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GAZETA ONLINE / ESPÍRITO SANTO, 06
de junho de 2006
'A Força do Espírito Santo':
especialistas discutem rumos da Construção Civil
Abdo Filho
Qual a importâcia da Construção
Civil para o desenvolvimento do Brasil? Esse foi um dos temas debatidos,
nesta quinta-feira, no projeto "A Força do Espírito
Santo". O vice-presidente administrativo da Câmara Brasileira
da Indústria da Construção, Adalberto Cleber Valadão,
ministrou uma palestra, no auditório da Rede Gazeta, para discutir
os rumos que o setor irá tomar no Estado.
Após a palestra, foi feita uma
mesa-redonda que contou com a presença do presidente da Ademi,
Rodrigo Gomes de Almeida; do presidente do Sindicato da Indústria
da Construção Pesada do Estado, Wilmar Barroso Filho;
e do vice presidente do Sindicato das Empresas de Construção
Civil (Sindicon), Edson Haje Silva. Após a mesa-redonda foi aberto
um espaço para que a platéia fizesse perguntas para os
membros da mesa.
Durante o seminário, Adalberto
Valadão destacou o fato de que 18,48% do Produto Interno Bruto
(PIB) brasileiro estar ligado ao ramo da Construção Civil.
Ele disse também que o setor emprega 12,1 milhões de brasileiros.
Valadão ainda citou um dado interessante, "para cada R$
10 milhões investidos na Construção Civil, são
criados cerca de 400 postos de trabalhos, diretos ou indiretos",
concluiu.
No seminário desta quinta-feira
ainda foram debatidos temas relacionados a infra-estrutura, habitação,
setor imobiliário, construção empresarial e pesada.
Vale lembrar que a Construção
Civil foi uma das atividades que capitanearam o crescimento do PIB nacional
no primeiro trimestre de 2006.
O Projeto
O projeto "A Força do Espírito
Santo" tem como objetivo promover ações concretas
de desenvolvimento sustentável para o Espírito Santo.
Além disso, há a intenção de criar um espaço
interativo entre profissionais, prestadores de serviços, fornecedores
e investidores, oportunizando intercâmbios, negócios e
novos conhecimentos para a consolidação do desenvolvimento
econômico.
O próximo seminário
será sobre "Mineração/Rochas ornamentais"
na próxima quarta-feira, dia 7 de junho.
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GAZETAWEB.GLOBO.COM / Alagoas,
06 de junho de 2006
Sebrae: Parceria gera mais investimentos
na construção civil
Um dos principais objetivos do Sebrae
é criar condições para inserir empresas de micro
e pequeno porte em cadeias produtivas de um determinado setor. A proposta
do trabalho em cadeias produtivas visa, além de promover a interação
entre empresas, instituições públicas e sociedade
local, usar o poder de compra dessas instituições como
indutor da competitividade.
Com esse foco, o Serviço de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae), a Fiea, Senai,
Ufal, Cefet, Fejal, Ademi, Senge, Crea, Sindticmal, Sindicer, Sinduscon
e o Sintestal, assinaram, esta semana, o termo de contratualização
do Projeto da Cadeia Produtiva da Construção Civil, com
o objetivo de fortalecer o desenvolvimento das empresas do setor, visando
a industrialização, a ampliação do mercado
e a geração de ocupação e renda.
Segundo o superintendente do Sebrae,
Marcos Vieira, esta contratualização está baseada
no Projeto Competir, que há oito anos desenvolve no Estado ações
que viabilizem a competitividade e o desenvolvimento desse setor em
Alagoas.
Após a assinatura do contato,
essas instituições irão investir, ainda em 2006,
R$ 600 mil reais e até o final de 2008 mais R$ 973.500,00, em
ações de capacitação, eventos relacionados
às novas tecnologias na Construção Civil, qualificação
de escritórios de projetos na metodologia de Sistema Evolutivo
de Qualidade, criação de banco de dados de profissionais,
apoio na formalização e legalização das
micro e pequenas cerâmicas, consultorias, totalizando mais de
R$ 1,5 milhão em investimentos.
Para Luis Felipe Cavalcante, presidente
da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário
de Alagoas (Ademi), a parceria com o Sebrae e Senai sempre rendeu bons
resultados, a exemplo do Competir, desenvolvido pelas duas instituições.
Como benefício desse apoio ao setor, Luis Felipe afirma que a
construção civil alagoana está bem avaliada no
mercado nacional e internacional. “Recebemos visitas de negociadores
estrangeiros e então percebemos que a construção
em Alagoas tem o mesmo padrão das européias”, revela
o presidente da Ademi.
Construção Civil
- Atualmente, a Cadeia Produtiva da Construção Civil é
formada por 129 microempresas, 12 de médio porte e uma grande
empresa, o que demonstra a potencialidade do segmento.
Entre os resultados estabelecidos pela
contratualização, espera-se o aumento em 10%, até
maio de 2007, do número de empresas certificadas no nível
“A” do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade
– Habitação) e em 50% até maio de 2007, e
o volume de empresas com sistema de gestão integrada. (Ascom
Sebrae-AL)
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Folha de São Paulo,
06 de junho de 2006
Emprego na indústria tem a maior
alta desde 2005
Vagas cresceram 0,55% em abril ante março,
e aumento surpreende a CNI | Vendas do setor têm queda de 3,6%
no mês, mas confederação atribui recuo a menos dias
trabalhados e valorização do real
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em um movimento surpreendente, o emprego
industrial registrou crescimento de 0,55% em abril em relação
a março, o que representa a maior taxa de expansão entre
um mês e outro desde janeiro de 2005. Os dados foram divulgados
ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria),
que esperava para mais adiante o aumento no número de empregados
no setor. "Foi uma grande surpresa porque o emprego é uma
variável mais rígida. Quando há recuperação
da atividade industrial, as contratações demoram a acontecer.
Há uma defasagem. Mas em abril houve um crescimento bastante
importante do emprego na indústria", afirmou Paulo Mol,
economista da CNI.
O crescimento de 0,55% já desconta
efeitos típicos da época do ano. Sem o ajuste sazonal,
o indicador aponta um crescimento de 1,04% em abril -a maior taxa de
expansão para o mês em toda a década. O informativo
com os Indicadores Industriais da CNI também mostra um recuo
de 3,59% nas vendas reais da indústria. Na avaliação
da entidade, o resultado reflete um menor número de dias úteis
em abril. Foram apenas 18 dias úteis. Mesmo "expurgando"
o efeito-calendário, houve queda nas vendas de 1,35%.
Mol explicou que a apreciação
do real ante o dólar pode explicar uma parte desse resultado.
Com o real mais valorizado, o faturamento das exportações,
ao ser convertido em moeda nacional, soma um volume menor. O economista
enfatiza, porém, que o resultado de abril pode ser um efeito
isolado do mês. "Vamos ver em maio qual vai ser a sinalização",
afirmou. O gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação
e Desenvolvimento da CNI, Renato Fonseca, acrescenta que o movimento
de recuperação da atividade industrial neste ano tem sido
lento e gradual. Assim, há meses em que um indicador cai, mas,
no período seguinte, sobe. "O importante é a tendência,
que no caso das vendas continua subindo", disse.
Já as horas trabalhadas
na indústria aumentaram 0,69% em abril na comparação
com março. O indicador com o nível de utilização
da capacidade instalada também subiu, de 80,8% em março
para 81,1%. A combinação de mais produção
e menos uso da capacidade instalada, para a CNI, é um indício
de que os empresários estão investindo na ampliação
das fábricas. Mol afirma que o conjunto dos indicadores revela
que a atividade industrial continua se recuperando em 2006, fugindo
do "marasmo" verificado pelo setor em 2005. Para 2006, a confederação
projeta um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,7%. O PIB
industrial, afirma a CNI, deverá alcançar 5%.
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Diário Vermelho,
06 de junho de 2006
Como será o segundo governo Lula?
por Altamiro Borges*
As quatro últimas pesquisas eleitorais
(Sensus, Datafolha, Ibope e Vox Populi) confirmam uma tendência
bastante favorável para as forças democráticas
e populares.
O presidente Lula consolida o favoritismo
na disputa, melhorando sua performance inclusive nas regiões
sul-sudeste e nas camadas médias, podendo vencer a eleição
de outubro no primeiro turno; já o postulante do bloco liberal-conservador,
o direitista Geraldo Alckmin, não consegue deslanchar. As pesquisas,
porém, não devem gerar um falso clima de euforia e, menos
ainda, de arrogância! Muita água vai rolar por debaixo
da ponte até o pleito presidencial.
O presidente Lula, mais calejado, parece
estar atento para este risco. Em recente conversa, ele confessou: “Estou
preocupado com essas pesquisas. Esse clima de já ganhou não
me agrada”. Adepto das metáforas futebolísticas,
alertou: “Ninguém ganha o jogo antes do apito final do
juiz”. Para ele, o momento agora é de “suar a camisa”,
consolidando as alianças e apresentando à sociedade uma
plataforma consistente para o segundo mandato. Neste rumo, os três
partidos de esquerda do núcleo de sustentação do
governo (PT, PCdoB e PSB) aceleram as negociações com
os possíveis aliados e ultimam a elaboração do
programa.
Já no ninho tucano, que mais parece
um serpentário, as pesquisas tiveram um efeito oposto. Predomina
o clima de derrota com a candidatura do seguidor do Opus Dei. Até
o lançamento oficial da chapa PSDB-PFL foi adiado. FHC, o mentor
tucano, nem disfarça sua percepção de que Alckmin
não tem carisma. O PFL, representante da velha oligarquia, resolveu
atirar no PSDB, o partido dos rentistas “modernos”. Rodrigo
Maia, líder pefelista na Câmara, acusou o presidente tucano
de incompetente. Tasso Jereissati, por sua vez, respondeu ironicamente
ao filhinho do prefeito carioca, César Maia. “Quando o
garoto fala só vale se o papai confirma”. O risível
bate-boca escancara a crise na oposição direitista!
Mas, como já foi dito, “ninguém
ganha o jogo antes do apito final”. Vários fatores ainda
podem alterar o cenário da disputa. Um dos fantasmas é
o de uma nova crise da economia mundial, que poderia ter graves efeitos
eleitorais. Desde 10 de maio, o “deus-mercado” está
agitado devido aos desequilíbrios dos EUA. É certo que
o Brasil está “menos vulnerável” às
turbulências mundiais, como reconhece o economista Paulo Nogueira
Batista Jr., um ácido crítico da atual política
econômica. Mas já há vozes, inclusive no governo,
defendendo um novo arrocho monetário e fiscal, o que, sem dúvida,
arranharia a candidatura Lula.
Avanços ou retrocessos?
Apesar das muitas variáveis, o
exercício de futurologia sobre um possível segundo mandato
do presidente já começou. As especulações
correm soltas! Como que já reconhecendo a derrota do bloco PSDB-PFL,
o rejeitado FHC prevê o caos político e econômico
num segundo governo Lula. Em recente entrevista, ele lembrou que Richard
Nixon também foi reeleito, após as várias denúncias
contra o seu governo, mas não agüentou a pressão
e foi obrigado a renunciar à presidência dos EUA. O agourento
golpista dá a senha aos seus seguidores: radicalizar os ataques
na atual campanha para jogar na desestabilização no futuro!
Alguns setores esquerdistas também
apostam no pior dos mundos num segundo mandato. Afirmam que a tendência
é a da manutenção da atual política, taxada
de “neoliberal e pró-imperialista”, o que levaria
ao rápido desgaste do governo, ao ascenso das lutas sociais e,
como efeito, ao florescimento da chamada oposição de esquerda.
Os mais voluntaristas chegam até a prever a gestação
de uma crise revolucionária no Brasil. Eles só não
conseguem explicar porque Lula, rotulado de “fiel seguidor de
FHC”, mantém altos índices de aprovação,
principalmente junto às camadas mais populares. A visão
mecânica, esquemática, dispensa análises mais aprofundadas
sobre a correlação de forças e a natureza do atual
bloco no governo.
Neste cassino de apostas futuras, a instigante
reflexão do intelectual Juarez Guimarães, editor do boletim
Periscópio, da Fundação Perseu Abramo, demonstra
maior consistência. Para ele, a agressiva campanha de desestabilização
deflagrada pela direita em 2005 teve como objetivo derrotar a esperança
do povo. “Ela, no entanto, resistiu, fez-se mais rigorosa e crítica
e por toda parte agora há sinais de que podemos estar no limiar
de um novo ciclo de despertar de energias e de anseios de mudança
mais profunda. Assim, se a maioria do povo eleger pela segunda vez Lula
à presidência, será criada uma cena histórica
propícia a mudanças mais profundas do país”.
Na sua avaliação, há quatro razões que justificam
esse otimismo:
“1- O capital financeiro já
não dispõe das fortes condições de vulnerabilidade
da economia brasileira e nem da tutela institucionalizada do FMI para
chantagear o governo;
2- As forças políticas
que chegaram pela primeira vez ao governo central do país aprenderam
muito nestes quatro anos. Já puderam reconstituir, em um grau
importante, instrumentos de gestão estatal que estavam profundamente
desmantelados e desorganizados pelos oitos anos de domínio neoliberal.
3- Na América Latina, sopra o
vento forte da mudança, ficando para trás os anos de cinza
neoliberal que cobriram as jovens democracias do continente, renascidas
após décadas de ditadura militar. Cada experiência
comunica-se com a outra, torna-se maior do que si mesmo, acrescenta
autoconfiança a povos que a história parecia haver relegado
ao inferno da desesperança.
4- Há agora, de forma muito mais
nítida do que em outubro de 2002, a consciência de que
nenhuma mudança profunda virá sem o esforço de
cada um e dos coletivos dos movimentos sociais. Afirmou uma vez resolutamente
um filósofo, contra todas as teorias de sua época, que
a soberania popular não pode ser delegada ou transferida a um
outro corpo político. Ela deve ser exercida diretamente pelos
cidadãos. Aprendemos agora que a esperança também
não pode ser alienada”.
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Agência Diap, 06 de
junho de 2006
Eleições: a esperança
de melhoria da representação
Autor (a): Antônio Augusto de Queiroz
Apesar do ceticismo da população,
as eleições de 2006 poderão surpreender positivamente
em decorrência: a) da atuação da Justiça
Eleitoral, b) da participação das entidades da sociedade
civil em favor do voto consciente, e c) da indignação
do eleitor com a quebra do principio da honestidade, da probidade e
do decoro parlamentar.
A Justiça Eleitoral – com
a aplicação plena das Leis nºs 9.840/1999, de combate
às fraudes eleitorais, e 11.300/2006, que proíbe distribuição
de brindes – disporá dos instrumentos indispensáveis
à punição do político que for flagrado doando,
oferecendo, prometendo ou entregando bem ou vantagens pessoal de qualquer
natureza em troca de voto.
A Lei 9.840/1999 fez uma revolução
ao tipificar como fraude, o que permite uma apuração e
punição rápida, a compra de votos, que antes levava
anos para ser julgado. Já a Lei nº 11.300/2006, ao proibir
o showmício, a utilização de outdoor e a distribuição
de brindes, dará eficácia plena ao combate do abuso do
poder econômico, possibilitando a imediata cassação
do registro, no caso de candidato, ou do diploma, no caso do eleito,
que transgredir as regras eleitorais.
A campanha de entidades da sociedade
civil, como a AMB, OAB, CNBB, em favor do voto consciente, poderá
contribuir para mostrar a importância do voto, reduzindo o absenteísmo,
os votos brancos e nulos e, principalmente, a amnésia eleitoral,
que chega ao alarmante percentual de 71% dos eleitores brasileiros que,
passados quatro anos de eleição, esquecem em quem votaram.
Numa democracia representativa, em que
o titular do poder, no caso o eleitor, delega a um político para
que o represente – no Legislativo ou no Executivo – não
se lembrar em quem votou é a maior demonstração
de alienação política. Como poderá cobrar
do representante, se não sabe quem o representa? Esse é
o desafio das entidades comprometidas com eleições limpas,
transparentes e com o interesse coletivo.
O eleitor, por sua vez, em lugar de se
abster, votar branco ou nulo, deve fazer um esforço para melhorar
a qualidade de nossos representantes no Poder Executivo e no Legislativo.
A escolha deve ser livre, soberana e independente e deve recair sobre
pessoas que estejam capacitadas técnica, ética, política
e moralmente para nos representar. Quem se abstém, vota branco
ou nulo imaginando que está repudiando ações que
o envergonham, acaba, involuntariamente, facilitando a eleição
de oportunistas, vigaristas e desonestos que usam de meios escusos para
iludir os incautos.
A indignação do eleitor
para com aqueles que contrariaram os princípios da honestidade,
da probidade e do decoro parlamentar deve resultar em voto criterioso,
que analise a trajetória do candidato, sua vinculação
a grupos políticos, econômicos e sociais, seus compromissos
éticos e morais, o conteúdo de suas propostas e, principalmente,
a viabilidade do que propõe. Beleza física, boa oratória
ou distribuição de favores, bens ou dinheiro não
podem nem devem orientar um voto consciente.
Os instrumentos para o combate ao poder
econômico e à lisura do processo eleitoral existem, só
falta o engajamento de instituições como os partidos políticos,
a Justiça Eleitoral, as entidades da sociedade civil, principalmente
os sindicatos, em campanhas pelo voto consciente, que levem à
escolha de pessoas decentes e comprometidas com o interesse público
para nos representar nos poderes Legislativo e Executivo. As decisões
dos titulares desses poderes interferem em nossas vidas para o bem ou
para o mal. Afinal, o presidente da República e os governadores
têm a prerrogativa de definir as prioridades e administrar os
recursos públicos, enquanto os deputados e senadores podem fazer
leis e fiscalizar a aplicação do dinheiro arrecado compulsoriamente
de todos. Antônio Augusto de Queiroz é
jornalista, analista político e Diretor de Documentação
do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.
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Nova Central, 06 de junho
de 2006
Problemas de saúde que não
incapacitam trabalhador não dão direito ao auxílio-doença
Muitas pessoas reclamam que os peritos médicos do INSS não
concedem o benefício auxílio-doença, mesmo que
elas sejam portadoras de algum problema de saúde. Isso tem ocorrido
porque a maioria dos trabalhadores desconhece a verdadeira finalidade
do auxílio-doença, que é garantir o sustento dos
segurados do INSS quando estes estiverem incapacitados para sua atividade
profissional. Portanto, esse benefício não é concedido
quando o perito constata que, apesar de apresentar um problema de saúde,
o trabalhador tem condições de permanecer em atividade.
Segundo o chefe de Gerenciamento dos
Benefícios por Incapacidade da Gerência Executiva do INSS
em Marília (SP), Mário Luiz Furlanetto, “nem sempre
a doença prejudica a atividade profissional”. É
o caso, por exemplo, de quem sofre de pressão alta ou diabetes,
mas tem a possibilidade de controlá-las por meio de medicação.
Outro critério para o auxílio-doença desconhecido
pela população é que doenças iniciadas antes
da inscrição do trabalhador na Previdência não
podem ser levadas em consideração para que esse benefício
seja concedido.
Nessa situação, a concessão
do auxílio-doença só poderá ocorrer se o
perito do INSS constatar que houve agravamento do problema de saúde
após a inscrição do segurado como contribuinte
na Previdência Social. Além disso, a legislação
previdenciária exige que o trabalhador tenha uma carência,
ou seja, um número mínimo de contribuições.
Essa carência é de 12 meses e apenas não é
necessária nas seguintes situações: quando o segurado
sofre um acidente de qualquer natureza (acidente de trabalho ou fora
do trabalho) e nos casos de doenças graves, como hanseníase,
mal de Parkinson, Aids, cardiopatia grave, alienação mental,
cegueira, entre outras.
O que é o auxílio-doença?
- É um benefício concedido pelo INSS ao segurado
que estiver impedido de trabalhar por mais de 15 dias, por motivo de
doença ou acidente. Para os trabalhadores com carteira assinada,
os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador. A partir do 16º
dia, a Previdência Social se responsabilizará pelo pagamento,
desde que o interessado protocole o pedido do benefício em uma
agência do INSS. Já no caso do contribuinte individual
(empresários, profissionais liberais, trabalhadores por conta
própria, entre outros), a Previdência paga todo o período
da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido
o benefício).
Qual a função
do perito médico? -O profissional dessa área
é responsável pela realização do exame morfopsicoprofissiográfico,
por meio do qual analisa as condições de saúde,
o aspecto psicológico e o grau de comprometimento do trabalhador
na função ou profissão. A tarefa do perito médico
do INSS não é cuidar da saúde do trabalhador, mas
sim avaliar se ele está em condições de exercer
sua atividade profissional. Caso a pessoa esteja incapaz para o trabalho,
será concedido auxílio-doença durante o período
em que ela ficar afastada de sua atividade. Porém, se a pessoa
tiver uma doença que não a impeça de trabalhar,
o pedido de auxílio-doença será negado. É
importante lembrar que o tratamento de um problema de saúde deve
ser feito por um médico do Sistema Único de Saúde
(SUS) ou particular.
Fonte: Com informações AgPrev.
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Agência Câmara,
06 de junho de 2006
Finanças aprova isenção
de IR para doenças crônicas
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou,
na última quarta-feira (31), substitutivo ao Projeto de Lei 4645/01,
do deputado Feu Rosa (PP-ES), que isenta do Imposto de Renda os trabalhadores
atingidos por doenças passíveis de aposentadoria ou reforma,
inclusive a fibrose cística. Entre outras mudanças, o
substitutivo, apresentado pelo relator, deputado Fernando Coruja (PPS-SC),
acrescenta à lista de doenças a pneumonia intersticial
fibrosante e o diabetes com complicação crônica.
É exigido prazo de validade do laudo pericial, em caso de moléstia
passível de controle.
Doenças abrangidas
O substitutivo engloba, além do
projeto principal, os seguintes projetos de lei apensados, que ampliam
o benefício fiscal aos portadores de outras doenças:
- 6991/02, do ex-deputado Fetter Junior,
para a hipertensão grave e a fibrose cística;
- 490/03, do deputado João Magno
(PT-MG), para a narcolepsia (sonolência excessiva durante o dia)
e a fibrose cística;
- 1924/03, do deputado Leonardo Mattos
(PV-MG), para a síndrome de trombofilia (tendência à
trombose) e a síndrome de Charcot-Marie-Tooth (uma forma hereditária
de paralisia);
- 2036/03, do deputado Waldemir Moka
(PMDB-MS), para a fibrose cística e a doença de Huntington
(disfunção cerebral hereditária);
- 2856/04, do ex-deputado Wilson Santos,
para a esclerose lateral amiotrófica e a esclerodermia (pele
dura);
- 3163/04, do deputado Jorge Alberto
(PMDB-SE), para o Mal de Alzheimer;
- 3845/04, do ex-deputado Wasny de Roure,
para a esquizofrenia e a paranóia;
- 4005/04, do deputado Vittorio Medioli
(PV-MG), inclui a trombofilia;
- 4035/04, do deputado Leonardo Picciani
(PMDB-RJ), abrange a hipertensão arterial sistêmica;
- 4941/05, da deputada Fátima
Bezerra (PT-RN), inclui a infangioleiomiomatose pulmonar.
Tramitação
A Comissão de Seguridade Social e Família já havia
aprovado os projetos de lei 4645/01 e 6991/02. A matéria tramita
em caráter conclusivo e segue agora para a Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
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CFT/PR, 06 de junho de 2006
Novo comitê coordenador da CFT

Ernane - Coordenador
Tomou posse no dia 1º de junho o Novo Comitê Coordenador
da CFT, assumindo o Presidente da FTIA/PR – Ernane Garcia Ferreira.
A posse aconteceu na sede do SINDEESMAT em Curitiba, quando foi oferecido
aos participantes um jantar.
O Comitê Coordenador é
indicado pelo Conselho de Representantes da CFT/PR e desde o ano de
1998 tem atuado no estado do Paraná, congregando nove federações
de trabalhadores. O atual comitê atuará por dois anos.A
proposta do novo Secretário Coordenador e manter a mobilização
das federações e fazer frente aos desmandos do Ministério
do Trabalho e sua ingerência nos sindicatos.
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Folha de São Paulo,
06 de junho de 2006
Foco
Executivo, Legislativo e Judiciário
vão parar para ver Brasil jogar na Copa
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal vai parar durante os
jogos do Brasil na Copa do Mundo. Os servidores serão dispensados
às 14h, duas horas antes do apito inicial. Até o final
da semana, o governo irá editar uma medida determinando que os
cerca de 500 mil trabalhadores da administração federal
trabalhem sem pausa nem mesmo para o almoço, entre as 8h e as
14h. A partir deste horário, serão dispensados.
Na primeira fase, o Brasil tem dois jogos
em dias da semana: no dia 13, terça-feira, contra a Croácia,
e dia 22, quinta-feira, contra o Japão. Ambos começam
às 16h. Se a seleção avançar e tiver novos
jogos durante a semana, o esquema se repetirá. Apenas serviços
essenciais, como os relacionados a saúde e segurança pública,
funcionarão.
A Câmara e o Senado já decidiram transferir suas sessões
deliberativas da tarde para a da manhã nos dois dias. Mas os
plenários ficarão abertos para debates durante as partidas,
e os servidores não serão dispensados -deverá haver
plantão.
Entre os tribunais sediados em
Brasília, alguns já decidiram pelo meio expediente, outros
tendem a adotá-lo.
Os servidores do Tribunal Superior Eleitoral irão trabalhar das
8h às 14h. No Tribunal Superior do Trabalho, a jornada irá
de 7h a 14h. Já o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal
de Justiça ainda não oficializaram a opção
pelo meio expediente. A presidente do STF, Ellen Gracie Northfleet,
queria inicialmente manter os servidores no local de trabalho durante
os jogos, estimulando-os a levar televisores, mas na semana passada
passou a cogitar o horário especial.
Ao consultar os colegas sobre a questão, informalmente, os outros
ministros mostraram simpatia pela liberação dos servidores.
(FÁBIO ZANINI E SILVANA DE FREITAS)
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Folha de São Paulo,
06 de junho de 2006
Quércia diz que PMDB vai disputar
SP e sinaliza que será o candidato
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-governador Orestes Quércia
disse ontem à noite, no programa do PMDB em São Paulo,
que o partido terá candidato próprio na disputa pelo Palácio
dos Bandeirantes. Antes da exibição do programa, à
Executiva estadual da legenda, acenou com a possibilidade de ele mesmo
concorrer. Numa reunião na sede do partido, Quércia se
disse animado com a hipótese. Informou, no entanto, que a decisão
dependerá de pesquisas encomendadas para avaliar o potencial
de crescimento dele.
Quércia também disse que
tem até o dia 24, data da convenção, para tomar
sua decisão. Por isso, discordou da proposta dos deputados para
antecipação da montagem da chapa para a Câmara e
para a Assembléia Legislativa. Quércia afirmou que gostaria
que a chapa fosse formalizada no mesmo dia do anúncio da sua
decisão. À Executiva Quércia afirmou que há
margem de crescimento em São Paulo, especialmente após
a crise de segurança. Segundo peemedebistas, Quércia se
mostrou bem mais animado com a chance de concorrer do que antes de seu
encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana
passada. De acordo com pessoas que estiveram ontem com Quércia,
o ex-governador sinalizou que negociou com o presidente Lula a participação
do partido num eventual segundo mandato do petista.
Ainda sobre o encontro no Planalto, Quércia
teria dito que, em caso de um aliança nacional PMDB-PT, ela seria
reproduzida no Estado. Na reunião, ele também se mostrou
confiante na possibilidade de contar com o apoio do PT caso chegue ao
segundo turno. Iniciado às 19h, o encontro foi interrompido para
que os peemedebistas assistissem ao programa eleitoral.
Críticas indiretas
O programa estadual do PMDB, que durou
20 minutos, foi usado quase exclusivamente por Quércia, que começou
explorando a crise de segurança no Estado e terminou com o anúncio
da candidatura própria para governador. "Vamos ter candidato
próprio ao governo do Estado", disse. Na TV, criticou a
atuação do governo na área de segurança,
mas não citou o ex-governador Geraldo Alckmin nem o PSDB. Também
evitou ataques diretos à administração federal.
Embora tenha criticado o crescimento do PIB do primeiro trimestre deste
ano (3,4% em relação ao mesmo período de 2005),
não citou o nome do presidente Lula ou o PT.
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Folha
de São Paulo, 06 de junho de 2006
Novo dono da Varig não herdará
dívida trabalhista, diz juiz
Responsável pelo processo de recuperação
judicial da companhia determina que comprador não correrá
risco de arcar com passivo | Objetivo da decisão é dar segurança
a investidores, mas a avaliação de advogados é que
risco de sucessão permanece
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª
Vara Empresarial, responsável pelo processo de recuperação
da Varig, determinou ontem que o novo dono da companhia aérea
não deverá herdar as dívidas trabalhistas. Uma
parte da Varig será vendida em leilão na quinta-feira.
Não é a primeira vez em que o juiz Ayoub apresenta decisão
referente à sucessão de dívidas da Varig. Em 15
de maio, Ayoub já havia determinado que não haveria sucessão
de dívida tributária. As dívidas totais da Varig
somam R$ 7,9 bilhões, de acordo com o último balanço.
As decisões do Tribunal de Justiça
do Rio procuram trazer mais segurança para os investidores interessados
em comprar uma parcela da Varig em leilão, mas podem ser revertidas
em instâncias superiores. Na quinta-feira, a companhia será
ofertada a investidores de acordo com dois modelos de venda. O primeiro
oferece a Varig Operações, que reúne linhas domésticas
e internacionais, isenta de dívidas, com lance mínimo
de US$ 860 milhões. O segundo modelo prevê a oferta da
Varig Regional, com linhas domésticas e lance mínimo de
US$ 700 milhões. A decisão do juiz garante que nos dois
modelos de venda a parcela ofertada a investidores está isenta
de dívidas.
Inicialmente o leilão deveria
ocorrer no dia 9 de julho, mas o agravamento da situação
do caixa da Varig levou a uma antecipação para o dia 5
de junho. As dúvidas dos investidores com um edital concluído
às pressas e com a segurança jurídica da operação
levaram a um adiamento para o dia 8. Existia o temor de que a empresa
fosse vendida a preço vil ou de que ninguém se interessasse
e o juiz fosse obrigado a declarar a falência da empresa. Segundo
o juiz, o propósito da lei de recuperação judicial
é criar um cenário atrativo para garantir e estimular
o surgimento do crédito. A companhia seria menos atraente para
os investidores caso eles tivessem que arcar com as dívidas.
"Se isso acontecesse, acarretaria
uma desvalorização dos ativos postos à alienação,
criando um quadro desfavorável à aquisição
por parte de investidores." Segundo Marcelo Gomes, diretor da consultoria
Alvarez & Marsal, que atua como reestruturadora da Varig, a decisão
de Ayoub deve trazer tranqüilidade aos investidores. "É
muito importante, os investidores tinham dúvidas em relação
às dívidas trabalhistas", disse. Na avaliação
de Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários,
a motivação do juiz foi dar conforto ao comprador. "Prefiro
acreditar que o juiz fez isso para salvar a empresa, pretendo analisar
essa decisão com muito cuidado."
Ceticismo
Advogados de credores ouvidos pela Folha
encararam com ceticismo a decisão de Ayoub. De acordo com eles,
não é da competência do juiz tomar uma decisão
como essa. A avaliação é que, se no futuro um credor
resolver cobrar o passivo do comprador da Varig, pode encontrar uma
posição favorável em juízes de outras instâncias.
A nova Lei de Falências, na qual a recuperação judicial
da Varig está amparada, permite que uma parte da empresa, classificada
como "unidade isolada produtiva", possa ser vendida sem que
o comprador herde dívidas.
É o que acontecerá
no leilão da próxima quinta-feira. O problema é
que pode haver diferentes interpretações para o que se
encaixa nessa definição de "unidade produtiva isolada"
-algumas dizem que as operações da Varig não entrariam.
Nesse sentido, um possível comprador das operações
da Varig, apesar de a princípio ter comprado uma empresa "blindada",
correria risco de sofrer ações de credores no futuro.
O primeiro modelo de venda da Varig (linhas domésticas e internacionais)
traz um risco ainda maior de sucessão, de acordo com advogados.
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JORNAL DO ESTADO, 06 de junho de 2006
COHAPAR fecha acordo com MPT
Após reportagem do Jornal do Estado,
companhia promete regularizar contratações
Abraão Benício
A Companhia de Habitação
do Paraná (Cohapar) se comprometeu ontem com o Ministério
Público do Trabalho (MPT-PR) a regularizar a situação
dos trabalhadores contratados – sem registro - através
do programa Casa da Família. Desde 2003, a Companhia vinha driblando
a legislação, deixando de recolher os impostos e contratando,
via associações de moradores, trabalhadores para contrução
de moradias populares. Para deixar de assinar a carteira dos trabalhadores,
a Cohapar alegava que as casas eram contruídas em regime de mutirão.
Em 2004, a direção do órgão foi procurada
pelo MPT-PR, que já vinha investigando as denúncias, mas
se recusou a assinar um termo de ajuste de conduta para que os trabalhadores
fossem registrados e os impostos recolhidos.
Nas última sexta-feira, depois que a reportagem do Jornal do
Estado entrou em contato com a Cohapar e informou que o MPT-PR estava
entrando com uma ação civil pública contra o Estado,
a direção da Companhia aceitou negociar e, marcou para
a tarde de ontem uma audiência de conciliação. “Eles
(Cohapar) já tinham sido procurados e se recusaram a resolver
a situação. Acredito que a ação da imprensa,
mais especificamente do Jornal do Estado, tenha sido determinante para
que o problema fosse resolvido. Foi um grande avanço”,
comemora o procurador do MPT-PR, Ricardo Bruel da Silveira.
Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria
da Construção do Paraná (Fetraconspar) e membro
do Comitê de Combate à Informalidade – responsável
pela denúncia, Geraldo Ramthun, a assinatura do termo de ajuste
vai ajudar a melhorar a situação de muitos trabalhadores.
“Ao assinar o termo, a Cohapar reconheceu as irregularidades e
passou a agir de acordo com a lei. O mais importante é que contribuímos
para o fim da informalidade”.
Registro — Pelo termo assinado ontem pela própria presidente
Rosangela Kosak, a Cohapar se compromete a exigir das associações
de moradores, beneficiadas pelo programa Casa da Família, o registro
de todos os trabalhadores que executem a função de servente,
nas obras iniciadas a partir de maio de 2006. Todas as normas de segurança
e medicina do trabalho deverão ser cumpridas; além de
fornecidos gratuitamente os equipamentos de proteção individual.
A Cohapar terá que informar, no prazo de 15 dias, todas as obras
e as associações beneficiadas. Em caso de descumprimento,
a Companhia está sujeita ao pagamento de multa de R$ 1 mil por
trabalhador encontrado em situação irregular.
“A Cohapar terá que fiscalizar as associações
e deixar de repassar os recursos para as que não estiverem cumprindo
as determinações”, explica Bruel. Ficou marcada
para o próximo dia 26 uma nova audiência onde será
discutida a ampliação dos benefícios para todos
os trabalhadores das obras do Casa da Família, além dos
serventes. “A decisão não impede que os trabalhadores
que não foram beneficiados recorram a Justiça para verem
seus direitos cumpridos”, afirma Ramthun.
CARTA DE INTENÇÕES
- Exigir das associações o registro de todos os trabalhadores
que executam atividade de serventes nas obras do programa “Casa
da Família”, iniciadas a partir de maio de 2006;
- Deixar de repassar as verbas para as associações de
moradores que deixarem de cumprir as obrigações trabalhistas
e contribuições sociais de seus empregados;
- Fiscalizar o cumprimento das normas de medicina e segurança
do trabalho de todos os trabalhadores sujeitos à riscos em todas
as obras em andamento do programa;
- Fornecer gratuitamente todos os equipamentos de proteção
individual aos trabalhadores do “Casa da Família”;
- Informar, no prazo máximo de 15 dias, as obras e as associações
beneficiadas atualmente pela programa;
- Exigir a prestação de contas mensal das associações
de moradores;
- Em caso de descumprimento dos ítens acima, a Cohapar pagará
multa de R$ 1 mil por obrigação descumprida e por trabalhador
encontrado em situação irregular.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de junho de 2006
| Paraná
CURITIBA
COHAPAR vai exigir registro em
carteira
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) assinou
ontem à tarde, em Curitiba, um termo de ajuste de conduta com
o Ministério Público do Trabalho, que investigava, desde
2003, irregularidades na contratação de trabalhadores
para construção de casas populares do programa Casa da
Família. A Cohapar se comprometeu a exigir das associações
de moradores dos municípios, que fazem a contratação,
o registro em carteira dos serventes.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de junho de 2006
García volta à presidência do Peru e critica Chávez
Social-Democrata E Ex-Presidente Alan García,
57 Anos, Venceu O Segundo Turno Das Eleições Peruanas
Com 53,5% Do Total, Contra 46,5% De Humala
São Paulo - O social-democrata
e ex-presidente Alan García, 57 anos, venceu o segundo turno
das eleições peruanas. Com 91% dos votos apurados, García
obteve 53,5%, contra 46,5% de Humala.
O candidato do Partido Aprista Peruano
(Apra) recebeu o voto de 6.518.446 peruanos, enquanto que seu adversário
da União pelo Peru (UPP) obteve o apoio de 5.658.939 eleitores.
O ex-comandante Humala reconheceu sua
derrota, mas se mostrou satisfeito porque o nacionalismo conseguiu mudar
''o mapa político no Peru''.
''Conforme nosso compromisso democrático,
reconhecemos os resultados e cumprimentamos as forças que concorreram
representadas pelo senhor Alan García'', afirmou Humala, após
a divulgação dos resultados oficiais que deram a vitória
ao social-democrata.
''Hoje (ontem) começa a grande
transformação'', disse, ao ressaltar que ''não
se pode negar que o mapa político mudou no Peru'', referindo-se
aos resultados de seu partido, o União pelo Peru (UPP), no primeiro
turno, quando se tornou a primeira força política do Congresso.
García venceu em apenas nove dos
24 Departamentos do país os mais povoados , e obteve a maioria
dos votos em Lima, onde vive um terço dos eleitores. O ex-comandante
Humala ganhou em 15 Departamentos do sul andino e da selva peruana,
as áreas mais pobres e menos povoadas do Peru.
Antes mesmo dos resultados oficiais,
García já havia se proclamado como o vitorioso num discurso
frente a milhares de partidários em Lima. García voltará
ao poder após governar o Peru entre 1985 e 1990, período
em que lançou o país numa grave crise econômica.
O novo governo tomará posse em 28 de julho. O mandato é
de cinco anos.
Em seu discurso aos militantes, García
afirmou que ''hoje (ontem) o país deu uma mensagem de independência
nacional e de soberania ao derrotar o esforço do senhor Hugo
Chávez de incorporarmos sua estratégia de expansão
do modelo militarista e retrógrado que pretendeu implantar na
América do Sul''.
E acrescentou: ''Deve se entender
que hoje o Peru disse não a tudo que represente penetração
ou ingerência internacional e fico feliz que o eleitorado tenha
sido contundente ao rechaçar a intenção de dominação
que essas eleições indicavam''.
Folhapress
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BONDE NEWS / LONDRINA, 06
de junho de 2006 | Economia
Trabalhadores na formalidade é
o maior desde 2003
O mês de abril registrou o maior
índice de trabalhadores com carteira assinada desde 2003. Segundo
dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), em abril, o total de trabalhadores na formalidade foi de 54%.
Em 2003 a taxa era de 50%.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo,
que teve acesso à pesquisa, os números mostram uma reação
do emprego formal nas regiões metropolitanas.
Segundo o Ipea, a oferta de vagas com
carteira assinada nas regiões metropolitanas está crescendo
na proporção inversa da disponibilidade de emprego informal,
reproduzindo tendência observada no interior desde 2005.
Na comparação entre abril
de 2005 e abril de 2006, foram registradas mais 281 mil vagas. É
o menor crescimento dos últimos anos, mas foi dominado pela oferta
de vagas formais (412 mil), compensada pela variação negativa
dos postos informais (196 mil). Parte da mudança no cenário
se deve ao avanço nas exportações, de acordo com
a análise do Ipea.
Fonte: Invertia
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
06 de junho de 2006 | Economia
Medidas de incentivo à exportação
são anunciadas em 15 dias
BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, informou,
hoje, que o governo federal anunciará, nas próximas duas
semanas, uma série de medidas para manter o estímulo à
exportação brasileira.
Conforme Furlan, o Ministério
da Fazenda e o Banco Central analisam medidas que podem revigorar a
estabilização do Real, "sem que haja as oscilações
turbulentas dos últimos dias".
Ainda conforme o ministro, a atual situação
de endividamento das empresas brasileiras é diferente de 2002
e 2003, quando elas enfrentaram problemas com a oscilação
do câmbio, porque tinham dívidas no exterior.
"Neste momento, a questão
é de outra ordem: da rentabilidade das exportações,
e não de endividamento externo", afirmou. (Com
Agência Brasil)
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
06 de junho de 2006 | Geral
Cursos de educação a distância
vão ter detalhes regionais
BRASÍLIA - O Ministério
da Educação vai promover a integração dos
conselhos estaduais de educação junto ao MEC para agilizar
o credenciamento de cursos a distância de educação
básica.
A idéia é implementar o
Decreto nº 5.622/05, que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional no quesito do ensino a distância. Para isso, será
criado um grupo especial formado por integrantes da Secretaria de Educação
a Distância (Seed/MEC), do Fórum Nacional dos Conselhos
Estaduais e da sociedade civil.
A comissão vai elaborar referenciais
de qualidade para o ensino básico a distância, que é
uma modalidade complementar ao ensino regular.
“Vamos propor formas nacionais
para orientar o credenciamento nos estados, com ênfase na qualidade
do ensino oferecido aos estudantes”, disse Hélio Chaves
Filho, diretor de Políticas de Educação a Distância
do MEC.
De acordo com Hélio Chaves, o
governo federal vai criar um regime de cooperação entre
os conselhos estaduais e o Conselho Nacional de Educação.
O objetivo é agilizar o credenciamento
de cursos a distância de educação básica
em todos os estados do país, já que cada conselho estadual
tem suas regras para regulamentar novos cursos.
“Queremos dar uma unidade nacional
em cima das especificidades regionais”, explica. A proposta de
criação do grupo será apresentada no próximo
dia 12 aos conselheiros estaduais de educação de todo
o país, num encontro em Brasília.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de junho de 2006 | Economia
Mundo precisa de 430 milhões de
postos de trabalho
"80% da mão de obra hoje no mundo
está nos países emergentes. Portanto, será nessa
parte do mundo que teremos de criar postos de trabalho", disse
Juan Somavia, diretor da OIT
Jamil Chade
GENEBRA - O mundo precisa criar 430 milhões
de postos de trabalho nos próximos dez anos para enfrentar a
crise do desemprego que afeta a economia internacional. O cálculo
é da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
que hoje iniciou sua assembléia mundial.
A estimativa é baseada no crescimento
da força de trabalho no mundo, principalmente nos países
em desenvolvimento. "80% da mão de obra hoje no mundo está
nos países emergentes. Portanto, será nessa parte do mundo
que teremos de criar postos de trabalho", disse Juan Somavia, diretor
da OIT durante a abertura da conferência hoje em Genebra com mais
de 4 mil participantes.
Serviços abre possibilidade
Na avaliação da OIT, o
maior potencial para a geração de postos de trabalho está
no setor de serviços. O desafio da criação de empregos
ocorre ao mesmo tempo em que se observa um número cada vez menor
de possibilidades de emprego na zona rural. Em muitas partes do mundo,
isso vem gerando o êxodo rural nas últimas décadas.
Agora, segundo a OIT, essa população que saiu das áreas
agrícolas está em uma situação crítica
nas cidades, empobrecida e sem perspectivas de encontrar trabalho.
"A economia global não está
gerando o número suficiente de empregos para as pessoas que precisam.
Apesar dos muitos benefícios da globalização, vemos
como a dignidade do trabalhador e do trabalho vem se perdendo. O otimismo
econômico de alguns ocorre ao mesmo tempo em que vemos um pessimismo
social profundo para muitas pessoas", afirmou Somavia. Para ele,
esse é um dos principais motivos pelos quais os governos precisam
adotar políticas que substituam o desemprego por um crescimento
econômico que gere postos de trabalho.
Um levantamento feito pela OIT mostrou
que, apesar crescimento econômico dos últimos anos no mundo,
com taxas acima de 4% para os países em desenvolvimento, esse
desempenho não foi traduzido em aumento de empregos em muitas
economias.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de junho de 2006 | Economia
Trabalhadores da VW protestam contra prisão
de sindicalista
Os protestos contra a prisão dos funcionários
Nilson Costa e João Agostinho continuam nesta segunda-feira com
paralisações de uma hora nas entradas do 2º e do
3º turno na empresa
SÃO PAULO - Os trabalhadores na
Volkswagen de Taubaté fizeram uma paralisação de
uma hora na entrada do 1º turno nesta segunda-feira, dia 5, em
protesto contra a prisão do dirigente sindical Nilson Costa e
do militante João Agostinho durante a greve de 24 horas que aconteceu
na última quarta-feira, dia 31.
Durante a greve, os trabalhadores na
Volkswagen fizeram uma caminhada até a rodovia Presidente Dutra
que foi paralisada por cerca de meia hora. Nesse momento, a Polícia
Rodoviária Federal deteve os funcionários que participavam
de uma manifestação dos trabalhadores.
Participaram da paralisação
nesta segunda-feira os familiares do dirigente sindical preso e representantes
das instâncias da CUT (Central Única dos Trabalhadores),
como Adi dos Santos Lima, presidente da FEM/CUT (Federação
Estadual dos Metalúrgicos da CUT), Rosi Machado, diretora da
CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos
da CUT) e representantes dos sindicatos de metalúrgicos do ABC,
Cajamar e do Comitê Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen.
Também participaram da paralisação
o presidente do Diretório Municipal do PT (Partido dos Trabalhadores)
Salvador Soares e assessores do deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho
(PT/SP) e do vereador Jeferson Campos (PT).
Os protestos contra a prisão dos
funcionários Nilson Costa e João Agostinho continuam nesta
segunda-feira com paralisações de uma hora nas entradas
do 2º e do 3º turno na empresa.
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COSMO ONLINE / BAURU, 06
de junho de 2006
Bauru: Trabalhadores entram em greve
Elisa Vitachi / Cosmo Bauru
Os trabalhadores da construção
civil entraram em greve nesta segunda-feira, em Bauru. De acordo com
o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, na
cidade atuam cerca de 6 mil profissionais, sendo que, pelo menos 3 mil
paralisaram suas atividades segunda-feira.
A categoria pede reajuste no piso
salarial de R$ 719,40 para R$ 783,40 - para os trabalhadores qualificados,
como pedreiros, eletricistas e encanadores -, e de R$ 585,20 para R$
637, para os considerados não qualificados, como auxiliares,
serventes e ajudantes.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
06 de junho de 2006 | Economia
IBGE quer tornar censo permanente
ANA PAULA PEDROSA
O Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) quer tornar o processo de recenseamento contínuo
a partir de 2011. A proposta será apresentada no “Primeiro
Encontro Nacional de Chefes de Agências do IBGE”, que começou
ontem e vai até sexta- feira no hotel Tauá, em Caeté
(Grande Belo Horizonte).
Estão presentes representantes
das 530 agências do órgão no Brasil. A idéia
é diluir o trabalho e o orçamento do levantamento para
evitar atrasos. Hoje, o censo é feito a cada dez anos e há
uma contagem populacional no meio do período.
Para realizar o censo contínuo,
será preciso colocar em dia a coleta de dados e realizar o censo
previsto para 2010.
Processo simplificado
O último levantamento completo
foi em 2000, mas a contagem que deveria ter sido feita em 2005 só
será realizada a partir de abril do ano que vem, por problemas
de orçamento. Mesmo assim, o processo teve que ser simplificado
e apenas os municípios com menos de 170 mil habitantes serão
pesquisados.
Nos outros, haverá uma estimativa
da população atual. “O problema da estimativa é
que se houve uma mudança no perfil demográfico, ela não
é captada”, avalia o presidente do IBGE, Eduardo Pereira
Nunes.
A contagem populacional é a base
para definir a cota das cidades em repasses federais e estaduais, como
o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para
fazer a contagem completa e o censo agropecuário, que também
está atrasado e será realizado em 2007, o IBGE precisaria
de R$ 900 milhões.
Com o método simplificado, a conta
ficará em R$ 538 milhões, dinheiro já garantido
para 2007. Do total, R$ 120 milhões serão usados na compra
de equipamentos para uso dos pesquisadores, como palm tops.
Cerca de 80 mil pessoas estarão
envolvidas no processo e o recrutamento começa no início
do ano que vem. O presidente do IBGE diz que o órgão pleiteia
mais R$ 22 milhões para realizar a contagem populacional completa
em Estados onde há apenas uma ou duas cidades com mais de 170
mil habitantes.
Dos 5.564 municípios brasileiros,
149 têm população acima desse limite. De acordo
com Nunes, o orçamento atual do IBGE, R$ 150 milhões por
ano, é suficiente para realizar as pesquisas rotineiras, mas
os censos precisam de dotação extra. Já o quadro
de pessoal, cerca de 7.000 pessoas, é considerado insuficiente.
O ideal seriam 9.000 servidores,
diz o presidente. Para suprir a deficiência, há cerca de
2.700 pessoas contratadas sem concurso. Para o diretor do Sindicato
Nacional dos Trabalhadores do IBGE, Paulo Bill, a qualidade do trabalho
fica comprometida quando é realizada por trabalhadores sem vínculo
com o órgão.
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de junho de 2006
Profissão indesejada
Servidor foi contratado como pedreiro
e virou coveiro
por Ronaldo Herdy
Por ter mudado um pedreiro de função,
transferindo-o a condição de coveiro, e negando-lhe o
pagamento de diferenças de salário e adicional de insalubridade
(que no caso subiu de 10% para 40%), a Prefeitura de Queimados, na região
metropolitana do estado to Rio de Janeiro, acaba de sofrer condenação
no Tribunal de Justiça do Rio. A prefeitura terá que pagar
R$ 26 mil ao servidor público municipal Geraldo Fagundes.
Os desembargadores da 3ª Câmara
Cível acolheram argumento do trabalhador, que alegou sentir “angústia,
repulsa e sofrimento” no exercício da nova atividade profissional.
Segundo o relator, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, nenhum servidor
público pode ser obrigado a trocar de atividade compulsoriamente,
exceto os militares, que ao ingressarem na carreira estão cientes
e concordam com as constantes mudanças.
Entre cadáveres
A estranheza de Fagundes com a função
a que seus superiores determinaram está clara nos autos, que
descrevem seu convívio diário com cadáveres putrefatos
e o risco iminente de contrair doenças, uma vez que trabalhava
sem luvas, botas e uniformes.
“Angustiado, ansioso e com tremores
o réu acabou buscando refúgio na bebida”, diz trecho
da apelação, na qual o autor reclamou do não pagamento
de dano moral na decisão proferida em primeira instância.
A Câmara reconhece os transtornos do ato da prefeitura, quando
o desembargador aborda em seu voto a “humilhação
e indevida angústia do réu, quando teve violada sua dignidade
e estabilidade emocional”.
No exame da matéria, o relator
deixa claro à existência de jurisprudência acerca
de ser devidas ao servidor as diferenças de remuneração
entre os dois cargos, ressalvando que o desvio de função
não lhe confere o direito de acender ao cargo pertinente, por
óbice do que dispõe o artigo 37, II, da Constituição.
Ao tratar desse assunto, Luiz Fernando
Carvalho faz interessante observação sobre como se dá
desvios de função no setor público. “Quando
a mudança é para cima, os funcionários subalternos
ganham funções de proeminência, muitas vezes, por
ingerência de escabroso apadrinhamento. Aí, a mesma força
que o içou encarrega-se de assegurar o pagamento das diferenças
remuneratórias.”
Já no desvio para baixo, salienta
o desembargador, “o servidor não apenas tem prejuízo
no bolso, mas vê violado seu próprio direito ao cargo que
ocupa, com as funções que lhe são inerentes. Tais
situações apresentam-se normalmente como oblíqua
e inaceitável punição”.
E segue: “Para se aferir a natureza
afrontosa de tal ato de arbítrio, faz-se ilustrativa a invocação,
hipotética, de colocar-se um Procurador Municipal no atendimento
à clientela de um posto de Saúde, prestando informações,
encaminhando doentes ou mesmo executando a limpeza das instalações.
Para o desembargador, é evidente
que o descompasso entre as atribuições e as funções
do servidor “decorre da mesma ilegalidade básica, que é
o desvio de função. De outro turno, seria uma violação
à isonomia, além de uma iniqüidade, reconhecer ao
cargo de maior expressão melhor direito, neste particular, relativamente
aos demais cargos da administração, em especial aos cargos
da carreira de apoio, pois se trata de insuperável vício
de legalidade”.
E concluiu que a condenação
da prefeitura não é absurda por ter o município
de Queimados cometido um ilícito — punir o pedreiro colocando-o
no cemitério da cidade, sem a contrapartida financeira devida.
Apelação Cível 24.212/05
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
06/06/2006
TST nega validade a cláusula que restringe
acesso ao Judiciário
A liberdade entre as partes para estabelecer
acordos coletivos é limitada pelos direitos garantidos na Constituição,
sobretudo aqueles considerados como fundamentais. Com essa tese, manifestada
pelo ministro Renato de Lacerda Paiva (relator), a Segunda Turma do
Tribunal Superior do Trabalho considerou inconstitucional cláusula
de convenção coletiva que condicionava o acesso do trabalhador
à Justiça a uma tentativa de negociação
prévia e direta com a empresa. O órgão do TST acolheu
recurso de um ex-empregado da Pirelli Pneus S/A .
“O objetivo das normas coletivas
é o de disciplinar condições de trabalho; não
podem criar obstáculos ao acesso ao Judiciário e restringir
os direitos, muito menos quando se trata de um direito fundamental,
como a garantia de acesso ao Judiciário”, considerou Renato
Paiva ao negar a vigência da cláusula.
O tema constou de acordo coletivo firmado
entre a Pirelli Pneus S/A e Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
de Artefatos de Borracha de Campinas e Região. Segundo a cláusula
5ª do acordo, “o ex-empregado e/ou o sindicato obriga-se
a não propor ação judicial sem antes submeter a
divergência à tentativa de solução pacífica
e direta com a empresa”.
A previsão da norma coletiva foi
considerada válida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (Campinas-SP), e esse posicionamento levou à extinção
de processo submetido pelo ex-empregado em busca do pagamento de parcelas
salariais. Como o trabalhador não tentou resolver o conflito
no âmbito da empresa, teve sua iniciativa judicial frustrada pelo
TRT. “Da análise da referida cláusula, chega-se
à conclusão de que ela não impede o acesso do trabalhador
ao Judiciário, mas apenas o condiciona ao cumprimento de determinado
procedimento”, considerou o TRT.
A Segunda Turma do TST, contudo, entendeu
a cláusula como inconstitucional por restringir o direito fundamental
de acesso ao Judiciário e por não ser objetivo da negociação
coletiva a restrição de direitos fundamentais, insuscetíveis
de mudanças por determinação da própria
Constituição. “Se o próprio legislador tem
de observar limites se quiser restringir direitos fundamentais, mais
ainda as partes envolvidas na negociação coletiva”,
sustentou Renato Paiva.
O relator ainda desenvolveu um argumento
de ordem prática sobre o tema, a partir da recusa do trabalhador
em submeter sua reivindicação à negociação
interna e optar pelo acesso direto ao Judiciário. Em tal situação,
frisou Renato Paiva, a conciliação – objetivo buscado
pela própria cláusula coletiva – poderia ser alcançada
na primeira audiência judicial. Ocorre que a empresa recusou a
conciliação em juízo.
“Tem-se o absurdo de trazer
o processo até o TST e extingui-lo pelo descumprimento da condição
da cláusula, mandando o trabalhador para a conciliação
prévia quando a própria empresa já disse, no processo,
que não quer conciliar”, concluiu o relator, ao determinar
o retorno dos autos ao TRT para o exame dos pedidos do trabalhador.
Durante o julgamento, foi esclarecido que a negociação
coletiva envolvendo a Pirelli e o Sindicato profissional remonta ao
ano de 1995, antes da entrada em vigor da Lei 9.958/2000, que instituiu
as Comissões de Conciliação Prévia. (RR
717541/2000.4)
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06/06/2006
TST decide que prazo do estágio probatório
é de 2 anos
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho
decidiu que o estágio probatório dos servidores do TST
é de vinte e quatro meses. A matéria administrativa foi
submetida ao órgão especial pelo Sindicato dos Trabalhadores
do Poder Judiciário e do Ministério Público da
União no Distrito Federal – Sindjus/DF.
Segundo o entendimento anterior, constante
da Resolução Administrativa número 680/2000, onde
constam as instruções que regulamentam o Programa de Avaliação
de Desempenho dos servidores do TST, o estágio probatório
tinha a duração de trinta e seis meses.
A pretensão do Sindjus, ao requerer
ao Pleno o exame da matéria, era de que fosse aplicado o prazo
de vinte e quatro meses, já adotado pelo Ministério Público
Federal, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
Superior Tribunal de Justiça e Justiça Federal de primeiro
e segundo graus.
Dois entendimentos distintos foram firmados
sobre a matéria. O primeiro tinha por base a Lei 10.475/02, que
trata das carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União.
Pela leitura do texto ali expresso, o estágio probatório
findaria em três anos, momento em que o servidor passaria a ter
direito à promoção e à progressão
funcional.
Pelo segundo entendimento, decorrente
da Lei 8.112/90, que trata do regime jurídico dos servidores
públicos civis da União, das autarquias e das fundações
públicas federais, o estágio probatório é
de vinte e quatro meses.
Para chegar a uma conclusão acerca
do prazo de duração do estágio probatório,
o relator do processo, ministro José Simpliciano Fernandes, destacou
a importância de se analisar a matéria à luz do
artigo 41 da Constituição Federal (EC 19/98). Ali está
expresso que “são estáveis após três
anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso público”.
O pedido do Sindjus era justamente no
sentido de desvincular o período do estágio probatório
da estabilidade dos servidores públicos, prevista na Constituição
Federal.
Comparando os dois institutos –
Constituição Federal e Lei 8.112/90 – o relator
concluiu que a nova redação dada ao artigo 41 do texto
constitucional é direcionada exclusivamente à estabilidade
no serviço público, sem dispor sobre nenhum tipo de regra
para o estágio probatório, tratando-se de questões
distintas.
O entendimento majoritário
do Pleno do TST, que acompanhou o voto do relator, foi no sentido de
que o artigo da Constituição não revogou o artigo
20 da Lei 8.112/90, devendo prevalecer o entendimento de que é
de vinte e quatro meses o período do estágio probatório
para os servidores do TST. (MA-126039/2004-000-00.6)

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