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Agência Senado, 08
de março de 2007
CAS vai debater demissões de
dirigentes sindicais

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (7)
requerimento de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) solicitando realização
de audiência pública para debater a onda de demissões,
consideradas por ele arbitrárias, de dirigentessindicais e de membros
das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho
(Cipas). Deverão ser convidados para a reunião, em data ainda
a ser marcada, representantes do Ministério Público, do Ministério
do Trabalho e dos trabalhadores.
Foi aprovado ainda requerimento
de autoria das senadoras Kátia Abreu (PFL-TO) e Rosalba Ciarlini
(PFL-RN) solicitando audiência pública para que os senadores
possam informar-se sobre como anda o combate do câncer de mama,
bem como a prevenção da doença, nas unidades de
saúde espalhadas pelos municípios brasileiros.
Outro requerimento aprovado foi
o de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ele quer audiência
pública, a ser realizada pela Subcomissão Permanente do
Trabalho e Previdência, que funciona no âmbito da CAS, para
discutir a contratação de técnicos e engenheiros
chineses para a implantação da Companhia Siderúrgica
do Atlântico (CSA), no estado do Rio de Janeiro.
Os membros do colegiado
decidiram ainda realizar audiência pública para aprofundar
o exame de projeto (PLS 267/05) do senador Antônio Carlos Valadares,
em tramitação na CAS, que institui gratificação
de adicional por tempo de serviço aos empregados regidos pela
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que tenham remuneração
mensal igual ou inferior ao teto máximo do salário-família,
que hoje é de R$ 654,67.
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Agência Diap, 8 de
março de 2007
Feriados Nacionais
Comissão de Educação
do Senado aprova novos feriados nacionais
A Comissaõ de Educação do Senado aprovou ontem, 06/03,
em caráter terminativo, a inclusão da terça-feira de Carnaval,
da sexta-feira da Paixão e da quinta-feira de Corpus Christi entre os
feriados nacionais. A inclusão dessas datas no calendário de
feriado oficial do País consta do PLS 157/06, de autoria do senador
Valdir Raupp (PMDB/RO), relatado no colegiado pelo senador Marco Maciel (PFL/PE).
Em seu voto, Maciel afirma que
a inclusão dos novos feriados atende à “exigência
das relações trabalhistas”, em particular no setor
privado, para legitimar a concessão dos direitos trabalhistas
referentes a esses feriados, seja em relação à paralisação
de atividades ou à remuneração extraordinária
dos empregados que trabalharem nessas datas.
Audiências Públicas
A comissão aprovou também
a realização de três audiências públicas
em datas a serem confirmadas. A primeira delas, a pedido do senador Renato
Casagrande (PSB/ES), será para discutir o novo Plano de Desenvolvimento
da Educação, o "PAC da Educação",
antes da divulgação oficial pelo Governo.
O plano foi apresentado nesta
segunda-feira, 05/03, pelo ministro da Educação, Fernando
Haddad ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve ser enviado
ao Congresso no mês de abril.
A segunda audiência, proposta
pelo senador Cícero Lucena (PSDB/PB), será dedicada ao
debate do Projeto de Lei do Senado 284/06, de autoria do senador Marcelo
Crivella (PRB/RJ), que trata do planejamento familiar e reduz a idade
mínima para o exercício da opção pela esterilização
cirúrgica. A terceira audiência, solicitada pela senadora
Patrícia Saboya (PSB/CE), destina-se ao debate do PLS 281/05,
de sua autoria, que permite a prorrogação da licença-maternidade
mediante concessão de incentivo fiscal.
Alteração na LDB
A pedido do senador Augusto Botelho
(PT/RR), foi concedida vista do PLS 4/06, de autoria do senador Cristovam
Buarque (PDT/DF), presidente da Comissão de Educaçao, que
modifica diversos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(LDB). Entre as medidas do projeto, estão a obrigatoriedade do
atendimento médico e odontológico a estudantes e a avaliação
do rendimento escolar na educação infantil.
Segundo Augusto Botelho, a assessoria
técnica do PT solicitou tempo para avaliar o impacto das medidas.
O projeto conta com parecer favorável do relator, senador Mão
Santa (PMDB/PI), e deverá voltar à pauta na próxima
semana.
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Folha
de São Paulo, 8 de março de 2007
Conservador, BC reduz juro para 12,75%
Queda, de 0,25 ponto percentual, é a 14ª consecutiva;
taxa Selic atinge o menor nível desde a sua criação,
em 1986 | Mercado já esperava a decisão de ontem, a primeira
tomada de forma unânime pelo diretores do Banco Central desde outubro
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na primeira decisão
unânime desde outubro, o Comitê de Política Monetária
do Banco Central aprovou ontem a redução da taxa básica
de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A queda
cautelosa dos juros já era esperada pelo mercado financeiro
desde que a recente turbulência financeira mundial desencorajou
as apostas na retomada dos cortes de 0,5 ponto. A única surpresa
foi a ausência, na reunião do Copom, do economista Afonso
Bevilaqua, que antecipou sua saída da diretoria do BC.
Lacônica, a nota divulgada
após a reunião disse apenas que a decisão deu "prosseguimento
ao processo de flexibilização da política monetária,
iniciado na reunião de setembro de 2005". A taxa Selic,
que serve de base para as compras e vendas diárias de títulos
públicos pelo BC, é hoje a menor desde sua criação,
em 1986. Apesar da aparente previsibilidade, a votação
de ontem foi precedida por um período de ataques políticos,
críticas técnicas e especulação no mercado
em torno do futuro da política monetária.
Em janeiro, por 5 votos a 3,
o Copom -formado pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, e pelos
diretores do banco- optou por reduzir o ritmo de queda dos juros dois
dias após o lançamento do programa oficial para a aceleração
do crescimento econômico (PAC). A decisão desencadeou
uma onda insatisfação no governo e em sua base de sustentação
política. Conforme a Folha noticiou, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva passou a defender a nomeação de diretores
menos conservadores para o BC.
No mercado, a perspectiva de
uma queda mais lenta dos juros contribuiu para acentuar a queda do
dólar, o que prejudica as exportações. Especialistas
questionaram a "robusta" recuperação da atividade
econômica enxergada pelo BC na ata que, uma semana depois, explicou
a inflexão da política monetária. As previsões
para a inflação, afinal, estão abaixo da meta
de 4,5% para o ano.
Questionado sobre a decisão
do Copom, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, preferiu destacar
que a queda de ontem foi a 14ª consecutiva. Segundo ele, isso
indica que o país pode chegar a um juro real (descontada a inflação)
de 6% anuais. Com a decisão de ontem, a taxa real caiu para
8,6%, mas ainda é a maior do mundo.
Quando ganhavam força as previsões de que o BC acabaria retomando
o ritmo anterior de queda dos juros, de meio ponto percentual, o discurso conservador
de sua diretoria foi reforçado na semana passada com a turbulência
nos mercados.
No primeiro dia da turbulência,
Meirelles, em exposição no Senado, usou a instabilidade
para defender "cautela", "prudência" e "parcimônia" -palavra
presente nas últimas atas do Copom para sinalizar cortes mais
modestos dos juros. Ao contrário do que aconteceu em movimentos
especulativos globais do passado recente, a instabilidade atual não
chegou a comprometer as expectativas do mercado para a inflação
ou o crescimento. Foi o bastante, porém, para trazer o mercado
de volta ao consenso em torno dos cortes de 0,25 ponto. Na avaliação
do Copom, a adoção de cortes menores poderá prolongar
o período de reduções sucessivas nos juros,
que já é o mais longo da história da Selic.
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Folha de São Paulo,
8 de março de 2007
País deve crescer 5% só após
2010, afirma estudo
DA SUCURSAL DO RIO
Estudo realizado pelo Ipea mostra
que o crescimento de 5% ao ano só deverá ocorrer após
2010. De acordo com o cenário traçado pelo instituto, a
economia brasileira deve crescer 4,4% em 2009 e 4,8% em 2010. O governo
espera expansão de 5% no próximo ano. Para chegar à projeção
de crescimento, o Ipea fez uma simulação em que o crescimento
do consumo das famílias mantém o ritmo de 5% ao ano e os
investimentos, em 8%. Neste quadro, a taxa de investimento atingiria
24% do PIB em 2010.
Para o instituto, a economia
conseguirá crescer em ritmo vigoroso com o aumento dos investimentos
e os efeitos da demanda externa líquida. Para o Ipea, a trajetória
de exportações e importações mostra que os
movimentos do câmbio têm efeitos de longo prazo. Neste quadro,
o dólar barato levaria as exportações a crescer
5,2% ao ano de 2007 a 2010 e as importações, a um ritmo
de 11,7% ao ano.
"Nossa interpretação é que
o papel do presidente não é tanto o de conseguir crescer
5% imediatamente, mas de criar as bases para um crescimento sustentável",
afirmou Fabio Giambiagi, economista do instituto. O quadro para o final
desta década, na avaliação do Ipea, é favorável.
O país poderá chegar lá com a dívida pública
em torno de 40% do PIB e juros reais próximos de 6% ao ano.
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Folha
de São Paulo, 8 de março de 2007
IBGE vê Previdência insustentável
Projeções indicam que na metade
do século haverá poucas pessoas contribuindo e muitas recebendo
| Hoje, para cada pessoa com mais de 65 anos, há dez em idade
produtiva, ou seja, pagando contribuições; em 2050, haverá só três
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As projeções
apresentadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
na primeira reunião do Fórum Nacional da Previdência
Social mostram que o modelo atual não se sustenta no longo prazo.
O IBGE estima que em 2050, para cada pessoa com mais de 65 anos, haverá apenas
três em idade produtiva, isto é, com condições
de contribuir para o INSS. Hoje, essa relação é de
dez pessoas para cada idoso. Além disso, daqui a 43 anos, para
cada pessoa que estiver chegando aos 65 anos, haverá apenas
uma completando 15 anos e entrando na idade produtiva, conforme dados
apresentados ontem no Fórum Nacional de Previdência Social.
Para ter uma idéia,
a população com 60 anos ou mais, que hoje é de
17 milhões de pessoas, será de 64 milhões em 2050.
Aqueles com 80 anos ou mais, que são apenas 2,3 milhões
hoje, serão 13,7 milhões. Isso equivale à população
de Estados como Bahia e Paraná, segundo os dados do IBGE. Combinados,
esse acentuado processo de envelhecimento, que aumentará o número
de aposentadorias, e o crescimento muito menor da população
em idade para entrar no mercado de trabalho e recolher as contribuições
que financiam as aposentadorias e pensões, exigirão mudanças
nas regras das aposentadorias. "Os números mostram que
o modelo atual não tem condições de se perpetuar
até 2050, 2060. Será uma realidade muito diferente da
de 2005", admitiu o ministro Nelson Machado (Previdência).
O aumento da informalidade é outro
problema que afetará as contas da Previdência. Ana Amélia
Camarano, pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada), que também fez uma exposição sobre
as mudanças na população nos próximos anos,
considera esse um problema ainda mais grave do que o envelhecimento.
Segundo ela, apenas 45,5% dos homens entre 40 e 60 anos pagam contribuições à Previdência.
Na prática, isso significa que mais da metade dos homens nessa faixa
não terá direito de requerer aposentadoria depois que parar de
trabalhar. Essas pessoas terão de receber benefícios assistenciais
do governo -ou vão piorar muito sua qualidade de vida.
A pesquisadora propõe
mudanças como a criação de uma idade mínima
para a aposentadoria, a impossibilidade de acúmulo das pensões
por morte e aposentadorias, além de mudanças nas regras
para as mulheres, que hoje se aposentam com menos tempo de contribuição
(30 anos) que os homens (35 anos). O fórum tem o objetivo de
encaminhar uma nova proposta de Reforma da Previdência ao Congresso
Nacional até o fim de agosto. Para medir a aceitação
das mudanças pela população, o governo pretende
fazer pesquisas via internet. O levantamento será feito pelo
Núcleo de Assuntos Especiais da Presidência da República,
mas o formato e o número de consultas não estão
definidos.
A reunião do fórum
não foi acompanhada até o final pelos presidentes da
CUT, Artur Henrique dos Santos, nem da Força Sindical, Paulo
Pereira da Silva. O presidente da CNI (Confederação Nacional
da Indústria), Armando Monteiro Neto, deixou o encontro no fim
da manhã.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 08
de março de 2007 | Mundo
Número de mulheres assalariadas
cresce 11%
Estudo mostra participação
feminina no mercado de trabalho
Genebra – Cerca de 48 em cada
100 mulheres que trabalham no mundo recebem salário, uma
proporção que aumentou 11,6% nos últimos dez
anos, segundo a Organização Internacional do Trabalho
(OIT), que ainda assim afirma que há uma grande desigualdade
entre os sexos no ambiente de trabalho.
Por ocasião da celebração,
hoje, do Dia Internacional da Mulher, a OIT publicou ontem um relatório
sobre as “Tendências Mundiais do Emprego das Mulheres, Resumo,
2007”.
De acordo com o documento, em 2006 havia cerca de 2,895 bilhões de trabalhadores
no mundo, dos quais 1,157 bilhão eram mulheres, ou seja, 40%, uma taxa
praticamente igual a de dez anos atrás (39,7%).
Por outro lado, aumentou o porcentual
de mulheres com empregos remunerados no mundo, que passou de 42,9%, em
1996, para 47,9%, em 2006, apesar do avanço não ser o mesmo
em todas as regiões do planeta e, inclusive, existirem algumas áreas
nas quais se observou um retrocesso.
Esta reversão pode ser
um sinal negativo, mas também pode indicar que, em regiões
mais desenvolvidas, as mulheres estudam por mais tempo, segundo os responsáveis
pelo relatório.
Nas áreas mais pobres
do mundo, no entanto, o número de trabalhadoras familiares sem
remuneração continua sendo muito maior que o dos homens,
o que faz com que as primeiras tenham muito menos oportunidade de se
tornarem assalariadas.
Apesar do avanço dos empregos
formais entre as mulheres, a OIT chama a atenção para o
fato de que cerca de 60% dos trabalhadores que vivem em famílias
com renda inferior a US$ 1 por pessoa por dia continuam sendo mulheres.
Além disso, e a um ritmo
semelhante ao do aumento da população mundial e do desemprego
masculino, também cresce o número de mulheres desempregadas
(as que querem e podem trabalhar, mas não encontram ocupação),
que chegou a 81,8 milhões.
Atualmente, a taxa de desemprego
feminino é de 6,6% (contra 6,3% de uma década atrás),
enquanto o masculino é de 6,1% (contra 5,9% de dez anos).
O estudo diz que aumentou
ainda a quantidade de mulheres empregadas em postos de baixa produtividade
na agricultura ou no setor de serviços, assim como as que recebem
um salário inferior ao dos homens realizando a mesma tarefa,
o que a OIT denomina de “feminização da pobreza
no trabalho”.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 08
de março de 2007 | Economia
Ipea estima crescimento de 3,7% do
PIB
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revisou levemente para
cima sua projeção para a taxa de crescimento da economia brasileira
em 2007, e estima que a inflação no país ficará abaixo
de 4% no ano. A meta oficial do governo é de uma variação
de 4,5%, com uma margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
De acordo com os dados divulgados
pelo Instituto -ligado ao Ministério do Planejamento - o Produto
Interno Bruto (PIB) do país deve se expandir em 3,7% neste ano.
A estimativa anterior era um crescimento de 3,6%.
Já no primeiro trimestre, a economia deverá crescer a um ritmo
superior ao de 2006, prevê o instituto.
Para a inflação,
a expectativa é de um "cenário tranqüilo".
"O cenário inflacionário
para 2007 é de relativa tranqüilidade, uma vez que não
se antecipa nenhum fator de pressão de fôlego para o restante
do ano", diz o boletim.
Os novos cálculos indicam
uma variação de 3,8% para o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), abaixo dos 4,3% estimados no final do ano
passado.
No cenário traçado
para a taxa de juro básico do país, a nova previsão
do Ipea indica que a Selic deverá estar em 11,50% no último
trimestre do ano. A estimativa está 0,5 ponto percentual abaixo
da anterior.
Do lado das contas externas,
o Instituto elevou de 37,2 bilhões de dólares para 40,4
bilhões de dólares sua previsão para o superávit
da balança comercial em 2007.
No caso das transações
correntes brasileiras, a revisão foi mais forte. O IPEA prevê agora
um superávit de 8 bilhões de dólares, ante saldo
positivo de 4,1 bilhões de dólares previsto anteriormente.
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DCI – DIÁRIO,
COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS, 08 de março
de 2007
Baixa renda e lote urbano puxam a construção
A indústria da construção
civil brasileira, formada por 290 mil empresas e responsável pelo
volume de R$ 260 bilhões em divisas para o País, comemora
as medidas anunciadas pelo Governo Federal quanto ao Pacote de Aceleração
do Crescimento (PAC) e, depois de rever as metas de crescimento para
o ano corrente, crê no sucesso do plano para alavancar as vendas
do setor.
Neste ano, a previsão é de
aumento de 7% nos negócios graças ao impacto criado pela
criação do PAC, segundo o Sindicato da Indústria
da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP).
Além disso, providências como a concessão de subsídios à aquisição
da moradia pelas famílias de menor renda, o financiamento ao lote
urbanizado e a redução da burocracia nas operações
de crédito imobiliário, prometem mexer com os ânimos
do setor da construção civil.
Para a entidade, o setor teve
de rever as metas recentemente, devido ao lançamento do programa
de incentivos do governo. Antes, a previsão era um aumento em
torno de 4,9% em relação ao ano passado. Agora passa de
7%.
Com esse programa, crê-se
que a cadeia produtiva movimentará 2,4% dos 5% do Produto Interno
Bruto (PIB) que o Brasil pretende crescer nos próximos 4 anos. “Caso
as ações do PAC sejam implantadas com agilidade teremos
sucesso”, declara o presidente do SindusCon-SP, João Carlos
Robusti.
O programa, dividido em cinco
partes diretamente ligadas à economia, envolve áreas como
infra-estrutura, construção e habitação,
mas potencializa, entre outras questões, os resultados das várias
medidas de estímulo adotadas pelo governo desde março de
2004, no setor imobiliário.
Levantamento recente divulgado
pelo DCI aponta que o setor imobiliário puxou o crescimento de
7% no nível de emprego na construção civil em 2006,
conseqüência do investimento recorde no setor, próximo
de R$ 19,45 bilhões, segundo o SindusCon-SP e a Fundação
Getúlio Vargas.
Perspectivas
A Docol inicia 2007 com o lançamento
de cinco linhas de metais para banheiro, formadas por torneira, misturador,
ducha higiênica e design exclusivo. A executiva da empresa, Dania
Pereira, gerente de Marketing, acredita no desenvolvimento do setor e
diz que a empresa está preparada para as demandas exigidas para
os próximos anos.
“Vejo grandes perspectivas
de negócios no eixo Rio/São Paulo com o lançamento
de grandes empreendimentos.” A Docol exporta 18% da sua linha de
produção e espera abocanhar uma fatia de 25% do mercado
externo.
Já a Formica, representada
no Brasil pela Formiline e produtora de laminado contínuo, investirá mais
de R$ 15 milhões em novas máquinas para aumentar a capacidade
produtiva e atingir um crescimento 5% superior ao faturamento da empresa
em 2006. Segundo o gerente de Marketing, José Reginaldo Missiato,
com a ampliação de sua capacidade produtiva a meta é exportar
20% a mais que os atuais 30%, dirigidos a Estados Unidos, Colômbia,
Venezuela, Israel e Porto Rico.
Fundada há 25 anos, a
Termo Solar Indústria e Comércio faz proveito da onda de
racionamento de energia elétrica, em razão do aquecimento
global, e lança um aquecedor de água através da
energia solar. Segundo o engenheiro João Balseiro Neto, a empresa
espera aumentar o volume de vendas em 40% até dezembro.
A Matec Engenharia se reestruturou
para aumentar em 9% os R$ 450 milhões que faturou em 2006. A
construtora está investindo R$ 10 milhões em um plano
de tecnologia da informação. De acordo com Rene Rocha,
gerente de desenvolvimento de novos negócios da Matec, o plano
envolve programa de relacionamento e concentra a gestão de projetos.
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AGÊNCIA BRASIL, 07de
março de 2007
Ministro do Trabalho defende em comissão
reforma sindical e critica terceirizações
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ministro
do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu a realização das reformas
sindical e trabalhista ao participar hoje (7) de reunião da Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço Público
da Câmara dos Deputados.
“Não teremos nenhuma
reforma trabalhista se não resolvermos a questão sindical
do país, se não fizermos uma reforma sindical que propicie
melhorar as relações capital e trabalho”, afirmou.
Sobre a reforma sindical, Marinho
destacou que é uma necessidade “para a sociedade brasileira,
para melhorar o papel das negociações, para criar de fato
condições dos sindicatos se colocarem de forma igual perante
uma mesa de negociação”.
O ministro do Trabalho apontou
também desafios surgidos com a modernização do mercado
de trabalho como as terceirizações e o impacto das tecnologias
nas relações de trabalho.
Sobre a terceirização,
Marinho disse que a prática resulta em trabalhadores “subcontratados”.
E afirmou ser “inadmissível o que alguns empregadores vêm
praticando nos seus negócios".
O deputado Sandro Mabel
(PL-GO), que integra a comissão e tem um projeto de lei que
trata das terceirizações, observou que “deve ser
banida a terceirização do menor preço, em que
o trabalhador é demitido para contratar um mais barato, o que
não é bom para a economia e desenvolvimento do país”.
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AGÊNCIA BRASIL, 08
de março de 2007
Fórum Nacional da Previdência
realiza primeira reunião
Luciana Vasconcelos
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Fórum
Nacional da Previdência Social, criado para discutir o aperfeiçoamento
do sistema previdenciário, está realizando hoje (7) sua
primeira reunião. Participam do fórum representantes dos
trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas, dos empregadores e
do próprio governo federal.
Na primeira parte da reunião,
o chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência
da República (NAE), Oswaldo Oliva Neto, apresentou as contribuições
que o fórum pode trazer a partir de consultas realizadas com vários
segmentos da sociedade brasileira. Em uma pesquisa realizada pelo NAE
com mais de mais 40 mil pessoas, o Sistema Previdenciário foi
apontado em 16º lugar como uma das 50 prioridades nacionais.
Oliva Neto disse que, além
de propostas técnicas, o fórum deve ouvir mais a população
sobre o tema, e propôs a realização de uma consulta
pública. “Como estamos trabalhando para construir uma sociedade
para o futuro, um projeto de longo prazo, é necessária,
fundamentalmente, a participação de toda a sociedade”,
afirmou.
“Esse fórum não
pode se limitar a um grupo de pessoas, técnicos, especialistas,
elaborando propostas de longo prazo. A sociedade tem que participar efetivamente,
e o apoio do NAE a esse processo é no sentido de viabilizar essa
grande pesquisa, essa grande consulta e a geração de cenários
prospectivos em relação a essa pesquisa pública”,
explicou.
Segundo ele, a idéia é fazer
uma grande pesquisa junto à sociedade brasileira e enviar os resultados
ao Congresso Nacional junto com os trabalhos técnicos que serão
feitos pelo fórum. Na parte da tarde, estão previstas apresentações
de representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Um
dos pontos que serão mostrados aos participantes é está ocorrendo
um “envelhecimento” da população brasileira,
com maior número de idosos no país.
O demógrafo Juarez de
Castro Oliveira, do IBGE, disse que os impactos desse aumento serão
cada vez mais progressivos, atingindo todas as áreas da sociedade,
e o país terá que se adequar à nova realidade. “Evidentemente,
as políticas públicas voltadas para a população
idosa, não só as políticas de assistência
e previdência social, mas também políticas de saúde
e uma série de adequações que sociedade brasileira
terá que enfrentar para poder receber esse número cada
vez mais volumoso de adultos e idosos”, afirmou.
A representante do Ipea, Ana
Amélia Camarano de Mello Moreira, chamou a atenção
para o encolhimento da População Economicamente Ativa (PEA)
e a informalidade. “Há um aumento da demanda de beneficiários
e, ao mesmo tempo, há uma redução relativa da oferta
de contribuintes, que são os financiadores do sistema de previdência.
O que eu chamo a atenção é que não é só um
aumento na demanda de benefícios. É uma redução
da oferta de contribuintes, e o que está acontecendo, não
só pela questão demográfica, mas pela questão
da informalização da economia brasileira”, observou.
A expectativa é de
que o fórum conclua seus trabalhos em seis meses. Depois de
analisar os problemas e as possíveis soluções
para a modernização da Previdência, as propostas
serão encaminhadas ao Congresso Nacional.
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AGÊNCIA BRASIL, 08
de março de 2007
Governo brasileiro não quer
restringir direito de greve no país, diz ministro
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo brasileiro
não quer restringir o direito à realização
de greves no país, disse hoje (7) o ministro do Trabalho, Luiz
Marinho. Ele classificou de equivocada a interpretação
dada ao que disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre a
regulamentação deste direito.
“A fala do ministro Paulo
Bernardo foi interpretada como intenção do governo de limitar,
de coibir as greves do servidor público, na verdade não é nada
disso. O governo caminha para atender uma reivindicação
histórica das centrais sindicais em relação aos
servidores públicos”, afirmou Marinho.
Na semana passada, Paulo Bernardo
informou que o governo estuda enviar ao Congresso Nacional um pedido
de ratificação da Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que regulamenta a negociação
coletiva no serviço público. Na ocasião, ele afirmou: “A
Constituição diz que o servidor tem direito de fazer greve,
mas temos que preservar interesses do cidadão. Tem que ter limite”.
Ele disse ainda que o tema será discutido com as centrais sindicais.
Segundo Marinho, o governo encaminhará ao
Congresso a regulamentação da convenção da
OIT atendendo a reivindicação dos servidores públicos
brasileiros para, a partir daí, garantir a negociação
e a regulamentação do direito de greve.
Para o ministro do Trabalho,
proibir greves seria uma solução “simplista” que
não resolveria o problema já que as paralisações
têm como causa a ausência de solução das demandas
dos trabalhadores. Segundo ele, o caminho é regulamentar para
fortalecer o processo de negociação.
“Uma mesa de negociação
que tenha funcionalidade, que as partes vão amadurecendo os processos
de relacionamento, conduzindo a um processo de entendimento que naturalmente
as greves vão diminuindo”.
O ministro Luiz Marinho participou
hoje (7) de reunião da Comissão de Trabalho, Administração,
e Serviço Público da Câmara dos Deputados.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 08 de março de 2007 | Economia
Lucro dos bancos em 2006 atingiu R$
27,5 bilhões
Segundo levantamento da Austin Rating sobre
os resultados de 48 bancos no ano passado, valor só não
foi maior por causa da amortização de ágios
Renée Pereira
SÃO PAULO - O lucro líquido
dos bancos em 2006 atingiu R$ 27,5 bilhões, valor apenas 3,6%
superior ao de igual período do ano anterior. Mas o modesto avanço
do ganho em relação a 2005 está longe de ser um
sinal de fragilidade ou deterioração dos números
das instituições. Pelo contrário. "O resultado
reflete a exuberância das instituições no Brasil,
que se deram ao luxo de fazer de uma só vez a amortização
de aquisições que poderia ser feita em dez anos",
afirma o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, responsável
pelo levantamento sobre os resultados de 48 bancos em 2006.
Por causa da exuberância
dos resultados, as principais instituições do País
puderam aumentar ou fazer amortizações integrais de compras
feitas no passado. O Itaú amortizou o ágio total da aquisição
do BankBoston. O mesmo ocorreu no Bradesco, que amortizou aquisições,
como a da American Express (Amex) e do Banco do Estado do Ceará (BEC).
Já no Unibanco, a decisão foi reduzir o tempo de amortização
de 10 anos para 5 anos.
Por isso, o lucro desses três
bancos caiu 17,9%, 8,3% e 4,8%, respectivamente. Para Rodrigues, embora
tenha reduzido o lucro, a amortização integral dá mais
transparência ao banco e abre espaço para resultados melhores
para este ano.
A redução do lucro
também diminuiu a rentabilidade sobre o patrimônio líquido,
de 25,3% para 21,1%. Números ainda considerados excelentes pelos
especialistas.
Segundo Rodrigues, 2006 foi mais
um ano marcado pelo avanço do crédito, cujo estoque somou
R$ 564,18 bilhões. O volume é 26,5% superior ao de igual
período de 2005. O que também representou aumento da inadimplência,
já que o crescimento maior do crédito tem sido verificado
nas linhas de financiamento voltadas para pessoa física e pequenas,
médias e microempresas. Nesses produtos, o risco é elevado,
mas o retorno também.
O analista Marcel Artoni de Marco,
do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad),
explica que, por esse motivo, as instituições foram obrigadas
a elevar as provisões para devedores duvidosos, o que também
impactou nos resultados.
Segundo levantamento da entidade,
as provisões do Bradesco subiram 76%; do Itaú, 73%; do
Unibanco, 31%; do Banco do Brasil, 32%; e do Banco Real, 66,1%. Na média,
a provisão ficou em 53%. "Os bancos exageraram nas provisões
acima dos valores exigidos pelo Banco Central", afirma Rodrigues.
Segundo ele, outro fator que
demonstra a exuberância dos bancos é a conta de prestação
de serviço, que saltou de R$ 38,90 bilhões para R$ 45,50
bilhões - avanço de 17%. Ele lembra que em 1994, na estréia
do real, as receitas de serviços representavam apenas 3,5% do
faturamento total. Hoje essa participação já atinge
21%.
Além disso, esses ganhos
eram responsáveis por 40% da folha de pagamento e hoje significam
115%. "No caso do Itaú e do Unibanco, as receitas são
duas vezes a folha de pagamento", afirma Rodrigues.
Outro dado importante dos bancos
foi a melhora da eficiência. Segundo o levantamento da Austin Rating,
o índice médio do bancos avaliados recuou de 54% para 53,3%.
Nesse caso, quanto menor o número, melhor é a eficiência
do banco. Entre os maiores bancos, o que apresentou melhor indicador
foi o Bradesco, com 46,3%, seguido pelo Itaú, com 46,9%.
Para este ano, a expectativa é que
o crédito e os altos spreads (diferença entre o custo
de captação e o que é emprestado para o consumidor)
continuem melhorando os lucros.
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CONSULTOR JURÍDICO,
08 de março de 2007
Menores aprendizes
É válida a contratação
de menores pelo Correio
O Tribunal Superior do Trabalho
reconheceu a legalidade da contratação de menores, por
meio de convênio com entidades assistenciais, pela Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos. A 2ª Turma concluiu que as atividades
desenvolvidas pelos adolescentes na instituição têm
natureza sócio-educativa, que encontram amparo no Estatuto da
Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90).
A ação civil pública
contra o Correio foi aberta pelo Ministério Público do
Trabalho, em 1999. O processo se baseou em denúncia feita por
um promotor de Justiça da cidade de Miracema (TO). Ele acusava
o Correio de utilização irregular de mão-de-obra
adolescentes na qualidade de “menores aprendizes”. A Emenda
Constitucional 20/98 prevê que a idade mínima para o trabalho é de
16 anos, permitido o trabalho de maiores de 14 anos apenas na qualidade
de aprendiz.
Em sua defesa, o Correio alegou
a legalidade do programa apontando seu cunho social em benefício
de menores carentes. O pagamento de meio salário mínimo,
sustentou, se baseia na duração do trabalho que é a
metade estabelecida para cálculo do salário mínimo
legal. Para o MP, não ficou comprovado que se tratam de menores
aprendizes. Por isso, não haveria justificativa legal para o pagamento
de meio salário mínimo, ainda que a jornada seja reduzida.
Segundo a denúncia, a
ECT mantém em seus quadros cerca de sete mil trabalhadores mirins,
o que significa 10% da força total de trabalho da empresa, “que
recebem salário ínfimo e com a qual a empresa só tem
dois anos de responsabilidade”. O MP argumenta que, ainda que a
estatal ajustasse sua conduta pagando aos adolescentes salário
igual ao dos empregados adultos, persistiria uma ilegalidade de natureza
constitucional: a ausência de concurso público.
A defesa afirmou que o programa
de contratação de menores é destinado a adolescentes
de famílias de baixa renda, com objetivo de encaminhá-los
a uma atividade benéfica. Reforçou que o ingresso dos adolescentes
no programa acontece por meio de instituições filantrópicas
legalmente constituídas. Os requisitos para a contratação
são: renda familiar de até três salários mínimos,
idade mínima de 16 anos e comprovação de freqüência
no ensino regular, a partir da 5ª série. A jornada de quatro
horas diária de trabalho é compatível com o horário
escolar.
Cada um dos adolescentes recebe
50% do salário mínimo, mais vale transporte, vale-cesta
alimentação, uniforme, assistência médica
e odontológica nos ambulatórios internos e atendimento
de saúde na rede credenciada da empresa. As instituições
conveniadas recebem uma taxa de administração e o repasse
de todos os encargos sociais devidos aos adolescentes.
Por fim, a estatal argumentou
que o programa foi premiado pela Fundação Abrinq, na categoria “Direitos
da Criança e do Adolescente”, como uma “Empresa Amiga
da Criança”, premiação que conta com o apoio
da Unicef.
A 15ª Vara do Trabalho de
Brasília julgou a ação improcedente. “O programa
de apoio ao menor carente, ao inseri-lo na aprendizagem do mercado de
trabalho, possui grande relevância social, mesmo porque o Estado,
em seu sentido estrito, não vem cumprindo seu dever constitucional
de garantir o direito social à educação”,
destacou a sentença.
O MP recorreu. Insistiu que o
programa desenvolvido pela estatal não atende aos requisitos legais
da aprendizagem e que os adolescentes exercem atividades típicas
de adultos, suprindo a falta de pessoal de apoio. O Tribunal Regional
do Trabalho da 10ª Região manteve a decisão. Segundo
o acórdão, “dentre os objetivos fundamentais da República
está a erradicação da pobreza e da marginalização,
com a redução das desigualdades sociais e regionais”.
A discussão chegou ao
TST por meio de recurso de revista. Para o ministro Renato Paiva, as
contratações aconteceram dentro dos parâmetros legais,
com amparo no Estatuto da Criança e do Adolescente. Além
disso, disse que não há como reconhecer que se trata de
vínculo empregatício, uma vez que os adolescentes foram
contratados pelas entidades assistenciais responsáveis, que pagam
a remuneração e demais vantagens, assumindo os encargos
trabalhistas e previdenciários.
O TRT, de acordo com o relator,
considerou comprovado o cunho sócio-educativo do programa, levando
em conta, dentre outros, o documento de reconhecimento, pela Fundação
Abrinq, de que o programa atendeu às garantias do Estatuto da
Criança e do Adolescente. Além do fato de as atividades
externas terem sido autorizadas pela Vara de Infância e Juventude.
RR-54300/2002-900-10-00.8
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
08/03/2007
OIT alerta para ”feminização” da
pobreza entre os trabalhadores
Relatório da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) divulgado por ocasião do Dia Internacional
da Mulher aponta que o número de mulheres que trabalham no mundo é maior
do que nunca, mas a persistência das desigualdades de gênero
- quanto à situação de emprego, segurança
no trabalho, salários e acesso à educação
- contribui para uma “feminização” da pobreza
entre os trabalhadores.
De acordo com o relatório “Tendências
Mundiais do Emprego para as Mulheres 2007”, nunca antes houve um
número tão alto de mulheres participando do mercado de
trabalho, incluindo tanto aquelas que têm emprego como as que estão à procura
de um. As estimativas da OIT indicam que, em 2006, havia 2,9 bilhões
de trabalhadores no mundo, dos quais 1,2 bilhão eram mulheres.
Entretanto, a OIT destaca que
há mais mulheres do que nunca em situação de desemprego
(81,8 milhões), ou em empregos de baixa produtividade, na agricultura
ou no setor de serviços, ou recebendo salários menores
do que os homens pelo mesmo trabalho. Em contrapartida, o número
de mulheres que têm emprego ou estão procurando deixou de
aumentar e, inclusive, caiu em algumas regiões, em alguns casos
devido ao aumento do número de jovens que estudam e não
trabalham.
"Apesar dos progressos,
ainda há muitas mulheres que desempenham trabalhos mal remunerados,
com freqüência na economia informal, sem suficiente proteção
legal, com pouca ou nenhuma proteção social e com alto
grau de insegurança”, disse o diretor-geral da OIT, Juan
Somavia. “A promoção do trabalho decente, como ferramenta
fundamental para responder à demanda mundial de igualdade de gênero,
permitirá avançar de forma importante para melhorar os
ganhos e as oportunidades das mulheres e ajudar as famílias a
sair da pobreza”, acrescentou.
O relatório da OIT mostra
que as mulheres devem ter a oportunidade de superar a situação
de pobreza, assim como a de suas famílias, através do acesso
a oportunidades de emprego decente, que lhes permitam realizar um trabalho
produtivo e remunerado, em condições de liberdade, segurança
e dignidade humana. Do contrário, o processo de “feminização” da
pobreza continuará avançando e será um legado para
a próxima geração.
O relatório também
destaca que 47,9% das mulheres que trabalham estão em situação
de emprego remunerado e assalariado, o que representa uma melhora diante
dos 42,9% de dez anos atrás. No entanto, o relatório mostra
que quanto mais pobre for a região, maiores são as possibilidades
de que as mulheres sejam trabalhadoras familiares sem remuneração
ou trabalhadoras por conta própria com baixa remuneração.
(Com informações da Assessoria de Comunicação
Social da OIT)

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