 |
JORNAL GAZETA DO POVO, 13 de
março de 2007 | Brasil
Partidos
Petistas são os mais corruptos,
diz pesquisa
A mais recente pesquisa realizada
pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, mostra que o
partido é visto pela população como o que tem mais
políticos corruptos. Dos entrevistados, 30% disseram que os petistas
são os mais corruptos. Em segundo lugar está o grupo dos
que não sabem (21% dos entrevistados), e em terceiro lugar os
que responderam "todos os partidos são corruptos".
|
| JORNAL GAZETA DO POVO, 13 de março
de 2007 | Opinião |
 |
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 13 de março de 2007 | Economia
Produção industrial cai
em 7 dos 14 locais pesquisados
SP ficou entre os Estados com produção abaixo da média
nacional, de -0,3%
Jacqueline Farid
RIO
- Os índices regionais da produção industrial
ajustados sazonalmente mostram queda em sete dos 14 locais pesquisados
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em
janeiro ante dezembro. Todos atingiram taxas abaixo da média nacional
(-0,3% no período, segundo divulgou o instituto na semana passada):
São Paulo (-1%), Minas Gerais (-0,9%), Rio Grande do Sul (-1%),
Pernambuco (-1,5%), Espírito Santo (-2,7%), Paraná (-3,4%)
e Ceará (-3,5%).
Entre as áreas que ampliaram a produção, Bahia
(10,8%) e Amazonas (9,4%) alcançaram as taxas mais expressivas.
Na comparação com janeiro de 2006 - período em que
houve alta de 4,5% no total do País -, os índices regionais
apresentam expansão em todos os locais pesquisados, exceto no
Ceará, que registrou queda de 5,4%, "refletindo o forte impacto
negativo vindo do setor de refino de petróleo e produção
de álcool.
De acordo com os dados,
entre as áreas com taxas positivas, acima
da média nacional, figuram: Goiás (18,4%), Pará (10,6%),
Amazonas (8,4%), Bahia (6,3%), Minas Gerais (6,2%), Rio Grande do Sul
(6,2%), Pernambuco (5,1%), Região Nordeste (5,0%) e Espírito
Santo (4,7%). Também com resultados positivos, porém abaixo
do crescimento do Brasil, ficaram o Paraná (3,2%), São
Paulo (3,1%), Santa Catarina (2,3%) e Rio de Janeiro (2,1%).
São Paulo
A produção industrial de São Paulo, em janeiro,
caiu 1% frente a dezembro, na série livre de influências
sazonais, após avançar 0,8% em dezembro ante novembro.
A produção no Estado mostrou recuo também no índice
de média móvel trimestral, considerado o principal indicador
de tendência e que indicou queda de 0,4% no trimestre encerrado
em janeiro ante o terminado em dezembro.
A queda de 1,0% ocorreu
especialmente por causa da paralisação
ocorrida na Refinaria de Paulínia, segundo explicou a economista
Isabella Nunes, da coordenação de indústria do IBGE. "Sabemos
que houve esse efeito muito forte, pontual", disse.
Segundo ela, é preciso esperar as taxas futuras apuradas na região
para checar se haverá recuperação após a
queda ante mês anterior apresentada no primeiro mês deste
ano. "Um mês é muito pouco, tem que esperar fechar
um primeiro trimestre", observou.
Na comparação com janeiro de 2006, de acordo com dados
do IBGE, a indústria paulista cresceu 3,1%, resultado abaixo do
total do País (4,5%), e expansão de 3,3% em 12 meses.
Em relação a igual mês do ano anterior, em janeiro,
12 dos 20 segmentos pesquisados no Estado deram contribuições
positivas, com máquinas e equipamentos (17,4%), máquinas
para escritório e equipamentos de informática (71,9%) e
alimentos (11,3%) exercendo os principais impactos. Nestes setores, destacaram-se
as altas nos itens de centros de usinagem; computadores; e sucos concentrados
de laranja.
Já as reduções em veículos automotores (-6,1%),
refino de petróleo e produção de álcool (-9,0%), "pressionados
por paralisações programadas para manutenção
nas unidades produtoras", e material eletrônico e equipamentos
de comunicações (-11,7%) foram as mais expressivas para
o total da indústria, segundo destaca o documento de divulgação
do IBGE.
Nos ramos que apresentaram baixa em São Paulo nessa base de comparação,
conforme o instituto, sobressaem os recuos na fabricação
de automóveis; gasolina; e aparelhos de comutação
para telefonia. "Percebe-se, assim, uma significativa dispersão
no desempenho dos vários segmentos pesquisados, que se traduz
em uma expansão global moderada (3,1%) no mês", avaliam
os técnicos.
|
AGÊNCIA
ESTADO, 13 de abril de 2007
Projeto prevê mais recursos para
a construção civil

A Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) deve analisar em uma de suas próximas reuniões
projeto de lei (PLS 35/07) de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR)
que obriga o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) a disponibilizar, no mínimo, 35% de seus recursos
para o financiamento da construção civil, que serão
aplicados prioritariamente na habitação.
O incentivo à habitação
representa a ampliação do nível do emprego em
todo o país - lembrou Osmar Dias, para quem a sua proposta
tem por meta engajar o BNDES em um esforço coletivo para que
se consiga generalizar o acesso à habitação.
O projeto do senador também
obriga o BNDES a aplicar, no mínimo, 85% de seus recursos
disponíveis para financiamento em empresas de capital nacional.
Se aprovada, a proposta segue para análise da Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE), onde será votada em decisão
terminativa.
Cláudio Bernardo / Repórter
da Agência Senado
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 13
de março de 2007 | Brasil
Governadores de 8 estados empregam
parentes
por GAZETA DO POVO ONLINE
COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA ESTADO
A contratação de
parentes por parte de governadores não é exclusividade
no Paraná. Além de Roberto Requião, que possui pelo
menos seis familiares em cargos no governo, outros sete governadores
praticam o nepotismo. O levantamento foi realizado pela Agência
Estado e divulgado nesta segunda.
Os governadores que também
empregam parentes são: Jackson Lago (PDT) do Maranhão;
Teotonio Vilela (PSDB) do Alagoas; Cid Gomes (PSB) do Ceará; Aécio
Neves (PSDB) de Minas; Blairo Maggi (PR) de Mato Grosso; Marcelo Miranda
(PMDB) do Tocantins e Ana Júlia Carepa (PT) do Pará.
No Paraná, o PPS fez o
pedido de uma ação no Ministério Público
para que investigasse a prática de nepotismo no governo, mas a
ação já se arrasta há mais de um ano sem
que o governo tenha sido notificado oficialmente para que demita os parentes
contratados. Há ações instauradas também
no Maranhão e em Alagoas. No Ceará, há uma ordem
para demitir parentes até o fim do mês.
Segundo a reportagem da jornalista
Luciana Nunes Leal, o nepotismo não é crime previsto em
nenhuma lei, mas os argumentos contra a prática recorrem ao artigo
37 da Constituição, que fixa normas para a administração
pública. “a administração pública direta
e indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”,
diz trecho do artigo.
No governo de Requião,
ainda de acordo com a agência, são abrigados os irmãos
Maurício, na Secretaria de Educação, e Eduardo,
na superintendência do Porto de Paranaguá, além da
mulher, Maristela, na presidência do Museu Oscar Niemeyer. Trabalham
ainda em empresas estaduais um primo do governador, Heitor Wallace Melo
e Silva, como diretor da empresa de saneamento do estado, e um sobrinho,
João Arruda, diretor da companhia de habitação.
Lúcia Arruda, irmã do governador do Paraná, é presidente
do Programa Voluntariado Paranaense (Provopar), sem remuneração.
Os secretários de estado do Paraná recebem R$ 11 mil mensais.
A Agência Estado informou
que em seu levantamento procurou a assessoria do Palácio Iguaçu,
mas não obteve resposta.
|
JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 13 de março de 2007 | Brasil
Lula rejeita pedidos do PT e estica
reforma ministerial
Após reunião no Planalto, líder
na Câmara diz que partido aceita perder espaço | Presidente
reitera intenção de ter Marta no governo, mas afirma
que é preciso cuidado e que não fará mudança "a
toque de caixa"
VALDO CRUZ
FÁBIO ZANINI
PEDRO DIAS LEITE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em reunião com a cúpula
do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não
vai fazer a reforma ministerial a "toque de caixa" e rejeitou
pedidos feitos pelo partido.
O PT, durante a conversa de duas
horas, insistiu na indicação da ex-prefeita de São
Paulo Marta Suplicy para o Ministério das Cidades e pediu para
manter a articulação política com o partido.
Lula, no entanto, rechaçou
os pedidos. Concordou ser importante ter Marta Suplicy no governo, mas
disse que não poderia criar atritos com aliados, uma referência à sua
disposição de manter em Cidades o ministro Márcio
Fortes (PP). Sinalizou ainda que o destino da petista, caso ela aceite,
deve ser mesmo a pasta de Turismo.
Quanto à articulação
política, o presidente informou que analisaria os nomes sugeridos
pelo partido para ocupar o ministério, mas fez tantos elogios
ao ministro Walfrido Mares Guia (PTB), que os petistas concluíram
que ele está confirmado na pasta de Relações Institucionais
no lugar de Tarso Genro. Lula disse aos petistas que eles poderiam ficar
tranqüilos que Mares Guia é "muito jeitoso" e iria "tratar
bem o PT".
Durante a reunião, o presidente
informou ainda que na próxima quinta-feira vai nomear alguns ministros
-entre eles, Tarso Genro no lugar de Márcio Thomaz Bastos, na
Justiça-, deixando para a próxima semana outros nomes por
causa de últimas negociações, inclusive com o PT.
Segundo um auxiliar de Lula, o presidente devolveu a decisão sobre
os nomes do PT no governo à executiva do partido, que tem reunião
agendada para hoje.
De acordo com relato de participantes
do encontro com o PT, Lula disse que acha importante a participação
da Marta no governo, mas tem de tomar cuidado para não criar atritos
com os aliados na hora de definir seu espaço.
Apoio do PT
Na saída do encontro,
o líder do PT na Câmara, Luiz Sergio (RJ), afirmou que o
partido apoiará a decisão de Lula qualquer que seja. "O
PT apóia e continuará apoiando o presidente nas decisões
que tomar. Se o presidente achar conveniente que tenhamos que perder
espaço, vamos compreender e apoiá-lo incondicionalmente",
disse o deputado.
Além do futuro da ex-prefeita
Marta Suplicy, Lula precisa finalizar acordos com o PMDB e o PDT. Dada
como certa a indicação de Carlos Luppi para o Ministério
da Previdência, o apoio do partido à CPI do Apagão
Aéreo pode inviabilizar sua participação no governo.
Já o futuro do PMDB neolulista
da Câmara vai ser discutido em reunião amanhã, às
17h, com o presidente Lula no Palácio do Planalto. Hoje, o partido
terá uma conversa prévia com o ainda ministro da articulação
política, Tarso Genro.
Além de Integração
Nacional, já reservada por Lula para o deputado Geddel Vieira
Lima (BA), os peemedebistas da Câmara reivindicam o Ministério
da Agricultura. O candidato ao posto é o deputado ligado à bancada
ruralista Waldemir Moka (MS).
O presidente, porém, ainda
resiste às pressões do partido.
A intenção de Lula é compensar
os deputados do PMDB com cargos de segundo escalão em troca de
aceitarem em sua cota a indicação do médico José Gomes
Temporão para o Ministério da Saúde -um nome acertado
entre o presidente e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
A lista de cargos de segundo
escalão desejados pelos deputados do PMDB inclui diretorias da
Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além
de cargos em Furnas Centrais Elétricas e a Secretaria de Previdência
Complementar, ligada ao Ministério da Previdência.
Se conseguir fechar um acordo
com o PMDB amanhã, Lula pode anunciar, além de Tarso Genro,
os nomes de Geddel e Temporão. O presidente também informou
a auxiliares que desistiu da idéia de criar uma secretaria para
cuidar de portos e aeroportos, como forma de contemplar o PSB.
|
JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 13 de março de 2007 | Brasil
FHC defende mudança no sistema
eleitoral
LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso (PSDB) defendeu ontem um novo sistema eleitoral para o país:
o voto distrital. Como cidade-teste, o tucano elegeu São Paulo
e disse que a mudança deveria ser aplicada em 2008, quando serão
eleitos os próximos vereadores.
Hoje, o sistema é o proporcional.
O eleitor vota num nome ou na legenda e as vagas do Legislativo são
distribuídas na proporção dos votos de cada sigla.
No distrital puro, a cidade é dividida em distritos que têm
o poder de eleger um representante.
A manutenção do
atual sistema, diz FHC, traz o "risco de desmoronamento das instituições
republicanas". Ele citou a Venezuela, cujo sistema "já vinha
apodrecendo há algum tempo e deu origem a regimes tirânicos,
demagógicos ou populistas".
Para FHC, que participou de um
evento sobre voto distrital na Associação Comercial de
São Paulo, a mudança é crucial. "Hoje o eleitor
está tão longe do candidato que nem se lembra em quem votou.
Com o voto distrital, ele poderia seguir de perto os passos do representante."
E os demais temas da reforma
política, como fidelidade partidária e financiamento de
campanha? Não dá para fazer tudo de uma só vez,
diz. "É preciso ter foco. Uma vez modificado o sistema, essas
questões seriam induzidas mais facilmente."
O presidente do PD (ex-PFL),
Jorge Bornhausen, concorda com o voto distrital, mas se declarou cético
sobre uma eventual mudança na gestão do presidente Lula.
O deputado Miro Teixeira (PDT) disse que o atual sistema garante a participação
democrática de todos.
|
JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 13 de março de 2007 | Dinheiro
INSS realizará perícia
em aposentados por invalidez
Quem tiver recuperado a capacidade para o
trabalho poderá perder o benefício | Convocação
começa em julho e abrangerá 2,2 mi de pessoas; comunicado
indica dia e hora para a pessoa ir a uma agência do INSS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Ministério da Previdência
Social convocará, a partir de julho, os 2,2 milhões de
aposentados por invalidez que recebem o benefício há mais
de dois anos. Esses segurados passarão por uma perícia
médica e, se tiverem recuperado a capacidade de trabalho, poderão
perder a aposentadoria.
Quem recebe o benefício
há menos de dois anos também terá que passar por
uma avaliação dos peritos do INSS quando completar esse
prazo. Essa mesma regra valerá para as novas aposentadorias por
invalidez que forem concedidas a partir de agora.
"Essa revisão periódica
está prevista em lei desde 1991, mas só agora o INSS tem
condições operacionais de realizá-la. No modelo
anterior, em que a perícia médica era terceirizada, seria
muito difícil fazer isso", explica o presidente do INSS,
Valdir Moysés Simão.
O governo gasta R$ 1,37 bilhão
por mês com o pagamento desses benefícios. Não há nenhuma
estimativa da economia que o cancelamento das aposentadorias pode gerar.
A convocação dos
aposentados será feita individualmente, embora o ministro Nelson
Machado (Previdência) não tenha definido os mecanismos.
A comunicação do INSS estabelecerá data e horário
para que o segurado vá a uma das agências da Previdência
para fazer a perícia médica.
Segundo Simão, não
será preciso enfrentar filas e o atendimento será imediato,
o que evitará as filas de idosos nos postos de atendimento, como
ocorreu quando o governo quis recadastrar os segurados acima de 90 anos
em 2003.
"Ninguém deve procurar
os postos de atendimento até ser convocado", explica o presidente
do INSS.
Os primeiros a serem chamados
serão os segurados mais jovens e que recebem o benefício
há mais de dois e menos de cinco anos. Quem está aposentado
por invalidez há mais de cinco anos será convocado numa
segunda etapa. O governo espera terminar a revisão desses benefícios
até o fim de 2008.
Como funcionará
Os aposentados que forem considerados
aptos ao trabalho pelos peritos do INSS terão os benefícios
cancelados. Se o trabalhador puder voltar para o emprego que tinha antes
da aposentadoria o cancelamento será imediato.
As regras de transição
só se aplicam a quem se recuperou mas não tem condições
de voltar ao emprego antigo. Nesses casos, se o segurado for considerado
pelo perito do INSS como totalmente curado e estiver recebendo a aposentadoria
há menos de cinco anos, ainda recebe pelo número de meses
igual ao dos anos que ficou na aposentadoria por invalidez. Ou seja,
se recebeu a aposentadoria por três anos, continua recebendo por
três meses.
No caso de quem se recuperou
apenas parcialmente para o trabalho e/ou recebe a aposentadoria há mais
de cinco anos, o INSS deixa de pagar no prazo de um ano e meio. Nos primeiros
seis meses, o pagamento é integral; depois cai para a metade e,
no último semestre, será de 25% do valor original.
Os aposentados mais idosos que
não forem aprovados na perícia médica poderão
requisitar a aposentadoria por tempo de contribuição, se
pagaram mais de 15 anos ao INSS. A aposentadoria por invalidez conta
para o tempo total de contribuição.
O INSS também identificou
40 mil segurados que recebem aposentadoria por invalidez e trabalham
com carteira assinada. Se confirmada a fraude, essas pessoas terão
de devolver o que receberam, além de ter o benefício
imediatamente cancelado. Motivo: quem se aposenta por invalidez não
pode trabalhar.
|
AGÊNCIA DIAP, 13 de
março de 2007
Demissão
Prioridade no julgamento de ação
de trabalhadores demitidos poderá ser apreciada
A Comissão de Constituição
e Justiça poderá votar nesta terça-feira, 13/03, às
10h, algumas proposições de interesse dos trabalhadores.
Destacamos: i) substitutivo do
Senado ao PL 3.343/89, dispondo sobre o desdobramento do período
de férias e o não desconto na remuneração
de falta ao trabalho; ii) substitutivo do Senado ao PL 5.920/90, para
dispor que os processos de demissão de empregado devem ter prioridade
de julgamento; as audiências de conciliação e julgamento
dos processos serão designadas no prazo máximo de 30 dias úteis,
contado a partir da data de ajuizamento da ação; o julgamento
será feito no prazo máximo de 120 dias; e a reintegração
de dirigente sindical no emprego, quando concedido liminar, não
poderá ser revogada antes do trânsito em julgado da decisão
final; iii) PL 4.731/04 – pacote da reforma trabalhista do Governo – incluindo
como alternativa ao executado no processo trabalhista a nomeação à penhora
de bens, ainda que sejam insuficientes para o pagamento integral da importância
reclamada; e iv) PL 2.672/03, do senador Tião Viana (PT/AC), para
incluir no recebimento de medicação gratuita, os portadores
dos vírus da hepatite crônica e fibrose cística.
|
JORNAL O VALOR ECONÔMICO,
13 de fevereiro de 2007
É possível ter um bom
dinheiro numa conta "perdida" do FGTS
Por Mara Luquet
Uma senhora de 60 anos de idade
foi a uma agência da Caixa Econômica Federal num subúrbio
carioca pedir uma linha de cheque especial de R$ 800,00. Saiu da agência
com incríveis R$ 60 mil! E o que é ainda melhor, sem dever
nada a ninguém, muito menos ao banco. Isso porque esse era o dinheiro
de sua conta do FGTS que estava perdido. Descobriu porque o gerente que
a atendeu foi fazer uma busca cuidadosa sobre as contas antigas e, como
desconfiava, estava lá o saldo perdido.
Segundo este gerente, são
muitas as contas "esquecidas" ou "perdidas" do FGTS.
Ele explica que o FGTS foi transferido para a Caixa no início
dos anos 90. "Naquela época, não havia toda essa evolução
digital que temos hoje, na maioria dos banco o sistema era controlado
manualmente por meio de fichas manuais, e os saldos de FGTS eram corrigidos
manualmente", diz ele.
O governo federal quando decidiu
centralizar na Caixa todas as contas do FGTS fez um alto investimento
em desenvolvimento e implantação de sistemas. Quando, então,
os bancos transferiram os valores para a Caixa, cada um enviou um valor
total e uma relação enorme (em formulários contínuos,
que possuíam uma péssima impressão) e foi contratado
um batalhão de estagiários para digitar os dados no sistema. "Como
os digitadores ganhavam por produção, a maioria fazia a "festa",
ou seja, números de PIS zerados, e uma montanha de nomes abreviados
ou digitados de forma indevida", conta o gerente.
E foi essa a história
que acabou fazer por desaparecer uma fortuna de recursos de trabalhadores
que está aplicada no FGTS. "Geralmente encontro fundos de
trabalhadores com contratos rescindidos anterior a 1995", diz o
gerente. "É uma fortuna, já encontrei um FGTS de R$
62 mil outro de R$ 57 mil, mas a maioria é de valor menor, mas
ainda assim um bom dinheiro", diz.
Este gerente calcula ter liberado
sozinho no ano passado R$ 1,5 milhão. Para encontrar esses recursos,
o trabalhador precisa: encontrar um gerente disposto a tocar esta empreitada
porque será necessário seguir algumas pistas.
Por exemplo, o gerente diz que
um senhor que procurava por seu dinheiro perdido há tempos conseguiu
finalmente localizar a conta depois que escreveu o nome do titular sem
a letra "R". Localizou R$ 2,5 mil. Um erro na grafia do nome
fez com que o saldo sumisse porque o número do PIS estava zerado.
Uma ouvinte da CBN que também
foi atrás de seus recursos diz que conseguiu localizar depois
de corrigir um erro no número do PIS. Enfim, vai dar trabalho,
mas há chances de você localizar um bom dinheiro perdido
nas contas do FGTS.
Nelson Antônio de Souza,
superintendente nacional do FGTS, diz que não há como quantificar
o volume de saldo de FGTS "perdido" por conta de erros no cadastro.
No entanto, segundo ele, é um número residual no universo
de 570 milhões de contas que existem hoje.
O fato é que qualquer
resíduo num universo dessa magnitude começa a ter um peso
relevante. Mas, segundo Souza, os casos de clientes que têm valores
expressivos a receber são pontuais. O executivo explica que bimestralmente
são enviados 24 milhões de extratos e que qualquer trabalhador
pode acessar suas contas de FGTS pelo site da própria Caixa Econômica
(www.caixaeconomica.gov.br).
No entanto, as contas perdidas
precisam de uma dedicação especial, pois os erros cadastrais
impedem que você localize seu saldo pela internet. É necessário
primeiro ir à agência e regularizar o cadastro para encontrar
as contas perdidas.
Souza explica que, para qualquer
trabalhador que tenha se afastado antes de 14 de julho de 1990, é possível
inclusive resgatar os recursos. Para aqueles que se afastaram depois
desta data, é possível resgatar desde que estejam três
anos fora do vínculo do FGTS. Mas, mesmo quem não esteja
enquadrado em nenhuma dessas alternativas, é possível resgatar
para os casos previstos em lei como comprar a casa própria.
De qualquer forma, vale o esforço.
Procure saber se você tem algum recurso do FGTS. Mas não
apenas isso. Veja no site da Comissão de Valores Mobiliários
(www.cvm.gov.br) se você tem recursos do 157 e procure também
por ações que você possa ter ou tenha herdado. Lembre-se
de que a bolsa acumula quatro anos de alta e esses papéis podem
estar valendo um bom dinheiro.
Mara Luquet é editora da revista
ValorInveste e autora do Guia Valor Econômico para o Planejamento
da Aposentadoria
|
CONSULTOR JURÍDICO,
13 de março de 2007
Prestação de serviços
Fundação quer derrubar
decisão que proíbe contratação
A Fundação de apoio à Escola
Técnica do estado do Rio de Janeiro (Faetec) entrou com uma reclamação
no Supremo Tribunal Federal contra a decisão da Justiça
do Trabalho, que impede a contratação de prestadores de
serviços. Para a entidade, houve desrespeito à Ação
Direta de Inconstitucionalidade 3.395, em que o Plenário do STF
tirou da competência da Justiça do Trabalho resoluções
que envolvem o poder público e seus servidores.
De acordo com o pedido de liminar,
a 66ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro atendeu a ação
civil pública, apresentada pelo Ministério Público,
e proibiu a Faetec de contratar funcionários que prestam serviços
através de cooperativas ou empresas pelo período de quatro
meses.
Em seguida, o Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região teria acatado o pedido de liminar
do MP para suspender o prazo de validade de concurso para cargos públicos
na Fundação.
Por considerar as decisões
inconstitucionais, a entidade pede que elas sejam suspensas imediatamente.
O relator do processo será o ministro Cezar Peluso.
RCL-4.980
|
AGÊNCIA BRASIL, 13
de março de 2007
OIT inclui trabalho infantil doméstico
entre as piores formas de exploração no Brasil
José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O trabalho
infantil doméstico, nos últimos anos, vem sendo reconhecido
como uma das piores formas de exploração de crianças
no Brasil. Por isso, o seu combate tem tido prioridade por ser um trabalho
realizado dentro de casa, onde não há fiscalização
e que pode esconder uma série de injustiças.
A avaliação é da
oficial de Projetos do Programa Internacional para a Eliminação
do Trabalho Infantil, da Organização Internacional do Trabalho
(Ipec/OIT), Daniela Rocha. Segundo ela, existe o senso comum de que quem
exerce trabalho infantil doméstico é beneficiado com cuidados
e não é vítima de exploração. Em muitos
casos, prossegue a funcionária da OIT, há um forte sentido
de caridade, ao terem a criança trabalhando em casa em troca,
por exemplo, de estudo.
“É necessária
a conscientização da sociedade para quebrar essa aceitação
cultural do trabalho infantil doméstico”, sublinha. Ela
lembra que a atividade doméstica é proibida no país – só é permitida
a partir dos 16 anos, e com todos os direitos trabalhistas e previdenciários
assegurados.
De acordo com o Ipec/OIT, normalmente,
essas crianças são cedidas por famílias pobres de
zonas rurais a famílias com melhores condições em áreas
urbanas. Porém, com o inchaço populacional das cidades
brasileiras, e a criação dos bolsões de pobreza,
esses meninos, meninas e adolescentes estão sendo “recrutados” também
nas periferias.
No Brasil, mais de 400 mil crianças
e adolescentes na faixa etária entre cinco e 16 anos exercem trabalho
doméstico. Esse é um dos principais setores de ocupação
de crianças no país. As meninas são maioria - 90%
dos casos, com maior incidência de negras ou pardas. A atividade é considerada “exploração
infantil” pela Organização Internacional do Trabalho
(OIT).
As crianças que trabalham
como domésticas em casa de terceiros, segundo o Ipec/OIT, sofrem
com o afastamento de suas famílias, e muitas vezes não
têm oportunidade de estudar ou brincar. Compõem um “exército
invisível” de mão-de-obra, que está sujeita à toda
sorte de exploração. Por ser um trabalho realizado dentro
de um lar, as meninas e meninos acabam não tendo a proteção
do Estado.
Na última sexta-feira
(9) foi realizada em Cidade Del Este, no Paraguai, a oficina Mídia:
Trabalho Infantil Doméstico, Exploração Sexual
Comercial e Tráfico de Meninos, Meninas e Adolescentes, envolvendo
profissionais dos meios de comunicação do Brasil, Argentina
e do país anfitrião. A organização foi
da OIT e da Agência Global de Notícias.
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
13/03/2007
TST mantém indenização
por dano moral a gerente da Caixa
Comprovado o dano moral sofrido
por ex-gerente da Caixa Econômica Federal, a Terceira Turma do
Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo do banco. A decisão
manteve a indenização fixada em 40 mil reais pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região (Paraná).
O relator do agravo no TST, juiz
convocado Ricardo Machado, afirmou que o Regional decidiu com base no
conjunto de provas e “por entender provada a conduta patronal violadora
da dignidade do trabalhador”.
O empregado ingressou na Caixa
em 1982 como auxiliar de escritório e no ano seguinte foi nomeado
gerente de núcleo, ocupando depois diversas funções
durante os mais de 20 anos de serviços prestados à CEF.
Afirmou que foi dispensado sumariamente da função de gerente-geral,
no ano de 2002, acusado de “possíveis irregularidades na
conta-corrente de uma pessoa jurídica, sendo abruptamente transferido
para outra agência”.
Juntou ainda atestado médico
declarando que sofreu sérios problemas psíquicos em razão
da retaliação sofrida no banco.
Na Vara do Trabalho, o empregado
pediu indenização por dano moral, alegou injusta destituição
da função, recebendo ainda penalidades administrativas,
advertência de forma arbitrária e sem direito a defesa.
A sentença de primeiro
grau acolheu o pedido do empregado e considerou abusivos os atos da empregadora,
principalmente por não permitir a defesa do empregado. Declarou
que “não remanescem dúvidas de que as medidas decorreram
do arrolamento do empregado em processo administrativo com cunho punitivo”,
e que nenhuma das acusações foram comprovadas.
A Caixa contestou a reclamação
e alegou que a alteração no contrato do gerente decorreu
do poder diretivo garantido por lei aos patrões, negando qualquer
ofensa ao patrimônio moral do empregado.
O TRT/PR não acolheu o
recurso da CEF e manteve a sentença da Vara do Trabalho. “Relativamente
ao quadro fático, examinando a prova colhida, notabiliza-se a
existência de sólida evidência do profundo abalo psíquico
sofrido pelo empregado”. Segundo o Regional, o atestado médico
diagnosticou depressão, angústia, abalo de auto-estima
e sentimentos mórbidos.
No TST, o juiz Ricardo Machado,
ao negar provimento ao agravo do banco, ressaltou que o Regional decidiu
com base no conjunto probatório, e por isso, manteve a condenação
em dano moral. O relator explicou que qualquer alteração
na decisão regional demandaria o revolvimento de fatos e provas,
procedimento vedado pela Súmula nº 126 do TST.
(AIRR 1601/2005 – 018 – 09 –40.6)
|
13/03/2007
TST decide sobre validade de intimação
do Banespa
Se a parte que veio a juízo
estiver representada por diversos advogados, qualquer um deles poderá receber
intimação, independentemente de ter sido formulado requerimento
designando um ou outro advogado para este fim. Esta foi a decisão
proferida pelos ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
ao negar provimento ao recurso de revista proposto pelo Banco do Estado
de São Paulo S/A – Banespa.
De acordo com o voto do ministro
Renato de Lacerda Paiva, relator, a intimação é válida
se constar da publicação os nomes das partes e de seus
advogados. Segundo ele, a decisão está amparada no parágrafo
1º do artigo 236 do Código de Processo Civil.
Trata-se de uma ação
trabalhista proposta por uma ex-empregada do Banespa que aderiu ao Plano
de Demissão Voluntária (PDV) do banco. A Vara do Trabalho
negou seu pedido de horas extras e reflexos mas, em fase de recurso ordinário,
o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP)
deu provimento parcial ao recurso da empregada, condenando o banco a
indenizar pelas horas extraordinárias não pagas.
O Banespa interpôs embargos
declaratórios ao TRT. Alegou que requereu, em sua peça
de defesa, que as publicações e notificações
fossem encaminhadas em nome do subscritor da contestação – Dr.
Ivan Calos de Almeida e, posteriormente, em nome do Dr. Arnor Serafim
Junior. Alegou que o Tribunal Regional desconsiderou tal pedido, ao endereçar
as publicações em nome de outro advogado “que não
atuava nos autos”.
O TRT não acolheu os embargos.
Segundo a decisão, não foi constatada qualquer irregularidade,
pois o banco foi intimado dos termos da sentença e demais atos
subseqüentes, através da imprensa oficial, em nome do primeiro
dos advogados constantes do instrumento de mandato constante dos autos.
O Banespa interpôs
recurso de revista pedindo a nulidade dos atos processuais a partir
da publicação da sentença. Segundo o voto do ministro
Renato Paiva, o TRT constatou que o banco foi intimado por meio da
imprensa oficial, em nome de um dos seus patronos, regularmente constituído. “Nesse
passo, não há que se falar em nulidade dos atos processuais
a partir da publicação da sentença”, concluiu.
(RR-821/2001-060-15-00.7)

|