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EDITAL
PUBLICADO NO JORNAL DO ESTADO (CURITIBA/PR)

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Diário do Grande
ABC, 16/04/2006 - 11h11
CUT e Força disputam terreno com
a CNTI
Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC
O ano de 2006 será marcado por
uma forte mudança na representação sindical de
diferentes ramos de atividade em nível nacional. Mais de cinco
milhões de trabalhadores deixaram ou deixarão a CNTI (Confederação
Nacional dos Trabalhadores da Indústria) e passarão para
confederações que estão sendo criadas em conjunto
pela CUT e Força Sindical.
As duas centrais estão decididas
a retirar da CNTI a representação nacional de diferentes
ramos de atividade, e vivem hoje uma verdadeira batalha de bastidores
para atingir seu objetivo. Os dirigentes que articulam a mudança
alegam que a CNTI tem uma fraca atuação para o repasse
do imposto sindical que recebe dos sindicatos de base – cerca
de R$ 4 milhões anuais.
A estratégia consiste em explorar
uma brecha na legislação que regula a atividade sindical.
Ao criar uma confederação de um único ramo de atividade,
o direito de representação de uma confederação
ampla – como a CNTI – acaba.
Em 2006 já foi criada uma confederação
das duas centrais para os trabalhadores da indústria têxtil,
reunindo cerca de 1,2 milhão na base, e há poucos dias
foi oficializada a confederação da construção
civil, que reúne cerca de 3,2 milhões de trabalhadores.
Ainda está prevista para os próximos meses a confederação
dos químicos, com aproximadamente 800 mil trabalhadores.
O processo para oficializar a criação
dessas confederações é semelhante: as federações
estaduais publicam editais anunciando a desfiliação da
CNTI e em seguida é convocada uma assembléia para formação
da nova confederação. A questão, entretanto, não
se encerra aí. CUT e Força esperam uma verdadeira batalha
judicial para conseguir legitimar suas novas confederações.
? Fonte: http://politica.dgabc.com.br/materia.asp?materia=524500
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Agência Senado, 18
de abril de 2006
Desempregados com mais de 45 anos poderão
ter o direito de sacar recursos do PIS-Pasep
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) deve analisar na próxima
quinta-feira (20), a partir das 9h30, o Projeto de Lei do Senado (PLS)
142/04, que permite ao trabalhador com mais de 45 anos e em situação
de desemprego sacar seus recursos acumulados no Fundo de Participação
PIS-Pasep. No projeto de lei, seu autor, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB),
informa que existem 39 mil contas com saldo e um patrimônio líquido
da ordem de R$ 25,4 bilhões, cujo valor médio por conta
individual está em torno de R$ 651,17.
Na justificação do projeto,
Suassuna afirma também que é "um contra-senso"
o impedimento do saque por trabalhadores que, "encontrando-se na
difícil e muitas vezes desesperadora situação de
desempregado, em especial quando mais velhos, de baixa renda e sem outra
fonte financeira de sustento, não possam utilizar os recursos
que lhe pertencem". A proposta é relatada pelo senador Eduardo
Azeredo (PSDB-MG) e obteve parecer favorável.
Atualmente, o saque é possível
apenas em situações de aposentadoria; transferência
de militar para a reserva remunerada ou reforma; invalidez; Aids e câncer
(titular e dependentes); benefício assistencial a idoso ou deficiente;
idade igual ou superior a 70 anos; e morte do trabalhador. O PIS-Pasep
hoje é destinado ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego,
do abono salarial e ao financiamento de programas de desenvolvimento
econômico por intermédio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social).
Talidomida
Outro projeto a ser analisado na mesma reunião - o PLS 19/06-Complementar
- estabelece requisitos e critérios diferenciados para a concessão
de aposentadoria, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a
portadores da chamada Síndrome da Talidomida. De acordo com a
proposta, de autoria do senador Marco Maciel (PFL-PE) e relatada pela
senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), os que sofrem da deficiência
poderão aposentar-se após 20 anos de contribuição,
sem a necessidade de atingir o limite etário estabelecido pelo
Regime Geral de Previdência Social.
A senadora apresentou duas emendas ao
projeto, uma estabelecendo a fonte de custeio desse novo benefício
(Orçamento da Seguridade Social) e outra que cuida da cláusula
de vigência da lei (a partir de sua publicação).
A talidomida é um medicamento que foi desenvolvido na Alemanha,
em 1954, com a finalidade de controlar ansiedade, tensão e náusea.
Muito utilizado para combater enjôos durante a gravidez na década
de 60, mais tarde descobriu-se que sua ingestão causava o encurtamento
dos membros do feto. tornando-os semelhantes a focas - a chamada focomelia
- pois o medicamento ultrapassa a barreira placentária. A Talidomida
também pode provocar graves defeitos visuais e auditivos, na
coluna vertebral e, em casos mais raros, no tubo digestivo, além
de problemas cardíacos.
A proposta cumpre o que estabelece a
Emenda Constitucional nº 47, que prevê a possibilidade de
aposentadoria especial, via lei complementar, para segurados portadores
de deficiência física. Outro item que consta na pauta de
votações da CAS é o PLS 275/04, que institui o
Dia Nacional da Mamografia. De autoria da senadora Lúcia Vânia,
o projeto tem decisão terminativa na comissão.
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Agência Diap, 18 de
abril de 2006
Gestante
Trabalhadora grávida somente poderá
ser demitida por justa causa, determina projeto
A Comissão de Trabalho (CTASP) agendou para quarta-feira, 19/04,
às 11h, reunião destinada a apreciar 15 proposições.
Destacamos da pauta a votação do PL 6.205/05, de autoria
da deputada Ann Pontes (PMDB/PA), a fim de dispor que a trabalhadora
não pode ser demitida, exceto na hipótese de justa causa
comprovada, desde o início da gravidez até cinco meses
após o parto.
O projeto conta com parecer pela
aprovação apresentado pela deputada Laura Carneiro (PFL/RJ).
A CTASP vai analisar também o PL 5.049/05, do Ministério
Público da União, que regulamenta o artigo 130-A da Constituição,
dispondo sobre a forma de indicação dos membros do Conselho
Nacional do Ministério Público. Outro projeto de autoria
do Ministério Público é o de nº 6.469/05,
que dispõe sobre a carreira dos servidores do MPU e fixa os valores
de sua remuneração.
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Agência Diap, 18 de
abril de 2006
Agenda Câmara
Três MP´s trancam a pauta;
Convenção 178 da OIT pode ser votada
A pauta da Câmara inicia a semana trancada por três medidas
provisórias. A primeira delas é a MP 281/06, que isenta
do imposto de renda retido na fonte os investidores estrangeiros que
aplicarem recursos em títulos públicos federais. A MP
nº 282/06, que abre crédito extraordinário de R$
57,5 milhões para o Ministério dos Transportes realizar
obra emergencial na malha rodoviária federal e, por último,
a MP nº 283/06 que, entre outras questões, altera a Lei
nº 10.233/01, que dispõe sobre o Departamento Nacional de
Infra-estrutura do Transporte – DNIT.
Apreciadas as medidas provisórias
e destrancada a pauta, os deputados poderão votar o Projeto de
Lei Complementar (PLP nº 1/03), de autoria do deputado Roberto
Gouveia (PT/SP), que regulamenta a Emenda Constitucional nº 29
[Saúde], que determina a destinação, pela União,
de 10% de suas receitas correntes a serem aplicadas.
Trabalhadores
marítimos
Poderá ser aprovada a Convenção nº 178 da
Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a Inspeção
das Condições de Vida e de Trabalho dos Trabalhadores
Marítimos. A convenção está consubstanciada
no Projeto de Decreto Legislativo (PDL nº 1.392/04) com pareceres
das comissões permanentes favoráveis a sua aprovação.
Porto seco
Novamente os deputados incluíram na pauta a votação
do PL 6.370/05, que trata do porto seco. Nos outros momentos em que
o projeto constou da pauta de deliberação, os partidos,
o Governo e os governadores não chegaram a um acordo quanto ao
conteúdo do projeto.
Super-Simples
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), relator do PLP nº 123/04,
que trata do Super-Simples, está em campo para que o projeto,
além de constar novamente da pauta, seja votado no plenário
da Câmara. O projeto é polêmico. Enfrenta resistência
no Parlamento, no Governo e no movimento sindical. Na semana passada,
o Fórum Fisco, que congrega entidades responsáveis pelo
fisco nacional, se reuniu no Congresso e, por consenso, se posicionou
contra o mérito do PLP 123. As entidades entendem que a aprovação
do Super-Simples vai promover mudanças na área tributária,
na arrecadação previdenciária e de impostos e uma
reforma trabalhista que atingirá em cheio os trabalhadores com
restrição ou eliminação de direitos.
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Diário Vermelho,
18 de abril de 2006
Crítica: ‘Contra o consenso
neoliberal’
O Jornal do Brasil publicou, no último dia 4 de abril, uma contundente
resenha do sociólogo Emir Sader, professor da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador do Laboratório
de Políticas Públicas da mesma instituição.
Em tema, o novo livro de Beverly Silver, Forças do Trabalho —
Movimentos Sindicais e Globalização desde 1870. De acordo
com Sader, a obra “é o melhor material para quem deseja
compreender as novas relações de trabalho no mundo”.
Confira o texto.
Contra o consenso
neoliberal
Um livro para quem não se deixa levar pela mitologia do “fim
do trabalho”
EMIR SADER
“O fim do trabalho, da centralidade
das contradições capital/trabalho e da própria
classe trabalhadora” — este consenso neoliberal, pós-industrial
e pós-moderno — comanda a reação conservadora
das últimas décadas. Essa “crise de paradigmas”
abriu espaço para o estruturalismo e o pós-estruturalismo,
resumidos por Perry Anderson em Considerações do marxismo
ocidental como estrutura sem história, história sem sujeito,
conhecimento sem verdade. Já que a classe operária morreu,
tudo é possível.
Beverly Silver — co-autora, junto
com Giovanni Arrighi, de várias análises históricas
imprescindíveis para a compreensão do capitalismo contemporâneo
— destoa desse consenso. Antes de agregar outra opinião,
ela busca enquadrar o tema “numa moldura analítica historicamente
mais longa e geograficamente mais ampla do que se faz normalmente”.
O que pode ser considerado radicalmente novo e sem precedentes no período
histórico atual?
Em Forças do trabalho, lançado
pela Boitempo Editorial, alinham-se argumentos como se fossem determinantes
inquestionáveis: teria sido criado um mercado único de
trabalho mundial onde competiriam todos os trabalhadores; teria havido
uma hipermobilidade do capital, enfraquecendo a soberania dos Estados
e sua capacidade para garantir os direitos dos trabalhadores; teriam
ocorrido transformações na organização da
produção e do processo produtivo. Tudo levaria a um cenário
radical inédito no mundo do trabalho. Beverly Silver contra-argumenta,
mas a novidade radical do livro é uma leitura concreta dos dados
— o que já é uma contribuição única,
uma referência empírica que permite desfazer mitos e ficções
que não encontram fundamento na realidade concreta.
O livro percorre um roteiro de riqueza
inquestionável: inicia-se pela análise das manifestações
dos trabalhadores e da mobilidade do capital em escala mundial, na principal
indústria do século 20 — a indústria automobilística.
Em seguida, baseada no conceito de soluções espaciais
de David Harvey, apresenta-se a tese de que o sucessivo deslocamento
geográfico do capital constitui uma tentativa de solução
espacial para crises de lucratividade e controle, que apenas adia as
crises no tempo e no espaço.
A autora apresenta o conceito de solução
de produto, em que os capitalistas tentam aumentar os lucros e o controle
não apenas se deslocando para novos locais ou transformando o
processo de trabalho, mas também se deslocando para novos setores
e linhas de produto menos sujeitas à competição
intensa e a outros obstáculos. São enfocadas as dinâmicas
de três ciclos de macroprodutos: a indústria têxtil
mundial, a automobilística e os setores emergentes no final do
século 20 e começo do 21, como representativos de períodos
diferentes do processo de acumulação do capital.
Os enfoques estão centrados na
relação capital/trabalho em relação à
reestruturação espacial e tecnológica dos processos
de acumulação de capital. Em seguida se amplia o enfoque,
com a defesa da tese de que a trajetória das manifestações
operárias e da reestruturação capitalista está
profundamente assentada na dinâmica da formação
dos Estados, do conflito entre eles e da guerra em escala mundial. Constata-se
uma forte correlação entre mobilizações
operárias e guerras mundiais. Um dos capítulos do livro
analisa as manifestações dos trabalhadores colocando no
seu centro a política internacional, desembocando em uma eventual
solução — a financeira, em que o capital não
apenas se desloca geograficamente, mas também de um setor a outro,
como busca de solução da crise de superacumulação.
Como conclusão, Beverly Silver
retoma cada uma de suas teses, reforçando as hipóteses
iniciais, articulando-as entre si e buscando tirar conseqüências
delas. Sua primeira tese central é a de que o deslocamento geográfico
da produção tende a criar e fortalecer novas classes trabalhadoras.
Ela acredita assim que o debilitamento da capacidade de negociação
no centro seria compensado pelo fortalecimento da classe trabalhadora
em eixos da periferia do sistema capitalista. Seria necessário
buscar explicações alternativas para a crise global do
trabalho e dos movimentos dos trabalhadores no mundo contemporâneo.
Nunca como agora tanta gente vive do
seu trabalho e tão poucos do capital. Aqueles, entretanto, vivem
em condições de grande heterogeneidade, submetidos a condições
precárias e com poucas possibilidades de organizar-se e, assim,
adquirir consciência coletiva e socializar-se. O livro de Beverly
Silver é o melhor material para quem deseja compreender as novas
relações de trabalho no mundo, para quem não se
deixa levar pelas mitologias do “fim do trabalho” e outras,
que não resiste aos argumentos e aos dados contidos neste livro
— essencial, tanto quanto desconcertante, pelos problemas que
nos coloca.
FORÇAS DO TRABALHO —
MOVIMENTOS SINDICAIS E GLOBALIZAÇÃO DESDE 1870
Autora: Beverly Silver
Editora: Boitempo Editorial
Páginas: 240
Preço: R$ 38
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Força Sindical, 18 de abril de 2006
Trabalhadores informais são 56%
da população economicamente ativa da Venezuela
A Força Sindical recebeu hoje (dia 17 de abril) a visita de Yolanda
Wundheiler, secretária-geral da Associação Sindical
dos Trabalhadores Informais de Caracas e Estado Miranda, da Venezuela.
Yolanda disse que veio ao Brasil para troca de experiências na
organização desses trabalhadores. Na Venezuela são
6 milhões nesta situação, o que significa 56% da
população economicamente ativa. Yolanda explicou que em
seu país, pela lei, os informais são reconhecidos como
trabalhadores e pagam o equivalente a R$ 25,00 a cada três meses.
No entanto, não têm direitos a seguridade social, nem são
incluídos na política habitacional.
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Folha de São Paulo,
18 de abril de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Pedido partiu dos tucanos, mas pode ser inócuo porque já
foi entregue quase toda a edição de 1,5 milhão
de exemplares com ataques a Alckmin
TSE suspende jornal da CUT que ataca PSDB
CHICO DE GÓIS
DA REPORTAGEM LOCAL
O ministro Marcelo Ribeiro, do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), concedeu ontem liminar ao PSDB na qual suspende
a distribuição da edição março/abril
do "Jornal CUT [Central Única dos Trabalhadores] São
Paulo". Sob o mote de um balanço dos 12 anos do partido
à frente do governo do Estado, critica o pré-candidato
tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, e faz uma comparação
entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio
Lula da Silva. A medida, porém, deve ser inócua. A tiragem
de 1,5 milhão de exemplares já foi praticamente toda distribuída
em um único dia. A CUT de São Paulo disse que irá
acatar a medida do TSE, mas que também recorrerá.
"Fico preocupado com a ação
do PSDB, que quer censurar o nosso material", disse o presidente
regional da entidade, Edílson de Paula. "Esta prática
revela o uso ilegal de recursos do trabalhador por um braço do
PT com fins eleitoreiros", afirmou o presidente do PSDB de São
Paulo, Sidney Beraldo. "Sai Alckmin, fica a violência, a
miséria, o desemprego, as filas nos hospitais, a superlotação
nas salas de aula e 65 CPIs engavetadas" é o título
do jornal da CUT. O periódico, de quatro páginas, foi
impresso na gráfica do Sindicato dos Metalúrgicos a um
custo "de R$ 70 a R$ 80 mil", segundo Edilson de Paula.
Ainda na capa, há outras duas
chamadas. "Vermelho: dívida do Estado chega a R$ 139 bi"
e "Negócios secretos: a outra face do PSDB". A CUT
e a Força Sindical, as maiores centrais sindicais do país,
recebem recursos federais para qualificação profissional
e atendimento a desempregados. O presidente Lula foi um dos fundadores
da CUT. Edílson de Paula disse à Folha que o jornal foi
distribuído nas estações de trens, metrôs,
portas de fábricas e nas sedes de sindicatos filiados à
central no dia 31 de março, data em que Alckmin deixou o governo
para poder concorrer à Presidência. Normalmente, o jornal
da entidade, de circulação mensal, tem uma tiragem de
30 mil exemplares. Porém, como tinha o objetivo ser distribuído
como forma de manifestação contra problemas do Estado,
a tiragem aumentou para 1,5 milhão, como declarou o presidente
da CUT São Paulo.
"O jornal não tem caráter
político-partidário", defende Edílson de Paula.
"Apenas divulgamos o que a imprensa vem noticiando há tempo."
Ele afirmou que a entidade costuma fazer um balanço dos governos
em época de eleições e que tem por hábito
criticar e informar o trabalhador sobre fatos que lhe digam respeito.
No entanto, o mensalão e a cassação dos deputados
envolvidos com o esquema do publicitário Marcos Valério
de Souza não mereceram tanto destaque da central. O presidente
da CUT de São Paulo disse que a entidade se manifestou "pela
apuração dos fatos", mas não pediu a cassação
de ninguém. Até agora, oito deputados se livraram da perda
do mandato em plenário, entre eles três petistas. Só
três foram cassados. Quatro renunciaram e outros quatro ainda
serão julgados.
Textos
No texto "Alckmin deixa Estado
mais pobre e endividado", a CUT usa dados até 2002 para
"demonstrar" que o Estado de São Paulo "ficou
mais pobre". Acontece que Alckmin tomou posse como governador eleito
em 2003, mesmo ano que Lula. Em quase todas as reportagens, o informativo
procura vincular Fernando Henrique Cardoso a Geraldo Alckmin, como o
PT pretende fazer durante a campanha eleitoral. O periódico questiona
as privatizações realizadas durante o governo do tucano
e afirma que o governo federal "não vendeu nenhuma empresa"
nos três anos em que Lula está no poder.
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Matéria regional para conhecimento
JORNAL GAZETA DO POVO, 18 de abril de 2006
| Política
SALÁRIO
Fiep abre debate sobre mínimo regional
Albari Rosa/Gazeta do Povo
Pressão: governo faz campanha nas ruas de Curitiba para aprovação
do mínimo estadual.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, prevê que a
criação de um salário mínimo regional no
Paraná vai provocar um “efeito perverso” sobre quem
seria beneficiado pela medida, que é a classe trabalhadora. O
alerta foi feito ontem durante a sessão da Assembléia
Legislativa que abriu os debates sobre o projeto do governo que será
votado pelos deputados no mês de maio.
O início das discussões
sobre a criação do teto estadual coincidiu com o lançamento
de uma campanha a favor do mínimo regional. O governo do estado
colocou peças publicitárias nas ruas de Curitiba, pedindo
urgência na aprovação do salário de R$ 437.
Na avaliação da Fiep, porém, o aumento deve provocar
um efeito cascata, repercutindo em todas as classes trabalhadoras e
onerando as empresas que não terão como suportar a elevação
em suas planilhas de custos. Segundo Rocha Loures, a mudança
pode agravar ainda mais a situação de perda de produtividade
do setor industrial, que vem sofrendo com a política de juros
altos, desvalorização do câmbio e tributação
excessiva.
Os governistas discordaram da avaliação
do presidente da Fiep. Para o deputado Mauro Moraes (PMDB), que apresentou
ao governo a proposta de criação do mínimo no ano
passado, os argumentos são improcedentes. Segundo ele, o Rio
Grande do Sul e o Rio de Janeiro, que já adotaram um piso regional,
não tiveram que enfrentar o desemprego nem a informalidade. “Se
o trabalhador ganha mais, gasta mais, e o comércio e a indústria
só podem ser beneficiados”, afirmou Moraes.
O líder da bancada do PT,
Ângelo Vanhoni, também rebateu Rocha Loures. “O Brasil
é o maior concentrador de renda no mundo, não podemos
nos calar diante desta situação”, disse.
Kátia Chagas
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Matéria regional para conhecimento
O ESTADO DO PARANÁ, 18 de abril de 2006
Entidades opinam sobre salário
mínimo
Redação/O Estado do Paraná
Foto: João de Noronha/O Estado
Rocha Loures diz que é preciso melhorar a qualidade dos serviços
públicos.
O presidente da Federação das Industrias do Paraná
(Fiep), Rodrigo Rocha Loures, foi o primeiro a participar da série
de audiências públicas que o presidente da Assembléia
Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), programou para discussão
da proposta de criação de um salário mínimo
regional no valor de R$ 437, conforme mensagem encaminhada aos deputados
pelo governador Roberto Requião (PMDB). As discussões
devem durar até o fim do mês.
Brandão não está com pressa para votar o piso salarial,
pois pretende fazer um amplo debate com a sociedade. O presidente da
Fiep manifestou posição contrária à proposta
do governador. Hoje será a vez da Força Sindical, que
prometeu rebater os argumentos da Fiep e, amanhã, a Federação
dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep).
O mínimo proposto pelo governador Roberto Requião é
de R$ 437, ao invés de R$ 350, valor instituído pelo governo
federal.
O representante da Fiep defende a livre negociação entre
empresas e trabalhadores para a definição de salários.
Segundo Loures, há um relacionamento suficientemente maduro nas
relações entre trabalho e capital que possibilitam a construção
de valores salariais para o bom funcionamento das atividades produtivas.
Entretanto, diz ele, os pisos de remuneração devem levar
em conta as repercussões sobre a competitividade das empresas
e as finanças públicas.
Loures afirma que em recente estudo realizado pelo Departamento Econômico
da Fiep, foi identificado que o mínimo regional poderá
implicar em aumento de desemprego e informalidade. Além disso,
diz ele, o estudo percebeu um aumento substancial nos custos das empresas,
em conseqüência do acréscimo da folha de pagamento,
incremento proporcional de encargos sociais, entre outras atribuições
trabalhistas.
Para o representante da Fiep, a melhoria dos salários deve se
dar pela melhora na qualidade dos serviços públicos. Segundo
Loures, o aumento dos juros e da carga tributária para sustentar
o financiamento do setor público impediu a melhoria da remuneração
dos trabalhadores.
Em relação à posição do presidente
da Federação, o líder do governo na Assembléia,
Dobrandino da Silva, disse que isso é assim mesmo. "Se estivesse
todo mundo de um lado só, não precisaria ser aprovado.
A Fiep tem a posição dela, vamos ouvir a opinião
de outros segmentos, como disse, para tomar uma decisão sobre
isso." Na próxima semana estarão sendo ouvidas a
CUT, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná
(Faep) e a Organização das Cooperativas do Paraná
(Ocepar).
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Matéria regional para conhecimento
FOLHA DE LONDRINA, 18 de abril de 2006
Fiep teme desemprego com mínimo
regional
Federação das Indústrias
se posiciona oficialmente contra o salário mínimo regional
de R$ 437 proposto pelo governo
Curitiba - As discussões em torno
do salário mínimo regional de R$ 437, proposto pelo governo
do Estado no início do ano, começaram ontem na Assembléia
Legislativa. O presidente da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, afirmou ontem
no plenário que a implantação do novo salário
mínimo pode acarretar em desemprego e aumento da informalidade.
O presidente da Fiep argumentou também que já existe um
relacionamento maduro nas relações entre o capital e o
trabalho no Paraná que indicam que é possível construir
valores salariais de equilíbrio para o bom funcionamento das
atividades produtivas no Estado.
‘‘A colocação
de uma medida dessa natureza tem que ser acompanhada por discussões
políticas. Tem que respeitar as peculiaridades de cada setor’’,
afirmou o presidente da Fiep. Segundo Rocha Loures, dos 94 sindicatos
patronais ligados à Federação, 74 têm piso
salarial inferior ao salário mínimo regional proposto
pelo governo do Estado. Rocha Loures disse ainda que as indústrias
do Paraná dificilmente vão suportar este aumento que vai
subir o valor da folha de pagamento principlamente porque vai elevar
toda a grade salarial das empresas e não só a remuneração
de quem ganha abaixo de R$ 437 e também acarretará ‘‘num
incremento proporcional de encargos sociais’’.
O presidente da Fiep usou o setor alimentício
para exemplificar os problemas que o salário mínimo regional
pode trazer. Segundo ele, a indústria paranaense de alimentos
tem um piso salarial médio de R$ 379. Com a medida, o setor teria
que arcar com aumento médio de 13,8% no valor nominal dos salários.
E, junto a tudo isso, explicou Rocha Loures, o segmento, que corresponde
por um terço do faturamento e abriga 50% dos empregados no parque
industrial do Estado, apresentou redução de 25,1% em sua
produtividade entre 2001 e 2005. ‘‘Em contrapartida, no
mesmo período os trabalhadores do ramo tiveram ganho real de
4,7% na remuneração’’, afirmou.
Além da baixa produtividade,
Rocha Loures afirmou ainda que a carga tributária brasileira
não ajuda o empresário a progredir. ‘‘O Paraná
possui iniciativas importantes na redução da carga tributária.
Mas por outro lado o Estado está inserido na economia nacional.
E os ganhos tributários que nós temos no Paraná
são consumidos pela tributação nacional. O governo
federal só aumenta a carga tributária e o câmbio
também está desvalorizado’’, reclamou.
Por fim o presidente da Fiep afirmou
que a alta salarial pode causar um ‘‘efeito perverso’’,
já que pode haver o repasse dos recursos financeiros para o preço
final do produto. ‘‘O aumento dos preços dos bens
e serviços (imposto inflacionário), em última instância,
irá afetar exatamente os que em princípio deveriam ser
os beneficiários do aumento do piso salarial’’, afirmou.
‘‘A Fiep entende que existem outras formas de promover ganhos
de renda à população, como a melhoria da qualidade
dos serviços públicos, uma vez que o quadro atual impõe
às empresas e trabalhadores a contratação de serviços
de saúde, educação e segurança’’,
argumentou.
Depois da explanação,
alguns deputados questionaram Rocha Loures. O deputado Natálio
Stica (PT) afirmou que os empresários ‘‘precisam
parar com a política fácil de repassar tudo e achar outras
saídas’’. Os deputados peemedebistas Rafael Greca
e Elza Correa defenderam o novo mínimo. O deputado Ademar Traiano
(PSDB) argumentou que, como empresário, está vendo prejuízos,
corroborando a tese do presidente da Fiep. Já o deputado Nelson
Justus (PFL) afirmou que antes de votar a questão é preciso
um maior embasamento com números.
Andréa Bordinhão
Equipe da Folha
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Matéria regional para conhecimento
JORNAL DO ESTADO, 18 de abril de 2006
Fiep defende livre negociação
do salário mínimo
O presidente da Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, vai defender a livre
negociação entre empresas e trabalhadores para a definicação
de salários durante audiência com deputados estaduais marcada
para segunda-feira (17/04) na Assembléia Legislativa. O encontro
foi agendado para debater o projeto de lei 002/06 que estabelece um
salário mínimo regional de R$ 437, valor que representa
um aumento de 46% sobre o piso nacional de R$ 300.
Segundo Rocha Loures, existe um relacionamento suficientemente maduro
nas relações entre trabalho e capital no Paraná,
construído ao longo de décadas, que indicam que é
possível estabelecer valores salariais de equilíbrio para
o bom funcionamento das atividades produtivas no Estado. O presidente
da Fiep lembra que a discussão sobre pisos de remuneração
deve levar em conta as repercussões sobre a competitividade das
empresas e as finanças públicas.
Loures vai apresentar um estudo realizado pelo Departamento Economico
da Fiep que aponta que além de provocar demissão e incentivar
a informalidade em ramos produtivos menos estruturados, o salário
mínimo regional, se aprovado, vai gerar aumento substancial dos
custos das empresas em consequência do acréscimo da folha
de pagamento; incremento proporcional de encargos sociais (diretos e
indiretos – férias, adicionais, horas extras); e ativação
do gatilho de elevação da grade salarial de todas as funções
laborais acima do novo piso.
Para exemplificar a situação, Rocha Loures vai apresentar
números da indústria paranaense de alimentos, que pratica
um piso médio de R$ 379. O setor terá que arcar com um
acréscimo de 13,8% no valor nominal dos salários de seus
trabalhadores. O segmento, que responde por um terço do faturamento
e abriga 50% dos empregados no parque industrial do Estado, não
vive um bom momento. Entre 2001 e 2005, apresentou uma redução
de 25,1% em sua produtividade. Em contrapartida, no mesmo período
os trabalhadores do ramo tiveram ganho real de 4,7% na remuneração.
Segundo o estudo dos economistas da Fiep, aumentos reais de salário,
acima da inflação, não se sustentam por decreto
porque dependem das circunstâncias da atividade econômica.
“É importante que o reajuste do piso se baseie em critérios
que levem em conta o desempenho das diferentes e heterogêneas
atividades de produção de bens e serviços postos
à disposição da sociedade. Reajustes maiores podem
ser concedidos desde que haja, em contrapartida, aumento de produtividade.
Sem isso, é inviável sustentear aumentos reais de remuneração
dos trabalhadores”, destaca o trabalho.
Efeito perverso - A entidade alerta que pode ocorrer um efeito perverso
com o estabelecimento de um piso salarial acima do suportado pelas empresas.
Trata-se do repasse dos custos financeiros para os preços. ”O
aumento de preços dos bens e serviços (imposto inflacionário),
em última instância, irá afetar exatamente os que
em princípio deveriam ser os beneficiários do aumento
do piso salarial que o PL 002/06 pretende estabelecer”, descreve
o relatório da Fiep.
O estudo mostra ainda que a definição de valor de piso
salarial fora da realidade daquele já negociado e ajustado em
convenções coletivas de trabalho é prejudicial
ao Estado. “Tenha-se presente também que, em sendo hostil
o ambiente econômico por pressão de custos inadministráveis
pelos próprios empreendimentos, estes tendem a se deslocar e
a se desenvolver em locais onde tais pressões não se pronunciem”,
alerta o texto.
A Fiep entende que existem outras formas de promover ganhos de renda
à população. Como exemplo, cita a melhoria da qualidade
dos serviços públicos, uma vez que o quadro atual impõe
às empresas e trabalhadores a contratação de serviços
de saúde, educação e segurança. Outra medida
necessária é tornar mais eficiente o gasto público.
A Federação considera que o aumento dos juros e da carga
tributária para sustentar o financiamento do setor público
nos últimos 10 anos impediu a melhoria da remuneração
dos trabalhadores.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 19
de abril de 2006 | Brasil
DISPUTA
Oposição vai ao STF
contra o uso de medidas provisórias
São Paulo – Os partidos de oposição ameaçam
questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) as medidas provisórias
publicadas pelo governo para liberar recursos do Orçamento. Na
semana passada, o governo editou uma MP destinando R$ 1,8 bilhão
para diversos ministérios e informou que publicaria uma outra
para liberar R$ 24 bilhões para empresas estatais.
O líder do PFL na Câmara,
deputado Rodrigo Maia (RJ), disse ontem que seu partido vai acionar
a Justiça para impedir que o governo federal libere por medida
provisória verbas do Orçamento de 2006.
Segundo ele, o PFL deverá
apresentar hoje ao Supremo uma ação direta de inconstitucionalidade
contra a MP que pretende liberar recursos do Orçamento deste
ano. O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no
Senado, também anunciou a intenção do partido fazer
o mesmo questionamento no STF. “Nem no tempo da ditadura os militares
ousaram tanto. Se isso não for contido, o governo não
vai mais precisar do Congresso para gastar a vontade”, disse.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 19
de abril de 2006 | Brasil
CRISE
Governo não pode parar,
diz Lula
São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
afirmou durante o programa “Café com o Presidente”
que a liberação de recursos através de medidas
provisórias é uma sinalização de que o governo
não ficará paralisado por causa do atraso na aprovação
do orçamento deste ano pelo Congresso Nacional.
“A gente deu um sinal agora de
que vai administrar o país, independentemente de qualquer coisa”,
disse o presidente. “Foi para isso que nós fomos eleitos,
por isso fizemos a medida provisória”, acrescentou.
Lula afirmou que a expectativa do governo
era de que o orçamento fosse aprovado na semana passada. Segundo
ele, já havia acordo sobre o repasse de recursos a estados e
municípios como compensação pelas perdas com a
isenção prevista na Lei Kandir, do pagamento de Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
das empresas exportadoras.
“Certamente, houve alguma
razão para o orçamento não ser votado. Mas vamos
ver se essa semana nós conseguimos votar e tocamos o barco, porque
o Brasil está em marcha, portanto, as coisas estão acontecendo
e nós precisamos que o orçamento seja aprovado”,
disse o presidente.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de abril de 2006 | Economia
Prestação da casa própria
subirá até 5,94% em maio
Segundo a Abecip, esse índice vale para
o mutuário com data-base para aumento salarial em março
e defasagem de 60 dias para repasse às prestações
Equipe AE
SÃO PAULO - Os contratos de financiamento
imobiliário vinculados ao Plano de Equivalência Salarial
por Categoria Profissional, nas modalidades plena e parcial, terão
reajuste de 5,94% em maio. A informação foi dada nesta
segunda-feira pela a Associação Brasileira das Entidades
de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), sob
orientação do Banco Central e da Caixa Econômica
Federal (CEF).
Segundo a entidade, esse índice
vale para o mutuário com data-base para aumento salarial em março
e defasagem de 60 dias para repasse às prestações.
Para aqueles com data-base em abril e
defasagem de 30 dias, o reajuste será de 5,88%. Conforme a entidade,
os porcentuais de reajuste incluem a variação do índice
de atualização do saldo devedor nos últimos 12
meses e o índice de produtividade de 3%, de acordo com o estabelecido
pela Resolução 1980 do Conselho Monetário Nacional
(CMN).
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de abril de 2006 | Economia
Serviços terceirizados empregam
1,5 milhão de pessoas
Segundo pesquisa da Febrac, em reais, o movimento
anual atinge R$20 bilhões
Equipe AE
SÃO PAULO - O setor de serviços
terceirizados fatura R$ 20 bilhões por ano e emprega 1,5 milhão
de trabalhadores com carteira assinada e demais direitos trabalhistas.
A constatação é da Federação Nacional
das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação
(Febrac), que fez uma pesquisa inédita com o setor, que emprega
faxineiros, porteiros, jardineiros, vigilantes, manobristas e office-boys,
entre outros profissionais.
De acordo com o levantamento, 11 mil
empreendimentos formais, dos quais 68% são referentes a micro
e pequenas empresas, compõem o setor. Os impostos federais recolhidos
anualmente pelo grupo atingem R$2,35 bilhões. A pesquisa também
apontou que 75% dessas companhias e 74% de seus empregados estão
na região Sul.
Outro ponto mencionado foi a movimentação
financeira do setor sobre outros segmentos, na compra de uniformes,
equipamentos e maquinário, telefonia e veículos. Como
exemplo, o consumo de produtos químicos é o de movimentação
mais expressiva, com R$530 milhões ao ano, seguido pelo consumo
de telefonia, com R$234 milhões ao ano.
Cenário animador
Na análise da Febrac, os números
revelados pela pesquisa mostram um cenário animador para o futuro,
pois cerca de 50% do mercado de limpeza institucional no setor privado
(que representa 40% do mercado total) já estão nas mãos
de terceiros, especialmente nas grandes empresas, como indústrias,
bancos, condomínios comerciais, escritórios diversos,
supermercados, shopping centers, terminais rodoviários e aeroportos.
Esta porcentagem é maior nos grandes centros e nas regiões
Sul e Sudeste.
No setor público, que representa
cerca de 60% do mercado de limpeza, o nível de terceirização
é bem maior, atingindo até 90%. Segundo a Febrac, praticamente
a única área ainda disponível, no âmbito
federal, estadual e municipal (das grandes cidades), é a da educação,
como escolas e universidades.
A entidade analisa que os segmentos consumidores
com maior potencial para crescimento da terceirização
são Pequenos e Médios Escritórios, Pequenas Empresas,
Hotéis, Hospitais, Instituições de Ensino, Indústrias
Alimentícias e Condomínios Residenciais.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de abril de 2006 | Economia
Sem reduzir gastos, crescimento real será
ilusão, diz jornal
João Caminoto
LONDRES - O jornal Financial Times, ao
comentar a ida ao Congresso nesta semana do ministro da Justiça.
Márcio Thomas Bastos, e outros recentes episódios da crise
política brasileira, observa que os investidores parecem continuar
não se preocupando com a situação no País.
"A maioria deles está convencida
de que o governo é um guardião da ortodoxia fiscal e que
a reeleição de Lula vai garantir mais da mesma coisa",
disse o jornal em sua edição online. "Outros têm
olhado suficientemente perto para notar a precariedade das finanças
públicas mas afirmam que a necessidade para ação
drástica é tão óbvia e urgente que não
existe o risco disso não acontecer. Seria útil eles terem
um conversa com o novo ministro da Fazenda, Guido Mantega."
O jornal financeiro observa que talvez
o governo esteja se mantendo silencioso sobre seus planos para cortar
os gastos para não assustar os eleitores. "Parece mais provável
que ele acredite em seu próprio lema, ou seja, que nenhum governo
nunca fez mais do que esse para colocar o Brasil no patamar do crescimento
sustentável", disse.
"Mas até que o governo pare
de jogar dinheiro fora em aposentadorias excessivamente generosas que
não têm condições de arcar e gaste ao invés
disso em educação, infra-estrutura e outros motores do
crescimento, o crescimento real vai continuar sendo uma ilusão."
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de abril de 2006 | Economia
Habitação e Transportes
seguram inflação semanal
Segundo a FGV, os grupos caíram de 0,29%
para 0,20% e de 1,25% para 0,66%, respectivamente. Já o indicador
passou de alta de 0,30% para 0,23%
Alessandra Saraiva
RIO - Os grupos de Habitação e Transportes foram os principais
responsáveis pela desaceleração da inflação
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S),
de 0,30% na semana encerrada em 15 de abril para 0,23% nos sete dias
encerrados em 7 de abril.
O dado, divulgado nesta segunda-feira
pela Fundação Getúlio Vargas, apontou um resultado
abaixo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela
Agência Estado, que esperavam algo entre 0,25% e 0,36%. O total
ficou abaixo da mediana das expectativas, que era de 0,31%.
Segundo a FGV, o grupo de Habitação
passou de 0,29% para 0,20%, enquanto os Transportes caíram de
1,25% para 0,66%. Também registraram desaceleração
de preços os setores de Saúde e Cuidados Pessoais, de
0,61% para 0,60%; e Educação, Leitura e Recreação,
que estava em queda de 0,09% e passou para deflação ainda
maior, de 0,24%.
Os outros três grupos estudados
pelo IPC-S, Alimentação, Vestuário e Despesas Diversas,
registraram aceleração de preços.
INFLAÇÃO
| Grupos
|
Semana
até
7 de abril (%) |
Semana
até
15 de abril (%) |
Variação
(ponto porcentual) |
Transportes
|
1,25 |
0,66 |
-0,59 |
Habitação |
0,29 |
0,20 |
-0,09 |
Saúde
e Cuidados Pessoais |
0,61 |
0,60 |
-0,01 |
Vestuário
|
0,56 |
1,01 |
0,45 |
Educação,
Leitura e Recreação |
-0,09 |
-0,24 |
0,15 |
Alimentação |
-0,21 |
-0,10 |
0,11 |
Despesas
Diversas |
0,38 |
0,43 |
0,05 |
Produtos
Por produtos, as altas mais expressivas
foram registradas em tomate, que ficou 22,65% mais caro no período;
o mamão papaya, que teve alta de 16,06%; e leite tipo longa vida,
com inflação de 3,57%.
As quedas mais acentuadas ficaram a cargo
da maçã nacional, com retração de 21,55%;
do frango em pedaços, que ainda sente os efeitos da gripe aviária,
com queda de 6,17%; e do abacaxi, que ficou 10,78% mais barato.
O IPC-S mede a inflação
para famílias com rendimentos entre 1 e 33 salários mínimos,
em São Paulo e no Rio de Janeiro.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de abril de 2006 | Economia
Bancos não funcionam na próxima
sexta-feira
Tributos que não estejam com a data ajustada
pelo calendário de feriados deverão ser pagos na quinta-feira
Milton F.da Rocha Filho
SÃO PAULO - Os bancos não
abrirão na próxima sexta-feira, feriado de Tiradentes,
segundo divulgou, nesta segunda-feira a Federação Brasileira
de Bancos (Febraban).
A entidade ressaltou que, quem tiver
contas de consumo, tais como água, luz, telefone e TV a cabo,
com vencimento datado para o dia 21, poderá efetuar os pagamentos
no próximo dia 24, sem pagamento de multa.
Já os tributos que não
estejam com a data ajustada pelo calendário de feriados (federais,
estaduais e municipais) deverão ser pagos na quinta-feira.
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INFOMONEY.com, 18 de abril
de 2006 | Orçamento
Previdência Social: confira reajustes
de quem ganha mais de um salário mínimo
SÃO PAULO - A Previdência
Social definiu, no último dia 7 de abril, que o índice
de reajuste dos benefícios de valores acima de um salário
mínimo será de até 5%, dependendo da data de início
da concessão.
Programada para entrar em vigor já
no próximo pagamento, no mês de maio, a elevação
das aposentadorias e pensões cujas quantias ultrapassem um salário
mínimo terá índice máximo de correção
para pessoas seguradas desde maio de 2005 ou em data anterior a esta.
A partir deste período, o índice
cai à medida que o tempo de concessão do benefício
diminui. Por exemplo: o reajuste para quem se aposentou em junho do
ano passado será de 4,27%, já para quem começou
a ganhar o benefício em dezembro de 2005, a alteração
ficará em 3,040%.
Veja a tabela completa logo abaixo.
| Data
de Início do Benefício Reajuste |
(%) |
Até
maio de 2005 |
5,0 |
Em
junho de 2005 |
4,270 |
Em
julho de 2005 |
4,385 |
Em
agosto de 2005 |
4,354 |
Em
setembro de 2005 |
4,354 |
Em
outubro de 2005 |
4,198 |
Em
novembro de 2005 |
3,597 |
Em
dezembro de 2005 |
3,040 |
Em
janeiro de 2006 |
2,630 |
Em
fevereiro de 2006 |
2,241 |
Em
março de 2006 |
2,007 |
Não houve ganho real
Ao contrário do que divulgou o
Ministro da Previdência, o reajuste não garante ao aposentado
um ganho real de 1,7%. Mesmo o reajuste máximo de 5% fica abaixo
da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) para o período entre abril do ano
passado e março de 2006. Nesse período a inflação
do IPCA foi de 5,32%.
O IPCA é o índice usado
pelo governo na definição das metas de inflação
e considerado o indicador oficial de inflação. Com os
novos valores, o teto dos benefícios previdenciários passa
para R$ 2.801,56. Vale notar que o calendário de pagamento é
definido de acordo com o número do benefício do segurado.
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COMISSÃO
ORGANIZADORA PRÓ-FUNDAÇÃO DA NOVA CENTRAL
SINDICAL DE TRABALHADORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO EDITAL DE CONVOCAÇÃO,
Pelo presente, estamos convocando todos os dirigentes Sindicais
do Estado de Pernambuco, para Assembléia Geral Extraordinária,
a ser realizada no Recife Plaza Hotel, situado na Avenida Boa
Viagem, nº 09 - Pina, neta Capital, no dia 05 de maio de
2006, às 14:00 horas, em primeira convocação,
ou às 15:00, em segunda convocação para tratar
da seguinte Ordem do Dia; 1) Leitura, discussão e aprovação
do Edital de Convocação; 2) Declarar Constituída
a Nova Central Sindical de Trabalhadores; 3) Aprovação
do Estatuto da Entidade; 4) Eleição dos membros
da primeira Diretoria e do Conselho Fiscal, com mandato de quatro
anos, contando da data da posse; 5) Posse dos membros da Diretoria
e do Conselho Fiscal e 6) Autorizar a Diretoria eleita a tomar
todas as medidas necessárias para completar a regularização
da Entidade. As deliberações serão tomadas
por maioria de votos dos presentes. Recife / PE, 06 de abril de
2006. ISRAEL FERREIRA DE TORRES. |
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PUBLICAÇÃO
D.O.U

SECRETARIA
DE RELAÇÕES DO TRABALHO
DESPACHOS DO SECRETÁRIO
Em
10 de abril de 2006
Pedido de Alteração Estatutária
O
Senhor Secretário de Relações do Trabalho, no uso
de suas atribuições legais, considerando o preenchimento
dos requisitos para a publicação do pedido de registro
de alteração estatutária, previstos na Portaria
nº. 343, de 04 de Maio de 2000 e alterações posteriores,
dá ciência do requerido pela(s) entidade(s) abaixo mencionada(s),
ficando aberto o prazo de 30 (trinta dias), para que as partes interessadas
possam se manifestar nos termos do artigo 5º da Portaria nº.
343/2000. As impugnações deverão ser feitas mediante
requerimento e entregues no Protocolo Geral do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), instruído com os seguintes documentos:
a)
comprovante de registro do impugnante no MTE;
b)
comprovante de depósito original no valor de R$ 83,77 (oitenta
e três reais e setenta e sete centavos). O recolhimento do valor
deverá ser realizado por meio de GRU (Guia de Recolhimento da
União), código de recolhimento: 68888-6; UG/Gestão:
380918/00001 a ser preenchido por meio da INTERNET nos endereços
Eletrônicos: www.stn.fazenda.gov.br ou www.bb.gov.br (decreto
nº. 4950 de 09/01/2004). Não aceitamos cópia mesmo
autenticada.
Processo
46000.013236/2004-49
ENTIDADE
SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE SERRARIAS, CARPINTARIAS, TANOARIAS,
MADEIRAS COMPENSADAS E LAMINADAS NO ESTADO DO CEARÁ - SINDSERRARIAS
Abrangência
Estadual
Base
Territorial Ceará
Categoria
Econômica das indústrias dedicadas às atividades
de serrarias, carpintarias, tanoarias e produção de madeiras
compensadas e laminadas.

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