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NCST/SC, 26 de maio de 2006
Nova Central participa de ato público
em São Bento do Sul
A Nova Central
Sindical de Trabalhadores do Estado de Santa Catarina –
NCST/SC, presidida pelo companheiro ALTAMIRO
PERDONÁ, participou no último dia 24, em
São Bento do Sul/SC, juntamente com o Sindicato dos Servidores
Públicos Municipais, de Ato público em protesto
ao Prefeito do município de São Bento do Sul e aos
vereadores, que aprovaram apenas 5% (cinco por cento) de reajuste
salarial, enquanto os servidores reivindicam 8% (oito por cento).
O presidente informa que outros municípios da região,
já concederam 8%. |
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FETRACONSPAR, 26 de maio
de 2006
Sindicato da Construção
Civil de Ponta Grossa (PR) realizada eleições
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil de Ponta Grossa, realizou ontem (25/05),
eleições para renovação da diretoria, onde
foi eleita a chapa única inscrita encabeçada pelo companheiro
ADEMIR DIAS. Geraldo Ramthun, presidente da FETRACONSPAR e Secretário
Regional da CNTI, apurou as eleições, que teve a participação
de diversos dirigentes sindicais da construção e do mobiliário
do Estado do Paraná, e do vereador pelo município de Curitiba,
André Passos (PT-PR).
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ADEMIR
DIAS
presidente eleito. |
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GAZETA ONLINE / VITÓRIA
(ES), 25 de maio de 2006
Greve da construção civil
termina mas obras continuam paradas
Álvaro Zanotti
Máquinas paradas, materiais encostados
e prazos comprometidos. A greve dos trabalhadores da construção
civil terminou nesta quinta-feira mas deixou um hiato de 15 dias nos
calendários, já apertados, das empreiteiras capixabas.
Canteiros de obras em todo o Estado ficaram vazios e, apesar do término
do movimento já anunciado, muitos operários ainda não
voltaram ao trabalho. Agora, engenheiros e técnicos estudam como
adiantar as obras para fazer cumprir os prazos estipulados com os clientes.
A técnica de edificações
Jaqueline Aline de Oliveira, responsável pela fiscalização
da construção de um condomínio de luxo na Praia
do Canto, em Vitória, acredita que será preciso trabalhar
até tarde e nos finais de semana para conseguir entregar o prédio
na data marcada. “O prazo de entrega não pode ser prejudicado.
Vamos ter que trabalhar sábados e domingos. Vamos ter que acelerar
dia e noite”, disse.
O engenheiro Marcelo Vargas Corrêa
também prevê prejuízos mas, no caso dele, que tinha
as obras adiantadas, o máximo que ocorrerá é entregar
o prédio, que fica em Bento Ferreira, Vitória, na data
marcada inicialmente para dezembro. A previsão era que conseguiriam
concluir as obras um mês antes do prazo. Nesta manhã, nem
10% dos 40 operários haviam retornado ao trabalho.
Mas não foram somente edifícios
residenciais ou comerciais que tiveram as obras paradas. As ampliações
de complexos industriais importantes para a economia do Espírito
Santo também foram comprometidas.
A construção civil da terceira
usina de pelotização da Samarco, em Guarapari, ficou interrompida
durante os 15 dias de greve. De acordo com assessoria de imprensa, a
empresa ainda não identificou comprometimento no prazo das obras
porque o cronograma foi estruturado com flexibilidade.
Já as obras de expansão
da CST/Arcelor, em Tubarão, ficaram comprometidas por causa da
paralisação. A inauguração do terceiro alto-forno,
prevista para novembro próximo, poderá ser adiada.
Os trabalhadores da construção
civil acataram a proposta patronal em uma reunião mediada pelo
Ministério Público Estadual e pela Justiça do Trabalho.
Eles serão contemplados com reajuste salarial de 11%, R$ 80 para
cesta básica, e a compensação dos dias não
trabalhados.
O secretário jurídico
do sindicato que representa a categoria, Aércio Leite, afirmou
que os operários serão avisados do término da greve
nos canteiros de obra onde trabalham com visitas de dirigentes sindicais.
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Agência CUT, 26 de
maio de 2006
Conticom
Construção civil entrega
pauta nacional à CBIC
Por: Leonardo Severo
Representantes da Confederação
Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e da Madeira (Conticom/CUT) e da Força Sindical foram recebidos
na sede da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(CBIC), em Brasília, onde entregaram uma pauta unificada.
“Pela primeira vez, os trabalhadores da construção
civil montaram uma pauta nacional para discutir questões referentes
à categoria. Este tabu que foi quebrado mostra que os problemas
dos trabalhadores não são regionais ou estaduais, mas
de âmbito nacional. Com esta pauta, abrimos a possibilidade de
estar dialogando com o empresariado sobre questões fundamentais
como o registro em carteira e o combate à informalidade”,
declarou o presidente da Conticom, Waldemar Pires de Oliveira.
Conforme o dirigente cutista, o presidente e o vice-presidente da CBIC,
Paulo Simão e José Carlos, convocarão nos próximos
dias uma reunião com o conjunto do empresariado do setor de obras
prediais, saneamento básico e construção pesada
a fim de avaliar as reivindicações apresentadas.
Um dos pontos centrais a ser resolvido, ressaltou Waldemar, é
que seja vedada a sub-contratação de terceiros na atividade
fim da empresa, pois “nenhum trabalhador pode produzir bem sob
ameaça de não ter seus direitos garantidos”. Para
o pleno desenvolvimento do setor, enfatizou, “é crucial
a garantia de formalização do emprego, visto que de acordo
com a PNAD/IBGE, de 2002, somente 21% dos trabalhadores da construção
civil tinham carteira assinada, restando um exército de 79% na
informalidade”.
“Também integram a nossa pauta pontos como o combate aos
acidentes de trabalho, a conquista de um piso salarial nacional, a redução
da jornada, incentivo à escolarização e à
formação profissional. Tudo isso soma para a grande conquista
rumo a um Contrato Coletivo de trabalho com abrangência nacional”,
sublinhou Waldemar.
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PARANÁ ONLINE, 26
de maio de 2006 | Últimas Notícias
Trabalhadores já usam piso do Paraná
para acordos coletivos
As categorias de trabalhadores do Paraná
que têm acordo coletivo de trabalho e que estão em negociação
neste mês de maio já estão utilizando o salário
mínimo regional recém-sancionado pelo governador Roberto
Requião. O piso, que varia de R$ 427,00 a R$ 437,00, está
sendo usado como referência na discussão de reajustes com
os patrões.
O piso regional é válido
para todas as categorias que não têm a cobertura de convenções
e acordos trabalhistas. “Mas o grande impacto direto da lei será
a incorporação gradativa do salário mínimo
nas negociações coletivas que começam a ser firmadas
a partir de agora”, afirma o economista Cid Cordeiro, coordenador
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos
(Dieese).
A maioria das categorias de trabalhadores
já tem o salário mínimo fixado em acordos e convenções
coletivas. “Ocorre que a partir de agora as negociações,
que antes adotavam o salário mínimo nacional como referência,
passarão a adotar o piso regional aprovado no Estado”,
explicou.
Segundo Cordeiro, a implantação
imediata do salário mínimo regional vai beneficiar principalmente
os trabalhadores do interior do Paraná, que vivem em municípios
não atingidos por muitas convenções coletivas.
Nesses casos, onde não há a vigência de acordos
coletivos, vale o piso mínimo regional, explicou o economista.
Trabalhadores na Agricultura - A Federação
dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep) estima que
metade dos 420 mil trabalhadores do setor existentes no Paraná
será beneficiada imediatamente pelo novo salário. Outra
metade não será alcançada por causa do veto a artigo
da lei, que condiciona sua aplicação apenas às
categorias não atendidas por convenções e acordos
coletivos.
“Mas certamente vamos usar o salário
mínimo regional como instrumento de pressão nos acordos
e convenções que serão firmados daqui para frente”,
disse o presidente da Fetaep, Ademir Muller. Segundo ele, o piso regional
será um instrumento poderoso que será utilizado na mesa
de negociação com os patrões.
De acordo com levantamento da Fetaep,
apenas 35% dos trabalhadores na agricultura são formalizados.
Apesar disso, o salário mínimo deve ser estendido também
aos informais, explicou. Muller disse que a federação
vai utilizar de todos os métodos possíveis para divulgar
a implementação do piso regional no Paraná para
que o trabalhador, mesmo informal, faça valer o seu direito.
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Agência Diap, 26 de
maio de 2006
Imposto de Renda
Câmara aprova MP que reajusta tabela
do IR, com duas emendas
O plenário aprovou na terça-feira, 23/05, duas das três
emendas do Senado ao projeto de lei de conversão da Câmara
à Medida Provisória nº 280/06, que reajusta em 8%
os valores da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. A
matéria segue para sanção presidencial.
A primeira emenda aprovada apenas troca
a expressão "previdência privada" por "previdência
complementar" nos artigos da legislação do Imposto
de Renda que permitem a dedução mensal de valores recebidos
pelos contribuintes com mais de 65 anos.
A segunda emenda mantém, na lei
de criação do Programa de Recuperação Fiscal
(Refis), a exigência de que o contribuinte devedor tenha sido
incluído no programa antes do recebimento da denúncia
sobre crimes tributários.
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Nova Central, 26 de maio
de 2006
Pensão por morte pode ser acumulada
com aposentadoria
A chegada do PREVBarco no município do Careiro (AM), distante
29 quilometros de Manaus, possibilitou o resgate da cidadania a 191
ribeirinhos que aguardavam a equipe de servidores do INSS para o esclarecimento
de suas dúvidas a respeito de seus direitos e deveres junto à
Previdência Social.
Entre eles a pensionista Ozória
Ribeiro Lima , 81 anos, agricultora, que se dirigiu ao barco apenas
para confirmar se estava tudo certo em relação ao benefício
pensão por morte que recebe desde o ano de 1985 pelo falecimento
do seu marido, o agricultor Alcides José de Lima.
Ao ser atendida pelo servidor do INSS
dona Ozória não apenas foi tranquilizada em relação
à normalidade do benefício que recebe na qualidade de
pensionista, como também recebeu a boa notícia de que
ela também tinha direito a requerer a sua aposentadoria como
segurada especial, uma vez que ainda hoje trabalha na roça, plantando
mandioca, cebolinha, coentro e criando aves para garantir a sua subsistência
e a de 11 dos 16 filhos, nascidos no Igarapé do Samauma, na localidade
denominadada Purupuru, zona rural do município do Careiro, onde
ainda hoje vive com a família.
O trabalhador rural morador dos beiradões
amazonenses, pela dificuldade de acesso característica da região,
tem mais dificuldade para conhecer seus direitos e deveres de cidadão
brasileiro. A grande maioria só recebe essa orientação
quando se encontra em situação de risco social, ou muito
tempo após complemetar os requisitos exigidos para a solicitação
de um direito.
Foi o caso de dona Ozória que
naturalmente ficou feliz com a boa notícia mas, lamentou não
ter sabido desse direito há mais tempo. "Eu pensava que
não podia me aposentar porque já recebia uma pensão
da Previdência Social. Mas a hora não é para lamentações,
vou em casa agora mesmo buscar os documentos que o moço pediu
para comprovar que trabalho mesmo na agricultura", disse a dona
Ozória.
No dia seguinte, com a documentação
que comprova sua condição de segurada especial em mãos
(entre eles a escritura do imóvel, a Declaração
para Cadastro de Imóvel Rural fornecida pelo Incra, o Certificado
de Cadastro Rural -CCIR, a Declaração do ITR - Dirt e,
as certidões do seu casamento realizado no Lago do Pururpuru
e de nascimento dos filhos na mesma localidade), a agricultora voltou
ao PREVbarco para requerer a sua própria aposentadoria, benefício
que vai receber junto com a pensão por morte que recebe desde
1985.
Segurado Especial -
A Previdência Social considera Segurado Especial o pequeno produtor
rural ou o pescador artesanal e os seus cônjuges que trabalham,
juntamente com sua família, desde que não possuam empregados,
conforme o disposto no art, 12, VII, da Lei 8.212/91. Assim, todos os
membros da família, maiores de 16 anos, que trabalhem unicamente
na atividade rural ajudando os familiares, serão segurados especiais
e terão direito a usufruir dos benefícios previdenciários,
desde que comprovem a atividade rural. De acordo com a Instrução
Normativa 118/2005 , não integram o grupo familiar do segurado
especial os filhos e as filhas casados, os genros e as noras, os sogros
e as sogras, os tios e as tias, os sobrinhos e as sobrinhas, os primos
e as primas, os netos e as netas e os afins.
Documentos comprobatórios
- Para ter direito aos benefícios previdenciários, os
agricultores familiares precisam apenas comprovar o tempo de trabalho,
ao invés do tempo de contribuição. Os trabalhadores
do campo têm direito a benefícios para si e sua família,
como aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença,
salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.
Hoje, o segurado especial precisa comprovar à Previdência
Social, 12 anos e seis meses de tempo de trabalho em regime de economia
familiar e a idade mínima exigida para a aposentadoria por idade,
do trabalhador rural, é de 60 anos para homens e 55 para mulheres
.
A comprovação do
exercício da atividade rural é feita mediante a apresentação
de um dos seguintes documentos : Comprovante de Cadastro do
Instituto Territorial - ITR, ou Certificado de Cadastro do Imóvel
Rural - CCIR, ou autorização de ocupação
temporária fornecidos pelo Incra; Comprovantes de Cadastro do
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
- Incra; Blocos de Notas do produtor rural e/ou notas fiscais de venda
realizada por produtor rural; Contrato de arrendamento, parceria ou
comodato rural registrado ou reconhecida firma em cartório à
época do exercício da atividade; Declaração
fornecida pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI
atestando a condição do índio como trabalhador
rural; Caderneta Inscrição Pessoal visada pela Capitânia
dos Portos ou pela Superintendência do Desenvolvimento da Pesca
(Sudepe) ou pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs)
ou documento de identificação expedido pelo Ibama ou por
Delegacia do Ministério da Agricultura. Além desses documentos
a Previdência Social aceita também a Declaração
do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato de Pescadores ou Colônia
de Pescadores, desde que acompanhada por documentos nos quais conste
a atividade a ser comprovada.
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Nova Central, 26 de maio
de 2006
Renda cai e taxa de desemprego permanece
estável em SP
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo
permaneceu estável em 16,9%, em abril, segundo informou hoje
a Fundação Seade, em parceria com o Dieese. A estabilidade
é resultado do aumento da taxa de desemprego aberto, que era
de 10,9% em março, para 11,2% em abril, e da queda da taxa de
desemprego oculto, de 6% para 5,7% no mesmo período. A taxa de
desemprego aberto se refere às pessoas que procuram trabalho
de maneira efetiva nos 30 dias anteriores aos da entrevista, enquanto
o desemprego oculto são as pessoas que realizaram algum trabalho
remunerado sem vínculo empregatício nesse período.
Segundo a pesquisa, o contingente
de desempregados na região é estimado em 1,7 milhão
de pessoas e também indica estabilidade em relação
ao mês anterior. Já o rendimento médio na Grande
São Paulo tiveram queda. Entre fevereiro e março, os rendimentos
médios reais de ocupados e assalariados reduziram-se em 2,2%
e 2,5% e passaram a equivaler a R$ 1.053 e R$ 1.117.
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Folha
de São Paulo, 26 de maio de 2006
ELEIÇÕES 2006 / DATAFOLHA
Serra perde 7 pontos, mas vence em SP no
1º turno
Tucano tem 56% (71% dos votos válidos);
Mercadante oscila de 16% para 17%
Na capital, principal alvo da onda de violência
do PCC, ex-prefeito caiu 11 pontos e petista, favorecido por exposição
na TV, ganhou 7
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-prefeito paulistano José
Serra (PSDB) continua favorito na disputa ao governo de São Paulo
e com grandes chances de vencer a eleição no primeiro
turno, em 1º de outubro. Mas a vantagem do tucano sobre seus adversários
diminuiu em relação a abril, revela pesquisa Datafolha
realizada entre os dias 23 e 24 de maio -a primeira feita depois dos
atentados do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Estado.
Se a eleição fosse hoje,
Serra estaria eleito. Ele alcançaria 71% dos votos válidos
(excluídos brancos, nulos e indecisos) no cenário mais
provável, sem o ex-governador Orestes Quércia (PMDB).
Com Quércia no páreo, o ex-prefeito teria 64% dos votos
válidos. Entre o levantamento feito no início de abril
e agora no cenário sem Quércia, Serra caiu sete pontos,
de 63% para 56%.
Seu principal adversário, Aloizio
Mercandante (PT) não se beneficiou com a queda. No levantamento
geral no Estado, ele apenas oscilou, de 16% para 17%, apesar de ter
aparecido com destaque em programa político do PT na noite de
segunda-feira, véspera dos dois dias do campo da pesquisa.
A redução das intenções
de voto em Serra acabou desaguando na taxa de indecisos, que subiu de
4% para 9%, e na dos que pretendem anular ou votar em branco, que oscilou
de 10% para 12%.
As maiores variações entre os dois adversários,
no entanto, ocorreram na capital paulista, principal alvo dos ataques
do PCC e da reação policial posterior. No total, a onda
de violência deixou cerca de 150 mortos, entre civis e policiais.
Sem Quércia na disputa, Serra caiu 11 pontos na capital que governou
até março, passando de 59% para 48%. Entre o mesmo eleitorado,
Mercadante evoluiu sete pontos, subindo de 17% para 24%.
O peso específico da cidade de
São Paulo no eleitorado estadual é de 28,6%. Serra é
tucano assim como o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin,
responsabilizado por adversários pelos problemas de segurança
no Estado. Após os ataques, Serra também foi alvo de críticas
por não ter se manifestado prontamente sobre a violência.
Em todo o Estado, o ex-prefeito tucano
perdeu ainda oito pontos entre os eleitores com nível superior
de escolaridade (caiu de 66% para 58%), enquanto Mercadante subiu três,
de 19% para 22%. A intenção de voto espontânea em
José Serra também caiu, de 19% em abril para 14% hoje.
A de Aloizio Mercadante melhorou. Ele era citado por 1% em abril. Hoje,
5% lembram de seu nome espontaneamente como candidato ao governo.
Cenário com Quércia
Na hipótese de o ex-governador
Orestes Quércia concorrer, ele teria hoje 9% das intenções
de voto. Ele tinha 12% em abril. Quércia ficaria seis pontos
atrás de Mercadante (15%) e 43 atrás de Serra (52%). Nesse
mesmo cenário, Carlos Apolinário (PDT) teria 3%, Plínio
de Arruda Sampaio (PSOL) 1% e Beto Mansur (PP) 1%. Os brancos e nulos
somariam 11% e os indecisos, 8%.
A pesquisa Datafolha feita esta semana
foi a primeira realizada somente entre eleitores, ao contrário
das anteriores deste ano, que ouviam a população em geral
acima de 16 anos. O levantamento também foi o primeiro realizado
em parceria entre a Folha e a Rede Globo.
A pesquisa ouviu 1.884 eleitores em 54 municípios do Estado de
São Paulo. A margem de erro máxima do levantamento em
todo o Estado é de dois pontos percentuais, para mais ou para
menos. Na capital, a margem de erro é de três pontos.
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Folha
de São Paulo, 26 de maio de 2006
ELEIÇÕES 2006/PRESIDÊNCIA
Lula terá PSB e PC do B na disputa
pela reeleição
Petista se reúne com presidentes dos 2
partidos e Berzoini e acerta coligação
Presidente já admite ficar sem apoio formal
do PMDB e pede que aliados definam rapidamente formação
dos palanques nos Estados
KENNEDY ALENCAR, RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em jantar anteontem no Palácio
da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou uma
aliança entre PT, PSB e PC do B para apoiar à sua reeleição.
Segundo a Folha apurou, Lula pediu que sejam aceleradas as negociações
para alianças nos Estados, montagem da coordenação
de campanha e elaboração de programa de governo. Lula
disse que deverá assumir a candidatura à reeleição
por volta de 15 de junho. Afirmou que deseja começar a montar
sua coligação a partir das forças que sempre o
apoiaram historicamente. PT, PSB e PC do B estiveram juntos em três
das quatro eleições presidenciais disputadas por Lula.
Em 2002, o PSB apresentou candidato próprio (Anthony Garotinho,
hoje no PMDB).
Foi a primeira reunião formal
de Lula com os partidos que, segundo o presidente, serão "o
núcleo político" da aliança. Estiveram no
encontro os presidentes do PT, Ricardo Berzoini, do PSB, Eduardo Campos,
e do PC do B, Renato Rabelo. O ministro Tarso Genro (Relações
Institucionais) e o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP),
também participaram do jantar que começou por volta das
22h. No cardápio, carne de carneiro. Lula pediu ainda a formação
de um conselho político formado pelos presidentes de partidos
aliados para que se reúnam freqüentemente com ele. A coordenação-geral
da campanha ficará com Berzoini.
PMDB, vice e alianças
Lula admitiu que será difícil
contar com o apoio formal do PMDB. Mas disse que dará todos os
sinais políticos, pressionando petistas a desistir nos Estados
em favor de peemedebistas, para mostrar que deseja, após as eleições,
formar coalizão com o PMDB para "garantir a governabilidade"
num segundo mandato. Sem o PMDB, Lula perderá o vice de seus
sonhos, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim. Nesse
contexto, o mais cotado é o ex-ministro Ciro Gomes (PSB).
Lula pediu que os presidentes de partido
e aliados tratem com cuidado a questão do candidato a vice. Não
deseja repetir a dobradinha José Alencar (PRB), mas não
gostaria de magoar o vice-presidente. "Gosto muito do velho",
afirmou Lula, emendando que desejaria que Alencar tivesse sucesso numa
eventual disputa pelo Senado.
Programa na TV
Sob o impacto das últimas pesquisas,
que deixam Lula em posição confortável, o PT surpreendeu
pelo tom ameno do programa partidário veiculado ontem na TV e
no rádio. O tema central foi educação. Não
foram feitos ataques ao PSDB nem comparações da gestão
Lula com a de FHC. Segundo o secretário-adjunto de Comunicação,
Francisco Campos, "o tom agressivo não pega".
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Folha
de São Paulo, 26 de maio de 2006
Renda do trabalhador cresce pelo 10º
mês
Em comparação com abril do ano passado,
rendimento médio registra aumento de 4,7%, aponta pesquisa do IBGE
Apesar de melhora, geração de novos
postos de trabalho passa por estagnação; taxa de desemprego
continuou em 10,4% no mês de abril
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
A taxa de desemprego das seis maiores
regiões metropolitanas do país ficou estável, em
10,4% em abril, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística). Apesar da estagnação
na geração de novos postos de trabalho, o rendimento do
trabalhador registrou expansão de 0,4%, o terceiro mês
seguido de crescimento. Na comparação com abril de 2005,
o rendimento cresceu 4,7%, o que representa o décimo mês
seguido de alta nessa base de comparação.
Para analistas, a melhora do rendimento
é apoiada em três fatores: aumento da formalização
do mercado de trabalho, com maior número de trabalhadores com
carteira assinada, inflação sob controle e efeito do reajuste
do salário mínimo. Em abril, o rendimento chegou a R$
1.012,50, o que representa o maior valor para um mês de abril
desde 2002. Com o avanço do rendimento, os ganhos do trabalhador
registraram o maior patamar desde dezembro de 2002, quando chegavam
a R$ 1.065,15.
Segundo Cimar Azeredo Pereira, gerente
da pesquisa, os resultados de abril mostraram a melhora na qualidade
do emprego, com aumento do poder de compra do trabalhador. "A taxa
de juros em queda gerou mais confiança no investidor. Risco-país
controlado, câmbio e uma série de outros fatores dão
sustentabilidade à economia, e isso acaba se refletindo sobre
o mercado de trabalho", disse. Segundo os pesquisadores do IBGE,
ainda não é possível definir se a volatilidade
do mercado financeiro em maio deverá ter impactos significativos
sobre a pesquisa.
Segundo o Iedi (Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial), a renda dos trabalhadores tem permitido
uma expansão da massa de rendimentos, que atingiu em abril alta
de 6,2% na comparação com igual mês do ano passado.
Para Guilherme Maia, da consultoria Tendências,
os dados sinalizam alta da produtividade." Estamos crescendo sem
queda da taxa de desemprego nem aumento da utilização
da capacidade, há indícios de melhora na produtividade."
Para o Marcelo de Ávila, economista do Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada), o resultado frustrou expectativas. Ele destaca
a queda de 84 mil pessoas no mês de abril na população
economicamente ativa.
"O mercado de trabalho ainda não
mostrou recuperação. O principal aspecto positivo pode
vir da formalização." A indústria não
acompanhou o perfil de melhora do mercado de trabalho. Em São
Paulo, a queda chegou a 4,3% em relação a março,
o equivalente a uma redução de 80 mil vagas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
26 de maio de 2006
Dívida do setor público cai para 51% do PIB
O resultado primário recorde fez a dívida líquida
do setor público recuar 0,8 ponto percentual em abril. Com a
queda, o tamanho do endividamento do setor público brasileiro
passou dos 51,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de março para
51% do PIB. O percentual, de acordo com o chefe do Departamento Econômico
(Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, é o menor desde
os 50,8% do PIB de maio de 2005. No ano, a dívida líquida
acumula uma redução de 0,5 ponto percentual.
A trajetória de queda, segundo o chefe do Depec, deverá
ser mantida neste mês de maio, embora em intensidade menor. “Com
uma taxa de câmbio de R$ 2,40, é possível que a
dívida termine maio em 50,6% do PIB”, disse. A manutenção
da tendência de redução seria assegurada, desta
vez, pelo comportamento do câmbio. “O BC lucra com a desvalorização
do real em função das operações de swap
cambial reverso”, explicou. Esse ganho acabará por gerar
um nova diminuição da dívida mesmo que o superávit
primário de maio venha em nível mais baixo que os R$ 19,426
bilhões de abril.
No fim do ano, a dívida líquida do setor público
deverá atingir a marca dos 50% do PIB, segundo Lopes. “A
projeção leva em conta um câmbio de R$ 2,20 ao final
do ano, um crescimento do PIB de 4% e uma taxa média de juros
de 15,3% ao ano”, explicou o chefe do Depec. Neste caso, o tamanho
da dívida atingiria seu menor nível desde os 49,9% do
PIB alcançado em abril de 2001 e a redução do endividamento
acumulada nos quatro anos de governo Lula chegaria a 5,5 pontos percentuais.
No segundo semestre, a velocidade da diminuição da dívida
deverá se acentuar em função da redução
do peso dos juros incorporados ao valor do endividamento.
Em abril, o BC já registrou uma discreta queda dos valores efetivamente
pagos em juros da dívida. O tamanho destas despesas de acordo
com os dados do BC, passou dos R$ 12,899 bilhões de março
para R$ 12,873 bilhões. A redução, de acordo com
o chefe do Depec, só não foi maior em função
da valorização de 3,8% do real ocorrida no mês passado,
antes da atual oscilação negativa da moeda nacional. “Esta
valorização fez o BC pagar cerca de R$ 2 bilhões
nos contratos de swap cambial reverso”, comentou Altamir. Estas
despesas, de acordo com o chefe do Depec, são contabilizadas
pelo BC como gastos com juros do setor público. No período
de janeiro a abril, os gastos com juros estão acumulados em R$
57,048 bilhões (8,98% do PIB).
Neste mês, a desvalorização do real frente ao dólar
fará com que o BC, em vez de despesa, venha a ter receita com
as operações de swap cambial reverso. O peso dos gastos
com juros sobre as contas do setor público, com isso, tenderá
a ser menor que o verificado em abril. O déficit nominal do setor
público acumulado em 12 meses, com isso, poderá começar
a se aproximar um pouco mais da projeção de 3% do PIB
feita hoje pelo chefe do Depec. Em abril, o déficit estava em
3,69% do PIB, percentual já menor que os 3,89% do PIB de março.
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O ESTADO DO PARANÁ, 26 de maio de 2006
Relações trabalhistas:
Temor impede denúncias
| Fotos: Lucimar do Carmo/O Estado |
Thereza Gosdal:
“Temor dos trabalhadores ainda é grande”. |
Bernd Schulte:
“Adaptação à lei está ocorrendo
na Alemanha”. |
Ser discriminado no mercado de trabalho por ser mulher, ou por ser adepto
a uma determinada religião ou ter tido o nome incluído
em listas de restrição de crédito, é mais
comum do que se pensa. Todos os dias o Ministério Público
do Trabalho recebe diversas denúncias que envolvem essas relações
trabalhistas. No entanto, o número de reclamações
ainda é pequeno, pois muitas pessoas não denunciam por
medo de represálias ou desinformação.
De acordo com a procuradora do trabalho em Curitiba, Thereza Cristina
Gosdal, existem várias formas de discriminação,
que vão desde a demissão ou não-efetivação
na vaga de mulheres grávidas, portadores de doenças degenerativas
- como aids, Ler/Dort -, antecedentes criminais, raça e até
idade. Segundo ela, a grande maioria dos que fazem a denúncia
são pessoas que já deixaram a empresa ou estão
tentando uma vaga, “pois quando estão empregados temem
a demissão”. A procuradora esclareceu que as investigações
sobre as denúncias de discriminação seguem diversas
fontes, como analisar o perfil das pessoas demitidas naquela empresa,
mas, principalmente, provas testemunhais.
Em outros países, esse tipo de situação também
ocorre, porém alguns já estão criando leis para
acabar com essas diferenças. Foi o que afirmou o pesquisador
do Instituto Alemão Max-Planck, Bernd Schulte, que esteve ontem
em Curitiba, participando de um debate promovido pelo Núcleo
de Combate à Discriminação do Ministério
Público do Trabalho. Schulte comentou que na Comunidade Européia
as discriminações ocorrem com mais freqüência
fora do mercado de trabalho, pois o Código Civil europeu combate
a discriminação, principalmente contra mulheres. Além
disso, em 2000 foi aprovada uma lei contra a discriminação
no trabalho, por idade, preferência sexual, gênero, deficiência
física e raça.
Cotas
“A partir de 2006, todos os países da Comunidade Européia
terão que se adaptar a essa lei. Por isso a Alemanha está
mudando sua legislação para se adequar e combater os problemas,
no trabalho e na vida em geral”, falou. Porém ele comentou
que essa lei não se aplica na área privada. “Se
uma mulher tem uma casa com três quartos, pode alugar um deles
e estabelecer que não aceita negros. Porém, se ela tiver
10 quartos não pode discriminar”, exemplificou.
Em relação a cotas - por raça, cor ou deficiência
-, o pesquisador disse que elas são medidas afirmativas e implantadas
onde existe desigualdade, como no Brasil e África do Sul. “Na
África, desde 2002, uma lei exige a implementação
de cotas em empresas com mais de 50 empregados”, disse, acrescentando
que a “medida favorece um grupo e não de forma individual”.
Sobre o fato de as cotas gerarem discriminação, Bernd
Schulte disse que esse argumento é muito usado na Alemanha, porém
ele entende que as cotas se aplicam muito bem quando se trata de educação
e saúde.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26
de maio de 2006 | Paraná
PESQUISA-Crescimento da ação empresarial
no paraná em cinco anos foi o menor entre estados da região
sul
63% das empresas investem no social
Resultados parciais do estudo foram apresentados
no 4.º Congresso Gife.
Sessenta e três por cento das empresas privadas paranaenses fizeram
algum tipo de ação social em 2004: de simples doações
a pessoas ou instituições a grandes projetos de responsabilidade
social. Na Região Sul, em relação à atuação
social empresarial, o estado perde para Santa Catarina (78% de empresas
com ações) e está praticamente empatado com o Rio
Grande do Sul (62%). Os dados fazem parte de um levantamento do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado parcialmente
ontem, em Curitiba, durante o 4.º Congresso Gife (Grupo de Institutos,
Fundações e Empresas) sobre Investimento Social Privado.
“Ainda não há dados
nacionais consolidados, mas tudo indica que o Paraná está
dentro da média. O estudo mostra que existe um terço de
empresas que não estão fazendo nada e ainda podem fa-zer”,
avalia a socióloga Anna Maria Peliano, coordenadora da pesquisa
do Ipea. Comparado a um levantamento semelhante feito em 1999, a ação
social de empresas do estado teve um crescimento de 14 pontos porcentuais,
o mais baixo da Região Sul (em Santa Catarina o salto foi de
28 pontos e no Rio Grande do Sul, 23). “A situação
catarinense é algo que ainda precisa ser ana-lisado mais profundamente.
De maneira geral, o que aumentou no Sul neste intervalo de cinco anos
foi a participação de empresas de pequeno e médio
porte, porque mais de 90% das de grande porte já faziam ações
sociais antes”, explica.
Os dados apresentados ontem pelo Ipea referem-se à primeira de
duas etapas da pesquisa. Foram ouvidas, em um questionário por
telefone, 1.982 empresas da Região Sul, com um ou mais funcionários
e com fins lucrativos, representando um universo de 260 mil unidades
empresariais. As empresas que confirmaram ter feito algum tipo de ação
social estão participando da segunda fase do levantamento, com
uma avaliação mais específica que a primeira. “Quando
esta etapa estiver concluída, poderemos saber o volume de recursos
investidos, tipos de atividade, motivações, dificuldades.
São dados que permitem uma melhor avaliação do
próprio empresariado e servem para subsidiar decisões”,
explica Anna Maria.
De acordo com os primeiros dados do Ipea,
39% das empresas da Região Sul fazem ações sociais
habitualmente e 38% eventualmente (o restante não respondeu à
questão). Em 1999, 63% faziam ações habituais.
“Como hoje quase 60% da participação da região
é de microempresas e antes boa parte era de grande porte, a hipótese
para esta queda de porcentagem é de que mais empresas estão
entrando agora na atuação social, por isso não
fazem ações constantes”, justifica a coordenadora
do estudo.
A grande maioria (77%) dos entrevistados
disse acreditar que as empresas atuam na área social porque o
estado não cumpre o seu papel. Para a coordenadora do Núcleo
Interdisciplinar de Estudos do Terceiro Setor (Nits) da Universidade
Federal do Paraná, Ana Lúcia Jansen de Mello de Santana,
essa visão indica que as empresas avaliam que melhoria das condições
sociais é algo que não compete a elas. “Quando as
empresas percebem que os problemas sociais não vão ser
equalizados pelo poder público, elas precisam pensar em como
a empresa vai crescer se nada mudar: quem vai comprar seus produtos,
como haverá formação de mão-de-obra especializada
etc. Se o empresário não enxerga isso, não está
cumprindo nem seu papel empresarial”, analisa.
Patrícia Künzel
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26
de maio de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES 2006-Senador gaúcho
registra chapa com Garotinho como vice
Simon lança candidatura
e ataca a ala governista
Brasília – O senador gaúcho Pedro Simon registrou
ontem a chapa para disputar a Presidência da República
pelo PMDB, com o ex-governador do Rio Anthony Garotinho como vice. Em
seus discursos, eles não pouparam a ala governista do PMDB, que
só estaria preocupada em manter cargos e benesses do governo
federal. Simon disse estar triste com o caminho que o país e
seu partido estão tomando e por isso aceitou lançar seu
nome para disputar a Presidência.
O senador gaúcho citou nominalmente
os senadores governistas Renan Calheiros, presidente do Senado, e José
Sarney, dizendo que eles estão vendendo a alma do PMDB em troca
de interesses pessoais. Simon disse que procurou os dois para dizer
que era preciso um nome do PMDB para disputar a Presidência, mas
ambos disseram que não era o momento. “Eles trocam interesses
pessoais e estão vendendo a alma do PMDB. Um grupo que veio fazer
negócio em nome do PMDB. Temos que saber quem é o PMDB.
Eles estão botando ovo no ninho errado”, protestou Simon.
O senador disse que sempre acreditou no governo Lula, mas acabou se
decepcionando como todos os brasileiros. Segundo ele, o povo espera
por um nome do PMDB, já que o PT e o PSDB já mostraram
que não têm condições de atender às
demandas do país.
“Há um sentimento de perplexidade,
de interrogação. A desilusão com o governo do PT
é tão grande que o pessoal está tonto e não
vai esperar que o PSDB faça agora o que não fez em oito
anos. Eles estão é de olho no PMDB. Vamos defender uma
linha ética e social, não tão radical como o PT.
Mas no nosso governo se errará só uma vez. Nós
é que vamos apurar. Se tiver que botar pra fora, nós botamos”,
disse.
Garotinho disse que desistiu da
cabeça da chapa porque as resistências dos governistas
eram fortes demais, mas continua defendendo a candidatura própria.
E pediu o apoio de Simon para vencer o neoliberalismo do PT e do PSDB.
“Os governistas não têm projeto para o país.
Eles querem apoiar o governo Lula por causa de cargos e benesses, querem
se manter no poder. Eu venho travando um debate sério com essas
pessoas e se tornou difícil conviver com eles, por isso sugeri
o nome de Simon”.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26
de maio de 2006 | Mundo
AMÉRICA LATINA
Chávez e Morales assinam
20 acordos
Shinaota – Bolívia e Venezuela assinarão hoje um
ambicioso projeto petroleiro binacional, dentro do Tratado Comercial
dos Povos (TCP), que os dois países promovem com Cuba para se
contrapor ao TLC defendido pelos EUA. Os presidentes Evo Morales (Bolívia)
e Hugo Chávez (Venezuela) assinarão cerca de 20 acordos,
entre eles um que desenvolve o próspero negócio do petróleo,
em cerimônia sem precedentes a ser realizada na localidade cocalera
boliviana de Shinaota.
Chávez anunciou na quarta-feira,
em Caracas, que viajaria à Bolívia para assinar mais de
20 acordos com o colega Evo Morales, sobretudo em matéria de
hidrocarbonetos e petroquímica, e cerca de 200 cartas de crédito
para projetos comunitários.
Em meio a uma movimentação de policiais comparável
à de épocas de convulsão social, os sindicatos
cocaleros prevêem uma concentração de 50 mil produtores,
estimou o porta-voz da Presidência, Alex Contreras.
A Venezuela planeja investir US$ 1,5
bilhão no setor petroleiro boliviano, e US$ 100 milhões
na agropecuária local, investimentos com os quais Chávez
e Morales promoverão uma corporação trinacional,
em associação com Cuba. As petroleiras estatais YPFB (Bolívia)
e PDVSA (Venezuela) acertavam ontem os detalhes de cinco grandes projetos
energéticos.
Entre os acordos, Chávez
destacou o que estabelecerá o envio mensal de 200 mil barris
de diesel, com facilidades de pagamento e uma parte da fatura paga com
produtos, como a soja. Ele citou ainda o acordo que servirá para
que a Venezuela certifique reservas de gás e petróleo
na Bolívia.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26 de maio de 2006
| Mundo
FISCALIZAÇÃO
US$ 5,2 milhões para auditorias
La Paz – O governo boliviano anunciou ontem que investirá
US$ 5,2 milhões em auditorias na Petrobrás e em outras
petrolíferas como parte da nacionalização dos hidrocarbonetos.
O Ministério dos Hidrocarbonetos acrescentou, em comunicado,
que US$ 4,7 milhões serão destinados à contratação
de consultores, e o resto à aquisição de bens e
serviços para as auditorias. A nacionalização decretada
no último dia 1.º pelo presidente boliviano, Evo Morales,
estabelece a auditoria dos campos de gás e petróleo e
dos investimentos feitos pelas companhias estrangeiras.
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CONSULTOR JURÍDICO,
26 de maio de 2006
Atropelo de processo
Não cabe embargo declaratório
sobre juízo de admissibilidade
É inviável o uso de embargos
de declaração contra as decisões dos Tribunais
Regionais do Trabalho que resultam na admissibilidade ou não
dos recursos de revista. A decisão é da Subsecção
de Dissídios Individuais 1 do Tribunal Superior do Trabalho,
conforme voto do ministro Lélio Bentes Corrêa, relator.
A manifestação da SDI-1
ocorreu durante exame de recurso submetido pelo Hospital Adventista
Silvestre contra decisão anterior da 3ª Turma do TST.
Após ter sido condenado em primeira
instância, o hospital decidiu ingressar com recurso de revista
no TST. Para isso, ajuizou sua petição no órgão
de segundo instância, a quem cabe o primeiro exame sobre o recurso.
Conforme a legislação, cabe aos TRTs examinar, inicialmente,
se a parte preencheu os requisitos necessários para encaminhar
os recursos de revista para o Tribunal Superior Tribunal.
O recurso de revista foi negado pelo
tribunal regional. Quando isso acontece, resta à parte ajuizar
Agravo de Instrumento no Tribunal Superior do Trabalho e esperar que
este aceite esse mesmo agravo, admita o recurso de revista e examine
seu mérito.
Na hipótese examinada pela SDI-1,
a parte decidiu, antes de ingressar com seu agravo de instrumento, questionar
a decisão do Tribunal Regional do Trabalho fluminense por meio
de embargos declaratórios. Após o exame dos embargos de
declaração pelo TRT, o hospital apresentou o Agravo de
Instrumento no TST.
A 3ª Turma do TST considerou o Agravo
de Instrumento intempestivo, por ter sido apresentado fora do prazo
legal. De acordo com o tribunal, os embargos declaratórios eram
incabíveis e, por esse motivo, não suspenderam a contagem
do prazo para apresentar o Agravo de Instrumento.
“A interposição dos
embargos declaratórios, nessa situação, configura
erro processual grosseiro e provoca seu não conhecimento. Por
incabíveis, como conseqüência, não há
interrupção do prazo para interposição do
Agravo de Instrumento, que resultou intempestivo”, afirmou o ministro
Carlos Alberto Reis de Paula, relator do agravo na 3ª Turma.
Na SDI-1, o questionamento apresentado
pelo hospital também foi rejeitado. Segundo o ministro Lélio
Bentes, a jurisprudência do TST — consolidada em sua Súmula
421 — restringe a hipótese de apresentação
dos embargos de declaração às decisões de
natureza definitiva, voltadas à conclusão da relação
processual. “Essa situação não coincide com
a hipótese dos autos, que trata de decisão singular de
admissibilidade de recurso de revista.”
Processo: 406/1990-038-01-40.0
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
26 de maio de 2006
TRT-SP decide que pedido de dano moral
no trabalho prescreve em dois anos
Mesmo que o pedido de indenização
por dano moral se fundamente no Direito Civil, se o dano alegado ocorreu
em razão do contrato de trabalho, deve se adequar às normas
aplicáveis à esta relação, limitado a dois
anos após o término da relação de emprego.
Com essa compreensão, os juízes
da 8ª Turma do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São
Paulo) mantiveram decisão da 65ª Vara do Trabalho de São
Paulo, que julgou extinta, sem julgamento do mérito, uma ação
por danos morais de uma funcionária aposentada do Banco Itaú
S/A.
Segundo a assessoria de imprensa do TRT,
oito anos após se aposentar, a bancária entrou com ação
indenizatória na Justiça Comum, alegando ter adquirido
doença ocupacional no período em que prestou serviços
para o banco. A justiça alegou sua incompetência para julgar
o caso e encaminhou o pedido à Justiça do Trabalho.
Durante audiência na 65ª Vara
do Trabalho de São Paulo, o processo foi extinto com julgamento
do mérito, ou seja, impossibilitando futuras ações
para o mesmo caso, em razão de terem se passado mais de dois
anos da aposentadoria da bancária.
Inconformada, ela recorreu ao TRT-SP
alegando que, como o banco não contestou o tempo decorrido, a
prescrição não deveria ser considerada.
No tribunal, o relator do recurso, juiz
Antônio José Teixeira de Carvalho, observou que, ao contrário
do que alegou a ex-funcionária, a empresa havia apontado a prescrição
em sua defesa.
Além disso, segundo o juiz, "a
legislação estabelece um único prazo prescricional
para os pedidos decorrentes da relação de trabalho, o
que inclui a indenização por dano moral, ainda que apoiados
no Direito Civil", esclareceu.
O dano alegado pela bancária "teria
ocorrido em razão do contrato de trabalho e no âmbito deste.
Por isso, ele deve se adequar às normas aplicáveis à
esta relação. E, neste sentido, o constituinte limitou
o prazo prescricional a dois anos após o término da relação
de emprego", concluiu o Juiz Antônio José.
Os juízes da 8ª Turma
mantiveram, por unanimidade, a decisão da 48ª Vara do Trabalho,
negando provimento ao recurso da bancária.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
26/05/2006
SDI-1 garante incorporação
de hora extra paga durante dois anos
A Seção Especializada em
Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
condenou o Banco do Estado da Bahia (Baneb) a incorporar ao salário
de um ex-empregado as horas extras pagas sem necessidade de serviço
ao longo de dois anos. A SDI-1 considerou que a situação
era peculiar e caracterizava uma vantagem que se incorporava ao contrato
de trabalho, não podendo ser modificada unilateralmente pelo
empregador, conforme prevê o artigo 468 da CLT.
O relator dos embargos em recurso de
revista, ministro João Batista Brito Pereira, ressaltou que “o
recebimento da parcela por período superior a dois anos, sem
a exigência de prestação de serviços em sobrejornada,
constitui benefício que se incorporou ao contrato de trabalho
do trabalhador, e a posterior supressão pelo Baneb importou em
alteração ilícita com ofensa ao artigo 468 da CLT.”
O ministro Brito Pereira frisou que “o
Direito do Trabalho é regido, dentre outros, pelo princípio
da primazia da realidade, permitindo-se, dessa forma, que as vantagens
auferidas no curso do contrato se incorporem aos direitos do empregados”.
Em seu voto, ele observou que não se tratava “de mero equívoco
do empregador, que deixou de suprimir o pagamento no momento oportuno,
porque o recebimento da parcela sem a respectiva contraprestação
se estendeu por mais de dois anos, tento o TRT registrado que a parcela
era paga sob o título ‘H.E. Habitual (Incorp)’, o
que revela a intenção do banco de incorporar o respectivo
pagamento ao contrato de trabalho”.
No período compreendido entre
março de 1993 e abril de 1995, o bancário recebeu duas
horas extras diárias do Baneb mesmo não tendo cumprido
jornada maior do que a normal, pois estava à disposição
da Caixa de Assistência dos Empregados do Baneb (Casseb), exercendo
cargo de diretor, não sujeito a controle de jornada. No período
anterior, quando trabalhava vinculado ao banco, recebia horas extras
porque tinha a jornada prorrogada além do limite regular.
Em 1995, o Baneb suprimiu o pagamento
das horas extras, levando o empregado a reclamá-las na Justiça
do Trabalho. A Vara do Trabalho de Salvador julgou o pedido improcedente.
O bancário recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 5ª
Região (Bahia), que manteve a negativa. O empregado recorreu
então ao TST e a Quarta Turma do TST manteve a decisão
regional. Somente com o recurso de embargos à SDI-1, o trabalhador
obteve êxito. (E-RR 546981/1999.6)
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26/05/2006
TST: acordo para compensação
de jornada tem que ser expresso
A Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve a decisão do TRT da 12a Região (Santa
Catarina) no sentido de que o acordo para compensação
de horas de trabalho necessita ser expresso, não podendo ser
presumido (ou tácito). Relatora do recurso, a ministra Maria
Cristina Peduzzi, considerou inválido o acordo firmado pela Cooperativa
de Produção e Abastecimento do Vale do Itajaí com
seus funcionários.
De acordo com informações
do TRT/SC, “embora o contrato de trabalho possa primar pela informalidade,
existem atos para os quais a lei exige forma especial, dentre eles o
acordo de compensação de horas de trabalho, que conforme
o entendimento majoritário, não pode ser tácito”.
Ainda segundo o Regional, a validade
do acordo de compensação de jornada prescinde da interveniência
da entidade sindical representativa da categoria de trabalhadores, entretanto
só terá validade se formalizado por escrito.
No mesmo processo foi discutido o direito
ao recebimento de adicional de insalubridade para empregada responsável
pelo serviço de limpeza e higienização de supermercado.
A empresa não pagava o adicional sob o argumento de que a empregada
não tinha contato com agentes nocivos à saúde,
pois utilizava equipamentos de proteção individual.
A cooperativa alegou ainda que
o trabalho desenvolvido pela autora da ação não
se enquadrava na Norma Regulamentar do Ministério do Trabalho
que define as atividades insalubres. A ministra Maria Cristina Peduzzi
não considerou válida a argumentação da
empresa, mantendo integralmente a decisão do TRT/SC. (RR- 792.173/2001.7)
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 5.786, DE 24 DE MAIO DE 2006.
Dispõe
sobre os centros universitários e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição,
e tendo em vista o disposto no art. 45 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro
de 1996,
DECRETA:
Art. 1o Os centros universitários são instituições
de ensino superior pluricurriculares, que se caracterizam pela excelência
do ensino oferecido, pela qualificação do seu corpo docente
e pelas condições de trabalho acadêmico oferecidas
à comunidade escolar.
Parágrafo único. Classificam-se como centros universitários
as instituições de ensino superior que atendam aos seguintes
requisitos:
I - um quinto do corpo docente em regime de tempo integral; e
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação
acadêmica de mestrado ou doutorado.
Art. 2o Os centros universitários, observado o disposto no Decreto
no 5.773, de 9 de maio de 2006, poderão criar, organizar e extinguir,
em sua sede, cursos e programas de educação superior,
assim como remanejar ou ampliar vagas nos cursos existentes, nos termos
deste Decreto.
§ 1o O disposto no caput deverá observar os limites definidos
no plano de desenvolvimento da instituição.
§ 2o É vedada aos centros universitários a atuação
e a criação de cursos fora de sua sede, indicada nos atos
legais de credenciamento.
§ 3o Os centros universitários somente serão criados
por credenciamento de instituições de ensino superior
já credenciadas e em funcionamento regular, com avaliação
positiva pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior - SINAES.
§ 4o Os centros universitários poderão registrar
diplomas dos cursos por eles oferecidos.
Art. 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4o Fica revogado o Decreto no 4.914, de 11 de dezembro de 2003.
Brasília, 24 de maio de 2006; 185o da Independência e 118o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 25.5.2006.

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