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Agência Diap, 28 de abril de 2006
Dia do Trabalhador
Governo e centrais vão discutir
pacote para comemorar o 1º de maio
Segundo informações do Ministério do Trabalho e
Emprego, o ministro Luiz marinho vai se reunir nesta sexta-feira, 28/04,
com as centrais sindicais para discutir as medidas que serão
anunciadas na próxima semana pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, entre elas o reconhecimento das centrais sindicais e
a criação do Conselho Nacional de Relações
do Trabalho. A reunião será às 9h30 na Delegacia
Regional do Trabalho em São Paulo (Rua Martins Fontes 109/11º
andar, Consolação)
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Folha de São Paulo,
28 de abril de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Partido transfere para 24 de maio a definição da chapa
de Alckmin; presidenciável promete apoiar candidato de ACM na
Bahia
PFL adia escolha de vice e pressiona Alckmin
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com o argumento de que ainda é
possível "ampliar o arco de alianças", o PFL
adiou para o final de maio a escolha do vice de Geraldo Alckmin (PSDB).
Informalmente, o partido escolheu o dia 24 de maio para o anúncio,
11 dias depois da definição do PMDB. O adiamento da escolha
do vice foi oficializado na reunião da Executiva Nacional, a
pedido do líder do PFL no Senado, José Agripino (RN),
um dos cotados para concorrer ao cargo. O presidente do PFL, senador
Jorge Bornhausen (SC), disse ontem que "torce" para que o
PMDB não tenha candidato próprio à Presidência.
"Prefiro acordos com o PMDB nos Estados, com PFL ou com PSDB."
A decisão de postergar a escolha
para aguardar a definição do PMDB havia sido acordada
na véspera pelos senadores do partido após ouvirem de
Alckmin, em jantar com a bancada pefelista, a promessa de que se empenhará
para desatar os nós que travam a aliança em alguns Estados.
No jantar, Alckmin conversou com os senadores pefelistas Antonio Carlos
Magalhães (BA) e Roseana Sarney (MA) e com o governador de Sergipe,
João Alves (PFL), Estados apontados como mais complicados para
a união. À exceção do Maranhão, nos
outros dois anunciou decisão de apoiar os pefelistas ao governo
independentemente dos tucanos locais.
Após o encontro, o pré-candidato
tucano afirmou que "ouviu muito" e "há espaço
para caminhar". "O conceito de time está cada vez mais
forte. Se jogaremos com dois atrás ou três na frente, isso
é estratégia. Tem coisas que vamos resolver bem, e outras,
99%", disse à Folha. No caso da Bahia, Alckmin reafirmou
a ACM que apoiará a reeleição dr Paulo Souto (PFL).
ACM tenta impedir a candidatura de Antonio Imbassahy (PSDB) ao Senado,
patrocinada pelo líder do PSDB na Câmara, Jutahy Jr. (BA).
Contrariado com a negociação
de Alckmin com ACM, Jutahy telefonou ontem para o coordenador da campanha,
senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), para se queixar que a ala "carlista"
do PFL já preparava recepção a Alckmin.
Líderes do PSDB reagiram ontem à declaração
do presidente Lula de que tucanos só brigam, enquanto o PT está
tranqüilo. O mais incisivo foi o governador de Minas, Aécio
Neves: "O PT está acabando, aí fica muito difícil
brigar. As figuras do PT estão desaparecendo do cenário.
Se você me perguntar meia dúzia de figuras expressivas
do PT, confesso que teria dificuldades de me lembrar".
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Folha de São Paulo, 28 de abril de
2006
PARÁ
Madeireiros acusam Ibama de barrar extração
Madeireiros ligados ao Sindicato dos Madeireiros do Sudoeste do Pará
acusam o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente de não
cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta que prevê a liberação
de planos de manejo florestal para extração sustentável
de madeira. Segundo o setor madeireiro, foram firmados cerca de 50 termos
individuais e apenas 4 foram liberados. Com isso, as madeireiras estão
sem matéria-prima. O Ibama disse que os planos não foram
liberados porque continham irregularidades.
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Folha de São Paulo,
28 de abril de 2006
ORIENTE MÉDIO
Trabalhista fecha acordo para compor aliança do premiê
Olmert e ocupará cargo que já foi de Rabin e Sharon
Sindicalista será ministro da Defesa
de Israel
ERIC SILVER
DO "INDEPENDENT"
Um ex-sindicalista será o próximo
ministro da Defesa de Israel. Amir Peretz, 54, presidente do Partido
Trabalhista, assinou ontem acordo para compor a coalizão que
está sendo montada pelo Kadima, do premiê Ehud Olmert,
que venceu as eleições parlamentares de março.
Peretz já foi prefeito de um município pequeno e, quando
no serviço militar, atingiu a patente de capitão numa
unidade não-combatente. Tornar-se ministro da Defesa não
era o que o líder trabalhista esperava ao fazer a campanha de
seu partido centrada numa plataforma social.
É inevitável que perguntas
comecem a ser feitas sobre a entrega a um civil de uma cadeira já
ocupada pelos generais Moshe Dayan, Ariel Sharon, Ehud Barak e Shaul
Mofaz. Sobretudo numa época em que Israel sofre os desafios do
Hamas, que dirige a Autoridade Nacional Palestina, e do Irã,
que representa uma ameaça virtual no campo nuclear. Os críticos
da indicação de Peretz dizem que, no fundo, as coisas
até combinam. Afinal, o primeiro-ministro Ehud Olmert fez seu
serviço militar como repórter do jornal do Exército.
Não foi um estrategista ou um combatente.
Um parlamentar da oposição
conservadora, Aryeh Eldad, que é também general da reserva,
advertiu que seus concidadãos podem estar entrando "num
período muito perigoso", com esses dois amadores em questões
de segurança no comando do Estado. "O escalão político
não dispõe das ferramentas para examinar as alternativas
propostas pelo escalão militar", afirmou.
Mas Moshe Arens, um engenheiro aeronáutico que foi ministro da
Defesa em gabinetes do Likud nos anos 80 e 90, acredita que há
também pontos positivos na nomeação de um civil.
"Um civil chega como um quadro negro
em que nada ainda foi escrito. Ele pode analisar as coisas mais abertamente,
com maior flexibilidade", disse. Afirmou também que um ministro
civil não tem uma visão preconcebida sobre a organização
interna das Forças Armadas, sobre seu funcionamento, sobre o
tipo de operação que ela deve cumprir e sobre seus conhecidos
nela envolvidos. Mesmo assim, a questão embaraçosa, até
para os que concordam com o argumento de Arens, está na dúvida
sobre o fato de Peretz se enquadrar no figurino. Se ele der certo, que
ele possa ambicionar chegar a primeiro-ministro. Mas se ele fracassar,
os eleitores não darão a ele uma segunda chance.
Composição da maioria
Além do acordo com os trabalhistas,
Olmert assinou ontem também com o Partido dos Aposentados, que
elegeu sete deputados. Com isso, já dispõe de 55 das 120
cadeiras do Knesset. Outros pequenos partidos deverão ser convidados
para compor o novo governo, que, segundo Olmert, terá como prioridade
a definição das fronteiras entre Israel e a Cisjordânia
e a abertura de um diálogo -se possível, em razão
do Hamas- com os palestinos. A formação do novo gabinete
deverá ser anunciada o mais tardar no início da semana
que vem, segundo porta-vozes do premiê.
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Folha de São Paulo,
28 de abril de 2006
ACERTO COM O LEÃO
Horário vale para envio pela internet; 1ª cota vence hoje
Entrega das declarações
do IR termina hoje, às 20h
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
Cerca de 2,1 milhões de contribuintes
deixaram a entrega das declarações do IR para o último
dia. O prazo termina hoje, às 20h (horário de Brasília),
para os contribuintes que entregarem pela internet (receita.fazenda.gov.br).
Quem usar disquete terá de entregá-lo nas agências
do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, no horário
de atendimento ao público -em geral, até as 16h. Quem
for usar formulários impressos só poderá entregá-los
nos Correios (onde são retirados), também no horário
comercial das agências. O custo é de R$ 3,20.
Até as 19h de ontem, 18,7 milhões
de contribuintes já tinham cumprido sua obrigação
com o fisco. Joaquim Adir, supervisor nacional do IR, previa que até
a 1h de hoje (quando os computadores da Receita param para manutenção),
mais 700 mil contribuintes fossem enviar as declarações,
totalizando 19,4 milhões. Como ele estima que 500 mil usarão
formulários, ainda ficariam faltando 2,1 milhões para
totalizar os 22 milhões de documentos previstos para este ano.
Multa após
o prazo
Atrasar a entrega da declaração custa caro. A multa é
de 1% ao mês sobre o imposto devido (máximo de 20%), ainda
que já totalmente pago. Em qualquer caso, a multa mínima
é de R$ 165,74. Adir disse que quem deixou para declarar hoje
pela internet não deve enfrentar problemas, pois os computadores
da Receita têm capacidade para receber 3 milhões de declarações
por dia.
Cota única vence hoje
Quem ainda tiver IR a pagar poderá quitá-lo em até
seis parcelas. A primeira (ou única) vence hoje. As demais, nos
últimos dias úteis de maio a setembro. Nenhuma cota pode
ser inferior a R$ 50. O imposto de até R$ 99,99 terá de
ser pago integralmente hoje. O código do Darf é 0211.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 28
de abril de 2006 | Economia
SAÚDE DO TRABALHADOR
Acidente e doença do trabalho
são subnotificados
Ninguém sabe quantos são nem onde estão os cidadãos
vitimados em acidentes e por doenças relacionadas ao trabalho.
Os números mentem. Em 2004, foram comunicados ao Instituto Nacional
do Seguro Social do Paraná pouco mais de 33 mil casos de acidente
de trabalho, dos quais 6,4 mil na capital. Além de o número
não incluir os trabalhadores do mercado informal, que absorve
mais da metade das pessoas ocupadas, muitas empresas ainda deixam de
notificar acidentes, doenças e mortes relacionadas ao trabalho.
Os números colhidos pelo Comitê
Estadual de Óbitos e Amputações Relacionados com
o Trabalho – e divulgados ontem, véspera do terceiro Dia
Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças
Relacionadas ao Trabalho – também revelam só parte
da realidade. Entre o ano de 1998 e 2005, foram notificadas em Curitiba
716 mortes de trabalhadores, 365 amputações e 810 acidentes
graves relacionados ao trabalho. O comitê indica que essa estatística
só cobre a metade do verdadeiro número de ocorrências.
Na capital paranaense, os casos de amputação se concentram
na indústria metalúrgica, de construção
civil e de alimentos. Já as mortes são mais freqüentes
em empresas das áreas de construção civil, transporte
e indústria química, principalmente causadas por acidentes
de trânsito, quedas e choques.
Criado em 1997 pelos Ministérios
Público Estadual e do Trabalho e outros órgãos
governamentais e representantivos de classe, o comitê estadual
ganhou nova força no ano passado com a coordenação
do Ministério Público Estadual e agora tenta organizar
essas informações. “Queremos criar um banco de dados
único e real, pois mais da metade dos casos não é
contabilizada”, revela a assistente social Roselene Sonda.
O delegado regional do Trabalho no Paraná,
Geraldo Serathiuk, responsável pela fiscalização
nas empresas, assegura que os empregadores têm muita vontade de
adequar seus ambientes de trabalho e reduzir acidentes. “O problema
é saber onde é necessária a correção.
Já pedi muitas vezes ao INSS e à Secretaria de Saúde
que indiquem quais os setores e empresas com maior número de
funcionários em reabilitação, mas ainda não
conseguimos obter os dados”, diz. A Secretaria, por sua vez, reclama
da qualidade da informação que recebe de hospitais. “A
maior parte ainda não informa os casos relacionados ao trabalho”,
observa Olga Stefânia, representante da Secretaria Estadual de
Saúde do Paraná no comitê.
A cada acidente de trabalho o empregador
deve comunicar o INSS e o sindicato da categoria. Como poucos fazem
isso, o comitê busca dados na Delegacia Regional do Trabalho,
nas declarações de óbito, principalmente no Hospital
do Trabalhador, em delegacias, sindicatos e até mesmo na imprensa.
Desde 2004, uma portaria do Ministério da Saúde obrigada
todas as unidades de atendimento, privadas ou públicas, a notificar
às secretarias estaduais os casos de acidente de trabalho com
morte ou amputação.
Helena Carnieri
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JORNAL GAZETA DO POVO, 28
de abril de 2006 | Economia
SAÚDE
Só 20% das visitas geram
multa
Não só os trabalhadores estão buscando um ambiente
de trabalho seguro. Essa luta já conquistou muitos empregadores.
Das 2,5 mil visitas de fiscalização que a Delegacia Regional
do Trabalho realiza por mês no estado, só 20% resultam
em advertência ou multa por reincidência. “Muitas
comissões de saúde dentro de fábricas realmente
funcionam, promovendo a prevenção”, garante o delegado
Serathiuk, que lembra haver bons exemplos no Paraná.
“Meus funcionários ganham
R$ 140 para fazer ginástica na fábrica e não temos
acidente grave há anos”, comemora o proprietário
da fabricante de pneus BS Colway, Francisco Simeão. No setor
madeireiro, a Pallet do Brasil, de Curitiba, a Pormade, de União
da Vitória, e a Braspine Madeiras, de Jaguariaíva, receberam
o Prêmio Sesi de Qualidade do Trabalho 2005, que avalia, entre
outros, os quesitos Saúde e Segurança.
Madeireiras também foram alvo
da primeira fiscalização do comitê estadual, em
2002, na região de Imbituva, quando 40 empresas foram vistoriadas
e muitas assinaram termos de ajustamento de conduta com o Ministério
Público. “Ações como esta podem ser mais
freqüentes e eficazes na prevenção de acidentes,
e também contamos com as denúncias da população
sobre situações de perigo no ambiente de trabalho”,
afirma o procurador de Justiça João Zaions Júnior,
coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Defesa da Saúde
do Trabalhador, do Ministério Público.
Há estudos para se adotar outras
medidas de estímulo à prevenção, que envolvem
descontos financeiros. É o caso da lei que permite às
empresas que investirem em prevenção a redução
de até 50% na alíquota do Seguro Acidente de Trabalho.
É o Fator Acidentário Previdenciário, ainda em
estudo.
O Sindicato dos Metalúrgicos lembra
que há 700 trabalhadores afastados por doença do trabalho
nas grandes montadoras de veículos da RMC. “É grande
a resistência do empresariado em relação à
prevenção e comunicação de acidentes”,
diz o diretor de saúde, Núncio Mannala. O delegado do
Trabalho discorda: “Elas fizeram um acordo com o governo estadual
e estão cumprindo a sua parte”. (HC)
Serviço:
Denúncias podem ser feitas à DRT: (41) 3219 7721. Para
orientações, fale com o MP: (41) 3250 4887 ou 3250 4879
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de abril de 2006 | Economia
CNI prevê aumento de investimento
neste ano
A confederação acredita que a
expansão seja de 8,2%. No final do ano passado, a previsão
era de 6,5%
Renata Veríssimo
BRASÍLIA - A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) fez uma revisão para cima
e passou a prever um crescimento de 8,2% nos investimentos deste ano
no País. No final do ano passado, a CNI previa uma expansão
de 6,5%.
Segundo a entidade, a redução
da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 9% para 8,15% e a expectativa
de maior dinamismo da atividade industrial devem estimular os investimentos
das empresas.
A CNI revisou também as estimativas
para a balança comercial brasileira neste ano. Prevendo um aumento
das importações, a estimativa de superávit comercial
para 2006 foi reduzida de US$ 43,5 bilhões para US$ 41 bilhões.
Agora, a expectativa da CNI é
de que as importações em 2006 totalizem US$89 bilhões,
e as exportações, US$ 130 bilhões. No final do
ano passado, a estimativa da CNI para as importações era
de US$ 86,5 bilhões e, para as exportações, os
mesmos US$ 86,5 bilhões.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de abril de 2006 | Economia
Atividade da indústria cresce 8,6%
no trimestre
Em março o avanço foi de 1,1%,
segundo dados da Fiesp e do Ciesp
Paula Puliti
SÃO PAULO - A atividade da indústria
paulista cresceu 8,6% no primeiro trimestre deste ano. O dado, divulgado
nesta quinta-feira pelo Indicador do Nível de Atividade (INA)
da indústria paulista, elaborado pela Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro
das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), toma como
base o mesmo período de 2005.
Ainda, segundo a pesquisa, o INA de março
subiu 1,1%, ante fevereiro, já com ajuste sazonal (levando em
conta as características de cada época do ano). No cálculo
sem ajuste, a alta foi de 10,8%, na mesma base de comparação.
O indicador subiu 9,6% ante março de 2005. Trata-se do quinto
mês consecutivo de crescimento.
O INA registrou variação
negativa pela última vez em outubro (-1,1%) do ano passado. Em
novembro, a alta foi de 2,9%; em dezembro, de 2,4%, em janeiro de 2006,
de 1,8% e em fevereiro, de 1,8%, sempre com ajuste sazonal.
Ainda no terceiro mês do ano as
vendas reais da indústria cresceram 20,2%; as horas médias
trabalhadas, 7,9%; e o total de salários reais cresceu 3,3% ante
fevereiro. Já o Nível de Utilização da Capacidade
Instalada (Nuci) da indústria subiu para 81,8% em março
ante 78,4% em fevereiro.
Perspectivas
Na avaliação do diretor
do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, Paulo Francini,
a atividade deve continuar em alta nos próximos meses, mas em
ritmo menor do que o atual, já que a base de comparação
no segundo trimestre é mais forte do que a do primeiro. Dessa
forma, o INA deve encerrar o ano com incremento entre 5,5% e 6%.
"A mudança de patamar da
atividade mostra um cenário muito positivo nos mercados interno
e externo", ressaltou o diretor-adjunto do Departamento de Economia
do Ciesp, Antonio Corrêa de Lacerda, lembrando que os juros externos
continuam baixos e a demanda por exportações, altos. Quando
se analisa o mercado interno, há pelo menos três fatores
que afetam positivamente a produção, completou Francini:
a redução da Selic, o reajuste do salário mínimo
acima da inflação e a aceleração dos gastos
públicos. "Não podemos esquecer da oferta de crédito,
que ainda tem espaço enorme para crescer", ressaltou Lacerda.
O diretor da Fiesp disse, em tom de brincadeira,
temer que o Banco Central leia os dados do INA no noticiário
e os interprete como uma forte recuperação da produção,
alterando a política de corte de juros.
De qualquer forma, ressaltou Lacerda,
o otimismo não é generalizado. Ele explicou que o INA
mostra a média da atividade industrial, mas há setores
que vivem "pequenas tragédias", como têxteis,
calçados e o segmento de máquinas injetoras de plástico.
Em março, a atividade do setor de produtos químicos, petroquímicos
e farmacêuticos caiu 2% ante fevereiro, sendo destaque de baixa
no indicador.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de abril de 2006 | Economia
Lula participa nesta sexta de feirão
da casa própria
No evento, a Caixa Econômica Federal apresentará
43 mil imóveis para financiamento
Leonencio Nossa
BRASÍLIA - O porta-voz da Presidência
da República, Andre Singer, informou nesta quinta-feira que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará na sexta-feira
pela manhã, em São Paulo, da Abertura do feirão
Caixa da Casa Própria. A Caixa Econômica Federal apresentará
no evento 43 mil imóveis para financiamento.
Singer destacou que entre janeiro e abril
deste ano a Caixa liberou R$3,5 bilhões de recursos para financiamento
da casa própria de 51 mil famílias de diferentes rendas.
No mesmo período do ano passado, o total de recursos liberado
havia sido de R$1,6 bilhão.
"Os números mostram crescimento
importante na área da construção este ano",
ressaltou. Na última quarta-feira, Lula assinou medida provisória
292, que regulariza imóveis construídos em áreas
da União. Singer afirmou que a medida é importante na
visão do governo pois facilita a regularização
de lotes ocupados por pessoas de baixa renda e isenta essas famílias
de taxas de regularização.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de abril de 2006 | Economia
América Latina é o 2º
destino de investimentos chineses
A região recebeu 34,9% do total investido
pela China no exterior, o que significa US$ 930 milhões no primeiro
trimestre de 2006
EFE
PEQUIM - A América Latina foi
o segundo destino dos investimentos chineses, com 34,9% do total investido
pela China no exterior, recebendo US$ 930 milhões no primeiro
trimestre de 2006, informou o Ministério de Comércio chinês.
Os investimentos diretos não financeiros
totais da China no exterior cresceram 280% no primeiro trimestre e chegaram
a US$ 2,68 bilhões.
Segundo a fonte oficial, os investimentos
chineses se dirigiram principalmente a países e regiões
da Ásia, onde o país investiu US$ 1,32 bilhão,
49,2% do total.
A Europa recebeu investimentos no valor
de US$ 300 milhões, 11,3% do total, e a África recebeu
3,8% do total, cerca de cem milhões de dólares.
Segundo o Ministério de Comércio,
os investimentos chineses são destinados fundamentalmente aos
setores comercial, serviços, manufatureiro, mineração
e indústria primária, assim como às vendas por
atacado e no varejo, transporte, armazenamento e serviços postais.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 28 de abril de 2006 | Economia
Inflação de abril é
a menor desde setembro, aponta IGP-M
Neste mês a deflação ficou
em 0,42%, por conta, principalmente, dos produtos vendidos no atacado
Alessandra Saraiva
RIO - A inflação medida
pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve em
abril o menor resultado desde setembro de 2002, quando a variação
foi negativa em 0,53%. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela
Fundação Getúlio Vargas, a queda deste mês
foi de 0,42%, ante retração de 0,23% registrada em março.
O dado ficou dentro das estimativas dos
analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que
esperavam algo entre -0,60% e -0,35%, porém, acima da média
das expectativas, que era de -0,50%.
O período de coleta de preços
para cálculo do IGP-M de abril foi do dia 21 de março
a 20 de abril.
Atacado
Segundo a FGV, o indicador que mais contribuiu
para com a desaceleração ainda mais forte do índice
foram os produtos vendidos no atacado, calculados pelo Índice
de Preços por Atacado (IPA). Além de representar 60% do
total do IGP-M, esse indicador apresentou queda geral de 0,77% em seus
preços no período. Em março, a deflação
havia sido de 0,48%.
Os preços dos produtos agrícolas
caíram 3,03% nessas vendas, ante deflação de 2,36%
em março. Já os preços dos produtos industriais
registraram queda de 0,07% em abril, ante elevação de
0,12% em março.
Dentro do Índice de Preços
por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite
visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia
produtiva, os preços dos bens finais tiveram elevação
de 0,23% em abril ante aumento de 0,70% em março.
Por sua vez, os preços dos bens
intermediários caíram 0,23% em abril ante queda de 0,19%
em março. Já os preços das matérias-primas
brutas tiveram deflação de 3,25% em abril, ante taxa negativa
de 2,64% em março.
Até abril, esse indicador acumula
quedas de 0,21% ano, e de 3,40% em 12 meses.
Varejo
Por sua vez, o Índice de Preços
ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30%, apresentou
elevação de 0,22% em abril. O resultado foi o mesmo registrado
no mês anterior, por conta, segundo a FGV, da aceleração
nos preços de Vestuário, que foram contidas pela queda
na cobrança de Transportes.
O grupo de Vestuário passou de
queda de 1,83% para elevação de 0,93% de março
para abril. Já os Transportes, que no terceiro mês do ano
haviam ficado 1,22% mais caros, tiveram desaceleração,
passando para 0,56%.
Por produtos, as altas de preço
mais expressivas foram registradas nos preços de tomate, que
ficou 26,14% mais caro; no mamão papaya, com alta de 20,88%;
e no leite tipo longa vida, com 3,57%.
As quedas mais acentuadas foram vistas
na maçã nacional, com - 20,03%; abacaxi, com -11,68%;
e passagem aérea, com -8,17%.
Construção
Enquanto o atacado ficou mais barato
e o varejo permaneceu estável, o Índice Nacional do Custo
da Construção (INCC), que representa 10% do total do indicador,
desacelerou na passagem dos dois meses, de 0,23% para 0,23%.
A aceleração mais
significativa ficou a cargo da mão-de-obra, que passou de alta
de 0,25% para 0,28%. Os preços de materiais, por sua vez, tiveram
uma desaceleração, de 0,21% em março para 0,14%
em abril.
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AGÊNCIA BRASIL, 28
de abril de 2006
Secretário diz que sem expansão
da economia não há como gerar emprego
Adriana Franzin
Da Agência Brasil
Brasília – Sem crescimento
continuado e sustentável da economia não há como
gerar empregos. A afirmação foi feita pelo secretário-executivo
do Ministério do Trabalho e Emprego, Marco Antônio de Oliveira,
no programa Diálogo Brasil.
"Se a economia se expandir, nós
temos chance de expandir também os empregos", disse no estúdio
da TV Nacional, em Brasília. Segundo Oliveira, o governo está
aberto a negociações. "Há espaço na
legislação para mudanças, para criar um ambiente
mais propício à geração de empregos".
No estúdio da TV Cultura, em São
Paulo, o deputado federal Luiz Antônio Medeiros (PL-SP), ex-presidente
da Força Sindical, afirmou que o governo tem dado exemplos de
que está aberto ao diálogo, como quando convocou as centrais
sindicais para discutir o salário mínimo.
"Não sei porque o governo
não nos chamou para discutir a questão do incentivo à
geração de empregos", destacou. Para Medeiros, as
empresas que empregam deveriam pagar menos impostos. "Não
basta o crescimento se não houver incentivo". Segundo ele,
a obrigatoriedade da prestação do serviço militar
impede que os jovens ingressem cedo no mercado de trabalho.
A diretora da Organização
Internacional do Trabalho (OIT-Brasil), Laís Abramo, lembrou
a crise do emprego dos anos 80. Segundo ela, nessa época foram
implementadas muitas políticas, mas não há evidencias
de que essas políticas tenham aumentado significativamente o
número de empregos.
"As políticas de incentivo
vão interferir nos rumo do próprio crescimento econômico",
salientou. Abramo concorda que só o crescimento não basta:
"É preciso haver políticas de incentivo". A
diretora disse ainda que a referência mundial da diminuição
da taxa trabalho infantil deve ser comemorada. No entanto, lamentou:
"Ainda existe um número expressivo de crianças trabalhando".
Ela participou do programa no estúdio da TV Nacional, em Brasília.
Para o secretário Municipal de
Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro, Wanderley Mariz, a questão
trabalhista não deve ser ponto vista ideológico, mas pragmático.
"Uma coisa é regulamentação e flexibilização
dos direitos trabalhistas, outra coisa é redução
de carga tributária na folha de pagamento".
No estúdio da TVE Brasil, no Rio
de Janeiro, ele disse que criança na escola não é
criança fora da rua. "Tem de se partir para a jornada ampliada,
programas como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
(Peti), como o Agente Jovem, que façam com que as crianças
tenham tempo ocupado extra-classe". Segundo Mariz, além
de contribuir para a erradicação do trabalho infantil,
os programas de esportes aumentam a auto-estima das crianças.
Os debates do Diálogo Brasil
são mediados pelo jornalista Florestan Fernandes Júnior.
O programa é transmitido ao vivo para todo país, sempre
às quartas-feiras, das 22h30 às 23h30. As rádios
Nacional de Brasília, do Rio de Janeiro e da Amazônia também
divulgam, em rede, o programa. Os telespectadores podem participar enviando
perguntas e sugestões pelo e-mail dialogobrasil@radiobras.gov.br
e pelo telefone (61) 3327-4210.
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ÚLTIMO SEGUNDO (IG),
28 de abril de 2006 | Economia
Número de pedidos de seguro-desemprego
é o mais alto desde março
O número de pedidos de seguro-desemprego
nos Estados Unidos aumentou na semana passada ao ritmo mais rápido
desde o início de março, informou hoje o Departamento
de Trabalho. A agência governamental indicou que 315 mil trabalhadores
recém-demitidos pediram seguro-desemprego na semana passada,
um aumento de 11 mil se comparado à semana anterior.
O número total de pedidos
foi o mais alto desde que 319 mil trabalhadores pediram a ajuda do Governo
na semana que terminou em 11 de março. O consenso de economistas
tinha previsto um aumento muito menor, de ao redor de dois mil pedidos
na semana passada. Os analistas afirmam, de todas as formas, que até
mesmo com o aumento da semana passada os pedidos continuam em um nível
que indica uma relativa força do mercado de trabalho.
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MATO GROSSO NOTÍCIAS,.28
de abril de 2006
Caixa homenageia trabalhadores explicando
os seus direitos
A Caixa Econômica Federal, principal
agente operador das políticas públicas de governo, irá
celebrar a Semana do Trabalhador de 2 a 5 de maio nas suas 2.372 agências
do país com a distribuição de folhetos com informações
sobre serviços voltados para os trabalhadores. Explicações
sobre quem pode e quando utilizar o FGTS, rendimentos do PIS, abono
salarial, Seguro-Desemprego e utilização do Cartão
do Cidadão são algumas das informações que
a CAIXA disponibilizará para os trabalhadores.
Em homenagem ao Dia do Trabalhador, 1º
de maio, a CAIXA quer contribuir para tirar dúvidas dos trabalhadores,
que são o público mais assíduo do banco. Diariamente,
as agências do banco atendem a cerca de 300 mil trabalhadores
- o que dá uma média mensal de mais de seis milhões
de pessoas que buscam algum dos serviços e programasdo Governo
Federal destinados ao trabalhador brasileiro.
O FGTS, por exemplo, é certamente
o mais procurado. Anualmente mais de 18 milhões de trabalhadores
são atendidos para saques do Fundo de Garantia, isso resulta
em 375 mil atendimentos por semana de pessoas requerendo somente um
dos benefícios oferecidos pela CAIXA. Com mais de 478 milhões
de contas vinculadas e ativo superior a R$ 170 bilhões, o Fundo
é administrado pela CAIXA e constitui a maior fonte de recursos
para habitação.
As comemorações se iniciam
nesta sexta-feira, 28 de abril, quando uma agência de cada capital
homenageará com placa e brinde o trabalhador com a conta mais
antiga de FGTS. Além disso, a CAIXA estará presente nos
eventos municipais do Dia do Trabalhador em cada localidade. "Contribuir
com o maior número de informações para
o trabalhador é a maior homenagem que a CAIXA pode dar a essa
classe que gera tanto orgulho para o Brasil", frisou a presidente
da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos.
Em Mato Grosso do Sul, a CAIXA homenageará
todos os trabalhadores, na figura do Sr Adão Vieira da Silva,
residente em Dourados/MS, trabalhador que há mais tempo tem uma
conta ativa do FGTS, em toda a região. A cerimônia da CAIXA
será realizada nesta sexta-feira (28), 09h30, na Agência
Campo Grande, Rua 13 de maio 2837 - Centro, em Campo Grande/MS.
Veja algumas das informações
disponíveis nas agências:
FGTS - Para requerer
o dinheiro depositado no Fundo, é preciso ter ocorrido algum
desses fatos: demissão sem justa causa, término do contrato
por prazo determinado, aposentadoria, necessidade pessoal quando houver
emergência ou estado de calamidade pública, falecimento
do trabalhador, titular com idade de 70 anos ou mais, titular ou dependente
portador de HIV ou acometido por câncer, rescisão do contrato
por culpa recíproca ou força maior, por extinção
total ou parcial da empresa, utilização na compra da casa
própria ou suspensão de trabalho avulso.
PIS - Os benefícios
são disponibilizados anualmente aos trabalhadores cadastrados
no Fundo PIS-PASEP até 04.10.1988, calculados com base no saldo
das quotas individuais de cada trabalhador. Essas quotas são
o saldo na conta individual do trabalhador cadastrado no Fundo PIS-PASEP
decorrente de valores creditados na conta, no período de 1971
a 1988, em função do tempo de serviço e ao salário
anual do trabalhador.
Abono Salarial - É
um benefício no valor de um salário-mínimo pago
anualmente ao trabalhador que atenda às seguintes condições:
Estar cadastrado no Programa PIS-PASEP há pelo menos cinco anos;
ter recebido no ano anterior uma média de até dois salários-mínimos;
ter trabalhado pelo menos 30 dias no ano anterior, consecutivos ou não,
com carteira assinada e ter seus dados informados corretamente na RAIS
(relação anual de informações sociais) do
ano base considerado.
Seguro-Desemprego -
O Seguro-Desemprego é um benefício temporário concedido
ao trabalhador formal desempregado, dispensado sem justa causa. Também
tem direito ao Seguro-Desemprego o trabalhador doméstico demitido
sem justa causa, o pescador artesanal durante o período de suspensão
da pesca para a preservação da espécie e o trabalhador
resgatado submetido a regime de trabalho forçado ou reduzido
similar à de escravo.
Cartão do Cidadão
- O Cartão do Cidadão serve para a identificação
do cidadão e possibilita o pagamento de benefícios sociais
e o acesso a informações sobre os programas sociais administrados
pela CAIXA (FGTS, PIS, Seguro Desemprego e Bolsa Família). O
Cartão pode ser solicitado em qualquer agência da CAIXA
ou pelo atendimento de telemarketing (0800.5740101), sendo disponibilizado
de forma gratuita.
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CANAL EXECUTIVO.COM, 28
de abril de 2006 | Pesquisa
Brasileiro não se prepara para
aposentadoria
O HSBC anunciou, em âmbito mundial,
os resultados do mais amplo estudo global sobre envelhecimento, atitudes
e expectativas em relação à aposentadoria. Intitulada
“O Futuro da Aposentadoria: O que o mundo quer”, a pesquisa,
realizada pela instituição em parceria com a Oxford Institute
of Ageing, Age Wave e Harris Interactive, abrangeu 20 países
e territórios de cinco continentes. Foram entrevistadas 21 mil
pessoas e 6 mil empregadores, amostragem que representa 62% da população
mundial. O trabalho apresenta dados e análises sobre temas relacionados
com três áreas fundamentais da vida: trabalho, dinheiro
e planos para o futuro.
Ao explicar as motivações
que levaram a instituição a promover esse estudo, Stephen
Green, CEO mundial do grupo HSBC, comentou ser do interesse do HSBC
e da sociedade conhecer as atitudes e perspectivas das pessoas e empregadores
em relação à velhice para que se organizem e possam
moldar suas expectativas do futuro. “O estudo mostrou que cresce
em todo o mundo a consciência das limitações práticas
em relação ao que governos e empregadores podem fazer
para ajudar as pessoas no futuro e, assim, aumenta cada vez mais a responsabilidade
individual. Para atingir as nossas aspirações por um padrão
de vida na aposentadoria semelhante ao da vida de trabalho, precisamos
planejar com antecedência”, complementa Green.
O Brasil, um dos países incluídos
na pesquisa, apresentou o maior índice de preocupação
com a falta de dinheiro na velhice: 76% dos entrevistados. Outro dado
relevante é que 52% entendem que o governo deveria ser a principal
fonte de suporte financeiro nessa fase, mas não acreditam que
fará isso como deveria. Além disso, 69% dos entrevistados
se preocupam também com a possibilidade de se tornarem dependentes
de parentes nesse período. Apesar desse receio, apenas 6% dos
brasileiros entrevistados afirmaram ter investido algum recurso especificamente
para aposentadoria no ano passado.
Outros dados:
¯ • 30% das pessoas acham
que elas mesmas devem arcar com a maior parte dos custos financeiros
de sua aposentadoria.
¯ • 4% acham que os custos
devem ficar por conta de seu empregador.
¯ • 13% acham que seus filhos
ou sua família devem arcar com os custos.
¯ • 52% pensam que o governo
deveria arcar com a maior parte dos custos financeiros de seu sustento
na aposentadoria.
¯ • 33% acreditam que o governo
de fato arcará com esses custos.
¯ • O intervalo de confiança
é, portanto, de 19%.
Uma das razões da idéia
crescente de que as pessoas devem arcar com a maioria dos custos financeiros
de sua própria aposentadoria é o intervalo de confiança
entre os que acham que os governos deveriam e que os acreditam que os
governos irão arcar com esses custos. Os indivíduos esperam
poder contar com suas famílias quando chegarem à velhice,
mesmo que não esperem que esta arque com a maior parte dos custos
financeiros de sustentá-los quando estiverem aposentados.
¯ • Apenas 35% prevêem
viver com seus filhos quando chegarem à velhice
¯ • 57% esperam que seus filhos
cuidem deles
¯ • 24% esperam que seus filhos
ajudem a pagar suas despesas de vida, e
¯ • 35% esperam que seus filhos
ajudem a pagar suas despesas médicas.
Os brasileiros rejeitam os mecanismos
usuais por meio dos quais os governos podem sustentar as pessoas na
aposentadoria. Quando lhes é apresentada a opção
entre impostos mais altos, aposentadorias menores, trabalhar por mais
anos e poupança compulsória (sob a forma de poupanças
privadas adicionais obrigatórias), os resultados são:
¯ • 53% escolhem a poupança
compulsória para ajudar na aposentadoria
¯ • 13% optam pelo aumento
da idade mínima para a aposentadoria
¯ • 3% optam pelo aumento
dos impostos, e
¯ • 8% escolhem a redução
do valor das aposentadorias.
De maneira global, o estudo promovido
pelo HSBC comprova mais uma vez a premissa de que o grau de envelhecimento
da população mundial é acelerado. As economias
em desenvolvimento como América Latina, Europa Oriental, Ásia,
Oriente Médio e África estão na liderança
desse processo. Essas regiões já abrigam dois terços
das pessoas mais idosas do mundo. A estimativa média de vida
da população também aumentou paulatinamente nos
últimos anos e, conseqüentemente, o estudo global detectou
algumas mudanças de atitude da população dessas
regiões, que seguem as tendências das economias adiantadas
– América do Norte e Europa Ocidental -, ao adotar novas
formas de aposentadoria.
Gerações sucessivas estão
vivendo por mais tempo, aposentando-se mais cedo e tendo expectativa
de melhor padrão de vida na aposentadoria. Tudo isso faz com
que a garantia de segurança financeira na aposentadoria seja
um desafio cada vez maior, quer se tratem dos sistemas de aposentadoria
públicos, dos planos de aposentadoria privados ou do apoio dado
pela família.
A exemplo do que se verificou no Brasil,
o estudo do HSBC aponta que nos demais países pesquisados as
pessoas também percebem as limitações práticas
quanto ao que os governos e empregadores podem fazer para sustentá-las,
prevendo, assim, que os governos não serão sua única
fonte de apoio financeiro na velhice.
Outros resultados globais
• As pessoas querem pagar por sua
aposentadoria por meio de poupança adicional imposta pelo governo,
em vez de pagar mais impostos ou receber pensões menores.
• Enquanto tiverem saúde
e forem capazes, as pessoas desejam cada vez mais ter alguma atividade
durante sua aposentadoria, em vez de apenas descansar.
• A maioria esmagadora das pessoas
rejeita a aposentadoria compulsória por idade.
• À medida que envelhecem,
cada vez mais pessoas exigem condições de trabalho flexíveis.
•Os empregadores acham que os empregados
devem continuar trabalhando independentemente da idade, desde que sejam
capazes de fazer um bom trabalho.
• Os empregadores dizem que os
trabalhadores mais idosos são tão produtivos quanto os
mais jovens.
• Poucos empregadores, grandes
ou pequenos, estão realmente preparados para a escassez global
de aptidões que se aproxima, causada pelo envelhecimento da população.
Em 2005, o HSBC publicou os resultados
de seu primeiro estudo global, O Futuro da Aposentadoria em um Mundo
de Expectativa de Vida Crescente. Esse estudo abrangeu 11 mil adultos
em dez países e territórios de quatro continentes.
O relatório deste ano, O
Futuro da Aposentadoria: O que o mundo quer, foi uma realização
do HSBC em colaboração com três organizações.
A autoria do relatório é do Oxford Institute of Ageing,
integrante da Oxford University. A consultoria principal foi da Age
Wave, dirigida pelo gerontologista Dr. Ken Dychtwald, Consultor Especial
do HSBC sobre Envelhecimento Global, e o trabalho de campo global foi
empreendido pela Harris Interactive. O alcance e a natureza desse estudo
fazem dele o maior jamais realizado no gênero, segundo o banco.
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INFOMONEY.COM, 28 de abril
de 2006 | Previdência
Salário família: saiba mais
sobre esse benefício
SÃO PAULO - O salário família
é um benefício pago a todos os trabalhadores, avulsos
ou com registro em carteira, com exceção dos empregados
domésticos, que tenham filhos menores de 14 anos ou inválidos,
e cujo salário mensal seja inferior a R$ 654,61 por mês.
Também têm direito a esse
benefício os trabalhadores que estejam recebendo auxílio-doença
e que já recebiam o salário-família quando em atividade,
além dos aposentados por invalidez e aposentados por idade (acima
de 60 para mulheres e 65 para homens).
O valor do benefício é
calculado com base no número de filhos. A partir de 1o de abril
de 2006, quem tem renda mensal abaixo de R$ 435, 52 receberá
a cota de R$ 22,33 por filho, quem recebe mais do que isso e menos do
que R$ 654,61 terá direito a um benefício menor, de R$
15,74.
O benefício é pago diretamente
pelo empregador, que depois desconta seu valor das contribuições
ao INSS.
Como solicitar o salário-família
Se você está empregado pode
solicitar o salário família junto a sua empresa, se for
autônomo poderá solicitá-lo junto ao sindicato ou
órgão gestor de mão de obra, e se for aposentado
junto às agências de Previdência Social. Para isso
deverá apresentar os seguintes documentos ao entrar com o requerimento
de pedido do salário-família:
- Carteira de Trabalho e Previdência
Social - CTPS;
- Certidão de Nascimento do filho (original e cópia);
- Comprovação de invalidez, a cargo da Perícia
Médica do INSS, para dependentes maiores de 14 anos.
- Além disso será exigida a apresentação
periódica dos seguintes documentos:
- Atestado de vacinação obrigatória, quando menor
de 7 anos, deve ser apresentado todo o mês de maio;
- Comprovante de freqüência à escola (através
de documento emitido pela escola) a partir dos 7 anos, apresentado nos
meses de maio e novembro.
- Menores inválidos que não freqüentam a escola deverão
apresentar atestado médico justificando o fato.
Assim que os documentos acima forem comprovados
você passará a receber o salário-família
junto com o benefício.
Atraso no pagamento
Caso os documentos não sejam apresentados
nos prazos determinados o pagamento do salário família
será suspenso até que os mesmos sejam apresentados. Vale
lembrar que os o benefício não será devido no período
entre a sua suspensão (por falta de comprovação
de freqüência escolar e/ou vacinação) e o seu
re-ativamento.
Fonte: Previdência Social
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de abril de 2006
Erro de percurso
Empresa deve indenizar por acidente em
seu veículo
Funcionário que sofre acidente
durante a ida ao trabalho e no veículo da empresa tem de receber
indenização por danos morais. O entendimento é
da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que condenou
empresa Nova América ao pagamento de R$ 14,4 mil a José
Carlos Miranda, pelo acidente.
Miranda propôs ação
de indenização por danos materiais e morais. A decisão
de primeira instância acolheu parte do pedido e obrigou a empresa
ao pagamento de 100 salários mínimos por danos morais,
afastando, no entanto, ocorrência de danos materiais e estéticos.
As partes recorreram ao Tribunal de Justiça
do Rio de Janeiro, que não acolheu o pedido do autor e deu parcial
provimento à apelação da empresa para reduzir o
valor a R$ 14,4 mil.
No Superior Tribunal de Justiça,
a Nova América alegou violação do artigo 460 do
Código de Processo Civil, sustentando que ocorreu julgamento
extra petita [além do que foi pedido]. O acórdão
reconheceu a culpa objetiva da empresa, embora na inicial constasse
apenas a existência de culpa subjetiva da empresa. Além
de ter concluído a inexistência de dano moral e não
ser possível a aplicação de multa em Embargos de
Declaração.
A ministra Nancy Andrighi declarou que
a modificação de qualificação jurídica
dos fatos narrados na inicial não implica ofensa à norma
do artigo 460 do CPC. “Isso porque a responsabilidade objetiva
da recorrente foi expressamente requerida pelo autor. O Tribunal a quo,
portanto, transitou exclusivamente no campo da qualificação
jurídica do pedido, o que é absolutamente lícito”
salientou.
De acordo com a relatora, se a qualificação
jurídica que o julgador pretende dar aos fatos acarretar a modificação
substantiva na condução da instrução do
processo, na abordagem da prova e, conseqüentemente, implicar restrição
ao direito de defesa, não lhe será dado acolher o pedido
por fundamento diverso do apresentado na inicial.
Se, por outro lado, continuou, a qualificação
que pretende dar o juiz se adequar perfeitamente às pretensões
em jogo, sem qualquer influência na instrução do
processo, tratando-se de questão exclusivamente jurídica,
não há limite para sua atuação na interpretação
da lei.
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de abril de 2006
Passo para a reforma
Câmara aprova projeto que agiliza
processos trabalhistas
A Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de
Lei 4.733/04, do Poder Executivo, que restringe o uso de embargos no
Tribunal Superior do Trabalho. O projeto faz parte do pacote de 26 outras
propostas da reforma processual comandada pelo Ministério da
Justiça.
O objetivo do projeto é diminuir
o número de decisões embargadas e, dessa forma, dar mais
rapidez à tramitação das ações trabalhistas.
Pelo texto, os embargos passam a ser válidos apenas nos casos
de divergências entre decisões das turmas do TST e que
mudem as sentenças normativas do Tribunal Superior do Trabalho.
A proposta, sujeita à apreciação
conclusiva pelas comissões, segue para o Senado. Caso haja recurso
de 51 deputados, o projeto de lei será votado no plenário
da Câmara. “Além de atualizar o texto inserido na
Consolidação das Leis do Trabalho, a redação
proposta racionaliza o procedimento do recurso de embargos junto ao
Tribunal Superior do Trabalho”, disse o relator da proposta na
Comissão, deputado Maurício Rands (PT-PE).
TST
O Tribunal Superior de Trabalho é
dividido em duas seções: a de Dissídios Individuais
e a de Dissídios Coletivos. Ambas possuem as chamadas turmas,
grupos formados para julgar determinado processo. Atualmente, pode-se
embargar decisões que sejam interpretadas como contrárias
às leis federais, o que abre espaço para que a maioria
das decisões seja contestada.
Maurício Rands ainda explica que
“o projeto elimina a possibilidade de a Seção de
Dissídios Individuais examinar em duplicidade a violação
da lei federal, restringindo a possibilidade de embargos às hipóteses
de divergência entre as Turmas, ou entre essas e a Seção
de Dissídios Individuais, o que impedirá a interposição
dos embargos com base apenas em supostas violações legais
das decisões proferidas pelas Turmas”.
O projeto de lei faz parte do pacote
de reforma infraconstitucional do Judiciário, que integra o “Pacto
de Estado em Favor de um Judiciário mais Rápido e Republicano”,
documento assinado em 15 de dezembro de 2004 pelos representantes dos
três poderes.
Reforma processual
Do pacote de 26 projetos de lei da reforma
processual, cinco já viraram leis. A primeira lei aprovada, de
número 11.188/05, transforma o Agravo de Instrumento em Agravo
Retido. Pelo texto, os agravos só serão julgados no momento
da apelação, salvo em casos de possível lesão
irreparável.
Dentre as outras quatro leis já
sancionadas, Pierpaolo Bottini considera a que une as fases de conhecimento
e execução dos processos a mais importante. Na prática,
a Lei 11.232/05 deixa de exigir que o cidadão ou a empresa tenham
de entrar novamente na Justiça para cobrar dívidas já
reconhecidas na fase processual em que se discute o mérito do
direito. Muitas vezes a fase de execução é mais
longa do que a de conhecimento.
A Lei 11.276/05 cria a Súmula
Impeditiva de Recursos. A norma determina que o juiz de primeira instância
não aceitará recurso contra sentença que estiver
em conformidade com matéria sumulada pelo Supremo Tribunal Federal
ou pelo Superior Tribunal de Justiça.
Já a Lei 11.277/05 — contestada
perla OAB na Ação — estabelece que, em casos de
ações de matéria igual sob a responsabilidade de
um mesmo juiz, e desde que ele tenha decisão formada de improcedência
em relação à causa, a ação poderá
ser extinta sem a necessidade de ouvir as partes. A medida vale apenas
para situações em que a matéria for unicamente
de direito, ou seja, que não há questão de fato
em discussão.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de abril de 2006
Jornada de trabalho superior a seis horas
deve ter almoço de 60 minutos
O horário de almoço de
qualquer trabalhador cuja jornada ultrapasse o período de seis
horas diárias não pode ser inferior a sessenta minutos.
Com esse entendimento, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) rejeitou
um embargo do banco Santander Banespa e manteve a condenação
de um pagamento do intervalo não usufruído como hora extra
a uma ex-funcionária. O caso foi julgado pela SDI-1 (Subseção
1 especializada em Dissídios Individuais) do tribunal.
De acordo com a assessoria do TST, a
jornada diária habitual da bancária era de oito horas
diárias, enquanto seu horário de almoço era de
apenas 15 minutos, tempo autorizado para jornadas inferiores a seis
horas.
O banco foi condenado anteriormente pelo
TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo). A 3ª
Turma do TST também já havia negado provimento a um recurso
de revista impetrado pelo banco, por entender que o desrespeito ao intervalo
intrajornada implica o pagamento de horas extraordinárias.
Segundo a decisão da Turma, a
CLT prevê que, "em qualquer trabalho contínuo, cuja
duração exceda a seis horas, é obrigatória
a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação,
o qual será, no mínimo, de uma hora e, salvo acordo escrito
ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder
de duas horas". A CLT, portanto, "alude a trabalho contínuo,
e não a jornada", ou seja, é o período efetivamente
trabalhado, e não a jornada contratual estabelecida, que determina
a extensão do intervalo.
Ao recorrer à SDI-1, o Banespa
insistiu na alegação de que o bancário está
sujeito à jornada de seis horas, o que lhe assegura um intervalo
de 15 minutos, de acordo com o art. 71, § 4º, da CLT.
O relator dos embargos, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, registrou
em seu voto que o artigo 71 da CLT, em seu "caput", "determina
a concessão de intervalo mínimo de uma hora para o ‘trabalho
contínuo’ superior a seis horas". No caso, o TRT já
havia constatado que a bancária cumpria, efetivamente, jornada
de oito horas – tendo direito, portanto, ao intervalo mínimo
de uma hora, que não era concedido.
"Interpretar tal expressão
de outra forma importaria negar a finalidade da obrigatoriedade do intervalo,
que é a proteção da saúde e da segurança
do trabalhador que cumpre jornada habitual superior a seis horas e que
necessita de um intervalo para refeição e descanso com
duração maior", disse o relator.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/04/2006
TST: decisões mostram distinção
entre diarista e doméstica
Processos nos quais trabalhadores diaristas – faxineiras, jardineiros,
passadeiras – buscam na Justiça do Trabalho o reconhecimento
do vínculo de emprego e os direitos trabalhistas daí decorrentes
têm se tornado freqüentes no Tribunal Superior do Trabalho.
Embora o tema ainda não seja objeto de súmula ou de orientação
jurisprudencial das seções especializadas, as decisões
têm apontado claramente no sentido de estabelecer distinções
entre o trabalhador doméstico e os diaristas, e também
entre os diaristas que trabalham em residência e os que prestam
serviços para empresas.
“Os critérios básicos
estão previstos na Lei nº 5.859/1972”, explica o ministro
Carlos Alberto Reis de Paula, integrante da Comissão de Jurisprudência
do TST. Trata-se da lei que dispõe sobre a profissão de
empregado doméstico – definido, em seu artigo 1º,
como “aquele que presta serviços de natureza contínua
e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família
no âmbito residencial destas”. As questões principais
que têm sido analisadas no TST em processos envolvendo diaristas
são os conceitos de “natureza contínua” e
“finalidade não-lucrativa”.
O conceito de natureza contínua
do trabalho é diferente daquele de “não-eventualidade”
exigido no artigo 3º da CLT para a caracterização
da relação de emprego. “A continuidade pressupõe
ausência de interrupção, de forma que o trabalho
se desenvolva de maneira expressiva ao longo da semana”, explica
o ministro Carlos Alberto, já a não-eventualidade define
serviços que se inserem nos fins normais das atividades de uma
empresa.
Com base nessa interpretação,
a empregada diarista que presta serviço numa residência
apenas em alguns dias da semana, recebendo por dia, não se enquadra
no critério do trabalho de natureza contínua. “Na
ausência de uma definição precisa do que seriam
‘alguns dias’, os juízes do Trabalho têm considerado
que a prestação de serviço em um ou dois dias exclui
o critério de continuidade, enquanto que os que trabalham mais
de três costumam tê-la reconhecida”, diz o ministro.
“É um critério razoável, tendo em vista que
a semana útil tem cinco ou seis dias.”
Uma argumentação comum
nas reclamações trabalhistas desse tipo é a de
que, muitas vezes, a diarista, embora trabalhe apenas um ou dois dias
na semana, mantém a relação ao longo de muitos
anos. “A longa duração não altera a natureza
do trabalho”, observa o ministro Carlos Alberto.
O ministro Ives Gandra Martins Filho,
relator de um processo no qual foi negado reconhecimento de vínculo
a um jardineiro que trabalhava duas ou três manhãs por
semana numa residência, definiu em seu voto a situação.
“O diarista presta serviços
e recebe no mesmo dia a remuneração, geralmente superior
àquilo que receberia se trabalhasse continuamente para o mesmo
empregador, pois nela estão englobados e pagos diretamente ao
trabalhador os encargos sociais que seriam recolhidos a terceiros”,
afirmou o ministro Ives. “Se não quiser mais prestar serviços
para este ou aquele tomador, não precisará avisá-lo
com antecedência ou submeter-se a nenhuma formalidade, já
que é de sua conveniência, pela flexibilidade de que goza,
não manter um vínculo estável e permanente com
um único empregador, pois mantém variadas fontes de renda
provenientes de vários postos de serviços que mantém.”
É neste sentido que tem se inclinado
a jurisprudência do Tribunal nas diversas decisões em que
negou o reconhecimento do vínculo de emprego a diaristas que
trabalhavam em casas de família. Cabe ressaltar que o termo “diarista”
não se aplica apenas a faxineiras e passadeiras, (modalidades
mais comuns dessa prestação de serviço). Ela abrange
também jardineiros, babás, cozinheiras, tratadores de
piscina, pessoas encarregadas de acompanhar e cuidar de idosos ou doentes
e mesmo as “folguistas” – que cobrem as folgas semanais
das empregadas domésticas. Uma vez que o serviço se dê
apenas em alguns dias da semana, trata-se de serviço autônomo,
e não de empregado doméstico – não se aplicando,
portanto, os direitos trabalhistas garantidos a estes, como 13º
salário, férias, abono de férias, repouso remunerado
e aviso-prévio, entre outros previstos na Constituição
Federal.
Quando se trata de diarista que trabalha
para uma empresa, porém, o entendimento é outro –
e aqui se aplica a segunda expressão-chave da Lei nº 5.859/1972,
a “finalidade não lucrativa” que diferencia uma residência
de um escritório comercial. por exemplo.
Em processo julgado em dezembro de 2004,
a Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais
do TST – que tem como atribuição unificar a jurisprudência
das Turmas do Tribunal –, a faxineira do escritório de
uma empresa comercial teve o vínculo de emprego reconhecido,
ainda que trabalhasse apenas um dia na semana. Para o relator do processo,
ministro João Oreste Dalazen, “se o serviço é
efetuado dentro das necessidades da empresa, com subordinação
e dependência econômica, pouco importa se a sua prestação
se dá em período alternado ou descontínuo”.
Os critérios que prevalecem, no
caso, são os definidos no artigo 3º da CLT, que considera
empregado “toda pessoa física que presta serviços
de natureza não eventual a empregador, sob a dependência
deste e mediante salário”. A natureza não eventual
se define pela relação entre o trabalho prestado e a atividade
da empresa. “Em se tratando de serviço de limpeza exercido
no âmbito da empresa, este deve ser considerado parte integrante
dos fins da atividade econômica [e, por conseguinte, não-eventual],
pois qualquer estabelecimento comercial deve ser apresentado em boas
condições higiênicas”, explica o ministro
Dalazen.

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