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DA CNTI, 16 de fevereiro de 2007
CAS aprova projeto sobre Contribuição
Assistencial
O projeto de lei 248/06, que regulamenta a contribuição assistencial,
de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi, finalmente, votado e aprovado
na manhã de hoje (14.02.07), na Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) do Senado Federal. A matéria obteve o apoio de todos os senadores
presentes à sessão presidida pela senadora Patrícia Sabóia
(CE), depois da leitura do parecer favorável e defesa do senador Paim.
A
matéria acrescenta dispositivo à Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) para dispor sobre a contribuição
assistencial, destinada ao financiamento da negociação
coletiva e de outras atividades sindicais. Pelo projeto, a contribuição
será descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores
e servidores membros da categoria profissional, sindicalizados
ou não. O percentual de contribuição assistencial
devido a ser creditado para a entidade sindical e a forma de rateio
deverão ser fixados por assembléia geral dos trabalhadores.
Esse
percentual de contribuição não poderá,
entretanto, ser superior a 1% da remuneração bruta
anual do trabalhador em atividade. O não-recolhimento das
contribuições assistenciais em órgãos
e empresas públicas será tipificado como ato de improbidade
administrativa, conforme o projeto.
Paim
disse que as entidades sindicais enfrentam verdadeira maratona
para obter das empresas o desconto em folha de pagamento das contribuições
assistenciais, mesmo quando fixadas em assembléia da categoria
ou convenção coletiva. Reiterou, ainda, que o projeto
representa um entendimento de todos os segmentos do movimento sindical
e que foi construído depois de conversações
com o Ministério do Trabalho e o Ministério Público. “O
objetivo do nosso projeto é acabar com os conflitos, inclusive
judiciais, que existem atualmente”, afirmou o senador.
O projeto do senador Paim foi aprovado em caráter terminativo pelo Senado,
devendo ser encaminhado imediatamente para iniciar sua tramitação
na Câmara dos Deputados.
A sessão que aprovou o PL 248/06 foi acompanhada pelas lideranças
sindicais do Fórum Sindical dos Trabalhadores, integrado pelas confederações
laborais nacionais e centrais sindicais.
PROJETO
DE LEI DO SENADO Nº 248, DE 2006
Acrescenta
Capítulo III-A ao Título V da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452,
de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a Contribuição
Assistencial e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º A Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943,
passa a vigorar acrescida do seguinte Capítulo III-A ao Título
V:
"CAPÍTULO
III-A
DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL
Art.
610-A. A Contribuição Assistencial, destinada
ao financiamento da negociação coletiva e de outras
atividades sindicais, será descontada compulsoriamente
de todos os trabalhadores e servidores membros da categoria profissional,
sindicalizados ou não, conforme prerrogativa prevista
na alínea e do art. 513 desta Consolidação,
e na alínea c do art. 240 da Lei nº 8.112, de 11
de dezembro de 1990.
§ 1º O percentual de Contribuição Assistencial devido,
a ser creditado para a entidade sindical representativa, e a forma de rateio
serão fixados por Assembléia Geral dos trabalhadores.
§ 2º É vedada a fixação de percentual de contribuição
superior a um por cento da remuneração bruta anual do trabalhador
em atividade.
Art. 610-B. As fraudes, os desvios ou a recusa arbitrária
do empregador em efetuar o desconto da contribuição da categoria
em folha de pagamento serão considerados ilícitos, puníveis
na forma prevista nos arts. 553 e 598 desta Consolidação, cabendo
apuração pelo Ministério Público do Trabalho.
§ 1º Sem prejuízo das penalidades legais fixadas nesta Consolidação, é vedada
a concessão de empréstimos ou financiamentos bancários por
entes públicos e vedada a participação em concorrências
públicas, às empresas em situação irregular com as
obrigações relativas ao recolhimento das contribuições
assistenciais.
§ 2º Em se tratando de órgão ou empresa pública,
o não recolhimento das contribuições assistenciais será tipificado
como ato de improbidade administrativa."
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Senador Paulo Paim
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Agência Câmara,
16 de fevereiro de 2007
Projeto libera FGTS para pagamento
de cursos no exterior
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7595/06, que permite a movimentação
da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos casos em
que o trabalhador ou seus dependentes estejam matriculados em curso de graduação
ou pós-graduação no exterior. A proposta, do ex-deputado
Corauci Sobrinho, determina que os valores só poderão ser retirados
quando o curso for reconhecido pelo governo brasileiro e desde que o estudante
não receba qualquer ajuda de órgãos oficiais.
Segundo o autor, o projeto atende ao interesse "de
todo o País, tão necessitado de pessoas qualificadas para
enfrentar os desafios da globalização de nossos dias".
Tramitação
O PL 7595/06 tramita apensado ao PL 3961/04,
do Senado, que permite a movimentação de até 30%
do valor da conta do FGTS para pagamento de cursos que o próprio
trabalhador ou seus dependentes façam. As propostas serão
analisadas pelas comissões de Educação e Cultura;
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 16 de fevereiro de
2007
Previdência Simplificada quer
adesão de 3,5 milhões
Com alíquota de 11%, plano pretende
incentivar a formalização das contribuições
dos trabalhadores de menor renda
Rio de Janeiro - Um decreto presidencial
reduziu esta semana de 20% para 11% dos rendimentos a alíquota
de contribuição à Previdência Social paga
por trabalhadores de renda mais baixa. Eles farão parte do Plano
Simplificado de Inclusão Previdenciária. Com a medida,
o governo estima aumentar a arrecadação anual da Previdência
em R$ 1,65 bilhão.
De acordo com o diretor do Regime Geral
de Previdência Social do Ministério da Previdência,
João Donadon, a meta do governo é conseguir a adesão
de 3,5 milhões de trabalhadores. A medida, segundo ele, busca
incentivar a formalização das contribuições
da previdência. ''Existe um potencial de até 3,5 milhões
de pessoas que poderiam contribuir com a alíquota reduzida. Se
isso acontecer, teremos atingido plenamente o objetivo da medida adotada'',
disse Donadon, em entrevista à Rádio Nacional.
O diretor reconheceu que a alíquota
adotada não é suficiente para custear todos os benefícios
da Previdência Social, mas afirmou que foram realizados cálculos
e avaliações de impacto em função da categoria
de trabalhadores a que estaria destinado.
''Muitos deles ao completarem 65 anos
de idade, se não estivessem vinculados ao sistema previdenciário,
acabariam indo para o Sistema de Assistência Social, então,
pesando todas as possibilidades, inclusive, de no futuro, para uma boa
parte deles ter que ser amparada de outra forma, estima-se que esses
percentuais, no longo prazo, mais ou menos se equilibram.''
O Ministério da Previdência
prepara o novo sistema, criando os códigos de contribuição
que se inicia em abril. O primeiro recolhimento ocorrerá em maio.
Quem aderir só não terá direito a aposentadoria
por tempo de serviço.
''Aquele contribuinte que iniciar a contribuição
de 11% sobre um salário mínimo, a partir de 12 meses, já terá direito
ao auxilio doença, que é um beneficio por incapacidade
temporária de trabalho. Para fins de aposentadoria, terá que
implementar duas condições: 15 anos de contribuição
e 65 anos de idade o homem e 60 a mulher'', explicou Donadon.
O diretor do Regime Geral de Previdência
Social ainda destacou a importância do Fórum Nacional da
Previdência. Criado pelo governo para discutir o aperfeiçoamento
do sistema, em coordenação com as políticas de assistência
social do país, ele será integrado por representantes dos
trabalhadores, empregadores e do governo federal. Eles terão seis
meses para apresentar propostas ao Congresso Nacional.
''É preciso fazer as mudanças
para adequar o sistema em função da longevidade das pessoas
e os problemas demográficos que afetam o sistema previdenciário,
com aumento da expectativa de vida, que é boa, mas aliado a isso
há redução da taxa de natalidade. Há menos
filhos por mulher em idade de criação. Em médio
prazo, vamos sofrer com isso uma pressão grande.''
O Ministério da Previdência
calcula que existam no Brasil sete milhões de trabalhadores
com alguma ocupação, recebendo aproximadamente um salário
mínimo, mas sem contribuir para a Previdência Social.
Outros 28 milhões de trabalhadores informais estariam na mesma
situação.
Agência Brasil
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Folha
de São Paulo, 16 de fevereiro de 2007
Partidos correm e aprovam projeto para
recuperar verba
Em 6 dias úteis, grandes siglas articulam
para ficar com 95% do Fundo Partidário | TSE havia estabelecido
que nanicos teriam direito a 42% do fundo; nova regra, que vai passar
pelo Senado, restringirá essa fatia a 5%
LETÍCIA SANDER, SILVIO
NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sob protesto dos partidos pequenos,
a Câmara dos Deputados aprovou ontem uma nova alteração
na distribuição dos recursos do Fundo Partidário,
abastecido por dinheiro público. Foi uma vitória das
grandes legendas, que se uniram para reverter decisão do Tribunal
Superior Eleitoral que as prejudicaria na partilha das verbas. O projeto
de lei, que agora precisa do aval do Senado, prevê uma divisão
do fundo da seguinte forma: 5% do montante total dos recursos serão
rateados entre todos os partidos com registro no TSE, inclusive as
siglas que não elegeram nenhum deputado federal.
Os outros 95% serão distribuídos
de forma proporcional, de acordo com os votos obtidos por partido na última
eleição para a Câmara. Se aprovada pelo Senado
e sancionada pelo presidente da República, a nova regra revogará a
decisão tomada pelo TSE em 6 de fevereiro, segundo a qual a
divisão igualitária entre os partidos alcançaria
42% do total do fundo. Caso a regra do tribunal prevalecesse, os repasses
mensais a legendas como PMDB, PT e PFL diminuiriam, em média,
R$ 500 mil para cada uma.
Por exemplo: com a interpretação
do TSE, o PSDB receberia mensalmente em média, R$ 954 mil. Pela
regra aprovada ontem, os tucanos devem faturar R$ 1,34 milhão
por mês. Já o PT, que com a interpretação
do tribunal receberia R$ 1,1 milhão, terá, segundo o
projeto aprovado ontem, uma média de R$ 1,45 milhão mensais.
O Fundo Partidário é composto por recursos públicos,
do Orçamento e de arrecadação de multas eleitorais.
Antes da polêmica aberta pela decisão do TSE, os chamados "nanicos" recebiam
ainda menos recursos do fundo. Apenas 1% do total era dividido igualitariamente
entre as siglas.
Devido ao interesse das grandes legendas,
a aprovação da nova regra na Câmara foi célere
para os padrões da Casa -apenas seis dias úteis. Isso
foi possível porque o projeto tramitou em regime de urgência
e não precisou ser apreciado por nenhuma comissão. No
Senado, a aprovação é dada como certa. O presidente
da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a disputa entre
as siglas grandes e nanicas era "natural" e criticou a decisão
judicial. "Quem tem de legislar é o Poder Legislativo,
e houve uma interpretação de que o TSE extrapolou suas
funções", disse.
"Esta Casa é formada por
partidos políticos que são fundamentais para a democracia.
O que estamos querendo fazer é retomar a iniciativa de definir
essa distribuição [do fundo] ao Poder Legislativo",
disse o líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP), autor
do pedido de urgência da votação de ontem. O fundo é a
principal fonte de recursos dos partidos. Só neste ano, a previsão é de
que R$ 126 milhões sejam repassados às legendas por meio
dele.
Protestos
A votação foi marcada
por intenso protesto das siglas nanicas. O líder do PSOL, Chico
Alencar (RJ), acusou Chinaglia de ter "atropelado" o regimento
para votar a matéria rápido. O presidente do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, ironizou
a aprovação na Câmara do projeto de distribuição
do fundo partidário e sugeriu necessidade de emenda constitucional
para disciplinar a questão.
Os partidos nanicos perderam com
a regra aprovada ontem. O PSOL, por exemplo, se mantida a determinação
do TSE, receberia R$ 163 mil mensais. Agora, serão R$ 135
mil. Já o PSTU, que não elegeu nenhum deputado federal,
receberia R$ 146 mil pela parcela de janeiro deste ano, caso valesse
a interpretação do tribunal. Agora, serão R$
27,7 mil.
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Folha de São Paulo,
16 de fevereiro de 2007
AMÉRICA LATINA
PIB da Argentina desacelera para 8,5%,
aponta prévia
DE BUENOS AIRES
A economia argentina cresceu 8,5%
no ano passado, segundo o índice oficial que estima mensalmente
a atividade econômica do país e é considerado uma
prévia do PIB, que será divulgado em março. O
dado foi anunciado ontem pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas
e Censos), órgão que corresponde ao IBGE. Segundo o instituto,
a expansão foi impulsionada principalmente pela indústria
(sobretudo a automotiva) e pela construção civil. Embora
indique que a Argentina cresce pelo quarto ano seguido, o índice
revela desaceleração com relação ao ritmo
de crescimento obtido em 2005 (9,2%) e 2004 (9%). (BRUNO LIMA)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 16 de fevereiro de 2007 | Economia
Indústria paulista criou 2.004
empregos em janeiro
Nível de emprego medido pela Ciesp
teve alta de 0,10% no primeiro mês do ano
Anne Warth
SÃO PAULO - A pesquisa mensal do
nível de emprego da indústria paulista, organizada pelo
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), apontou
alta de 0,10% em janeiro de 2007, ante dezembro de 2006, o que significa
em números absolutos a criação de 2.004 postos de
trabalho.
Embora o resultado seja bastante tímido,
já é melhor do que o apresentado em janeiro do ano passado,
quando o levantamento apurou crescimento de 0,04% no nível de
emprego, ante dezembro de 2005, com a criação de apenas
766 vagas.
A alta no nível de emprego interrompe
uma seqüência de dois meses de queda no indicador, de 0,69%
em novembro e de 1,81% em dezembro. Desde janeiro de 2006, o emprego
tem apresentado resultados mensais que oscilam entre 0,5% e 1%.
O crescimento foi avaliado de forma positiva
pelo economista-chefe do Ciesp, Carlos Cavalcanti. Segundo ele, o resultado
mostra sinais de que o indicador terá um crescimento moderado
neste ano, o que permite projetar um crescimento entre 1% e 1,2% do emprego
em 2007.
"Os números são positivos
em relação a janeiro de 2006, quando o emprego teve alta
de 0,04%, fica um pouco abaixo de 2005 (0,17%) e repete o resultado de
janeiro de 2003, ano em que tivemos um crescimento econômico bastante
reduzido. Porém, nada indica que 2007 será um ano como
2003, e por isso esperamos resultados melhores, estamos otimistas e projetamos
uma alta entre 1% e 1,2% no nível de emprego em 2007, ante uma
elevação de 0,52% em 2006", afirmou Cavalcanti.
De acordo com o economista, o Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) deve incrementar a produtividade
da indústria nacional. Ele ponderou, entretanto, que o crescimento
de produtividade pode se refletir tanto na geração quanto
na extinção de empregos. "O aumento da produtividade é uma
faca de dois gumes", disse.
O nível de emprego acumula
alta de 0,58% nos últimos 12 meses, o que significa a criação
de 11.289 novos postos de trabalho, 1.230 empregos a mais do que no
mesmo período do ano anterior, quando a pesquisa mostrou alta
de 0,51%.
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JORNAL INFOPESSOAL, 16 de
fevereiro de 2007
Aposentados: 13º salário
será pago em parcela única em dezembro de 2007
SÃO PAULO - Beneficiários
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberão o 13º salário
em parcela única, somente no último mês do ano, e
não mais em duas parcelas, como aconteceu no ano passado, quando
o pagamento foi realizado em setembro e dezembro.
A confirmação foi feita
pela assessoria de imprensa do Ministério da Previdência
Social, que ainda admitiu que podem ocorrer mudanças (ou não)
na decisão tomada.
Metade em setembro de 2006
Em setembro do ano passado, os aposentados
receberam, pela primeira vez, parcela referente à metade do 13º salário.
A gratificação foi concedida
conforme acordo firmado entre governo e entidades representativas dos
aposentados em abril de 2006, o qual também definiu o índice
de reajuste para os benefícios acima de um salário mínimo.
Dos 24.219.785 beneficiários do
INSS, 20.815.964 tiveram direito ao adiantamento. Foram distribuídos
R$ 18,25 bilhões no mês, dos quais R$ 5,79 bilhões
se referiam à antecipação do 13º salário.
Não tem direito à gratificação
De acordo com a legislação
previdenciária, o pagamento do 13º salário é restringido
a alguns benefícios específicos, como amparo previdenciário
do trabalhador rural, vantagem do servidor aposentado pela autarquia
empregadora, pensão mensal vitalícia, renda mensal vitalícia,
abono de permanência em serviço, auxílio-suplementar
por acidente de trabalho, salário-família e amparo assistencial
ao idoso e ao deficiente.
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JORNAL BEM PARANÁ /
PORTAL PARANAENSE, 16 de fevereiro de 2007
Ações trabalhistas podem
ser calculadas online
O Brasil é campeão mundial
desse tipo de processo
O programa Debit Trabalhista, oferecido
pela empresa Debit, efetua cálculos trabalhistas, em geral. Na
atual situação em que o país se encontra – campeão
mundial em ações trabalhistas – é uma ferramenta
importante para a realização dos cálculos, que beneficiam
tanto empresas, como ex-funcionários.
O Debit Trabalhista – programa utilizado
por empresas, advogados, contadores, peritos, entre outros profissionais,
para cálculos previdenciários, abonos salariais, férias,
rescisões e outros cálculos trabalhistas – permite
a realização de cálculos prévios de eventuais
ações trabalhistas. “No caso de uma empresa, por
exemplo, ela pode evitar um processo, anexando documentos que a favorecem,
evitando indenizações que, na realidade, não são
devidas; o mesmo pode acontecer com um ex-funcionário que utiliza
o programa”, afirma Marcelo Rozgrin, diretor da Debit.
De acordo com a notícia publicada
em 12/02/2007, no jornal O Estado de S. Paulo, o Brasil é campeão
mundial em ações trabalhistas, movidas por trabalhadores,
em busca de seus direitos. São 2 milhões de processos por
ano (só para se ter uma idéia, nos EUA, são 75 mil,
na França, 70 mil, e 2,5 mil, no Japão), segundo levantamento
do sociólogo José Pastore, especialista em relações
do trabalho há mais de 40 anos.
Ainda de acordo com o Estadão,
na matéria repercutida em 13/02, sindicalistas e o ministro do
Trabalho, Luiz Marinho, apontam a reforma sindical, parada no Congresso
(desde fevereiro de 2005) como principal instrumento para reduzir as
ações na Justiça. “Ela facilitaria o fechamento
de acordos entre empregados e empregadores sem a necessidade de recorrer
aos tribunais”, diz o ministro, entrevistado por Lu Aiko Otta e
Cleide Silva. A opinião de Artur Henrique, presidente da CUT, é que “estatisticamente,
70% das ações são relativas a isonomia, hora extra
e questões que poderiam ser resolvidas no local de trabalho”.
Com o Debit Trabalhista, é possível
obter relatórios completos, prontos para serem anexados ao processo
trabalhista, fornecendo apenas algumas informações a respeito
do funcionário (reclamante). O software – utilizado, com
sucesso, por cerca de 5 mil pessoas – pode ser acessado online,
armazenando os cálculos diretamente no site da Debit, permitindo
consultas posteriores ou mesmo novos cálculos, editando apenas
as informações desejadas. “A legislação
trabalhista é extremamente complexa e por isso o software é muito
utilizado. São levados em consideração, por exemplo,
feriados da cidade, médias das horas extras, feitas durante os
meses trabalhados, e índice de correção monetária
definido pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho)”, explica Rozgrin.
A Debit disponibiliza também,
em seu site, o domínio www.cltcomentada.com.br, que contém
leis trabalhistas comentadas e com exemplos de fácil entendimento. “A
CLT Comentada é diretamente relacionada ao Debit Trabalhista;
ambos procuram desmistificar nossa complexa legislação”,
finaliza o empresário.
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CONSULTOR JURÍDICO,
16 de fevereiro de 2007
Fronteira trabalhista
Ação de âmbito
nacional tem de ser julgada no DF
Competência para julgar Ação
Civil Pública trabalhista de âmbito nacional é da
Justiça no Distrito Federal. O entendimento é da Seção
de Dissídios Individuais 2 do Tribunal Superior do Trabalho. A
decisão ocorreu em conflito negativo de competência entre
a 2ª Vara do Trabalho de Goiânia e a 17ª de Brasília.
A ação foi movida pelo Ministério
Público do Trabalho de Goiás contra o Sindicato dos Trabalhadores
em Transporte Rodoviário da Região Integrada de Desenvolvimento
Econômico e empresas do setor situadas em Goiás e no Distrito
Federal. O entendimento dos ministros da SDI-2 teve como fundamento a
Orientação Jurisprudencial 130, editada em 2004.
De acordo com o texto, para a fixação
da competência territorial em sede de Ação Civil
Pública, leva-se em conta a extensão do dano e, por analogia,
a regra contida no artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor.
Assim, se a extensão do dano a ser reparado limita-se ao âmbito
regional, a competência é de uma das Varas do Trabalho da
capital do estado; se for de âmbito supra-regional ou nacional,
o foro é o do Distrito Federal.
O relator do processo, ministro Renato
de Lacerda Paiva, esclareceu que “no caso, a extensão do
dano teria âmbito supra-regional, pois não atingiria apenas
os empregados das empresas rés situadas no estado de Goiás,
mas também os trabalhadores vinculados às empresas rés
sediadas em Brasília”.
O ministro Renato de Paiva ressaltou que
a ação foi proposta contra empresas situadas em Goiás
e em Brasília, e segundo ele, “os danos que se objetiva
coibir não se limitariam à área em que ocorreram
as investigações, de modo que aqueles fatos apurados, ao
que tudo indica, extrapolariam a região de Goiás”.
CC-170.061/2006-000-00-00.0

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