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FARSA DA NOVA CONFEDERAÇÃO
MARCADA AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO
Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região
TRT On-Line: TRT-MAIL
Acompanhamento
Processual em 1ª Instância
Comarca:
São Paulo – Capital- 11ª Vara do Trabalho
Processo: 00457200601102000-OUTRAS AÇÕES
Autor:
Federação dos Trab Ind Contr Mob Estado Amazonas
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Réu: Aécio Darli de Jesus Leite
DATA
05/02/07
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TRÂMITE
Marcação
de Audiência de Julgamento
para:
25/04/2007 / 16:00 – Julgamento
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Folha de São Paulo,
6 de fevereiro de 2007
Importado segura a indústria em
2006
Produção industrial cresce só 2,8% no ano, diz IBGE,
com aumento da demanda sendo atendida pelos produtos do exterior | Câmbio
valorizado e incentivo fiscal fazem setor de informática liderar
ganhos no ano, com um crescimento de 51,6%
JANAINA LAGE, DA SUCURSAL DO RIO
CLARICE SPITZ, DA FOLHA ONLINE, NO RIO
A produção industrial cresceu 2,8% em 2006, segundo o
IBGE. O real valorizado e o aumento da concorrência dos importados
levaram a indústria à menor expansão desde 2003.
Em 2005, o fôlego da produção foi maior, com alta
de 3,1%. As vendas industriais também cresceram pouco em 2006,
1,72%, segundo a CNI (leia texto abaixo). Assim como na produção
industrial, as vendas cresceram no fim do ano. Segundo o IBGE, apesar
do desempenho mais fraco, há sinais de melhora na qualidade da
expansão industrial. Em 2005, ela atingiu 49,7% dos produtos.
Em 2006, foi mais disseminada, atingindo 54,6%.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, culpou os juros
e o câmbio
pelo resultado fraco da indústria: "Se a política
econômica não for modificada, o desempenho continuará fraco",
disse. "Foi um ano fraco, pior que 2005. O desempenho não
significou uma demanda fraca, mas ela foi atendida em grande parte pelas
importações, não só de bens de consumo e
de capital, mas também com a entrada de matéria-prima para
a indústria", disse Bráulio Borges, analista da LCA
Consultores.
Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que
as importações de bens intermediários (insumos industriais)
cresceram 15,7%. O câmbio afetou segmentos exportadores e os que
sofrem diretamente com a concorrência dos importados. Em compensação,
auxiliou o setor de informática, com o aumento da importação
de componentes. O setor, também favorecido por incentivo fiscal,
teve a maior influência na expansão de 2006, com alta de
51,6%.
"Houve um crescimento maior dos setores ligados a bens de capital,
principalmente informática e máquinas e equipamentos. Isso é um
sinal de melhora do investimento. Os bens duráveis também
influenciaram, mas cresceram menos do que em 2005", afirmou Isabella
Nunes, do IBGE. Os bens duráveis (móveis e eletrodomésticos)
registraram alta de 5,8% contra uma expansão de 11,4% em 2005.
Os bens de capital passaram de 3,6% em 2005 para 5,7%. Os bens intermediários
ficaram abaixo da média -alta de 2,1%. Os bens semi e não-duráveis
(roupas e alimentos) cresceram 2,7%.
Segundo Borges, da LCA, os dados indicam que a indústria começa
o ano com um nível baixo de estoques, um indicador favorável.
Já Carlos Thadeu de Freitas, professor do Ibmec, acha que "a
capacidade de utilização da indústria está parada". "Qualquer
recuperação mais significativa deve ficar para o segundo
trimestre", avalia. Em dezembro, a indústria cresceu 0,5%
em relação a novembro e 0,4% na comparação
com dezembro de 2005, um resultado acima das projeções
de analistas. Foi o melhor dezembro da série, iniciada em 1991,
em nível de atividade, segundo o IBGE. Com a expansão maior
no fim do ano, a indústria cresceu 1,1% no quarto trimestre na
comparação com o terceiro.
Lula x FHC
Os dados do IBGE mostram
que a indústria cresceu em ritmo mais
acelerado no governo Lula. De 2003 a 2006 a expansão chegou a
14,9%. A taxa acumulada no governo FHC foi de 10,5% no segundo mandato
e 5,4% no primeiro. O desempenho da indústria nos últimos
quatro anos foi beneficiado pelo controle da inflação,
pelo aumento da massa salarial e do crédito e conjuntura externa
favorável.
FONTE: GAZETA DO POVO
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06
de fevereiro de 2007 | Economia
Ainda há “folga” no
uso do parque fabril
Brasília – O nível de utilização
da capacidade instalada na indústria de transformação
ficou em 82%, em dezembro de 2006, em termos dessazonalizados,
segundo a Confederação Nacional da Indústria
(CNI). O indicador estava em 82,2%, em novembro de 2006, e em 81,7%,
em dezembro de 2005.
A CNI destaca que a utilização
da capacidade instalada em dezembro é a mesma taxa observada para
as médias do quarto e do terceiro trimestres. No entanto, o nível
em que consolidou está um ponto porcentual acima da média
do índice, entre 2000 e 2006.
A CNI também avalia que a atividade
na indústria pode intensificar o ritmo de avanço no curto
prazo, sem provocar pressões de custo às empresas, porque
ainda existe “relativa folga” no parque fabril.
Mas ressalta que esta folga não é muito
grande, já que a capacidade instalada estabilizou-se acima da
média dos últimos anos, o que mostra a necessidade de
aumentar o investimento para que o país possa crescer a um grau
mais forte.
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INFOPESSOAL, 06 de fevereiro
de 2007
Número de trabalhadores cresce
mais que oferta de vagas, prova estudo
SÃO PAULO - O que a maioria dos
brasileiros já sabia por experiência própria foi
comprovado um por um estudo: está cada vez mais difícil
conquistar uma vaga de emprego. Conforme levantamento públicado
pelo economista Márcio Pochmann, professor da Universidade de
Campinas (Unicamp), aumentou a inserção de trabalhadores
no mercado, sem que a oferta de vagas acompanhasse o mesmo ritmo.
Na média Brasil, enquanto o total
de postos cresceu 2,32% de 1990 a 2005, a População Economicamente
Ativa (PEA) apresentou alta de 2,76%. E a tendência foi verificada
em todas as regiões. A análise foi feita com base nos dados
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Maior intensidade
"A maior intensidade se deu justamente
nas regiões Norte e Centro-Oeste, responsáveis pelos maiores
ritmos de economia regional", afirmou o docente no documento de
divulgação. Segundo ele, o fenõmeno é resultado
também do aumento do fluxo migratório para essas regiões.
Veja: na região de Brasília
a PEA expandiu-se em 2,83%, enquanto a oferta de vagas cresceu 2,35%.
Já no Norte esse ritmo foi de 5,48% e 4,99%, respectivamente.
Desemprego
A variação média
anual do desemprego nas regiões brasileiras dos 15 anos analisados
mostra, segundo o docente, "a ineficência da economia brasileira". "O
desemprego cresce em todas as regiões", afirmou, em entrevista
a InfoMoney. Veja as taxas:
Brasil: 10,56%
Norte: 13,22%
Centro-Oeste: 11,71%
Sudeste: 10,42%
Nordeste: 9,45%
Sul: 8,31%
Por Estado, a menor variação
foi verificada na Paraíba (6,85%). Já a maior, em Mato
Grosso (15,27%). Em São Paulo, o nível também ficou
acima da média (11,42%).
Emprego formal x informal
No entanto, conforme a pesquisa, o período
entre 1990 e 2005 foi marcado pelo aumento no nível de emprego
formal, em comparação com o número de vagas informais.
A média brasileira anual foi de 2,37% para vagas registradas contra
1,76% daquelas sem garantias ao trabalhador.
Apenas os Estados de São Paulo
e Amazonas apresentaram alta no número de emprego informal acima
do daqueles com carteira assinada. As variações foram de,
respectivamente, 2,09% e 1,38%; e 4,62% e 3,37%.
Vale ressaltar que o Paraná não
registrou aumento no corpo de trabalhadores sem registro. O índice
ficou estável, contra alta de 2,33% no número de vagas
de acordo com a legislação.
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Nova Central, 6 de fevereiro
de 2007
Taxa de Rematrícula não
pode virar uma 13ª mensalidade
O filho cursar uma faculdade é um motivo de orgulho e gera um sentimento
de dever cumprido para os pais. Mas a faculdade de Jornalismo que Ricardo está freqüentando
adota uma curiosa metodologia: obriga os seus alunos ao pagamento de uma estranha ‘Taxa
de Rematrícula’ no início de cada ano letivo, tornando-se,
na verdade, uma 13ª prestação. Ou seja, para um ano de 12
meses, a faculdade presta nove meses de serviço (excluindo os meses
de férias) e cobra o equivalente a treze mensalidades. O pior de tudo, é que
o pai de Ricardo está desempregado e a direção da escola
já informou que se não pagar as mensalidades atrasadas, o aluno
não poderá continuar a estudar, mesmo pagando a taxa de rematrícula.
Cuidado!!! Nessa época do ano,
há muitos abusos contra alunos por parte de escolas, faculdades
e universidades privadas. Listas de materiais, recusa em devolver o dinheiro
da matrícula e multas extorsivas são alguns exemplos. Tem
escolas que adotam o sistema de semestre letivo e outras de ano letivo.
Em ambos os casos, é praxe das instituições de ensino
particulares (desde uma escola de inglês até uma faculdade)
aproveitarem o início de um novo período escolar para cobrar
do aluno duas coisas: mensalidades atrasadas e taxa de rematrícula.
Escolas, faculdades e universidades estão
subordinadas às normas estabelecidas pela Lei Federal 9.870/99
e pelo Código de Defesa do Consumidor. As instituições
de ensino são prestadoras de serviço educacional e, como
entes privados, devem receber para isso e têm o direito de exigir
o pagamento dos débitos atrasados para a renovação
da matrícula do aluno.
De acordo com o artigo 5º da Lei
9.870/99, os estabelecimentos escolares podem impedir um aluno de continuar
um curso pela falta de pagamento das prestações relativas
a períodos letivos anteriores. Mas, se por um lado, a lei faculta
o direito de não renovar a matrícula de alunos em situação
de inadimplência, por outro lado, essa mesma lei dispõe
que as escolas não podem negar ao estudante o histórico
e a grade curricular relativos ao período letivo cursado. Então,
para os inadimplentes a melhor solução é tentar
fazer um acordo com a instituição e parcelar sua dívida.
Se não houver acordo, além de ficar sem estudar, o acadêmico
inadimplente poderá ser cobrado judicialmente.
Com as alterações impostas
em janeiro de 2003 com o advento do novo Código Civil, as escolas
e estabelecimentos de ensino em geral têm até cinco anos
para cobrar as mensalidades em atraso (Código Civil, artigo 206, § 5º,
inc. I). Quando se trata de reajuste da mensalidade, sugiro que o consumidor
guarde pelo menos o último comprovante de pagamento do ano letivo
anterior. Assim, se mantém aberta a possibilidade de contestar
o último reajuste praticado pela escola, que tem por base justamente
o valor da última prestação do ano anterior.
De acordo com a lei, para calcular o índice
de aumento das mensalidades, deve-se levar em consideração
a planilha de gastos da escola (que deverá ser divulgada), sendo
que eventual reajuste deve ser informado com antecedência mínima
de 45 dias antes do prazo limite para a matrícula.
Agora virou moda essa tal de "rematrícula".
Muitas instituições educacionais obrigam os alunos ao pagamento
de uma estranha ‘Taxa de Rematrícula’ no início
de cada ano letivo, tornando-se, na verdade, uma 13ª prestação.
A lei é clara: a matrícula não pode constituir uma
parcela a mais, como uma 13ª mensalidade, pois isto é ilegal.
Isso sem falar quando as faculdades adotam o regime semestral e cobram
duas rematrículas por ano, totalizando 14 prestações
anuais. Essa prática é imoral porque muitas vezes estoura
o orçamento dos jovens que trabalham para pagar os seus estudos.
Portanto, não pague a taxa de rematrícula.
Os pais (ou os alunos já maiores de idade) mantém com o
estabelecimento educacional um contrato de prestação de
serviços com tempo determinado. Por exemplo, o curso de jornalismo
dura quatro anos e, geralmente, o período letivo se inicia em
janeiro e termina em dezembro. Não é permitido cobrar uma
taxa do aluno a cada vez que ele passa de ano.
A Lei 9.870/99, que regula as matrículas
escolares, estabelece que o valor total do contrato de ensino terá vigência
por um ano e será dividido em doze ou seis parcelas mensais iguais,
sendo facultada a apresentação de planos de pagamento alternativos,
desde que não excedam ao valor total do contrato. Então,
que fique claro: só é permitido cobrar a rematrícula
do aluno se o valor dessa taxa for descontado da mensalidade subseqüente
ou do valor total do contrato com a entidade educacional. Caso contrário,
recuse-se a pagar rematrícula e procure o Procon ou ingresse com
uma ação no Juizado Especial Cível pedindo a devolução
em dobro daquilo cobrado indevidamente. E vale ressaltar também
que os alunos já matriculados, salvo quando inadimplentes, terão
direito à renovação automática das matrículas.
As instituições de ensino
não podem cobrar duas parcelas no mesmo mês. Por exemplo,
em janeiro, cobrar rematrícula + mensalidade. Isso é ilegal!
Os alunos só devem pagar no máximo uma parcela por mês,
de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e de acordo com
a Lei 9.870/99. A vítima lesada deve procurar o Procon ou ingressar
com uma ação no Juizado Especial Cível (popularmente
conhecido por "Juizado de Pequenas Causas").
Seria interessante os pais e mães
se reunirem e formarem uma comissão para que assim, juntos,
pudessem ingressar com uma ação coletiva contra a escola
ou faculdade. Sairia muito mais barato e o poder de pressão
aumentaria consideravelmente. E lembre-se que, em caso de atraso no
pagamento, a multa só pode ser de 2%. Se a instituição
cobrar mais do que isso, você poderá pedir na Justiça
a devolução em dobro daquilo cobrado indevidamente.
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Nova Central, 6 de fevereiro
de 2007
Brasil registrou quase 500 mil acidentes
de trabalho em 2005, aponta relatório
O Brasil registrou 491.711 acidentes de trabalho
em 2005. Número maior que de anos anteriores. Em 2003, foram
399.077 e 465.700 em 2004. Mais da metade ocorreu na região
Sudeste, onde 279.680 pessoas tiveram algum tipo de acidente de trabalho.
Os dados foram divulgados na última
semana pelos ministérios da Previdência Social e do Trabalho
e Emprego em publicação que tem por base informações
coletadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio da
Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). A publicação
oferece uma série de elementos que favorecem a busca de soluções
para diversas questões em saúde e segurança no trabalho.
A maior parte dos acidentados é de
homens (378.604) de 25 a 29 anos (75.046). O mês com maior ocorrência
foi agosto (45.258) e o menor fevereiro (36.962). A publicação
apresenta dados sobre acidentes de trabalho, suas principais conseqüências,
os setores de atividades econômicas e a localização
geográfica de ocorrência dos eventos. A idéia é com
o diagnóstico, propiciar a elaboração de políticas
mais eficazes nas áreas relacionadas com o tema.
De acordo com uma lei de 1991, acidente
de trabalho ocorre no exercício da atividade a serviço
da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional, de caráter temporário ou permanente. Pode causar
desde um simples afastamento, a perda ou a redução da capacidade
para o trabalho ou morte.
Para que o acidente ou doença ser
caracterizado como acidente de trabalho é preciso que seja determinado
pela Perícia Médica do INSS. O médico-perito do
instituto poderá decidir o retorno ou não do segurado ao
trabalho. A empresa é responsável pela comunicação
do acidente de trabalho até o primeiro dia útil seguinte
ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade
competente. A comunicação pode ser feita pelas entidades
de classe, como os sindicatos, e também pelo Centro de Referência
em Saúde do Trabalhador (Cerest).
São considerados acidentes de trabalhos:
decorrente da atividade profissional, no trajeto entre a residência
e o local de trabalho ou doença produzida ou desencadeada da atividade.
Mortes
O País ainda registrou 2.708 casos
de morte decorrentes de acidentes de trabalho no ano de 2005. Maior que
em 2003, quando foram registradas 2.647 mortes. Os dados estão
presentes em Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho
(AEAT) também divulgado na última semana pelos ministérios
da Previdência e do Trabalho. O maior número de mortes ocorreu
em São Paulo, com 670 ocorrências, seguido por Minas Gerais
com 351 e Paraná com 206.
A maioria dos acidentes de trabalho, registrada
nos dados, consta de ferimento do punho e da mão, com 68.034 casos,
seguido por fratura do nível do punho e da mão, com 33.865
e traumatismo superficial do punho e da mão, com 27.252 ocorrências.
O Coordenador da Área Técnica
de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde,
Marco Perez, disse que são comuns os acidentes envolvendo as mãos. “Então,
programa de proteção a mãos, incluindo construção
civil e pessoal que trabalha com operação de máquinas é bastante
importante”, observou.
Na área rural também é comum
o acidente nas mãos. Perez contou que no agreste nordestino
o cultivo do sisal há muitos anos gera acidentes de trabalho
que causam, inclusive, a amputação das mãos, de
adultos e até crianças. Para tentar resolver o problema,
foi instalado no agreste da Bahia um Centro de Referência de
Saúde do Trabalhador, que vai trabalhar não só o
ponto de vista curativo, mas também o preventivo.
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Diário Vermelho, 6
de fevereiro de 2007
Centrais sindicais preparam unificação
Salim Reis, presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores
(CGT), reuniu-se no final de janeiro com o governador de Pernambuco, Eduardo
Campos (PSB). O encontro fez parte da agenda programada pela CGT para tratar
seu plano de unificação com as centrais CAT (Central Autônoma
de Trabalhadores) e SDS (Social Democracia Sindical).
Durante a reunião, Salim Reis se
pôs à disposição do governador para estreitar
as relações entre o estado e os trabalhadores. "Nós
acreditamos muito no governo de Eduardo Campos e estamos aqui, para ajudá-lo
na geração de emprego e renda em Pernambuco", afirmou
Salim. O dirigente esteve no gabinete do governador acompanhado pela
direção estadual da CGT.
O governador agradeceu a iniciativa e lembrou que ele também é um
companheiro dos trabalhadores na luta por emprego e renda. "É bom
saber que posso contar com pessoas que buscam soluções de forma
organizada. Vocês podem contar comigo", garantiu.
Eduardo Campos e Salim Reis concordaram que a união das centrais sindicais
fortalecerá ainda mais a luta dos trabalhadores. O sindicalista também
se reuniu com representantes da CAT e da SDS para discutirem a atuação
da nova entidade. "Os pernambucanos estão otimistas", comentou
Salim. "Agora mobilizaremos o resto do País."
Em março, o presidente da CGT participará de reuniões
entre os sindicatos afiliados às centrais por região - Norte
em Belém, Nordeste em Recife, Centro-Oeste em Brasília, Sudeste
em São Paulo e Sul em Curitiba.
FGTS no PAC
As centrais sindicais se reúnem
nesta terça-feira (6/02) com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
para discutir mudanças na utilização de recursos
do FGTS no PAC. A reunião será realizada a partir das
15h, no ministério, com a participação de representantes
da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical,
CGTB (Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil),
CGT, CAT e SDS.
A Força entrou com uma ação junto ao STF (Superior Tribunal
Federal), no último dia 23, contra a medida que estabelece, inicialmente,
a utilização de R$ 5 bilhões do FGTS em investimentos
de infra-estrutura. "Vamos propor a criação do Fundo de
Investimento do Trabalhador (FIT-FGTS)", disse Paulo Pereira da Silva,
o Paulinho, presidente da Força Sindical.
" Queremos garantir o direito de escolha do trabalhador em usar os recursos
do FGTS em obras de infra-estrutura. Iremos com a expectativa de que o governo
apresente mudanças", acrescenta o sindicalista, que também é deputado
federal. Da redação, com agências.
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Folha de São Paulo,
6 de fevereiro de 2007
Foco
No 1º dia de trabalho, deputados
vão a sessão para "treinar" discursos
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A fim de mostrar serviço logo no
primeiro dia de trabalho, deputados novatos participaram da sessão
não-deliberativa de ontem, dia em que tradicionalmente a Câmara
fica vazia. A disposição ajudou a registrar a presença
de 131 deputados. No ano passado, houve dias em que a sessão não
pôde ser realizada, pois não havia o número mínimo
de 51 parlamentares.
A maioria dos novatos sentou-se
nas cadeiras próximas aos microfones, alguns para fazer apartes
aos discursos dos colegas. A deputada Jusmari Oliveira (PFL-BA) esperou
o discurso de Waldemir Moka (PMDB-MS) sobre a febre aftosa para defender
o setor agrícola. "Não poderia deixar de comparecer
na minha primeira sessão. O Brasil está de olho",
disse. Um dos poucos que conseguiu discursar, o deputado Chico Lopes
(PC do B-CE) comemorou o feito. "Antes falava só para Fortaleza.
Agora, falo para o Brasil". O deputado Praciano (PT-AM) não
fez discurso, mas destacou sua presença: "Foram dois apartes.
Só para treinar".
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06
de fevereiro de 2007 | Economia
Vendas sobem 1,93% em dezembro no
cálculo da CNI
Brasília – As vendas reais na
indústria de transformação no Brasil cresceram
1,93% em dezembro de 2006 ante igual mês de 2005 e 2,92%
na comparação com novembro de 2006, sem ajuste sazonal.
Os dados foram divulgados ontem pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). De acordo com os indicadores
industriais, as vendas reais acumularam uma expansão de
1,72% em 2006 em relação a 2005. O número
de horas trabalhadas praticamente se estabilizou, apresentando
um avanço de 0,59% em dezembro do ano passado ante dezembro
de 2005 e uma queda de 0,69% na comparação com novembro
de 2006.
No acumulado do ano, as horas trabalhadas
na produção cresceram 1,8% em relação a 2005.
Segundo a CNI, “a combinação de aceleração
do ritmo de crescimento das vendas e a acomodação das horas
trabalhadas na produção sinaliza uma queda de estoques,
o que provoca uma percepção positiva para a atividade industrial
neste início de 2007”.
A expansão das vendas em relação
a novembro foi a maior expansão mensal desde agosto de 2004. No
quarto trimestre, as vendas reais ampliaram-se 3,92% em relação
ao terceiro trimestre. Segundo a CNI, as vendas cresceram estimuladas
pelo aumento da renda da população, pela expansão
do crédito e pela estabilidade da taxa de câmbio. A entidade
também destaca que as vendas na indústria subiram em oito
dos últimos dez meses.
Em relação ao emprego,
os postos de trabalho na indústria cresceram 3,89% em dezembro
em relação a dezembro de 2005 e tiveram uma queda de
0,04% na comparação com dezembro de 2006. No acumulado
do ano, o número de empregos na indústria subiu 2,21%
ante 2005.
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JORNAl O ESTADO DO PARANÁ,
06 de fevereiro de 2007
Presidente do TSE desafia parlamentares
Redação O Estado
do Paraná
Foto: Ciciro Back/O Estado

Ministro do Supremo, Marco Aurélio diz: “Eu ganho R$ 24,5 mil,
mas tenho um sócio, que é o próprio Estado”.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio
Mello, lançou ontem, em São Paulo, um desafio aos parlamentares
que desejam congelar o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal
(STF) por quatro anos, até que as remunerações dos integrantes
dos três poderes sejam equiparadas e um teto salarial possa ser estabelecido
de forma definitiva pelo Congresso.
“ Eu faço um desafio: troco o que ganho pelo que ganha um deputado
e um senador. Vamos colocar no lápis as vantagens dos parlamentares. Se
as vantagens não forem três vezes maiores do que recebe um ministro
do STF, eu deixo a cadeira que tenho no Judiciário”, afirmou, após
conceder a aula inaugural na Faculdade de Direito das Faculdades Metropolitanas
Unidas (FMU).
Mello informou que tem um ordenado bruto hoje de R$ 24,5 mil e criticou o governo,
sob argumento de que o vencimento dele cai muito após os descontos. “Eu
ganho R$ 24,5 mil, mas tenho um sócio, que é o próprio
Estado. Aí, meu líquido fica em torno de R$ 17 mil”, cutucou.
Mello rebateu também as denúncias de que houve fraude eleitoral
nas urnas eletrônicas de Alagoas nas últimas eleições. “São
estudos elaborados a pedido de um perdedor das eleições e foram
feitos sem acesso à inteligência do sistema, que somente é acessível
ao TSE”, menosprezou.
O presidente do TSE ressaltou, entretanto, que, mesmo tendo confiança
absoluta no sistema, pediu uma perícia para a Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp), no interior paulista, e o Instituto Técnico da
Aeronáutica (ITA) “para afastar totalmente qualquer dúvida
a respeito do que nós estamos fazendo”. O candidato derrotado
a governador de Alagoas João Lyra (PTB) entrou com ações
na Justiça em dezembro requerendo a anulação do pleito
e a cassação do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).
O Tribunal Superior negou a existência de fraude, mas um laudo anterior,
encomendado a uma consultoria particular e assinado por um professor do ITA,
apontou “pouca confiança no software rodado na urna e pouca confiança
no resultado apurado”.
“ O laudo é de um professor que integrou ou integra o ITA tanto
que o ITA dirigiu um ofício ao TSE dizendo que aquele pronunciamento não
era de autoria da instituição”, afirmou. Mello defendeu as
urnas e afirmou confiar, plenamente, na estrutura de apuração de
votos. “É um sistema em que tudo fica registrado, inclusive a mão
de terceiros, e é, portanto, possível perceber se houve desvirtuamento.
Agora, não creio que tenha havido esse desvirtuamento, mas, se houve,
haverá conseqüências”, afirmou.
“ Vamos aguardar os laudos da Unicamp e do ITA. Tenho certeza de que nós
continuaremos tendo a urna eletrônica como um verdadeiro orgulho nacional
em termos da escolha dos representantes e em termos de fidelidade à vontade
dos eleitores”, acrescentou, lembrando que o sistema é usado há mais
de dez anos e que, nesse período, nunca houve impugnação
ou “indícios minimamente sérios” de adulteração.
Desafio causa irritação nos parlamentares
Brasília - A declaração do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, irritou os parlamentares.
Todos concordam que aumento de mais de 90% é exagerado, mas afirmam
que o desafio do ministro foi colocado de forma indevida. “O que o ministro
disse procede, mas eu acharia melhor que ele não tivesse feito o desafio
em nome das harmonias dos poderes”, disse o senador Jefferson Peres (PDT-AM).
O líder do PFL, José Agripino Maia (RN), apesar de dizer que
preferia não entrar na discussão, afirmou: “Duvido que
um homem inteligente como o Marco Aurélio faria um desafio como este
aos parlamentares”. Apesar de discordar do desafio feito pelo presidente
do TSE, o discurso dos senadores é de que o reajuste do salário
deve ser feito apenas de acordo com a inflação. “A minha
posição pessoal é de que o rejuste deve ser no máximo
de acordo com a inflação”, disse Agripino. “Somando
tudo que nós ganhamos dá mais do que qualquer ministro do STF
(Superior Tribunal Federal)”, completou Peres.
Atualmente, os ministros do STF recebem R$ 24,5 mil por mês, enquanto
deputados e senadores ganham R$ 12,8 mil, mais todos os benefícios,
como verba indenizatória, verba de gabinete, que pode elevar os recebimentos
para mais de R$ 50 mil. Na última legislatura, os parlamentares chegaram
a aprovar aumento de seus próprios salários em mais de 90%, equiparando
ao teto do Judiciário. O reajuste, no entanto, foi barrado pelo STF.
Na segunda-feira, antes das declarações de Marco Aurélio,
o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
recuou de sua posição e disse que a questão agora não
seria uma prioridade na pauta da Casa.
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JORNAl O ESTADO DO PARANÁ,
06 de fevereiro de 2007
Registro sindical pela internet dá resultado
Redação O Estado
do Paraná
Após pouco mais de um mês
de implantação, o Registro Sindical On-line contabiliza
mais de 80 solicitações de entidades sindicais. Antes,
a média era de 70 pedidos por mês. O objetivo do sistema é o
de permitir que as entidades que ainda não atualizaram seus dados
cadastrais, ou que queiram pedir registro sindical, o façam diretamente
pela internet, tornando mais ágil o processo: não é necessária
a presença do representante do sindicato à sede do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE).
Outro objetivo do novo sistema é tornar o processo de registro e atualização
de dados ainda mais transparente, pois a entidade pode acompanhar a tramitação
do pedido via internet. O novo procedimento permite a padronização
da solicitação, uma vez que não havia formulário
de preenchimento. Antes, era feito apenas o protocolo de recebimento da documentação.
Agora, o pedido de registro é feito por meio de um formulário
na página do MTE na internet (www.mte.gov.br/reg—sindical/default.asp).
O sindicato deve informar os dados, como nome da entidade, endereço,
categoria a qual representa e base territorial. Depois, a entidade deve procurar
a Delegacia Regional do Trabalho mais próxima para a entrega da documentação.
O registro sindical atribui ao sindicato a prerrogativa de representar a categoria
e fazer a negociação em nome dela. Enquanto não obtiver
registro, o sindicato é apenas uma associação civil, mesmo
que tenha CNPJ.
Dúvidas: atendimento.srt@ mte.gov.br ou (61)
3317-6798/6792.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de fevereiro de 2007 \ Economia
Gelre recrutará cerca de 4
mil temporários para a Páscoa
Oportunidades são para atuar tanto
no ponto-de-venda quanto na linha industrial
Pedro Henrique França
SÃO PAULO - O mercado já iniciou
a busca de profissionais para contratações temporárias
na Páscoa. A Gelre, empresa especializada em Recursos Humanos,
anunciou nesta segunda-feira que irá abrir vagas para cerca de
4 mil trabalhadores em todo o Brasil. As oportunidades são para
atuar tanto no ponto-de-venda quanto na linha industrial. Segundo a Gelre,
o incremento da demanda foi 36% superior ao ano passado.
As contratações serão
dividas em duas etapas. Em fevereiro, estarão abertas as oportunidades
para o setor industrial, para vagas em linhas de produção,
como montadores de ovos e supervisores. A remuneração média
desta categoria é de R$ 500,00 a R$ 1.200,00. Em março,
quando acontece o maior volume de contratações, segundo
a Gelre, as oportunidades são voltadas para o segmento de promoção.
De acordo com a empresa de Rh, o setor
do varejo é o que mais absorve - em média 70%. As vagas
disponíveis são para promotores de vendas que irão
atuar na montagem de parreiras, reposição de produtos e
atendimento ao público. A remuneração média é de
R$ 470,00 a R$ 530,00, com benefícios diversificados.
Entre as exigências, é necessário
o candidato ter concluído o ensino médio e ter disponibilidade
de horário. Além disso, outros requisitos são: ter
boa desenvoltura no atendimento ao público, criatividade, organização
e trabalho em equipe. A gerente de Recursos Humanos da Gelre, Sidnéia
Palhares, lembra aos candidatos que mesmo sendo um trabalho temporário, é possível
a efetivação. Em média, de 15% a 30% do total de
contratados são efetivados. Por isso, avisa aos que pretendem
ser efetivados: "É interessante que mantenham boa conduta,
pois o desempenho, a postura e a iniciativa são fatores levados
em consideração pelo empregador."
O processo de seleção
envolve entrevistas e dinâmicas e vai até o inicio de
março. Os interessados podem se inscrever na Central de Cadastro,
localizada na região central da capital paulista, ou nas unidades
Gelre ou pelo site da empresa. O cadastramento é gratuito.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de fevereiro de 2007 \ Economia
IR poderá ser parcelado em 8
vezes e com débito em conta
A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira
as regras para o pagamento neste ano do Imposto de Renda Pessoa Física
(IRPF) referente ao ano-base 2006
Fabio Graner
BRASÍLIA - Os contribuintes do
Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) que tiverem imposto a pagar
neste ano relativo ao ano-base 2006 poderão parcelar o débito
com o fisco em até oito vezes e permitir que as parcelas tenham
desconto automático na sua conta corrente. Essas são as
principais inovações que constarão da Declaração
do IRPF 2007 (ano-base 2006), informou nesta segunda-feira o supervisor
nacional do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir. Até o
ano passado, quem tinha imposto a pagar poderia parcelar o débito
em no máximo seis vezes, e efetuava o pagamento somente por meio
de boleto bancário - o Documento de Arrecadação
de Receitas Federais (Darf).
O valor das parcelas será, como
sempre, corrigido pela taxa básica de juros, a Selic (atualmente
em 13% ao ano). Com o débito automático, a Receita espera
resolver o problema do cálculo do reajuste das parcelas, o que
causava muitos erros, pois muitos contribuintes faziam a conta errada
e acabavam por ficar com dívida junto ao Fisco.
Esse problema, agora, fica resolvido se
a pessoa exercitar a opção pelo débito automático
em conta corrente. "Nessa opção, a Receita se encarrega
do cálculo da correção das parcelas do imposto devido
e faz o débito na conta", explicou o supervisor nacional
do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir, acrescentando que
todos os bancos estão habilitados para o débito automático.
Ele explicou que o débito em conta
só ocorrerá a partir da segunda parcela, já que
a primeira quota do imposto devido tem que ser paga obrigatoriamente
por meio do Darf. Sobre essa primeira parcela não incide juros.
Se o contribuinte optar pelo pagamento à vista, também
não terá incidência da taxa Selic.
Veja abaixou outras novidade para
a declaração do IR
- Doações a campanhas eleitorais:
pela primeira vez, doações a campanhas eleitorais terão
de constar da declaração. Em função de portaria
conjunta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Receita Federal, editada
em janeiro de 2006, na esteira da crise política, a declaração
do IRPF 2007 (ano-base 2006) terá uma ficha exclusiva para as
doações de campanha e, no resumo da declaração,
uma linha irá expor o valor total.
-
- CPF de dependentes maiores de 21 anos: a partir de agora, o contribuinte
deverá informar o CPF de dependentes maiores de 21 anos. Antes, esta
informação não era obrigatória. Com a nova regra,
o não preenchimento vai bloquear o envio.
-
- Lucros e dividendos: também terão de ser detalhadas as informações
sobre os valores recebidos a título de lucros e dividendos. Dados como
tipo de beneficiário (titular ou dependente, CNPJ e nome da fonte pagadora)
deverão constar da declaração.
-
- INSS da doméstica: a partir desta declaração, o empregador
que recolhe contribuição ao INSS em nome da doméstica
poderá deduzir o valor, com limite de R$ 522, ao qual pode somar R$
12 para quem pagou férias até abril, e R$ 14, a partir de maio.
A patroa pode considerar para dedução apenas o valor equivalente à alíquota
de a 12% de sua competência, ainda que pague a parte da doméstica.
-
- Entrega no exterior: a declaração poderá ser feita somente
via internet; não será mais aceito formulário nos consulados
e embaixadas.
Regras mantidas
- Quem é obrigado a contribuir:
este ano, estão obrigados a fazer a declaração anual
de Imposto de Renda Pessoa Física todos os contribuintes que obtiveram
rendimentos tributáveis acima de R$ 14.992,32. O valor é decorrente
da correção da tabela em 8%, promovida no ano passado,
quando o limite anual de isenção era de R$ 13.968,00. A
tabela do IRPF 2007 (ano-base 2006) estabelece que são tributados
em 15% as pessoas que tiveram renda entre R$ 14.992,32 e R$ 29.958,88
e em 27,5%, acima deste último valor.
- Além dos contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis
superiores a R$ 14.992,32 em 2006, estão obrigados a fazer a declaração
de IRPF quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou
tributáveis exclusivamente na fonte superiores a R$ 40 mil, obteve receita
bruta de atividade rural acima de R$ 74.961,60, teve patrimônio superior
a R$ 80 mil, realizou operações em bolsas de valores ("e
assemelhadas"), passou a residir no Brasil, teve participação
superior a R$ 1 mil em quadro societário de empresas ou realizou em
qualquer mês de 2006 alienação de bens ou direitos com
apuração de ganho de capital sujeito a incidência do IR.
- Deduções: O limite de
dedução por dependentes subiu de R$ 1.404,00 para R$ 1.516,32,
de gastos com instrução de R$ 2.198,00 para R$ 2.373,84
e as despesas médicas continuam sem limites para dedução,
respeitados os tipos de pagamentos aceitos pela Receita Federal como
dedutíveis (médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas,
terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, exames laboratoriais
e serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e
próteses ortopédicas e dentárias.
- Período de entrega: de 1º de
março a 30 de abril de 2007 e a multa por atraso será de
1% ao mês, sendo observados os valores mínimos de R$ 165,74
(mesmo se não houver imposto devido) e máximo de 20% do
imposto devido.
- Meios de entrega: as declarações
poderão ser entregues por meio da internet, com os programas IRPF
2007 e Receitanet; por disquete entregues nas agências do Banco
do Brasil e da Caixa Econômica Federal; no próprio site
da Receita no caso de declaração simplificada online; em
formulário de papel nas agências dos Correios. No exterior,
a declaração só poderá ser feita pela internet,
e não será mais aceita entrega por meio de formulários
nos postos do Ministério das Relações Exteriores.
- Modelos: as declarações
poderão ser completa e simplificada. Neste último modelo,
o desconto continua de 20% dos rendimentos tributáveis, mas limitado
ao valor de R$ 11.167,20 (no ano passado, era R$ 10.340,00).
Expectativa
Adir afirmou que espera que 23,5
milhões de pessoas façam neste ano declaração
do IRPF. No ano passado, foram entregues 22 milhões de declarações. "Acertamos
na mosca a previsão para 2006", disse, explicando que o
crescimento previsto para 2007, mesmo com o reajuste de 8% na tabela
promovido no ano passado, é conseqüência da expansão
do emprego e também do aumento da renda dos trabalhadores.
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JORNAL DE ITUPEVA / SÃO
PAULO, 06 de fevereiro de 2007
Irlanda quer brasileiros para construção
civil
Ivan Marcos Machado
Um grupo de empresários da Irlanda do Norte procura no Brasil quem esteja
interessado em trabalhar na construção civil. Os salários
vão de R$ 960,00 a R$ 1.600,00 por semana. Os candidatos devem ter experiência
de 7 anos na profissão como pedreiro, carpinteiro e assentador de pisos,
desde mármore, granito e azulejos.
O empresário Marcelo Toledo, da
empresa de intercâmbio M. Brazil informa que não é necessário
saber o inglês para poder participar da seleção.
A idade máxima é de até 45 anos. A empresa contratante
exige duas fotos 3 x 4 e caso o candidato esteja interessado em viajar
para a Irlanda, o contrato será de dois anos. A empresa não
paga a passagem aérea. Ela oferece 500 vagas para a construção
civil, devido a falta de mão-de-obra especializada naquela região.
Mais informações podem ser
obtidas pelos telefones (0xx11) 4521-4090 e (0xx11) 9339-6732, ou ainda
pelo site da internet: www.mbrazil.com.br.
A M. Brazil fica na Rua Antonio Devizate,
30, Vila Rio Branco, entre o Maxi Shopping e a empresa Expresso Jundiaí.
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de fevereiro de 2007
Doença do trabalho
Banespa é condenado a indenizar
empregado com LER
O Banco do Estado de São Paulo
(Banespa) foi condenado a pagar R$ 63 mil de indenização
para um empregado que adquiriu Lesão por Esforço Repetitivo
durante o contrato de trabalho. A decisão é da 6ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho.
O empregado foi contratado pelo Banespa
em dezembro de 1988, na função de caixa. Alegou que sua
jornada de trabalho era das 11h às 19h, sem intervalo para descanso.
Disse que em um só dia chegava a autenticar cerca de 400 documentos.
Na época não havia leitura por código de barras.
Portanto, ele era obrigado a digitar todos os números.
No ano de 2000, começou a sentir
fortes dores nos braços até chegar a ponto de não
conseguir fazer mais as tarefas corriqueiras como pentear o cabelo ou
escovar os dentes. O INSS o afastou de suas funções.
A falta de previsão de retorno
e o agravamento do estado de saúde levaram o trabalhador a entrar
com a ação trabalhista pedindo a indenização
prevista na cláusula 27ª do acordo coletivo da categoria,
no valor de R$ 127.025,96.
A cláusula estabelece que “em
conseqüência de assalto ou ataque, consumado ou não,
a qualquer de suas dependências, funcionário ou a veículos
que transportem numerário ou documentos, ou acidente de trabalho,
o Banco pagará indenização ao funcionário
(a), ou a seus dependentes legais, no caso de morte ou incapacidade permanente,
no valor de R$127.025,96”.
O parágrafo primeiro desta cláusula
estabelecia, ainda, que “nos casos de perda de órgão
ou membro, ainda que não resulte em incapacidade permanente para
o trabalho, e de invalidez permanente em decorrência de doença
ocupacional e/ou do trabalho, será devida a indenização
correspondente a 50% do montante previsto no caput”.
O banco, em contestação,
alegou que o empregado não estava incapacitado de forma permanente
e que se tratava de “mera doença acidentária”.
A primeira instância acolheu o argumento do banco. Concluiu que
o bancário não estava inválido para o trabalho,
tampouco acometido de incapacidade permanente.
O autor da ação recorreu
da sentença. O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
(Goiás) manteve a sentença. O caso chegou ao TST. O juiz
convocado Luiz Antônio Lazarim, relator, com base na Súmula
394 do TST, aceitou a petição por se tratar de fato novo,
superveniente. Destacou que o empregado não fazia jus ao recebimento
da indenização prevista na cláusula 27ª da
norma coletiva. Por outro lado, considerou que o caso enquadrava-se perfeitamente
no parágrafo primeiro da mesma cláusula porque foi comprovada
a condição de invalidez permanente.
Como o parágrafo estabelece indenização
correspondente a 50% do montante previsto, o banco foi condenado a pagar
ao empregado a quantia de R$ 63.512,98.
RR-735/2001-010-18-00.1
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de fevereiro de 2007
Trabalho que aprisiona
Acusados de escravidão não
conseguem revogar prisão
O Superior Tribunal de Justiça
negou o pedido de Habeas Corpus de Tenório Silva Lacerda e Valdir
Leandro de Sá, acusados de tratar trabalhadores como escravos
no Pará. A defesa tentou revogar o decreto de prisão preventiva.
O ministro Francisco Peçanha Martins, presidente em exercício
do STJ, negou o pedido.
De acordo com o inquérito, em 4
de dezembro do ano passado, a equipe do Serviço de Repressão
ao Trabalho Forçado (Setraf), integrada por auditores do trabalho,
procurador do trabalho e Polícia Federal, constatou a prática
do crime quando fiscalizava a Fazenda Amazônia. A visita ao local
ocorreu depois de várias denúncias encaminhadas ao Ministério
do Trabalho relatando a existência de trabalhadores na condição
de escravo, inclusive menores de 18 anos.
A defesa entrou com um pedido de Habeas
Corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Alegou
constrangimento ilegal da Justiça Federal para analisar o caso.
A liminar foi negada. O desembargador federal Cândido Ribeiro,
relator do HC, considerou que o caso pode se enquadrar no novo entendimento
do Supremo Tribunal Federal sobre a competência da Justiça
Federal para processar e julgar o crime.
No STJ, a defesa reiterou o pedido. A
prisão foi mantida. “Salvo excepcionalíssima hipótese
de ilegalidade manifesta ou abuso de poder, não cabe habeas corpus
contra decisão que denega a liminar em outro habeas corpus, sob
pena de indevida supressão de instância”, observou
o ministro.
HC 75.520

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