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Agência Diap, 12 de abril de 2006
Dados Sociais
Mais de 7 milhões declararam a
Rais; expectativa foi superada
Mais de 7 milhões de estabelecimentos entregaram a Relação
Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2005, dentro
do prazo. O número superou a quantidade de estabelecimentos do
ano passado, em que 6,3 milhões declararam. Os dados agora serão
processados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro),
que tem por objetivo, no primeiro momento, eliminar duplicidade (empresas
que enviaram mais de uma vez a declaração).
A partir desses dados será
calculado o número de trabalhadores que devem receber o abono
salarial a partir de julho. No ano passado, 9,7 milhões de trabalhadores
foram beneficiados com o pagamento do Abono Salarial PIS/Pasep. A RAIS
é um censo anual do mercado formal. Este ano, para aumentar o
leque de informações apontadas pela RAIS, o formulário
foi acrescido de cinco novos campos. Com os dados, será possível
conhecer o número de vínculos empregatícios no
país, os setores da economia que mais cresceram, escolaridade
e gênero dos trabalhadores, entre outros. Informações
do MTE.
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Agência Diap, 12 de
abril de 2006
Relações de Trabalho
Câmara muda regras para ação
rescisória; projeto vai ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania aprovou na última terça-feira, 04/04, em caráter
conclusivo, projeto que muda as regras para ações rescisórias.
O Projeto de Lei nº 2.704/03, do deputado Corauci Sobrinho (PFL/SP),
altera o Código de Processo Civil (Lei nº 5.869/73) para
permitir que a ação rescisória (anulatória)
possa valer para a sentença ou o acórdão que tenha
mais de um fundamento, ainda que procedente apenas em relação
a um deles.
O relator, deputado Antonio Carlos Biscaia
(PT/RJ), acatou a constitucionalidade e juridicidade da proposta, mas
apresentou substitutivo para adequá-lo à melhor técnica
legislativa. Ação rescisória é aquela que
tem por objetivo a decretação da nulidade de sentença
já transitada em julgado. A ação rescisória
tem caráter excepcional e só pode ser proposta contra
sentença que já não pode mais ser alcançada
por recurso ordinário ou extraordinário.
Particularidades
O parlamentar lembra que o Superior Tribunal de Justiça (STJ)
tem entendido que, caso a sentença ou o acórdão
tenha dois ou mais fundamentos, a ação rescisória
só terá efeito se procedente em relação
a todos eles.
O que o projeto pretende, observa
Biscaia, é conceder aos tribunais margem suficiente para analisarem
as particularidades de cada caso, pois haverá ocasiões
em que o prejuízo de um só fundamento será suficiente
para decretar a rescisão da sentença. Já em outras
situações, os demais fundamentos ensejarão a manutenção
da decisão e, assim, a improcedência do pedido de rescisão.
O projeto agora será analisado pelo Senado Federal.Informações
da Agência Câmara.
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Folha de São Paulo,
12 de abril de 2006
CRISE NO GOVERNO/VIOLAÇÃO DE SIGILO
Presidente afirma que não demitirá ministro da Justiça
e que os ataques são uma tentativa de enfraquecê-lo nas
eleições deste ano
Lula defende Bastos e critica "jogo
da oposição"
ELIANE CANTANHÊDE, COLUNISTA DA FOLHA
KENNEDY ALENCAR, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva disse ontem que o governo "não tem por que fazer
o jogo" da oposição ao comentar, em conversa informal
com jornalistas no Itamaraty, a situação do ministro da
Justiça, Márcio Thomaz Bastos. "Eu sei, ele [Thomaz
Bastos] sabe, todos sabem qual é o objetivo da oposição.
Não tem por quê fazer o jogo deles", disse.
Lula não tem dado entrevista sobre
o caso. As suas declarações são as primeiras desde
que surgiram indícios de que Palocci e Thomaz Bastos se encontraram
durante a crise da violação do sigilo do caseiro Francenildo
Costa. Nas reuniões do governo, Lula tem dito que não
demitirá Thomaz Bastos por seu ministro da Justiça ter
participado de uma reunião em 23 de março com o então
ministro da Fazenda, Antonio Palocci. O ministro sustenta que apresentou
o advogado Arnaldo Malheiros a Palocci e que não discutiu a violação
do sigilo bancário de Francenildo.
Para Lula, o jogo da oposição
é atacar Thomaz Bastos a fim de enfraquecê-lo na sucessão
presidencial. Anteontem, em reunião no Palácio do Planalto,
Lula determinou apoio "irrestrito" do governo a Thomaz Bastos,
que deverá prestar depoimento no Congresso na próxima
terça-feira.
A versão do ministro
A Folha apurou qual será a versão
que o ministro da Justiça pretende dar ao Congresso. Dirá
que apenas apresentou Malheiros a Palocci, que lhe perguntara na quarta-feira,
22 de março, se deveria "consultar um advogado". Na
versão de Thomaz Bastos, ele disse que sim e teria dado um aviso
a Palocci. "É importante [você consultar um advogado].
Até porque minha lealdade é com o presidente". Naquele
dia, o ministro da Justiça já achava que Palocci era o
principal suspeito da violação do sigilo. Porém,
o seu principal argumento será que deu liberdade à Polícia
Federal, que a polícia não foi pressionada a acobertar
ninguém e que o desfecho foi rápido. Essa rapidez seria
prova da lisura dele e do presidente. Apesar de se dizer de "paciência
esgotada" e "chateado", Thomaz Bastos tem afirmado que
não cogita pedir demissão.
Depoimento
A Presidência da Câmara chegou
a confirmar na tarde de ontem que estava marcado para terça o
depoimento de Márcio Thomaz Bastos no plenário da Câmara.
No início da noite, entretanto, o líder do governo na
Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a data e o local do depoimento
do ministro ainda não estavam definidos. A revelação
de que Thomaz Bastos e Palocci estiveram com o presidente Lula no dia
23 de março, logo depois de se reunirem para definir as estratégias
de defesa de Palocci, levou a oposição a acusar Lula de
participar da armação para encobrir o crime da violação
do sigilo bancário do caseiro.
"Não há dúvida
alguma de que houve uma operação que envolveu o governo
inteiro na tentativa de salvar o Palocci ", disse o deputado Jutahy
Júnior (BA), líder da bancada do PSDB. "É
incrível como o presidente se posiciona como um completo alienado",
afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O senador Tião
Viana (PT-AC) voltou a defender Thomaz Bastos. "O ministro agiu
com absoluta isenção", disse.
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Folha de São Paulo,
12 de abril de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Presidente tem 37,5% das intenções de voto e vê
avaliação do seu governo subir; Alckmin fica com 20,6%
e Garotinho mantém 15%
Sensus mostra vantagem de Lula de 17 pontos
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem aponta
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue líder
isolado nas intenções de voto para as eleições
presidenciais. Em relação a fevereiro, Lula cai 4,7 pontos,
indo a 37,5%. O tucano Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ficou com 20,6% das
intenções de voto. A pesquisa indica que ex-governador
Anthony Garotinho (PMDB-RJ) ficou praticamente estável no período,
atingindo 15% das intenções de voto em abril, assim como
a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), com 4,3%.
Pesquisa Datafolha divulgada no último
domingo já apontava índices semelhantes de intenção
de voto. Pelo Datafolha, Lula estava com 40%, Alckmin, com 20%, e Garotinho
chegava a 15%. Mostrava, no entanto, queda tanto de Lula quanto de Alckmin
em relação a março, quando eles somavam, respectivamente,
42% e 23%. O Sensus não fez pesquisa em março, mês
em que foi confirmada a candidatura de Alckmin ao Planalto. O presidente,
pelo Datafolha e pelo Sensus, venceria qualquer um dos candidatos num
eventual segundo turno das eleições. A pesquisa encomendada
pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) foi feita
entre os dias 3 e 6, com 2.000 pessoas. A margem de erro é de
três pontos para mais ou para menos.
Impacto
O cientista político Ricardo Guedes,
do instituto Sensus, diz que o impacto negativo do caso da violação
do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa para Lula já
ocorreu. "O episódio afetou politicamente a imagem do presidente,
mas a economia e seu governo ainda têm avaliação
positiva. Pesa mais o desempenho da economia do que as denúncias",
disse Guedes. Para o eleitor, mostra a pesquisa, o principal problema
do país ainda é emprego e renda (apontado por 36,6% dos
entrevistados), seguido da saúde (24,9%) e educação
(15,3%).
Isso explica a avaliação
do governo. Apesar de o item ruim/ péssimo do governo ter subido
de 21,4% para 24,1% no período, o percentual de ótimo/bom
ficou estável, oscilando de 37,5% para 37,6%. Foi o melhor índice
desde julho do ano passado, quando chegou a 40,3%.
O caseiro e a dançarina
O levantamento também aponta
que 60% dos entrevistados na pesquisa tomaram conhecimento do caso Francenildo
Costa após ele prestar depoimento à CPI dos Bingos e dizer
que Palocci ia à chamada "casa do lobby". Desse total,
62,1% consideraram que a quebra do sigilo foi negativa para Lula e para
a sua reeleição. Outra que não agradou ao eleitor
foi a deputada petista Angela Guadagnin (SP), que dançou no plenário
da Câmara após um colega de partido ter se livrado da cassação
do mandato. De acordo com a pesquisa, 60,3% dos entrevistados tiveram
conhecimento da atitude da deputada. Desse montante, 61,3% das pessoas
acham que ela deveria ser punida.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 12
de abril de 2006 | Brasil
PESQUISA
População está
atenta a escândalos
Brasília – A pesquisa CNT/ Sensus mostrou que a grande
maioria dos brasileiros tomou conhecimento da quebra ilegal do sigilo
bancário do caseiro Francenildo Costa. Dos entrevistados, 60%
disseram que foram informados da violação do sigilo. Um
número tão alto de conhecimento acabou influenciando no
desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Das 2 mil pessoas ouvidas pela pesquisa, 34,2% têm acompanhado
o caso e 25,8% ouviram falar, enquanto outros 37,3% não tomaram
conhecimento.
Para 62,1% dos que estão acompanhando
ou ouviram falar do caso, o episódio foi negativo para o governo
e prejudica a reeleição do presidente Lula. No Palácio
do Planalto a pesquisa foi recebida com cautela. A percepção
era de que a quebra de sigilo bancário do caseiro causaria um
desgaste no eleitorado. Ontem, um assessor palaciano lembrou que levantamentos
internos em poder do governo já apontavam essa tendência.
Para o líder do governo no Senado,
Aloízio Mercadante (PT-SP), o desgaste com o episódio
já era esperado.
“Seria absolutamente impensável
que depois de todo o noticiário sobre o tema, isso não
causasse algum desgaste. Mas o governo é muito maior que isso”,
disse Mercandante.
Já a oposição avalia
que este episódio envolvendo a quebra ilegal de sigilo bancário
deve afetar ainda mais a popularidade de Lula nas próximas pesquisas.
“A pesquisa mostra claramente que
Lula começa a ser atingido por essa denúncia. A violação
do sigilo é muito grave e vai causar um desgaste progressivo.
Essa pesquisa detectou apenas o primeiro reflexo — observa o líder
do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN).
Apesar de novas denúncias e escândalos,
a pesquisa revela que não aumentou a percepção
do eleitor de que cresce a corrupção. Neste levantamento,
50,5% dos entrevistados disseram que a corrupção aumentou
no governo Lula, contra 51,8% que afirmavam isso na pesquisa de novembro.
Outros 34,3% disseram que a corrupção ficou como sempre
esteve (contra 36,8% de novembro). Para 10%, a corrução
diminuiu, contra 7,4% na pesquisa de novembro.
A maioria dos entrevistados –
62,8% – não está contente com a atuação
as CPIs, contra 20,1% que disseram estar satisfeitos. Segundo a pesquisa,
60,3% disseram ter tomado conhecimento da dança da deputada Ângela
Guadagnin (PT-SP) no plenário da Câmara após a absolvição
do colega João Magno (PT-MG). Outros 36,4% não tiveram
conhecimento do episódio.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 12
de abril de 2006 | Brasil
PESQUISA
Levantamento indica queda de petista
e avanço de Alckmin
Brasília – A pesquisa CNT/ Sensus divulgada ontem aponta
queda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções
de voto para as eleições presidenciais. Lula caiu 4,7%
e foi a 37,5%. Já o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB)
subiu 3,2%, indo a 20,6%.
De acordo com a pesquisa, o ex-governador
Anthony Garotinho (PMDB-RJ) ficou praticamente estável no período,
atingindo 15% das intenções de voto em abril. A mesma
situação é registrada no caso da senadora Heloísa
Helena (PSOL), com 4,3%.
Pesquisa Datafolha divulgada no último
domingo já apontava índices semelhantes de intenção
de voto. Pelo Datafolha, Lula estava com 40%, Alckmin com 20% e Garotinho
chegava a 15%. O presidente, pelo Datafolha e pelo Sensus, venceria
qualquer um dos candidatos num eventual segundo turno das eleições.
Para o cientista político
e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fábio
Wanderley Reis, o resultado das recentes pesquisas de intenção
de voto, Datafolha e CNT/Sensus, indica que “a oposição
não teve êxito nos ataques porque a imagem de Lula não
foi abalada”. “Aliado a isso, a economia continua sendo
um fator favorável ao governo petista”, avalia.
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Folha de São Paulo,
12 de abril de 2006
IMPOSTO DE RENDA
Primeiro lote será pago no dia 16 de junho
Restituições vão
priorizar os idosos
DA REPORTAGEM LOCAL
Em cumprimento ao que estabelece o Estatuto
do Idoso, o primeiro lote de restituições deste ano ano
dará prioridade aos contribuintes com mais de 60 anos, independentemente
da data de entrega das declarações. Essa regra não
será aplicada às declarações que caírem
na malha fina. As restituições serão priorizadas
pela forma de entrega: primeiro as enviadas pela internet, depois as
por disquete e, por último, as em formulários.
Como nos anos anteriores, a Receita
devolverá as restituições em sete lotes, entre
junho e dezembro deste ano. O crédito do dinheiro, na conta indicada
pelo contribuinte, será feito sempre no dia 15 de cada mês,
ou no dia seguinte, quando a data coincidir com sábado, domingo
ou feriado. As declarações retidas na malha fina terão
as restituições liberadas em lotes residuais, a partir
de janeiro.
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Folha de São Paulo,
12 de abril de 2006
RETOMADA
Ritmo de abertura de vagas no setor continuará forte, avalia
Fiesp
Indústria de SP cria 19,5 mil empregos
no 1º trimestre
MARCELO BILLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A indústria paulista contratou
mais trabalhadores do que demitiu em março. No mês passado,
o nível de emprego do setor aumentou 0,29%, com a criação
de pouco mais de 6.000 vagas em relação a fevereiro. Março
é um mês em que tradicionalmente o emprego cresce no setor,
que geralmente demite mais no final e contrata mais no início
de cada ano. No primeiro trimestre de 2006, o nível de emprego
subiu 0,93%, um acréscimo de cerca de 19,5 mil vagas em relação
ao final do ano passado, mostra pesquisa de emprego da Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo).
Metodologia
A Fiesp reformulou a metodologia de sua
pesquisa de emprego neste ano, o que não permite comparações
com os resultados de levantamentos realizados, por exemplo, nos meses
de março dos demais anos. De qualquer forma, a avaliação
de Paulo Francini, diretor da entidade, é que o ritmo de criação
de vagas seguirá positivo nos próximos meses. "Abril
e maio devem vir mais fortes, com crescimento de 0,5% [no nível
de emprego] diz o diretor da Fiesp.
No mês passado, dos 21 setores
pesquisados pela entidade, 12 registraram desempenho positivo, ou seja,
contrataram mais trabalhadores do que demitiram, aumentando o nível
de emprego. Apenas dois setores registraram estabilidade e outros sete
declararam ter demitido mais do que contratado. Entre os setores com
maiores quedas no nível de emprego, estão justamente os
que sofrem com a sazonalidade do fim do verão e da normalização
após as vendas de final de ano, como congelados e supercongelados,
massas alimentícias e refrigeração. Vale lembrar
que o emprego reage ao nível de atividade com cerca de quatro
meses de atraso, relata a Fiesp, o que explica por que apenas agora
esses setores registraram quedas.
A indústria alimentícia
deve continuar com resultados negativos, principalmente após
o fim do impacto das vendas da Páscoa. De novo, recorde-se que
a indústria já produziu praticamente todo o estoque para
a Páscoa deste ano. A Fiesp ainda não faz projeções
para o resultado do emprego neste ano. A entidade esperará por
mais sinais a respeito tanto do desempenho econômico geral quanto
do desempenho da indústria para fazer estimativas sobre o nível
de emprego em 2006. No ano passado, o saldo entre contratações
e demissões ficou positivo em 48 mil vagas.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 12
de abril de 2006 | Brasil
CRISE-Para procurador-geral, o esquema do mensalão
era uma organização criminosa
MP denuncia Dirceu, Gushiken, Genoíno
e outras 37 pessoas
São Paulo – O procurador-geral da República, Antônio
Fernando Souza, apresentou para o Supremo Tribunal Federal (STF) uma
denúncia contra 40 pessoas envolvidas no chamado esquema do mensalão.
Entre os denunciados estão os ex-ministros José Dirceu
e Luiz Gushiken, além do ex-presidente do PT José Genoíno,
do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, do ex-secretário-geral
do PT Sílvio Pereira, do empresário Marcos Valério
e do publicitário Duda Mendonça.
Na denúncia, eles são acusados
pela Procuradoria-Geral da República de formação
de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas,
corrupção ativa e passiva e peculato. De acordo com a
investigação do procurador-geral, o esquema do mensalão
era uma organização criminosa dividida em três núcleos:
o político-partidário, o publicitário e o financeiro.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi
feita ao STF no dia 30 de março, mas só foi revelada ontem.
O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS),
e o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB- PR), entregaram ontem o
relatório final da comissão ao Ministério Público,
ao Tribunal de Contas da União e à Polícia Federal.
O núcleo político-partidário
pretendia garantir a permanência do PT no poder com a compra de
suporte político de outros partidos e com o financiamento irregular
de campanhas.
O segundo seria responsável por
receber vantagens indevidas de integrantes do governo e de contratos
com órgãos públicos. O terceiro núcleo teria
entrado na organização em busca de vantagens indevidas
e facilitava as operações de lavagem de dinheiro, afirma
o procurador-geral.
O procurador também denunciou
os beneficiários do esquema: parlamentares de cinco partidos.
Eles vão responder por corrupção passiva e peculato.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 12 de abril de 2006 | Brasil
CRISE
Os denunciados
José Dirceu
José Genoíno
Delúbio Soares
Sílvio Pereira
Marcos Valério de Souza
Ramon Cardoso
Cristiano de Mello Paz
Rogério Lanza
Simone Vasconcelos
Geiza Dias dos Santos
Kátia Rabello
José Roberto Salgado
Vinícius Samarane
Ayanna Tenório Tôrres de Jesus |
João Paulo Cunha
Luiz Gushiken
Henrique Pizzolato
Pedro da Silva Neto
José Janene
Pedro Henry
João Cláudio Genu
Enivaldo Quadrado
Breno Fishberg
Carlos Alberto Quaglia
Valdemar Costa Neto
Jacinto Lamas
Antônio Lamas
Bispo Rodrigues |
Roberto Jefferson
Emerson Eloy Palmieri
Romeu Queiroz
José Rodrigues Borba
Paulo Roberto Galvão da Rocha
Anita Leocádia
Professor Luizinho
João Magno
Anderson Adauto
José Luiz Alvez
Duda Mendonça
Zilmar Fernandes Silveira |
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JORNAL GAZETA DO POVO, 12
de abril de 2006 | Brasil
GASTOS-Após 7 meses no Congresso, projeto
que libera verbas para obras federais pode ser votado semana que vem
Governo fecha acordo para orçamento
Brasília – Depois de um dia inteiro de negociações,
o governo fez ontem acordo com os governadores para o repasse de recursos
destinados a compensar os estados pelas perdas com a Lei Kandir. O impasse
sobre o valor e a forma de repasse desses recursos impediu a votação
do Orçamento no plenário, prevista para ontem. O acordo
com o Ministério da Fazenda só foi fechado no início
da noite, mas havia ainda outras pendências regionais impedindo
a votação da lei orçamentária, que, segundo
o líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB-RN),
foi marcada para as 18 horas da próxima terça-feira.
De manhã, o presidente do Senado,
Renan Calheiros, e Bezerra se reuniram com nove governadores de estados
exportadores, líderes empresariais e o secretário-executivo
do Ministério da Fazenda, Bernardo Appy, mas a equipe econômica
não aceitou a proposta dos governadores.
“O governo não demonstrou sensibilidade. A partir de agora,
se não votarmos o Orçamento, a responsabilidade é
do governo”, disse Renan.
Os governadores querem ampliar
de R$ 3,4 bilhões para R$ 5,2 bilhões os recursos destinados
ao ressarcimento das perdas com a desoneração das exportações.
O governo sinalizou que aceitaria ampliar o repasse, desde que a diferença
de R$ 1,8 bilhão ficasse condicionada ao aumento da arrecadação.
Os governadores não aceitaram e, depois de nova rodada de negociações,
o governo apresentou proposta alternativa, aceita pelos estados. Pela
fórmula, o adicional de R$ 1,8 bilhão será liberado
da seguinte forma: R$ 500 milhões serão obtidos com o
corte de despesas de custeio e investimentos e liberados ao longo do
ano e o R$ 1,3 bilhão restante ficará condicionado ao
aumento da arrecadação.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 12
de abril de 2006 | Brasil
ALTERNATIVA
Técnicos fazem últimos
retoques em MP
Brasília – Técnicos da área econômica
faziam ontem à noite os últimos retoques na medida provisória
(MP) que desbloqueará verbas do Orçamento de 2006 para
os investimentos do governo. No fim da tarde, o valor aproximava-se
de R$ 1,8 bilhão por causa do acréscimo de projetos considerados
prioritários pela administração federal.
Entre os beneficiados, está o
o programa de prevenção à gripe aviária
.
O principal argumento para não
editar a MP era o risco de a decisão ser recebida pelo Congresso
como uma afronta. Afinal, o Orçamento está há sete
meses e meio em análise no Legislativo para, em tese, ser aperfeiçoado.
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de abril de 2006
Governo resiste a injetar dinheiro na
Varig
Funcionários da Varig fizeram manifestação
em Brasília, pedindo apoio.
Funcionários da Varig (Viação Aérea Rio-grandense)
realizaram ontem, em vários aeroportos do País, manifestação
de protesto pelo que chamam de “indiferença” do governo
à situação de pré-falência da empresa.
Um grupo deles foi a Brasilia e realizou manifestação
diante do Congresso e do Palácio do Planalto. O governo recebeu
uma comissão de representantes dos funcionários, mas continua
defendendo solução privada para a situação
da empresa, “sem a injeção de recursos públicos”.
Quem transmitiu a informação aos trabalhadores foi a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Roussef. Segundo ela, “qualquer solução
que não implique gasto de dinheiro público é sempre
favorável”. Assim como já havia feito o ministro
Luiz Marinho (Trabalho) pela manhã, Dilma também cobrou
dos representantes da empresa mais clareza no plano de recuperação.
“A Varig não é uma empresa estatal. Nós (o
governo) necessitamos de acesso a dados” afirmou ela.
A Varig negocia de todos os lados. Na semana passada, pediu a seus fornecedores
uma linha de crédito de US$ 200 milhões para que possa
arcar com suas despesas correntes. Desse total, US$ 70 milhões
seriam concedidos por estatais como a BR Distribuidora e a Infraero.
A empresa tem mais de 10 mil funcionários, mas não tem
dinheiro para honrar dívidas estimadas em R$ 7 bilhões
nem recursos para arcar com as despesas correntes, como combustíveis
e salários. O ministro do Trabalho disse acreditar que caso a
empresa pare de voar, o setor aéreo é capaz de absorver
essa mão-de-obra. “Esperamos que as outras empresas assumam
os vôos e portanto aumentem as suas aeronaves e absorvam esse
pessoal”, disse o ministro.
Solução
Na solução do problema está, também, o BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O presidente
da Varig disse que está negociando um empréstimo para
a empresa. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que já foi
presidente do banco, também foi enfático: “Não
é papel do governo socorrer” a companhia.
Outra alternativa, que previa fazer um acordo de compartilhamento de
vôos com a OceanAir, foi vetada anteontem à noite pela
Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Já
a proposta apresentada pela VarigLog, sua ex-subsidiária de transporte
de cargas, não foi bem-vista pelos credores e trabalhadores da
empresa. A proposta ainda poderá ser aprovada, mas trabalhadores
criticaram a previsão de demissão de mais de 5 mil funcionários
que faz parte do plano.
Três pedidos que podem salvar
a empresa aérea
Brasília (ABr) - Acompanhados de um grupo de cerca de dez parlamentares,
os funcionários da Varig entregaram ao Palácio do Planalto
documento dirigido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O
texto é assinado pela organização Trabalhadores
do Grupo Varig (TGV), que reúne quatro associações
e quatro sindicatos.
A TGV faz três pedidos a Lula. O primeiro é o adiamento
por cinco meses do pagamento das taxas aeroportuárias da empresa
para a Infraero. O segundo pedido é o prazo de dois meses para
o pagamento de combustíveis para a estatal BR Distribuidora.
Por último, a TGV pede autorização da Secretaria
de Previdência Complementar para emprestar dinheiro do fundo de
pensão dos funcionários da Varig para a própria
empresa. Querem utilizar até US$ 150 milhões para uso
na recuperação da companhia. Desse total, US$ 30 milhões
seriam usados para a indenização dos funcionários
demitidos e pelo menos US$ 70 seriam utilizados para colocar de dez
a 15 aeronaves em operação.
“Não assistiremos a Varig morrer”, disse Márcio
Marsiolac, coordenador da TGV. O vice-líder do governo na Câmara,
deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), era um dos parlamentares presentes.
Segundo ele, a ajuda do governo não seria inútil, já
que a empresa agora é administrada por uma gestão eleita
pelos próprios credores.
“É um absurdo faltar o apoio de um dos credores da empresa,
que é o próprio governo”, disse Beto. O deputado
afirma que a União é o poder concedente da aviação
e que a responsabilidade financeira pela falência seria, em última
instância, da própria União.
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O ESTADO DO PARANÁ, 12 de abril de
2006
Exportações vão superar
média mundial
Redação/O Estado do Paraná
Genebra (AE) - As exportações brasileiras devem crescer
em um ritmo maior que a média mundial em 2006. Segundo os dados
da Organização Mundial do Comércio (OMC), entre
janeiro e março, as vendas nacionais tiveram um incremento de
20% em relação ao mesmo período de 2005, taxa que
dificilmente seria superada pela média internacional. Para o
ano, as expectativas da OMC são de que o comércio mundial,
em volume, aumente em 7%.
Em seu ranking anual dos maiores exportadores divulgado ontem, a entidade
ainda confirma a nova posição do Brasil como o 23.º
maior exportador mundial, com 1,1% do mercado internacional. Enquanto
o comércio mundial teve um aumento em valores de 13% em 2005,
o crescimento no Brasil foi de 23%. Um bom desempenho brasileiro em
2006 ainda poderá fazer com que o País desbanque suíços,
austríacos e suecos e atinja a 20.ª posição
no ranking até o final do ano. Isso se as taxas de crescimento
das exportações desses países forem as mesmas de
2005, que não ultrapassaram 6%.
Em 2005, o crescimento das exportações brasileiras foi
registrado mesmo com Estados Unidos, Europa e Ásia importando
menos. A União Européia (UE), por exemplo, incrementou
suas compras em apenas 3%. Pela primeira vez em oito anos, os Estados
Unidos registrou um aumento de exportações acima do crescimento
das importações, que foi de apenas 5,5%. Até a
China, novo destino das exportações nacionais, também
registrou um aumento menor das importações em comparação
aos anos anteriores. O aumento em 2005 foi de 11,5%, contra um crescimento
de 21,5% em 2004.
O Brasil também parece ir contra a lógica do mercado agrícola
mundial. Apesar de continuar aumentando suas vendas de produtos agrícolas,
o setor é o que menos cresce no mundo. Segundo a OMC, o comércio
agrícola cresceu em 2005 menos que a média mundial e hoje
representa apenas 9% de todos os fluxos de bens. Essa é, segundo
a entidade, a menor participação da agricultura no comércio
nos últimos 20 anos. No setor de serviços, as exportações
brasileiras estiveram entre as que mais cresceram no mundo, ao lado
de China e Índia. O comércio de serviços movimentou
US$ 2,4 trilhões e, em 2005, aumentou em 11%. O Brasil obteve
um aumento de 28%, contra 31% da China e 72% da Índia.
Entre os importadores, o aumento no País foi de 38%, somando
US$ 22 bilhões em compras e acumulando um déficit de US$
7 bilhões. O aumento nas importações só
foi superado pela Índia.
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O ESTADO DO PARANÁ, 12 de abril de
2006
Relação precária
se reflete na produtividade
Redação/O Estado do Paraná
Brasília (ABr) - A diretora da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, disse ontem que as
relações precárias de trabalho prejudicam não
apenas os trabalhadores como também toda a sociedade. A diretora
conclui que ocorre redução na produtividade das empresas
com a ausência de garantias trabalhistas e a baixa motivação
do empregado.
“O déficit de trabalho decente torna as sociedades incapazes
de eliminar a pobreza, reduzir a desigualdade social e garantir a governabilidade
democrática”, defendeu.
O assunto foi discutido ontem em seminário promovido pela OIT,
pelo Ministério do Trabalho e pelo Tribunal Superior do Trabalho
(TST). O evento é uma preparação para a próxima
conferência da OIT, marcada para maio, que deverá votar
uma recomendação a ser adotada pelos países membros
para promover o trabalho digno. A diretora ressaltou que o Brasil poderá
contribuir significativamente nas discussões na OIT por ter uma
importante tradição legal e uma “rica jurisprusdência”
na área.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo federal tem
atuado para combater a precarização do trabalho, fortalecendo
a fiscalização e inspeção. Marinho destacou,
no entanto, que as ações para promover a formalização
não são suficientes. Segundo ele, é preciso também
gerar empregos a partir do crescimento da economia. “A melhoria
da distribuição de renda, a expansão do mercado
de trabalho certamente facilitará o processo de formalização
do trabalho e valorização do mercado de trabalho brasileiro”,
afirmou.
Ele lembrou que o Brasil é elogiado por sua atuação
no combate ao trabalho forçado e infantil. “Nós
queremos mais que isso. Queremos com o tempo ser referência não
por combater o trabalho forçado e infantil. Queremos participar
do time dos países onde não tem trabalho forçado,
onde não tem trabalho infantil e tenhamos um mercado de trabalho
valorizado que dá garantia de cidadania para os trabalhadores”.
Dificuldade
Para Laís Abramo, “está cada vez mais difícil
identificar quando uma prestação de um serviço
configura uma relação de trabalho”. Atualmente -
diz ela - essa noção da relação de trabalho
tem se tornando difusa frente ao surgimento ou ressurgimento de novas
e velhas formas de contratação diferentes da do assalariamento
típico.
Segundo a diretora, essa mudança no mercado de trabalho é
provocada principalmente pelo aumento da pressão competitiva
nacional e internacional sobre as empresas que são obrigadas
a reestruturar a organização produtiva. “É
um mercado de trabalho marcado por altas taxas de desemprego, com fortes
e crescentes níveis de informalidade e precarização
do trabalho”, acrescentou.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
12 de abril de 2006 | Economia
Inflação de 2006 deve ficar
abaixo da meta estipulada
BRASÍLIA – A política
de juros do Banco Central (BC) fará com que a inflação
deste ano fique menor do que a meta de 4,5%. É o que mostra a
pesquisa semanal Focus, divulgada ontem pelo BC.
Na média, os analistas esperam
que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique
em 4,47%. “É a primeira vez que as expectativas ficam abaixo
da meta desde a posse da atual diretoria do BC, em 2003”, disse
a economista do Banco ABN Amro, Zeina Latif.
O fato, na visão da economista,
representou uma importante quebra de resistência psicológica.
“Sempre houve uma resistência de que as projeções
não poderiam ficar abaixo da meta”, disse.
O comportamento do câmbio e dos
preços dos alimentos, de acordo com a economista, tem sido o
principal fator para as previsões de inflação caírem
abaixo dos 4,50%.
“Por conta da gripe aviária,
os preços do frango e até mesmo do ovo (que costumam subir
neste período do ano) estão vindo abaixo do esperado”,
afirmou. Para o câmbio, o diretor da Modal Asset Management, Alexandre
Póvoa, avalia que a taxa poderá até fechar o ano
abaixo dos R$ 2,20 projetados na pesquisa do BC.
“O que temos aí é
um choque de oferta positivo no câmbio e também nos preços
dos alimentos”, afirmou. Apesar do cenário positivo, o
mercado financeiro não aposta numa aceleração do
ritmo de corte dos juros na reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom) da próxima semana.
“Se não estivéssemos
num final de ciclo das reduções de juros, até apostaria
numa queda maior. Mas não é o caso”, explicou a
economista do ABN.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 12 de abril de 2006 | Economia
Brasil impulsiona exportações
das Américas do Sul e Central
O avanço de 28% das exportações
de serviços comerciais do País fez com que as Américas
Central e do Sul expandissem em 20% suas vendas
EFE
GENEBRA - O Brasil impulsionou o aumento
das exportações de serviços comerciais das América
Central e do Sul, incluindo o Caribe, em 2005. A afirmação,
feita nesta terça-feira pela Organização Mundial
do Comércio (OMC), mostrou que o avanço de 28% dessas
exportações do País fez com que as Américas
Central e do Sul expandissem em 20% suas vendas externas de serviços
comerciais, com relação a 2004, garantindo-lhe o posto
de local onde essas vendas mais aumentaram no mundo.
O forte crescimento brasileiro também
fez com que a venda no exterior desse tipo de serviço nos países
do Mercosul aumentasse 25% no ano passado. De acordo com os dados, o
aumento das exportações de mercadorias na região
também foi um dos mais fortes do mundo, ao alcançar 18,5%.
Segundo o órgão, a média
mundial de crescimento das vendas externas foi de 11% no período.
O ritmo de crescimento do Brasil foi superado apenas por outras economias
emergentes, como a China, que avançou 31%.
Em geral, as trocas comerciais da América
do Sul e Central com o exterior, em ambos os sentidos, são os
que mais cresceram em comparação a outras regiões
do mundo, com exceção para as importações
dos países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
Aspecto negativo
O aspecto negativo dos dados reunidos
no relatório da OMC está na comparação entre
os correspondentes a 2005 e a 2004, pois se observa um esfriamento generalizado
na economia e nas trocas comerciais.
Assim, o ritmo de crescimento das exportações
de mercadorias passou de 12,5% (2004) para 10% (2005), e o das importações
de 18,5% (2004) para 14% (2005).
O fluxo internacional de capitais públicos
para a região também caiu, ao mesmo tempo em que o total
das exportações - incluindo as de serviços - passaram
de um crescimento de 29% para 25%.
Caso o Brasil seja excluído desse
último cômputo, no qual o ritmo de crescimento dos investimentos
passou de 32% para 23%, a queda foi um pouco mais moderada: de 28% para
26%.
O mesmo aconteceu com as importações
em seu conjunto: entre 2004 e 2005 passaram de um crescimento de 28%
na região para 22%; no Brasil, de 31% para 17%, e no resto da
região - excluindo este país - de 27% para 24%.
Para este ano, a OMC calcula que
a economia da América do Sul e Central crescerá entre
4% e 5%, o que representaria a manutenção do ritmo de
2005.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 12 de abril de 2006 | Economia
China tem maior superávit comercial
de sua história
Do outro lado, os Estados Unidos afirmam que
o déficit nas transações bilaterais com o país
é resultado da desvalorização do yuan
EFE
PEQUIM - O superávit comercial da
China foi em março o maior da história do país,
chegando a US$ 11,2 bilhões em março, informou, nesta
terça-feira, seu Ministério do Comércio. Com os
números de março, o saldo positivo da balança comercial
chinesa no primeiro trimestre de 2006 aumentou para US$ 23,2 bilhões,
um acréscimo de 40% em relação ao mesmo período
de 2005.
As exportações chinesas
foram de US$ 78,1 bilhões, número nunca registrado antes,
e aumentaram 28,3% em relação às do mesmo mês
de 2005, o que representa o maior crescimento mensal dos últimos
seis meses. As importações, por sua vez, aumentaram 21,1%,
chegando a US$ 66,9 bilhões.
O excedente comercial praticamente quintuplicou
o registrado em fevereiro, de US$ 2,43 bilhões. Segundo os analistas,
este dado pode aumentar as tensões entre chineses e americanos,
a uma semana da viagem oficial do presidente da China, Hu Jintao, aos
Estados Unidos.
Déficit norte-americano
O presidente norte-americano, George
W.Bush, disse na última segunda-feira que sua reunião
com Jintao, em Washington, abordará o forte déficit comercial
que a economia americana mantém com a China, e que no ano passado
alcançou o número recorde de US$ 201,626 bilhões.
Washington responsabiliza a desvalorização
do yuan por esse déficit, por isso pede a Pequim que acelere
sua reforma monetária visando a uma valorização
no futuro.
Além disso, os Estados Unidos
acusam a China, principal produtor mundial de artigos falsificados,
de não combater energicamente a pirataria de produtos, como os
filmes em DVD, softwares e roupas de marca, entre outros.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 12 de abril de 2006 | Economia
Economia mundial crescerá 3,5%,
diz OMC
Segundo a OMC, a alta nos preços do petróleo
e a taxas de juros internacionais, porém, são fatores
de risco para o desempenho positivo
EFE
GENEBRA - A Organização
Mundial do Comércio (OMC) disse, nesta terça-feira, que
a economia mundial crescerá 3,5% este ano, enquanto espera-se
uma expansão de 7% do comércio no mesmo período.
Em 2005, o comércio aumentou 6%, depois da alta de 9% observada
no ano anterior.
O economista-chefe da instituição,
Patrick Low, apontou como fatores de risco para a evolução
positiva do comércio e da economia a alta dos preços do
petróleo e das taxas de juros internacionais, bem como os crescentes
desequilíbrios globais. "A situação econômica
mundial no início de 2006 continua sendo cheia de incertezas",
acrescentou.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy,
afirmou em comunicado que "os desequilíbrios persistentes,
devidos em grande parte a fatores macroeconômicos, continuam preocupando
algumas das grandes economias".
Setor empresarial
Os analistas do organismo disseram que
a situação financeira do setor empresarial melhorou nos
países desenvolvidos, e foi registrada uma alta nas bolsas de
valores.
Esses fatores, disseram, parecem indicar
que "finalmente ocorrerá a recuperação dos
investimentos na Europa, esperada há muito tempo e que estimulará
o crescimento econômico de base mais ampla".
No entanto, espera-se que a reativação
do consumo privado continue sendo "precária se a situação
em matéria de emprego não melhorar e se seguirem aumentando
os custos da energia".
A OMC também alertou para os perigos
de que "a demanda nos Estados Unidos arrefeça com mais força
do que o previsto sob o impacto do aumento das taxas de juros reais
e de custos mais altos de energia, e de que a incipiente recuperação
da União Européia acabe não se materializando".
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DIÁRIO DO GRANDE
ABC, 12 de abril de 2006
Trabalhadores desconhecem finalidade do
auxílio-doença
Muitas pessoas reclamam que os peritos
médicos do INSS não concedem o benefício auxílio-doença,
mesmo que elas sejam portadoras de algum problema de saúde. Isso
tem ocorrido porque a maioria dos trabalhadores desconhece a verdadeira
finalidade do auxílio-doença, que é garantir o
sustento dos segurados do INSS quando estes estiverem incapacitados
para sua atividade profissional. Portanto, esse benefício não
é concedido quando o perito constata que, apesar de apresentar
um problema de saúde, o trabalhador tem condições
de permanecer em atividade.
Outro critério para o auxílio-doença
desconhecido pela população é que doenças
iniciadas antes da inscrição do trabalhador na Previdência
não podem ser levadas em consideração para que
esse benefício seja concedido. Nessa situação,
a concessão do auxílio-doença só poderá
ocorrer se o perito do INSS constatar que houve agravamento do problema
de saúde após a inscrição do segurado como
contribuinte na Previdência Social. Além disso, a legislação
previdenciária exige que o trabalhador tenha uma carência,
ou seja, um número mínimo de contribuições.
Essa carência é de 12 meses e apenas não é
necessária nas seguintes situações: quando o segurado
sofre um acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou
fora do trabalho) e nos casos de doenças graves, como hanseníase,
mal de Parkinson, aids, cardiopatia grave, alienação mental,
cegueira, entre outras.
O que é o auxílio-doença?
É um benefício concedido pelo INSS ao segurado que estiver
impedido de trabalhar por mais de 15 dias por motivo de doença
ou acidente. Para os trabalhadores com carteira assinada, os primeiros
15 dias são pagos pelo empregador. A partir do 16º dia,
a Previdência Social se responsabilizará pelo pagamento,
desde que o interessado protocole o pedido do benefício em uma
agência do INSS. Já no caso do contribuinte individual
(empresários, profissionais liberais, trabalhadores por conta
própria, entre outros), a Previdência paga todo o período
da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido
o benefício).
Qual a função do
perito médico? O profissional dessa área é responsável
pela realização do exame morfopsicoprofissiográfico,
por meio do qual analisa as condições de saúde,
o aspecto psicológico e o grau de comprometimento do trabalhador
na função ou profissão. A tarefa do perito médico
do INSS não é cuidar da saúde do trabalhador, mas
sim avaliar se ele está em condições de exercer
sua atividade profissional. Caso a pessoa esteja incapaz para o trabalho,
será concedido auxílio-doença durante o período
em que ela ficar afastada de sua atividade. Porém, se a pessoa
tiver uma doença que não a impeça de trabalhar,
o pedido de auxílio-doença será negado. É
importante lembrar que o tratamento de um problema de saúde deve
ser feito por um médico do Sistema Único de Saúde
(SUS) ou particular.
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DIÁRIO DIGITAL /
PORTUGAL, 12 de abril de 2006
Madeiras: Fileira cria federação
para ganhar «capacidade de negociação»
Quatro associações empresariais
da fileira da madeira anunciaram hoje que vão constituir uma
federação para dar «maior capacidade de negociação»
a um sector que agrupa 1.500 empresas e representa cinco por cento do
Produto Interno Bruto.
A federação vai ser constituída
pela Associação da Indústrias da Madeira e Mobiliário
de Portugal (AIMMP), Associação Portuguesa das Indústrias
de Mobiliário e Afins, Associação de Industriais
de Madeira do Centro e Associação de Fabricantes de Colchões.
O presidente da AIMMP, Fernando Rolin,
disse que um grupo de trabalho está já a preparar a constituição
da nova estrutura e referiu que os seus grandes objectivos serão
enunciados durante o II Congresso das Indústrias de Madeira e
Mobiliário, que as quatro associações organizam
a 01 e 02 de Junho no Europarque, em Santa Maria da Feira.
A nova estrutura será inspirada
no modelo de um federação similar italiana, constituída
há 22 anos, adiantou Fernando Rolin.
A presidência da federação
ficará vedada aos líderes das quatro associações
constituintes «para ninguém se pôr em bicos de pés»,
acrescentou.
O dirigente disse esperar que a nova
federação funcione como «espelho» para outros
sectores, no sentido de darem «maior relevância aos seus
anseios, a uma só voz».
Referindo-se ao congresso de Santa Maria
da Feira, Fernando Rolin explicou que procurará ajudar o sector
a consolidar-se no mercado internacional, redireccionando a aposta para
um segmento que quer qualidade, mas não está disposto
a pagar caro. Segundo Fernando Rolin, este segmento «vale 80 por
cento do mercado e é o que nos interessa». «Venderam-nos
a ideia de que a fileira só obteria valor acrescentado se fizéssemos
móveis com foguetões acoplados, mas esse mercado altamente
exigente representa apenas cinco por cento da capacidade de compra e
já está saturado», acrescentou.
Durante o congresso de Santa Maria da
Feira, as madeiras propõem- se também pensar o sector
na vertente ecológica e na perspectiva de contribuir para a melhoria
da política de gestão florestal. «Portugal tem arvoredo
e não floresta», ironizou o presidente da AIMMP, que exigiu
melhorias na estratégia para agrupamento de pequenos produtores
florestais e na diversificação na plantação
de espécies. O dirigente disse que Portugal se limita, actualmente,
a produzir «o eucalipto que as celuloses consomem e o pinheiro
que os fogos florestais devoram».
Garantindo que as associações
da madeira são «as primeiras interessadas» em garantir
a sustentabilidade das florestas, Fernando Rolin criticou as associações
ambientalistas que preferem protestos «para a TV» ao diálogo
com os empresários da fileira. As indústrias portuguesas
de serração, carpintaria, painéis de madeira e
mobiliário, que integram a fileira da madeira, geram 9% do emprego
industrial e respondem por 12% das exportações.
Diário Digital / Lusa
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CONSULTOR JURÍDICO,
12 de abril de 2006
Contrato exclusivo
Motoboy que só trabalha para uma
empresa é empregado
Se o motoboy trabalha em uma só
empresa, mantém vínculo empregatício com ela, nos
termos dos artigos 2º e 3º da CLT. O entendimento é
da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(São Paulo).
Os juízes confirmaram decisão
da 2ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul, que reconheceu
a relação de emprego entre um motoboy e a empresa Haroluz
Comercial Elétrica. Cabe recurso.
A primeira instância decidiu pela
relação de emprego entre o motoboy e a loja de material
elétrico, por entender que estavam presentes todos os elementos
previstos na Consolidação das Leis do Trabalho: pessoalidade,
remuneração, subordinação e habitualidade.
A loja apelou ao TRT paulista. Sustentou
que o motoboy prestava serviços como autônomo, pois utilizava
a própria motocicleta e arcava com despesas de reparos e de combustível.
O juiz Plínio Bolívar de Almeida, relator da matéria,
não acolheu os argumentos. “O empregador pode contratar
serviços de empresas do ramo, ou mesmo de cooperativas de trabalho
de motoqueiro”, considerou.
Para o relator, “o que não
se afigura legítimo é não ter o motoqueiro qualquer
garantia e proteção social e ser ativado nos serviços
complementares do empregador, como entrega de mercadorias, de documentos
e outros trabalhos de estafeta”.
RO 01309.2004.472.02.00-4
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
12 de abril de 2006
Comissão vota proibição
da venda de armas de brinquedo
A Comissão de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados
pode votar nesta terça-feira (11/4) o Projeto de Lei 4479/04,
que proíbe a venda de armas, munições, explosivos
e similares, mesmo que sejam de brinquedo, para crianças ou adolescentes.
De autoria do deputado Enio Bacci (PDT-RS), a proposta altera o Estatuto
da Criança e do Adolescente, já foi aprovada pela Comissão
de Seguridade Social e Família e recebeu parecer favorável
do relator na Comissão de Segurança Pública, deputado
Coronel Alves (PL-AP).
O relator apresentou uma emenda ao projeto
original para tornar mais clara a proibição. Por outro
lado, ele rejeitou o PL 4826/05, do deputado Jair de Oliveira (PMDB-ES),
que proíbe a fabricação e venda de qualquer tipo
de arma de brinquedo. O relator entendeu que basta uma lei sobre o assunto.
Fundo para vítimas
Outra proposta na pauta é o Projeto
de Lei 3503/04, do Senado, que cria o Funav (Fundo Nacional de Assistência
às Vítimas de Crimes Violentos) e estabelece as hipóteses
em que a União prestará assistência financeira a
elas ou seus dependentes carentes.
A relatoria recomendou a aprovação
da proposta na forma de substitutivo, que faz apenas adaptações
no texto e exclui a previsão de pena para crimes de simulação
de fatos, prestação de informações ou apresentação
de documentos falsos. O argumento é que a pena para esses crimes
já está prevista no Código Penal.
Compensação para municípios
Também pode ser votado o Projeto
de Lei 6111/05, do deputado Paulo Lima (PMDB-SP), que institui medidas
compensatórias para os municípios que abriguem presídios.
A proposta exige ainda do órgão federal ou estadual responsável
pela obra a realização prévia de estudo de impacto
social, econômico e político.
O relator, deputado Raul Jungmann (PPS-PE),
recomenda a aprovação na forma de substitutivo. Entre
as alterações feitas por Jungmann está a substituição
da expressão "unidades prisionais de qualquer natureza"
por "estabelecimento penal".
No substitutivo, o relator também
propõe que esses estabelecimentos se localizem, de preferência,
na zona rural, desde que haja transporte público regular até
o núcleo urbano. Com isso, Jungmann pretende cumprir a Lei de
Execução Penal (Lei 7210/84), segundo a qual "a penitenciária
de homens será construída em local afastado do centro
urbano a uma distância que não restrinja a visitação".
A reunião está marcada para as 14h30 no plenário
8.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
12 de abril de 2006
Acesso de menor na 1ª série
do Ensino Fundamental independe da idade
A 8ª Câmara Cível do
TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) determinou que
uma escola da rede pública da cidade gaúcha de Vacaria
aceite a inscrição de uma criança na 1ª série
do ensino fundamental. O tribunal entendeu que uma escola não
tem o direito de impor idade mínima para se inscrever, como foi
o caso. Para o tribunal, o Estado deve garantir o direito público
subjetivo de acesso a todo aluno que, considerado apto a progredir,
concluiu a pré-escola.
Segundo a assessoria do TJ-RS, a 8ª
Câmara proveu, de forma unânime, um mandado de segurança
impetrado pela mãe de criança, que defende a matrícula
do filho na 1ª série. A mãe alegou que o filho foi
aprovado e estava apto a freqüentar a próxima série.
No entanto, ela alegou , ter sido impedida de efetuar a matrícula
devido à exigência do Memorando Circular nº71/04,
que só autoriza o ingresso de alunos no ensino fundamental com
seis anos e nove meses completados até o dia 31 de março.
A mãe da criança afirmou
que possui todos os requisitos previstos na Lei nº9.394/96, por
isso supôs que o ensino fundamental se destinasse a pessoas que
estejam acima dos seis anos, ou se possuírem idade inferior,
tenham condições de estar na 1ª série. Ela
alegou que, ao negar a matrícula, a escola afrontou o artigo
nº208 da Constituição e que nenhuma das normas citadas
menciona a limitação de idade a que se refere o Memorando.
A defesa da mãe salientou ainda
que a Coordenadora Regional de Educação de Vacaria afirmou
que o direito à matrícula está amparado na lei
de diretrizes e bases da educação nacional e na Resolução
do Conselho Estadual de Educação nº246/99, segundo
o qual o acompanhamento da série depende do grau de maturidade
de cada criança e não a idade.
Para o relator do processo no 2º
Grau, desembargador José Ataídes Siqueira Trindade, a
Lei de Diretrizes e Bases da Educação não limita
a idade de ingresso no ensino fundamental. Pelo contrário, toda
a criança que finalizar a pré-escola e possuir seis anos
deve ser matriculada na 1ª série do ensino fundamental.
O magistrado considerou que seria um absurdo obrigar a criança
a repetir o ano por não possuir seis anos e nove meses na data
da matrícula. "Principalmente depois de ter sido apta a
ingressar na 1ª série", garante.

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