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A VOZ DA CIDADE / VOLTA REDONDA, 04 de agosto
de 2006 | Economia
CONSTRUÇÃO CIVIL
Em estado de greve
Propostas do sindicato patronal não
avançam; categoria decide votar semana que vem indicativo de
paralisação
VOLTA REDONDA - Continua o impasse nas
negociações do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil com a representação patronal em torno das pautas
da campanha salarial, especificamente nos itens reajuste salarial e
cesta básica. Os trabalhadores recusaram, na tarde de ontem,
durante assembléia na Passagem Superior da CSN, as propostas
das empresas.
A representação patronal
propôs reajuste salarial baseado no INPC, mais 0,21% de aumento
real e o fornecimento de cesta básica no valor de R$ 30 a partir
de janeiro 2007 para os trabalhadores que atuam nas indústrias.
Para os funcionários que trabalham em obras particulares, a oferta
foi do INPC, mais 2,21% de aumento real, sem cesta básica.
Cerca de 280 funcionários que
participaram da assembléia decidiram pela manutenção
do estado de greve. A categoria ameaça cruzar os braços,
caso as empresas não avancem nas propostas.
Os trabalhadores também decidiram
manter a pauta inicial. Será muito difícil abrir mão
desses direitos, principalmente o valor da cesta básica e o reajuste
salarial. Queremos, pelo menos, 5% de ganho real”, enfatiza Dejair
Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil, lembrando que está “chamando para a mobilização
as empresas que não fornecem cesta básica”. Entre
elas o grupo Submetal e Retmultserv; Enesa, Cikel, Mills e Atras, que
prestam serviço para a CSN e a Afeplan, que funciona no interior
da SBM, entre outras.
Segundo Dejair Martins, está marcada
uma nova reunião com a representação patronal,
na próxima segunda-feira, às 14h30min, na unidade do Sesi,
no Aterrado. Quarta-feira, dia 9, a categoria decidirá, em assembléia,
às 18 horas, na Passagem Superior da CSN, se concorda com as
propostas ou se “delibera um indicativo de greve a partir de quarta-feira”.
A categoria reivindica aumento real de
10%, mais o INPC do período de 1º de julho de 2005 a 30
de junho de 2006, fornecimento de cesta básica no valor entre
R$ 50 e R$ 60; melhoria na porcentagem das horas-extras trabalhadas
nos sábados, domingos e feriados; ajuda de custo no valor de
R$ 3 para manutenção do Plano Médico; fornecimento
de um kit escolar nos valores de R$ 75, R$ 110 e R$ 150 para funcionários
e dependentes que cursarem Ensino Fundamental, Médio e Superior,
respectivamente.
Os trabalhadores também querem
a antecipação de 50% da participação nos
lucros três meses após o fechamento do acordo coletivo
e o pagamento de outra parcela em fevereiro do ano que vem. Além
disso, pedem a fixação de um salário base para
o PPR (Plano de Participação nos Resultados).
O sindicato representa cerca de
cinco mil trabalhadores de 280 empresas de pequeno, médio e grande
portes da região. A área de abrangência compreende
os municípios de Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Itatiaia,
Quatis, Porto Real e Rio Claro.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 04 de agosto
de 2006
Custo da construção reajustado
em 2,89% no mês de julho
Redação/O Estado do
Paraná
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção
civil pesquisado pelo Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da
Construção Civil no Estado do Paraná) foi reajustado
em 2,89% no mês de julho. A alta do CUB reflete o aumento dos
custos da mão-de-obra e dos encargos sociais na data-base dos
trabalhadores da construção civil. A mão-de-obra
aumentou, em média, 5,07% no mês de julho. A Convenção
Coletiva de Trabalho assinada pelo Sinduscon-PR, Federação
e Sindicato dos Trabalhadores de Curitiba estabeleceu novos valores
para os pisos e recomposição dos salários do setor,
acima da inflação medida pelo INPC.
A maioria dos materiais pesquisados pelo Sinduscon-PR para elaboração
do CUB permaneceu com preços estáveis. Com a desaceleração
das commodities, os preços de materiais como o cobre e metais
foram contidos no mês de julho. No entanto, o fio de cobre já
acumula alta de 21,21% no ano e de 25% nos últimos doze meses.
Na lista dos maiores aumentos neste ano estão a tinta látex
(10,08%), tubo de PVC esgoto (9,01%), porta lisa de compensado (8,50%)
e dobradiça em ferro para pintura (8,12%).
Com a variação do mês de julho, o CUB-PR acumula
alta de 4,72% nos últimos doze meses, percentual maior do que
o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), da Fundação
Getúlio Vargas, que ficou em 1,39%. Em doze meses, os materiais
de construção aumentaram, em média, 4,28% e a mão-de-obra
5,07%.
CUB determina custos
O custo médio representativo da construção habitacional
(padrão H8-2N, para imóveis em prédio de oito pavimentos,
dois quartos e padrão normal de acabamento), computados apenas
materiais e mão-de-obra, passou para R$ 881,98 o metro quadrado
no mês de julho. Neste valor não estão considerados
diversos itens como o projeto, obras de fundação, elevadores,
urbanização, impostos e taxas, remuneração
do construtor, entre outros.
Divulgado mensalmente pelos sindicatos da construção,
o Custo Unitário Básico (CUB) é calculado de acordo
com a NBR 12.721, da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas). Elaborado de acordo com diversos projetos-padrão,
o CUB determina o custo global da obra para fins de cumprimento da lei
de incorporações e tem fins exclusivamente comparativos
à realidade dos custos. Atualmente, a variação
percentual do CUB tem servido como mecanismo de reajuste de preços
em contratos de compra de imóveis em construção
e até mesmo como índice setorial.
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Nova Central, 04 de agosto
de 2006
Sem acordo, MP que reajusta o salário
dos aposentados em 5% deve cair
A Câmara dos Deputados não chegou a um acordo para votar
a medida provisória que reajusta o salário dos aposentados
e pensionistas que ganham mais que um salário mínimo.
Com isso, o governo federal terá que encontrar uma alternativa
para garantir o reajuste de 5% concedido pela MP 291. Como não
deve ser votada até o dia 10 de agosto, a MP 291 perderá
a validade e os aposentados só terão o reajuste garantido
por lei, que é o 3,21% referente ao INPC (Índice de Preços
ao Consumidor Amplo).
O Palácio do Planalto estuda qual
será a saída para garantir os 5% que estão em vigor
desde abril. Ontem, o líder do governo na Câmara, Henrique
Fontana (PT-RS), chegou a dizer que esse aumento seria garantido por
meio de uma nova medida provisória. Para evitar contestações
jurídicas, o governo vai desmembraria a MP ao propor a correção
monetária de 3,21% e mais o ganho real, chegando aos 5%.
O impasse da votação
da MP foi criado porque a oposição apresentou uma emenda
que permitiria um aumento de 16,67% --o mesmo índice em que foi
reajustado o salário mínimo. O reajuste pretendido pela
oposição teria um impacto de R$ 7 bilhões nos cofres
públicos neste ano. Esse aumento já foi vetado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva quando a oposição decidiu
estender, durante a votação da MP do salário mínimo,
o reajuste de 16,67% para todos os aposentados. A MP 291 a primeira
na lista de sete que tranca a pauta de votações da Câmara.
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CFT/PR, 04 de agosto de
2006
Novo projeto de alteração
sindical apensando na câmara
No dia 02 de agosto foi apensado ao PL 1528/89 um novo PL 7358/06 pelo
Deputado Antonio carlos Mendes Thame (PSDB-SP) que Altera a Consolidação
das Leis do Trabalho para dispor sobre a contribuição
sindical.
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Folha
de São Paulo, 04 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / REFORMA POLÍTICA
Constituinte é idéia genial,
afirma Lula; Alckmin critica tese
Presidente diz que isso evitaria que Congresso
legislasse em causa própria; tucano vê tentativa de desviar
o debate | Ex-governador declara que Constituição não
elimina corrupção e que "para pôr ladrão
na cadeia não precisa de uma nova Carta Magna"
PAULO PEIXOTO, DA AGÊNCIA
FOLHA, EM BELO HORIZONTE
PEDRO SOARES, ENVIADO ESPECIAL A ANGRA DOS REIS
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva classificou ontem de "genial" a proposta de realizar
uma Constituinte exclusiva para realizar a reforma política no
país e disse não saber se "as pessoas que estão
legislando em causa própria podem fazer a reforma". Já
Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, afirmou ser
contra a convocação de uma Constituinte. Para o tucano,
Lula usa a proposta de reforma política para "desviar o
tema da corrupção".
O presidente defendeu a reforma política
após dizer que é necessário resgatar a "respeitabilidade
da política brasileira": "Agora não sei se as
pessoas que estão legislando em causa própria podem fazer
a reforma que a sociedade precisa. É apenas isso. Eu penso que
é uma polêmica boa [a da Constituinte]. Eu aprecio muito
a idéia. Acho que a idéia é genial", disse
Lula, que ontem visitou obras das plataformas da Petrobras P-51 e P-52,
em Angra dos Reis (RJ).
O petista afirmou que, em reunião
anteontem com especialistas em direito, "saiu a idéia"
da Constituinte, da qual o governo poderia ser "o indutor da proposta"
encaminhada pela sociedade civil organizada. Se a proposta vingar, será
a primeira Assembléia Constituinte a tratar de um único
tema: as demais reformaram toda a Constituição. O presidente
disse, no entanto, que mais importante do que a idéia de realizar
a Constituinte é a necessidade de uma reforma política
"profunda".
"Mais importante é que a
gente tenha uma reforma partidária forte. Tenha um funcionamento
do Congresso forte. É que a gente tenha uma reforma que leve
em conta desde o financiamento de campanha até o comportamento
dos partidos políticos." Proibido de participar de inaugurações,
Lula negou que tenha ido a Angra em campanha: "Venho aqui como
alguém que viu nascer essas plataformas". Lula deu autógrafos
aos funcionários.
Contra
No seu primeiro ato de campanha ao seu
lado o ex-presidente Itamar Franco (sem partido), Alckmin atacou a proposta
da Constituinte exclusiva destinada à reforma política.
"Eu sou contra. Qual é essa reforma política? É
fazer uma Assembléia Nacional Constituinte? Já não
basta um Congresso, vão ser dois para para fazer uma reforma
política? Isso é para desviar o tema da corrupção,
só pode ser, porque é tão sem sentido isso."
Segundo ele, "a Constituição não resolve o
problema da corrupção: para pôr ladrão na
cadeia não precisa de uma nova Carta Magna".
Mas Itamar e Alckmin desafinaram no assunto.
Itamar sempre defendeu uma Constituinte exclusiva para tratar da reforma
política e de outras reformas, como a que contemple o pacto federativo.
Ele disse ser "um bom pensamento a idéia dele [Lula]",
se não ficar restrita apenas à reforma política.
Em Belo Horizonte, Alckmin disse que, se eleito, vai manter a cobrança
da CPMF, porque a contribuição de 0,38% "por enquanto
é necessária".
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04
de agosto de 2006 | Brasil
CONGRESSO-Convocação da Assembléia
Constituinte para fazer a reforma política foi sugerida pelo
presidente
Líderes criticam idéia
de Constituinte
Brasília – O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC
do B-SP), afirmou ontem que considera desnecessária a convocação
de uma Assembléia Constituinte exclusiva para fazer a reforma
política, proposta defendida quarta-feira pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. “Embora a expectativa da reforma
política seja um clamor nacional, e o presidente partilha desta
preocupação, para esta finalidade não precisamos
de Assembléia Constituinte. Nós já temos instrumentos
para enfrentar a necessidade de reforma política”, afirmou.
Segundo ele, já existem dois projetos
na Câmara que suprimem esta necessidade de reforma política.
Os dois projetos, informou ele, já foram aprovados nas respectivas
comissões especiais e estão prontos para serem votados
no plenário da Câmara. O presidente da Câmara referia-se
ao projeto de reforma política do relator Ronaldo Caiado (PFL-GO)
e a proposta do Roberto Magalhães (PFL-PE), que prevê a
convocação de um congresso revisor. No caso da proposta
de Roberto Magalhães, o próprio Congresso assumiria a
função de revisar a Constituição.
Segundo Aldo, o projeto de reforma política resolve duas questões
fundamentais porque prevê o financiamento público de campanha
e o voto em lista valorizando os partidos. Ele lembrou que a proposta
passou por ampla negociação e desgaste na Câmara.
“Creio que se o Poder Executivo quiser participar deste debate,
pode enviar propostas e projetos”, afirmou.
Embora considerasse boa a proposta de
convocação de uma Constituinte para a reforma política,
o líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), também
concorda que o caminho mais curto seria a votação de projetos
que já tramitam no Congresso. Ele ressaltou a necessidade de
uma reforma política profunda, mas afirmou que seria adequado
fazê-la com um congresso eleito em funcionamento. Para ele, a
Constituinte específica para a reforma política seria
uma alternativa à impossibilidade de a reforma ocorrer com o
Congresso funcionando.
Já o líder da minoria
na Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA), criticou totalmente
a proposta da Constituinte. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva demonstrou, nesse tempo de mandato, ter um viés
autoritário e uma “admiração incontida”
pelos presidentes Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela.
“É evidente que esta Constituinte deve ser evitada para
que não caminhemos para o presidente vitalício”,
disse
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04
de agosto de 2006 | Brasil
ALERTA
Para ex-ministro do STF, proposta “cheira a golpe”
Brasília – Professor de Direito Constitucional, o ministro
aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso disse ontem
que a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de convocação
de uma Assembléia Constituinte para votar a reforma política
“cheira a golpe”. Ministros do STF também desaprovam
a idéia. No domingo, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) vai discuti-la. Da reunião deve sair uma posição
oficial da entidade.
“Uma convocação de
Constituinte nesses termos cheira a golpe”, afirmou Velloso. Indagado
por que “cheira a golpe”, ele respondeu: “Eu não
estou dizendo que o presidente Lula tenha essa pretensão. Mas
todo César, todo governante que tem pretensões cesaristas,
começa assim, convocando uma Constituinte. Foi o que aconteceu
com Chavez, na Venezuela, e com Pinochet, no Chile.”
Velloso disse que uma Constituinte
deve ser convocada quando há uma ruptura constitucional. Como
exemplo, ele citou a época das Diretas Já. “Ali,
milhares de pessoas foram às ruas, havia uma ruptura com o sistema
constitucional que vinha dos governos militares”, afirmou. Ele
explicou que diante daquele quadro foi proposta a Constituinte. Na avaliação
do especialista em Direito Constitucional, no momento atual não
há essa ruptura. “Temos uma Constituição
boa, democrática. O povo está satisfeito com ela”,
disse.
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Folha
de São Paulo, 04 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / RETRATO ELEITORAL
PMDB é o partido com mais candidatos;
PT vem em 3º
PSDC e PSOL são os que lançaram
mais candidatos a governador e a senador | O PRB, do vice-presidente José
Alencar, é a legenda com menos candidatos: excluído o próprio
vice, são apenas 103 concorrentes
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PMDB foi o partido que lançou
mais candidatos nestas eleições, seguido pelo PDT e pelo
PT, segundo levantamento divulgado ontem pelo TSE (Tribunal Superior
Eleitoral). Dos 19.619 candidatos cujos nomes constavam nos tribunais
eleitorais ontem, 1.334 são do PMDB. O PDT vem em segundo, com
1.330, seguido do PT, com 1.207; do PSDB, com 1.155; e do PSB, com 1.130.
Esses números podem mudar se alguns
políticos forem cassados. Até 23 de agosto, todos os pedidos
de registro de candidatura deverão ter sido julgados pela Justiça
Eleitoral. A quantidade de candidaturas de cada sigla não é
proporcional ao êxito nas últimas eleições.
O PMDB, que em 2002 ficou em terceiro lugar em número de deputados
federais eleitos, é o partido com maior número de candidatos
aos cargos em disputa, sendo que, dos 1.334, 375 concorrem a uma vaga
na Câmara. O maior número de concorrentes a deputado federal
é do PDT (435), que em 2002 só elegeu 21 à Câmara.
O PSDC, que nas eleições
daquele ano elegeu apenas um deputado federal, é hoje o partido
com maior número de candidatos a governador (27) e a senador
(19). Depois vem o PSOL, com 24 candidatos a governador e 17 candidatos
ao Senado.
PRB
O PRB, partido pelo qual o vice-presidente
da República, José Alencar, disputa a sua reeleição,
foi a sigla com menor número de candidatos. Excluído Alencar,
são 103 concorrentes: um a governador, um a senador, 28 a deputado
federal, 70 a deputado estadual e três a deputado distrital (em
Brasília). Os partidos de esquerda em geral lançaram poucos
candidatos: o PCB aparece apenas um pouco à frente do PRB, com
106; o PSTU lançou 127; o PCO, 129; e o PC do B, 367.
Outro levantamento do TSE mostrou que
há pelo menos 49 candidatos com mais de 80 anos de idade, sendo
que dois deles têm mais de 100 anos. São eles José
de Souza Pinto, do PAN (Partido dos Aposentados da Nação),
que é viúvo e militar reformado, e Deodata Pereira Borges,
do PSDC. Ambos têm 101 anos, são da Bahia e concorrem a
deputado federal. No outro extremo, há cinco candidatos a deputado
estadual com 18 anos e outros seis com 19. Se eleitos, eles não
poderão assumir o cargo público em 1º de fevereiro,
porque não têm a idade mínima para exercer mandato
legislativo, de 21 anos.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04
de agosto de 2006 | Economia
PREÇOS-Alimentos têm forte retração
e custo de vida fica mais barato em 2006
Cesta básica em Curitiba
acumula queda de 10%
A retração nos preços dos alimentos fez com que
o valor cobrado pela cesta básica em Curitiba recuasse mais de
10% nos primeiros sete meses do ano, segundo estudo do Dieese. Essa
é a segunda maior queda entre as 16 cidades englobadas pela pesquisa,
atrás apenas de Belo Horizonte. Em julho, os preços dos
13 itens que fazem parte da cesta caíram 1,39% em Curitiba, na
comparação com junho.
Os produtos que mais influenciaram para
o recuo da cesta básica em Curitiba foram o tomate, com queda
de de 38% nos últimos 12 meses, seguido pelo feijão, manteiga
e leite. Açúcar e banana foram os alimentos que mais subiram
no último ano.
Brasil
A queda nos preços dos alimentos
é um fenômeno nacional. Em julho, a cesta básica
ficou mais barata, em relação a junho, em 14 das 16 capitais
pesquisadas. De acordo com o levantamento, as retrações
mais significativas ocorreram em João Pessoa (-6,84%), Recife
(-6,27%) e Salvador (-4,13%). Apenas em Porto Alegre (1,60%) e Florianópolis
(0,81%) houve aumento no custo da cesta.
Nos primeiros sete meses do ano, somente
duas cidades – Fortaleza (1,35%) e Natal (0,97%) – apresentaram
variação acumulada positiva para o preço da cesta
básica. As quedas mais expressivas ocorreram em Belo Horizonte
(-11,38%), Curitiba (-10,77%), Porto Alegre (-10,60%) e Rio de Janeiro
(-10,34%).
De acordo com a pesquisa, os produtos
com variação mensal negativa em junho mantiveram a tendênciaem
julho. Os maiores destaques foram o feijão e o tomate, que caíram
em todas as capitais.
A redução no preço
do feijão foi mais sentida em Florianópolis (-14%), Belo
Horizonte (-13%), Belém (-12,7%) e João Pessoa (-12,3%).
Para o Dieese, a boa safra do feijão permitiu a reposição
de estoques e queda de preços. A grande oferta também
permitiu a redução no preço do tomate nas 16 capitais
pesquisadas. Recife(-40,5%), Fortaleza (-40,4%) e Salvador (-25,3%)
registraram as baixas mais expressivas.
Entre as altas, o Dieese destacou o arroz,
que apresentou alta em 13 capitais, sendo as mais expressivas em Florianópolis
(22,73%) e Porto Alegre (20,62%), o que puxou o crescimento do custo
da cesta nestas duas localidades. Segundo o Dieese, o preço do
cereal é pressionado pelo encarecimento de adubos químicos
derivados de petróleo.
Salário
Na mesma pesquisa, o Dieese apontou
que o valor do salário mínimo em julho deveria ser de
R$ 1.436,74, ou seja, 4,1 vezes o vigente (R$ 350,00). Para chegar a
este número, a entidade levou em conta o custo apurado para o
conjunto de gêneros essenciais e o preceito constitucional que
determina que o salário deve ser suficiente para suprir as necessidades
de uma família com alimentação, moradia, transporte,
vestuário, saúde, educação, higiene, lazer
e previdência.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04
de agosto de 2006 | Economia
PREÇOS
Vendas de supermercados caem 2,74%
no primeiro semestre, diz Abras
Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
O preço do tomate foi um dos que mais recuaram em 2006
São Paulo (AE) – As vendas
reais do setor supermercadista caíram 1,86% em junho, na comparação
com maio. Mas, levando em conta a inflação do período,
as vendas nos supermercados foram 2,07% menores no mês de junho.
Na comparação com junho de 2005, as vendas reais recuaram
2,28%. Com o resultado de junho, o desempenho no primeiro semestre registrou
perda nas vendas reais de 2,74% ante o primeiro semestre do ano passado.
A variação nominal foi de 2,03%. Os dados fazem parte
do Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira
de Supermercados (Abras).
Segundo a entidade, a queda de 1,86%
sobre maio é resultado do calendário, já que junho
contou com um dia a menos. Também houve impacto da cesta de alimentos
Abras Mercado, indicador que apresentou queda real de 2,15% sobre maio.
Com esses números, a Abras revisou
para 1,5% a projeção de alta das vendas reais neste ano.
A previsão anterior, divulgada em janeiro, era de incremento
de 2,5%. O presidente da entidade, João Carlos de Oliveira, afirmou
que, apesar da revisão para baixo, a estimativa é “muito
boa”, pois reverterá a queda de 2,74% nas vendas reais
do primeiro semestre. Pelos cálculos do executivo, o faturamento
real do setor deve crescer pouco mais de 4% nos seis últimos
meses do ano para compensar o recuo do primeiro semestre.
No ano passado, o aumento do faturamento
real do setor foi de 0,66%, enquanto o volume físico de vendas
teve alta de 5,1%. Essa diferença explica-se basicamente pela
queda nos preços dos produtos. Pelos cálculos da Abras,
tendo como base os quatro primeiros meses deste ano, a diferença
entre o volume de vendas físicas e o faturamento está
na casa dos 3 pontos porcentuais, o que comprova o impacto da queda
dos preços no faturamento.
Segundo o presidente da Abras,
as vendas físicas não estão ruins, mas os preços
dos produtos caíram em média 4% no primeiro semestre.
“A queda nos preços beneficia duplamente o consumidor,
que aproveita os preços mais baixos para economizar e pagar dívidas
antigas”, disse Oliveira, ressaltando: “Esse descompasso
entre preços e faturamento prejudica o supermercadista, que vê
queda na rentabilidade.”
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INFO MONEY PESSOAL, 04 de
agosto de 2006
Cursos superiores da rede pública
têm 94% das vagas preenchidas
SÃO PAULO - Os últimos
dados do Censo, realizado no ano de 2004 pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep-MEC), mostrou que 94% das vagas
oferecidas no sistema público de cursos superiores foram preenchidas.
As vagas ocupadas contabilizaram 17.963,
num total de 19.103 oferecidas somente na rede pública. O número
de cursos disponíveis no ensino público subiu de 95, no
ano de 1994, para 359 dez anos depois.
Vagas e cursos
Segundo o Censo, no ano de 1994, havia
23.861 vagas na educação profissional pública e
privada, passando, em 2004,para 200.458. A quantidade de cursos subiu
de 261 em 1994 para 1.804, dez anos depois, o que representa aumento
de 691%.
A expansão que ocorreu entre estes
dez anos se deve à iniciativa privada. Em novembro de 2005, a
Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, que impedia a União
de expandir a educação profissional foi mudada. A partir
de então, foi permitido à União criar escolas técnicas,
agrotécnicas federais e unidades descentralizadas.
Superiores tecnológicos
A mudança tornou possível
a expansão da rede pública, e como conseqüência,
dos cursos de formação tecnológica, que mesmo assim
representavam menos de 5% das matrículas do ensino superior,
há dois anos. Os dados do Inep mostram que 153 mil alunos estão
matriculados em cursos superiores de tecnologia em todo o Brasil. O
país possui mais de 3.500 cursos deste tipo, com 1.236 denominações
diferentes.
Em 1994, 107.854 candidatos se inscreveram
para concorrer às vagas nestes cursos de formação
profissional tecnológica, ante 284.994 inscritos em 2004. Entre
as pessoas que concluíram os cursos, o crescimento foi de 7.896
para 26.240, o que significa aumento de 332% nos dez anos analisados.
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INFO MONEY PESSOAL, 04 de
agosto de 2006
Previdência: aumento da expectativa
de vida preocupa países em todo o mundo
SÃO PAULO - A reforma previdenciária
não é uma preocupação somente brasileira,
mas mundial. A análise é de especialistas internacionais
que participam do III Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência
Privada, em São Paulo.
O temor pelo futuro previdenciário
se deve ao envelhecimento da população. Em boa parte do
mundo, a maior expectativa de vida das populações vem
aumentando ao mesmo tempo em que a queda nas taxas de natalidade se
acentua.
No Chile, sistema é privado
Segundo Guillermo Arthur, da International
Federation of Pension Funds Administrators - FIAP, o sistema previdenciário
do Chile é baseado em contas individuais obrigatórias
e na administração privada, o que teria garantido benefícios
aos trabalhadores e à economia daquele país, como melhora
do mercado de capitais, maior oferta de fundos, menor custo de capital
e melhor regulamentação do mercado financeiro.
Emma Aguila, da University College London,
criticou o sistema brasileiro, que não incentivaria as pessoas
a se aposentarem mais tarde, e lembrou da importância de estender
o benefício aos trabalhadores do sistema informal.
Educação financeira
Joel Basarich, da Life Office Management
Association (LOMA), mencionou a reforma previdenciária no Estados
Unidos, que se preocupou com a educação do consumidor.
Por lá, foi incluída nas escolas uma disciplina de educação
financeira.
Para Antonio Cássio dos Santos,
da Mapfre Seguros, é preciso criar circunstâncias para
que as reformas aconteçam, sejam elas políticas ou não.
"Compete a essa geração resolver o que é um
problema solucionável", finalizou.
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CONSULTOR JURÍDICO,
04 de julho de 2006
Tempo flexível
Servidora pode mudar horário de
trabalho para estudar
Servidor pode mudar horário de
trabalho se a jornada estabelecida atrapalha seus estudos. O entendimento
é da juíza Gabriela Jardon Guimarães, da 3ª
Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. Ela garantiu a uma
médica da rede pública de saúde o direito de cursar
a residência em horário especial para não chocar
com os seus estudos. Cabe recurso.
A autora do Mandado de Segurança
é médica da rede pública de saúde do Distrito
Federal. Ela foi aprovada em concurso público e teve dificuldade
de cumprir o horário estabelecido por incompatibilidade de horários
de estudo e trabalho. A médica sustentou que existe possibilidade
de compatibilização entre as duas atividades. Para tanto,
precisaria ser remanejada para outro hospital e deixar o centro em que
trabalha.
A juíza acolheu o argumento com
base no artigo 98 da Lei 8.112/90. Pela regra, “será concedido
horário de trabalho especial de trabalho ao servidor estudante,
quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar
e o da repartição, sem prejuízo do exercício
do cargo.”
“A interpretação
que deve ser dada ao dispositivo é o de, preenchido o requisito
da incompatibilidade de horário com os estudos, ser um direito
de o servidor ter horário especial, a não ser que simplesmente
não exista esta possibilidade de horário especial. Por
não existência de horário especial entende-se não
a mera conveniência da administração, mas sim a
inexistência de fato da possibilidade”, afirmou a juíza.
“O melhor preparo dos médicos
da rede pública constitui óbvio interesse da própria
administração e da população em geral”,
concluiu.
Processo 2006.01.1.062242-4
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/08/2006
Conselheiro fiscal de sindicato não
tem direito à estabilidade
A estabilidade provisória no emprego
para os dirigentes sindicais, prevista no texto da Constituição
Federal e da CLT, não se estende aos eleitos para compor conselho
fiscal de sindicato. Sob esse entendimento, manifestado pelo ministro
Milton de Moura França (redator designado para o acórdão),
a Seção Especializada em Dissídios Individuais
– 1 (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho negou embargos em
recurso de revista a um trabalhador gaúcho. O julgamento confirma
decisão anterior e unânime da Quinta Turma do TST, igualmente
contrária ao empregado.
O direito solicitado pelo trabalhador,
que manteve vínculo de emprego com a Cooperativa Regional Tritícola
Serrana Ltda., foi reconhecido no âmbito da Justiça do
Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul). Segundo o Tribunal
Regional do Trabalho gaúcho, o exercício do cargo de conselheiro
fiscal do Sindicato dos Empregados no Comércio de Dom Pedrito
(Cotrijui) teria resultado na estabilidade provisória do trabalhador,
com base nos artigos 543, parágrafo 3º, e 522, parágrafo
2º, da CLT.
A Cotrijui ingressou com recurso de revista
que, apreciado pela Quinta Turma do TST, reconheceu a inviabilidade
do posicionamento regional. Invertida a decisão sobre o tema,
o trabalhador buscou – sem êxito – o restabelecimento
de seu direito à estabilidade na SDI-1, por meio de embargos
em recurso de revista.
De acordo com o ministro Moura França,
o dispositivo da CLT que assegura a estabilidade provisória ao
dirigente sindical (artigo 543, parágrafo 3º) não
abrange o conselheiro fiscal. Já o artigo 522 da CLT restringe
a competência do conselho fiscal à fiscalização
da gestão financeira do sindicato. Também esclareceu que
o artigo 8º, inciso VIII, da Constituição também
não estende a prerrogativa aos conselheiros fiscais .
“O dispositivo constitucional trata
da estabilidade do empregado sindicalizado a partir do registro da sua
candidatura a cargo de direção e representação
sindical, situação jurídica essa inconfundível
com a de membro do Conselho Fiscal, cuja competência ou atribuição
se limita a fiscalizar a gestão financeira do sindicato, e não
a atuar na defesa direta dos interesses da categoria profissional”,
esclareceu.
(ERR 594047/1999.4)

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