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Folha de São Paulo, 21 de março
de 2006
CASA PRÓPRIA
Recursos da caderneta de poupança destinados à habitação
atingem R$ 478 milhões; bancos esperam mais crescimento
Crédito para imóveis
dobra em fevereiro
DA FOLHA ONLINE
Os recursos da caderneta de poupança
destinados para a compra financiada de imóveis atingiram R$ 478,2
milhões em fevereiro, de acordo com a Abecip (Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
O volume é quase o dobro do emprestado em fevereiro do ano passado,
quando os bancos utilizaram R$ 240 milhões das cadernetas de
poupança para financiar a compra da casa própria.
Mesmo em relação a janeiro
deste ano, o volume emprestado cresceu 1,6%. De acordo com a Abecip,
o resultado é positivo porque fevereiro tem menos dias úteis
do que janeiro devido ao feriado de Carnaval e por ser um mês
mais curto. Além da estimativa de crescimento da economia, os
bancos acreditam no aumento da demanda por crédito para compra
de imóveis devido a medidas anunciadas pelo governo para o setor.
No mês passado, o governo reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados) de uma cesta de materiais de construção,
o que deve baratear imóveis novos a médio prazo.
O conjunto de medidas conta com dinheiro
público e privado e deve beneficiar a classe média e,
principalmente, as construções administradas por moradores
e os "puxadinhos". Houve acréscimo de R$ 550 milhões
na verba prevista para o Fundo Nacional de Habitação de
Interesse Social. Criado em 2005 para financiar habitações
populares, ele já tinha cerca de R$ 450 milhões. Além
disso, o governo regulamentou o chamado "patrimônio de afetação",
que deverá aumentar a segurança para o comprador de imóveis
de que não perderá dinheiro ao comprar na planta, como
aconteceu com centenas de pessoas quando a Encol faliu.
Nos dois primeiros meses do ano, o total
de crédito contratado para a compra de móveis alcançou
R$ 948,6 milhões, o que representa alta de 84% sobre o mesmo
período de 2005. Considerando o período dos últimos
12 meses, o volume de operações já supera R$ 5,2
bilhões, mantendo a tendência de crescimento registrada
desde 2003. O número de unidades financiadas cresceu de 62.999
nos 12 meses até janeiro para 65.576 no mesmo intervalo encerrado
em fevereiro.
Estimativa
Neste ano, os bancos privados estimam
destinar R$ 6,7 bilhões para o financiamento de imóveis,
dinheiro que deve ser suficiente para a compra de 70 mil imóveis.
O total de recursos para o setor de habitação, o que inclui
também mais recursos da Caixa Econômica Federal e do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), entre outros, deve alcançar
R$ 18,7 bilhões em 2006. No ano passado, instituições
financeiras públicas e privadas liberaram R$ 13,9 bilhões
para a habitação.
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de março
de 2006
Empresas moveleiras do PR são premiadas
Mais de 400 empresários entre fabricantes e fornecedores do setor
moveleiro reuniram-se em Bento Gonçalves (RS) para a entrega
do Prêmio Top Móbile 2006 - Marcas Mais Lembradas, única
premiação dedicada especialmente à cadeia produtiva
de móveis no País.
O prêmio reconheceu 6 empresas
do Paraná como as mais lembradas do setor moveleiro. São
elas: Artely, de São José dos Pinhais (complementos para
sala); Simbal, de Arapongas (estofados); Móveis Oggi, de Quatro
Barras (móveis infantis); Móveis Colorado, de Arapongas
(racks, estantes e home theater); Hettich, de Curitiba (dobradiças,
corrediças e puxadores); e Masisa, de Curitiba (painéis
e chapas de madeira).
A revelação das 25 marcas
top of mind ocorreu em paralelo à Movelsul - maior feira internacional
da América Latina para o setor moveleiro. A organização
e promoção do evento são da Alternativa Editorial/Revista
Móbile. Ao todo, 75 empresas, distribuídas em 25 categorias
(três finalistas em cada), estavam concorrendo na primeira edição
do Top Móbile, que passa a ser realizado anualmente.
Segundo Valcidio Perotti, diretor-presidente
da Móbile, a cadeia produtiva recebeu bem a iniciativa de realizar
o prêmio, superando as expectativas da organização.
''Na festa, verificamos que o Top Móbile atingiu o objetivo de
proporcionar mais visibilidade para as marcas finalistas e vencedores,
e para o setor moveleiro, como um todo'', declara.
Para o presidente da Associação
Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel),
Domingos Rigoni, a premiação passa a ser considerada o
Oscar do setor moveleiro. ''Essa iniciativa é de grande valia
para nosso setor, pois ela vai ajudar a valorizar e estimular a cadeia
produtiva ao desenvolvimento de sua marca, na conquista de participação
de novos mercados'', afirma. O dirigente e empresário observa
ainda que ''para as empresas, o Top Móbile é o reconhecimento
de todo um trabalho desenvolvido, junto aos seus colaboradores, comunidade
e mercado, o que proporciona um grande estímulo a continuidade
e ao crescimento''.
A eleição das 25
marcas do Top Móbile foi determinada pelos resultados de uma
pesquisa especialmente contratada pela Alternativa junto à Segmento
Pesquisas de Mercado. A pesquisa foi feita em todo o País, conforme
representação geográfica de cada Estado, entre
os meses de novembro de 2005 e janeiro de 2006.
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JORNAL O TEMPO / MINA GERAIS,
21 de março de 2006 | Economia
Construção: Redução
de impostos já tem efeito no setor
Os efeitos do pacote de incentivo à
construção, lançado pelo governo em janeiro, já
chegaram ao mercado, segundo o presidente da MRV, Rubens Menin. “Alguns
preços caíram”, afirma. O conjunto de medidas reduziu
impostos para uma série de produtos como tubos, conexões,
portas, tintas, torneiras e outros.
De acordo com o empresário, os
efeitos devem aparecer no Custo Unitário Básico da Construção
(CUB), índice que mede o valor do metro quadrado construído
e é formado pelo preço dos insumos e da mãode-
obra.
Ele arrisca dizer que este ano a variação
será zero, porque o aumento do custo da mão-de-obra deve
se compensado pela queda no preço dos produtos básicos
da construção.
Em 2005 o CUB subiu 4,99% de acordo com
o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG).
Além da redução de impostos, o governo prometeu
crédito farto para o setor. A expectativa é destinar R$
18,7 bilhões para construção este ano.
De acordo com Menin, a cifra vultosa
provocou redução dos juros cobrados pelos bancos privados
para financiamento habitacional. Em média, as taxas caíram
de 12% ao ano para 9% ao ano. Com isso, ao empresa lançou o plano
Radical, que tem financiamentos mais longos e facilitados.
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Agência Diap, 21 de
março de 2006
Coletiva
Luiz Marinho dá entrevista nesta
terça; na pauta, dados do Caged
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anuncia nesta terça-feira,
21/03, em entrevista coletiva, às 9h30, no seu gabinete, os dados
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes
a fevereiro de 2006.
Histórico
O Caged, criado pela Lei nº 4.923/65, é um registro administrativo
que acompanha e fiscaliza o processo de admissão e dispensa (demissão,
aposentadoria, morte) de trabalhadores regidos pela CLT, em todo o país.
As empresas encaminham os dados mensalmente, pela internet, ao Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE). As informações se referem
aos municípios e às atividades econômicas e servem
de suporte a várias políticas de emprego.
Em 2003, foram criados 645.433
empregos com carteira assinada; em 2004, o número de postos celetistas
chegou a 1.523.276 e, em 2005, o Caged registrou 1,254 milhão
de empregos formais.
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Diário Vermelho,
21 de março de 2006
Sindicalismo e Política
Três desafios do sindicalismo
Altamiro Borges
O sindicalismo brasileiro está
diante de gigantescos desafios. Se ficar apenas correndo atrás
dos prejuízos, sem uma visão mais estratégica,
ele corre o sério risco de definhar, agravando sua crise de legitimidade
e representatividade que já dura mais de uma década e
que se expressa na baixa capacidade de mobilização dos
trabalhadores e de intervenção política na sociedade.
Não há receitas nem modelos de como enfrentar as atuais
dificuldades, que hoje afetam o conjunto do sindicalismo mundial. Mas
uma coisa parece certa: se ficar preso à ação imediata,
que reforça seus limites endógenos do economicismo e corporativismo,
ele não superará sua crise estrutural. Diante deste cenário,
penso que três desafios se destacam na atualidade:
1- Intervenção política
O sindicalismo não é uma
ilha. Ele reflete e interfere nos rumos políticos do país.
Ele sente diretamente os efeitos da evolução da conjuntura.
Durante a ditadura militar, por exemplo, ele foi violentamente castrado
– nos nove meses que se seguiram ao golpe de 64 mais de 430 sindicatos
tiveram suas diretorias cassadas. Já nos anos 80, ele viveu uma
fase de ouro. O Brasil se tornou o recordista mundial em greves, houve
um intenso processo de renovação e reciclagem das diretorias
sindicais, foram retomadas as articulações intersindicais
e o funcionalismo público despertou para a organização
sindical. Esse ascenso contribuiu decisivamente na luta pelo fim do
regime militar e nas conquistas da “Constituição
Cidadã”, em 1988.
Na década de 90, porém,
o neoliberalismo se implantou no país com a sua tríade
perversa: desestatização, desnacionalização
e desproteção. O sindicalismo comeu o pão que o
diabo amassou! Da fase de ouro, ele ingressou no período das
vacas magras. O triste reinado de FHC teve início com o Exército
ocupando as refinarias para reprimir a greve dos petroleiros e prosseguiu
com o desmonte do trabalho sem qualquer negociação com
os sindicatos. Esse projeto autoritário e excludente, entretanto,
foi rechaçado na histórica vitória de um ex-grevista
e líder sindical nas eleições de 2002. Com Lula
no governo, a relação com o sindicalismo voltou a ser
de diálogo e não houve mais qualquer ação
de criminalização das lutas sociais.
Essa breve história serve para
confirmar que o sindicalismo não pode se omitir nos embates políticos.
Sua força deriva da situação política, do
quadro de correlação de força na sociedade. Qualquer
visão apolítica, de neutralidade, representa um crime
para o seu futuro. Nesse sentido, ele não pode se abster do debate
já em curso sobre a sucessão presidencial. Apesar das
frustrações que o governo Lula pode ter gerado numa parcela
dos trabalhadores, a pergunta que deve ser feita é qual o resultado
eleitoral que mais interessa para o avanço das suas lutas e conquistas.
A eleição de outubro tende a ser polarizada, sem a possibilidade
real de uma ultrapassem à esquerda do atual governo. O risco
maior é o da revanche da direita neoliberal!
O candidato do bloco liberal-conservador, Geraldo Alckmin, é
um inimigo declarado dos trabalhadores – os servidores estaduais
conhecem bem seu estilo fascistóide. Sem abdicar da sua autonomia,
o movimento sindical deve encarar a batalha sucessória como prioridade
máxima para o seu processo de acumulação de forças.
Um retrocesso nas eleições de outubro teria forte impacto
na discussão sobre a reforma sindical e trabalhista, na luta
pela transição do neoliberalismo para um projeto nacional
de desenvolvimento com valorização do trabalho e para
o próprio avanço das esquerdas na América Latina.
Sem cair numa postura de passividade acrítica, o sindicalismo
deve evitar cair no extremo oposto do voluntarismo esquerdista. A pregação
do voto nulo ou num candidato para marcar posição cobraria
um alto preço no futuro imediato!
2- Repensar a ação
Ao mesmo tempo em que intervém
na luta política em curso, agindo com sabedoria tática,
o sindicalismo também precisa repensar sua atuação
numa perspectiva mais estratégica. A avalanche neoliberal dos
anos 90 acuou os trabalhadores e jogou os sindicatos na defensiva. A
crise atual não decorre apenas de fatores subjetivos, da chamada
traição das direções, como afirmam alguns
setores idealistas. Se fosse tão simples assim, os que se autoproclamam
de revolucionários não teriam tantas dificuldades para
mobilizar as suas bases e para evitar distorções na ação
sindical. A crise estrutural do capitalismo, que tem no desemprego a
sua maior expressão, o amargo remédio neoliberal imposto
pelo capital e o processo de reestruturação produtiva
nas empresas afetaram a materialidade e a subjetividade de classe dos
trabalhadores.
Mas estas causas objetivas da crise sindical
não rebaixam a importância dos fatores subjetivos. No quadro
de defensiva dos anos 90 foi possível assistir a criação
de uma central sob inspiração do neoliberalismo, a Força
Sindical, e também o processo de adaptação da CUT
à visão do sindicalismo propositivo e cidadão,
de feição socialdemocrata. Já as entidades de base,
pressionadas pelas demandas do imediato, reforçaram sua prática
corporativista e economicista. Para piorar, num cenário de cobertor
curto, surgiram fenômenos preocupantes de burocratização
e institucionalização. Muitas diretorias hoje perdem mais
tempo e energia discutindo quem será liberado ou ficará
com o celular e o carro do que organizando as lutas da classe. Os sindicatos
se afastaram da base, deixaram de investir na formação
e na mobilização de massas.
Um desafio urgente é o de repensar
toda a prática sindical, o de revolucionarizar sua concepção
e métodos de ação. Hoje é preciso refletir
com maturidade, sem maniqueísmos, sobre o que está sendo
feito, de fato e não na retórica, para organizar os trabalhadores
nos locais de trabalho, no coração da exploração;
o que está sendo feito para intensificar a mobilização
da base e articulá-la com os outros movimentos sociais; o que
está sendo investido para formar novas lideranças e reciclar
as antigas. Sem organização, mobilização
e formação o sindicalismo não conseguirá
superar a atual crise. É preciso balançar a roseira para
superar o espírito rotineiro e as práticas burocráticas.
Do contrário, o sindicalismo permanecerá na UTI!
3- Evitar a fragmentação
Num quadro que ainda é de defensiva
da luta dos trabalhadores e no qual campeia muita confusão teórica
no meio sindical – por exemplo, na sua relação com
um governo nascido das suas lutas –, o pior que pode ocorrer é
a fragmentação das organizações da classe.
Nesse sentido, a recente fundação da Conlutas é
um grave erro! A partir da leitura voluntarista sobre a atual correlação
de forças e da postura principista sobre a natureza do governo
Lula, ela joga na divisão dos trabalhadores e na fragilização
de seus organismos de frente única. Além disso, essa iniciativa
artificial do PSTU presta um inestimável serviço aos que
desejam domesticar as lutas sindicais e ainda contribui para o seu próprio
auto-exílio. A saída da CUT foi festejada pelos setores
mais burocratizados da central e causou graves fraturas nos promotores
desta divisão!
A atual conjuntura, prenhe de possibilidades e
também de graves riscos, exige fortalecer a CUT como um instrumento
de unidade dos trabalhadores na luta por novos rumos no país.
Não se muda de central como se troca de camisa. Não dá
para dispensar um patrimônio construído na luta contra
a ditadura e a ofensiva neoliberal e que representa o que há
de mais representativo e combativo no sindicalismo. É preciso,
isto sim, garantir que a central preserve sua autonomia e atue com sabedoria
política – evitando a passividade e as armadilhas dos inimigos
de classe. O próximo congresso da CUT pode cumprir relevante
papel no sentido de pressionar o governo Lula no rumo das mudanças
e de evitar a revanche da direita neoliberal.
Altamiro Borges, (Miro) é jornalista,
membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical.
Autor, junto com Marcio Pochmann, do livro "Era FHC - A regressão
do trabalho" (Editora Anita Garibaldi); e organizador do livro
“A reforma sindical e trabalhista no governo Lula” (Editora
Anita Garibaldi, 2004).
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Diário Vermelho,
21 de março de 2006
sindicato e comunidade
Metalúrgicos do ABC lança
concurso de redação e desenho sobre 1º de maio
Alunos do ensino fundamental já podem apresentar sua redação
ou desenho sobre a luta dos trabalhadores. O Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC lançou o 1º Concurso de Redação e Desenho
sobre o Dia Internacional do Trabalhador como parte das comemorações
da data e vai premiar as melhores criações.
O concurso conta com as parcerias das
secretarias de Educação de Diadema e de Santo André
e é destinado a alunos do ensino fundamental, supletivos e dos
programas de alfabetização de jovens e adultos como o
MOVA- ABC.
Durante esta semana serão entregues
materiais de apoio nas escolas das duas cidades, uma cartilha aos professores
com um resumo da história do 1º de Maio e uma Tribuna Metalúrgica
Especial aos alunos que conta essa história em quadrinhos, numa
linguagem bastante acessível às crianças. “Todo
ano, centenas de alunos nos procuram para conseguir material para trabalhos
escolares sobre o 1º de Maio. Por este motivo e para tentar despertar
nas crianças o valor da luta sindical e dos trabalhadores, decidimos
fazer o concurso”, afirma Sérgio Nobre, secretário
de Organização do Sindicato.
Os alunos poderão entregar
os trabalhos em sala de aula até dia 7 de abril de 2006. Nesse
caso, os interessados deverão fazer a inscrição
na Sede do Sindicato (R. Joao Basso, 231) . Os vencedores serão
conhecidos dia 29 de abril, no evento de 1º de Maio na sede do
Sindicato.
Participação
Embora tenha a parceria de Diadema e de Santo André, todos os
alunos do ensino fundamental de qualquer cidade podem participar. No
entanto, é necessário que a escola concorde que o aluno
promova o concurso em sua sala de aula. Sérgio Nobre explica
que a idéia do Sindicato é fazer um concurso piloto neste
ano e ir aprimorando a cada ano com a presença dos alunos de
todo o ABC e também da rede estadual. Poderão participar
alunos do SESI, escolas particulares e da rede estadual de ensino.
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Diário Vermelho,
21 de março de 2006
fórum sindical dos trabalhadores
FST se movimenta na Câmara contra
a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas
Nesta terça-feira (21/3), a partir das 10h, as entidades de compõem
o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) estarão na Câmara
para debater com os deputados o PLP nº 123/04, do deputado Jutahy
Júnior (PSDB/BA), que cria a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
A concentração das entidades será no cafezinho
do Salão Verde.
Pelo projeto, reduz-se o percentual de
depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
de 8% para 0,5% (meio por cento), entre outras mudanças que precarizam
as relações de trabalho. Os dirigentes sindicais também
irão debater os encaminhamentos sobre o Projeto de Lei do Senado
que extingue o fator previdenciário (PLS nº 296/03), do
senador Paulo Paim (PT/RS).
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Nova Central, 21 de março
de 2006
MOBILIZAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL
FST faz pressão no congresso
pelo fim do fator previdenciário
Dirigentes do Fórum Sindical de Trabalhadores - FST vão
realizar movimentação no Congresso Nacional, amanhã,
terça-feira, para encaminhar emendas ao projeto de lei das micro-empresas.
Também haverá pressão do sentido da tramitação
do projeto que acaba com o Fator Previdenciário.
Nesta terça-feira, 21/03, a partir
das 10h, as entidades de compõem o Fórum Sindical dos
Trabalhadores (FST) estarão na Câmara para debater com
os deputados o PLP nº 123/04, do deputado Jutahy Júnior
(PSDB/BA), que cria a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. A concentração
das entidades será no cafezinho do Salão Verde.
Pelo projeto, reduz-se o percentual de
depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
de 8% para 0,5% (meio por cento), entre outras mudanças que precarizam
as relações de trabalho. Os dirigentes sindicais também
irão debater os encaminhamentos sobre o Projeto de Lei do Senado
que extingue o fator previdenciário (PLS nº 296/03), do
senador Paulo Paim (PT/RS).
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2006
ESCÂNDALO DO "MENSALÃO"/
PALOCCI EM APUROS
Formulário com dados é de uso interno; banco anuncia investigação
sobre o caso
Sigilo bancário de caseiro foi
violado pela própria CEF
MARTA SALOMON, KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A violação do sigilo bancário
do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que testemunhou contra o ministro
Antonio Palocci Filho (Fazenda), partiu da própria Caixa Econômica
Federal. O formulário de extração de dados da movimentação
bancária de Francenildo é exclusivo do sistema interno
da estatal, ao qual nem clientes têm acesso. Segundo a Folha apurou,
a ordem para a violação do sigilo foi dada por um funcionário
com cargo de chefia da Caixa, instituição subordinada
ao Ministério da Fazenda.
Questionada ontem, a estatal não
descartou que as informações tenham vazado de dentro da
instituição. "Somente a auditoria vai poder constatar
a procedência do documento", afirmou Gabriel Nogueira, assessor
de imprensa. Ontem, a Caixa abriu investigação interna
para apurar a violação de sigilo do cliente e "eventuais
responsabilidades pela divulgação de informações".
A comissão ainda não tem
prazo para terminar o trabalho, mas, segundo a assessoria, funcionará
subordinada diretamente ao Conselho de Administração,
presidido pelo secretário do Tesouro, Joaquim Levy, e não
ao presidente da Caixa, Jorge Mattoso.
Testemunha
Francenildo dos Santos Costa, 24, foi
caseiro da casa alugada por ex-assessores de Palocci na Prefeitura de
Ribeirão Preto (SP) durante oito meses, até o início
de 2004. Nesse período, ele afirma ter presenciado visitas do
ministro à casa. A CPI dos Bingos investiga a participação
de Palocci em um esquema de lobby coordenado pelos ex-assessores. De
acordo com o caseiro, havia dinheiro em espécie na casa, onde
também se realizavam festas com garotas de programa e partidas
de tênis. Ele disse ainda, em depoimento à CPI dos Bingos,
que Palocci era chamado pelos ex-auxiliares de "chefe". O
ministro da Fazenda nega que tenha freqüentado o local.
Francenildo Costa teve seu depoimento
à CPI interrompido na quarta-feira da semana passada por uma
liminar do Supremo Tribunal Federal concedida a pedido do senador Tião
Viana (PT-AC), depois de uma reunião no Palácio do Planalto
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dois dias depois,
dados bancários do caseiro foram divulgados pela imprensa, em
meio a comentários reservados de membros do governo de que o
depoimento dele teria sido pago pela oposição. Na noite
de sexta-feira, a Caixa Econômica Federal informou que, constatado
o vazamento ilegal de informações, mandaria investigar
o caso, o que aconteceu ontem. A instauração de "procedimento
de investigação" foi comunicada por meio de nota
de apenas cinco linhas.
A Caixa não informou ontem qual
o prazo da investigação porque esse seria um episódio
inédito na instituição. A alternativa para o vazamento
ilegal do sigilo bancário seria o ataque de hackers ao sistema.
No Palácio do Planalto, a hipótese de fragilidade do sistema
não é levada a sério. A suspeita de que a Polícia
Federal pudesse ter invadido a conta do caseiro gerou mal-estar entre
membros da cúpula do governo. A hipótese foi levantada
por conta de uma coincidência: o extrato bancário do caseiro
tornado público na sexta-feira foi impresso na noite da véspera,
justamente quando Francenildo estava nas dependências da Polícia
Federal.
Ao se inscrever no programa de proteção
a testemunhas da Polícia Federal, o caseiro entregou seus documentos,
inclusive o cartão da conta poupança na qual recebera
cerca de R$ 25 mil. O autor dos depósitos é um empresário
de ônibus de Teresina (PI), suposto pai biológico do caseiro.
O empresário, em entrevista a uma emissora de TV do Piauí,
reconheceu ter feito os depósitos, mas não a paternidade.
Segundo a PF, a apresentação
do cartão bancário e dos demais documentos faz parte de
um procedimento de rotina de testemunhas que pedem proteção
ao governo.
Polícia Federal
No início da noite de ontem, o
ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) reuniu-se com
o presidente Lula e outros ministros para discutir a divulgação
dos dados bancários do caseiro. Ficou decidido que a Polícia
Federal abre hoje inquérito para investigar a violação
do sigilo.
A abertura de um inquérito
sobre o vazamento dos dados foi pedida ontem ao Ministério Público
Federal pelo advogado Wlicio Chaveiro Nascimento, que representa o caseiro.
O delegado da Polícia Federal Wilson Damázio disse ontem
que soube pelo próprio caseiro da existência de depósitos
expressivos na conta bancária dele. Damázio refuta qualquer
envolvimento da PF na violação ilegal do sigilo do caseiro.
"A PF vai investigar o caso e vai a fundo", afirmou o delegado.
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Acordo foi acertado entre governistas e oposicionistas; Rigotto diz
que Garotinho é vitorioso na consulta informal e que vai apoiá-lo
PMDB só define se terá candidato
em junho
Marcelo Carnaval/Agência O Globo

Anthony Garotinho, que venceu Rigotto em consulta informal
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os principais líderes do PMDB
governista e oposicionista chegaram a um raro momento de consenso ontem
e decidiram deixar para realizar a convenção nacional
da sigla apenas em junho. Os aliados ao Palácio do Planalto haviam
planejado fazer uma convenção em 8 de abril, para o caso
de ser necessário anular o resultado das prévias que seriam
realizadas anteontem. Com o processo interditado pela Justiça
(foi só uma consulta informal), passou a ser desnecessário
realizar rapidamente encontro nacional.
A explicação é do
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos principais aliados
do Planalto: "Como não houve prévias, a convenção
apenas em junho nos dará tempo para aparar as arestas internas
no partido". Essa posição foi acertada com outros
dois governistas, o líder peemedebista no Senado, Ney Suassuna
(PB), e o senador José Sarney (PMDB-AP).
A razão principal para oposicionistas
e governistas do PMDB deixarem a convenção para junho
é simples: até lá, as duas facções
ficarão pairando como uma ameaça sobre o candidato à
reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, e também
sobre o principal nome da oposição, o governador de São
Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo as pesquisas de opinião,
se o PMDB não tiver candidato próprio a presidente aumentam
as chances de o pleito terminar no primeiro turno. Em junho, o cenário
estará muito mais claro.
Se for negociar a retirada da candidatura
própria, o PMDB poderá exigir vantagens tanto do PT como
do PSDB, a depender do partido que liderar as pesquisas. Se Lula continuar
favorito nas pesquisas, os governistas do PMDB podem se comprometer
a não ter candidato próprio a presidente para facilitar
a vitória do petista. Para isso, negociariam uma presença
mais forte no futuro governo -hoje, o PMDB têm três ministérios.
A mesma estratégia vale para o PSDB, no caso de Alckmin disparar
nas pesquisas.
Nos bastidores do PMDB, a grande maioria
acredita que o partido vai optar em junho por não ter candidato
próprio. Em público, poucos admitem isso -para valorizar
a negociação com o governo até o momento da convenção
nacional. Os partidos que quiserem ter candidato a presidente precisam
realizar convenções entre 10 e 30 de junho. O vencedor
da consulta informal realizada anteontem foi o ex-governador do Rio
Anthony Garotinho, com cerca de 57% dos votos -Germano Rigotto, governador
do Rio Grande Sul, ficou com 43%. Até o início da noite
ontem o PMDB não havia divulgado os números oficiais.
A abstenção chegou a 44%.
Rigotto teve mais votos em números
absolutos, mas perdeu em percentual em razão do critério
de peso diferenciado de votos definido pelo partido. Partidários
do governador questionaram o resultado, mas ontem ele aceitou a derrota.
"Eu não viro mesa. Ele é vitorioso e vou apoiá-lo."
Garotinho disse não abrir mão de levar seu nome aos convencionais,
mas que não gostaria de atrapalhar os planos dos candidatos nos
Estados. "Estou convicto de que o melhor para o partido é
ter candidatura própria."
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Tucano quer construir palanques fortes no três maiores colégios
eleitorais do país para poder se dedicar ao Norte e ao Nordeste
Alckmin quer candidatura de Maia no Rio
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin, viaja na sexta-feira para o Rio de Janeiro disposto a convencer
o prefeito Cesar Maia (PFL) a concorrer ao Palácio Guanabara.
Alckmin quer construir palanques sólidos nos três maiores
colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais
e Rio. Por isso ele tem estimulado a candidatura de José Serra
em São Paulo e a de Cesar Maia no Rio. "Nosso candidato
no Rio é o Cesar Maia. Vamos apoiá-lo caso ele concorra",
torce o líder do governo na Assembléia Legislativa de
São Paulo, Edson Aparecido.
O governador manifestou seu interesse
ao presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), durante
almoço no domingo. Afirmando que Maia nunca admitira a idéia,
Bornhausen disse a Alckmin que não poderia responder em nome
do prefeito. "Os dois [Maia e Alckmin] é que devem discutir
isso, ainda nesta semana", diz Bornhausen. Líder do PFL
na Câmara e filho do prefeito, Rodrigo Maia (RJ) lembra, porém,
que o PSDB e o PFL romperam no Rio. Segundo ele, Maia não conta
com o apoio do tucanato no Estado e por isso não confia no PSDB
fluminense a ponto de entregar-lhe o cargo (seu vice é o tucano
Otávio Leite): "Alckmin perguntou a Bornhausen se o prefeito
quer ser candidato ao governo. Bornhausen disse que não poderia
responder. Mas eu posso: ele não é candidato".
Apesar da resistência, cresce no
PFL a pressão para que Maia dispute o governo do Rio a exemplo
do "sacrifício" imposto a Serra. Ontem, ao participar
de um seminário promovido pelo PFL, Alckmin elogiou Maia pela
defesa da reprodução, no Brasil, da "Concertación",
a aliança que elegeu a presidente do Chile, Michelle Bachelet.
"Gostei muito do pronunciamento do prefeito do Rio, Cesar Maia
quando colocou o exemplo da Concertación chilena. Temos que estar
unidos para servir num grande projeto de desenvolvimento nacional."
Minutos antes, Rodrigo foi conduzido por Bornhausen até Alckmin
para que marcassem a visita do tucano ao Rio. Será na sexta,
um dia após o encontro no qual Maia deverá dizer a Bornhausen
que não disputará a Presidência.
Para convencer Maia, Alckmin terá
que dar garantias do apoio do PSDB do Estado. Fracassada a negociação,
contará com frágil palanque no Rio, com candidaturas com
cerca de 2% de intenção de voto. O cenário será
o mesmo caso Serra resista à pressão para disputar o governo
de São Paulo. No domingo, Bornhausen avisou a Alckmin que, sem
a candidatura de Serra, o PFL deverá lançar o empresário
Guilherme Afif Domingos. "Se o Serra não for candidato,
lançaremos Afif. Esse é o caminho natural", afirma
Bornhausen. Segundo Rodrigo Maia, sem Serra "todos têm na
casa de 2%, o que certamente deve gerar maior preocupação"
de Alckmin.
Segundo pefelistas, com palanques
consolidados nos três principais Estados do país, Alckmin
poderá investir no Norte e no Nordeste. Para o senador Antonio
Carlos Magalhães (PFL-BA), "nunca esteve tão fácil
fechar uma aliança". Já Bornhausen diz que "a
meta maior é tirar os que estão no governo e não
honraram o compromisso com o povo brasileiro": "Nosso caminho
será aquele que vier a proporcionar de forma mais rápida
e conclusiva essa decisão de mudança". Os pefelistas,
porém, querem que Alckmin assuma a costura de alianças
nos Estados, dando apoio aos candidatos do PFL com chances reais de
vitória. "Não vamos fazer imposições.
Mas, sem um bom ajuste nos Estados, quem é prejudicado é
o candidato à Presidência da República", avisou
Bornhausen.
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2006
EUROPA
Paralisação convocada por sindicatos e grupos estudantis
ocorre no dia 28
França terá greve contra
lei trabalhista
DA REDAÇÃO
Sindicatos de trabalhadores e de estudantes
franceses marcaram para o próximo dia 28 uma "jornada nacional
de ação" contra a controvertida lei do primeiro emprego.
O ultimato que lançaram para que a lei fosse revogada e recolocada
em discussão não obteve resposta do primeiro-ministro,
Dominique de Villepin. Na terminologia francesa "jornada de ação"
mistura passeatas e paralisações esparsas, mas sem a dimensão
de uma greve nacional, inicialmente evocada para colocar o movimento
de protesto num novo patamar.
A idéia de greve geral era defendida
pela Força Operária, reformista, e pela CGT, próxima
do Partido Comunista Francês. Mas associações estudantis
e a CFDT, próxima do Partido Socialista, não quiseram
radicalizar para não comprometer a unidade do comando do movimento.
Observadores acreditam que os sindicatos, em declínio constante
fora do setor público da economia, tomaram carona do movimento
estudantil para dar prova de vitalidade. As "greves gerais"
mobilizam normalmente o metrô, os transportes e as escolas, que
são setores estatais.
A lei em discussão, ainda não
promulgada, foi proposta pelo governo e votada há duas semanas
pelo Parlamento. Ela facilita a contratação de recém-formados
em faculdades e escolas técnicas. Mas, para estimular os empregadores
à contratação, foram diminuídos os encargos
trabalhistas, o que também reduziu os direitos sindicais. O item
nevrálgico da nova lei é o poder de o empregador demitir
seu jovem funcionário nos 24 primeiros meses, sem maiores justificativas.
Reunidos por 17 horas no domingo, em
Dijon, lideranças estudantis de 66 universidades decidiram promover
novas manifestações para hoje, no interior da França,
e uma manifestação bem maior, quinta-feira, na capital.
No sábado, cerca de 500 mil pessoas, segundo o Ministério
do Interior, ou 1,5 milhão, segundo a organização,
saíram às ruas. O sindicato dos Correios disse que um
de seus filiados, de 39 anos, está em coma depois de ter sido
pisoteado no sábado por policiais, que se recusaram a chamar
de imediato uma ambulância. A polícia abriu inquérito.
A violência ocorrida em Paris no
momento da dispersão provocou ferimentos em 52 pessoas, das quais
18 eram estudantes. Ao todo, 167 foram detidos. O premiê Villepin
chegou ontem a se reunir com um grupo de universitários. O encontro
foi boicotado pela Unef, o principal sindicato estudantil. "Há
problemas e preocupações sendo expressos. Vamos negociar
e encontrar soluções", declarou. O presidente Jacques
Chirac qualificou de "legítimas" as preocupações,
mas disse que a lei do primeiro emprego é necessária para
permitir que a taxa de desemprego diminua entre os trabalhadores com
menos de 25 anos.
Apesar da extensão do movimento,
apenas 44 das 84 universidades francesas estavam com o funcionamento
parcialmente prejudicado por paralisações, segundo o Ministério
da Educação. Os sindicatos estudantis dizem que 35 estavam
em greve, e 21, em greve parcial. A France Presse diz que 50 universidades
registram alguma forma de protesto. As demais funcionam normalmente.
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2006
COMÉRCIO
Compras subiram 20% no ano
Importações crescem mais
que exportações
ANA PAULA RIBEIRO
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
O ritmo de crescimento das importações
continua maior do que o das exportações neste ano. De
janeiro até a terceira semana de março, as compras de
produtos estrangeiros somaram US$ 16,731 bilhões, um crescimento
de 20,11%% sobre o mesmo período do ano passado. Já as
vendas ao exterior subiram em um ritmo menor, de 16,8%, para US$ 24,549
bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério
do Desenvolvimento.
Embora o dólar esteja desde o
ano passado em um patamar considerado baixo por especialistas de mercado,
é neste ano que as importações têm apresentado
um crescimento mais expressivo. O superávit da balança
comercial -saldo positivo entre exportações e importações-
totaliza US$ 7,818 bilhões neste ano, contra US$ 7,083 bilhões
no mesmo período de 2005. O crescimento, de 10,4%, é,
entretanto, bem inferior ao registrado no ano passado, quando o superávit
da balança avançou 33% sobre 2004 e atingiu o recorde
histórico de US$ 44,764 bilhões.
Neste mês, até a terceira
semana, média diária das exportações cresceu
19,4% em relação a março do ano passado principalmente
devido ao crescimento das vendas de produtos básicos (39,5%),
semimanufaturados (12,8%) e manufaturados (11,7%). Já a média
das importações cresceu 25,3% sobre a média de
março do ano passado motivada principalmente pelo incremento
nos gastos com equipamentos elétricos e eletrônicos (68,6%),
siderúrgicos (37,1%) e borracha e obras (30%).
Previsões
Analistas de mercado consultados
semanalmente pelo Banco Central mantiveram em 4,55% suas projeções
para a inflação deste ano. Confirmada a estimativa, a
alta dos preços ficaria quase em cima dos 4,5% fixados como meta
pelo governo para este ano. Ainda segundo a pesquisa, feita pelo BC
com cerca de cem bancos e consultorias, o comportamento da inflação
deve permitir uma queda de 0,75 ponto percentual nos juros no mês
que vem, quando o Copom volta a se reunir. Atualmente, a taxa Selic
está em 16,5% ao ano. Para o crescimento da economia, a estimativa
do mercado foi mantida em 3,5% para este ano e em 3,7% para 2007.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 21
de março de 2006 | Economia
PESQUISA
Mercado prevê alta da inflação
Brasília (AE) – As projeções do mercado financeiro
para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC) de março
subiram de 0,34% para 0,40% em pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central
(BC). O aumento, na avaliação de analistas de mercado,
foi provocado pela elevação dos preços dos combustíveis
no começo do mês. As altas, que acumulam 5% no primeiro
trimestre, têm sido impulsionadas, em sua maior parte, pela forte
variação dos preços do álcool combustível.
Com isso, as estimativas de IPCA para
este ano pararam de cair e ficaram estáveis em 4,55%, após
terem recuado por quatro semanas seguidas. A mudança pode ter
sido causada, de acordo com um analista, pela percepção
de que os aumentos dos combustíveis não serão integralmente
revertidos com a entrada da safra de cana-de-açúcar.
A tendência para as próximas semanas, na visão de
alguns analistas, é de que as projeções de inflação
para março continuem a subir. A opinião do mercado, porém,
é de que a alta da inflação será temporária.
Ela não deverá contaminar as expectativas no longo prazo.
Em abril, segundo os cálculos dos analistas, os preços
voltariam a se acomodar e a rondar em torno de 0,35%.
A piora das previsões de curto
prazo para a inflação não mudou a expectativa do
mercado de que a taxa de juros voltará ser reduzida em 0,75 ponto
porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) de abril. A taxa, neste cenário, recuaria dos atuais
16,50% para 15,75%, porcentual inferior aos 16% de setembro de 2004,
quando o Copom iniciou um processo gradual de elevação
dos juros.
A perspectiva de alta dos preços
no curto prazo também não evitou que as previsões
de juros para o fim deste ano caíssem de 14,50% para 14,38%.
“É possível que este porcentual venha a encostar
nos 14%”, disse um analista de mercado. Nesta hipótese,
a taxa média de juros fecharia o ano em 15,34%.
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JORNAL DO ESTADO, 21 de março
de 2006
Bancos têm 48 horas para devolver
descontos indevidos
Normas foram baixadas pela Previdência
Social para evitar as fraudes do empréstimo consignado a aposentados
e pensionistas
Da Redação
Os bancos conveniados com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
para operar o empréstimo consignado para aposentados e pensionistas
têm um prazo de 48 horas para devolver ao titular do benefício
os valores descontados indevidamente. A determinação consta
da Instrução Normativa 121, de julho de 2005, que define
as regras para concessão dos empréstimos.
A IN 121 explicita ainda que o titular do benefício deve procurar
uma Agência da Previdência Social ou a própria instituição
financeira para fazer uma reclamação formal caso perceba
descontos em seu benefício sem que tenha autorizado. Também
são definidos os tipos de autorização considerados
válidos pela Previdência Social. Só são admitidos
contratos feitos pessoalmente junto à instituição
financeira, ou por meio do cartão magnético e uso da senha
eletrônica.
Para reforçar ainda a segurança de seus segurados, o INSS
alterou, no final de setembro do ano passado, a IN 121, editando a Instrução
Normativa 1 para proibir qualquer tipo de operação de
empréstimo consignado feita por telefone, rejeitando inclusive
as gravações de voz como meio de prova.
Caso essas regras não sejam respeitadas e o segurado não
consiga resolver o problema diretamente no banco, ele deve procurar
a Agência da Previdência Social (APS) que mantém
seu benefício. A agência deve pedir informações
ao banco, que precisa oferecer uma resposta no prazo máximo de
cinco dias.
Após isso, caracterizado o desconto indevido, a APS pode suspender
o empréstimo consignado e o banco envolvido têm 48 horas
para devolver o dinheiro ao aposentado ou pensionista. Se o banco não
atender ao pedido de informações no prazo determinado,
pode perder o credenciamento do INSS e ficar impedido de oferecer empréstimos
aos aposentados e pensionistas com desconto em folha.
Também consta das regras definidas pelo INSS a obrigatoriedade
dos bancos informarem previamente ao titular do benefício o valor
total financiado, a taxa mensal e anual de juros, acréscimos
remuneratórios, moratórios e tributários (inclusive
a Taxa de Abertura de Crédito - TAC), o valor, número
e periodicidade das prestações e a soma total a pagar
por empréstimo, financiamento ou operação de arrendamento
mercantil.
O site do Ministério da Previdência Social (www.mpas. gov.br<http://www.mpas.
gov.br>) mantém atualizada a relação dos bancos
autorizados a oferecer empréstimo consignado aos aposentados
e pensionistas, com suas respectivas taxas de juros. Também é
possível encontrar um roteiro técnico elaborado em parceria
entre os técnicos da Previdência Social e do Ministério
da Fazenda sobre todas as implicações de uma operação
desta natureza e os cuidados necessários para evitar prejuízos
aos aposentados.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de março de 2006
Seguro para garantir direitos trabalhistas
Joyce Carvalho
A criação de um seguro obrigatório pode se tornar
uma alternativa para garantir o recebimento dos direitos trabalhistas,
em casos de falência das empresas. Ou ainda beneficiaria as empresas
nas situações em que os ex-empregados entram com ações
na justiça pedindo indenizações. É isto
o que propõe o projeto de lei 5796/2005, do deputado federal
Ricardo Barros (PP/PR), com a instalação de um seguro
obrigatório para direitos trabalhistas, que arcaria com os valores
dispensados nestas situações.
Barros explica que os recebimentos dos direitos trabalhistas nos casos
de falência da empresa ficam prejudicados. Em contrapartida, as
empresas não teriam mais que contabilizar os riscos de pagamento
de indenizações, que podem chegar a valores maiores que
seus patrimônios. "Se houver indenização a
ser paga por determinação da justiça, o dinheiro
sairia deste seguro. As indenizações não possuem
uma previsibilidade", comenta o deputado.
Na justificativa do projeto de lei, Barros argumenta que os acordos
feitos nas audiências que tratam das ações trabalhistas,
na maioria das vezes, são aceitos pelos empregadores "pela
necessidade de se desvencilharem o mais rápido possível
destas situações, mesmo arcando com relativo prejuízo".
Ele ainda acrescenta que são comuns as situações
em que a empresa quebra e os funcionários não recebem
nada. O seguro daria mais tranqüilidade aos empregados quanto aos
seus direitos trabalhistas, evitando os questionamentos na justiça.
Segundo Barros, tanto empregado quanto empregador pagariam o prêmio
de um seguro, feito por empresas de mercado que se colocassem à
disposição para este processo. "O seguro é
uma maneira de ordenar este setor, que tem sido alvo de muitas atividades
irregulares de advogados trabalhistas", afirma.
O projeto de lei foi protocolado no final do ano passado na Câmara
dos Deputados. A expectativa de Barros é que a matéria
seja votada após o término da convocação
extraordinária. A regulamentação das normas para
a criação e andamento do seguro obrigatório seriam
fixadas pelo Executivo, por meio do Ministério do Trabalho.
Na avaliação pessoal do juiz do Trabalho José Mário
Kohler, o seguro seria algo desnecessário para cumprir um direito
que está garantido por lei. "Em um primeiro momento, não
teria sentido garantir um direito que o trabalhador já tem. Por
outro lado, parece benéfico em instrumento para a execução
do direito trabalhista", avalia.
Ele ressalta que, dependendo de como o Executivo regulamentasse o seguro,
a medida se tornaria benéfica para o empregado. "Depois
da regulamentação, talvez haja uma outra idéia.
Uma melhor avaliação seria feita após a posição
do Executivo", esclarece Kohler.
De acordo com ele, o Tribunal Regional do Trabalho recebeu 97.479 processos
entre janeiro e 30 de novembro de 2005. O número é superior
ao de 2004, quando foram recebidos 87.333 processos. "O maior número
de processos é reflexo do aumento da competência para a
Justiça do Trabalho e o aumento no número de varas",
revela Kohler.
Nos casos de quebra da empresa, segundo a nova lei de falências,
os direitos trabalhistas possuem um crédito privilegiado diante
das outras dívidas, ou seja, devem ser pagos antes do que tudo.
O crédito tem um percentual determinado de valores, podendo não
cobrir 100% do que deveria ser pago. Kohler ainda relata que, nos casos
de ações trabalhistas, o empregador jamais é obrigado
a aceitar o acordo proposto na audiência de conciliação.
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NOTICIA DA NCST, 21 de março
de 2006
Líderes sindicais definem composição
da bancada de trabalhadores para 95ª conferência da OIT
Dirigentes de centrais sindicais reúnem-se hoje em São
Paulo para definir a composição da bancada de trabalhadores
na 95ª Conferência da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que será realizada em junho em Genebra (Suíça).
A reunião ocorre às 10 horas na sede da Confederação
Geral dos Trabalhadores (CGT). A conferência da OIT reúne
anualmente delegações de todo os países para discutir
questões sobre a relação entre capital e trabalho.
O Presidente da CSPB, João
Domingos Gomes dos Santos, deverá estar presente na reunião.
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NOTÍCIA
DO SINDUSCON PARANÁ, 21 de março de 2006
Portaria n.º 151 (MTB)
A Portaria nº 151, de 8 de março de
2006 ( Diário Oficial da União, 13.3.2006), prorrogou, por
mais 120 dias o prazo para as empresas de construção civil
se adequarem no Grau de Risco 4.
PORTARIA SECRETARIA DE INSPEÇÃO
DO TRABALHO/DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
Nº 151 DE 08.03.2006
D.O.U. 13.03.2006
Prorroga prazo de adequação
de redimensionamento para empresas reclassificadas no Grau de Risco"
A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO
DO TRABALHO e O DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE
NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais e considerando
a necessidade de adequar a gradação de risco dos estabelecimentos
prevista na Norma Regulamentadora Nº 4 - Serviço Especializado
em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT
com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas
- CNAE, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- IBGE, publicada através da Portaria SSST nº 01, de 12
de maio de 1995, na seção 1, página 99, resolvem:
Art. 1º Prorrogar, por 120 dias
o prazo estabelecido no art. 1º da Portaria SIT nº 140, de
09 de novembro de 2005, publicada no Diário Oficial da União,
seção 1, no dia 10 de novembro de 2005.
Art. 2º Esta portaria entra em vigor
na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
RUTH BEATRIZ VASCONCELOS VILELA
Secretária de Inspeção
do Trabalho
RINALDO MARINHO COSTA LIMA
Diretor do Departamento de Segurança
e Saúde no Trabalho.
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JORNAL O TEMPO / MINA GERAIS,
21 de março de 2006 | Economia
Censo Previdenciário pode gerar
economia de R$ 1,3 bi
BRASÍLIA – Uma economia,
para o Brasil, que pode chegar a R$ 1,3 bilhão. Essa é
a estimativa do Ministério Previdência e Assistência
Social durante a primeira etapa de atualização do cadastro
de dados no Censo Previdenciário.
"Nessa primeira etapa, com 2 milhões
e 400 mil benefícios, temos uma média de 10% de suspensão,
o que significa 100 milhões de reais por mês. A primeira
etapa do censo está indicando que haverá uma economia
de 1 bilhão e 300 milhões por ano", disse o ministro
Nelson Machado.
Mais de 80 mil aposentados e pensionistas
podem não receber o pagamento este mês se não atualizaram
seus dados. O pagamento não será extinto, mas bloqueado
até que a pessoa se recadastre.
O ministro explica que nem todos que
não receberão o pagamento "estão fraudando"
o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). "Por mais que a gente
tenha feito uma campanha forte é muito possível que algumas
pessoas não compreenderam a mensagem".
Por esse motivo, o secretário
geral da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas
e Idosos (Cobap), Hermélio Soares Campos, acredita que os aposentados
não sairão perdendo.
"Uma vez confirmado que não
houve burla, a pessoa volta a ser integrada na listagem daqueles que
têm direito a receber. Ninguém vai ficar prejudicado".
Ele avalia que o censo é necessário e "deve continuar
a ser feito para que os aposentados que pagam e têm direitos a
receber o benefício não sejam prejudicados com as fraudes".
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JORNAL O TEMPO / MINA GERAIS,
21 de março de 2006 | Economia
Destaques do Orçamento 2006 são
votados na terça-feira
BRASÍLIA - A Comissão Mista
de Orçamento reúne-se amanhã, às 10h30,
para votar os 3.000 destaques ao projeto da Lei Orçamentária
Anual (LOA) de 2006.
O texto principal do substitutivo, elaborado
pelo relator, deputado Carlito Merss (PT-SC), foi aprovado na semana
passada, após um acordo sobre os recursos para compensar as perdas
dos Estados exportadores com a Lei Kandir.
Mas, por temerem que os governistas descumpram
o que foi acertado, parlamentares da oposição ameaçam
impedir a votação dos destaques.
(Com Agência Câmara)
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JORNAL O TEMPO / MINA GERAIS,
21 de março de 2006 | Economia
Custeio do governo supera investimento
BRASÍLIA – O governo federal
gasta com despesas de custeio da máquina pública, como
compra de material, pagamento de serviços de terceiros, cafezinhos
e viagens, quatro vezes o que investe em rodovias, saneamento, energia
elétrica, entre outros setores necessários ao crescimento
da economia.
Levantamento feito pela Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com base
em dados do Tesouro Nacional, mostra que os gastos de custeio somaram
R$ 63,9 bilhões em 2005, ante R$ 15,9 bilhões em investimentos
realizados por todos os órgãos do governo.
Essas despesas não incluem gastos
com pessoal. Para Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas
e Estudos Econômicos da Fiesp, esses números indicam a
necessidade de maior eficiência no controle das contas públicas
e um inevitável corte nas despesas.
“Esses gastos não são
obrigatórios, dependem apenas do controle e gestão da
administração federal.”
Nos últimos quatro anos, o gasto
com custeio teve crescimento real de 20,5%, descontada a inflação
do período, medida pela variação do Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
Só no ano passado, o aumento foi
de 5,2% em relação a 2004. “O governo precisa agir,
porque se o Brasil fosse uma empresa, com a qualidade de sua gestão,
já teria quebrado”.
A Fiesp já apresentou ao ministro
da Fazenda, Antônio Palocci, uma proposta de “choque de
gestão” que consiste em reduzir a despesa real (descontada
a inflação) em 2% ao ano por seis anos e mantê-la
constante por mais quatro.
Além disso, a entidade sugere
limitar o aumento da receita real em 50% do crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB). Atingido um superávit operacional, 90% seriam destinados
aos investimentos no ano seguinte.
Em 2005, a receita da União registrou
crescimento real de 11,5%, quando comparada com a do ano anterior, e
as despesas subiram 10,9%. Já o crescimento do PIB foi de apenas
2,3%.
Eficiência
De acordo com Francini, só o aumento
da eficiência gera economias e ao mesmo tempo permite a redução
da carga tributária.
Nesse sentido, o choque de gestão
proposto pela Fiesp prevê que a relação da dívida
pública com o PIB caia à metade em dez anos, passando
de 51,6% para 25,6%, o que permitiria ao governo alongar o prazo da
dívida e reduzir as restrições na sua rolagem em
momentos de eventuais crises.
A taxa de crescimento do PIB passaria
de 2,3% para 7%, em 2015, o que representa uma média anual de
5,7%. Esse salto seria impulsionado pelo aumento dos investimentos públicos
e privados. Com o corte dos gastos públicos, a carga tributária
federal poderia ser reduzida dos atuais 26,2% do PIB para 17,8%, em
2015.
No mesmo período, as despesas
declinariam de 18,9% para 8,8% do PIB. Considerando que os governos
estaduais e municipais também reduzam seus tributos à
mesma proporção, em dez anos a carga tributária
total cairia para 26,4%, ante aos quase 36% atuais.
Francini lembra que as empresas tiveram
que se submeter a ajustes para manter a competitividade depois da abertura
do mercado brasileiro à concorrência internacional, a partir
de 1990.
Ele cita que, de lá para
cá, os gastos com pagamento de pessoal não ligado à
produção, o que inclui venda, administração
e marketing, foram reduzidos de 6% para 2,7% do faturamento líquido
das indústrias.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
21 de março de 2006
Cobrança de assinatura telefônica
dispensa audiência
Os magistrados dos JECs (Juizados Especiais
Cíveis) poderão dispensar audiência de instrução
e julgamento e de conciliação nos processos que envolvem
a cobrança de assinatura mensal de linhas telefônicas.
Segundo informações da
assessoria do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo),
essa é uma orientação da Corregedoria Geral da
Justiça, com o objetivo de racionalizar o trabalho e acelerar
a pauta de julgamento dos juizados, emperrada pelo grande número
de ações dessa natureza. Na capital paulista existem,
atualmente, cerca de 65 mil casos.
A dispensa das audiências é
possível quando não houver prova oral a ser produzida
ou quando se sabe da inviabilidade de acordo entre as partes.
No JEC de Santo Amaro, por exemplo, há
aproximadamente 25 mil petições iniciais desse tipo de
ação. Uma equipe de apoio foi cedida pela Prodesp (Empresa
de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) para possibilitar
o cadastramento desses processos.
Nessas ações, os
autores pedem a não exigência da cobrança de assinatura,
muitas vezes cumuladas com a restituição ou compensação
dos valores cobrados anteriormente. Grande parte delas utiliza petições
iniciais padronizadas.
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CONJUR.COM / AGÊNCIA
ESTADÃO (SP), 21 de março de 2006
Disciplina de trabalho
Falhas do passado não justificam
novos erros
Os erros que o empregado cometeu no passado,
tolerados e perdoados, não podem ser objeto de punição
atual. Contudo, novas infrações podem servir como justificativa
para punição. O entendimento é da 9ª Turma
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.
Os juízes mantiveram a dispensa
por justa causa de uma ex-funcionária do 2º Ofício
de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica
de São Paulo. Cabe recurso.
Inicialmente, a trabalhadora foi demitida
sem justa causa. Enquanto cumpria o aviso prévio faltou três
dias no trabalho sem apresentar qualquer justificativa. Por isso, sua
dispensa foi convertida em justa causa.
Para reverter a dispensa, a empregada
entrou com processo na 64ª Vara do Trabalho da capital. Afirmou
que, durante os oito anos de vigência do contrato de trabalho,
os atrasos eram comuns, tanto em relação a ela, como aos
demais servidores do cartório.
Para se defender, o 2º Ofício
sustentou que, durante o aviso prévio, a autora da ação
faltou três dias sem justificar, além de ter 10 atrasos,
variando de 12 minutos a 1 hora e 10 minutos em dias alternados. Assim,
o cartório considerou que este comportamento ficou caracterizado
como justificativa para a justa causa da rescisão do contrato
de trabalho — artigo 482, alínea E, da Consolidação
das Leis do Trabalho.
A primeira instância acolheu os
argumentos do cartório e a ex-funcionária apelou ao TRT
paulista. Insistiu que os atrasos e faltas sempre foram permitidos pelo
empregador.
Para o juiz Luiz Edgar Ferraz de Oliveira,
relator do Recurso Ordinário no tribunal, “embora os fatos
do passado, tolerados e perdoados, não possam ser objeto de punição
atual, eles servem como justificativa para as punições
atuais, diante de novas infrações do empregado”.
De acordo com o juiz, “a tolerância
do empregador em relação aos pequenos atrasos do empregado,
ou a outras infrações menores, não significa autorização
para o relaxamento, a morosidade, a desídia e a liberdade de
comportamento”.
“Dispensado o empregado sem
justa causa, e sem que a dispensa esteja relacionada às infrações
passadas, e continuando o empregado com seu comportamento desidioso
no curso do aviso prévio, nada impede que o empregador transforme
a dispensa sem justa causa em dispensa motivada, dentro das hipóteses
do art. 482 da CLT”, concluiu. A decisão da 9ª Turma
foi unânime.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/03/2006
Lula: modernizar relações do
trabalho é grande desafio
Em mensagem encaminhada aos quatro ministros
do Tribunal Superior do Trabalho Superior do Trabalho empossados no
último dia 16, o presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, afirmou contar ”com a cooperação
decisiva da Justiça do Trabalho, de modo geral, e do TST, em
particular”, para a superação de vários problemas
ligados às relações entre capital e trabalho no
País. Entre eles, o presidente Lula destacou a modernização
das relações de trabalho e da estrutura sindical, um dos
“desafios inescapáveis que se nos apresentam neste início
de século”.
Impossibilitado de comparecer à
sessão solene que ratificou a posse dos ministros Horácio
Pires, Rosa Maria Weber, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho e Alberto
Bresciani, nomeados em fevereiro, Luiz Inácio Lula da Silva saudou-os
e disse que o TST “tem papel relevante na organização
jurídica da nossa sociedade, e sei que envidará todos
os esforços para continuar contribuindo para o aperfeiçoamento
das relações entre capital e trabalho no Brasil, historicamente
favorável àquele.”
Entre os graves problemas em que espera
contar com a atuação da Justiça do Trabalho e do
TST, o presidente da República ressaltou o combate ao trabalho
escravo e ao trabalho infantil. O presidente diz ainda que a chamada
“lista suja”, criada em 2003, tinha o objetivo “de
informar aos diversos órgãos do governo federal os nomes
daqueles que mantiveram os trabalhadores em condições
degradantes, a fim de cada instituição adotar as medidas
cabíveis em seu respectivo âmbito de competência.”
O presidente encerra a mensagem
felicitando os novos ministros e desejando “total êxito
na nova etapa de suas brilhantes carreiras, reconhecidamente devotadas
à magistratura.”
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21/03/2006
TST afasta deserção por não
pagamento de multa pelo empregado
A Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho determinou que o TRT de Santa Catarina julgue o mérito
do recurso de um bancário condenado em primeira instância
por litigância de má-fé. O bancário recorreu
à segunda instância sem recolher a multa de 20% sobre o
valor da causa em razão de má-fé processual, seu
recurso foi considerado deserto pelo TRT/SC e extinto sem julgamento
de mérito. Sempre que um recurso apresenta deficiência
de preparo, isto é, não há o pagamento integral
de custas, a deserção é declarada.
Mas, de acordo com o relator do caso,
ministro Lelio Bentes Corrêa, a legislação processual
civil não estabelece a necessidade do pagamento antecipado da
multa por litigância de má-fé como condição
para a parte infratora recorrer, por isso a decisão regional
resultou em cerceamento de defesa. O recurso do ex-empregado do Banco
de Estado de Santa Catarina (Besc) foi conhecido e provido e os autos
retornarão ao TRT/SC para que prossiga no exame do mérito,
afastada a deserção. A decisão da Primeira Turma
do TST foi unânime.
O juiz da 1ª Vara do Trabalho de
Tubarão (SC) condenou o bancário a pagar indenização
à parte contrária de 20% sobre o valor atualizado da causa,
arbitrada em R$ 10 mil. De acordo com o juiz, a má-fé
decorreria de atuação “francamente maliciosa”
do autor da ação trabalhista que, após aderir ao
programa de dispensa incentivada, “com evidentes e vultosos benefícios
patrimoniais”, recorreu ao Judiciário trabalhista para
pleitear “verbas já quitadas”.
Ao impor a multa, o magistrado de primeira
instância afirmou que “o bancário aceitou a transação
que lhe foi benéfica, recebeu os haveres prometidos, gozou de
benefícios postos a sua disposição e depois veio
à Justiça debater a validade do ato”. O bancário
recorreu ao TRT/SC sem contudo recolher a multa por litigância
de má-fé. Seu recurso foi considerado deserto. O TRT/SC
aplicou ao caso o artigo 35 do Código de Processo Civil (CPC),
segundo o qual “as sanções impostas às partes
em decorrência de má-fé serão contadas como
custas”.
Segundo o ministro Lelio Bentes, o mesmo
Código de Processo Civil determina a reversão da multa
por litigância de má-fé em benefício da parte
contrária, o que é suficiente para rechaçar qualquer
tentativa de equipará-la às custas processuais previstas
no artigo 789 da CLT, revertidas em favor da União. O ministro
explicou que quando o legislador quis vincular a admissão do
recurso à satisfação dos encargos resultantes da
condenação por conduta irregular da parte no processo
o fez expressamente nos artigos 538 e 557 do Código de Processo
Civil.
“O fato de serem contadas como
custas não altera a natureza da penalidade e, portanto, não
há que se falar em recolhimento como condição de
recorribilidade. Não se pode, daí, impor à parte
apenada a exigência da complementação do valor recolhido
para a satisfação das custas processuais sem que resulte
desse procedimento o cerceamento do seu direito de defesa. Reconheço
violação ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição,
dou provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos a origem
a fim de que prossiga no julgamento como entender de direito”,
concluiu o relator. (RR 2.054/2003-006-12-00.3)

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