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FETRACONSPAR,
02 de março de 2007
Data Base Maio: Trabalhadores demitidos
a partir de 02/03/2007, devem ser indenizados de acordo com o artigo
9º da lei 7.238/84.
De acordo com o artigo 9o da
Lei 7.238/84, todo empregado dispensado no período de
30 (trinta dias) que antecede a data base, deve receber na rescisão
contratual, uma indenização adicional, equivalente
a 1 salário mensal.
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“ Lei 7.238/84 - Art. 9o. - O empregado
dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta)
dias que antecede a data de sua correção
salarial, terá direito a indenização
adicional equivalente a 1 (um) salário mensal, seja
ele optante ou não pelo Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS).”
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DEPACOM,
02 de março de 2007
FETICOM/SC realiza seu 9º encontro
A FETICOM/SC, presidida pelo
companheiro Altamiro Perdoná, estará realizando de 05 à 07
de março de 2007 seu IX ENCONTRO DE DIRIGENTES SINDICAIS NAS INDÚSTRIAS
DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE SANTA CATARINA.
Confira a programação em anexo.
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Agência Diap, 2 de março de 2007
Auxílio-Doença
Projeto retorna para comissão
para ser reexaminado
O PLS 261/05, do senador Aloizio Mercadante (PT/SP), que trata do auxílio-doença,
cria um teto para a liberação de recursos para auxílio-doença
e que vai afetar direitos adquiridos de trabalhadores, foi retirado da pautado
plenário do Senado. O projeto retorna para reexame da Comissão
de Assuntos Sociais, onde recebeu parecer favorável do líder
do Governo na Casa, Romero Jucá (PMDB/RR). Este projeto faz parte do
Programa de Aceleração do Crescimento.
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Agência Diap, 2 de
março de 2007
Creche
Senado aprova creche para filhos de trabalhadores
A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou por unanimidade, nesta
quinta-feira, 1º/03, projeto do senador Paulo Paim (PT/RS) que regulamenta
artigo constitucional. O PLS 298/03 assegura assistência gratuita em
creches e pré-escolas para filhos e dependentes de trabalhadores urbanos
e rurais desde o nascimento até os cinco anos de idade. A matéria
tem decisão terminativa e segue para a Câmara dos Deputados.
“O direito a creche e a
pré-escola vai propiciar que as nossas crianças tenham
uma melhor formação e preparação para encarar
a vida. Investir em educação é adquirir um passaporte
para um futuro mais próspero e igualitário”, disse
Paim.
A obrigatoriedade de oferecer
creche ou pré-escola atinge empresas com mais de 70 empregados.
Os gastos poderão ser deduzidos na parcela do Imposto de Renda
sobre o Lucro Líquido até o montante de R$ 1.400 por
ano, por cada dependente. “A propostas também é boa
para os empresários”, disse.
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Agência Diap, 2 de
março de 2007
Licença Maternidade
Proposta estende benefício aos
pais adotivos
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
(CCJ) aprovou nesta manhã, 1º/03, a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 494/06, que estende o direito às licenças maternidade e
paternidade aos pais adotivos. Em seu relatório, o deputado Mendes Ribeiro
Filho (PMDB/RS) afirma que a necessidade de alteração na Constituição
se dá porque uma interpretação do Supremo Tribunal Federal
(STF) restringe o direito à licença apenas aos pais biológicos,
embora legislações ordinárias estendam o benefício às
mães adotivas.
A Constituição,
diz o relatório de Ribeiro Filho, dá direitos iguais aos
filhos biológicos e adotivos. Por isso, o mesmo deve valer para
os pais.
A proposta, apresentada pela
senadora Maria do Carmo Alves (PFL/SE), estabelece que a licença-maternidade
em caso de adoção terá duração mínima
de 30 dias e máxima de 120 dias, sem prejuízo do emprego
e do salário das beneficiárias. Já o período
da licença-paternidade, também na adoção,
será fixado posteriormente em lei. Hoje, para os pais biológicos,
essa licença é de cinco dias. A proposta não trata
do caso de pai adotante solteiro.
Inversão
A PEC 494/06 era o 15º item
da pauta da CCJ. O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL/BA),
porém, pediu a inversão da ordem dos trabalhos para que
a PEC fosse o primeiro item a ser avaliado. Ele argumentou que a proposta,
além de ser de autoria de uma senadora do PFL (Maria do Carmo
Alves, de Sergipe), trata de uma reparação que precisa
ser feita com urgência.
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Congresso em Foco, 2 de março
de 2007
Aécio Neves e o sonho presidencial
Com a imagem de bom administrador e perfil
conciliador, o governador de Minas ainda é uma incógnita
até para os tucanos
LUCAS FERRAZ
Sempre quando é perguntado
sobre a eleição presidencial, em 2010, o governador de
Minas, Aécio Neves (PSDB), responde que a indicação
para disputar o cargo mais importante da República deve ser natural.
Quase uma predestinação. No fundo, Aécio sabe que
precisará mais de que obstinação. Terá que
vencer uma dura batalha que já vem sendo travada nos bastidores,
entre ele e o governador de São Paulo, José Serra – embora
os dois neguem qualquer disputa. Outro personagem tucano, no entanto,
também pode entrar na disputa: o ex-governador paulista Geraldo
Alckmin, que, apesar da derrota no ano passado, alcançou quase
40 milhões de votos no primeiro turno.
Até lá, muita água
ainda vai passar sob a ponte. Afinal, como disse o ex-governador mineiro
Magalhães Pinto, “política é como nuvem, está sempre
mudando”. O que quer dizer também que, se não conseguir
espaço no PSDB, Aécio poderia ir para uma outra legenda,
na qual teria o caminho livre.
“Tenho a impressão
de que ele não espera 2014, e isso pode até levá-lo
a uma aliança com o PT. Não filiado ao partido, mas em
algum outro menor, onde ele seria a estrela e não correria riscos”,
analisa o cientista político Júlio Buére, da Pontifícia
Universidade Católica (PUC-Minas). Idéia que – não é de
hoje – vem sendo levantada nos meios políticos.
Nelson Jobim, ex-presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF) e que quer presidir o PMDB, admitiu como “uma
hipótese”, em 17 de fevereiro à Folha de S.Paulo,
a possibilidade de o governador de Minas se filiar ao partido, encabeçando
uma candidatura própria em 2010. Pelo menos por enquanto, Aécio,
que já foi peemedebista, rechaça trocar de partido.
As relações com
o Partido dos Trabalhadores são boas. Ele tem bom trânsito
com o presidente Lula. Quando eclodiu a crise do mensalão, em
2005, Aécio foi uma das poucas vozes da oposição
a defender o presidente, dizendo que Lula não era Fernando Collor.
Ao longo dos embates daquele ano, foi um dos tucanos mais moderados.
A relação dele
com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), também é boa.
Barrou até a candidatura de um tucano nas eleições
municipais de 2004, quando Pimentel foi reeleito. Daí surgem especulações
de que, com o aval de Lula na sucessão em 2010, Aécio poderia
chancelar algum petista na caminhada ao Palácio da Liberdade.
Nomes não faltam: o próprio Fernando Pimentel ou o ministro
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, que
já foi prefeito de BH e conta com grande aprovação
na cidade.
Ó, Minas Gerais
Outra coisa que o governador
não se cansa de repetir é que nenhuma decisão nacional
pode ser tomada sem a participação de Minas Gerais. Não
só por seu passado político e econômico, como por
sua força atual. Nesse caso, até a oposição
local concorda: “É tradição o governo mineiro
ter um grande papel nacional, e é função do Aécio
Neves ocupar este espaço nas discussões nacionais”,
diz o deputado estadual petista André Quintão. “Em
tese, qualquer governador de Minas bem avaliado tem condições
de pleitear a disputa da presidência”, completa. O que falta
a Aécio, consideram os analistas, é uma sólida base
nacional, o que José Serra já possui.
Tendo a imagem de bom administrador
costurada à de um perfil conciliador, herdado da velha tradição
mineira, Aécio é – apesar disso – visto como
uma incógnita por certos setores políticos. Até dentro
do PSDB alguns dizem não saber o que pensa o governador.
Recentemente, o petista Marco
Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência,
perguntou a um colega mineiro: “O que pensa o Aécio? É liberal,
social-democrata? Qual modelo econômico ele defende? O que ele é?”.
Talvez a melhor resposta seja a de que o neto do ex-presidente Tancredo
Neves amadureceu em cima de um pragmatismo político.
O secretário de Governo,
Danilo de Castro, que coordenou as duas vitoriosas campanhas estaduais
e que trabalha com Aécio há 12 anos, tem opinião
diferente. Danilo diz que o governador não se furta de falar sobre
diferentes assuntos, mas que ele tem uma típica característica
mineira. “Não é do seu temperamento avançar
em certas questões, ele não toma iniciativa”, conta.
Para o secretário, um dos principais pontos do perfil do governador,
além de sua energia, é o respeito à coisa pública. “Ele
também tem um humor fino, principalmente nos momentos difíceis”,
diz.
“É um conservador
esclarecido”, responde o jornalista José Maria Rabelo, membro
da executiva nacional do PDT. Mas, de acordo com José Maria, Aécio é nacionalista,
e herdou do avô uma visão de futuro. Júlio Buére
acha difícil enquadrá-lo ideologicamente, como é possível
com José Serra, por exemplo. “Não dá para
afirmar o que Aécio pensa. Ele não tem um posicionamento
claro, não é possível identificar em seus discursos
nenhum aspecto ideológico”, comenta o cientista político.
Segundo Narcio Rodrigues (PSDB-MG),
deputado federal e primeiro-vice-presidente da Câmara, Aécio é a
maior revelação política dos últimos 30 anos.
Por quê? “Porque ele conseguiu aliar o perfil de um político
habilidoso ao de bom administrador, com respeito aos princípios
morais e éticos”, diz. “Essa tentativa de rotulá-lo é coisa
de paulista. Basta ver o governo de Minas para saber o que ele pensa
sobre economia”, afirma Narcio, referindo-se ao resgate da capacidade
de investimento do Estado, com o equilíbrio das contas, ao mesmo
tempo em que incentiva o setor privado.
Para o deputado estadual do PSDB
Domingos Sávio, o governador está se preparando para, no
futuro, se tornar um estadista. “Ele já mostra essa característica,
não só pelo cargo que já ocupa, como por seu comportamento.
O Aécio tem consciência de que seu futuro político
não depende muito dele”. O deputado faz coro à base
governista e à elite econômica do estado de que o governador
está se preparando para cumprir uma grande missão – ou
seja, se candidatar à Presidência.
Da praia para o gabinete
Pronto ou não para disputar
o cargo, o certo é que Aécio Neves conseguiu em Minas um
consenso como há muito não se via no estado. Em 2003, elegeu-se
governador, ainda no primeiro turno, com 58% dos votos válidos.
Ano passado, reelegeu-se com porcentagem ainda maior: 77%. Prestes a
completar 47 anos (faz aniversário dia 10 de março), até os
22, Aécio Neves da Cunha nunca havia pensado em ser político.
Tinha, no entanto, dois exemplos
em casa: o avô, Tancredo Neves, e o pai, o ex-deputado federal
Aécio Ferreira da Cunha. Na época, pensava mais nas praias
e nas possibilidades que um garotão poderia ter nas areias cariocas
do que em um gabinete. Mas Tancredo, eleito governador de Minas em 1982,
o levou para ser seu secretário particular.
Formado em economia pela PUC-Minas
em 1984, dois anos depois Aécio, em sua primeira disputa eleitoral,
foi eleito deputado federal. Foi parlamentar em Brasília por quatro
mandatos seguidos, tendo ocupado a presidência da Câmara
no biênio 2000-2001. Em Minas, é quase uma unanimidade.
Para Rogério Corrêa, ex-deputado estadual do PT, o grande
mérito do governador é o marketing. “Além
de ter uma imprensa amarrada, submissa, ele conta com o apoio das oligarquias
mineiras em torno de um projeto de governo”, diz.
Nilmário Miranda, presidente
do PT mineiro e adversário de Aécio nas duas últimas
eleições estaduais, também cita a obsessão
do governador em controlar as notícias. “Isso mostra que
ele tem um grande desconforto em relação às críticas”,
afirma. O ex-secretário nacional de Direitos Humanos do governo
Lula aponta como grande falha do governador a falta de participação
popular em seu governo. “Ele dá pouca atenção
ao social”.
No segundo mandato, o governo
mineiro quer se tornar referência no combate às desigualdades
sociais, com projetos, como por exemplo, de redução da
pobreza nas áreas rurais do estado. A falha no social, contudo, é reconhecida
pelos próprios correligionários do governador.
Entre
a economia e o social
O “choque de gestão” e o “déficit zero”,
as maiores bandeiras do governo de Minas, também são alvos da
oposição. “O déficit orçamentário
foi equilibrado, mais ainda há dívida. Ele compatibilizou o orçamento
com a arrecadação, o que é o papel de todo governante”,
comenta Rogério Corrêa.
Quando assumiu o estado, em 2003,
Aécio encontrou um déficit mensal de R$ 200 milhões.
Realizou o chamado choque de gestão, reduzindo o número
de secretarias de 21 para 15 e cortando vários cargos na máquina
administrativa, além de um rigoroso controle nos gastos e despesas.
Até o salário do governador caiu, de R$ 19.500 para R$
10.500. No final de 2004 foi anunciado, com grande divulgação
nacional, o déficit zero, resultado do choque de gestão.
A dívida do Estado, contudo, ainda existe.
Um dos maiores responsáveis
pela implantação das medidas foi o então secretário
de Planejamento e Gestão Antônio Augusto Anastasia, o atual
vice-governador e que é também uma espécie de gerente-geral
do governo mineiro. Anastasia faz parte, ao lado de Danilo de Casto e
Andréa Neves, irmã de Aécio e presidente do Serviço
Voluntário de Assistência Social (Servas), uma organização
civil que trabalha com o governo de Minas, do seleto grupo de pessoas
de confiança do governador.
Com um secretariado, em sua maioria,
de perfil técnico, Aécio encontra tranqüilidade na
condução do governo, principalmente com o apoio da elite
mineira e com ampla maioria na Assembléia Legislativa – dos
77 deputados estaduais, dez (nove parlamentares do PT e um do PCdoB)
fazem oposição formal.
“Com o vice-governador
Anastasia tendo a função de gerir o Estado, o Aécio
faz as articulações, principalmente em nível nacional”,
explica o cientista Júlio Buére. Mas ele alerta: uma imagem
de bom administrador somente não é suficiente para construir
uma imagem nacional. “Vimos na eleição passada que
o Alckmin explorou essa imagem e não foi bem-sucedido”,
diz. Naturalmente, 2010 já começou para Aécio.
|
Folha de São Paulo, 2 de março
de 2007
GOVERNO FEDERAL
Medeiros assume cargo no Trabalho
O ex-deputado federal Luiz Antonio de Medeiros, 59, foi nomeado ontem secretário
de Relações do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego.
Nas décadas de 80 e 90, Medeiros fez oposição ao PT na
disputa sindical. A secretaria é responsável pelas relações
entre governo, sindicatos e centrais. Ele substitui Oswaldo Bargas, acusado
de participar do "dossiegate" -operação fracassada
do PT para comprar papéis que incriminariam tucanos.
|
Folha de São Paulo,
2 de março de 2007
Foco
Sem salário, trabalhadores de
indústria que empregou Lula fazem greve no ABC
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Sem receber salário há dois
meses nem direitos trabalhistas há anos, 270 trabalhadores da
Fris-Moldu-Car, autopeça que teve em seu quadro de funcionários
o presidente Lula em 1965, decidiram interromper as atividades e parar
a fábrica. A greve na empresa completa dez dias. Parte dos empregados
dorme na fábrica para evitar que máquinas sejam retiradas
do local. Os trabalhadores e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
já recorreram ao Ministério Público e à Justiça
para intervir na fábrica, que passa por problemas, segundo eles,
de má administração.
A Folha procurou advogados e
diretores da empresa. Eles não telefonaram de volta para a reportagem.
Lula trabalhou na metalúrgica entre fevereiro e novembro de 1965, quando
a empresa estava instalada no Ipiranga. Um ano mais tarde mudou para São
Bernardo do Campo. "Fui mandado embora porque tinha de fazer hora extra
de sábado e domingo", cita o ex-torneiro mecânico e hoje
presidente da República, em depoimento ao site www. abcdeluta.org.br,
que conta a história dos metalúrgicos. Segundo o relato publicado
no site, Lula recebeu o pagamento numa sexta-feira e decidiu ir com amigos
para Santos no final de semana.
"Quando cheguei na segunda,
queimadinho que nem um camarão, porque pobre não se bronzeia,
quando vai para Santos, ele se queima que nem um camarão, o cara
[patrão] perguntou "Por que você não veio trabalhar?" Eu
fui para Santos [respondeu]. "Então vai ser mandado embora".
Aí, fui mandado embora", relata. Após anos de expansão,
a Fris-Moldu-Car, fabricante de frisos e molduras para carros, passou
por problemas de má administração e se endividou
ao recorrer a empréstimos de factorings, segundo relatam funcionários.
"O faturamento caiu de R$
4 milhões há cerca de um ano para R$ 500 mil no mês
passado. A empresa perdeu fornecedores, como GM, Volks, demitiu trabalhadores,
desconta FGTS e contribuição previdenciária dos
trabalhadores e não repassa. Essa é a nossa realidade hoje",
diz o técnico em controle de qualidade Edson Ferreira da Costa. "Nem
a pensão alimentícia é repassada." A água
da empresa foi cortada por falta de pagamento. O sindicato enviou um
caminhão-pipa ao local nesta semana. O restaurante fechou portas. "Sem
ter o que comer, nem vale-transporte, durmo aqui mesmo, em uma mesa forrada
de papelão. Como vivo sem salário? Tenho recebido ajuda
de amigos", diz Apolônio Gomes.
|
SITE G1 / GLOBO.COM, 02 de
março de 2007
Confira quanto ganha cada governador
Média salarial dos governadores da região
Norte é a maior do país (R$ 17,9 mil). | Sudeste apresenta
a menor média (R$ 12,6 mil).
A tabela abaixo apresenta o salário dos 27 governadores do país.
A lista foi ordenada do maior salário, o do governador do Paraná,
Roberto Requião (PMDB), para o menor, o da governadora do Rio Grande
do Sul, Yeda Crusius (PSDB).
No total, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal custam aos cofres
públicos cerca de R$ 393 mil mensais. A média salarial na região
Norte é a maior (R$ 17,9 mil), contra R$ 14,6 mil do Centro-Oeste, R$
13,9 mil do Sul, R$ 13,1 mil do Nordeste e R$ 12,6 mil do Sudeste.
A média de rendimento dos governadores é de R$ 14,5 mil, mas
dez ganham mais que a média - Roberto Requião (PR), Marcelo Miranda
(TO), Binho Marques (AC), André Puccinelli (MS), Marcelo Déda
(SE), Waldez Góes (AP), Ottomar Pinto (RR), Cássio Cunha Lima
(PB), Eduardo Braga (AM) e José Serra (SP).
Estado
|
Governador
|
Salário
bruto (em R$)
|
| Paraná |
Roberto
Requião (PMDB) |
24,5
mil
|
| Tocantins |
Marcelo
Miranda (PMDB) |
22,1
mil*
|
| Acre |
Binho
Marques (PT) |
22,1
mil
|
| Mato
Grosso do Sul |
André Puccinelli
(PMDB) |
22,1
mil
|
| Sergipe |
Marcelo
Déda (PT) |
22,1
mil
|
| Amapá |
Waldez
Góes (PDT) |
22
mil
|
| Roraima |
Ottomar
Pinto (PSDB) |
18,6
mil
|
| Paraíba |
Cássio
Cunha Lima (PSDB) |
18,37
mil
|
| Amazonas |
Eduardo
Braga (PMDB) |
17
mil
|
| São
Paulo |
José Serra
(PSDB) |
14,8
mil
|
| Maranhão |
Jackson
Lago (PDT) |
13
mil
|
| Goiás |
Alcides
Rodrigues (PP) |
12,8
mil
|
| Rio
de Janeiro |
Sérgio
Cabral (PMDB) |
12,76
mil
|
| Distrito
Federal |
José Roberto
Arruda (PFL) |
12,5
mil
|
| Rondônia |
Ivo
Cassol (PPS) |
12,3
mil
|
| Espírito
Santo |
Paulo
Hartung (PMDB) |
12,16
mil
|
| Rio
Grande do Norte |
Wilma
de Faria (PSB) |
11,66
mil
|
| Alagoas |
Teotônio
Vilela (PSDB) |
11,5
mil
|
| Piauí |
Wellington
Dias (PT) |
11,44
mil
|
| Pará |
Ana
Júlia (PT) |
11,44
mil
|
| Mato
Grosso |
Blairo
Maggi (PR) |
11
mil
|
| Minas
Gerais |
Aécio
Neves (PSDB) |
10,5
mil
|
| Bahia |
Jaques
Wagner (PT) |
10,3
mil
|
| Ceará |
Cid
Gomes (PSB) |
10,27
mil
|
| Santa
Catarina |
Luiz
Henrique da Silveira (PMDB) |
10
mil
|
| Pernambuco |
Eduardo
Campos (PSB) |
9
mil
|
| Rio
Grande do Sul |
Yeda
Crusius (PSDB) |
7,14
mil
|
*
Desde 2006, o governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), vem
recebendo 24 parcelas de R$ 5.911,14, que correspondem à diferença
salarial não recebida de janeiro a dezembro de 2005 e que
elevam seu subsídio para R$ 28 mil.
*
Desde 2006, o governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), vem
recebendo 24 parcelas de R$ 5.911,14, que correspondem à diferença salarial
não recebida de janeiro a dezembro de 2005 e que elevam seu subsídio
para R$ 28 mil.
|
JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ, 02 de março de 2007
IBGE vai “revisar” o PIB
no final do mês
Rio (AE) - Toda a repercussão
em torno dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado
anteontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) voltará à tona, reformulada, em menos de um
mês. No próximo dia 28 o instituto apresentará novo
número de crescimento da economia brasileira, em 2006, que
valerá oficialmente para avaliar o desempenho do País
no ano passado.
A nova divulgação
ocorrerá porque a metodologia de cálculo do PIB está sendo
modificada. Não apenas o resultado de 2006, mas todas as variações
anuais apresentadas, desde 1995 serão reformuladas. A dúvida,
que só será esclarecida dia 28, é qual será a
magnitude numérica dessa transformação. No caso
dos dados do ano passado, muitos economistas acreditam que a nova
expansão do PIB será superior aos 2,9% revelados anteontem.
Rodrigo Éboli, economista
da Mellon Global Investments, acredita num PIB 0,10 a 0,20 ponto
porcentual superior, levando a uma expansão efetiva de 3%
a 3,1%. “Não temos como inferir qual será o impacto
positivo (da mudança) sobre o resultado efetivo da economia,
mas sabemos que algumas coisas vão mudar para melhor”,
disse.
O coordenador de contas nacionais
do IBGE, Roberto Olinto, que mantém guardado a sete chaves
o impacto que a nova metodologia terá nos números do
PIB, explicou que os resultados, em valores correntes - incluem o
PIB de 2006, em reais, e a taxa de investimento -, serão apresentados
junto com a nova divulgação do saldo do ano passado.
Ele anunciou também
que, a partir da mudança de metodologia no cálculo
do PIB, o desempenho da economia em valores correntes não
será divulgado separadamente dos dados em volume (revelados
anteontem), como ocorria anteriormente. A apresentação
será feita em conjunto e, provavelmente, 70 dias após
o final do trimestre ao qual se referem. Atualmente, o intervalo é em
torno de 60 dias.
Junto com a divulgação
do novo PIB de 2006, será anunciada
|
SITE UOL, 02 de março
de 2007
Cuba e Venezuela reforçam sua
aliança com acordos milionários
Mauricio Vicent
em Havana
Cuba e Venezuela avançam
em uma aliança estratégica que tem cada vez mais zeros.
Isso ficou demonstrado durante a 7ª Comissão Mista Cuba-Venezuela,
que terminou quarta-feira (28) em Havana com um ato solene no qual se
anunciou que os dois países realizarão em 2007 mais de
350 projetos conjuntos, no valor de US$ 1,5 bilhão.
Em presença de 438 funcionários
de ambos os países, o presidente interino de Cuba, Raúl
Castro, abençoou os convênios, que incluem um acordo para
construir 11 usinas de produção de etanol e desenvolver
com esse fim a produção de cana-de-açúcar
na Venezuela. O aumento da cooperação entre os dois países
desde a primeira reunião da comissão mista, em dezembro
de 2000, impressiona.
Naquele ano foram aprovados 31
projetos, com um orçamento de US$ 28,5 milhões. Sete anos
depois a cifra é 60 vezes maior. Quanto ao comércio bilateral,
passou de US$ 300 milhões no final dos anos 90 para US$ 2,64 bilhões
no ano passado. O orçamento da comissão mista anterior,
para o período de abril de 2006 a março de 2007, chegava
a US$ 719,9 milhões.
Cuba recebe diariamente da Venezuela
98 mil barris de petróleo a preços preferenciais, e cerca
de 30 mil médicos e profissionais de saúde cubanos encontram-se
neste momento trabalhando em vários programas sociais da "revolução
bolivariana". Além disso, 20 mil estudantes venezuelanos
são formados como médicos no país sul-americano
por professores cubanos, enquanto outros 2.400 jovens estudam medicina
na ilha.
A saúde e o petróleo
são a pedra angular da colaboração entre Caracas
e Havana, mas esta se estende a cada vez mais setores. No âmbito
da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), os dois países
criaram nove empresas mistas nos setores de construção
civil, naval, transporte, cultura e sistema bancário. "Em
24 de janeiro passado foram acordados 15 novos projetos voltados para
a integração em setores estratégicos", informou,
ao ler uma declaração conjunta, a ministra de Investimento
Estrangeiro e Colaboração Econômica de Cuba, Marta
Lomas, que chefiou as delegações dos dois países.
Entre Cuba e Venezuela, junto
com o dinheiro vai a ideologia: a assinatura dos documentos na quarta-feira
ocorreu depois que os assistentes escutaram a reprodução
na íntegra da conversa mantida um dia antes entre o convalescente
líder cubano e Hugo Chávez: 32 minutos de conversa e depois
uma forte ovação.
|
GAZETA WEB / BRASÍLIA,
02 de março de 2007
Previdência quer mais adesão
do trabalhador autônomo
Os trabalhadores autônomos,
donas de casa e estudantes com mais de 16 anos serão beneficiados
com a redução na alíquota de contribuição
do INSS.
Eles poderão receber os
benefícios da Previdência como auxílio doença,
pensão por morte, salário maternidade, aposentadoria por
invalidez e aposentadoria de um salário mínimo.
A medida faz parte de um plano
de inclusão previdenciária para aumentar a sua receita
e que entra em vigor daqui a um mês.
O gerente executivo do INSS em
Alagoas, Ronaldo Medeiros, salienta que "a intenção é elevar
a receita da Previdência através da adesão de contribuição
de pessoas com baixo poder aquisitivo e até mesmo quem está desempregado".
A inscrição
pode ser feita por telefone, ligando para o 135, ou pela internet.
A principal vantagem é que a alíquota cai de 20% para
11%, mas o detalhe é que neste caso a aposentadoria só pode
ser concedida pelo fator idade. Outro detalhe é que a empregada
doméstica não vai ser beneficiada com esta medida.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 02 de março de 2007 | Economia
AL é região mais vulnerável
a crise mundial, diz relatório
´Em alguns países, populismo
e nacionalismo são crescentes, e devem desacelerar o volume
do investimento´, diz análise de consultoria britânica
LONDRES - O mundo está entrando
em uma nova fase de turbulência, e a América Latina está particularmente
vulnerável a elas, indica um relatório da consultoria britânica
Economist Intelligence Unit (EIU). "A grande necessidade de financiamento
(externo), motivado pela necessidade de rolar dívidas externas
substanciais, permanece uma preocupação."
"Em alguns países,
o populismo e o nacionalismo são crescentes, e devem desacelerar
o volume do investimento nos mercados afetados", diz a análise,
sem contudo citar países específicos.
Para a consultoria, um exemplo
dos novos tempos de instabilidade foi a reação das principais
bolsas de valores do mundo aos eventos da China e nos Estados Unidos.
Os dois motores econômicos
do planeta têm desequilíbrios econômicos capazes de
ameaçar a economia global. Nos Estados Unidos, a economia em desaceleração
terá impacto sobretudo na América Latina, dependente da
economia americana.
Já uma crise na China,
grande consumidora de diversas commodities, como soja e minério
de ferro produzidos pelo Brasil, poderia rebaixar o preço internacional
das matérias-primas e desferir um golpe às economias latino-americanas.
Mas a especialista em América
Latina da consultoria, Justine Thody, disse que "não haverá uma
crise nas proporções da asiática de 1997".
"Quanto a isso, podemos
ficar tranqüilos. Muitos dos desequilíbrios que existiam
no passado não existem mais", ela afirmou.
Correções
A economista se refere ao fato
de, hoje em dia, muitos países latino-americanos registrarem fortes
superávits comerciais, o que reduz a necessidade de financiamento
externo.
Por outro lado, o crescimento
tem sido modesto - no caso do Brasil, a previsão é de algo
entre 3,2% e 3,8% ao ano nos próximos cinco anos - e as dívidas
públicas, se caíram nos últimos anos, ainda permanecem
altas: em torno de 50% do PIB no Brasil e 70% na Argentina. Esse seria
o calcanhar de Aquiles latino-americano no caso de uma crise gerada nas
maiores economias.
Para a consultoria, as atuais
projeções econômicas nos EUA não justificam
os ganhos verificados até recentemente em Wall Street. Nos últimos
meses, os mercados de ações americanos subiram apesar da
desaceleração da economia e do mercado imobiliário.
Já as ações
nos mercados emergentes, diz o documento, estão excessivamente
valorizadas. Qualquer "correção" de investidores
a esta realidade poderia ocasionar a venda em massa de ações
de mercados emergentes, como ocorreu em maio e junho do ano passado.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 02 de março de 2007 | Economia
Entre micro e pequenas empresas, só a
indústria cresceu
Já os setores de comércio e
serviços caíram 5,3% e 3,6%, respectivamente
Anne Warth
SÃO PAULO - Depois de
dois anos consecutivos, o faturamento das micro e pequenas empresas caiu
em 2006. A queda foi de 3,5% - de R$ 247,9 bilhões em 2005 para
R$ 239,3 bilhões em 2006, segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP.
Nos anos anteriores, em 2004 e 2005, o crescimento foi de 4,3% e 1,9%,
respectivamente.
Segundo a pesquisa, somente o
faturamento das indústrias teve alta em 2006, de 1,9%. Já os
setores de comércio e serviços apresentaram quedas de 5,3%
e 3,6%, respectivamente. Com exceção do Grande ABC, cujas
micro e pequenas empresas tiveram alta de 1,3% em 2006 ante 2005, todas
as regiões do Estado - Capital, Região Metropolitana de
São Paulo e Interior - tiveram redução no faturamento
em 2006 ante 2005, respectivamente -3,8%, -3,4% e -3,6%.
O resultado positivo no Grande
ABC foi puxado pelos setores de indústria - mais especificamente
a indústria de bens intermediários, fabricante de peças
e componentes automotivos - e comércio. Bedê explicou que
os recordes de produção das montadoras beneficiaram os
fornecedores de autopeças com o aumento de encomendas. Já o
comércio foi favorecido pelo crescimento de renda dos metalúrgicos
da região, que em 2006 tiveram aumentos salariais acima da inflação
e aumentaram o consumo nos pequenos negócios das cidades do Grande
ABC.
De acordo com o coordenador do
Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP, Marco
Aurélio Bedê, no primeiro semestre, a queda no faturamento
foi motivada pelo ritmo de redução da taxa de juros e a
crise do agronegócio. "Nas cidades do interior do Estado,
o agronegócio é muito importante, pois mobiliza o consumo
nos pequenos comércios", explicou.
Já no segundo semestre,
a valorização do real frente ao dólar foi apontada
como a causa da redução do faturamento dos pequenos empreendimentos.
Segundo Bedê, o câmbio teve queda de 10,6% em 2006 ante 2005
e as importações aumentaram 24% no período.
Na área específica
de bens de consumo não duráveis, um dos principais nichos
das micro e pequenas empresas, as importações tiveram alta
ainda maior: 31%. "A presença cada vez maior das importações
causou uma queda real dos preços relativos na economia. Alimentos,
vestuário e habitação apresentaram variação
de preços inferior à inflação", exemplificou.
Mercado de trabalho
Também apresentou resultado
negativo o nível de pessoas ocupadas pelas micro e pequenas empresas,
com queda de 5,2% em 2006 ante 2005, ou o fechamento de 310 mil vagas,
após quatro anos seguidos de expansão. Por outro lado,
o rendimento médio dos empregados das micro e pequenas empresas
teve alta de 7,3% em 2006 ante 2005 - o salário médio passou
de R$ 700 para R$ 751.
Em todo o Estado e considerando
todos os setores, o comércio do Grande ABC foi o único
que apresentou alta no número de empregados, de 6,1%. Entretanto,
a diminuição do número de empregados não é tão
preocupante no caso das pequenas e micro empresas, explicou Bedê.
"Quando há variações
muito rápidas nas vendas, para mais ou para menos, as empresas
desse porte fazem um ajuste inicial de pessoal nos colaboradores mais
próximos, os familiares, que em muitos casos colaboram na administração
do negócio sem uma remuneração fixa mensal",
afirmou.
A queda do nível de pessoal
ocupado se deu em todos setores: -7,5% em serviços, -4,6% no comércio
e -2,4% na indústria. As demais regiões apresentaram retração
no pessoal ocupado: -4,5% no Interior, -5,9% na Região Metropolitana
de São Paulo e -11,5% na capital.
Rendimento
Todas as regiões e setores
apresentaram aumento no valor dos rendimentos pagos aos trabalhadores:
2,3% na indústria, 6,9% nos serviços e 9,3% no comércio.
Por regiões, as altas foram de 6,6% na Capital, 7,4% na Região
Metropolitana de São Paulo, 7,7% no Interior e 8,6% no Grande
ABC. "As micro e pequenas empresas estão seguindo a tendência
de recuperação dos salários verificada na economia
por conta da inflação sob controle, dos dissídios
com recuperação dos salários acima da inflação
e do aumento real do salário mínimo", explicou Bedê.
Crédito e inadimplência
Nem a expansão do crédito
ajudou as micro e pequenas empresas. De acordo com Bedê, o crescimento
do endividamento das famílias em 2006 foi direcionado para compras
de bens de maior valor, como automóveis e eletroeletrônicos,
em prejuízo de bens e serviços oferecidos pelas micro e
pequenas empresas, geralmente de valor mais baixo. "Com a alta da
inadimplência resultante desses empréstimos, as famílias
cortaram todos os gastos extras e diminuíram ainda mais o consumo",
ressaltou.
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CONSULTOR JURÍDICO,
02 de março de 2007
Fora do jogo
Quem desiste de ação
perde direito de créditos
Parte que desiste da ação
trabalhista e mais tarde ingressa novamente em juízo, com os mesmos
pedidos, não tem direito a receber os créditos trabalhistas.
O entendimento é da 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
A Turma negou o recurso de um árbitro de futebol que pedia salários
vencidos, 13º, férias, FGTS, aviso prévio e a rescisão
indireta de seu contrato de trabalho.
O árbitro já havia
ganho na Justiça do Trabalho, em 1986, uma ação
em que pedia o reconhecimento de vínculo empregatício com
a Federação Paulista de Futebol quando ainda estava em
curso seu contrato de trabalho. Ele desistiu da ação na
fase de execução. Na ação judicial, ajuizada
em 1995, afirmou que a Federação não fez qualquer
anotação em sua carteira de trabalho nem cumpriu com as
obrigações trabalhistas, apesar de ter sido condenada na
ação anterior.
A Federação contestou.
Alegou que não havia trânsito em julgado da decisão
que reconheceu o vínculo porque o árbitro desistiu da ação.
A primeira instância acolheu os argumentos. O árbitro ainda
levou um “puxão de orelha” do juiz. “O reclamante
parece pretender brincar com o Poder Judiciário. Anteriormente,
ingressou em juízo, tendo obtido o provimento jurisdicional alvitrado,
mas desistiu da sua execução, o que restou judicialmente
homologado. Posteriormente, sem providenciar a execução
do julgado anterior, o que era plenamente possível, ingressa com
nova demanda, imputando ao empregador rejeitado a prática de falha
grave. As coisas não se passam segundo a vontade do reclamante,
mas, do ponto de vista jurídico, segundo um encadeamento lógico”,
destacou a sentença.
O juiz julgou extinto o processo
por falta de interesse processual. O árbitro recorreu. Disse que
foi coagido pela Federação a desistir da ação
anterior, sob pena de não ser mais escalado para as partidas de
futebol.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (São Paulo) determinou o retorno do processo à Vara
de origem para prosseguir o julgamento dos pedidos. Segundo o acórdão,
a desistência da execução, após o trânsito
em julgado da decisão que reconheceu o vínculo de emprego,
não macula a coisa julgada, apenas impede o prosseguimento da
execução no processo em que se deu a desistência.
De volta à Vara de origem,
nova sentença foi proferida. Dessa vez, o autor da ação
ganhou apenas a devolução dos valores descontados como
ISS no período compreendido entre maio de 1990 a julho de 1993.
Novos recursos foram ajuizados pelas duas partes.
Em novo julgamento, no TRT paulista,
o árbitro perdeu até mesmo os valores de ISS. Por isso,
o caso chegou ao TST. O recurso não foi aceito porque o autor
não conseguiu demonstrar violação de lei ou da Constituição
nem divergência de teses.
“Como se vê dos fundamentos
do acórdão recorrido, o entendimento do TRT foi no sentido
de que houve renovação, nesta ação, de pedidos
já formulados em reclamação trabalhista anterior”,
afirmou o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator.
AIRR-34.939/2002-900-02-00.0
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CONSULTOR JURÍDICO,
02 de março de 2007
Duplo emprego
Senac é condenado a pagar professor
que acumulou funções
Se o exercício cumulativo
de tarefas não ocorre dentro da jornada de trabalho, funcionário
tem direito de receber salário por todas as funções
desempenhadas. O entendimento é da 1ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho. A Turma não acolheu recurso do Senac contra decisão
da segunda instância, que reconheceu o acúmulo de funções
de um professor. Ele dava aulas e no intervalo fazia manutenção
nos computadores da instituição.
No recurso, o Senac negou a existência
de vínculo e sustentou que o instrutor trabalhava como autônomo,
sem subordinação jurídica. O Tribunal Regional do
Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul), porém,
constatou que os serviços eram qualificados e de necessidade permanente
da empresa — tanto que foram firmados vinte “contratos de
prestação de serviços” sucessivos, entre janeiro
e dezembro de 2003, sem que houvesse interrupção nas atividades
do instrutor.
Os contratos demonstravam que
o Senac determinava turno, horários e número de dias de
trabalho na semana, carga horária e o programa que teria se desenvolvido,
além de fornecer o material de apoio necessário.
A relatora, juíza convocada
Perpétua Wanderley, esclareceu que “na execução
da relação de emprego, é necessário observar
a equivalência entre a prestação de trabalho e a
contraprestação pecuniária a ser percebida pelo
empregado como cânone de preservação do equilíbrio
contratual”. A relatora frisou que o exercício cumulativo
de tarefas não ocorria dentro da jornada de trabalho, “o
que denota a distinção entre as atribuições”.
AIRR 57/2005-002-04-40.7

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