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Nova Central, 29 de junho de 2006
ANIVERSÁRIO DA NOVA CENTRAL
Um ano de lutas

Congresso de todas as categorias profissionais
Nos dias 28 e 29 de junho de 2005, mais
de seis mil trabalhadores, representando cerca de novecentas entidades
sindicais, reuniram-se em Brasília para fundar a NOVA CENTRAL
SINDICAL DE TRABALHADORES.
 
José Calixto eleito presidente por unanimidade

Compromisso de luta pela organização sindical brasileira
Sindicalismo
histórico
Os delegados ao congresso de fundação da NCST vieram de
todas as regiões do País com o compromisso de lutar pela
unicidade sindical, pelo sistema confederativo, pelo custeio compulsório
e em defesa dos direitos sindicais e trabalhistas.
Estes são princípios fundamentais
da Nova Central.
Compromisso com o sistema confederativo...

..e absoluto respeito às decisões das bases.
 
Campanhas e mobilizações da Nova Central...
 
... defesa e resgate de princípios e direitos.

NCST junto com as mulheres, aposentados e pensionistas
Representação
Desde a sua fundação, a Nova Central assumiu a representação
dos interesses maiores dos trabalhadores brasileiros e do sistema confederativo.
Neste sentido, a NCST participa de fóruns, plenárias e
demais eventos, sempre na defesa dos direitores sindicais e trabalhistas.
Neste primeiro ano de vida, o nosso compromisso é o mesmo: fazer
um sindicalismo com ética, princípios, respeito às
decisões da base e defesa permanente das nossas conquistas históricas.
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Nova Central, 29 de junho
de 2006
Lula assina acordo com japoneses sobre
padrão de TV digital; saiba o que mudará
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina hoje, às
10h30, no Palácio do Planalto, o decreto que estabelece as regras
para a implantação da TV digital no Brasil. Também
será assinado um Termo de Compromisso entre os governos brasileiro
e japonês, com a presença do ministro do Interior e da
Comunicação do Japão, Heizo Takenaka. A escolha
do padrão tecnológico japonês encerra uma discussão
que já dura mais de dez anos e dá um passo decisivo para
mudar a televisão aberta no País.
O decreto cria o Sistema Brasileiro de
TV Digital Terrestre (SBTVD-T), que terá grande parte do padrão
japonês, mas com inovações tecnológicas desenvolvidas
no Brasil. As regras do decreto são importantes porque, a partir
delas, emissoras e indústrias poderão começar a
trabalhar para mudar os equipamentos de transmissão e a produzir
os novos televisores. Europeus e americanos, que concorreram com os
japoneses, teriam reclamado de que o governo rendeu-se ao interesse
dos radiodifusores, defensores do padrão japonês.
O decreto de Lula prevê sete anos
para implantação do sistema digital em todo o País
e dez anos para concluir a migração do sistema atual,
analógico, para o digital. As redes de televisão terão
prazo de sete anos para cobrir digitalmente todo território nacional.
O televisor que a população tem atualmente em casa, que
funciona no sistema analógico, poderá ser usado até
2016, quando esse tipo de transmissão deixará de ser feito.
Como os televisores digitais, que custam cerca de R$ 10 mil, ainda vão
levar cerca de três anos para baixar de preço, o consumidor
poderá comprar um conversor de sinais ("set top box"),
que é uma caixinha que transforma o sinal digital em analógico,
o que vai melhorar consideravelmente a imagem. A estimativa é
de que a versão mais simples desse conversor começará
custando US$ 50 (cerca de R$ 110).
O que mudará com TV digital
A TV digital permite a transmissão
da imagem em alta definição, proporciona transmissão
e recepção de maior quantidade de conteúdo por
um mesmo canal, e possibilita maior interatividade, usando o modo digital
para enviar vídeo, áudio e sinais de dados. A tecnologia
surgiu quando cientistas japoneses se uniram para descobrir um tipo
de transmissão capaz de dar ao telespectador as sensações
mais próximas possíveis, tanto em imagem quanto em som,
daquelas experimentadas por um espectador no cinema.
Atualmente, existem três tipos
de transmissão de TV digital: ATSC (Advanced Television Systems
Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia
do Sul; ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial),
adotado pelo Japão; e DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial),
adotado pelos demais países que já decidiram qual padrão
seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África
e Oceania. O padrão japonês é o único dos
três que já está pronto para transmissões
para dispositivos portáteis (como receptores em carros) e móveis
(como celulares).
No Brasil, a partir da implantação
da TV digital, as emissoras terão dez anos para se adaptar. Durante
esse tempo, a programação, poderá ser transmitida
simultaneamente em sinal digital e analógico. Porém, após
o prazo, canal analógico deverá ser devolvido a transmissão
passará a ser exclusivamente digital.
Veja abaixo o que mudará
com a TV digital:
Resolução
da imagem: Atualmente, um monitor analógico de boa qualidade
apresenta entre 525 e 625 linhas de vídeo. Na televisão
digital de alta definição, chega-se a 1080 linhas com
o padrão HDTV (High Definition Television). Novo formato da imagem:
A tela dos monitores digital passará do formato 4:3, típico
da TV analógica, para o formato 16:9, mais próximo do
formato panorâmico de uma tela de cinema.
Qualidade do
som: A televisão iniciou com som mono (um canal de áudio),
evoluiu para o estéreo (dois canais, esquerdo e direito). Com
a TV digital, passará para seis canais (padrão utilizado
por sofisticados equipamentos de som e home-theaters).
Interatividade: O usuário poderá interagir com a programação
dos canais da TV digital. O conteúdo será transmitido
unilateralmente para o receptor de uma só vez. A partir daí,
o usuário pode interagir livremente com os dados que ficam armazenados
no seu receptor. Um novo fluxo de dados ocorre apenas quando é
solicitada uma atualização ou uma nova área do
serviço é acessada.
Novos canais:
Com a TV digital, serão criados quatro novos canais públicos
(Executivo, Cultura, Educação e Cidadania), que serão
administrados por operadores de rede, a cargo de uma entidade também
pública. Comércio eletrônico: As emissoras poderão
oferecer compras pelo controle remoto, acesso ao banco e até
venda de programas pagos. O usuário da TV digital poderá
também comprar produtos agregados à programação.
O tradicional merchandising poderá complementado por um aplicativo
que oferece o item exibido ou mencionado pelo personagem para aquisição
imediata.
Mobilidade:
Todos os serviços oferecidos pela TV digital poderão ser
transportados para um dispositivo que pode ser acessado de qualquer
lugar, a qualquer hora, caso o governo opte por um modelo que priorize
a portabilidade. A TV digital poderá ser acessada por meio de
terminais móveis como celulares ou dispositivos desenvolvidos
especialmente para receber conteúdo multimídia.
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Nova Central, 29 de junho
de 2006
MPs que legalizam as centrais sindicais
e reajustam benefícios dos aposentados estão em pauta
na Câmara
Aumento dos aposentados
Depois de analisarem as emendas do Senado
para a MP 284/06, os deputados poderão continuar a votação
da Medida Provisória 291/06, que reajusta em 5%, a partir de
1º de abril de 2006, os benefícios mantidos pela Previdência
Social acima de um salário mínimo. Na discussão
da matéria, deve continuar o impasse entre governo e oposição
sobre o índice de reajuste. Os partidos de oposição
querem aprovar uma emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) que concede
aumento de 16,67% aos aposentados e pensionistas, mesmo índice
aplicado ao reajuste do salário mínimo.
Já o governo pretende garantir
o reajuste de 5% para os proventos da Previdência Social de valor
acima de um salário mínimo nessa medida, pois na votação
na Câmara da MP 288/06 foi aprovada outra emenda com reajuste
de 16,66%. A terceira medida provisória em pauta é a 292/06,
que modifica dispositivos legais relacionados aos imóveis da
União para facilitar a regularização de assentamentos
e o acesso a terreno ou a moradia para a população de
baixa renda, definida pela MP como aquela com renda familiar de até
cinco salários mínimos.
Sindicatos
Os sindicatos são o tema das MPs
293/06 e 294/06, que também trancam a pauta. A primeira define
requisitos para as centrais sindicais serem reconhecidas oficialmente
como representantes dos trabalhadores em fóruns, colegiados de
órgãos públicos e outros grupos de composição
tripartite nos quais estejam em discussão assuntos de interesse
geral dos trabalhadores.
Já a MP 294/06 cria, na
estrutura do Ministério do Trabalho, o Conselho Nacional de Relações
de Trabalho (CNRT). O órgão terá função
consultiva e deliberativa em assuntos trabalhistas, sendo formado por
representantes do governo federal, dos trabalhadores e dos empregadores.
Uma das principais atribuições do conselho será
propor e ajudar a elaborar projetos de lei sobre relações
de trabalho e sindicais.
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Agência Diap, 29 de
junho de 2006
Cabeças 2006
DIAP divulga lista dos 100 parlamentares
mais influentes
O DIAP, após exaustivo levantamento, publica a 13ª edição
dos Cabeças do Congresso Nacional, que mapeia os 100 deputados
e senadores mais influentes do Poder Legislativo Federal. Os mais influentes
foram identificados a partir de critérios quantitativos e qualitativos,
apurados segundo a metodologia convencional da ciência política,
que leva em consideração aspectos institucionais, reputacionais
e de tomada de decisão.
Pelo levantamento, conclui-se que os
parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso
Nacional têm formação superior, são profissionais
liberais, defendem a economia de mercado, são predominantemente
de centro, têm mais de um mandato, são oriundos de regiões
ricas ou dos Estados ricos das regiões pobres, pertencem aos
maiores partidos, destacam-se como articuladores e debatedores. Veja
a lista, por partido, dos 100 Cabeças do Congresso. A publicação
completa poderá ser adquirida no DIAP em julho.
Os Cabeças por Partido
PT (22)
Aloizio Mercadante (SP)
Antônio Carlos Biscaia (RJ)
Arlindo Chinaghia (SP)
Carlito Merss (SC)
Delcídio Amaral (MS)
Eduardo Suplicy (SP)
Fernando Ferro (PE)
HENRIQUE FONTANA (PT)
IDELI SALVATTI (SC)
Jorge Bittar (RJ)
José Eduardo Cardozo (SP)
José Pimentel (CE)
Luciano Zica (SP)
Luiz Eduardo Greenhalgh (SP)
Maurício Rands (PE)
Paulo Delgado (MG)
Paulo Paim (RS)
RICARDO BERZOINI (SP)
Sigmaringa Seixas (DF)
Tião Viana (AC)
Virgílio Guimarães (MG)
Walter Pinheiro (BA)
PFL (17)
Antônio Carlos Magalhães (BA)
Antônio Carlos Magalhães Neto (BA)
Demóstenes Torres (GO)
Efraim Morais (PB)
Jorge Bornhausen (SC)
José Agripino (RN)
José Carlos Aleluia (BA)
José Thomaz Nonô (AL)
José Roberto Arruda (DF)
Marco Maciel (PE)
Ney Lopes (RN)
Pauderney Avelino (AM)
Paulo Octávio (DF)
Roberto Magalhães (PE)
RODOLPHO TOURINHO (BA)
Rodrigo Maia (RJ)
Ronaldo Caiado (GO)
PSDB (14)
Alberto Goldman (SP)
Álvaro Dias (PR)
ARNALDO MADEIRA (SP)
Arthur Virgílio (AM)
BISMARCK MAIA (CE)
Gustavo Fruet (PR)
Custódio Mattos (MG)
Eduardo Paes (RJ)
Jutahy Junior (BA)
Luiz Carlos Hauly (PR)
Sérgio Guerra (PE)
Tasso Jereissati (CE)
WALTER FELDMAN (SP)
Yeda Crusius (RS)
PMDB (14)
AMIR LANDO (RO)
Delfim Netto (SP)
EUNÍCIO OLIVEIRA (CE)
Geddel Vieira Lima (BA)
Henrique Eduardo Alves (RN)
Jader Barbalho (PA)
José Sarney (AP)
OSMAR SERRAGLIO (PR)
Mendes Ribeiro Filho (RS)
Michel Temer (SP)
Ney Suassuna (PB)
Pedro Simon (RS)
Renan Calheiros (AL)
ROMERO JUCÁ (RR)
PTB (6)
Armando Monteiro (PE)
Arnaldo Faria de Sá (SP)
Fernando Bezerra (RN)
José Múcio Monteiro (PE)
JOVAIR ARANTES (GO)
Luiz Antônio Fleury (SP)
PSB (7)
Alexandre Cardoso (RJ)
Antonio Carlos Valadares (SE)
Beto Albuquerque (RS)
CARLOS MOTA (MG)
EDUARDO CAMPOS (PE)
Luiza Erundina (SP)
Renato Casagrande (ES)
PP (2)
Francisco Dornelles (RJ)
JULIO LOPES (RJ)
PL (3)
Inaldo Leitão (PB)
Inocêncio Oliveira (PE)
João Caldas (AL)
PCdoB (5)
AGNELO QUEIROZ (DF)
ALDO REBELO (SP)
Inácio Arruda (CE)
Jandira Feghalli (RJ)
Renildo Calheiros (PE)
PDT (5)
Alceu Collares (RS)
Cristovam Buarque (DF)
Jefferson Peres (AM)
MIRO TEIXEIRA (RJ)
Sérgio Miranda (MG)
PPS (2)
FERNANDO CORUJA (SC)
Roberto Freire (PE)
PSol (2)
Heloísa Helena (AL)
CHICO ALENCAR (RJ)
PV (1)
FERNANDO GABEIRA (RJ)
*Observação: os
nomes em caixa alta e negrito representam os Cabeças que entraram
ou retornaram para a lista na edição de 2006.
Deputados em ascensão (41)
Alice Portugal (PCdoB/BA)
ANDRÉ FIGUEIREDO (PDT/CE)
ANIVALDO VALE (PSDB/PA)
ANTÔNIO CARLOS MENDES THAME (PSDB/SP)
Antônio Carlos Pannunzio (PSDB/SP)
Babá (PSol/PA)
Carlos Abicalil (PT/MT)
Ciro Nogueira (PP/PI)
Daniel Almeida (PCdoB/BA)
Dimas Ramalho (PPS/SP)
Dr. Rosinha (PT/PR)
Dra. Clair (PT/PR)
Eduardo Gomes (PSDB/TO)
Gilmar Machado (PT/MG)
Ivan Valente (Psol/SP)
JOÃO ALFREDO (PSol/CE)
João Fontes (PDT/SE)
João Grandão (PT/MS)
Júlio Semeghini (PSDB/SP)
LUCIANO CASTRO (PL/RR)
Dr. PINOTI (PFL/SP)
Luiz Sérgio (PT/RJ)
MANINHA (PSol/DF)
Marcelo Ortiz (PV/SP)
MARCO MAIA (PT/RS)
Mário Assad Junior (PSB/MG)
MÁRIO NEGROMONTE (PP/BA)
Mauro Passos (PT/SC)
MOREIRA FRANCO (PMDB/RJ)
NELSON PELEGRINO (PT/SP)
PAULO PIMENTA (PT/RS)
Rafael Guerra (PSDB/MG)
RAUL JUNGMANN (PPS/PE)
Sarney Filho (PV/MA)
Sebastião Madeira (PSDB/MA)
Tarcísio Zimmermann (PT/RS)
Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM)
Vicentinho (PT/SP)
Walter Barelli (PSDB/SP)
WILSON SANTIAGO (PMDB/PB)
Zezéu Ribeiro (PT/BA)
Senadores em ascensão (09)
Ana Júlia Carepa (PT/PA)
Marcelo Crivella (PRB/RJ)
GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB/RN)
Geraldo Mesquita (PMDB/AC)
Jonas Pinheiro (PFL/MT)
Lúcia Vânia (PSDB/GO)
Luiz Otávio (PMDB/PA)
PATRÍCIA GOMES (PSB/CE)
Roseana Sarney (PFL/MA)
Quem entrou – Novos Cabeças
1. Agnelo Queiroz (PCdoB/DF) - deputado,
ex-ministro do Esporte
2. Aldo Rebelo (PCdoB/SP) - deputado, ex-ministro da Casa Civil e presidente
da Câmara
3. Amir Lando (PMDB/RO) - senador, ex-ministro da Previdência
4. Arnaldo Madeira (PMDB/SP) - deputado, ex-secretário de Governo/SP,
pertence ao grupo político de Geraldo Alckmin
5. Bismarck Maia (PSDB/CE) - deputado, 1º vice-líder do
PSDB, pertence ao grupo político de Tasso Jereissati
6. Carlos Mota (PSB/MG) - deputado, presidente da Comissão de
Fiscalização Financeira e Controle
7. Chico Alencar (Psol/RJ) - deputado, um dos expoentes do Conselho
de Ética da Câmara
8. Eduardo Campos (PSB/PE) - deputado, ex-ministro da Ciência
e Tecnologia e presidente do PSB
9. Eunício Oliveira (PMDB/CE) - deputado, ex-ministro das Comunicações
10. Fernando Coruja (PPS/SC) - deputado, ex-secretário de Estado
e líder do PPS
11. Fernando Gabeira (PV/RJ) - deputado, guerrilheiro da ética
na política
12. Henrique Fontana (PT/RS) - deputado, líder do PT
13. Ideli Salvatti (PT/SC) – senadora, líder do PT no Senado
14. Jovair Arantes (PTB/GO) - deputado, vice-líder do PTB e coordenador
do movimento Câmara Forte
15. Júlio Lopes (PP/RJ) - deputado, vice-líder do PP,
ex-presidente de comissão permanente e relator da Lei de Saneamento
16. Miro Teixeira (PDT/RJ) - deputado, líder do PDT e ex-ministro
das Comunicações
17. Osmar Serraglio (PMDB/PR) - deputado, vice-líder do PMDB
e relator da CPMI dos Correios
19. Ricardo Berzoini (PT/SP) - deputado, ex-ministro da Previdência
Social, do Trabalho e Emprego e presidente do PT
20. Romero Jucá (PMDB/RR) - senador, ex-ministro da Previdência,
líder do Governo no Senado
21.Walter Feldman (PSDB/SP) - deputado, ex-secretário da Prefeitura
de São Paulo, pertence ao grupo político de José
Serra.
Quem saiu da edição
de 2006
1. Abelardo Lupion (PFL/PR) - deputado
2. Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP) - deputado
3. Eduardo Azeredo (PSDB/MG) - senador
4. Eliseu Resende (PFL/MG) - deputado
5. Hélio Costa (PMDB/MG) - senador licenciado, atual ministro
das Comunicações
6. Heráclito Fortes (PFL/PI) - senador
7. João Paulo Cunha (PT/SP) - deputado
8. José Borba (PMDB/PR) - ex-deputado, renunciou ao mandato
9. José Janene (PP/PR) - deputado
10. José Jorge (PFL/PE) - senador
11. Maninha (PT/DF) - deputada
12. Miguel Arraes (PSB/PE) - deputado, falecido
13. Ônix Lorenzoni (PFL/RS) - deputado
14. Paulo Rocha (PT/PA) - ex-deputado, renunciou ao mandato
15. Pedro Henry (PP/MT) - deputado
16. Professor Luizinho (PT/SP) - deputado
17. Ricardo Barros (PP/PR) - deputado
18. Roberto Brant (PFL/MG) - deputado
19. Sandro Mabel (PL/GO) - deputado
20. Severino Cavalcanti (PP/PE) - ex-deputado, renunciou ao mandato
21. Valdemar Costa Neto (PL/MG) - Presidente do PL, ex-deputado, renunciou
ao mandato.
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Folha
de São Paulo, 29 de junho de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
A 90 dias da eleição, Lula
dá Bolsa-Família a 1,8 milhão
Número de novos beneficiados em um único
mês mostra aceleração do programa | Benefício,
que atingia 3,6 milhões de famílias no país em 2003,
chegou à meta de 11,1 milhões prevista para este ano
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em um único mês -e a pouco
mais de 90 dias da eleição presidencial-, cerca de 1,8
milhão de famílias tornaram-se beneficiárias do
principal programa social do governo Lula e receberão o benefício
até o quinto dia útil de julho. Ao menos 1 milhão
dessas famílias não recebia por nenhum outro programa
federal de transferência de renda até maio. O número
de famílias incluídas no Bolsa-Família em um único
mês -exatas 1.784.624- contrasta com o ritmo de crescimento do
programa desde outubro de 2003, quando o benefício foi criado.
Até o final do primeiro ano de
mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, havia 3,6 milhões
de famílias beneficiadas. Nos dois anos seguintes, 2,9 milhões
e 2,2 milhões de famílias foram incluídas, respectivamente:
em 2004, o número aumentou para 6,5 milhões e, em 2005,
passou a 8,7 milhões. Ou seja, no mês de junho, o programa
cresceu o equivalente a 62% de todo o ano de 2004. Somente em um mês,
ingressaram no programa 81% do número de famílias incluídas
do início ao fim de 2005.
Não há impedimento legal
para que mais famílias sejam incluídas no Bolsa-Família
no período da campanha eleitoral. Dados do Ministério
do Desenvolvimento Social ajudam a explicar como o governo conseguiu
ultrapassar neste mês a meta fixada para o ano de 11,1 milhões
de famílias atendidas pelo Bolsa-Família, que paga entre
R$ 15 e R$ 95 por mês. Os números resultam, em parte, de
uma mudança no critério para a inclusão no programa.
Em abril, o governo aumentou de R$ 100 para R$ 120 o limite de renda
mensal por pessoa das famílias que teriam acesso ao Bolsa-Família.
Além disso, o governo completou
a atualização dos cadastros do programa nos municípios,
o que também contribuiu para o aumento do número de beneficiários.
Parte deles já recebia dinheiro de outros programas de transferência
de renda criados no governo Fernando Henrique Cardoso, como os 258 mil
beneficiários do Auxílio Gás recém-incluídos
no Bolsa-Família. O programa pagava R$ 15 a cada dois meses.
Apesar do cumprimento da meta, a secretária nacional de renda
da cidadania, Rosani Cunha, reconhece que parte das famílias
com renda mensal de até R$ 120 por pessoa não recebe o
benefício. "O que a gente imagina é que pessoas podem
deixar o programa para que outras possam ser incluídas."
Expansão
Segundo dados do Ministério do
Desenvolvimento Social, a expansão do programa foi mais acelerada
em seis Estados: Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco,
Ceará e Maranhão, nessa ordem. Esses Estados mantiveram,
assim, a liderança no número de benefícios pagos
pelo governo. O Amapá, Estado que menos ampliou o número
de beneficiários do Bolsa-Família (foram 4.116 famílias),
teve o maior aumento na estimativa do número de pobres conforme
a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio,
do IBGE). Em três anos, dobrou o número de pobres no Amapá.
Das 38,6 mil famílias pobres estimadas pela última pesquisa,
20,9 mil receberão o benefício até o início
de julho.
A Pnad de 2004 também ajustou
a meta do Bolsa-Família. O número anterior de famílias
pobres a ser beneficiadas, fixado com base na Pnad de 2001, era de 11,2
milhões de famílias. Em abril, a meta foi corrigida para
11,1 milhões, em decorrência na redução de
23,6% para 21,4% na estimativa de número de famílias pobres.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 29
de junho de 2006 | Brasil
TRABALHO
Congresso aprova fundo de garantia
para domésticos
Brasília – O Congresso Nacional concluiu a votação
da medida provisória cujo objetivo original era estimular a formalização
dos empregados domésticos, mas cujo texto acabou incluindo a
obrigatoriedade da inclusão desses trabalhadores no regime do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – o que pode
desencorajar empregos com carteira assinada.
Segundo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS),
vice-líder do governo na Câmara, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pode vetar a regra referente ao FGTS.
“Isso será analisado. Não temos compromisso com
a sanção.’’ A decisão pode implicar
desgaste político em ano eleitoral.
A MP permite o desconto, na declaração
do Imposto de Renda, dos gastos do patrão com a contribuição
previdenciária (12%) relativa ao salário mínimo
de um empregado doméstico. Em acordo fechado com a oposição,
a Câmara derrubou a elevação do benefício
para dois empregados promovida pelo Senado.
Editada em março, a medida provisória
deixaria de vigorar na próxima semana se não fosse aprovada
até lá pelos parlamentares. No Congresso, as vantagens
tributárias oferecidas aos empregadores domésticos foram
ampliadas.
Pela proposta original do Executivo,
a regra seria aplicada a partir de abril deste ano, nas declarações
do IR a serem entregues à Receita em 2007. O texto foi alterado
para que o benefício retroaja a janeiro.
Custos
Os parlamentares também permitiram
que a contribuição previdenciária patronal referente
ao 13.º salário e ao adicional de férias seja deduzida.
Não há um cálculo
preciso do custo das alterações promovidas pelo Congresso.
Atualmente, a inscrição do trabalhador doméstico
no FGTS é optativa para o empregador.
Benefícios
8% do valor do salário é
quanto o trabalhador doméstico passará a ter em sua conta
do FGTS.
40% do saldo total do FGTS é
quanto o trabalhador doméstico terá direito em caso de
demissão sem justa causa.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
29 de junho de 2006 | Economia
Relatório do BC prevê que
inflação fica abaixo da meta em 2006
BRASÍLIA - O Relatório
Trimestral de Inflação, que o Banco Central divulgou hoje,
indica que inflação medida pelo Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminará 2006 em
3,8% - abaixo da meta do Conselho Monetário Nacional de 4,5%.
Em 2007, ela ficará, conforme a projeção, em 4,2%.
No último Relatório Trimestral
de Inflação, divulgado em março, a expectativa
para 2006 era de 3,7% e, para o próximo ano, de 3,9%.
O cenário de referência
da autoridade monetária nas previsões inclui manutenção
da taxa básica de juros (Selic) em 15,25% ao ano e taxa de câmbio
constante em R$ 2,30 - posição em que se encontravam após
a reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) em maio.
Apesar das elevações nas
estimativas de inflação, o Banco Central espera crescimento
de 4% para a economia brasileira em 2006.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 29
de junho de 2006 | Mundo
PESQUISA-Custo de vida no país está
14,2% acima da média para a região sul-americana, perdendo
apenas para o Chile
Brasileiro paga caro para se manter
São Paulo – O Brasil é o segundo país mais
caro para se viver da América do Sul e está 14,2% acima
da média para a região sul-americana. O Chile lidera o
ranking com custo 17,7% acima da média, segundo pesquisa divulgada
ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na seqüência, aparecem Uruguai, em terceiro com custo 8%
acima da média, e Venezuela, 1,3% acima da média.
Na outra ponta, a Bolívia se destaca
com o menor custo, 46,2% abaixo da média. Paraguai e Argentina
estão 42,6% e 22,5% abaixo da média, respectivamente.
Peru, Equador e Colômbia estão próximas no ranking
com índice em torno de 14% abaixo da média regional.
Consumo
No consumo doméstico per capita
o Brasil está em sexto com consumo 9,5% abaixo da média.
Nesse item, a Argentina lidera com consumo 61,3% acima da média
sul-americana. Também acima da média estão Chile
(48%), Uruguai (43,5%) e Venezuela (8,7%). Além do Brasil, têm
consumo abaixo da média regional o Peru (8,4%), Equador (11,5%),
Colômbia (15,9%) e Paraguai (30,2%). A Bolívia está
em décimo lugar, com consumo per capita 47,3% abaixo da média.
Na comparação de valores
entre os países, o Brasil tem o café e os restaurantes
mais baratos. No entanto, os veículos são mais baratos
no Chile e na Argentina e, apesar de o Brasil ser um dos principais
fabricantes, tem os preços na média regional.
O Brasil também tem os eletrodomésticos,
produtos farmacêuticos, telefone e livros mais caros entre os
vizinhos. O telefone é mais barato na Argentina e no Paraguai.
Os produtos farmacêuticos custam
menos no Chile, Equador e Peru e os livros têm menor preço
na Argentina e na Bolívia. A carne é mais cara no Chile
e mais barata no Paraguai e Argentina, que são produtores. Jantar
em restaurantes, que é mais barato no Brasil, é mais caro
nos países com maior renda per capita, Argentina, Chile e Uruguai.
A pesquisa, chamada Programa de
Comparação Internacional foi criada em 2003 pelo Banco
Mundial com objetivo de medir as paridades de poder de compra e os preços
numa base comparável para mais de 100 países agrupados
em cinco regiões. A América do Sul é uma delas.
Os dados utilizados são de 2005.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 29
de junho de 2006 | Mundo
PESQUISA
Especialistas explicam disparidades
Curitiba – Se compararmos as economias chilena e brasileira levando
em conta o crescimento da renda, demanda e consumo, o Brasil teria de
crescer 7% ao ano e não apenas 2,5%, como no ano passado, para
acompanhar o país vizinho. Enquanto no Chile existe o “efeito
renda”, com demanda, consumo e preços crescentes, no Brasil
se vê o “efeito pobreza” em que a economia não
cresce em meio a uma demanda reprimida, de alta de preços e queda
no consumo. Quem explica este cenário é Másimo
Della Justina, economista pela London School of Economics (LSE) e professor
da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná.
Analisando o estudo do Banco Mundial
sobre consumo domiciliar em 2005, divulgado ontem, o que se vê
são preços mais baixos nos itens café e restaurantes
no Brasil. “É resultado do que a natureza oferece ao país,
uma vez que produzimos mais café e alimentos do que os vizinhos”,
diz Másimo. Mas o consumo domiciliar no Brasil se apresenta praticamente
10% abaixo da média da região. “No caso chileno,
temos crescimento de renda e produção que atende à
demanda interna, mantendo o padrão de consumo.”
O que os dois países têm
em comum? Preços subindo e a demanda crescente. “Mas como
o PIB chileno cresce mais rápido do que o brasileiro, o consumo
segue em alta no Chile, situação diferente da nossa.”
Másimo considera que de nada adianta as políticas de distribuição
de renda se os preços seguem subindo.
O objetivo do Banco Mundial com este
estudo é comparar os níveis de preços por regiões,
diz Hugo Eduardo Meza Pinto, especialista em macroeconomia do Centro
Universitário Positivo (Unicenp). Os dados sobre a Argentina
são de 2005 e já podem ter mudado este ano por conta da
alta de inflação no país.
“Apesar de o Brasil ter um dos
maiores PIB per capita da região, isso não reflete na
renda da população. Ou seja, o consumo doméstico
é baixo. Por isso, o Brasil está em 6.º lugar no
ranking de consumo”, diz Meza Pinto.
Na Argentina, a renda teve uma melhora
significativa nos últimos quatro anos de recuperação
econômica, mas no bojo da inflação, aponta. O alto
consumo explica também os menores preços na Argentina
no caso da indústria editorial. “É uma questão
de mercado e demanda interna, já que os argentinos lêem
bastante.”
Paraguai e Bolívia ocupam as últimas
posições por conta de problemas políticos e econômicos
que têm enfrentado. “Nos últimos dez anos, a renda
não mudou muito nos países mais estagnados. Não
houve crescimento regional significativo para melhorar o padrão
de consumo.”
Para Reinaldo Gonçalves,
especialista em economia internacional da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ), o estudo mostra o grau de subdesenvolvimento do Brasil
e sua fragilidade institucional para evitar práticas abusivas
de preços. “O que não ocorre em países com
institucionalidade mais robusta como Argentina, Uruguai e Chile.”
Isso fica explícito, diz Gonçalves, ao se comparar os
custos no setor de saúde no Brasil que são duas vezes
maiores em relação a Argentina, a educação
3 vezes mais e a energia elétrica 2,5 vezes mais cara do que
no vizinho.
Keyse Caldeira
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JORNAL GAZETA DO POVO, 29
de junho de 2006 | Mundo
PESQUISA
Dados ajudam a medir poder de compra
São Paulo – Dirigido pelo Banco Mundial, o Programa de
Comparação Internacional (PCI) tem por objetivo medir
o poder de compra em 110 países, a partir do levantamento da
renda nacional e dos preços de mais de 800 produtos e serviços.
A América do Sul é a primeira região a consolidar
dados preliminares.
Calcular o poder de compra a partir de
uma cesta de produtos é importante porque permite avaliar os
diferentes níveis de renda de cada país. A maneira mais
simples de comparar as rendas dos países é convertê-las
ao dólar. Entretanto, as taxas de câmbio são influenciadas
por crises financeiras conjunturais e por mudanças nas políticas
econômicas, o que distorce os resultados. Assim, a paridade do
poder de compra tal como está sendo calculada pelo Banco Mundial
permite comparações mais fiéis.
Além disso, esse levantamento
proporcionará os parâmetros adotados em iniciativas internacionais,
tais como a campanha para a redução da pobreza. O novo
cálculo também deve alterar o ranking dos países
com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
No Brasil, as cidades onde houve
coleta de preços foram Belém, Goiânia, Porto Alegre,
Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Neste primeiro momento,
foi pesquisado apenas o consumo das famílias. A próxima
etapa será calcular os outros componentes do Produto Interno
Bruto (PIB, conjunto das riquezas geradas no país), como gastos
do governo e investimentos das empresas, pela paridade do poder de compra.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 29
de junho de 2006 | Economia
CONGRESSO
Exportação de móveis
caiu 11,5% no ano
Londrina – As exportações de móveis caíram
11,5% nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao
mesmo período do ano passado, segundo a Associação
Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel).
Em 2005, o crescimento externo do setor foi de 5,3%, resultado considerado
“pífio” em relação aos três anos
anteriores, quando as vendas praticamente dobraram de valor e volume.
Para agravar o quadro, as vendas para o mercado interno recuaram 4%
no ano passado.
Além de enfrentar uma taxa
de câmbio desfavorável e de não contar com incentivos
do governo para fazer frente à concorrência internacional,
representada principalmente pela China, maior exportadora mundial, o
setor precisa “aumentar sua eficiência”, aponta o
presidente da Abimóvel, Domingos Rigoni. “Precisamos de
tecnologia de primeiro mundo, só que para isso temos uma carga
tributária de 39%, não temos bons financiamentos e ainda
temos que oferecer garantias absurdas”, queixa-se o empresário.
Cerca de 600 empresários estão reunidos desde ontem em
Arapongas, norte do Paraná, no 1.º Congresso Moveleiro Brasileiro,
promovido pela Abimóvel e Sebrae. O Congresso termina hoje e
é realizado simultaneamente à Feira Internacional da Qualidade
em Máquinas Matérias-Primas e Acessórios para a
Indústria Moveleira (FIQ). Os organizadores da feira prevêem
comercializar R$ 300 milhões.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 29
de junho de 2006 | Mundo
MERCOSUL-Governo brasileiro teria de dar o sinal
verde para a operação
Paraguai quer que Chávez assuma
a dívida de Itaipu
Londrina – O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, proporá
a seu colega venezuelano Hugo Chávez que arremate parte da dívida
de Itaipu para permitir que o Paraguai – e o Brasil, seu sócio
na hidrelétrica – possam investir mais em obras sociais
e de infra-estrutura. A dívida de Itaipu é de US$ 19,1
bilhões, segundo o governo paraguaio, e seu principal credor
é a Eletrobrás.
A proposta, segundo Duarte Frutos, será
feita no mês que vem, quando os presidentes dos países
membros do Mercosul se reunirão em Caracas para formalizar a
adesão da Venezuela ao bloco econômico. “Se Chávez
comprou R$ 21 bilhões em bônus da dívida pública
da Argentina, por que não pode fazer o mesmo por nós?”,
perguntou o presidente, segundo o jornal ABC Color, de Assunção.
A reunião de cúpula do Mercosul está marcada para
o dia 4 de julho. A transferência da dívida para os venezuelanos,
ressalvou o presidente paraguaio, somente poderá ocorrer se,
além da concordância de Chávez, o governo brasileiro
der o sinal verde para a operação.
Pelos cálculos de Nicanor, bastaria
que a Venezuela assumisse US$ 3 bilhões da dívida para
que o Paraguai dispusesse de US$ 120 milhões mensais para obras
de infra-estrutura e de caráter social. De acordo com o jornal,
o presidente paraguaio classificou de “imoral” a taxa de
juros anual de 12% imposta pela Eletrobrás à dívida
de Itaipu junto à estatal. Esta é a primeira manifestação
pública de Nicanor Duarte sobre a dívida de Itaipu desde
que o ABC Color iniciou uma campanha exigindo que o governo renegocie
o tratado jurídico da hidrelétrica, assinado em 1973 sob
os governos militares dos dois países.
A posse de Evo Morales na Bolívia
incentivou o jornal a liderar um movimento, do qual participam políticos
e líderes civis, condicionando a renegociação do
tratado à permanência do país no Mercosul. No final
do ano passado, e sem alarde, Duarte Frutos conseguiu que o Brasil aumentasse
de US$ 250 milhões para US$ 271 milhões a remuneração
anual da energia adquirida do Paraguai, mas o valor “justo”,
segundo o ABC Color, seria US$ 1 bilhão. A assessoria de imprensa
de Itaipu informou que a direção da hidrelétrica
somente se manifestará sobre o assunto se a proposta for formalizada
pelo governo paraguaio.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 29 de junho de 2006 | Economia
Desemprego na Grande SP atinge a marca
de 17% em maio
Foram criados 13 mil postos de trabalho, que
ainda são insuficientes para absorver a expansão de 27
mil pessoas no mercado
Jander Ramon
SÃO PAULO - A taxa de desemprego
nos 39 municípios que compõem a Região Metropolitana
de São Paulo ficou em 17% da População Economicamente
Ativa (PEA), no mês de maio. O índice permanece estável
desde abril, quando atingiu a marca de 16,9%.
O dado foi divulgado nesta quarta-feira
pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo
com os números, o contingente de desempregados na região,
em maio, era de 1,71 milhão de pessoas, 14 mil a mais do que
no mês anterior.
Foram criados 13 mil postos de trabalho,
que ainda são insuficientes para absorver a expansão de
27 mil pessoas no mercado. Mesmo assim, o índice de 17% ainda
é melhor do que o verificado em maio do ano passado, de 17,5%.
Conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego
(PED), divulgada pelas instituições, o nível de
ocupação ficou praticamente inalterado, com oscilação
de 0,2%. Foram criados 40 mil postos em Serviços e outros 19
mil no Comércio.
Cortes
Na Indústria, entretanto, foram
22 mil cortes. Nos outros setores, 24 mil pessoas foram demitidas, principalmente
na Construção Civil e nos Serviços Domésticos.
Entre março e abril, houve
queda nos rendimentos médios reais do total de ocupados e também
dos assalariados. Assim, o rendimento médio real dos ocupados
correspondeu a R$ 1.039, queda de 1,3% ante março, e, entre os
assalariados, o rendimento equivaleu a R$ 1.103, recuo de 1,1% sobre
março. Esses rendimentos aproximaram-se dos valores recebidos
pelos trabalhadores em abril de 2003.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 29 de junho de 2006 | Economia
Inadimplência das empresas cresce
18,3%, diz Serasa
O levantamento foi feito no mês de maio
e está em elevação quando comparado aos 16,6% de
abril
Flavio Leonel
SÃO PAULO - A inadimplência
das empresas brasileiras cresceu no mês de maio, conforme levantamento
divulgado nesta quarta-feira pela Serasa. Entre as pessoas jurídicas,
houve aumento de 18,3% em comparação com o mesmo período
de 2005 e elevação de 16,6% sobre abril de 2006, mês
que havia apresentado queda de 22,7% ante março deste ano.
Entre janeiro e maio, a companhia de
análise de crédito constatou alta de 14,5%, na comparação
com os primeiros cinco meses do ano passado.
As variações de alta verificadas
em relação a maio de 2005 e ao acumulado do ano passado
resultaram do aumento do crédito, do alto custo financeiro e
da valorização do real. "A recuperação
do mercado doméstico está fortemente ancorada no crédito,
que está cada vez mais competitivo, o que torna complicado o
repasse dos elevados custos financeiros às transações",
justificaram os técnicos.
Segundo especialistas, as empresas dependentes
das exportações encontram dificuldades para cumprir seu
fluxo de caixa a partir do real sobrevalorizado frente ao dólar.
Quanto à comparação
mensal, a Serasa justificou que o maior número de dias úteis
(22) em maio de 2006 foi o grande fator responsável pelo acréscimo
de registros de inadimplência. Em abril foram 18 dias úteis.
O crescimento da inadimplência das pessoas físicas também
causa impacto na inadimplência das empresas, sobretudo daquelas
que concedem crédito sem metodologia adequada.
Ranking
Entre as modalidades pesquisadas, os
títulos protestados mantiveram a liderança no ranking
da inadimplência, com a maior participação (40,4%)
entre as empresas, ante 40,9% do mesmo mês do ano passado, e com
valor médio de R$ 1.379,89 das anotações negativas
no final dos primeiros cinco meses de 2006.
O segundo índice em representatividade
foi o dos cheques sem fundos, que aumentou de 39,2%, em maio de 2005,
para 39,9%, no mês passado, com valor médio de R$ 1.260,82.
Na seqüência, as dívidas
registradas com os bancos tiveram a menor participação
(19,7%), com um resultado inferior à participação
de 19,9%, do mesmo mês do ano passado. O valor médio no
acumulado deste ano foi de R$ 3.509,68.
Em relação aos primeiros
cinco meses de 2005, houve um aumento de 5,5% no valor médio
das dívidas com cheques sem fundos acumuladas em 2006 e de 6,2%
no valor médio das realizadas com os bancos. O valor médio
dos títulos protestados, no entanto, foi 2,3% menor que no mesmo
período do ano passado.
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A TARDE ONLINE / SALVADOR,
29 de junho de 2006 | Brasil
Cartilha aponta riscos do aliciamento
para o trabalho escravo
Mostrar ao trabalhador brasileiro os
riscos do aliciamento para o trabalho escravo. Esse é o objetivo
da cartilha Escravo, nem Pensar!, produzida pelo Ministério da
Educação em parceria com a Organização Internacional
do Trabalho (OIT) e a organização não-governamental
Repórter Brasil.
A cartilha começou a ser distribuída
na semana passada para os 36 mil alfabetizadores de jovens e adultos
nos estados da Bahia, Tocantins, Maranhão, Pará, Mato
Grosso e Piauí, estados que concentram altos índices de
mão-de-obra escrava.
A coordenadora pedagógica de Educação
de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Maria Margarida
Machado, informou que o objetivo da cartilha é contribuir para
a cidadania dos alunos que estão em processo de alfabetização.
"Ainda existem 25 mil pessoas submetidas a trabalho escravo e o
alfabetizador pode nos ajudar a com este problema", disse.
Machado lembrou que apesar de a
cartilha não resolver o problema do acesso ao trabalho no Brasil,
ela é mais um componente no combate ao trabalho ilegal: "É
uma tentativa de ampliação do acesso ao trabalho e de
busca de alternativas, como a organização de uma economia
solidária. Os trabalhadores precisam ter outra perspectiva, já
que estamos falando de uma população que está iniciando
a alfabetização, então falar em inserção
é praticamente impossível".
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PORTAL NACIONAL DE SEGUROS
– SEGS.COM.BR, 29 de junho de 2006
Trabalho informal: o que seria óbvio,
infelizmente não é o que acontece
*Cláudio Boriola
Uma pesquisa divulgada recentemente pelo
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou
que o trabalhador brasileiro teve de maio/2005 a maio/2006 um aumento
de cerca de 8% em sua renda. Ainda segundo o mesmo Instituto, são
vários os motivos para este ganho: queda da inflação,
reajuste do salário mínimo, que acabou reverberando nos
outros patamares, e aumento do trabalho formal, com carteira assinada.
Mesmo com o aumento do trabalho com carteira
assinada, praticamente metade da população brasileira
ainda enfrenta a insegurança do mercado de trabalho informal.
Muitos não têm escolha. Entre não ter renda alguma
ou ter uma renda não declarada e não ter a carteira de
trabalho assinada, logicamente o que acontece é a escolha da
segunda opção. O trabalho informal é histórico
no Brasil. A categoria dos trabalhadores com registro em carteira sempre
se destacou como minoria, e só ganhou expressão após
a Constituição de 1988.
Indiscutivelmente, o fator que dá
força ao trabalho informal em nosso país é o excesso
de tributos incidentes sobre o emprego. Ao registrar os seus funcionários,
uma empresa paga impostos até para o Incra - Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária (0,2% da folha
de pagamento vai para o financiamento do programa de reforma agrária,
cujos resultados não vemos com muita - ou nenhuma - freqüência).
Dos gastos que uma empresa tem para contratar um funcionário,
25,1% vão para o Governo, na forma de tributos. Resumindo: do
ponto de vista financeiro, é extremamente vantajoso para o empregador
optar por contratar um funcionário informalmente ou, em outras
palavras, "por baixo dos panos". Além disso, também
pesa o imposto de renda, cuja tabela desatualizada castiga o trabalhador
que ganha um pouquinho acima da média.
O que seria óbvio, infelizmente
não é o que acontece. A lógica então seria:
se o Estado diminuir a incidência de impostos sobre a folha de
pagamento das empresas, elas passarão a contratar mais e formalmente.
Experiências realizadas na Argentina e na Espanha, por exemplo,
mostram que isso não acontece. Nos dois países, o governo
criou novos contratos de trabalho, sobre os quais incidiam menos impostos,
mas a taxa de desemprego e de empregados informais pouco mudou após
as reformas trabalhistas.
Além desse excesso de tributos
sobre a folha de pagamento, há outros motivos para o grande número
de adeptos do trabalho informal. O nosso sistema de relações
trabalhistas está baseado numa frágil estrutura: sindicatos
não atuantes, extrema instabilidade empregatícia e dependência
em relação à Justiça do Trabalho nas resoluções.
Diz-se que um empregado informal, apesar de não ter certos direitos
previstos na CLT - Consolidação das Leis do Trabalho,
pode garantir ganhos maiores em relação aos registrados
em carteira. Sim, realmente um trabalhador informal tem um ganho bruto
maior, mas serve para compensar os benefícios que ele não
recebe, como vale-refeição, vale-transporte etc. Na verdade,
um trabalhador informal acaba ficando à margem das estatísticas
e da realidade da classe trabalhadora brasileira.
Uma estatística da OIT - Organização
Internacional do Trabalho, de 2002, diz que em toda a América
Latina, o Brasil está atrás somente da Bolívia
no ranking de trabalhadores informais, com 51%. A média no continente
asiático é de 65%. A OIT considera como "trabalho
informal" o exercido por trabalhadores que não têm
direito aos benefícios e proteções sociais ou que
estão em empresas registradas ilegalmente. Não inclui,
por exemplo, o trabalho agrícola, os trabalhos domésticos
e os clandestinos, categorias que aumentariam em muito as estatísticas.
Como já citado muitas vezes, não
se tem escolha entre o trabalho informal ou o formal, registrado. Mas
para garantir todos os seus direitos e, porque não, deveres,
é sempre recomendável o registro em carteira. Infelizmente,
em relação aos impostos que incidem sobre a folha de pagamento
das empresas, ficaremos à mercê da boa vontade política
dos nossos governantes.
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REVISTA CIÊNCIA DIGITAL,
29 de junho de 2006
Trabalho infantil agrava saúde
e tem reflexos em gerações futuras
Por Mariana Perozzi
O problema do trabalho infantil está
longe de encontrar uma solução. A baixa renda e escolaridade
familiar, além de fatores culturais e a má qualidade do
ensino contribuem para o ingresso do jovem no mercado de trabalho. Alexandre
Nicollela, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, analisou as condições
de trabalho de crianças e concluiu que as que trabalham no campo
têm melhores condições de saúde, provavelmente,
por estarem mais próximas ao cuidado dos pais. Os resultados
surpreenderam o próprio autor, que esperava encontrar os maiores
impactos no trabalho rural. Ele analisou os dados da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1998 e 2003, para 144 mil
pessoas de 5 a 20 anos.

menina-rural
Menina de 10 anos em Açaí (PA). Trabalho infantil rural
traz menos prejuízos à saúde
Foto: Adão Macieira
Nicollela acredita que as famílias
rurais têm capacidade de restabelecer a saúde da criança,
o que provavelmente ocorre pelo fato de as atividades rurais serem exercidas
próximas aos pais. “Trabalhos de extremo risco, como o
corte de cana-de-açúcar, de fato são cada vez mais
combatidos, não tendo, portanto, grande peso na média
dos resultados”, afirma o pesquisador, que defendeu tese de doutorado
sobre o tema em maio. As conseqüências do trabalho infantil
urbano - notadamente vendedores ambulantes e empregados domésticos
- seriam, por exemplo, problemas respiratórios, queimaduras,
fraturas, cortes e dores musculares.
Especialistas da área ratificam
que, num país onde grande contingente de crianças exerce
trabalho infantil, há uma conseqüente perda no nível
de saúde da população, acarretando declínio
na produtividade nacional, impacto negativo na renda per capita e podendo
ainda influenciar a decisão de investimento externo na nação.
Dados da PNAD de 2003 indicavam a existência
de 5,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos
de idade ocupadas no Brasil, sendo a maioria na faixa de 15 a 17 anos.
A atividade agrícola concentrava a maior parte desse contingente.
Os números, embora ainda altos, indicam um avanço. Em
1992, quase 10 milhões de crianças com idade entre 5 e
17 anos trabalhavam. A legislação brasileira estabelece
que a idade mínima para admissão no trabalho é
de 16 anos, sendo uma das mais rígidas neste sentido, equiparando-se
a dos Estados Unidos e da França.
Além dos quesitos saúde
e renda, a assistente social Márcia Guedes Vieira destaca no
artigo “Trabalho infantil: a dívida da sociedade mundial
com a criança”, publicado pela organização
Cáritas Brasileira, que os conflitos de horários, as longas
horas de trabalho e suas condições extremamente difíceis
tornam o acesso das crianças à educação,
quando disponível, praticamente impossível, causando perdas
no rendimento e evasão escolar. Além disso, o volume de
responsabilidades que não condizem com a sua idade ou o seu fracasso
em não realizar uma tarefa corretamente interferem fortemente
em sua auto-estima.
Para Vierira, é difícil
acreditar na possibilidade de existência de trabalho infantil
que não prejudique o desenvolvimento psicológico, físico,
emocional, intelectual e social da criança. “Não
podemos dar a uma criança a responsabilidade de prover uma família,
ou de assumir tarefas para as quais ela não está, ainda,
preparada. É responsabilidade dos adultos, da sociedade e do
Estado”, completa.
As políticas voltadas ao trabalho
infantil, sugere Nicollela, devem ser elaboradas em conjunto com outras
políticas de renda, educação e saúde familiar,
tais como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
(Peti) e o Bolsa Escola, atualmente incorporado ao Bolsa Família.
Ele ressalta também a importância da educação
materna, com orientações sobre os perigos de algumas atividades
laborais infantis e sobre como cuidar da saúde da criança.
E completa: “Deve-se ainda incluir nas políticas focadas
em crianças e adolescentes programas específicos para
aqueles que por algum motivo continuam trabalhando, orientando-os para
que tenham menor exposição ao risco e se protejam quanto
a eventuais riscos associados à profissão”.
Atualmente, o que se vê, diz o
pesquisador da Esalq, é um círculo vicioso: “crianças
trabalhadoras têm estado de saúde pior, menor tempo para
estudar e capacidade reduzida de aprendizagem, tornando-se adultos com
baixo capital humano (escolaridade, habilidades, conhecimentos), o que
os levará a colocar seus próprios filhos no mercado de
trabalho”.
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CONSULTOR JURÍDICO,
29 de junho de 2006
Interesse da parte
Não se pode reivindicar direito
alheio em nome próprio
Ninguém pode reivindicar direito
alheio em nome próprio, exceto se houver autorização
legal expressa. Com base nessa norma, prevista no artigo 6º do
Código de Processo Civil, a SDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou Mandado de Segurança apresentado por secretário
de Saúde em nome da Secretaria de Saúde. Os ministros
mantiveram entendimento de primeira instância.
A questão teve início na
Vara do Trabalho de Francisco Beltrão, no Paraná, onde
tramita reclamação trabalhista envolvendo a Sadia e um
ex-empregado considerado necessitado financeiramente. Diante da necessidade
de exames médicos para conclusão de laudo pericial, o
juiz do Trabalho determinou que, num prazo de 30 dias, a Secretaria
de Saúde fizesse dois exames no funcionário.
A ordem judicial tomou como base a Norma
Operacional Básica do Sistema Único de Saúde 01/96.
De acordo com a norma, “o município passa a ser, de fato,
o responsável imediato pelo atendimento das necessidades e demandas
de saúde do seu povo e das exigências de intervenções
saneadoras em seu território”.
O secretário municipal de Saúde
considerou inviável a determinação judicial e,
após questioná-la sem êxito no Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (Paraná), recorreu ao TST.
Alegou que o ato foi ilegal, diante da inexistência de previsão
para a realização de perícias judiciais pelo serviço
público do Sistema Único de Saúde.
O TST examinou apenas os requisitos processuais
obrigatórios para a tramitação da causa. O relator,
ministro Emmanoel Pereira, destacou que o artigo 3º do Código
de Processo Civil exige, além do interesse, legitimidade da parte
para propor a ação.
Além disso, segundo o ministro,
o secretário questionou, em nome próprio, uma ordem judicial
dirigida ao órgão público e não à
sua pessoa. “Caberia ao município de Francisco Beltrão
a interposição de medida judicial para a defesa de seu
direito, independentemente de ser legal ou não o ato (ordem para
os exames)”, observou.
“Ressalte-se que o secretário
pode até ter interesse em que o ato seja revogado, por se tratar
do titular da pasta de Saúde do Município, mas o Mandado
de Segurança não serve para a proteção de
mero interesse da parte”, concluiu.
ROMS 161/2004-909-09-00.7
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CONSULTOR JURÍDICO,
29 de junho de 2006
Tempo contado
Doença profissional suspende prazo
para ajuizar ação
O período em que o empregado esteve
afastado do trabalho para tratamento de doença decorrente da
profissão suspende o prazo prescricional para ajuizamento de
ação trabalhista. O entendimento é da 3ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho.
Um advogado da Caixa Econômica
Federal ajuizou reclamação trabalhista para pedir o pagamento
de horas extras. Depois, por conta de Lesão por Esforço
Repetitivo, ficou afastado do trabalho por diversas ocasiões
e alegou que o tempo de afastamento interrompe o prazo de prescrição.
A 2ª Vara de Trabalho de Cascavel
(Paraná) entendeu que as suspensões no contrato de trabalho,
decorrentes de afastamentos, não interrompem ou suspendem a prescrição.
Com isso, admitiu o recurso do empregado apenas em relação
ao período posterior ao afastamento. O pedido também foi
negado no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região.
No TST, o ministro José Simpliciano
Fernandes entendeu que a doença profissional, equiparada a acidente
de trabalho, é causa de suspensão da eficácia do
contrato de emprego. O artigo 476 da CLT estabalece que, em caso de
seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é
considerado em licença não remunerada durante o prazo
desse benefício.
A legislação previdenciária,
nos artigos 63 da Lei 8.213/91 e 3º do Decreto 3.048/99, prevê
o mesmo. Durante o afastamento do empregado, os 15 primeiros dias classificam-se
como interrupção do contrato de trabalho e são
remunerados pelo empregador. A partir de então, a interrupção
transforma-se em suspensão e o ônus passa a ser da Previdência
Social.
“Estando suspenso o contrato de
trabalho, em virtude de o empregado haver sido acometido de doença
profissional, com percepção de auxílio-doença,
opera-se igualmente a suspensão do fluxo do prazo prescricional”,
concluiu o relator.
RR-424/2001-069-09-00.5
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CONSULTOR JURÍDICO,
29 de junho de 2006
Mesmo pacote
Justiça gratuita inclui custeio
de perícia, afirma TST
A União deve custear os honorários
periciais para os beneficiários da justiça gratuita. Com
esse entendimento, a 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho
manteve decisão que mandou a União pagar honorários
periciais numa ação envolvendo a Seara e uma ex-empregada.
A reclamação trabalhista
foi ajuizada na Vara do Trabalho de Dourados (MS) pela ex-empregada,
que prestou serviços à Seara durante quatro anos, nas
funções de ajudante de produção e processadora
de alimentos. Após a demissão, ela pleiteou verbas trabalhistas
na Justiça, entre elas o adicional de insalubridade. Solicitou,
ainda, que lhe fosse concedido o benefício da justiça
gratuita. O pedido foi negado.
Para a definição do pedido
do adicional de insalubridade, foi necessária a realização
de perícia técnica. Como a sentença considerou
improcedente o adicional, a trabalhadora foi condenada a pagar os honorários
periciais, no valor de R$ 400, já que a lei estabelece que eles
são de responsabilidade de quem propõe a ação.
No julgamento do recurso, o Tribunal
Regional do Trabalho da 24ª Região (MS) manteve a improcedência
do pedido de adicional, mas concedeu a justiça gratuita, onde
ficou comprovada a necessidade do benefício.
Assim, a União ficou responsável
pelo pagamento dos honorários do perito. O TRT observou que “a
realização de uma perícia técnica acarreta
vários ônus para o perito, que tem de dispor de seus conhecimentos
especializados, de seu tempo e de seus recursos financeiros, dentre
outros”. Ressaltou, também, que “existem na Justiça
do Trabalho inúmeras reclamações trabalhistas com
pedido de adicional de insalubridade ou periculosidade que ensejam a
realização de perícia técnica para sua apuração,
bem como há um alto número de pedidos de benefícios
da justiça gratuita.”
Inconformada, a União recorreu
ao TST pedindo a reforma da decisão, excluindo sua responsabilidade.
O relator, juiz Márcio Ribeiro do Valle, ressaltou que, de acordo
com o artigo 790-b da CLT, a responsabilidade pelo pagamento dos honorários
periciais é da parte sucumbente na pretensão que deu motivo
à perícia, salvo se beneficiária da justiça
gratuita.
O relator do processo citou trechos da
decisão regional afirmando que, “tendo em vista a aplicabilidade
plena da norma que confere aos necessitados a garantia da assistência
jurídica integral (artigo 5º, LXXIC/CF), abrangendo todas
as despesas processuais, cabe ao Estado o custeio dos honorários
periciais para os beneficiários da justiça gratuita”.
Ele citou também a existência de decisões do próprio
TST no mesmo sentido.
RR 913/2004-022-24-00.4
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
29/06/2006
Sindicato é legítimo para buscar
diferenças salariais em juízo
A Seção Especializada em
Dissídios Individuais – 1 (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho firmou precedente em torno da legitimidade ampla dos sindicatos
para a representação, em juízo, da respectiva categoria
profissional. O entendimento da SDI-1 foi manifestado pelo ministro
Milton de Moura França, relator da decisão que negou embargos
em recurso de revista ao Banco Bradesco S/A. A decisão confirmou
a validade de ação proposta pelo Sindicato dos Empregados
em Estabelecimentos Bancários de Campina Grande (PB) e Região
em torno de diferenças salariais devidas à categoria.
Segundo o voto do ministro Moura França,
a legitimidade dos sindicatos para a substituição processual
alcança os chamados direitos individuais homogêneos. Segundo
o relator, esses direitos “são todos aqueles que estão
íntima e diretamente vinculados à esfera jurídica
de pessoas facilmente identificáveis, de natureza divisível
e decorrentes de uma realidade fática comum”. Em outros
termos, os direitos individuais homogêneos alcançam pessoas
ligadas à mesma fonte responsável pela ameaça ou
lesão a seu direito, o que permite pedir a reparação
judicial de forma individual ou coletiva.
O posicionamento adotado pela SDI-1,
lembrou Moura França, coincide com manifestações
recentes do Supremo Tribunal Federal sobre o dispositivo da Constituição
Federal que trata do tema. O artigo 8º, inciso III, assegura ao
sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais
da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas.
Para o STF, a norma garante substituição ampla às
entidades sindicais, habilitadas a atuar na defesa de todos e quaisquer
direitos subjetivos, individuais e coletivos da categoria, inclusive
na fase de execução dos débitos judiciais.
No caso concreto, o Tribunal Regional
do Trabalho da 13ª Região (Paraíba) reconheceu, originalmente,
a legitimidade do Sindicato dos Bancários de Campina Grande para
questionar as diferenças decorrentes do pagamento de gratificações
semestrais, previstas em sucessivas convenções coletivas
dos bancários. Em seguida, a Segunda Turma do TST negou recurso
de revista ao Bradesco, que argumentou a inviabilidade da substituição
processual, pois o artigo 8º, inciso III, não autorizaria
a atuação sindical, mas apenas a representação
dos sindicatos conforme o artigo 513 da CLT.
A SDI-1 manteve a decisão
favorável ao sindicato paraibano e, além de destacar o
posicionamento do STF, destacou que o próprio TST alterou seu
antigo entendimento sobre a legitimidade sindical para a substituição
processual. Anteriormente, a Súmula nº 310 do TST restringia
as hipóteses de substituição. Desde novembro de
2003, contudo, esse item da jurisprudência encontra-se revogado
pelo Pleno do Tribunal, que passou a admitir a atuação
do sindicato na defesa dos direitos e interesses individuais homogêneos.
(ERR 538671/1999.0)

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