 |
SITE IBGE, 08 de junho de 2006
Em maio, Índice Nacional da Construção
Civil variou 1,20%
O Índice Nacional da Construção
Civil, calculado pelo IBGE em convênio com a CAIXA, registrou
variação de 1,20% em maio. Em relação a
abril (0,42%), houve um avanço de 0,78 ponto percentual. Em comparação
a maio de 2005 (1,47 %), o índice atual foi inferior em 0,27
ponto percentual. O acumulado no ano ficou 2,58% e nos últimos
12 meses, 5,36%.
O custo nacional por metro quadrado passou
para R$ 557,13, sendo R$ 321,79 referentes aos materiais e R$ 235,34
a mão de obra. A parcela dos materiais avançou 0,25 ponto
percentual, passando de 0,02% em abril para 0,27% em maio. No ano, houve
alta de 1,42% e em 12 meses, de 3,84%. Já a mão-de-obra
teve aceleração expressiva com variação
de 2,51%, sendo 1,54 ponto percentual acima da taxa de abril (0,97%).
No ano, subiu 4,21% e nos últimos 12 meses, 7,51%.
Regiões Sudeste e Nordeste
se destacam
O Sudeste teve alta de 1,61% e o Nordeste
de 1,14%. Os índices das Regiões Centro-Oeste e Sul foram,
respectivamente, 0,71% e 0,70%, enquanto a menor variação
regional foi verificada no Norte, 0,64%. Quanto às taxas acumuladas
no ano, o Nordeste ficou com a mais elevada (3,61%). Vindo em seguida
o Sudeste com 2,83%. O Sul apresentou o menor acumulado (1,28%.)
O Nordeste também se destacou
no acumulado dos últimos doze meses (6,98%), ficando em segundo
lugar, o Norte (6,60%). Já o menor acumulado neste período
ocorreu no Centro-Oeste (3,49%). Os custos regionais foram: R$ 597,84
(Sudeste); R$ 554,47 (Sul); R$ 535,01 (Norte); R$ 524,46 (Centro-Oeste)
e R$ 515,70 (Nordeste).
Acordos coletivos pressionaram os
índices
Dentre os índices estaduais, os
mais altos foram influenciados pelos reajustes da mão-de-obra.
O maior índice foi registrado em Sergipe (4,38%), que apresentou
o maior acumulado no ano (6,47%) e em doze meses (10,83%). Já
o menor resultado no mês ocorreu em Tocantins (0,11%).

|
PORTAL DA CIDADANIA, 08
de junho de 2006 | Brasil Agora
Reajustes salariais quase triplicam custo
da construção civil, mostra IBGE
Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Rio - O custo da construção
civil em maio quase triplicou em relação a abril. O Índice
Nacional da Construção Civil passou de 0,42% para 1,26%.
Segundo os dados divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a alta foi puxada pelos reajustes salariais
do setor, já que a data base dos trabalhadores é maio.
Na comparação com maio de 2005, o índice foi inferior
em 0,27 ponto percentual.
O INCC é composto pelas parcelas
de mão-de-obra e de materiais. Somente a mão-de-obra subiu
em maio 2,51% em relação a abril (0,97%), acumulando nos
primeiros quatro meses do ano alta de 4,21%. A parcela dos materiais
passou de 0,02% em abril para 0,27% em maio, com os reajustes nos preços
de tijolo e cimento, exercendo as maiores influências para a alta.
A gerente do levantamento, que é
feito pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal,
Sandra Lúcia Sá dos Reis, explicou que o mês de
maio se caracteriza por índices elevados em função
da concentração dos acordos coletivos e também
por conta do reflexo do aumento do salário mínimo. "A
aceleração é decorrente dos acordos coletivos ocorridos
em sete estados, além da influência do mínimo em
outros estados", acrescentou.
Os índices mais altos da construção
em maio foram registrados nas regiões sudeste (1,61%) e nordeste
(1,14%), onde ficam os estados que concentraram os reajustes salariais
da mão-de-obra. O custo nacional por metro quadrado passou de
R$ 550,51 em abril para R$ 557,13 em maio. Desse total, R$ 321,79 são
referentes aos materiais e R$ 235,34, à mão-de-obra.
Sandra do Reis lembrou que o Índice
Nacional da Construção Civil é usado como referência
para a elaboração e avaliação de orçamentos,
acompanhamento de custos e programação de investimentos.
Desde 2002 o índice é usado como referência para
a delimitação de custos de execução de obras
públicas.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 08 de junho de 2006 | Economia
Ipea revisa para cima crescimento
do PIB
Segundo o instituto, a economia brasileira avançará
3,8% este ano, e não mais os 3,4%, previstos anteriormente
Adriana Chiarini
RIO - O Instituto de pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento,
aumentou a sua projeção para o crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) deste ano de 3,4% para 3,8%. O aumento vem principalmente
dos investimentos (formação bruta de capital fixo), cuja
expansão foi revisada de 5,8% para 7,8%. Também reflete
a alta das exportações de bens e serviços cuja
projeção foi alterada de 4,5% para 5,3%, enquanto as importações
tiveram o crescimento revisto de 14,8% para 14,7%.
O Ipea prevê, agora, que a agropecuária
terá crescimento de 2,5% este ano e não mais de 3,3%,
como era a estimativa anterior. A indústria, como calculada na
pesquisa do PIB, deverá se expandir em 5,3% na nova estimativa
do Ipea. A anterior para este ano era de 4,8%.
Já o setor de serviços teve a projeção
aumentado de 2,5% para 2,7%. O crescimento industrial pela metodologia
da pesquisa de indústria mensal do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), também foi revisto para cima de
4,3% para 4,5%.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 08 de junho de 2006 | Economia
Perspectivas para economia mundial são
boas, diz G8
Segundo o grupo, os riscos são menores
que as oportunidades
EFE
BERLIM - As perspectivas para a economia
mundial continuam sendo boas, com os riscos menores que as oportunidades.
A afirmação é do Grupo dos Sete Países mais
Industrializados mais a Rússia (G8), informaram nesta quarta-feira
fontes governamentais alemãs.
Entre os riscos destacam-se os crescentes
desequilíbrios globais, a alta dos juros e uma maior pressão
inflacionária, assim como os temores de tendências protecionistas.
Os ministros de Finanças
do G8 se encontrarão para reunião oficial neste fim de
semana, em São Petersburgo, Rússia. A reunião será
preparatória para a cúpula de chefes de Estado e de governo
do grupo, na mesma cidade, a partir de 15 de julho.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 08 de junho de 2006 | Economia
Receita libera consulta ao primeiro lote
do IR hoje
Este ano o processo conta com uma novidade:
quem já teve a declaração processada poderá
conferir se caiu na malha fina, mesmo não fazendo parte do primeiro
grupo
Equipe AE
SÃO PAULO - Já estará
disponível a partir desta quinta-feira a consulta ao primeiro
lote de declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física
ano base 2005. Segundo a Secretaria da Receita Federal, o contribuinte
deve acessar o site da Receita munida dos números do Cadastro
de Pessoa Física (CPF) e do recibo de entrega. Os contribuintes
com mais de 60 anos terão prioridade no recebimento da restituição,
como determina o Estatuto do Idoso.
Quem enviou a declaração
pela internet também terá preferência no recebimento
das restituições, respeitando a data da entrega da declaração.
Os que entregaram o documento em disquete, por sua vez, entram em segundo
lugar na lista de prioridades. Já os contribuintes que apresentaram
sua prestação de contas à Receita utilizando o
antigo formulário de papel serão os últimos da
lista.
Havendo restituição, o
dinheiro será liberado a partir do dia 16 deste mês. A
correção será de 2,28% referente à taxa
básica de juros (Selic, atualmente em 15,25% ao ano), dos quais
1,28% referentes a maio e o outro 1% a junho.
Serão sete lotes ao total, com
uma liberação mensal. A última está prevista
para 15 de dezembro.
Novidade
Este ano, a Receita Federal conta com
uma novidade: o contribuinte cuja declaração já
tiver sido processada pela Receita pode conferir se caiu na malha fina
- e os motivos para tanto - mesmo não fazendo parte do primeiro
lote de restituição. Para isso, basta acessar os site
da Receita, e, na barra de rolagem do canto superior esquerdo, abaixo
do logo do órgão, escolher a opção "Extrato
DIRPF". Na janela seguinte, o contribuinte deve informar o número
de seu Cadastro da Pessoa Física (CPF) e o número do recibo
de sua declaração.
Malha fina
A malha Fiscal da Declaração
de Ajuste Anual da Pessoa Física, popularmente conhecida como
"malha fina", é a revisão de todas as declarações,
modelos completo e simplificado, de forma eletrônica, na qual
são efetuadas verificações nos dados declarados
pelo contribuinte, bem assim realizados os cruzamentos destas informações
com outros elementos disponíveis nos sistemas da Secretaria da
Receita Federal.
Após a entrega das declarações,
inicia-se a fase de processamento eletrônico das mesmas, quando
são realizadas seqüências de verificações
para identificar erros de preenchimento e inconsistência das informações
apresentadas que podem caracterizar infração à
legislação tributária. A incidência da declaração
em parâmetros de malha, em situações específicas,
interrompe o processamento até a solução dos problemas
detectados, o que pode ser feito internamente pela SRF ou, nos casos
em que é necessária a participação do contribuinte,
mediante intimação para apresentação de
informações e documentos.
A não apresentação
das informações e documentos solicitados, ou o não
atendimento às intimações expedidas pelos Auditores-Fiscais
da Receita Federal, implica na constituição do crédito
tributário sobre as divergências constatadas, mediante
a emissão de auto de infração.
|
AGÊNCIA BRASIL DE
NOTÍCIAS, 08 de junho de 2006
Dieese: Metade do mínimo compra
cesta básica
Os trabalhadores brasileiros tiveram,
em maio, o maior poder de compra da história para os itens que
compõem a cesta básica. No mês passado, os trabalhadores
gastaram, em média, 48,64% do salário líquido recebido
para adquirir a cesta – o maior índice dos últimos
24 anos. O dado é da pesquisa nacional da cesta básica,
divulgada hoje (6) em São Paulo pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese).
De acordo com o Dieese, é a primeira
vez desde 1982 que o assalariado gastou menos da metade do salário
mínimo líquido recebido para adquirir a cesta, considerando
a média do país. O resultado foi registrado em oito das
16 capitais pesquisadas pela entidade; nas restantes, esse percentual
variou de 50,54% (Vitória - ES ) a 55,38% (São Paulo -SP).
O mês de abril registrou praticamente
o mesmo índice (48,63%), mas o cálculo foi feito sobre
o reajuste para R$ 350,00, que passou a valer em maio. Tanto em maio
como em abril, o Dieese apurou que o trabalhador precisou trabalhar
98 horas e 49 minutos para adquirir a cesta.
Apesar do poder de compra recorde, a
entidade calcula que o valor do mínimo deveria ser de R$ 1.503,70,
ou seja, 4,3 vezes o salário mínimo atual, para suprir
as necessidades definidas legalmente para uma família, que, além
da cesta, incluem moradia, transporte, vestuário, saúde,
educação, higiene, lazer e previdência.
|
MONITOR MERCANTIL / SÃO
PAULO, 08 de junho de 2006
Distribuição do emprego
reforça a concentração
Sudeste tem 54 das melhores cidades para se
trabalhar no país. SP e RJ lideram
São Paulo é a melhor cidade
do país se trabalhar, seguida pelo Rio de Janeiro, segundo ranking
O Guia Você S/A - As 100 Melhores Cidades para Trabalhar.
Segundo guia, que chega às bancas
amanhã, entre as dez melhores cidades para se trabalhar, seis
são do Sudeste -além de São Paulo e Rio, Belo Horizonte
(MG); Campinas (SP); Vitória (ES); e Niterói (RJ) - duas
são do Sul - Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) - uma do centro-oeste
- Brasília (DF) - e uma do Nordeste - Recife (PE).
No total de cem, 54 são do Sudeste,
três a mais do que o do ranking em 2005. O Estado de São
Paulo tem 29 cidades na lista, com sua capital liderando o ranking pela
quinta vez. Coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da FGV/RJ,
a pesquisa analisa municípios com pelo menos 170 mil habitantes.
São considerados, além da capacidade de criar emprego,
quesitos como oferta de cursos para desenvolvimento profissional, qualidade
de vida e dinamismo da economia local.
Entre as cidades que não são
capitais, Campinas, no interior de São Paulo, e Macaé,
no litoral Norte fluminense. A primeira se destaca como pólo
de inteligência, que atrai profissionais "ansiosos por turbinar
a carreira sem descuidar da vida pessoal", segundo o guia.
Já a cidade fluminense é
a 13ª na lista de classificação geral e a primeira,
entre as não-capitais, no indicador vigor econômico. Ela
tem cerca de 5 mil empresas do setor petrolífero e é responsável
por cerca de 80% do petróleo produzido no país.
Vila Velha, no Espírito Santo,
também assiste a um aquecimento do setor de petróleo e
gás. Na sua quinta edição, o guia passou a usar
a arrecadação do ISS e dos PIBs municipais, priorizando
indicadores que medem o potencial das cidades para gerar condições
para o desenvolvimento de carreiras.
|
MONITOR MERCANTIL / SÃO
PAULO, 08 de junho de 2006
Levando a indústria nas costas
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
Industrial (Iedi) classifica como mera "força de expressão"
dizer que a produção industrial cresceu 2,9% no primeiro
quadrimestre, ante o mesmo período do ano passado. A afirmação
foi feita, em nota, ao comentar os números divulgados, ontem,
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Esse resultado foi concentrado
em pouquíssimos segmentos", salienta o instituto.
Para sustentar essa posição,
o instituto observa que, dos 27 setores analisados pelo IBGE, apenas
cinco foram responsáveis por 86% do crescimento da indústria
geral.
Eles foram: máquinas para escritório
e equipamentos de informática; máquinas, aparelhos e materiais
elétricos; material eletrônico, aparelhos e equipamentos
de comunicações; indústria extrativa; e refino
de petróleo e álcool.
De acordo com o Iedi, os números
da produção mostram que, na margem, a indústria
praticamente não saiu do lugar em 2006, mantendo - ou, segundo
o instituto, "na verdade declinando um pouco"- a produção
em relação ao final de 2005.
Outro quadro indicado pelos números
do IBGE mostra serem poucos os segmentos que conservam desempenho satisfatório.
De acordo com o Iedi, para assegurar
um melhor desempenho médio da indústria no restante do
ano, mais próximo das perspectivas de crescimento 5% para o setor,
seria necessário ampliar os segmentos dinâmicos.
Em outras palavras, o Iedi defende juros
reais (descontada a inflação) mais baixos e câmbio
mais favorável às exportações.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 08 de junho de 2006 | Economia
Bancos terão que cumprir Código
de Defesa do Consumidor
Com isso, quem tem conta em banco pode usar
o Código de Defesa do Consumidor para reclamar de serviços
e até da taxa de juros, se considerar extorsiva. Esta é
a última instância do julgamento
Mariângela Gallucci e Gustavo Freire
BRASÍLIA - Quem tem conta em banco
poderá usar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) para
reclamar de serviços e até da taxa de juros, se considerar
extorsiva. Este é o resultado do julgamento do Supremo Tribunal
Federal (STF), concluído na tarde desta quarta-feira, para a
Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) apresentada
pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro contra
a aplicação do CDC para as relações entre
bancos e clientes. Por nove votos a dois, o Supremo decidiu pela não
procedência da Adin e, conseqüentemente, pela aplicação
do Código para as relações bancárias.
Na sessão de hoje, votaram contra
a Adin os ministros Celso Melo, Marco Aurélio Melo, Cezar Peluso
e a presidente do STF, ministra Ellen Gracie. Os votos dos outros ministros
- Carlos Ayres Britto, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Néri da Silveira
(já aposentado) e Sepúlveda Pertence -, todos contrários
à Adin, foram dados em sessões anteriores.
Os dois votos favoráveis à
Adin foram de ministros de administrações anteriores -
Carlos Velloso, relator, e Nelson Jobim, ambos já aposentados.
Para eles, a lei do consumidor vale para os serviços bancários,
mas não para questões que envolvem o sistema financeiro
nacional - como aplicações financeiras, investimentos
e empréstimos. As operações financeiras, de acordo
com eles, deveriam continuar na esfera do Banco Central.
Histórico do julgamento
A ação está em julgamento
desde fevereiro de 2002, quando ficou decidido que se analisaria diretamente
o mérito da questão e não o pedido de liminar,
em razão da relevância do assunto. A causa foi pela primeira
vez a julgamento em 17 de abril de 2002.
Na ocasião, o ministro Néri
da Silveira considerou improcedente o pedido da Consif. O relator da
ação, ministro Carlos Velloso, a acolheu em parte. Ele
entendeu que o CDC não deveria ser aplicado nos assuntos relacionados
ao sistema financeiro nacional. Então, o julgamento foi suspenso
com pedido de vista pelo ministro Nelson Jobim.
Depois de quase quatro anos, a
discussão seria retomada em dezembro passado, mas o ministro
Jobim adiou a leitura de seu voto até 22 de fevereiro, pouco
antes de se aposentar. Na ocasião, Jobim votou de acordo com
o ministro Carlos Velloso. Depois disso, houve dois pedidos de vista.
Dos ministros Eros Grau e Cezar Peluso.
|
DCI –COMÉRCIO,
INDÚSTRIA E SERVIÇOS, 08 de junho de 2006
Têxteis decidem demissões
e cortes na mesa de reuniões
Carlos Matos
Os preços internacionais do algodão
voltaram a subir e, somados à entrada de produtos chineses no
País, levam a indústria têxtil a iniciar uma rodada
de demissões.
As principais empresas do segmento reuniram-se recentemente, segundo
fontes ligadas ao setor, para expor a magnitude de seus prejuízos
e definir as medidas para amenizar suas perdas, entre elas cortes de
empregados, redução de turnos de produção
e diminuição dos volumes exportados. Individualmente,
as empresas também tentam driblar a queda nas vendas agregando
valor a seus produtos.
As empresas diante desse cenário
movimentam-se no sentido do que chamam de internacionalização
e também aumentam os serviços prestados aos clientes para
ampliar receitas. A Santista se uniu-se à Tavex há pouco
tempo e especializa seu serviço de apoio às lavanderias.
A Vicunha segue a mesma direção para agregar valor com
a lavagem dos tecidos. A Santana Têxtil também anunciou
a construção de sua planta na Argentina.
Mas todas estão concentradas em
cortar a produção. A Santista e a Vicunha Têxtil
estão dispensando trabalhadores e diminuindo volume de produção,
segundo uma fonte do setor. A Santista há alguns meses desativou
as atividades do departamento de tecelagem e demitiu os trabalhadores
do setor de sua planta em Tatuí, segundo fonte dos recursos humanos
da unidade. O funcionário não soube precisar o número
de trabalhadores dispensados, mas afirmou que a produção
não foi transferida para nenhuma outra unidade da companhia,
no Brasil ou no exterior.
O departamento de recursos humanos da
Vicunha Têxtil confirmou as demissões, embora não
tenha precisado o número de funcionários cortados. Segundo
as informações, os cortes foram feitos sobretudo na parte
produtiva da empresa. As demissões afetaram a linha de malharias
em Fortaleza e a de filamentos de poliéster no Estado de São
Paulo, conforme apurou o DCI. De acordo com a fonte, o número
de demissões na Vicunha alcança 2 mil. A fonte ainda afirma
que outras empresas, como a Capricórnio S.A. e a Santo Amaro
S.A. reduziram sua produção parando linhas nos finais
de semana.
“Nós reduzimos a produção
nos meses de janeiro, fevereiro e março em 20%, mas estamos retomando
nosso volume normal”, afirma Ivan Zarif presidente da Santo Amaro
SA. O executivo afirmou que está exportando mesmo a preço
de custo ou um pouco abaixo para que os custos fixos não pressionem
as contas.
Fernando Pimentel, superintendente da Associação Brasileira
da Indústria Têxtil (Abit), diz que diversas empresas reduziram
o volume de produção de manufaturados, já que caíram
as exportações e não houve compensação
na demanda doméstica.
A alta nos preços do algodão
no início do ano, que atingiu seu pico em meados de fevereiro,
fez com que muitas indústrias têxteis estocassem a commodity.
Algumas empresas, como a Toyobo , que nunca haviam importado o insumo,
já cogitavam buscar matéria-prima no exterior. Entretanto,
segundo análise da consultoria Safras & Mercado , as indústrias
têxteis estão contabilizando grandes prejuízos decorrentes
dessas operações de estocagem e, além disso, o
algodão voltou a subir de preço no mercado externo, a
partir de meados de maio.
De acordo com a consultoria, as empresas
do segmento têm tido dificuldades em manter o nível de
exportações e, ao mesmo tempo, o dólar barato beneficiou
a entrada de produtos de vestuário chineses, o que também
reduziu a demanda doméstica por fios e tecidos nas confecções.
Um levantamento do Sindicato das Indústrias
de Vestuário de São Paulo (Sindivest) aponta que, apenas
no primeiro trimestre deste ano, as exportações de peças
de roupa sofreram queda de 14,3%, enquanto as importações
aumentaram 45%. Segundo a entidade, 70% dessas peças são
provenientes da China e Hong Kong.
Mercado doméstico
As dificuldades da indústria têxtil
também já aparecem na última pesquisa Produção
Física e Industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). No setor têxtil, a queda foi de 4,03% em relação
a abril do ano passado e o de vestuário e acessórios apresentou
retração de 13,38%.
No índice acumulado, com base
em igual período do ano anterior, o setor têxtil apresenta
resultado positivo de 2,46%, já o de vestuário e acessórios
acumula baixa de 6,83%. No acumulado dos últimos 12 meses anteriores
encerrados em abril, o resultado é negativo em ambos setores:
têxtil acumula queda de 2,11% e vestuário e acessórios
com recuo de 8,22%.
A produção de fiação
e tecelagem de fibras artificiais e sintéticas caiu 4,15%, no
quadrimestre ante o mesmo período do ano passado, enquanto acumula,
nos 12 meses, queda de 12,66%. Já o ramo de tecelagem de fibras
naturais apresentou alta de 1,15%, no quadrimestre terminado em abril,
mas no acumulado dos últimos 12 meses, recuou 2,16%.
|
CMI BRASIL, 08 de junho
de 2006
Metalúrgicos farão campanha
nacional contra terceirização
A contratação de mão-de-obra
terceirizada através de empreiteiras vem crescendo e invadindo
os mais diversos setores dentro da indústria metalúrgica.
O fenômeno começou com a
contratação de empresas especializadas em limpeza, alimentação
ou segurança, por exemplo, como uma forma de economia nos encargos
trabalhistas para os empresários. Mas, hoje, há pessoal
terceirizado também na linha de produção, o que
está comprometendo tanto a qualidade dos produtos como a renda
dos trabalhadores.
A denúncia é do presidente
da Confederação Nacional da categoria ligada à
Força Sindical, Eleno Bezerra, que estará hoje e amanhã,
em Praia Grande,SP, à frente do 1º Congresso Nacional da
entidade.
O assunto será um dos principais
temas a serem discutidos no evento, que será realizado na Colônia
de Férias do Sindicato dos Têxteis e deverá reunir
cerca de 1,2 mil representantes de 150 sindicatos e federações
de todo o País, além de delegações de outros
países (França, Estados Unidos, Venezuela, Argentina,
Chile e Itália).
Conforme o dirigente sindical, um dos
objetivos do congresso é acertar os detalhes de uma campanha
nacional contra o que ele chama de ‘‘epidemia da terceirização’’.
‘‘A justiça trabalhista
já tem reconhecido a igualdade nos direitos dos terceirizados.
Queremos, com a campanha, sensibilizar o Judiciário para que
as sentenças continuem favoráveis aos trabalhadores’’.
Bezerra denuncia que muitas empresas
contratam funcionários de outras categorias através das
empreiteiras — principalmente da construção civil
— para atuarem como metalúrgicos. A prática faz
com que funcionários com a mesma função tenham
salários e direitos distintos.
‘‘O terceirizado se sente
como um funcionário de segunda categoria dentro da empresa. Apesar
da economia nos encargos, isso não é bom para a empresa
também, porque um profissional abalado psicologicamente acaba
comprometendo a produção’’, explica.
O presidente estima que 30% dos 1,6 mil
metalúrgicos do Brasil hoje sejam empregados terceirizados. Só
na Cosipa, por exemplo, há cerca de 6 mil trabalhadores nesta
situação entre os 10 mil funcionários.
‘‘Eles trabalham como metalúrgicos,
mas são contratados em funções da construção
civil’’.
Bezerra destaca ainda que o aumento da
terceirização só escancara o problema decorrente
da falta das reformas tributária e trabalhista, que aliviariam
a carga de impostos para as empresas e ainda gerariam mais empregos.
A consequência é o enfraquecimento da economia, já
que o trabalhador tem sua renda reduzida.
Data-base
A confederação representa
1,2 mil trabalhadores do setor. O tema central do congresso será
Ampliando conquistas para os metalúrgicos do Brasil. No evento,
também serão debatidas outras questões, como a
unificação nacional das datas-base, o contrato coletivo
nacional, a formação e treinamento dos dirigentes sindicais
e os programas de qualificação e requalificação
profissional.
Estas questões foram debatidas
em nove plenárias realizadas pela confederação
em todas as regiões do País.
Além das discussões
temáticas, será elaborada, no encerramento, pauta política
que será entregue aos candidatos à presidência da
República, com propostas sobre política industrial, emprego,
qualificação e requalificação profissional
e reforma política.
|
JORNAL DA CIDADE / BAURU,
08 de junho de 2006 | Regional
Jaú: Sindicato dos trabalhadores
evita falar em pânico com 1.900 demissões
Davi Venturino
Jaú - O Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Calçados de Jaú evita o tom alarmista
diante do volume de demissões já homologadas neste ano.
Para Sônia Regina Fernandes, presidente do sindicato, ainda não
é possível afirmar que o setor está em crise baseado
apenas no número de demissões.
Fernandes ressalta que, por ser um setor
onde as vendas são sazonais, muitos trabalhadores fazem acordos,
saem de uma fábrica e vão trabalhar em outra. Atualmente,
segundo ela, existem em torno de 5 mil pessoas atuando no setor com
registro em carteira.
O secretário-geral do sindicato,
Ademar Pereira da Silva , refaz as contas e atenua as demissões.
Ele avalia que, dos 1.900 demitidos, apenas 500 a 600 pessoas representam
realmente o volume de pessoas que perderam o emprego. O restante, cerca
de 1.300 trabalhadores, são classificados por Silva como mão-de-obra
móvel - sazonal.
Segundo ele, esse contingente é
contratado tradicionalmente por três meses e remanejamento a cada
período de contrato de trabalho para outras fábricas.
“O quadro fixo das empresas foi afetado (por demissões),
mas foi algo modesto. Então, na nossa avaliação
não chega nesse número de 1.900 funcionários”,
explica.
Os afiliados ao Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Calçados começaram a campanha
de reajuste salarial deste ano. Uma assembléia foi realizada
no último sábado para definir as metas da campanha do
sindicato, que tem data-base no mês que vem. Segundo Fernandes,
a categoria irá reivindicar um reajuste real de 10%, além
da correção da inflação, e aumento de 100%
no valor da cesta básica, que varia hoje entre R$ 36,00 e R$
38,00.
|
JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO , 08 de junho de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES 2006 / REGRAS DO JOGO
Decisão do TSE desorienta partidos
e tumultua eleição
Legendas adiam convenções para avaliar
impacto da restrição maior a alianças | Tribunal
faz interpretação que amplia verticalização
e destrói acordos regionais; líderes se dizem "perplexos"
e devem recorrer da decisão
FERNANDO RODRIGUES
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apresentada a quatro dias da abertura
da temporada de convenções, a nova interpretação
do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre regras para alianças
provocou insegurança nos partidos e paralisou os acertos de coligações
para as eleições de 1º de outubro.
O TSE decidiu anteontem que partidos
que não lançarem candidato a presidente não terão,
nos Estados, liberdade total de alianças. Só poderão
se coligar a outras siglas que também não disputarem a
Presidência da República.
Com isso, convenções partidárias
foram adiadas. Acertos eleitorais foram suspensos. PL e PFL entraram
com pedido de reconsideração da decisão.
"Passei as últimas três
semanas gastando dez horas por dia para negociar alianças. Foi
tudo inútil. Temos de recomeçar", declarou o deputado
Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT. "Se o partido fosse uma
empresa, seria fácil. Dávamos uma ordem para as seções
estaduais cumprirem a nova regra. Mas com partidos o processo é
diferente, exige negociação."
Segundo Berzoini, o PT deverá
"iniciar" a convenção nacional no dia 24, "mas
o encontro ficará em aberto até o final do mês,
com a ata para ser finalizada só depois dos encontros estaduais".
Essa providência será tomada porque petistas farão
encontros nos Estados só após o dia 24. Não há
segurança de que o que for aprovado em cada local estará
de acordo com a determinação nacional.
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati
(CE), disse que a decisão do TSE "deixou o processo em completo
desarranjo" e "zerou" as alianças nos Estados.
"Estão todos perplexos, não se pode mudar regras
no meio do campeonato."
O PMDB adiou sua convenção
nacional do dia 11 para o 17. "Há um certo desajuste porque
ainda não se sabe o inteiro teor da resolução do
TSE", disse o presidente da sigla, deputado Michel Temer (SP).
Segundo ele, a direção da sigla fará consulta aos
governadores do partido na segunda-feira para tentar definir o melhor
rumo.
O PFL, parceiro até agora preferencial
do PSDB, protocolou consultas no TSE sobre o processo de alianças.
O presidente pefelista, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que vai
"aguardar as interpretações" para definir seu
destino.
Mais consultas
No total, o TSE recebeu ontem sete consultas
-uma delas sobre a eventual necessidade de as coligações
de siglas sem candidato a presidente serem idênticas em todos
os Estados.
O presidente do tribunal, ministro
Marco Aurélio de Mello, se defendeu ontem das críticas
dos partidos. Ao explicar a decisão do TSE, comparou coligações
a casamentos. "Isso [a verticalização] resulta em
casamento único, e a relação subseqüente há
de ser tomada como concubinato, o que é condenável."
Sobre a possibilidade de recuar, afirmou: "Só os mortos
não evoluem, mas eu estou convencido do acerto do voto que proferi."
|
JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO , 08 de junho de 2006 | Dinheiro
Câmara dá 16,67% a todos os
aposentados
Índice é o mesmo usado para corrigir
benefícios iguais ao mínimo; se o Senado não derrubar
proposta, Lula vai vetá-la | Medida, que beneficiaria 8,2 milhões
de aposentados, implica gastos adicionais da Previdência estimados
em R$ 7 bi apenas neste ano
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em nova derrota legislativa do governo,
a Câmara dos Deputados elevou de 5% para 16,67% o reajuste das
aposentadorias e pensões do INSS superiores a um salário
mínimo.
A medida, que implica gastos adicionais
estimados em R$ 7 bilhões neste ano, ainda precisa passar pelo
Senado e está sujeita ao veto do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
A votação evidencia a crescente
dificuldade do Palácio do Planalto de debelar, no Congresso,
as pressões por aumentos de gastos, subsídios e vantagens
tributárias. Desarticulado desde que veio à tona o escândalo
do mensalão, o comando governista sofre agora com os efeitos
do ano eleitoral.
Ontem, o Planalto foi traído pelos
partidos de sua base de apoio, que deram quase a metade dos 274 votos
favoráveis à proposta -incluída na medida provisória
que elevou o salário mínimo de R$ 300 para R$ 350.
Apenas cinco deputados foram fiéis
a Lula a ponto de votarem contra o benefício aos aposentados.
Outros 73 se declararam em obstrução, estratégia
de quase todos os petistas, e 15 se abstiveram.
O texto estende a todos os aposentados e pensionistas o reajuste concedido
ao salário mínimo a partir de 1º de abril, o maior
desde 1995 -o equivalente a 13,03% acima da variação do
INPC desde o reajuste anterior, em maio de 2005.
Também como parte do pacote reeleitoral
de Lula, o governo havia concedido reajuste real de 1,5% aos cerca de
8,2 milhões de beneficiários do INSS que recebem mais
de um salário mínimo. Para isso, teve de acrescentar mais
R$ 950 milhões ao Orçamento, que só previa a correção
pela inflação.
O teto dos benefícios subiu de
R$ 2.668,15 para os atuais R$ 2.801,56. A Câmara elevou o valor
a R$ 3.112,84.
A mudança na MP do salário
mínimo (nº 288), aprovada pela Câmara, cria uma confusão
legislativa, uma vez que os deputados ainda vão votar a MP 291,
que reajustou os benefícios dos demais aposentados e pensionistas
em 5%.
Esse foi um dos argumentos usados pelos
governistas para evitar a votação de ontem do destaque
-proposta de modificação votada separadamente após
a aprovação do texto principal de um projeto ou MP- que
alterou a medida provisória do mínimo.
A oposição, porém,
estava mais interessada em obrigar os petistas a passar pelo desgaste
de rejeitar uma proposta de alcance popular, como o PT fazia nos tempos
de oposição.
Previdência quebrada
Na semana passada, quando começou
a votação da MP, a base lulista foi obrigada a derrubar,
com dificuldade, uma proposta do PFL e do PSDB que elevava o mínimo
a R$ 375.
Foram 177 votos contra, 164 a favor e
duas abstenções. Em acordo com os dois maiores partidos
de oposição, os governistas concordaram em votar nominalmente
o destaque, desde que outros não fossem apresentados.
Anteontem, no entanto, o PPS, que não
havia participado do acordo, apresentou como destaque a emenda que estende
o reajuste a todos os aposentados, apresentada pelo deputado Ivan Ranzolin
(PFL-SC) antes da votação em plenário.
A partir daí, restou ao governo
obstruir as votações, recurso típico das minorias
no Congresso. As manobras protelatórias só funcionaram
por 24 horas. "Podemos até fazer um discurso de que estamos
defendendo os aposentados, mas igualmente teremos a responsabilidade
de dizer que estamos quebrando a Previdência", discursou
o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a poucos minutos
do fim da votação.
Segundo o advogado Wladimir Novaes Martinez,
especialista em legislação previdenciária, "se
não ocorrer o veto presidencial estará aberto um precedente
para os reajustes futuros". Significa dizer que, em 2007 e nos
anos seguintes, a sociedade estará esperando o mesmo índice
para o mínimo e para os benefícios acima dele. "Sem
o veto, toda a sociedade terá de pagar pelo reajuste."

|
JORNAL GAZETA DO POVO, 08 de junho de 2006
| Economia
INDÚSTRIA
Senai amplia rede de atendimento
O Senai Paraná expandiu sua rede física no primeiro semestre,
com a inauguração de escola em Colombo e a ampliação
da unidade de Rio Branco do Sul e do Centro de Treinamento e Desenvolvimento
do Vestuário do Sudoeste do Paraná, em Francisco Beltrão.
Até o fim do ano começam a funcionar a unidade de Araucária,
o Centro de Vestuário e da Moda de Londrina e uma nova área
de Plásticos e Ferramentaria em Cascavel. A escola de Araucária,
em parceria com a prefeitura, será uma das maiores do sistema,
com capacidade para atender 4 mil alunos por ano, e vai capacitar mão-de-obra
para Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobrás.
|
INFO MONEY PESSOAL, 08 de
junho de 2006
Copa do Mundo: trabalhadores devem parar
ou não em dia de jogo?
SÃO PAULO - A poucos dias para
o início da Copa do Mundo, o assunto ganha força: possibilidade
de conquistar o hexa, treinos e dias de folga dos jogadores, preparativos
finais e... horários dos jogos! E aí a coisa "pega"
para os trabalhadores: como acompanhar as partidas da Seleção
Brasileira em pleno expediente de trabalho?
É claro que a idéia mais
atraente é, sem dúvida, parar tudo. Fechar as portas mais
cedo, deixar cada um curtir e torcer como gosta. Mas isso seria possível...ou
permitido?
O que diz a lei
Se você, fanático por futebol,
está inconformado porque em seu local de trabalho a Copa do Mundo
não será tratada como acha que merece, aí vai um
argumento que pode servir de consolo.
Segundo informações da
IOB Thomson, especializada na publicação de assuntos jurídicos
e tributários, não existe na legislação
trabalhista algo que dê aos trabalhadores o direito de paralisarem
suas atividades ou faltarem no trabalho por conta dos aguardados jogos
da Seleção.
Para quem acha isso "absurdo",
a IOB esclarece ainda que a empresa pode proibir, dependendo da atividade
desenvolvida, que o empregado acompanhe as partidas de futebol por meio
de aparelhos eletrônicos.
Nem tudo está perdido...
Calma! Afinal, estamos falando do País
do Futebol. Diante disso, nem o menos adepto ao esporte resiste a uma
torcida pela Seleção. É o Brasil que está
em campo!
O consultor da área Trabalhista
e Previdenciária da IOB Thomson, Silvio Heider Lencione Senne,
esclarece que no Brasil as empresas, empregados e sindicatos têm
encontrado soluções alternativas eficazes para conciliar
o evento.
O especialista relata algumas soluções
adotadas: a paralisação total da empresa, a organização
de escalas de revezamento ou a paralisação parcial dos
funcionários, que permanecem na companhia para assistir os jogos,
retomando o expediente normal em seguida.
Não abuse
Dependendo da alternativa escolhida,
pode-se optar pelo sistema de compensação das horas paradas
ou mesmo utilização do banco de horas. O objetivo, com
isso, é que ninguém saia perdendo e que a produtividade
seja mantida.
Já para os radicais que pretendem
faltar ou abandonar "o barco" no horário do jogo simplesmente
por amor ao futebol arte, um alerta poderá fazê-lo mudar
de opinião: o consultor destaca que o empregado que se ausentar
sem justificativa nesses dias, ou não cumprir o acordo de compensação
de horas, poderá ser descontado em seu salário e até
mesmo receber punição disciplinar.
Entre no clima
Para as empresas que ainda não
optaram pelo esquema de trabalho nos jogos do Brasil, a idéia
de paralisar atividades para que os empregados assistam às partidas
na própria companhia pode ser a solução.
Afinal, trata-se de um momento de descontração
e união do grupo, onde todos da equipe torcerão por um
mesmo objetivo, o que não acontece sempre, sobretudo quando o
assunto é futebol.
Sabe-se da importância da motivação
e da integração no ambiente de trabalho. E as atividades
esportivas podem ajudar muito nisso. Quer melhor momento do que esse
para estabelecer essa política? Aproveite e organize sua torcida!
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
07/06/2006
Comissão aprova elevação
de idade para aposentadoria compulsória
A Comissão Especial da Câmara
dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 457/05, do Senado Federal, que eleva de 70 para 75 anos a idade
para a aposentadoria compulsória dos servidores públicos,
aprovou o parecer do relator, deputado João Castelo (PSDB-MA),
em sessão realizada esta tarde. Em seguida, a PEC deverá
ser analisada pelo Plenário da Câmara, em dois turnos,
em votação de quorum qualificado, isto é, de maioria
de 3/5 (308 deputados).
Para fundamentar seu parecer, o deputado
João Castelo usou argumentos que coincidem com a opinião
do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ronaldo Lopes
Leal, manifestada em audiência pública na Comissão
no último dia 10 de maio. Na ocasião, Leal defendeu a
alteração no limite de idade em razão do aumento
da expectativa de vida dos brasileiros.
“Não estou aqui para defender
o projeto tal qual veio do Senado porque os membros dos Tribunais Superiores
não são mais importantes que os servidores públicos
em geral, mas não podemos desprezar um dado fundamental: a elevação
na expectativa de vida dos brasileiros. E eu pergunto aos senhores:
pode o serviço público se dar ao luxo de perder pesquisadores,
professores, magistrados, diplomatas para a iniciativa privada apenas
porque eles chegaram aos 70 anos?”, indagou o presidente no TST
naquela oportunidade.
No parecer lido e aprovado pela Comissão
Especial esta tarde com apenas dois votos contrários, o deputado
João Castelo afirmou que “qualquer análise de mérito
da matéria a que se vincula a PEC 457-A, de 2005, e das outras
proposições a ela apensadas, ou seja, do instituto da
aposentadoria compulsória do servidor público, envolve
profunda discussão de questões relacionadas com o aumento
da longevidade e da qualidade de vida do trabalhador em geral, bem como
da manutenção de sua capacidade de trabalho.”

|