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Agência Senado, 28
de fevereiro de 2007
Criação de adicional
por tempo de serviço a celetistas está na pauta da
CAS
A Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) analisa nesta quarta-feira (28), a partir das 11h30, entre
outras proposições que instituem novos benefícios
aos trabalhadores, o projeto de lei que estabelece o pagamento de
adicional por tempo de serviço de 5% ao trabalhador celetista
a cada três anos de serviços prestados à mesma
empresa. De autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE),
a proposta prevê o benefício aos trabalhadores que recebam
remuneração mensal igual ou inferior ao teto máximo
do salário-família, valor atualmente fixado em R$ 654,67.
O projeto (PLS 267/05) terá decisão
terminativa na CAS. A mesma tramitação terá a proposta
de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) que estende ao empregado
doméstico o direito ao salário-família (PLS 215/04).
Também com decisão
terminativa na CAS, deverá ser votado o projeto que altera a época
do pagamento do adiantamento de metade do décimo terceiro salário
(PLS 246/06). De autoria do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA),
a proposta prevê alterações na legislação
que institui a gratificação natalina (Lei 4.090/62) e fixa
normas para pagamento do décimo terceiro (Lei 4.749/65).
Atualmente, o pagamento de metade
do décimo terceiro pode ser feito de fevereiro a novembro de cada
ano. Se a proposta for aprovada, esse adiantamento ficará restrito
ao período entre os meses de janeiro a junho. Segundo Antonio
Carlos Magalhães, o objetivo da proposta é "simplificar
o planejamento financeiro do trabalhador e reduzir a necessidade de recurso
a empréstimos bancários garantidos pelo décimo terceiro
salário".
Maternidade
A CAS também deverá analisar
relatório apresentado pela senadora Patrícia Saboya Gomes
(PSB-CE) ao projeto de lei da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) que determina
o direito da gestante assistida pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) de conhecer com antecedência a maternidade na qual será feito
o seu parto e qualquer atendimento pré-natal.
A proposta (PLC 54/06)
prevê ainda que, na hipótese de a maternidade escolhida
não ter condições de atender à gestante
em situações de risco gestacional, a transferência
para uma outra instituição ficará sob a responsabilidade
do SUS. Em seu parecer favorável ao projeto, a senadora destaca
que as medidas propostas são de "indiscutível mérito" e
trarão mais "tranqüilidade e segurança ao casal". Valéria
Castanho / Repórter da Agência Senado
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Agência Diap, 28 de
fevereiro de 2007
Reforma Sindical
Governo precisa avançar na
reforma sindical, defende Marinho
Segundo informações da Agência Brasil, em reunião
nesta segunda-feira, 26/02, com sindicalistas e representantes do Secretariado
Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Sentracos),
em São Paulo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que o governo
avance na reforma sindical.
"Sei que muitos de nós
temos dúvida sobre qual é legislação sindical
e sobre qual reforma nós devemos fazer. Mas precisamos avançar
porque essa estrutura sindical brasileira, do jeito que está,
vai continuar promovendo "aberrações", já que
não é preciso comprovar a representatividade", afirmou
o ministro.
Para ele, "só uma
nova estrutura, com uma nova legislação e com base na representatividade é que
vai garantir" a existência de uma estrutura sindical representativa. "Os
atuais sindicatos não podem ter medo", destacou Marinho.
Inovações tecnológicas
O ministro adiantou aos sindicalistas
que o governo vai instalar um grupo de trabalho para discutir as inovações
tecnológicas no mercado de trabalho. "Cada vez mais nós
queremos inovações tecnológicas para aliviar o trabalho
forçoso, difícil. Mas não queremos que a tecnologia
elimine a força de trabalho", afirmou.
Marinho também anunciou
que o governo vai tentar reinstalar o Fórum de Debates para discutir
temas envolvendo o funcionamento do comércio aos domingos e feriados
e a terceirização.
O ministro disse que não
está preocupado em saber se será mantido no cargo no
novo mandato do governo Lula. "O presidente vai anunciar em breve
quem será ministro. Eu, sinceramente, não estou preocupado.
Tenho consciência do meu trabalho".
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Folha
de São Paulo, 28 de fevereiro de 2007
Controle do governo sobre o Bolsa Família é precário
Ministério libera dinheiro sem saber se
5 milhões de crianças vão mesmo à aula |
Prefeituras enviam dados sobre freqüência escolar e saúde
incompletos; apesar da ausência de informações, União
não pune municípios
JULIANA COISSI
DA FOLHA RIBEIRÃO
O Ministério do Desenvolvimento
Social recebe hoje apenas 70% dos dados sobre freqüência
escolar dos beneficiados com o Bolsa Família, o que equivale
a 11,4 milhões de crianças. A União ignora se
4,9 milhões de alunos cumprem as exigências do programa.
Segundo dados divulgados pelo próprio ministério, o governo
federal é informado precariamente pela maior parte dos municípios
brasileiros sobre a freqüência escolar e o cumprimento das
exigências de saúde dos beneficiados pelo Bolsa Família
-duas contrapartidas impostas pelo programa para manter os repasses.
A situação atinge
inclusive as capitais: nove delas enviaram dados de menos da metade
das famílias beneficiadas. Em Maceió, por exemplo, foram
enviados dados de apenas 29% das crianças inscritas no programa
que freqüentam a escola. Têm perfis parecidos Salvador e
Macapá (30%), João Pessoa (39%), Vitória (40%),
Cuiabá (45%), Recife (43%), Porto Velho (46%) e Aracaju (41%).
Em relação aos
dados de saúde -a vacinação em dia de crianças
até sete anos e a realização de um mínimo
de exames pré-natal por gestantes-, a informação
enviada à União pelas prefeituras é ainda mais
limitada. Maceió transmitiu dados de 7% dos incluídos;
Macapá, 14%, e João Pessoa, 11%. Centros como Salvador
e Cuiabá não enviaram nenhuma informação.
São Paulo e Belo Horizonte fazem controle em sistemas próprios,
mas não repassaram a informação à União.
As informações
do governo federal, atualizadas em dezembro, referem-se aos últimos
dados recebidos -de junho de 2006, na saúde, e de agosto e setembro
de 2006, na educação. Os dados de saúde devem
ser enviados a cada seis meses e, os de educação, a cada
bimestre.
Dificuldade
A dificuldade de monitorar
a freqüência escolar foi reconhecida em 2004 pelo próprio
ministro, Patrus Ananias. Na época, a União só tinha
dados de metade dos 12,4 milhões de alunos inclusos no programa.
A cobertura já chegou a 76,2% dos estudantes inscritos, no final
de 2005. Hoje está em 70,2%. Na saúde, os dados são
mais tímidos: a União só conhece dados de 33,4%
das famílias -3,5 milhões. Para o ministério,
já é um avanço. Em 2005, apenas 6% das famílias
eram acompanhadas de fato.
"Havia uma dificuldade
de articulação das prefeituras com os Estados para receberem
os dados das escolas estaduais", explica a secretária de
Renda de Cidadania do ministério, Rosani Cunha. Desde dezembro
de 2006, passou-se a buscar os dados nos endereços das escolas,
e não nos das famílias.
Contestação
Algumas prefeituras das capitais
ouvidas pela Folha contestam os dados do ministério. Outras
afirmam que, apesar do baixo número informado, acompanham de
fato os beneficiados. Mas reclamam que muitas famílias se mudam
e não informam a prefeitura. Principal programa de transferência
de renda do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa Família
atinge cerca de 11 milhões de famílias, que recebem subsídios
de R$ 15 a R$ 95 por mês. O benefício é cancelado
quando a família deixa de manter o filho na escola ou não
acompanha o calendário de vacinação das crianças
e de pré-natal das gestantes.
Na prática, porém,
a União não puniu nenhum município que deixou
de enviar os dados. "O que buscamos é uma forma de incentivar
as cidades a dar as informações", disse Cunha.
Um dos incentivos é o IGD (Índice de Gestão
Descentralizada), criado em abril de 2006, que "premia" com
recursos extras, para gestão do programa, as cidades que mais
atualizam o cadastro e enviam dados de freqüência escolar
e saúde. Em escala de 0 a 1, as melhores ganham mais recursos
adicionais.
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Folha
de São Paulo, 28 de fevereiro de 2007
Senado atende aos grandes e muda Fundo
Partidário
Nova proposta fixa em 5% o montante do fundo
a ser dividido por todas as legendas | Projeto passou por Câmara
e por Senado em um prazo de apenas 19 dias; pequenas siglas, como PC
do B, PSOL e PRB, protestaram contra a lei
FERNANDA KRAKOVICS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Atendendo a interesses dos
grandes partidos, o Senado aprovou ontem alteração nas
regras de distribuição de recursos do Fundo Partidário,
composto por dinheiro público. O projeto de lei, que desagradou às
pequena siglas, foi encaminhado à sanção presidencial.
O placar da votação foi de 54 votos a 4 e uma abstenção.
A medida foi uma reação ao Judiciário, que no
início do mês havia mudado a forma de partilhar esses
recursos. Os principais prejudicados eram os grandes PMDB, PT, PSDB,
PFL e PP, cujos repasses mensais cairiam em pelo menos R$ 500 mil para
cada um deles.
A proposta aprovada ontem fixa
em 5% o montante do fundo a ser dividido igualitariamente por todos
os partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os 95%
restantes serão distribuídos de forma proporcional, de
acordo com os votos obtidos para a Câmara dos Deputados nas últimas
eleições. Originalmente apenas 1% do fundo era repartido
entre todas as siglas, independentemente de cada uma ter ou não
eleito deputado federal. A decisão do TSE aumentava esse bolo
a ser rateado para 42%, o que gerou o descontentamento dos grandes
partidos.
O projeto passou pela Câmara
e pelo Senado em um prazo de 19 dias após sua apresentação,
sendo que nesse período as duas Casas ficaram uma semana sem
trabalhar devido ao Carnaval. Para os padrões do Congresso,
a tramitação foi rápida, mesmo para uma matéria
em regime de urgência. Representantes de pequenos partidos, como
PRB, PC do B e PSOL, protestaram contra a votação do
projeto de lei.
Reação
"A democracia jamais será democracia
se não tivermos os partidos pequenos. Vamos querer um condomínio
de grandes partidos para dividir dinheiro público e se perpetuar
no poder?", questionou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ele
afirmou que vai tentar a impugnação da medida no TSE
e recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal). A exceção
foi o PSB, que mesmo sendo um partido de tamanho médio apoiou
o projeto. "A proposta não altera muito o que tínhamos
antes da decisão do TSE, até melhora um pouco a situação",
afirmou o líder do partido, senador Renato Casagrande (ES).
Já integrantes de grandes
legendas afirmam que o ato do tribunal fortalecia partidos de aluguel. "O
projeto de lei visa o fortalecimento das instituições
partidária do país", disse o senador Heráclito
Fortes (PFL-PI). "O critério para a distribuição
do dinheiro do fundo partidário tem que ser o da vontade popular",
afirmou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
Repasses
No ano passado os partidos
receberam R$ 148 milhões do fundo, que é formado por
recursos previstos no Orçamento da União e pela arrecadação
proveniente do pagamento de multas eleitorais. Esses repasses são
a principal fonte de recursos das siglas.
Responsável pela
transferência dos recursos, o TSE precisava decidir sobre a
nova forma de distribuição, já que em dezembro
do ano passado o Supremo declarou inconstitucional a chamada "cláusula
de barreira". Essa medida dificultaria, a partir desta legislatura,
o funcionamento das siglas pequenas e médias. Uma das conseqüências
seria a perda da verba desse fundo.
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Folha
de São Paulo, 28 de fevereiro de 2007
Indústria acelera economia no 4º trimestre
Estimativa é que Brasil tenha crescido
2,8% em 2006, ante até 5,5% da economia mundial; IBGE divulga
hoje os dados
Câmbio deverá fazer o setor externo
ter a maior contribuição negativa desde 1995; consumo
das famílias e investimentos avançam
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
As estimativas de bancos, consultorias
e instituições ouvidas pela Folha apontam um crescimento
do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,7% a 2,8% no ano passado -taxa
pouco maior do que em 2005 (2,3%), mas abaixo da expansão prevista
para a economia mundial (de 5% a 5,5%). No quarto trimestre de 2006,
a economia acelerou especialmente por causa da indústria e cresceu
de 0,9% a 1,3%, segundo a maioria das previsões. A alta havia
sido de 0,5% no terceiro trimestre.
Os dados oficiais do PIB de
2006, a serem divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), devem acender, porém, um sinal de alerta:
o setor externo teve uma contribuição negativa para o
PIB de 1,2%, segundo a consultoria LCA. O Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada), órgão do Ministério
do Planejamento, também projeta uma contribuição
externa negativa -1,3%. Será a maior contribuição
negativa do setor externo desde 1995, quando o país vivia sob
o regime de câmbio fixo. Ou seja, se não fosse esse efeito,
o PIB poderia ter crescido em torno de 4%.
O economista Bráulio
Borges, da LCA, diz que os motivos são a apreciação
cambial -que alimentou as importações e reduziu as quantidades
de produtos exportadas pelo país- e a aceleração
registrada no consumo doméstico. "Por causa da apreciação
do real, grande parte da demanda doméstica está sendo
suprida por importados e gerando crescimento fora do país",
concorda Solange Srour, economista-chefe da Mellon Investment.
Queda de preços
O lado positivo, diz ela, é que
o câmbio valorizado permitiu a queda dos preços especialmente
de bens duráveis e, com isso, ampliou o poder de compra da população.
O consumo das famílias, afirma Borges, também foi impulsionado
pelo aumento real do salário mínimo de 13% e por uma
maior oferta de crédito. Pelos cálculos da LCA, o consumo
interno de famílias, empresas e governos puxou o PIB para cima
e cresceu 4% em 2006, mais do que os 2,5% de 2005. Somente o das famílias
aumentou 3,8% no ano passado, estima a consultoria.
Os investimentos também
tiveram um bom ano, com expansão de 6%, de acordo com o Itaú.
A LCA projeta 6,7% de incremento. Em 2005, a alta foi de 1,6%. "Os
juros e o risco-país menores e a queda dos preços de
máquinas e equipamentos por causa do câmbio explicam o
crescimento dos investimentos", diz Borges, da LCA. Já a
indústria se ressentiu com a concorrência de importados
mais baratos e da perda de competitividade de suas exportações.
Como resultado, deve crescer menos em 2006 -de 2,8%, na projeção
do Itaú, a 2,9%, na da Mellon- do que em 2005 (3,3%).
Com o aumento da safra de grãos
registrado no ano passado, a agropecuária, por sua vez, deve
crescer em um ritmo mais forte -de 2,9% a 3%, acima dos 0,8% de 2005.
Nos serviços, o incremento previsto pelo Itaú é de
2,3%, ante os 2% registrados em 2005.
Efeito sazonal
No quarto trimestre,
a economia foi impulsionada principalmente pela indústria.
O setor deve crescer 0,9%, com destaque para a produção
de bens de capital e extração de petróleo e
minério de ferro, de acordo com as projeções
do Credit Suisse. A produção do setor industrial acumulou
alta de 0,6% no terceiro trimestre do ano passado. Se tal resultado
se confirmar, o Credit Suisse prevê, em relatório, "aceleração
da atividade econômica no primeiro trimestre de 2007",
já que a indústria vem mês a mês numa ritmo
crescente de produção. Para 2007, o crescimento estimado é de
3%.
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Folha de São Paulo,
28 de fevereiro de 2007
PESQUISA
No Brasil, jovens são metade
dos desempregados
DA FOLHA ONLINE
Os jovens de 15 a 24 anos enfrentam
cada vez mais dificuldades para entrar no mercado de trabalho e sofrem
mais com o desemprego que o restante da população. Em 2005,
49,6% dos desempregados eram jovens, contra participação
de 47,6% em 1995, de acordo com estudo divulgado ontem pelo economista
Marcio Pochmann, professor da Unicamp, com dados do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística). Dos 8,9 milhões de desempregados
no país em 2005, 4,4 milhões tinham entre 15 e 24 anos
-a população jovem somava 35,1 milhões em 2005.
A taxa de desemprego subiu mais para as mulheres do que para os homens:
77,3% e 57,7%, respectivamente.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
28 de fevereiro de 2007
Caixa quer cobrar para gerir recursos
do FGTS
Redação O Estado
do Paraná
Brasília (AE) -
A proposta da Caixa Econômica Federal de cobrar uma taxa do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para garantir retorno
de, no mínimo, taxa referência (TR) mais 3% ao ano para
os recursos do patrimônio líquido do fundo utilizados
em investimentos de infra-estrutura foi recebida de forma distinta
entre as lideranças sindicais.
A posição do banco estatal, possivelmente o futuro gerenciador
das receitas do fundo de financiamento de infra-estrutura, abre mais uma polêmica
no meio sindical, que já discutiu a existência do fundo, a rentabilidade
mínima a ser exigida dos projetos e, agora, debate a cobrança
dessa taxa.
“ Pelo que entendemos do que foi dito pela diretoria da Caixa, o FGTS paga
dobrado: empresta o dinheiro e ainda paga um valor para ter garantia de retorno.
Se esse raciocínio está correto, barraremos essa proposta”,
afirma o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), o Paulinho. “Só é possível ter garantia
de retorno se o seguro for cobrado”, adianta o presidente da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique Silva Santos.
O entendimento da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que é filiado à CUT, é que
existem outras formas de garantir o retorno dos R$ 5 bilhões do patrimônio
líquido do FGTS a serem investidos em infra-estrutura, além do
pagamento da taxa cobrada pela Caixa.
O presidente da Força Sindical disse que vai consultar especialistas
para analisar mais a fundo a questão para, posteriormente, debater o
assunto com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em reunião a ser agendada
com todas as centrais sindicais.
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JORNAL MONITOR MERCANTIL
/ RIO DE JANEIRO, 28 de fevereiro de 2007
Setor de construção
civil espera crescer 8% em 2007
O ano de 2007 está se iniciando com perspectivas muito positivas para
o setor da Construção Civil no país, motivadas pelo anúncio
do PAC no dia 22 de janeiro de 2007. A expectativa é de que o mercado
interno cresça ao redor de 8%, ampliando o mercado de trabalho e cooperando
fortemente com as metas do governo para o desenvolvimento econômico e
social do país. A afirmação é do presidente da
Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção
(Abramat), Melvyn Fox.
Segundo o Índice de Vendas
da Abramat do mês de janeiro divulgado ontem, o faturamento das
vendas de materiais de construção no Mercado Interno neste
mês de Janeiro apresentou um crescimento de 5,78% em relação
ao mesmo mês do ano passado, seguindo a tendência já observada
no segundo semestre de 2006.
O faturamento do Mercado Externo
neste mês teve queda de 8,29% em relação a janeiro
do ano passado. De acordo com Fox, o resultado demonstra a instabilidade
nas exportações, afetadas principalmente pela valorização
do real, que torna nossos produtos menos competitivos no mercado externo.
Fox afirma que, o crescimento
do setor ocorrido no ano passado já apresenta seus reflexos
no aumento de mão de obra alocada pela indústria, apresentando
em Janeiro um crescimento de 1,45% em relação à Dez/06
e de 2,72% em relação à Jan/06.
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AGÊNCIA BRASIL, 28
de fevereiro de 2007
Governo sugere reforma política
com três itens em programa mínimo
José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A fidelidade
partidária, a votação em lista (partidos indicando
candidatos) e o financiamento público de campanha eleitoral são
os três pontos da reforma política considerados fundamentais
pelo Palácio do Planalto para que o tema avance no Congresso Nacional.
Segundo o ministro das Relações
Institucionais, Tarso Genro, é possível uma reforma rápida
com esse programa mínimo. “É melhor do que não
sair nada. Se não atravessarmos esses três pontos, a reforma
política não vai sair”, disse o ministro, logo após
reunião sobre o tema no Conselho Federal da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB).
Ele acredita que entre 30 a 60
dias, havendo acordo entre os partidos, o programa mínimo seja
aprovado no Congresso Nacional.
Tarso Genro voltou a falar sobre
a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma
reforma política que acabe com a possibilidade de reeleição
e institua um mandato de cinco anos para o presidente da República.
“Essa é uma posição
do presidente que nos comunica isso freqüentemente de reformar a
Constituição Federal nesse ponto”, afirmou Genro.
De acordo com ele, a Presidência
da República não pretende enviar nenhuma proposta de
reforma política e considera o assunto de responsabilidade do
parlamento.
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AGÊNCIA BRASIL, 28 de
fevereiro de 2007
Meirelles diz que não se pode
fundamentar política de juros sem crescimento sustentado
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participa
de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos
do Senado. Ao fundo, o senador Aloizio Mercadante (PT)
Brasília - O presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o quadro de quedas das
bolsas de valores, hoje, nos principais mercados financeiros dá sinalização
de que não se pode fundamentar a política de juros sem
crescimento sustentado em todos os seus pilares.
O comentário foi em resposta à pergunta
do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), sobre qual a razão do conservadorismo
do Comitê de Política Monetária (Copom), considerando-se
que “todos os indicadores relevantes da economia abrem espaço
para uma redução [de juros] mais forte“.
Meirelles participa de audiência
pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
para debater a possibilidade de o BC reduzir a taxa básica de
juros (Selic) de forma mais acentuada.
O presidente do BC destacou que
o sucesso da política monetária está permitindo
queda “pronunciada”da taxa de juros, se comparado ao movimento
de alta das taxas em outros países . Ele reconheceu, contudo,
que a taxa real continua alta.
O senador Arthur Virgilio (PSDB-AM)
defendeu a política do BC e disse que “é muito fácil
jogar nas costas do Banco Central a inércia e falta de capacidade
operacional do governo”, e afirmou que não vê futuro
para Henrique Meirelles e sua equipe na direção do BC,
em virtude do fogo amigo do PT.
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AGÊNCIA BRASIL, 28
de fevereiro de 2007
Banco do Brasil registra lucro recorde
de R$ 6,044 bilhões em 2006
Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O lucro líquido
do Banco do Brasil em 2006, de R$ 6,044 bilhões, é um novo
recorde. P resultado foi 45,5% superior ao de 2005. “O maior impulsionador
foi o crescimento da carteira de crédito em todos os segmentos,
as concessões a pessoas físicas, jurídicas, no financiamento
ao comércio exterior, entre outros, todos com aumento robusto
e saudável”, explicou o presidente da instituição
Antônio Francisco Lima Neto.
Foram concedidos R$ 133,2 bilhões
nas diversas modalidades de empréstimos, 30,8% a mais do que em
2005. Só as liberações para pessoas físicas
por meio do crédito consignado mais do que dobraram, com volume
de R$ 8,3 bilhões, 117,7% acima do movimento registrado no ano
anterior.
Para as grandes e médias
empresas, as operações somaram R$ 45,6 bilhões,
53% superior a 2005. E, no caso de micro e pequenas empresas, R$ 25,1
bilhões, com aumento de 19,7%. As linhas destinadas a capital
de giro do setor atacadista tiveram ampliação de 67,5%,
com saldo de R$ 17,4 bilhões, enquanto as linhas para investimento
cresceram 47,4%, passando de R$ 1,9 bilhões para R$ 2,7 bilhões.
Esse resultado foi anunciado
no final da manhã de hoje (27) na sede do Banco do Brasil, em
São Paulo, pelo presidente da instituição. Lima
Neto revelou que o banco deve continuar com uma política agressiva
para ampliar sua participação no mercado. Entre os segmentos
antes pouco explorados, citou as linhas de financiamento para a compra
de veículos. Depois de sair da modesta quantia de R$ 180 milhões,
em 2005, atingiu os R$ 900 milhões no ano passado, e a meta é praticamente
triplicar este valor este ano, com algo em torno de R$ 3 bilhões,
informou Lima Neto.
Na análise de Lima
Neto, além do crédito, o que possibilitou o bom desempenho
operacional foi a combinação de uma administração
voltada para a redução de custos, controle da inadimplência
e a visão de espaços a serem preenchidos diante da projeção
de crescimento da economia.
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de fevereiro de 2007
Taxa de recurso
Supremo admite menos de 2% dos agravos
contra TST
Menos de 2% dos agravos apresentados
no Supremo Tribunal Federal contra despachos do Tribunal Superior do
Trabalho, que negam a subida de Recursos Extraordinários, são
admitidos pela STF. O número consta em uma pesquisa feita pela
Coordenação Judiciária do Tribunal Superior do Trabalho.
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (26/2) ao presidente
do TST, ministro Rider Nogueira de Brito.
Os dados são relativos
a 2006, quando o ministro, na condição de vice-presidente
do TST, era o responsável pelos despachos de recursos dirigidos
ao STF. O Recurso Extraordinário é apresentado quando a
parte derrotada no TST busca levar a questão à Suprema
Corte, alegando matéria constitucional.
Segundo a pesquisa, em 2006,
foram apresentados 10.806 recursos extraordinários ao Supremo
Tribunal Federal contra decisões do Tribunal Superior do Trabalho.
O ministro vice-presidente admitiu 207 recursos (ou 1,9%) e negou seguimento
aos 10.599 restantes. Contra as decisões denegatórias,
houve agravo ao STF em 71,5% dos casos, o que obrigou o Supremo a analisar
7.575 Agravos de Instrumento em Recurso Extraordinário. Desse
total, o STF deu provimento a 148 agravos (ou 1,95%).
A análise dos dados
demonstra que é alto o grau de recorribilidade mas, em contrapartida,
muito baixo o grau de provimento e reforma das decisões.
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de fevereiro de 2007
É permitido
Testemunha que também processa
empresa não é suspeita
O fato de a testemunha de uma
ação trabalhista acionar o mesmo empregador não
a torna suspeita. O entendimento é da 3ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho. Os ministros determinaram que o Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro) julgue o recurso
de um ex-empregado do Banerj.
A Turma afastou a tese de “promiscuidade
de depoimentos” pelo fato de dois bancários ingressarem
com causas semelhantes e atuar como testemunhas em processos contra o
banco. A decisão foi relatada pelo ministro Carlos Alberto Reis
de Paula.
O TRT do Rio negou o pedido de
pagamento de horas extras por considerar a testemunha suspeita. A segunda
instância aplicou ao caso a tese de “promiscuidade de depoimentos” porque
o bancário arrolado para prestar esclarecimentos era autor de
uma ação contra o Banerj.
O ministro Carlos Alberto esclareceu
que o simples fato de a testemunha estar litigando ou de ter litigado
contra o mesmo empregador não a torna suspeita. “Ainda que
demonstrado ter sido o reclamante levado a juízo para depor em
outro processo de testemunha arrolada em seu processo, o magistrado deve
verificar e atestar o conteúdo subjetivo dos depoimentos e a real
troca de favores, não devendo se basear em mera presunção”,
afirmou.
O caso
O empregado ajuizou ação
na 58ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro contra o Banerj com pedido
de horas extras, 13º salário, FGTS, indenização
prevista em convenção coletiva e diferenças salariais.
Afirmou que o Banerj era acionista majoritário do Banco do Estado
do Rio de Janeiro, que estava em liquidação extrajudicial,
passando a ser sucessor nas ações trabalhistas.
Já o Banerj alegou que
houve má-fé por parte do empregado ao apresentar testemunha
autora de outra reclamação trabalhista. Em primeira instância,
o banco foi condenado a pagar os direitos trabalhistas.
No Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região, os juízes reformaram a sentença.
A decisão foi reformada pela 3ª Turma do TST com base na
Súmula 357. De acordo com o texto, não há suspeição
da testemunha pelo simples fato de estar acionando ou ter acionado o
mesmo empregador. Os autos retornarão ao TRT para que o recurso
seja julgado.
RR 143.375/2004-900-01-00.4
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CONSULTOR JURÍDICO,
28 de fevereiro de 2007
Há vínculo
Contratar trabalhador como PJ é fraudar
legislação
Contratar trabalhador como Pessoa
Jurídica é fraudar a legislação trabalhista,
além de induzir o empregado a aceitar um acordo que vai reduzir
seus encargos trabalhistas, previdenciários e fiscais. O entendimento é da
4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A Turma não acolheu
recurso do SBT de Porto Alegre, que tentava suspender a decisão
que reconheceu o vínculo empregatício de um gerente de
programação.
O relator, ministro Ives Gandra
da Silva Martins Filho, afirmou que o trabalhador até pode ser
contratado como pessoa jurídica, desde que sua empresa seja regularmente
formada. Mas afirmou que afronta a lei esse tipo de contratação.
Segundo o processo, o funcionário
foi admitido em setembro de 1981 e se desligou do SBT em outubro de 2003.
Durante o período, exerceu funções de técnico
de manutenção de TV, supervisor técnico, coordenador
técnico e gerente de programação. Em agosto de 2003,
o SBT exigiu que ele constituísse uma empresa para continuar trabalhando
no SBT como prestador de serviços.
Foi criada, então, a Nedel
Engenharia de Radiodifusão e Multimídia. Com a mudança,
seu salário aumentou de R$ 7 mil para R$ 11 mil. Na reclamação,
listou 19 pedidos, entre eles o reconhecimento da continuação
da relação de emprego no período entre agosto e
outubro de 2003, férias, periculosidade, insalubridade, horas
extras e qüinqüênios.
O SBT, para se defender, afirmou
que foi o próprio gerente quem propôs o contrato entre as
duas empresas. “Não é um pobre trabalhador braçal,
hipossuficiente, que teria sido enganado por sua empregadora, nem alguém
que tivesse que se submeter à vontade de seu patrão, ante
a impossibilidade de encontrar colocação similar à que
ocupava”, disse a defesa da emissora.
A Vara do Trabalho de Porto Alegre
reconheceu o vínculo empregatício. “A existência
ou não da relação de emprego depende da forma como
o trabalho é prestado, pois o contrato de trabalho é um
contrato-realidade”. No caso, entendeu que a relação
preenchia os requisitos do artigo 3º da CLT, que considera empregado
toda pessoa física que presta serviço de natureza não
eventual a empregador, sob a dependência e mediante salário.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (Rio Grande do Sul) manteve a decisão.
O TRT gaúcho chamou a atenção para o fato de que
o contrato social de constituição da Nedel Engenharia de
Radiodifusão e Multimídia foi fechado no dia 13 de agosto
de 2003, e o SBT afirmou que a prestação de serviços
teve início em 1º de agosto.
Além disso, o SBT não
juntou aos autos o contrato de prestação de serviço
firmado com a Nedel. “Não é crível que uma
empresa do porte do SBT firme um contrato tácito/verbal com uma
pessoa jurídica, nos moldes apregoados”, ressaltou a segunda
instância.
No TST, o SBT insistiu na alegação
de que a relação, depois de agosto de 2003, não
poderia ser considerada como de trabalho assalariado. O ministro Ives
Gandra Filho reconheceu que os autos demonstram “a existência
de fraude na contratação de pessoa jurídica, já que
constituída após o início da prestação
de serviços e sem que se juntasse aos autos o contrato firmado
para essa finalidade, o que deixa às claras a irregularidade da
contratação”.
RR 554/2004-023-04-00.0
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/02/2007
Atestado para advogado não livra
empresa de revelia
A apresentação
de atestado para justificar a ausência do advogado à audiência
de conciliação não serve de justificativa para a
ausência do representante da empresa (preposto). Com base neste
fundamento, a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento
a agravo de instrumento da Sociedade Porvir Científico Centro
Educacional La Salle, do Rio Grande do Sul, condenada à revelia
em ação trabalhista por não comparecer à audiência
em que deveria apresentar sua defesa. O agravo teve como relator o ministro
Lelio Bentes Corrêa.
De acordo com o Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul), a audiência
na reclamação trabalhista movida por um ex-funcionário
do La Salle foi marcada para o dia 11 de abril de 2000. Ambas as partes
foram notificadas, mas nenhum representante do La Salle – nem o
preposto nem o advogado – compareceu. No dia seguinte, o colégio
protocolou petição justificando sua ausência: o advogado
teria ingerido medicamentos que o deixaram em sono profundo. Junto à petição,
apresentou atestado fornecido por um psicólogo e psicanalista
confirmando que o advogado fazia uso de medicamentos antidepressivos
e hipnóticos.
O TRT/RS, ao julgar recurso ordinário
contra a condenação, manteve a revelia. A decisão
afirma que o advogado, sabedor do tratamento a que se submetia, “deveria
ter tomado as precauções necessárias para que eventos
como o ocorrido não viessem a prejudicar seus clientes”.
O Regional entendeu que o fato não poderia ser analisado, como
pretendia o colégio, como um “acidente ou caso fortuito”.
Além disso, no próprio atestado concluiu-se que a medicação
utilizada não tinha os efeitos alegados: o psicólogo afirmou
que o advogado “apresenta capacidade laborativa e de interação
social intacta, tendo todas as suas funções e capacidades
preservadas”. Finalmente, o TRT ressaltou que o colégio
também estava ciente da audiência, e mesmo assim não
compareceu.
Ao recorrer da decisão
do TRT/RS, o La Salle insistiu na tese de que demonstrou sua intenção
de se defender em juízo, tendo comprovado que, no dia da audiência,
o advogado “foi acometido de problemas, em razão de tratamento
de saúde” – e que isso implicou também o não
comparecimento de seu preposto.
O ministro Lelio Bentes, ao examinar
o agravo, ressaltou que a Súmula nº 122 do TST adota o entendimento
de que, para extinguir a revelia de parte que não comparece à audiência
em que deveria apresentar sua defesa, é necessária a apresentação
de atestado médico que declare, expressamente, sua impossibilidade
de locomoção ou de seu preposto no dia da audiência,
sob pena de ser considerada revel ainda que seu advogado esteja presente
na audiência.
“Nesse contexto,
não se pode admitir que atestado relativo ao advogado possa
justificar a ausência do preposto da empresa em audiência à qual
deveria comparecer”, afirma o relator. “Assim, mostra-se
irreparável a decisão por meio da qual o TRT considerou
a reclamada revel.” (AIRR 131613/2004-900-04-00.7)
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28/02/2007
Agrupamento de parcelas salariais é possível
mediante negociação
Embora a legislação
trabalhista e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho
não permitam o chamado “salário complessivo” – o
agrupamento numa única parcela de valores referentes a diversos
direitos legais e contratuais do trabalhador, sem discriminação
-, a Primeira Turma do TST admitiu essa modalidade de pagamento num caso
em que o agrupamento foi definido por norma coletiva, mediante livre
negociação entre as partes. Com isso, a Turma deu provimento
a recurso de revista do Órgão Gestor de Mão-de-Obra
do Porto de Cabedelo (PB), isentando-o do pagamento de adicional de risco
portuário a um trabalhador, em processo relatado pela juíza
convocada Maria de Assis Calsing.
A parcela relativa ao adicional
foi deferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região
(Paraiba), tendo em vista que era paga juntamente com outras verbas,
de forma agrupada, sob uma única rubrica, conforme previsto na
convenção coletiva da categoria. O TRT/PB, considerando
tratar-se de salário complessivo, entendeu que a cláusula
era abusiva, pois impediria a verificação do acerto quanto
a seu pagamento.
No julgamento do recurso do OGMO,
a juíza Maria Calsing observou que, de fato, a Súmula nº 91
do TST uniformiza o entendimento do Tribunal no sentido de não
admitir o salário complessivo. “Cumpre salientar, no entanto,
que se refere aos casos em que a modalidade é adotada por cláusula
contratual”, ressaltou a juíza. Apesar disso, a relatora
destacou que o TST “tem se mostrado atento ao fato de que devem
prevalecer os termos do que tem sido acordado mediante negociação
coletiva, privilegiando os termos alcançados que atendam mutuamente
aos interesses das categorias envolvidas, em respeito ao que prevê o
artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal”.
(RR 1122/2001-002-13-00.4)

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