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Folha de São Paulo, 02 de junho de 2006
Produção da indústria
avança em ritmo menor, mas desaceleração não
preocupa
DA REPORTAGEM LOCAL
Após cinco meses consecutivos de alta na produção
industrial, a velocidade de crescimento do setor arrefeceu. Em abril,
o INA (Indicador de Nível de Atividade) sofreu queda de 1,4%
(com ajuste sazonal) em relação ao mês anterior.
Ao não levar em conta os efeitos da sazonalidade, a retração
vai para 4,8%, informaram ontem a Fiesp (Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo) e o Ciesp (Centro das
Indústrias do Estado de São Paulo). De janeiro a abril,
a indústria cresceu 7,6% -até março, a expansão
era maior, de 8,6%. Na quarta-feira, o IBGE anunciou o aumento de 1,4%
no PIB do primeiro trimestre do ano.
A queda em abril não reverte as
expectativas positivas do setor, assim como não se traduz numa
interrupção do crescimento da atividade produtiva em 2006,
dizem as entidades. No ano passado, o INA registrou alta de 1,8% -a
expectativa inicial era até 4%. "A indústria segue
em recuperação, embora os dados de abril mostrem desaquecimento
no ritmo de expansão", disse Antonio Corrêa de Lacerda,
diretor-adjunto de pesquisas econômicas do Ciesp. Segundo os órgãos
empresariais, a desaceleração verificada pela pesquisa
em abril é reflexo de uma série de fatores negativos do
cenário macroeconômico.
A direção da Fiesp cita
pontos como o real valorizado, a taxa de juros em patamar elevado e
a grande competitividade da China nos mercados externos. Mas esses fatores
afetam a economia há meses, inclusive em momentos em que o INA
cresceu -o dólar, por exemplo, perde valor desde 2004, e nos
primeiros três meses deste ano o indicador foi positivo. Portanto,
segundo economistas ouvidos pela Folha, a falta de fôlego do mês
pode ser explicada por fatores pontuais, que podem, porém, se
repetir -como a desaceleração do setor de bens de capital
(máquinas e equipamentos) e de veículos automotores.
O menor número de dias úteis
em abril em relação a março (18 contra 23) também
pesa nessa análise. A perspectiva para o ano, no entanto, segue
favorável. "O quadro permanece positivo, apenas com a luz
amarela acesa", acrescenta Lacerda.
Mesma tendência
Para Paulo Francini, diretor de pesquisas
econômicas da Fiesp, o dado de abril "não revela uma
alteração de tendência, porque os pontos positivos
se mantêm". Entre esses fatores, Francini cita o aumento
do salário mínimo, a recuperação da renda
e os maiores investimentos em ano eleitoral.
No levantamento apresentado ontem pelas
entidades empresariais, o nível de utilização da
capacidade instalada das fábricas em São Paulo fechou
abril em 79,8%. Significa dizer que, de cada 100 máquinas, quase
80 eram usadas -número bem próximo do de abril de 2005
(79,7%), mas inferior ao de março de 2006 (81,8%). Na quarta-feira,
o IBGE informou que, até março -não inclui, portanto,
o período analisado pela Fiesp/Ciesp- a indústria cresceu
3% sobre o ano passado. (AM)
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JORNAL DA PARAÍBA,
02 de junho de 2006 | Geral
João Pessoa: Financiamento de imóveis
chega a R$ 2 mi
O volume de recursos em cartas de crédito
dobrou nos últimos dois dias no Feirão de Imóveis
de João Pessoa. O evento, promovido pela Caixa Econômica
Federal em parceria com o Sebrae, havia emitido quase um milhão
em financiamento até segunda-feira e chegou ontem à casa
dos R$ 2 milhões. O feirão - que está acontecendo
no Mag Shopping e reúne no mesmo espaço construtoras,
imobiliárias, corretores e um estande da Caixa - se estende até
o próximo domingo. A expectativa dos organizadores é que
a concretização de negócios se intensifique ainda
mais no final de semana.
Segundo o corretor de imóveis
Marlúcio Rabelo, além de financiamento de até R$
50 mil, a maior procura nos estandes das imobiliárias e construtoras
são de imóveis nos bairros localizados na zona sul da
capital (Bancários, Mangabeira, Geisel e Valentina). “No
setor da construção civil, o interesse da zona sul vem
crescendo tão rápido que não estamos acompanhando
o ritmo da procura”, revelou.
O corretor disse ainda que devido à
procura e facilidade de financiamento por meio da Caixa, as construtoras
e imobiliárias deverão voltar a investir nos imóveis
nas classes de baixa e de média renda. “Além de
aquecer o mercado imobiliário, o feirão serve de tendência
para o setor da construção civil com relação
ao volume da demanda”, informou.
Já o empresário da Imobiliária
Araújo, Carlos Aguiar, destacou a diversidade de imóveis
e a agilidade de concretização do financiamento. “No
feirão, além da maioria dos imóveis estar com redução
de preços entre 5% a 20% em relação a outro período
do ano, é uma boa oportunidade de ter num só lugar a lista
dos imóveis das maiores construtoras e imobiliárias da
cidade, do outro, o banco que garanta o financiamento para a casa própria”,
avaliou. Segundo Aguiar, um imóvel que, em média, tem
uma duração de 30 dias para ser concretizado, no Feirão
cai para apenas três dias. “O período do evento também
é interessante, pois o setor da construção civil
é pouco aquecido em junho”, revelou.
Assalariado também ganha crédito
Segundo a assessoria da Caixa Econômica,
trabalhadores com renda a partir de R$ 350,01 podem financiar imóveis,
como também tomar empréstimo para financiar a reforma
da casa própria. Outras rendas da família podem entrar
como complementares para aumentar o valor de financiamento. A Superintendência
Regional da Caixa da Paraíba tem disponível para financiamento
da casa própria cerca de R$ 77 milhões.
Durante a realização do
feirão, funcionários da Caixa, corretores, imobiliárias
e construtoras estão auxiliando os visitantes com informações
referentes aos imóveis disponíveis. Visitas in loco estão
sendo feitas por corretores com os clientes. A Caixa e as imobiliárias
vão com um simulador de financiamento e o visitante poderá
obter todas as informações sobre as etapas de compra,
opções de parcelamento do imóvel, análise
de crédito e escolha da casa própria. As taxas de juros
para esse tipo de operação são proporcionais e
calculadas de acordo com a renda familiar.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 02 de junho de 2006 | Economia
Custo da construção sobe
em SP para R$ 955,57
Em maio, a mão-de-obra ficou 4,74% mais
cara. Os preços dos materiais subiram, em média, 0,36%
Beth Moreira
SÃO PAULO - O Custo Unitário
Básico (CUB) da construção civil paulista aumentou
2,77% em maio, em comparação a abril, segundo dados divulgados
nesta quinta-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção
Civil no Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Em reais, o montante
por metro quadrado atingiu R$ 955,57.
Em maio, a mão-de-obra ficou 4,74%
mais cara, resultante do acordo trabalhista da categoria no município.
Os preços dos materiais de construção subiram,
em média, 0,36%.
Com esse resultado, o CUB acumulado no
ano está em 3,13% e, nos últimos 12 meses encerrados em
maio, em 3,75%.
Insumos
Dos 70 insumos da construção
cujos preços são pesquisados mensalmente pelo SindusCon-SP,
32 apresentaram em maio variação superior à da
inflação medida pelo Índice Geral de Preços
do Mercado (IGP-M), que foi de 0,38% no mês passado. Entre os
produtos que mais subiram estão a caixa de passagem com tampa
PVC, com 9,71%; tubo de ferro fundido, com 7,03%; placa de gesso para
forro, com 5,53%; e cimento CPE-32, com 5,06%.
O CUB reflete a variação
mensal dos custos do setor e é utilizado como referência
nos reajustes dos contratos da construção civil.
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GAZETA BRAZILIAN NEWS, 02
de junho de 2006
EUA: Setor de construção
civil registra baixa no mês de abril
Segundo pesquisa divulgada, nesta quinta-feira
(1), pelo Departamento de Comércio, as atividades no setor de
construção civil nos Estados Unidos registraram queda
de 0,1% no último mês de abril.
Esse retrocesso foi o primeiro desde
junho do ano passado, causada principalmente pela queda de 1,1% na categoria
de imóveis residenciais.
A queda na construção de
casas, por sua vez, foi a maior desde janeiro de 2004.
Os resultados foram vistos pelos especialistas
como mais um sinal de que o mercado imobiliário norte-americano
está desaquecendo, e reflete também o efeito do ciclo
de altas nos juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
A Associação Nacional dos
Corretores de Imóveis dos EUA informou hoje também que
a quantidade de vendas pendentes de casas (nas quais os contratos de
venda dos imóveis foram assinados mas o negócio ainda
não foi fechado) caiu 3,7% em relação a março.
O economista-chefe da associação,
David Lereah, disse que as vendas de casas, que vinham batendo recordes
nos últimos cinco anos, estão caindo em relação
às altas históricas que já atingiram, mas devem
se estabilizar em um ritmo ainda assim sólido neste ano.
Tanto em março como em fevereiro,
a atividade no setor de construção havia atingido 0,9%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 02
de junho de 2006 | Economia
BALANÇA COMERCIAL
Importações aumentam
22% em 2006
Brasília – A queda do dólar, combinada com um crescimento
mais intenso da economia brasileira, provocou um aumento de 22% nas
importações feitas pelo país entre janeiro e maio
deste ano. Nesse período, as compras de produtos estrangeiros
somaram US$ 34,002 bilhões, contra US$ 27,850 bilhões
registrados nos primeiros cinco meses do ano passado.
“O Brasil está crescendo,
as importações estão muito baixas em relação
ao que se poderia estar importando, e a taxa de câmbio está
muito atrativa”, disse o secretário de Comércio
Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Armando Meziat.
Embora tenha uma participação pequena no total de importações,
as encomendas de bens de consumo são as que mais crescem: também
entre janeiro e maio, elas atingiram US$ 975 milhões, crescimento
de 42,9%. Só no mês passado, a compra de automóveis,
por exemplo, totalizou US$ 141 milhões, 169% a mais do que o
valor apurado em maio de 2005.
Para Meziat, porém, a maior procura
por bens de consumo importados tem pouca relevância devido ao
pequeno peso sobre o total de importações – US$
7,247 bilhões em maio.
O secretário afirmou ainda que
o aumento das encomendas de mercadorias estrangeiras é positivo
pois indica que as empresas instaladas no país estão comprando
máquinas e equipamentos para modernizar sua produção.
“As importações estão crescendo como esperávamos
e desejávamos.”
Mesmo assim, Meziat disse que,
caso julgue necessário, o governo poderá adotar medidas
para frear o aumento das importações. “Se isso for
um problema, existem mecanismos para neutralizar esse problema”,
afirmou, citando a possibilidade de aumento nas tarifas de importação
de mercadorias que possam estar prejudicando produtores nacionais.
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Nova Central, 02 de junho
de 2006
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 293
Nova Central apresenta Proposta de Emenda
à Medida Provisória nº 293/06, que reconhece as centrais
sindicais.
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 293
PROPOSTA DE EMENDA À MEDIDA PROVISÓRIA
Nº 293, DE 08 DE MAIO DE 2006
Altera o texto da Medida Provisória
nº 293, de 08 de maio de 2006
Art. 1º- Ficam acrescidos à
Medida Provisória nº 293, de 08 de maio de 2006 os seguintes
artigos 4º - A e 4º - B:
Art. 4º - A- Fica acrescido ao Art.
588 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo
Decreto-Lei nº 452, de 1º de maio de 1943, o seguinte §
3º:
Art. 588.............................
“ § 3º - A entidade sindical
com a certidão de registro sindical deverá indicar ao
Ministério do Trabalho e Emprego a central sindical a que estiver
filiada, como beneficiária da respectiva contribuição
sindical, para fins de destinação dos créditos
previstos no art. 589”. (NR)
Art. 4º- B- O art. 589 da Consolidação
das Leis do trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º
de maio de 1943, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 589 - Da importância
da arrecadação da contribuição sindical
serão feitos os seguintes créditos pela Caixa Econômica
Federal, na forma das instituições que forem expedidas
pelo Ministério do Trabalho:
I - cinco por cento para a confederação
correspondente
II- quinze por cento para a federação
III- sessenta por cento para o sindicato correspondente
IV- dez por cento para a central sindical
V – dez por cento para a “Conta Especial Emprego e Salário”
“§ 1º- Não havendo
entidade de grau superior, os percentuais previstos nos incisos do art.
589 serão destinados à “Conta Especial Emprego e
Salário””
“§ 2º - A central sindical
a que se refere o inciso IV deste artigo deverá atender aos requisitos
previstos em lei”.
MP 293- 1
Texto Integral da Medida Provisória apresentada
pelo governo
MEDIDA PROVISÓRIA N° 293,
DE 8 DE MAIO DE 2006
Dispõe sobre o reconhecimento das centrais sindicais para os
fins que especifica.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte
Medida Provisória, com força de lei.
Art. 1° A central sindical, entidade
de representação geral dos trabalhadores, constituída
em âmbito nacional, terá as seguintes atribuições
e prerrogativas:
I - exercer a representação
dos trabalhadores, por meio das organizações sindicais
a ela filiadas; e
II - participar de negociações
em fóruns, colegiados de órgãos públicos
e demais espaços de diálogo social que possuam composição
tripartite, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse
geral dos trabalhadores.
Parágrafo único. Considera-se
central sindical, para os efeitos do disposto nesta Medida Provisória,
a entidade associativa de direito privado composta por organizações
sindicais de trabalhadores.
Art. 2° Para o exercício das
atribuições e prerrogativas a que se refere o inciso II
do art. 1°, a central sindical deverá cumprir os seguintes
requisitos:
I - filiação de, no mínimo,
cem sindicatos distribuídos nas cinco regiões do País;
II - filiação em pelo menos três regiões
do País de, no mínimo, vinte sindicatos em cada uma;
III - filiação de sindicatos em, no mínimo, cinco
setores de atividade econômica; e
IV - filiação de trabalhadores aos sindicatos integrantes
de sua estrutura organizativa de, no mínimo, dez por cento do
total de empregados sindicalizados em âmbito nacional.
Parágrafo único. As centrais
sindicais que atenderem apenas aos requisitos dos incisos I, II e III
poderão somar os índices de sindicalização
dos sindicatos a elas filiados, de modo a cumprir o requisito do inciso
IV.
Art. 3° A indicação
pela central sindical de representantes nos fóruns tripartites,
conselhos e colegiados de órgãos públicos a que
se refere o inciso II do art. 1o será em número proporcional
ao índice de representatividade previsto no inciso IV do art.
2o, salvo acordo entre centrais sindicais.
Art. 4° A aferição
dos requisitos de representatividade de que trata o art. 2° será
realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
§ 1° O Ministro de Estado do
Trabalho e Emprego, mediante consulta às centrais sindicais,
poderá baixar instruções para disciplinar os procedimentos
necessários à aferição dos requisitos de
representatividade, bem como para alterá-los com base na análise
dos índices de sindicalização dos sindicatos filiados
às centrais sindicais.
§ 2° Ato do Ministro de Estado
do Trabalho e Emprego divulgará, anualmente, relação
das centrais sindicais que atendem aos requisitos de que trata o art.
2o, indicando seus índices de representatividade.
Art. 5° Esta Medida Provisória
entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 8 de maio de 2006; 185° da Independência
e 118° da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Marinho
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Folha
de São Paulo, 02 de junho de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula desafia oposição a pôr
na TV "torturas" das CPIs
Presidente disse que crise não o abalou,
mas admitiu ter chorado algumas vezes | Lula disse não temer uso
de acusações contra o governo na campanha eleitoral e que
não responderá "grosserias" feitas por Alckmin
na TV
LUIZ FRANCISCO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM MANAUS
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva desafiou ontem a oposição a utilizar na TV, na
campanha eleitoral, todas as denúncias de corrupção
contra seu governo e integrantes do PT, alvos de investigação
nas CPIs do Congresso. "Quero que eles coloquem CPI na televisão
todo dia, toda hora. Quero que eles coloquem as torturas que fizeram
com muita gente lá. Quero que o povo veja. Está chegando
o momento de o povo fazer aferição do que aconteceu no
Brasil", disse, na manhã de ontem, em Manaus, sem citar
o mensalão.
A lista dos "torturados" aparentemente
inclui os ex-dirigentes petistas José Genoino, Delúbio
Soares e Silvio Pereira, denunciados pelo procurador-geral da República,
Antonio Fernando de Souza, sob a acusação de liderar uma
"organização criminosa". Entre os 40 denunciados
encontram-se ainda os ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken.
Ontem, Lula afirmou que em nenhum momento se abalou com a crise, mas
admitiu ter chorado algumas vezes: "Em nenhum momento vocês
me viram abalado. Mas sou um chorão de nascença. Chorei
no TSE quando fui diplomado, chorei na avenida Paulista, chorei na campanha,
chorei até em novela".
Depois, seguiu para Coari (363 km de
Manaus), onde participou de cerimônia da primeira solda do gasoduto
Urucu-Coari-Manaus, da Petrobras. Ele se recusou a responder às
críticas de Geraldo Alckmin no programa de TV do PSDB, quando
o tucano disse que não iria governar com corrupção
no gabinete ao lado. "Não posso responder. Nem fica elegante
ele [Alckmin] ser grosseiro. Ele não tem jeito para ser grosseiro,
não combina com ele. Agora, se as pessoas quiserem ser grosseiras,
que sejam, eu vou continuar do jeito que sou", disse. Indagado
se reagiria de forma diferente na campanha, o presidente negou. "Não
vou [responder] nem durante a campanha. Durante a campanha eu quero
que eles falem o que bem entenderem." Já Alckmin voltou
a criticar o presidente.
Comparação
Lula acrescentou: "A hora em que
decidir ser candidato, nós vamos colocar o que fizemos neste
país e vamos comparar com eles. Eles ficaram oito anos no governo,
vamos colocar quatro contra oito. Vamos medir a educação,
a saúde, o transporte, a estrada, a ferrovia, as linhas de transmissões,
a energia. Vamos deixar o povo livremente julgar", disse. Mais
tarde, ao discursar em Manaus, afirmou: "Perdi três eleições
para chegar à Presidência. Não reclamei em nenhuma
delas. Fazia parte do jogo democrático. A única coisa
que peço é que meus adversários sejam tão
democráticos quanto eu e aprendam a perder, aprendam a ser derrotados".
Lula confirmou que sua prioridade política
é acertar uma aliança formal com o PMDB, mas negou que
já tenha oferecido o lugar de vice na reunião que teve
com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP). "Não
entramos em detalhes porque não é acordo entre trabalhador
e empregador. Você não pode dizer o que quer toda hora
porque, cada vez que você abrir a boca, aquilo passa a ser um
patamar. É preciso ter cuidado para saber o momento de dizer
o tamanho do acordo." Para Lula, as divergências entre os
partidos serão superadas. O presidente não descartou a
possibilidade de manter José Alencar (PRB) como o seu vice.
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Folha
de São Paulo, 02 de junho de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
PMDB não terá candidato, admite
Temer
Presidente do partido também descarta hipótese
de apoiar formalmente Lula ou Alckmin, por causa da regra da verticalização
| Deputado diz que desejo da maioria das lideranças, de não
criar impedimento às alianças com PT, PSDB e PFL nos Estados,
será respeitado
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Até então um dos principais
defensores da candidatura própria do PMDB à Presidência,
o presidente do partido, deputado federal Michel Temer (SP), sepultou
ontem essa possibilidade e também a de eventual aliança
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com o tucano Geraldo
Alckmin. "Depois de conversar com lideranças do partido
nos últimos dias, acho extremamente difícil agora manter
a candidatura própria. Não dá mais. O que temos
de fazer agora é prestigiar os nossos candidatos a governador,
a senador e a deputado federal", disse Temer.
Temer fez um esforço para tentar
ressuscitar a candidatura própria na última semana. No
entanto, disse que "a maioria do partido não deseja"
concorrer ao Planalto ou apoiar Alckmin ou Lula, que ofereceu anteontem
numa reunião com o ex-governador de São Paulo Orestes
Quércia no Palácio do Planalto a vice na sua chapa à
reeleição ao PMDB.
Verticalização
O maior obstáculo para fechar
a aliança com Lula é a verticalização, regra
adotada nas eleições passadas e mantida para esta, apesar
de uma emenda constitucional tê-la derrubado. A verticalização
impede que partidos adversários na eleição à
Presidência se aliem nos Estados. Se apoiar Lula, o PMDB não
poderá se aliar ao PSDB em nenhum Estado. Nem ao PFL, que comporá
a chapa à Presidência com o tucano. Lula pretende se reunir
com Temer nos próximos dias para repetir a oferta de vice ao
PMDB. Deverá ser um encontro para tentar selar um acordo futuro.
A ala governista do partido já disse ao presidente que não
será possível aliança oficial.
O gesto de Lula, porém, servirá
para sinalizar ao PMDB que deseja formar um governo de coalizão
com a sigla, se reeleito, e para tentar ocupar mais espaço do
que Alckmin nas negociações com peemedebistas sobre alianças
estaduais. A tentativa de nove seções do PMDB de antecipar
a convenção do partido tende a fracassar. Ontem, a Justiça
negou ação do ex-governador Anthony Garotinho (RJ), pré-candidato
a vice-presidente na chapa do senador Pedro Simon (RS), contra a decisão
da Executiva do partido que adiou a convenção do dia 11
para o dia 29 deste mês. Mais: os contrários à candidatura
própria deverão convocar uma reunião da Executiva
do partido para a próxima semana a fim de cancelar até
a convenção do dia 29. Ou seja, restaria aos defensores
da candidatura própria recorrer a uma guerra jurídica
com chance incerta de sucesso.
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Folha de São Paulo,
02 de junho de 2006
Ibope indica que Lula venceria no primeiro
turno com 48% contra 19% de Alckmin
DA REDAÇÃO
A Rede Globo divulgou ontem nova pesquisa
Ibope sobre a sucessão presidencial, que mostra o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções
de voto contra 19% do pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no
cenário eleitoral mais provável - sem a participação
de PMDB e PPS.
Nessa situação, Lula venceria
as eleições no primeiro turno com 63% dos votos válidos
(excluídos os brancos e nulos), contra 25% de Alckmin. O Ibope
simulou um eventual segundo turno entre Lula e Alckmin. Nesse caso,
o petista venceria o tucano por 53% contra 31%. O Ibope não quis
fazer comparações com levantamentos anteriores, que apresentavam
outros candidatos. A última pesquisa do instituto, realizada
entre os dias 8 e 11 de março, mostrava Lula com 43% e Alckmin
com 19% no cenário com Anthony Garotinho (PMDB), e Lula com 46%
e Alckmin com 22% no cenário com Germano Rigotto (PMDB). Na época,
o petista venceria Alckmin no segundo turno por 49% a 31% -ou seja,
com quatro pontos a menos que na pesquisa atual.
Lula consolidou sua vantagem sobre o
tucano precisamente num momento em que Alckmin tinha ampliado sua presença
no rádio e na televisão. O levantamento do Ibope -que
ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios- foi realizado os dias
28 e 31. Na segunda-feira, dia 29, Alckmin apareceu nos programas regionais
de TV do PSDB de todo o país, mas isso parece ter tido pouco
efeito no resultado da pesquisa. O Ibope também mediu a avaliação
do eleitorado sobre o desempenho do governo Lula. Na pesquisa realizada
em março, o presidente Lula tinha seu desempenho aprovado por
55% dos eleitores. Na pesquisa divulgada ontem, o percentual de aprovação
subiu para 58%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 02
de junho de 2006 | Política
CONTAS PÚBLICAS-Cerca de 200 políticos
podem ser barrados nas eleições
TC entrega hoje lista de gestores “inelegíveis”
O Tribunal de Contas entrega hoje à Justiça Eleitoral
uma lista com cerca de 200 nomes de gestores públicos que tiveram
as contas rejeitadas nos últimos cinco anos e, por isso, podem
ser considerados inelegíveis. São nomes principalmente
de ex-prefeitos e ex-presidentes de câmaras municipais que, se
quiserem concorrer nas eleições deste ano, podem encontrar
complicações. A lista do TC com o número final
sai somente hoje, mas os nomes serão mantidos em sigilo.
Além de políticos oficiais,
podem ser incluídos na lista presidentes de entidades da administração
indireta e de qualquer órgão que recebe verba pública.
São processos que já tiveram todos os prazos de recurso
cumpridos, ou seja, chegaram à instância final no Tribunal
de Contas. “Muitos ex-prefeitos e presidentes de Câmaras
entregam a gestão e não acompanham a análise das
contas. Com isso, perdem os prazos para recursos”, diz o presidente
do TC, Heinz Hervig.
Na Justiça Eleitoral, a lista é utilizada pelo Ministério
Público, após o pedido de registro de candidatura, que
vai checar, nome por nome, se há impedimento legal. Estar com
o nome na lista não é sinônimo de inelegibilidade,
apesar de ser conhecida com a “lista dos inelegíveis”.
O pré-candidato pode ter recorrido da decisão do TC no
Tribunal de Justiça e, dessa forma, não é enquadrado
na restrição da lei eleitoral.
Tanto a direção do TC como
do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relatam que, assim que a lista
é entregue, vira um “Deus nos acuda” de ex-agentes
públicos reclamando. “Eu não torno ninguém
inelegível, apenas encaminho a lista dos agentes públicos
que tiveram as contas desaprovadas. E os nomes só vão
quando não tem mais jeito de regularizar a situação
no TC, quando, para nós, não há mais o que fazer”,
diz Hervig. A assessoria de comunicação do TRE diz que
são várias as ligações de ex-prefeitos para
saber como retirar o nome da lista.
De acordo com o presidente da Associação
dos Municípios do Paraná (AMP), Luiz Sorvos, prefeito
do município de Nova Olímpia, é comum prefeitos
que entregam a gestão e não acompanham o julgamento das
contas da administração.
“Lamentavelmente temos uma história
de muitos prefeitos que não se importavam com as contas depois
que entregavam as prefeituras. Mas os prefeitos eleitos na última
votação, em 2004, estão mais conscientes dos problemas
que a administração pública ocasiona em suas vidas”,
diz Sorvos.
A Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo
Sorvos, está sendo um processo de aprendizado para os administradores.
Em vigor desde 2000, começou a responsabilizar prefeitos que
terminaram o mandato em 2004. “Somos gestores fruto da adaptação
da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tivemos que aprender muito. Agora,
o que nós queremos é respeitar os limites da lei, até
para não ter dificuldades pessoais no futuro”, afirma o
presidente da AMP.
Impugnação
Depois que os partidos entregam
a chapa que pretendem inscrever nas eleições à
Justiça Eleitoral, no início de julho, há cinco
dias para pedido de impugnação, tanto por parte do MP
quanto de qualquer cidadão. Somados os prazos de resposta e recurso,
os pedidos são julgados em até um mês.
Daniela Neves
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 02 de junho de 2006 | Economia
Desafio é garantir crescimento
de 4%, diz Paulo Bernardo
Para garantir o crescimento sustentado, defendeu
a redução das despesas governamentais e o aumento do investimento
público
Paula Puliti
SÃO PAULO - Depois do anúncio
do resultado do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro
trimestre, o maior em quase dois anos, o ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, disse que o grande desafio do Brasil é garantir um
processo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) médio
de 4% por dez anos. "Isso é fundamental para o País",
afirmou o ministro, na abertura do evento Destaque Empresas de 2005,
promovido pela Agência Estado na capital paulista.
De acordo com Bernardo, o País
reúne diversas condições para o crescimento sustentado,
como inflação controlada, juros em queda gradativa e redução
da relação dívida/PIB e, para garantir o crescimento
sustentado, defendeu a redução das despesas governamentais
e o aumento do investimento público. Para o ministro, as reformas
que permitem a redução das despesas correntes, como a
sindical, trabalhista, da Previdência e do Judiciário,
precisam estar obrigatoriamente na agenda do próximo ano.
Elogios ao BC
Ao ressaltar o controle da inflação,
o ministro afirmou que o processo vem sendo tão bem conduzido
que, pela primeira vez em décadas, a taxa de crescimento do PIB
será maior do que a inflação. Neste sentido, ele
qualificou como "extraordinário" o trabalho do Banco
Central. Para ele, o Brasil viveu um ano de forte crise política,
mas o desempenho da economia continuou muito positivo. "Temos de
render tributo ao Banco Central. Sua ação nos dá
tranqüilidade", afirmou.
Na avaliação do ministro,
que aposta na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva nas próximas eleições, o Brasil passará
neste ano por um processo eleitoral radicalizado. Mesmo assim, ao contrário
do que aconteceu em 2002, quando houve turbulência pré-eleitoral,
neste ano, a conduta do Banco Central manterá a área econômica
tranqüila. Segundo ele, já é possível se falar
em legado do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "O País
está muito melhor do que quando ele assumiu", salientou.
O ministro participou na manhã
de hoje do evento Destaque Empresas de 2005, promovido pela Agência
Estado na capital paulista.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
02 de junho de 2006 | Economia
Resto do Mundo corre enquanto Brasil caminha
DA REDAÇÃO
Enquanto o Brasil comemora crescimento de 1,4% no primeiro trimestre,
outros países emergentes têm números mais vultosos.
A economia da Índia cresceu a um ritmo robusto de 9,3% nos primeiros
três meses do ano, na comparação ao mesmo período
de 2005, com as chuvas adequadas contribuindo para alavancar o desempenho
do setor agrícola.
O crescimento do PIB superou as previsões
dos analistas, que convergiam para uma expansão de 7,6%, e também
se acelerou ante a expansão de 7,5% do trimestre anterior. A
economia da Malásia cresceu 5,3% no mesmo período de comparação.
O desempenho da economia malaia praticamente
se manteve no mesmo patamar do crescimento de 5,2% registrado no quarto
trimestre.
O Produto Doméstico Bruto
da Polônia cresceu a uma taxa anualizada de 5,2% no primeiro trimestre
de 2006, mostrando uma aceleração ante o ritmo revisado
em alta para 4,3% no quarto trimestre, de acordo com dados preliminares
do Escritório Central de Estatísticas.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
02 de junho de 2006 | Economia
Pequenas e médias têm pior
expectativa em exportação
BRASÍLIA - A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje um levantamento sobre
a expectativa das indústrias para as exportações
no segundo semestre deste ano.
A pesquisa de opinião, intitulada
Sondagem Especial sobre Comércio Exterior, mostra que as pequenas
e médias empresas esperam uma queda nas exportações.
Já as grandes empresas têm previsão ligeiramente
positiva, melhor do que o desempenho registrado em 2005.
Para medir a expectativa das indústrias
sobre exportação, a CNI utiliza uma escala de 0 a 100
pontos, na qual os valores abaixo de 50 são considerados negativos.
O índice geral da indústria
brasileira para julho e dezembro deste ano é negativo, com 47,6
pontos, um pouco maior do que o apurado para o segundo semestre do ano
passado, de 45,9 pontos (primeiro número negativo desde 1998).
A grandes empresas contribuíram
para o aumento com índices acima de 50 (51,5 pontos), refletindo
uma expectativa de exportação maior em relação
ao desempenho de 2005 (48,4 pontos). Já as pequenas e médias
empresas acreditam em queda nas exportações, como mostra
o indicador de 46,2 pontos para os próximos seis meses.
Os setores têxteis, de calçados,
madeireiros, químicos, de máquinas e equipamentos, produtos
de metal, minerais não-metálicos, máquinas e materiais
elétricos, de veículos automotores e móveis apresentam
indicadores negativos para o próximo semestre. A pior expectativa
é para o setor de calçados, com 30,9 pontos.
Já o setor de alimentos, vestuário,
couro, papel e celulose, farmacêuticos, de metalurgia básica
e material eletrônico apresentam indicadores positivos. O que
mais se destaca é o setor farmacêutico, com 68,1 pontos.
De acordo com o estudo, a exportação
vem caindo principalmente entre empresas que exportam pouco, com impacto
reduzido na balança comercial. As conseqüências seriam
o comprometimento do potencial exportador do país e o aumento
na concentração das vendas em um grupo pequeno de empresas.
Apesar da redução dos lucros,
o levantamento mostra que as empresas se esforçam para manter
os clientes no exterior por considerar este um mercado estratégico.
A pesquisa levou em conta a valorização do real, que ocorreu
2005.
Segundo a CNI, o efeito dessa valorização
ainda não aparece nos números do comércio exterior
brasileiro, no que diz respeito às exportações.
A sondagem especial foi realizada em conjunto com a industrial, entre
os dias 28 de março e 19 de abril.
Foram entrevistados 1.479 empresários,
sendo 1.264 de pequenas e médias empresas e outros 215 de empresas
de grande porte.
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JM ONLINE / MATO GROSSO,
02 de junho de 2006
MT registra evolução negativa
de empregos
Por Fernanda Bolzan
Dados divulgados na terça-feira,
30/05, pela Federação das Indústrias do Estado
de Minas Gerais (Fiemg) apontam crescimento do nível de emprego
de 2,29% em abril, quando comparado com o mês de março.
O resultado aponta expansão
de 1,09% livre das influências
sazonais. Entre os setores que lideraram
o ranking, destacam-se o de Química (23,86%), Produtos Alimentares(4,25%),
Calçados (2,56%), Vestuário e Artefatos de Tecidos (2,50%),
Mecânica (1,50%), Extrativa Mineral (0,93%) e Bebidas (0,90%).
Comparando os primeiros quatro meses
deste ano contra o mesmo período de 2005, o pessoal empregado
na indústria mineira expandiu 3,34% entre janeiro e abril de
2006.
Pelo aumento na variável, sobressaíram-se
a indústria Extrativa Mineral (22,75%), seguida dos setores de
Bebidas (18,51%), Química (14,32%), Produtos Alimentares (10,92%),
Material de Transportes (5,75%) e Minerais Não-Metálicos
(3,14%).
Em Uberaba, dados do Ministério
do Trabalho referentes ao período de janeiro a abril apontam
evolução negativa do emprego, com menos 15 postos de trabalho
no saldo quadrimestral. Porém, quando levado em conta apenas
o mês de abril, a cidade apresenta alta nas contratações
com carteira assinada.
Segundo o subdelegado regional do Ministério
do Trabalho, Ronaldo dos Reis Ferreira, a delegacia contabiliza aumento
da empregabilidade em Uberaba em abril, quando foram criadas quase
600 novas vagas. "Em janeiro ocorreu muita demissão, devido
ao término de contratos em dezembro, que faz com que o início
do ano sempre seja de retração", afirma.
Em Uberaba, o total de admissões
em abril chegou a 2.390, com saldo de 591 novas vagas. Desse número,
o setor de serviços foi o que mais contratou, totalizando no
mês 786 contratações (com 209 de saldo). Na outra
ponta, o serviço industrial contratou apenas 1 pessoa.
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CONSULTOR JURÍDICO,
02 de junho de 2006
O legal é injusto
Insegurança jurídica
reduz investimento e crescimento
por Lilian Matsuura
A taxa de crescimento do país está diretamente relacionada
à taxa de investimentos, que está diretamente relacionada
à taxa de segurança jurídica que o país
oferece. A tese, do economista Armando Castellar Pinheiro, do
Ipea, é também uma constatação: será
difícil para o Brasil alcançar maior ritmo de crescimento
sem um Poder Judiciário mais eficiente e mais confiável.
Castellar falou sobre o impacto da Justiça na economia
no seminário A Justiça e o seu papel no combate
à concorrência desleal, ocorrido na segunda-feira
(29/5), em São Paulo.
Para o economista, a segurança
jurídica é o resultado de relações
pessoais estáveis e de regras do jogo claras. No caso do
Brasil, apontou os principais geradores de insegurança
jurídica: a mudança de regras administrativas pela
via judiciária; produção legislativa de má
qualidade; os altos patamares de criminalidade e de tolerância
com desrespeito aos contratos e aos direitos de propriedade intelectual.
Além de decisões politizadas.
Números de uma pesquisa
feita pelo economista entre juizes, indicam um alto índice
de “politização do Judiciário”:
21% dos entrevistados consideram as decisões da Justiça
“frequentemente” baseadas em razões políticas
e 52% acham que “ocasionalmente” as decisões
têm influência política.
Ainda, segundo os dados da pesquisa,
79% dos juizes brasileiros acreditam que os interesses sociais
devem prevalecer sobre o respeito aos contratos. “Este índice
chega a ser superior ao dos religiosos que defendem a quebra de
contratos com uma justificação de fundo social”,
diz Castellar revelando que 78% dos religiosos entrevistados defenderam
esta posição. “A boa intenção
dos magistrados traz uma realidade ruim, com baixo crescimento
para o país”, conclui.
A pesquisa também apontou
que a cobrança judicial de uma dívida no Brasil
leva em média 546 dias e consome 15,5% do seu valor total.
Nos paises da OCDE, os de maior nível de desenvolviemtno,
o prazo para a cobrança judicial é de 232 dias e
o custo de 10,9%.
Para ele, a falta de regras claras
e a possibilidade de futura quebra de contrato fazem com que os
contratos fiquem mais caros, mais longos, com menos lacunas e
mais salvaguardas. Outra conseqüência automática
da falta de segurança jurídica é a fuga de
investimentos. Num quadro de incertezas, o investidor prefere
sempre aplicar em ativos de maior liquidez.
De seus estudos sobre os
efeitos da ineficiência do Judiciário nos negócios
e na produção, Castellar tirou algumas conclusões:
1. a morosidade do
Judiciário não aumenta a segurança jurídica,
muito pelo contrário;
2. a parte que tem razão é quem perde com a morosidade
da Justiça;
3. decisões judiciais com viés político espantam
investimentos, reduzem o crescimento e aumentam o desemprego;
4. o mercado discrimina quem o juiz pretende proteger com decisões
politizadas;
5. a atuação politizada do juiz não esta
sujeita à legitimação do cidadão,
já que o juiz não cumpre mandato e não está
sujeito a eleições.
Valor ético
O presidente da AMB — Associação
dos Magistrados Brasileiros, Rodrigo Collaço, rebateu os
pontos de vista de Armando Castellar. Segundo ele, as diferenças
das visões de mundo dos homens de negócio e dos
homens da Justiça tem a ver com o valor ético dentro
de cada profissão. “A atividade empresarial visa
o lucro e incluir no contrato cláusulas para ter sucesso
financeiro é legal e justo”, explica .“É
natural, portanto, que a intromissão judicial seja vista
como um empecilho para o sucesso econômico”.
Para o presidente da AMB, “o
que estimula o juiz é ser justo, a justiça social,
a redução da desigualdade”. Mas acredita que
“é preciso dar aos juízes a possibilidade
de enxergar o impacto geral [do que vai decidir] e a partir daí,
ele pode decidir com consciência”.
Rodrigo Collaço acrescentou
que a morosidade só serve para setores importantes da economia
privada e não para os juízes. “Nada é
mais barato do que o processo rolar no Judiciário. A condenação
judicial é menor”, destacou.
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SITE UOL, 02 de junho de
2006
STF encaminha projeto que eleva salários
de ministros para R$ 25.725
da Folha Online
Os ministros do STF (Supremo Tribunal
Federal) aprovaram hoje anteprojeto de lei que reajusta os próprios
salários de R$ 24.500 para R$ 25.725 a partir de 1º de janeiro
de 2007. O aumento corresponde à inflação de 5%,
projetada pelo IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor
Amplo Especial), calculado pelo IBGE.
O anteprojeto de lei será encaminhado
para aprovação do Congresso. Se aprovado, o novo salário
elevará o teto salarial do funcionalismo, já que o maior
salário equivale à remuneração de um ministro
do STF.
A aprovação do anteprojeto
acontece em meio à greve dos servidores do Judiciário,
que querem pressionar o Congresso a aprovar o aumento de seus salários.
No começo da semana, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com a presidente do STF,
Ellen Gracie, e com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
e da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), para discutir o salário
do funcionalismo. Ficou decidido que será criada uma comissão
de trabalho que irá elaborar uma proposta de plano unificado
de cargos e salários para o funcionalismo público dos
três Poderes.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
02/06/2006
Intervalo intrajornada de rurícola
tem norma própria
Os trabalhadores rurais, os chamados
rurícolas, não estão sujeitos às regras
do intervalo intrajornada, previstas na Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT). O posicionamento foi adotado, por unanimidade,
pela Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho conforme voto da
ministra Maria Cristina Peduzzi. A decisão do TST resultou no
acolhimento de recurso de revista de uma empresa rural paulista para
excluir de condenação trabalhista o valor correspondente
ao intervalo intrajornada, calculado como hora extraordinária
acrescida adicional.
A Companhia Agrícola Luiz Zilo
e Sobrinhos foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (Campinas - SP) a pagar o intervalo intrajornada a uma
ex-empregada conforme a previsão do artigo 71, parágrafo
4º, da CLT. O dispositivo prevê que “quando o intervalo
para repouso e alimentação não for concedido pelo
empregador, este ficará obrigado a remunerar o período
correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% sobre
o valor da remuneração da hora normal de trabalho”.
De acordo com o TRT, as provas do processo
indicaram a redução do intervalo para refeição
da trabalhadora rural em contrariedade às regras da CLT, que
se estenderiam a todas as categorias de trabalhadores, inclusive os
rurais.
A empresa recorreu ao TST para questionar
o entendimento adotado na decisão regional. Argumentou a inviabilidade
da aplicação da norma CLT ao caso, uma vez que a legislação
que trata especificamente do trabalho rural prevê outro tratamento.
Segundo o artigo 5º da Lei nº 5.889 de 1973, o intervalo para
refeição, no meio rural, deve observar os “usos
e costumes da região”.
Em seu voto, a ministra Cristina Peduzzi
(relatora) frisou que – à época de sua publicação
(1943) – a CLT disciplinou o trabalho no âmbito urbano,
excluindo expressamente o trabalhador rural de sua abrangência.
A CLT estendeu poucos dispositivos aos rurícolas como os relativos
ao salário-mínimo, aviso prévio e remuneração.
A legislação específica só surgiu com o
Estatuto do Trabalhador Rural (Lei nº 4.214 de 1964), posteriormente
revogado pela Lei nº 5.889/73, atualmente em vigor.
“Com a Constituição
de 1988, trabalhadores urbanos e rurais tiveram os direitos sociais
equiparados por força do artigo 7º, permanecendo, contudo,
as disposições específicas nas leis infraconstitucionais,
que prescrevem tratamento diferenciados em alguns pontos, como é
o caso do horário noturno e seu adicional, além do intervalo
intrajornada”, explicou Cristina Peduzzi.
A relatora também confirmou a
existência de tratamentos diversos para a concessão do
período de repouso. “Enquanto o dispositivo da CLT fixa
o máximo de duas horas diárias para o intervalo intrajornada
e admite que haja prorrogação por acordo individual ou
coletivo de trabalho, a norma específica dos rurícolas
não fixa nenhum parâmetro, apenas remete aos usos e costumes
da região”, esclareceu.
“Evidenciada a existência
de norma específica ao trabalhador rural, não há
como conceder horas extras com base em dispositivo da CLT”, concluiu
Cristina Peduzzi.
(RR 803.717/2001.6)

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