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CRI ON LINE / PORTUGUÊS, 29 de maio
de 2006
China aposta na poupança de recursos
na construção civil
A economia chinesa continua crescendo
de forma rápida e estável. O Produto Interno Bruto (PIB)
cresceu 10,2% no primeiro trimestre deste ano. A pretexto do rápido
crescimento econômico, as cidades e o campo rural chinês
sofreram grandes mudanças e novas construções rompem
as alturas. Ao mesmo tempo, a fim de concretizar o desenvolvimento coordenado
entre as construções em cidades e campo rural e o meio
ambiente e poupar os recursos energéticos, a China está
promovendo as construções verdes e impulsionando as construções
que poupam os recursos naturais e energéticos.
As novas construções ocupam
anualmente entre 1,5 e 2 bilhões de metros quadrados na China.
Prevê-se que até 2020, o país contará com
30 bilhões de metros cúbicos de novas construções.
A quantidade e a velocidade da construção ocupam a primeira
fila do segmento no mundo.
O governo chinês prioriza as construções
verdes para concretizar o desenvolvimento coordenado entre as construções
e o meio ambiente. As construções verdes significam: fornecer
as habitações sadias, confortáveis e seguras aos
chineses, além de aproveitar os recursos com a alta eficácia
e influenciar negativamente ao mínimo o meio ambiente. As construções
usam os materiais que são transportados em pequenos veículos,
a fim de reduzir o consumo de combustíveis. Além disso,
no exterior, aproveitam a energia solar e os equipamentos que captar
águas pluviais. O ministro da Construção chinês,
Wang Guangxi afirmou que a poupança de recursos nas construções
e nas suas modificações foi listada no programa do desenvolvimento
do país:
"No programa nacional de desenvolvimento
científico e tecnológico a médio e longo prazo,
as construções verdes são consideradas o ponto
chave no desenvolvimento urbano. Além disso, programa exige as
novas construções cumprirem rigorosamente os critérios
sobre a poupança energética no setor. Prevê-se que
até 2020, a China poupará 420 bilhões de kWh e
260 milhões de toneladas de carvão."
A fim de impulsionar o desenvolvimento
das construções verdes, o governo chinês elaborou
e publicou vários critérios de poupança energética
nas construções, além de apoiar a pesquisa de tecnologias
afins. Vários projetos de pesquisa obtiveram os progressos visíveis,
cujos resultados foram praticados na realidade.
Segundo dados estatísticos, atualmente,
a China conta com as construções com uma superfície
de 40 bilhões de metros quadrados, das quais, mais de 13 bilhões
de metros quadrados a serem modificados para a poupança energética.
Segundo a previsão, essas mudanças movimentarão
26 trilhões de yuans. A grande chance comercial atraiu várias
empresas investirem na pesquisa tecnológica de produtos no setor
das construções verdes. Na feira de produtos de construção
verde realizada recentemente nesta Capital, o assistente do gerente-geral
da Companhia Limitada de Ciência e Tecnologia de Vidro Luqiang
de Beijing, Wu Shutian afirmou à nossa reportagem que seu produto
tem os resultados visíveis na poupança energética:
"O Heat Mirror Insulating Glass
produzido pela nossa companhia tem uma maior vantagem, ou seja, ele
acentua o calor no inverno e o frescor no verão, bem como se
adapta aos diferentes climas no mundo".
Segundo Wu, o vidro consegue prevenir
eficazmente a perda energética conduzida pela transmissão
de calor, a fim de reduzir o volume de uso elétrico de ar condicionado
e aquecimento. Enquanto isso, a maioria de componentes do produto pode
ser recuperada, o que diminui a influência negativa sobre o meio
ambiente. Atualmente, mais de 100 milhões de metros quadrados
de vidro foram usados nas grandes e famosas construções
em todo o mundo.
As perspectivas do mercado das construções
verdes chinês atraíram vários comerciantes estrangeiros
na poupança energética das construções.
O gerente-geral da Companhia Delmatic, famosa companhia de tecnologia
sobre poupança energética, Stephen Woodnutt disse:
"O mercado das construções
verdes chinês atrai-nos bastante. O sistema de iluminação
fornecido pela nossa companhia será adotado nas construções
públicas, comerciais e civis. O sistema pode ser instalado nas
novas construções, além de ser usado nas modificações
das construções velhas".
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ANGOLA PRESS LUANDA, 30
de maio de 2006
Angola: Jovens formam-se em construção
civil
Luanda, - Sessenta jovens angolanos estão
a ser capacitados nas áreas de alvenaria, carpintaria, operação
de gruas e motoniveladoras pela empresa portuguesa MotaEngil, no quadro
do projecto de reabilitação da estrada nacional Kifangondo/Catete,
onde foram admitidos sem quaisquer qualificações técnicas.
De acordo com o encarregado de obras
do projecto, Luís Fernando Monteiro, a iniciativa enquadra-se
no acordo existente entre a MotaEngil e o Ministério das Obras
Públicas, através do Instituto de Estradas de Angola (INEA),
visando a formação da população das áreas
onde se executam empreitadas financiadas pelo governo.
Luís Fernando Monteiro referiu
que todos os trabalhadores angolanos foram admitidos sem qualificações
técnicas e que agora, passado cerca de um ano, já estão
capitados para executar trabalhos de reposição de sistemas
de drenagem, emulsão de cimento, injecção de camadas
de betume (alcatrão) e operação de máquinas
diversas.
"Para melhor exemplificar a capacitação
destes trabalhadores é importante referir que neste projecto
trabalham apenas cinco engenheiros portugueses, sendo o restante da
mão de obra toda local", acrescentou.
Sobre o andamento da obra, que nesta fase envolve 20 quilómetros,
de um total de 51, está a decorrer a bom ritmo, apesar de alguns
constrangimentos causados pela transportação de águas
para o local dos trabalhos e pelos atrasos na entrega de betume por
parte da Sonangol.
De acordo com ele, estes problemas forçaram
o adiamento da conclusão da empreitada, inicialmente previsto
para Agosto, para o final deste ano.
Falando à Angop, o trabalhador
angolano Mateus Cardoso, operador de grua, mostrou-se satisfeito com
os conhecimentos que tem adquirido, mas descontente com os 150 dólares
que recebe como salário.
O seu colega, Manuel Arsénio,
também discorda do salário que aufere, porém sente-se
consolado com o facto de no final do contrato estar tecnicamente capacitado
a executar trabalhos de carpintaria.
Iniciada em Agosto de 2005, a reabilitação
da via, com oito metros de largura, contará com uma faixa em
cada sentido num total de 51 quilómetros.
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O
LIBERAL / BELÉM, 30 de maio de 2006 | Poder
Aberta a temporada de mobilização
Servidores federais e rodoviários já
ameaçam parar. Construção civil antecipa mobilização
e jornalistas abrem a sua data-base.
Os servidores do Judiciário Federal,
que lutam pela criação do Plano de Cargos e Salários,
fizeram paralisação nacional na semana passada e ameaçam
entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta semana. No Pará,
a paralisação atingiu os tribunais regionais Federal (TRF),
Eleitoral (TRE) e do Trabalho da 8ª Região (TRT), bem como
a Justiça Militar. Eles pressionam a Câmara Federal a retomar
a tramitação do projeto de lei parado há nove meses
na Comissão de Finanças.
Na próxima quarta-feira, 3, uma
delegação do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário
Federal nos Estados do Pará e do Amapá (Sindjuf) participará,
em Brasília, da assembléia da federação
da categoria, Fenajuf, para deliberar a deflagração de
uma greve nacional por tempo indeterminado a partir do dia seguinte.
Na última quinta-feira, o TRE
trabalhou internamente com apenas 30% dos servidores. Em Belém,
a paralisação não afetou o cadastro eleitoral no
ginásio do Centro Federal Tecnológico (Cefet). Segundo
os manifestantes, os serviços que se desenvolvem no Cefet, até
o dia 3 de maio, 'foram e serão preservados para não prejudicar
os eleitores'.
Rodoviários querem parar no
dia 10
Os rodoviários também ameaçam
entrar em greve, em Belém, a partir do próximo dia 10.
Na semana passada, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários
do Pará, em assembléia, rejeitou a proposta do Sindicato
das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setrans-bel),
de 2% de reajuste salarial, metade da inflação do período,
conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na última quinta-feira, o Setransbel
faltou à rodada de negociação na sede da Delegacia
Regional do Trabalho (DRT), e, por isso, a reunião foi remarcada
para amanhã, às 10 horas, no mesmo local. No dia cinco
subseqüente, a categoria fará outra assembléia de
avaliação do movimento.
O rodoviários reivindicam 4% de
reposição salarial; 4% de aumento real; aumento do vale-alimentação
de R$ 180 para R$ 250; vale-gás (equivalente a um botijão
por mês) também nas férias; auxílio-funeral;
seguro de vida no valor de 20 vezes o salário básico;
e adicional por tempo de serviço de 3% a cada três anos
trabalhados.
Os sindicatos dos rodoviários
de Ananindeua e Marituba também entrarão em negociação
de data-base com a federação do setor na região,
a Fetranorte. A primeira reunião será depois de amanhã,
às 10 horas, na DRT. A pauta de reivindicação ainda
não foi apresentada.
Jornalistas - O Sindicato
dos Jornalistas do Pará (Sinjor) já iniciou o processo
de data-base deste ano. Os principais itens da pauta de reivindicações
são reposição das perdas salariais do período
(em torno de 5%, com base no INPC do IBGE); tíquete alimentação
de R$ 300; e a fixação do piso salarial nas empresas que
ainda têm esse dispositivo. A negociação se dá
por empresa. A pauta já foi enviada às empresas e parte
dela ainda está pendente do acordo do ano passado. Por isso,
o Sinjor ajuizou dissídio coletivo econômico no Tribunal
Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT). A primeira audiência
foi na última quarta-feira, 26, mas as empresas recusaram a proposta
de acordo formulada pelo presidente do TRT, desembargador Luiz Albano,
que concedia reajuste de 6,28%. O magistrado ficou de se manifestar
no processo em 15 dias.
Construção
Civil - O Sindicato da Construção Civil do Mobiliário
de Belém e de Ananindeua antecipou a campanha salarial de 2006,
já que a data-base é em agosto. A categoria reclama o
aumento dos pisos salariais: do servente, dos atuais R$ 350 para R$
375; do meio-oficial, de R$ 399 para 459; do oficial, de R$ 536 para
R$ 617; do encarregado, de R$ 656 para R$ 754; além da redução
de 6% para 1% do desconto do vale-transporte na remuneração
dos trabalhadores; bem como Participação nos Lucros e
Resultados (PLR). O principal problema da categoria que reúne
45 mil trabalhadores no Pará é o desemprego. Segundo o
diretor sindical Evaldo da Silva, apenas 13 mil estão empregados
atualmente.
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Agência Diap, 30 de
maio de 2006
Terceirização
Comissão analisa projeto que prejudica
os trabalhadores
Está na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comercio (CDEIC) da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL)
nº 4.330/2004, que dispõe sobre o contrato de prestação
de serviço a terceiros e as relações de trabalho
decorrentes. A proposição é de autoria do deputado
Sandro Mabel (PL/GO).
O projeto, conforme denuncia a Coordenação
Confederativa dos Trabalhadores (CCT), “é noviço
aos trabalhadores, pois muda todo o conceito de empresa propederante,
que tem a obrigação de manter sob sua responsabilidade
as relações de trabalho dos empregados que labutam nas
atividades meio e fim da empresa, ficando assim, responsável
pelas relações de trabalho, a empresa terceirizada”.
Caso seja aprovada na CDEIC, a proposição
deverá passar em seguida pela Comissão de Trabalho, Administração
e Serviço Público (CTASP) e pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJC). A reunião será na quarta-feira,
31/5, às 10h.
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Nova Central, 30 de maio
de 2006
REUNIÃO DO FÓRUM SINDICAL
DOS TRABALHADORES
Fórum Sindical vai debater e deliberar
sobre o pacote trabalhista do governo Lula
FST vai debater o pacote trabalhista do Governo, em reunião convocada
para a próxima quarta-feira, dia 31, a partir das nove horas
da manhã, na sede da CNTC:Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio. A pauta da reunião prevê
debate, avaliação e deliberação sobre os
seguintes pontos:
1- A medida provisória de
nº 293/06 - que dispõe sobre o reconhecimento das centrais
sindicais;
2- A Medida Provisoria de nº 294/06 - que dispõe sobre a
Criação do Conselho Nacional de Relações
do Trabalho - CNRT;
3- O Projeto de Lei que trata das Cooperativas de Trabalho.
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CFT/PR, 30 de maio de 2006
Posse da CFT acontece dia 1º
de junho
O Comitê Coordenador eleito pelas Federações integrantes
da CFT toma posse na quinta feira dia 1º de junho. A reunião
ordinária da Coordenação foi adiantada para essa
data e acontece na sede do SINDEESMAT, situado na Rua XV de Novembro
266 – 10º andar – Centro, Curitiba (fone 32226969)
e está agendada para as 18h.

Federações CFT
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Folha
de São Paulo, 30 de maio de 2006
ELEIÇÕES 2006 / POLÍTICAS
PÚBLICAS
Governo planeja conceder Bolsa-Família
a acampados
Sem-terra seriam beneficiados se recebessem cartões
e não cestas, diz ministro
MST resiste à idéia; no ano passado,
governo distribuiu 1,3 milhão de cestas, que custam R$ 45 cada
uma, a 226 mil famílias acampadas
EDUARDO SCOLESE, LUCIANA CONSTANTINO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A clientela da reforma agrária
pode ser a próxima beneficiada do Bolsa-Família. Um estudo
no governo federal propõe a inclusão de trabalhadores
rurais sem terra no programa petista de transferência de renda.
O objetivo seria trocar as cestas básicas pelo cartão
do programa. Em 2005, por exemplo, o governo distribuiu 1,3 milhão
de cestas a 226,2 mil famílias acampadas. Cada cesta tem um custo
de R$ 45. "Seria melhor para os acampados e para o governo",
afirmou ontem à Folha o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento
Agrário). O Bolsa-Família atende hoje a cerca de 9 milhões
de famílias e sua meta é chegar a 11,1 milhões
ainda neste ano, quando estão previstos gastos de cerca de R$
8,7 bilhões.
O programa -que será uma das principais
bandeiras do PT na campanha eleitoral- foi um dos principais fatores
da recuperação do presidente Lula nas pesquisas de intenção
de voto neste ano. Os ministérios do Desenvolvimento Agrário
e do Desenvolvimento Social, o Incra e a Conab (Companhia Nacional de
Abastecimento) têm trabalhado no estudo, que ainda não
saiu do papel pelas dificuldades técnicas para implantá-lo.
O governo sabe que muitos sem-terra acampados não têm documentação
nem endereço fixo. Hoje são beneficiadas pelo programa
famílias que estejam no cadastro único e tenham renda
por pessoa de até R$ 120.
O cadastro é feito pelas prefeituras
e traz informações que vão desde a renda da família
até o número de filhos, escolaridade e condições
de moradia. As famílias atendidas recebem entre R$ 15 e R$ 95
mensais, dependendo do número de filhos e da faixa de renda mensal
-pobres (renda por pessoa entre R$ 60 e R$ 120) ou extremamente pobres
(renda por pessoa de até R$ 60). O dinheiro é sacado por
meio de um cartão magnético, em geral emitido no nome
da mulher responsável pela família.
Inclusão
Na avaliação do governo,
a inclusão dos sem-terra no Bolsa-Família teria de ser
realizada de uma só vez. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento
Agrário e as 30 superintendências regionais do Incra teriam
de fazer uma força-tarefa com outros órgãos para
localizar os acampados um a um e regularizar aqueles com problema de
documentação. Último levantamento da Ouvidoria
Agrária Nacional cita 230.831 famílias acampadas no país.
Pego ontem de surpresa com a informação, o MST (Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) não viu com bons olhos o
estudo: "É aquela velha história de dar o anzol,
mas não ensinar a pescar.
Criaria uma dependência dos acampados
com o governo", disse Marina Santos, da coordenação
do movimento. A idéia do governo é que os acampados deixem
o Bolsa-Família assim que forem assentados ou consigam um emprego
onde vivem. Criado em 2003, o Bolsa-Família unificou quatro programas
federais de transferência de renda -Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação,
Auxílio Gás (lançados na gestão de Fernando
Henrique Cardoso) e o Cartão Alimentação. Ao entrar
no programa, a família se compromete a manter os filhos na escola
e a cumprir cuidados básicos em saúde, como manter em
dia a vacinação de crianças e a agenda de pré-natal
de gestantes.
Invasão
Aproximadamente 150 famílias ligadas
ao MST invadiram a fazenda Paraíso, na madrugada de ontem, em
Uberlândia (MG). Segundo Juarez Moura, coordenador do MST na região,
a fazenda invadida é um arrendamento improdutivo que ainda não
foi vistoriado pelo Incra. A Polícia Militar não soube
informar quem é o responsável pela terra nem se foi feito
pedido de reintegração de posse. Colaborou PAULO PEIXOTO
, da Agência Folha, em Belo Horizonte.
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Folha
de São Paulo, 30 de maio de 2006
ELEIÇÕES 2006 / REGRAS DO JOGO
Reeleição no cargo é
perigosa, diz TSE
Para Marco Aurélio Mello, a não-obrigatoriedade
da desincompatibilização pode desvirtuar e desequilibrar
a disputa eleitoral
Ministro defendeu as regras aprovadas pelo Congresso para as eleições
e disse que elas "afastam a fachada e homenageiam o conteúdo"
FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE
O presidente do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, disse ontem, em Recife,
que a reeleição com a permanência do candidato no
cargo é "perigosa" porque pode desvirtuar e desequilibrar
uma disputa eleitoral. "Não fazia parte da nossa cultura
jurídica, do nosso sistema, a reeleição",
afirmou. "Eu creio que a reeleição com a permanência
no cargo se torna perigosa, em termos de desvirtuamento, de desequilíbrio
até mesmo na disputa eleitoral", disse o presidente do TSE.
"Agora mesmo temos julgado no TSE representações.
Antes do período da propaganda, nós já temos extravasamentos",
disse. "E isso não tem sido proclamado por mim, mas pelo
Tribunal Superior Eleitoral." Para Mello, porém, a reeleição
não tem relação direta com a corrupção
no meio político.
Ele associa a existência de corruptos
a questões culturais e à impunidade. "Infelizmente,
nós não avançamos culturalmente", afirmou.
"Infelizmente, vingou durante um bom período o sentimento
da impunidade. Hoje não. Hoje, os que cometem um desvio de conduta
são processados e apenados." O presidente do TSE afirma
que as novas regras eleitorais -que reduzem o custo das campanhas e
proíbem shows e a distribuição de brindes- podem
reduzir a corrupção. "De certa forma, elas afastam
a fachada e homenageiam o conteúdo", afirmou, para em seguida
concluir: "Com a purificação que ocorreu, nós
teremos aí uma purificação das eleições.
Em vez de prevalecer simplesmente a propaganda, prevalecerá o
perfil do candidato".
Laranjas
Ainda de acordo com ele, a Justiça
Eleitoral não aceitará que "laranjas" financiem
a distribuição de brindes em nome da amizade ou afinidade
política com candidatos: "Terceiros não podem distribuir
brindes porque presume-se aí que seja em benefício do
candidato". Mello, que esteve ontem em Recife para receber o título
de Cidadão Pernambucano na Assembléia Legislativa do Estado,
afirmou também que não acredita que haverá recorde
de votos nulos neste ano. "A forma de protestar não é
anulando o voto, é escolhendo o bom candidato e o elegendo",
afirmou. "Anular voto é uma fuga."
Funcionários públicos
Para diminuir a possibilidade de protestos
inconvenientes em ano eleitoral, o governo deve editar hoje a primeira
de um pacote de seis medidas provisórias destinadas a conceder
reajustes salariais e outros benefícios para cerca de 30 carreiras
do funcionalismo público. Os primeiros contemplados serão
do Banco Central. A MP deverá encerrar a greve da categoria,
iniciada há duas semanas. O aumento salarial foi prometido pelo
governo no ano passado, mas teve de esperar a sanção do
Orçamento deste ano, cujo atraso foi recorde.
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Folha de São Paulo,
30 de maio de 2006
Trabalhadores param fábricas da
VW amanhã
DA REPORTAGEM LOCAL
Os trabalhadores da Volkswagen vão
fazer amanhã uma paralisação por 24 horas nas fábricas
de São Bernardo do Campo (ABC), Taubaté (SP) e São
José dos Pinhais (PR). Nas unidades de Resende (RJ) e São
Carlos (SP), devem haver protestos.
A greve é em reação ao plano de reestruturação
da empresa, que pretende, segundo os sindicalistas, demitir 5.773 funcionários
até 2008. "A fábrica de São José dos
Pinhais vai parar no dia 31 porque a Volks quer demitir 2.420 dos 4.500
metalúrgicos que lá emprega", diz Eleno José
Bezerra, presidente da confederação dos metalúrgicos
da Força Sindical, que representa os operários daquela
região. A data era mantida em sigilo. Um dos motivos que teria
levado à divulgação, segundo a Folha apurou, foi
a falta de acordo entre sindicalistas do ABC e representantes da comissão
de fábrica. (CLAUDIA ROLLI)
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30 de maio de 2006
| Brasil
SERVIÇO PÚBLICO-Grevistas pedem
rapidez na elaboração do plano de carreira, prometido
em setembro de 2005
INSS fecha as portas até
quinta-feira
Curitiba – Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) estão em greve a partir de hoje até quinta-feira.
A paralisação promovida por grande parte dos 300 mil trabalhadores
é para exigir mais rapidez na elaboração do plano
de carreira das categorias, um acordo fechado com o governo federal
em setembro de 2005.
Em reunião ontem, no Ministério
da Previdência Social, em que o ministro Nelson Machado esteve
presente, os trabalhadores discutiram detalhes do projeto, mas mantiveram
a paralisação de 72 horas.
O acordo com o governo foi estabelecido depois de greve de 72 dias realizada
no ano passado. O documento prevê que até o fim de julho
deste ano sejam estabelecidos parâmetros para a negociação
da revisão salarial e para a reestruturação da
carreira. Mas, para que ele possa ser implementado ainda neste ano,
precisa ser votado até o dia 30 de junho, para não infringir
a legislação eleitoral. A reunião de ontem foi
considerada um progresso pela diretora do Sindicato dos Servidores da
Previdência no Paraná, Jaqueline de Gusmão. “O
ministro garantiu que o projeto sai este ano”, disse.
A reclamação dos funcionários,
que no estado somam 8 mil pessoas, é que os salários são
semelhantes, sem valorizar os especialistas. O salário de entrada
é de R$ 500. “Mas todo mundo faz de tudo”, explica
Jaqueline.
Outra reclamação é
sobre a realização de consursos públicos. Para
o sindicato, seriam necessários mais mil funcionários
no INSS do Paraná, mas após um concurso recente apenas
13 foram chamados.
Eles também pedem melhores condições
de trabalho. “Fazemos vaquinha até para comprar água”,
acusa o porteiro Justino dos Santos.
Em Curitiba, o movimento começa
hoje às 8 horas com uma manifestação em frente
à agência da Praça Santos Andrade. Na sexta-feira,
a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade
Social e a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores
em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social
devem voltar a Brasília para discutir os próximos passos.
A deflagração de uma greve não está descartada.
O Ministério da Previdência
Social, em nota, garante que “está cumprindo rigorosamente
o Termo de Compromisso, firmado em 27 de setembro de 2005, com as entidades
representativas dos servidores do INSS” e classifica a paralisação
de quebra unilateral do termo assinado.
Helena Carnieri
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30 de maio de 2006
| Brasil
SERVIÇO PÚBLICO
O que funciona
Das 11 agências do INSS em Curitiba, região metropolitana
e litoral, apenas a de Campo Largo e a de Paranaguá abrem de
hoje a quinta-feira.
Também devem fechar três
agências em Cascavel, uma em Maringá, seis em Londrina
e região e duas em Ponta Grossa.
Em Curitiba, as nove agências atenderão
apenas os trabalhadores com perícia médica agendada previamente.
Para quem desejar se adiantar, é
possível solicitar os seguintes benefícios pelo site www.previdencia.gov.br:
salário maternidade para autônomas e empregadas domésticas;
auxílio-doença; e pensão por morte.
Também é possível
fazer o agendamento da perícia médica para acidente de
trabalho ou aposentadoria por invalidez e empregadores podem enviar
a comunicação de acidente de trabalho (CAT).
Outra opção é o
número de telefone gratuito 0800-780191, pelo qual é possível
consultar o andamento de processos e obter mais informações.
R$ 500 é o salário
inicial dos funcionários do INSS.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30 de maio de 2006
| Brasil
MOBILIZAÇÃO
Servidores param 24 horas
São Paulo – Os servidores públicos federais de todo
o país farão 24 horas de paralisação a partir
da zero hora de amanhã. O objetivo é chamar a atenção
do governo federal para a importância social das diferentes categorias
envolvidas e a urgência de uma negociação salarial.
Por ser um ano eleitoral, a decisão do reajuste do funcionalismo
tem até o fim de julho para passar pelo Congresso.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30 de maio de 2006
| Economia
COMÉRCIO EXTERIOR-Importações
mostram crescimento mais acentuado
Superávit da balança
cai pela 1.ª vez em 2006
Brasília – O superávit da balança comercial
brasileira acumulado neste ano até ontem registra queda de 1,39%
sobre o mesmo período do ano passado. É a primeira vez
que isso acontece em 2006. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento,
o saldo positivo de 2006 alcança US$ 15,214 bilhões, contra
US$ 15,429 bilhões no mesmo período do ano passado. Em
todas as outras semanas deste ano o superávit era maior do que
em 2005.
Ainda no acumulado do ano, as importações
apresentam um crescimento acima das exportações. As compras
de produtos importados até o dia 28 de maio foram de US$ 32,96
bilhões, um crescimento de 20,9% sobre o registrado no mesmo
período do ano passado (US$ 27,258 bilhões). Já
as exportações cresceram em ritmo menor, 12,9%, para US$
48,174 bilhões, contra US$ 42,687 bilhões acumulado do
ano passado.
O mercado financeiro prevê que o superávit de 2006 será
de US$ 40,5 bilhões. Em 2005, a balança comercial brasileira
registrou um superávit de US$ 44,764 bilhões, um recorde
histórico. O resultado deve ser inferior neste ano devido à
queda do dólar, o que favorece as importações e
reduz a competitividades das exportações.
Na semana passada (entre os dias 22 e
28), a balança registrou um superávit de US$ 392 milhões.
Esse foi o menor saldo semanal do mês. O resultado é a
diferença entre as exportações de US$ 2,325 bilhões
e as importações de US$ 1,933 bilhão. Na semana
anterior, o saldo tinha ficado positivo em US$ 433 milhões.
No mês, o comércio exterior
brasileiro acumula um saldo positivo de US$ 2,776 bilhões. No
período, as vendas de produtos brasileiros a outros países
totalizaram US$ 8,983 bilhões e as compras de bens e produtos
importados somaram US$ 6,207 bilhões.
Até agora, com apenas mais
três dias até o fim do mês, o volume de exportações
está 8,5% menor que o registrado em maio do ano passado (US$
9,818 bilhões). Já o volume das importações
está 2,54% menor que o mesmo mês de 2005 (US$ 6,369 bilhões).
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30 de maio de 2006
| Economia
MERCADO
Juro deve cair menos com a turbulência
Os analistas do mercado financeiro esperam um corte nesta semana de
apenas 0,5 ponto porcentual na taxa de juros, que hoje está em
15,75% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central, responsável pela decisão
da taxa Selic, ocorrerá hoje e amanhã. As instituições
financeiras mantiveram a previsão de que até o fim do
ano a taxa chegará a 14,25% ao ano.
O corte previsto é menor do que
o ocorrido nas últimas reuniões do Copom. Na ata do último
encontro, em abril, o Banco Central já falava em maior “parcimônia’’
nas próximas decisões.
Além disso, o mercado tem operado
com bastante volatilidade nos últimos dias devido à expectativa
de um aumento maior do que esperado nos juros nos Estados Unidos. Com
os investimentos nos EUA mais atrativos, deve haver menor ingresso de
capitais no Brasil e em outros países emergentes.
Sobre a inflação,
a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor
Amplo), índice oficial de preços do governo, foi mantida
em 4,32%. A meta para este ano é de 4,5%. A previsão para
o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna)
passou de 3,07% para 3,17%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços
Mercado), a expectativa passou de 3,02% para 3,13%. A previsão
para o crescimento da economia ficou praticamente estável. O
boletim Focus, realizado semanalmente pelo BC, aponta para um crescimento
do Produto Interno Bruto de 3,59%, contra 3,58% da semana anterior.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
30 de maio de 2006
Delegada do Trabalho é ameaçada
de morte
Rio- A delegada Regional do Trabalho Lívia Santos Arueira recebeu
ameaças de morte e está sendo escoltada por policiais
federais desde que supostos integrantes de uma quadrilha formada por
fiscais do trabalho foram soltos, no Rio. No dia 3 de abril, 55 servidores
da Delegacia Regional do Trabalho do Rio foram presos pela Polícia
Federal. Todos acusados de cometer fraudes na homologação
de contratos trabalhistas, fiscalizações de empresas e
subtraírem autos.
A operação foi batizada
de Paralelo 251, em referência ao prédio do Ministério
do Trabalho, que funciona na Avenida Presidente Antônio Carlos
número 251. As ameaças contra Lívia começaram
na madrugada do dia 13 de abril, quando um computador da Seção
de Fiscalização em Segurança e Saúde do
Trabalho foi violado. Os acusados haviam conseguido habeas-corpus e
sido soltos no dia anterior, 12 de abril.
O cargo anterior da atual delegada havia
sido na chefia dessa seção, onde estava desde o início
do governo Lula. Uma semana depois, Lívia e outras três
funcionárias administrativas de seu gabinete receberam um e-mail
ameaçador. O conteúdo, segundo ela, era ''truculento''.
''Diziam que iam estuprar nossas filhas e nos matar'', afirmou ela,
que avisou a Polícia Federal e o Ministério Público
das ameaças que vinha sofrendo.
O procurador da República Carlos
Alberto Aguiar, que acompanha o caso, pediu a prisão de 36 dos
acusados e disse que Lívia está sob proteção.
O novo pedido ainda está sendo analisado pela 4 Vara Federal
Criminal.
Anteriormente, Lívia ocupava
a chefia da Seção de Fiscalização em Segurança
e Saúde do Trabalho. ''Já estávamos tendo procedimentos
administrativos de controle de fiscalização, mas, nessa
época, tínhamos problemas por não receber o apoio
da administração'', disse ela. ''Cheguei a ficar três
meses sem um único auxiliar administrativo'', contou. O ex-delegado
regional não está envolvido na denúncia.
Fabiana Cimieri
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de maio de 2006
Juízes do Trabalho suspendem audiências
Decisão em Londrina foi motivada pela
greve dos servidores que já dura dez dias
Carllos Bozelli
O advogado Geraldo Saviani: ‘‘Quando o juiz paralisa
suas atividades, é o próprio Estado que está parando’’
As audiências marcadas em todas as seis varas trabalhistas de
Londrina foram suspensas a partir de ontem, após dez dias de
paralisação dos servidores da Justiça do Trabalho
em Londrina. A portaria expedida pela juíza Dinaura Godinho Pimentel
Gomes, diretora do Fórum Trabalhista e titular da 1 Vara, mantém
a suspensão até o primeiro dia subsequente ao fim da greve,
mas a própria juíza já acena com a possibilidade
de retomar essas atividades antes do previsto.
A juíza conta que, na quarta-feira,
quando os juízes se reuniram para deliberar sobre o assunto,
estava afastada por assuntos familiares. Quando retornou, foi comunicada
da decisão e posicionou-se de forma a resguardar os interesses
da maioria. ''Mas esse não é o meu posicionamento. Desde
o início eu fui a favor de se dar continuidade à realização
de audiências'', esclarece. Ela afirma que está programando
nova reunião para quarta-feira, quando a questão deve
ser colocada em pauta para nova discussão.
Para o advogado trabalhista Geraldo Saviani,
a decisão dos juízes de suspender as audiências
não se justifica, já que eles poderiam contar com os funcionários
de confiança para auxiliar no cumprimento dos referidos processuais.
''O juiz integra a nação como poder. Quando o juiz paralisa
suas atividades, é o próprio Estado que está parando.''
O advogado acredita que a greve prejudica
sobretudo o trabalhador que aguarda há anos a restituição
de seus direitos e, já próximo de uma resposta, encontra
a Justiça fechada. ''Todo trabalhador tem o direito de buscar
melhores salários. Mas a paralisação da Justiça
do Trabalho pára também a válvula de escape da
pressão social. Com isso, o trabalhador fica à margem
da Justiça, à margem da sociedade'', alega.
Segundo Carlos Vilhena, líder
do movimento grevista na cidade, a greve não só deve continuar,
como a previsão é de que a partir do dia 31 os servidores
de outros tribunais de todo o país retomem a paralisação.
''A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário
Federal (Fenajufe) havia recomendado a suspensão da paralisação
e a manutenção do estado de greve por dez dias, mas nós
não aderimos. Como o governo não apontou saída,
a Federação decidiu então pela retomada da greve
por unanimidade em uma reunião no domingo'', informou.
Estima-se que 6 mil processos trabalhistas
em todo o Paraná estejam parados em decorrência do movimento
paredista, que atinge também os Estados de São Paulo e
Bahia.
Portarias expedidas pelos juízes
trabalhistas em Cambé, Arapongas e Bandeirantes mantêm
a realização das audiências nessas cidades. No Paraná,
estão funcionando normalmente a 3, 7, 9, 17 e 20 varas de Curitiba,
além das varas de Foz do Iguaçu, Araucária, Francisco
Beltrão, Assis Chateaubriand, Castro e o Posto de Atendimento
de Pitanga, da vara de Ivaiporã.
Hoje, os trabalhadores do INSS
devem iniciar uma paralisação de três dias por melhores
condições de trabalho, realização de concurso
público, implantação do plano de cargos e carreira
e contra a sobrejornada de trabalho, entre outros.
Adriana Ito
Reportagem Local
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS, 30 de maio
de 2006 | Economia em Tempo
País segue rumo para melhor avaliação
internacional, diz BC
RIO DE JANEIRO - O presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que o Brasil está no
caminho certo para conseguir o grau de investimento das agências
de rating (avaliação de risco) internacionais.
Ele disse que aprendeu, ao longo dos
anos, a não fazer previsões sobre o movimento das agências
de rating, concentrando-se em fazer o "dever de casa" e esperar
que isso reflita nos ratings no momento adequado. "Tenho certeza
de que isso, cedo ou tarde, será devidamente reconhecido".
Ele reafirmou, entretanto, a convicção
de que o país está na direção correta. Meirelles
disse que é importante eliminar ou reduzir bastante a vulnerabilidade
externa e chamou a atenção para outras mudanças
estruturais internas, que demandam mais tempo e são mais lentas,
mas estão em andamento.
"O desafio da sociedade brasileira
é continuar nesse caminho. E é importante que tenhamos
cada vez mais condições de explicar à sociedade
que estamos no caminho certo e quais são os ganhos desse direcionamento".
Entre os ganhos obtidos, Meirelles citou
o crescimento da renda média do trabalhador brasileiro pelo décimo
mês consecutivo, o crescimento consistente da massa salarial e
a criação de mais de 1,3 milhão de empregos por
ano. "Tudo isso é resultado desse movimento de estabilização
da economia brasileira", disse.
Segundo ele, o movimento de redução
do risco das empresas brasileiras pode ser considerado normal. Meirelles
ressaltou que, ao contrário do que ocorria anteriormente, quando
o rating de uma empresa brasileira privada era limitado pelo rating
soberano do país, hoje o movimento ganhou outra dimensão.
Ele lembrou que, para as agências internacionais, anteriormente,
na maior parte dos países, principalmente os emergentes, qualquer
crise de crédito soberano levava a crises estruturais, muitas
vezes de balanço de pagamentos, e isso tinha efeito direto na
empresa, mesma se ela apresentasse condições sólidas.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
30 de maio de 2006 | Economia
Prazo para receber o PIS/Pasep termina
no dia 30 de junho
BRASÍLIA - O Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) começa a enviar hoje cerca de um
milhão de cartas alertando os trabalhadores que o prazo de saque
do PIS/Pasep, ano base 2004, encerra-se no próximo dia 30 de
junho, impreterivelmente.
A correspondência informa ao trabalhador
que ele tem direito ao abono por estar cadastrado no programa há
mais de cinco anos, trabalhou pelo menos 30 dias com carteira assinada
em 2004 e recebeu no máximo dois salários mínimos
naquele ano.
Essa carta, no entanto, é apenas
um alerta. Se o trabalhador não recebeu o PIS/Pasep e se enquadra
nos pré-requisitos, poderá se dirigir a uma agência
da Caixa Econômica Federal portando documento de identidade e
o cartão do PIS.
Caso tenha perdido o cartão, o
número do PIS consta da Carteira do Trabalho. Os recursos não
sacados pelos trabalhadores até dia 30 de junho retornarão
ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
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A
TARDE ONLINE / SALVADOR, 30 de maio de 2006
10 mil pessoas vivem do lixo na Bahia
André Dias, 26 anos, saiu de Cruz
das Almas com sua mulher e um filho de dois anos para tentar uma vida
melhor em Salvador. Já foi carpinteiro, pedreiro e também
já serviu sanduíches em uma lanchonete na Pituba. Porém,
ao ser demitido do último emprego, se viu sem saída. Sem
poder contar com a companheira, que passa o dia cuidando do filho, passou
a integrar o batalhão de 10 mil pessoas que sobrevivem do lixo
na Bahia, segundo dados do Movimento Nacional dos Catadores.
Dias porém, não se conforma
com o ofício, que foi legalmente reconhecido como profissão
pelo presidente Lula em dezembro de 2003. "É um trabalho
honesto, mas é muito duro. Qualquer coisa que aparecer eu largo
a coleta", afirma.
O cruz-almense, que atualmente usa um
carrinho de madeira fornecido por um distribuidor, conta que já
chegou a carregar 60 quilos de papelão nas costas. "Mais
do que isso pessoa nenhuma agüenta. Corre o risco de desmaiar no
meio da rua". Seu colega de trabalho, Reinaldo Silva, acrescenta
que não há qualquer cobertura de saúde para quem
recolhe lixo nas ruas. "Se eu me machucar, fico em casa tentando
me recuperar, mas passo o dia sem catar nem vender nada. Assim a minha
família pode passar necessidade".
Os catadores admitem que durante a coleta
retiram direto dos sacos o alimento para saciar a fome. Antônio
Silva Júnior, 48 anos, está sempre alerta para as sobras
deixadas por condomínios e lanchonetes. "Se eu encontrar
alguma coisa boa eu mato a minha fome aqui mesmo". Muitas vezes
os restos de comida encontrada no lixo também servem para alimentar
os três filhos e a neta do catador. Arroz, carne, peixe e farinha
são os alimentos que mais encontra desperdiçados nas lixeiras
da cidade. "Até mesmo lata de ervilha cheia já encontrei".
O papelão é o principal
filão de faturamento dos catadores, por ser abundante. Nem por
isso gera bons lucros diários. "Me pagam 10 centavos por
quilo de papelão, e ainda querem baixar o preço para oito
centavos", reclama André Dias. Para conseguir uma cifra
aceitável, ele precisa recolher, no mínimo, 250kg de material
por dia em seu carrinho. "Algumas pessoas já separam o que
podemos aproveitar. já outras escondem o lixo, não querem
que a gente abra os sacos", reclama Antônio Júnior,
que prefere buscar papel branco, garrafas pet e latas de cerveja.
Os catadores passam, em média,
oito horas diárias nas ruas da cidade vasculhando latas, rasgando
sacos e buscando locais onde possa haver desperdício de alimentos
ou material. Às vezes, a jornada pode se estender indefinidamente.
"Muitas vezes saio de casa 7h e só volto depois de uma da
manhã, sem ver a família", conta Antônio.
O rendimento, que muitas vezes não
alcança sequer um salário mínimo, mal paga as despesas
com água, energia elétrica, aluguel e alimentação.
Mesmo assim, ainda há espaço para a fantasia. "Esse
mês estou na rua especialmente para comprar a roupa de São
João do meu filho, que já me perguntou se não vai
ganhar nada para dançar forró na escola", revela
Dias.
Cooperativa - Aproximadamente 150 catadores
de Salvador trabalham em regime de cooperativa. Iniciado como um movimento
exclusivo dos catadores do antigo lixão de Canabrava, a Cooperativa
de Catadores Agentes Ecológicos de Canabrava (Caec), completa
três anos
de existência neste mês com
abrangência em Salvador e outros sete municípios do Estado:
Feira de Santana, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Jequié,
Alagoinhas, Itapetinga e Tororó. O trabalho foi iniciado buscando
absorver a mão-de-obra da comunidade que vivia á margm
do lixão, que seria transferido para um novo aterro sanitário
e encerrar a única fonte de renda de aproximadamente 500 pessoas
desempregadas. Em março de 2002, 100 trabalhadores foram capacitados
para classificar, separar e vender material reciclado colhido diretamente
do lixo da cidade. Porém, apenas metade começou o trabalho.
O faturamento dos catadores do Caec é
medido de acordo com a produção. Segundo a diretoria da
cooperativa, os trabalhadores atuam durante um tempo mínimo de
oito horas diárias, com carrinhos de ferro cedido pelo grupo.
Os catadores dão prioridade ao papelão, papel e garrafas
plásticas, mas todos buscam alumínio, o material que tem
maior cotação nas tabelas de recicláveis.
O rendimento mensal gira em torno de
um salário mínimo. Para integrar o Caec, o trabalhador
precisa comprovar experiência na área e habilidade na coleta
e separação do material. Atestado de antecedentes criminais
e documentação completa também são exigidos.
Além disso, pesa tambem a relação com outros catadores
já inscritos no programa, que atestarão a confiabilidade
do novo membro. A sede da cooperativa fica no bairro de Pirajá,
que ainda no ano de 2006 deverá passar por um processo de industrialização
para fabricar no proprio Caec caixas e garrafas recicladas para vender
diretamente ao público.
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INFOMONEY PESSOAL, 30 de
maio de 2006
Desemprego: quanto maior a idade, maior
o "desespero" na procura por vaga
SÃO PAULO - A procura pela oportunidade
de trabalho é motivo de desespero na opinião de 39% dos
que estão desempregados. Este problema se agrava, principalmente,
com o passar da idade.
A constatação é
do Grupo Catho, responsável pela pesquisa "O Desempregado
Brasileiro", onde foram ouvidas respostas de aproximadamente 15
mil desempregados.
Desespero aumenta com idade
Enquanto 31,04% dos trabalhadores com
menos de 25 anos se definem "muito desesperados" na busca
pelo emprego, este percentual aumenta, gradativamente, com a idade.
O mesmo ocorre com o tempo destinado
a encontrar uma nova vaga: quanto maior a idade do trabalhador, maior
a duração de sua busca por uma oportunidade no mercado
de trabalho.
A tabela abaixo mostra essas duas constatações:
| Idade |
%
dos que se dizem desesperados com situação atual
|
Tempo
de desemprego (meses) |
menos
de 25 anos
25 a 30 anos
31 a 35 anos
36 a 40 anos
41 a 45 anos
46 a 50 anos
51 a 55 anos
55 a 60 anos
acima dos 60 anos |
31,04%
35,23%
41,96%
41,81%
44,13%
45,99%
52,88%
57,81%
64,79% |
6,18
6,31
6,63
8,03
8,40
12,15
12,58
17,79
18,11 |
Salário: outro "obstáculo"
na busca pelo emprego
Além do fator idade, outro obstáculo
é mencionado pela pesquisa: quanto maior o salário recebido
no último emprego, com raras exceções, maior o
tempo para se encontrar a nova e tão aguardada vaga de trabalho.
| Faixa
salarial |
Tempo
médio de desemprego (meses) |
inferior
a R$ 2 mil
de R$ 2.001 a R$ 3 mil
de R$ 3.001 a R$ 4 mil
de R$ 4.001 a R$ 5 mil
de R$ 5.001 a R$ 7 mil
de R$ 7.001 a R$ 10 mil
de R$ 10.001 a R$ 20 mil
de R$ 20.001 a R$ 30 mil
acima de R$ 30 mil |
6,86
6,56
8,01
7,73
8,12
7,59
10,5
10,5
15,50 |
De acordo com o estudo do Grupo Catho, a idade
"é uma faca de dois gumes" pois, com o aumento da idade,
os profissionais ganham mais e acabam ficando "mais caros",
demorando mais tempo para conseguir emprego.
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INFOMONEY PESSOAL, 30 de
maio de 2006
Pedidos de aposentadoria poderão
ser feitos por telefone
SÃO PAULO - Em breve, o requerimento
de aposentadoria poderá ser feito pelo telefone, anunciou o presidente
do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Valdir Moysés
Simão. O Prev Fone, que funciona pelo número 0800780191,
será estendido para todo o país.
"Nós pretendemos, também,
com a nova central, agendar o atendimento. Se o segurado chegar com
toda a documentação necessária, nós vamos
tentar já decidir se concedemos ou não a aposentadoria,
o que chamamos de atendimento resolutivo", afirmou Simão.
10% da demanda são de requerimentos
de aposentadoria
De acordo com o presidente do INSS, os
requerimentos de aposentadoria representam menos de 10% da demanda total
dos postos de atendimento. Há dois tipos mais comuns de aposentadoria:
por tempo de contribuição e por idade.
Em relação ao recadastramento
dos aposentados e pensionistas, Simão afirmou que o INSS não
tem verificado dificuldades de comparecimento. "O segurado está
sendo avisado pelo próprio banco onde ele recebe o pagamento.
Se não é ele que recebe, é o procurador, ele pode
fazer a atualização do cadastro. E depois vamos checar
na residência do segurado se de fato ele existe e está
vivo", disse o presidente do INSS.
Ele afirmou que o procedimento
é fundamental para que o INSS tenha a garantia de que os pagamentos
estão sendo feitos às pessoas que têm o direito
de receber. A expectativa é de que sejam suspensos os pagamentos
de cerca de 2,5 milhões de benefícios. Com
informações da Agência Brasil.
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de maio de 2006
Imunidade de jurisdição
Orgãos internacionais com sede
no país devem seguir CLT
Empresas internacionais sediadas no Brasil,
que contratam empregados brasileiros, devem se submeter às leis
brasileiras e respeitar os direitos trabalhistas previstos na CLT.
Com esse entendimento a 6ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho decidiu manter a condenação
imposta pelo TRT da 1ª Região (Rio de Janeiro) ao centro
Pan-Americano de Febre Aftosa, e o responsabilizou pelas verbas trabalhistas
de uma empregada demitida sem justa causa no ano de 1996.
A empregada ajuizou reclamação
trabalhista pedindo reconhecimento de vínculo de emprego com
o Centro Pan-Americano e o pagamento de FGTS, INSS, férias e
aviso prévio indenizado.
Em sua defesa, a empregadora alegou que
por ser uma organização internacional deve gozar das prerrogativas
de imunidades asseguradas por tratados, convênios e acordos. Baseou
seu argumento na Convenção de Londres, ratificada pelo
Brasil em 1946.
No primeiro momento ela pediu sua exclusão
do processo, sob o argumento de que “não pode o Centro
Pan-Americano de Febre Aftosa figurar no pólo passivo de qualquer
relação processual, salvo quando expressamente renuncie
à imunidade”.
O Centro Pan-Americano, pessoa jurídica
de direito público internacional, é uma agência
especializada da Organização das Nações
Unidas (ONU) e faz parte da Organização Pan-Americana
de Saúde. Celebrou convênio com o Governo Brasileiro em
1951, no Rio de Janeiro, para a produção de vacinas anti-aftosa.
“A imunidade foi solenemente aceita
pelo Governo do Brasil, em troca de importantes progressos científicos”,
argumentou o Centro Pan-Americano.
A decisão do TRT do Rio, confirmada
pelo TST, em voto do ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator
do processo, foi de que “o artigo 114 da Carta Magna prevê
a competência da Justiça do Trabalho para conciliar e julgar
as controvérsias entre trabalhadores e empregadores, abrangidos
os entes de direito público externo”, como é o caso
do Centro Pan-Americano.
Segundo o ministro, “a imunidade
de jurisdição não subsiste mais no panorama internacional,
tampouco na jurisprudência de nossas Cortes Trabalhistas, pois
deve-se levar em conta a natureza do ato motivador da instauração
do litígio”
Processo 738.594/2001.6
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
30/05/2006
Cidadão pode calcular débito
trabalhista pela Internet
Patrões e empregados já
podem saber o valor da rescisão contratual pela Internet. O Sistema
de Cálculo Trabalhista Rápido, disponível na página
do Tribunal Superior do Trabalho, fornece em menos de dois segundos
(após a realização do download) valores como aviso
prévio, horas extras, décimo terceiro salário,
FGTS e demais encargos trabalhistas.
A modernização dos sistemas
de informática e da estrutura física das Varas e Tribunais
do Trabalho faz parte do Sistema Integrado de Gestão da Informação
da Justiça do Trabalho. O Sistema de Cálculo Trabalhista
Rápido está colhendo frutos importantes. O presidente
do TST, ministro Ronaldo Lopes Leal, é um dos principais incentivadores
do sistema. O uso do Cálculo Rápido permite não
apenas que juízes do Trabalho profiram sentenças líquidas,
mas também que trabalhadores saibam de antemão quanto
vão receber, e empregadores, quanto devem pagar. Até o
momento, já foram registrados cerca de 40 mil acessos ao módulo
de treinamento do sistema disponível na página do TST
na Internet.
“Acreditamos que muitas ações
trabalhistas possam estar sendo evitadas em decorrência de acordos
prévios realizados entre patrões e empregados usuários
do sistema”, afirmou José Roberto Terra, coordenador de
implantação de sistemas do Conselho Superior da Justiça
do Trabalho (CSJT).
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30/05/2006
TST afirma impenhorabilidade de móvel
residencial
A legislação que proíbe
a penhora do único imóvel residencial do devedor foi aplicada
pela Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho para determinar a
liberação de residência que havia sido apreendida
em execução trabalhista. A decisão unânime,
tomada conforme voto do juiz convocado Walmir Oliveira da Costa (relator),
concedeu recurso de revista e cancelou ordem de penhora imposta a um
sócio da empresa Titanium Indústria Têxtil Ltda,
apontado como responsável pelo pagamento de débito a um
ex-empregado.
“Nos termos do artigo 1º da
Lei nº 8.009, de 29/3/90, o imóvel residencial próprio
do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não
responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial,
fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída
pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários
e nele residam, salvo nas hipóteses previstas na referida lei”,
esclareceu o relator .
A ordem de penhora foi determinada pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (Paraná),
apesar da afirmação do devedor de que a apreensão
recaiu sobre sua residência. De acordo com o TRT, o sócio
da empresa deveria ter produzido a prova de que possuía apenas
um único imóvel, por meio de certidão do registro
imobiliário.
Walmir Costa observou, entretanto, que
a correta interpretação da Lei nº 8.009/90 resulta
na obrigação do credor demonstrar a existência dos
bens passíveis da penhora. A exigência feita pelo TRT paranaense
foi considerada equivocada, “pois descabido exigir-se do devedor
a prova de fato negativo de um direito seu”.
O exame do tema, segundo o relator,
levou ao cancelamento da penhora pois reconhecida a violação
ao princípio inscrito no artigo 5º, inciso II, da Constituição
Federal. “A decisão recorrida foi proferida em desacordo
com o princípio da legalidade, por ser vedado a qualquer juiz
ou tribunal criar pressuposto, requisito ou condição não
previstos em lei, ou obrigar a parte a fazer ou deixar de fazer alguma
coisa sem previsão legal, substituindo-se, indevidamente, ao
legislador”, concluiu Walmir Costa ao votar pela liberação
do imóvel residencial do sócio. (RR 60384/2002-900-09-00.4)

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