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Nova Central, 31 de maio de 2006
NCST ALERTA ENTIDADES
Nova Central alerta sobre divulgação
enganosa de novas confederações nacionais de trabalhadores.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL
DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS TÊXTIL, VESTUÁRIO,
COURO, CALÇADOS E AFINS - CONACCOVEST
Caros Companheiros,
Temos o dever de informar que as pessoas
que estão falando em nome da Confederação Nacional
dos Trabalhadores nas Indústrias Têxtil, Vestuário,
Couro, Calçados e Afins – CONACCOVEST como se ela já
existisse, legalmente, estão faltando com a verdade.
O que existe de fato é um processo
de formação dessa “Confederação”.
Porém, o referido processo encontra-se tramitando no Ministério
do Trabalho e Emprego (M.T.E.), com uma Ação de Impugnação
impetrada pela CNTI. A sua tramitação poderá ir
até o Supremo Tribunal Federal (STF), dependendo das decisões
que forem tomadas pelo M.T.E., pela Vara do Trabalho e/ou pelo Tribunal
Regional do Trabalho, instâncias a quem cabe o julgamento das
ações pertinentes.
Portanto, enquanto não houver
uma decisão terminativa, ninguém tem o direito de falar
em seu nome, mesmo porque ela não detém ainda prerrogativas
para representar nenhuma categoria, nem grupos profissionais. Basta
consultar o Ministério do Trabalho e Emprego para confirmar a
veracidade da nossa informação.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS
DA CONSTRUÇÃO, DA MADEIRA E ASSEMELHADOS.
Esta entidade encontra-se em processo
de fundação.
Das 16 (dezesseis) federações
existentes do grupo profissional a que se refere (3º grupo), apenas
02 (duas) estão de acordo em criar a referida confederação
e 14 (catorze) são peremptoriamente contrárias. A primeira
assembléia de fundação da referida confederação
foi realizada no dia 07 de abril de 2006, convocada pelo presidente
da Federação Estadual dos Trabalhadores do Ramo de Atividade
da Construção Civil e Similares (Fetraconmag) e a segunda
foi realizada no dia 19 de maio de 2006, convocada pelo presidente da
Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e da Madeira do Estado da Bahia. É importante notar que para
ambas as reuniões o Juiz da Vara da Justiça do Trabalho
concedeu liminar, invalidando qualquer decisão que fosse tomada
naquelas assembléias.
Na primeira, as federações foram acompanhadas de aproximadamente
400 (quatrocentos) dirigentes sindicais. Isso aconteceu porque os promotores
convocaram oficialmente todas as federações e, extraordinariamente,
os sindicatos mesmo sem terem direitos a voz nem voto na referida assembléia.
Na segunda assembléia, realizada
no dia 19 de maio de 2006, atenderam a convocação oficial
apenas as federações e os promotores levaram mais de 300
(trezentos) sindicalistas estranhos ao assunto a ser discutido e contrataram
um grupo de pessoas que eles chamam de “bate-pau” para intimidar
cerca de 20 (vinte) dirigentes de federações.
Os responsáveis pela convocação receberam os convidados
com um forte aparato policial que não permitiu a entrada dos
mesmos no local da reunião. Todo esse acontecimento está
registrado fotograficamente, em cartório e no judiciário.
As cenas foram decepcionantes para o sindicalismo brasileiro, perante
o Brasil e o mundo.
O fato, também lamentável, é que os membros da
Comissão Pró-Fundação fazem questão
de afirmar, em todos os seus informativos, que contam com o apoio da
CUT, da Força Sindical e da CGT.
Parece-nos que se trata apenas de uma
represália à Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST),
porém nada de idealismo. Ora, a Nova Central já existe
de fato, como tantas outras centrais sindicais. O mais racional, portanto,
seria eliminar esse tipo de comportamento mesmo porque nós todos
vamos nos encontrar para defender os mesmos interesses dos trabalhadores
quando estiverem em jogo, bem como os interesses da sociedade e da Nação,
especialmente a sua soberania.
Reafirmamos que a criação de confederações
específicas, por desmembramento da CNTI, poderá até
acontecer, desde que seja através de um processo legal e espontâneo.
Um abraço a todos.
JOSÉ CALIXTO RAMOS
Presidente da Nova Central
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GAZETA ONLINE / ESPIRITO
SANTO, 31 de maio de 2006 | Economia
Construção civil cresce
mais de 200% em 2005 no Espírito Santo
A construção civil e o
setor imobiliário crescem a todo vapor no Espírito Santo.
As cerca de 2.700 empresas do segmento foram responsáveis por
60 mil empregos gerados em 2005 e, a participação no PIB
estadual, ficou em 10%, acima da média nacional que foi 7.5%.
Para discutir os rumos que o setor irá tomar no Estado, a Rede
Gazeta realiza, na próxima quinta-feira, mais um seminário
do projeto “A Força do Espírito Santo”.
O vice-presidente administrativo da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção, Adalberto
Cleber Valadão, será o principal palestrante, a partir
das 14 horas, no auditório da Rede Gazeta.
Além da palestra de Valadão,
o evento terá uma mesa redonda que contará com a participação
do presidente da Ademi, Rodrigo Gomes de Almeida; do presidente do Sindicato
da Indústria da Construção Pesada do Estado, Wilmar
Barroso Filho; e do vice-presidente do Sindicon, Edson Haje Silva.
A Força do Espírito Santo
é um projeto da Premium Marketing Promocional, com realização
da Rede Gazeta e patrocínio do ES Convention Visitors & Bureau.
Programação
01/06 – Indústria / Construção
Civil
14h – Abertura
14h10 –Palestra
Adalberto Cleber Valadão (Vice Presidente Administrativo da Cbic
- Câmara Brasileira da Indústria da Construção)
15h10 – Mesa-redonda
Rodrigo Gomes de Almeida (Presidente da Ademi – Associação
das Empresas do Mercado Imobiliário)
Wilmar Barroso Filho (Presidente doSindicopes – Sindicato da Indústria
da Construção Pesada no Estado do Espírito Santo)
Edson Haje Silva (Vice Presidente do Sindicon ES – Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado do Espírito
Santo)
16h30 – Debate com a platéia
17h – Encerramento
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TRIBUNA DE ALAGOAS, 31 de
maio de 2006 | Economia
Alagoas: Construção civil
vai receber R$ 1,5 milhão
O setor de construção civil
em Alagoas vai receber investimentos de R$ 1,5 milhão até
2008. Esse é o principal objetivo do convênio assinado
ontem entre Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
em Alagoas (Sebrae), a Fiea, Senai, Ufal, Cefet, Fejal, Ademi, Senge,
Crea, Sindticmal, Sindicer, Sinduscon e o Sintestal.
O termo de contratualização
do Projeto da Cadeia Produtiva da Construção Civil visa
fortalecer o desenvolvimento das empresas do setor, com o objeitvo da
industrialização, a ampliação do mercado
e a geração de ocupação e renda.
Segundo o superintendente do Sebrae,
Marcos Vieira, esta contratualização está baseada
no Projeto Competir, que há oito anos desenvolve no Estado ações
que viabilizem a competitividade e o desenvolvimento desse setor em
Alagoas.
Após a assinatura do contato,
essas instituições irão investir, ainda em 2006,
R$ 600 mil reais e até o final de 2008 mais R$ 973.500,00, em
ações de capacitação, eventos relacionados
às novas tecnologias na Construção Civil, qualificação
de escritórios de projetos na metodologia de Sistema Evolutivo
de Qualidade, criação de banco de dados de profissionais,
apoio na formalização e legalização das
micro e pequenas cerâmicas, consultorias, totalizando mais de
R$ 1,5 milhão em investimentos.
Para Luis Felipe Cavalcante, presidente
da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário
de Alagoas (Ademi), a parceria com o Sebrae e Senai sempre rendeu bons
resultados.
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Diário Vermelho,
31 de maio de 2006
Trabalhadores de casas de bingo pedem
regulamentação
A Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) dos Bingos recebeu ontem (30/05) um abaixo-assinado com cerca
de 500 mil assinaturas de trabalhadores das casas de bingo de todo o
país. Eles pedem a regulamentação da atividade.
"Entregamos essas assinaturas para
que os senadores saibam do nosso trabalho e saibam que a gente existe”,
disse Edna Barbosa, da Associação de Trabalhadores de
Bingo do Rio de Janeiro. “A insegurança da categoria é
muito grande."A CPI dos Bingos foi criada para investigar a utilização
dos jogos bingo para lavagem de dinheiro e ocultação de
bens, direitos e valores. Na próxima semana, o relatório
final da comissão deve ser votado.
No dia 9 de maio, o presidente da Federação
Brasileira de Bingos, Carlos Eduardo Canto, prestou depoimento na CPI
e também defendeu a regulamentação do setor. Segundo
ele, o governo deixa de receber R$ 2,5 bilhões em impostos, por
ano, do setor de bingos.
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Agência Diap, 31 de
maio de 2006
Aposentados
Bancos não aceitam reduzir juros
dos empréstimos aos aposentados
Bancos não concordam com definição de teto de juros
para os empréstimos concedidos aos aposentados e pensionistas.
Como medida paliativa, sugeriram a criação de um comitê
para analisar permanentemente os índices das taxas cobradas
Os ministros do Trabalho e Emprego, Luiz
Marinho, e da Previdência Social, Nelson Machado, decidiram estabelecer
um teto para a taxa de juros do crédito consignado. A taxa será
apresentada na reunião desta quarta-feira, 31/05, do Conselho
Nacional de Previdência Social. O índice da taxa será
definido pela equipe técnica da Previdência e deve ainda
passar pela aprovação do conselho.
Na reunião realizada ontem, 30/05,
último dia para os bancos apresentarem proposta de redução
dos juros dos empréstimos concedidos aos aposentados e pensionistas,
não houve consenso entre os bancos conveniados e os Ministérios
do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência.
Medida paliativa
Como medida paliativa para o problema
que aflige os aposentados e pensionistas, obrigados a arcar com os juros
exorbitantes cobrados pelo sistema financeiro, os representantes dos
bancos sugeriram a instalação de um comitê permanente,
formado por entidades representantes das instituições
financeiras.
O comitê faria o monitoramento
dos bancos e adotaria medidas para coibir eventuais excessos. Segundo
os bancos, a avaliação constante do comitê possibilitaria
que a taxa de juros praticada no mercado convergisse para uma média
satisfatória, a médio prazo. Para definir o teto, o Governo
deve estudar as taxas praticadas no mercado, na modalidade de crédito
consignado para aposentados. “Temos que fixar a taxa que seja
praticável”, afirmou Nelson Machado.
Os bancos apresentaram, durante a reunião,
que a média do crédito consignado (incluindo para os trabalhadores
da ativa) é de 37,1% ao ano, bem inferior aos 83,3% ao ano do
crédito pessoal (dados de março de 2006). Porém,
de acordo com o Banco Central, de dezembro de 2005 a março de
2006, a taxa do crédito consignado teve uma alta de 0,7% ao ano.
Conforme dados do Banco Central, essa trajetória é inversa
à taxa Selic, que registrou queda no mesmo período.
Crédito Consignado
O crédito consignado é
um empréstimo com chancela da Previdência Social. O pagamento
é garantido pelo Instituto Nacional da Seguridade Sociais (INSS),
que providencia o desconto das parcelas contratadas diretamente nos
proventos de aposentados e pensionistas. Os bancos para oferecerem esse
produto precisam firmar convênio com a Previdência Social.
Atualmente, há 31 bancos e instituições financeiras
conveniadas.
A Previdência proibiu a cobrança
da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) pelos bancos, autorizados
a concederem empréstimos consignados, publicando no Diário
Oficial da União a Instrução Normativa nº
5 que referendou a Resolução nº 1.272, do Conselho
Nacional da Previdência Social, publicada no último dia
15.
O programa de empréstimos a aposentados
e pensionistas do INSS, com consignação em folha de pagamento,
foi autorizado pela Lei nº 10.820, publicada no Diário Oficial
da União em dezembro de 2003. As primeiras operações
ocorrem em maio de 2004, com a participação da Caixa Econômica
Federal.
O valor das parcelas é descontado
diretamente do benefício previdenciário e não pode
ultrapassar 30% do valor da aposentadoria ou pensão, incluído
o limite do cartão de crédito fornecido por algumas instituições
financeiras. O prazo máximo para quitação do empréstimo
é de 36 meses. Com informações do MTE.
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Nova Central, 31 de maio
de2006
OIT vai homenagear Brasil por iniciativas
de combate ao trabalho infantil
O Brasil será homenageado durante a 95ª Conferência
Internacional do Trabalho, como modelo na erradicação
ao trabalho infantil. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
receberá as homenagens nos dias 7 e 8 de junho.
A delegação brasileira
que participa da reunião, que começou ontem (30) em Genebra,
na Suíça, é composta por 20 integrantes, além
dos membros observadores. O evento termina no dia 16 de junho e tem
como objetivo aprovar as novas normas internacionais do trabalho que
passarão a ter validade jurídica nos 200 países
membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo informou o Ministério
do Trabalho, serão discutidos este ano temas como as novas convenções
na área de saúde e segurança no trabalho; a possível
adoção de nova recomendação na área
de relação de trabalho; a distribuição de
recursos para a cooperação técnica no período
2006/2007. A Inspeção do Trabalho entra no contexto da
comissão de aplicação de normas.
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Agência CUT, 31 de maio de 2006
Site do TST disponibiliza cálculo
de débito trabalhista
Patrões e empregados já podem saber o valor da rescisão
contratual pela internet. O Sistema de Cálculo Trabalhista Rápido,
disponível na página do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), fornece, em menos de dois segundos, após a realização
do download, valores como aviso prévio, horas extras, décimo
terceiro salário, Fundo de Garantia e demais encargos trabalhistas.
A modernização dos sistemas de informática e da
estrutura física das varas e tribunais do trabalho faz parte
do Sistema Integrado de Gestão da Informação da
Justiça do Trabalho. O Sistema de Cálculo Trabalhista
Rápido está colhendo frutos importantes, permitindo não
apenas que juízes profiram sentenças, mas também
que trabalhadores saibam de antemão quanto vão receber
e empregadores quanto deverão pagar. Até o momento, já
foram registrados cerca de 40 mil acessos ao módulo de treinamento
do sistema disponível na página do TST na internet.
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Folha
de São Paulo, 31 de maio de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
PSDB vê uso da máquina e avalia
ações contra Lula
Alckmin e aliados querem limitar gastos do governo
federal com publicidade | Na primeira reunião de seu conselho político,
candidato tucano afirma que, por enquanto, não subirá o
tom das críticas ao presidente
CATIA SEABRA, ENVIADA ESPECIAL
A BRASÍLIA
SILVIO NAVARRO , DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O comando de campanha de Geraldo Alckmin
à Presidência vai adotar medidas legais para inibir a atuação
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na fase pré-eleitoral.
O assunto foi discutido na primeira reunião do conselho político
de Alckmin, ontem, dia em que o coordenador jurídico da campanha,
Ricardo Penteado, viajou a Brasília para estudar instrumentos
legais possíveis. "Vamos tomar medidas legais para impedir
o uso abusivo da máquina", adiantou Álvaro Dias (PSDB-PR),
líder do bloco de oposição no Senado. Hoje, os
presidentes do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e do PFL, Jorge
Bornhausen (SC), se reúnem com o presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, para apresentar um requerimento
para que a Justiça Eleitoral investigue os gastos do governo
com publicidade.
"Temos uma aliança para trabalhar
pelo Brasil. Não pode continuar na mesmice que estamos, um governo
autoritário, sem espírito republicano, com a utilização
da máquina, sem qualquer critério de razoabilidade, com
a publicidade às custas do dinheiro público abusiva",
disse Alckmin.
Violência
Ao falar da exposição de
Lula nos meios de comunicação, Tasso chegou a admitir
que Alckmin não sofrera queda nas pesquisas de opinião
"por um milagre". Além da visibilidade de Lula, Tasso
voltou a reconhecer que a crise de segurança em São Paulo
poderia produzir desgaste na campanha. Ele repetiu que maio foi o pior
mês para o candidato.
No fim da reunião -de quase três
horas-, Alckmin justificou a ação da polícia de
São Paulo. Disse, segundo participantes, que a polícia
tinha de agir de forma firme, sob pena de o Brasil virar uma Colômbia.
Ele negou que o número de policiais tenha caído no Estado.
Apesar da idéia de recorrer à Justiça Eleitoral
contra Lula, Alckmin avisou aos aliados que não pretende subir
o tom contra o presidente, pelo menos por enquanto. Questionado pelos
participantes sobre a decisão de produzir um programa mais agressivo
apenas em São Paulo, Alckmin alegou que lá já é
conhecido pelo eleitorado e, por isso, não corre risco de rejeição.
"Eu só vou ser contundente onde sou conhecido", disse.
Na reunião, o conselho político
reafirmou a estratégia de consolidação do eleitorado
no Sul e no Sudeste, ampliando-o para o Centro-Oeste em julho. Segundo
tucanos, a coordenação jurídica da campanha pretende
entrar com representação no Ministério Público
Eleitoral para pedir acompanhamento de gastos do governo não
só em publicidade, mas também em ações no
interior do país. O partido não quer formalizar medida
propondo a cassação do registro da candidatura de Lula,
natural em denúncias de uso da máquina, por temer a interpretação
de que pretende vencer "no tapetão".
Ontem, o TSE rejeitou um requerimento
do PSDB contra Lula. Os tucanos pediam a aplicação de
multa ao presidente da República por suposta propaganda eleitoral
antecipada praticada em discursos feitos por ele durante viagem ao Acre.
Para o tribunal, não houve menção à eleição
nos discursos questionados.
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Folha de São Paulo,
31 de maio de 2006
CONSELHO DE ÉTICA
Último julgado por mensalão,
José Janene deve depor hoje
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O deputado federal José Janene
(PP-PR) disse que estará hoje em Brasília para depor ao
Conselho de Ética, no início da tarde. O paranaense é
o 19º e último congressista a ser julgado por envolvimento
no mensalão. "Vou me apresentar ao Conselho de Ética,
dizer que não estou fugindo de depor. Se quiserem forçar
depoimento contra a indicação médica, forcem",
disse ontem. Segundo Janene, seu médico o desaconselhou a ir
a Brasília. "Não posso mais ouvir que estou protelando.
Estou com um problema de saúde sério", disse.
Janene, 50, está no terceiro
mandato. Segundo ele, esteve afastado do cargo 36 vezes por razões
médicas. Em 1995, contraiu vírus que afetou sua capacidade
cardíaca e respiratória. Janene exigirá que a Câmara
se responsabilize por sua saúde. Se a Casa assumir o risco, ele
repetirá a versão de que não teve participação
na entrega de dinheiro do mensalão ao PP. Janene é acusado
de receber R$ 4,1 milhões do "valerioduto" por meio
de seu ex-assessor João Claúdio Genu.
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Folha
de São Paulo, 31 de maio de 2006
Lula já festeja expansão
de 1,5% do PIB
Resultado, a ser anunciado hoje pelo IBGE, diz
respeito ao crescimento no primeiro trimestre em relação
ao anterior | Analistas previam pelo menos 1,4% de alta, puxada pela retomada
de investimentos e pelo aumento do consumo
KENNEDY ALENCAR, DA SUCURSAL DE
BRASÍLIA
CÍNTIA CARDOSO , DA REPORTAGEM LOCAL
O PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro
trimestre de 2006 cresceu 1,5% na comparação com o último
trimestre do ano passado. Segundo apurou a Folha, esse é o número
com o qual a cúpula do governo trabalha. Hoje o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará o dado
oficial. Em conversas reservadas ontem, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse a caciques do Congresso que estava contente com
o desempenho da economia no primeiro trimestre e previu crescimento
ao final do ano em torno de 4% -talvez superior, disse o presidente.
Para Lula, a retomada do crescimento
da economia será seu maior ativo eleitoral na campanha à
reeleição. O presidente aguardava a confirmação
do bom desempenho da economia no primeiro trimestre. Ontem de manhã,
o presidente discutiu com auxiliares o cenário econômico
deste ano -PIB no primeiro trimestre, reunião do Copom (Comitê
de Política Monetária) e eventual impacto de alta dos
juros nos Estados Unidos. A conclusão foi que a economia está
preparada para absorver choques externos, que a demanda interna (consumo
das famílias) tem tido crescimento expressivo e que, portanto,
não deveria haver efeito negativo na campanha eleitoral.
Mais tarde, em tom bem-humorado, Lula
relatou a aliados com os quais se reuniu as previsões da equipe
econômica. Segundo o presidente, o bom desempenho econômico
e as realizações na área social deverão
ser os maiores responsáveis pelo seu favoritismo nas pesquisas
sobre a sucessão presidencial em relação ao candidato
da aliança PSDB-PFL, o tucano e ex-governador paulista Geraldo
Alckmin. Lula avalia que tem chance real de conquistar um segundo mandato
ainda no primeiro turno, que ocorrerá em 1º de outubro.
Analistas
Os analistas ouvidos pela Folha projetavam
taxas de crescimento entre 1,4% e 2% para o PIB nos primeiros três
meses deste ano em comparação com o último trimestre
de 2005. Quanto ao resultado total para 2006, as estimativas oscilam
entre 3,5% e 4%. Enquanto o Banco Central trabalha com estimativa de
crescimento do PIB em 2006 em torno de 4%, o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, o do Planejamento, Paulo Bernardo, e o próprio Lula
fazem previsões mais otimistas. Acham que pode ser superior a
4%.
No ano passado, o crescimento do PIB
foi de 2,3%, o que deixou Lula contrariado. O presidente chegou a falar
em agosto numa taxa de 5%. No entanto, o aperto monetário gerou
crescimento bem menor do que o esperado por Lula. "Os dados de
consumo devem ter um bom resultado no primeiro trimestre, mas o efeito
adicional de destaque neste começo de ano é a retomada
dos investimentos na economia", avaliou Zenia Latif, economista
do ABN Amro. A opinião é compartilhada por Alex Agostini,
da consultoria Austin Rating. Para ele, a indústria é
o carro-chefe da economia neste primeiro trimestre. "Há
também um pouco do consumo doméstico, uma certa dose do
efeito Copa do Mundo, mas só sentiremos o maior peso da demanda
doméstica nos próximos trimestres."
Essa expansão será impulsionada,
avaliou Agostini, pelos cortes da taxa Selic pelo Banco Central que
estão em andamento, mas que ainda não tiveram um impacto
mais expressivo no bolso do consumidor. Além disso, a inflação
em queda e um aumento da renda do trabalhador servirão para aumentar
os gastos domésticos. Uma ajuda extra para o crescimento do PIB
vem ainda do próprio governo. "Este é um ano em que
o governo tem gastado mais", afirma Rafael Guedes, da Fitch Ratings.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 31
de maio de 2006 | Economia
MONTADORA-Fábricas de São josé
dos pinhais, são bernardo e taubaté ficam sem produção
por 24 horas
Protesto contra demissões
pára a Volks
Théo Marques/Arquivo Gazeta do Povo
Trabalhadores da Volks em São José dos Pinhais: assembléias
e passeatas para marcar posição
O dia vai ser de protesto para os funcionários de três
unidades da Volkswagen instaladas no Brasil. Os 22 mil empregados das
fábricas de São José dos Pinhais (PR), São
Bernardo do Campo (SP) e Taubaté (SP) planejam ficar de braços
cruzados por 24 horas, a partir das 5 horas. A iniciativa é uma
resposta ao plano de reestruturação apresentado pela empresa
no dia 3 de maio, e que prevê demissões e ajustes nos contratos
trabalhistas.
No Paraná, a programação
inclui duas assembléias na porta da fábrica – uma
no início da manhã e outra no início da tarde,
nas entradas dos turnos – e duas passeatas, uma pelo centro de
São José dos Pinhais, durante a manhã, e outra
pelo centro de Curitiba, à tarde.
Com a paralisação, cerca de 800 veículos deixarão
de ser produzidos nos três turnos da fábrica de São
José dos Pinhais. Ao todo, no país, 2,7 mil deixarão
de passar pelas linhas de produção da Volks.
Apesar de ter sido anunciado há
quase um mês, o plano de reestruturação só
foi apresentado em detalhes aos sindicatos dos metalúrgicos das
unidades de São José dos Pinhais (PR), São Bernardo
do Campo (SP), Taubaté (SP) e São Carlos (SP) na última
sexta-feira, no ABC paulista. Segundo o presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, os sindicatos
não vão aceitar o plano apresentado pela empresa. “Estamos
dispostos a fazer qualquer coisa para melhorar a saúde da empresa,
mas sem demissões e sem a perda de direitos adquiridos”,
diz. Uma das sugestões do sindicato para tornar a operação
no Brasil mais competitiva é a nacionalização de
produtos, já que hoje muitas peças são importadas
e os veículos praticamente só montados no Brasil.
Entre as medidas do plano da Volks, segundo o sindicato, estão,
além das demissões – que seriam 1,4 mil só
Paraná, e 5,7 mil em todo o país –, novo valor para
o plano médico, com descontos maiores para os funcionários,
reduções no piso e baixa no valor de negociação
salarial na próxima convenção coletiva. “O
próximo reajuste seria de 85% da reposição da inflação,
sem o aumento real, e restrições para reposição
inflacionária para os outros 15%”, explica Butka.
Outro item do plano de reestruturação apresentado pela
empresa é o “retrabalho para qualidade”, ou o trabalho
extra para atingir as metas de produtividade. “Se o funcionário
não atingir a meta de produção durante o turno
de trabalho, têm de ficar até cumprir a meta, sem ser remunerado
por isso, nem com banco de horas”, explica.
A paralisação de hoje é
apenas uma advertência à empresa, segundo o sindicato.
Na semana passada os metalúrgicos da Grande Curitiba pararam
por quatro horas – duas no turno da manhã e duas no turno
da tarde. Até a semana passada, o terceiro turno da Volks estava
em férias coletivas. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande
Curitiba não descarta novas paralisações.
A Volkswagen do Brasil não
quis se pronunciar sobre as paralisações de hoje. A empresa
reiterou, por meio da assessoria de impresa, que só vai colocar
em prática a reestruturação depois de um acordo
com os trabalhadores, e informou que convidou os representantes dos
sindicatos dos metalúrgicos para nova reunião, que deve
ocorrer ainda esta semana. Das cinco unidades da Volks no Brasil, apenas
a de Resende (RJ) vai ficar de fora do plano de reestruturação.
Mariana Londres
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JORNAL GAZETA DO POVO, 31
de maio de 2006 | Economia
TRABALHO-Empregadores calculam impacto de lei
estadual em suas folhas de pagamento
Salário de maio já
deve ser calculado pelo mínimo regional
Com a chegada do fim do mês, milhares de empregadores do Paraná
precisam calcular em suas folhas de pagamento o impacto do salário
mínimo regional, que começa a valer já em maio.
O novo piso varia de R$ 427,00 a R$ 437,80 – dependendo da categoria
– e não vale para empregados que têm vencimentos
definidos por acordo ou dissídio coletivo, bem como para os servidores
municipais.
O gasto maior dos empregadores, no entanto,
não fica só no salário. É necessário
pagar também encargos mais pesados. Pela faixa salarial, as contribuições
para a Previdência ficam em 7,65% do empregado mais 12% do empregador,
ou 19,65% no total.
Os patrões das empregadas domésticas, que agora têm
um salário base de R$ 429,12, por exemplo, vão recolher
R$ 84,32 para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e, opcionalmente,
R$ 34,32 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Décimo-terceiro salário e adicional de férias somam
mais R$ 57,04.
De acordo com o presidente do Sindicato
dos Empregadores Domésticos do Paraná (Sedep), Bernardino
Roberto de Carvalho, deve-se adicionar a isso mais R$ 84,32 em vale-transporte,
considerando que a pessoa precise pegar dois ônibus por dia e
trabalhe seis dias por semana, o que totaliza um custo de R$ 691,20
por empregada doméstica.
O empregador pode descontar os benefícios
do salário da empregada. Conforme Carvalho, para as que não
moram na casa do patrão, podem ser descontados R$ 21,46 de auxílio-alimentação
(5% do salário), R$ 25,75 para vale-transporte (6%) e R$ 32,82
de INSS (7,65%), o que dá um total de R$ 80,03. Caso a empregada
durma na casa do patrão, os descontos são de R$ 21,46
de auxílio-alimentação, R$ 12,87 de auxílio-moradia
(3% do salário), R$ 8,58 de auxílio-higiene (2%) e os
R$ 32,82 de INSS, o que resulta em R$ 75,73. O custo para o empregador
fica então em R$ 611,17 e R$ 615,46 respectivamente, mas o salário
para a empregada, menos os descontos, fica em R$ 349,09 e R$ 353,39.
Para o mês de maio, as empresas
devem pagar os encargos até o dia 2 de junho, enquanto pessoas
físicas são obrigadas a pagar os valores até o
dia 16. Caso o pagamento seja feito com atraso, há multa de 4%
a 100% mais juros (Selic).
Marco Sanchotene
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 31 de maio de 2006 | Economia
Governo promete discutir reforma tributária
com indústria
Skaf afirmou que a proposta de reforma tributária,
que está em tramitação no Congresso e inclui a
unificação do ICMS, não serve para o País
Adriana Fernandes
BRASÍLIA - O governo se comprometeu
com a indústria a abrir discussões antes de iniciar a
votação do projeto de reforma tributária. De acordo
com o presidente da Federação das Indústrias de
São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, este foi o compromisso assumido
pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira, junto
ao setor produtivo.
Skaf afirmou que a proposta de reforma
tributária, que está em tramitação no Congresso
e inclui a unificação do ICMS, não serve para o
País. Segundo ele, além da modificação do
tributo, há uma série de "pegadinhas" e "problemas"
na proposta, que não baratearão ou simplificarão
o sistema tributário. "No momento, o que tem a possibilidade
de complicar e encarecer não interessa", declarou.
Ele disse que o ministro conversou também
sobre a proposta de reforma cambial, que permitirá às
empresas terem contas em dólar. Segundo relato de Skaf, Mantega
disse que as medidas em relação ao cambio são estudadas
"com carinho" e que no momento certo serão anunciadas.
O presidente da Fiesp não quis comentar a ação
desta terça do Banco Central com a oferta do swap cambial (oferta
de contratos com rentabilidade em juros por títulos que pagam
a oscilação cambial. Isso funciona como uma oferta de
ativos em dólar, o que reduz a pressão de alta sobre a
moeda norte-americana).
Pedido
Dirigentes da Confederação
Nacional da Indústria (CNI) pediram a Mantega que intervenha
junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar o veto
ao projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que restabelece o terceiro
projeto de parcelamento de dívida tributárias junto a
Receita Federal, o Refis 3.
Skaf defendeu o projeto junto ao ministro,
mas disse que Mantega não definiu uma posição do
governo sobre se vetará ou não o projeto. "Ele apenas
disse que vai discutir o assunto com o presidente. Ele não falou
se vai ou não vetar."
Para o presidente da Fiesp, o projeto
aprovado não é um Refis 3, como é chamado, mas
a reabertura do Refis 1, que foi o primeiro programa de parcelamento
das dívidas. O dirigente da Fiesp chegou a se irritar quando
um jornalista fez um comentário de que o Refis 1 tinha sido "uma
mãe" para as empresas. "Se fosse uma mãe não
teria ficado tão poucas empresas. Essa é a sua opinião.
Você precisa ouvir a opinião dos outros. Nós estamos
numa democracia."
Para Skaf a solução
dos passivos fiscais das empresas é um problema que interessa
a todos, porque o governo tem um valor bastante elevado para receber
e as empresas querem buscar uma solução. Ele disse que
não se trata de sonegadores, mas de inadimplentes. "Sonegadores
não têm passivo fiscal". Segundo ele, no Brasil, com
a alta carga tributária, "juros altíssimos",
falta de crédito e altos e baixos na economia as empresas podem
ter problemas.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 31 de maio de 2006 | Economia
´De olho no imposto´ levará
1,5 milhão de assinaturas a Brasília
Um vôo fretado com cerca de 200 presidentes
de entidades chegará à capital às 9h30 para fazer
a entrega das assinaturas ao meio-dia
Fredy Krause
BRASÍLIA - Lideranças do
movimento "De Olho no Imposto", patrocinado por entidades
empresariais, sindicais e de classe, sobretudo de São Paulo,
entregarão, na próxima quarta-feira, ao presidente do
Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), mais de 1,5 milhão
de assinaturas colhidas em todo o Brasil desde janeiro deste ano para
chamar a atenção da população para os impostos
embutidos nos produtos e serviços que adquire.
Segundo informaram a Federação
das Associações Comerciais do Estado de São Paulo
e a Força Sindical, que estão entre as patrocinadoras
do evento, as assinaturas serão levadas em caixas transportadas
por entregadores. Um vôo fretado com cerca de 200 presidentes
de entidades chegará a Brasília às 9h30 para fazer
a entrega das assinaturas ao meio-dia.
Com o movimento, as entidades, querem
lutar pela regulamentação do parágrafo 5º
do artigo 150 da Constituição Federal, que dispõe:
"A lei determinará medidas para que os consumidores sejam
esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços".
Além das duas entidades, participam
do movimento a Associação Comercial de São Paulo
(ACSP), Sescon, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB/SP), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação
Paulista de Medicina (APM), Força Sindical e Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo (Ciesp).
Transparência
Segundo um informe distribuído
nesta terça-feira pela Federação das Associações
Comerciais do Estado de São Paulo, o presidente da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, pretende
que o projeto seja encampado por todas as lideranças políticas
no Congresso. "É um projeto cívico-educativo, que
garante transparência na relação de consumo",
afirmou.
"Sabendo quanto paga de impostos
em cada produto que consome, o brasileiro terá consciência
de que, na realidade, os serviços públicos não
são gratuitos. Assim, poderá exigir melhorias e cobrar
dos governos a contrapartida dos impostos".
Projeto de lei
Um projeto de lei a ser apresentado,
o qual regulamenta art. 150 da Constituição, propõe
a exigência de os estabelecimentos comerciais informarem, no rodapé
da nota fiscal que emitem, o valor aproximado dos tributos incidentes
na compra do produto ou serviço.
Segundo a federação,
os estabelecimentos menores poderiam afixar listas com os valores aproximados.
Não haveria a necessidade de ser o valor exato do imposto, já
que a proposta não tem relação com a obrigatoriedade
fiscal do documento, mas com o direito do consumidor de ter informação
sobre o imposto que paga.
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PORTAL EXAME, 31 de maio de
2006 | Internacional
Lucro da indústria quadruplica
nos Estados Unidos desde 2001
Outros tipos de empresas viram seus ganhos duplicar
no período. Indústria foi impulsionada por corte de custos
e reajuste de preços
A indústria de transformação
dos Estados Unidos quadruplicou seus lucros entre 2001 e 2005, mostrando
um ritmo mais acentuado que a média das companhias do país.
No ano passado, os ganhos da indústria atingiram 208 bilhões
de dólares, antes de taxas e impostos. Enquanto isso, os demais
tipos de empresas viram seu lucro dobrar para 1,2 trilhão de
dólares nos últimos quatro anos.
"Há um claro incremento da
lucratividade das empresas de manufatura", afirmou David Huether,
diretor de análises econômica da National Association of
Manufacturers, ao americano The Wall Street Journal.
Diversos fatores contribuíram
para estimular o desempenho desse segmento econômico. O primeiro
foi o forte processo de consolidação da indústria
americana, com fusões, aquisições e a saída
de competidores mais fracos do mercado. O segundo foi o corte de custos
promovido pelas companhias. Em 2001, os lucros sofreram forte queda
de 64%, para 52,6 bilhões de dólares. Em resposta, as
companhias cortaram custos, demitiram milhares de trabalhadores e adotaram
outras medidas.
Outro fator foi a expansão
do comércio internacional, que beneficiou as indústrias
exportadoras. Em março, por exemplo, o Departamento de Comércio
americano informou que as exportações cresceram 13,8%,
para 76,5 bilhões de dólares, na comparação
com o mesmo mês do ano passado. De acordo com o relatório,
boa parte desse desempenho deveu-se à indústria manufatureira.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 31 de maio de 2006 | Economia
Brasil crescerá 3,5% em 2007, diz
consultoria
Segundo a projeção, "o ímpeto
do setor externo deve esmorecer, mas a demanda interna começará
a desempenhar um papel significante no estímulo da economia"
LONDRES - A economia do Brasil deve crescer 3,5%
no ano de 2007, de acordo com as previsões da consultoria britânica
Economist Intelligence Unit (EIU), que publicou nesta terça-feira
uma revisão do seu relatório sobre o crescimento econômico
mundial.
De acordo com a consultoria, "o
ímpeto do setor externo deve esmorecer, mas a demanda interna
começará a desempenhar um papel significante no estímulo
da economia". O consumo também deve ser impulsionado por
uma expansão do crédito e um crescimento real da renda,
que vem aumentando "significativamente" desde 2003, segundo
a EIU.
Os analistas prevêem ainda que
taxas de juros mais baixas devem incentivar o consumo de bens duráveis
nos grupos de mais alta renda, enquanto aumentos no salário mínimo
devem levar a uma melhora na renda da "maioria pobre". De
acordo com a consultoria, os investimentos nos setores público
e privado também devem ganhar fôlego.
Melhora marcante
O relatório cita também
uma "melhora marcante" na situação macroeconômica
e financeira do país nos últimos anos. A política
econômica e monetária do governo brasileiro é elogiada
por "conduzir mais à estabilidade de longo prazo" e
por atacar a inflação, enquanto a política fiscal
teria "buscado administrar a dívida pública (em vez
de priorizar o crescimento econômico)".
"Na carona da melhora da situação fiscal, a vulnerabilidade
aos choques externos foi reduzida pelo pagamento adiantado de parcelas
da dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do
clube de Paris, que deixaram o país livre da dívida pela
primeira vez em mais de uma década." A EIU lembra também
que o governo brasileiro está envolvido em um programa "agressivo"
de compra de títulos da dívida externa que "deve
aliviar muito o ônus do pagamento entre 2007-10, além de
reduzir a vulnerabilidade do país a variações de
câmbio e de taxas de juros".
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
/ BELO HORIZONTE, 31 de maio de 2006
Sem reforma fiscal, PIB encalha
Nas últimas décadas, o
país vem colecionando crescimento pífio do Produto Interno
Bruto (PIB). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), nos anos 80 a média anual de expansão foi de 3,2%,
nos anos 90, 2,22%, e nesta década, até 2005, 2,55%. Agora
mesmo vivemos uma situação de "vôo-de-galinha".
Começamos a década com evolução de 4,4%
do PIB, em 2001 ele caiu para 1,3%, em 2002 tomou fôlego e ficou
em 1,9%, mas no ano seguinte já baixou para 0,5%. Em 2004 e 2005,
a ampliação foi mais significativa, 4,9% e 2,3%, respectivamente,
o que pode ser traduzido em um novo ciclo favorável. Basta saber
agora se essa tendência será sustentada, quebrando pela
primeira vez o famoso "stop and go".
Para o economista Vandyck Silveira,
professor do Ibmec, a movimentação muito baixa, apesar
de constante nos últimos anos, tem um correlação
direta com o aumento da carga tributária, dívida e gastos
públicos. "O Brasil precisa de uma reorientação
e revisão do papel do Estado e do tamanho deste governo. A tributação
equivalente a 40% do PIB, para dar conta dos gastos do governo, impossibilita
qualquer avanço", avaliou. Ele destacou ainda que o limite
da carga tributária em países emergentes é de 23%
do PIB.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
/ BELO HORIZONTE, 31 de maio de 2006
Indústria mineira em processo de
desaceleração
A indústria mineira está
passando por processo de desaceleração. Ante iguais períodos
do ano passado pode ser constatada a curva descendente no desempenho
do parque produtivo regional: 2,87% no bimestre, 2,66% no trimestre
e 1,87% no quadrimestre. Os dados fazem parte do Relatório da
Pesquisa Indicadores Industriais divulgado ontem pela Federação
das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). No mês
passado, o faturamento do setor sofreu retração de 0,21%
ante abril de 2005. Frente a março deste ano, a queda foi de
4,99%. Em termos dessazonalizados, houve decréscimo de 1,04%.
O presidente do Conselho de Política
Econômica e Industrial da entidade, Lincoln Gonçalves Fernandes,
confirmou que o crescimento da indústria de Minas está
perdendo fôlego. "O resultado sofreu influência dos
feriados e da desvalorização do dólar frente ao
real, que está impactando vários setores, reduzindo a
competitividade e a rentabilidade", analisou. A expectativa, entretanto,
é que a indústria apresente números mais expressivos
nos próximos meses. "Devemos começar a sentir os
efeitos graduais da redução da taxa de juros. Além
disso, temos as eleições e a Copa do Mundo, fatores que
geralmente colaboram para que haja resultados positivos", disse.
A projeção da entidade é que 2006 feche com crescimento
de 6% ante 2005.
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DIÁRIO DE CUIABÁ
/ MATO GROSSO, 31 de maio de 2006
A crise em Mato Grosso
Neste último dia 25 comemorou-se
o Dia da Indústria, com a divulgação na imprensa,
de diversos indicadores do desempenho recente do setor, bastante positivos,
especialmente reduzindo os nocivos efeitos da crise nos empregos formais
em nosso Estado.
Mato Grosso já acumula, nos últimos
12 meses, cortes de 12 mil postos de trabalho, sendo dois mil apenas
em abril, o pior resultado do mesmo mês desde 2003, como mostram
os dados do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
do Ministério do Trabalho e Emprego, confirmando assim a grave
dimensão da crise econômica que estamos atravessando.
Agora em abril houve cortes de vagas
no setor agropecuário (-3.396), nos setores de comércio
e de serviços (-418), contrapondo com as contratações/recontratações
de pessoal na administração pública (+1) e na indústria
(+1.773) resultando no saldo negativo de apenas (-2.040)apontado anteriormente,
que seria bem maior se o setor industrial não apresentasse contratações
maiores do que demissões.
O saldo positivo da indústria
de (+1.773 vagas) foi gerado na indústria extrativa mineral (+30),
na indústria de transformação (+1.383) e na construção
civil (+361) descontado o corte de (-1) nos serviços industriais
de utilidade pública(energia elétrica e água/saneamento),
no mesmo período.
O saldo da indústria de transformação(+1.383)
é o resultado das contratações de pessoal da indústria
de alimentos e bebidas (+1.333), madeira/mobiliário (+100), têxtil
e vestuário (+38), borracha e couro (+26), mesmo considerando
as demissões ocorridas na indústria de minerais não
metálicos (-13) e metalurgia (-98) dentre os mais relevantes.
Neste ano, os valores acumulados de janeiro
a abril, mostram, felizmente, saldos formais já positivos em
todos os setores da economia estadual, exceto no comércio, sendo
(+6.395) na indústria, (+2.574) na agropecuária, (+2.550)
no setor de serviços, (+13) na administração pública
e (-314)no comércio, evidenciando uma recuperação
dos empregos eliminados pela crise que contaminou toda a economia estadual,
resultados que confirmam a liderança da indústria nesse
processo.
No entanto, mesmo com essa retomada,
se considerarmos os últimos 12 meses (março de 2005 a
abril de 2006), o saldo do emprego formal em Mato Grosso é ainda
negativo(-11.928)como mostramos anteriormente, gerado pelos cortes de(-9.614)
na agropecuária, de (-3.464) na indústria, de(-20) no
comércio, mesmo contrapondo com as contratações/recontratações
de (+ 1.133) no setor de serviços e de (+37) na administração
pública.
É relevante considerar que mesmo
com o saldo ainda negativo, a nossa indústria mostra, entretanto,
uma forte recuperação nos últimos 12 meses, nos
segmentos de alimentos e bebidas (+5.188), de borracha e couro(+275)
e na indústria química(+220)contra saldos ainda negativos
na indústria madeira/mobiliário(-6.759), de construção
civil(-1.357), metalurgia (-594), têxtil/vestuário (-113),
minerais não-metálicos (-171), material de transportes
(-109) e outros setores menos relevantes.
Ainda assim, podemos concluir que o setor
industrial, liderado pelo segmento de alimentos e bebidas, está
sendo maior o responsável pela minimização dos
efeitos da crise nos empregos formais em nosso Estado, por ter garantido
1.333 novas contratações/recontratações
agora em abril, que somadas aos 4.978 empregos gerados de janeiro a
março, totalizam 6.311 novas contratações/recontratações
em 2006 contra apenas 3.708 havidas em 2005, no mesmo período,
um incremento de 70%, o que é bastante representativo, se considerarmos
as nossas dificuldades presentes.
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GAZETA DO SUL / SANTA CRUZ
DO SUL (RS), 31 de maio de 2006 | Últimas
Rio Grande do Sul: Governador sanciona
mínimo regional
O governador Germano Rigotto sancionou,
em 29 de maio, o projeto de lei que institui o novo salário mínimo
regional. O reajuste será de 8,35%, conforme emenda apresentada
pela líder do governo, deputada Maria Helena Sartori, e aprovada
na Assembléia Legislativa. O índice é resultante
de um acordo e equivale ao INPC de 5,5% mais um aumento real de 2,8%.
Com o aumento, o piso regional gaúcho torna-se o maior do país,
chegando a R$ 441,86. A sanção do governador será
publicada amanhã no Diário Oficial do Estado e terá
valor retroativo a 1º de maio. Com o ato, o piso regional fica
assim constituído:
1 - R$ 405,95
Abrange trabalhadores da agricultura
e pecuária, das indústrias extrativas, de empresas de
pesca, empregados domésticos, turismo e hospitalidade, da indústria
de construção civil, da indústria de instrumentos
musicais e brinquedos, estabelecimentos hípicos e empregados
motociclistas no transporte de documentos e pequenos volumes (motoboy).
2 – R$ 415,33
Envolve empregados nas indústrias
do vestuário e do calçado, fiação e tecelagem,
nas indústrias de artefatos de couro, papel, papelão e
cortiça, em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e
revistas, empregos em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas,
empregados da administração das empresas proprietárias
de jornais e revistas, empregados em estabelecimentos de serviços
de saúde.
3 - R$ 424,69
Para trabalhadores nas indústrias
do mobiliário, indústrias químicas e farmacêuticas,
indústrias cinematográficas, indústrias de alimentação,
empregados do comércio em geral, empregados de agentes autônomos
do comércio.
4 - R$ 441,86
Válido para empregados nas indústrias
metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico,
indústrias gráficas, indústrias de vidros, cristais,
espelhos, cerâmica de louça e porcelana, indústrias
de artefatos de borracha, em empresas de seguros privados e capitalização
e de agentes autônomos de seguros privados e de créditos,
em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e
similares, nas indústrias de jóias e lapidação
de pedras preciosas, além de auxiliares em administração
escolar (empregados de estabelecimentos de ensino).
As informações são
do Governo do Estado do RS
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
31/05/2006
TST assegura incidência de contribuição
ao INSS sobre acordo
A Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho definiu o alcance da incidência da contribuição
previdenciária quando há acordo entre as partes formalizado
após o trânsito em julgado de decisão tomada pela
Justiça do Trabalho. Nessas circunstâncias, segundo voto
do ministro Alberto Bresciani (relator), o tributo incidirá sobre
o valor do acordo e não sobre o total anteriormente definido
na decisão judicial. O órgão do TST adotou essa
posição ao negar, por unanimidade, recurso de revista
ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.
A autarquia federal recorreu, no TST,
de decisão tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (São Paulo), que determinou a incidência
da contribuição previdenciária sobre acordo celebrado
entre um ex-empregado e a empresa Rodoviário São Joaquim
Ltda. Após o reconhecimento judicial do direito do trabalhador
a diferenças salariais, resultado característico da chamada
fase de conhecimento, as partes fecharam o acordo. O acerto encerrou
a divergência e a fase de execução – destinada
à quitação do débito judicial.
Segundo o INSS, o procedimento adotado
pelo Tribunal Regional, em relação ao recolhimento da
contribuição, violou dispositivos constitucionais e da
legislação ordinária. A defesa do órgão
previdenciário sustentou que a iniciativa das partes ocorreu
no momento processual inadequado, por entender que o acerto só
seria possível durante a fase de conhecimento. Também
questionou a qualificação das parcelas do acordo como
indenizatórias, fato que afasta a incidência da contribuição
previdenciária.
O ministro Alberto Bresciani esclareceu
que, se as partes forem juridicamente capazes e lícito o objeto
da negociação, “válida será a transação
composta, apenas, por parcelas indenizatórias”. Acrescentou
que, no caso concreto, não houve evidências de conduta
irregular pelas partes que pudessem levar à nulidade do acordo,
circunstância que não pode ser presumida pelo julgador
da causa.
O relator esclareceu que, no processo
trabalhista, a conciliação entre as partes é objetivo
a ser buscado em qualquer momento da causa. Essa possibilidade possui
previsão na CLT (artigo 764, §3º), lembrou Alberto
Bresciani. Já o artigo 43, parágrafo único, da
Lei nº 8.620 de 1993, explicou o relator, prevê a incidência
da contribuição sobre os valores ajustados em acordos
homologados pela Justiça do Trabalho.
“Resta claro que não
será na sentença ou no acórdão com trânsito
em julgado que se localizará o fato gerador das contribuições
previdenciárias, mas havendo posterior acordo, no pagamento da
quantia acertada entre as partes”, observou Alberto Bresciani.
“Compreensão contrária, é óbvio, levaria
ao absurdo de ser dar ao acessório (incidência da contribuição
previdenciária) precedência sobre o principal (valor do
acerto entre as partes)”, concluiu. (RR 539/1999-383-02-00.3)
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31/05/2006
TST esclarece prazo de prescrição
em complementação de proventos
A Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho estabeleceu importante precedente em torno da aplicação
do prazo de prescrição em caso de complementação
de aposentadoria. Em decisão unânime, o órgão
do TST deu provimento a recurso de revista da Companhia Estadual de
Energia Elétrica (CEEE), isentando-a do pagamento de diferenças
de gratificação na complementação dos proventos
de um inativo, devido ao reconhecimento da incidência da prescrição
total.
A estatal recorreu, no TST, de decisão
tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio
Grande do Sul), que afirmou o direito do aposentado à integração
das diferenças resultantes da integração da gratificação
de função de confiança na base de cálculo
da gratificação de farmácia. Segundo o TRT gaúcho,
houve apenas a prescrição parcial, ou seja, tornaram-se
indevidas apenas as parcelas anteriores a cinco anos da data de ajuizamento
da reclamação trabalhista pelo aposentado.
O pedido judicial para a integração
das diferenças foi feito pelo inativo em 11 de maio de 2004,
o que levou o órgão de segunda instância a declarar
prescritas somente as parcelas anteriores a 11 de maio de 1999. “Tratando-se
de pedido de diferença de complementação de aposentadoria
oriunda de norma regulamentar, a prescrição aplicável
é a parcial, não atingindo o direito de ação,
mas, tão somente, as parcelas anteriores ao quinquênio”,
registrou o TRT ao reproduzir o teor da Súmula 327 do TST.
A decisão regional mencionou ainda
a existência de decisão transitada em julgado, em junho
de 2003, em que a Justiça do Trabalho condenou a CEEE a pagar
ao mesmo aposentado valores correspondentes ao exercício da função
gratificada de “assistente-executivo de diretor”. Essa ação
teria interrompido a contagem do prazo prescricional relativo à
segunda ação (proposta em 2004).
O relator do recurso no TST, juiz convocado
Ricardo Alencar Machado, observou, contudo, que a decisão regional
violou o artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição
Federal que estabelece os prazos de prescrição para as
ações trabalhistas. A análise do caso levou à
conclusão de que a prescrição ocorreu dois anos
após a aposentadoria, ocorrida em fevereiro de 1983.
“Tratando-se de pedido de complementação
de aposentadoria decorrente de norma regulamentar e jamais paga ao ex-empregado
(incorporação da gratificação de função
na gratificação de farmácia), a prescrição
é total, começando a fluir o biênio a partir da
aposentadoria, como dispõe a Súmula nº 326 do TST”,
sustentou o relator.
Ricardo Machado também ressaltou
a ausência de identidade entre os dois processos movidos pelo
inativo na Justiça do Trabalho. O fato levou à constatação
da impossibilidade de interrupção da prescrição
conforme previsão da Súmula nº 268 do TST, onde é
dito que “a ação trabalhista, mesmo arquivada, interrompe
a prescrição somente em relação aos pedidos
idênticos”.
Sobre esse ponto, o voto convergente
do ministro Alberto Bresciani frisou que “na reclamação
anterior (2003) não houve pedido de novo cálculo da gratificação
de farmácia, integrada aos proventos de aposentadoria, pela incidência
da gratificação de função”. A constatação
levou à afirmação de que “não há
mesmo que se cogitar de interrupção da prescrição”.
(RR 435/2004-006-04-40.7)

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