano, segundo avaliou o economista
da CNI, Paulo Mol. Segundo ele, está havendo uma mudança
de cenário, na qual as exportações passam a ter
um peso menor no crescimento das vendas industriais.
"A demanda externa líquida
deve ter pouco impacto no crescimento do faturamento das empresas, este
ano", observou o coordenador da Unidade de Política Econômica
da CNI, Flávio Castelo Branco, corroborando a avaliação
do economista. Segundo Mol, o aumento da demanda interna é justificado
pela melhora do rendimento do trabalhador, como reflexo da queda da
inflação e pela trajetória de queda dos juros.
Segundo ele, a redução
dos juros favorece o aumento do número de prestações
no financiamento oferecido ao consumidor, o que por seu turno favorece
o aumento da demanda doméstica. Mol disse que os dados levantados
pelos institutos de pesquisa econômica mostram um crescimento
grande na compra de bens duráveis.
Cenário positivo
A CNI espera para 2006 um cenário
positivo para a atividade industrial. Castelo Branco disse que alguns
fatores positivos devem favorecer o desempenho da indústria,
como o fim dos estoques, a queda dos juros, o aumento da renda dos trabalhadores,
a folga no parque produtivo e o aumento da demanda pública.
Inflação
Ainda, segundo Mol, "um eventual
aumento da demanda não trará um risco de pressão
inflacionária, porque há espaço para aumento da
produção industrial".
Ele alertou, no entanto, que o aumento
da atividade industrial só deve impactar um aumento da geração
de empregos nas indústrias, com mais intensidade, a partir do
segundo semestre do ano. "O indicador de geração
de empregos é sempre o último a apresentar uma recuperação",
explicou.
IBGE
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a produção industrial caiu
1,3% em janeiro. O resultado foi o primeiro de retração
após uma seqüência de três meses de alta, nesta
base de comparação.
Porém, em relação
a janeiro de 2005, a produção da indústria cresceu
3,2% e acumula em 12 meses um aumento de 2,9%. Esse crescimento em relação
ao mesmo mês de 2005 também veio abaixo do piso das projeções
de mercado, que era de 4,70% (média de 5,35% e teto de 6,1%).
Presidência
O presidente da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf,
substituirá o ex-presidente da Fiesp Carlos Eduardo Moreira Ferreira
no cargo de 1º vice-presidente, na nova diretoria da CNI que será
eleita dia 25 de julho.
Na chapa única, fechada na noite
da última quarta-feira, o atual presidente da CNI, Armando Monteiro
Neto, concorrerá a um segundo mandato de quatro anos.
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O ESTADAO.COM / SÃO
PAULO, 17 de março de 2006 | Economia
Para Ciesp, desempenho do emprego industrial
é fraco
A projeção do Ciesp é de
que o número de vagas no setor paulista deve crescer entre 1%
e 1,5% este ano
Jander Ramon
SÃO PAULO - Diretores do Centro
das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) receberam
mal a informação de que o Nível de Emprego Regional
da indústria paulista, apurado pela entidade, subiu apenas 0,14%
em fevereiro, ante janeiro. De acordo com o diretor de Economia do Ciesp,
Boris Tabacof, o momento da indústria é "preocupante",
o que levaria inclusive o próprio Ciesp a fazer previsões
modestas para o ano. "O ambiente na indústria é de
desânimo, e o problema mais sério é que não
está havendo investimentos", declarou, em entrevista coletiva.
O desânimo no meio industrial teria
origem, segundo Tabacof, na projeção divulgada pelo Banco
Central de que a taxa básica de juros (Selic, atualmente em 16,5%
ao ano) encerraria 2006 em 14,5%, enquanto a inflação
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
estaria posicionado na faixa de 4,5%, mantendo os juros reais em um
patamar de dois dígitos.
Ao mesmo tempo, ele lembrou que a estimativa
para o câmbio no final do ano é de R$ 2,20 por dólar,
valor considerado ruim por ele para garantir remuneração
adequada às empresas exportadoras. "A ata do Copom fala
em incerteza sobre a inflação, o que gera mais conservadorismo.
Qual ânimo pode ter o empresário para investir com uma
expectativa dessas?", argumentou.
Projeção conservadora
A projeção do Ciesp, considerada
pelos dirigentes da entidade como conservadora, é de que o emprego
na indústria paulista deve crescer entre 1% e 1,5% este ano,
com a geração de cerca de 20 mil postos.
Se confirmada a previsão, a expansão
do emprego sofrerá um "descolamento" do crescimento
econômico do País, cuja projeção do Ciesp
é de um Produto Interno Bruto da ordem de 3,5%. Segundo Tabacof,
o emprego na indústria não tem acompanhado a expansão
produtiva porque o empresariado optou por aumentar o grau de produtividade
nas empresas. "Ainda há espaço para, na média
das empresas paulistas, crescer a produção em cerca de
20%, sem significar investimentos pesados e aumento de mão-de-obra",
justificou.
As avaliações de
Tabacof foram acompanhadas pelo diretor do Ciesp em Araraquara, Arcangelo
Nigro Neto, que acrescentou que as indústrias têm optado
por aprofundar o uso de suas instalações, sem realizar
mais investimentos. "O problema é que as indústrias
poderão perder competitividade por não se modernizarem",
observou.
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O ESTADAO.COM / SÃO
PAULO, 17 de março de 2006 | Economia
Arrecadação de fevereiro
é recorde para o mês
No período, foram acumulados R$ 27,568
bilhões em impostos e contribuições federais. O
resultado teve crescimento real acima da inflação
Adriana Fernandes
Brasília - A Receita Federal teve
arrecadação recorde para o mês de fevereiro, atingindo
a cifra de R$ 27,568 bilhões em impostos e contribuições
federais. Os dados, divulgados nesta quinta-feira pela Receita, mostraram
que a arrecadação teve crescimento real acima da inflação
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
de 4,58%, em 4,24%.
A Receita explicou que este crescimento
acima da inflação em comparação com fevereiro
do ano passado, foi puxado, entres outros fatores, pelo aumento das
receitas com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis.
A arrecadação desse tributo cresceu, no período,
40,29% em decorrência do aumento de 12,8% no volume de vendas
ao mercado interno.
Também influenciou o fato de que,
em fevereiro do ano passado, o recolhimento do imposto foi reduzido
por conta da compensação de débitos com créditos
relativos a pagamentos efetuados a maior em anos anteriores.
Imposto de Renda
Segundo a Receita, a arrecadação
do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital
cresceu 60,10% em relação a fevereiro do ano passado devido
ao maior número de dias úteis e maior volume de resgates
de aplicações financeiras em renda fixa no mês passado.
Também contribuiu para o aumento
da arrecadação em fevereiro o crescimento de 13,09% do
IRRF sobre rendimentos do trabalho e de 20,98% do IRRF sobre outros
rendimentos. Esse aumento foi causado, de acordo com a Receita, pela
mudança no prazo de recolhimento de semanal para mensal a partir
de janeiro deste ano.
Outro fator a influenciar positivamente
a arrecadação de fevereiro foi o aumento de 17,52% das
receitas com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Segundo a Receita, esse resultado reflete o aumento da concessão
de créditos, especialmente para pessoas físicas, que apresentou
crescimento real de 21,6%. Já o crédito para as pessoas
jurídicas cresceu 9,9%.
Janeiro
Sobre janeiro deste ano, porém,
os ganhos tiveram queda real de 18,95%. À queda, atribuíram-se
fatores sazonais. O órgão explicou que, em janeiro, houve
o pagamento da primeira cota ou cota única do Imposto de Renda
da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativa ao resultado apurado no
último trimestre de 2005. Esse pagamento, afirma a Receita, explica
a queda de 19,01% na arrecadação do IRPJ e de 30,64% na
da CSLL. Também contribuiu negativamente o menor número
de dias úteis em fevereiro em relação a janeiro,
o que prejudica a arrecadação de tributos cujo fato gerador
recai no próprio mês, como o Imposto de Importação
(II) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculados à
importação.
Segundo a Receita, outro fator negativo
foi a concentração da arrecadação do Imposto
de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre Rendimentos de Capital relativa
a juros remuneratórios sobre capital próprio no mês
de janeiro. Enquanto, em janeiro, a arrecadação desse
tributo somou R$ 999 milhões, em fevereiro foi de apenas R$ 46
milhões.
Além disso, houve o pagamento
trimestral, em janeiro, de royalties relativos à extração
de petróleo, o que explica a queda de 63,71% na arrecadação
das demais receitas.
A Receita também explicou que
o maior volume de vendas de dezembro em relação a janeiro,
o que ocorre tradicionalmente, acarreta queda na arrecadação
dos tributos com fato gerador no mês anterior como a Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e PIS/PASEP. A Receita
também apontou o maior volume de remessas de juros sobre capital
próprio, em janeiro, para explicar a queda de 34,90% na arrecadação
do IRRF sobre remessas para o Exterior. No acumulado do primeiro bimestre,
a arrecadação soma R$ 61,441 bilhões, com crescimento
real de 2,53% ante o mesmo período do ano passado.
Contribuições previdenciárias
Já a arrecadação
das contribuições previdenciárias no período
somou R$ 9,968 bilhões. Pelos dados divulgados, a arrecadação
apresentou um crescimento real (corrigido pelo IPCA) e 0,98% sobre a
arrecadação de janeiro deste ano. Em relação
a fevereiro do ano passado, a arrecadação das receitas
previdenciárias apresentou um crescimento de 10,97%.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de março de 2006
Câmara aprova realização
gratuita de exames de DNA
A Câmara aprovou na terça-feira
(14/3) e encaminhou para o Senado o Projeto de Lei 1780/96, de autoria
da deputada Socorro Gomes (PC do B-PA), que garante a realização
gratuita de exame de DNA em ações de paternidade.
Segundo o texto aprovado, nas ações
judiciais em que for reconhecido às partes o direito à
justiça gratuita, o exame de DNA, como prova pericial deferida
pelo juiz, será preferencialmente realizado na rede credenciada
pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e custeado pelo órgão
da administração pública estadual que tem, entre
suas atribuições, a defesa da cidadania.
O exame será realizado mediante
requisição do juiz, de ofício ou a requerimento
de qualquer das partes ou do Ministério Público.
A gratuidade do exame também é
assegurada aos que comprovem ao juiz a impossibilidade de custear a
realização do exame. A contestação do direito
à gratuidade do exame não suspende o curso do processo
e será feita em autos separados.
Prioridade
Se o projeto for aprovado pelo Senado,
terão prioridade na realização do exame as pessoas
a quem o juiz já concedeu a realização da prova,
observada a ordem de precedência.
Caberá às defensorias públicas
ou aos órgãos de assistência judiciária organizar
os processos sob sua responsabilidade, encaminhando as requisições
judiciais diretamente aos estabelecimentos credenciados ao SUS e ao
órgão da administração pública estadual,
a quem incumbe o custo do exame.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de março de 2006
CCJ da Câmara aprova licença
para mulher fazer consulta preventiva
A Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados
aprovou na última terça-feira (14), por unanimidade, o
substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 1542/91, do deputado Ricardo
Izar (PTB-SP), que concede a servidoras públicas e trabalhadoras
de empresas privadas um dia de licença anual para realizar consultas
preventivas de doenças previstas no Programa de Atenção
Integral à Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde.
Entre as doenças estão
o câncer de colo uterino, de ovário, de mama e de pulmão,
aids, osteoporose, endometriose e mortalidade materna.
A relatora do projeto na CCJ, deputada
Edna Macedo (PTB-RJ), recomendou a aprovação da proposta.
Ela destacou que o projeto se harmoniza com princípios constitucionais
que conferem tratamento diferenciado para as mulheres. "A Constituição
Federal conta com vários dispositivos que revelam a preocupação
com a efetiva igualdade substancial entre o homem e a mulher",
observou.
A deputada citou como exemplos o tratamento
especial à mulher no tempo de contribuição para
aposentadoria voluntária e a proteção ao mercado
de trabalho.
Mudanças
Aprovada na Câmara em 2000, a proposta
original contemplava inicialmente apenas as servidoras públicas.
O texto foi alterado no Senado para beneficiar também as trabalhadoras
de empresas privadas, o que obrigou seu retorno à Câmara.
Pelo substitutivo, a licença poderá
ser superior a um dia por ano, caso haja necessidade de mais procedimentos.
A beneficiada será obrigada a apresentar à empresa ou
instituição pública atestado de comparecimento
às consultas em até 30 dias. No entanto, não será
necessário constar no documento o diagnóstico ou o procedimento
realizado.
Tramitação
Analisado em regime de urgência,
o projeto será encaminhado para votação no Plenário.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de março de 2006
Contrato de trabalho é ônus
do empregador, não opção do empregado, diz TRT
Para a 7ª Turma do TRT (Tribunal Regional
Trabalho) da 2ª Região, se estão presentes os elementos
que configuram a relação de emprego, previstos na CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho), a formalização
do contrato de trabalho é obrigação do empregador,
não opção do empregado. Com base neste entendimento,
a turma reconheceu vínculo empregatício de um trabalhador
com a empresa Produtos Alimentícios Superbom Indústria
e Comércio Ltda.
Segundo o TRT-SP, o ex-empregado ingressou
com ação na 15ª Vara do Trabalho de São Paulo
reclamando que, embora tivesse assinado contrato de prestação
de serviços com a indústria, mantinha relação
direta de emprego com a Superbom.
Em sua defesa, a indústria sustentou
que o reclamante prestava serviços por meio da empresa dele,
denominada Serel Representações Ltda. Para a Superbom,
nunca existiu relação de emprego entre eles. Afirmou ainda
que a atividade do autor restringia-se ao desenvolvimento de produtos.
O juiz da vara julgou o pedido improcedente.
O funcionário recorreu ao TRT-SP. Segundo a juíza Catia
Lungov, relatora do recurso no tribunal, "o trabalho do reclamante
era inerente à finalidade empresarial, foi prestado com habitualidade,
em caráter exclusivo como exsurge da prova testemunhal e documental,
que também confirmou que os aspectos formais da relação
de trabalho foram impostos pela ré".
"A formalização do
contrato de trabalho é ônus exclusivo do empregador (artigo
29 da CLT), a quem também compete o risco da atividade econômica
(artigo 2º). O interesse do trabalhador no procedimento irregular,
normalmente calcado em necessidades alimentares imediatas, não
eximem a empresa do cumprimento da lei", observou a relatora.
Para a juíza Catia Lungov, "trata-se
de norma de ordem pública, que garante ao trabalhador participar
do sistema previdenciário, pondo-se a salvo das contingências
que a realidade impõe. Do contrário, quando não
mais estiver habilitado a trabalhar, restará ao Estado prestar-lhe
assistência às custas do erário público,
com sobrecarga tributária inaceitável".
De acordo com o tribunal, todos os juízes
da 7ª Turma acompanharam o voto da relatora, reconhecendo o vínculo
empregatício do reclamante com a Superbom.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/03/2006
Estabilidade sindical depende de comunicação
da eleição
A CLT garante estabilidade do emprego
ao dirigente sindical a partir do momento do registro de sua candidatura
ao cargo até um ano após o final do seu mandato, caso
seja eleito. Para isso, no entanto, a entidade sindical deve comunicar
por escrito à empresa, no prazo de vinte e quatro horas, o dia
e a hora do registro da candidatura do empregado e, em igual prazo,
sua eleição e posse, com a devida comprovação.
A ausência dessa comunicação resulta na perda do
direito à estabilidade. Este entendimento, contido na Súmula
369 do Tribunal Superior do Trabalho, serviu de fundamento para decisão
da Terceira Turma, que isentou a Chocolate Garoto S/A do pagamento de
indenização a uma ex-empregada.
A trabalhadora já exercia um mandato
na direção da federação de trabalhadores
de sua categoria e candidatou-se com sucesso à reeleição.
A federação, porém, comunicou à empresa
apenas a candidatura. A eleição só foi comunicada
depois da rescisão contratual. Na reclamação trabalhista,
a empregada pedia indenização relativa à estabilidade
dos dois mandatos. O Tribunal Regional do Trabalho do Espírito
Santo (17ª Região) reconheceu o direito e condenou a empresa
ao pagamento dos salários e reflexos do período de estabilidade
de ambos os mandatos.
Ao recorrer ao TST, a Garoto sustentou
que o direito à estabilidade não se aplicava a dirigentes
de federações, e que a eleição não
foi comunicada à empresa dentro do prazo, levando-a a presumir
que a empregada não teria sido eleita.
O relator do recurso, ministro Carlos
Alberto Reis de Paula, não acolheu a primeira alegação.
“Pela própria definição estabelecida pela
CLT, a federação é associação sindical
de grau superior, e, portanto, os eleitos para cargo de sua direção
estão abrangidos pela garantia de emprego”, observou em
seu voto.
Na segunda alegação, porém,
o ministro verificou ser “incontroverso que houve apenas a comunicação
do registro da candidatura, sem, contudo, haver a comunicação
quanto à eleição e posse da trabalhadora como dirigente
da federação”. A exigência legal da comunicação
“não se trata de mera formalidade, mas é da essência
do ato jurídico, sem a qual este não se aperfeiçoa,
gerando efeitos no mundo jurídico. É norma imperativa,
cuja inobservância prejudica o direito à estabilidade.”
No entendimento do relator, “nem
o fato de a trabalhadora ainda ser detentora de estabilidade no período
residual do primeiro mandato, nem apenas a comunicação
da candidatura dispensava o cumprimento integral do que dispõe
a CLT (art. 543, § 5º)”. Além disso, a Súmula
369 do TST considera “indispensável a comunicação,
pela entidade sindical, ao empregador”, da eleição
e posse do dirigente. Por unanimidade, a Turma limitou a condenação
apenas ao pagamento da indenização referente ao primeiro
mandato, excluindo as parcelas relativas ao segundo. (RR 00877/2000-002-17-00.9)

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