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FETRACONSPAR, 03 de maio de 2006
Mobilização a favor
do Salário Mínimo Regional
Sindicalistas da Construção e do Mobiliário do
estado do Paraná, filiados a FETRACONSPAR, acompanharão
hoje, na Assembléia Legislativa, a votação do piso
regional Paranaense. Este tema vem sendo discutido há meses com
o movimento sindical paranaense e a sociedade. O movimento sindical
apóia este projeto, devido à intransigência de alguns
sindicatos patronais em negociar as convenções coletivas
de trabalho.

A íntegra do projeto, e matérias relacionadas ao assunto,
encontram-se disponíveis em nossa página.
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NCST, 03 de maio de 2006
Salário mínimo regional
Salário mínimo regional, no
Paraná, pode ser aprovado hoje. A Nova Central tem
participação decisiva nessa conquista.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 03
de maio de 2006 | Política
ASSEMBLÉIA-Galerias ficaram lotadas,
mas votação será hoje
Entidades pressionam pela aprovação
do mínimo
A sessão da Assembléia Legislativa foi marcado ontem pela
pressão de entidades, principalmente sindicais, pedindo a aprovação
do projeto do governo do estado que estabelece um salário mínimo
regional entre R$ 427 e R$ 437,80 para empregados que não tenham
piso salarial definido em convenção ou acordo coletivo
de trabalho.
Três carros de som foram colocados
na frente da Assembléia Legislativa, com apresentação
de bandas de música, e as galerias ficaram lotadas de manifestantes
pedindo a aprovação.
O presidente da Assembléia, deputado
Hermas Brandão (PSDB) resolveu manter o calendário original
e colocar a matéria em votação hoje. Ele havia
sinalizado na semana passada que poderia adiantar a votação
para ontem, o que levou manifestantes ligados ao Comitê pela Aprovação
do Mínimo Regional para a Assembléia. Mas desta vez a
aprovação do projeto não precisa da pressão
popular.
Se os deputados seguirem o que vêm
defendendo em plenário nas últimas semanas, o projeto
deve ser aprovado em primeira discussão, hoje, por unanimidade.
A oposição já declarou apoio a adoção
do salário regional. “Vamos apoiar. Quem é contra
aumento de salários?”, disse Valdir Rossoni (PSDB), líder
da Oposição. Ele apenas critica o governador por não
ter apresentado a proposta há mais tempo e deixar para ano eleitoral.
O líder do PT na Assembléia
Legislativa, Ângelo Vanhoni, afirmou que a bancada do partido
votará em peso a favor. “O mínimo regional será
uma avanço para o Paraná e deve reduzir a desigualdade
social no estado”, afirmou.
De acordo com Brandão, a votação seguirá
trâmite normal, não será nominal e ele pretende
colocar a matéria em segunda votação ainda hoje.
Mas como haverá a apresentação
de pelo menos duas emendas, que entram na segunda votação,
o texto final só deve ser aprovado na próxima semana.
Debate
Com protestos dos integrantes do Comitê
pela Aprovação do Mínimo, presidentes de duas entidades
ligadas ao setor agrário falaram ontem na tribuna na Assembléia
apresentado argumentos contrários a aprovação da
proposta. O presidente da Organização das Cooperativas
do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, disse que a
queda da produção agrícola afeta os agricultores
há três anos e, além das questões climáticas,
os custos da produção aumentaram, como o preço
do óleo diesel e maquinário. “A receita hoje não
cobre os custos operacionais”, disse Koslovski.
O presidente da Federação
da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette,
disse que a intenção do governo com a proposta é
louvável, mas que a realidade não permite a implementação
do mínimo regional sem prejudicar os trabalhadores. “Caso
seja aprovado, os produtores regionais serão obrigados a demitir”,
disse Meneguette. Daniela Neves.
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União da Vitória/PR,
02 de maio de 2006
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário comemora o Dia do
Trabalho
Uma recepção amigável, musica, prêmios e
celebração religiosa. Para comemorar o Dia Internacional
do Trabalho, 1º de maio, o Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias
da Construção e do Mobiliário de União da
Vitória, realizou seu 16º evento de confraternização.
O evento aconteceu na sede do sindicato, na rua Benjamin Constant, 406.
A rua foi interditada para realização do encontro que
reúne trabalhadores de 10 municípios do Paraná.
Cerca de 10 ônibus chegaram cedo
trazendo os trabalhadores. Às 08h30, o café já
estava sendo servido. Sendo a primeira pauta do encontro. “O café
foi preparado para cerca de 3.000 trabalhadores”, conta o presidente
do sindicato, José Orlando dos Santos. O Sindicato é filiado
a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná
(FETRACONSPAR), e tem 10 municípios em sua base sindical.
Dona Sandra Gonçalves, que há
1 ano trabalha em uma empresa madeireira de União da Vitória,
como auxiliar de serviços gerais, trouxe toda a família
– duas filhas e o marido – para participar do encontro.
“É a primeira vez que participo, mas é legal reunir
os trabalhadores da região”, comenta.
Ela é sindicalizada e usa os serviços
médicos oferecidos no sindicato. O operário madeireiro,
João Maria Pilatir, trabalha em Bituruna e é o representante
do sindicato no município há 12 anos. “Faço
parte da diretoria de base”, conta. “Se não brigar
por uma coisa que é pela gente, quem vai brigar?”, questiona-se.
O sindicalista Ernesto Calixtro,
também é diretor de base há 19 anos, ele é
funcionário de uma empresa madeireira de União da Vitória.
Segundo ele, o evento pe importante porque reúne os trabalhadores
no Dia do Trabalhador, por isso espero que o evento sempre aconteça.
Sua filha, Eliane Ribas, sempre o acompanha nos encontros e tem um motivo
a mais: seu marido também é trabalhador do ramo. “É
interessante porque vêm pessoas de outras cidades e podem fazer
a troca de experiências, como é o trabalho nas outras empresas”,
destaca ela, que é acadêmica do 3º ano de Secretariado
Executivo da Faculdade da Cidade de União da Vitória (FACE-UNIUV).
Texto resumido, extraído do jornal O Comercio, edição
de 02 de maio de 2006, ano 74, edição 3214.
FOTOS
DO STICM DE UNIÃO DA VITÓRIA |
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Trabalhadores
da região comparecem em grande número |
Da
esquerda para direita: EVALDO MARIA DE AGOSTINHO
(Secretário de Finanças Adjunto), JOSÉ
ORLANDO DOS SANTOS (Presidente do STICM de União
da Vitória) e GERALDO RAMTHUN (Presidente
da FETRACONSPAR e Secretário Regional da CNTI) |
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DIÁRIO ONLINE / ABC
PAULISTA, 03 de maio de 2006
Custo da construção civil
fica praticamente estável em abril
Das Agências
O CUB (Custo Unitário Básico)
da construção civil paulista manteve-se praticamente estável
em abril, em comparação a março, registrando um
aumento de apenas 0,05%.Segundo o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria
da Construção do Estado), em abril os preços dos
materiais de construção subiram em média 0,10%,
enquanto os custos das construtoras com mão-de-obra não
registraram aumento (0%).
Com esse resultado, o CUB acumulado
no ano está em 0,35%. A variação do CUB acumulada
em 12 meses ficou em 3,46% no período encerrado em abril.Em abril,
o CUB padrão da construção civil paulista (H8-2N)
foi de R$ 929,78 por metro quadrado. Entre os 70 insumos, as maiores
altas ficaram com Tábua de pinho 2ª industrial (+4,94%),
Tubo de ferro fundido (+4,40%) e Tubo de cobre (+2,96%). O CUB é
o índice oficial, calculado pelo SindusCon-SP, que reflete a
variação mensal dos custos do setor, para utilização
nos reajustes dos contratos da construção civil.
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PORTAL ORM / AMAZONIA, 03
de maio de 2006
Construção civil tem saldo
negativo no emprego formal
A análise feita pelo DIEESE/PA sobre a flutuação
de postos de trabalhos no setor da Construção Civil no
Pará, com base em dados do Ministério do Trabalho - CAGED
do mês de março, mostra resultados negativos tanto no mês
como no primeiro trimestre do ano. O Pará apresenta um decréscimo
de 3,10 % na geração de emprego formal e um saldo negativo
de 986 postos de trabalhos.
Em março/06 - Os dados analisados
mostram que em março, no comparativo entre admitidos e desligados,
apresentou saldo negativo de emprego formal com um decrescimo de 3,10
%. Neste mês foram feitas no setor, em todo o Pará, 2.440
admissões contra 3.426 desligamentos, o que gerou um saldo negativo
de 986 postos de trabalhos.
Além de analisar a flutuação
de postos de trabalhos no Pará, o DIEESE/PA também fez
o balanço do comportamento do emprego formal no setor nos demais
Estados da Região Norte. A pesquisa mostra que a maioria deles
apresentaram resultados negativo no comparativo entre admitidos e desligados.
Em março foram feitas 4.693 admissões
contra 5.943 desligamentos, com um saldo negativo de 1.250 postos de
trabalhos, um decrescimo de 1,95 % do emprego formal.
O melhor desempenho entre os Estados
ocorreu em Roraima, com um crescimento de 2,90 % e um saldo positivo
de 57 postos de trabalhos, seguido do Tocantins com 0,81% de crescimento
e um saldo positivo de 59 postos de trabalhos. As situações
de saldos positivos e negativos foram as seguintes:
ESTADOS QUE APRESENTARAM CRESCIMENTO
NO EMPREGO FORMAL:
- Roraima com um crescimento de 2,90
% na geração de emprego formal e um saldo positivo de
57 postos de trabalhos;
- Tocantins com um crescimento de 0,81
% na geração de emprego formal e um saldo positivo de
59 postos de trabalhos;
- Amazonas com um crescimento de 0,07
% na geração de emprego formal e um saldo positivo de
09 postos de trabalhos;
ESTADOS QUE APRESENTARAM QUEDA NO EMPREGO
FORMAL
- Amapá com um decréscimo
de 6,29 % na geração de emprego formal e um saldo negativo
de 153 postos de trabalhos ;
- Rondônia com um decréscimo
de 4,91 % na geração de emprego formal e um saldo negativo
de 231 postos de trabalhos ;
- Pará com um decréscimo
de 3,10 % na geração de emprego formal e um saldo negativo
de 986 postos de trabalhos ;
- Acre com um decréscimo de 0,15
% na geração de emprego formal e um saldo negativo de
05 postos de trabalhos ;
No primeiro trimestre (jan-mar) - O balanço
efetuado pelo DIEESE/PA no primeiro trimestre de 2006, mostra saldo
negativo de emprego no comparativo entre admitidos e desligados, com
um decréscimo de 3,45 % na geração de postos de
trabalhos no setor. No período foram feitas 7.209 admissões
contra 8.297 desligamentos, com saldo negativo de 1.088 postos de trabalho.
Este saldo, mesmo negativo ainda é melhor do que o obtido no
mesmo período do ano passado quando o setor apresentou um decréscimo
de 7,21% e um saldo negativo de 3.283 postos de trabalhos.
O balanço dos outros Estados mostra
que a maioria apresentou saldos negativos de empregos no comparativo
entre admitidos e desligados. Dos que apresentaram resultados positivos,
o melhor desempenho ficou com Roraima e seu crescimento de 13,87 % no
emprego formal e um saldo positivo de 246 postos de trabalhos; já
o pior desempenho ficou com o Amapá com um decréscimo
de 15,96 % na geração de postos de trabalhos formais e
um saldo negativo de 409.
Nos três primeiros meses de 2006 foram feitas em todo o Norte
no Setor da Construção Civil 14.186 admissões contra
15.666 desligamentos gerando um saldo negativo de 1.480 postos de trabalhos
com um decréscimo de 2,34 %.
Nos últimos 12 meses (aBR/05-mAR/06)
- O balanço mostra saldo positivo de emprego no comparativo entre
admitidos e desligados com crescimento de 15,60 % na geração
de postos de trabalhos no setor. No período, em todo o Pará,
foram feitas 29.881 admissões contra 26.126 desligamentos, em
um saldo positivo de 3.755 postos de trabalho. Em todo o Norte foram
feitas 61.282 admissões contra 56.298 desligamentos, com saldo
positivo de 4.984 postos de trabalhos com um crescimento de 10,08 %.
O balanço efetuado pelo DIEESE/PA
mostra que a maioria dos Estados da Região Norte apresentaram
resultados positivos de emprego no comparativo entre admitidos e desligados
nos últimos 12 meses. Apenas dois Estados do Norte (Amapá
e Tocantins) apresentaram saldos negativos. Entre os Estados que apresentaram
saldos positivos de emprego formal nos últimos 12 meses o destaque
maior ficou por conta de Roraima com um crescimento de 29,80 % e um
saldo positivo de 397 postos de trabalhos, seguido do Acre com crescimento
de 19,61 % e um saldo positivo de 576 postos de trabalho; já
o Estado com o pior desempenho foi o Tocantins com um decréscimo
de 16,83 % na geração de empregos formais e um saldo negativo
de 1.013 postos de trabalho.
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DCI, COMÉRCIO, INDÚSTRIA
E SERVIÇOS, 03 de maio de 2006
Madeira escassa limita crescimento de
móveis
A redução na oferta de painéis de madeira, devido
à maior utilização das áreas de replantio
por parte dos setores de celulose e de aço, começa a ameaçar
os negócios dos fabricantes de móveis. De acordo com o
presidente da Associação Brasileira das Indústrias
de Mobiliário (Abimóvel), Domingos Sávio Rigoni,
caso as vendas em 2006 apresentem crescimento superior a 15%, a oferta
por madeira será pressionada além da capacidade de produção
nacional e o setor moveleiro terá problemas com o abastecimento
da matéria-prima.
Ele acredita que o setor crescerá
entre 10% e 15% este ano. No entanto, um resultado mais expressivo,
ao invés de ampliar a margem de lucro, acarretaria às
empresas gastos excedentes com os reajustes de preços promovidos
por madeireiras e fabricantes de painéis de madeira. Rigoni destaca
que, desde o início do ano, o preço do MDF (Medium Density
Fiberboard, em inglês) teve alta de 7% e que o poder aquisitivo
dos compradores, principalmente da classe média, está
prejudicado. “Queremos acreditar que não haverá
novos aumentos, afinal o setor está trabalhando em situação
delicada desde o começo de 2005 e uma elevação
do custo da chapa afetaria os negócios”, diz.
Os repasses para o consumidor final foram
efetuados a partir de março e devem ser promovidos pelos fabricantes
até o final deste mês. O grande empecilho para o fornecimento
de madeira ao setor moveleiro é a concorrência dos segmentos
de celulose e papel e siderurgia (na fabricação do carvão
vegetal). No ano passado, por exemplo, a área de plantio florestal
registrado pelo Programa Nacional de Florestas (PNF) teve acréscimo
de 553 mil hectares, entre novas áreas e renovação
de florestas já plantadas. Apesar do resultado ser 18,9% superior
à área de replantio do ano anterior, cerca de 51% é
destinado para celulose e papel e siderurgia. Já as florestas
voltadas à fabricação de painéis de madeira,
utilizados na indústria moveleira, totalizaram apenas 10% do
total, ou 55 mil hectares.
O diretor florestal da Masisa , Adhemar
Villela Filho, destaca que o aumento dos preços é um sinal
de escassez do produto. Por isso, a empresa, uma das maiores produtoras
de painéis do Brasil, investiu na ampliação de
sua linha produtiva e defende o aumento da área plantada em território
nacional. “Investimos US$ 4,5 milhões na compra de uma
segunda prensa de melamina no ano passado. Com isso, duplicamos nossa
linha de produção de 110 mil para 220 mil metros cúbicos
por ano”, afirma. A melamina (painéis de MDF e aglomerado
com revestimento melamínico) é utilizada em móveis
de banheiro, cozinha e escritório, entre outros.
A demanda do mercado interno nos próximos
anos deve ser ampliada e o executivo da Masisa já prevê
o aumento da importação de madeira de países vizinhos
ao Brasil. De acordo com Villela Filho, a demanda por MDF cru será
de aproximadamente 1,70 milhão de metros cúbicos em 2006.
A produção nacional, no entanto, será de 1,68 milhão
de metros cúbicos. Esse déficit será ampliado nos
próximos anos. “A demanda em 2009 deve alcançar
2,40 milhões de metros cúbicos por ano, o que representaria
um déficit anual de 280 mil metros cúbicos dentro de três
anos”, enfatiza o executivo.
Além da manutenção
das importações de madeira da Argentina e do Chile, o
Uruguai também deverá abastecer o mercado interno. A produção
poderá vir das plantações de eucalipto que abastecerão
a fábrica de celulose da finlandesa Metsa-Botnia, a ser construída
no Uruguai. A obra, no entanto, está paralisada devido a discussões
políticas entre o governo local e a vizinha Argentina. Enquanto
a produção de celulose não for iniciada, parte
da madeira poderá ser direcionada para o mercado brasileiro.
A importação de madeira,
no entanto, não é interessante para os fabricantes de
móveis nacionais. Rigoni lembra que o preço no exterior
é próximo ao custo brasileiro. Além disso, os moveleiros
precisariam trabalhar com amplos estoques de MDF e aglomerados, o que
inviabiliza a compra direta em outros países. Villela Filho,
da Masisa, também destaca que o preço da madeira nacional
é próximo aos valores internacionais, mas se torna mais
interessante para as fabricantes de painéis.
O problema de abastecimento de madeira
poderia ter acontecido já em 2005, quando a Abimóvel previa
crescimento entre 25% e 30% das vendas. No entanto, o setor encolheu
3,92%, com faturamento em queda de R$ 12,54 bilhões para R$ 12,05
bilhões. A superintendente executiva da Associação
Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa),
Rosane Donati, acredita que não há nenhum tipo de problema
de abastecimento de painéis de madeira no momento. No entanto,
ela destaca a importância dos fabricantes de móveis também
participarem do processo de plantação de florestas.
Já Rigoni defende que as fabricantes
de móveis invistam em novas linhas produtivas, e não na
plantação de florestas, um processo, segundo ele, “muito
caro e onde o retorno é de longo prazo”, já que
o produtor precisa aguardar o amadurecimento da floresta para só
então negociar a venda da madeira.
Rigoni destaca que a falta de insumos
também inviabiliza ao Brasil ampliar as exportações
no segmento de madeiras maciças. “Esses produtos têm
maior valor agregado e poderiam abrir novos mercados para os fabricantes
nacionais”, afirma. Na prática, diz ele, os produtores
asiáticos, além de comprar o insumo brasileiro, são
os principais concorrentes das empresas nacionais na busca de novos
mercados no exterior.
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CFT/PR, 03 de maio de 2006
Festa do trabalhador reúne 20 mil
pessoas na vila nossa senhora da luz
O governador Roberto Requião disse nesta segunda-feira (1º)
que faz governo voltado aos trabalhadores e citou como exemplo o projeto
de lei, de sua autoria, que cria o salário mínimo regional
no Paraná. “O paranaense elegeu um governo que joga do
lado do povo, do trabalhador. É o governo da Tarifa Social da
Água, da Luz Fraterna, do Leite das Crianças. É
o governo que retomou a Copel e a Sanepar, as empresas públicas.
E agora é o governo que propõe o salário mínimo
de R$ 437,80”, disse Requião às 20 mil pessoas que
participaram da Festa do Trabalhador na Vila Nossa Senhora da Luz.
“O Paraná não é
um estado pobre. É o quinto PIB (Produto Interno Bruto –
soma de todas as riquezas) do País e tem condições
de dar um salário mais digno aos seus trabalhadores. Não
é um salário alto, mas são mais R$ 87 no bolso
dos trabalhadores paranaenses”, disse Requião sobre a diferença
entre o piso nacional de R$ 350,00 e piso regional de até R$
437,80.
Requião explicou que o salário
mínimo nacional é ancorado para baixo porque estados pobres
- como Piauí, Alagoas, Roraima - não têm condições
econômicas para arcar com o piso maior. “No Paraná,
podemos pagar melhor. Vamos começar com R$ 437 e isto será
bom para toda a economia. O trabalhador com mais dinheiro no bolso vai
movimentar a padaria da esquina, o pequeno armazém”, disse
Requião.
“O aumento do salário mínimo
não é o lucro do grande empresário que transforma
em dólar e manda para o exterior, é o dinheiro que gira,
que faz a economia crescer, num circulo virtuoso de desenvolvimento
e esta parada está ganha”, explicou o governador.
Requião fez questão de
destacar que fez a proposta do piso regional depois de três anos
de incentivos ao setor produtivo. Para ele, a criação
do piso regional se fundamentou na política de incentivo às
empresas paranaenses, o que possibilitou o fortalecimento da economia.
“Das 217 mil empresas ativas no Estado, 150 mil estão totalmente
isentas do pagamento do ICMS. O Estado isentou ainda o ICMS nas operações
de circulação e transporte dos produtos da cesta básica.
Produtos como açúcar, feijão, arroz, leite, macarrão,
sal e vinagre chegam mais baratos à mesa dos paranaenses”,
disse.
A proposta de Requião será
votada na terça-feira e quarta-feira (2 e 3) na Assembléia
Legislativa e já tem apoio da maioria dos 54 deputados estaduais
do Paraná. “Acredito que a pressão popular tem sido
muito grande e temos a convicção hoje que o salário
mínimo regional será aprovado. Um evento como este é
importante para deixar claro para as autoridades que há um anseio
popular muito forte e nós precisamos dar um retorno à
população com relação a este projeto do
governador Roberto Requião”, disse o vice-líder
do Governo, Vanderlei Iensen, que presente no ato dos trabalhadores.
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Diário Vermelho,
03 de maio de 2006
UNE rebate matéria vergonhosa da
"Folha de S.Paulo"
A União Nacional dos Estudantes (UNE) não se calou diante
da agressiva e caluniosa reportagem “União repassou R$
60 mi a entidades pró-Lula”, publicada na edição
de domingo (30/04) da Folha de S.Paulo. O texto insinua que o governo
Lula, ao destinar verbas a movimentos sociais, coopta pelo dinheiro
diversas entidades representativas da sociedade civil. Peça exemplar
do mau jornalismo, a matéria “esquece” de ouvir o
lado da UNE e parte para uma interpretação rasteira dos
fatos.
Numa tentativa desqualificar setores
democráticos e progressistas que apóiam Lula, o jornal
da família Frias sugere que os movimentos têm uma dívida
moral com o presidente. Já no primeiro parágrafo, lembra
que “entidades de trabalhadores, sem-terra e estudantes”
estão “mobilizadas para reagir a um eventual pedido de
impeachment de Luiz Inácio Lula da Silva”.
Absolutamente descontextualizada e nefasta,
a reportagem omite que Lula e os movimentos citados traçam uma
agenda comum de lutas há mais de 20 anos, antes mesmo de a presidência
da República ser ocupada pelo ex-operário, cuja liderança
brotou nos seio do povo.
A matéria também omite
que as entidades jamais deixaram de apontar críticas, por exemplo,
à política macroeconômica do governo federal.
Encarregada da acusação
leviana, a repórter Marta Salomon demonstra, em sua subserviência,
que a grande imprensa está bem servida de profissionais dispostos
a desestabilizar Lula e seus apoiadores. “O destempero deste tipo
de agressão nos faz lembrar aqueles momentos polarizados da história
brasileira, em que as forças mais conservadoras buscaram minimizar
a voz dos estudantes e dos trabalhadores, atacando suas entidades representativas”,
afirmou Gustavo Petta, presidente da UNE.
Na segunda-feira (1º), por meio
de seu assessor de Comunicação, Vinicius Resende, a UNE
divulgou carta em que rebate as acusações. O texto foi
publicado no “Painel do Leitor”, à página
3 da Folha. Com coragem e seriedade, a entidade mais representativa
da juventude brasileira denuncia as reais intenções da
reportagem. Confira a íntegra da carta.
Movimentos sociais
Para defender seu posicionamento pró-impeachment,
a Folha flerta com a irresponsabilidade na tentativa sistemática
de desqualificar e desconstruir a opinião da UNE, do MST e da
CUT -realmente contrárias a do jornal. É o caso de nos
perguntarmos até quando serão omitidos da opinião
pública os reais interesses que dão o tom do noticiário
acusatório contra os movimentos sociais?
De forma requentada, a matéria
“União repassou R$ 60 mi a entidades pró-Lula”
(Brasil, 30/05) chama atenção para o fato de que a UNE
recebeu R$ 770 mil em julho de 2005. Na ânsia de sugerir a compra
de nossas consciências, tortura-se os números e recorre-se
à desinformação atribuindo genericamente a quantia
ao financiamento de “atividades culturais”.
A Folha simplesmente omite a informação
indispensável de que tais recursos são oriundos de um
edital público, cuja lisura é atestada por inúmeros
mecanismos de controle, inclusive pelo Tribunal de Contas da União.
Tratam-se de recursos do programa Pontos
de Cultura, um dos principais projetos do Ministério da Cultura,
que beneficia milhares de pessoas por meio de convênios com cerca
de 440 entidades e ONGs que possuem trabalhos culturais de estímulo
às manifestações populares em todo país,
entre elas a UNE. A matéria contrasta os recursos do edital público
com os recebidos durante o governo FHC.
Ocorre que este programa simplesmente
inexistia durante o governo anterior, abrindo espaço para a manipulação
da comparação e a criação forçada
de uma situação suspeita. Portanto, é somente em
respeito aos leitores que reiteramos nossa posição de
absoluta independência diante do governo Lula ou de qualquer outro
governo.Vinicius Resende, assessor de comunicação da UNE
(União Nacional dos Estudantes)
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Agência Diap, 03 de
maio de 2006
A hora e a vez de repensar o sindicalismo
Autor (a): Paulo Antenor de Oliveira
Nos últimos anos os sindicatos,
principalmente os de servidores públicos, não têm
conseguido passar para a sociedade uma imagem da importância do
serviço público e dos seus servidores. Sem querer abarcar
todas as causas da imagem negativa do serviço público,
entendemos que vale a pena comentar alguns dos principais motivos do
fracasso das entidades sindicais dos servidores públicos. A greve,
que é um instrumento legítimo, tem sido utilizada para
qualquer fim e a qualquer hora, não se levando em consideração
a sociedade. Isso é um erro, pois três são os principais
pilares da democracia, a sociedade organizada, a mídia e o parlamento.
Se, na época da ditadura, os
movimentos de paralisação eram vistos como afronta ao
regime de força, hoje, são vistos como causadores de prejuízo
para a sociedade.
E isso é simples de entender.
O que choca mais: a falta de reajuste para o servidor ou a situação
do velhinho que ficou horas na fila sem atendimento e que depende de
uma aposentadoria muito menor que a remuneração do servidor
paralisado? É evidente supor que a sociedade organizada, a mídia
e o parlamento vão se sensibilizar mais com aquele velhinho.
Então como fazer para demonstrar a esses setores a importância
do que se reivindica? A resposta está em deixar de defender apenas
interesses corporativistas e colocar-se ao lado da sociedade na busca
de seus legítimos interesses.
Não se trata aqui de defender
que uma entidade do fisco vá apoiar a salvação
das baleias africanas, mas de interesses sociais ligados a sua área
de atuação. A título de exemplo, atualmente, o
Sindireceita tem duas campanhas, uma voltada a favor da formalidade
e contra a pirataria e outra a favor da edição de um código
nacional de defesa do contribuinte para que haja equilíbrio na
relação fisco-contribuinte. Essa última campanha,
por sinal, vítima de ataques de outras entidades do fisco, defensoras
ferrenhas de um corporativismo cego e surdo. É fácil argumentar
a favor de um código de defesa do contribuinte, pois, na medida
que os contribuintes são melhores atendidos, as atividades dos
agentes do fisco serão facilitadas e valorizadas, ou seja, o
reconhecimento dos profissionais envolvidos será decorrência
natural.
Se um sindicato não deve aparecer
somente quando faz greve por aumento salarial, também não
deve aparecer quando um de seus representantes candidata-se a um cargo
eletivo. Ou seja, os dirigentes sindicais têm que se preocupar
mais com os trabalhadores que representam do que com o apoio a partido
ao qual estão atrelados. A ligação estreita de
sindicatos com partidos políticos tem sido extremamente nociva
para seus representados. Os sindicatos deveriam atuar de forma independente.
Resumimos então algumas das características
que deveriam nortear um novo sindicalismo: independência, politização
sem partidarização, preocupação com a sociedade
(a chamada responsabilidade social), autenticidade com a mídia,
atuação no parlamento e legitimidade no trato dos interesses
dos representados.
Paulo Antenor de Oliveira é
presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal
– Sindireceita - pa@sindireceita.org.br.
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Folha de São Paulo,
03 de maio de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Grupo paulista quer tom moderado na campanha, mas comando do PSDB defende
radicalização
Confronto de marqueteiros revela divisão
entre tucanos
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Um violento choque na área de
comunicação trouxe à tona uma disputa no comando
da campanha do tucano Geraldo Alckmin à Presidência da
República: a de São Paulo versus Brasília. Contrariado
com a contratação do sociólogo Antônio Lavareda
para análise de pesquisas de opinião sobre o desempenho
do candidato, o jornalista Luiz Gonzalez -cotado para assumir a comunicação
da campanha- reclama da tentativa da cúpula do PSDB de interferir
em seu trabalho.
Ele queixou-se a tucanos especificamente
do período em que os dois institutos contratados pelo partido,
o Ibope e o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas
(Ipespe), foram a campo. Como as pesquisas foram concluídas na
quinta-feira passada -apenas dois dias após o começo da
exibição de inserções em rádio e
TV- não foi possível medir o efeito da propaganda partidária
produzida por Gonzalez. Alckmin não foi consultado previamente
sobre as pesquisas.
Nas inserções, Gonzalez
optou por um tom sóbrio, para apresentar Alckmin ao eleitor.
Mas o resultado da pesquisa poderia causar a impressão de que
foram inócuas, endossando a tese dos que pregam um discurso mais
incisivo do candidato. Para evitar dissonância ao longo da campanha,
Gonzalez disse, numa reunião com Alckmin, que não gostaria
que Lavareda interferisse em seu trabalho. No partido, Lavareda é
associado ao presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE),
e ao PFL.
Lavareda esteve ontem em Brasília
para apresentar seu estudo à cúpula do PSDB. Mas reagiu,
irritado, às restrições de Gonzalez. "Não
existe problema. Porque não vou trabalhar na campanha. Vou fazer
esse trabalho lá e só", disse o sociólogo.
Ontem, Alckmin procurou minimizar a importância do confronto entre
os marqueteiros. "A campanha começa em agosto. Isso é
bobagem", afirmou.
Programa de governo
A queda-de-braço também
é visível na montagem da equipe de elaboração
do programa de governo do candidato. Atendendo a recomendação
do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), Tasso indicou o
economista Samuel Pessoa para a equipe. No partido, a escolha foi recebida
como uma sinalização de que o programa do partido poderia
sugerir continuidade da atual política econômica.
Dias depois, foi anunciada a indicação
de Antonio Márcio Buainaim para a coordenação-executiva
do programa, a convite do ex-secretário João Carlos Meirelles.
Como era saído da Unicamp, seu nome poderia representar um equilíbrio
de forças na equipe. "O resultado pode ter sido esse. Mas
o convidei para ajudar na consolidação das propostas",
afirmou Meirelles.
Moderação
Conhecendo a performance de Alckmin
em eleições passadas, os tucanos de São Paulo apostam
no sucesso de seu estilo moderado de fazer campanha. Mas, em Brasília,
o comando do PSDB torce por um discurso mais agressivo, ou pelo que
chamam de desconstrução da imagem do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Essa tendência teria sido vitoriosa no fim-de-semana,
durante a viagem em que Alckmin acusou Lula de não ter cumprido
suas promessas no Nordeste. O tom contraria as recomendações
dos que acreditam que esse é o momento de divulgação
do estilo moderado de Alckmin. Os tucanos de São Paulo também
manifestam desconforto com a concentração de poder nas
mãos de Tasso. Mas o senador tem o respaldo do candidato: "Tasso
é um craque", disse Alckmin, ontem à noite, em São
Paulo.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 03
de maio de 2006 | Política
MUDANÇAS
Emenda do PPS prevê reajuste para
doze anos
A bancada do PPS apresentará uma emenda propondo elevação
do salário mínimo regional em 7% acima da inflação,
durante os próximos doze anos, permitindo a recuperação
do salário mínimo, atingindo os índices calculados
pelo Departamento Intersindical de Estudos Sócio Econômicos
(Dieese), para o sustento de uma família composta pelo casal
e dois filhos, entre R$ 1,3 e R$ 1,5 mil hoje.
Os deputados Ratinho Júnior, Marcos
Isfer, Arlete Caramês, Waldir Leite e Aílton Araújo
garantem que votarão pela aprovação da proposta.
A bancada divulgou ontem sua posição oficial, após
aparecerem em um placar exposto na Boca Maldita como “indecisos”.
Os deputados do PPS argumentam
que votar um piso regional apenas, não é a solução
para a recuperação da economia do Paraná, o último
colocado em todos os itens econômicos entre os três estados
do Sul do Brasil, segundo dados do próprio Dieese e do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatísticas). A outra emenda é
do deputado pefelista Élio Rusch (PFL), que propõe através
que os servidores públicos estaduais recebam um salário
mínimo de R$ 437,80.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 03
de maio de 2006 | Brasil
TRABALHO
BB terá de pagar indenização
de R$ 400 mil a ex-funcionário
São Paulo – O Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou
o pagamento de indenização de cerca de R$ 400 mil, por
danos morais, a um ex-tesoureiro do Banco do Brasil que foi vítima
de seqüestro e cárcere privado, junto com sua família.Depois,
o bancário foi feito refém em assalto à agência
bancária onde trabalhava. O crime aconteceu em novembro de 1997,
na agência do BB no município baiano de Itabuna.
O caso provocou a aposentadoria
do bancário por invalidez. Ele passou a apresentar quadro irreversível
de ansiedade e depressão, com ataques de pânico, e morreu
no fim de 2004. O advogado que representou o bancário durante
o processo informou que os beneficiários da indenização
serão os parentes do ex-tesoureiro. Eles pediram que os nomes
não fossem divulgados.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 03
de maio de 2006 | Economia
MERCADO | Moeda americana cai 1,34% e Bovespa
avança 1,62%, atingindo novo recorde
Dólar tem menor valor em 5 anos
São Paulo – Devido ao forte fluxo de entrada de recursos
no mercado financeiro brasileiro, o dólar comercial despencou
1,34% ontem e terminou o dia vendido a R$ 2,06 – menor valor desde
9 de março de 2001. Foi a sua quarta baixa consecutiva. O risco-país
fechou estável a 212 pontos. Acompanhando a Bolsa de Nova Iorque,
que subiu ontem, a Bovespa ignorou a crise na Bolívia e, com
giro de R$ 3,001 bilhões, avançou 1,62%, estabelecendo
um novo recorde histórico aos 41.016 pontos.
Na opinião de Eduardo Mattos,
operador do Finabank, o dólar deve recuar ainda mais nos próximos
dias. “O próximo piso é em R$ 2, e aí a situação
começa a ficar muito perigosa para os exportadores”, diz
ele. No começo do dia, pensou-se que a crise com a Bolívia,
deflagrada pela nacionalização dos hidrocarbonetos no
país, provocaria forte nervosismo, mas não foi o que aconteceu.
O leilão de compra de moeda no
mercado à vista realizado pelo Banco Central pela manhã
não mexeu com as cotações. Tampouco o avanço
dos preços do petróleo no exterior – o barril ultrapassou
os US$ 74 em Nova Iorque e Londres – e dos rendimentos dos treasuries
(títulos do Tesouro norte-americano) perturbou a tranqüilidade
dos investidores.
De acordo com especialistas, a melhora
dos fundamentos da economia do país – como o desempenho
da balança comercial e a queda da inflação –
é que explica o forte otimismo que tomou conta do mercado financeiro,
fazendo-o sofrer menos com notícias negativas que se referem
a problemas pontuais. O dólar paralelo ficou estável a
R$ 2,32 e o turismo caiu 0,91%, a R$ 2,16.
Bolsa
As ações da Petrobrás,
que teve seus campos de exploração de petróleo
e gás e refinarias tomados pelo governo boliviano, ajudaram a
bolsa brasileira a subir. Seus papéis ordinários avançaram
3,41%, a R$ 52,75, e os preferenciais tiveram valorização
de 1,77%, a R$ 47,05, com o maior giro do pregão. Já os
papéis da Comgás perderam 3,15%, a R$ 280,10, porque,
segundo avaliação de especialistas, cerca de 70% do gás
comercializado pela companhia vem da Bolívia.
Outro destaque do dia foi a variação
das ações do Itaú, que subiram depois que o banco
anunciou ter comprado os ativos do BankBoston. Os papéis do banco
Itaú subiram 4,13%, para R$ 68,49, e os da Itaú S.A. –
holding que reúne todas as empresas do grupo – tiveram
elevação de 3,67%, a R$ 9,87.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 03 de maio de 2006
| Economia
EFEITO DO CÂMBIO
Empresas deixam de exportar
Rio – O câmbio continua excluindo empresas, especialmente
de médio porte, da lista das exportadoras brasileiras. Estudo
da Associação de Comércio Exterior do Brasil
(AEB) mostra que, no acumulado de janeiro a março, 681 empresas
deixaram de exportar no país. Por outro lado, o número
de empresas importadoras, também influenciado pelo dólar,
cresce aceleradamente. No caso das exportações, a maior
parte da perda ocorreu na faixa das empresas que exportavam em torno
de US$ 400 mil, ou seja, no universo das médias companhias,
o que aumenta a já elevada concentração das exportações
brasileiras em grandes negócios.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 03 de maio de 2006
| Economia
BALANÇA
Superávit cai 22% em abril
Pela primeira vez desde julho de 2001, a seqüência de superávits
comerciais mensais crescentes foi interrompida em abril graças
ao forte incremento das importações no mês. Segundo
o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, o saldo comercial em abril foi de US$ 3,097 bilhões,
US$ 870 milhões a menos que em abril do ano passado. Com isso,
o resultado em 12 meses, encerrados em abril, ficou em US$ 45,011
bilhões, também registrando uma queda em relação
ao acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março
(US$ 45,799 bilhões).
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AGÊNCIA CÂMARA, 03 de maio de
2006
Vale-transporte não poderá
ser pago em espécie
O PSDB desistiu do requerimento de retirada de pauta da Medida Provisória
283/06, que reorganiza carreiras no serviço público.
Assim, a matéria continua sendo debatida em plenário.
O PSDB concordou em manter a MP na pauta depois que o relator, deputado
José Pimentel (PT-CE), retirou de seu projeto de lei de conversão
um dispositivo polêmico: o que permitia aos empregadores substituírem
o benefício do vale-transporte por um pagamento em dinheiro.
"Como não há acordo, retiro todas as referências
ao tema na proposta", afirmou o relator.
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AGÊNCIA CÂMARA,
03 de maio de 2006
Trabalho analisa exigência para
demitir grávida
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço
Público pode votar nesta manhã o Projeto de Lei 6205/05,
da deputada Ann Pontes (PMDB-PA), que exige a comprovação
de justa causa para demitir mulher gestante, no período em que
goza de estabilidade no emprego - desde o início da gravidez
até cinco meses após o parto. A Constituição
proíbe a dispensa arbitrária ou sem justa causa de mulheres
nesse período, mas não exige a comprovação
da justa causa em caso de demissão. A relatora, deputada Laura
Carneiro ( PFL-RJ), é favorável ao projeto.
Conselho do Ministério
Público
Os deputados também podem votar o Projeto de Lei 5049/05, que
estabelece regras para a escolha dos sete integrantes do Conselho Nacional
do Ministério Público (CNMP) oriundos do próprio
Ministério Público e cria uma estrutura organizacional
para o conselho. Dos 15 integrantes do CNMP, sete são do Ministério
Público (além do procurador-geral da República,
que o preside). Há 4 membros do Ministério Público
da União e 3 do Ministério Público dos estados,
conforme o artigo 130-A da Constituição.
O relator, deputado Arnaldo Faria de
Sá (PTB-SP), recomenda a aprovação da proposta
com substitutivo que altera o texto original para impedir integrantes
do CNMP sejam indicados para o cargo de procurador-geral. O substitutivo
também muda a classificação do cargo de secretário-geral
do órgão de FC-9 para FC-10.
Pacto do Judiciário
A comissão pode votar ainda duas propostas que integram o Pacto
Judiciário, acordo fechado em 2005 entre os poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário para agilizar a Justiça brasileira.
O primeiro projeto (PL 4732/04) proíbe os pedidos de revisão
de sentenças trabalhistas com valor inferior a 60 salários
mínimos (R$ 18 mil). O segundo, (PL 4733/04) restringe os pedidos
de embargo para o Tribunal Superior do Trabalho.O relator das duas propostas
é o deputado Vicentinho, que é favorável à
aprovação de ambos os texto.
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JC ONLINE, 03 de maio de
2006 | Cidadania
Caixa: trabalhadores não
usam benefícios por desinformação
A Caixa Econômica Federal (CEF) realiza de hoje (2) até
sexta-feira (5) a Semana do Trabalhador. Com o objetivo de tirar dúvidas
sobre os serviços que o banco oferece, estão sendo distribuídos,
nas 2.372 agências da CEF do país, folhetos com informações
sobre serviços como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), o Programa de Integração Social (PIS), o Seguro-Desemprego
e o Cartão do Cidadão.
O gerente regional de Canais da CEF no
Rio de Janeiro, Luiz Carlos Peserico, destacou que, por falta de informação
ou até por esquecimento, muitas pessoas deixam de usufruir os
benefícios a que têm direito. Segundo ele, entre 2004 e
2005, mais de 400 mil trabalhadores deixaram de sacar o abono salarial
– número que representa 5% do total de pessoas previstas
para receber o benefício, pago anualmente pelo governo aos trabalhadores
que receberam, em média, até dois salários mínimos
por mês no ano anterior.
Quem recebe mais de dois salários
mínimos e estava cadastrado no PIS antes de 1988 também
tem direito a benefícios anuais do PIS. Neste caso, são
pagos os rendimentos sobre o que o trabalhador recolheu para o Programa.
A Caixa ainda não totalizou os números do pagamento do
abono salarial e dos rendimentos do PIS que tiveram início em
julho de 2005, já que os benefícios podem ser retirados
pelos trabalhadores até o dia 30 de junho. Peserico lembrou que,
quem não procurar a CEF nesse período, perderá
o benefício, pois os recursos retornam ao Tesouro Nacional depois
que termina o prazo para a retirada.
Peserico destacou que, embora os
cidadãos utilizem o FGTS para a compra da casa própria,
desconhecem outras situações nas quais o benefício
também pode ser utilizado como, por exemplo, em caso de Aids
ou de câncer na família. O gerente lembrou ainda que a
forma mais prática de receber os benefícios é fazer
o Cartão do Cidadão. Com ele, o trabalhador pode consultar
o saldo do FGTS, receber o Seguro-Desemprego, o abono salarial ou ainda
os rendimentos do PIS. O cartão não tem custo e pode ser
solicitado por qualquer cidadão nas agências da Caixa Econômica
Federal ou pelo telefone de informações 0800- 574-0101.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
03 de maio de 2006 | Economia
Trabalho "decente" depende do
fim da discriminação
BRASÍLIA - A eliminação da discriminação
no trabalho é fundamental para os países da América
Latina gerarem, nos próximos 10 anos, mais "trabalhos decentes".
Os povos indígenas e a população afrodescendente,
segundo relatório divulgado pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT), são as pessoas mais excluídas do mercado
de trabalho na região. A organização estima que
hoje a população indígena representa entre 8% e
15% da população regional, enquanto os afrodescendentes,
um terço da população da América Latina
e Caribe.
A afirmação consta no documento
"Trabalho Decente nas Américas: Uma Agenda Hemisférica
2006-2015", divulgado hoje pelo diretor geral da OIT, Juan Somavia.
Para combater a discriminação no trabalho, dentre outras
medidas, a organização sugere a realização
de estudos no sentido de monitorar a distintas manifestações
de discriminação no trabalho; a promoção
de programas de empregos focalizados nas áreas de concentração
indígena ou afro-descendente; e elaboração de políticas
ativas de emprego que levem em conta a realidade socioeconômica
e cultural dos grupos em questão.
A agenda lançada em Brasília
propõe aos países do continente um plano de trabalho o
período 2006-2015 com recomendações de políticas
para geração empregos. Um dos objetivos apresentados na
agenda é o de avançar até o atingimento de um crescimento
econômico mais dinâmico e rico em empregos.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
03 de maio de 2006 | Economia
América Latina terá 158
mi de desempregados em 2015
BRASÍLIA - A Organização Internacional do Trabalho
(OIT) estima que se não forem adotadas medidas para gerar mais
e melhores empregos, a América Latina atingirá em 2015
um déficit de emprego formal que poderá afetar 158 milhões
de pessoas.
Hoje, segundo a OIT, 126 milhões
de trabalhadores da região não têm emprego formal,
o que representa 53% da População Economicamente Ativa
(PEA). Esse déficit é mais acentuado no caso das mulheres
e dos jovens. A partir de amanhã, começa oficialmente
em Brasília, a 16ª Reunião Regional da OIT, que vai
debater uma agenda americana de incentivo ao trabalho de qualidade.
O texto-base da agenda, divulgado hoje
pelo diretor-geral da OIT, Juan Somavia, mostra que o desafio também
está presente no Caribe, onde a situação é
"especialmente complexa", devido à vulnerabilidade
da economia dos países da região, o que, de acordo com
o documento, "limita severamente sua capacidade de desenvolvimento
econômico e social". A Reunião Regional Americana
acontece até a próxima sexta-feira e reúne delegados
de governos, empregadores e trabalhadores das três Américas.
É a primeira vez que a reunião acontece no Brasil.
A "agenda hemisférica",
como foi chamada pela OIT, traz uma série de recomendações
de políticas gerais e específicas para países das
Américas gerarem "trabalho decente" durante a próxima
década. "A geração de trabalho decente é
um objetivo político porque repercute na luta contra a pobreza,
a governabilidade das democracias e a segurança hemisférica.
Não poderemos eliminar a pobreza senão instituirmos trabalhos
decentes", disse Juan Somavia.
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de maio de 2006
Direito de sucessão
Caixa é acionada a fornecer dados
do FGTS para herdeiros
O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou
com Ação Civil Pública com pedido de tutela antecipada
(liminar) na Justiça Federal de São Paulo para que a Caixa
Econômica Federal seja obrigada a fornecer o extrato do PIS e
do FGTS para os sucessores de titulares desses direitos já falecidos,
uma vez comprovado o óbito e a condição de sucessor.
A ação pede ainda que seja
arbitrada pela Justiça multa em caso de descumprimento da decisão
e que o extrato também seja fornecido quando solicitado pelo
Ministério Público por ofício. O MPF recebeu informações
encaminhadas pelo Ministério Público Estadual narrando
que vários sucessores e dependentes de titulares de contas do
PIS e do FGTS têm dificuldades para levantar os extratos dessas
contas na Caixa quando da morte do titular.
No procedimento foi apurado que a Caixa
estaria se recusando a fornecer extratos das contas aos sucessores e
dependentes mesmo quando havia documentos comprovando a qualidade de
sucessor. A Caixa recusou-se, alegando quebra de sigilo bancário,
a fornecer os mesmos dados, quando solicitados pelo Ministério
Público Estadual. O extrato do PIS e do FGTS é fundamental
para instaurar os procedimentos administrativos para a obtenção
do alvará que permitirá a realização do
saque dessas quantias pelas famílias dos falecidos.
Para o MPF e o MPE, a Caixa fez uma interpretação
errada da lei do Sigilo Bancário (lei complementar 105/2001),
ao invocá-la sob a alegação de que estava defendendo
a segurança das operações da Empresa Pública
e não o direito à privacidade do titular da conta , que
é o objetivo do sigilo. A negativa fere também o Código
Civil Brasileiro, o interesse social (as verbas das contas do PIS e
do FGTS significam pouco para o banco, mas muito para as famílias
que vão beneficiar) e ignoraram que o sigilo bancário
não é absoluto, sendo passível de relativização.
A Caixa, em respostas a ofícios
do Ministério Público Estadual alegou não poder
levantar os referidos extratos com base no sigilo bancário, já
que o caso em questão não estaria previsto entre as exceções
legais à manutenção do sigilo. Segundo a Caixa,
o levantamento só seria possível mediante ordem judicial
ou solicitação do inventariante do espólio. “Destaca-se
a ironia de tais alegações na atual conjuntura política
nacional, visto que mesmo a existência de flagrante ilegalidade
não foi suficiente para evitar a violação do sigilo
bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, violação
esta que ocorreu com a participação da Caixa , afirmou
a procuradora da República Cristina Marelim Vianna, autora da
ação.
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de maio de 2006
Culpa do motorista
Multa de trânsito pode ser descontada
do salário
Em caso de dano causado pelo empregado, é lícito haver
o desconto no salário do valor correspondente para ressarcimento
da empresa, como prevê a CLT. O entendimento, unânime, é
da 6ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (Campinas, SP). Os juízes entenderam que foi legítimo
o desconto feito pela Nestlé Brasil do salário de um empregado
que cometeu infrações e recebeu multas de trânsito
com o carro da empresa.
O promotor de vendas da Nestlé
entrou com reclamação pedindo a devolução
dos descontos feitos no salário pelas multas recebidas durante
a jornada externa de trabalho. O empregado defende a tese de que as
multas ocorreram em razão do exercício de sua função
e não foram intencionais. Como a 2ª Vara do Trabalho de
Araçatuba (interior paulista) negou o pedido, o trabalhador recorreu.
Baseado no artigo 462 da CLT, o
relator da questão, juiz Luiz Carlos de Araújo, entendeu
que o trabalhador não tinha razão em seu pedido. “O
trabalhador expressamente autorizou os descontos de multas de trânsito
por ele cometidas, de modo que tais descontos são legítimos”.
Para o juiz, não tem relevância se as multas foram ou não
praticadas intencionalmente. “A responsabilidade pelas multas
era do empregado e a empresa estava autorizada a descontá-las
do seu salário, não existindo, portanto, qualquer violação
ao artigo da CLT”, concluiu Araújo. Processo 00316-2004-061-15-00-1
RO.
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de maio de 2006
Questão trabalhista
Quem não vai à audiência
é considerado réu confesso
A parte que não comparece à audiência trabalhista
para prestar depoimento é considerada réu confesso e não
pode alegar cerceamento de defesa. O entendimento é da 3ª
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São
Paulo), que rejeitou, por maioria de votos, recurso de um empregado
da Comercial Importadora e Exportadora Rocheto.
O trabalhador recorreu ao TRT-SP alegando
ter sido cerceado em seu direito de defesa e pedindo a reabertura de
processo trabalhista extinto pela 66ª Vara do Trabalho de São
Paulo.
Segundo o relator no TRT-SP, juiz Rovirso
Aparecido Boldo, "na ata da sessão lavrada em 14 de janeiro
de 2004 restou consignado o adiamento para a instrução
do juízo em 6 de fevereiro de 2004. Houve a determinação
para que as partes comparecessem à audiência para a prestação
de depoimento pessoal, sob pena de confissão. Na data aprazada,
o reclamante não atendeu ao chamamento judicial, tendo sofrido
os efeitos da ficta confessio".
O juiz Rovirso Boldo entendeu que
"não é prerrogativa da jurisdição sobrepor-se
à vontade do litigante que externa, ainda que de forma tácita,
a sua opção em não replicar a tese contrária"
e determinou a aplicação da Súmula 74 do Tribunal
Superior do Trabalho, negando provimento ao recurso do trabalhador.
Processo: 02647.2003.066.02.00-8
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SITE DA PREVIDÊNCIA
SOCIAL, 03 de maio de 2006
BENEFÍCIOS: INSS beneficia segurados
que sofrem acidente de percurso
Acidente de percurso é aquele no trajeto
de casa para o trabalho e vice versa
De Salvador (BA) - A vendedora Maria do Carmo (40) foi atingida por
um tiro na perna durante um assalto no coletivo em que se deslocava
da residência para o trabalho, caracterizando um acidente de percurso.
No Regime Geral de Previdência Social (RGPS) o acidente de percurso
(trajeto) é um tipo de acidente de trabalho, assim como o acidente
típico, que ocorre no desempenho da atividade ou por doença
profissional. Sendo assim, qualquer outro tipo de acidente que ocorra
com o segurado empregado poderá ser analisado sob a ótica
de acidente de qualquer natureza, isentando o trabalhador da carência
exigida de 12 contribuições.
A empresa deve ficar atenta para o preenchimento
correto da Comunicação de Acidentes de Trabalho, que garante
ao segurado a concessão do benefício sem a exigência
da carência, obrigatória para o auxilio-doença previdenciário.
Após apresentar a CAT, o requerente é examinado pelo perito
médico do INSS e, só partir daí, será concedido,
ou não, o auxílio-doença acidentário.
O acidente de percurso é todo
acidente que acontece no deslocamento do empregado de casa para o trabalho
e vice versa, considerando o tempo habitual do trajeto e sem a ocorrência
de desvios para interesse próprio. Quando o segurado exerce suas
atividades em um escritório e desvia o percurso para efetuar
um pagamento solicitado pelo chefe e no trajeto sofre qualquer tipo
de acidente, este será classificado como acidente de trabalho
e não de percurso.
Auxílio-acidente
- É um benefício concedido, como forma de indenização,
ao segurado empregado, ao trabalhador avulso e ao segurado especial
quando, após consolidação das lesões decorrentes
de acidente de qualquer natureza, resulte em seqüela definitiva
que impeça as atividades laborais. Esta regra não inclui
o trabalhador doméstico, o contribuinte individual e o segurado
facultativo.
Caso o segurado não se reabilite
em 15 dias, período em que o trabalhador está sob a responsabilidade
da empresa, a vítima deve solicitar o benefício.
Documentação
- O requerimento para este tipo de benefício está disponível
na Internet, no endereço www.previdencia.gov.br, ou nas Agências
da Previdência Social (APS). O requerente deve apresentar a Carteira
de Identidade ou Carteira de Trabalho, Título de Eleitor, Certidão
de Nascimento ou Casamento, CPF, Pis/Pasep e a CAT devidamente preenchida
pela empresa, com as informações referentes ao afastamento
do trabalho. (SCS/BA)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/05/2006
TST nega vínculo de emprego a diretor
de sociedade anônima
O empregado eleito como diretor ou administrador
de sociedade anônima passa a ser o representante legal da pessoa
jurídica e, nessa condição, tem seu contrato de
trabalho suspenso. Com esse esclarecimento, feito pelo juiz convocado
Walmir Oliveira da Costa (relator), a Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho negou agravo de instrumento a um ex-diretor do Banco Nossa
Caixa S/A. O autor do recurso pretendia o reconhecimento do caráter
trabalhista da relação mantida com a sociedade anônima.
A decisão do TST resulta na manutenção de acórdão
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (com sede
em São Paulo), que negou a existência do vínculo
de emprego. Segundo o TRT paulista, o diretor foi indicado pelo Governo
do Estado e aprovado pelo Banco Central e, na condição
de representante da empresa, não poderia ao mesmo tempo ser empregado
da sociedade que representava.
“Note-se que o diretor foi indicado
diretamente por dois governadores, sendo que o Estado de São
Paulo detém a maioria do capital social integralizado do banco.
Por outro lado, não se trata de trabalhador hipossuficiente,
mas sim de homem integrado no mercado de capitais e um profissional
técnico submetido à aprovação do Banco Central”,
considerou a decisão regional. No TST, o autor do recurso argumentou
nunca ter sido eleito em assembléia de acionistas e, por isso,
conforme a legislação das sociedades anônimas, não
poderia ter ocupado cargo em órgão de direção
da Nossa Caixa. Com base no organograma da sociedade, afirmou ter desempenhado
cargo subordinado à vice-presidência do Banco. O juiz convocado
Walmir Costa registrou que o diretor não conseguiu demonstrar
a existência de subordinação em sua relação
profissional com a Nossa Caixa, requisito necessário à
configuração da relação de emprego. O relator
também afirmou que a decisão regional seguiu a jurisprudência
do TST sobre o tema.
“As relações
entre a diretoria e o conselho de administração nas sociedades
anônimas regem-se pelas diretrizes constantes da Lei nº 6404/76
e do estatuto da empresa, não caracterizando a subordinação
jurídica nos moldes trabalhistas. O empregado eleito diretor
da empresa tem suspenso o seu contrato de trabalho durante o exercício
do cargo, em face da incompatibilidade da ocupação simultânea
das posições de empregado e de empregador”, exemplificou
ao reproduzir precedente relatado pelo vice-presidente do TST, ministro
Rider de Brito. O relator esclareceu, ainda, que para examinar se o
cargo de diretor ocorria no regime de subordinação seria
necessário reexaminar fatos e provas, procedimento inviável
segundo a Súmula nº 126 do TST. (AIRR 2797/2003-025-02-40.0)
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SINDICATO
DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
E DO MOBILIÁRIO DE NOVO HAMBURGO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
O Presidente do SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS
DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE NOVO HAMBURGO,
no uso das atribuições legais e estatutárias,
CONVOCA todos os membros das categorias profissionais integrantes
do Terceiro Grupo - Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário, do quadro a que se refere o art. 577 da
CLT, excetuadas as categorias organizadas em Sindicatos específicos,
dos municípios de Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti,
Dois Irmãos, Santa Maria do Herval, Lindolfo Collor, Presidente
Lucena e Morro Reuter, para participarem da ASSEMBLÉIA GERAL
EXTRAORDINÁRIA a ser realizada no dia 18 de maio de 2006,
às 18h30min e 19h, respectivamente, em 1ª e 2ª
convocação, na sede sita à rua Joaquim Pedro
Soares, nº 994, Novo Hamburgo/RS, a fim de deliberarem sobre
ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA visando a extensão
de base territorial do Sindicato aos municípios de Santa
Maria do Herval, Lindolfo Collor, Presidente Lucena e Morro Reuter,
bem como adequar o estatuto às normas do Código Civil
Brasileiro. Novo Hamburgo-RS, 2 de maio de 2006. NELSON
NELDO MICHEL
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