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JORNAL O GLOBO ONLINE, 04
de abril de 2007
Emprego na construção
civil apresenta queda em fevereiro
O resultado das admissões
e demissões de trabalhadores apurado em fevereiro aponta uma desaceleração
no setor da construção civil, no que se refere à abertura
de novos postos de trabalho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED), analisados
pelo Sindicato da Construção Civil do Rio, em fevereiro,
no Rio de Janeiro, foram abertos apenas 322 novos postos, contra 893
apurados em janeiro.
No ano, o acumulado é de
apenas 1.215 novos empregos, resultado três vezes menor que o de
fevereiro de 2006 (3.965). Só quando se analisa o resultado acumulado
nos 12 últimos meses é que os números são
favoráveis: o total é de 13.928, contra 6.239 registrados
em 2006. A retração pôde ser percebida em maior escala
nos números nacionais.
No Brasil, foram criados
em fevereiro 5.522 novos postos de trabalho, menos da metade dos 11.708
registrados em janeiro. A construção civil respondeu
por apenas 3,73% dos 148.019 novos postos abertos no país, índice
bem abaixo do patamar tradicional, entre 7% e 8%.
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Agência Senado, 04
de abril de 2007
Dinheiro do FAT não deve ser
utilizado para pagar dívidas, diz Osmar Dias

O senador Osmar Dias (PDT-PR) alertou, nesta terça-feira (3), para os
problemas advindos da aprovação de medidas provisórias
sem a devida análise. Segundo ele, o Senado aprovou recentemente uma
MP que trazia embutida a permissão para que recursos do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT) fossem utilizados para o pagamento de dívidas de
produtores rurais.
- Defendo os agricultores desse
país, mas o FAT não foi criado para pagar dívida
de ninguém. Vamos buscar outros caminhos. Os recursos do FAT devem
financiar novos empreendimentos no campo e na cidade, além de
manter os já instalados, para geração de empregos
- disse.
Osmar Dias defendeu projeto de
lei (PLS 320/03) da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatado por
ele na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que permite
aos bancos cooperativos o acesso aos recursos do FAT sem a necessidade
da utilização de intermediários financeiros. A proposta
tem o objetivo de quebrar o monopólio de bancos oficiais, como
o Banco do Brasil, no repasse dos recursos.
- Isso significa dinheiro mais
barato para o mutuário e acesso mais facilitado, porque as cooperativas
de crédito têm maior capilaridade em todo o interior do
Brasil - explicou.
Boas-vindas
Osmar Dias desejou boas-vindas
ao 1o suplente do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), Wilson Matos (PSDB-PR),
empossado nesta terça-feira. Osmar Dias registrou que o professor
Wilson Matos é reitor da Sesumar, instituição de
ensino superior de Maringá que ele construiu e que é fundamental
para o desenvolvimento da região.
- Como empresário, prestou
importantes serviços para o Paraná e para o Brasil, e tenho
certeza que fará o mesmo como senador da República - frisou.
O senador Alvaro Dias se encontra licenciado para tratamento de saúde.
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Agência Senado, 04
de abril de 2007
CAE aprova redução
de tributo na exploração de minérios utilizados
na construção civil e agricultura

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira
(3) voto favorável do relator a projeto (PLC 64/05) que reduz a incidência
da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos
Minerais (CFEM) sobre a exploração de minérios destinados à construção
civil, de 2,0% para 0,6%, e de rochas calcárias utilizadas na correção
do solo em atividades agrícolas, de 2,0% para 0,2%.
A proposta, originária
da Câmara dos Deputados, também altera a distribuição
das receitas do fundo, com a redução do percentual destinado
aos estados, de 23% para 20%. O texto aprovado, no entanto, incorporou
emenda do senador Romero Jucá (PMDB-RR), para restabelecer a distribuição
originalmente prevista em lei, sem prejuízo para os estados. A
CFEM é regulamentada pela Lei nº 8.001, de 1990, onde estão
definidas alíquotas e percentuais de repartição
das receitas.
De autoria do deputado Ricardo
Izar (PTB-SP), o projeto começou a tramitar na Câmara em
1990, de início estabelecendo apenas a redução da
alíquota para substâncias minerais utilizadas na construção,
com o objetivo de reduzir o custo dos insumos das moradias -cascalho,
saibro, pedra britada e pedra de talhe. Depois, ganhou emenda para reduzir
a tributação na exploração do calcário,
estendo os benefícios a insumo amplamente usado na agricultura.
No Senado, o projeto já foi
aprovado na Comissão de Constituição Justiça
e Cidadania (CCJ). Agora, seguirá para exame na Comissão
de Serviços de Infra-estrutura (CI), antes da decisão final
em Plenário. O restabelecimento das alíquotas originais,
na CAE, decorreu de acordo antes da votação.Para o senador
Eduardo Azeredo (PSDB-MG), os estados - ao lado dos municípios
- são os que sofrem os impactos das atividades minerais e não
podiam ser prejudicados. Flexa Ribeiro (PMDB-PA) também discordava
e chegou a dizer que pediria vista se o voto do relator não fosse
modificado.
- É preciso encontrar
uma fórmula justa para que as riquezas do subsolo não continuem
sendo exploradas e destinadas às exportações, sem
contrapartida de receita para atender as necessidade da população
nos estados - disse.
Tecnologia
Como veio da Câmara, o
projeto do deputado Ricardo Izar (PTB-SP) assegurava apenas a manutenção
da receita destinada aos municípios, de 65% dos recursos totais
do fundo. Já o Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM) teria sua participação elevada de 10% para
15%, mediante a incorporação da parcela retirada dos estados
e com a eliminação do repasse de 2% que era obrigado a
fazer ao Fundo CT-Mineral - vinculado a projetos de ciência e tecnologia
na áreamineral, administrado pelo Ministério da Ciência
e Tecnologia.
Em seu voto, o relator da matéria,
senador Osmar Dias (PDT-PR) justificava que o objetivo era fortalecer
o DNPM, órgão que apresenta "crônicas deficiência",
sem condições até de fiscalizar a arrecadação
da CFEM. Já o senador Jucá, no texto original da emenda
que apresentou, não só criticava a eliminação
do repasse ao CT-Mineral como defendia sua elevação, de
2% para 4%, sob a justificativa de que faltam recursos para financiar
as atividades desse fundo. No entanto, já no início do
debate da matéria, anunciou a decisão de alterar a proposta,
para defender o retorno aos percentuais já fixados em lei.
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Diário Vermelho, 04
de abril de 2007
Ao assumir cargo, Lupi defende direito
de greve do trabalhador
O presidente do PDT e novo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, participou, na
tarde desta terça-feira (3), da cerimônia de transmissão
de cargo, na sede do ministério, em Brasília. Perguntado sobre
o direito de greve dos trabalhadores, Lupi disse achar legítimo que
os insatisfeitos briguem pelos seus direitos. Mas ressaltou, entretanto, que
há diferenciação entre trabalhadores civis e militares.
Carlos Lupi assumiu esta tarde
as funções de Ministro do Trabalho e do Emprego, se comprometendo
com cerca de 500 pedetistas vindos de todo o Brasil e outros 300, entre
representantes de outros partidos e de centrais sindicais, como a Força
Sindical e a CUT, e funcionários do Ministério, a fazer
valer o sonho de Brizola e de Vargas para promover uma política
que dignifique e valorize o trabalhador.
Ressaltou que, em busca desse
objetivo, vai administrar as picuinhas, partidarismos e outros obstáculos
que surgirem, para fazer valer a política de aliança do
Governo Lula, que, “como fez Getúlio Vargas e defendia Brizola, é uma
aliança direta com o povo” e não apenas com suas
elites, como vinha ocorrendo em governos interiores.
Antes, o novo ministro ouviu longo relato de seu antecessor, o Ministro Luiz
Marinho, que agora assume a Previdência, das atividades do Ministério
nos últimos quatro anos, segundo o qual houve um aumento de 8,5 milhões
de empregos, sendo que 6,3 milhões de empregos formais, ou seja com
carteira assinada e uma elevação de 48% no salário-mínimo.
Carlos Lupi, que antes havia se reunido com Marinho para entrosar-se da realidade
que iria encontrar, disse que esses dados aumentam sua responsabilidade em
realizar uma política de Trabalho que contemple o trabalhador, de modo
a que cada um deles possa se orgulhar de ter a carteira de trabalho e com ela
a segurança de uma oportunidade para sustentar a si e a sua família.
A primeira parte do discurso do Ministro Carlos Lupi foi dedicada a Leonel
Brizola, “paixão de minha vida”, de quem se disse “afilhado
com muita honra”, sobretudo das idéias e do exemplo de uma vida
dedicada à promoção social de seu povo e à defesa
da soberania e desenvolvimento de seu país. Na segunda parte, Lupi falou
da obra de Getúlio Vargas, o homem que criou o salário-mínimo,
a carteira do trabalho, a Consolidação das Leis do Trabalho,
que assegura até hoje as garantias trabalhistas de férias, repouso
semanal e reajuste periódico dos salários, o que não existia
antes do primeiro presidente pedetista. Falou também de João
Goulart, seu antecessor distante na pasta,que fez uma grande parceria com o
trabalhador.
Por fim,o Ministro Carlos Lupi depositou sua confiança e disse estar
ali para seguir a política de trabalho fixada pelo Presidente, que,
por ser aquela mais próxima do povo, vir sofrendo críticas sistemáticas
das elites, na maioria das vezes injustas, tal como ocorreu com Getúlio
Vargas, em 1954. Fonte: site do PDT.
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Folha
de São Paulo, 04 de abril de 2007
Lupi promete abrigar aliados no Trabalho
Em cerimônia tumultuada, presidente do
PDT assume ministério e afirma que repetirá a mesma coalizão
do governo | Em seu discurso, pedetista cita Vargas, João Goulart
e Brizola, que, segundo ele, fazem parte da "comissão executiva
celestial" da sigla
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em uma tumultuada e barulhenta
cerimônia, o presidente do PDT, Carlos Lupi, assumiu ontem o
Ministério do Trabalho, evocando em seu discurso Getúlio
Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, que, segundo ele, fazem
parte da "comissão executiva celestial" do partido.
Lupi recebeu o cargo do ministro Luiz Marinho, que agora responde pela
Previdência.
Em seu discurso, Lupi declarou
que a pasta repetirá a mesma coalizão do governo, reunindo
os partidos que apóiam o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. "Vamos continuar o que o governo vinha fazendo. A política
já está traçada. Queremos fazer a coalização
no ministério com todos os partidos que apóiam o governo." Na
reunião ministerial da segunda-feira, Lula vetou a entrega de
ministérios com "porteira fechada".
Ontem, a transmissão
de cargo, realizada em um pequeno auditório onde funciona a
sede dos dois ministérios, foi tomada por militantes do PDT,
deputados, senadores, além de governadores e ministros. A ex-prefeita
de São Paulo e ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), compunha
o palanque de autoridades e foi obrigada a tirar o casaco devido ao
calor.
O barulho causado pelos militantes
do PDT acabou irritando Marinho, que várias vezes interrompeu
seu discurso para pedir silêncio. Já sem paciência, "exigiu
respeito" e disse que "tinha o direito" de concluir
o balanço de seus 20 meses de gestão à frente
do ministério. Recebeu vaias e só foi aplaudido quando
avisou à platéia que iria pular trechos de seu longo
discurso.
Após a cerimônia,
seguranças tentaram conter o empurra-empurra na fila de cumprimentos.
Lupi chegou a sair do ministério e foi para a calçada
abraçar os militantes pedetistas. "Muitos me discriminam
por causa da minha origem, por ser um ex-jornaleiro", disse
ele, no discurso em que prometeu livre acesso das centrais sindicais
ao Ministério do Trabalho. No discurso, Lupi voltou a defender
os direitos dos aposentados e pensionistas do INSS. Cotado inicialmente
para a Previdência, o pedetista fez críticas públicas à reforma
da Previdência que o governo começa a debater. (JULIANNA
SOFIA)
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Folha de São Paulo,
04 de abril de 2007
TRABALHO
Novo ministro defende redução
da carga tributária
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O novo ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, fez ontem uma defesa dos direitos trabalhistas e disse
que, em vez de discutir conquistas do trabalhadores, é preciso
rever a carga tributária, principalmente das pequenas e médias
empresas. "O quê? Vamos tirar direito da gestante? Vamos
dividir o salário mínimo em 12 prestações?
Você acha que algum trabalhador vai ser a favor de perder direito?",
declarou o ministro logo após receber o cargo do ministro Luiz
Marinho, remanejado para a Previdência Social. Lupi já havia
dado declarações contrárias à reforma da
Previdência e por isso acabou ficando com a pasta do Trabalho.
Inicialmente a idéia do presidente Lula era acomodá-lo
na Previdência.
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Folha de São Paulo,
04 de abril de 2007
TRIBUTAÇÃO
Emenda é reforma trabalhista "silenciosa",
afirma Rachid
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
O governo avalia que a possível
derrubada ao veto da chamada emenda 3 abre caminho para uma "reforma
trabalhista silenciosa". A avaliação é do secretário
da Receita Federal, Jorge Rachid. "Se a emenda 3 passar estará se
fazendo a reforma trabalhista silenciosa. (...) Da forma que a emenda
está é o caos", disse Rachid, em reunião ontem
com as centrais sindicais e o ministro Guido Mantega (Fazenda).
Rachid afirmou que a redação
da emenda aprovada pelo Congresso prejudica a fiscalização
e torna a questão dos prestadores de serviços uma "zona
cinzenta". A emenda proíbe que auditores multem empresas
e tenham poder para desfazer PJs quando entenderem se tratar de relação
trabalhista.
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Folha
de São Paulo, 04 de abril de 2007
Aposentado que continua no emprego pode
sacar o FGTS
Circular da Caixa permite levantamento do saldo
total e dos depósitos mensais | Regra beneficia aposentado até 30
de novembro do ano passado; antes, ele só podia sacar o saldo
acumulado até a data da aposentadoria
DA REPORTAGEM LOCAL
DO "AGORA"
Os aposentados que continuam
no emprego, ou seja, aqueles que não tiveram o contrato de trabalho
rompido com o pedido da aposentadoria, podem sacar o saldo existente
na conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) bem
como todos os depósitos mensais. Até quinta-feira da
semana passada, dia 29 de março, o saque só era permitido
a quem se aposentou de 1º de dezembro do ano passado em diante.
Essa regra valia desde o início de fevereiro, quando a Caixa
Econômica Federal publicou a circular nº 400. Na sexta-feira,
dia 30, uma nova circular -a de nº 404- determinou a extensão
do benefício a todos os aposentados ainda na ativa.
A Caixa decidiu adotar novas
regras depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu, em outubro, que
a concessão da aposentadoria não extingue o contrato
de trabalho.
" Se o patrão não anotou na carteira de trabalho do empregado
a rescisão do contrato quando ele se aposentou, ele pode fazer o saque
sucessivo", diz o gerente nacional do FGTS da Caixa, José Maria Leão.
O saque mensal corresponde a 8% da renda do trabalhador.
A alteração beneficia
os aposentados até 30 de novembro do ano passado. Até então,
eles só podiam sacar o saldo acumulado até a data da
aposentadoria. O que o patrão depositasse após a aposentadoria
só era sacado quando o trabalhador saísse do emprego.
Se o trabalhador se aposentou e continua trabalhando na mesma empresa,
mas sob um novo registro na carteira, ele não poderá sacar
nem o saldo nem os depósitos mensais. Isso só poderá ser
feito quando ele deixar o emprego.
As novas regras também
uniformizam o entendimento sobre a multa de 40% do FGTS para aposentados
em caso de demissão sem justa causa: quem continuou a trabalhar
sob o mesmo contrato deve ter a multa calculada sobre tudo o que foi
depositado -antes e depois da aposentadoria.
Um exemplo: trabalhador se
aposentou em 2002 e sacou o saldo do FGTS, de R$ 10 mil. Hoje ele tem
mais R$ 20 mil na conta. Se for demitido sem justa causa, receberá 40%
sobre R$ 30 mil. Pelo entendimento anterior, a multa era calculada
apenas sobre os R$ 20 mil depositados após o benefício.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04 de abril de 2007
| Mundo
Cassada a cidadania de Hitler
A cidade alemã Bad Doberman revogou, formalmente, a cidadania honorária
concedida ao ex-ditador nazista Adolf Hitler colocando um ponto final na polêmica
sobre se a honraria de décadas ainda tinha validade. Durante a ditadura
nazista na Alemanha, que durou até 1945, mais de 4 mil cidades concederam
cidadania honorária a Hitler, que nasceu em território da Áustria.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04 de
abril de 2007 | Mundo
Chávez, Correa e Evo apressam
o “socialismo do século 21”
Governos da Venezuela, Bolívia e Equador
anunciam novas medidas econômicas
São Paulo – Em menos de 24 horas, o governo dos três países
que se situam mais à esquerda na América do Sul anunciaram uma
série de medidas econômicas destinadas a asfaltar o caminho na
direção do que o presidente venezuelano, Hugo Chávez,
qualificou de “socialismo do século 21”.
Na noite de segunda-feira, o
próprio Chávez – que já determinou a nacionalização
das operações petrolíferas e da maior parte dos
serviços de infra-estrutura da Venezuela – ameaçou
nacionalizar também clínicas e hospitais privados que abusem
do preço dos tratamentos.
Horas depois, no Equador, o presidente
socialista Rafael Correa – em meio a uma dura disputa com o Congresso
do país por causa da realização do referendo para
a instalação de uma Assembléia Constituinte – anunciou
um plano econômico que subordina o pagamento do serviço
da dívida externa ao financiamento de ambiciosos programas sociais.
Ontem pela manhã, o presidente
da Bolívia, Evo Morales, anunciou a formação de
uma comissão para negociar com a empresa italiana Euro Telecom
a retomada por parte do Estado, nos próximos 30 dias, da empresa
de telecomunicações Entel.
Mais que coincidência,
as medidas indicam a convergência dos três países
para um bloco socialista, antimercado e fortemente antiamericano.
Na esteira da revolução
bolivariana chavista, Evo já promoveu, em maio, a nacionalização
de todo o setor petrolífero boliviano. Correa promete trilhar
o mesmo caminho, nacionalizando os hidrocarbonetos e os “setores
estratégicos” da economia equatoriana, além de ameaçar
freqüentemente desconhecer a dívida externa equatoriana.
Os três presidentes, sob
a clara liderança de Chávez, são a ponta-de-lança
de um movimento qualificado por vários cientistas políticos
de “pouco responsáveis” e representam a negação
do Con-senso de Washington – expressão cunhada pelo economista
John Williamson, em 1990, que resume as recomendações básicas
para o ajuste macroeconômicos dos países em desenvolvimento.
Essas recomendações, feitas pelo FMI, Banco Mundial e Departamento
do Tesouro dos EUA, contemplavam a redução do tamanho do
Estados, privatizações, desregulamentações
e rígida disciplina fiscal.
“Essas medidas ajudaram
os países latino-americanos a controlar processos hiperinflacionários
e a atrair capital externo, mas, é preciso reconhecer, pouco fez
para reduzir a pobreza nos países da região”, declarou
ao Grupo Estado, por telefone, a porta-voz da sede equatoriana da Corporação
Andina de Fomento (CAF), Cristina Abad. “O preço do controle
fiscal, que reduziu programas sociais, foi o surgimento de líderes
de perfil populista que catalisaram a revolta dos chamados despossuídos
contra as políticas neoliberais.” Em outras palavras, o
camponês que recebe um litro de leite por dia graças a um
programa governamental não vê nenhuma vantagem na suspensão
desse programa em troca de índices macroeconômicos nacionais
mais favoráveis. Mesmo sob o duvidoso argumento de que uma economia
saudável lhe permitirá, no futuro, comprar seu próprio
litro de leite.
“Estratégia Política”
“Nos bastidores desses
movimentos populistas, o que menos importa é a questão
econômica”, declarou, também por telefone, o historiador
venezuelano Manuel Caballero. “Não há política
econômica de longo prazo. Pelo menos no que diz respeito ao caso
da Venezuela, o que existe é uma estratégia política
imediatista para que Chávez se perpetue no poder.”
Caballero analisa que programas
sociais são importantes para a satisfação das necessidades
básicas dos mais fracos. Mas quando levados às últimas
conseqüências, convertem-se em poderosos instrumentos de manutenção
do poder.
“Em qualquer país
da América Latina, são as camadas C, D e E que definem
as eleições. Com isso, os programas sociais se transformam
em moeda de troca”, diz Caballero. “Enquanto houver dinheiro
para que o Estado siga comprando parte do eleitorado, o governo de
turno se mantém no topo. Não conheço bem os casos
de Equador e Bolívia, mas no caso de Chávez é exatamente
isso que acontece”, argumenta.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 04
de abril de 2007 | Mundo
Avanço do “chavismo”
Controle de clínicas
Depois de nacionalizar as petrolíferas,
Hugo Chávez vai controlar clínicas e hospitais privados
que abusem do preço dos tratamentos. “Se as clínicas
privadas continuarem especulando, teremos que regular os preços”,
disse ontem Chávez.
Programas sociais
O presidente socialista Rafael
Correa, que visita hoje Brasília, onde terá um encontro
com o presidente Lula – anunciou um plano econômico que subordina
o pagamento do serviço da dívida externa ao financiamento
de programas sociais.
Mais nacionalização
O presidente Evo Morales
anunciou a formação de uma comissão para negociar
com a empresa italiana Euro Telecom a retomada por parte do Estado,
nos próximos 30 dias, da empresa de telecomunicações
Entel.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
04 de abril de 2007
Projeto será alternativa à Emenda
3
Agência Estado
Foto: Lucimar do Carmo

Paulinho, da Força Sindical: gesto de boa vontade.
Brasília - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira
da Silva, informou ontem que as centrais sindicais que se reuniram com o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, fecharam acordo preliminar para negociação
de um projeto alternativo à Emenda 3, vetada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Pelo acordo, o governo, “como gesto de boa vontade”,
vai “tirar o pé do acelerador” de fiscalizar e multar as
empresas prestadoras de serviço.
Mantega também se comprometeu a pedir ao presidente do Congresso Renan
Calheiros, para que não ponha em votação o veto do presidente.
Neste período, serão formados dois grupos de trabalho para as
negociações. O primeiro será formado por representantes
de trabalhadores, Ministério da Fazenda, da Previdência e do Trabalho.
O outro grupo será formado por representantes dos empresários
e dos três ministérios.
Na próxima terça-feira, o ministro terá uma primeira reunião
de negociação com as centrais. Em troca, as centrais sindicais,
informou Paulinho, vão apresentar, em assembléias previstas para
amanhã, a retirada do movimento de greve que estava sendo marcado para
o dia 10 de abril.
Questionado se o secretário da Receita, Jorge Rachid, tinha concordado
com a decisão de não fiscalizar as empresas, Paulinho respondeu
que quem manda é o ministro. Rachid, segundo Paulinho, consentiu com
a cabeça.
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JORNAL O GLOBO ONLINE, 04
de abril de 2007
Trabalhador com pós-graduação
ganha quase dez vezes mais que analfabeto
RIO - Quem estuda mais, ganha
mais e tem mais chance de conseguir emprego. O que já se sabia
por intuição agora foi comprovado por uma pesquisa apresentada
pela Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa "Eqüidade
e Eficiência na Educação: motivações
e Metas", divulgada na manhã desta terça-feira, mostra
os impactos do investimento em educação no aprimoramento
salarial dos trabalhadores. Cruzando dados do IBGE de 2005, a pesquisa
mostra que o salário médio dos analfabetos é de
R$ 321,73. Quando o trabalhador tem ensino fundamental, já passa
para R$ 517,11. Com ensino médio, a média salarial já chega
a R$ 767,08 e como o Superior, a R$ 1681,52. Com pós-graduação,
o valor pula para 3.041,01.
Mesmo assim, o jovem brasileiro
está largando a escola, e não é porque precisa trabalhar
ou ajudar a família, não. Para muitos, falta motivação.
- Se não revolucionarmos
a capacidade de atrair o jovem, nada vai mudar esse quadro. O número
de jovens que não fazem nada está crescendo no país
- afirmou o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, divulgada
nesta terça-feira.
Estudo é requisito para tudo
Jeito de menino, preocupações
de adulto. Marcus Vinícius de Oliveira, de 16 anos, sabe que quanto
mais tempo de estudo, maiores as chances no futuro.
- Hoje em dia para trabalhar
na limpeza urbana você precisa do segundo grau. Imagina eu sem
o estudo.
Marcus estuda em um colégio
estadual do Rio de Janeiro. Mas é no Distrito Federal que os alunos
passam mais tempo dentro da escola: 79% dos jovens ficam mais de quatro
horas no colégio. E faz diferença. Foram os alunos que
tiveram as melhores notas no exame que avalia o ensino médio.
A pesquisa também mostrou
que o índice de alunos matriculados é menor no norte do
Brasil. No Acre são apenas 65,1%. Lá o trabalho tira jovens
e crianças das salas de aula.
A necessidade de trabalhar para
ajudar a família não é a principal causa de abandono
da escola. A pesquisa mostrou que esse é o motivo para apenas
4% dos jovens entre 15 e 17 anos. Oito por cento deles, o dobro, não
estudam por falta de motivação, porque não querem
ir à escola.
- Principal lição é que
ele não freqüenta a escola porque ele não gosta dessa
escola, ele não quer essa escola tal como ela se apresenta. Então, é preciso
fazer políticas de atração do jovem à escola
- diz Neri.
O pesquisador acha que é preciso
convencer os jovens de que a escola é a melhor oportunidade para
conseguir um emprego e ter salários mais altos.
- Quando o jovem passa do ensino
médio para o ensino superior a taxa de empregabilidade sobe de
68% para 78%. Ele tem um aumento de quase R$ 1.000 de salário,
passa de R$ 700 para R$1.700 - completa.
O estímulo também
deve vir de casa. Jéssica Duarte, de 16 anos, é a prova
isso.
- Como meu pai não teve
oportunidades na vida, ele quis que eu tivesse um ensino melhor. Ele
preferiu que eu optasse pelo estudo e não pelo trabalho agora
que está cedo. Ele sempre fala que em primeiro lugar sempre vem
o estudo, sempre.
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JORNAL TRIBUNA CATARINENSE,
04 de abril de 2007
SC: Sindicatos de BC discutem reajustes
salariais de 6 a 10%
Construção Civil já fixou
seu percentual a ser reivindicado
JEFERSON BALDO
Jeferson Baldo - O aumento em
8% do salário mínimo que passou a vigorar a partir de ontem
não tem influência sobre a classe trabalhadora de Balneário
Camboriú. Principalmente nas classes que representam as forças
da economia da cidade, como a construção civil, comércio
e hotelaria. Segundo o presidente da Associação Empresarial
de Balneário Camboriú (Acibalc), Álvaro Santos,
os aumentos do salário mínimo não tem reflexo porque
as empresas trabalham com pisos salariais. "Os aumentos do mínimo
acabam não refletindo nos salários, a reposição
salarial varia de acordo com a categoria", disse.
A Tribuna então, aproveitando
o gancho do reajuste do mínimo, conversou com os presidentes das
três forças de Balneário Camboriú: do Sindicato
dos Trabalhadores da Construção Civil (Siticom), do Sindicato
dos Trabalhadores do Comércio e do Sindicato dos Trabalhadores
dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (Sechobar). Cada uma
destas categorias possui uma data e um mês base para iniciar as
negociações. É na convenção que se
discute as reivindicações e o valor do reajuste salarial.
Na construção civil
o percentual de aumento nos salários, que vai ser reivindicado
junto aos patrões, foi fixado em 10%. De acordo com o presidente
do sindicato, Domingos Minela, o valor foi decidido em assembléia
no último dia 26 de março e uma comissão já foi
nomeada para iniciar as negociações. O percentual, segundo
Minela, foi estipulado levando-se em conta a inflação que
está em 3% e a alta na produção que a construção
civil vem tendo nos últimos meses. Este valor ainda pode baixar.
Minela lembrou que no ano passado o reajuste foi menor de 6%, mas em
compensação conseguiram assegurar cláusulas que
beneficiaram os trabalhadores, como cesta básica. Neste ano, além
do reajuste, o sindicato tem, dentre as reivindicações,
a redução da carga horária de trabalho de 44 para
40 horas semanais.
No comércio, aumento do piso
No comércio, segundo
o presidente do sindicato, Paulo Roberto, a expectativa é que
se consiga o mesmo índice do ano passado, cerca de 6%. Neste
ano, o sindicato vai propor aos patrões o aumento no piso salarial
dos trabalhadores. Será apresentado a propostas de aumento em
8%, como aconteceu ao mínimo. No Sechobar, a presidente Olga
Ferreira disse que também vai aguardar para ver como estará o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), já que a data
base de negociação é outubro. Ela lembrou que
o sindicato tem evoluído nas discussões com os empresários,
já que no ano passado houve um aumento do piso salarial que
foi de R$ 499,00 para R$ 537,00. "Com o crescimento do turismo,
ofertamos aos nossos associados cursos de qualificação,
o que ajudou bastante na hora de negociar os salários no ano
passado", disse.
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CONSULTOR JURÍDICO,
04 de abril de 2007
Competência certa
STF encaminha mandado de segurança
para TST
O Supremo Tribunal Federal decidiu
encaminhar Mandado de Segurança para o Tribunal Superior do Trabalho
impetrado erroneamente na corte. A decisão unânime foi tomada
no julgamento do Agravo Regimental no MS do município de Guariba
(SP).
O ministro Ricardo Lewandowski,
mesmo reconhecendo que votou preocupado com a decadência do processo,
ponderou que “do ponto de vista prático”, há dificuldade
para seguir essa nova jurisprudência de remeter a ação
ao juízo competente.
“São centenas de
mandados de segurança que nós recebemos e temos de decidir
quando o advogado não sabe a quem endereçar e endereça
ao Supremo”, protestou.
Na primeira decisão sobre
o MS, o relator do caso, ministro Celso de Mello apontou a falta de competência
do STF para julgar um mandado contra ato do TST. “O STF não
dispõe de competência originária para processar e
julgar mandados de segurança impetrados contra qualquer tribunal
judiciário”, afirmou em sua decisão.
O ministro também determinou
o arquivamento do processo, apontando que não caberia ao relator
encaminhá-lo ao órgão judiciário competente.
O município de Guariba interpôs um Agravo Regimental solicitando
que o relator reconsiderasse a parte da decisão que determinou
o arquivamento do processo.
MS 26.006
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CONSULTOR JURÍDICO,
04 de abril de 2007
Mudança de cargo
Empregada só é rebaixada
de função após advertência
Para rebaixar a função
de uma empregada por causa de suas roupas, a empresa precisa dar uma
advertência antes. O entendimento é do juiz Grijalbo Fernandes
Coutinho, da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região,
que condenou o Banco do Brasil a pagar indenização por
danos morais a uma funcionária. Cabe recurso. A informação é do
site Espaço Vital.
Segundo o juiz, a instituição
financeira teve uma atitude autoritária, pois não a advertiu
sobre o modo de se vestir. "A culpa do empregador restou evidente,
principalmente em razão do descumprimento das normas de respeito
e de conduta civilizada nas relações de trabalho",
afirmou.
Coutinho propôs o pagamento
de R$ 100 mil de indenização à funcionária.
Entretanto, a Turma considerou R$ 30 mil suficientes.
A empregada era gerente do banco.
Durante uma avaliação de desempenho, foi constatado que
ela não se vestia de acordo com o ambiente profissional. A funcionária
teve o cargo rebaixado e, por ter sido ofendida, aposentou-se prematuramente,
de acordo com os autos.
Processo 00559-2006-013-10-00-5
RO
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CONSULTOR JURÍDICO,
04 de abril de 2007
Atividade ilícita
Trabalho no jogo do bicho não
gera vínculo de emprego
O apontador de jogo do bicho,
por exercer atividade considerada ilícita, não tem direito
ao reconhecimento do vínculo de emprego. O entendimento é da
2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento de um recurso
ajuizado pela Casa Lotérica Mundial. O relator foi o ministro
Renato de Lacerda Paiva.
O trabalhador foi contratado
pela “lotérica” em março de 1997 para exercer
as funções de arrecadador e conferente de jogo do bicho.
Disse que trabalhava de segunda a sábado, das 11h às 20h,
com intervalo de 30 minutos para almoço, e recebia salário
semanal de R$ 70. Em 19 de março de 1999, foi demitido, sem justa
causa, sem receber as verbas rescisórias devidas pelo empregador.
Em fevereiro de 2000, ajuizou
reclamação trabalhista pedindo o reconhecimento da relação
de emprego com anotação da carteira de trabalho e o pagamento
referente ao seguro-desemprego, férias, FGTS, 13º salário,
horas extras e repouso semanal remunerado.
Pedro Antônio Marques de
Oliveira se apresentou em juízo para contestar a ação.
Alegou que era dono da casa lotérica “A Paraibana”,
em Recife (PE). Não negou que tenha empregado o autor da ação
trabalhista, mas disse que o vínculo não poderia ser reconhecido
tendo em vista ser “notório o fato de que a atividade é ilícita”.
Baseou sua tese no artigo 82
do Código Civil (atual artigo 104), que estabelece como um dos
requisitos de validade do negócio jurídico a existência
de objeto lícito.
A 7ª Vara do Trabalho de
Recife acolheu parte da reclamação. Deferiu o pedido de
reconhecimento de vínculo empregatício e garantiu direitos
como 13º, férias e FGTS. Considerando que foi o empregado
quem pediu demissão, negou o seguro-desemprego.
As partes recorrem ao Tribunal
Regional do Trabalho da 6ª Região (Pernambuco). Os juízes
foram totalmente favoráveis ao empregado, mantendo o vínculo
de emprego e reconhecendo a despedida sem justa causa. “A ilicitude
da atividade empresarial não contamina o trabalho realizado pelo
empregado que, premido pelas necessidades vitais, aceita o emprego como
meio de subsistência”, destacaram.
O dono da banca do bicho apelou
ao TST. O ministro Renato Paiva destacou que, para dar validade ao contrato
de trabalho, é necessário observar a licitude do objeto,
pois o não atendimento desse requisito enseja a nulidade do ato.
O voto do ministro seguiu a Orientação Jurisprudencial
199 da Seção de Dissídios Individuais 1 do TST,
que estabelece que não há contrato de trabalho em face
da prestação de serviços em jogo do bicho, ante
a ilicitude do objeto.
RR-24.384/2002-900-06-00.7

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