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Folha
de São Paulo, 25 de janeiro de 2007
Candidatos olham mapa das "traições" para
ganhar votos
Após definição dos partidos,
deputados que disputam na Câmara miram defecções
| Com o anúncio do apoio do PPS a Fruet, apenas o PDT, entre as
siglas de médio e grande porte, ainda não se manifestou
oficialmente
SILVIO NAVARRO, LETÍCIA
SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com a definição dos apoios
formais dos partidos praticamente concluída ontem, os três
candidatos à presidência da Câmara iniciaram disputa
de bastidores pelas chamadas "traições" -o
voto de deputados que podem contrariar suas bancadas na eleição
secreta. Ontem, o PPS formalizou seu apoio a Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Foi o 11º partido a declarar sua posição na disputa
pela presidência da Casa. Das siglas de médio e grande
porte, apenas o PDT ainda não se manifestou.
O petista Arlindo Chinaglia (SP) é o
que tem o maior número de legendas aliadas -PT, PMDB, PP, PTB,
PSC e PR (PL e Prona). Candidato à reeleição,
Aldo Rebelo (PC do B-SP), concorre com o respaldo de PSB, PFL e PC
do B. Além do PPS, Fruet tem o apoio do PSDB e do "Grupo
dos 30". O apoio de líderes partidários não
significa transferência automática de votos. A afinidade
com um candidato ou os interesses regionais também pesam. Na
votação secreta, o deputado pode "trair" o
partido.
Diante disso, todos os candidatos afirmam
que terão votos em diversas legendas. Esse é o principal
argumento usado por Aldo e Fruet para contestar a suposta vantagem
de Chinaglia. Se o petista recebesse os votos de todas as siglas que
lhe declararam apoio, ganharia no primeiro turno com 273 votos -16
a mais do que o necessário. No caso de Aldo, seus aliados afirmam
que 225 votos já estariam assegurados, apesar de as três
bancadas que o apóiam somarem apenas 104 cadeiras.
Fruet agora contabiliza ter entre 110
e 130 votos. Indício seguro da falibilidade dessas estimativas é que
a soma de tudo o que os articuladores das candidaturas consideram "voto
certo" dá mais de 620 deputados -e a Câmara só tem
513. Cada candidato tem meta diferente. Fruet aposta em votos no PFL. "O
apoio do PFL ao Aldo é legítimo, mas tenho certeza que
parte da bancada estará conosco", diz o deputado Paulo
Renato (PSDB-SP), articulador de Fruet. Outro alvo é a "ala
oposicionista" do PMDB.
Aldo aposta suas fichas no chamado "baixo
clero" (concentrado no PP, PL, PMDB e PTB). Para isso, conta com
o apoio do corregedor da Casa, Ciro Nogueira (PP-PI). "Os deputados
que me apóiam estão por todo o Brasil. Neste momento
estou em Roraima e no Rio Grande do Sul", diz Aldo. Sobre as previsões
de Aldo e Fruet em relação ao PMDB, o presidente do partido,
Michel Temer (SP), minimizou as "traições": "Serão
muito pequenas. Aliás, quase mínimas".
Chinaglia também tem articulado
para tentar recuperar votos no PSDB, que havia declarado apoio a ele,
mas recuou após o lançamento de Fruet. O trunfo do petista é um
suposto acordo no qual Chinaglia seria lançado candidato pelo
PT, e não de forma avulsa, para garantir que a escolha da primeira
vice-presidência fique com o tucano Nárcio Rodrigues (MG).
O PSDB nega o acordo.
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Folha
de São Paulo, 25 de janeiro de 2007
BC resiste a pressão e reduz corte
do juro
Por 5 votos a 3, Copom diminui Selic em 0,25
ponto dois dias depois de lançamento de plano para acelerar crescimento
Em nota, banco diz que "incertezas" sobre
efeito do processo de redução dos juros iniciado em setembro
de 2005 justificam cautela
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Dois dias depois de o governo anunciar
um pacote para estimular a economia, o Banco Central colocou um freio
no ritmo de queda dos juros, apesar da intensa pressão contrária
de membros do próprio governo e do setor privado.
Em sua primeira reunião de 2007, o Copom (Comitê de Política
Monetária) decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a
em 13% ao ano, a menor da série. Nos cinco encontros anteriores, as
reduções haviam sido de 0,5 ponto cada uma. A decisão
não foi unânime: três dos oito membros da diretoria do BC
votaram por mais um corte de 0,5 ponto. A última queda de 0,25 foi em
setembro.
"Diante das incertezas associadas
ao mecanismo de transmissão da política monetária,
e considerando que os efeitos das reduções de juros desde
setembro de 2005 ainda não se refletiram integralmente na economia,
o Copom avalia que a decisão contribuirá para aumentar
a magnitude do ajuste a ser implementado", disse nota do BC. No
mercado financeiro, analistas se dividiam nas suas previsões
para a decisão do Copom, mas a maioria previa corte de 0,25
ponto, como o próprio Copom já havia sinalizado em ata
da sua última reunião.
Ao anunciar o PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), na segunda-feira, o governo disse que, com o plano,
a economia deve crescer 4,5% já neste ano -embora no setor privado
as estimativas estejam mais perto de 3,5%. Boa parte das medidas consiste
em reduções de tributos direcionadas a alguns setores
da economia. No dia do anúncio, porém, empresários
ressaltaram que essa desoneração não teria o efeito
desejado se não fosse acompanhada por cortes nos juros -o país
tem o maior juro real do mundo.
Além disso, o assunto foi motivo
de constrangimento entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o
presidente do BC, Henrique Meirelles. Ao anunciar as medidas, Mantega
falou sobre a expectativa de queda dos juros neste ano por parte de
analistas do mercado financeiro, e aproveitou para dar um pequeno recado
ao BC. "O mercado está esperando uma redução
da taxa Selic. Uma continuação, viu, Meirelles?",
disse o ministro. Mais tarde, Mantega negou que estivesse pressionando
por uma queda mais rápida dos juros e disse que fez "uma
brincadeira".
Lula, Mantega e Meirelles viajariam
no mesmo avião ontem à noite rumo a Davos (Suíça).
E Lula, apurou a Folha, cobraria de Meirelles explicação
para o corte menor nos juros. Alguns analistas do mercado financeiro
previam corte do BC de só 0,25 ponto percentual como forma de
o BC ressaltar sua independência informal. Segundo a Folha apurou,
o BC lamentou que o anúncio do PAC, adiado algumas vezes, tenha
caído na mesma semana do Copom e temia que sua decisão
sobre os juros fosse vista como uma reação ao plano,
e não uma decisão técnica.
É difícil dizer se o PAC
ou as declarações de Mantega tiveram influência
na decisão do BC. Isso porque, desde julho de 2006, as atas
do Copom já afirmavam que, em algum momento, a queda dos juros
teria que ser feita com "maior parcimônia", para evitar
um aumento inesperado da inflação. A justificativa para
a cautela era a dúvida quanto ao impacto que a queda dos juros
ocorrida desde o final de 2005 terá sobre os preços.
De lá para cá, a Selic
caiu sete pontos percentuais, e o BC diz que a economia ainda não
sentiu, por completo, os efeitos desses cortes. Por enquanto, é difícil
ver pressão inflacionária. Em 2006, o IPCA subiu 3,14%,
bem abaixo dos 4,5% da meta. Neste ano, deve ficar em torno de 4%,
também abaixo da mesma meta, reforçando tese de que há espaço
para corte no juro.
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Agência Câmara,
25 de janeiro de 2007
PPS é o segundo partido a apoiar
Fruet oficialmente
O PPS confirmou oficialmente, nesta quarta-feira, o apoio ao candidato da terceira
via à Presidência da Câmara, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).
A decisão foi tomada durante reunião da bancada na Câmara,
que referendou a indicação de adesão a Fruet, anunciada
duas semanas atrás pela direção do partido.
A decisão foi unânime na
bancada de 22 deputados que o PPS terá a partir da próxima
legislatura, em fevereiro. Nove parlamentares compareceram à reunião,
enquanto os demais manifestaram a opinião por telefone. O PPS é o
segundo partido a confirmar oficialmente apoio à candidatura da
terceira via à Presidência da Câmara. O PSDB já havia
anunciado a adesão a Fruet na última terça-feira.
O líder do PPS, deputado Fernando
Coruja (SC), avalia que a candidatura de Fruet não deve ser classificada
como de oposição. Segundo Coruja, o deputado tucano é a
melhor alternativa para a independência da Câmara em relação
ao Executivo, conforme defende o chamado "grupo dos 30", que
deu origem à terceira via. "Muitos dos nossos deputados participaram
desse 'grupo dos 30' e nós estamos apoiando o Gustavo como representante
do grupo. O nosso apoio é um apoio de 22 deputados, ou 20, se
alguns deputados saírem do partido, como sinalizam. E a candidatura
começa a pegar fôlego. Isso vai avançar."
Coruja acredita que a candidatura terá votos
suficientes para chegar ao segundo turno com um dos outros dois candidatos:
Arlindo Chinaglia (PT-SP) ou Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Bloco partidário
O vice-líder do PPS, deputado Raul
Jungmann (PE), informou que a reunião da bancada também
serviu para a discussão de uma eventual formação
de bloco partidário para atuar na próxima legislatura.
Segundo Jungmann, o PPS deve analisar três possibilidades de união
com outras legendas, visando a participação mais efetiva
nas comissões temáticas da Câmara. "Pode ser
uma alternativa com o PSDB, uma outra alternativa com os pequenos partidos
e uma terceira alternativa incluindo nós, o PSDB e pequenos partidos.
Isso tudo está sendo discutido", afirmou.
Os pequenos partidos citados por
Jungmann são o PMN e o PHS, as mesmas legendas com as quais
o PPS chegou a cogitar a possibilidade de fusão. A idéia
foi deixada de lado depois que o Supremo Tribunal Federal derrubou
a cláusula de barreira, dispositivo legal que dificultava o
funcionamento parlamentar dos partidos que não tivessem conquistado
um determinado percentual de votos nas eleições para
a Câmara.
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Agência Senado, 25
de janeiro de 2007
Paim: FGTS é patrimônio
do trabalhador e não pode ser usado para outras destinações

Em entrevista nesta quarta-feira (24) à Agência Senado, na qual
comentou a iniciativa de centrais sindicais sobre ação direta
deinconstitucionalidade (Adin) contra a medida provisória (MP 349/07)
que libera a utilização de R$ 5 bilhões do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) para o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), o senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que já advertira
o governo no ano passado sobre o impacto negativo dessa medida junto aos trabalhadores.
Para o senador, os recursos de reserva
do FGTS constituem patrimônio dos trabalhadores e não podem
ser utilizados para outras destinações. Pela MP, inclusa
no PAC, os R$ 5 bilhões serão destinados a um fundo de
investimentos em projetos de infra-estrutura do programa, cujos rendimentos
serão distribuídos aos trabalhadores. O governo espera
que esses rendimentos sejam superiores a 6% ao ano.
- Esse filme eu já conheço.
Aconteceu quando mexeram na Previdência alegando que o órgão
era deficitário e utilizaram recursos que hoje deveriam remunerar
melhor as aposentadorias. Hoje, até o ministro da Previdência,
Nelson Machado, reconhece que a Previdência é superavitária
- enfatizou.
Paim lembrou ainda que foi realizada audiência
pública no Senado em 2006 para discutir a pretensão do
governo de vincular contas do FGTS a projetos de desenvolvimento, como
o que acabou redundando na MP em questão.
- Na época argumentei que os rendimentos
de qualquer aplicação do FGTS pertencem aos trabalhadores.
Eles é que decidem sobre em que aplicar. Lembrei que as centrais
iriam protestar, mas o governo sustentou que já havia mantido
entendimento com as confederações - assinalou.
A Confederação Nacional
dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), ligada à Força
Sindical, é a autora da Adin contra a MP 349/07 junto ao Supremo
Tribunal Federal. Na ação, a central sindical questiona
o desvio de recursos do FGTS.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 25 de janeiro de 2007 | Economia
Desemprego recorde em 2006 atinge 195,2
mi de pessoas
Paradoxalmente, patamares de emprego
também cresceram, alcançando 2,9 bi
Jamil Chade
GENEBRA - O número de desempregados
no mundo bate mais uma vez o recorde em 2006. Estimativas da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) apontam que 195,2 milhões
de pessoas em todo o mundo não contam com um emprego. Apesar
de registrar um dos melhores períodos nos últimos 30
anos em termos de crescimento das economias, os governos não
conseguiram traduzir essas taxas de aumento do PIB em criação
suficiente de postos de trabalho. A entidade ainda concluiu que,
pela primeira vez na história, há mais trabalhadores
no setor de serviços no mundo que na agricultura, o setor
que mais empregava há séculos.
Segundo os cálculos da OIT, 2006
também registrou o maior número de pessoas trabalhando.
Foram 2,9 bilhões, 1,6% a mais que em 2005 e 16% superior ao volume
de 1996. Mas, diante de pressão demográfica, o índice
de desemprego continuou no mesmo patamar. Em números absolutos,
a quantidade de pessoas sem trabalhou passou de 194,7 milhões
em 2005 para o recorde de 195,2 milhões em 2006. Em 1996, esse
número era de 161,4 milhões.
Além dos fatores demográficos,
a OIT estima que o crescimento econômico não foi suficientemente
direcionado a setores que pudessem criar postos de trabalho. De acordo
com José Salazar, diretor do Setor de Empregos da OIT, o crescimento
da economia mundial tem refletido em aumento dos níveis de produtividade,
e não de emprego.
Em dez anos, enquanto o número
de pessoas com empregos aumentou em 16%, a produtividade no mundo sofreu
um incremento de 26%. "O crescimento não gerou redução
do desemprego global", afirmou Juan Somavia, diretor-geral da OIT.
O aumento do PIB mundial também
não foi suficiente para tirar da pobreza 1,37 bilhão de
pessoas que trabalham, mas não contam com salários para
sair da miséria. Essas pessoas ganham menos de US$ 2 por dia.
Ainda que o número de pessoas nessas condições tenha
sido reduzido em 30 milhões nos últimos seis anos, a queda
está longe de representar uma conquista. Hoje, 47,4% de todos
os que trabalham no mundo não recebem salários superiores
a US$ 2,00 por dia.
O que mais preocupa a entidade é que,
mesmo com a estimativa de crescimento de 4,9% para a economia global
em 2007, não há uma perspectiva de que isso irá gerar
um aumento de empregos. Para complicar ainda mais a situação,
economistas da OIT estimam que o período de crescimento da economia
mundial está chegando ao fim, depois de cinco anos de aumento
do PIB entre 4% e 5%. Se esse cenário for confirmado, a preocupação
da OIT é de que o ritmo de crescimento do desemprego seja ainda
maior até o final da década.
Para evitar essa situação,
a OIT pede que governos adotem políticas setoriais para criar
empregos e que implementem estratégias sociais mais claras, além
de promover pequenas e médias empresas.
Entre as regiões, o pior índice é do
oriente Médio, com 12,2% de desempregados, seguido pela África
com 9,8%. O que é mais grave é que 80% dos que trabalham
na África ganham menos de US$ 2,00 por dia. De fato, o continente
africano ganhou 14 milhões de novos trabalhadores ganhando menos
de US$ 1 por dia entre 2001 e 2006. Já na Ásia, esse número
foi reduzido em 65 milhões de pessoas nesse mesmo período.
O Leste da Ásia, com 3,6% de desempregos, é a
região do mundo com menor índice do problema da falta de
postos de trabalho, em grande parte graças ao desempenho da China
que conseguiu aliar o crescimento econômico à geração
de novos postos de trabalho.
Já nos países ricos, o desemprego
caiu de 7,8% em 1996 para 6,2% no ano passado. Entre 2005 e 2006, quem
apresentou a maior redução de desempregados foi a União
Européia, com queda de 0,6%.
Agricultura
Outra constatação da OIT é que, pela primeira vez, há mais
gente trabalhando no setor de serviços que na agricultura, um fenômeno
considerado como revolucionário. A constatação ocorre
no mesmo ano em que há, também pela primeira vez, mais de 50%
da população mundial vivendo em cidades. Hoje, o setor de serviços
respondem por 40% dos empregos, contra 38,7% na agricultura e 21,3% na indústria.
Para a OIT, o setor de serviços
poderá nos próximos anos empregar mais da metade dos trabalhadores
mundiais. Isso não significa, porém, que terão melhores
salários que em outros setores. No caso da América Latina,
o setor de serviços já ultrapassou a agricultura há mais
de dez anos. Hoje, 61% da população está no setor
de serviços, contra 18,8% no campo. Só os países
ricos, com 72% da população empregados em serviços,
contam com uma taxa superior a da América Latina.
Segundo a OIT, os jovens ainda são
os mais afetados pelo desemprego e correspondem a 44% das pessoas (86,3
milhões) sem trabalho. A OIT também destaca que os homens
continuam tendo melhores empregos e renda que as mulheres.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de janeiro de 2007 | Economia
ECONOMIA | PAC 23/01/2007
Presidente da Força Sindical
diz que uso do FGTS é confisco
por O GLOBO/O GLOBO ONLINE
A Força Sindical, a Confederação Nacional dos Trabalhadores
Metalúrgicos e a Confederação Geral dos Trabalhadores
(CGT) entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF)
contra a medida provisória que permite ao governo utilizar R$ 5 bilhões
do FGTS para criar um fundo de investimento em projetos de infra-estrutura.
A medida faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Conforme o programa, os trabalhadores
poderão investir neste fundo usando até 10% do saldo do
FGTS. O governo espera que o fundo tenha um rendimento superior aos 3%
ao ano oferecidos pela Caixa Econômica Federal. Na ação,
as entidades pedem uma liminar ao STF para suspender os efeitos da medida
provisória. Caso o STF negue esse pedido, as entidades querem
que a Caixa passe a garantir o rendimento das aplicações
do fundo.
A medida provisória atacada pela presente ação disponibiliza
para uma aposta os recursos do FGTS, colocando em risco um direito social de
todos os trabalhadores brasileiros. Isso é muito perigoso. O patrimônio
dos trabalhadores precisa ser preservado. O FGTS é um patrimônio
dos trabalhadores. Do nosso ponto de vista, o governo está confiscando
R$ 5 bilhões, e pode chegar a R$ 17 bilhões, para criar um fundo
para depois nos vender até 10% das ações. Ou seja, pega
o nosso dinheiro para depois nos vender novamente - disse o presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva, que foi eleito deputado federal pelo PDT
de São Paulo.
A ministra Ellen Gracie Northfleet, presidente
do STF, poderá decidir o pedido de liminar ainda nesta semana.
A partir do dia 1º, quando termina o recesso do Judiciário,
a ação será sorteada a algum outro ministro, que
levará o pedido ao plenário da corte para o julgamento
de mérito. Ainda não existe data marcada para esse julgamento.
Paulo Pereira da Silva disse que as entidades
são favoráveis a um modelo parecido com o de investimentos
em ações da Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce.
Mas não admitem que o governo confisque os recursos do FGTS para
a criação do fundo. O presidente da Força Sindical
anunciou que propostas alternativas para solucionar o caso serão
apresentadas ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, na semana que vem.
Nesta terça-feira, o presidente
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, também
criticou a medida provisória do FGTS. Busato lembrou que existe
uma lei que rege especificamente a destinação e aplicação
do FGTS e afirmou que a decisão de reverter tais recursos para
outras finalidades seria "absolutamente ilegal".
- A medida me parece ilegal - disse
o presidente da Ordem.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
25 de janeiro de 2007
Industriais otimistas com a economia
Redação O Estado
do Paraná
Brasília (AE) - O indicador
de expectativas dos empresários industriais para os próximos
seis meses também aumentou, segundo pesquisa da Confederação
Nacional da Indústria (CNI) divulgada ontem. O índice
apurado no levantamento atual foi 63,4 pontos contra 59,2 pontos registrados
no estudo de outubro passado. Em relação a janeiro de
2006, o aumento no indicador foi de apenas 0,6 ponto já que
naquele período estava em 62,8 pontos.
Na avaliação da CNI, “o crescimento da confiança
do industrial em janeiro é positivo, mas não foi forte o suficiente
para se esperar um aumento significativo no atual ritmo de expansão
da indústria. No primeiro semestre de 2007, o nível de atividade
deverá continuar crescendo, mas a um ritmo bem próximo ao atual”,
ressalta o documento.
A pesquisa mostra que os empresários apostam que a economia vai melhorar
nos próximos seis meses, com o indicador de expectativas para esse cenário
em 58,6 pontos, ante 54,2 do estudo de outubro. Também há uma
melhora de expectativas quanto ao setor de atividades e o próprio negócio.
Esses índices passaram de 55,8 para 60,6 pontos e 63,2 para 66,8 pontos,
respectivamente, e sempre comparando a pesquisa atual com a de outubro de 2006.
A CNI ouviu executivos de 189 grandes empresas e de 1.137 pequenas e médias
entre os dias 2 de janeiro e 19 de janeiro em 22 estados brasileiros. Pela
metodologia adotada, quanto mais acima de 50 pontos estiver o indicador apurado,
maior é o otimismo e a confiança dos entrevistados.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
25 de janeiro de 2007
Economista recomenda cautela no uso
do FGTS
José Cruz/ABr

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que não há risco
Curitiba- O trabalhador deve ter muita cautela antes de aplicar no Fundo de
Investimento em Infra-Estrutura com recursos do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS). A criação do fundo faz parte do Plano
de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado na última
segunda-feira pelo governo federal.
''O grande problema é o direcionamento
destes investimentos em infra-estrutura'', disse o coordenador do curso
de Economia da UniFAE (Centro Universitário Franciscano do Paraná),
Gilmar Mendes Lourenço. Ele lembra que, os trabalhadores que investiram
em ações da Petrobras com recursos do FGTS levaram uma
série de vantagens financeiras em função da credibilidade
da estatal e a forte presença da empresa como monopolista na área
de petróleo.
As ações da Companhia Vale
do Rio Doce que também podiam ser adquiridas com o FGTS tiveram
um aumento na cotação porque a empresa aproveitou a onda
de crescimento da economia internacional, puxada pela China.
Lorenço alertou que os investimentos
em infra-estrutura têm baixo retorno e tempo de maturação
longo. ''Não é um bom negócio porque o risco de
descontinuidade do investimento é elevado. Os investimentos em
infra-estrutura têm rentabilidade menor em relação
a média de outros investimentos em ações de companhias
que estão inseridas no mercado internacional'', destacou. Ele
disse que o trabalhador que aplicar no fundo terá mais rentabilidade
do que os 3% mais TR (taxa referencial) pagos pelo FGTS mas vai amargar
uma carência de cinco anos para usufruir dos benefícios
fiscais do fundo.
O economista chefe da agência de
classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini, acredita
que tudo depende de como o fundo será formatado. ''Se for nos
mesmos moldes das ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce,
acho que é extremamente positivo'', afirmou.
O trabalhador poderá aplicar até 10%
do FGTS no fundo. Ele lembrou que o poupador deve planejar até quando
pode deixar o dinheiro aplicado e verificar antes se não vai precisar
destes recursos para a compra de uma casa própria, por exemplo.
Além disso, deve verificar as taxas
que serão cobradas e o prazo de carência para retirar o
dinheiro do fundo. Ele lembrou ainda que, a rentabilidade de TR mais
6% ao ano projetada para o fundo já é o que a poupança
paga. Tanto a poupança como o fundo são isentos de Imposto
de Renda. Mas, na poupança não é necessário
pagar taxa de administração.
Agostini acredita que as aplicações
em infra-estrutura têm perspectivas boas de rendimento porque
há demanda para esta área.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
25 de janeiro de 2007
Cobrança mensal precisa ser
reavaliada
A cobrança mensal do Imposto de Renda Pessoa Física (IR), prevista
em lei, é outra questão que deveria ser reavaliada, segundo os
especialistas. O ponto discutido é o fato de que o saldo anual de tudo
que uma pessoa paga, muitas vezes não ultrapassa os R$ 14.992,32 (tabela
de 2006), o que implicaria em isenção. No entanto, como a cobrança é mensal,
se em qualquer mês do ano, por ventura, os ganhos ultrapassaram o limite
de R$ 1.257,12 será incidido o tributo (mesmo que a somatória
final não ultrapasse o teto de isento).
A Lei 7.713/88 dispõe sobre a cobrança
de impostos sobre bases corridas, ou seja, mensalmente, mas poderia ser
revista, comentou o advogado tributarista. ''Poderia ser estabelecido
um melhor escalamento dos ganhos'', exemplificou o advogado tributarista
e professor universitário Antônio Carlos Lovato.
Apesar de haver necessidade, ele
não acredita que o governo vá fazer qualquer alteração
em 2007, embora os rumores de uma possível reforma tributária
esteja bastante forte. ''Eu não tenho muita ilusão, não
acredito que será feita uma reforma. Antes disso, teria que
haver uma reestruturação dos gastos públicos'',
concluiu.(E.Z.)
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
25 de janeiro de 2007
Especialistas questionam regras do
IR
Advogados tributaristas e empresários
defendem mudanças em alguns pontos das leis que regem o
tributo
Advogados tributaristas e empresários
questionam alguns pontos e algumas leis que regem a cobrança
do Imposto de Renda Pessoa Física (IR) e apontam a necessidade
de alteração de algumas regras com o objetivo de
desonerar o bolso do contribuinte. Eles frisam que o momento é bastante
interessante para se pensar em mudanças, pois o governo
federal tem sinalizado uma possível reforma tributária.
Um dos pontos que deveria ser revisto, na opinião dos especialistas, é o
reajuste da tabela do imposto.
Segundo o advogado tributarista e professor
universitário Antônio Carlos Lovato, o limite atual de isento
de contribuintes que entram na alíquota de 15% ou de 27,5% é baixa.
''Qualquer pessoa que ganha R$ 3 mil de salário paga muito de
imposto porque entra nos 27,5%. A princípio é um valor ótimo
em termos salariais porque no Brasil poucas pessoas ganham isso. Mas
se for analisar todos os tributos que o contribuinte paga, o salário
fica bem reduzido'', destacou Lovato.
Para ele, o reajuste da tabela em 4,5%,
anunciado pelo governo no final de dezembro e que já está sendo
aplicado, melhora o cenário mas não resolve muita coisa.
''O governo reajustou a tabela de acordo com a inflação, é o
mínimo que ele tem que fazer. Mas o reajustamento da tabela precisa
ser maior'', pontuou Lovato. O advogado também lembrou que o teto
para gastos com instrução está baixo e precisa ser
revisto.
Outro exemplo de exagero no recolhimento
de tributos, conforme especialistas, é o de um funcionário
que recebe um salário mensal no qual incide a alíquota
de 15%, mas em um único mês recebe uma gratificação
do patrão e o salário ultrapassa os R$ 2.625,12 e o faz
arcar com um imposto que muitas vezes não vale a gratificação.
''A capacidade contributiva está sendo invadida'', pontuou Lovato.
De acordo com ele, em alguns bônus
salariais, como indenização ou ajuda de custo, não é tributado
o IR. Porém, em qualquer outra gratificação o
funcionário precisa pagar o imposto. Nas considerações
do advogado ele aponta que, logicamente, o contribuinte poderá ter
esse valor restituído após declarar o IR. Porém,
a restituição deveria ser mais rápida e não
meses depois do recolhimento como acontece atualmente. ''É preciso
urgente a decodificação da tabela e a elevação
dos tetos de cobrança do IR, além de agilidade no processo
de restituição'', frisou.
Erika Zanon
Reportagem Local
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
25 de janeiro de 2007
Impostos defasam renda do empregado
A carga tributária tem pesado no bolso do contribuinte e tem impedido,
muitas vezes, que os empresários paguem um salário maior aos
seus funcionários. ''Os tributos pesam tanto para o funcionário
quanto para o empresário. O recolhimento do INSS e do Imposto de Renda
defasa o salário do empregado e impede que, às vezes, a gente
o promova ou dê uma gratificação ao funcionário
porque a carga tributária é exorbitante'', lamentou um empresário
que preferiu não se identificar.
Segundo ele, já houve situações
em que o próprio empregado não aceitou o reajuste salarial
porque o custo-benefício não compensava. ''O imposto que
ele teria que pagar praticamente se igualaria ao aumento'', destacou
o empresário. Na opinião dele, é urgente uma reavaliação
da carga tributária no País e um dos pontos seria a redução
do INSS - hoje em 19% - e o reajuste da tabela do IR.
O empresário ressaltou que
a carga tributária inibe os investimentos e impede que o segmento
cresça, gere empregos e renda. ''É um freio para a economia'',
pontuou. Apesar da necessidade, o empresário não acredita
em grandes mudanças para este ano, mesmo diante dos comentários
de uma possível reforma tributária no País. ''Enquanto
o povo não reagir não terá solução'',
acrescentou. (E.Z.)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/01/2007
TST decide sobre validade de cláusula
de acordo coletivo
É válida a cláusula
constante em acordo coletivo de trabalho que institui contribuição
confederativa a ser calculada sobre os salários dos empregados,
sindicalizados ou não, quando a responsabilidade pelo recolhimento
dos valores é da empresa, sem ônus para os empregados.
Esta é a decisão tomada
pela unanimidade dos ministros que compõem a Seção
Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior
do Trabalho, ao apreciar o recurso adesivo interposto pelo Ministério
Público do Trabalho, em contenda envolvendo os sindicatos representantes
das categorias patronal e profissional de transportes rodoviários
de Londrina (PR).
O MPT pediu junto ao Tribunal Regional
da 9ª Região (Paraná) a nulidade da cláusula
24ª do acordo coletivo firmado entre as categorias patronal e profissional
de transporte rodoviário de passageiros, que institui a contribuição
para manutenção do sistema confederativo.
Segundo a cláusula, a assembléia
da categoria dos empregados autorizou o sindicato a efetuar a cobrança
da “Contribuição para Manutenção do
Sistema Confederativo”, conforme inciso IV do artigo 8º da
Constituição Federal, a ser paga mensalmente e na vigência
do Acordo, na base de 1% do salário básico de contribuição
para o INSS, de todos os empregados, associados ou não do sindicato.
A contribuição, no entanto, seria paga pela empresa e tal
pagamento não implicaria em reconhecimento pela empresa do direito
de cobrar a contribuição confederativa.
De acordo com o Ministério Público,
a cláusula deveria ser anulada por violar o direito de livre associação
ou sindicalização, previsto no artigo 8º, caput e
V da Constituição Federal.
O TRT/PR, seguindo entendimento do Supremo
Tribunal Federal, julgou improcedente o pedido sob o fundamento de que,
sendo o sindicato o representante de toda a categoria (artigo 8º,
II, da CF), é legítima a cobrança de contribuição
confederativa imposta indistintamente, para associados e não associados,
em convenção coletiva de trabalho. O MPT recorreu ao TST.
O ministro Milton de Moura França,
relator do processo, entendeu correta a decisão do TRT paranaense.
Segundo o relator, trata-se de instituição de contribuição
confederativa a ser calculada sobre os salários, mas não
incidente sobre eles. “Ao contrário, a cláusula dispõe
expressamente que é a empresa que a recolherá e que tal
pagamento não implica em reconhecimento, pela empresa, do direito
de cobrar a contribuição confederativa. Não onerando
os salários dos empregados sindicalizados nem os dos não-sindicalizados,
a cláusula sob exame encontra-se dentro do âmbito de disposição
dos atores sociais”, concluiu. (ROAA-28017/2001-909-09-00.2).
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25/01/2007
TST garante reintegração de
portador de deficiência
O dispositivo da legislação
previdenciária que impõe condição para a
dispensa dos portadores de deficiência pelas empresas de maior
porte representa uma espécie de garantia de emprego. O entendimento
foi manifestado pelo ministro Barros Levenhagen (relator) durante julgamento
em que a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho deferiu recurso
de revista a um trabalhador paulista, reconhecendo seu direito de voltar
ao emprego. Caso tenha sido substituído por outro trabalhador
em situação semelhante, o TST determinou, alternativamente,
o pagamento de indenização ao autor do recurso.
De acordo com o artigo 93 da Lei nº 8.213
de 1991, a empresa que possua mais de 100 empregados tem de preencher
de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas
portadoras de deficiência. O parágrafo primeiro do mesmo
artigo limita a possibilidade de dispensa desses trabalhadores. “A
dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao final
de contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias, e a imotivada,
no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer
após a contratação de substituto de condição
semelhante”, prevê o dispositivo.
O julgamento do TST reforma decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São
Paulo) que deferiu ao trabalhador demitido pela Este Engenharia e Serviços
Técnicos Especiais S/A o pagamento de horas extras com adicional
de 50%, aviso prévio, férias acrescentadas de 1/3, FGTS
e adicional noturno de 20%. O TRT-SP não determinou, contudo,
a reintegração do trabalhador por entender que a natureza
previdenciária da lei, limitada ao estabelecimento das cotas de
2% a 5%, inviabilizaria o retorno do deficiente aos quadros da empresa.
“O parágrafo primeiro do
artigo 93 impõe interpretação que não pode
ser dissociada do conjunto e limita-se a criar mecanismo que impede a
redução dessas cotas, não estabelecendo garantia
de emprego ou estabilidade em caráter individual ao trabalhador
beneficiário reabilitado ou portador de deficiência”,
registrou o TRT-SP.
A interpretação e a decisão
regional, contudo, foram consideradas equivocadas. Segundo Barros Levenhagen,
apesar de o critério de dispensa visar a manutenção
das cotas previstas no artigo 93, há uma interdição
do poder do empregador de promover dispensas prevista no parágrafo
1º, que “traz consigo a concessão de garantia de emprego”,
disse o relator.
“Porém, não se trata
de concessão de uma garantia de emprego por tempo indeterminado,
mas sim, de garantia provisória subordinada à comprovação
de posterior contratação de substituto de condição
semelhante”, acrescentou Barros Levenhagen.
A aplicação do entendimento
ao caso concreto assegurou a concessão do recurso para a reintegração
do trabalhador ao serviço com o pagamento dos salários
vencidos e vincendos (os que deixarem de ser pagos no intervalo entre
a decisão judicial e a efetiva volta à empresa). Caso a
empresa demonstre que contratou substituto de condição
semelhante, a decisão do TST será convertida em indenização
composta pelos valores de salários, 13º, férias, FGTS
e vantagens contratuais do período entre a dispensa e a contratação
do substituto. (RR 869/2004-242-02-00.3)

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