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Agência Câmara,
23 de janeiro de 2007
Político que renunciar a mandato
pode ficar inelegível
O Projeto de Lei Complementar 379/06 torna inelegíveis políticos
que renunciarem ao mandato. Independentemente do motivo da renúncia,
o desistente não poderá concorrer a novo pleito por todo o período
remanescente do mandato a que renunciou e pelos quatro anos seguintes. A proposta,
apresentada pelo deputado Humberto Michiles (PL-AM), abrange o presidente da
República, governadores, prefeitos e os integrantes do Congresso Nacional,
das assembléias legislativas, da Câmara Legislativa e das câmaras
municipais.
De acordo com Michiles, o projeto tem
o objetivo de "evitar que parlamentares, na iminência de serem
submetidos a processos de perda de mandato, optem pela renúncia
a fim de evitar a cassação e fugir à pena de inelegibilidade
imposta pela lei".
Tramitação
O projeto será analisado em conjunto
com o PLP 223/01, do deputado Orlando Desconsi (PT-RS), que tramita em
regime de prioridade e está pronto para ser votado em Plenário.
Essa proposta exclui da inelegibilidade por renúncia o presidente
da República e os governadores. Outra diferença é que
o projeto de Desconsi aumenta de quatro para oito anos o período
de inelegibilidade para aqueles que renunciarem ao mandato.
Reportagem - Maria Neves
Edição - Sandra Crespo
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Nova Central, 23 de janeiro
de 2007
Presidente Lula pede apoio a governadores
para realizar a reforma da Previdência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira aos
governadores de 25 Estados apoio para realizar a reforma da Previdência
em seu segundo mandato. A Folha Online apurou que Lula condicionou a discussão
da reforma ao apoio político dos Estados e municípios. O assunto
entrará na pauta da reunião dos governadores no próximo
dia 6 de março.
No encontro com os governadores, o presidente
Lula disse que a reforma da Previdência "nunca vai ter unanimidade".
Mas ressaltou que, se conquistar apoio de grande parte dos Estados e
municípios, vai realizar as modificações que considera
necessárias para o sistema previdenciário do país.
Até este momento, Lula vinha afirmando
que não iria executar a reforma da Previdência, medida que
desagrada parlamentares de sua própria base de apoio. O PDT, por
exemplo, já sinalizou que pode abandonar a coalizão se
a reforma for discutida.
Reunião
O governador do Piauí, Wellington
Dias (PT), sugeriu na reunião dos governadores com o presidente
que, no próximo encontro, também sejam convidados os presidentes
da Câmara e do Senado para que eles façam um relato sobre
a viabilidade de aprovação dos projetos.
Na próxima semana, haverá prévia
da segunda reunião dos governadores, mas na pauta estará o
tema educação. Os Estados querem discutir os critérios
de distribuição dos recursos do Fundeb. O presidente Lula
não participa do encontro, que será mediado pelo ministro
Fernando Haddad (Educação).
O presidente deve anunciar nos próximos
dias a implantação de projeto de inclusão digital
banda larga em todas as escolas públicas do país --estaduais
e municipais.
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Folha
de São Paulo, 23 de janeiro de 2007
Troca-troca já envolve 20 deputados
da nova Câmara
Migrações afetarão sobretudo
a oposição, que poderá reunir apenas 134 cadeiras
| Conta é conservadora, mas até aqui o nível de
mudança de siglas é menor do que o registrado em 2003,
no início da legislatura passada
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pelo menos 20 deputados, pelas contas
mais conservadoras, devem trocar de partido antes mesmo de tomar posse.
São políticos eleitos no último dia 1º de
outubro por uma determinada sigla, mas que, no momento em que assumirem
seus mandatos, estarão em outra agremiação política.
Essas trocas não são proibidas pela lei nem um fenômeno
novo. Em 1º de fevereiro de 2003, nada menos do que 37 dos 513
deputados federais eleitos já haviam trocado de partido.
Agora, um levantamento da Folha mostra
possível migração de até 28 políticos
-número ainda preliminar.
Pode variar, para mais ou para menos, a depender das negociações
em curso para a montagem do ministério do segundo mandato do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. Essa constatação fica clara
quando se observa o sentido da migração. O fluxo é sempre
dos partidos de oposição em direção aos que estão
hoje abrigados no guarda-chuva da coalizão lulista.
Os três principais partidos oposicionistas
-PSDB, PFL e PPS-, elegeram, juntos, 153 deputados. Se confirmadas
as defecções previstas nos bastidores do Congresso, essas
agremiações devem cair para apenas 134 cadeiras no mês
que vem, quando começam a ser nomeados os novos ministros.
As maiores defecções devem
ocorrer no PFL, partido que ficou sem governadores em Estados fortes
pela primeira vez desde a sua criação, nos anos 80. A única
unidade da federação a ser comandada pelo PFL é o
Distrito Federal (José Roberto Arruda).
Os pefelistas perderam a Bahia (com
a derrota do grupo de Antonio Carlos Magalhães) e também
se deram mal em outras locais nos quais eram hegemônicos, como
o Maranhão (Roseana Sarney perdeu). Sem governadores, muitos
deputados federais ficam com poucos atrativos para permanecerem no
PFL. Não têm facilidades locais e sofrem também
no plano federal, dominado pelo PT. Por essa razão, a Folha
conseguiu identificar nove pefelistas como potenciais defecções
para a legenda em fevereiro -uma queda de 14% sobre o total de 65 eleitos
em outubro.
O PSDB, pelo fato de ter conquistado
governos estaduais relevantes -São Paulo, Minas Gerais e Rio
Grande do Sul-, deve ter menos perdas do que o PFL. Dos 66 tucanos
eleitos, a expectativa é que cinco deixem a legenda. O PPS,
por ser menor e recentemente ter enfrentado a saída do governador
de Mato Grosso, Blairo Maggi, pode ter sua bancada reduzida de 22
para 17 cadeiras -uma queda substancial de quase 23%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 23
de janeiro de 2007 | Economia
PAC-No Paraná, Programa de Crescimento
dá prioridade a investimento no setor de logística
R$ 504 bilhões para “romper
barreiras e superar limites”
Brasília – A uma platéia de empresários e políticos,
o governo federal surpreendeu ontem ao anunciar a ousada meta do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê investimentos
de R$ 503,9 bilhões nos próximos quatro anos. O ministro da Fazenda,
Guido Mantega, explicou que esse valor será divido em cinco blocos – infra-estrutura;
medidas para estimular crédito e financiamento; melhoria do marco regulatório
na área ambiental; desoneração tributária e medidas
fiscais de longo prazo.
De acordo com o ministro, a União
prevê investir somente em infra-estrutura R$ 67,8 bilhões
nos próximos quatro anos, sem contar os investimentos das empresas
estatais. Dentro do Projeto Piloto de Investimentos (PPI) – que
fica fora do cálculo das despesas que influenciam o superávit
primário e cujos recursos não serão contingenciados – serão
destinados R$ 52,5 bilhões.
Mantega disse ainda que para estimular a expansão da infra-estrutura é necessário
aperfeiçoar o marco regulatório e facilitar a concessão
de licenças ambientais a projetos do setor, respeitando o meio ambiente.
Durante seu pronunciamento, o ministro
disse que um dos principais objetivos do PAC é desobstruir gargalos
que existem nas áreas administrativas, burocráticas e legislativa
e que impedem o crescimento. Ele lembrou que no ano passado a inflação
ficou em 3,14% e que o governo está comprometido em manter esse índice
sob controle.
Econômico e social
Durante o lançamento, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse que o desafio do segundo mandato é acelerar
o crescimento de forma correta. “É hora de romper barreiras
e superar limites”, disse. Segundo Lula, o primeiro governo foi
calcado em manter a estabilidade econômica e ampliar empregos e
agora será a hora de proporcionar o crescimento da indústria
para gerar mais empregos sem inflação e garantindo a estabilidade
conquistada.
O presidente disse ainda que para que
o PAC tenha sucesso é necessário o engajamento de todos. “Precisamos
acelerar com firmeza e na hora certa. E não podemos ter medo de
aumentar a velocidade”, disse. Ele aproveitou para pediu a ajuda
dos parlamentares, no sentido de aprovar as medidas que ainda dependem
de votação para entrar em vigor. “Entendo que a disputa
política é envolvente e apaixonante. Mas não podemos
perder as oportunidades e o bom ambiente que se oferecem ao País.”
Superávit primário
Na avaliação de Mantega,
o PAC tem como “ponto forte” uma ampliação
significativa dos investimentos. “Esses investimentos serão
excetuados do superávit primário por meio do PPI”,
disse Mantega. A meta fiscal do governo continua sendo um superávit
primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), mas na prática
cairá a 3,75% com o PPI, que tem volume previsto de 0,5% do PIB
ao ano. “Mesmo com isso, mantemos a estabilidade fiscal e o objetivo
principal de reduzir a relação dívida/PIB”,
afirmou o ministro. Mantega explicou que o cenário do documento
do PAC, em que a relação dívida/PIB chega a 48,3%
do PIB em 2007 e a 39,7% em 2010, considera o abatimento do PPI.
Mantega também informou que
foi criado um Fundo de Investimento em Infra-Estrutura. O fundo, segundo
ele, terá R$ 5 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS). Os recursos serão geridos pela Caixa
e aplicados em projetos do setor privado na área de inra-estrutura.
Por fim, ele explicou que o valor do fundo poderá ser elevado,
já que os trabalhadores poderão optar por aplicar até 10%
do seu FGTS no fundo.

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Folha de São Paulo,
23 de janeiro de 2007
Para sindicato, empregos terão
pouco impacto
DA REPORTAGEM LOCAL
As medidas para acelerar o crescimento
terão efeito tímido no emprego, na avaliação
de sindicalistas. "Pode ter algum impacto no emprego, mas pequeno.
Por isso, estamos cobrando metas de criação de emprego",
diz Artur Henrique, presidente da CUT, que cita a possibilidade de
crescimento e de investimentos em infra-estrutura positivamente, "mas
faltam contrapartidas sociais e de emprego".
Para Paulo Pereira da Silva, presidente
da Força Sindical, o emprego só cresce significativamente
com medidas de curto prazo e urgentes, como redução da
carga tributária e queda dos juros. "Essas medidas terão
impacto tímido e a longo prazo." Ricardo Patah, presidente
do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, diz que para
criar emprego é preciso acabar com a informalidade e precarização
do trabalho. "Mas é bem-vinda qualquer ação
para crescimento." 0 (FF)
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Folha de São Paulo,
23 de janeiro de 2007
FGTS vai financiar obras de infra-estrutura
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O subsídio que o governo havia
anunciado para aquisição da casa própria por trabalhadores
de baixa renda ficou de fora do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), mas o uso de recursos do FGTS para financiar obras
de infra-estrutura com risco para o patrimônio do trabalhador
foi incluído e pode atingir R$ 17 bilhões. O governo
também permitirá que os trabalhadores usem até 10%
do dinheiro depositado em suas contas do Fundo nos setores de energia,
rodovia, ferrovia, porto e saneamento, como ocorreu com a Petrobras
e a Vale do Rio Doce. Essas aplicações serão isentas
do pagamento do IR (Imposto de Renda).
De acordo com o ministro Guido Mantega
(Fazenda), ainda não foi concluída a negociação
sobre o adicional de 10 pontos percentuais na multa recolhida ao FGTS
por demissões sem justa causa que financiará o subsídio à casa
própria. Criada em 2001, a multa foi usada para pagar a correção
aos trabalhadores que tinham dinheiro no FGTS nos planos Verão
e Collor e não tem data para acabar. Os empresários não
concordaram em manter o percentual em 10 pontos. Queriam reduzir para
cinco, mas o governo não concordou.
O financiamento de obras de infra-estrutura
com o FGTS será feito em duas etapas. Na primeira, R$ 5 bilhões
do dinheiro que o FGTS acumula em caixa acima do pagamento das indenizações
a todos os trabalhadores será destinado a um fundo de investimentos.
O Conselho Curador do FGTS vai determinar
as regras gerais para aplicação do dinheiro e, em caso
de prejuízo, o patrimônio do FGTS será reduzido.
Se houver ganho, haverá aumento. Essas aplicações
poderão aumentar e absorver até 80% do superávit
do FGTS. Para o governo, o risco de prejuízo é pequeno,
já que o fundo só poderá participar com até 30%
do valor dos projetos de infra-estrutura que forem selecionados e,
caso seja preciso, esses ativos serão vendidos no mercado e
os recursos usados para pagar as indenizações.
Na segunda etapa, o governo autorizará os
trabalhadores a investirem individualmente no fundo de infra-estrutura.
Nesse caso, será preciso assinar uma declaração
em que o trabalhador deixe claro que entende os riscos envolvidos na
operação. "É um risco sim, sem dúvida.
Por isso é opcional", reconheceu a presidente da Caixa
Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho. Ela disse que aplicará seu
FGTS no fundo.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 23 de janeiro de 2007 | Economia
Após PAC, Sinduscon eleva
projeção de crescimento
A projeção de crescimento
da Construção Civil subiu de 4,9% para 6% em
2007. Já em relação ao crescimento do
País, a previsão passou de 3,5% para 4%
Chiara Quintão
SÃO PAULO - O Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
elevou a projeção de crescimento do setor de 4,9% para
6% para 2007, após a divulgação das medidas do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nesta segunda-feira
pelo governo federal. Em relação ao crescimento do País,
a projeção do Sinduscon-SP passou de 3,5% para 4%.
"Se as medidas pudessem ser aplicadas
num estalar de dedos, o crescimento do País poderia chegar a
4,5% em 2007", diz o presidente do Sinduscon-SP, João Claudio
Robusti. Ele estima que a maior parte das medidas deverá ser
implementada em seis meses. Robusti afirma que o programa anunciado é "ambicioso" e
que o PAC "confirmou as expectativas de ser voltado para construção
e infra-estrutura em geral".
Entre as medidas que justificam a revisão
da meta de crescimento pelo Sinduscon-SP estão a desoneração
tributária para investimentos em fundos de infra-estrutura,
segundo Robusti, que possibilitará que o setor tenha mais recursos.
Ele destaca também o anúncio de que haverá mudanças
na atual lei de licitações, mas ponderou que não
conhece os detalhes de como isso será feito.
"O aperfeiçoamento das agências
reguladoras também é muito importante. Apesar de o marco
regulatório do saneamento ter saído, ainda falta definir
questões como a titularidade (entre Estados e municípios)
nas regiões metropolitanas", diz o presidente do Sinduscon-SP.
PIS e Confins
Robusti elogiou também a desoneração
de PIS e Cofins que incide sobre novas edificações das
empresas e a redução dos prazos para a recuperação
dos créditos das edificações já construídas
de 25 para dois anos. "Só posso achar que essas medidas
foram boas. São um estímulo para toda a edificação
voltada para a iniciativa privada - parques industriais, hotéis,
shoppings", diz.
O presidente do Sinduscon-SP voltou
a criticar a criação de um fundo de investimento em infra-estrutura
com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS),
no total de R$ 5 bilhões. "O FGTS foi concebido para destinar
recursos para habitação, saneamento e infra-estrutura
urbana. Já a Cide foi criada para fornecer recursos para a infra-estrutura
rodoviária. Se todos recursos da Cide tivessem sido aplicados
em malhas rodoviária, não teríamos a situação
caótica atual das estradas", afirma Robusti.
Ele criticou também que
os recursos destinados para a habitação de interesse
social, para famílias com rendimento mensal de até três
salários mínimos, tenham sido ampliados em R$ 1 bilhão
para este ano. "Para erradicar o déficit habitacional
do País, precisaríamos de R$ 100 bilhões em
subsídios em 15 anos", diz.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 23
de janeiro de 2007 | Economia
SEM SUBSÍDIO
Habitação deve
receber R$ 106 milhões
Brasília – O subsídio que o governo havia anunciado para
aquisição da casa própria por trabalhadores de baixa renda
ficou de fora do PAC, mas o uso de recursos do FGTS para financiar obras de
infra-estrutura com risco para o patrimônio do trabalhador foi incluído
e pode atingir R$ 17 bilhões.
O governo também permitirá que
os trabalhadores usem até 10% do dinheiro depositado em suas contas
do Fundo nos setores de energia, rodovia, ferrovia, porto e saneamento,
como ocorreu com a Petrobrás e a Vale do Rio Doce. Essas aplicações
serão isentas do pagamento do Imposto de Renda.
Além dos recursos do FGTS, os investimentos
em habitação e saneamento contarão com recursos
do Orçamento Geral da União e Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) repassados à iniciativa privada.
A expectativa de investimentos em infra-estrutura social e urbana alcança
R$ 170,8 bilhões.
A habitação será a
maior beneficiada, com R$ 106,3 bilhões, atingindo 4 milhões
de famílias. Outras 600 mil serão atendidas por meio dos
recursos aplicados em caderneta de poupança. Para 2007, os recursos
estimados chegam a R$ 27,5 bilhões.
No PAC, o investimento para saneamento
será de R$ 40 bilhões em quatro anos, o que será suficiente
para atender 22,5 milhões de domicílios com serviços
de água, esgoto e coleta de lixo.
O transporte urbano, basicamente
metrô, está sendo contemplado com R$ 3,1 bilhões,
e o programa ‘Luz para Todos’, com R$ 8,7 bilhões.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 23
de janeiro de 2007 | Economia
ANÁLISE
“Óbvio manda
reduzir gastos”, diz economista
Para o economista Gilmar Lourenço, professor da UniFae, o pacote apresentado
pelo governo é incompleto. “O presidente diz que os ‘profetas
do óbvio’ teriam essa posição. Mas o óbvio
diz que um projeto econômico tem de contemplar quatro planos – fiscal,
monetário, cambial e de competitividade – para ter chances de êxito”,
diz. “O PAC só contempla a parte fiscal e, ainda assim, uma parte
dela. Ficaram de fora despesas públicas e reforma tributária.” Ele
cita como exemplo programas de sucesso, implementados no passado, como o Plano
de Metas de Juscelino Kubitschek (entre 1956 e 1961) – “quando
o Brasil praticamente montou sua indústria” – e o Segundo
Plano de Desenvolvimento, criado no governo Geisel (entre 1974 e 1978).
Lourenço acredita que as
medidas são “tímidas” e insuficientes para
fazer o país crescer na casa dos 5% ao ano. “Temos que
reconhecer que elas estão na direção correta no
que diz respeito à desoneração fiscal e no investimento
em infra-estrutura, principalmente em energia. Mas faltaram itens importantes,
gargalos que podem comprometer o crescimento sustentável.” (CS)
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JORNAL GAZETA DO POVO, 23
de janeiro de 2007 | Economia
CONGRESSO NACIONAL
Governo terá que convencer
os parlamentares
Para tornar o PAC algo real, o governo terá que convencer o Congresso
Nacional a aprovar ao menos 11 medidas provisórias e cinco projetos
de lei, além de projetos que já estão em tramitação,
como a reforma tributária, o marco legal das agências reguladoras
e a Lei do Gás.
Entre os principais projetos de lei, serão
enviados o que define o controle de aumento de despesas com pessoal e
encargos sociais da União; proteção do meio ambiente
e na proteção de florestas, fauna e flora; altera normas
de licitação e contrato da administração
pública; e que estabelece a política de valorização
do salário mínimo para o período de 2008 a 2013.
Já as medidas provisórias
são as que definem incentivos para TV digital; regime especial
para investimento em infra-estrutura; cria o fundo de investimento em
infra-estrutura; estabelece opção de compra para o programa
de arrendamento residencial; cria o fundo de investimento em FGTS; estabelece
o término da liquidação e extinção
da Rede Ferroviária Federal (RFFSA); e do programa de capitalização
da Caixa Econômica Federal.
Na área fiscal, o governo
decidiu adotar um limite de 1,5% para o aumento real do salário
dos servidores públicos e uma regra de longo prazo para o ajuste
do salário mínimo. A intenção é limitar
os gastos com pessoal a 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
23 de janeiro de 2007
Gasto Médio com comer fora é de
R$ 13,32
Rosângela Oliveira
Foto: Fábio Alexandre/O
Estado

Comer fora tem custo alto para o trabalhador.
O trabalhador brasileiro gasta em média R$ 13,30 para almoçar
fora de casa - prato principal, sobremesa, bebida e cafezinho. Valor semelhante
tem que desembolsar o curitibano, R$ 13,20. Já em Manaus, essa média
cai para R$ 10,13, e em Brasília, a média é R$ 17,45,
sendo o valor mais alto do País. O levantamento é da Associação
das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio
para o Trabalhador (Assert), feita em 2.438 restaurantes, de 32 cidades brasileiras,
que operam com o sistema de vales e tíquetes refeição.
A sondagem, afirma o presidente da Assert, Artur Almeida, tem como proposta
oferecer parâmetros para os cerca de 200 mil restaurantes que operam
com vale-alimentação no País. Este foi o quarto ano em
que o levantamento foi feito. Segundo Almeida, a pesquisa não tem pretensão
de ser tornar um índice econômico, “mas apenas um estudo
que mostre o comportamento dos preços praticados pelo setor, nas cinco
regiões brasileiras”. Além disso, que sirvam de sondagem
para que as empresas posam ajustar seus valores de acordo com a realidade de
cada localidade.
A pesquisa levou em conta os valores da refeição praticados nas
categorias de restaurantes do tipo a la carte (o consumidor escolhe o prato
no cardápio), comercial (estabelecimentos mais populares, que oferecem
refeições denominadas também “prato do dia”, “prato
feito” ou “comercial”), self-service (sistema por quilo ou
buffet a preço fixo) e executivo (com preços e pratos determinados).
Curitiba
Na região Sul, Curitiba teve a segunda menor média de preços,
perdendo para Porto Alegre, onde o custo médio da refeição é de
R$ 12,37. Segundo Artur Almeida, além das diferenças regionais,
as regiões turísticas também tiveram influência
nos preços, como foi o caso de Florianópolis, onde o custo médio é de
R$ 16,57 por refeição - a pesquisa foi feita nos meses de novembro
e dezembro, próximo do início da temporada de verão. Na
categoria de prato comercial, o valor na capital paranaense fica em média
R$ 9,56 - o mais caro é em Brasília, por R$ 13,22 e o mais barato
em Goiânia, por R$ 5,61.
Já na categoria self-service -onde foram considerados 500g de refeição,
mais o valor de 200g de sobremesa, e a bebida de 300ml, sendo uma lata de refrigerante
ou suco de laranja -, Curitiba tem um preço médio de R$ 8,75,
enquanto Brasília tem o maior preço, com R$ 15,99, e Vitória
o menor, com R$ 8,07. No segmento a la carte o custo mais alto é de
Salvador, com preço médio de R$ 29,53, e o menor em Manaus, com
R$ 14,34 - Curitiba tem preço médio de R$ 22,31. O prato executivo
custa menos em Fortaleza, onde o valor gira em torno de R$ 9,87, enquanto em
Florianópolis é de R$ 27,24 e em Curitiba R$ 14,64.
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JORNAL DO COMMERCIO / MANAUS,
23 de janeiro de 2007
AM: Aumenta recurso à moradia
popular
Henrique Xavier
O setor da construção civil vai receber 17,6% a mais que o ano
passado em volume de recursos para construção e financiamentos
de imóveis populares. A medida, anunciada na manhã de ontem pelo
governo federal, visa induzir principalmente o país a um crescimento
social na área da habitação.
As propostas do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) foram recebidas pelas entidades de classe e patronais
da construção civil no Amazonas com entusiasmo, interessadas
no aquecimento do mercado imobiliário local e pela expectativa
de futuros empreendimentos na capital.
Segundo o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Joaquim
Auzier, as medidas estavam sendo muito aguardadas pelo setor de construção
civil, pois entre os programa de metas do PAC, uma vez aprovado pelo
Congresso Nacional, figuram medidas para desoneração de
impostos para edificações e novas obras de infra-estrutura.
“É, sem dúvida, um
grande estímulo do governo para a construção civil,
além de ser um incremento razoável para encurtar o caminho
entre o sonho e a realidade da casa própria”, afirmou Auzier.
O construtor comentou também que
a meta do PAC de elevar a taxa de investimentos públicos e privados,
atualmente na casa de 20% do PIB (Produto Interno Bruto), através
da expansão dos investimentos na construção civil,
deve acelerar outros setores da economia, mas deve ser vista com ressalvas.
“A Caixa Econômica deve agora
flexibilizar a parte de cadastro para que mais empresas tenham acesso
ao crédito. Se continuar a mesma dificuldade para o cadastramento
das empresas, o governo federal pode disponibilizar bilhões que
nenhuma empresa vai conseguir alcançar o recurso”, disse
o dirigente, acrescentando que é necessário não
apenas disponibilizar volumes de recurso na linha de financiamento de
imóveis populares, mas definir subsídios para famílias
com renda de até três salários-mínimos.
“É muito difícil fazer
uma unidade popular de 40 m² e vender para a população
de baixa renda. Preferimos entender que por gerarem altos custos, essas
obras têm um valor acima da possibilidade da classe mais necessitada
que não dispõe de recurso para obtenção da
casa popular. Esse recurso não pode ser financiamento, mas devia
ser encarado pelo governo federal como fundo perdido, simplesmente um
investimento”, explicou.
Conforme divulgado pelo governo federal,
o PAC deve contemplar a redução do prazo de devolução
do PIS/Cofins recolhido durante a construção de prédios
e galpões, além da utilização dos recursos
do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)em obras de infra-estrutura.
O governo também estuda saídas para liberar verbas do programa
Pró-Moradia, que possui R$ 650 milhões do FGTS disponíveis.
Atualmente, segundo o presidente da Construtora
Capital, Pauderley Avelino, a indústria da construção
civil no Estado do Amazonas passa por um momento de crescimento acelerado.
Na opinião de Avelino, o conjunto de toda essas medidas vai ser bastante
benéfico principalmente na área de financiamento da habitação
de interesse social. “No instante em que se disponibiliza um volume de
recurso do Tesouro Nacional alocado para habitações, gera-se
uma massa de investimentos que impactar positivamente na economia do amazonas”,
explicou.
Intenção é zerar
déficit de moradias
De acordo com a Cbic (Câmara Brasileira
da Indústria da Construção), órgão
da qual faz parte a maior parte das construtoras amazonenses, foi enviado
uma proposta solicitando a definição da meta de construção
civil de 400 mil casas na chamada “habitação social” por
ano. Se essa meta for repetida nos próximos 20 anos, o déficit
de 7,9 milhões de moradias será zerado.
“Há uma possibilidade de
haver um boom de investimentos no mercado amazonense, mas vai depender
da resposta do mercado. Claro que Manaus está numa boa fase de
crescimento da construção civil. Isso deve possibilitar
um incremento de pelo menos 15% pontos percentuais na criação
direta de postos de trabalho, sem contar com as atividades paralelas
que se beneficiam com esse aquecimento”, comemorou o diretor representante
do Creci-AM (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Amazonas),
Paulo de Carvalho Júnior.
O diretor acredita que as habitações
populares serão muito procuradas o que deve receber atenção
especial das construtoras para evitar uma possível superdemanda
no setor. “Temos a esperança de que este pacote traga medidas
eficientes principalmente para a população de baixa renda,
já que por essa camada que se responde o déficit habitacional”,
destacou.
Desde ontem, a Caixa Econômica Federal já disponibiliza R$ 12
bilhões para financiamentos de habitação em várias
modalidades e padrões de moradia. Em 2006, esse orçamento foi
de R$ 10,2 bilhões, crescendo 35% ao longo do ano.
Conforme divulgado pela Casa Civil, além
dos recursos públicos, os bancos privados também terão
várias linhas de financiamento e buscarão reduzir juros
para os empréstimos.
O reforço faz parte de um conjunto
favorável de medidas tomadas pelo governo desde o ano passado,
com o objetivo de reduzir o déficit habitacional de 7,9 milhões
de moradias.
A isenção de impostos sobre a construção e a simplificação
das operações de crédito estão entre as medidas
previstas no PAC que receberam destaque até mesmo por membros da bancada
adversária do governo, como o deputado federal Pauderney Avelino (PFL).
“Entendemos que o pacote de medidas vai ajudar bastante aos setores da
construção civil e imobiliário, mas principalmente à população
de baixa renda. Acredito que, com o volume de recursos anunciados para a construção
civil para os próximos quatro anos, o país poderá construir
algo em torno de 400 mil unidades por ano. Sem dúvida, um grande reforço
para a indústria da construção civil, um dos segmentos que
mais alavanca à econômica no Amazonas”, explicou o parlamentar.
Entre as propostas do PAC, quem vender
um imóvel com a intenção de comprar outro não
precisa pagar Imposto de Renda sobre o lucro da operação,
desde que faça a troca em seis meses. Antes, para se vender o
imóvel, a pessoa teria que pagar uma alíquota de 15%, sobre
o ganho.
Este foi um benefício garantido
por medida provisória editada no ano passado, cujo pacote de incentivos
para a habitação previu um aporte de R$ 1 bilhão.
Para 2007, a Caixa Econômica Federal vai financiar às construtoras
R$ 3,5 bilhões com a meta de serem construídas 400 mil
casas por ano para zerar déficit imobiliário do país.
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24 HORAS NEWS / MATO GROSSO, 23 de janeiro
de 2007
MT: Setor madeireiro propõe
12% aumento na pauta; governo quer 44%
Angela Fogaça
Amanhã ocorre mais uma etapa da
negociação entre o governo estadual e os industriais madeireiros
para definir o impasse sobre a pauta da madeira, iniciado no mês
passado. O setor de base florestal vai apresentar oficialmente a proposta
de um reajuste de 12%, dividido em duas parcelas.7% em março e
5% em julho.
Os empresários são totalmente
contrários a pauta apresentada pelo governo, instituída
pela Portaria 143/2006 e prevista para entrar em vigor no próximo
dia 1° de fevereiro, que tem um aumento na média de 44%. Caso
a Secretaria Estadual de Fazenda não aceite negociar o reajuste
da nova pauta, o setor irá tomar todas as medidas judiciais cabíveis
para que essa portaria não entre em vigor no mês que vem.
A proposta do setor deve ser apresentada
pelo assessor ambiental da Fiemt( Federação das Indúistrias
de Mato Grosso), Álvaro Leite. Os empresários argumentam
que o aumento iria pesar significativamente para as indústrias,
que perderiam mercado para concorrentes do Pará e Rondônia,
onde a carga tributária é menor. As espécies cedrinho
e o cambará, por exemplo, entre as mais comercializadas no Estado,
foram pautadas em R$520 o metro cúbico, enquanto que a pauta do
Pará é de R$240. A diferença representa 116% entre
os dois Estados.
Para subprodutos como o cabo de vassoura,
a nova pauta estipula o valor em R$ 435,00 o metro cúbico, enquanto
que no Pará este mesmo subproduto é vendido a R$ 98,27
e Rondônia não tem pauta para este produto. A madeira é o
terceiro produto em maior volume de exportações em Mato
Grosso. Somente em Sinop, no ano passado, foram movimentados US$38 milhões
com a venda de madeiras para o mercado externo.
Segundo o presidente do Sindicato
das Indústrias Madeireiras do Norte (Sindusmad), Jaldes Langer,
para o mercado interno as previsões não são tão
boas. Jaldes lembrou que o aumento na carga tributária, com
reajuste na pauta da madeira, não está motivando os empresários.
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JORNAL O POVO / FORTALEZA,
, 23 de janeiro de 2007
SEU BOLSO
Fuja de impostos e taxas em 2007
O contribuinte pode adotar estratégias
para evitar ou reduzir o custo com impostos e taxas. Quem se planeja
paga menos CPMF, IOF e Imposto de Renda (IR)
A cada ano, o brasileiro tem que trabalhar
145 dias somente para pagar tributos que incidem sobre sua renda, patrimônio
e consumo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
(IBPT). Entretanto, há estratégias que o contribuinte pode
adotar para reduzir ou ficar isento de impostos e taxas, principalmente
em operações bancárias e aplicações
financeiras. O POVO traz dicas de como não perder dinheiro com
a Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Operação
Financeira (IOF).
O economista e consultor financeiro José Maria
Porto explica que o IOF pode corroer os rendimentos e até dar
prejuízo para quem efetua resgates de aplicações
financeiras de renda fixa com menos de 30 dias. Segundo ele, se o investidor
aplicar um dinheiro e resgatá-lo no dia seguinte, a alíquota
do IOF que irá incidir sobre a rentabilidade será de 96%,
em 15 dias a mesma cai para 50% até zerar a partir do 30º dia. “Por
isso, o contribuinte deve evitar essas aplicações de curtíssimo
prazo”, completa o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.
De acordo com Luiz do Amaral, sacando
o dinheiro de investimentos (de renda fixa) com menos de 30 dias, o contribuinte
vai acabar recebendo menos do que aplicou, em virtude do IOF, da CPMF
(cuja alíquota é de 0,38%) e do IR.
Com relação ao IR, o presidente
do IBPT lembra que o contribuinte precisa tentar se beneficiar da tabela
regressiva do imposto que incide sobre o rendimento das aplicações.
José Maria Porto explica que os fundos de investimento classificados
como de longo prazo, ou seja, cuja carteira de títulos tem prazo
médio de vencimento superior a 365 dias, dão possibilidade
ao investidor de um pagamento menor de IR, desde que se deixe o dinheiro
mais tempo aplicado. Em saques de até 180 dias, a alíquota
do IR será de 22,5% sobre o rendimento, depois cai para 20% em
resgates entre 181 e 360 dias, 17,5% se o saque for feito entre 361 e
720 dias e para 15% em resgates nos prazos superiores a 720 dias.
Por outro lado, como explica Porto, os
fundos classificados como de curto prazo, com vencimento médio
dos papéis igual ou inferior a 365 dias, não têm
o mesmo benefício do IR, existindo apenas duas alíquotas:
de 22,5% (resgates de até 180 dias) e de 20% (a partir de 181
dias).
José Maria explica que, com relação à tributação
do IR, o investimento em ações possui seus atrativos. Os
fundos de renda variável (de ações), independente
do prazo do resgate, possuem alíquota do IR de 15% sobre a rentabilidade.
O mesmo percentual incide nas realizações de venda de diretas
de ações (via corretoras). “Mas existe ainda mais
um benefício, quando a venda das ações (de forma
direta - via corretora) for de até R$ 20 mil, o contribuinte é isento
do IR”, acrescenta Porto.
Para quem tem pouco dinheiro disponível,
a melhor alternativa para fugir dos impostos, na opinião dos
especialistas, é a poupança. Isso porque a caderneta
de poupança é isenta de IR e IOF. Assim como de CPMF,
desde que o resgate do dinheiro ocorra após 90 dias após
o início da aplicação. (Oswaldo Scaliotti)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
23 de janeiro de 2007
Município terá indenizar
dentista que teve motivo de demissão divulgado
A 1ª Turma do TST (Tribunal Superior
do Trabalho) condenou o município de Guarulhos a indenizar em
R$ 9.340, a título de danos morais, um dentista que teve sua demissão
por justa causa publicada no Diário Oficial do Município.
A demissão foi descaracterizada pelo TRT (Tribunal Regional do
Trabalho) da 2ª Região, por resultar de processo administrativo
irregular.
De acordo com a assessoria do TST, o dentista
foi demitido por justa causa sob a acusação de desídia
e insubordinação — hipóteses previstas na
legislação trabalhista como motivadoras de demissão
por justa causa. Na Justiça, o ex-funcionário alegou nunca
ter sido advertido, suspenso ou notificado pelas supostas infrações
cometidas. Afirmou também não conhecer as provas do procedimento
administrativo aberto contra ele.
Segundo o dentista, a publicação
no Diário Oficial do município causou-lhe constrangimento
e dificuldade em conseguir novo emprego. O ex-funcionário pediu
indenização por danos morais pelos danos causados.
Em sua defesa, o município de Guarulhos
alegou que o processo administrativo apurou os atos atribuídos
ao dentista – faltas injustificadas, assinatura de ponto no dia
em que havia faltado, adulteração de atestado médico
e insubordinação por desrespeito à chefia. Afirmou
que as faltas injustificadas prejudicaram o atendimento à comunidade.
“Não faz sentido manter um
servidor que não cumpre suas funções e frustra totalmente
as expectativas da comunidade (já tão carente), ocupando
indevidamente uma vaga que pode ser substituída por um profissional
que cumpra seus compromissos”, alegou o município.
A 7ª Vara do Trabalho de Guarulhos
julgou ambos os pedidos – a descaracterização da
justa causa e a indenização por danos morais – improcedentes.
O dentista recorreu da decisão, e o TRT-SP reformou a sentença,
sob a alegação de que havia uma “série de
irregularidades no alegado processo regular administrativo”. O
TRT-SP considerou que a publicação da demissão no
Diário Oficial, sem apuração do que de fato ocorreu
e se esta era justa, causou constrangimento ao acusado.
Os desembargadores paulistas fixaram em
o valor da indenização R$ 9.340,00, equivalente a dez vezes
o maior salário pago ao dentista. O município recorreu
da decisão com recurso de revista, mas o TRT-SP negou seguimento
ao recurso. A municipalidade ingressou com agravo de instrumento, e o
TST analisou o pedido.
Para relatora do processo no TST,
juíza convocada Maria do Perpétuo Socorro Wanderley, “a
publicidade dos atos administrativos que visa a promover a ciência
do procedimento adotado pela administração não
se confunde com a divulgação de fatos e ocorrência
sem pertinência ou medida de proporcionalidade”. Motivo
pelo qual negou seguimento ao recurso do município, mantendo
a condenação imposta.
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Nova Central, 23 de janeiro
de 2007
Fábrica de calçados
terá de pagar R$ 300 mil em indenização
por assédio moral coletivo
A fábrica de calçados Hispana, da cidade de Itaporanga
D'Ajuda (SE), foi condenada a pagar indenização de R$ 300
mil por assédio moral coletivo no ambiente de trabalho. A decisão é da
3ª Vara do Trabalho de Aracaju. Segundo o processo, os funcionários
da empresa eram freqüentemente alvos de xingamentos, ofensas à honra
e ameaçados de demissão. A Justiça entendeu que "qualquer
forma de discriminação, coação, constrangimento
ou humilhação aos empregados" deveria ser banida.
O valor da indenização
será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Caso
a empresa descumpra a decisão, estará sujeita a multa
diária de R$ 5 mil por dia. A ação foi movida
pelo Ministério Público do Trabalho de Sergipe depois
da acusação de uma funcionária que afirmou ter
sido perseguida após apontar irregularidades na companhia.
A funcionária disse que os trabalhadores
eram fiscalizados quanto ao tempo que ficavam no banheiro. A acusação
foi comprovada por atestados médicos apresentados por outras
empregadas, que tiveram infecção urinária devido à proibição.
O Ministério Público também verificou que havia
um número insuficiente de sanitários para o número
de funcionários da companhia.
Em sua defesa, a empresa - que tem estabelecimentos
nos Estados de Rio Grande do Sul, Bahia e Sergipe - afirmou que as
acusações eram falsas, originadas de "questões
político-partidárias e sindicais". A companhia alegou
que mantém "relação de mais alto grau de
urbanidade" entre subordinados e superiores hierárquicos
em suas dependências.
Segundo o tribunal, apesar de
as agressões verbais e ameaças não terem atingido
diretamente todos os trabalhadores, a coletividade dos empregados
foi alvo de assédio moral.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
23/01/2007
Prazo prescricional para ação
de dano moral é o trabalhista
Se a prática do dano moral decorre
de uma relação de trabalho, o prazo para o ofendido ingressar
com o respectivo pedido de reparação judicial obedece a
regra da prescrição para as causas trabalhistas, prevista
na Constituição Federal (artigo 7º, inciso XXIX).
Com esse esclarecimento do ministro Milton de Moura França (redator
para o acórdão), a Seção Especializada em
Dissídios Individuais – 1 (SDI-1) negou embargos em recurso
de revista a um ex-empregado brasileiro da Alitalia – Linee Aeree
Italiane.
A manifestação da SDI-1
corresponde ao posicionamento majoritário que o TST vem adotando
sobre esse tema e resultou na manutenção de julgamento
anterior proferido pela Quinta Turma do TST, que também considerou
prescrita a iniciativa do trabalhador. “Proposta a ação
quando ultrapassado o biênio após a extinção
do contrato de trabalho está prescrita a pretensão ao pagamento
da indenização correspondente”, registrou o acórdão
da Quinta Turma.
O trabalhador foi dispensado pela Alitalia,
por justa causa, em 1º de junho de 1988, e ingressou na Justiça
Comum somente em 17 de abril de 1998. Diante do pedido de indenização
por danos morais, decorrente da relação de emprego mantida
entre o profissional e a empresa aérea, o titular da 18ª Vara
Cível do Rio de Janeiro remeteu os autos à primeira instância
trabalhista carioca.
A Justiça do Trabalho do Rio de
Janeiro considerou prescrito o direito de ação do trabalhador,
uma vez que a causa só foi proposta quase dez anos após
o fim da relação de emprego. O posicionamento judicial
baseou-se na previsão constitucional que prevê como um dos
direitos trabalhistas o de propor “ação, quanto a
créditos resultantes das relações de trabalho, com
prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais,
até o limite de dois anos após a extinção
do contrato de trabalho”.
No TST, os dois exames realizados sobre
o tema apontaram para a mesma solução adotada no âmbito
regional. O posicionamento majoritário do Tribunal sobre o tema
afastou a tese do trabalhador de que a indenização por
dano moral teria natureza eminentemente civil, o que atrairia o prazo
de prescrição de 20 anos, previsto, à época
dos fatos, pela legislação civil em vigor (artigo 177,
Código Civil de 1916).
O ministro Moura França observou
que “o direito material, no caso, a proteção jurídica à intimidade,
vida privada, honra e imagem das pessoas está previsto no texto
constitucional e, igualmente, no Código Civil, sendo certo que
a violação desses valores resulta no dever de indenizar
a parte ofendida”.
O relator esclareceu, contudo, que esse
contexto vincula-se ao direito material, que não pode ser confundido
com o direito de ação para reivindicá-lo em juízo,
de acordo com sua fonte geradora. “Ora, se o pedido de indenização
por dano moral está assentado em uma relação de
trabalho, portanto, decorrente de um contrato de trabalho, o exercício
do direito de ação subordina-se à observância
da prescrição do artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição”,
concluiu Moura França. (EEDRR 96752/2003-900-01-00.7)
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 6.019, DE 22 DE JANEIRO DE 2007.
Institui
o Fórum Nacional da Previdência Social e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que
lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1o Fica instituído, no âmbito do Ministério da Previdência
Social, o Fórum Nacional da Previdência Social - FNPS, com as
seguintes finalidades:
I - promover o debate entre os representantes dos trabalhadores,
dos aposentados e pensionistas, dos empregadores e do Governo
Federal com vistas ao aperfeiçoamento
e sustentabilidade dos regimes de previdência social e sua coordenação
com as políticas de assistência social;
II - subsidiar a elaboração de proposições
legislativas e normas infra-legais pertinentes; e
III - submeter ao Ministro de Estado da Previdência Social os resultados
e conclusões sobre os temas discutidos no âmbito do FNPS.
Art. 2o O FNPS será composto por representantes
indicados pelos seguintes segmentos:
I - do Governo Federal, representado pelos seguintes órgãos:
a) Ministério da Previdência Social;
b) Casa Civil da Presidência da República;
c) Ministério do Trabalho e Emprego;
d) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
e) Ministério da Fazenda;
f) Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
e
g) Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência
da República;
II - dos trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas,
representados pelos seguintes órgãos:
a) Central Autônoma de Trabalhadores - CAT;
b) Central Geral dos Trabalhadores - CGT;
c) Central Geral de Trabalhadores do Brasil - CGTB;
d) Central Única dos Trabalhadores - CUT;
e) Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos
- COBAP.
f) Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura -
CONTAG;
g) Força Sindical - FS;
h) Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST; e
i) Social Democracia Social - SDS;
III - dos empregadores, representados pelos seguintes órgãos:
a) Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do
Brasil - CNA;
b) Confederação Nacional do Comércio - CNC;
c) Confederação Nacional das Instituições Financeiras
- CNF;
d) Confederação Nacional da Indústria - CNI; e
e) Confederação Nacional do Transporte - CNT.
§ 1o O FNPS será presidido pelo Ministro de Estado da Previdência
Social e secretariado pelo Secretário de Políticas de Previdência
Social do Ministério da Previdência Social, o qual também
terá direito a voz e voto.
§ 2o Os membros do FNPS, sendo um titular e um suplente por órgão
ou entidade, serão designados pelo Ministro de Estado da Previdência
Social, mediante indicação:
I - dos titulares dos órgãos a que se refere
o inciso I do caput deste artigo;
II - das entidades representativas de trabalhadores e de
empregadores a que se referem os incisos II e III do caput
deste artigo, observado o disposto
no § 3o.
§ 3o As indicações de que trata o inciso II do § 2o deverão
recair em pessoas que exerçam cargos ou funções de relevância
na entidade.
§ 4o O Ministro de Estado da Previdência Social poderá, sempre
que necessário, convidar para participar das discussões representantes
dos Estados e do Distrito Federal, dos Municípios, de órgãos
e entidades da administração pública federal, bem como dos
Poderes Legislativo e Judiciário e de outras instituições
públicas e privadas.
§ 5o Cada um dos órgãos ou entidades que compõem o
FNPS responsabilizar-se-á pelas despesas de deslocamento e estadia dos
respectivos representantes ou de participantes em eventuais comissões
técnicas especializadas que venham a ser instituídas, inclusive
na condição de assessores.
§ 6o A função de membro do FNPS não será remunerada,
sendo seu exercício considerado de relevante interesse público.
Art. 3o O FNPS contará, para seu funcionamento, com o apoio institucional
e técnico-administrativo da Secretaria de Políticas de Previdência
Social do Ministério da Previdência Social.
Art. 4o O Ministro de Estado da Previdência Social aprovará o
regimento interno do FNPS.
Art. 5o O FNPS terá prazo de duração de seis meses a
partir da data de sua instalação.
Art. 6o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de janeiro de 2007; 186o da Independência e 119o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Nelson Machado
Este
texto não substitui o publicado no DOU de 22.1.2007
- Edição extra
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 349, DE 22 DE
JANEIRO DE 2007.
Institui
o Fundo de Investimento do FGTS - FI-FGTS, altera a Lei no 8.036,
de 11 de maio de 1990, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que
lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida
Provisória, com força de lei:
Art. 1o Fica criado o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço - FI-FGTS caracterizado pela aplicação de
recursos do FGTS, destinado a investimentos em empreendimentos dos setores
de energia, rodovia, ferrovia, porto e saneamento, de acordo com as diretrizes,
critérios e condições que dispuser o Conselho Curador
do FGTS.
§ 1o O FI-FGTS terá patrimônio próprio, segregado do
patrimônio do FGTS, será disciplinado por instrução
da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e seus investimentos não
têm a cobertura de risco de crédito estabelecida no § 1o do
art. 9o da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.
§ 2o A administração e a gestão do FI-FGTS será da
Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador do FGTS, cabendo
ao Comitê de Investimento - CI, a ser constituído pelo Conselho
Curador do FGTS, a aprovação dos investimentos.
§ 3o Na hipótese de extinção do FI-FGTS, o seu patrimônio
total será distribuído aos cotistas, na proporção
de suas participações, observado o disposto no § 8o do art.
20 da Lei no 8.036, de 1990.
Art. 2o Fica autorizada a aplicação de R$ 5.000.000.000,00
(cinco bilhões de reais) do patrimônio líquido do FGTS
para integralização de cotas do FI-FGTS.
Parágrafo único. Por proposta da Caixa Econômica Federal
e mediante autorização do Conselho Curador do FGTS, o montante
autorizado no caput poderá ser elevado para o valor de até oitenta
por cento do patrimônio líquido do FGTS registrado em 31 de
dezembro de 2006.
Art. 3o A Lei no 8.036, de 1990, passa a vigorar com as seguintes
alterações:
“ Art. 5o .................................................................................................
..............................................................................................................
XIII - em relação ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço - FI-FGTS:
a) aprovar a política de investimento do FI-FGTS, por proposta do
Comitê de Investimento;
b) decidir sobre o reinvestimento ou distribuição dos resultados
positivos aos cotistas do FI-FGTS, em cada exercício;
c) definir a forma de deliberação, de funcionamento e a composição
do Comitê de Investimento;
d) estabelecer o valor da remuneração da Caixa Econômica
Federal pela administração e gestão do fundo de investimento;
e) definir a exposição máxima de risco dos investimentos
do FI-FGTS;
f) estabelecer o limite máximo de participação dos recursos
do FI-FGTS por empreendimento, observados os requisitos técnicos aplicáveis;
g) estabelecer o prazo mínimo de resgate das cotas e retorno dos recursos à conta
vinculada;
h) aprovar o regulamento do FI-FGTS, elaborado pela Caixa Econômica
Federal; e
i) autorizar a integralização de cotas do FI-FGTS pelos trabalhadores,
estabelecendo previamente os limites globais e individuais, parâmetros
e condições de aplicação e resgate.” (NR)
“ Art. 20. .........................................................................................
.......................................................................................................
XVII - integralização de cotas do FI-FGTS, respeitado o disposto
no art. 5o, inciso XIII, alínea “i”, permitida a utilização
máxima de dez por cento do saldo existente e disponível na
data em que exercer a opção.
............................................................................................................
§ 8o As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização
e no FI-FGTS são nominativas, impenhoráveis e, salvo as hipóteses
previstas nos incisos I a XI e XIII a XV deste artigo, indisponíveis por
seus titulares.
..........................................................................................................
§ 13. A garantia a que alude o § 4o do art. 13 não compreende
as aplicações a que se referem os incisos XII e XVII deste artigo.
§ 14. Ficam isentos do imposto de renda:
I - a parcela dos ganhos nos Fundos Mútuos de Privatização
até o limite da remuneração das contas vinculadas de
que trata o art. 13, no mesmo período; e
II - os ganhos do FI-FGTS.
§ 15. A transferência de recursos da conta do titular no Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço em razão da aquisição
de ações ou de quotas do FI-FGTS não afetará a base
de cálculo da multa rescisória de que tratam os §§ 1o
e 2o do art. 18 desta Lei.
...........................................................................................................
§ 19. A integralização das cotas previstas no inciso XVII
deste artigo será realizada por meio de Fundo de Investimento em Cotas
- FIC, constituído pela Caixa Econômica Federal especificamente
para essa finalidade.
§ 20. Regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários
estabelecerá os requisitos para integralização das quotas
referidas no § 19, devendo condicionar a possibilidade de integralização
pelo menos aos seguintes requisitos:
I - elaboração e entrega de prospecto ao trabalhador;
e
II - declaração, por escrito, individual e específica,
pelo trabalhador, de sua ciência quanto aos riscos do investimento
que está realizando.” (NR)
Art. 4o Esta Medida Provisória entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 22 de janeiro de 2007; 186o da Independência e 119o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
LuizMarinh
GuidoMantega
Márcio Fortes
Este texto não substitui
o publicado no DOU de 22.1.2007 - Edição extra

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