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IBGE, 01 de junho de 2006
PIB variou 1,4% no 1º trimestre
de 2006 em relação ao trimestre anterior
O Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, calculado
pelo IBGE, apresentou crescimento de 1,4% na comparação
do primeiro trimestre contra o quarto trimestre de 2005, levando-se
em consideração a série com ajuste sazonal. Em
relação ao primeiro trimestre de 2005, o crescimento foi
de 3,4%. No acumulado em quatro trimestres (terminados no primeiro trimestre
de 2006), a taxa ficou em 2,4% quando comparada aos quatro trimestres
imediatamente anteriores.

O resultado do primeiro trimestre de 2006 (na série com ajuste
sazonal), em relação ao trimestre imediatamente anterior,
foi influenciado pelo crescimento dos três setores que compõem
o PIB: Indústria (1,7%), Agropecuária (1,1%) e o setor
de Serviços (0,8%). Cabe salientar que as séries são
sazonalmente ajustadas de maneira direta, ou seja, as séries
da Agropecuária, Indústria, Serviços, Valor Adicionado,
PIB, Consumo do Governo, Consumo das Famílias, Formação
Bruta de Capital Fixo, Exportações e Importações
de Bens e Serviços são ajustadas individualmente.
Em relação aos componentes da demanda,
destaca-se o crescimento da Formação Bruta de Capital
Fixo de 3,7% no primeiro trimestre deste ano, após o aumento
de 1,7% no quarto e queda de 0,9% no terceiro trimestre de 2005. O Consumo
das Famílias apresentou variação positiva de 0,5%
e o Consumo do Governo crescimento de 1,0%. Além disso, as Exportações
de Bens e Serviços registraram pelo 12º trimestre consecutivo
um aumento da ordem de 3,9%. As Importações de Bens e
Serviços cresceram 11,6%, a maior taxa desde o quarto trimestre
de 1996.
Em relação
ao mesmo trimestre do ano anterior, PIB cresceu 3,4%
O PIB a preços de mercado apresentou elevação de
3,4% no primeiro trimestre de 2006, em relação a igual
período de 2005. O Valor Adicionado a preços básicos
apresentou um aumento de 3,2% e os Impostos sobre Produtos uma elevação
de 5,7%. A elevação do volume dos Impostos sobre Produtos
deve-se principalmente ao desempenho das Importações de
Bens e Serviços que provocaram um aumento no volume do Imposto
sobre Importação.
Entre os setores
da oferta, a Indústria foi o destaque: 5,0%
Dois setores contribuíram para a geração do Valor
Adicionado com taxas positivas na comparação com o mesmo
trimestre de 2005. O setor da Indústria com uma taxa positiva
de 5,0%, seguido pelos Serviços com variação de
2,8%. Por outro lado, a Agropecuária apresentou uma queda de
0,5%.
A taxa da Agropecuária pode ser
explicada pelo declínio de alguns produtos na safra de 2006,
segundo o Levantamento Sistemático da Produção
Agrícola (LSPA-IBGE) de abril. É o caso, por exemplo,
do algodão (-22,4%), do arroz (-15,8%) e do amendoim (-10,5%)
cujas safras são relevantes no primeiro trimestre. Outro fator
importante dentro da pecuária foi o desempenho dos bovinos, que
ainda se recupera da ocorrência da febre aftosa.
Na atividade industrial, o destaque foi
a Extrativa Mineral com crescimento de 12,6%, beneficiado pelo elevado
aumento de 12,7% na produção de petróleo e gás
e de 16,8% da produção de minério de ferro.
Outros
destaques foram: a Construção Civil com 7,0% de crescimento,
os Serviços Industriais de Utilidade Pública com 4,3%
e a Indústria de Transformação com 3,0%.
O setor de Serviços apresentou
crescimento de 2,8% na comparação com o mesmo período
do ano anterior, representando o maior desempenho na base trimestral
de comparação desde o primeiro trimestre de 2005. Os maiores
destaques foram: Comércio atacadista e varejista (4,8%) e Transportes
(3,6%). Os outros subsetores tiveram os seguintes desempenhos: Instituições
Financeiras e Outros Serviços (2,9%), Administração
Pública (2,6%), Aluguéis (2,4%) e Comunicações
(0%).
Formação Bruta de Capital
Fixo (9,0%) foi destaque na demanda
Dentre os componentes da demanda interna,
o Consumo das Famílias alcançou a taxa positiva de 4,0%,
o décimo crescimento consecutivo nessa comparação.
Já o Consumo do Governo apresentou crescimento de 1,6% no primeiro
trimestre de 2006 na comparação com o mesmo período
de 2005.
A Formação Bruta de Capital
Fixo registrou crescimento de 9,0%, explicado pelo aumento da construção
civil e pela produção e importação de máquinas
e equipamentos.
Pelo lado da demanda externa, as Exportações
de Bens e Serviços mantiveram-se em crescimento com taxa de 9,3%
no período. As Importações de Bens e Serviços
apresentaram mais uma vez crescimento de 15,9%, o maior desde o terceiro
trimestre de 2004 (17,7%). Os destaques da pauta de importação
foram: produtos metalúrgicos, siderúrgicos, materiais
elétricos e equipamentos eletrônicos. Pela primeira vez,
desde o quarto trimestre de 2003, o crescimento das Importações
de Bens e Serviços superou o das Exportações de
Bens e Serviços nessa base de comparação.
Fonte do Gráfico: Gazeta do Povo, 1º
de junho de 2006
PIB acumulado nos últimos
quatro trimestres cresceu 2,4%
O PIB, a preços de mercado acumulado
nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2006, apresentou
crescimento de 2,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente
anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 2,2% do
Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 4,1%
nos Impostos sobre Produtos.
O resultado do Valor Adicionado neste
tipo de comparação decorreu do desempenho dos três
setores que o compõem: Indústria (3,0%), Serviços
(2,2%) e Agropecuária (0,0%).
Na análise da demanda, o Consumo
das Famílias cresceu 3,3%, a Formação Bruta de
Capital Fixo também apresentou crescimento de 3,2% e o Consumo
do Governo atingiu 1,7%. No âmbito do setor externo, as Exportações
de Bens e Serviços apresentaram um crescimento de 10,7% e as
Importações de Bens e Serviços tiveram elevação
de 10,4%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Economia
REPERCUSSÃO
Indústria comemora resultado
Brasília – A Confederação Nacional da Indústria
(CNI) comemorou o crescimento de 1,4% do PIB. “São dados
auspiciosos, porque, em termos anualizados, o crescimento do trimestre
resulta em quase 6%. Mas confio que o país cresça 4% este
ano”, disse o presidente da entidade, Armando Monteiro Neto. Em
São Paulo, os empresários também comemoraram o
resultado, embora com menos entusiasmo. O presidente do Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo (Ciesp), Cláudio Vaz, manteve a
projeção de que o PIB crescerá entre 3% e 3,5%.
O diretor do Departamento de Economia da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini,
também não se anima com a projeção de crescimento
de 4%. “Para a economia chegar aos 4%, a indústria tem
de crescer pelo menos 6%”, afirma Francini, lembrando que, na
comparação com o mesmo período do ano passado,
o PIB industrial cresceu 5%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega,
considerou “ótimo” o resultado do PIB. Ele manteve
a previsão de expansão 4,5% para a economia no ano e destacou
o comportamento dos investimentos (formação bruta de capital).
“Foi o que mais cresceu. Anualizado dá 12%.”
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Nova Central, 01 de junho
de 2006
BC reduz taxa de juros de 15,75 % para
15,25%
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central decidiu nesta quarta-feira reduzir a taxa básica de juros
da economia brasileira, a Selic, de 15,75% para 15,25%. O corte de 0,50
ponto percentual ficou dentro da expectativa dos analistas, depois das
turbulências enfrentadas pelo mercado nas últimas duas
semanas. Com a redução, a taxa Selic é a menor
desde fevereiro de 2001.
O Copom manteve a taxa sem viés,
mecanismo que permitiria a mudança da taxa mesmo antes da próxima
reunião, marcada para os dias 18 e 19 de julho. É a oitava
queda consecutiva da Selic desde setembro de 2005, quando um corte de
0,25 ponto percentual reduziu a taxa de 19,75% para 19,50%. O nível
mais alto da taxa básica durante o governo Lula foi de 26,5%,
mantido entre fevereiro e junho de 2003.
A decisão do Copom já era
esperada. Na ata da última reunião do comitê, em
abril, o Banco Central já havia sinalizado que poderia diminuir
o ritmo de queda da Selic, que seguia no mesmo passo desde setembro
de 2005. Mas a maior influência para a decisão parece ter
vindo das turbulências enfrentadas pelo mercado nas duas últimas
semanas. Na última quarta-feira, o dólar ultrapassou os
R$ 2,40, atingindo a maior cotação desde 26 de agosto
de 2005. No mesmo dia, a Bovespa atingiu seu menor nível desde
12 de janeiro, por conta da fuga dos investidores estrangeiros.
Todo esse nervosismo do mercado foi conseqüência
da movimentação nos Estados Unidos. Com a divulgação
de índices de inflação acima do esperado, os investidores
passaram a temer uma alta na taxa de juros nos EUA. Essa elevação
pode fazer com que os mercados emergentes, como o Brasil, se tornem
menos atrativos aos investidores estrangeiros e pode provocar uma fuga
de capital externo.
Na última semana, porém,
outro índice da inflação norte-americana foi anunciado
como dentro do esperado. Mas este dado, somado à inflação
contida no Brasil (o IPCA-15 registrou alta de 0,27% em maio), não
teve peso suficiente na decisão do Banco Central. Em nota, o
Banco Central informou apenas que irá acompanhar a evolução
do cenário macroeconômico até a sua próxima
reunião, para então definir os próximos passos
na sua estratégia de política monetária".
Fonte do Gráfico:
Gazeta do Povo, 1º de maio de 2006
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Economia
EMPRÉSTIMOS
Juro máximo de 2,9% para
aposentados
O Conselho Nacional de Previdência Social decidiu ontem fixar
valor máximo de 2,9% ao mês para as taxas de juros praticadas
nos empréstimos consignados (descontados direto no benefício
recebido do INSS) oferecidos a aposentados e pensionistas. A taxa corresponde
a um juro anual de 38,74%, e é cerca de 10% inferior à
média ponderada (considerando a carteira de clientes) das taxas
cobradas hoje pelos bancos, que está em 3,14%.
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DCI – COMÉRCIO,
INDÚSTRIA E SERVIÇOS / São Paulo, 01 de junho de
2006
Copa desacelera produção
de carro e material de construção
As paradas de funcionários durante
os jogos da Copa do Mundo podem refletir negativamente na produção
industrial de junho. Enquanto o comércio faz previsões
otimistas sobre o aumento das vendas durante o período do evento,
setores como o automotivo e o de construção civil podem
desacelerar seu ritmo. Os diversos setores agilizam as negociações
com os funcionários e recorrem a seus bancos de horas para contornar
os possíveis problemas com a mão-de-obra.
Embora algumas entidades sindicais falem
em compensação das horas paradas, números da indústria
mostram que há impacto negativo durante a realização
das Copas. De acordo com dados da Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em junho de
2002, quando ocorreu a última Copa do Mundo, houve uma redução
de 10,5% na produção de veículos, em relação
a maio do mesmo ano. As vendas, nesse período, sofreram decréscimo
superior a 12%. Já no ano passado, e também em 2004, os
meses de junho mostraram elevação tanto na produção
quanto nas vendas, frente aos meses de maio. A produção
do setor em junho passado superou em 1,1% a de maio e as vendas mostraram
um crescimento ainda maior, de 4,1%.
Fonte do setor administrativo da DaimlerChrysler
afirma que o impacto negativo na produção do mês
pode chegar a 15% em relação a maio, dependendo do desempenho
da seleção brasileira no torneio. Procurada, a assessoria
de imprensa da montadora diz que a empresa já levou em conta
as eventuais paralisações por conta do evento e possui
mecanismos para compensação e negou a existência
de estimativas de queda na produção.
Segundo o economista Carlos Eduardo Soares
de Oliveira Júnior, membro do Conselho Regional de Economia (Corecon-SP)
o segmento de materiais de construção é o que pode
sentir com maior intensidade a desaceleração no ritmo
de produção ocasionada pelo torneio de futebol. Os ganhos,
segundo ele, recaem fundamentalmente sobre o segmento de comércio,
sendo que os setores industriais que intensificaram as ações
conjuntas com os varejistas deverão observar maiores vendas.
É o caso das indústrias têxtil e de eletroeletrônicos,
diz o economista.
O comércio é o grande vitorioso,
entretanto, segundo o economista. A realização dos jogos
na parte da tarde deve gerar um aumento geral do consumo.
Waldir Pereira Gomes, também economista
do Corecon-SP, afirma que os impactos negativos seriam mais nítidos
em segmentos no quais a mão-de-obra é sobretudo temporária,
como no caso da construção. Gomes afirma que esses segmentos
enfrentam dificuldades sazonais por causa disso em datas como as festas
de fim de ano, por exemplo, e devem passar pelo mesmo problema no período
da Copa. O economista diz que muitas empresas devem recorrer aos bancos
de horas.
Transmissão ‘in loco’
Na Bahia, as indústrias estão
negociando com os funcionários o horário de trabalho em
dias de jogos do Brasil. Segundo o presidente da Federação
das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Jorge Lins Freire,
as partidas não causarão queda na produção
porque nas indústrias onde o processo é contínuo,
a exemplo dos segmentos químico e petroquímico, não
haverá paradas. Nestes casos e para quem trabalha por turnos,
a alternativa encontrada para manter a produção sem frustrar
os colaboradores serão as salas equipadas com televisores. No
entanto, para trabalhadores de pequenas e médias indústrias,
além dos funcionários do quadro administrativo, a jornada
será flexibilizada.
Freire comenta que a maioria está
optando por dispensar os funcionários uma hora antes do primeiro
jogo, contanto que posteriormente haja a compensação das
horas não-trabalhadas para evitar danos nos resultados.
Vendas menores
O presidente da fabricante de telhas
e caixas d’água Eternit , Élio Martins, acredita
que a Copa do Mundo prejudica mais as vendas da empresa do que a própria
linha produtiva. Como a Eternit mantém um estoque estimado em
30 a 40 dias, qualquer redução nas atividades da linha
produtiva – os funcionários poderão ser dispensados
durante os jogos – será compensada com a produção
em um horário alternativo. “Se for o caso, ampliamos nossa
produção mesmo durante a Copa. Acreditamos, no entanto,
que não teremos esse problema, já que a demanda nesse
período costuma apresentar retração”, diz.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
31 de maio de 2006 | Economia
Feirão da casa própria
sacode construção civil em Uberlândia
UBERLÂNDIA - Durante três
dias, 5.864 pessoas foram atendidas nos estandes da Caixa Econômica
Federal, construtoras e imobiliárias e 1.855 unidades habitacionais
foram negociadas. Esses números são do Segundo Feirão
da casa própria da Caixa, que aconteceu entre os dias 12 e 14
de maio, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
O feirão é nacional e acontece
em 14 cidades do Brasil e apenas três do interior. “Uberlândia
foi escolhida por seu potencial de negócios e por gerar demandas”,
afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-tap),
Pedro Spina.
O Feirão gerou negócios
que beneficiam 748 famílias de Uberlândia, da ordem de
R$ 17,5 milhões. Segundo o Sinduscon-tap, 13 empresas do setor
da construção civil participaram lançando novos
projetos, ainda na planta, e 20 imobiliárias ofereceram imóveis
novos e usados.
Na avaliação de Spina,
o mercado de novos projetos foi aquecido. “O poder aquisitivo
da população está baixo, mas as pessoas voltaram
a comprar imóveis na planta e a ter credibilidade no setor, confiando
também na garantia da Caixa que vai entregar o imóvel”.
Foram assinados 56 contratos com construtoras,
gerando um montante de R$ 2,8 milhões, uma média de R$
51 mil, por imóvel. Outras 312 unidades foram consideradas negócios
encaminhados. São famílias que demonstraram intenção
de compra, superando a casa dos R$ 11 milhões.
“São créditos pré-aprovados
pela Caixa, famílias que já verificaram a possibilidade
de compra e o valor das parcelas e querem pensar um pouco mais, mas
são negócios em potencial”, explica Spina.
Ainda foram assinados contratos de 532
unidades do Programa de Arrendamento Residencial da Caixa (PAR), com
subsídio do Governo Federal, gerando negócios da ordem
de R$ 17 milhões.
Nesse caso, a Caixa contratou construtoras
para executarem as obras e em parceria com a Prefeitura Municipal, se
responsabilizará pela comercialização dos imóveis.
Segundo Pedro Spina a avaliação do Feirão e do
setor é positiva.
“Os números deste ano serão
melhores que os de 2005, mas esperávamos mais, principalmente
por estarmos em um ano eleitoral. Mas, mesmo com todas as dificuldades,
devemos crescer 6%, mais que o país”.
Durante o evento, o Sinduscon-tap realizou
outras duas ações: uma campanha contra a informalidade
no setor e um debate com representantes do sindicato, da Caixa, Sindicato
do Setor Imobiliário (Secovi) e Prefeitura Municipal.
“Discutimos as questões
que dificultam a oferta de novos empreendimentos e uma importante campanha
contra a informalidade, que gera subempregos e não gera impostos”,
afirma.
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Agência Senado, 01
de junho de 2006
Aprovado projeto que permitirá
o parcelamento de férias aos menores de 18 anos e aos maiores
de 50 anos
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira
(31), substitutivo ao projeto de lei do senador Sérgio Zambiasi
(PTB-RS) que altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) para estender aos trabalhadores menores de 18 anos e aos maiores
de 50 anos a possibilidade de fracionarem suas férias. O projeto,
que tramita em decisão terminativa da CAS, será submetido
a um turno suplementar de votação no colegiado.
De acordo com o projeto (PLS 116/03),
as férias poderão ser concedidas em até três
períodos de no mínimo dez dias cada um, mediante acordo
escrito, individual ou coletivo. Se a proposta for aprovada, os menores
de 18 anos precisarão da assistência de seus responsáveis
para tomar decisão sobre o fracionamento das férias.
O relator do projeto, senador Flexa Ribeiro
(PSDB-PA), destacou que quase todas as convenções internacionais
de trabalho prevêem a flexibilização das férias
sem restrição a faixas etárias. O senador citou
como exemplo a Convenção 132 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT).
Flexa Ribeiro explicou que a proibição
do parcelamento aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos pode
estar relacionada à idade com que as pessoas começavam
a trabalhar e à expectativa de vida que prevalecia na década
de 40, época da edição da CLT (Decreto-lei 5.452,
de 1º de maio de 1943). Para o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG),
nas atuais condições sociais, a flexibilização
do período de férias é importante. Azeredo definiu
como "esdrúxula" a proibição de parcelar
as férias do trabalhador.
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CFT/PR, 01 de junho de 2006
Carta aberta em defesa da livre organização
dos trabalhadores
Os trabalhadores (as) organizados em diversos sindicatos que subscrevem
esta carta vêm ao Tribunal Superior do Trabalho protestar e, ao
mesmo tempo, exigir que a livre organização dos trabalhadores
seja respeitada. Vivemos hoje uma situação, lamentável
e inédita no país, em relação à organização
sindical, com a intervenção do poder Judiciário,
do poder Executivo e do Ministério do Trabalho.
Os metalúrgicos de São
José dos Campos enfrentam a tentativa de divisão da categoria
com a criação de um sindicato de fachada, o Sindiaeroespacial,
que reivindica a representação dos metalúrgicos
do setor aeroespacial. A criação deste sindicato fantasma
tem o objetivo de moldar uma entidade submissa e parceira dos patrões
e do governo para facilitar a retirada de direitos dos trabalhadores.
O Sindicato dos Metalúrgicos de
São José dos Campos e Região é o legítimo
representante de toda a categoria. A entidade completa 50 anos de existência
em 2006. Atualmente, possui cerca de 40 mil trabalhadores na base, que
abrange as cidades de São José, Jacareí, Caçapava,
Santa Branca e Igaratá (região do Vale do Paraíba,
no estado de São Paulo).
Localizam-se na base mais de 600 empresas,
como a General Motors, LG.Philips, Embraer, TI Bundy, Ericsson, entre
outras, distribuídas nos setores: automotivo, autopeças,
eletroeletrônicos, aeroespacial, fundição, estruturas
metálicas e outras. A divisão da categoria conta com o
apoio da Embraer, maior empresa do setor e que é conhecida pela
perseguição a dirigentes sindicais do Sindicato dos Metalúrgicos
e desrespeito à organização dos trabalhadores.
A empresa, uma das maiores exportadoras
do país, no primeiro trimestre deste ano registrou uma queda
em seu lucro, passando de R$ 233,8 milhões no primeiro trimestre
de 2005 para R$ 86,9 milhões este ano. Recentemente, também
passou por uma mudança na estrutura acionária. Para implementar
uma política de ajuste de custos, com redução de
direitos, precarização e até demissões em
massa, a empresa precisará que os trabalhadores estejam desprotegidos
e sem condição de resistir. Para isso, nada melhor que
um sindicato parceiro e submisso como o Sindiaeroespacial.
O grupo que está à frente
deste sindicato fantasma é o mesmo que, em 1996, quando estava
na direção do Sindicato, reduziu o salário dos
trabalhadores da Embraer em 10% e fez acordo com a empresa e impôs
banco de horas. Eles já foram derrotados por três vezes
nas eleições sindicais. A política divisionista
também tem o apoio da direção majoritária
da CUT e do governo. Afinal, a forma como este “novo sindicato”
surgiu é totalmente suspeita.
O registro sindical foi conseguido em
apenas dois meses, quando muitos outros, que são fundados legitimamente,
demoram até 10 anos para receber tal registro. Segundo o Secretário
de Relações de Trabalho, Osvaldo Bargas (em artigo no
jornal Vale Paraibano, em 10/08/05), o Ministério do Trabalho
contabiliza mais de 6 mil entidades à espera da concessão
de registro, além de mil novos pedidos anuais.
O Sindicato dos Metalúrgicos havia
conseguido através de ação judicial suspender o
registro do novo sindicato. Contudo, no último dia 11/05/06 foi
publicado no Diário Oficial da União o restabelecimento
do registro sindical do Sindiaeroespacial, cuja base é estadual.
Essa prática estranha à tradição sindical,
democrática e combativa, também tem ocorrido em outras
regiões do país.
Em Itajubá (MG) foi utilizado
o mesmo método divisionista, separando a categoria em duas bases:
Brasópolis e Itajubá. Foi preciso muita mobilização
dos trabalhadores para manter a unidade da categoria. Em Santos, o Sindicato
dos Metalúrgicos da Baixada Santista, após a vitória
da Oposição, via eleição democrática,
encontra-se sob intervenção do Estado e com a diretoria
destituída, através de medida judicial.
Atualmente, situações semelhantes
estão ocorrendo em Belo Horizonte e em Manaus. Para além
dos interesses dos patrões, a essência deste ataque é
a antecipação da Reforma Sindical. Um dos aspectos negativos
desta reforma aos trabalhadores é que ela permite a fragmentação
e divisão de categorias com a criação de entidades
fantasmas como esse “sindicato” aeroespacial, sem nenhuma
representatividade, ancorado na chamada “representação
derivada” de uma central.
Hoje são os metalúrgicos
do setor aeroespacial de São José. Amanhã serão
os metalúrgicos do setor automotivo, de autopeças, enfim,
um ataque contra todas as categorias de trabalhadores e sindicatos combativos
do país. Este é o objetivo: sufocar e controlar os sindicatos
de luta e garantir a intervenção do Estado na organização
dos trabalhadores. Tudo para abrir caminho para a reforma Trabalhista,
que vai atacar direitos históricos, como o 13º, férias,
licença-maternidade, multa do FGTS e outros.
Uma forte campanha contra este ataque
está sendo feita na base, onde os metalúrgicos estão
votando em todas as assembléias nas fábricas o repúdio
a este sindicato fantasma. O clima entre os trabalhadores é de
indignação. As conseqüências para os trabalhadores
de São José dos Campos são graves e necessitam
de respostas urgentes. Esta situação irregular pode resultar
em ataques ao conjunto da categoria, com perda e redução
de direitos e demissão de dirigentes sindicais, cipeiros e ativistas.
É preciso que a luta contra este
ataque divisionista seja assumida por todos os trabalhadores e sindicatos
de luta do país. Conclamamos todas as entidades dos trabalhadores
a discutirem em suas bases esta situação e repudiar esse
ato vergonhoso.É uma luta para defender o Sindicato dos Metalúrgicos
de São José dos Campos, cuja representatividade e combatividade
é reconhecida em todo o país, mas acima de tudo, para
defender o direito à organização sindical independente,
classista e combativa.
Enviem moção de repúdio
a este ataque e de apoio aos metalúrgicos de São José
dos Campos e região para os órgãos listados abaixo,
com cópia para o Sindicato dos Metalúrgicos. Convidamos
todos a participar dos diversos atos que realizaremos contra esse ataque
a organização dos trabalhadores e pedimos sua solidariedade
para desmascarar essa farsa do governo e seus aliados.
Pela Defesa da Liberdade e Autonomia
Sindical
Não à intervenção do Estado nas entidades
dos trabalhadores
Manutenção da unidade dos metalúrgicos de São
José dos Campos e região
Fora sindicato patronal e governista
Respeito à vontade dos trabalhadores
Respeito à democracia da classe trabalhadora
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Folha
de São Paulo, 01 de junho de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula oferece ao PMDB vaga de vice e mais
ministérios
Alan Marques/Folha Imagem

Da esq. para dir., Mercadante, Quércia, Lula e Tarso, em visita
do peemedebista ao Planalto
Proposta de aliança foi apresentada durante
encontro do presidente com Quércia | Peemedebista afirmou que
considera difícil uma coligação entre os dois partidos,
por causa da regra da verticalização
KENNEDY ALENCAR, EDUARDO SCOLESE
PEDRO DIAS LEITE , DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar de dizer que ainda não
decidiu se disputará a reeleição, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva usou parte do expediente de trabalho
ontem para tratar de sua campanha. Lula só falou de eleição
ao receber, no Palácio do Planalto, o ex-governador Orestes Quércia
e o ex-líder do governo no Senado Aloizio Mercadante, pré-candidato
do PT ao governo paulista.
Lula disse a Quércia que ainda
está de pé a oferta de ter um nome do PMDB como vice em
sua chapa à reeleição. Afirmou que o peemedebista
e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim seria o seu
preferido. Disse que, se o PMDB não aceitar, hipótese
mais provável, Ciro Gomes (PSB) poderá ser seu vice, o
que o transformaria em um "fortíssimo" candidato em
2010.
Lula se queixou do vice-presidente José
Alencar, dizendo que ele não aceitou recomendação
sua para se filiar ao PMDB quando deixou o PL, em 2005, e ingressou
no PRB. Dando a entender que já considera certa a reeleição,
Lula afirmou que, se não for possível a coligação
com o PMDB, deseja um acordo pós-eleição para um
governo de coalizão, aumentando o espaço que a sigla tem
hoje (três ministérios).
O ministro Tarso Genro (Relações
Institucionais), que participou do encontro, sugeriu a confecção
de um documento PT-PMDB como um "plano B". "[Sem aliança
formal] pode haver formalização política, em cima
de um documento programático que aponte essa coalizão
de governabilidade. Essa formalização não precisa
ser coligação", afirmou Tarso. A Folha apurou que
Quércia disse a Lula que dificilmente será possível
selar aliança PT-PMDB na eleição presidencial devido
à regra da verticalização, que restringe a liberdade
de alianças no Estado.
Em entrevista, porém, admitiu
"interesse" na proposta do presidente. "Ele fez uma proposta,
tenho que levar em conta. Analisar a proposta do presidente, já
que ele oferece a vice ao PMDB e é o candidato com condições
de ganhar." Sobre a eleição paulista, disse que poderá
ser candidato ao governo. Apesar das declarações de Quércia,
Tarso negou que Lula tenha oferecido a vaga de vice. "Não
houve um oferecimento de candidatura a vice, até porque não
era uma reunião partidária. E isso é uma questão
dos partidos", disse.
A guerra continua
Nove seções estaduais do
PMDB defensoras de candidato ao Planalto vão convocar convenção
nacional para 11 de junho. Governistas e oposicionistas do partido convocaram
convenção para 29 de junho a fim de abortar candidatura
ao Planalto. Se a convenção do dia 11 se realizar, os
contrários à candidatura própria hesitam entre
não dar quórum ou tentar vencer o encontro.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Brasil
CRISE-Deputado federal paranaense falta ao depoimento
na Câmara alegando problemas de saúde
Conselho vai julgar Janene à
revelia
Brasília – Depois de nove meses de dribles e manobras,
o deputado federal paranaense José Janene (PP) – acusado
de receber R$ 4,1 milhões do valerioduto – faltou ao depoimento
no Conselho de Ética da Câmara marcado para ontem, alegando
problemas de saúde. Mas ele será julgado à revelia
já na semana que vem. A leitura do relatório e do voto,
que provavelmente pedirá a cassação do seu mandato,
foi marcada para a próxima terça-feira pelo presidente
do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP). A votação no plenário
deverá ser realizada na sexta, dia 9.
Há meses o processo de Janene
arrasta-se no Conselho, com ele sempre alegando como empecilho para
o depoimento seu problema de saúde. Ontem, quando chegou à
Câmara, foi ao Serviço Médico da Casa. Janene tentou
pressionar o presidente Aldo Rebelo (PCdoB-SP) a determinar que a equipe
médica da Câmara o examinasse e garantisse que ele, portador
de miocardiopatia (doença do coração) grave, não
iria morrer durante o depoimento, o que lhe foi negado.
Adiamento
Na hora marcada para o depoimento, ao
invés de Janene, os três médicos liderados pelo
diretor do departamento Luiz Henrique Hargreves é que se sentaram
para depor no Conselho.
O relator do processo, deputado Jairo
Carneiro (PFL-BA), anunciou que encerrará a instrução
sexta-feira, depois do depoimento das últimas testemunhas.
Segundo Izar, mesmo que haja pedido de
vista na terça-feira, o que adia a decisão por duas sessões,
a intenção é votar na sexta-feira.
Durante a manhã de ontem, cinco
deputados amigos de Janene procuraram Ricardo Izar para dizer que ele
queria falar ao Conselho, mas que estava com arritmia e sem condições
de depor. “Queriam adiar o depoimento para a próxima semana,
ou para os dias 13 ou 14 de junho. Avisei que não seria possível”,
disse Izar.
Mais cedo, sem o laudo médico,
os advogados de Janene ainda tentaram outra estratégia: encaminharam
ao Conselho uma petição comunicando que ele não
iria depor porque a junta médica da Câmara havia atestado
que Janene estava incapacitado para o depoimento: “Apesar de leigos,
pudemos perceber , a olhos nus, a debilidade de seu estado de saúde,
seja por sua palidez, seja pela dificuldade de deambular (de andar)
ou de articular frases mais longas sem que lhe falte o ar”, atestaram
os advogados Eduardo Ferrão e Paulo Baeta. O relator não
aceitou a petição, sem o respectivo laudo da equipe médica.
O deputado José Eduardo
Cardozo (PT-SP) observou que todo o direito a ampla defesa fora garantido
e todas as tentativas de ouvir Janene haviam sido exauridas, portanto
era hora de encerrar o processo e votar o parecer de Jairo Carneiro
na próxima semana.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES 2006-Presidente e ministro
se reúnem com líderes peemedebistas e propõem aliança
Lula insiste em vice do PMDB; Quércia
admite coligação
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
mantém a ofensiva em busca de apoio político do PMDB para
a sua reeleição e para integrar o governo num eventual
segundo mandato. A garantia da governabilidade e a formação
de uma maioria no Congresso já fazem parte das preocupações
do presidente e do PT em caso de nova vitória.
Lula encontrou-se ontem pela manhã
com o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB),
que considerou interessante a proposta. Logo depois, o ministro das
Relações Institucionais, Tarso Genro, almoçou com
o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador José
Sarney (PMDB- AP), e o deputado Jáder Barbalho (PMDB-PR).
Lula e Tarso sabem que é praticamente impossível uma coligação
formal com o PMDB mas ofereceram novamente a candidatura a vice na chapa
do presidente para demonstrar que querem, de fato, o partido governando
junto a partir de janeiro, se Lula ganhar a eleição. “Nós
queremos o PMDB com Lula, com ou sem coligação. Queremos
o PMDB para governar o Brasil em conjunto, em cima de um programa definido”,
disse Tarso.
Mesmo reconhecendo as dificuldades
de uma coligação nacional ou estadual com o PT, Quércia
saiu do encontro com Lula dizendo que o PMDB deveria avaliar a proposta.
“Temos de levar em conta que o presidente é um candidato
em condições de ser reeleito”, afirmou.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES
Simon diz que não desiste
de concorrer
Brasília – O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse ao presidente
nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e ao ex-governador Orestes
Quércia (PMDB-SP) que não irá desistir da sua candidatura
à Presidência da República. A decisão do
senador gaúcho joga um balde de água fria em qualquer
entendimento do grupo oposicionista com o PT.
Até sexta-feira, o PMDB deverá
ter uma definição sobre a candidatura própria.
O presidente do partido disse que irá espera uma decisão
da Justiça sobre a validade da convenção extraordinária
– que se posicionou contra a candidatura.
Caso contrário, ele já
recebeu a informação de que 9 dos 27 diretórios
já teriam as assinaturas para antecipar a convenção
de 29 para 11 de junho.
O encontro de Simon, Temer e Quércia
ocorreu logo após o ex-governador de São Paulo ter se
encontrado com Lula.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Brasil
OPOSIÇÃO
PSDB e PFL selam chapa e atacam
o presidente
São Paulo – Os discursos na oficialização
da chapa entre PSDB e PFL, com Geraldo Alckmin como candidato tucano
à Presidência e o senador José Jorge (PFL-PE) como
vice, revelaram que os partidos vão partir para o ataque ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha.
A questão da ética e os
problemas envolvendo aliados diretos do presidente marcaram as declarações
de tucanos e pefelistas.
A cerimônia foi marcada também
pela ausência de figuras importantes dos dois partidos, como o
governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), o ex-prefeito
de São Paulo José Serra (PSDB) e o prefeito do Rio, César
Maia (PFL).
Alckmin acusou o governo Lula de fazer
um aparelhamento do Estado ao reservar 12 ministérios a “derrotados”
nas eleições de 2002.
“É o governo da turminha”,
disse. Para o tucano, a única obra que ficará do governo
Lula é o “band-aidão”, referindo-se à
operação tapa-buracos.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES
Os vices de Lula
2006
O PT e Lula dão preferência a um vice do PMDB, que esta
dividido em lançar ou não candidato próprio à
Presidência.
2002
O empresário mineiro José Alencar, então no PL,
foi o escolhido. Lula venceu José Serra e, após três
derrotas, chegou ao Planalto.
1998
O ex-governador Leonel Brizola, morto em 2004, foi indicado pelo PDT.
FH venceu no 1.º turno.
1994
O senador do PT Aloísio Mercadante ganhou a disputa interna para
ser o vice. Lula perdeu para FH.
1989
O ex-senador José Paulo Bisol (PSB-RS) foi o escolhido para ser
o vice de Lula. Fernando Collor (PRN/PSC) ganhou as eleições.
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Folha
de São Paulo, 01 de junho de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Grupo da CUT vai distribuir 360 mil revistas
pró-Lula
Publicação analisa "resistência"
do presidente a "um ano de bombardeio" da mídia | Entidade
já declarou apoio à reeleição, mas sindicatos
negam que "Revista do Brasil", que circulará em 4 Estados,
tenha viés eleitoral
ROGÉRIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL
Um grupo de sindicatos ligados à
CUT começa a distribuir amanhã 360 mil exemplares da "Revista
do Brasil" que traz como destaque da sua primeira edição
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua resistência
à crise do mensalão. A manchete da publicação,
"O Segredo de Lula", compõe a foto de Lula todo sorridente.
"Um ano de bombardeios, na mídia e no Congresso, não
abalou a liderança do presidente. De onde vem essa resistência?"
O material será distribuído,
segundo os sindicatos, em pelo menos quatro Estados (São Paulo,
Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) e mais o Distrito
Federal, que representam juntos 49,5% do eleitorado do país.
O público alvo da revista serão, em princípio,
os trabalhadores sindicalizados, que receberão o material em
casa gratuitamente. A previsão dos sindicatos é, entretanto,
"a curto prazo", ampliar a publicação de mensal
para semanal e passar a vendê-la em banca. O preço de capa
será de R$ 4,50.
CUT
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou
que as publicações feitas por sindicatos não podem
conter mensagens com viés eleitoral, como ocorreu com o jornal
da CUT (Central Única dos Trabalhadores), mas cada material precisa
ser analisado isoladamente. O exemplo dado pelo tribunal ocorreu em
abril deste ano quando o ministro Marcelo Ribeiro determinou o recolhimento
do 1,5 milhão de exemplares do jornal que trazia um balanço
do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo e comparações
dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso.
A medida foi, porém, ineficaz
porque a distribuição já havia ocorrido. A CUT
faz parte do grupo de entidades que já manifestou publicamente
apoio à reeleição de Lula. Ontem, representantes
da central e de outros movimentos sociais participaram de uma manifestação
em frente ao Palácio dos Bandeirantes reclamando de falta de
investimentos nas áreas sociais. Os grupos também anunciaram
para este mês um grande movimento pró-Lula. No governo
petista, a central recebeu repasses de cerca de R$ 30 milhões.
Na comemoração do Primeiro de Maio deste ano, ela recebeu
em patrocínios da Petrobras e da Caixa Econômica Federal
R$ 800 mil.
Apolítica
Os sindicatos dos Metalúrgicos
do ABC e dos Bancários de São Paulo, que fazem parte do
grupo responsável pela publicação, informaram que
todos os detalhes da revista -como seu custo de produção-
serão fornecidos à imprensa somente no próximo
dia 12, quando ocorrerá o lançamento oficial. Os sindicatos
refutaram, porém, qualquer viés político. A revista
é colocada com uma opção às publicações
"da grande imprensa". A explicação do surgimento
da revista é uma pesquisa da BBC de Londres. "Pesquisa recente
revelou que parcela significativa da opinião pública sente-se
insatisfeita com o que encontra nos meios de comunicação",
diz trecho de nota dos bancários. Outra justificativa é
que boa parte da população não tem acesso à
mídia impressa.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01
de junho de 2006 | Economia
VEÍCULOS-Trabalhadores da Volks param
em protesto contra demissões
Requião promete lei que
proteja empregos
Antônio Costa/Gazeta do Povo
Faixas e piquete na fábrica de São José dos Pinhais
O governador Roberto Requião disse que vai encaminhar à
Assembléia Legislativa projeto de lei idealizado pela categoria
que obriga fabricantes de veículos a manter o nível de
pessoal contratado. A promessa foi feita durante almoço com sindicalistas
do setor automotivo ontem, dia de paralisação de protesto
em três fábricas da Volkswagen, inclusive a de São
José dos Pinhais.
A idéia do projeto seria a de
atrelar a concessão de incentivos fiscais à manutenção
dos postos de trabalho, ameaçados depois que a Volks anunciou
uma reestruturação nacional. A montadora não divulgou
o número de demissões que pretende fazer, mas os sindicatos
temem que elas chequem a 5,7 mil entre as fábricas do Paraná
e de São Paulo. Desde que se instalou no estado, em 1999, a empresa
adiou o pagamento de R$ 700 milhões em ICMS ao Paraná,
pelos cálculos do governo.
O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos
da Força Sindical, Eleno Bezerra, espera que com a aprovação
da lei as demissões só possam ocorrer por baixo desempenho.
“Já estamos articulando um projeto federal que acabe com
os incentivos fiscais sem contrapartida. Senão, as empresas fecham
as portas e os estados perdem dinheiro”, diz.
O sindicato local espera se reunir regularmente
com o Conselho Estadual de Política Automotiva para discutir
medidas que ajudem a melhorar o cenário. “Certamente vão
ocorrer novas paralisações, porque a Volks fez propostas
bastante absurdas”, define o vice-presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos, Nélson Silva de Souza. Uma primeira paralisação
já havia sido realizada no dia 18 de maio.
A Volks não comentou os protestos
de funcionários, mas lembra que havia convidado os sindicatos
para uma reunião a ser realizada ontem. O convite teria sido
negado, e agora a empresa aguarda a posição sobre proposta
de se reunirem na sexta-feira. O sindicato paranaense avisa que não
vai assinar acordo, mas a empresa classifica a reestruturação
como “irreversível”.
Em reunião na semana passada,
a empresa apresentou detalhes do plano aos representantes dos trabalhadores.
Ainda de acordo com a empresa, a empresa já teria demitido 170
pessoas por baixo desempenho neste ano, em São José dos
Pinhais. Já o sindicato registrou 219 baixas.
Helena Carnieri
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01 de junho de 2006
| Economia
PROTESTO NACIONAL
Volks deixa de montar 2,5 mil carros
Além dos funcionários de São José dos Pinhais,
os colegas da Volks em São Bernardo do Campo (SP) e Taubaté
(SP) participaram da paralisação de 24 horas iniciada
na madrugada de ontem. No total, os 22 mil empregados deixaram de produzir
2,5 mil veículos. Em São Paulo os funcionários
também interditaram parte da rodovia Anchieta e da Presidente
Dutra, duas vias importantes de tráfego. A paralisação
da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais
correu como planejado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande
Curitiba. Uma passeata foi realizada em São José dos Pinhais
com cerca de 250 funcionários, mas a manifestação
programada para a tarde foi cancelada porque a maioria dos funcionários
não compareceu à concentração. O sindicato
havia levado dez ônibus para fazer o transporte até a Boca
Maldita, no centro de Curitiba. A fábrica paranaense tem 4,2
mil funcionários. Trabalhadores da GM de São José
dos Campos (SP) também pararam a produção contra
plano de demissões.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 01 de junho de 2006
| Mundo
CORÉIA DO NORTE
Fumantes serão barrados
em universidades
Os estudantes que quiserem entrar nas universidades da Coréia
do Norte terão que preencher um requisito a mais: parar de fumar.
O índice de fumantes no país abaixou 15% desde 2000, e
o governo procura abaixá-lo 30% até 2010. Especialistas
na Coréia do Sul estimam que mais de 40% dos 22 milhões
de habitantes da Coréia do Norte fumem regularmente.
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PORTAL ORM / PARÁ,
01 de junho de 2006
Dieese aponta setores com destaque no
emprego formal em abril
Depois de dois meses consecutivos de
quedas, o emprego formal no Pará voltou a crescer. É o
que demonstra a análise feita pelo Dieese/PA (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) sobre
os números do Ministério do Trabalho - Caged. No mês
de abril foram feitas, em todo o estado, 15.438 admissões contra
14.388 desligamentos gerando um saldo positivo de 1.050 postos de trabalhos.
Este saldo, mesmo positivo, é
bem inferior ao obtido no mês de abril do ano passado, quando
o balanço entre admitidos e desligados apresentou um saldo positivo
de 3.002 postos de trabalhos.
As análises do Dieese mostram,
também, que no mês de abril somente dois setores econômicos
apresentaram saldos negativos de empregos formais no comparativo entre
admitidos e desligados: Construção Civil com um saldo
negativo de 746 postos de trabalhos e o Setor da Agropecuária
com a perda de 224 postos de trabalhos.
Os setores econômicos que tiveram
os maiores crescimentos de empregos formais foram: Setor Serviços
com um saldo positivo de 179 postos de trabalhos e um crescimento de
0,11% e o Setor Ind. Transformação com um saldo positivo
de 1.129 postos de trabalhos e um crescimento de 1,23%.
Setores econômicos que apresentaram
os maiores crescimentos do emprego formal em 2006 (janeiro a abril):
- Setor Extrativa Mineral com um crescimento
de 9,54% e um saldo positivo de 508 postos de trabalhos;
- Setor Serv. Ind. Utilit. Pública
com um crescimento de 3,24% e um saldo positivo de 198 postos de trabalhos;
- Setor Serviço com um crescimento
de 1,62% e um saldo positivo de 2.600 postos de trabalhos;
- Setor Comércio com um crescimento
de 1,05% e um saldo positivo de 1.238 postos de trabalhos;
Setores econômicos que apresentaram
as maiores quedas do emprego formal em 2006 (janeiro a abril):
- Setor Ind.
de Transformação com um saldo negativo 431 postos de trabalhos
e decréscimo de 0,46 %;
- Setor da Agropecuária com um
saldo negativo 362 postos de trabalhos e decréscimo de 1,49%;
- Setor da Adm. Publica com um saldo
negativo 231 postos de trabalhos e decréscimo de 3,82%;
- Setor da
Construção Civil com um saldo negativo 1.834 postos de
trabalhos e decréscimo de 5,82%;
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
31 de maio de 2006 | Política
Poderes podem ter carreiras unificadas
BRASÍLIA – Após reunião
de uma hora e meia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a
presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, e os presidentes
do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo
(PCdoB-SP), decidiram criar uma comissão de trabalho que irá
elaborar a proposta de plano unificado de cargos e salários para
o funcionalismo público dos três Poderes.
De acordo com o porta-voz da Presidência
da República, André Singer, o grupo será constituído
por representantes dos três poderes e estará sob comando
do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Porém, não
foi fixado prazo para conclusão desses trabalhos.
A não-fixação de
datas pode levar à interpretação de que o reajuste
para os cerca de 160 mil servidores, das mais diversas categorias, não
seja concedido neste ano. Segundo Singer, uma das propostas analisadas
é a de equiparação dos tetos salariais dos três
Poderes, antiga reivindicação dos servidores do executivo.
A reunião ocorreu um dia depois
de o presidente Lula ter editado uma medida provisória autorizando
o reajuste a sete categorias do funcionalismo público. Pela lei
eleitoral, o reajuste dos servidores só pode ser concedido até
o dia 30 de junho.
Para evitar que os aumentos emperrem
no Congresso, o governo optou pela MP. Nos próximos dias outras
cinco deverão ser editadas atendendo a cerca de 30 categorias.
Impacto
Segundo o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, a reestruturação e a gratificação
a sete carreiras do funcionalismo publicadas ontem no “Diário
Oficial” não terão impacto extra nas contas do governo
deste ano, uma vez que os reajustes já estão na proposta
orçamentária da União, aprovada pelo Congresso.
“Este aumento já estava
na projeção orçamentária de 2006. Já
estava na conta, na despesa de pessoal com a qual nós estamos
trabalhando. Por isso não tem nenhum impacto adicional”,
disse o ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula
assinou na segunda-feira a medida provisória 295, que reestrutura
ou concede gratificação para 160 mil servidores federais.
O impacto da MP é de R$ 1,3 bilhão por ano no orçamento.
Esta é a primeira de seis MPs que serão editadas até
o final da semana que vem.
Sobre os estudos sobre a unificação
dos planos de carreiras dos três poderes, Mantega disse que o
objetivo é reduzir as diferenças.
“Cada poder acaba aumentando. Você
cria situações de carreira díspares e acaba influenciando
um poder ao outro. Queremos fazer um trabalho sincronizado de modo que
o funcionalismo público com um todo tenha menos diferenças”,
avaliou.
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento)
irá coordenar o grupo que irá elaborar o plano de cargos
e salários dos três poderes.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 01 de junho de 2006 | Economia
Empresários descartam que PIB de
2006 supere 4%
Em outras palavras, a economia deve ter um comportamento
mais fraco nos próximos trimestres
Paula Puliti e Fabio Graner
SÃO PAULO - Os empresários
não ficaram animados com o crescimento de 1,4% do Produto Interno
Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, ante o último trimestre
do ano passado, e de 3,4% sobre o mesmo período de 2005. É
consenso que os números refletem uma melhora no mercado interno,
beneficiado por algum crescimento de emprego e renda. Mas a indústria
não considera que haja elementos suficiente para projetar um
crescimento econômico acima de 4% neste ano.
O presidente do Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo (Ciesp), Cláudio Vaz, diz que o
dado veio dentro da expectativa, mostrando um desempenho melhor do mercado
interno. Ele mantém a projeção de que o PIB deste
ano crescerá entre 3% e 3,5%. Em outras palavras, a economia
deve ter um comportamento mais fraco nos próximos trimestres.
"Temos observado que este segundo trimestre não está
espetacular, salvo o setor sucroalcooleiro. Porém, o que vai
definir o PIB do ano é o terceiro trimestre", comenta Vaz.
Em 2005, o período entre julho e setembro foi o pior do ano para
a indústria.
O diretor do Departamento de Economia
da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp), Paulo Francini, confirma que o papel da construção
civil no crescimento do PIB da indústria na margem (1,7%) está
diretamente ligado à melhora das condições de salário
e emprego. Mesmo assim, o empresário também não
se anima com o número e mantém a projeção
de crescimento de 4% para o PIB neste ano, abaixo do número anualizado
a partir dos dados do primeiro trimestre (5,7%). "Para a economia
chegar aos 4%, a indústria tem de crescer pelo menos 6%",
afirma Francini. Mas, na comparação com o mesmo período
do ano passado, o PIB industrial cresceu 5%.
Motivos para comemorar
Para a Associação Brasileira
da Indústria de Infra-estruturua e Indústrias de Base
(Abdib), os números devem ser comemorados. No entanto, a entidade
ressalta a necessidade de correção de problemas no ambiente
interno de negócios, que têm limitado o crescimento da
economia.
A Abdib afirma que juros altos e inconsistência
dos marcos regulatórios da infra-estrutura são as principais
distorções que impedem uma expansão maior do PIB.
O setor de infra-estrutura, de acordo com a Abdib, precisa de US$ 26,8
bilhões de investimentos ao ano para dar competitividade à
economia brasileira. "No entanto, nossos números indicam
que temos conseguido aplicar, entre recursos públicos e privados,
pouco mais de metade disso", explica o vice-presidente da entidade,
Ralph Lima Terra.
A Confederação Nacional
da Indústria (CNI) também comemorou o crescimento do PIB.
"São dados auspiciosos porque, em termos anualizados, o
crescimento do trimestre resulta em quase 6%, mas confio que o País
cresça 4% este ano", disse por meio de nota à imprensa
o presidente da entidade, Armando Monteiro Neto, que destacou o aumento
de 1,7% na produção da indústria.
Apesar de celebrar o resultado, Monteiro
fez ressalva ao fato de que o País ainda cresce em ritmo mais
fraco que outros países emergentes, como a Índia e a China.
Segundo ele, o problema por trás disso seriam a elevada carga
tributária e o aumento nos gastos públicos, entre outros
problemas estruturais.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 01 de junho de 2006 | Economia
Venda de imóveis usados cresce
6,38% em SP
Foram vendidos em abril 245 imóveis,
a maioria apartamentos (58,37% do total). As casas ficaram com os 41,63%
restantes
Beth Moreira
SÃO PAULO - O índice de
venda de casas e apartamentos usados na capital paulista cresceu 6,38%
em abril, para 0,5269, ante 0,4932 de março, segundo pesquisa
feita com imobiliárias e corretores de imóveis credenciados
pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de
São Paulo (Creci-SP). Foram vendidos em abril 245 imóveis,
a maioria apartamentos (58,37% do total). As casas ficaram com os 41,63%
restantes.
A pesquisa, feita com 465 imobiliárias
da capital, constatou 11 ocorrências de altas de preços
e 5 de baixa na comparação de abril com março no
mercado de apartamentos. O valor que mais subiu - 12,7% - foi o dos
imóveis de padrão médio, construídos há
mais de 15 anos e localizados na Zona A, onde estão bairros como
Alto da Boa Vista e Higienópolis. O preço médio
do metro quadrado desse tipo de imóvel passou de R$ 1.266,83
em março para R$ 1.427,72 em abril.
O preço que mais baixou foi o
dos apartamentos de padrão Standard, também construídos
há mais de 15 anos e situados na Zona E, que reúne bairros
mais periféricos como Cangaíba e Capão Redondo.
O preço médio do metro quadrado desse tipo de imóveis
caiu 6,75% - de R$ 500,75 em março para R$ 466,97 em abril.
No segmento de casas, a pesquisa constatou
dez ocorrências de alta de preços médios e oito
de redução em abril, comparativamente a março.
O preço que teve maior alta foi o das casas de padrão
médio situadas na Zona A - o valor médio evoluiu 11,12%,
de R$ 1.256,93 em março para R$ 1.396,67 em abril. A queda de
preços mais significativa foi constatada na Zona E, onde o imóvel
de padrão Standard construído há mais de 15 anos
foi vendido em média a R$ 460,33 o metro quadrado em abril, ou
7,84% menos do que os R$ 499,50 de março.
Consórcio
A pesquisa destaca ainda que as casas
e apartamentos usados vendidos na capital paulista por meio de consórcios
imobiliários somaram 1,63% do total de imóveis vendidos
em abril. Em março o porcentual foi de 1,84% e em fevereiro de
1,33%.
Em nota, o presidente do Creci-SP, José
Augusto Viana Neto, destaca que a participação dos consórcios
na venda de imóveis nos últimos três meses indica
uma possível mudança de tendência no segmento dos
consórcios imobiliários.
O executivo explica que sustentar
três meses seguidos de vendas que representaram em média
1,5% do total de imóveis usados comercializados na capital pode
parecer pouco, mas é um percentual significativo para uma modalidade
de financiamento que praticamente não rompeu a barreira de 0,5%
nos últimos 16 meses.
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JORNA DA PARAÍBA,
01 de junho de 2006 | Geral
Paraíba registra saldo positivo
no número de empregos formais
Após os três primeiros meses
deste ano acumulando saldo negativo, a variação de empregos
formais na Paraíba voltou a ser positiva. Dados do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese-PB) revelam que em abril o saldo foi de 777 postos de trabalho.
Foram admitidos 5.273 trabalhadores contra 4.460 desligamentos, correspondendo
a uma variação positiva de 0,36% em relação
a abril de 2005. Os números elaborados pelo Dieese foram baseados
no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério
do Trabalho.
Os três setores que mais contribuíram
para o saldo positivo em abril foram a construção civil,
com 371 postos de trabalho, comércio (203) e a indústria
de transformação (107). Já os setores que mantiveram
o saldo negativo foram o serviço da indústria de utilidade
pública (-19) e agropecuária (-11). Contudo, apesar do
saldo positivo de 777 empregos em abril, no primeiro quadrimestre de
2006 (janeiro a abril), a Paraíba apresentou uma variação
negativa de 6.039 postos de trabalho. As maiores retrações
do emprego foram nos setores de agropecuária (-5.654) e indústria
(-2.159).
Segundo o supervisor do Dieese, Melquisedec
Moreira, o saldo positivo de abril mostra a tendência de recuperação
das admissões até o fim do ano. “Em janeiro, a Paraíba
teve uma forte retração, perdendo 5.478 postos, em fevereiro
sofreu outra baixa de 1.246 empregos e completou o trimestre em março
com mais um saldo negativo de 92 postos”, informou. Melquisedec
afirmou ainda que como o número de desligamento em janeiro foi
alto, o saldo negativo deste ano só deve ser zerado em setembro.
“O volume maior de admissões começa a crescer em
maio no setor industrial devido às encomendas de fim de ano,
além disso, devido às datas das mães (maio), namorados,
Copa do Mundo e São João (junho) e as férias de
julho aquecem os setores do comércio e serviço”,
estima.
Já o acumulado dos últimos
doze meses no Estado, os dados do Caged registraram uma variação
de 6,02%. Foram admitidos 80.592 e desligados 68.123, com o saldo positivo
de 12.469 empregos. A indústria liderou o saldo positivo com
4.613 novos postos no período, seguida pelo comércio com
3.535 vagas. Em terceiro, ficou o setor de serviços com 2.385
postos de trabalho. A administração pública (885)
e construção civil (546 vagas) completam a lista.
Segundo o Caged, o número de empregos
formais criados em abril no País totalizou 229,8 mil novos postos.
No entanto, o saldo ficou atrás de abril de 2005, quando foram
gerados 266.095 empregos formais no País. Com isso, a expansão
do emprego em abril deste ano foi 13,64% menor que a de abril do ano
passado. Contudo, no primeiro quadrimestre de 2006, foram gerados 569.506
novos empregos, o melhor resultado da série história do
Caged para o período. No Brasil, segundo o Ministério
do Trabalho, houve uma elevação do emprego em todos os
setores de atividade, com destaque para a indústria de transformação
e o setor de serviços. No setor industrial, foram gerados 78.481
novos empregos, o segundo melhor desempenho para meses de abril.
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PÁGINA 20 / RIO BRANCO
(AC), 01 de junho de 2006 | Opinião
Sibá Machado *
As inovações da reforma
sindical
Nosso país foi construído,
durante séculos, pelo trabalho escravo, depois por trabalhadores
que tiveram, de modo geral, um precário reconhecimento do valor
de seu trabalho e de si próprios como cidadãos. A abolição
da escravidão veio marcar a mais profunda mudança nas
relações de trabalho já ocorrida no país.
A partir desse momento, a luta dos trabalhadores por seus direitos vai
assumir novas e diversificadas formas, entre as quais logo se destacará
a organização em sindicatos. Com o incremento da industrialização
nas principais cidades os sindicatos passam a mostrar a sua voz ativa
nas relações entre capital e trabalho e na história
do País.
Tenho a honra de pertencer a um partido
que surgiu dessa luta dos trabalhadores brasileiros, numa época
sombria da nossa história que foram os anos de chumbo da ditadura
militar, em que nosso direito de organização não
era de fato reconhecido, em que a luta por nossos direitos e aspirações
era duramente reprimida. O PT entende que não há como
valorizar os trabalhadores sem garantir-lhes meios de livre organização
e de luta, enfim, de construir juntos o fortalecimento das entidades
representativas dos trabalhadores.
Minha vivência no movimento sindical
me autoriza a criticar algumas vigas que sustentam a atual estrutura
sindical, como a unicidade sindical que hoje, não tenho dúvida,
mostra-se um entrave para uma maior e mais livre organização
dos trabalhadores. Defendo que o pluralismo deve traduzir a diversidade
de opções dos trabalhadores, com critérios objetivos
para o registro da entidade sindical. Nesse sentido, grande é
a relevância da reforma sindical proposta pelo Governo Lula para
fazer face às novas condições sociais, econômicas
e institucionais do mundo do trabalho.
Há uma série de inovações
contidas na reforma sindical proposta pelo Governo e o Fórum
Nacional do Trabalho (FNT), resultantes de um intenso processo de debate
que envolveu organizações dos trabalhadores, dos empresários
e do Governo. Parte das propostas do FNT foi anunciada no dia 8 de maio
pelo presidente Lula, como a criação do Conselho Nacional
de Relações de Trabalho (CNRT), o reconhecimento legal
das centrais sindicais e a instituição de regras de funcionamento
das cooperativas de trabalho, estas duas através de medidas provisórias.
A legalização das centrais
sindicais estabeleceu que a representatividade é o elemento fundamental
para que venham a ser reconhecidas oficialmente. Para isso, são
exigidos: filiação de, no mínimo, cem sindicatos
distribuídos nas cinco regiões do país; ter, pelo
menos, em três regiões do país no mínimo
20 sindicatos em cada; além de ser necessário ter sindicatos
filiados em, pelo menos, cinco setores de atividade econômica.
Com essa medida, as centrais sindicais poderão, legitimadas por
lei, representar os trabalhadores nos fóruns oficiais Codefat
e o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS).
Já o Conselho Nacional de Relações
de Trabalho (CNRT), a partir da edição da medida provisória,
é a instância de diálogo entre representantes de
trabalhadores, empregadores e governo. O Conselho será a ponte
para que a negociação coletiva passe a ser um mecanismo
central na relação entre empresas e trabalhadores. Importante
também é o projeto de lei estabelecendo regras de funcionamento
das cooperativas de trabalho. O objetivo é não mais tolerar
os atravessadores de mão-de-obra travestida de cooperativas,
mais conhecidas por “coopegatos”,
Os objetivos maiores da reforma sindical
podem ser sintetizados na busca da liberdade e da autonomia sindical,
que venham a fortalecer as entidades e a organização dos
trabalhadores.
A revitalização das entidades
sindicais, com base na liberdade de organização, marcará
um dos mais importantes avanços rumo a uma sociedade democrática
que sonhamos; uma sociedade que demonstre, na prática, que valoriza
aqueles que constroem esse país com seu esforço.
Geógrafo, senador da República
e presidente regional do PT.
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ONSULTOR JURÍDICO,
01 de junho de 2006
Uma primavera
Ação de Indenização
em grupo prescreve em um ano
A Ação de Indenização
em grupo contra uma seguradora prescreve em um ano. Baseado nesse entendimento,
a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça
acolheu Embargos de Divergência contra decisão da 4ª
Turma do mesmo tribunal. Com isso, a Companhia de Seguros do Estado
de São Paulo não terá de pagar indenizações
por aposentadoria de funcionários beneficiários de contrato
de seguro em grupo, feito pela Eletronorte — Centrais Elétricas
do Norte do Brasil. A companhia de seguro se recusou a pagar aposentadorias
por invalidez, alegando se tratar de doença preexistente.
Ao acolher os embargos, a 2ª Seção
entendeu que a Ação de Indenização do segurado
em grupo contra a seguradora prescreve em um ano (nos termos do artigo
178, parágrafo 6º, II, do Código Civil e da súmula
101 do STJ) e não em 20 anos, como a 4ª Turma havia decidido
com base no artigo 177 do Código Civil. O contrato de seguro
de vida em grupo foi celebrado em 1991 e vigorou até 1994.
A alegação de prescrição
foi acolhida em primeira instância e ratificada pela 2ª Turma
Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. De acordo
com a decisão do TJ, a argumentação recursal não
procede pois, como estipulante do seguro facultativo em grupo, a Eletronorte
se qualificou como mandatária dos segurados.
"Com efeito, na condição
de empregadora, estipulou seguro em grupo em favor de seus empregados
e indenizou alguns deles por conta de invalidez permanente. Assim, é
sub-rogada nos direitos dos respectivos segurados. Portanto, é
sim terceiro interessado e sub-rogada nos direitos e obrigações
dos beneficiários, sujeitando-se aos prazos prescricional do
artigo 178, parágrafo 6º, II, do Código Civil, conforme
Súmula 101 do colendo Superior Tribunal de Justiça."
No entanto, a 4ª Turma do STJ entendeu
que a Eletronorte, como estipulante de contrato de seguro em grupo,
não estava obrigada a pagar o valor da indenização
ao operário segurado, não poderia ser compelida à
solução da dívida nem enquadrada como terceiro
com interesse jurídico a preservar. Com isso, a turma afastou
a prescrição e determinou o retorno do processo à
primeira instância.
A 4ª Turma entendeu que a Eletronorte,
ao pagar a indenização diante da injustificada recusa
da seguradora em cumprir com sua obrigação, tem o direto
de ser indenizada pelo que despendeu ao assumir a posição
de pagadora da dívida da ré. Por isso, concedeu o direito
de ser indenizada pelo inadimplemento, mas não como segurada
ou beneficiária, e sim como estipulante.
Por maioria, a 2ª Seção
do STJ deu provimento aos Embargos de Divergência ajuizados pela
Companhia de Seguros do Estado de São Paulo para confirmar que
a ação de indenização do segurado em grupo
contra a seguradora prescreve em um ano e para modificar decisão
da 4ª Turma.
Eresp 286.328
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
01/06/2006
TST: alternância de jornada caracteriza
turno ininterrupto
O turno ininterrupto de revezamento caracteriza-se
pela realização, de forma alternada, de atividades nos
períodos diurno e noturno, com frequência diária,
semanal, quinzenal ou mensal. Com esse esclarecimento da ministra Maria
Cristina Peduzzi, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
acolheu recurso de um operário paulista, garantindo-lhe o direito
ao pagamento como extraordinário do período trabalhado
além da sexta hora da jornada diária.
A decisão altera posição
adotada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(São Paulo), que considerou inexistentes as provas de trabalho
em turno ininterrupto na Voith S/A Máquinas e Equipamentos. “Este
é o fundamento jurídico para afastar a existência
do turno ininterrupto de revezamento: o empregado não tinha sua
jornada modificada semanalmente, pois trabalhava 2, 3 ou 4 semanas das
07:00 às 17:00h, para então passar 1 ou 2 semanas trabalhando
das 17:00 às 02:44 h”, firmou o TRT/SP.
“O turno ininterrupto de revezamento
ocorre quando o empregado ativa-se em uma semana de manhã, outra
a tarde e a seguinte à noite, causando desgaste biológico,
privando o trabalhador do contato familiar, de hábitos alimentares
e do regular repouso noturno”, acrescentou a decisão regional.
Com base nos horários a que o
trabalhador foi submetido, a ministra Cristina Peduzzi constatou a alternância
suficiente de horários para a caracterização do
turno ininterrupto de revezamento. A interpretação regional
foi afastada com argumento desenvolvido em processo semelhante e relatado
pelo ministro Carlos Alberto Reis de Paula quando foi dito que “não
descaracteriza a hipótese de trabalho em turnos ininterruptos
de revezamento o fato de as alternâncias envolverem apenas duas
turmas em alternâncias quinzenais”.
A relatora também esclareceu que
o texto constitucional (artigo 7º, inciso XIV) prevê jornada
especial de trabalho de seis horas para os empregados submetidos ao
regime de turnos ininterruptos de revezamento. “A garantia constitucional
da jornada reduzida tem por objetivo proteger o trabalhador que tem
comprometido seu relógio biológico, compensando desgaste
na vida familiar e na convivência social”.
Uma vez reconhecida a ocorrência
do turno ininterrupto, Cristina Peduzzi decidiu pela aplicação,
no caso concreto, do previsto na Orientação Jurisprudencial
nº 275 da Seção Especializada em Dissídios
Individuais – 1 do TST. “Inexistindo instrumento coletivo
fixando jornada diversa, o empregado horista submetido a turno ininterrupto
de revezamento faz jus ao pagamento das horas extraordinárias
laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional”,
estabelece a OJ.
Na mesma decisão, foi negado
o pedido de pagamento do período gasto de deslocamento entre
o trabalho e a residência do trabalhador. Verificou-se que, apesar
do local da prestação de serviços situar-se em
bairro distante da capital paulista, havia sistema de transporte regular
no local a qualquer hora do dia. (RR 720755/2001.4)
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01/06/2006
Bunge Fertilizantes pagará por redução
de horário de almoço
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho (TST) reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (São Paulo) e determinou que seja acrescida
à condenação imposta à Bunge Fertilizantes
S.A o pagamento de 30 minutos diários, pelo intervalo de refeição
reduzido de ex-empregado.
O relator do recurso no TST, ministro
José Simpliciano Fernandes, afirmou que “esta Corte firmou
o entendimento no sentido de ser inadmissível a redução
do intervalo para refeição, ainda que por meio de previsão
coletiva”, de acordo com a Orientação Jurisprudencial
(OJ) nº 342, da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do TST.
O TRT/SP reconheceu a validade da redução
do intervalo por considerar que o acordo coletivo firmado entre a empresa
e o empregado, neste sentido, têm força de lei. A decisão
do TST reformou a tese do regional no sentido de que houve violação
do parágrafo 3º do artigo 71 da CLT, o qual determina que
o limite mínimo para repouso ou refeição é
de uma hora.
A OJ 342 afirma que é inválida
cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho
que reconheça a redução do intervalo intrajornada.
Segundo a orientação da SDI-1, o intervalo constitui medida
de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por
norma de ordem pública (artigo 71 da CLT e art. 7º, XXII,
da CF/1988), não podendo ser objeto de negociação
coletiva.
(RR-37758/2002-900-02-00.6)

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