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Diário Vermelho, 5
de janeiro de 2007
Dieese prevê queda mais acentuada
no desemprego em 2007
As projeções para o mercado de trabalho em 2007 traçadas
pelo meio sindical são otimistas, incluindo a possibilidade de aumento
de contratações e redução do estoque de desempregados
no país. Segundo cenário projetado pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), dependendo
do grau de ousadia a ser aplicado pelo governo no pacote de medidas para estimular
o crescimento econômico,a ser divulgado ainda neste mês, o país
poderá notar uma queda mais acentuada do desemprego.
Isso deverá contribuir ainda para a continuidade do aumento da massa
salarial e para a melhoria do rendimento médio do trabalhador, segundo
avaliação da assessora técnica do Dieese, Patrícia
Lino Costa. O otimismo, de acordo com Patrícia, reflete as indicações
dadas pelo governo de estímulo aos investimentos em infra-estrutura.
Confirmadas, terão grande impacto na geração de ocupações.
A técnica observa que também joga favoravelmente ao movimento
de contratações a elevação do salário mínimo
para R$ 380, estimulando o consumo da população de menor renda
e os incentivos à construção civil. Ela pondera que, ratificada
a projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,5%
este ano, considerada pela maioria do setor financeiro, o mercado de trabalho
tenderá a manter a redução da massa de desempregados,
porém num ritmo lento, seguindo o comportamento verificado nos últimos
dois anos.
Em novembro, a taxa de ocupação verificada pelo IBGE era de 9,5%
da PEA (População Economicamente Ativa), nas seis principais
regiões metropolitanas do País. Já a Pesquisa de Emprego
e Desemprego identificou índice de 14,1% de desempregados na Grande
São Paulo, o menor para o mês desde 1996.
" O fato é que o desemprego caiu mais em São Paulo, puxado
pela indústria, e Belo Horizonte, por serviços, e não teve
o mesmo comportamento no restante do País. Acreditamos que há espaço
para a indústria expandir contratações, acompanhada por
serviços, e o crescimento do emprego ocorrer em todas as regiões",
indicou Patrícia.
Setores mais beneficiados
Uma vez que as projeções são de continuidade de queda
dos juros em ritmo lento e de câmbio sem grandes oscilações,
a perspectiva do Dieese é de contratações atreladas ao
consumo do mercado doméstico. Assim, os segmentos ligados a calçados,
vestuário, têxtil e alimentação deverão gerar
os postos de trabalho.
Na mesma linha, os prestadores de
serviços ligados à indústria também poderão
se beneficiar desse ambiente favorável de criação
de empregos. Com informações da Agência Estado.
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Folha de São Paulo,
5 de janeiro de 2007
OLHAR ESTRANGEIRO 2
"Monde" vê Aécio
como nome forte para disputa presidencial
DA REDAÇÃO
Descrito como um homem cujo "sorriso
charmoso, moldurado por covinhas, suscita simpatia instantânea",
o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), foi apontado
em texto publicado ontem pelo jornal francês "Le Monde" como
um dos nomes fortes para a sucessão presidencial de 2010 e um
administrador que inspira, com "seu choque de gestão",
os colegas recém-empossados em outros Estados. O jornal destaca
o perfil conciliador de Aécio e sua boa relação
com Lula, além da provável disputa com José Serra,
para ser o candidato do PSDB em 2010. Para o jornal, o governador paulista é "um
obstáculo a ser enfrentado cedo ou tarde".
O texto aborda a relação
de Aécio com a mídia -diz que é acusado de cercear
o jornalismo político e, ao mesmo tempo, mimado pelas revistas
de celebridades que o apontam como um playboy. Para os que já o
vêem como sucessor de Lula, Aécio diz que "ser presidente
não é um plano de carreira, mas uma questão de
destino". Segundo o "Monde", "o destino parece
sorrir para Aécio".
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Folha
de São Paulo, 5 de janeiro de 2007
Pacote terá medida fiscal de longo
prazo
Governo proporá a Congresso regra de
reajuste do mínimo até 2023 e teto nos próximos
10 anos para salário de servidores | Plano prevê manter
atuais patamares da CPMF e da DRU até 2016 e alcançar o
déficit nominal zero até o final do segundo mandato
Alan Marques - 27.dez.06/Folha Imagem

O presidente Lula e o ministro Paulo Bernardo ( Planejamento)
KENNEDY ALENCAR, VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PAC (Plano de Aceleração
do Crescimento) terá um conjunto de medidas de longo prazo (até 2023)
para tentar chegar ao déficit nominal zero já em 2010, último
ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano
buscará ainda afastar o temor do mercado de afrouxamento das
contas públicas no segundo mandato estabelecendo freios à elevação
dos chamados gastos correntes, o que precisará de aprovação
no Congresso.
Alcançar déficit zero
significará que a União arrecadará recursos suficientes
para pagar todas suas contas, inclusive os juros de sua dívida,
o que não acontece hoje. Estima-se que o déficit nominal
em 2006 tenha sido de 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto), aproximadamente
R$ 70 bilhões. Para tanto, o PAC terá medidas que buscarão
limitar o crescimento dos gastos correntes. Nos últimos 12 anos,
eles subiram em média 6% acima do PIB. "Nossa aposta é manter
forte disciplina fiscal, com superávit primário [economia
do governo para pagar juros da dívida] de 4,25% do PIB, e o
processo de queda dos juros para que em 2009 ou 2010 possamos atingir
o déficit nominal zero", disse à Folha o ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo.
Seguindo discurso de campanha, o presidente
decidiu não promover um corte radical de despesas. Lula optou
pelo meio-termo nos debates internos do governo. Um grupo defendia
não realizar corte de gastos. Outro pregava uma meta de redução
de despesas. Lula optou por estabelecer freios ao crescimento dos gastos
por meio de propostas que serão enviadas ao Congresso. Tais
freios, como a nova regra de reajuste do salário mínimo
que valeria até 2023 e o teto baixo de correção
do salário do funcionalismo público nos próximos
dez anos, deverão sofrer resistência no Congresso.
A Folha apurou que Lula proporá a
renovação por mais dez anos, e nos parâmetros atuais,
da DRU (Desvinculação de Receitas da União) e
da CPMF, o imposto do cheque. Assim, no segundo ano do mandato do sucessor
do sucessor de Lula, o então presidente rediscutiria a extinção,
modificação ou prorrogação dessas medidas. "O
PAC terá um conjunto de medidas para dar sustentabilidade fiscal
ao país de modo maior do que hoje. E com regras previsíveis
para os próximos dez anos. O sucessor de Lula terá um
legado positivo na área fiscal", disse Bernardo.
Segundo o ministro, haverá redução
do ritmo de crescimento das despesas. "Os gastos correntes não
crescerão além da variação do PIB, o que
terá impacto nas contas públicas."
Mínimo e Previdência
O PAC, que deverá ser divulgado
no próximo dia 22, terá um projeto de lei que será enviado
ao Congresso estabelecendo uma política de reajuste do salário
mínimo até 2023. A regra será conceder anualmente
um reajuste com a variação do INPC (Índice Nacional
de Preços ao Consumidor, que capta a inflação
de quem tem renda de até seis salários mínimos
mensais) mais o resultado do PIB de dois anos antes. Exemplo: em 2008,
o mínimo terá o reajuste do INPC de 2007 mais o PIB de
2006.
Nas contas do governo, cerca de 60%
dos aposentados recebem o mínimo. Isso equivale, grosso modo,
a aproximadamente 40% das despesas da Previdência. Os demais
60% terão correção do INPC. Para o Planalto, isso
dará maior previsibilidade a duas grandes despesas: previdência
e mínimo, este último, com forte impacto nas contas de
Estados e municípios.
Funcionalismo
Também será enviado ao
Congresso um projeto que preverá para os próximos dez
anos um reajuste anual do funcionalismo público com base no
INPC mais o limite de até 1,5% de ganho real. Poderão
ser dados reajustes diferenciados a categorias do funcionalismo, desde
que os aumentos reais para toda a folha de pagamento não excedam
1,5%.
Nos últimos 12 anos, as despesas
do Poder Judiciário com salários aumentaram 118% acima
da inflação, segundo o Planejamento. No Executivo, a
taxa foi de 16%. No Legislativo, de 76,3%. Ou seja, a nova regra reduzirá o
ritmo de expansão.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
05 de janeiro de 2007
Mínimo de R$ 380 injetará R$
8,5 bi na economia em 2007
BRASÍLIA - O reajuste do salário
mínimo de R$ 350,00 para R$ 380,00 injetará R$ 8,5 bilhões
na economia brasileira em 2007, segundo cálculo do Ministério
do Trabalho divulgado nesta quarta-feira pelo Palácio do Planalto.
Neste ano, com o aumento de R$ 300 para R$ 350, a economia recebeu quase
R$ 18 bilhões.
Com a entrada de recursos na economia
em 2007, haverá uma arrecadação extra de R$ 2,1
bilhões em tributos. Com o reajuste para R$ 380,00, o salário
mínimo terá aumento real (acima da inflação)
de 5,3%.
O novo mínimo começa
a vigorar em 1º de abril. Entre 2003 e 2006, o salário
mínimo já registra um ganho real de 26,02%, e, em 2007,
o ganho dos assalariados subirá para cerca de 32% acima da inflação.
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Agência
Câmara, 5 de janeiro de 2007
Projeto amplia exigências para
licença de construção
O Projeto de Lei 7503/06, do deputado Colombo (PT-PR), exige que os responsáveis
por qualquer obra apresentem aos órgãos municipais e ao Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) a previsão de duração
dos trabalhos e da quantidade de trabalhadores necessários. Outro requisito
para a licença de construção será o envio de uma
cópia dessa estimativa ao sindicato da categoria.
Caso os responsáveis pela obra desrespeitem
a previsão apresentada, poderá ser instaurado processo
de averiguação e até mesmo ocorrer o embargo
da obra pelas autoridades competentes. De acordo com Colombo, a medida é necessária
porque a "imensa maioria dos trabalhadores da construção
civil é contratada de forma precária, sem um mínimo
de respeito a seus direitos básicos".
A grande rotatividade do setor, segundo o deputado,
torna a situação ainda mais grave. "Com medo de
serem excluídos do mercado, mesmo após demitidos, são
poucos os empregados que lutam por seus direitos na Justiça",
sustenta.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter
conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
05 de janeiro de 2007
Projeto cria fundo de assistência
a universitário de baixa renda
Agência Câmara
Com o objetivo de apoiar estudantes de
baixa renda, o Projeto de Lei 7501/06 cria o Funaes (Fundo Nacional de
Assistência ao Estudante de Nível Superior). De acordo com
a autora da proposta, deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO),
o Funaes vai apoiar projetos de moradia estudantil em universidades públicas,
conceder bolsas de manutenção, desenvolver projetos de
assistência à saúde, dar auxílio a alimentação
e a compra de material didático, e financiar a execução
de projetos de inclusão digital dos estudantes.
Os recursos para compor o fundo, segundo
a proposta, virão de dotações orçamentárias
e de doações de pessoas jurídicas, que poderão
descontá-las do Imposto de Renda e da contribuição
social devidos até o limite de 1%.
Raquel Teixeira considera que tão
importante quanto desenvolver políticas de ampliação
do acesso das camadas pobres à universidade é adotar medidas
que garantam sua permanência nos estudos. "Ampliar a presença
em cursos superiores de camadas mais amplas da população
significa promover a afirmação da cidadania e dar efetividade
ao princípio de igualdade de oportunidades", afirma.
Tramitação
O projeto será analisado
em caráter conclusivo pelas comissões de Educação
e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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CONSULTOR JURÍDICO,
05 de janeiro de 2007
Aposentadoria privada
TST não examina ação
entre associados e previdência
A Justiça do Trabalho não
tem competência para julgar ação movida por associados
contra previdência privada. Assim, a Seção Especializada
em Dissídios Individuais – 1 do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou recursos apresentado por um grupo de segurados da Caixa de Previdência
Privada do Banco do Estado do Ceará (Cabec). Os autos devem ser
remetidos a uma vara cível de Fortaleza (CE).
“Nessa hipótese, a jurisprudência
do Tribunal Superior do Trabalho aponta para a competência da Justiça
Comum, uma vez que não há uma obrigação do
empregador para com o empregado e, em sentido inverso, tampouco um direito
do empregado frente ao empregador”, concluiu o relator, ministro
Carlos Alberto.
A primeira manifestação
do TST sobre o caso coube à 2ª Turma, que analisou e acatou
Recurso de Revista para a Cabec. A entidade de previdência privada
havia sido obrigada pela Justiça do Trabalho cearense a observar,
no cálculo e pagamento da complementação de aposentadoria,
as regras vigentes à época da admissão dos associados
que entraram em juízo.
A 2ª Turma do TST entendeu que o
recurso em questão não merecia ser reconhecido, uma vez
que não era decorrente de relação de emprego ou
de contrato de trabalho dos autores. “A Cabec é uma entidade
fechada de previdência social e a relação obrigacional
não se dá apenas com o Banco do Estado do Ceará”,
registrou o acórdão.
Esse entendimento foi considerado acertado
pela SDI-1. Isso porque o exame do tema só seria possível
se o benefício (complementação de aposentadoria)
estivesse vinculado diretamente ao contrato de trabalho, hipótese
que não ocorreu, inclusive porque o ex-empregador dos autores
da ação, o Banco do Estado do Ceará, sequer integrou
a relação processual.
ERR 2637/1998-011-07-00.9
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JORNAL GAZETA DO POVO, 05 de janeiro de 2007
| Brasil
DOCUMENTOS
Lei facilitará registro
de divórcios em cartórios
A partir de hoje, divórcios, separações, inventários
e partilhas de bens poderão ser registrados em cartórios sem
a necessidade de processos judiciais. A modificação está prevista
em um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional e sancionado ontem pelo
presidente Lula. Pelas novas regras, os procedimentos poderão ser feitos
por meio de escritura pública, desde que não haja conflito entre
as partes, que deverão estar acompanhadas de seus advogados. A lei valerá apenas
para os casos que não envolvam interesses de menores e incapazes.

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