 |
Depacom, 20 de abril de 2006
Eleições em Santa
Catarina
Altamiro
Perdoná, presidente da FETICOM/SC e do Depacom e Secretário
Regional da CNTI. |
Foi
realizada no último dia 24, eleição na Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Santa Catarina, onde foi eleita a chapa
encabeçada pelo companheiro Altamiro Perdoná. Participaram
da eleição, 28 sindicatos do estado. O presidente
da FETRACONSPAR e 3º Vice-Presidente da Nova Central Sindical
de Trabalhadores, Geraldo Ramthun, presidiu os trabalhos de apuração. |
 |
|
GLOBO ONLINE, 25 de abril
de 2006 | Economia
Construção reage a estímulos
Com preços em queda, lojas de
materiais ampliam oferta de crédito
Diogo de Hollanda - Globo Online
RIO - A construção civil
iniciou 2006 dando sinais de recuperação. O número
de obras e trabalhadores está maior do que no mesmo período
do ano passado, o crédito está mais farto e as vendas
de materiaiscomeçaram a subir. A expectativa dos empresários
é de que, após o avanço de apenas 1,3% registrado
em 2005, o Produto Interno Bruto da construção civil possa
aumentar até 5% este ano.
No varejo, o clima é animador,
já que os preços dos materiais começam a recuar
- um saco de cimento, que custava de R$ 18 a R$ 20 há um ano,
hoje sai por R$ 12 a R$ 15. O Índice Nacional da Construção
Civil, calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica
Federal(CEF), teve variação de 0,20% em março,
recuando 0,11 ponto percentual frente a fevereiro (0,31%) e registrando
o menor resultado desde setembro de 2005.
Além da desaceleração
de preços, os grandes varejistas de materiais de construção
do país estão ampliando os planos de financiamento para
atrair mais clientes.Todos oferecem parcelamentos sem juros nos cartões
de crédito. No Rio, a maior parte do varejo parcela em seis vezes
sem juros. Em São Paulo, os planos são de dez vezes.
A construção civil é
reativa ao estado da economia.Em anos de expansão econômica,
o setor tende areforçar a alta - disse ao GLOBO ONLINE o vice-presidente
do Sindicato da Indústria da ConstruçãoCivil do
Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Eduar-do Zaidan.
Hoje não falta dinheiro no mercado
para financiar o consumo - completa Jorge Gonçalves, diretor
geral daC&C, maior rede de "homecenters" do país,
em en-trevista ao jornal "Valor", lembrando que a C&C
decidiu lançar um plano de financiamento mais longo, de 15 prestações
com taxas de 1,49% ao mês.
CEF e Nossa Caixa já estão
concedendo crédito para financiar a reforma de imóveis
em até 36 meses.
Segundo o diretor-presidente da Associação
Brasileira da Indústria de Materiais de Construção
(Abramat), Melvyn Fox, a redução da alíquota do
IPI (Impostosobre Produtos Industrializados) decretada em fe-vereiro
para uma cesta de 28 insumos da área deconstrução
já produziu efeitos positivos.
A primeira prévia do Índice
Abramat, da Associação Brasileira da Indústria
de Materiais de Construção, mostra que os fabricantes
dos 26 itens beneficiados com a redução de IPI registraram
um aumento das vendas de 5% em fevereiro sobre o mesmo período
do ano passado. Esse foi o primeiro crescimento em dez meses.
A redução de impostos foi
acertada e vai estimular a comercialização de insumos
- disse Fox, que estima para este ano um aumento de 5% a 7% nas vendas
de materiais de construção.
Ele identifica três vetores para
a expansão prevista para este ano: a construção
de moradias populares, a compra de imóveis pela classe média
e a ampliação eo reforma das habitações
de classes baixas. Caso essa tendência seja confirmada, o mercado
irá numa direção oposta à observada nos
últimos anos, quando pre dominaram empreendimentos voltados ao
consumidorde luxo.
De fato, a oferta de crédito imobiliário
mostra uma explosão. O volume de operações no primeiro
bimestre atingiu R$ 948,6 milhões, o que representa um cres-cimento
de 84% sobre os dois primeiros meses de 2005, segundo a Associação
Brasileira das Entidadesde Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip).
Com cerca de 4,5 milhões de trabalhadores
e um peso de 60% nos investimentos feitos no país, o setor de
construção não deverá se beneficiar apenas
da maior oferta de crédito habitacional, que deverá chegar
perto de R$ 19 bilhões, mas também do aumento de des-pesas
públicas em obras de infra-estrutura.
- Geralmente, o orçamento público
para obras ficapreso durante todo o ano e só é liberado
quando o superávit primário é cumprido. Neste ano,
achamos que há uma disposição maior em liberar
recursos -afirma a economista Amaryllis Romano, da Tendências
Consultoria.
Outros fatores que ajudarão no
crescimento serão a redução das taxas de juros
e a recuperação da renda do trabalhador.
O coordenador de análises econômicas
da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão
Quadros, também aposta na retomada na construção
"formiguinha", co-mo é conhecido o segmento de pequenos
reparos e ampliações informais feitas geralmente pelas
classes mais baixas. Um indício de aquecimento desse mer-cado
é o comportamento dos preços do cimento, que estão
cada vez mais próximos de encerrar um período de queda
que já dura 19 meses.
- Os preços estão caindo
de maneira cada vez maissuave e isso está ligado à recuperação
da demandapelo produto - afirma Quadros, acrescentando que as sondagens
da indústria realizadas pela FGV cons-tataram, por dois trimestres
consecutivos, que o nú-mero de empresários satisfeitos
com a demanda decimento é superior ao de insatisfeitos.
Uma outra sondagem, feita pela GV Consult
emparceria com o SindusCon-SP, mostrou que, pelaprimeira vez desde fevereiro
de 2002, os empresários estão otimistas em relação
aos próximos meses. É verdade que a nota da avaliação
- 50,2 pontos, numa escala de 0 a 100 - está apenas um pouco
acima dos 50 pontos que indicam neutralidade.
- As construtoras estão mais otimistas
do que no anopassado, mas não podemos dizer que estamos em céu
de brigadeiro - ponderou Eduardo Zaidan.
|
O DOCUMENTO.COM.BR / VÁRZEA
GRANDE (MATO GROSSO), 25 de abril de 2006
Nível de emprego na construção
civil aumenta 1,2% em fevereiro
Agência Brasil
A construção civil brasileira
aumentou em 1,2% o nível de emprego em fevereiro com a abertura
de 16,5 mil novas vagas, encerrando o segundo mês do ano com 1,432
milhão de trabalhadores com carteira assinada. Esse número
superou em 0,2% o melhor resultado até então, de outubro
do ano passado, período em que foi registrado 1,429 milhão
de empregos formais. No acumulado dos últimos doze meses, foi
registrado aumento de 10,3% no nível de emprego.
Os dados foram divulgados pelo Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon-SP), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Em fevereiro, em São Paulo, foram
absorvidos 1,8 mil trabalhadores formais, 0,5% acima de janeiro. Desse
total, 448 vagas são referentes a vagas criadas na capital paulista,
onde a oferta cresceu 0,2% sobre o mês anterior. Na cidade de
São Paulo, o nível de emprego subiu 8,4% nos últimos
12 meses até fevereiro e no estado, 9,6%.
Segundo o vice-presidente de economia
do Sindicato da Indústria da Construção Civil do
Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, o desempenho
favorável reflete o dinamismo da economia como um todo. "Quando
a economia está aquecida significa que está havendo investimento
e a construção segue nessa direção".
Ele reconhece que as medidas de incentivo
ao setor, anunciadas pelo governo federal no início do ano, ajudaram
a impulsionar os canteiros de obras e toda a cadeia produtiva. Dentre
elas está o aumento no volume de repasse dos recursos ao crédito
imobiliário que, neste ano, devem alcançar R$ 18,7 bilhões.
No entanto, Zaidan ressalta que as decisões
sobre investimentos em quadro de pessoal e em empreendimentos "são
tomadas bem antes de sua execução [das medidas]"
e levam, no mínimo, seis meses.
Diante disso, ele ponderou que ainda
é cedo para avaliar a influência sobre os negócios
em torno da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados
(IPI) dos materiais de construção, determinada por meio
de Medida Provisória (MP) assinada em fevereiro pelo presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Na avaliação de Zaidan,
a medida é tão bem-vinda quanto as demais do pacote imobiliário,
mas "terá pouco impacto porque a maioria das compras de
material de construção é feita a crédito
e, portanto, mais sensível à incidência de juros".
Ele observa ainda que "nada garante o repasse da redução
de custo para o preço final dos produtos" e que, quando
há maior demanda, o próprio mercado faz com que haja elevação
dos preços. Ainda assim, Zaidan prevê que a construção
civil deverá crescer em torno de 5% em 2006.
|
24 HORAS NEWS.COM.BR / MATO
GROSSO, 25 de abril de 2006
Várzea Grande: Projeto oferece
60 vagas para curso de construção civil
Começam no próximo dia
02 de maio os cursos do projeto "Colher na Massa" em Várzea
Grande. O município oferecerá 60 vagas em cinco cursos,
na área de construção civil.
Os cursos são resultados
de um termo de parceria assinado pela Prefeitura de Várzea Grande.
As vagas oferecidas para o município são as seguintes:
mestre de obras (nível IV), pintor de obras, instalador hidráulico,
assentador de tijolos (nível I) e eletricista instalador predial.
A data para as inscrições ainda não foram definidas.
Os cursos que começam em maio devem terminar em setembro. Podem
fazer os cursos, estudantes com idade mínima de 18 anos e escolaridade
de 3ª série do Ensino Fundamental.
O projeto visa capacitar trabalhadores proporcionando as condições
para o exercício profissional e construir sua formação
teórica e prática centrada em competências que tenham
reflexo na atuação técnica profissional e geração
de trabalho e renda.
O secretário de Estado de Infra-Estrutura, Vilceu Marchetti,
disse que a construção civil é responsável
por cerca de 70% de todos os investimentos feitos no país. O
programa é uma ação das secretarias de Estado de
Infra-Estrutura (Sinfra), Trabalho Emprego e Cidadania (Setec) e Indústria,
Comércio, Minas e Energia (Sicme). Conta, ainda, com as parcerias
do Sindicato das Indústrias da Construção Civil
de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Federação das Indústrias
no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai), Sistema Nacional de Empregos (Sine) e prefeituras.
|
O DOCUMENTO.COM.BR / VÁRZEA
GRANDE (MATO GROSSO), 25 de abril de 2006
Mato Grosso: Setor madeireiro apresenta
redução de 26,20% na comercialização do
Estado
Nesta semana, a Federação
das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) apresentou a
análise dos dados de exportação do Estado referente
ao mês de março de 2006. Apesar do saldo da balança
comercial fechar com um superávit de US$ 963,720 milhões,
resultado 52% superior ao de março de 2005, alguns setores apresentam
queda nas exportações. É o caso do segmento da
madeira, que nos últimos dez meses sofre com o efeito da crise
instalada no Estado no ano passado. O ano de 2005 fechou com um déficit
de 4,53%. Neste primeiro trimestre, o setor já amarga um déficit
de 26,20%, com um montante de 34,861 milhões, contra 47,238 milhões
no mesmo período do ano passado.
A madeira serrada é o produto
que continua sendo o carro-chefe do setor, exportando US$ 22,383 milhões,
porém no mesmo período do ano passado foram exportados
US$ 29,473 milhões, representando um déficit de 24%. O
segmento que está amargando maior prejuízo é o
de compensados e laminados, que antes da crise apostava no incremento
das exportações, porém o que ocorreu foi o inverso.
O montante exportado no período de janeiro a março deste
ano foi de US$ 11,817 milhões, contra US$ 16,691 milhões
no mesmo período do ano passado, apresentando déficit
de 29,20%.
“Esperamos que com as novas regras
do setor florestal e a diminuição das chuvas o setor se
recupere nos próximos 120 dias, revertendo o atual cenário
que estagnou totalmente o mercado”, destacou o presidente da Fiemt,
Nereu Pasini. Hoje, os principais destinos da madeira do Estado são:
Estados Unidos, China e Bélgica.
O complexo soja continua sendo o principal
produto exportado do Estado. Hoje, representa uma fatia ainda maior
na pauta de exportações, atingindo 78% de participação,
com o aumento de cinco pontos percentuais em relação ao
ano passado. O total exportado no complexo é de US$ 804,603 milhões.
O preço médio de grãos de soja acusou elevação
de dois centavos de dólar e vem se mantendo com bom preço
no mercado externo.
“O crescimento do faturamento em
101% no segmento deve-se principalmente ao aumento do volume exportado
em 85%, que representa 1,140 milhão de toneladas a mais exportadas
no período de janeiro a março de 2006, comparado ao mesmo
período de 2005”, explica o coordenador do Centro Internacional
de Negócios da Fiemt, Maurício Capillé.
As vendas de Mato Grosso no mercado externo
ultrapassaram a marca de um bilhão de dólares, fechando
o trimestre com US$ 1,031 bilhão exportado, valor este que representa
um crescimento substancial no faturamento em 48%, comparado às
exportações no mesmo período de 2005, que atingiu
US$ 696,139 milhões exportados. “O Estado registrou um
fato inédito ao exportar no mês de março em separado
mais de US$ 522 milhões, apontando um crescimento significativo
de 55% em relação ao mesmo mês de 2005”, ressalta
Pasini. Mato Grosso permanece em 10º lugar no ranking nacional,
porém, com maior participação nas exportações
totais do Brasil, onde atingiu 3,51%. Na região Centro-Oeste,
o Estado representa 62,94% das exportações.
CARNE - O complexo carne
apresentou crescimento neste primeiro trimestre no setor de carne bovina
e aves, mesmo enfrentando as crises da febre aftosa e da gripe aviária.
O fato que ainda prejudica as exportações
do Estado é o embargo das exportações de carne
bovina e suína in natura para a Rússia e para outros mercados
de destino. “O crescimento do faturamento foi de 151,68%, com
um total exportado de US$ 95,623 milhões, contra US$ 37,994 milhões,
contrariando uma expectativa de que nestes primeiros meses teríamos
uma queda drástica nas exportações”, salienta
Capillé.
O setor de carne bovina é o carro-chefe
do complexo carne, representando 8% nas exportações totais
deste ano, com um montante de US$ 83,027 milhões, contra US$
27,112 milhões no mesmo período do ano passado, representando
um crescimento de 206,24%. A carne de frango vem em segundo lugar com
uma participação de 1,16%.
O setor de carne suína acusou
uma queda de 32% nas exportações em relação
ao mesmo período do ano passado. “Essa queda deve-se ao
fato da Rússia não ter realizado nenhuma operação
neste ano, que figurava como principal mercado de destino da carne suína.
Além da Rússia, outros países também deixaram
de comprar nosso produto, como a Argentina e o Uruguai”, analisa
o coordenador.
O presidente da Fiemt destaca ainda que
por não ser um tradicional exportador, Mato Grosso não
possui condições técnicas de atender o mercado
internacional em grande escala. “Este panorama indica que o setor
necessita de mais infra-estrutura, com maior quantidade de frigoríficos
e suinocultores para ter maior participação no mercado
internacional”.
O setor de couro obteve crescimento significativo
no faturamento em 250%, representado por US$ 16,779 milhões exportados
no período de janeiro a março de 2006, contra US$ 4,787
milhões no mesmo período de 2005. O bom desempenho nas
vendas externas com a elevação de 17,5% no preço
em dólar é comprovado pelo aumento de 197% em volume exportado,
saindo de 2,047 mil toneladas no período de janeiro a março
de 2005, para 6,095 mil toneladas exportadas no mesmo período
de 2006.
COMPRADORES - A China
voltou a figurar como o principal país de destino dos produtos
mato-grossenses, com um crescimento de 218% no faturamento, representado
por US$ 195,957 milhões, concentrado no complexo soja. Na segunda
posição vem os Países Baixos (Holanda), com total
de US$ 187,021 milhões em compras de produtos mato-grossenses,
que representa um crescimento no faturamento em 89%.
Em seguida vem o Irã com total
de US$ 73,784 milhões - que representa um crescimento no faturamento
em 42% - e a Tailândia, que demonstra um crescimento de quase
200% nas compras do Estado de Mato Grosso, atingindo o total de US$
66,636 milhões no trimestre.
IMPORTAÇÕES
- As importações de Mato Grosso no período de janeiro
a março de 2006 estão concentradas em produtos químicos
utilizados para a agricultura. Merece destaque a aquisição
de locomotivas no valor de US$ 3,413 milhões e o gás natural
no total de US$ 2,904 milhões.
Apesar das negociações
para a derrubada dos embargos impostos pela Rússia para a carne
de Mato Grosso não ter ainda um desfecho, o Estado mantém-se
fiel na compra de produtos químicos desse país, que encabeça
a lista de países vendedores com total de US$ 16,014 milhões.
|
Diário Vermelho,
25 de abril de 2006
Lula deve legalizar centrais sindicais
O Ministério do Trabalho e Emprego apresentará aos trabalhadores,
no dia 1º de maio, a regulamentação das centrais
sindicais brasileiras lei. Ainda não está definido se
a mudança vai ser concretizada por projeto de lei ou por medida
provisória.
A proposta de reconhecimento jurídico
das centrais prevê que as entidades atinjam critérios mínimos
de representatividade nos ramos ou setores econômicos e nas regiões
do país. A medida é uma luta histórica da CUT (Central
Única dos Trabalhadores). Nos debates do Fórum Nacional
do Trabalho sobre a Reforma Sindical, a CUT sempre pautou essa reivindicação
como fundamental.
A proposta da entidade não será
inteiramente posta em prática. De todo modo, segundo a secretária
Nacional de Organização Sindical da CUT, Denise Motta
Dau, há benefícios no projeto. “Essa iniciativa
de reconhecer as centrais sindicais, dando-lhes respaldo jurídico
para representarem e negociarem legalmente questões gerais que
afetam a classe trabalhadora, contribui para a superação
do modelo sindical coorporativo vigente”, afirmou Denise.
O governo também pretende criar
o Conselho Nacional de Relações do Trabalho (CNRT), já
debatido no Fórum Nacional do Trabalho, com a finalidade de promover
a democratização das relações de trabalho,
o tripartismo e o primado da justiça social no âmbito das
leis do trabalho e das garantias sindicais. Também poderá
se posicionar sobre temas relativos às relações
de trabalho e organização sindical, elaborando pareceres
sobre projetos que tramitam no legislativo, o que é importante
para os trabalhadores.
Ainda está pendente a redação
final dos temas a serem apreciados pelo CNRT, a CUT discorda da inserção
do item "legislação trabalhista”, e atualmente
aguarda o avanço das negociações.
Para o setor público, o governo
apresentará ao Congresso Nacional a proposta de Ratificação
da Convenção 151 da OIT — uma luta histórica
do funcionalismo cutista, em consonância com a regulamentação
da negociação coletiva e do direito de greve para o setor.
Após a regulamentação da Convenção
o Brasil, terá um ano para elaborar sua legislação
sobre o tema.
Outras questões estão sendo
objeto de negociação entre o governo e as centrais sindicais.
São pontos estratégicas para os trabalhadores e o movimento
sindical, tais como: o funcionamento das cooperativas de trabalho, a
regulamentação do trabalho aos domingos e a participação
dos trabalhadores no Sistema S (SESC SESI e SENAI), além de outros
fóruns tripartites. Além disso, discute-se a regulamentação
do artigo 174 da CLT (que trata da fiscalização das máquinas).
Leia abaixo o projeto do governo.
| PROJETO
DE LEI
Dispõe sobre o reconhecimento
das centrais sindicais como órgão de representação
geral dos trabalhadores, define suas atribuições
e prerrogativas, estabelece requisitos de representatividade e
dá outras providências.
Art. 1º A central sindical,
órgão de representação geral dos trabalhadores,
constituída em âmbito nacional, terá as seguintes
atribuições e prerrogativas:
I – representar as entidades
sindicais a ela filiadas; e
II - participar de negociações
em fóruns tripartites, conselhos e colegiados de órgãos
públicos e demais órgãos de diálogo
social em que estejam em discussão assuntos de interesse
geral dos trabalhadores.
Art. 2º. Para o exercício
das prerrogativas e atribuições a que se refere
o art. 1º, a central sindical deverá cumprir os seguintes
requisitos:
I - filiação de,
no mínimo, cem sindicatos distribuídos nas cinco
regiões do país;
II - filiação em
pelo menos três regiões do país de, no mínimo,
vinte sindicatos em cada uma;
III - filiação de
sindicatos em, no mínimo, cinco setores de atividade econômica;
e
IV - filiação de
trabalhadores aos sindicatos integrantes de sua estrutura organizativa
de, no mínimo, dez por cento do total de empregados sindicalizados
em âmbito nacional.
Parágrafo único.
As centrais sindicais que atenderem apenas aos requisitos dos
incisos I, II e III poderão somar os índices de
sindicalização dos sindicatos a elas filiados, de
modo a cumprir o requisito do inciso IV.
Art. 3º A indicação
pela central sindical de representantes nos fóruns tripartites,
conselhos e colegiados de órgãos públicos
a que se refere o inciso II do art. 1º será em número
proporcional ao índice de representatividade previsto no
inciso IV do art. 2º.
Art. 4º A aferição
dos requisitos de representatividade de que trata o art. 2º
será realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
§ 1º O Ministro do Trabalho
e Emprego, mediante consulta às centrais sindicais, poderá
baixar instruções para regulamentar os procedimentos
necessários à aferição dos requisitos
de representatividade, bem como para alterá-los com base
na análise dos índices de sindicalização
dos sindicatos filiados as centrais sindicais.
§ 2º O Ministro do Trabalho
e Emprego dará publicidade à relação
das centrais sindicais que atenderem os requisitos de que trata
o art. 2º, indicando seus respectivos âmbitos de representação
e seus índices de representatividade.
Art. 6º Esta Lei entra
em vigor na data de sua publicação. |
|
SITE DO CORREIO SINDICAL,
25 de abril de 2006
O movimento sindical reage contra aqueles
que querem destruir a unidade dos trabalhadores.
Visando implantar o sindicalismo subserviente
e as reformas impostas pelo FMI, os mesmos agentes e ventríloquos
dos inimigos dos trabalhadores se aliam para acabar com a organização
sindical brasileira.
...........................................................................................................................................
Mais uma vez os assalariados das CIOLS e do capital internacional, travestidos
de lideranças sindicais, tentaram aplicar um golpe divisionista
contra os trabalhadores.
No dia 07 de abril, um grupo formado
“dirigentes” sindicais apoiados pela CUT e Força
Sindical fez uma assembléia fajuta para criar a CNTCM, uma confederação
que visava única e exclusivamente reduzir a representatividade
da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores
da Indústria e aplicar um golpe contra a unidade dos trabalhadores.
Por trás dessa atitude também
se escondia o pânico das velhas e carcomidas centrais e do próprio
governo com o crescimento da Nova Central (NCST) em todo o território
nacional.
Mas os trabalhadores já se acostumaram
a lidar com os métodos truculentos dessa turma que briga de mentirinha
entre si, mas se une para prejudicar os trabalhadores e repartir os
dividendos desta repudiante empreitada.
A CNTI já tomou providências
legais para neutralizar este verdadeiro estelionato sindical e as manifestações
de repúdio contra a tal confederação da construção
civil estão vindo de todos os lados.
O Juiz Federal do Trabalho, dr. Eduardo
Ranulss, entendendo que a criação da confederação
feria o artigo 8° da Constituição, determinou por
meio de liminar a suspensão dos efeitos da assembléia.
Além disso, a maioria absoluta
das Federações e Sindicatos que estavam presentes à
“assembléia”, percebendo a manobra divisionista da
CUT e da Força Sindical, resolveram votar contra a criação
da “confederação”.
A Nova Central Sindical dos Trabalhadores
de São Paulo emitiu um contundente manifesto de repúdio
à malfadada manobra e de apoio à CNTI ,que publicamos
na íntegra.
Ainda nesta semana haverá uma
reunião com todas as Confederações brasileiras
que participam ou não da Nova Central e do Fórum Sindical,
para que se pronunciem a respeito do ocorrido. O movimento sindical
aguarda com grande expectativa o resultado dessa reunião.
O Correio Sindical também se solidariza
com os companheiros da CNTI. Os trabalhadores não devem aceitar
a ingerência do governo, não devem deixar que falsas lideranças
rasguem a Constituição, tentando acabar com a unicidade
sindical e o sistema confederativo.
AÇÃO CRIMINOSA CONTRA
O SINDICALISMO BRASILEIRO
CRIMINOSA, PORQUE CONFIGURA DESACATO
A SENTENÇA JUDICIAL E AFRONTA, DE FORMA TRUCULENTA, O ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO, COM O BENEPLÁCITO DO MINISTÉRIO
DO TRABALHO, EM MAIS UMA GRAVE IRREGULARIDADE DO GOVERNO LULA.
O movimento sindical do Estado de São
Paulo, representado pela NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES, constituída
por centenas de sindicatos e dezenas de federações neste
Estado, vem a público para REPUDIAR VEEMENTEMENTE o comunicado
divulgado aos órgãos de imprensa, na data de 07/.04/2006,
dando conta da criação de mais uma Confederação
específica para a área da construção civil,
a qual, eles afirmam, será administrada: 50% pela CUT e os outros
50% pela FORÇA SINDICAL, fato este que, por si só, demonstra
a intenção de assumirem, de forma ditatorial, o comando
do sindicalismo brasileiro, contra a vontade da própria classe
trabalhadora.
A falsidade de tal divulgação
comprova-se por dois aspectos: primeiro, porque os
efeitos da assembléia foram judicialmente suspensos por meio
de medida liminar proferida pelo MM. Juiz Federal do Trabalho, DR.EDUARDO
RANULSS, entendendo que a pretensão desses oportunistas traidores,
fere o artigo 8º,II, da Constituição Federal; segundo,
porque a proposta foi rejeitada por maioria absoluta das Federações
e Sindicatos que se fizeram presentes e votaram contra, mesmo sob a
ameaça de “nutridos seguranças”, contratados
pelos que pretendiam praticar a ilegalidade.
O povo brasileiro precisa saber que,
a exemplo do que vem ocorrendo em outros países, em especial
na França, onde trabalhadores e estudantes se uniram para impedir,
em seu País, a nefasta ação do neoliberalismo,
que financia aqui no Brasil os TRAIDORES que têm
por objetivo destruir o movimento sindical brasileiro, começando
pela tentativa de esfacelamento de uma das maiores e mais importantes
entidades de trabalhadores do Brasil, como a CONFEDERAÇÃO
NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA, os autores de tal agressão,
temos o dever de desmascarar.
O Ministério do Trabalho, do governo Lula, agindo como mero departamento
da CUT, que agora está mancomunada com sua antiga rival, FORÇA
SINDICAL, na questão de desmonte da estrutura sindical de nosso
País, procede o registro dessas grotescas entidades, em curtíssimo
espaço de tempo, atropelando as impugnações, inclusive
decisões judiciais, com base em pareceres desprovidos de fundamento
jurídico, como ocorreu recentemente, quando o mesmo grupo desordeiro
criou outra Confederação a qual, mesmo impedida judicialmente,
foi registrada pelo Ministério do Trabalho do governo Lula.
Este manifesto está sendo encaminhado
às autoridades do País, inclusive ao nosso Presidente
nacional, companheiro JOSÉ CALIXTO RAMOS, para
que sejam tomadas enérgicas providências, não só
quanto ao crime de desacato à decisão judicial que anulou
os efeitos da assembléia de criação da referida
Confederação, conforme Certidão do Sr. Oficial
de Justiça, mas também e principalmente, exigir dos senhores
Deputados e Senadores, o necessário empenho para impedir essa
nociva atuação do Ministério do Trabalho, que macula
o Estado de Direito.
A NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES
DE SÃO PAULO, continua sua luta para fazer prevalecer o lema
que enobrece nossa Bandeira.: ORDEM E PROGRESSO. Por ORDEM, entenda-se
o respeito às normas legais vigentes; PROGRESSO é a dignidade
do homem trabalhador, ideal do sindicalismo sério.
Por São Paulo, pelo Brasil, avante, companheiros!
Luiz Gonçalves
- Presidente -
|
Agência Câmara,
25 de abril de 2006
Trabalho vota projeto sobre contratação
de jovens
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço
Público pode votar amanhã o Projeto de Lei 2084/03, do
deputado Paes Landim (PTB-PI), que institui política para aproveitar
os jovens dispensados do serviço militar em programas de treinamento
profissional para o primeiro emprego.
A proposta permite que o governo contrate
jovens de até 18 anos na condição de aprendizes,
sem vínculo empregatício. A contratação
desses aprendizes deverá respeitar a proporção
máxima de um para cada cinco servidores públicos efetivos.
O relator, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), é favorável
à aprovação do projeto, mas recomenda a supressão
do artigo que permite ao aprendiz realizar atividades perigosas ou insalubres,
desde que lhe seja assegurado seguro de vida que cubra doença
profissional, incapacitação ou morte. Esse dispositivo,
explica o parlamentar, conflita com a Constituição, que
proíbe o trabalho noturno, insalubre ou perigoso para menores
de 18 anos.
Contrato temporário
Outro item que pode ser votado amanhã é o Projeto de Lei
6315/05, que autoriza a renovação de contratos temporários
em órgãos da administração federal. A autora
da proposta, deputada Socorro Gomes (PCdoB-PA), explica que atualmente
a lei só permite a recontratação do profissional
um ano após o término do contrato. Para ela, essa restrição
prejudica a administração pública, porque muitas
vezes atinge profissionais especializados, difíceis de ser substituídos.
A relatora, deputada Laura Carneiro ( PFL-RJ), recomenda a aprovação
do projeto.
Eleição
A votação dessas propostas está marcada para as
15 horas, no plenário 12. Às 14 horas, os parlamentares
vão eleger o 2º e o 3º vice-presidentes da comissão.
|
Agência Câmara, 25 de abril de
2006
Licença Maternidade
CCJ analisa PL que altera o benefício
para os casos de gravidez de risco
A Comissão de Constituição Justiça da Câmara
dos Deputados vai se reunir nesta terça-feira, dia 25/04, para
apreciar proposições de interesse dos trabalhadores. Entre
os projetos de lei que integram a pauta da Comissão, destaque
para o PL nº 2.852/00. O projeto “dispõe sobre a concessão
de licença especial para gestante em situação de
risco e dá outras providências". O PL é de
autoria da deputada Iara Bernardi (PT/SP) e do deputado Professor Luizinho
(PT/SP). A relatora, deputada Sandra Rosado (PSB/RN), emitiu parecer
pela constitucionalidade e juridicidade da proposta. A reunião
acontece no plenário 1 do anexo II da Câmara dos Deputados.
|
METROPOLITANO SC, 25 de
abril de 2006 | Cidades
Emprego volta a cair nas grandes e médias
indústrias de SC
Florianópolis, 17.04.2006- O número
de trabalhadores empregados nas grandes e médias indústrias
de Santa Catarina registrou queda de 0,23% no mês de março,
depois de dois meses de aumento. No mês passado foram fechados
477 postos de trabalho nas 355 empresas que participam da pesquisa realizada
pela Federação das Indústrias (FIESC).
Em função do desempenho
de março, o grupo pesquisado, que terminou o mês com 210.702
trabalhadores, reduziu o saldo de postos de trabalho criados no acumulado
do primeiro trimestre para 1.247 vagas, com alta de 0,6%, divulgou a
FIESC nesta segunda-feira. É menos da metade do número
de empregos criados no primeiro trimestre do ano passado por este conjunto
de indústrias, que havia acrescentado 2.707 trabalhadores ao
quadro de funcionários naquele período, com aumento de
1,3% no número de empregados.
O segmento alimentar, que vinha contratando
nos dois primeiros meses do ano, foi o que mais demitiu em março,
com o fechamento de 614 empregos, resultado puxado pelas indústrias
de carnes. Ainda assim, o desempenho dos três primeiros meses
é positivo no segmento alimentar, com criação de
251 vagas. Em março as indústrias têxteis reduziram
seus quadros em 119 empregados e as de material de transporte fecharam
64 postos de trabalho.
Na outra ponta, a indústria da
pesca foi a que mais contratou em março, com a criação
de 281 empregos em Santa Catarina. Outro destaque positivo foi o segmento
de material elétrico e de comunicação, com saldo
de 158 vagas.
Ampliando a análise para
o intervalo de 12 meses, as indústrias apresentaram diminuição
de quadro de 0,06%, com fechamento de 117 postos de trabalhos. Nessa
análise as maiores influências negativas são observadas
nos gêneros mobiliário, mecânica e madeira.
|
ÚLTIMO SEGUNDO /
SÃO PAULO, 25 de abril de 2006 | Economia
SP: 282 mil trabalhadores não sacaram
abono do PIS
Mais de 282 mil trabalhadores no Estado
de São Paulo ainda não sacaram os abonos salariais do
Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação
do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). São R$
98,7 milhões para serem liberados e o prazo para retirar esse
dinheiro esgota-se em 30 de junho.
Desse total de trabalhadores, cerca de
255 mil ainda não foram buscar o PIS, de acordo com levantamento
realizado no fim de março pela Caixa Econômica Federal,
responsável pelo pagamento.
Já no caso do Pasep, o número
de 'esquecidos' é bem menor: pouco mais de 27 mil pessoas ainda
não pegaram o dinheiro, segundo atualização feita
na última quinta-feira pelo Banco do Brasil, instituição
que paga esse benefício.
O valor do abono salarial é o
mesmo para o PIS e para o Pasep: R$ 350. Quem ainda não retirou
o dinheiro tem uma vantagem: desde o início de abril, os trabalhadores
recebem R$ 50 a mais por conta do reajuste do salário mínimo,
que neste mês subiu de R$ 300 para R$ 350.
Para sacar o abono salarial, o trabalhador
deve cumprir algumas exigências, como constar da Relação
Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2004.
Além disso, é necessário estar cadastrado no PIS
ou Pasep há pelo menos cinco anos. É preciso ter trabalhado,
também em 2004, pelo menos 30 dias com carteira assinada ou então
ter sido nomeado em cargo público. Por fim, a renda média
do trabalhador não pode ter ultrapassado dois salários
mínimos mensais no período de referência.
Mais informações sobre
os dois programas podem ser obtidas nos sites www.caixa.gov.br (para
PIS) ou www.bb.com.br (para Pasep).
Cartas para os 'esquecidos'
O Ministério do Trabalho deve
enviar cartas para os trabalhadores que ainda não sacaram os
benefícios do PIS ou Pasep lembrando-os do benefício.
Ainda não há data definida para o início da postagem
das correspondências. De acordo com o BB, esse procedimento deve
ter início a partir da segunda quinzena de maio. A Caixa ainda
está estuda o assunto com o Ministério do Trabalho e na
próxima semana pode haver uma decisão.
Já foram pagos no Estado
cerca de 1,3 milhão de abonos salariais, totalizando mais de
R$ 381,5 milhões, divulgou a Caixa. No caso do Pasep, o BB informa
ter realizado no Estado o pagamento de mais de 114 mil abonos, que somam
cerca de R$ 32,4 milhões.
|
Folha de São Paulo,
25 de abril de 2006
ESCÂNDALO DO MENSALÃO/ O PRESIDENTE
CPI dos Bingos deve votar requerimento para encaminhar perguntas ao
presidente
Oposição tentará
interrogar Lula sobre violação de sigilo
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na investida que mais se aproximou do
Palácio do Planalto desde o início das investigações,
há dez meses, a CPI dos Bingos prepara-se para votar pedido de
esclarecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre
as circunstâncias em que soube da participação de
autoridades na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo
dos Santos Costa. Requerimento protocolado na comissão pelo senador
Antero Paes de Barros (PSDB-MT) apresenta oito perguntas a serem respondidas
por Lula. O questionário insiste em cobrar detalhes da atuação
do presidente no período de tempo entre a violação
do sigilo da conta do caseiro na Caixa Econômica Federal e a demissão
do ex-ministro Antonio Palocci Filho e do então presidente do
banco, Jorge Mattoso. Entre um fato e outro, passaram-se dez dias.
"Nesse momento, o principal e premente
fato a ser esclarecido diz respeito ao envolvimento do presidente da
República nesse episódio, uma vez que pairam dúvidas
acerca das circunstâncias nas quais o presidente tomou conhecimento
da operação", diz o senador na justificativa que
acompanha as perguntas a Lula. O encaminhamento das perguntas ao Planalto
depende de a oposição conseguir reunir a maioria de votos
na próxima sessão da CPI dos Bingos. Também aguardam
na pauta de votação outros requerimentos polêmicos,
como o novo pedido de quebra do sigilo bancário de Paulo Okamotto,
amigo de Lula, e a convocação de Palocci e Mattoso, além
de dois assessores do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça):
Daniel Goldberg e Cláudio Alencar. Nas últimas semanas,
a oposição não tem obtido maioria para aprovar
suas propostas.
O requerimento endereçado a Lula
abriu uma nova disputa entre governistas e a oposição.
"Se insistirem em aprovar [o requerimento], será mais uma
encrenca a ir parar no Supremo [Tribunal Federal]", disse a líder
do PT no Senado, Ideli Salvati (SC). Com base em consulta à assessoria
jurídica do partido, Ideli disse que deputados e senadores só
podem convocar ou encaminhar pedidos de informação a autoridades
subordinadas ao presidente, não a ele próprio. "A
ânsia [da oposição] é tamanha e a vontade
de atingir o presidente é tão desenfreada que não
respeitam mais a legalidade dos procedimentos."
A oposição sustenta que
essa regra não se aplica ao trabalho das CPIs e que o artigo
58 da Constituição dá a elas poderes especiais
de investigação. Esse artigo diz que as CPIs têm
poderes "próprios das autoridades judiciais".
Em sessão da Comissão de Constituição e
Justiça da Câmara na quinta-feira passada, o ministro da
Justiça disse que manteve o presidente Lula informado das suspeitas
que havia contra Palocci desde o dia 21 de março -cinco dias
depois da violação da conta do caseiro e seis dias antes
de o ministro pedir demissão.
Nova CPI
O presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), deverá determinar hoje o arquivamento do pedido de
abertura de uma CPI para investigar, entre outras coisas, a ligação
de Okamotto com familiares do presidente. O requerimento, de autoria
do senador Almeida Lima (PMDB-SE), visa investigar o pagamento de contas
do presidente e de pessoas próximas a ele por Okamotto. Calheiros
deverá argumentar que não há "fato determinado"
para abertura de investigação.
|
Folha de São Paulo, 25 de abril de
2006
PANORÂMICA
AMAZÔNIA
Ibama questiona área comprada por
europeu
O Ibama diz que é irregular parte da floresta privada que um
milionário sueco-britânico diz ter comprado do grupo GMO
Renewable Resources, que controlava a madeireira Gethal, no Amazonas.
Johan Eliasch disse que comprou duas fazendas, em Manicoré e
em Itacoatiara, somando 160 mil hectares por cerca de R$ 30 milhões.
O gerente-executivo do Ibama Henrique Pereira disse que, em Manicoré,
a Gethal declarou uma área de 40.862 ha. Desses, 37.410 ha não
estão regularizados no Incra. O restante está em litígio,
pois faz divisa com terras indígenas. O procurador regional do
Incra, Bianor Saraiva Nogueira Junior, disse que a legislação
que regulamenta a compra de terras por estrangeiros limita uma área
de 100 ha na região.
|
Folha de São Paulo,
25 de abril de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Hipótese é citada por Cesar Maia em encontro com Alckmin;
Agripino fala em pressões nos Estados
Por alianças regionais, PFL diz
que pode não dar vice ao PSDB
CATIA SEABRA, ENVIADA ESPECIAL AO RIO
RAPHAEL GOMIDE, DA SUCURSAL DO RIO
O PFL ameaçou romper o acordo
de composição formal de chapa com o PSDB para a Presidência,
deixando de indicar o vice de Geraldo Alckmin, caso os tucanos mantenham
resistência a alianças em ao menos oito Estados. Contrariado
com o lançamento da candidatura do deputado Eduardo Paes (PSDB)
ao governo do Rio de Janeiro, o prefeito da capital fluminense, Cesar
Maia, foi o porta-voz do alerta, que representaria uma perda de cerca
de seis minutos diários do tempo de Alckmin em rádio e
TV.
À mesa com Alckmin, durante seminário
do PFL sobre política externa, Maia constrangeu o tucano ao pregar
a possibilidade de o PFL ficar fora da chapa para ampliar a bancada,
embora mantendo apoio informal à candidatura. Com ironia, Maia
sugeriu que talvez "melhor seja que o PFL não tenha candidato
a vice". E tenha "maior flexibilidade, para montar alianças
e oferecer a Vossa Excelência [Alckmin] uma bancada com mais dez
ou 12 deputados". Ontem, pela manhã, Alckmin chamou de naturais
as dificuldades com o PFL. Antes de ouvir Maia, minimizou: "Estive
com Fernando Henrique. Os problemas são os mesmos". O ex-governador
se reúne hoje com o presidente do PFL, Jorge Bornhausen.
A declaração de Maia irritou
o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), que descredenciou
o prefeito do Rio como interlocutor do PFL. Tasso repetiu nunca ter
ouvido isso do presidente do PFL. "Estamos comprometidos e não
vamos fugir desse compromisso. Qualquer coisa em sentido contrário,
se o PFL não falar diretamente comigo, que sou o presidente do
partido, é fofoca."
PMDB
O prefeito tornou pública, no entanto, uma hipótese sob
análise no PFL, desde quarta-feira, quando o PMDB acenou com
a possibilidade real de lançamento de candidato próprio
à Presidência. Como os peemedebistas são parceiros
do PFL em pelo menos sete outros Estados, os pefelistas começaram
a cogitar a idéia de se livrar das amarras impostas pela verticalização,
que exige a reprodução das alianças nacionais.
O PFL espera que os problemas estaduais
sejam resolvidos até o dia 14 de maio, quando o PMDB deve fazer
uma pré-convenção. Mesmo cotado para a vice, o
líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), admitiu ontem
que crescerá a pressão para que o partido fique solto
nos Estados. "O apoio a Alckmin é indiscutível. Mas
a aliança formal passa pela superação das dificuldades
regionais. O PMDB, tendo candidato próprio, é um complicador.
Cresce dentro do partido a pressão para que não haja a
aliança."
Agripino tenta, com isso, conquistar
a simpatia da cúpula do PFL a seu nome para a vice. Hoje, os
comandantes do partido apóiam o senador José Jorge (PE).
Por isso reproduziu a conversa que tivera na véspera num jantar
com o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ). "A
gente tem de resolver os nossos problemas, PFL e PSDB, para que nenhum
fator externo possa interferir na nossa decisão", advertiu
Rodrigo. Apesar do discurso dos líderes, Bornhausen minimizou
o risco de rompimento. Segundo ele, "essa é uma possibilidade,
não uma probabilidade". Com o PFL, Alckmin terá cerca
de 15 minutos diários de TV, sendo o candidato com mais tempo.
Sem o PFL, sua participação cairia para cerca de 9 minutos,
ficando atrás até de Anthony Garotinho (PMDB).
PSDB
Preocupada com a resistência de parte das bancadas do partido
em aderir a Alckmin, a direção do PSDB agendou para hoje
uma "confraternização" do presidenciável
com parlamentares tucanos. Oficialmente, a direção do
PSDB diz que se trata de um coquetel de "confraternização".
Mas a intenção é fazer do jantar um ato de apoio
para embalar a campanha. Foram convidados os 57 deputados e 15 senadores
da sigla.
O evento tem dois objetivos: criar
uma frente de defesa de Alckmin no Congresso e abrir palanques para
ele nos Estados. Paralelamente, o PSDB apontou ontem Álvaro Dias
(PR) para ocupar a liderança da oposição no Senado.
Ele substituirá José Jorge (PFL-PE). A indicação
de Dias, que se destacou na CPI dos Correios, faz parte da estratégia
tucana de montar uma ofensiva contra Lula. "A oposição
tem de endurecer a cada ação do governo", disse Dias.
Sobre Alckmin, ele disse: "Quem tentar construir uma imagem de
desonestidade do Alckmin vai perder tempo". Na véspera do
encontro com Alckmin, tucanos diziam que pesquisas encomendadas pelo
partido apontavam leve melhora nos índices de intenção
de voto em locais onde a aliança com o PFL já está
fechada ou que foram visitados pelo tucano. Hoje o partido também
estréia uma série de inserções em cadeia
de rádio e TV.
|
Folha de São Paulo,
25 de abril de 2006
IMPOSTO DE RENDA
Até as 17h de ontem, 13,2 milhões de pessoas já
tinham declarado
Leão recebeu 60% das declarações
DA REPORTAGEM LOCAL
De cada 10 contribuintes que deverão
declarar o Imposto de Renda neste ano, 4 ainda não prestaram
contas à Receita Federal. Até as 17h de ontem, 13,2 milhões
de declarações tinham sido entregues, número equivalente
a 60% do total esperado, que é de 22 milhões de documentos.
A entrega pela internet termina às 20h de sexta-feira, dia 28
deste mês. No Banco do Brasil e na CEF (entrega em disquetes)
e nos Correios (formulários, ao custo de R$ 3,20), a entrega
será feita durante o expediente dessas instituições.
Como nos anos anteriores, não haverá prorrogação
do prazo.
"A corrida das pessoas para declarar
é grande neste momento", disse o supervisor nacional do
Imposto de Renda, Joaquim Adir. "O ritmo de entrega irá
aumentar muito de agora em diante." Das 5h até as 17h de
ontem, foram recebidas 650 mil declarações. Adir previa
que, das 17h de ontem até a 1h de hoje (entre 1h e 5h o Receitanet
fica fora do ar para manutenção), mais 500 mil declarações
seriam entregues, totalizando 13,7 milhões. Durante as quatro
horas em que o sistema pára para manutenção, o
contribuinte não pode enviar a declaração, mas
pode baixar o programa e preenchê-la.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de abril de 2006 | Economia
CONTAS PÚBLICAS
Dívida do governo em títulos
cresce R$ 11 bi em apenas um mês
Brasília – A dívida pública do governo em
títulos públicos subiu R$ 11 bilhões em apenas
um mês. Entre fevereiro e março, o crescimento foi de 1,1%
e a dívida mobiliária chegou a R$ 1,021 trilhão.
O aumento ocorreu mesmo com o resgate líquido – quando
os resgates superam as emissões de novos papéis –
de R$ 3,1 bilhões, segundo nota conjunto do Tesouro Nacional
e do Banco Central.
No mês passado, a parcela da dívida
que é atrelada à Selic, também chamada de pós-fixada,
caiu de 50,95% do total para 49,55% do total. Para dar mais previsibilidade
aos pagamentos, é importante para o governo reduzir esse tipo
de dívida.
Já a parcela da dívida
prefixada ficou em 28,75% em fevereiro, contra 27,88%. Nesse tipo de
papel, é possível saber antes o quanto se vai pagar no
vencimento dos títulos.
Em relação à dívida
indexada a índices de preços, o total ficou em 21,23%,
contra 20,46% em fevereiro. O montante da dívida atrelado ao
dólar agora está negativo em 1,59%, levando em conta as
operações de “swap reverso” – o governo
paga juros e, em troca, recebe a variação do dólar.
Com isso, o governo tem créditos a receber em dólar.
Prazos
No mês passado houve uma pequena
elevação no prazo médio das emissões, que
passou de 55 meses em fevereiro para 55,2 meses em março. Segundo
a nota, esse aumento foi possível pela emissão de títulos
indexados a índices de preços com prazos mais longos.
O prazo médio do estoque caiu de 29,5 meses para 29,3 meses.
Já a parcela da dívida
que vence no curto prazo – em até 12 meses – passou
de 38,4% para 40,1%.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de abril de 2006 | Brasil
FINANÇAS PÚBLICAS-Prefeitos conseguem
mais verba para merenda escolar e aquisição de máquinas
Planalto anuncia repasse de R$
2 bilhões às prefeituras
Brasília – O governo anunciou ontem um novo pacote de benefícios
aos prefeitos. Serão mais cerca de R$ 2 bilhões que deverão
ser repassados aos municípios, atendendo a pleitos que vinham
sendo seguidamente negados pelo ex-ministro da Fazenda Antônio
Palocci, sob a alegação de que o governo precisava manter
o ajuste fiscal.
Agora, com o afrouxamento das contas
pela área econômica, serão liberados R$ 250 milhões
de aumento do valor do repasse para a merenda escolar, R$ 300 milhões
para linha de financiamento aberta pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) para aquisição de máquinas
pelos municípios e R$ 1,4 bilhão que os prefeitos deverão
ter a mais com o aumento que foi acordado com o Congresso e o Planalto
num ponto porcentual do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM), incluído no projeto de reforma tributária.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva queria fazer o anúncio
do novo pacote diretamente para os prefeitos, hoje, na marcha anual
que eles realizam em Brasília. Lula compareceu às três
marchas anteriores.
Ontem, o presidente confidenciou aos
prefeitos que estava avaliando se ia mesmo na marcha porque temia a
abertura de mais um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impetrado
pela oposição, que o acusa de estar fazendo campanha no
cargo.
“A oposição está
usando tudo contra mim”, queixou-se ele, de acordo com o prefeito
de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). “Sem demagogia, o trato
do presidente com os prefeitos foi exemplar. Ele tem de cumprir a prática
do governo que é ir a todas as marchas. Não pode mudar
porque é ano eleitoral”, defendeu Pimentel.
“Estou muito satisfeito porque
o processo andou muito”, disse o presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
“Medidas eleitoreiras”
O chefe da Secretaria de Relações
Institucionais da Presidência da República, Tarso Genro,
reagiu às acusações de que as medidas para beneficiar
os prefeitos são eleitoreiras. “Por que seriam medidas
eleitoreiras? Atender demandas de prefeitos, com mais alimentação
para crianças nas escolas, são medidas eleitoreiras?”,
afirmou. “Estamos fazendo isso há muito tempo. Estamos
atendendo a essas demandas e tendo uma verdadeira política federativa.
São medidas de largo alcance federativo e restabelecem um pouco
da justiça que os municípios merecem no nosso país.”
Genro declarou ainda que os recursos
a serem liberados “são perfeitamente assimiláveis
no Orçamento aprovado”. Em seguida, listou as benéficas
medidas do governo: “Programa de reequipamento de máquinas
e equipamentos da prefeitura através do BNDES, aumento significativo
da merenda escolar – aumento real de 17% de 2004 até agora
–, o que significa um repasse distributivo de renda excepcional
para o conjunto da população que freqüenta a escola
pública, e o aumento do FPM”.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de abril de 2006 | Brasil
FINANÇAS
As medidas
23,5% em vez dos 22,5% do total arrecadado com Imposto de Renda e IPI
é quanto terá o Fundo de Participação dos
Municípios.
Aumento do repasse da merenda escolar
de R$ 0,18 para R$ 0,22 por aluno, o que totalizará R$ 250 milhões
para as secretarias de educação dos municípios.
Liberação de até
R$ 300 milhões de financiamento do BNDES para os municípios,
limitando em R$ 1,250 milhão para municípios com até
50 mil habitantes e R$ 3 milhões para os demais.
Aumento de 1 ponto porcentual do
Fundo de Participação dos Municípios (FPM), medida
que depende da reforma tributária a ser votada pelo Congresso
Nacional.
|
FOLHA DE LONDRINA, 25 de
abril de 2006
CUT defende mínimo regional de
R$ 437
Votação do novo valor do salário
mínimo regional na Assembléia Legislativa, prevista para
3 de maio, será nominal
Mauro Frasson
Para Roni Anderson Barbosa, impacto do mínimo regional para empresas
será mínimo
Curitiba - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná
defendeu ontem em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa
a implantação do salário mínimo regional
de R$ 437, projeto de autoria do governo do Estado. Com um discurso
semelhante ao da Força Sindical do Paraná, que falou aos
deputados no último dia 18, o presidente da entidade, Roni Anderson
Barbosa, defendeu que o novo salário vai melhorar a distribuição
de renda dos trabalhadores do Estado e, também com base nos estudos
do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-enconômicos
(Diesse), afirmou que o impacto para os empresários será
mínimo. O presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão
(PSDB), afirmou ontem que a vatação do projeto será
nominal.
''Temos que separar o salário
mínimo regional do desemprego e informalidade. São dois
temas diferentes'', defendeu Barbosa. ''Este é um projeto que
ajuda o Paraná, que hoje tem a pior distribuição
de renda do Sul do País'', completou usando a mesma alegação
da Força Sindical do Paraná e da Federação
dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep),
que falou aos deputados no útimo dia 19. Ainda se equiparando
ao discurso das demais entidades que defendem os trabalhadores, Barbosa
afirmou que, de acordo com dados do Dieese, o novo salário vai
beneficiar cerca de 500 mil trabalhadores e não vai ter impacto
nas grandes empresas, que já pagam mais que isso. As médias
e pequenas empresas sofreriam impacto de apenas 0,9%, já que
o governo do Estado proporcionou isenção de ICMS.
O presidente da CUT defendeu também
que, além de beneficiar os segmentos de trabalhadores que não
fecham acordos coletivos de trabalho com os patrões, vai ajudar
os que fecham acordos abaixo desse piso, uma vez que vai aumentar a
referência. ''E tem o impacto social, que é muito importante'',
afirmou. Barbosa disse que a CUT-PR vai fazer manifestações
no dia 1º de maio, dia do trabalho, e um dos temos abordados será
o salário mínimo regional. A entidade vai discutir o novo
salário também em seu congresso, que acontece entre os
dias 28 e 30 de abril e promete lotar as galerias de trabalhadores no
dia da votação. ''Quermos mostrar que estamos de olho
no voto dos deputados.''
O presidente da Casa, Hermas Brandão,
garantiu a aprovação do projeto, que tem votação
marcada para o dia 3 de maio. Brandão acredita que como a votação
vai ser nominal, dificilmente algum deputado votará contra. Hoje
vão falar os deputados a Nova Central Sindical Trabalhista (NCST).
Na quarta-feira devem ir à Assembléia a Associação
Comercial do Paraná (ACP) e a Federação das Associações
Comerciais, Industriais e Agrícolas do Estado do Paraná
(Faciap). Na próxima terça-feira, a Federação
dos Agricultores do Estado do Paraná (Faep) vai expor seus argumentos
sobre o mínimo na Assembléia.
Andréa Bordinhão
Equipe da Folha
|
SITE TERRA, 25 de abril
de 2006
Gasto de deputados com gasolina será
investigado
O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP),
afirmou neste domingo que a Corregedoria da Casa vai investigar parlamentares
com suspeita de mau uso do dinheiro da verba indenizatória para
gastos com combustível.
Todos os meses, cada parlamentar recebe
até R$ 15 mil extras para despesas com manutenção
dos escritórios nos Estados, incluindo o abastecimento de veículos.
Pela lei, o reembolso se dá mediante apresentação
de notas fiscais que comprovem as despesas, e as contas individuais
de cada deputado são publicadas na Internet. Porém as
notas não são auditadas, e há denúncias
de que deputados estejam forjando os gastos para receberem o dinheiro.
De acordo com o jornal O Globo,
o deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR) será um dos investigados.
Sozinho, apresentou notas totalizando R$ 60 mil em combustível
no período de apenas três meses em 2005 e admitiu que usa
notas de postos de gasolina para justificar todo o tipo de gastos. O
gerente de um posto em Boa Vista, Roraima, afirmou que Rodrigues abastece
os caminhões de sua empresa com combustível que depois
cobra da Câmara.
"O instrumento mais fácil
para justificar os gastos é com notas de combustíveis",
afirmou o deputado.
O reembolso a deputados federais exclusivamente
para despesas com combustível chegou a R$ 41 milhões em
2005 - dinheiro suficiente para comprar cerca de 20,5 milhões
de litros de gasolina e rodar 2,56 milhões de quilômetros
em carro com média de consumo de oito quilômetros por litro.
Essa distância corresponde a 64 voltas ao mundo mais de seis viagens
entre a Terra e a Lua.
No Tribunal de Contas da União
(TCU) há um processo parado há cerca de dois anos, sobre
denúncias de gastos irregulares da verba indenizatória.
As novas acusações, acredita o procurador-chefe do Ministério
Público no TCU, Lucas Furtado, poderão fazer com que as
investigações sejam retomadas. Um novo relator do processo
será nomeado nos próximos dias, em substutuição
a Lincoln Rocha, que se aposentou.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo
(PCdoB-SP), avalia a proposta de incorporar a verba indenizatória
de R$ 15 mil mensais ao salário direto, de R$ 12.847,20, mais
que dobrando os vencimentos. A proposta não é consenso
na Casa.
As despesas de cada deputado estão
disponíveis no endereço
http://www2.camara.gov.br/transparencia/deputado/quotas/verbainden.html.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 25 de abril de 2006 | Economia
Mercado prevê nova queda de juros
e inflação mais baixa
A pesquisa Focus previu que a inflação
medida pelo IPCA deve encerrar o ano em 4,42%, e não mais em
4,43%, como havia sido projetado há uma semana
Gustavo Freire
BRASÍLIA - O mercado financeiro
continua acreditando numa queda da inflação para este
ano e numa diminuição gradual da taxa básica de
juros. É o que aponta a pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada
nesta segunda-feira.
De acordo com o levantamento, a previsão
da taxa medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo
caiu de 4,43% para 4,42% no intervalo de uma semana. A baixa representa
a terceira semana seguida em que as estimativas ficam abaixo da meta
central, estabelecida em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN).
As projeções das instituições
Top 5 para 2006, por sua vez, ficaram estáveis em 4,47% no cenário
de médio prazo. O porcentual esperado também é
inferior à meta central de 4,50%.
Para 2007, as expectativas de IPCA seguiram
estáveis em 4,50% pela 36ª semana consecutiva. O porcentual
projetado equivale à meta central do próximo ano, já
fixada pelo CMN.
Para abril o cenário também
foi de queda. As previsões caíram de 0,31% para 0,30%,
marcando a terceira queda seguida dessas projeções, que
estavam em 0,35% há quatro semanas. Já para maio, as previsões
de IPCA continuaram estáveis em 0,25% pela quarta semana consecutiva.
Selic
Ainda, segundo o mercado, a próxima
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom),
a ser realizada em junho, deverá cortar novamente a taxa básica
de juros (Selic, atualmente em 15,75% ao ano) em 0,75 ponto porcentual.
A Focus não errou na última
projeção. Na mais recente reunião do Copom, realizada
entre os dias 18 e 19 deste mês, a taxa foi cortada em 0,75 pp,
como havia previsto o mercado, e marcou a terceira queda consecutiva
nos juros. Já para o fim do ano, é esperado que os juros
fiquem em 14%.
Dólar
O mercado também previu que o
dólar deve continuar sua trajetória de queda no fim do
mês. Segundo a Focus, a moeda norte-americana deve encerrar abril
cotada a R$2,13, e não mais a R$2,14, previstos há uma
semana. Apesar da queda, a cotação esperada ainda é
superior aos R$ 2,12 projetados há quatro semanas.
Para o final de maio próximo,
as estimativas continuaram estáveis em R$2,14 pela segunda semana
consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam
em R$2,13. Acompanhando a tendência de estabilidade, as expectativas
para o final do ano também prosseguiram em R$2,20 pela sexta
semana seguida.
Para o final de 2007, as estimativas
de taxa de câmbio continuaram estáveis em R$ 2,35 pela
segunda semana seguida.
Investimento estrangeiro
O mercado não mudou sua estimativa
para o fluxo de investimento estrangeiro (IED) para 2006. Dessa maneira,
este ano deve ser encerrado com US$15 bilhões, o mesmo total
projetado há quatro semanas.
Indo de encontro à previsão
deste ano, as previsões para o IED de 2007 continuam em queda.
Nesta pesquisa foi estimado um fluxo de US$16,40 bilhões, ante
US$16,50 bilhões previstos na última semana. O resultado
é inferior ao projetado há quatro semanas, que estavam
em US$16,75 bilhões.
PIB e produção industrial
Apesar de esperar um aumento na produção
industrial, o mercado não acredita em uma melhora das suas previsões
para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo a Focus, o País deve produzir
neste ano 4,50% a mais do que no ano passado. No último levantamento,
a alta estimada havia ficado em 4,48%. Esta foi a sexta elevação
consecutiva destas previsões, que estavam em 4,21% há
quatro semanas. A expansão do PIB, por sua vez, permaneceu inalterada
em 3,5% pela 51º semana consecutiva.
Para 2007, as expectativas de aumento
da produção industrial ficaram estáveis em 4,50%
pela terceira semana consecutiva. As estimativas de crescimento do PIB
no próximo ano também permaneceram em 3,70% pela segunda
semana consecutiva.
Dívida
Ao mesmo passo, as projeções
para a dívida líquida do setor público para este
ano ficaram estáveis em 50,50% do PIB pela oitava semana consecutiva.
O cenário de estabilidade também foi visto no levantamento
para o ano que vem. Em Para 2007 a taxa deve corresponder a 49% do PIB.
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
25 de abril de 2006
Comissão da Câmara aprova
previdência especial de donas de casa
A Comissão de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio da Câmara
dos Deputados aprovou substitutivo ao Projeto de Lei 5773/05, do deputado
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que regulamenta a previdência
especial para donas de casa. O texto altera a Lei 8213/91, relativa
aos Planos de Benefícios da Previdência Social.
O projeto reduz os períodos de
carência para donas de casa e trabalhadores por conta própria
terem acesso aos benefícios da previdência em 50%, mas
o substitutivo do relator, deputado Joaquim Francisco (PFL-PE), torna
menor a redução: 20% dos prazos.
Na opinião do relator, o projeto
enfatizou o lado do benefício sem levar em conta os efeitos sobre
a economia nacional. "Embora uma maior eficiência da fiscalização
possa reduzir o déficit da previdência, é incontestável
que o número de idosos aumentou nos últimos anos. Por
isso, propomos uma redução menor nos prazos de carência",
diz.
Micro e pequenas empresas
A proposta aprovada propõe ainda
que as micro e pequenas empresas não tributadas pelo Simples
possam substituir todas as suas contribuições previdenciárias,
exceto as devidas em caso de contratação de cooperativas,
por uma contribuição única equivalente a 2% de
seu faturamento bruto mensal _e não da folha de salários,
como ocorre hoje.
Em relação a essa substituição
da base de contribuição, Joaquim Francisco explica que
a Comissão de Finanças e Tributação terá
melhor condição de avaliar se a carga tributária
das empresas será de fato reduzida e se o impacto sobre a arrecadação
poderá ser suportado.
Tramitação
Tramitam em conjunto os seguintes
projetos: 5866/05, 5933/05, 6169/05, 6295/05 e 6366/05. As tramitam
em caráter conclusivo nas comissões de Seguridade Social
e Família; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/04/2006
Ronaldo Leal implanta modelo de gestão
colegiada no TST
O presidente do Tribunal Superior do
Trabalho, ministro Ronaldo Lopes Leal, realizou hoje (24) a primeira
reunião interna de sua gestão, onde discutiu com diretores
e secretários das áreas judiciária e administrativa
estratégias de atuação para solucionar problemas
do cotidiano do Tribunal e prioridades de cada setor. Leal já
testou o formato de gestão colegiada, com êxito, quando
presidiu o TRT gaúcho, entre 1993 e 1995. A princípio,
essas reuniões serão diárias e uma das preocupações
do presidente do TST é que as informações delas
decorrentes sejam levadas ao conhecimento de todos os servidores.
“Com esse sistema colegiado de
audiências diárias, no qual têm assento todos os
diretores do Tribunal, pretendo combater a chamada ‘rádio-corredor’,
já que tudo o que for discutido aqui será repassado pelos
mesmos diretores aos servidores de suas unidades. Se houver alguma dúvida,
isto poderá ser relatado a mim, numa audiência mensal,
aberta a todos os servidores. Será o momento para fiscalizarmos
a integração realizada pelas diretorias e suas equipes”,
explicou Leal.
Por afetar de maneira direta todas as
outras áreas do Tribunal, o ministro Ronaldo Leal iniciou a reunião
tratando da informática do TST. Leal que implantar com urgência
um programa iniciado na gestão do ministro Francisco Fausto,
que agiliza a tramitação dos processos originários
e dos recursos interpostos junto ao Tribunal Superior do Trabalho, por
meio da informatização dos serviços de autuação
e distribuição. O programa deverá entrar em funcionamento
na primeira quinzena de maio.
O programa permitirá o acesso
a informações e registros feitos nas etapas anteriores
à chegada do recurso ao TST e resolverá o problema do
acúmulo de processos na autuação. Com o programa
em funcionamento, servidores poderão ser deslocados para atuar
em outra frente: a classificação dos recursos de acordo
com os temas nele discutidos. Um grupo de trabalho formado por assessores
dos gabinetes dos ministros será responsável por elaborar
uma tabela de assuntos. A aquisição de novas capas para
os processos, com um sistema de bolsos, também facilitará
o trabalho.
A pedido do novo presidente do TST, foi
realizado um levantamento dos processos que discutem matéria
trabalhista nova. De acordo com resolução administrativa
do TST, sempre que o presidente do TRT despacha ao TST um recurso onde
se discute uma nova tese jurídica, deve informar essa circunstância
na capa do processo para que sua apreciação no Tribunal
Superior do Trabalho tenha prioridade. Foi constatado que a resolução
está sendo cumprida nos Estados e também pelo setor de
distribuição do TST (que os distribui em lotes separados),
mas processos estão se misturando aos demais nos gabinetes dos
relatores.
Com o julgamento prioritário de
teses novas, o TST poderá por em prática, sem necessidade
de alteração legislativa, uma sugestão de seu novo
presidente para solucionar o problema do excesso de recurso: o controle
concentrado do alcance e do sentido de uma norma trabalhista. Identificando
o surgimento de teses novas, que estejam recebendo interpretações
divergentes em segunda instância (TRTs), o TST poderá agilizar
a unificação da jurisprudência, cumprindo assim
sua missão constitucional de órgão uniformizador.
Outra novidade é a utilização
de procedimento virtual nos processos que tramitam no Conselho Superior
da Justiça do Trabalho. A virtualização dos recursos
também será adotada no Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) e o TST fará o mesmo em relação aos recursos
que tramitam no CSJT. O presidente do TST também encomendou às
áreas responsáveis novos estudos para aferir ou não
a necessidade de contratação de estagiários (de
níveis superior e médio) e ainda sobre os critérios
de acesso dos servidores a cursos de pós-graduação
em Direito e Processo do Trabalho, custeados parcialmente pelo Tribunal.
Nova reunião foi marcada para amanhã (25), às 9h30.

|