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FETRACONSPAR, 20 de março
de 2007
Curitiba
Concluída discussão do
reajuste do Piso Regional

Geraldo Ramthun, representando à FETRACONSPAR, CNTI e NCST nesta reunião.
À s 10:00hrs da manhã de
hoje (21), lideranças sindicais e diversos deputados estaduais
reuniram-se no Palácio Iguaçu, para concluir a discussão
sobre o projeto de lei que reajusta o Piso Regional, em 1º de maio
de 2007.
Segundo informações
do Deputado Estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), possivelmente
ainda nesta semana o projeto será encaminhado para a Assembléia
Legislativa.
Neste projeto será ampliado
as categorias que serão beneficiadas pela legislação,
baseando-se nos grandes grupos constantes da CBO (Classificação
Brasileira de Ocupações)

Bancada do Deputados Estaduais, liderada pelo Deputado Luiz Cláudio
Romanelli (PMDB)
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Agência Senado, 21
de março de 2007
Líder do governo anuncia o
envio de projeto para substituir veto à Emenda 3

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou
nesta terça-feira (20) que o governo vai remeter nesta quarta-feira
(21) à Câmara, em regime de urgência, projeto que disciplina
a atuação da Receita Federal com relação à fiscalização
do profissional constituído em pessoa jurídica que presta serviços
a outra pessoa jurídica. Essa matéria está consubstanciada
na chamada Emenda 3 do projeto que criou a Super-Receita e foi vetada pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jucá relatou que, em reunião
na última sexta-feira (16), o presidente decidiu vetar a emenda
por entender que o dispositivo não atendia o objetivo que o governo
queria alcançar, que era dar clareza e segurança às
pessoas jurídicas de que trata a matéria. Ele ressaltou
que a nova proposta "visa abrir uma discussão para que o
Congresso defina o assunto".
Jucá salientou que a relação
trabalhista pessoa jurídica/pessoa jurídica na prestação
de serviços tem crescido e merece uma discussão mais profunda
no Legislativo.
- O governo não está mandado
a matéria por medida provisória porque ela não está pronta.
O Congresso é que vai moldar a proposição - enfatizou.
Antes de Jucá fazer seu
pronunciamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros, já havia
anunciado uma reunião de líderes para discutir vetos presidenciais,
entre eles o da Emenda 3.
Renan recebeu ainda nesta terça-feira,
o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, que explicou
as razões técnicas de o presidente Lula ter vetado a Emenda
3, que limita a atuação da fiscalização sobre
empresas que contratam profissionais sob a forma de pessoas jurídicas.
Segundo Toffoli, a emenda não poderia ser sancionada por interferir
na relação entre os poderes, transferindo competências
do Executivo para o Judiciário.
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2007
TRABALHO
Comércio aos domingos pode ter
MP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo quer definir
até o fim de maio as regras para que o comércio varejista
possa funcionar nos finais de semana. Segundo o ministro Luiz Marinho
(Trabalho), as negociações serão retomadas com
trabalhadores e empregadores do setor e, se houver acordo, o governo
editará uma MP (medida provisória) tratando do assunto.
Caso não haja acordo, ele disse que o governo poderá enviar
projeto de lei ao Congresso Nacional. Hoje, os municípios decidem
a abertura do comércio aos domingos.
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Folha de São Paulo,
21 de março de 2007
Marinho critica perda do FGTS, mas evita
embate
LEANDRA PERES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Luiz Marinho (Trabalho)
evitou o confronto direto com a equipe econômica sobre a possibilidade
de os recursos do FGTS serem corroídos pela inflação
no ano que vem, mas não fugiu de uma crítica velada. "O
Conselho Monetário Nacional tomou uma decisão solitariamente.
Eu não sabia [da mudança na TR]", afirmou o ministro.
Indagado se gostaria de ter sido consultado, Marinho foi lacônico: "Isso é tudo
[o que tenho a falar]".
O CMN é integrado pelos
ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) e por
Henrique Meirelles (presidente do Banco Central). No início do
mês, o CMN mudou a fórmula de cálculo da TR (Taxa
Referencial), que é usada para corrigir a caderneta de poupança
e os depósitos do FGTS.
Marinho encomendou a sua assessoria
um estudo sobre o impacto que a nova TR (Taxa Referencial) terá sobre
o dinheiro depositado no FGTS. Ele só vai se pronunciar sobre
o assunto depois de receber o material, que deve ficar pronto ainda nesta
semana.A alteração na fórmula da TR, segundo cálculos
feitos pelo professor José Dutra Sobrinho, matemático da
USP (Universidade de São Paulo), pode fazer com que os recursos
do trabalhador rendam cerca de 3,5% no ano que vem, se a taxa Selic cair
para 10,5% e a fórmula de calcular a TR não for mudada,
para uma inflação projetada pelo mercado em 4% em 2008.
Ou seja, admitindo essas premissas,
o FGTS renderia 0,5 ponto percentual a menos que a inflação
o próximo ano. A Folha apurou que a equipe econômica já previa
a possibilidade de rendimento negativo do FGTS por causa da alteração
na TR. Para isso, determinaram que a fórmula aprovada no início
do mês só seja aplicada para juros de mercado de 11% ao
ano. Pela regra atual, quando as taxas de mercado ficarem abaixo de 11%
ao ano, o BC terá que anunciar uma nova metodologia ou poderá simplesmente
arbitrar o valor da TR. Na área técnica, é dada
como certa uma nova mudança na TR ainda neste ano.
O ministro Guido Mantega (Fazenda)
não quis comentar o impacto da decisão no FGTS. Em documento
interno do ministério elaborado após a mudança na
TR, o compromisso do governo é o de "respeitar a necessidade
de preservar a rentabilidade do FGTS". Não é a primeira
vez que o dinheiro do trabalhador rende menos que a inflação.
Essa foi a realidade de 2000 até o fim de 2005. No ano passado,
houve uma correção acima do aumento de preços, que
deve ser mantida até o fim do ano, segundo projeções
do próprio Ministério da Fazenda.
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Folha
de São Paulo, 21 de março de 2007
Mínimo de R$ 380 a partir de 1º de
abril será fixado por MP
Atraso nas negociações com
aliados impedirá aprovação de projeto que
estabelece política de longo prazo para o salário
| Aumento de 8,57% será excluído do projeto de lei
e concedido via MP, que tem vigência imediata e precisa ser
aprovada em 120 dias
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No primeiro revés
legislativo de uma medida do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), o governo decidiu desmembrar e atrasar a tramitação
do projeto que estabelece uma política de longo prazo
para o salário mínimo. Devido ao atraso nas negociações
com os partidos aliados e à paralisação
das votações no Congresso, concluiu-se que será impossível
aprovar o texto a tempo de promover o reajuste do mínimo
previsto para este ano -dos atuais R$ 350 para R$ 380 a partir
de 1º de abril.
Por isso, o aumento de
8,57% terá de ser retirado do texto original e concedido
por meio de uma medida provisória, que entra em vigor
imediatamente e precisa ser aprovada pelos parlamentares em 120
dias. A edição da medida provisória foi
confirmada à Folha pelo relator do projeto na Câmara,
deputado Roberto Santiago (PV-SP), após conversa com o
ministro Luiz Marinho (Trabalho).
Embora evite uma tragédia
política imediata, a medida provisória atropela
o restante do projeto, justamente o que é mais importante
para o PAC: indicar aos investidores que as despesas futuras
do governo serão previsíveis e não sairão
do controle. O texto estabelece que, de 2008 a 2011, o mínimo
terá a cada ano reajustes reais -acima da inflação-
correspondentes à expansão do Produto Interno Bruto
de dois anos antes.
Dessa forma, segundo
a retórica oficial, as despesas com benefícios
previdenciários, programas assistenciais e seguro-desemprego,
todas diretamente afetadas pelo mínimo, deixarão
de crescer como proporção do PIB, abrindo espaço
no Orçamento para mais investimentos federais.
Com o desmembramento do projeto, porém, a política de longo prazo
perde a prioridade, no Congresso, para a votação do reajuste
do mínimo deste ano. Não por acaso, Santiago já acertou
com os partidos aliados que seu relatório não será mais
concluído neste mês como se previa de início.
Segundo plano
O atraso do projeto do
salário mínimo é sintoma da ausência
de estratégia do governo, até o momento, para a
negociação do PAC. Às voltas com uma reforma
ministerial desde o final do ano passado, o Palácio do
Planalto acabou deixando o programa -teoricamente, a prioridade
do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva-
em segundo plano.
Editadas há praticamente
dois meses, as oito MPs vinculadas ao PAC já bloqueiam
a pauta de votações da Câmara, mas não
há sinal de acordos em torno do conteúdo das
medidas, que ainda terão de passar pelo Senado. Também
estão parados outros quatro projetos de lei enviados
ao Congresso Nacional com o anúncio do pacote em janeiro.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
21 de março de 2007
Projeto que define novo valor do mínimo é bem
recebido por sindicalistas
Alex Rodrigues/Agência Brasil
Brasília - A Comissão
Especial do Salário Mínimo discutiu nesta terça-feira
(20) com representantes das centrais sindicais o projeto de lei que
estabelece o novo valor do salário mínimo e as diretrizes
para sua valorização até o ano de 2023.
Elaborado pelo Executivo, o projeto fixa o novo piso em R$ 380, a partir de
abril deste ano. E a partir do próximo ano, estabelece que além
se ser reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), o salário mínimo receberá a título de aumento
real um acréscimo equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB). A tabela do imposto de renda também será corrigida em
4,5%.
Se o projeto for aprovado, o Executivo terá de encaminhar ao Congresso
Nacional, até 31 de dezembro de 2011, um segundo projeto de lei com
a política de valorização do salário mínimo
para o período de 2012 a 2023. Além disso, terá de criar
um grupo interministerial encarregado de definir e implementar um sistema capaz
de monitorar e avaliar essa política.
O projeto também prevê que, a partir de 2008, a data do reajuste
do salário mínimo será antecipada. Em 2008, ao invés
de ser pago em maio, o aumento viria já em abril. Em 2009, em março.
E a partir de 2010, em fevereiro.
“ O governo está convencido de que a política de valorização
do salário mínimo deve ser a grande política que oriente
e dê diretrizes para toda a política salarial do país”,
afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na comissão.
O deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
o Paulinho, classificou como um avanço o acordo negociado pelas centrais
sindicais e o governo. “Combinamos o novo valor do salário mínimo
e a correção da tabela do imposto de renda para impedir que as
pessoas paguem mais impostos. O outro avanço foi garantir a correção
não só com base na inflação, mas também
o aumento proporcional ao crescimento do PIB”, disse.
O vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Ubiraci Dantas
de Oliveira, afirmou que se o projeto de lei for aprovado vai fortalecer “a
maior fonte de distribuição de renda do país”.
Apesar de assegurar por negociação com o governo o piso de R$
380, a correção da tabela do imposto de renda e o reajuste acrescido
do percentual de crescimento do PIB, o projeto de lei pode ser modificado pelo
Congresso.
O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que o maior entrave para o reajuste do
mínimo é a pressão dos prefeitos. “Toda vez que
discutimos no Congresso o aumento do salário mínimo, o maior
lobby contrário não é o dos empresários, mas sim
o dos prefeitos”.
Paulo Pereira concordou com o senador e classificou como uma segunda guerra
a resistência de prefeituras à elevação do piso. “Já enfrentamos
uma guerra quando diziam que a Previdência não poderia pagar um
mínimo maior. Agora enfrentamos outra, de pequenas prefeituras, que
dizem que não têm dinheiro para pagar o aumento”.
De acordo com o ministro Luiz Marinho, o projeto foi bem recebido no Congresso,
onde ganhou o acréscimo de algumas emendas que serão analisadas
pelo governo. Segundo ele, o governo está convicto que, do ponto de
vista econômico, a proposta chegou ao limite do sustentável e
trará vantagens a todos. “O projeto estabelece uma previsibilidade
para o futuro, garantindo que todos saibam o que vai acontecer no ano seguinte.
Além disso, precisaremos debater e analisar melhor”.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
21 de março de 2007
Luiz Marinho rejeita mudar política
de reajuste do mínimo
Agência Estado
Foto: Arquivo/Agência
Brasil

Ministro Marinho: governo já foi no limite do possível.
Brasília - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu o projeto
de lei do governo que fixa o valor do salário mínimo em R$ 380,00
a partir do próximo dia 1.º de abril e estabelece uma política
de reajuste para os próximos quatro anos. Durante debate na Comissão
Especial de Valorização do Mínimo, na Câmara, o
ministro se posicionou contra as propostas de deputados que sugerem um acréscimo
na fórmula de reajustes do mínimo estabelecida para vigorar de
2008 a 2011.
“ Nesse item econômico, acho que o governo já foi no limite
do possível”, afirmou Marinho. De acordo com o projeto de lei enviado
ao Congresso no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), o salário mínimo passa a valer R$ 380,00 em abril deste
ano e, a partir do próximo ano, será reajustado com base na taxa
de inflação do ano anterior somada ao crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) de dois anos antes.
“ A proposta dá uma previsibilidade sobre o valor do mínimo
e, por outro lado, impactará positivamente a distribuição
de renda no País”, previu Marinho, defendendo a manutenção
da fórmula definida pelo governo.
Rentabilidade do FGTS
O ministro do Trabalho disse ainda que encomendou estudos à área
técnica do ministério sobre o desempenho do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) caso os juros básicos fiquem abaixo
de 11,5% ao ano. Ele evitou comentar estudos de especialistas que afirmam que
a rentabilidade do FGTS cairia nessas condições, uma vez que
houve a mudança de cálculo da TR.
Questionado se sabia que a rentabilidade do FGTS poderia cair dessa forma após
a mudança de cálculo do redutor da TR, Marinho respondeu: “O
Conselho Monetário Nacional (CMN) tomou uma decisão solitariamente
e, daqui para a semana que vem, falarei sobre o assunto.”
A mudança no redutor da TR foi anunciada há duas semanas pelo
Banco Central, após uma reunião extraordinária do CMN,
e tende a reduzir a rentabilidade anual do FGTS e também das cadernetas
de poupança, na medida em que a taxa Selic continuar sendo cortada.
As contas dos trabalhadores vinculadas ao FGTS rendem TR mais 3% de juros ao
ano, e as cadernetas têm rentabilidade de TR mais 6 % de juros ao ano.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 21
de março de 2007 | Imóveis
Novo cálculo derruba o CUB
O preço do metro quadrado agora
leva em conta despesas administrativas e materiais mais modernos
Adaptar o cálculo dos custos da construção à nova
realidade do setor, com diferentes materiais utilizados e modernos processos
construtivos. Esse é o principal objetivo da mudança nas regras
que determinam o Custo Unitário Básico (CUB) da Construção
Civil no Brasil – índice que mede o valor do metro quadrado de
uma construção. O novo cálculo, feito pelos sindicatos
da indústria da construção de cada estado e regulamentado
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
por meio da NBR12.721/06, entrou em vigor em 1.º de fevereiro deste ano.
O que muda
Confira quais foram as principais alterações feitas pela ABNT
para o novo cálculo do Custo Unitário Básico no Brasil:
CUB/99
• Regulamentado pela norma técnica NBR12.721/99.
• Em vigor de 1999 a janeiro de 2007.
• Calculava apenas mão-de-obra e seus encargos e materiais
• Ao todo eram definidos 48 projetos de construção de edifícios
e imóveis de um pavimento, ambos residenciais e comerciais.
CUB/06
• Regulamentado pela norma técnica NBR12.721/06.
• Entrou em vigor em fevereiro de 2007.
• Inclui no cálculo despesas com equipamentos e administrativas,
além de mão-de-obra e novos materiais – em substituição
aos que não estão mais em uso.
• Ao todo são 17 projetos de construção de edifícios
e imóveis de um pavimento, residenciais e comerciais.
A partir da norma, o valor do CUB no Paraná sofreu uma expressiva diminuição:
de R$ 888, 45 (em janeiro, ainda com o método antigo) para R$ 671,56
(em fevereiro, quando foi adotado o novo cálculo). Segundo o vice-presidente
do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
do Paraná (Sinduscon-PR), Hamilton Pinheiro Franck, isso aconteceu devido à defasagem
que o cálculo antigo acumulou nos últimos anos, deixando o CUB
fora da realidade das construções. Com isso, os novos valores
tendem a apresentar um custo mais baixo para o metro quadrado construído
no Estado.
De acordo com Franck, o setor da construção acompanhou o surgimento
de novas tecnologias e materiais. Houve também evolução
no processo construtivo e esforço do setor para uma maior produtividade. “O
método anterior já não contemplava as técnicas
que são empregadas hoje. Chegou-se a um ponto em que era necessário
a criação de novos projetos e inclusão de novos fatores
e materiais na determinação do CUB. Por isso houve essa mudança”,
explica Franck. Entre as principais alterações no cálculo
estão a inclusão de despesas administrativas e gastos com equipamentos,
além de substituição de materiais em desuso por novos
itens.
O vice-presidente acredita, no
entanto, que apesar da alteração nos valores de base do
metro quadrado, a exemplo deste mês, a nova fórmula não
acarretará em grande diferença nas variações
de custo – que são utilizadas para reajustes de contrato
e preços de venda. O resultado do CUB no Paraná, referente
a fevereiro, acompanhou a alta que ele já vinha sofrendo em meses
anteriores, em torno de 0,10%.
Para a adaptação
de todo setor ao novo CUB, os sindicatos de diversos estados brasileiros
divulgarão nos próximos meses a variação
do custo do metro quadrado de todos os projetos-padrão também
pela norma anterior. No Paraná, esse resultado deve ser mostrado
ainda em abril e maio. A partir daí, somente o CUB calculado pela
nova regra será divulgado.
Serviço: os
valores do CUB no Paraná podem ser conhecidos no www.sinduscon-pr.com.br
ou (41) 3019-6060.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 21
de março de 2007 | Brasil
Motorista tem de circular com documento
original
Cópia do licenciamento não
será mais aceita a partir de 16 de abril
São Paulo – A
partir do dia 16 de abril, todos os motoristas terão, obrigatoriamente,
que dirigir com o documento original de licenciamento anual do
veículo, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo
(CRLV). Segundo resolução do Conselho Nacional de
Trânsito (Contran), as cópias xerox autenticadas,
que somente serão aceitas pela fiscalização
de trânsito até o dia 15 de abril, podem dar margem
a falsificações. Por isso, passarão a ser
recusadas.
A prática de andar com
cópia do documento do carro é incentivada por despachantes
e até mesmo por autoridades de trânsito, para diminuir os
riscos de roubo, perda ou extravio. Do dia 16 em diante, o motorista
que for parado pelo policiamento de trânsito poderá ter
o veículo recolhido e ser multado caso não esteja com o
CRLV original.
A infração, considerada leve, prevê multa de R$ 53,20 e
rende três pontos negativos na Carteira de Habilitação
do dono do veículo.
Segunda via
Se o motorista perder o documento
original , deverá providenciar a segunda via antes de sair circulando
pelas ruas. Tirar a segunda via do documento custa ao motorista R$ 25,40.
Para requerer a segunda via,
o motorista vai precisar de boletim de ocorrência, no caso de roubo;
de uma declaração de extravio do documento original, se
for esta a situação; ou o documento anterior em caso de
rasura ou dilaceração.
Também é preciso
apresentar uma cópia autenticada do Certificado de Registro
do Veículo (CRV) – aquele que tem o recibo no verso, carteira
de identidade e CPF. Não há necessidade de vistoria do
veículo.
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AGÊNCIA
ESTADO, 21 de março de 2007
Construção civil poderá ter
qualificação via PAC
O Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) poderá contemplar a qualificação
de trabalhadores do setor da construção civil, segundo
informou nesta segunda-feira (19) o ministro do Trabalho e Emprego,
Luiz Marinho, que participou, em Araraquara (SP), da formatura dos
alunos dos cursos de qualificação do Plano Setorial de
Qualificação (Planseq).
"Estamos vendo, junto
com o processo do PAC, a possibilidade de fazer em larga escala qualificação
para um setor que terá também investimento em larga escala
e certamente gerará emprego em larga escala, que é a
construção civil. Estamos falando de milhares de pessoas,
no Brasil inteiro", disse.
A pasta está discutindo
o assunto com o Ministério de Desenvolvimento Social. "A
idéia é atuar de forma prioritária, embora não
exclusiva, com o público do Bolsa-Família, para gerar
oportunidade para esse povo entrar no mercado. Estamos discutindo e
depois vamos batalhar por recursos no orçamento", informou,
estimando que para o segundo semestre talvez já haja uma evolução
a respeito do assunto.
Indagado sobre a questão
do uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para
compor o fundo de investimento de infra-estrutura do PAC, o ministro
afirmou que agora está na dependência da aprovação
da medida provisória no Congresso Nacional. "Creio que
ela será aprovada dentro da tramitação natural,
nos debates calorosos que acabam ocorrendo. O Legislativo tem lá seu
mecanismo. O ministério está à disposição
para facilitar a tramitação, mas não interferimos
no ritmo de trabalho deles", falou.
Marinho comentou, ainda, que
há conversações entre as delegacias de trabalho
e empresas com vistas à requalificação de cortadores
de cana-de-açúcar. "Estamos inclusive cobrando investimentos
do setor privado em segurança do trabalho. Ocorrem muitos acidentes
devido ao processo de mecanização, porque eventualmente
são colocados profissionais não-qualificados para trabalhar".
Com relação à proposta
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar um salário
básico para os professores, a partir do Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb),
Marinho disse ver a atitude "com muito bons olhos". "Não
adianta falar em priorizar um setor e não garantir a qualidade,
a subsistência de quem vai estar na sala de aula. Você não
pode exigir de uma professora que às vezes tem de ter quatro
empregos para sobreviver uma boa qualidade na sala de aula, um bom
humor e que gere um bom desempenho do aluno", ponderou.
O ministro diz que a educação
do País está entrando num processo de remodelação
cujo intuito é poder "competir para valer" no mercado
internacional. O próprio Planseq estaria inserido nesse contexto.
A boa notícia para Araraquara foi o anúncio da continuidade
do projeto, que já formou 414 alunos nos setores aeronáutico
e de software desde sua implantação, em 2006, respondendo à demanda
apresentada pelo município em termos de formação
especializada, numa parceria com a prefeitura e o setor privado. Só a
Embraer de Gavião Peixoto já empregou 330 dos 360 formandos.
O Planseq, instituído
pelo ministério em 2004, também atua nas áreas
de metalurgia, turismo, petróleo e gás, agricultura familiar
e trabalho doméstico. A intenção é qualificar
para atender às demandas específicas de cada região.
O investimento do Planseq, só em Araraquara, é da ordem
dos R$ 3 milhões.
Para finalizar, questionado
pela imprensa, o ministro ressaltou o bom relacionamento entre o
governo federal e o movimento sindical. "Não poderia
estar melhor. É muito tranqüilo. Pessoalmente tenho também
uma boa relação com todas as centrais, sem distinção,
de forma que é um bom momento", concluiu.
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AGÊNCIA ESTADO, 21
de março de 2007
Previdência tem déficit
de R$ 2,795 bilhões em fevereiro
A Previdência registrou
déficit de R$ 2,795 bilhões em fevereiro deste ano, segundo
dados divulgados nesta terça-feira (20) pela Secretaria da Previdência
Social. O número representa um crescimento real (descontada a
inflação) de 11,1% na comparação com fevereiro
do ano passado, quando o déficit da Previdência atingiu
R$ 2,517 bilhões.
Na comparação
com janeiro, quando o déficit havia totalizado R$ 3,711 bilhões,
o resultado do mês passado teve queda real de 24 7%. Segundo
os dados, em fevereiro, a arrecadação totalizou R$ 10,436
bilhões e as despesas totalizaram R$ 13,232 bilhões.
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JORNAL DA CIDADE DE BAURU,
21 de março de 2007 | Economia
Obras da Escola de Construção
Civil do Senai já começaram
Da Redação
Já é realidade.
Começaram, no início deste mês, as obras referentes
ao Centro de Desenvolvimento da Construção Civil (a chamada
Escola da Construção Civil), ao Laboratório de Acumuladores
Elétricos e à Escola de Panificação do Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A área, que concentrará investimento
total de R$ 10 milhões, foi visitada ontem pelo prefeito Tuga
Angerami (sem partido).
“Foi uma prestação
de contas. É um chamado ao trabalho porque o grande desafio começa
agora”, diz o diretor do Senai, Reinaldo Munhoz. Acompanhado pelo
diretor regional da Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo (Fiesp), Zeca Simonelli, e pelo diretor regional
do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon),
Ralph Ribeiro Júnior, ele recebeu uma comitiva da administração
municipal.
Estiveram presentes os secretários
municipais de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, de Meio
Ambiente, Rodrigo Agostinho, e de Planejamento, Leandro Joaquim, além
dos vereadores Marcelo Borges (PSDB), Paulo Madureira (PP), Salvador
Afonso (PDT), Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB) e Arildo de Lima Júnior
(PP).
“Nós temos que trabalhar
agora no processo de divulgação, sensibilização
de empresários, informação dos setores relacionados.
Vamos trabalhar juntos”, acrescenta Munhoz. O esforço do
Senai vem ao encontro das necessidades de mercado.
Conforme Tuga ressaltou durante
o encontro de ontem, pela primeira vez em 30 anos faltam trabalhadores
na construção civil. O problema é nacional, mas é sentido
especialmente em São Paulo, segundo matéria veiculada anteontem
no Jornal da Cidade e no Estado de São Paulo - citada pelo chefe
do Executivo.
Na reportagem é mencionado
que o único centro de formação para trabalhadores
do setor fica na Capital e que Bauru será a segunda cidade a oferecer
esse tipo de curso, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. “Dessa
forma, nos tornaremos uma referência não apenas local ou
regional, mas até mesmo estadual”, observa Tuga.
Por conta da situação
e da qualidade de ensino oferecido, mais de 80% dos matriculados no Senai
já saem empregados de seus cursos. Quando as obras estiverem concluídas
e os prédios equipados, 700 novos alunos serão atendidos.
Doze técnicos serão contratados para trabalhar nas novas
dependências, que também estarão sediadas na rua
Virgílio Malta, no Centro de Bauru.
Conclusão
Em cerca de oito meses, ou 240
dias, as obras do Centro de Desenvolvimento da Construção
Civil, do Laboratório de Acumuladores Elétricos e da Escola
de Panificação serão concluídas, segundo
previsão do diretor do Senai, Reinaldo Munhoz.
De acordo com ele, só nas
obras serão aplicados R$ 4,1 milhões. Somando equipamentos
e pessoal, o montante salta para cerca de R$ 10 milhões. Com o
investimento, a estrutura atual do Senai em Bauru passa dos atuais 8
mil metros quadrados de área construída para 10,5 metros
quadrados.
Mas por conta da ampliação
do projeto, a inauguração da Escola de Construção
Civil em Bauru sofreu atraso. Primeiramente, ela seria entregue em agosto
do ano passado, depois a previsão era inaugurá-la neste
mês.
O prazo foi esticado porque,
conforme o JC já divulgou, a Fiesp incluiu no projeto o núcleo
de panificação e o laboratório de baterias. Os dois
módulos serão instalados na mesma área da Escola
da Construção Civil.
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AGÊNCIA ESTADO, 21
de março de 2007
TST condena Carrefour por propaganda
falsa de salário
Por Paulo R. Zulino
Agência Estado Um empregado
atraído por promessa de salário acima do efetivamente contratado
vai receber a diferença correspondente ao valor divulgado em anúncio
de jornal. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve condenação
imposta ao Carrefour pelo Tribunal Regional do Trabalho de Goiás
(TRT/GO).
"Se a empresa anunciou no
jornal um determinado valor, não poderá alterá-lo
quando da contratação do empregado", ressaltou o relator
do recurso no TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga. Segundo ele,
se ao menos tivesse ocorrido a ressalva de que a oferta feita no anúncio
poderia ser alterada, seria admissível a mudança no valor
divulgado, mas isso não ocorreu.
O empregado contou que foi atraído
por anúncio publicado no jornal "O Popular". Entre as
vagas oferecidas, havia a de repositor de mercadoria de loja, cujos salários
variavam de R$ 410 a R$ 1,3 mil mensais. Após ser aprovado na
seleção, o trabalhador foi contratado, mas com salário
mensal de R$ 240. O Carrefour alegou que o valor era meramente contratual,
diferindo daquele que realmente seria pago.
Na 1ª Vara do Trabalho de
Goiânia, o empregado pediu o reconhecimento do salário conforme
o divulgado. O juiz de primeira instância sentenciou que ele deveria
receber as diferenças com base no salário de R$ 410. O
supermercado recorreu ao TRT de Goiás, mas a sentença foi
mantida. A questão foi parar no TST. O Carrefour argumentou que
o trabalhador concordou com o salário ajustado e que o anúncio
do jornal não indica uma promessa de salário.
Ao rejeitar o recurso, o ministro
Aloysio da Veiga afirmou, entre outras coisas, que a liberdade de contratar
deve ser exercida em razão e nos limites da função
social do contrato, como prevê o artigo 421 do Código Civil,
segundo informações do site do site TST do Distrito Federal.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/03/2007
Patrão que jogou carimbo em empregada
pagará dano moral
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho negou provimento a agravo de instrumento apresentado por
Vitória Cartório do Registro Civil da 1ª Zona e Tabelionato
(Cartório Sarlo). Com isso, está mantida a condenação
imposta ao cartório pelo Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região
(Espírito Santo) quanto ao pagamento de indenização
de R$ 10 mil a uma funcionária agredida por um superior que arremessou
carimbos em sua direção.
O relator do agravo, ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou que o Tribunal Regional, com
base no conjunto fático-probatório, fixou o valor da indenização
por dano moral “por entender presentes os elementos caracterizadores
da responsabilidade civil, que no caso dos autos refere-se à agressão”.
Segundo o ele, não cabe ao TST reexaminar a prova para constatar
a alegação do empregador de que se trata de prática
corriqueira no ambiente de trabalho o lançamento de carimbos de
uma mesa para a outra.
A empregada trabalhava como auxiliar
administrativo no cartório gerenciado pelo irmão do tabelião.
Segundo ela, era costume do gerente ter atitudes “ásperas
e grosseiras” com os empregados. No dia do episódio gerador
da ação trabalhista, o gerente constatou excesso de tinta
no carimbo, ao manchar um cheque de R$ 15,55. Em seguida, ele atirou
dois carimbos grandes, de madeira, em sua direção, atingindo-a
no braço e no rosto, além de xingá-la com palavras
de baixo calão. Laudo médico diagnosticou contusão
no pulso da trabalhadora, que ingressou com ação na 6ª Vara
do Trabalho de Vitória.
O juiz de primeiro grau acolheu
o pedido da empregada, concedendo-lhe indenização por dano
material e moral, pois ela teve gastos com exames de raio X, ataduras
e consultas, além de que “restou provado que o gerente,
em comportamento fora do normal e alterado, expôs a figura da empregada
perante a opinião pública”, gerando-lhe o direito à indenização
por dano moral. A defesa do cartório recorreu ao TRT/ES, alegando
que o chefe apenas tentou jogar sobre a mesa da empregada os carimbos,
acertando-lhe acidentalmente.
O Regional manteve a decisão
da Vara do Trabalho e confirmou que o gerente abusou do seu poder diretivo
com o “lançamento de carimbos em direção ao
corpo da empregada, caracterizando verdadeira agressão, principalmente
pelo fato de que não era comum o arremesso aéreo de carimbos”.
No TST, o empregador insistiu na retirada da condenação,
dizendo não ter ferido a honra e a imagem da funcionária.
Os ministros da Sexta Turma discordaram
das alegações do empregador e negaram provimento ao agravo
de instrumento apresentado. A decisão do TST esclareceu que a
matéria foi examinada pelo TRT/ES, que constatou o ocorrido “ante
o lançamento de carimbos, indicando os fatos que determinaram
o comportamento do gerente do cartório”. O ministro Aloysio
Corrêa concluiu ainda que “há constatação
de dano moral no presente caso, não havendo se falar, ainda, em
violação do artigo 186 do Código Civil, estando
a decisão devidamente amparada na prova e na apreciação
dela”. (AIRR 1472/2004-006-17-40.1)
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21/03/2007
JT nega pedido de anulação
de advertência dada a sindicalista
Um metalúrgico que ajuizou
reclamação trabalhista pedindo a anulação
da advertência que recebeu do patrão por não estar
usando um abafador de ruídos, perdeu pela terceira vez a batalha
judicial que vem travando contra a TN Comércio e Indústria
Ltda desde 2001. A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
por unanimidade, não conheceu do recurso de revista interposto,
em processo relatado pelo ministro Renato de Lacerda Paiva.
O metalúrgico, de 36 anos
de idade, disse que foi contratado pela empresa em outubro de 1994 para
trabalhar nos serviços gerais, tendo sido promovido a ajudante
de produção e, por último, a auxiliar-geral na área
de cromagem manual. Contou que tomou posse como dirigente sindical em
1999, com estabilidade garantida até junho de 2003 e, desde a
posse, vem sofrendo retaliações na empresa, já tendo
sido demitido por três vezes e reintegrado por força de
mandado judicial.
Segundo relatou na petição
inicial, sua atuação à frente do sindicato de classe
tem incomodado o patrão pelas denúncias feitas por ele à Delegacia
Regional do Trabalho apontando a “situação precária” dos
trabalhadores da empresa, principalmente em relação à segurança
no ambiente de trabalho.
No dia 20 de março de
2001, ele recebeu uma advertência por escrito de seu empregador
por se encontrar em área de ruído excessivo sem portar
o abafador auricular. No mesmo mês, ajuizou reclamação
trabalhista pedindo a anulação da advertência. Disse
que se recusou a usar o abafador porque este lhe foi entregue já usado,
em péssimas condições de conservação.
A empresa, em contestação,
alegou que o empregado é, na verdade, “um arrumador de confusão
que vive tumultuando o ambiente de trabalho, desrespeitando os técnicos
de segurança com vários atos de indisciplina funcional”.
Alegou, ainda, que não era a primeira vez que o empregado era
surpreendido sem usar os Equipamentos de Proteção Individual
(EPIs), que são obrigatórios por lei e cuja fiscalização
de uso deve ser exercida com rigor pelo empregador.
A empresa alegou, ainda, que
o empregado há muito vem se esquivando do trabalho, aproveitando-se
da condição de sindicalista com direito à estabilidade,
sendo que em um mês trabalhou apenas sete dias e, em outro, apenas
12. Relatou que no mês em que o empregado apresentou atestado médico
para faltar ao trabalho por 15 dias, deu plantões no sindicato,
tendo assinado inclusive homologações de despedida de funcionários.
Por fim, disse que a advertência imputada ao metalúrgico
era justa, devendo ser mantida.
A sentença proferida pela
2a Vara do Trabalho de Governador Valadares (MG) foi desfavorável
ao empregado. “O eterno conflito entre o capital e o trabalho aqui
pode ser visto na sua mais pura consistência”, destacou o
juiz. Para decidir a questão, o julgador utilizou-se dos depoimentos
das testemunhas e do laudo pericial designado pelo juízo.
Segundo o juiz, ele estava diante
de duas versões antagônicas, cada uma reivindicando a condição
de vítima: ”De um lado, uma empresa reconhecidamente resistente à idéia
de ter em seus quadros dirigentes sindicais, tanto isso é verdade
que já foi judicialmente compelida a reintegrar alguns que despediu
e já foi condenada a indenizar danos morais resultantes de sua
conduta ofensiva aos diretores do sindicato da categoria profissional
que lhe presta serviços. Do outro, um trabalhador acusado de prevalecer
de sua condição de sindicalista para descumprir ordens
empresariais de segurança do trabalho”, destacou.
Ouvidas as partes e as duas testemunhas
dos dois lados, e ainda com base no laudo pericial que apontou a necessidade
do uso do abafador de ruídos, o julgador entendeu que o empregado
foi “desidioso”, merecendo a advertência. O pedido
foi julgado improcedente e a advertência foi mantida.
Mas o empregado não se
deu por satisfeito, e recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(Minas Gerais). Segundo o acórdão do TRT/MG, compete ao
empregador o exercício de seu poder de fiscalização,
sendo a advertência uma tomada de posição justificada.
Novamente insatisfeito, o metalúrgico recorreu ao TST, mas o recurso
não foi conhecido. O ministro Renato de Lacerda Paiva, relator,
concluiu que o empregado, em seu recurso, não conseguiu demonstrar
violação de lei ou divergência jurisprudencial hábeis
ao conhecimento do apelo.
“Houve a aplicação
das normas pertinentes à espécie, ante o quadro fático
devolvido nos autos”, destacou o acórdão. Segundo
o relator, ficou consignado pelo TRT que o empregado tinha o dever de
utilizar o EPI, tendo em vista ser esta não só uma regra
interna da empresa, como também da legislação trabalhista,
cujo objetivo é justamente o de assegurar a saúde do trabalhador.
(RR-30.491/2002-900-03-00.0)

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