 |
Agência Câmara,
05 de abril de 2007
Trabalho vai discutir fiscalização
de empresas individuais
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público promoverá audiência pública na terça-feira
(10), às 14 horas, para discutir os dois projetos de lei sobre a fiscalização
de empresas individuais prestadoras de serviço, objeto da emenda 3 ao
projeto da Super-Receita, vetada pelo presidente Lula. A audiência atende
a requerimento do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado hoje pela
comissão.
O PL 133/07, do deputado Flávio
Dino (PCdoB-MA), permite a auditores da Receita Federal autuar ou fechar
empresas individuais, sem decisão judicial prévia, desde
que seja constatada manifesta fraude ou falta de autonomia do prestador
para se opor as exigências da empresa contratante.
Já o PL 536/07, do Poder
Executivo, que tramita apensado, transfere do auditor fiscal para o delegado
da Receita Federal do Brasil o poder de punir empresas por atos praticados
com o objetivo de reduzir, evitar ou adiar o pagamento de tributos. A
proposta atinge as empresas que tenham relação de trabalho
camuflada, como as prestadoras de serviço constituídas
por uma única pessoa, geralmente um profissional liberal sem vínculo
trabalhista formal com a empresa contratante.
De acordo com Marquezelli, as
sugestões obtidas durante o debate poderão auxiliar o relator
da matéria, deputado Milton Monti (PR-SP).
Convidados
Serão convidados
para debater o tema o secretário da Receita Federal, Jorge Antonio
Deher Rachid; o presidente da Confederação Nacional da
Indústria (CNI), Armando Monteiro; o presidente da Força
Sindical, deputado Paulinho da Força (PDT-SP); o presidente
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da
Silva Santos; o consultor tributário Everardo Maciel; o professor,
advogado e consultor jurídico Luiz Carlos Amorim Robortella;
e o representante da Associação Brasileira de Emissoras
de Rádio e Televisão Evandro Guimarães.
|
Agência Senado, 05
de abri lde 2007
Renan diz que aposta no entendimento
sobre Emenda 3
O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse nesta quarta-feira (4) que ainda
espera um entendimento para a votação do veto que o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva impôs à Emenda 3 - a proposição
que limita a ação da fiscalização sobre empresas
que contratam profissionais na forma de pessoa jurídica.
- Tenho uma expectativa muito
grande de que uma solução aconteça e de que não
seja necessário apreciar o veto - disse.
Renan anunciou ainda que conversará com
os líderes partidários para que a Casa vote, na próxima
semana, as sete medidas provisórias que continuam trancando a
pauta. O presidente do Senado observou que a oposição apresenta
motivos para estar obstruindo as votações e reconheceu
que a correlação de forças políticas na Casa é muito
apertada. Mas disse que acredita no entendimento e que continuará conversando.
Em entrevista concedida logo
após receber o presidente do Equador, Rafael Correa, Renan voltou
a falar sobre as medidas em estudo na Casa para combater a criminalidade.
Disse que a Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ) discute um pacote antiviolência, que conterá um
conjunto de normas para mudar sobretudo a estrutura da investigação,
a legislação em vigor e o financiamento da segurança
publica.
- Estamos aguardando que, dentro
do prazo, a comissão apresente esse pacote ao país. Ontem
conversei com o senador Antonio Carlos Magalhães (presidente da
CCJ) especialmente sobre isso. Acho que esse aprimoramento tem que ser
permanente. Do ponto de vista da segurança pública, não
basta apenas mudar a legislação. É preciso tomar
medidas complementares para que a gente mude essa realidade, que está apavorando
todos.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 05 de abril de 2007 | Economia
Sindicatos vão parar dia 10
para cobrar veto à Emenda 3
Sindicatos deverão paralisar
atividades de empresas e serviços públicos
por até três horas, em manifestação
pela manutenção do veto de Lula à emenda
Jander Ramon
SÃO PAULO - Dirigentes
sindicais de todas as centrais de trabalhadores decidiram nesta quarta-feira,
4, em plenária realizada no Sindicato dos Bancários de
São Paulo, realizar uma mobilização nacional no
próximo dia 10 para pressionar o Congresso Nacional a manter o
veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à chamada
Emenda 3, inserida na legislação que cria a Super-Receita.
Pela emenda, fiscais da Super
Receita não poderão autuar empresas que desrespeitem a
legislação trabalhista, alegando ser atribuição
exclusiva da Justiça do Trabalho analisar o não cumprimento
desta legislação.
Os representantes da Força
Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação
Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
(CGTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), presentes ao
encontro, decidiram que, no dia 10, vários sindicatos deverão
paralisar atividades de empresas e serviços públicos por
até três horas.
"Manifestamos nosso repúdio
e o desejo que o Congresso mantenha o veto do presidente Lula à Emenda
3", disse o secretário-geral da Força, João
Carlos Gonçalves, o Juruna.
Também no dia 10,
um grupo de sindicalistas vai se reunir em Brasília com o ministros
da Fazenda, Guido Mantega, da Previdência, Luiz Marinho, e do
Trabalho, Carlos Lupi, além do secretário da Super-Receita,
Jorge Rachid, para debater uma nova legislação para substituir
a Emenda 3 e, assim, tentar firmar um consenso com os representantes
empresariais, defensores da Emenda 3.
|
Folha de São Paulo,
05 de abril de 2007
TRABALHO
Centrais defendem criação
de empregos com qualidade
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
As centrais sindicais vão
entregar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um documento
intitulado "Agenda dos Trabalhadores pelo Desenvolvimento",
com propostas para o crescimento do país, melhora da distribuição
de renda e principalmente da qualidade de empregos criados.
" Não adianta discutir o PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) nem fazer investimentos e conceder subsídios a setores
sem olhar a questão da qualidade do emprego que está criado",
disse Artur Henrique da Silva Santos, presidente da CUT, ao citar como exemplo
o setor da construção civil.
Só no ano passado foi
criado 1,22 milhão de empregos formais de acordo com o Caged (Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho
-a maior parte deles, segundo estudos de especialistas, com renda de
no máximo de dois salários mínimos.
Resultado de 15 reuniões e 57 horas de trabalho entre representantes
de sete centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CGT, SDS, CAT, CGTB
e Nova Central) e técnicos do Dieese, o documento será encaminhado
também para parlamentares do Congresso Nacional.
João Carlos Gonçalves,
secretário-geral da Força Sindical, destacou o combate
ao trabalho informal e o fortalecimento das negociações
coletivas como pontos importantes do documento.
" Criticamos o modelo econômico adotado porque não é esse
modelo que vai gerar crescimento nem emprego de qualidade", afirma Antonio
Carlos dos Reis, presidente da CGT.
Constam ainda na agenda dos trabalhadores
reivindicações históricas das centrais, como redução
da jornada de 44 horas para 40 horas semanais (sem redução
salarial) e medidas para impor limites às horas extras. As centrais
também defendem medidas para melhorar educação,
saúde e habitação no país, com políticas
que levem em conta o crescimento do país sem impactos negativos
ao ambiente.
|
Folha
de São Paulo,
05 de abril de 2007
Com juro menor, indústria cresce
0,3%
Taxa de fevereiro também foi impulsionada
por bom momento da economia; sobre fevereiro de 2006, alta foi de 3%
| Outros fatores demonstram melhoria, como a expansão das vendas
do varejo e da indústria e o aumento da confiança de empresários PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
O risco-país em níveis historicamente baixos, os juros
em queda e a perspectiva de maior crescimento econômico neste ano
impulsionaram o desempenho da indústria em fevereiro e fizeram
a produção do setor crescer 0,3% em relação
a janeiro, na série livre de influências sazonais. Na comparação
com fevereiro de 2006, a alta foi mais vigorosa: 3%, segundo o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado dos últimos
12 meses, a produção industrial subiu 3,8%.
Segundo Silvio Sales, coordenador de Indústria do IBGE, os dados
revelam que o empresário brasileiro está mais disposto
a investir e também mais confiante quanto à trajetória
da economia do país. "Há uma expectativa positiva
do meio empresarial, que está aumentando suas encomendas",
disse.
Não só a indústria se beneficiou de um cenário
de maior equilíbrio. Outros indicadores também revelam
que a economia está mais aquecida neste início de ano,
como a expansão das vendas do varejo, o crescimento da confiança
dos empresários e a ampliação do nível de
emprego industrial.
A Fecomercio SP apurou uma alta de 1,1%
nas vendas do comércio
e 18,4% nas de concessionárias de veículos -beneficiadas,
neste caso, pelo crédito farto. Já a CNI (Confederação
Nacional da Indústria) detectou um crescimento de 3% nas vendas
do setor fabril em janeiro e um incremento de 0,2% no nível de
emprego. O índice de confiança do empresário, por
sua vez, cresceu 4,7% de fevereiro para março, segundo a FGV (Fundação
Getulio Vargas).
A tendência de forte crescimento da produção de
bens de capital (máquinas e equipamentos) retrata a expansão
da confiança das empresas, de acordo com especialistas. A categoria
registrou alta de 0,1% de janeiro para fevereiro, após três
meses consecutivos de crescimento vigoroso -1,8% em novembro, 7,1% em
dezembro e 1,5% em janeiro. Em relação a fevereiro de 2006,
a produção de bens de capital teve alta de 14,3%, mesmo
depois de já ter se expandido 17,7% em janeiro.
Para Marcela Prada, economista da Tendências Consultoria, o cenário
de demanda mais aquecida desde o final do ano passado, os juros em queda
e a maior estabilidade da economia incentivam investimentos em ampliação
da capacidade produtiva. "A queda do risco-país reduz o custo
de capital e indica que a taxa de juro também deve cair. Tudo
isso impulsiona investimentos na ampliação dos parques
industriais. Sem dúvida, o empresário começou 2007
mais confiante", concorda Solange Srour, economista-chefe da Mellon
Investments.
Para o Iedi, "há uma indicação segura de aceleração
do investimento", apontada tanto pelo aumento da produção
doméstica de máquinas e equipamentos como pelo crescimento
das importações desses bens.
Duráveis
Outro destaque positivo de fevereiro foi
o crescimento da produção
de bens duráveis -1,2% ante janeiro-, que marca uma retomada dessa
categoria após a estagnação de quase todo o ano
de 2006.
Nesse caso, a melhora da massa salarial
e o crédito abundante
e com prazos cada vez mais elásticos explicam o bom desempenho,
segundo Prada.
De acordo com o IBGE, a produção de bens intermediários
e de bens de consumo semi e não- duráveis também
cresceu de janeiro para fevereiro -0,5% e 0,7%. O setor campeão
de expansão do primeiro bimestre foi o de equipamentos de informática,
com alta de 34,8%.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 05
de abril de 2007 | Brasil
PPS e PSDB tentam retomar mandatos
TSE definiu que vaga pertence ao
partido e não ao eleito
Brasília – O PPS decidiu ontem acionar o presidente da Câmara,
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), para retomar os oito mandatos que o partido
perdeu com a saída de parlamentares da legenda. O presidente nacional
do partido, Roberto Freire (PE), ingressou na Mesa da Casa com requerimento
no qual pede a nomeação imediata dos suplentes do partido com
base na interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de
que os mandatos pertencem aos partidos e não aos deputados.
O PPS foi ao lado do DEM (ex-PFL)
o partido que mais perdeu deputados para a base do governo nesta legislatura.
Oito saíram da legenda desde as eleições de outubro.
Como o TSE considerou que os
mandatos pertencem aos partidos e não aos deputados, o PPS entende
que tem oito vagas a preencher e que é atribuição
do presidente da Câmara convocar os suplentes.
Para Freire, não se trata
de pedir a renúncia dos deputados que deixaram o partido, mas
de substituí-los, pois a vaga pertence ao partido. “Quem
perdeu foi o partido e não o deputado, não estamos pedindo
cassação de mandato, mas o preenchimento das nossas vagas”,
afirmou. O PSDB ingressou terça-feira com o mesmo pedido na Mesa
Diretora da Câmara para restituir sete mandatos.
O PPS quer de volta os mandatos
dos deputados Lucenina Pimentel (AC), Couberto Martins (BA), Veloso (BA),
Neílton Mulin (RJ), Homero Pereira (MT), Ratinho Júnior
(PR), Paulo Piau (MG) e Aírton Roveda (PR).
O PSDB quer os mandatos de Armando
Abílio (PTB-PB), Átila Lira (PSB-PI), Djalma Berger (PSB-SC),
Leo Alcântara (PR-CE), Marcelo Teixeira (PR-CE), Vicente Arruda
(PR-CE) e Vicentinho Alves (PR-TO).
Chinaglia disse ontem que
a decisão sobre retirar o mandato dos parlamentares eleitos
em outubro e que mudaram de partido depende da Justiça.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 05
de abril de 2007 | Brasil
Collor vai propor parlamentarismo
Brasília – O
senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) vai apresentar ao Congresso
uma proposta de emenda à Constituição transformando
o país em parlamentarista. Este será o primeiro projeto
elaborado pelo ex-presidente da República desde que assumiu
sua cadeira no Senado. O petebista quer apresentar o projeto no prazo
máximo de duas semanas. “O presidencialismo é uma
carroça do sistema político brasileiro, que também
está defasado”, afirmou.
|
JORNAL A VOZ DA CIDADE /
RIO DE JANEIRO, 05 de abril de 2007
RJ: Sindicato aprova por unanimidade
acordo coletivo 2007/2008
SUL FLUMINENSE - Os trabalhadores das empresas de montagem industrial, construção
pesada, pavimentação e terraplenagem aprovaram, por unanimidade,
em assembléias realizadas na última quinta-feira, o acordo coletivo
de 2007/2008. O acordo, negociado com o Sindemom e Sinicon,vai beneficiar cerca
de seis mil trabalhadores que atuam na base territorial do Sindicato da Construção
Civil, Montagem e Construção Pesada do Sul Fluminense.
O acordo garante às categorias
desses setores reajuste salarial de 5% a 9.13%, retroativos a 1º de
fevereiro. Agora, os ajudantes da montagem industrial terão um
aumento de 9.13%, índice que representa mais de três vezes
o valor da inflação do período, calculada em 2,93%.
O sindicalista Djair Martins afirma que esta foi a classe mais beneficiada.
Outra conquista importante obtida
no acordo foi a Cláusula de Participação nos Lucros
ou Resultados (PLR). “Através desta cláusula as empresas
serão obrigadas a apresentar um cronograma para a implantação
desse programa. Os trabalhadores, por sua vez, poderão também
cobrar de suas chefias imediatas a efetivação da PLR, conscientes
que ao produzir mais terão maiores chances de ganhos”, diz
Dejair Martins.
O sindicalista considerou
o acordo positivo, melhorando o ganho real dos trabalhadores. “Mais
uma vez este é um bom acordo que vai garantir ainda as categorias
desses setores um ganho real de no mínimo 2.07%”, conclui.
|
INFOMONEY PESSOAL, 05 de
abril de 2007
Previdência: período de
trabalho especial será convertido em tempo comum
SÃO PAULO - Os segurados
da Previdência Social que não completaram o prazo mínimo
para ter direito à aposentadoria especial verão todo o
período em que trabalharam expostos a agentes nocivos convertidos
e somados ao tempo de atividade comum.
No entanto, para que isso aconteça,
o pensionista ou aposentado precisa comprovar que possui algum tipo de
período em trabalho comum.
Conversões
Para cada ano trabalhado sob
condições prejudiciais à saúde ou integridade
física, será aplicado um fator de conversão igual
a 2 para mulheres e a 2,23 para homens, no caso de pessoas que atuaram
em frentes de produção em mineração subterrânea,
em que, para ter direito à aposentadoria especial, deve-se trabalhar
15 anos.
Já para os que foram expostos
a agentes químicos, como o amianto ou mineração
subterrânea, em que a aposentadoria especial é concedida
com 20 anos de trabalho, os fatores serão de 1,5 para mulheres
e 1,7 para os homens. Nas atividades em que a aposentadoria é concedida
depois de 25 anos de trabalho, os fatores são 1,2 e 1,4 para mulheres
e homens, respectivamente.
Além do tempo de trabalho,
ainda serão considerados no ato da conversão o tempo de
prestação de serviço militar, mandato eletivo, aprendizado
profissional, tempo de atividade rural, contribuinte em dobro ou facultativo,
tempo que contribuiu para serviço público e benefício
por incapacidade previdenciário.
Documentação
Para quem pretende converter
o tempo de trabalho comum, é preciso apresentar documento de identificação
pessoal e um dos formulários - SB 40, BSS 8030 ou DIRBEN 8030
-, que foram emitidos até 31 de dezembro de 2003, que comprovem
a exposição à agentes nocivos.
Para os trabalhadores que
exerceram atividades onde os ruídos prejudicaram a saúde, é preciso
apresentar ainda o Laudo Técnico de Condições
Ambientais de Trabalho (LTCAT) elaborado por médico do trabalho
ou engenheiro de segurança do trabalho, como o feito para os
demais casos.
|
AGÊNCIA BRASIL, 05
de abril de 2007
Força-tarefa do MP combate
exploração de trabalhadores em canaviais
O Ministério Público
do Trabalho instalou uma força-tarefa para fortalecer o combate à exploração
de trabalhadores nos canaviais do país. De acordo com o procurador
Luiz Henrique Rafael, a fiscalização vem sendo feita há algum
tempo, mas agora está sendo reforçada.
Em entrevista à Radio
Nacional, Rafael afirmou que o MP faz isso "há dois anos,
por todo o interior paulista. Estamos realizando um trabalho para ressaltar
medidas trabalhistas, para que a legislação vigore para
todos os trabalhadores ativos dessa área”.
Ele diz que uma das preocupações é com
a sobrecarga no trabalho. Em algumas propriedades, conta Rafael, os agricultores
são obrigados a cortar, sozinhos, 15 toneladas de cana-de-açúcar
por dia. “O trabalho na colheita é cansativo. Várias
mortes ocorreram devido à fadiga".
O diretor de assalariados da
Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura),
Antonio Lucas Filho, acrescenta que a maioria dos trabalhadores não
recebe salário fixo, mas pagamentos por tonelada de cana cortada
- em média R$ 2,3, valor que ele considera baixo.
“A melhor solução
seria trabalharmos como todos os outros, ou seja, com piso salarial uniforme”,
acrescenta.
A partir deste mês,
a Contag pretende fazer dois encontros nacionais – um no Centro-Sul
e outro no Nordeste – para encaminhar propostas ao governo federal
em relação ao crescimento das indústrias de cana-de-açúcar,
que, segundo o diretor, ainda não trouxe benefício aos
trabalhadores.
|
STICCMM, 05 de abril de 2007
Volta Redonda/RJ: Eleições
do STI da Construção Civil têm CHAPA ÚNICA
Nos dias 04 e 05 de abril
serão realizadas as eleições do Sindicato dos
Trabalhadores da Construção Civil, Montagem Industrial
e Construção Pesada do Sul Fluminense visando a escolha
dos novos membros da diretoria executiva e conselho fiscal da entidade
para o mandato de 2007/2011. As eleições vão
acontecer das 8h às 18h, com CHAPA ÚNICA, formada pela
diretoria do Sindicato, encabeçada pelo atual presidente Dejair
Martins. A expectativa é que cerca de 80% do total de 4.200
associados da entidade, com mais de seis meses de contribuição,
compareçam às urnas disponibilizadas para as eleições
e confirmem seu voto na CHAPA 1 - da CUT.
Para facilitar o aceso dos associados aos locais de votação, o
Sindicato irá colocar uma urna na sua sede – Av. Nossa Senhora da
Conceição, nº 310, Conforto; oitos urnas na CSN, localizadas
nas portarias da empresa e nos serviços de pontos das suas contratadas;
três urnas itinerantes nos locais de trabalho dos funcionários da
COHAB/VR; uma urna na Siderúrgica de Barra Mansa (SBM); duas urnas itinerantes
em Volta Redonda, sendo uma na margem esquerda do Rio Paraíba e outra
na margem direita; uma urna itinerante em Barra Mansa e outra itinerante em Resende.
|
Dejair
Martins, presidente |
O processo eleitoral do Sindicato foi deflagrado a partir de assembléia
realizada no dia 14/02, na sede da entidade, com a presença da categoria.
Esta assembléia deliberou os dias e horários das eleições,
como também todos os procedimentos estatutários que foram seguidos,
obedecendo às determinações contidas no Estatuto do Sindicato.
“
A participação de todos os associados nestas eleições é de
suma importância para que possamos dar continuidade ao trabalho
em defesa dos direitos das categorias vinculadas a nossa entidade”,
informa o sindicalista Dejair Martins, ressaltando que a apuração
dos votos será no último dia das eleições
(05/04), a partir das 19h, na sede do Sindicato. A presença
dos associados na apuração dos votos é muito importante
para darmos transparência ao pleito”, acrescenta.
Atualmente o Sindicato detém a representatividade de 22 categorias.
Dentre as principais destacam-se a construção civil; montagem
industrial e manutenção, marmoraria; granitos; fábrica
de artefatos e cimentos; carpintaria, marcenaria, ladrilhos, hidráulicos,
pavimentação e obras de construção pesada e de
estradas, terraplenagem, pavimentação em geral e do mobiliário.
CHAPA ÚNICA – É a quarta vez que
a diretoria do Sindicato, encabeçada pelo atual presidente Dejair
Martins, disputa as eleições da entidade como CHAPA Única.
A primeira vez foi como oposição, em 1987.De lá para
cá já somam sete disputas eleitorais, das quais somente
três eleições tiveram oposição. “Acreditamos
que isso reflete o respeito e a consolidação do trabalho
realizado neste período, voltado à melhoria da qualidade
de vida das nossas categorias e ao resgate do seu direito de cidadania”,conclui
Dejair Martins.
|
|

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 6.075, DE 3 DE ABRIL DE
2007.
Altera
os arts. 3o e 5o do Decreto no 4.923, de 18 de dezembro de 2003, que
dispõe sobre o Conselho de Transparência Pública
e Combate à Corrupção.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que
lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição,
e tendo em vista o disposto no art. 17, §§ 1o e 2o, da Lei no 10.683,
de 28 de maio de 2003,
DECRETA:
Art. 1o Os arts. 3o e 5o do Decreto no 4.923, de 18 de dezembro de 2003, passam
a vigorar com a seguinte redação:
“ Art. 3o O Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção
será composto por vinte conselheiros e respectivos suplentes, designados
pelo Presidente da República, a saber:
.........................................................
§ 2o O Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção
contará com uma Secretaria-Executiva, que será exercida pelo Secretário-Executivo
da Controladoria-Geral da União.
........................................................
§ 5o Os conselheiros suplentes exercerão a representação
nas hipóteses de ausência ou impedimento dos respectivos titulares,
e os sucederão, no caso de vacância.
§ 6o A critério do Presidente do Conselho de Transparência
Pública e Combate à Corrupção, poderão ser
especialmente convidados a participar das reuniões do colegiado, sem direito
a voto, titulares de outros órgãos ou entidades públicas,
bem como organizações e pessoas que representem a sociedade civil,
sempre que da pauta constarem assuntos de sua área de atuação.
§ 7o A participação no Conselho de Transparência Pública
e Combate à Corrupção é considerada serviço
público relevante não remunerado.” (NR)
“ Art. 5o O Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção
contará com suporte administrativo e técnico da Secretaria-Executiva
da Controladoria-Geral da União.” (NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de abril de 2007; 186o da Independência e 119o da
República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Jorge Hage Sobrinho
Este texto não substitui o publicado
no DOU de 4.4.2007

|