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Diário Comércio,
Indústria e Serviço, 30 de março de 2007
2° escalão do Ministério
do Trabalho divide as centrais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou nesta quinta (29) o
novo ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Ao mesmo tempo, assumiu a pasta
da Previdência Luiz Marinho, que estava na condução do
Ministério do Trabalho. Os efeitos da costura política de Lula
para acomodar o PDT no governo foram imediatos e levaram a Central Única
dos Trabalhadores à porta do Planalto para pedir ‘equilíbrio’ na
distribuição de forças dentro do ministério, já que
a nomeação de Lupi fortalece o deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. “Expressamos
nossa opinião baseados na avaliamos que temos do Marinho no Ministério
do Trabalho”, disse a presidenta interina da CUT, Carmen Helena Foro.
Por Patrícia Acioli.
Força
sorri com Lupi, CUT chora
Segundo ela, Marinho demonstrou
ser um leal escudeiro do governo Lula quando saiu direto da presidência
da CUT e foi contribuir no ministério. “Achamos que ele
deveria permanecer”, argumentou. “Não vamos fazer
nenhum pré-julgamento sobre como será o encaminhamento
dado por Lupi, mas esperamos que sua atuação seja equilibrada
como foi a do Marinho”, disse Foro, referindo-se à relação
político-partidária do novo ministro. “Marinho
era da CUT e mesmo assim, atuou como governo. Esperamos receber o mesmo
comportamento”, afirmou. “Vamos apostar na autonomia do
movimento sindical. O Ministério do Trabalho precisa de ação
política de governo e não só de uma força”,
concluiu.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves,
Juruna, concorda que a CUT reivindique ‘equilíbrio’, “o
mesmo que o PT não teve na hora de indicar todos as Delegacias Regionais
do Trabalho junto a CUT, sem sequer consultar nenhuma central, nem a Força”,
lembrou. Juruna acredita que a indicação de Lupi deverá somar
a luta dos trabalhadores. Segundo o sindicalista, Lupi vem de um partido que
ajudou nas conquistas dos trabalhadores. O secretário-geral da Força,
diz que o pedetista deverá atualizar as discussões entre capital
e trabalho a partir das experiências desenvolvidas no Fórum Nacional
do Trabalho.
Para Carmen Foro, a Previdência será um novo desafio para Luiz
Marinho. “Tenho certeza que Lula colocou pensando em ajustes necessários
para o futuro”, disse. Ela acredita que Marinho vai poder fazer um diagnóstico
da situação atual do setor partir do Fórum Nacional da
Previdência. “Ele tem condições políticas
para o cargo”, diz.
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Agência Diap, 30 de
março de 2007
Contribuição Assistencial
Projeto recebeu duas emendas e retorna à Comissão
de Assuntos Sociais
O PLS 248/06, do senador Paulo Paim (PT/RS), que dispõe sobre a contribuição
assistencial e dá outras providências recebeu duas emendas perante
a Mesa, ambas do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA).
A primeira emenda recomenda que “a
contribuição sindical será devida uma única
vez por ano, sendo vedada a sua fixação em percentual superior
a um por cento do salário-base anual do trabalhador em atividade”.
A outra sugere que “no
caso dos [trabalhadores] não-sindicalizados, o desconto da contribuição
assistencial fica condicionado à inexistência de oposição
do empregado ou servidor perante o seu empregador, no prazo de 30 (trinta)
dias, a contar da sua ciência inequívoca do referido desconto”.
O projeto retornará à CAS
para que a comissão se posicione em relação às
emendas. Depois, volta ao plenário, uma vez que foi apresentado
recurso contra a decisão conclusiva, favorável, do colegiado.
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Folha de São Paulo,
30 de março de 2007
Dólar vai a R$ 2,04, menor valor
desde 2001
Moeda norte-americana sofre queda de 1,16%,
influenciada por fechamento do mês, e analistas prevêem
mais recuo | Risco-país também tem recuo de 1,16% e,
ao longo do dia, fica abaixo do patamar de 170 pontos pela primeira
vez na história
FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Com o mercado internacional mais
tranqüilo, o dólar não encontrou resistências
e desceu a seu mais baixo valor desde março de 2001. Encerrados
os negócios de ontem, o dólar era cotado a R$ 2,045 para
venda, com queda de 1,16%. O risco-país brasileiro também
quebrou marcas ontem, ao romper o piso dos 170 pontos pela primeira vez
na história (chegou a 169 pontos). No fim do dia, fechou em 170
pontos (baixa de 1,16%). Risco-país em queda representa maior
facilidade e custos menores na hora de os setores público e privado
captarem recursos no exterior.
No ano, a desvalorização
da moeda americana alcança os 4,31% -sendo 3,58% de queda apenas
em março. Apesar de ter caído a seu mais baixo valor em
seis anos, o dólar ainda não encontrou seu piso, avaliam
analistas. A rota de apreciação do real apenas sofreu uma
parada com o mercado global mais turbulento entre o fim de fevereiro
e o começo de março, com as preocupações
em torno da China e da economia americana. Afastadas as nuvens, o dólar
retomou sua trajetória de queda.
O Banco Central manteve sua política
dos últimos meses e realizou leilão para comprar moeda
estrangeira dos bancos. "O dólar é para baixo, mesmo",
disse Darwin Dib, economista-sênior do Unibanco. "O que segurou
o câmbio recentemente foi a volatilidade externa. Quando o estresse
diminuiu lá fora, voltou ao ritmo de apreciação
[do real]", afirmou o economista. Com o dólar nos patamares
praticados há seis anos, segmentos do setor exportador devem voltar
a reclamar e pedir alguma atitude do governo para tentar estancar a desvalorização
da moeda americana. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostrou
conformismo com a situação (leia texto abaixo).
Muitos exportadores se dizem
prejudicados pelo atual nível do câmbio, que encarece seus
produtos lá fora, derrubando exportações. Outra
crítica comum é a de que o dólar baixo amplia as
importações, o que pode ser nocivo a setores da indústria
nacional. Por enquanto, o governo não deu sinais de que tomará alguma
medida diferente da atual. Nos últimos meses, o Banco Central
realiza, praticamente todos os dias, leilões para comprar moeda
no mercado à vista -atitude que tem, no máximo, evitado
que o dólar caia mais rapidamente.
Neste ano, o BC já comprou
cerca de US$ 20 bilhões. Em todo o ano passado, foram adquiridos
US$ 34,3 bilhões. Oficialmente, a posição do BC
ao comprar dólares não é a de interferir na cotação
da moeda, mas a de elevar as reservas internacionais do país,
que estão em quase US$ 110 bilhões -maior nível
da história.
"Sem a colocação
de "swap" cambial reverso, não dá para segurar
o dólar", avalia Dib.
Até cerca de um ano atrás, o BC vinha oferecendo periodicamente
no mercado contratos de "swap cambial reverso" -que têm o efeito
de compras de dólares no mercado futuro.
Mas, das últimas vezes em que ofertou esse tipo de título, o
BC visou apenas a rolagem de papéis que estavam vencendo.
A chegada do fim do mês,
com o vencimento de contratos futuros de câmbio, ajudou o dólar
a recuar um pouco mais. Isso porque a Ptax (média do dólar
medida pelo BC) serve de parâmetro para a liquidação
dos contratos futuros. Como a maioria do mercado se beneficia de uma
Ptax menor, forçaram o recuo da moeda.
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Folha
de São Paulo,
30 de março de 2007
Desemprego sobe para 9,9% em fevereiro
No mês passado, 136 mil vagas foram fechadas; total de ocupados foi
maior do que o registrado no mesmo mês de 2006
| Dados do IBGE mostram aumento da formalização dos postos
de trabalho, com 54,3% dos ocupados em vagas com carteira assinada
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Em fevereiro, 136 mil
pessoas perderam o trabalho e o resultado foi o aumento da taxa de
desemprego para 9,9% nas seis
principais regiões
metropolitanas do país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística). Trata-se de uma alta de 0,6 ponto percentual
na comparação com janeiro (9,3%). Em fevereiro de 2006,
a taxa de desemprego havia sido de ligeiramente maior: 10,1%.
Para Cimar Azeredo Pereira,
gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, a economia não se aqueceu o bastante no começo deste
ano a ponto de gerar postos de trabalho suficientes para cobrir as dispensas
dos temporários e a maior procura típica do período.
Resultado: cresceu o número de pessoas desocupadas em fevereiro.
O contingente de desempregados subiu 6,5% ante janeiro. Já em
relação a fevereiro de 2006, ficou estável em 2,2
milhões.
A ocupação, por sua vez, não aumentou, impedindo
a queda da taxa de desemprego. Estimado em 20,4 milhões em fevereiro,
o total de ocupados caiu 0,4% (91 mil pessoas) em relação
a janeiro -variação tida como estatisticamente estável
pelo IBGE. Subiu, porém, 2,5% na comparação a fevereiro
de 2006, o que corresponde a um acréscimo de 506 mil pessoas.
"O desemprego sobe porque fevereiro é um período
em que as pessoas retomam a procura por trabalho após o Carnaval,
justamente quando há desligamentos de temporários principalmente
do turismo", disse. Esses fenômenos, diz Azeredo, ocorrem
num momento em que a atividade econômica ainda não deslanchou
e, por isso, o mercado não está gerando vagas em volume
suficiente para cobrir a procura.
Em sua avaliação, ainda é "muito cedo" para
traçar um panorama do que será 2007. Mas os primeiros sinais,
diz, não apontam para um ano melhor do que foi 2006. "O mercado
de trabalho ainda mostra timidez para acelerar o nível de ocupação." Já Marcelo
de Ávila, economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada), avalia que 2007 tem tudo para ser melhor, já que o
efeito positivo da redução dos juros ainda não se
propagou totalmente no mercado de trabalho.
"A taxa de desemprego já mostra um viés de baixa
se comparada com fevereiro de 2006. Essa diferença, que ainda é pequena,
tende a se ampliar. Devemos fechar o ano com uma taxa média inferior
a dois dígitos, como ocorreu em 2005", diz. O Iedi, por sua
vez, vê indícios de estagnação na taxa de
desemprego. "A idéia de estabilidade parece ser a mais adequada
para caracterizar a expectativa de evolução da taxa de
desemprego em 2007 com relação ao ano passado", afirma
o instituto em seu relatório.
Os dados do IBGE revelam que o processo
de formalização
do mercado de trabalho se intensificou com o crescimento de 4,1% do emprego
com carteira assinada. Segundo Ávila, o percentual de trabalhadores
formais em relação ao total bateu no pico de 54,3% -antes,
a maior marca havia sido alcançada em abril de 2006.
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Folha de São Paulo,
30 de março de 2007
TRABALHO
Cai desemprego na França e na
Alemanha
DA REDAÇÃO
Alemanha e França
registraram queda na taxa de desemprego. Na principal economia do continente,
o índice caiu em março para o seu menor nível
em quase seis anos. A taxa diminuiu de 9,3% em fevereiro para 9,2%,
segundo as estatísticas oficiais divulgadas ontem. Na França,
onde o desemprego tem sido um dos temas principais da campanha presidencial,
o índice de pessoas sem trabalho caiu para 8,4% em fevereiro,
queda de 01, ponto percentual em relação a janeiro. Os
dados anunciados ontem são os últimos sobre o tema antes
do pleito, marcado para 22 de abril.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30
de março de 2007 | Brasil
35% das despesas da Presidência
têm problemas
TCU acha irregularidades nas contas dos
cartões corporativos
Brasília – Uma
em cada três notas fiscais usadas para justificar gastos
com cartões de pagamento do gabinete da Presidência
da República têm irregularidades, concluiu o Tribunal
de Contas da União (TCU).
Foram detectados problemas em
226 das 648 notas analisadas pelos auditores. “Chamou a atenção
o elevado porcentual de documentos fiscais com irregularidades, quase
35%”, diz o relatório aprovado ontem pelos ministros após
análise em uma amostra de menos de 3% das notas de comprovação
de despesas feitas até julho de 2005.
Os cartões de pagamento, supostamente destinados a despesas pequenas
e urgentes, tiveram o uso ampliado no governo Lula. Neste ano, em menos de
três meses, as despesas ultrapassaram R$ 3,4 milhões.
O TCU já havia criticado
o uso exagerado dos cartões para saques em dinheiro, o que tirava
a transparência dos gastos. Ao aprofundar a investigação,
o tribunal encontrou, por exemplo, saque de R$ 800 em dinheiro comprovado
com nota fiscal preenchida em data posterior ao fechamento de empresa
de editoração eletrônica emissora do documento.
Outro tipo de irregularidade:
preços diferentes em vias de uma mesma nota fiscal. A via anexada
aos processos de prestações de contas trazia valores maiores
do que a via que o fornecedor enviou ao fisco. Foi o que ocorreu com
notas de aluguel de automóveis, despesa que concentrou o maior
volume de gastos (46% da amostra).
O TCU reclama de não ter
acesso à quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico
dos fornecedores e pede mais investigações pelo Ministério
Público e Receita.
Outro lado
Questionado sobre as conclusões
do TCU, o Palácio do Planalto recorreu a trechos do relatório
para chamar a atenção do ineditismo de uma investigação
sobre isso no tribunal e sobre a competência para esse tipo de
análise, que caberia à Receita Federal.
Para o Planalto, o relatório
atesta que “bens e serviços contratados foram efetivamente
prestados e utilizados”. A Casa Civil destacou que as principais
irregularidades foram “apenas” de natureza fiscal.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30
de março de 2007 | Brasil
Desenvolvimento dará prioridade
ao mercado interno, afirma ministro
Brasília – O
novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Miguel Jorge, disse ontem que a sua prioridade à frente
da pasta será o mercado interno. Segundo ele, a orientação é do
próprio presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva. “A partir de agora, o ministério vai
ter olhos muito mais voltados para o mercado interno”, afirmou
Miguel Jorge.
Ele afirmou que dará continuidade
ao trabalho realizado pelo ex-ministro Luiz Fernando Furlan. O novo ministro
disse que também irá se dedicar às desonerações
do setor produtivo e apontou como desafio trazer “os sonhos dos
brasileiros” para dentro do país.
Miguel Jorge lembrou que, no passado, o Brasil foi destino de libaneses, italianos
e outros imigrantes que buscavam realizar seus sonhos fora de seus países
de origem, e que nos últimos anos o Brasil assistiu a brasileiros fazendo
o caminho inverso e buscando suas realizações em países
como EUA, Nova Zelândia, Austrália e Inglaterra.
“Acho que uma obrigação
deste país, que viu o sonho de tantos estrangeiros realizados
e que vê hoje o sonho de tantos brasileiros não serem realizados, é procurar
trazer esses sonhos para perto de todos nós, dar oportunidades
a todos, é ter emprego, é ter credibilidade”, disse
Jorge.
Externo
Dar prioridade ao mercado doméstico,
no entanto, não significa deixar de lado o mercado externo, destacou
o ministro.
Ao ser questionado se ele
defenderia novas medidas de desoneração tributária
para compensar o câmbio valorizado, que tirou competitividade
de alguns setores, o novo ministro respondeu que as medidas de desoneração
tributária não têm uma relação direta
com o câmbio. “Não existe uma causa e efeito”,
afirmou Miguel Jorge.
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AGÊNCIA BRASIL, 30
de março de 2007
Lula manda novo ministro do Trabalho
reconhecer o movimento sindical
Marcela Rebelo e Julio Cruz Neto
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva oficializou hoje (29) a troca de comando
no Ministério do Trabalho e Emprego. Saiu o petista Luiz Marinho,
ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e entrou
Carlos Lupi, do PDT, partido tradicionalmente afinado com a Força
Sindical.
Durante a cerimônia, o
presidente deu o seguinte recado ao novo ministro: “Reconheça
o movimento sindical, você sabe como tem que tratar essa gente.
São companheiros extraordinários. Quando as coisas estiverem
ruins, quem estará do seu lado serão os trabalhadores brasileiros.
Porque eles reconhecem o trabalho que a gente faz”.
A troca gerou desconforto na
CUT, que preferia a manutenção de Marinho. A presidente
interina da entidade, Carmen Foro, esteve inclusive com Lula ontem à noite
para manifestar esse desejo.
“Esse cara [Marinho] já fez
o que tinha que fazer no Ministério do Trabalho”, discursou
o presidente na cerimônia de hoje. “O movimento sindical é suficientemente
forte, conquistou liberdades, espaço, vai saber reivindicar a
cada momento. Mas é preciso a gente dar conta da Previdência
Social”.
Marinho assumiu a Previdência
no lugar de Nelson Machado. O presidente disse esperar que o novo ministro “conserte” o
setor sem jogar “no colo dos pobres a responsabilidade pelo déficit
da Previdência”.
Lula voltou a frisar que o déficit
do setor previdenciário deve ser encarado como política
social. “O que chamamos de déficit é muito menor
que os R$ 47 bilhões. Porque parte desse valor, que a gente costuma
pôr num bolo e dizer que é déficit, significa política
social”, afirmou.
O presidente citou como exemplos
a previdência do trabalhador rural e as políticas para idosos
e portadores de deficiência. “Isso não é nenhum
favor que o governo faz, mas um compromisso da nação para
com uma parcela do seu povo", afirmou. Segundo ele, o déficit
não é da Previdência, mas do Tesouro.
Lula participou da cerimônia
de posse dos novos ministros do Trabalho, Carlos Lupi; da Previdência
Social, Luiz Marinho; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Miguel Jorge; dos Transportes, Alfredo Nascimento; e da Comunicação
Social, Franklin Martins.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 30 de março de 2007 | Economia
Marinho quer fazer reforma na previdência
ainda este ano
Novo ministro disse que irá prepara
reforma para próxima geração e que, separando-se
os gastos com aposentadoria rural e com políticas sociais,
o déficit é ´pequeno´
Leonardo Goy
BRASÍLIA - O novo ministro
da Previdência, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira que a intenção
do governo é ter, ainda este ano, uma proposta "pronta e
acabada" para a reforma da Previdência. Em entrevista no Palácio
do Planalto após tomar posse no novo cargo, Marinho disse que
a reforma será discutida no âmbito do Fórum Nacional
de Previdência Social, que reúne representantes do governo,
dos trabalhadores, de empresários e dos aposentados.
Marinho reiterou que a reforma
será discutida "olhando para o futuro", para surtir
efeito na "próxima geração" de trabalhadores.
O novo ministro também
citou a nova contabilidade adotada pelo governo para apresentar as contas
da previdência e disse que, separando-se os gastos com aposentadoria
rural e com políticas sociais, o déficit da previdência é "pequeno". "Temos
condições de, pela gestão, conduzir esse processo
e preparar a reforma para a próxima geração",
disse.
Marinho também afirmou
que o atual secretário de Previdência Social do Ministério,
Helmut Schwarzer, "tem todas as condições de ficar" no
cargo. O secretário está no Ministério da Previdência
desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Luiz Marinho estava no
mandato anterior no Trabalho. A pasta foi assumida nesta manhã pelo
presidente do PDT, Carlos Lupi.
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Folha de São Paulo,
30 de março de 2007
Marinho afirma que Previdência
não muda para quem já trabalha
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Novo responsável pela
condução do debate sobre a reforma da Previdência
Social, o ministro Luiz Marinho assumiu a pasta afastando a possibilidade
de as mudanças afetarem os atuais trabalhadores. A garantia vai
contra o discurso que o governo vinha adotando até agora, que
previa regras de transição longas para quem já está no
mercado de trabalho.
"Quero me dirigir a todos
os trabalhadores que eventualmente fiquem preocupados, especialmente
aqueles que estão para se aposentar. Essa reforma não trata
dos que estão prestes a se aposentar ou já estão
trabalhando. Ou seja, nós queremos manter o compromisso dos contratos
atuais.
Quem está trabalhando
tem um contrato de previsibilidade de direitos adquiridos." Suas
declarações jogam os efeitos da reforma para daqui a 30
anos. No dia 12 fevereiro, na instalação do Fórum
Nacional de Previdência Social -instância criada pelo presidente
Lula para elaborar a reforma-, o então ministro, Nelson Machado,
afirmou: "Qualquer reforma séria tem que ter regras de transição
longas, que permitam o gradativo ajuste dos trabalhadores ao modelo futuro".
Ontem, Marinho chegou a ser questionado
se o governo não pensava em adotar uma transição,
mas, apesar de dizer que sim, o ministro voltou a insistir que "a
idéia a princípio é que quem esteja no mercado de
trabalho não tenha absolutamente nenhuma mudança".
O fórum deverá concluir uma proposta de reforma no segundo
semestre. A intenção, reafirmou Marinho, é enviar
em seguida projetos ao Congresso para promover as mudanças nas
regras de aposentadoria.
Na cerimônia de posse de
cinco ministros, Lula disse que não deu a Previdência para
o PDT -que ficou com o Trabalho- porque seria "muito complicado" para
integrantes de outros partidos conduzirem determinadas políticas
que para o PT são "uma questão de fé". "Certamente
ele [Carlos Lupi, presidente do PDT] teria dificuldades em alguns temas
que nós vamos ter que discutir na Previdência", disse
Lula.
Durante semanas, o presidente
chegou a cogitar a ida do PDT para a Previdência, mas preferiu
tirar Marinho do Trabalho. Com isso, abriu-se a vaga para Lupi. A mudança
deixou contrariadas as centrais sindicais, pois a ida do PDT para o
Trabalho foi considerada uma vitória da Força Sindical.
O presidente da Central, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, é do
PDT de São Paulo. Colaborou RANIER BRAGON, da Sucursal de Brasília.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 30 de março de 2007 | Economia
Previdência será consertada
sem ônus aos pobres, diz Lula
O presidente empossou mais cinco ministros
nesta quinta-feira, entre eles o novo representante do Ministério
da Previdência, Luiz Marinho, que vem do Trabalho
Reuters
BRASÍLIA - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva justificou a escolha de mais cinco ministros
empossados nesta quinta-feira, 29. Em seu discurso, ele demorou mais
tempo para explicar a troca de Luiz Marinho, que estava no Trabalho,
e foi transferido para a Previdência. Carlos Lupi, do PDT, assumiu
o Trabalho.
"Tirei o Marinho do Trabalho
e trouxe para Previdência com a certeza de que ele vai ter o mesmo
ritmo de trabalho do sindicato, da CUT", disse Lula em cerimônia
no Palácio do Planalto. O presidente avisou que a reforma da Previdência,
que deve ser levada adiante por Marinho, não será realizada
repassando aos pobres a responsabilidade pelas mudanças.
"Quero avisar que a Previdência
vai ser consertada sem que se jogue no colo dos pobres a responsabilidade
do déficit da Previdência", alertou.
Ele também comemorou a
volta do PDT ao primeiro escalão. "Estou gratificado de o
PDT estar voltando de onde nunca deveria ter saído."
Além de Marinho
e Lupi, tomaram posse nesta manhã Alfredo Nascimento (Transportes),
Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
e Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social).
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de março de 2007
Para acelerar
TST faz triagem de agravos para agilizar
julgamentos
Uma equipe de servidores do Tribunal
Superior do Trabalho formada em Direito ou cursando os últimos
semestres fará, a partir do próximo dia 9 de abril, um
mutirão de triagem dos Agravos de Instrumentos já distribuídos
aos 12 juízes convocados de TRTs que atuam na Corte.
São cerca de 75 mil agravos
armazenados. A equipe de triagem trabalhará uma semana para cada
juiz até o dia 30 de junho. Para auxiliar o trabalho, os servidores
contarão com uma avançada ferramenta de informática,
baseada na tecnologia Business Intelligence, conhecida como Business
Objects (BO).
Na triagem, os servidores informarão,
por meio sistema de gerenciamento de informações BO, o
tema tratado no recurso e ainda os fundamentos do despacho agravado.
Com isso, será possível identificar processos que tratem
de matérias idênticas, facilitando o serviço nos
gabinetes dos juízes convocados e também dos próprios
relatores.
A ordem do atendimento semanal
a cada gabinete foi definida depois de um sorteio em reunião com
o presidente do TST, ministro Rider de Brito. O trabalho começará pelo
gabinete do juiz Ricardo Alencar Machado, que atua na 3ª Turma do
TST.
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de março de 2007
Benefício em aposentadoria
Aposentado por invalidez garante complementação
no TST
A empresa Telemar não
conseguiu suspender decisão do Tribunal Regional do Trabalho de
Minas Gerais, que a condenou a pagar a um aposentado por invalidez o
benefício de complementação de aposentadoria. O
pedido foi negado pela Seção Especializada em Dissídios
Individuais -1, do Tribunal Superior do Trabalho.
O empregado aposentou-se em 1997
e, em 2000, o pagamento da complementação foi suspenso
antes do prazo previsto. Segundo o ministro João Orestes Dalazen,
relator, as cláusulas normativas que visam resguardar os direitos
do empregado acometido de doença profissional são permanentes.
Por esse motivo, o trabalhador tem direito de desfrutar de tais prerrogativas
mesmo após o período de vigência do instrumento normativo,
enquanto durar a enfermidade.
“Acaso se admitisse o retorno
do salário ao nível anterior ao acordo coletivo, vislumbraríamos
uma situação absurda, na qual o empregado, beneficiado
em virtude de doença que o impede de voltar ao trabalho, sofreria
uma brutal redução salarial, não obstante a enfermidade
persistisse, o que vai de encontro ao princípio trabalhista da
irredutibilidade salarial, bem como aos princípios gerais da proporcionalidade
e da dignidade da pessoa humana”, afirmou o ministro.
De acordo com o processo, o empregado
ingressou na Telemar em 1975, como técnico em telecomunicações
e, em 1997, foi aposentado por invalidez pelo INSS, quando passou a receber
a complementação prevista pela cláusula 22 do Acordo
Coletivo da empresa de 1997/1998. O benefício, que equiparava
os aposentados aos ativos, deveria ser pago por cinco anos e destinava-se
também aos empregados em gozo de auxílio-doença,
além de manter a continuidade do plano de assistência médica.
Na primeira instância,
o empregado pediu o direito à complementação e ao
uso do plano, já que antes do fim do prazo, em 2000, os dois benefícios
foram cancelados pela Telemar. Alegou que foi lesado pelos cortes em
seu salário e sofreu “ainda o abalo moral por ver um direito
adquirido ser cortado unilateralmente".
A empresa negou que o corte tenha
ocorrido arbitrariamente. Afirmou que os direitos cancelados foram agregados
ao contrato de trabalho na vigência do acordo. Segundo a defesa
da empresa, não há lei que a obrigue a manter os benefícios
no salário do empregado. Os argumentos não foram aceitos.
Os juízes condenaram a
Telemar a pagar diferenças salariais até o término
da vigência da convenção coletiva. Afirmou que o
corte nos vencimentos do empregado “extirpou-lhe um direito já incorporado
em seu patrimônio, como condição irrevogável,
na esteira dos artigos 5º da Constituição, e 468 da
CLT”. A empresa recorreu, com sucesso, da decisão.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região, Minas Gerais, decidiu que as condições
estipuladas pelas cláusulas coletivas não integravam o
contrato de trabalho, não podendo ultrapassar o prazo. O empregado
recorreu ao TST.
Os ministros reformaram a decisão
do TRT mineiro. Eles mantiveram o benefício e a vigência
do acordo. A decisão do ministro João Oreste Dalazen teve
como base a Orientação Jurisprudencial 41, que dispõe
que são válidas as cláusulas normativas que visam
resguardar os direitos do trabalhador "acometido de doença
profissional, desfrutando de tal prerrogativa, mesmo após o período
de vigência do aludido instrumento normativo, enquanto perdurar
a enfermidade”.
E-RR 757 506/2001.0
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
30/03/2007
TST mantém justa causa de empregado
demitido por cobrar suborno
A suspensão do contrato de trabalho para
apuração de falta grave quando o trabalhador detém
estabilidade provisória no emprego
em razão da proximidade das eleições é um
procedimento legal, além assegurar ao empregado direito ao contraditório
e à ampla defesa na investigação dos atos a ele
imputados. Com base neste entendimento, a Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve a validade do inquérito judicial
que culminou na demissão por justa causa de um advogado empregado
do Banrisul. O relator do recurso foi o ministro Carlos Alberto Reis
de Paula.
O inquérito judicial foi
aberto depois que o banco teve notícia de que o advogado teria
cobrado propina para facilitar um acordo entre a instituição
financeira e um casal de produtores rurais de São Borja (RS).
O valor do acordo era de R$ 150 mil e o advogado do banco cobrou R$ 30
mil reais para facilitar a negociação. A conversa foi gravada
pelo representante do casal, a fita foi entregue ao banco, que utilizou
a gravação como meio de prova. Uma segunda acusação
contra o empregado ocorreu após análise grafológica
da assinatura da advogada do casal, constatando sua falsidade.
O banco, uma sociedade de economia
mista, alegou que a Lei 7.773/89 impedia a demissão de servidor
público no período eleitoral, por isso, preferiu abrir
o inquérito como procedimento prévio à demissão.
A Vara do Trabalho considerou lícita a conduta patronal de suspender
o empregado e ajuizar o inquérito para apuração
de falta grave para poder despedi-lo. Segundo o juiz de primeiro grau,
a lei não estabelece qualquer vedação ao procedimento.
Além disso, as faltas graves foram provadas. O juiz afirmou que
o banco não teve qualquer participação na gravação
da fita, portanto a prova não poderia ser tida como ilícita.
O empregado recorreu ao TRT/RS,
questionando a validade da utilização, como meio de prova,
de gravação feita sem o seu consentimento. Pediu o pagamento
dos valores suspensos, como salário, FGTS e 13° salário,
entre outras verbas. A decisão regional manteve a sentença,
ressaltando que foi demonstrada a prática dos ilícitos
trabalhistas previstos na CLT e afastada qualquer participação
do banco na gravação da extorsão. O advogado recorreu
ao TST. O ministro Carlos Alberto observou que houve a confirmação
de que a voz na gravação era do advogado. Além disso,
não se pode confundir esse tipo de gravação com
interceptação telefônica.
O relator citou jurisprudência
do STF segundo a qual “é lícita a gravação
de conversa entre dois interlocutores, feita por um deles, sem conhecimento
do outro, com a finalidade de servir de elemento probatório, em
legítimo exercício de defesa”. Além disso,
o relator verificou que o TRT/RS confirmou, por perícia grafodocumentoscópica,
a falsificação de assinatura, elemento suficiente para
a caraterização da justa causa por mau procedimento. O
ministro concluiu que para se descaracterizar a justa causa prevista
no artigo 482 da CLT, seria imprescindível o reexame das provas,
procedimento vedado pela Súmula 126 do TST. (RR-88517/2003-900-04-00.5)
(Léa Paula)
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30/03/2007
Empregado não consegue provar que
foi submetido a humilhações
Um atendente de telemarketing
da empresa Softway Contact Center Serviços de Teleatendimento
a Clientes S/A não obteve êxito no pedido de indenização
por danos morais porque não conseguiu comprovar que era obrigado
a dançar nos estilos “boquinha da garrafa” e “dança
do Piripiri da Gretchen”, na frente dos colegas, quando não
conseguia atingir a meta de vendas estabelecida pela empresa. A Segunda
Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 12ª Região (Santa Catarina) que negou
o pedido de indenização, no valor de R$ 71.884,00, por
falta de provas.
O empregado, de 23 anos, disse
na petição inicial que foi contratado pela Softway como
operador de telemarketing em janeiro de 2003, com salário de R$
359,42. Sua atribuição era ligar para os clientes e oferecer
cartões de crédito e assinaturas de revistas. Disse que
pediu demissão do emprego em fevereiro de 2004, após passar
por diversas humilhações no ambiente de trabalho. Contou
que a empresa mantinha um quadro fixo na parede com os nomes dos piores
e melhores vendedores do dia em captação de clientes e
vendas de produtos. Os piores eram taxados pelo supervisor de “malandro,
bola-murcha ou prego”.
Ainda segundo o relato do empregado,
aqueles que não atingiam a meta de venda eram submetidos a brincadeiras
humilhantes, como dançar “na boquinha da garrafa”,
imitar a cantora Gretchen na “dança do piripiri”,
passar por “corredor polonês”, e ser submetido ao “chá de
cueca”. Disse que foi obrigado a se submeter às brincadeiras
por mais de 15 vezes e pediu indenização por danos morais
equivalente a 200 vezes o seu último salário.
A Softway, em contestação,
negou a ocorrência do dano moral. Disse que costumava estimular
brincadeiras entre os funcionários, mas estas eram sempre “saudáveis
e respeitosas”. Alegou que possui dois mil funcionários,
a maioria jovens entre 18 e 25 anos, divididos em equipes de 25 a 30
pessoas, sob a chefia de um supervisor. Após fazer uma extensa
lista das ações sociais desenvolvidas pela empresa, a defesa
disse que dentro da política de “portas abertas”,
possui psicólogos e assistentes sociais para ouvir as queixas
dos seus empregados, sendo que o autor da ação jamais procurou
qualquer um deles para se queixar.
Por fim, alegou que o empregado
em questão já havia recebido uma suspensão por mau
procedimento e quatro advertências por faltas injustificadas e
atrasos e que, ao contrário do alegado, não pediu demissão,
mas foi demitido sem justa causa. A sentença foi totalmente desfavorável
ao empregado. O juiz da 5ª Vara do Trabalho de Florianópolis,
analisando a prova emprestada aos autos de outros processos semelhantes,
entendeu que o empregado não conseguiu comprovar as suas alegações. “As
situações descritas, comparadas às provas, não
indicam a participação do autor”, concluiu o juiz.
O empregado, insatisfeito, apresentou
recurso ordinário sob a alegação de que o magistrado
não poderia considerar a falta de provas porque ele mesmo indeferiu
a exibição do vídeo que comprovaria os fatos alegados.
Novamente o empregado perdeu. O TRT/SC, após nova análise
das provas, concluiu que as situações que caracterizariam
algum tipo de embaraço, não contavam com a participação
do autor da ação, e sim de outros empregados da empresa.
“Em que pese o duvidoso
gosto das brincadeiras a que estava o empregado submetido em seu local
de trabalho, não há como deferir o pleito de reparação
de dano se não evidenciada a agressão à integridade
moral do trabalhador”, destacou o acórdão regional.
Novos recursos foram interpostos,
desta vez ao TST. Em suas alegações, o empregado destacou
que o fato de não aparecer nas gravações não
quer dizer que não tenha participado das danças e sofrido
as humilhações alegadas. O relator do processo, ministro
José Simpliciano Fernandes, disse que a alegação
não é suficiente como prova para os autos, sendo necessária
prova inequívoca de que o empregado realmente sofrera as humilhações.
O agravo de instrumento analisado pela Segunda Turma do TST não foi
provido porque o empregado não conseguiu comprovar divergência
jurisprudencial ou violação de lei. (AIRR-5148/2005-035-12-40.6).(Claúdia
Valente)

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