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FETRACONSPAR,
14 de março de 2007
FETRACONSPAR participa de manifestação
pelo veto à Emenda 03
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Geraldo
Ramthun
(Presidente da FETRACONSPAR, Vice-Presidente da NCST Nacional
e Secretário
Regional da CNTI
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A FETRACONSPAR
e representantes de diversas entidades sindicais, federações, CNTI e também
a Associação dos Auditores Fiscais do MTE, mobilizaram-se
na manhã de hoje, em frente à DRT/PR, a fim de promover
uma manifestação para solicitar o veto à Emenda
3 contida no projeto de lei da Super Receita.
Os manifestantes
reivindicam que o presidente Lula vete a emenda, pois ela abre mais
espaço
para a precarização do mercado de trabalho ao retirar
da fiscalização do Ministério do Trabalho o poder
de diagnosticar e definir se há vínculo de trabalho entre
uma empresa e um trabalhador e remeter a questão à Justiça.
Isso vai contra a luta dos trabalhadores e suas representações
sindicais por garantia de direitos e crescimento do mercado formal.
Por fim
a manifestação
se estendeu até a Boca Maldita no centro de Curitiba, onde no
caminho eram distribuídos um informativo expresso e explicado
as pessoas o significado de tal emenda.
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Manifestantes
em Frente à DRT/PR
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Manifestantes
em caminhada pelo centro de Curitiba
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AGÊNCIA ESTADO, 14
de março de 2007
Declaração
Lula dá ultimato a empresários
da construção civil
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva deu nesta terça (13) um ultimato aos empresários
do setor de construção civil: não entrar com pedidos
de liminar questionando resultados de licitações de obras
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e que cobrem
preços justos para a execução dos projetos. "Vou
dar um exemplo: a BR 101, no Nordeste, foi dividida em nove lotes. Na
primeira licitação houve guerra de liminares entre as empresas,
os preços estavam muito elevados e eu cancelei a licitação
e dei a obra para o Exército fazer", relatou, prometendo
repetir a ação, caso os empresários não façam "afinação" entre
si e "coloquem ordem na casa".
O presidente enfatizou
os incentivos que sua administração tem dado ao setor
da construção civil, entre os quais oferecendo desoneração
tributária e linhas de financiamento. "Nos próximos
quatro anos, o PAC terá investimentos de R$ 170,8 bilhões
em infra-estrutura social, dos quais R$ 106 bilhões em construção
civil. A relação entre PIB e crédito está em
33%, sendo que 3% somente de financiamento imobiliário. Queremos
elevar de 3% para 15% do PIB essa participação, atingindo
o volume de R$ 300 bilhões ao ano", informou Lula.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 14 de março de 2007 | Economia
Custo da construção sobe
0,41% em fevereiro
Custo nacional do metro quadrado passou de
R$ 572,52 em janeiro para R$ 574,85
Kelly Lima
RIO - O Índice Nacional
da Construção Civil (INCC) registrou variação
de 0,41% em fevereiro, ficando 0,14 ponto percentual acima do divulgado
em janeiro (0,27%), segundo divulgou nesta terça-feira, 13, o
IBGE.
O índice atual, registrado
em 0,41%, avançou 0,10 ponto percentual em relação
a fevereiro de 2006 (0,31%), acumulando variações de 0,67%
no ano e 5 06,% nos últimos 12 meses. Segundo o IBGE, o custo
nacional por metro quadrado passou de R$ 572,52 em janeiro para R$ 574,85
em fevereiro, sendo R$ 333,01 relativos aos materiais e R$ 241,84 à mão-de-obra.
A parcela dos materiais variou
0,49%, ante 0,31% do apresentado em janeiro. Já a mão-de-obra
avançou 0,08 ponto percentual passando de 0,21% em janeiro para
0,29% em fevereiro. No acumulado no ano, foram observadas variações
de 0,80% nos materiais e 0,51% na mão-de-obra. Nos últimos
12 meses, o acumulado chegou a 4,11% em materiais e 6,40% na mão-de-obra.
A região Norte se destacou
em fevereiro, com o maior índice regional (0,79%), pressionado
pelo resultado de Rondônia (2,76%). O índice da região
Nordeste, influenciado pelo Piauí (2,65%), apresentou a segunda
maior variação (0,53%).
As demais variações
regionais foram menores que o índice nacional, como é o
caso do Sudeste (0,33%), Centro-Oeste (0,32%) e Sul (0,25%).
Entre os estados, Rondônia
(2,76%) e Piauí (2,65%) registraram as maiores variações
mensais em fevereiro, refletindo os reajustes salariais das categorias
profissionais da construção civil.
As menores variações
ocorreram em Roraima (0,06%); Paraná (0,08%) e Amapá (0,09%).
No acumulado no ano, o estado que se destacou foi o Piauí, com
3,45%; e nos últimos12 meses, sobressaiu-se o Amapá, com
acumulado de 9,02%.
Esses resultados são calculados
mensalmente pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica
Federal, a partir do SINAPI- Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
da Construção Civil.
O SINAPI, criado em 1969, tem
como objetivo a produção de informações de
custos e índices de forma sistematizada e com abrangência
nacional, visando à elaboração e avaliação
de orçamentos, acompanhamento de custos, adequação
de materiais e programação de investimentos.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 14 de março de 2007 | Economia
Técnicos da Previdência
recomendam veto à Emenda 3
A informação foi dada nesta
terça pelo ministro da Previdência, Nelson Machado
Adriana Fernandes
BRASÍLIA - O ministro
da Previdência Social, Nelson Machado, afirmou nesta terça-feira,
13, que a área jurídica e operacional de fiscalização
do ministério recomendou, por razões técnicas, o
veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à Emenda
3, incluída pelos parlamentares na lei que cria a Super Receita.
A Emenda 3 determina que só a
Justiça poderá questionar a relação trabalhista
entre uma empresa e prestadores de serviço. Segundo o ministro,
a emenda traria dificuldades à fiscalização. "A
orientação é de que teríamos dificuldades
para fazer a fiscalização", afirmou Machado, ao chegar
ao Ministério.
Entenda a Emenda 3
A emenda proíbe o auditor
fiscal de multar empresas que contratam profissionais que constituíram
empresa para prestar serviços. A emenda diz que apenas o Poder
Judiciário tem a atribuição de decidir sobre relações
de trabalho entre as empresas e essas pessoas jurídicas prestadoras
de serviços, pode desconsiderar atos, contratos e negócios
jurídicos.
O presidente Lula tem até 16
de março para sancionar a lei, aprovada em fevereiro, mas integrantes
do governo indicaram, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a intenção
de veto da emenda. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou que
vai recomendar o veto. Ele disse que a emenda cria uma ´restrição
excepcional´ para os auditores fiscais da Receita Federal.
Para a Receita, os auditores,
ao fazerem as autuações, estão cumprindo a lei que
determina que a renda da Pessoa Jurídica deve ser tributada de
uma forma e a Pessoa Física, de outra. Segundo o secretário
da Receita, Jorge Rachid, é equivocada a interpretação
de que o fiscal tem o poder de fechar a empresa. A Receita alega que
não há despersonalização da pessoa jurídica
e sim a reclassificação da natureza dos rendimentos.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 14 de março de 2007 | Economia
Revisão de aposentadorias por
invalidez começa em julho
Expectativa do INSS é convocar 2,2
milhões de aposentados, de um total de 2,8 milhões;
quem for considerado apto para trabalhar pode perder o benefício
Isabel Sobral
BRASÍLIA - A Previdência
Social marcou para julho o início da revisão das aposentadorias
por invalidez concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A expectativa do INSS é convocar 2,2 milhões de aposentados
por invalidez de um universo total de cerca de 2,8 milhões. O
processo todo deverá durar um ano e meio e quem for considerado
apto para o trabalho poderá perder o benefício.
A revisão desse tipo de
aposentadoria havia sido anunciada no final do ano passado pelo ministro
da Previdência, Nelson Machado, como mais uma medida de gestão
das contas previdenciárias. Os alvos são os segurados que
recebem o benefício há mais de dois anos.
A convocação será feita
em duas etapas, priorizando os que estão aposentados entre dois
e cinco anos. Depois serão chamados os que recebem há mais
de cinco anos. Dentro desses dois grupos, primeiro serão avaliados
os mais jovens e depois os mais idosos.
O presidente do INSS, Valdir
Simão, disse que ainda não foram definidos os detalhes
sobre a forma de convocação dos segurados, mas garantiu
que o INSS vai tentar evitar filas marcando dia e horário para
a perícia. Ele afirmou que não há uma estimativa
da economia que poderá ser obtida com a revisão, apesar
de admitir que espera uma redução de pagamentos desses
benefícios.
Simão disse que quem estiver
recuperado e ainda estiver contratado perderá o benefício
imediatamente. Mas haverá um prazo de transição
- variável de acordo com o tempo de recebimento - para o fim dos
pagamentos dos benefícios àquelas pessoas que forem consideradas
aptas a voltar ao mercado de trabalho, mas já tiverem perdido
o vínculo com seu último emprego.
"Nesse período será importante
o programa de reabilitação profissional, em que as pessoas
poderão aprender um novo ofício", comentou. Segundo
Simão, o governo espera que as empresas façam a reabilitação
profissional das pessoas que vierem a ter o benefício cessado.
A reabilitação
profissional será importante para recolocar as pessoas no mercado
de trabalho. "E ninguém melhor do que as empresas para conduzir
a reabilitação por que são elas que sabem quais
profissionais estão precisando", comentou.
O INSS pretende fazer convênios
e parcerias com as empresas para que elas implantem os programas de reabilitação
e contratem os reabilitados no âmbito da obrigação
da legislação trabalhista de admitir deficientes ou reabilitados
na proporção de 2% a 5% do seu quadro de pessoal.
Essa será a primeira revisão
do INSS nas aposentadorias pagas por incapacidade após quatorze
anos. Nesse período, segundo Simão,o INSS deixou de cumprir
a obrigação de fazer a revisão a cada dois anos
após a concessão do benefício devido ao modelo de
perícia terceirizada que adotou.
Com a contratação
de novos peritos para o quadro fixo da Previdência, a partir de
2003, foi possível retomar as revisões. "Agora temos
condições de gerir melhor os gastos com benefícios
por incapacidade", afirmou.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 14 de março de 2007 | Economia
Procura para antecipar restituição
do IR é recorde
Em alguns dos principais bancos do País,
o número de contratos feitos pelos contribuintes já é 70%
superior ao de igual período do ano passado
Renée Pereira
SÃO PAULO - Os principais bancos do País têm registrado
demanda recorde pelas linhas de antecipação da restituição
do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que apenas começará a
ser paga pela Receita Federal a partir de junho. Em algumas instituições,
o número de contratos feitos pelos contribuintes já é 70%
superior ao de igual período de 2006, com avanço também
do volume financiado.
No Banco do Brasil (BB), o crescimento
foi de 65% apenas nos primeiros seis dias da operação do
produto. Além disso, a instituição verificou volume
recorde de contratação para um único dia desde o
lançamento da linha há oito anos. No dia 5, o BB antecipou
R$ 6,9 milhões em 4.072 contratos. Na Caixa Econômica Federal,
a expectativa é de atender mais de 50 mil clientes, num total
de R$ 80 milhões antecipados. Em 2006, foram financiados R$ 39
milhões para 26 mil clientes.
Outro banco que elevou o número
de crédito em relação a 2006 foi o Santander, com
crescimento de 70% no número de contratos e 100% no volume antecipado,
afirmou o superintendente de Crédito para Pessoa Física
da instituição, Marcelo Guimarães. Para ele, o avanço
dessas linhas está em linha com o boom de crédito no Brasil.
Mas, de acordo com especialistas,
a melhor explicação é o aumento da inadimplência
no País, que em janeiro atingiu 7,5%, ante 6,9% no ano passado.
Como nessas linhas a taxa de juros é a metade de uma modalidade
comum, os contribuintes aproveitam para trocar uma dívida cara
por uma mais barata.
Segundo levantamento do jornal
O Estado de S.Paulo, as taxas variam de 2,25% a 3,65% ao mês. Em
linhas comuns, os juros superam os 6%. "Esse tipo de crédito
só é recomendado para o pagamento de empréstimos
mais caros, como cartão de crédito e cheque especial",
alerta o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos
de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac),
Miguel José R. de Oliveira.
Para ter acesso à linha
de crédito, o cliente precisa ter indicado o banco para receber
a restituição do IR. Em alguns casos, as instituições
antecipam até 100% do valor a receber, mas com condições
exclusivas, como o pagamento mensal dos juros. Outro alerta é que
quase todos os bancos cobram taxa de abertura de crédito para
antecipar o valor.
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TRIBUNA CATARINENSE, 14 de
março de 2007
Projeto de lei deixa fiscalização
da construção civil mais rigorosa
Os laudos de vistoria deverão instruir
documentação do pedido de habite-se das obras
Jeferson Baldo - Agora será lei.
A expedição de alvarás de construção
civil, por força de lei terá que ser mais rigorosa após
sua publicação. A lei, de autoria do vereador Nelson Nitz,
já passou pelas duas votações e agora segue até o
prefeito para publicação. A lei regulamenta a realização
de vistorias para a expedição de alvarás de construção
civil. Segundo a lei, a Secretaria de Planejamento deverá fornecer
um laudo de vistorias de quatro etapas: baldrame (alicerces); primeiro
pavimento tipo (teto da última garagem); tipos diferenciados ser
houver e na cobertura.
De acordo com o secretário
de Planejamento, Auri Pavoni, os laudos já são feitos desde
que assumiu a Secretaria, quando entrou em contato com o Sindicato da
Construção Civis (Sinduscom) informando sobre o novo modo
de fiscalização. Sobre o número de fiscais, ele
contou que se tiver necessidade vai pedir a contratação
ao prefeito.
Para o autor do projeto, Nelson
Nitz, a lei vem para acabar com as discrepâncias que ocorrem em
alguns empreendimentos da cidade, onde a obra final é diferente
do que foi aprovado na Prefeitura. "Queríamos acrescentar
uma emenda na lei 255, mas como foi revogada apresentei o projeto",
disse.
Habite-se amarrado aos laudos
Uma emenda apresentada pelo vereador
Orlando Angioletti e que faz parte da lei diz que: "Se após
o requerimento dos laudos a Secretaria de Planejamento Urbano não
realizar a vistoria no igual prazo de 72 horas, fica o requerente autorizado
a realizar a concretagem, suprimindo-se assim a necessidade de emissão
do laudo, assumindo para si toda a responsabilidade de execução,
sob as penas da lei". Em caso de não emissão do laudo
por culpa do município, o habite-se só poderá ser
liberado se a obra estiver em conformidade com o projeto aprovado. A
emissão de habite-se fica amarrada a apresentação
dos laudos das etapas de construção.
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AGÊNCIA ESTADO, 14 de março de
2007
PAC prevê investimentos de
R$ 503,9 bi até 2010 para aumentar nível de emprego
e renda
Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado
em 22 de janeiro último, o governo pretende que a economia brasileira
cresça com mais vigor, após duas décadas de desempenho
muito abaixo do necessário ao aumento da oferta de empregos e da renda
no país. Acelerar a economia foi promessa ainda da primeira campanha
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a meta acabou perdendo
força diante do rigor da política antiinflação
e do esforço orçamentário para o pagamento de juros da
dívida pública.
Para destravar o crescimento, o governo projetou no PAC investimentos da ordem
de R$ 504 bilhões até 2010. Nesse bolo, estão incluídos
os recursos que sairão do orçamento federal e das empresas estatais,
além do que se espera vir do setor privado. O alvo são os investimentos
em infra-estrutura econômica e social, com atenção especialmente
centrada nas áreas de habitação, saneamento, energia e
transporte.
A receita para estimular as decisões de investimentos é bem variada.
Inclui, por exemplo, a criação de um fundo com R$ 5 bilhões
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar projetos
de saneamento e a redução das taxas de juros para projetos nessa área.
Estão sendo promovidas, ainda, alterações tributárias
para desonerar os investimentos e garantir estímulos para setores específicos,
como a área de tecnologia digital.
O programa também envolve propostas para melhorar o ambiente de negócios,
com o intuito de oferecer maior segurança jurídica e regras definidas
para a ação dos investidores. Um dos objetivos é tornar
mais claras as atribuições do Instituto Nacional do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e dos órgãos
ambientais estaduais e municipais no processo das licenças ambientais.
Outra meta é agilizar a votação dos marcos legais para
os mercados do gás natural e do saneamento, além reforçar
a atuação das agências reguladoras.
Tudo posto em andamento, como espera o governo, o Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro deverá crescer 4,5% ainda este ano - meta, porém,
considerada excessivamente otimista por analistas e até institutos oficiais
de pesquisa econômica. Para os próximos três anos, ainda
de acordo com as previsões embutidas no PAC, a taxa de crescimento deverá chegar à média
anual de 5% ao ano.
Não será pouco diante da pálida evolução
de 2,6% na média anual do primeiro mandato do presidente Lula, a mesma
do primeiro período de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Em
contraste, como a imprensa propagou nas últimas semanas, o PIB nacional
cresceu 2,9% em 2006, para uma média no bloco de países em desenvolvimento
projetada em 6,5% e em 10,2% na China, a economia com evolução
mais exuberante nos últimos anos.
Contenção de gastos
As críticas mais freqüentemente dirigidas ao programa abordam a
timidez de medidas na área fiscal, na direção do controle
dos gastos correntes públicos. Concretamente, o PAC traz duas propostas,
uma delas aplicada ao salário mínimo. A idéia é adotar
uma política de reajuste, a partir de 2008, com aumentos limitados à inflação
mais a variação do PIB de dois anos antes, como forma de reduzir
o impacto sobre as contas da Previdência Social. Foi também previsto
um teto para o aumento do salário dos servidores públicos definido
pela variação da inflação mais um percentual máximo
de 1,5% de aumento real. As duas propostas estão entre as que dependem
de aprovação do Congresso.
Dos investimentos projetados, apenas R$ 67,8 bilhões vão sair
do orçamento federal para obras de infra-estrutura, enquanto os R$ 436,1
bilhões restantes virão dos cofres de empresas estatais e da área
privada. Os gastos vão privilegiar ações do Projeto Piloto
de Investimentos (PPI), que prevê obras destinadas a remover gargalos
em, por exemplo, estradas e portos.
Executadas com prioridade, as despesas com o PPI vão crescer de 0,2%
do PIBpara 0,5% de 2007 a 2010. Os dispêndios saltam dos R$ 4,9 bilhões
para R$ 11,6 bilhões no período. Esses gastos são preservados
de bloqueios na execução e ficam de fora do cálculo da
meta de superávit (economia para pagamento de juros da dívida).
A discussão do PAC está sendo também acompanhada do debate
em torno da prorrogação, pelo Congresso, da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação
de Receitas Orçamentárias (DRU) - mecanismo que garante ao governo
liberdade para usar 20% dos recursos orçamentários vinculados.
O prazo de vigência termina em dezembro, mas muito antes o governo devepropor
a renovação, necessáriapara manter suas contas em equilíbrio
e também viabilizar o programa.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 14 de março de 2007 | Dinheiro
PAC é maior plano que país
já teve, diz Lula
Presidente diz ainda que recursos destinados
ao programa não serão poupados para fazer superávit
primário | Petista diz que economia brasileira vive "momento
mágico" e que planos anteriores não usaram reduzir
pobreza no país
LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL
RUBENS VALENTE
ENVIADO A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em São
Paulo, que não deixará que os recursos previstos no Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção
civil, cerca de R$ 106 bilhões em quatro anos, "engordem o superávit
primário".
" Não ficaremos com o dinheiro parado em caixa esperando engordar
o superávit primário. O dinheiro está disponibilizado para
os Estados e municípios", disse Lula, na abertura da Feira Internacional
da Indústria da Construção (Feicon), no pavilhão
do Anhembi.
Ele alertou que os governadores ou prefeitos que reivindicarem uma determinada
quantia e não apresentarem projeto concluído, como a recuperação
de favelas, perderão os recursos. "É pão pão,
queijo queijo."
" Se, até a data marcada, não tiverem um projeto executivo
pronto para licitar e começar a obra, iremos transferir o dinheiro a outro
projeto, a outro Estado, outra cidade."
No evento, o presidente da Abramat (Associação Brasileira das
Indústrias de Materiais de Construção), Melvyn Fox, cobrou
publicamente do presidente a redução da taxa de juros como um
instrumento para garantir o sucesso das medidas do PAC.
Lula afirmou que as críticas e cobranças são bem-vindas,
pois é uma "luz amarela, que faz com que a gente nunca se esqueça
de dar o próximo passo, de subir o próximo degrau, apesar de
todos os que já subiu".
Ao explicar que a queda da taxa de juros virá, mas de maneira natural,
não mágica, Lula criticou antecessores.
" Quando o Brasil era governado por pessoas que achavam que, só porque
foram eleitas presidente ou ministro, não precisavam ouvir mais ninguém,
que tudo seria feito apenas pelo instinto dos tecnocratas, o país não
deu certo", afirmou Lula, que completou "não haverá mágica
na economia, sempre que alguém tentou inventar a mágica, o resultado
não deu certo".
Afirmou que está feliz, que o país vive um "momento mágico" em
sua macroeconomia. "Sem decreto, sem lei, sem mágica, os juros
continuarão caindo e o câmbio se valorizando."
Mais tarde, em São José dos Campos (SP), Lula disse que o PAC é "o
mais importante" projeto de desenvolvimento "já feito" no
país.
" Nós começamos o segundo mandato superando a idéia
do crescimento econômico. O PAC é o mais importante projeto de desenvolvimento
já feito neste país. Não tenho medo de dizer que é o
mais importante, com cabeça, tronco e membro. Nós sabemos o que
queremos, quando começar, quanto investir em cada área."
O presidente visitou ontem o laboratório do Inpe (Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais) onde foi finalizado o terceiro satélite em uma
parceria tecnológica iniciada em 1988 entre Brasil e China.
Em seu discurso, Lula disse que os planos de crescimento feitos pelos seus
antecessortes não levaram em conta a redução da pobreza
e da desigualdade social. "Eu penso que o Brasil, durante períodos
extraordinários, nós tivemos momentos excepcionais de crescimento
na economia brasileira. Por exemplo, no governo JK, a economia teve crescimento
médio de 7% ao ano, a inflação era de 23% e o salário
mínimo não cresceu. No milagre brasileiro de 1968 a 1973, a economia
brasileira em 73 chegou a crescer 14% ao ano, entretanto o salário mínimo
decresceu 3,4%", afirmou o presidente.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 14 de março de 2007 | Dinheiro
Mantega quer taxar mais os prestadores
de serviços
Ministro diz que proposta enviada ao Planalto
elevará um pouco a tributação | Governo quer mudar regra
que impede auditor fiscal de desfazer contrato entre empresas quando este
encobre relação de trabalho
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na reedição de uma tentativa frustrada de dois anos atrás,
o Ministério da Fazenda quer aumentar a carga de tributos sobre os profissionais
liberais que prestam serviços na condição de pessoas jurídicas.
Segundo o ministro Guido Mantega, foi apresentada ao Planalto uma proposta
para "elevar um pouquinho a tributação" sobre os contratos
de "caráter personalíssimo", ou seja, aqueles em que
os serviços são prestados por uma pessoa.
Trata-se de uma reação a um artigo incluído pelo Congresso
no projeto que cria a Super-Receita, com a fusão das estruturas de fiscalização
e arrecadação dos ministérios da Fazenda e da Previdência
Social.
Aprovada por larga maioria na Câmara e no Senado, a emenda explicita
na legislação o entendimento de que os auditores fiscais não
têm poder de desfazer pessoas jurídicas quando entenderem que
o contrato de prestação de serviços encobre uma relação
trabalhista. De acordo com o texto, só a Justiça Trabalhista
pode estabelecer tal relação.
Segundo os defensores da proposta, entre os quais estão mais de 200
entidades empresariais e de profissionais liberais, o objetivo é garantir
a segurança jurídica de contratos livremente negociados entre
as partes -que incluem advogados, contadores, médicos, artistas, jornalistas,
publicitários e engenheiros.
Os ministros Mantega e Luiz Marinho (Trabalho) defendem publicamente o veto
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda, mas, nos últimos
dias, ganhou força a tese de que será politicamente inviável
encerrar o assunto dessa maneira.
" O governo está interessado em solucionar a questão sem impedir
a fiscalização. Então, estão construindo uma solução",
disse a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que apontou a proposta da Fazenda
como uma das alternativas em estudo. Lula tem até sexta para sancionar
total ou parcialmente o projeto da Super-Receita.
Na visão da Receita Federal, os contratos de prestação
de serviço são beneficiados por uma tributação
menor que a incidente sobre as pessoas físicas. Os defensores da emenda
afirmam que a comparação é imprópria, uma vez que
as pessoas jurídicas não dispõem de benefícios
garantidos pela legislação trabalhista às pessoas físicas.
" A gente está querendo elevar um pouquinho a tributação,
mas ainda não está definido quanto. [O prestador de serviço]
vai continuar pagando menos [que as pessoas físicas]", disse Mantega.
MP 232
O governo sofreu uma de suas maiores derrotas legislativas quando tentou, por
meio de MP editada no último dia útil de 2004, elevar a tributação
sobre os prestadores de serviços.
A MP 232 provocou uma mobilização de entidades da sociedade civil
contra o aumento da carga tributária e se tornou uma bandeira da oposição,
até ser derrubada pelos parlamentares -que, desde então, não
aprovaram mais nenhum projeto de elevação de tributos.
Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o governo cometerá o mesmo
erro se editar uma MP semelhante sem prévia negociação
com o setor privado e os partidos aliados, a maioria deles favorável à emenda. "Se
não houver um entendimento amplo, será uma nova MP 232",
diz o senador.
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CONGRESSO EM FOCO, 14 de março de 2007
Telefone no ouvido, olho no relógio
e mão no bolso
Comissão de Defesa do Consumidor
quer saber da Anatel se usuário não será prejudicado
com conversão de cobrança para minutos
Edson Sardinha
Primeiro, a boa notícia: até julho, todas as operadoras de telefonia
fixa terão de converter a forma de cobrança das ligações
locais, de pulso para minuto. Ou seja, o consumidor terá, enfim, informações
mais precisas sobre os seus gastos. Melhor: ligações de até três
minutos poderão sair ao menos 10% mais baratas.
Agora, a má notícia: uma chamada de 60 minutos, por exemplo,
poderá subir até 140%, em algumas localidades, se o usuário
não mudar o seu plano telefônico. A mudança começa
a ser implantada pelas operadoras a partir deste mês. Mas nem todo mundo
sabe disso.
A advertência é feita por entidades de defesa do consumidor que
participam, nesta manhã, de audiência pública, na Comissão
de Defesa do Consumidor da Câmara, para discutir a mudança da
tarifa com representantes das empresas de telefonia e da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel).
“ Queremos saber qual foi a metodologia utilizada para a conversão
da tarifa, que tipo de critérios a Anatel utilizou para chegar aos novos
valores e se o consumidor tem sido informado sobre as diferenças entre
os dois planos oferecidos”, adianta o deputado Walter Ihoshi (PFL-SP),
vice-presidente da comissão.
Básico e alternativo
A partir de agora, as operadoras terão de oferecer pelo menos dois planos
ao usuário: um básico e um alternativo (Plano Alternativo de
Serviços de Oferecimento Obrigatório, também conhecido
como Pasoo). Apesar de reconhecer que “um ou outro consumidor” poderá pagar
mais no primeiro mês, a Anatel garante que o usuário poderá gastar
menos que hoje se adequar o seu perfil ao plano mais recomendado.
Para se ajustar, ele terá de pedir à sua operadora a conta telefônica
detalhada das ligações locais. Com a tarifa por minutos, as companhias
terão de fornecer ao cliente a conta detalhada das chamadas locais caso
ele peça. Reivindicadas pelas entidades de proteção do
consumidor, as mudanças agora geram polêmica.
" Alguns especialistas opinam que a mudança é prejudicial
ao consumidor, pelo aumento de tarifa embutido no sistema de cobrança
por minuto, em virtude da forma de cálculo empregada para a conversão",
diz o deputado Cezar Silvestri (PPS-PR), presidente da Comissão de Defesa
do Consumidor, ao justificar o requerimento que apresentou para realizar a audiência.
De olho no relógio
O valor das tarifas por minuto irá variar de localidade para localidade.
O consumidor que não quiser ter uma surpresa pra lá de desagradável
no fim do mês terá de ficar atento ao tempo que costuma gastar
em suas ligações locais, de fixo para fixo. Entidades de proteção
ao consumidor e a própria Anatel alertam que o consumidor que fala no
máximo três minutos por chamada pagará menos se continuar
no plano básico.
Mas o contrário vai se dar com quem gasta mais de três minutos
ou utiliza a internet discada. Em vários casos, segundo projeções
do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e da Associação Brasileira
de Defesa do Consumidor (Protege), o aumento baterá na casa dos 100%.
Nesse caso, o melhor para o usuário é avisar à operadora
que deseja aderir ao Pasoo, cuja tarifa para quem usa o telefone por mais de
três minutos em cada ligação deverá continuar a
mesma que a praticada hoje.
“ O melhor é que o consumidor monitore sozinho sua conta, identifique
quanto tempo gasta por ligação e peça o detalhamento de
sua conta logo no primeiro mês até concluir qual é o plano
mais adequado para ele”, orienta o advogado Luiz Fernando Moncau, do Idec.
(veja o que muda, segundo o instituto).
O problema é que hoje, no complexo modelo de pulsos, o usuário
não consegue identificar quanto tempo gasta em cada chamada, o que pode
dificultar a opção imediata por um dos planos. O advogado do
Idec lembra que quem não pedir a migração para o plano
alternativo cairá automaticamente no básico. Menos mal é que
ele poderá pedir a mudança a qualquer momento, observa. “Neste
momento, antes de receber a primeira conta detalhada, é difícil
definir o seu perfil”, avalia.
Luiz Fernando, no entanto, faz uma advertência para quem se deixa seduzir
pelas ofertas feitas pelas operadoras: “Não migre para outros
planos alternativos – que não o da Anatel – que algumas
operadoras estão, de carona na mudança, oferecendo só para
confundir o consumidor”.
Transição
A conversão das chamadas telefônicas de pulsos para minutos vai
custar às operadoras de telefonia fixa cerca de R$ 1 bilhão,
valor investido pelas concessionárias nos últimos três
anos para adaptar as redes ao novo sistema de cobrança das ligações
telefônicas. As ligações para celular, interurbanas e internacionais,
já tarifadas em minuto, não sofrerão qualquer alteração.
De acordo com a regulamentação definida no final do ano passado
pela Anatel, caberá a ela mesma e às concessionárias divulgar
informações sobre o novo sistema na TV, no rádio, nos
jornais de grande circulação e na página das empresas
de telefonia na internet. As companhias têm até 31 de julho para
fazer a migração tarifária.
Para o advogado do Idec, a divulgação das novas regras tem sido
tratada de forma tímida pela agência reguladora das telecomunicações
e pelas empresas. “Primeiro, que o estudo da Anatel sobre os critérios
usados para a migração é muito técnico, de difícil
entendimento”, critica Luiz Fernando. “Em segundo lugar, achamos
que o consumidor deveria ter o direito a receber o detalhamento de sua conta
antes mesmo do processo de migração. Além disso, entendemos
que as operadoras deveriam ser obrigadas a fornecer esse material, tendo o
consumidor pedido ou não”, complementa.
Anatel rebate crítica
Procurada pelo Congresso em Foco, a assessoria de imprensa da Anatel rebateu
as críticas. Destacou que as companhias telefônicas estão
obrigadas a informar o consumidor sobre a mudança, mostrando a variação
das tarifas entre os planos básico e alternativo, com até 30
dias de antecedência em relação à primeira conta
do novo sistema (veja série de perguntas e respostas da Anatel sobre
a mudança).
A agência reguladora também negou que tenha faltado transparência
na definição dos critérios adotados. Ressaltou que promoveu
consulta, audiências públicas e seminários sobre o assunto,
com a participação de órgãos de proteção
do consumidor e das empresas telefônicas. E que o estudo técnico
que embasou a definição dos novos planos está disponível
em sua página na internet (clique aqui para ver o material).
De acordo com a assessoria de imprensa da Anatel, o novo modelo pode ser resumido
em três palavras: transparência (com a conta detalhada e por minuto),
controle (com a noção de tempo, em vez dos pulsos) e opção
(com a oferta de, no mínimo, dois planos para o consumidor).
Enquanto a nova conta telefônica não chega ao consumidor, a polêmica
deve provocar uma verdadeira linha cruzada na audiência da Comissão
de Defesa do Consumidor, marcada para as 10h. Além do presidente da
agência reguladora, Plínio Aguiar Júnior, e de Luiz Fernando
Moncau (Idec), confirmaram presença no debate: José Fernandes
Pauletti (representante das operadoras de telecomunicações),
Juliana Pereira da Silva (Ministério da Justiça), Roberto Pfeiffer
(Procon-SP), Flávia Lefèvre (Frente das Entidades de Defesa do
Consumidor de Telecomunicação) e Maria Inês Dolci (Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor/Pro Teste).
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SITE NCST, 14 de março de 2007
Governo deverá realizar reunião
que daria início à reforma tributária
O governo quer realizar, ainda esta semana, a primeira reunião técnica
para detalhar a proposta de reforma tributária apresentada na semana
passada aos governadores, durante reunião com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Conforme O Estado de S.Paulo, o secretário-executivo
do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, vai se reunir com um grupo de
secretários de Fazenda convencido de que é possível chegar
a um projeto sem perda para nenhum Estado.
A nova proposta do governo prevê a criação de dois Impostos
sobre Valor Adicionado (IVAs), um federal e outro estadual. A receita do IVA
estadual será apropriada pelo Estado de destino das mercadorias e serviços.
Ele entraria no lugar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS), que hoje fica no estado produtor.
O IVA federal substituiria quatro tributos: o Imposto sobre Produto Industrializado
(IPI), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins), a Contribuição para o Programa de Integração
Social (PIS) e a Contribuição de Intervenção do
Domínio Econômico (Cide), cobrada sobre os combustíveis.
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AGÊNCIA DIAP, 14 de
março de 2007
Contribuição Assistencial
Prazo para recurso termina nesta sexta-feira
Nesta sexta-feira, 16/03, termina o prazo para apresentação de
recurso contra a decisão conclusiva da Comissão de Assuntos Sociais,
que aprovou o PLS 248/06, do senador Paulo Paim (PT/RS), que regulamenta a
contribuição assistencial.
O projeto foi aprovado pela CAS
em 14 de fevereiro de 2007. Se houver recurso contra a decisão
da comissão, o projeto será apreciado pelo plenário
do Senado. Se não houver, a matéria segue para o exame
da Câmara dos Deputados, Casa revisora.
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CONSULTOR JURÍDICO,
14 de março de 2007
Colega de trabalho
Intimação pode ser entregue
a qualquer advogado da ação
Nas causas em que atuam mais
de um advogado, a intimação pode ser entregue a qualquer
um deles. A decisão é da 2ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho. Os ministros decidiram que a designação de
determinado advogado para receber intimações não
anula a validade da comunicação feita ao seu colega na
ação.
De acordo o relator do processo,
ministro Renato de Lacerda Paiva, a intimação é válida
se constar da publicação os nomes das partes e de qualquer
um seus advogados. Segundo ele, a decisão está amparada
no parágrafo 1º do artigo 236 do Código de Processo
Civil.
Os ministros negaram recurso
ao banco Banespa, que alegava erro nas intimações enviadas
aos seus advogados. A questão veio a julgamento no curso de uma
ação trabalhista proposta por uma ex-empregada do banco
que aderiu ao Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Em primeira instância,
o pedido de horas extras foi rejeitado. Mas no recurso ao Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas, SP), o pedido foi parcialmente
acolhido. Os juízes condenaram o banco a indenizar a funcionária
pelas horas extras não pagas.
O Banespa recorreu ao próprio
TRT sustentando que solicitou que as publicações e notificações
fossem encaminhadas em nome do subscritor da contestação — Ivan
Carlos de Almeida — e, posteriormente, em nome de Arnor Serafim
Junior. Segundo o banco, o Tribunal desconsiderou o pedido, ao endereçar
as publicações em nome de outro advogado “que não
atuava nos autos”.
O TRT não acolheu o recurso.
Segundo a decisão, não foi constatada qualquer irregularidade,
pois o banco foi intimado dos termos da sentença e demais atos
subseqüentes através da imprensa oficial, em nome do primeiro
dos advogados constantes do instrumento de mandato dos autos.
Assim, o Banespa ajuizou Recurso
de Revista no TST. Solicitou a nulidade dos atos processuais a partir
da publicação da sentença. Segundo o voto do ministro
Renato Paiva, o TRT constatou que o banco foi intimado por meio da imprensa
oficial, em nome de um dos seus patronos, regularmente constituído. “Nesse
passo, não há que se falar em nulidade dos atos processuais
a partir da publicação da sentença”, concluiu
o relator, ao negar o recurso.
RR-821/2001-060-15-00.7

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