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Depacom,
20 de abril de 2006
Diretoria da FTI Mato Grosso toma posse

Ronei
de Lima, presidente da FTIEMT e suplente da diretoria executiva do DEPACOM
Toma posse no próximo dia 25 de abril, a diretoria da Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado do Mato Grosso, presidida
pelo companheiro Ronei de Lima. O DEPACOM parabeniza a diretoria e seus
sindicatos filiados.
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Depacom, 20 de abril de 2006
Eleições em Santa Catarina

Altamiro
Perdoná, presidente da FETICOM/SC e do Depacom e Secretário
Regional da CNTI.
No próximo dia 24 de abril, serão realizadas eleições
na Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Santa Catarina,
cujo encabeçador da chapa é o companheiro Altamiro Perdoná.
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Agência Câmara,
20 de abril de 2006
Dedução de trabalhador doméstico
no IR poderá ser ampliada
A Câmara poderá ampliar a dedução a que o
empregador terá direito no Imposto de Renda da Pessoa Física
(IRPF) sobre o valor da contribuição paga à Previdência
Social do trabalhador doméstico. É o que a relatora da
Medida Provisória 284/06, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), está
negociando com setores do governo.
Nesta terça-feira, ela discutiu
com a secretária especial de Políticas para as Mulheres,
ministra Nilcéia Freire, propostas de ampliação
do número de empregados por declaração, de inclusão
do 13º salário no cálculo, de desconto adicional
para trabalhador deficiente e para os empregadores que depositam FGTS.
Mudança nos prazos
Rosado também quer que o benefício
seja calculado desde janeiro, e não a partir de abril como está
previsto na MP, e a supressão ou ampliação do prazo
de validade do desconto, que está previsto para vigorar até
2012. Segundo a relatora, a ministra concorda com esses dois últimos
pontos.
A medida provisória, editada no
dia 6 de março, prevê o desconto de 12% da contribuição
calculada sobre até um salário mínimo mensal, limitado
a um empregado doméstico por declaração. De acordo
com o texto, o abatimento valerá para a declaração
de 2007, ano calendário 2006, e só para as contribuições
pagas a partir de abril. A dedução vai vigorar até
o exercício de 2012, ano calendário 2011, e sua continuidade
estará sujeita a uma avaliação sobre o seu impacto
para as contas públicas.
Responsabilidade Fiscal
Para fins de cumprimento da Lei de Responsabilidade
Fiscal, o governo federal considerou um cenário que prevê
a formalização de 50% dos empregados domésticos.
Esse percentual atingiria 80% em 2007 e 2008. No conjunto dos três
anos, o impacto estimado sobre a receita da União (acréscimo
na arrecadação da Previdência menos redução
do Imposto de Renda) seria positivo em R$ 23 milhões. Segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
apenas 26% dos cerca de oito milhões de empregados domésticos
no País têm carteira assinada.
Foram apresentadas 103 emendas
à MP, a maioria ampliando o benefício. A deputada não
quis antecipar se vai incluir todos os pontos debatidos com a ministra
no relatório que apresentará na semana que vem, mas admitiu
que pretende propor alterações. A medida provisória
passa a trancar a pauta do plenário a partir desta quinta-feira
(20), mas só pode ser votada depois que forem apreciadas outras
quatro MPs com prazo vencido.
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Nova Central, 20 de abril
de 2006
Abono de natureza indenizatória
instituído por acordo coletivo não integra salário
O abono salarial instituído por acordo coletivo de trabalho,
pago em parcela única, e cuja cláusula especifica sua
natureza indenizatória, não pode ser integrado ao salário
ou provento. Sob esse entendimento, manifestado pelo ministro João
Oreste Dalazen (relator), a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
deferiu recurso de revista ao Banco da Amazônia S/A (BASA). A
decisão do TST isenta a instituição financeira
da incorporação do abono à complementação
de aposentadoria de um grupo de inativos.
O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª
Região (com jurisdição no Pará) havia determinado
a incorporação do abono, por entendê-lo como parcela
de natureza salarial. “A parcela de abono, por definição
da própria lei, artigo 457, § 1º, da CLT, é
salário e, como tal, uma vez concedida aos empregados em atividade
do BASA, deve ser estendida aos aposentados. O fato de haver sido paga
uma única vez aos referidos empregados não desfigura sua
natureza salarial”, registrou a decisão do TRT.
O BASA argumentou em recurso de revista
a inviabilidade do pagamento da parcela de forma integrada aos proventos
dos aposentados. Argumentou que o abono teve sua concessão prevista
em acordo coletivo, que ressaltou a natureza indenizatória desse
pagamento. Não poderia o TRT, segundo o banco, sobrepor a regra
da CLT ao acerto entre patrão e empregados, cuja validade é
assegurada pela Constituição Federal (artigo 7º,
XXVI, CF).
O ministro Dalazen reconheceu, em seu
voto, que o artigo 457, parágrafo 1º, da CLT caracteriza
o abono como uma parcela de natureza salarial. “Todavia, não
é a denominação que determina sua natureza jurídica,
mas as características da parcela”, observou o relator
do recurso.
No caso concreto, o ministro explicou
que, apesar de denominada abono, a vantagem paga pelo BASA, conforme
a previsão da norma coletiva, teve natureza indenizatória,
pois concedida em pagamento único. Um entendimento contrário,
segundo o relator, levaria à inobservância do acordo coletivo,
em violação ao texto constitucional.
A eventualidade do pagamento do
abono, expressa na forma em que prevista sua quitação,
impede sua incorporação. “A natureza salarial de
uma parcela supõe periodicidade, uniformidade e habitualidade
no pagamento do referido título”, concluiu o ministro Dalazen
ao determinar a reforma da decisão regional.(RR 1313/2002-011-08-00.5)
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Força Sindical, 20
de abril de 2006
Reconhecimento das centrais sindicais está
entre as medidas a serem anunciadas dia 1.º
Bondades chegam a sindicatos
Por Vânia Cristino
Depois de agradar trabalhadores e aposentados
com o aumento de salário mínimo, a correção
da tabela do Imposto de Renda e antecipação do pagamento
do 13º salário, o governo prepara um pacote para o movimento
sindical. O Ministério do Trabalho estuda várias medidas
que serão anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva nas comemorações do 1º de maio, entre elas
o reconhecimento das centrais sindicais e a criação do
Conselho Nacional das Relações de Trabalho, organismo
tripartite semelhante ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Essas medidas já estavam previstas
na proposta da reforma sindical enviada ao Congresso, que não
avançou por falta de acordo político. O governo pretende
agora pinçar alguns pontos da proposta (que tem como base uma
emenda constitucional), e viabilizá-los por projeto de lei ou
medida provisória.
Resultado de discussões ocorridas
no Fórum Nacional do Trabalho, a reforma sindical não
avançou por falta de consenso sobre pontos como a representação
sindical nos locais de trabalho, que sofreu forte oposição
dos empresários. Os patrões preferiram, desde o início,
avançar na reforma trabalhista, que acabou nem saindo do papel.
Os trabalhadores lutaram pela reforma sindical mas, divididos entre
as várias correntes, muitos ficaram contra o fim da unicidade
sindical (um único sindicato por base territorial) e do imposto
compulsório, cobrado de todo trabalhador, sindicalizado ou não.
Segundo um técnico, o governo
tem duas motivações fortes para anunciar as medidas. Primeiro
para cumprir a promessa do presidente e, depois, porque a data 1º
de maio é emblemática. "Como já saiu o reajuste
e a antecipação do pagamento do mínimo, é
preciso fazer alguma coisa para não deixar o Dia do Trabalho
passar em branco", explicou.
Segundo o Ministério do
Trabalho o pacote ainda não foi fechado. Outra proposta que pode
sair é a que regulamenta o trabalho aos domingos, resposta que
os trabalhadores esperam há meses. Eles querem que uma lei federal
dê as diretrizes sobre o assunto. Atualmente a legislação
é municipal ou o regulamento se dá por um simples acordo
entre sindicatos de empregados e de patrões.
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Folha de São Paulo,
20 de abril de 2006
ESCÂNDALO DO MENSALÃO/HORA DA IMPUNIDADE
Nono deputado acusado de envolvimento com o esquema de Marcos Valério
é absolvido
Com 80 faltosos, Câmara deixa de
cassar Mentor por 16 votos
RANIER BRAGON, FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Câmara absolveu na noite de ontem
o nono deputado acusado de envolvimento no escândalo do mensalão.
Faltaram apenas 16 votos para atingir o mínimo necessário,
de 257, para a cassação do petista José Mentor
(SP).
Foram 175 votos pela absolvição e 241 pela perda do mandato.
Houve ainda 8 abstenções, 6 cédulas em branco e
2 votos nulos. Foi o segundo menor quórum até agora em
votações do gênero: somente 432 parlamentares compareceram
à sessão, reflexo de uma semana espremida entre os feriados
de Páscoa e Tiradentes. A absolvição de João
Magno (PT-MG) registrou 426 presenças.
Mentor recebeu R$ 120 mil da empresa
2S Participações, de propriedade do publicitário
Marcos Valério de Souza. O petista disse, em sua defesa, que
os recursos foram produto de um trabalho de consultoria de seu escritório
de advocacia para um dos sócios de Valério, Rogério
Tolentino. O placar do mensalão continua tendo três cassações:
Roberto Jefferson (PTB), autor das denúncias, José Dirceu
(PT), acusado de chefiar o esquema, e Pedro Corrêa (PE), presidente
nacional do PP.
Mentor era o último deputado ligado
à cúpula que administrava o PT a ser julgado. O grupo
que gravita em torno de José Dirceu inclui ainda os deputados
petistas João Paulo (SP) e Professor Luizinho (SP), ambos absolvidos,
e Paulo Rocha (PA), que renunciou ao lado de outros três parlamentares
para escapar da punição. Dos 19 deputados acusados de
envolvimento com o escândalo, ainda faltam três para serem
julgados pelo plenário: Josias Gomes (PT-BA), Vadão Gomes
(PP-SP) e José Janene, ex-líder do PP (PR).
Momentos antes da votação,
o relator do processo no Conselho de Ética, Nelson Trad (PMDB-MS),
que pediu a cassação de Mentor, reafirmou na tribuna acreditar
que o petista recebeu os R$ 120 mil como pagamento pelo fato de ter
deixado de aprofundar, a pedido de Valério, investigações
contra o Banco Rural na CPI do Banestado, da qual foi relator. "Estou
hoje para manifestar este voto vencedor e dizer, de forma clara, que
me convenci, na realidade, da responsabilidade, desgraçadamente,
devo dizer, do parlamentar José Mentor", afirmou Trad, que
acrescentou: "Criminalmente, o deputado José Mentor não
praticou ato nenhum, mas, eticamente, dentro do conceito de ética
parlamentar, descuidou-se na ocasião em que participava da relatoria
do Banestado. Desgraçadamente, aceitou patrocínio de uma
ação de uma empresa do Marcos Valério, recebendo
R$ 120 mil", disse Trad.
Mentor subiu em seguida à tribuna
e afirmou que em nenhum momento o serviço a Tolentino influenciou
na sua atuação na CPI. "Não cometi ação
indecorosa de nenhum tipo, não abusei de prerrogativas, não
criei obstáculos legislativos, não omiti informações
relevantes e não recebi vantagem indevida." O petista citou
ainda o fato de não ter sido denunciado pelo Ministério
Público Federal na primeira leva de envolvidos no escândalo
do mensalão. "Isto, para mim, comprova cabal e definitivamente
que, na representação, não há prova contra
o deputado José Mentor. Senão, evidentemente, o relator
estaria aqui a elencá-las. Agora, todos sabemos que não
é possível culpar alguém por osmose", declarou.
Uma outra polêmica foi registrada
na sessão de ontem: 14 deputados do Psol e do PV mostraram seus
votos antes de os depositarem na urna como forma de protesto pelo fato
de a Constituição determinar que sejam secretas votações
de perda de mandato. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do
B-SP), alertou que essa atitude abre a possibilidade de que a sessão
possa ser anulada se for questionada judicialmente.
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Folha de São Paulo,
20 de abril de 2006
ESCÂNDALO DO MENSALÃO/O PRESIDENTE
Oposição adere, mas teme esvaziamento da CPI dos Bingos;
para governistas, é inconstitucional
Senador do PMDB consegue apoio para criar
"CPI do Lula"
FERNANDA KRAKOVICS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com sete assinaturas a mais do que o
necessário, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) protocolou ontem
na Mesa do Senado um requerimento para criar a "CPI do Lula",
que investigaria o pagamento de contas do presidente da República
e de pessoas próximas a ele pelo presidente do Sebrae, Paulo
Okamotto, além de denúncias contra familiares do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar de ter assinado o documento, a
oposição não ficou satisfeita com o pedido de criação
da CPI que, por falta de apoio, dificilmente funcionará. A razão
é que ela tiraria força da CPI dos Bingos, que já
tenta investigar esses assuntos, e que coincidiria com o calendário
eleitoral.
Para não depender da oposição,
os governistas estudam recorrer à CCJ (Comissão de Constituição
e Justiça) dizendo que a CPI é inconstitucional por não
ter um fato determinado. "Essa CPI é uma lista de supermercado",
afirmou a líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC). "Esse
requerimento é um bicho de sete cabeças. Os fatos não
têm conexão entre si", disse o senador Tião
Viana (PT-AC). Okamotto assumiu a responsabilidade pelo pagamento de
uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula com o PT, mas não indicou
à CPI dos Bingos as datas e os valores dos saques que teria feito
para quitar esse débito. A suspeita da oposição
é que esse dinheiro tenha saído do "valerioduto".
O requerimento de criação
da "CPI do Lula" lista ao todo cinco itens a serem investigados.
Entre eles está o aporte de R$ 10 milhões feito pela Telemar
-concessionária de serviço público- na empresa
Gamecorp, da qual Fábio Luiz, filho do presidente, é sócio.
O documento também afirma que a comissão vai apurar a
suposta prática de tráfico de influência por Genival
Inácio da Silva, o Vavá, que é irmão de
Lula. Ele teria intermediado demandas que empresários teriam
em prefeituras petistas e estatais.
A CPI também apuraria a violação
do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Outro assunto
a ser investigado seria a origem do dinheiro transportado na cueca,
no ano passado, pelo petista José Adalberto Vieira da Silva.
Ele é assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães
(PT-CE), que é irmão do ex-presidente do partido José
Genoino. O requerimento protocolado ontem possui 34 assinaturas. Da
base aliada, apenas quatro senadores apoiaram a criação
da CPI, todos eles do PMDB: Mão Santa (PI), Ramez Tebet (MS),
Pedro Simon (RS) e o Almeida Lima.
A Mesa vai conferir as assinaturas
e depois o requerimento tem que ser lido no plenário pelo presidente
da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Para a CPI ser instalada,
o próximo passo é a indicação de seus integrantes
pelos líderes partidários. Se isso não for feito,
o presidente do Senado tem que nomear os membros da comissão.
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Folha de São Paulo,
20 de abril de 2006
RECEITA ORTODOXA
Copom reduz taxa em 0,75 ponto, para 15,75%, a mais baixa desde 2001;
efeito ao consumidor é ínfimo
BC mantém gradualismo na queda
dos juros
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Conforme esperado, o Banco Central manteve
o gradualismo e decidiu reduzir em 0,75 ponto percentual os juros básicos
da economia. A partir de hoje, a taxa Selic será fixada em 15,75%
ao ano, nível em que deve se manter até a próxima
reunião do Copom (Comitê de Política Monetária
do BC), no final de maio. O corte de ontem foi anunciado por meio de
nota em que o Copom diz ter decidido dar "prosseguimento ao processo
de flexibilização da política monetária"
e se compromete a "acompanhar a evolução do cenário
macroeconômico até sua próxima reunião para
então definir os próximos passos de sua estratégia".
Foi a terceira reunião do Copom
neste ano, sendo que em todas elas a decisão foi a mesma: redução
de 0,75 ponto na taxa Selic. No encontro do mês passado, porém,
chegou-se a cogitar a possibilidade de acelerar o ritmo dos cortes:
três dos nove membros da diretoria do BC defenderam uma redução
de um ponto percentual. A decisão de ontem, unânime, indica
que é pouco provável que os juros caiam de forma mais
acentuada daqui para a frente. Pelo contrário, a dúvida
agora é até quando os cortes de 0,75 ponto percentual
vão continuar.
Com a queda de ontem, a taxa Selic chega
ao ponto mais baixo desde o começo de 2001, quando os juros estavam
em 15,25% -menor nível registrado desde 1999, quando foi adotado
no Brasil o sistema de metas de inflação. Quando descontada
a inflação, a taxa Selic é uma das mais altas do
mundo, ficando na casa dos 10%. São poucos os países que
possuem juros reais de dois dígitos, e isso acaba influenciando
também as taxas praticadas pelos bancos, igualmente elevadas.
Por outro lado, juros altos podem servir para proteger a economia no
caso de uma crise externa. Nas últimas semanas, têm aumentado
as preocupações em torno da disparada do preço
do petróleo, que tem batido sucessivos recordes nos últimos
dias.
O risco seria o de a alta do petróleo
pressionar a inflação nas economias desenvolvidas, o que,
por sua vez, poderia fazer com que a taxa de juros nesses países
subisse. Juros mais altos nos países ricos afetam o fluxo de
capital externo para os emergentes. Nos últimos dias ocorreu
uma reacomodação das expectativas do mercado financeiro
internacional com a tendência dos juros americanos, provocando
forte alta nos juros de dez anos dos EUA. Outro fato importante dos
últimos 30 dias - esse interno- foi a troca do ministro da Fazenda.
"Aqueles dois eventos não
mexeram com o câmbio e, conseqüentemente, as projeções
de inflação não foram afetadas", diz Darwin
Dib, economista sênior do Unibanco. A posição dos
analistas é que as questões políticas não
têm impacto na economia graças à solidez do ajuste
macroeconômico dos últimos dez anos. Por isso o mercado
deverá continuar projetando queda da taxa de juros, mas sem aceleração
dos cortes, segundo Luiz Fernando Lopes, economista-chefe do Pátria
Banco de Negócios. "O escândalo do dia não
afeta o curto prazo, mas interfere nas decisões de investimento
e, no longo prazo, podem interferir no ritmo dos cortes dos juros",
observa.
Consumidor
Apesar da queda na Selic, o consumidor
final não sentirá alívio ao tomar crédito.
O impacto nas taxas do cheque especial, cartão de crédito,
crediário de lojas e empréstimos de bancos e financeiras
é ínfimo. Enquanto a taxa do BC foi de 16,50% ao ano para
15,75%, o juro médio pago no crédito ao consumidor passa
de 139,24% ao ano para 137,91%, segundo cálculo da Anefac (Associação
Nacional dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade). "Há um deslocamento muito grande entre
a Selic e as taxas ao consumidor", diz a Anefac.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20
de abril de 2006 | Economia
EFEITO COLATERAL
Dinheiro pode ficar mais barato
O efeito da redução do juro básico para o consumidor
será pequeno, já que a diferença entre a taxa Selic
e a taxa cobrada das pessoas físicas é muito grande. Segundo
cálculos da Associação Nacional dos Executivos
de Finanças (Anefac), a taxa média das operações
de crédito ao consumidor passará de 7,54% ao mês
para 7,49% ao mês, ou de 139,24% ao ano para 137,91% ao ano. Para
Miguel José Ribeiro de Oliveira, economista da Anefac, a queda
pode ser maior em alguns bancos, porque eles têm mais “gordura”
para queimar.
A entidade ressalta ainda que o corte,
embora pequeno, produz um efeito indireto, que é a menor rentabilidade
dos títulos públicos. Como a maior parte deles é
remunerada pela taxa Selic, os bancos buscarão outras aplicações
com a redução dos juros, destinando mais recursos para
as operações de crédito. Com mais dinheiro disponível,
a tendência é que a taxa média de juros caia.
Números
15,75% ao ano é
a nova taxa básica de juro definida ontem pelo Comitê de
Política Monetária do Banco Central. Não foi fixado
viés para a taxa, o que significa que ela valerá até
a próxima reunião, em maio.
80,9% é
o índice de utilização da capacidade instalada
da indústria em fevereiro, o que mostra que a produção
pode crescer no curto prazo sem causar inflação.
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Folha de São Paulo,
20 de abril de 2006
TRABALHO
Metade dos pisos pagos no ano passado ficou em até 1,5 salário
mínimo
Aumento do mínimo eleva pisos salariais,
aponta Dieese
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
O aumento real do salário mínimo
contribuiu para elevar o valor do piso salarial médio pago no
ano passado, segundo estudo do Dieese em 376 negociações
coletivas firmadas em 2005. Mas esse valor ainda é baixo na análise
dos técnicos: metade dos pisos variou de um salário mínimo
(R$ 300) a um salário e meio (R$ 450) -em valores de 2005. Foi
só a partir de abril deste ano que o mínimo subiu para
R$ 350. O salário mínimo teve ganho real (descontada a
inflação do período pelo INPC do IBGE) de 8,32%,
de 2004 para 2005, quando passou de R$ 260 para R$ 300. Nesse mesmo
período, o aumento real do piso salarial médio foi de
6,6%. Em 2004, quando 324 acordos foram analisados pelo Dieese, o piso
salarial médio valia R$ 439,34. No ano passado, o valor subiu
para R$ 495,52.
"As centrais definiram como estratégia
defender aumento real cada vez mais significativo para o mínimo
porque sabem do impacto desse aumento no piso salarial das categorias
e nos reajustes salariais dos trabalhadores", afirma João
Felício, presidente da CUT. "Os valores estão, entretanto,
muito distantes do ideal. O gasto das empresas com a folha de pagamento
ainda é baixíssimo". O estudo mostra que apenas 5%
das negociações salariais têm pisos com valores
superiores a três salários mínimos. Em 81% dos acordos,
o valor corresponde a até dois salários mínimos.
"São baixos porque garantem remuneração a
trabalhadores de menor escolaridade e mais baixa qualificação",
diz José Silvestre de Oliveira, supervisor do Dieese em SP.
A maior média entre os valores
dos pisos analisados foi paga pelo setor de serviços: R$ 662,24
(ou 2,19 mínimos). A menor foi paga aos trabalhadores rurais,
R$ 349,04. Na indústria, a média foi de R$ 441,13. No
comércio, R$ 457,45. "O setor de serviços é
pulverizado, inclui desde vigilância até publicidade. Como
a qualificação exigida é maior, isso pode explicar
pisos mais elevados", diz. Segundo Eleno José Bezerra, presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (Força),
para elevar os pisos pagos é preciso criar pisos por profissão.
"A empresa não vai tirar um eletricista para colocar outro,
se houver um piso por profissão. Isso pode inibir a rotatividade
[demitir quem ganha mais e admitir por menor salário] como forma
de baratear custos."
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20
de abril de 2006 | Mundo
AMÉRICA LATINA-Presidente venezuelano defende reestruturação
do bloco
Hugo Chávez prevê
a morte do Mercosul
Assunção – O presidente venezuelano Hugo Chávez
pediu ontem em Assunção uma reforma profunda no Mercosul
para que não ocorra com este bloco o mesmo que ocorreu com a
Comunidade Andina de Nações (CAN).
Chávez e o o presidente da Bolívia,
Evo Morales, disseram ontem que a CAN está morta. O presidente
venezuelano insistiu no interesse de Caracas em ingressar como membro
pleno no Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
No entanto, reiterou que se o Mercosul não fizer uma reestruturação
profunda pode ter o mesmo destino que a CAN.
As declarações foram feitas durante uma reunião
sobre integração energética com os presidentes
do Paraguai, Nicanor Duarte, e do Uruguai, Tabaré Vázquez,
no Palácio do Governo de Assunção, Chavéz
afirmou que a CAN não serve a seu país e que pode deixar
o bloco. Em um discurso feito aos presidentes, Chávez disse que
os acordos de livre-comércio que Colômbia e Peru assinaram
com os Estados Unidos definitivamente acabaram com a CAN, que só
“serve às elites e às multinacionais”.
Morales compartilhou a opinião
do governante venezuelano durante a entrevista coletiva concedida após
a reunião, ao afirmar: “Sinto que tenhamos alguns governos
de desintegração”.
Vázquez afirmou ontem que o Mercosul
não serve às pretensões de seu país, e indicou
a necessidade de melhorar o bloco. “Queremos um Mercosul que realmente
favoreça nossos povos, e neste momento estamos encontrando sérios
problemas e grandes dificuldades”, disse Vázquez.
“Nas condições atuais,
o Mercosul não serve aos objetivos do Uruguai”, disse Vázquez,
em alusão ao conflito com a Argentina pela construção
de duas fábricas de celulose na fronteira com o país vizinho.
Nesse sentido, o presidente reiterou que o Uruguai pediu à Argentina,
país que exerce a Presidência semestral do bloco, a convocação
de uma reunião do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul
(TPR) para que seja definido o conflito das fábricas de celulose.
“Estamos esperando uma resposta que está demorando muito”,
reclamou o governante uruguaio.
Os presidentes de Bolívia,
Paraguai e Uruguai se comprometeram ontem a construir um duto para abastecer
os territórios destes dois últimos de gás boliviano.
Além disso, decidiram reativar a hidrovia Paraguai-Paraná
para que os portos dos três países voltem a operar.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
20 de abril de 2006 | Economia
Impostos e contribuições
federais passaram de R$ 90 bi
BRASÍLIA - A arrecadação
de impostos e contribuições federais atingiu R$ 29,233
bilhões em março, elevando para R$ 90.658 bilhões
o total arrecadado no ano.
Pela primeira vez desde setembro do ano
passado, a arrecadação mensal foi inferior, na comparação
com o mesmo mês do ano anterior.
Em março passado, houve ligeira
redução, de 0,04% em relação ao mesmo mês
em 2005, descontado IPCA (Índice de Preços ao Consumidor
Amplo). Na comparação do período de janeiro a março,
houve aumento de 1,70% entre 2006 e 2005.
O secretário adjunto da Receita
Federal, Ricardo Pinheiro, detalhará, em instantes, os números
da arrecadação em março.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
20 de abril de 2006 | Economia
Fraude com restituições
do IR teria dado prejuízo de R$ 50 mi
SÃO PAULO - Restituições
indevidas de Imposto de Renda em operações criminosas
podem ter chegado a R$ 50 milhões, nos últimos três
anos, em São Paulo. Segundo o superintende adjunto da Receita
Federal em São Paulo, Paulo Jackson, se ficar comprovada, a fraude
terá sido a maior do gênero no estado.
Jackson acompanhou, hoje de manhã,
uma blitz em um dos três escritórios que realizavam as
declarações retificadoras, no bairro do Sacomã,
zona sul da cidade. Os demais estabelecimentos ficam em Santo André,
no ABC paulista.
Também participaram da operação
agentes da Polícia Federal e representantes do Ministério
Público Federal. Em entrevista, Paulo Jackson informou que foram
apreendidos 25 computadores e dezenas de documentos.
Ele disse que os prestadores de serviços
ofereciam a clientes, em mala direta, a possibilidade de aumentar o
valor das restituições. "Eles trabalhavam focados
em usuários da zona sul da cidade e, principalmente, junto a
funcionários de montadoras", acrescentou.
A suspeita foi levantada após
checagem do serviço de inteligência da Receita sobre os
contribuintes que, além de comprovante de pagamento de plano
de saúde, apresentavam vários recibos de médicos,
entre os quais estavam profissionais de cidades fora do estado de São
Paulo, como Recife.
"Não acreditamos que havia
conivência dos médicos nessas operações",
afirmou Jackson, justificando que existem indícios de que o proprietário
usava os números de registro profissional e do Cadastro de Pessoa
Física (CPF) sem o conhecimento deles (os médicos) com
a finalidade de burlar o fisco.
No escritório do Sacomã,
foram apreendidos alguns recibos em branco. Os escritórios não
têm o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. Segundo Jackson,
os donos dos escritórios poderão ter de responder a processos
fiscal e penal.
O superintendente adjunto da Receita
em São Paulo calcula que o valor a ser ressarcido aos cofres
públicos deve ficar em torno de R$ 100 milhões, incluindo
o valor restituído, indevidamente, em cerca de 20 mil declarações,
mais juros e multas.
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O ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 20 de abril de 2006 | Economia
Ganho nas micro e pequenas empresas cresce
1,1%
Em reais, o rendimento médio de fevereiro
atingiu R$677, total 6,8% maior que o do mesmo período do ano
passado
Carolina Ruhman
SÃO PAULO - Seguindo a trajetória
de alta verificada desde julho de 2005, o rendimento médio dos
empregados das micro e pequenas empresas paulistas aumentou 1,1% em
fevereiro ante janeiro, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira
pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do
Estado de São Paulo (Sebrae-SP).
De acordo com a pesquisa, o rendimento
médio registrado em fevereiro, de R$677, - que inclui salários
fixos, honorários, comissões, ajuda de custo, 13º
e abono de férias - é 6,8% maior que o do mesmo período
do ano passado. O resultado, entretanto, continua abaixo do melhor fevereiro
da série, em 2000, quando a mediana foi de R$733.
A pesquisa de Ocupações
e Rendimentos do Sebrae, realizada em conjunto com a Fundação
Seade, revelou que em relação a janeiro, por setores,
o incremento na renda do trabalhador das micro e pequenas empresas do
Estado foi de 1,9% no comércio e de 1,6% nos serviços,
enquanto na indústria foi verificada queda de 2,2% nos rendimentos
em fevereiro.
No entanto, a indústria foi o
setor que pagou melhor o empregado no mês, com renda média
de R$739. Trabalhadores do comércio e do setor de serviços
receberam, respectivamente, 14% e 2% abaixo deste valor.
Emprego
O levantamento ainda revelou que foram
criadas 10 mil vagas em fevereiro nas 1,3 milhão de micro e pequenas
empresas formais do Estado, na comparação com o mesmo
período do ano passado, o que representa uma alta de 0,2%. Em
relação a janeiro, contudo, 94 mil postos de trabalho
foram fechados. Na comparação com janeiro, por setores,
apenas a indústria contratou, com um aumento de 1% no número
de pessoal ocupado. No comércio, esse total caiu 1,5% e, nos
serviços, 3,2%.
"A queda de empregados que normalmente
acontece em janeiro parece ter se estendido para fevereiro. Talvez os
empresários tivessem uma expectativa que as vendas ficariam mais
aquecidas no primeiro trimestre, e decidiram manter os temporários
por mais tempo. Mas, como em fevereiro não verificaram esse aquecimento
nas vendas, optaram pela dispensa de seus temporários",
avaliou o economista do Sebrae-SP Marco Aurélio Bedê.
O diretor-superintendente do Sebrae-SP,
José Luiz Ricca, afirmou esperar a retomada da expansão
das ocupações nas micro e pequenas empresas, "que
tendem a ser favorecidas pelo aumento do consumo das famílias,
em decorrência da esperada recuperação do valor
real dos salários na economia e da redução das
taxas de juros".
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
20 de abril de 2006 | Economia
Habitação recebeu R$ 1,7
bi do FGTS
SÃO PAULO – O uso de recursos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelo setor habitacional
somou R$ 1,717 bilhão no primeiro trimestre de 2006, segundo
dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(CBIC).
A entidade ressaltou que apenas 43% do
montante foi investido na construção de novas moradias
de interesse social. A maior parte dos recursos foi usada para financiar
a compra de imóveis usados e reformas.
Segundo o vice-presidente da CBIC, José
Carlos Martins, a parcela destinada a novas moradias ainda é
muito baixa, o que dificulta a redução do déficit
habitacional no país. “O ideal seria que pelo menos 75%
dos recursos fossem direcionados a novas moradias.”
Pesquisa divulgada pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV), mostra que o déficit habitacional
está crescendo, apesar do aumento da oferta de crédito
pelos diversos agentes financeiros. Conforme a pesquisa, o déficit
habitacional somou, em 2004, 7,9 milhões de moradias, que correspondem
a 15,2% do total de domicílios no país.
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O ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 20 de abril de 2006 | Economia
Crédito imobiliário cresce
74,1% no primeiro trimestre
Nos últimos 12 meses, até março,
foram financiadas 69.054 unidades, contra 54.527 dos 12 meses anteriores.
O volume de recursos aplicados evoluiu, nos mesmos períodos,
de R$ 3,35 bilhões para R$ 5,46 bilhões
Adriele Marchesini
SÃO PAULO - O mercado imobiliário
continua aquecido. Prova disso é que o crédito imobiliário,
que utiliza recursos das cadernetas de poupança, aumentou 74,1%
no primeiro trimestre de 2006, tomando como base o mesmo período
do ano passado. De acordo com a Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip), neste período foi liberado R$ 1,574 bilhão,
com financiamento de 20.289 unidades.
Tomando por base um período maior,
de 12 meses, foram financiadas 69.054 unidades, contra 54.527 dos 12
meses anteriores. O volume de recursos aplicados evoluiu, nos mesmos
períodos, de R$ 3,35 bilhões para R$ 5,46 bilhões,
com aumento de 63% no volume de recursos e 26,6% no número de
unidades financiadas.
Como justificativas deste crescimento,
o superintendente geral da Acebip, Carlos Eduardo Duarte Fleury, cita
a melhora da economia brasileira e a maneira como o crédito imobiliário
é encarado atualmente. Ele também destacou a ´guerra´
travada entre as instituições financeiras para conquistar
novos clientes. "Há recurso em abundância, com isso
os bancos acabam cobrando menos", explicou.
Segundo ele, no ano passado foram destinados
R$ 4,8 bilhões em recursos para financiamento imobiliário.
Para este ano, são estimados R$ 7 bilhões, sem levar em
conta o crédito da Caixa Econômica Federal. Inserida esta
instituição, o montante salta para R$ 9 bilhões.
"O crescimento vai expandir e será contínuo",
explicou Fleury. "As pessoas precisam morar, sair do aluguel, ter
uma casa própria. "
Veja as opções para
crédito imobiliário
Existem três tipos de serviços
às pessoas que desejam obter um crédito imobiliário:
o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), o Sistema de
Financiamento Imobiliário (SFI)e a Carteira Hipotecária.
Cada um leva em consideração o valor do imóvel,
a renda do cliente e outras particularidades. Nos três o limite
máximo de rolagem da dívida é de 30 anos, e de
comprometimento mensal de até 30% da renda familiar. Além
dessas três formas, como alternativa, algumas seguradoras disponibilizam
o Consórcio Imobiliário, que é uma opção
para quem não tem pressa de conseguir o dinheiro.
- Sistema Financeiro de Habitação
- é o mais comum dentre as modalidades de crédito imobiliário.
Financia até R$ 245 mil sobre imóveis com valor venal
de até R$ 350 mil. Dentro deste limite, pode ser financiado até
100% do imóvel. Nesta linha, os juros são fixados em 12%
ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Porém,
fica a critério de cada banco escolher se irá cobrar menos
pelo serviço.
As parcelas são corrigidas mensalmente
pelos chamados sistemas de amortização. Os mais comuns
são o Sistema de Amortização Constante (SAC) e
a Tabela Price. A diferença entre um e outro é o método
de cobrança. Com o tempo, a correção pelo SAC diminui
e pela tabela Price fica praticamente estável.
Neste caso, a pessoa pode utilizar o
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não só
para dar a entrada no imóvel, como também para quitar
parcelas. Qualquer pessoa pode utilizar o recurso do FGTS, desde que
já não tenha lançado mão desse fundo em
outra ocasião. Além disso, ela não pode ter imóvel
no mesmo município e utilizar outro tipo de financiamento no
País.
- Carteira Hipotecária
- segundo estipula o BC, não há limite para juros, que
são calculados de acordo com o mercado. Também não
existe qualquer restrição quanto ao valor do financiamento
ou de avaliação do imóvel. Porém, se a pessoa
quiser utilizar o recurso do FGTS para dar entrada ela precisa respeitar
o teto de R$ 245 mil do SFH. Neste caso, contudo, o Fundo não
pode ser utilizado como recurso para quitar prestações
- este tipo de pagamento extraordinário fica a cargo das reservas
da caderneta de poupança, que também pode ser utilizada
como entrada.
- Sistema de Financiamento Imobiliário
- a entrada, nesta operação, pode ser dada tanto com recursos
do FGTS, quanto da caderneta de poupança. A diferença
da carteira hipotecária fica a cargo de um detalhe: a pessoa
também pode dar entrada com dinheiro "sem carimbo".
Isso significa que ela pode pegar um empréstimo informal com
um parente, utilizar fundos de aplicações pessoais ou
de outras fontes, sem haver necessidade de comprovar o caminho deste
dinheiro.
No SFI, as prestações não
podem ser amortizadas com recursos do FGTS. Não há limite
para valor do imóvel, valor do financiamento ou de cobrança
de juros. Todos esses detalhes ficam a cargo do banco, que fará
a avaliação com a pessoa.
- Consórcio - os consórcios,
apesar de não serem agentes financiadores, também são
fiscalizados pelo Banco Central, mas não há imposições
quanto ao tipo de taxa que será cobrada ou ao programa que será
oferecido.
Na verdade, o consórcio nada mais
é do que uma "administradora do dinheiro". Diversas
pessoas que têm um objetivo em comum - conseguir determinado valor,
se comprometem a pagar mensalmente uma parte deste dinheiro. Veja: se
10 pessoas querem R$10 mil para cada uma, e, todos os meses, cada uma
dá R$1 mil, todo mês haverá um sorteio no valor
total, e uma pessoa será contemplada. Nos meses subseqüentes,
quem já foi sorteado continua pagando sua prestação
e novas pessoas são sorteadas.
No consórcio, há a cobrança
da taxa administrativa, cuja porcentagem varia para cada instituição.
O valor do prêmio e das parcelas é corrigido, normalmente,
no aniversário da apólice. O ponto negativo do consórcio
é que depende da sorte, a pessoa não sabe quando será
contemplada. Pode ser no primeiro mês ou pode ser no final do
grupo, depois de 15 anos. Há ainda a possibilidade de lance para
tentar receber o valor antecipadamente, sem ser contemplado pelo sorteio.
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de abril de 2006
Vigia assassinado
Empresa responde pelos danos causados
ao trabalhador
A Empresa responde pelos danos causados ao trabalhador, quando deixa
de fornecer as necessárias condições de segurança.
O entendimento é da 2ª Câmara do Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas, SP), que condenou a
Gurgel Motores, já falida, a pagar R$ 200 mil como indenização
para a família de um funcionário morto, mais pensão
mensal no valor de dois salários mínimos. Cabe recurso.
O vigilante foi assassinado durante um
assalto na empresa, no ano de 2000. Segundo testemunhas, ele não
tinha uma arma de fogo para fazer a segurança e eram freqüentes
as denúncias de furto no local. Para se defenderem, os vigias
tinham de usar pedaços de pau e faroletes na ronda noturna e
diurna. Além disso, a portaria da empresa era iluminada com velas
e diversas vezes os vigilantes eram ameaçados de morte por assaltantes.
Cerca de 40 boletins de ocorrência foram lavrados, mas a polícia
nunca comparecia ao local.
Depois do incidente, os cinco herdeiros
do trabalhador entraram com ação na Justiça cível,
pedindo o pagamento de pensão e indenização por
danos morais. Alegaram que a morte do pai ocorreu por culpa exclusiva
da empregadora, que agiu com negligência e foi omissa. Para se
defender, a empresa alegou que a contratação do funcionário
não foi válida porque não tinha sido feita de forma
legal.
A primeira instância negou o pedido.
A família recorreu ao Tribunal de Justiça de São
Paulo. O parecer do Ministério Público paulista foi favorável
aos autores, mas com a Emenda Constitucional 45, que ampliou a competência
da Justiça do Trabalho, o processo foi encaminhado para o TRT
de Campinas.
“Os autos demonstram que houve
inequívoco vínculo empregatício com a ré,
cuja condição de massa falida não impede a condição
de empregadora”, fundamentou a juíza Tereza Aparecida Asta
Gemignani, relatora do recurso. Para ela, ficou comprovado que o empregado
foi morto por disparo de arma de fogo durante jornada de trabalho, nas
dependências da antiga fábrica.
“Evidencia de maneira clara a conduta
negligente e imprudente da ré ao contratar, como vigias, trabalhadores
sem nenhum preparo, nenhum treinamento, sem conceder-lhes equipamento
de proteção, e sem propiciar-lhes condições
mínimas de segurança, mantendo-os numa situação
de extrema e inaceitável precariedade. Numa sociedade pautada
pelo Estado de Direito, é absolutamente inadmissível e
inaceitável que, para receber um salário de R$330 (necessário
para não morrer de fome), alguém tenha que trabalhar nas
condições a que era submetido o falecido. A negligência,
a imprudência, o pouco caso com o valor da vida humana é
flagrante, ofuscante”, concluiu a juíza.
Processo 02177-2005-010-15-00-9
RO
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/04/2006
TST aponta nulidade de intervalo de apenas
30 minutos na Unilever
A Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho garantiu a ex-empregado da Unilever do Brasil Ltda. o direito
a receber, com a mesma remuneração da hora extra, o intervalo
para repouso e alimentação não usufruído
integralmente durante a vigência de seu contrato de trabalho.
O intervalo mínimo de uma hora, previsto no artigo 71 da CLT,
foi reduzido para trinta minutos por meio de negociação
coletiva.
De acordo com o ministro relator do recurso,
Lelio Bentes Corrêa, o desrespeito ao intervalo mínimo
intrajornada importa o pagamento, como hora extra, do período
integral correspondente ao intervalo, ainda que tenha sido usufruído
parcialmente. No caso em questão, 50% do período foi usufruído
pelo empregado. A matéria está tratada na Orientação
Jurisprudencial (OJ) nº 342 da SDI-1 do TST.
“Conquanto a Constituição
Federal consagre o reconhecimento das convenções e acordos
coletivos de trabalho, daí não se extrai autorização
para a negociação de direitos indisponíveis do
empregado, concernentes à proteção de sua saúde
física e mental. Assim, o instrumento coletivo que reduz ou suprime
intervalo para descanso ou refeição carece de eficácia
jurídica porque desconsidera o disposto em norma de ordem pública,
de natureza imperativa”, afirmou o ministro relator.
O pedido do ex-empregado da Unilever
relativo ao recebimento de multa por atraso na entrega das guias do
seguro-desemprego não foi acolhido pela Primeira Turma do TST.
Segundo o relator, a penalidade é aplicada somente nas hipóteses
de atraso no pagamento das verbas rescisórias. O ministro Lelio
Bentes explicou que a entrega das guias de seguro-desemprego constitui
“obrigação de fazer” do empregador, não
se enquadrando nas hipóteses que atraem a aplicação
da sanção do artigo 477 da CLT. (RR 1.749/2004-092-03-00.8)
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SECRETARIA
DE INSPEÇÃO DO TRABALHO
PORTARIA No- 160, DE 19 DE ABRIL DE 2006
“Inclui
no Anexo II da NR-28 o código de ementa e respectiva infração
para o item 7 no título “Sílica Livre Cristalizada”
do anexo 12 da NR-15”
O
SECRETÁRIO DE INSPEÇÃO DO TRABALHO - SUBSTITUTO
e o DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO
TRABALHO - SUBSTITUTO, no uso de suas atribuições legais,
resolvem:
Art.
1º Incluir no Anexo II da Norma Regulamentadora
n.º 28 (Fiscalização e Penalidades), o código
de ementa e respectiva infração para o item “7”,
no título “Sílica Livre Cristalizada”, do
Anexo nº 12, da Norma Regulamentadora nº 15 - “Atividades
e operações insalubres”, publicado pela Portaria
SIT/MTE n.º 99, de 19 de outubro de 2004.
ITEM/
SUBITEM |
CÓDIGO |
INFRAÇÃO |
15.ANEXO
12.Sílica |
7
11 5 . 0 4 9 - 9 |
I4 |
Art. 2° Esta portaria
entra em vigor na data de sua publicação.
LEONARDO
SOARES DE OLIVEIRA
Secretário de Inspeção do Trabalho
Substituto
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FRANCISCO
TEIXEIRA DA COSTA
Diretor do Departamento de Segurança
e Saúde no Trabalho Substituto
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