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Diário
Vermelho, 11 de janeiro de 2007
Luiz Marinho: Política de valorização
do Salário Mínimo
Em artigo publicado na edição desta
quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo, o ministro do Trabalho e Emprego,
Luiz Marinho, discorre sobre a negociação realizada entre
o governo federal e as centrais sindicais, cujo acordo resultou no novo
valor do salário mínimo (R$ 380,00).
Confira abaixo a íntegra do
texto:
Política de Valorização
do Mínimo
Pelo segundo ano seguido, governo e Centrais
Sindicais dão uma demonstração de maturidade ao
negociar com responsabilidade o melhor reajuste possível para
o piso nacional. E esse ano, mais do que definir o mínimo em R$
380, em 2007 – a negociação permitiu delinear uma
Política de Valorização do Salário Mínimo
até 2023, baseada no bom senso e no equilíbrio, tanto das
contas públicas quanto dos benefícios para os trabalhadores.
A instituição de uma política
pública de salário mínimo é uma conquista
e vitória de toda a sociedade brasileira. Para as centrais sindicais,
representa o atendimento de uma reivindicação histórica.
Para trabalhadores e empregadores, propicia a possibilidade de planejamento
de suas ações a curto, médio e longo prazos. No
caso dos empresários, a previsibilidade é imprescindível
na hora de programar novos investimentos. Já ao Governo, possibilitará a
definição de políticas públicas de investimentos
e de geração de emprego e renda, de distribuição
de renda e de redução das desigualdades, com a antecedência
necessária.
A importância dessa negociação
inédita se revela ao assegurar que, independente de governos,
essa política não sofrerá recuo. Não depende
de “vontade política”. Está definida e se tornará lei
com o aval dos parlamentares, que, com certeza, terão consciência
de que o Brasil precisa avalizar o acordo tal como foi negociado.
O Protocolo de Intenções,
assinado no dia 27 por representantes do governo e das centrais sindicais,
prevê reajustes anuais do mínimo até 2011, com a
data-base antecipada gradualmente, chegando a 1º de janeiro em 2010.
De 2007 a 2011, além da reposição integral da inflação,
o salário mínimo será acrescido do Produto Interno
Bruto realizado sempre dois anos antes da vigência do novo valor.
Para 2008, o PIB será o de 2006, e assim sucessivamente.
O Ministério do Trabalho e Emprego
coordenará um grupo de trabalho que fará monitoramento
constante dos efeitos dessa política e, com base em indicadores
de avaliação do impacto provocado na distribuição
de renda, no mercado de trabalho e nas receitas e despesas da União,
estados e municípios, poderá fazer uma revisão a
cada quatro anos - em 2011, 2015 e 2019.
Em termos macroeconômicos, o impacto da remuneração básica
nacional não se traduz somente em gastos. É preciso computar
o aumento que ela provoca na arrecadação e no dinamismo da economia.
Esse dinheiro a mais estimula os pequenos negócios e o comércio
local. O consumo das famílias, impulsionado pelo salário mínimo
e pela expansão do crédito, cresce a 13 trimestres consecutivos.
O novo valor do salário mínimo
injetará diretamente na economia, a partir do quinto dia útil
de maio e no decorrer de 2007, cerca de R$ 8,5 bilhões e representará aumento
na arrecadação em torno de R$ 2,1 bilhões.
E mais do que números, estamos
falando de cidadãos que dependem do mínimo para sobreviver
com dignidade. São mais de 40 milhões de brasileiros, na
ativa ou não, que têm renda de até um salário
mínimo. Deste total, 16,4 milhões são beneficiários
da Previdência e Assistência social, e 26 milhões
são trabalhadores, que ganham mensalmente salário igual
ou inferior à remuneração legal mínima, de
acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) 2005.
Além dos trabalhadores de baixa
renda, o acordo que o governo federal firmou com as centrais sindicais
beneficou também a classe média, uma vez que o Protocolo
assinado prevê a correção da tabela e das decuções
do Imposto de Renda em 4,5% em 2007, 2008, 2009 e 2010.
Ao definirmos uma política perene para mínimo com parâmetros
reais e o reajuste da tabela do IR pelos próximos quatro anos, com revisões
quadrienais, estamos pensando não somente no aumento do poder de compra,
mas também na melhoria da qualidade de vida de todas as classes sociais.
Os números só ajudam a mensurar parte dessa melhoria, que resulta
também de uma combinação do controle da inflação
com a desoneração tributária. A partir de abril de 2007,
com um salário mínimo será possível comprar 2,42
cestas básicas, contra 1,3 em março de 2003 - um ganho de 85,2%. É maior
poder de compra do mínimo nos últimos 28 anos.
Garantir o poder de compra dos trabalhadores
e distribuir renda pela melhoria da massa salarial foi um compromisso
assumidor pelo presidente Lula, em 2003, e renovado na cerimônia
de assinatura do acordo, quando pediu para os sindicalistas combinarem
a palavra desenvolvimento com distribuição de renda.
Essa é a grande conquista de todos os brasileiros.
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Força Sindical, 11
de janeiro de 2007
Trabalhadores da Construção
Civil prometem parar dia 29
Por Patrícia Acioli, DCI
Trabalhadores da Construção
Civil na cidade de São Paulo estão se organizando para
fazer greve por tempo indeterminado a partir do dia 29. O primeiro local
que deverá ser afetado são as obras no Morumbi. “Escolhemos
essa região porque é onde está a maior precariedade
no trabalho e também investimentos que vão desde R$ 2 milhões
até R$ 22 milhões”, explica Antônio de Souza
Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil (Sintracon).
“Estamos sendo oportunistas, mas
com legitimidade e de forma saudável. Temos que tentar buscar
melhorias quando o movimento da construção civil está bom,
no crescente e não quando está indo mal e demitindo”,
afirma Ramalho.
A base do sindicato está dividida em 11 regiões e cada uma delas
tem o seu coordenador que ficará responsável em organizar as
paralisações. “O coração dos empresários
está no bolso. Obra parada é dor de cabeça na certa”,
diz Ramalho.
A paralisação tem como objetivo
reivindicar o fim da informalidade, pagamento da Participação
nos Lucros e Resultados (PLR) e plano de saúde para a categoria. “O
comércio, por exemplo, já tem PLR, porque nossa categoria
fica de fora?”
“O setor promete crescer entre 7%
e 9% este ano, por isso essa é a hora”, afirma o presidente
do Sintracon, que já tem reunião marcada com o Sindicato
da Indústria da Construção Civil de São Paulo
(Sinduscon) “Nossa reivindicação número um é o
combate da informalidade, que na verdade representa um câncer da
construção civil. O setor submete aos empregados um regime
de tarefa com 12h de trabalho por dia, quando na verdade o correto são
44 horas semanais”, conta.
Além da expansão irregular
das horas, o que acontece com freqüência, segundo o presidente, é o ‘pagamento
por fora. Ou seja, as construtoras pagam o mínimo R$ 743,80 no
holerite e o restante pagam por fora para chegar em um valor de R$ 2.500
que é a média que pagam para esse tipo de trabalhador. “Esse
sistema atinge 90% do setor”
A idéia da greve surgiu, segundo Ramalho, por duas razões combinadas.
Primeiro, porque há três anos o sindicato já promoveu uma
mobilização para tentar mudar essa realidade e nada pareceu surtir
efeito.
Ao contrário, esse método
cresceu junto como o mercado da construção civil. Em 2004,
o setor registrou 5% de crescimento, em 2005, 2,5% e em 2006, segundo
Ramalho, espera-se que os dados divulgados nos próximos dias tragam índices
entre 6% a 7% de crescimento. Já para esse ano, a expectativa é que
isso fique de 7% a 9%, o que é um crescimento histórico. “Nossa
intenção não é acabar com o trabalho da construção
civil, mas criar critérios, uma forma de combater aquelas empresas
que burlam a lei e enganam o trabalhador”, diz.
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SITE IBGE, 11 de janeiro
de 2007
Em dezembro de 2006, Índice
Nacional da Construção Civil variou 0,45%
O Índice Nacional da Construção
Civil fechou o ano de 2006 com variação de 0,45%, 0,10
ponto percentual acima da registrada em novembro (0,35%). Com esse resultado,
o acumulado em 2006 ficou em 5,13%, 1,85 ponto percentual abaixo do acumulado
em 2005 (6,98%).
O custo nacional por metro quadrado passou
de R$ 568,45, em novembro, para R$ 571,00 em dezembro, dos quais R$ 330,38
foram relativos aos materiais; e R$ 240,62, à mão-de-obra.
O índice de dezembro (0,45%) ficou
muito próximo ao de dezembro de 2005 (0,48%), registrando recuo
de apenas 0,03 ponto percentual.
Em dezembro, a parcela dos materiais apresentou
um pequeno recuo de 0,06 ponto percentual. Já a componente mão-de-obra,
com a variação de 0,56%, superou a taxa de novembro (0,24%)
em 0,32 ponto percentual.
Região Sudeste registrou a
maior alta em dezembro
A região Sudeste se destacou em
dezembro, com o índice regional variando 0,65%, pressionado pelos
reajustes salariais em Minas Gerais. O índice da região
Norte, influenciado pelos reajustes salariais em Roraima e Amapá,
apresentou a segunda maior variação (0,50%).
As demais variações mensais
foram as seguintes: 0,38% no Nordeste; 0,30% no Centro-Oeste e 0,04%
no Sul.
A região Nordeste encerrou o ano
de 2006 com o acumulado mais acentuado (6,41%), seguida, em ordem decrescente,
pelas regiões Norte (5,77%); Centro-Oeste (4,96%); Sudeste (4,80%)
e Sul (3,73%).
Os custos regionais foram os seguintes:
R$ 609,29 (Sudeste); R$ 567,92 (Sul); R$ 555,86 (Norte); R$ 542,88 (Centro-Oeste)
e R$ 529,67 (Nordeste).
Entre os estados, Amapá, Minas
Gerais e Roraima foram os destaques
Amapá (5,35%), Minas Gerais (2,60%)
e Roraima (1,82%) registraram as maiores variações mensais
em dezembro, refletindo os reajustes salariais da mão-de-obra.
Os demais índices estaduais situaram-se entre 0,03% (Paraná)
e 0,56% (Piauí e Pernambuco).]

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Congresso em Foco, 11 de
janeiro de 2007
Bancada sindicalista se mantém
com 60 parlamentares
A bancada sindicalista manterá seu tamanho na nova legislatura, de acordo
com levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Apesar da renovação de 30% de seus membros, a bancada dos sindicalistas
continuará com 60 parlamentares, assim como ocorreu nas eleições
de 2002. Serão 55 deputados e cinco senadores.
Os professores serão representados
por 16 deputados e dois senadores, sendo a categoria profissional com
o maior número de sindicalistas eleitos. Os metalúrgicos
terão sete representantes e os bancários, seis. O levantamento
também mostrou que a maior parte da bancada sindicalista é da
base do governo. Só do PT são 45 parlamentares. O PCdoB,
segundo partido com o maior número de sindicalistas eleitos, terá seis
deputados e um senador.
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Folha
de São Paulo, 11 de janeiro de 2007
Chinaglia oferece a vice e apoio em SP
para ter PSDB
Petista promete ajudar governador paulista a
eleger tucano para a Assembléia | Se os tucanos aceitarem a proposta,
Aécio indicará um aliado para ocupar um dos cargos mais
importantes da Mesa Diretora da Câmara
KENNEDY ALENCAR, SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA , JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
O líder do PT na Câmara,
deputado Arlindo Chinaglia (SP), enviou emissários para conversar
com os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves
(MG) a fim de tentar obter o apoio do PSDB na disputa pela presidência
da Câmara. Em Porto Alegre, Chinaglia disse que pretende ter
um tucano como vice-presidente da Casa: "O principal passo agora
chama-se PSDB", disse ele. A justificativa para entregar a vaga
de vice ao PSDB é que o partido tem a terceira maior bancada
da Câmara, depois de PMDB e PT: ""Vou respeitar a proporcionalidade",
disse.
A Folha apurou que Serra e Aécio
tendem a aceitar o entendimento. Há dificuldades, porém,
para um anúncio imediato e formal, pois ambos são amigos
de Aldo Rebelo (PC do B-SP), atual presidente, e estavam negociando
a possibilidade de apoiá-lo na eleição. Chinaglia
obteve aval da cúpula do PT para oferecer a Serra apoio ao candidato
de sua preferência na eleição para o comando da
Assembléia Legislativa de São Paulo. Em troca, os petistas
ficariam com o segundo cargo na Mesa Diretora.
A direção petista também
avalia a proposta de Aécio Neves indicar um aliado, o deputado
federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), para um dos postos mais
importantes da nova Mesa Diretoria da Câmara -a 1ª vice-presidência
da Câmara ou a 1ª secretaria da Casa. Aécio tem boa
articulação para eleger o presidente da Assembléia
de Minas. Já Serra enfrenta dificuldades em São Paulo,
pois o PSDB dependeria do apoio do PT para evitar a reeleição
de Rodrigo Garcia (PFL). Em 2005, com o apoio do PT, Garcia se elegeu
contra a vontade do PSDB e do então governador Geraldo Alckmin.
Agora, o PSDB gostaria de eleger o tucano
Vaz de Lima para a presidência da Casa. Os tucanos terão
24 deputados estaduais, e o PT terá 20. A oferta de espaço
na Mesa Diretora é apresentada por Chinaglia como o retorno
ao respeito do critério da proporcionalidade das bancadas na
divisão de cargos no Legislativo. A decisão da bancada
tucana deve ser conhecida só na véspera da eleição,
mas tanto o futuro líder, Antonio Carlos Pannunzio (SP), quanto
o atual, Jutahy Jr. (BA), defendem que o partido siga a tese da proporcionalidade,
pela qual a maior bancada tem o direito de presidir a Casa. O PMDB,
que terá a maior bancada, apóia o PT.
Segundo Pannunzio, se PMDB e PT agregarem
a maioria das siglas, o PSDB vai aderir: "Desde o início
defendemos a proporcionalidade e nada indica que isso deve mudar".
Indagado se há objeção a um petista, ele disse: "Não
era imprevisível. Sabíamos do risco". A Folha apurou
que o PMDB apóia a oferta do PT ao PSDB. Colaborou LÉO
GERCHMANN, da Agência Folha, em Porto Alegre.
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Folha
de São Paulo, 11 de janeiro de 2007
Aldo diz que Lula não vai forçá-lo
a desistir
Presidente da Câmara afirma que PT quer "ganhar
a eleição por W.O.", mas que a decisão será tomada
tomada no plenário | Grupo de Aldo conta com as "traições" propiciadas
pelo voto secreto em plenário para derrubar o aparente favoritismo
de Chinaglia
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enfraquecido após a formalização
do apoio do PMDB ao petista Arlindo Chinaglia (SP), o atual presidente
da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição,
Aldo Rebelo (PC do B-SP), acusou ontem seus adversários de tentar "ganhar
a eleição por W.O. [ausência de oponente]" e
voltou a assegurar que não desistirá da disputa. "Eu
soube que alguns líderes da candidatura do meu adversário
tomaram uma iniciativa no sentido de pressionar pela desistência
da minha candidatura. Eu creio que esse movimento indica que meus adversários
desejam ganhar uma partida por W.O., ou seja, não querem um
adversário em campo, querem a volta olímpica sem jogo",
afirmou.
Aldo conta com as "traições" propiciadas
pelo voto secreto em plenário para derrubar o aparente favoritismo
do petista, que tem ao seu lado, ao menos institucionalmente, os dois
maiores partidos da Casa -PT e PMDB- e a perspectiva de que os apoios
entre aliados se multipliquem. A avaliação do grupo pró-Aldo é que
há um forte sentimento antipetista na Casa, o que poderia favorecer
o comunista no voto secreto. "Haverá, sim, um concorrente
em campo. No dia 1º [de fevereiro], a eleição será disputada
no plenário", disse Aldo.
Ele também deixou claro não
acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitaria
um apelo para tirá-lo da disputa. "O Lula me conhece há muito
tempo e não aceitará qualquer tipo de proposta que tire
da eleição da Câmara o caráter democrático
que ela deve ter", afirmou. Para Aldo, o apoio do PMDB ao PT foi
apenas um "arremesso manual" em um jogo que nem sequer começou.
Nos bastidores, o grupo pró-Aldo já admite que sua candidatura
sofreu um duro revés. Anteontem à noite, os aliados mais
fiéis começaram a fazer um mapeamento dos 513 deputados.
As tarefas foram divididas por Estado e o trabalho deve estar concluído
até segunda.
A avaliação do grupo é que,
além do PSDB, uma parcela importante do PMDB ainda pode ser
convencida a apoiá-lo. "Eles cometeram um erro estratégico
ao aceitar votos por fax. O teto do Arlindo no PMDB é 50 votos.
Se ele tivesse mais, os que o apóiam teriam votado via fax",
afirmou o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), um dos articuladores da candidatura
de Aldo.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini
(SP), chamou de "declarações eleitorais legítimas" as
palavras de Aldo. Ontem, ele se reuniu com o presidente do PC do B,
Renato Rabelo, e afirmou que o partido não fará nenhum
gesto para constranger a candidatura de Aldo. "Evidentemente,
o ideal seria ter uma candidatura única. Mas, na política,
não dá para trabalhar só com ideais", disse.
Para Rabelo, "as duas candidaturas são uma imposição
da realidade".
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Folha
de São Paulo, 11 de janeiro de 2007
Dilma vence, e superávit será reduzido
Apesar de manter meta em 4,25% do PIB, equipe
econômica vai buscar superávit primário próximo
de 3,75% no ano | Governo avalia que será possível manter
tendência de redução da relação dívida
pública/PIB apesar da redução do indicador
VALDO CRUZ, SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A redução do superávit
primário neste ano não provoca mais divisões dentro
do governo. O grupo palaciano -formado pelos ministros Dilma Rousseff
(Casa Civil) e Tarso Genro (Relações Institucionais)-
venceu as resistências da equipe econômica, que já aceita
reduzir a economia do governo para o pagamento de juros da dívida
pública federal. Fixada em 4,25% do PIB, a meta de superávit
vai cair neste ano diante da decisão do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva de aumentar os investimentos públicos, principalmente
na infra-estrutura, para tentar reduzir gargalos da economia e estimular
investimentos privados.
O governo aumentará de 0,2% do
PIB (cerca de R$ 4,6 bilhões) para 0,5% do PIB (mais de R$ 11
bilhões) o total gasto com obras consideradas prioritárias
e de grande retorno econômico. Essas despesas podem ser desconsideradas
no cálculo final do superávit, segundo acerto feito com
o FMI na época em que o país tinha acordo com a instituição.
Com isso, apesar de manter os 4,25% do PIB como número oficial,
na prática a economia efetiva que o setor público fará para
reduzir o seu endividamento será menor, podendo ficar em 3,75%
do PIB, o mesmo valor definido no governo FHC.
Inicialmente, a equipe econômica
estava dividida em relação a essa redução,
malvista pelo mercado. A saída de Carlos Kawall do comando do
Tesouro, por exemplo, teve como um dos motivos -além dos pessoais-
a inflexão na área fiscal que será observada neste
primeiro ano de mandato. Agora, porém, os técnicos da área
econômica já aceitam diminuir a meta. Refizeram suas contas
e chegaram à conclusão de que será possível
manter a redução da dívida pública em relação
ao PIB num ritmo aceitável mesmo que mais despesas com investimento
façam cair o superávit para 3,75%.
Com superávit menor, a queda
da relação dívida/PIB também será mais
lenta. Uma economia equivalente a 4,25% do PIB puxaria a relação
para cerca de 48,25% no início do próximo ano nos cálculos
do governo. Com superávit de 3,75%, a projeção é que
vá a 48,75%, contra os atuais 49,30%. Segundo relato feito à Folha
por auxiliar do presidente, o importante é que a dívida "vai
continuar caindo". Ele também destaca que "fomos nós
que elevamos a meta [de superávit]". Para ele, com o atual
cenário econômico, um superávit de 3,75% "já é alto".
Apesar de aceitar a queda do superávit
primário neste ano, a equipe econômica avalia, porém,
que dificilmente o saldo no final do ano ficará em 3,75% do
PIB. A aposta é num número entre 3,90% e 4,10%, abaixo
da meta atual, mas ainda acima da vigente no governo FHC. A diminuição
do superávit ficou mais palatável para a área
econômica diante do esforço para aumentar a taxa de crescimento
em 2007. A avaliação é que, se isso se confirmar,
a redução da relação da dívida com
o PIB poderá ser maior do que o esperado. Na pior das hipóteses,
a queda será mais lenta.
Auxiliares de Lula lembram ainda que
o governo, no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento),
fixará regras que vão "disciplinar o crescimento
das despesas do governo", dando mais "previsibilidade" sobre
o comportamento dos gastos federais nos próximos anos. Apesar
da redução do superávit primário neste
ano, o governo avalia que o controle de gastos, aliado à queda
dos juros, ajudará na estratégia de médio e longo
prazo de déficit nominal zero, na qual a arrecadação
do governo será suficiente para pagar os juros da dívida.
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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 11 de janeiro de 2007
Em posse, Chávez diz que socialismo é 'salvação'
Presidente venezuelano, que entrou em seu terceiro
mandato, quer construir uma 'Venezuela socialista' até 2013
Pedro Rey/France Presse

Hugo Chávez desfila pelas ruas de Caracas: Jesus Cristo e Fidel Castro
foram citados no juramento do presidente que vai comandar a Venezuela até 2013
São Paulo - O presidente venezuelano
Hugo Chávez tomou posse ontem para seu terceiro mandato presidencial,
que vai de 2007 a 2013, dizendo que o socialismo é a ''salvação''
da Venezuela. Em seu novo governo, Chávez pretende promover
a nacionalização de empresas.
Ao tomar posse, com a mão direita
levantada para os juramentos, Chávez fez uma declaração
que ficou famosa com o líder cubano Fidel Castro: ''Pátria-mãe:
Socialismo ou a morte, eu juro''. Ele também fez referência
a Jesus: ''Por Cristo, eu juro que serei o maior socialista da história''.
No discurso que seguiu a posse, Chávez
afirmou que seu principal objetivo até 2013 é ''construir
uma Venezuela socialista''. ''Eu não tenho a menor dúvida
de que (o socialismo) é o único caminho para a redenção
de nosso povo e a salvação de nossa Pátria-mãe'',
disse Chávez.
Segundo ele, o socialismo - e não
o capitalismo - é o único caminho para garantir o bem
estar ''não apenas da Venezuela, mas do mundo todo''.
Os atos solenes tiveram início
pela manhã, com a colocação de uma coroa de flores
no túmulo de Simón Bolívar (1783-1830), líder
da independência dos países andinos, em Caracas. Após
o ato no Panteão Nacional, Chávez seguiu para o Palácio
Legislativo para atender a uma cerimônia com a presença
de integrantes do Gabinete Executivo e de representantes dos poderes
Executivo, Legislativo, Judicial, e Eleitoral, além de diplomatas.
Em seguida, o chefe de Estado se dirigiu à sede
da Assembléia Nacional onde foi conduzido até o Salão
Protocolar, para as honras a Chávez e a entoação
do Hino Nacional. O secretário da Assembléia Nacional
leu então a ordem do dia e colocou a faixa presidencial em Chávez.
Logo depois, ele foi juramentado diante
da Constituição da República Bolivariana da Venezuela,
e fez um discurso ao povo venezuelano, transmitido em cadeia nacional
de rádio e TV.
Nacionalização - O projeto
socialista de Chávez prevê a nacionalização
de empresas que foram privatizadas no início da última
década do século 20 e de outras que, sendo privadas em
sua origem, controlam setores que Chávez considera ''estratégicos''
para a soberania e a segurança do país.
É o caso da Companhia Anônima
Nacional Telefones da Venezuela (CanTV), privatizada em 1991, de empresas
geradoras e provedores de eletricidade e de algumas áreas controladas
por multinacionais do petróleo na faixa do Orinoco, segundo
disse o próprio presidente.
Na primeira fase, de transição
ao socialismo, também será empreendida, segundo Chávez,
uma ''profunda revisão'' da Constituição que os
venezuelanos referendaram em dezembro de 1991 e uma atualização
de leis como o ''Código de Comércio''.
Chávez também anunciou
que o Banco Central da Venezuela (BCV), órgão emissor
do país, deixará de ser autônomo do Executivo para
se tornar uma das peças fundamentais de sua política
econômica. Um dos diretores do BCV, Domingo Maza, manifestou
seu desacordo com a decisão, e explicou que o Banco deve manter
a autonomia sem que isso signifique que não atue em coordenação
com o governo.
Folhapress
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
11 de janeiro de 2007
Renda média do trabalhador cresceu
6,7%
Redação O Estado do
Paraná [11/01/2007]
O salário médio pago
aos trabalhadores do Paraná, contratados entre janeiro e novembro
de 2006, apresentou um aumento de 6,7% em relação ao
mesmo período do ano anterior. Segundo dados levantados pela
Secretaria do Emprego, houve um crescimento real do salário,
já que o índice desconsidera a inflação
acumulada no período. Segundo o Índice Geral de Preços
ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe), a inflação durante o período
foi de 1,79%.
Nos 11 primeiros meses do ano passado, os trabalhadores paranaenses receberam,
em média, R$ 545,23, diante dos R$ 510,86 pagos àqueles que ingressaram
no mercado formal de trabalho em igual período de 2005. A diferença
chega a cerca de R$ 34,00 o que garante, aproximadamente, um litro de leite
por dia, durante um mês, na casa de um trabalhador.
“ Esse dinheiro extra pode garantir o arroz e o feijão de uma família
durante um mês”, compara ainda o secretário do Trabalho, Emprego
e Promoção Social, Emerson Nerone. “Isso, a princípio,
pode não parecer muito, mas para a maioria dos trabalhadores que recebem
entre um e dois salários mínimos, essa variação faz
uma grande diferença”, afirma.
A maior variação de salário, se comparado com o mesmo
período de 2005, foi constatada no setor extrativista mineral, que apresentou
uma renda 16,6% maior em 2006. A atividade econômica pagou, em média,
R$ 625,87 aos trabalhadores contratados entre janeiro e novembro de 2006. Em
2005, um empregado do setor recebia em média R$ 536,60. O número
de empregos criados no Paraná dentro da área de extrativismo
mineral também foi destaque em 2006. O aumento em relação
a 2005 foi de quase seis vezes mais vagas oferecidas.
A indústria de transformação, responsável por 27,3%
dos 108.231 empregos criados no Paraná entre janeiro e novembro, ofereceu
salários 7,8% superiores em 2006 para seus trabalhadores. O salário
dos empregados da indústria ficou em R$ 543,90 no ano passado enquanto
que, em 2005, era de R$ 504,74.
Para efeitos de comparação, todos os valores referentes ao ano
de 2005 foram atualizados pelo IPC, da Fipe, que é vinculada à Universidade
de São Paulo (USP). Entre dezembro de 2005 e novembro de 2006, esse índice
alcançou 1,79%.
Somado ao crescimento do salário médio pago aos trabalhadores,
o Paraná aumentou também em 14,9% o número de empregos
formais oferecidos no Estado, durante o período entre janeiro e novembro.
Em 2005, o Paraná havia criado 94.205 empregos até o mês
de novembro. Em 2006, esse número chegou a 108.231 novos postos de trabalho.
“ As políticas públicas de emprego desenvolvidas pelo governo
Roberto Requião fazem o Estado crescer com fundamentos. Aumentamos o número
de empregos formais e, ao mesmo tempo, melhoramos os salários”,
explica Emerson Nerone. (AEN)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 11 de janeiro de 2007 | Economia
Brasileiros no exterior poderão
financiar imóveis no País
Caixa lança neste ano uma linha de
financiamento habitacional voltada para brasileiros residentes em
outros países e que querem adquirir imóveis no Brasil
Gustavo Freire
BRASÍLIA - A Caixa Econômica
Federal (CEF) quer lançar ainda neste ano uma linha de financiamento
habitacional voltada exclusivamente para os brasileiros residentes no
exterior. "Estamos falando de um mercado que pode chegar aos 2,5
milhões de pessoas", disse à Agência Estado
o superintendente nacional de negócios internacionais da CEF,
Flávio Petró. A idéia é adequar o novo produto
os anseios dos imigrantes brasileiros que vivem no Japão, nos
Estados Unidos e na Europa. "Provavelmente o prazo de financiamento
será reduzido dos nossos 20 anos habituais para algo mais próximo
dos cinco anos", comentou o executivo da CEF.
Pelas sondagens já feitas, o superintendente
de negócios internacionais da CEF disse que já foi possível
identificar que boa parte dos brasileiros que foram morar no exterior
tem planos para comprar um imóvel no Brasil num prazo mais curto. "Muitos
não querem ficar fora do País por um período de
tempo muito longo", comentou. Com prazo menor, o custo do empréstimo
também poderá ficar mais em conta para o imigrante. "Os
juros serão proporcionais ao prazo do financiamento", disse
Petro.
Os recursos do financiamento, segundo
o executivo da CEF, só poderão ser usados na aquisição
de imóveis no Brasil. O pedido do empréstimo terá que
ser feito diretamente na página da CEF na internet. "A internet
já é muito usada pelos imigrantes nas remessas de recursos
para contas de poupança mantida na Caixa", contou Petro.
O lançamento do novo produto faz
parte da estratégia de internacionalização da CEF
iniciada ainda no segundo semestre de 2006, quando a instituição
recebeu do Banco Central (BC) o sinal verde para operar com câmbio. É dentro
deste contexto que a CEF espera conseguir abrir ainda neste primeiro
trimestre do ano escritórios no Japão e nos Estados Unidos. "No
momento, os órgãos de regulação dos dois
países estão analisando nosso pleito", disse o superintendente
nacional de negócios internacionais da CEF. A expectativa é de
que se conseguir autorização para a abertura de um escritório
em Hamamatsu, no Japão, no final deste mês ou no início
de fevereiro. "Conseguiremos as autorizações sem problema",
afirmou.
Internamente, a CEF já começou
a fazer um teste numa agência de Brasília e em outras três
unidades do Rio de Janeiro. "São operações
de compra e venda de moeda estrangeira apenas com funcionários
do banco", comentou Petró. Em julho, a CEF já quer
estar pronta para realizar operações de câmbio e
de transferência de recursos ao exterior. "Queremos atender
os participantes dos jogos pan-americanos do Rio de Janeiro. Afinal somos
o banco do pan", disse.
Outro projeto da CEF é conseguir
viabilizar, com a autorização para operar com câmbio,
os financiamentos para as exportações dos micro e pequenos
empresários brasileiros. Em outras ocasiões, a presidente
da CEF, Maria Fernanda Coelho, já havia dito que a atuação
da instituição está focada no segmento das micro
e pequenas empresas.
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CONSULTOR JURÍDICO,
11 de janeiro de 2007
Competência ampliada
Justiça trabalhista julga ação
de prestador e tomador
A Emenda Constitucional 45/04 assegurou à Justiça
do Trabalho competência para analisar e julgar litígios
entre prestadores e tomadores de serviços, inclusive entre pessoas
jurídicas. Baseado neste entendimento, o juiz Marcos Neves Fava,
da 89ª Vara do Trabalho de São Paulo, homologou acordo entre
o escritório Collet e Silva Advogados Associados e a Confederação
Brasileira de Tênis (CBT).
O escritório entrou com ação de execução
na Justiça do Trabalho cobrando os honorários relativos aos serviços
advocatícios prestados por seus profissionais à confederação.
A entidade se defendeu dizendo que não havia previsão legal para
a Justiça do Trabalho proceder a execução. Segundo a CBT,
o artigo 876 da CLT, que trata das execuções na Justiça
do Trabalho, não prevê execução para pessoas jurídicas.
"Imperioso é notar que a EC
45, ampliando a competência da Justiça do Trabalho para
abranger novas relações litigiosas, superou, por não
recepcionar, o artigo em questão [artigo 876 da CLT]", observou
o juiz Marcos Fava.
"A inclusão das ações
de execução fiscal, impostas pela nova competência,
que não encontram no artigo 876 o respectivo título — Certidão
da Dívida Ativa. Acolher o argumento em sentido contrário,
trazido pela parte ré, seria submeter a eficácia constitucional
aos limites da lei ordinária, de que nem se pode cogitar."
A demanda acabou com escritório
de advocacia e confederação fazendo um acordo, agora homologado
pelo juiz. A Confederação comprometeu-se a saldar sua dívida
com o escritório, pagando o valor acordado em cinco parcelas iguais.
Processo 00823200608902003
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
11/01/2007
SDC nega validade à cláusula
aberta sobre contribuição sindical
A Seção de Dissídios
Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho negou, por unanimidade,
a homologação de cláusula coletiva que instituía
a cobrança de contribuição assistencial e/ou confederativa,
cujos valores seriam fixados posteriormente. Com base no voto do ministro
Milton de Moura França (relator), a SDC negou recurso ordinário
em dissídio coletivo ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo,
que pretendia validar a cláusula de conteúdo aberto, negada
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São
Paulo).
O entendimento adotado pelo TRT paulista
levou à redação da cláusula nº 57 do
acordo coletivo de forma contrária aos interesses da entidade
sindical dos trabalhadores. “Desconto assistencial de 5% aos empregados,
associados ou não, de uma só vez e quando do primeiro pagamento
dos salários já reajustados, em favor da entidade de trabalhadores,
importância essa a ser recolhida em conta vinculada à Caixa
Econômica Federal”, estabeleceu o órgão regional.
Inconformado, o sindicato profissional
recorreu ao TST a fim de restabelecer a redação originalmente
acertada com os representantes patronais para a cobrança da contribuição
aos filiados. “Cláusula 57 – CONTRIBUIÇÃO
ASSISTENCIAL E/OU CONFEDERATIVA. Os valores e procedimentos referentes à contribuição
acima serão apresentados pelos respectivos sindicatos, conforme
aprovação em assembléia de cada categoria”,
previa o texto refutado pelo TRT paulista.
Tal redação, segundo o sindicato,
não continha qualquer irregularidade, já que a fixação
posterior do valor da contribuição ocorreria em assembléia-geral
da categoria profissional. O conteúdo aberto da cláusula
representaria a vontade comprovada dos trabalhadores, sustentou o sindicato.
A argumentação foi, contudo,
afastada por Moura França, que identificou “dois vícios” que
impossibilitaram a homologação da cláusula conforme
reivindicado pelo sindicato. Segundo o relator, a proposta “deixou
para momento posterior à entrada em vigor da norma coletiva a
fixação do valor da contribuição, o que causaria
insegurança jurídica para o empregado, sujeito passivo
da contribuição, e para o empregador, obrigado a efetuar
o desconto nos salários”.
Moura França acrescentou que a
proposta “não excluiu expressamente os empregados não-sindicalizados
do seu âmbito de incidência, contrariando, assim, o Precedente
Normativo nº 119 do TST”.
Sobre esse último ponto, o relator
observou que a redação fixada pelo TRT-SP determinou a
incidência do desconto assistencial sobre empregados não
sindicalizados, igualmente em contrariedade com a jurisprudência
do TST. A reforma da cláusula redigida pelo órgão
regional, contudo, não foi possível diante da regra processual
que impede a reforma da decisão para uma situação
pior do que a pretendida no recurso.
(RODC 20097/2005-000-02-00.9)

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