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Valor
Econômico,
17 de janeiro de 2007
Pacote do crescimento terá metas para habitação
e saneamento
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, informou nesta terça-feira
(16/1) que o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a
ser anunciado no próximo dia 22, terá metas de investimentos
para habitação e saneamento.
"É uma prioridade pessoal do presidente Lula" , disse
o ministro. "Ele fala em habitação e saneamento todos
os dias" , acrescentou. O objetivo será reduzir o déficit
habitacional estimado em 7,9 milhões de moradias, concentrado
(92%) em famílias com renda de até cinco salários
mínimos (R$ 1,75 mil).
Fortes disse que houve a aplicação histórica de
R$ 18,1 bilhões em 2006, dos quais R$ 13,8 bilhões em financiamento
imobiliário e R$ 4,2 bilhões em saneamento urbano. Desses
montantes, a Caixa Econômica Federal (CEF) liberou R$ 10,3 bilhões
para habitação (600 mil contratos), e R$ 1,2 bilhão
para infra-estrutura.
Reserva
A presidente da Caixa, Maria Fernando Coelho, anunciou
que já tem
R$ 12 bilhões no orçamento do banco estatal para o financiamento
da casa própria. Lembrou que o PAC deve ampliar esses valores,
com a liberação de mais recursos do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS).
"O setor está aquecido e temos a vantagem de começar
o ano com o orçamento já aprovado", disse Coelho.
Ela fez referência ao Programa de Arrendamento Residencial que
atende a famílias de renda até três salários
mínimos, que tem R$ 650 milhões no Orçamento da
União 2007.
A presidente da Caixa disse ainda que está finalizando as negociações
com o Ministério da Fazenda para a capitalização
da instituição, que deve receber R$ 5,2 bilhões
da União a fim de ampliar seus limites de financiamento para infra-estrutura,
a órgãos públicos.
Fortes informou que somente em 2006 foram apresentados
projetos de obras de saneamento no valor de R$ 21 bilhões. Desse total, cerca de
R$ 7 bilhões foram selecionados, outros R$ 3 bilhões foram
contratados ainda no ano passado (pela Caixa e outras instituições
financeiras). "Ainda há uma sobra de pedidos de financiamento
de R$ 5,2 bilhões" , disse o ministro.
Em relação às metas para a habitação,
Fortes observou que o governo já abandonou a velha política
de construir conjuntos habitacionais, de dez ou cem unidades. "Desculpem
a arrogância nossa, mas agora estamos construindo cidades" ,
citando exemplos de financiamentos de pacotes com 2,5 mil moradias no
Rio Grande do Sul e no Centro-Oeste.
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Folha
de São Paulo,
17 de janeiro de 2007
Fundo de Investimento para a Infra-estrutura coloca FGTS em risco
O fundo de R$ 5 bilhões para investimentos em infra-estrutura que
será criado pelo governo federal, utilizando recursos do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), irá ameaçar
o patrimônio dos trabalhadores, já que assume o risco dos
investimentos realizados. O projeto faz parte do Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), prestes a ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo,
essa é a primeira vez que
os recursos depositados no FGTS serão aplicados em investimentos
de risco. Ou seja, se o retorno de um projeto ficar abaixo do esperado,
o ônus será do trabalhador - em outros casos, é da
Caixa Econômica Federal (CEF).
Além disso, o trabalhador não poderá escolher se
quer fazer a aplicação, como quando o governo autorizou
o investimento de parte do saldo das contas do FGTS em ações
das estatais Petrobras e Vale do Rio Doce. No caso do fundo de investimento,
os projetos serão escolhidos por um comitê, em que o trabalhador
não participa da decisão.
A escolha desse grupo é baseada em diretrizes definidas pelo Conselho
Curador do FGTS, responsável pela gestão do fundo.
Governo contesta risco De acordo com
o governo federal, no entanto, o uso do FGTS para bancar obras de infra-estrutura é um investimento "muito
mais seguro e muito mais garantido" do que os empréstimos
feitos pelo fundo para habitação e saneamento.
"É verdade. Mas entendemos que é um risco extremamente
diluído, diminuto. A avaliação que a gente tem é que
as operações que nós vamos fazer são mais
seguras que as que a gente tem hoje", disse o secretário-executivo
do Conselho Curador do FGTS", Paulo Furtado. Segundo ele, haverá mecanismos
para reduzir os riscos, como a criação de limite de 30%
para a participação máxima do fundo em cada empreendimento
financiado.
Patrimônio O FGTS tem patrimônio
de R$ 181,3 bilhões
e só tem autorização para investir em habitação
e saneamento, e a MP que está sendo redigida inclui empréstimos
para obras de infra-estrutura na lista. Se houver prejuízo nos
investimentos, a perda dificilmente reduzirá o saldo das contas
individuais de cada trabalhador, segundo a Folha, já que o financiamento
das obras de infra-estrutura será feito com o superávit
financeiro (recursos excedentes) de cerca de R$ 21 bilhões que
o FGTS acumula atualmente.
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Folha
de São Paulo,
17 de janeiro de 2007
Terceira via lança tucano e embola disputa na Câmara
Candidatura é "irreversível", diz Fruet, que espera
vitória em reunião da bancada | Deputado tenta ganhar votos
de colegas de partido, mas larga sem o apoio do PSOL, que sai do grupo
por discordar de nome do PSDB SILVIO NAVARRO, LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O chamado "Grupo dos 30", que reúne parlamentares de
vários partidos com atuação independente de suas
bancadas, lançou ontem a candidatura de Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência
da Câmara. A candidatura contraria a decisão anterior de
parte da bancada do PSDB. Na semana passada, o líder da bancada,
Jutahy Júnior (BA), declarou apoio ao petista Arlindo Chinaglia
(SP). O outro candidato é o atual presidente da Casa, Aldo Rebelo
(PC do B-SP). A eleição será no dia 1º de fevereiro.
Apesar de afirmar que ainda espera pelo aval do
seu partido para concorrer, Fruet disse que a candidatura é "irreversível".
O tucano disse que procurará todos os partidos e estipulou como
sua primeira meta convencer a própria bancada a respaldá-lo. "O
PSDB vai ter que definir se apóia o PT ou uma candidatura própria.
Estamos confiantes na vitória", disse. "É irreversível",
completou. Em seguida, ao ser questionado sobre a possibilidade de permanecer
na disputa caso o PSDB vete sua candidatura, foi cauteloso: "É evidente
que se não acontecer a vitória na terça-feira, o
grupo vai rever".
Após a repercussão negativa do apoio a Chinaglia, Jutahy
agendou uma reunião da bancada, na próxima terça-feira,
para tratar do assunto. A articulação do apoio tucano ao
PT havia sido feita com aval dos governadores José Serra (SP)
e Aécio Neves (MG), em troca de cargos na Mesa e contrapartidas
estaduais. Ontem, um grupo de 13 deputados tucanos se reuniu em Brasília
para pressionar Fruet a concorrer. O grupo é formado majoritariamente
por deputados ligados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ao
ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Os principais articuladores
são os deputados Paulo Renato (SP), José Aníbal
(SP) e Sílvio Torres (SP).
Segundo Paulo Renato, a candidatura de Fruet já tem o aval de
ao menos 24 deputados tucanos. A expectativa é que chegue a 40
com a adesão de tucanos que estavam "fechados" com Aldo.
A bancada eleita do PSDB tem 66 deputados. Fruet anunciou os principais
pontos da plataforma de sua chapa, contemplando reivindicações
do "Grupo dos 30". Entre eles, destacam-se: transparência
de gastos dos deputados; reforma política; voto aberto; aumento
do poder de fiscalização da Câmara; criação
de um mecanismo de correção salarial dos parlamentares
para impedir o reajuste de 91%; e reformulação do regimento
da Casa.
Ele defendeu o aumento dos salários dos parlamentares dos atuais
R$ 12,8 mil para R$ 16,5 mil, ou seja, a reposição da inflação
no período. "Sem ingenuidade, não se trata do bem
contra o mal, dos éticos contra os não-éticos. É fugir
do debate de quem é mais leal ou não ao governo, de quem
vai dar o aumento maior." Idealizado pelos deputados Fernando Gabeira
(PV-RJ) e Raul Jungmann (PPS-PE), o projeto de lançar uma terceira
via reúne apoios no PSDB, no PMDB, no PV e no PPS. O PSOL anunciou
que não irá aderir porque reprova a escolha de um nome
do PSDB.
Crise ética
O "Grupo dos 30" foi criado na esteira da crise ética
do Congresso e funciona como uma frente suprapartidária para fiscalizar
os deputados. Nos corredores da Câmara, seus críticos dizem
que buscam apenas autopromoção e holofotes.
Nos bastidores, a concretização da terceira via, há 15
dias na eleição, preocupou especialmente os articuladores
da chapa de Chinaglia.
A avaliação é que a inclusão de um novo
nome pode embolar a disputa ou forçar um segundo turno na eleição.
Além disso, o grupo de Chinaglia teme que a "terceira via" se
alie à chapa de Aldo contra o PT. Do outro lado, os aliados de
Aldo também temem o enfraquecimento da candidatura, já que
Fruet poderia atrair votos do PFL e do PDT, mas a recomendação é para
não haver críticas públicas que atrapalhem um acordo
num segundo turno.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 17
de janeiro de 2007 | Brasil
SAIBA MAIS
O que pensam
Aldo Rebelo
* Aumento de salário para os deputados – Defendeu
o reajuste e promete voltar a discutir o assunto.
* Relação com o governo – Quer
manter a proximidade com o Executivo.
* Cargos especiais – Pretende manter
os cerca de 1.200 cargos.
* Gastos de gabinete – Promete manter
a forma atual.
* Anistia a José Dirceu – Promete
dificultar a tramitação do projeto.
Arlindo Chinaglia
* Aumento de salário para os deputados – Apóia
o reajuste e pretende discutir o tema.
* Relação com o governo – Quer
uma maior proximidade com o Executivo.
* Cargos especiais – Pretende manter
os cerca de 1.200 cargos.
* Gastos de gabinete – Promete manter
a forma atual.
* Anistia a José Dirceu – Quer
facilitar a tramitação da proposta.
Gustavo Fruet
* Aumento de salário para os deputados – É a
favor do repasse da inflação do período.
* Relação com o governo – Defende
um Legislativo independente e autônomo, mantendo relação
de respeito com o Executivo.
* Cargos especiais – Não
há compromissos de preencher.
* Gastos de gabinete – Promete mais
transparência nos gastos. É contra a desestruturação
do modelo atual.
* Anistia a José Dirceu – Contra.
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JORNAL GAZETA DO POVO,
17 de janeiro de 2007
Élio Gaspari
O apagão das empreiteiras
É
possível que nada houvesse a fazer para salvar as vítimas.
Apesar disso, muito poderia ter sido feito para amparar suas famílias.
Esse descaso não teve nada a ver com a chuva ou com a geologia
Depois do apagão das companhias aéreas, veio o apagão
das empreiteiras. As cinco maiores construtoras de obras públicas
do país desmoronaram às margens do Rio Pinheiros, em São
Paulo. Como no caso dos aeroportos, desmoronou a capacidade das empresas
de falar sério e de manter uma relação respeitosa
com a população.
O consórcio da obra do metrô paulista é formado
por cinco empresas de engenharia que, juntas, faturam anualmente US$
3,5 bilhões. São gente grande: Odebrecht, Queiroz Galvão,
Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e OAS. Demoraram um dia inteiro
para falar do desastre e, quando o fizeram, passaram a responsabilidade às
chuvas do Padre Eterno. Ofendendo a inteligência alheia, disseram
também o seguinte:
"O Consórcio Via Amarela lembra que, apesar da qualidade
do projeto e dos cuidados na execução da obra, trata-se
de atividade classificada no grau de risco 4, o mais alto, na escala
de risco do Ministério do Trabalho."
Só um dos mortos no desmoronamento tinha relações
trabalhistas com as empreiteiras. Os demais eram transeuntes que, de
acordo com qualquer escala de perigo, deveriam correr risco zero ao andar
numa rua da cidade. Se um diretor da Odebrecht (líder do consórcio)
estivesse a caminho do psiquiatra na Rua Capri e terminasse seus dias
na cratera da Via Amarela, ele não estaria numa área de
Grau 4. Assim como não estava a aposentada Abigail Rossi de Azevedo,
que ia ao médico.
O tom pedagógico da nota é impertinente. Poderia ser refraseado
assim: "O Consórcio Via Amarela deveria ter lembrado que
sua obra colocara no nível 4 de risco as pessoas que passavam
por perto." Eram cidadãos que não faziam a menor idéia
do perigo que corriam. Se fizessem, tomariam outro caminho.
A primeira informação de que havia uma van nos escombros
surgiu três horas depois do desabamento. A cooperativa de transportes
que perdera o rastro do seu veículo informou que um sinal de rádio
localizava-o naquela cratera, a 28 metros de profundidade. Durante cerca
de seis horas, tanto o consórcio como os poderes do estado e do
município fizeram acrobacias para soterrar o tamanho do desastre,
como se tivessem poderes para isso. Preferiam discutir o cumprimento
do prazo da obra. Do lado do consórcio, nenhum grão-empreiteiro,
daqueles que jantam no Alvorada e almoçam no BNDES, botou o rosto
na vitrine.
É possível que nada houvesse a fazer para salvar as vítimas.
Apesar disso, muito poderia ter sido feito para amparar suas famílias.
Esse descaso não teve nada a ver com a chuva ou com a geologia.
Durante todo o fim de semana a principal assistência a essas pessoas
veio da cooperativa cuja van estava perdida. Ela mandou para o local
um microônibus, refeições e vinte funcionários.
Havia parentes desesperados e é natural que, nessa situação,
as pessoas se descontrolem. Não é natural que sejam tratados
como descontrolados. Dormiram num estacionamento próximo e em
colchonetes colocados na calçada. Usaram os banheiros dos bares
da vizinhança. Vagavam sem informações, mas viam
a circulação de viaturas do Instituto Médico-Legal.
Na segunda-feira os empreiteiros voltaram a se pronunciar,
informando que montaram um acampamento e colocaram uma equipe de assistentes
sociais
para assistir as famílias dos mortos. Fizeram pouco, tarde.
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Folha
de São Paulo,
17 de janeiro de 2007
Bancos deram R$ 20 bi à habitação
Valor de 2006 é 48% maior que o registrado em 2005; Caixa Econômica
Federal aplicou R$ 13,8 bi | Para setor da construção civil, é preciso
mais crescimento e melhor distribuição de renda para manter
o desempenho NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os bancos direcionaram cerca de R$ 20 bilhões ao financiamento
habitacional no ano passado, entre empréstimos concedidos com
recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), das
cadernetas de poupança e de programas do governo. O valor é 48%
maior do que o registrado em 2005. O principal agente financeiro do setor
continua sendo a Caixa Econômica Federal, que possui os maiores
depósitos em caderneta e que também responde pelas operações
com recursos do FGTS e de programas oficiais de subsídios oferecidos
a famílias de baixa renda.
Consideradas todas essas fontes de recursos, a Caixa
destinou R$ 13,8 bilhões à habitação no ano passado, crescimento
de 54% em relação a 2005. Para este ano, o orçamento
do banco estatal prevê a liberação de R$ 12 bilhões,
com a possibilidade de um aumento para R$ 14 bilhões, caso a procura
por empréstimos seja muito grande. No ano passado, o crescimento
mais forte foi observado nos empréstimos feitos a partir dos depósitos
na poupança. Ao todo, as instituições financeiras
liberaram R$ 9,5 bilhões em crédito imobiliário
ao longo de 2006, um aumento de 95,5%, segundo a Abecip (Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Já o FGTS continuou sendo a principal fonte de recursos para
a compra da casa própria. No ano passado, as linhas de crédito
e os subsídios concedidos com recursos do fundo somaram R$ 7,3
bilhões. Diante de todos esses números, representantes
de bancos e da construção civil se dizem otimistas com
o desempenho do mercado neste ano.
O presidente da Abecip, Décio Tenerello, diz que a expectativa é que
os empréstimos com recursos da poupança tenham, em 2007,
crescimento semelhante ao observado em 2006. Com isso, o número
de imóveis financiados por essas linhas de crédito passaria
das 115 mil do ano passado para cerca de 230 mil. "Os bancos passaram
a olhar o setor como um negócio, e não como uma obrigação",
diz Tenerello, em referência à norma do governo que obriga
as instituições financeiras a destinar pelo menos 65% do
saldo da poupança em crédito imobiliário.
Sem entrar em detalhes, a presidente da Caixa, Maria
Fernanda Coelho, diz que o crescimento esperado para este ano pode
ser ainda maior, a
depender das medidas que forem incluídas no PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), que o governo promete divulgar na semana que vem. O
ministro Márcio Fortes (Cidades), por sua vez, ressalta que o
setor imobiliário é uma das prioridades colocadas pelo
presidente Lula para o seu segundo mandato. "Se tem uma coisa em
que ele fala todo dia, é em habitação e saneamento. É prioridade
total."
Para o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria
da Construção), Paulo Simão, a aprovação
de leis que tornaram juridicamente mais seguros os contratos de financiamento,
combinada com a queda dos juros, colaborou para a expansão do
crédito imobiliário. Mas ele afirma que o crescimento da
economia e uma melhor distribuição de renda são
fundamentais para que os resultados continuem melhorando nos próximos
anos. "É preciso que ocorra uma melhoria nas condições
de vida do potencial mutuário. Não vamos ter um mercado
forte se não tivermos uma demanda forte."
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 17 de janeiro de 2007 | Economia
Brasil é o 70º no ranking
de liberdade econômica
Pesquisa divulgada pela Fundação
Heritage mostra que a corrupção e a ineficiência
de vários setores são os maiores problemas da economia
brasileira
Marcel Gugoni
SÃO PAULO - O Brasil alcançou,
em 2007, a 70ª posição dentre as economias mais livres
do mundo, em estudo divulgado nesta terça-feira pela Fundação
Heritage, feito em parceria com a publicação The Wall Street
Journal.
O País se enquadra no bloco intermediário
dentre as 157 economias analisadas, com liberdade econômica de
60,9%, apresentando uma queda de 0,8 pontos porcentuais com relação
ao resultado de 2006 (81,7%), o que lhe tirou 2 posições
no ranking mundial. Contudo, entre as economias da América, o
Brasil se situa abaixo da média, ocupando apenas o 17º lugar
dentre 29 países. Em 2006, o Brasil era o 16º.
"O Brasil sofre com uma burocracia
altamente ineficiente e corrupta, o que contribui com baixos resultados
em liberdade de negócios, de investimentos e financeira",
afirma o documento. Além disso, "o sistema judicial é ineficiente
e sujeito à corrupção, como as outras áreas
do poder público."
Como uma "potência econômica
regional", o País possui taxas moderadas de impostos, tanto
para as pessoas quanto para empresas, cuja participação
no Produto Interno Bruto (PIB) não é tão grande,
se comparado com os países vizinhos.
"Devido à séria inflexibilidade
regulatória, abrir um negócio pode demorar mais de três
vezes do que a média mundial", afirma o relatório.
Severas restrições ao capital estrangeiro persistem em
diversos setores, e o governo ainda se mantém bastante envolvido
nos setores bancários e financeiros.
O relatório critica ainda os numerosos
obstáculos aos investimentos de longo prazo e de crescimento econômico,
o sistema tributário, a gestão estatal da maior parte dos
setores energéticos e bancário, além do complicado
sistema fiscal.
Na comparação com o Mercosul,
o Brasil figura na segunda posição, atrás apenas
do Uruguai (33º), mas à frente de Argentina (95º) e
Paraguai (99º). O país sul-americano melhor colocado no ranking é o
Chile, que aparece na 11ª posição.
Mais livres
Hong Kong manteve em 2006 o status de
economia mais livre do mundo, pelo 13º ano consecutivo, seguido
por Cingapura e Austrália, segundo o estudo. Logo em seguida vêm
Estados Unidos, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda, Luxemburgo,
Suécia e Canadá como as 10 economias mais livres do mundo.
Os últimos do índice são
ocupados por nações como Coréia do Norte (157º),
Cuba (156º), Líbia (155º) e Zimbábue (154º).
Iraque, Sudão, Sérvia e República Democrática
do Congo não tiveram suas economias analisadas.
O Índice de Liberdade Econômica
de 2007 mediu diversos quesitos como liberdade comercial, financeira
e de investimento, direitos de propriedade, liberdade fiscal, monetária
e de trabalho e independência em relação ao governo.
O estudo afirma que a liberdade
econômica mundial se mantém estável, mas que muitas
coisas podem ser melhoradas.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 17 de janeiro de 2007 | Economia
Emprego na produção industrial sobe 0,42%, segundo a CNI
Novembro foi o 12º mês consecutivo
de crescimento de pessoas empregadas
Gustavo Freire
BRASÍLIA - O número de pessoas
empregadas na produção industrial teve alta de 0,42% em
novembro do ano passado em relação a outubro, na série
com ajuste sazonal. Segundo a Confederação Nacional da
Indústria (CNI), pelo dado dessazonalizado, este foi o 12º mês
consecutivo de crescimento no número de pessoas empregadas na
produção. "Esta tem sido uma característica
positiva do atual ciclo de expansão industrial", diz a CNI
em nota divulgada nesta terça-feira.
Na comparação de novembro
de 2006 com o mesmo mês de 2005, o número de pessoas empregadas
teve expansão de 3,88%. Na comparação de janeiro
a novembro em relação ao mesmo período de 2005,
o número de pessoas empregadas na produção teve
crescimento de 2,05%.
O número de horas trabalhadas na
produção teve, em novembro do ano passado, queda de 0,74%
em relação a outubro. "A queda das horas trabalhadas
em novembro foi influenciada pela elevada base de comparação
do mês de outubro, quando as horas trabalhadas, que cresciam há cinco
meses consecutivos, registraram o maior avanço mensal dos últimos
18 meses. Não se trata, portanto, de um sinal de reversão
da tendência de expansão da atividade industrial",
diz a CNI.
Na comparação entre novembro
de 2006 com novembro de 2005, as horas trabalhadas tiveram uma expansão
de 3,58%. No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, as horas
trabalhadas tiveram um avanço de 1,89% em relação
ao mesmo período de 2005.
Vendas
As vendas reais tiveram, em novembro,
uma queda de 0,33% ante outubro do ano passado. A CNI ressalta, na nota
divulgada nesta terça, que a queda ocorreu após um crescimento
de 3,46% das vendas reais no período de setembro a outubro. "O
crescimento da massa salarial, resultado das expansões conjuntas
do nível do emprego e do rendimento real médio da população
ocupada, e o aumento do volume de crédito concedido têm
contribuído decisivamente para o bom desempenho das vendas reais",
diz a nota da CNI.
Na comparação de novembro
do ano passado com novembro de 2005, as vendas reais tiveram crescimento
de 3,69%. Na comparação de janeiro a novembro de 2006 com
janeiro a novembro de 2005, as vendas reais tiveram crescimento de 1,63%.
Já a utilização da
capacidade instalada da indústria ficou estável entre outubro
e novembro no ano passado. Na nota, a CNI destaca que a utilização
da capacidade instalada vem se mantendo em torno de 82% já há sete
meses. Em relação a novembro de 2005, o uso da capacidade
instalada subiu de 81,7% para 82%.
Crescimento
Segundo a CNI, a queda no faturamento
e nas horas trabalhadas em novembro não indicam alteração
na tendência de crescimento da atividade industrial. "Trata-se
de uma acomodação da atividade produtiva, o que é normal
após os expressivos aumentos observados em setembro e outubro",
diz em nota.
A entidade também destaca que as
expansões da renda das famílias e do crédito proporcionam
um cenário favorável para a indústria. Segundo a
CNI, o aumento da renda e do crédito tem sustentado o crescimento
da demanda.
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CINFORME ONLINE / SERGIPE,
17 de janeiro de 2007 | Cidade
Sergipe: Sinduscon apresenta ao governo
proposta para a construção civil
O plano sugere que as obras federais sejam
executadas por empresas locais e propõe um programa habitacional
para funcionários públicos de baixa renda e para trabalhadores
da construção civil
O secretário de Desenvolvimento
Econômico, Ciência e Tecnologia, Jorge Santana, recebeu em
seu gabinete esta semana, dirigentes do Sindicato da Indústria
da Construção Civil de Sergipe – Sinduscon, para
uma reunião de negócios. O presidente da entidade, Luciano
Franco Barreto, entregou ao titular da pasta um plano de desenvolvimento
industrial para o Estado que tem como base o crescimento da construção
civil e fortalecimento da pequena e média empresa local.
O plano apresenta sugestões concretas
que podem ser incorporadas à Lei Estadual de licitações
de obras públicas, solicita que as obras federais sejam executadas
por empresas locais e propõe um programa habitacional para funcionários
públicos de baixa renda e para trabalhadores da construção
civil, entre outras ações.
Durante a reunião, Luciano Barreto
também solicitou ao secretário Jorge Santana que levasse
ao governador o pedido para que o Sinduscon tenha representantes da entidade
nos principais órgãos contratantes do Estado, a exemplo
da Dehop, DER, Deso e Sergas. “Esse é um trabalho que pretendemos
fazer a 'quatro' mãos com o governo do Estado, por isso achamos
importante ter nossos representantes nesse processo”, destacou.
A proposta foi bem recebida pelo secretário
Jorge Santana que se comprometeu a ser o “embaixador” da
causa junto ao governo do Estado. “Essa é a primeira vez
que um sindicato entrega uma proposta concreta e consistente, que traduz
a política de construção civil em Sergipe, criando
um conjunto de mecanismos legais que favorece as empresas locais sem
prejuízos para as empresas de fora”, afirmou.
“Pretendo levar ao governador
Marcelo Déda a defesa do empresariado local, a fim de restabelecer
a discussão entre sindicatos e governo do Estado, buscando um
equilíbrio entre as partes envolvidas e utilizando o uso do
poder de compra como política de governo”, disse Jorge
Santana.
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DCI – DIÁRIO,
COMÉRCIO E INDÚSTRIA, 17 de janeiro de 2007
Construção cresce 5,5%
em 2006 e projeta mais 8% este ano
Cristiano Eloi
Após fechar o ano de 2006 com um
crescimento de 5,5% sobre o ano de 2005, que correspondeu a um faturamento
de R$ 36,39 bilhões, o varejo de construção projeta
um incremento de 8% em 2007, devido à abertura de novas lojas
e aumento da oferta de crédito para a compra de material de construção.
Além disso, os comerciantes do setor acreditam que haverá um
aumento nas novas construções no País, uma vez que,
segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material
de Construção (Anamaco), cerca de 50% dos recursos do FGTS
serão investidos, obrigatoriamente, em novas obras.
“O presidente Lula deixou claro
que a área habitacional será prioritária para o
governo nos próximos 4 anos e deve anunciar ainda este mês
um novo pacote de incentivos à construção. Tudo
isso nos dá a certeza de que 2007 será um ano muito promissor
para o nosso segmento. Só o varejo de material de construção
deve gerar 90 mil vagas de trabalho em função da abertura
de novas lojas e visando a melhoria do atendimento ao consumidor”,
afirma Cláudio Conz, presidente da Anamaco.
Em 2006, as vendas do varejo de construção
se recuperaram, após a redução e a isenção
do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) nos dois pacotes feitos
em maio e julho. Naquele ano, o setor teve a maior expansão de
vendas em agosto, quando o faturamento cresceu 8% sobre o mesmo mês
de 2005.
Para a Anamaco, o bom resultado de 2006
se deve essencialmente à diminuição dos juros e
ao aumento da oferta de crédito, que colaborou para a melhora
nas compras dos consumidores em grandes varejistas como C&C, Telhanorte,
Leroy Merlin e Dicico. O aumento de renda das classes mais pobres também
fez com que redes associativistas como a Rede Construir e o Grupo Okinawa,
com lojas menores em bairros periféricos, apresentassem crescimento
em 2006.
Este ano, a associação enfatiza
que a qualificação profissional é o foco a ser desenvolvido
para os varejistas de construção. “Teremos que trabalhar
a questão da capacitação profissional para além
das indústrias, desenvolvendo projetos para treinamento de trabalhadores
como eletricistas, encanadores e pintores e, também, para todas
as funções que tratam diretamente com o atendimento ao
consumidor”, afirma Conz.
A redução do Imposto Sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente
sobre os produtos de material de construção nos Estados
também é prioritário para o setor em 2007. “Desenvolveremos
ações que visam a desburocratização existente
no nosso setor, principalmente no tocante aos financiamentos”,
comenta o presidente.
Expansão
A Dicico teve um faturamento de
R$ 432 milhões em 2006, contra R$ 290 milhões em 2005.
A rede de home centers fechou o ano com 18 lojas e projeta a abertura
de mais 6 lojas em 2007. Em 2006, foram abertas 5 unidades.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/01/2007
Multa de acordo incide sobre o valor da
parcela em atraso
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou, por unanimidade, a
incidência de multa pelo descumprimento do pagamento de parcela, prevista
em acordo extrajudicial homologado, sobre o valor total do débito.
A decisão foi tomada ao negar agravo de instrumento a um trabalhador
paulista, ex-empregado da Teka – Tecelagem Kuehnrich S/A . A iniciativa
do trabalhador foi motivada diante do atraso de dois dias da empresa verificado
na quitação da primeira parcela do acordo, em que foi estabelecida
multa de 50% sobre o valor total em caso de pagamento fora do prazo acertado.
Relatada pelo juiz convocado Ricardo Alencar
Machado, a decisão do órgão do TST apoiou-se em
dispositivo da legislação civil. “A penalidade deve
ser reduzida eqüitativamente pelo juiz se a obrigação
principal tiver sido cumprida em parte, ou se o montante da penalidade
for manifestamente excessivo, tendo-se em vista a natureza e a finalidade
do negócio”, estabelece o artigo 413 do Código Civil.
O posicionamento adotado pelo TST resultou
em manutenção de acórdão firmado pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP), que também
decidiu pela incidência da multa sobre a única parcela em
atraso.
A controvérsia judicial teve origem
na Vara do Trabalho de Mogi Mirim (SP), onde tramitou a ação
de um empregado que prestou serviços à Têxteis Hicon,
de dezembro de 2000 a agosto de 2003, quando houve a comunicação
da transferência dos empregados para a Teka Confecções,
em outra cidade. Por falta de opção, o trabalhador relatou
que aceitou as imposições da empregadora, perdendo o direito
a benefícios, como a antecipação salarial, refeições
e os depósitos do FGTS.
O juiz da Vara do Trabalho de Mogi Mirim
homologou o acordo para recebimento das verbas rescisórias no
valor de R$ 6.032,00, divididos em parcelas com vencimento para o dia
5 de cada mês. A empresa realizou o depósito da primeira
parcela no dia 7. Diante do atraso, o trabalhador ingressou em juízo,
a fim de reivindicar a multa prevista no acordo e sua incidência
sobre o montante do débito.
Tal possibilidade, contudo, foi negada
pela primeira instância e, posteriormente, pelo Tribunal Regional. “O
objetivo da cláusula penal é a garantia da efetividade
da obrigação”, sustentou o acórdão
do TRT, ao restringir o cálculo da multa ao valor estabelecido
na parcela.
A Terceira Turma do TST concordou com
esse entendimento e destacou que em treze acordos da mesma natureza,
firmados pela empresa, só houve um atraso de pagamento. “Não
foi negada a incidência da penalidade, mas apenas restringiu-se
sua aplicação à parcela atrasada”, observou
Ricardo Machado.
O presidente da Terceira Turma,
ministro Carlos Alberto Reis de Paula, acompanhou o relator do agravo
sob o argumento de que “o Código Civil de forma expressa
prevê a hipótese sob julgamento e a regula com muito equilíbrio”.
(AIRR 1302/2003-022-15-40.6)
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17/01/2007
TST esclarece interrupção
do prazo da prescrição
A contagem do prazo de prescrição pode ser interrompida por qualquer
interessado. Com base nessa previsão do artigo 203 do novo Código
Civil, mencionada pelo ministro Vieira de Mello Filho (relator), a Primeira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho deferiu, por unanimidade, recurso de
revista a uma bancária goiana. A decisão garantiu à trabalhadora
o direito ao pagamento de diferenças salariais decorrentes da supressão
da gratificação de função pelo Banco BEG S/A, em
30 de setembro de 1991.
O primeiro questionamento judicial sobre
o tema ocorreu em 27 de setembro de 1996, data em que o sindicato local
dos bancários reivindicou as diferenças decorrentes da
gratificação para seus filiados. A iniciativa não
obteve sucesso, pois a entidade sindical foi considerada parte ilegítima
para propor a demanda. A inviabilidade da substituição
processual levou à extinção da causa movida pelo
sindicato.
Em 3 de março de 2002, a bancária
reivindicou o pagamento das diferenças salariais por meio de uma
reclamação trabalhista. O direito foi reconhecido pela
3ª Vara do Trabalho de Goiânia, mas posteriormente afastado
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás),
que deferiu recurso ordinário ao Banco BEG.
De acordo com o TRT, o direito da bancária
acionar o Judiciário estava prescrito, uma vez que a ação
foi proposta além do prazo previsto na Constituição. “O
direito de ação relativo às diferenças salariais
decorrentes da supressão da gratificação de função,
ocorrida em 30/09/91, foi alcançado pela prescrição
total, ante o transcurso de mais de cinco anos entre a alteração
contratual, ocorrida em 30/09/91, e o ajuizamento dessa ação,
em 03/03/2002”, registrou a decisão regional, após
negar a hipótese de interrupção do prazo prescricional
pela ação do sindicato.
A possibilidade de interromper a contagem
da prescrição, segundo o TRT goiano, seria restrita, pelo
antigo Código Civil (artigo 174), à iniciativa pelo próprio
titular do direito em via de prescrição, por quem legalmente
o represente ou por um terceiro que tenha “legítimo interesse” na
causa.
A trabalhadora recorreu, então,
ao Tribunal Superior do Trabalho onde defendeu a tese de que a prescrição
foi interrompida pela ação movida pelo sindicato, cujo
objeto foi o mesmo direito por ela reivindicado posteriormente em ação
individual. A notificação do empregador sobre a ação
do sindicato, segundo a bancária, foi o momento em que a prescrição
foi interrompida.
O argumento foi aceito pelo relator do
recurso diante da regra da legislação processual civil
(artigo 219, CPC), que estabelece, dentre os efeitos da citação
da parte contrária, a interrupção da prescrição.
Vieira de Mello Filho acrescentou que a norma civil sobre o tema (artigo
203, CC) amparou o direito da trabalhadora.
“Em suma, percebe-se que a finalidade
da norma é assegurar a interrupção da prescrição,
se operada citação válida em processo anterior.
Dessa forma, a ação deve ser tida como válida para
efeitos de interrupção do prazo prescricional, ainda que
o sindicato, atuando como substituto processual, seja considerado parte
ilegítima em reclamação anteriormente ajuizada com
o mesmo objeto”, concluiu Vieira de Mello Filho, ao votar pelo
restabelecimento da sentença. (RR 698/2002-003-18-00.4)
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 11.449, DE 15 DE JANEIRO DE 2007.
Altera o art. 306 do Decreto-Lei no 3.689,
de 3 de outubro de 1941 – Código
de Processo Penal.
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício
do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber
que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 306 do Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código
de Processo Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“ Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre
serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família
do preso ou a pessoa por ele indicada.
§ 1o Dentro em 24h (vinte e quatro horas) depois da prisão, será encaminhado
ao juiz competente o auto de prisão em flagrante acompanhado de todas
as oitivas colhidas e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado,
cópia integral para a Defensoria Pública.
§ 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota
de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do
condutor e o das testemunhas.” (NR)
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 15 de janeiro de 2007; 186o da Independência e 119o
da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Márcio Thomaz Bastos
Este texto não substitui o publicado
no DOU de 16.1.2007.

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