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AGÊNCIA BRASIL, 12
de abril de 2007
Têxteis, vestuário,
calçados e madeira sofrem impacto maior do câmbio
valorizado
BRASÍLIA - A pesquisa
Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), mostra que os setores de alimentos, bebidas, refino e álcool
tiveram, respectivamente, variação percentual de 11,1%
e 22,1% na geração de emprego na comparação
entre os dois primeiros meses de 2006 e o mesmo período de 2007.
Em contrapartida os segmentos
de têxteis, vestuário, couros e calçados e madeira
apresentaram percentuais de -2,3%, -1,4%, 0,8% e -6,4%, respectivamente,
em igual período. A causa foi o impacto do câmbio valorizado
para estes setores que dependem das exportações.
“A continuidade desse processo
de valorização acentuará as dificuldade que esses
setores já vem tendo. Ou seja, se eles já mostram retração
na produção e no emprego, muito possivelmente a continuidade
de valorização do real vai acentuar essa contração
de produção e emprego nesses segmentos”, acentuou
o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da
CNI, Flávio Castelo Branco.
Segundo ele, alguns outros setores,
como veículos automotores, máquinas e equipamentos, que
não tiveram ganhos nem prejuízos, podem ser os próximos
prejudicados se a valorização do real permanecer por mais
tempo. “Os segmentos que ainda não mostram queda, mas sofrem
concorrência de produtos importados, eventualmente, podem vir a
ter mais dificuldades. É difícil antecipar se vai haver
aprofundamento do índice de desemprego nesses segmentos, mas que
o problema cambial é grave e afeta o dinamismo da indústria
em diversos segmentos, isso é um fato”.
Mesmo com o resultado negativo
de alguns setores, Castelo Branco afirmou que a trajetória média
de crescimento deve continuar. “Os fatores que movem os segmentos
que estão tendo desempenho positivo, demanda mundial forte e
a demanda doméstica, para alguns segmentos que não concorrem
com importados, vai permanecer”, finalizou.
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Agência Senado, 12
de abril de 2007
Paim pede a ministro que marque reunião
para tratar da emenda 3

Ao posicionar-se a favor da manutenção do veto do presidente
da República à emenda que limitou, no projeto de lei que criou
a Secretaria da Receita Federal do Brasil (PLC 20/06), a atuação
da fiscalização sobre empresas que contratam profissionais sob
a forma de pessoa jurídica, o senador Paulo Paim (PT-RS) apelou ao ministro
do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que convoque uma reunião com todos
os interessados na questão para que seja tentado um acordo.
- O que ocorre, na verdade, é que,
com a emenda 3, estamos tirando poder dos auditores fiscais e passando
toda a responsabilidade à Justiça do Trabalho, que já sofre
com o acúmulo de processos e a conseqüente lentidão
dos seus julgados - afirmou Paulo Paim, que solidarizou-se com a mobilização
das centrais, confederações e demais entidades sindicais
pela manutenção do veto.
O senador pelo Rio Grande do
Sul também comunicou que apresentará na quinta-feira (12),
em conjunto com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), requerimento propondo
a realização de audiência pública conjunta
da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH) e da Subcomissão Permanente do Trabalho e Previdência
para debater a emenda 3.
Em aparte, a senadora Ideli Salvatti
(PT-SC) ressaltou que a contratação de pessoa jurídica
por pessoa jurídica vem crescendo e já é realizada
por diversos setores da economia, inclusive os órgãos de
imprensa. Já o senador Tião Viana (PT-AC) revelou que seguirá o
posicionamento político de Paim a respeito desse assunto. Por
sua vez, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) defendeu um acordo
que impeça que os fiscais tenham poder judicante sem que suas
atribuições sejam cerceadas.
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Diário Vermelho, 12
de abril de 2007
Brasil melhora em ranking de distribuição
de renda, diz estudo
Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão
ligado ao Ministério do Planejamento, mostra que a distribuição
de renda melhorou no Brasil entre 2001 e 2005.
Os 10% mais pobres da população
tiveram um aumento de 36% na renda neste período, enquanto a renda
dos 10% mais ricos caiu 1,2%. Os detalhes da pesquisa devem ser divulgados
ainda nesta semana.
Ainda assim, em um ranking mundial
que inclui 126 nações, o Brasil ainda aparece com a 10ª pior
distribuição de renda, atrás de países como
Haiti — o país mais pobre da América Latina — e
a Índia.
Segundo o Ipea, a ampliação
dos programas sociais do governo — como bolsas de estudos e o
Bolsa-Família — e da concessão de aposentadorias
por idade ajudou a redistribuir a renda no país. Na avaliação
do instituto, o Brasil está dando os primeiros passos para a
redução da desigualdade de renda no país.
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Folha
de São Paulo,
12 de abril de 2007
Câmara quer dar a Congresso e a Lula salários
de R$ 16 mil
Mesa aprova reajuste pela inflação, mas derruba aumento de
verbas de gabinete | Chinaglia defende 83% de aumento a presidente para
equiparar ganhos com os dos congressistas; proposta agora tem de ir a plenário RANIER BRAGON, LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Mesa da Câmara dos Deputados derrubou ontem por 6 votos a 1
a proposta de elevar a verba parlamentar usada para contratação
de assessores, mas ratificou a decisão de aumentar os salários
de deputados e senadores em 26,5%. Além disso, quer equiparar
o salário do presidente da República ao dos congressistas,
o que resultaria em reajuste de 83% para Luiz Inácio Lula da Silva
-de R$ 8.885,48 a R$ 16.250.
Os aumentos estão em discussão desde 2006, quando a proposta
de aumentar em 91% os salários dos congressistas foi duramente
criticada, e devem ser aprovados pelo plenário após a votação
de medidas provisórias, que têm prioridade na tramitação.
Com isso, o salário dos 594 deputados e senadores subiria de R$
12.847 para R$ 16.250. O índice de reajuste representa a inflação
(IPCA) acumulada entre fevereiro de 2003, data do último aumento,
e fevereiro deste ano.
A Constituição atribui ao Congresso a fixação
da remuneração dos mais altos mandatários do Executivo.
O salário do presidente foi fixado por decreto legislativo em
fevereiro de 1995. Desde então, sofreu reajuste de apenas 4,5%
contra inflação acumulada de 155,2%. "Vou fazer saber
ao presidente do Senado, Renan Calheiros [PMDB-AL], e a um interlocutor
do governo, possivelmente o ministro das Relações Institucionais
[Walfrido dos Mares Guia], que estamos discutindo isso [os reajustes]
e que vamos levar a voto. Se eles tiverem sugestões, estamos abertos",
afirmou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Chinaglia disse que o índice de reajuste para o salário
do presidente, de seu vice, e dos ministros (José Alencar e os
ministros recebem hoje R$ 8.362,80) não está definido,
mas que os líderes "acham razoável que o presidente
da República ganhe, no mínimo, igual a deputado e senador".
Efeito cascata
Chinaglia já havia defendido o reajuste para Lula e seus ministros
e, à Folha, já havia manifestado sua opinião favorável à equiparação.
Isso ocorreu dias depois de Lula chamar de heróis" ministros
que recebem R$ 8.362 por mês. Nem Lula nem Chinaglia fizeram referência
ao fato de que vários ministros engordam seus contracheques com
a participação em conselhos de estatais.
O aumento para deputados e senadores gera
efeito cascata nos salários
dos integrantes das Assembléias Legislativas e das Câmaras
Municipais. Já o aumento do subsídio do presidente e dos
ministros não tem efeito cascata no Executivo. Porém, o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, com o aumento aprovado
no Congresso, o governo estudará reajuste de funcionários
federais contratados em cargos comissionados, os DAS.
Sobre os recursos que cada deputado possui
para contratação
de assessores, o único a defender um reajuste foi o segundo-secretário
da Mesa, Ciro Nogueira (PP-PI), que pretendia aumentar a verba de R$
50,8 mil para R$ 65,1 mil mensais. Os demais deputados votaram contra.
Chinaglia rebateu, ainda, críticas à extinção
das sessões de votação às segundas. "Estamos
trabalhando duramente."
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Folha de São Paulo,
12 de abril de 2007
Foco
Câmara criará código
de vestimenta para impedir deputado de usar chapéu
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Mesa Diretora da Câmara
decidiu ontem publicar um ato normatizando como os parlamentares devem
se vestir para as sessões. O alvo da norma é o deputado
Mão Branca (PV-BA). Desde que assumiu, participa das sessões
plenárias com um chapéu de couro. O ato da Mesa deve deixar
claro que os deputados só podem usar paletó e gravata,
sem adereços.
Mão Branca prometeu recorrer da decisão. "Usar chapéu
não faz mal a ninguém", afirmou o deputado.
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Folha
de São Paulo,
12 de abril de 2007
FMI prevê alta de 4,4% no PIB do país
Estimativa de crescimento é menor que a média prevista para
a AL e a economia global, de 4,9% em ambos os casos | Fundo mostra otimismo
com país, elogia BC, mas critica alta carga tributária, gastos
elevados do governo e ambiente de negócios FERNANDO CANZIAN
ENVIADO ESPECIAL A WASHINGTON
O FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta crescimento de
4,4% para a economia brasileira em 2007 e de 4,2% para o ano que vem.
A estimativa, que já usa o novo cálculo do PIB do país, é superior à do
próprio mercado brasileiro, que prevê, em média,
alta de 3,9% neste ano. No ano passado, nesta época do ano, o
FMI previa alta do PIB brasileiro de 3,5%, mas ele fechou em 2,9% (na
metodologia antiga do cálculo do IBGE).
Brasil e Chile são os dois únicos países da América
Latina que devem crescer mais neste ano em relação a 2006,
diz o Fundo. Mas o PIB do Brasil deve ficar abaixo tanto da média
mundial quanto da América Latina (4,9% para ambos os casos), diz
o relatório "Panorama da Economia Mundial". "Certamente
estamos otimistas com a economia brasileira, que deve ganhar mais ritmo",
disse Charles Collyns, economista-chefe-adjunto do FMI. Ele considerou "bem-vinda" a
recente mudança na metodologia de cálculo do PIB.
"O Brasil tem se beneficiado da alta das commodities. Também
passou por um período de crescimento relativamente baixo, que
conteve a inflação. A economia agora responde à redução
dos juros, e esperamos que continue a crescer." Collyns disse que
não vê "nenhuma razão para que os juros no Brasil
permaneçam altos no médio prazo". Lembrou que o país
pratica taxas muito superiores às de seus vizinhos, mas também
elogiou o "gradualismo" e a "prudência" do
Banco Central na redução dos juros, que já dura
um ano e meio.
"A economia vai crescer em um ritmo mais acelerado, mas também
deve manter a inflação baixa", disse Collyns. Para
o FMI, os juros menores darão novo impulso à demanda doméstica. "Dados
mais recentes mostram que essa recuperação já está a
caminho." Ao mesmo tempo em que prevê uma aceleração,
o Fundo voltou a afirmar que o Brasil só não cresce em
um ritmo mais rápido por "fatores estruturais muito bem conhecidos".
"O Brasil tem um nível de gasto público extremamente
alto levando em conta sua renda. Esse gasto é financiado por uma
carga tributária muito elevada", disse Collyns. O FMI voltou
a cobrar mais "flexibilização" no Orçamento
brasileiro, onde grande parte das receitas são vinculadas por
lei a gastos específicos.
Collyns disse também que há problemas a serem atacados
no sistema financeiro do país, como os altos "spreads" (diferença
entre o custo de captação de capital o banco e o quanto
ele cobra do cliente) nos empréstimos, e que o mercado de capitais
precisa ser melhor "desenvolvido". "Há ainda uma
série de questões nas áreas de clima para negócios
e infra-estrutura"" acrescentou.
Na América Latina, o crescimento brasileiro em 2007 ficará abaixo
da média da região (4,9%) e de países como Chile
(5,2%), Colômbia (5,5%), Peru (6%) e Uruguai (5%), Venezuela (6,2%)
e Argentina (7,5%).
Apesar do otimismo, o FMI diz que mercados
emergentes como os da América
Latina e da Ásia "merecem particular atenção
dados os inúmeros exemplos de "bolhas" seguidas por
estouros".
"
Mas a boa notícia é que, em geral, os países emergentes
buscam se reestruturar neste atual clima benigno da economia mundial",
diz o Fundo. Em 2007, segundo as previsões do FMI, os mercados
emergentes devem receber US$ 283,7 bilhões líquidos em
investimentos privados destinados ao setor produtivo.
O principal destino desse dinheiro será a Ásia emergente,
com uma fatia de US$ 96,1 bilhões. Já a América
Latina ficará com US$ 61,3 bilhões, muito superior aos
US$ 34,5 bilhões registrados em 2006.
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Folha de São Paulo,
12 de abril de 2007
PAC
Câmara aprova MP que cria fundo
com recursos do FGTS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Câmara dos Deputados
aprovou ontem a medida provisória que permite a criação
de fundos de investimento com recursos privados para aplicação
em infra-estrutura. A MP faz parte do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) e foi aprovada com duas emendas em relação
ao texto enviado pelo governo. O relator do projeto, deputado Armando
Monteiro Neto (PTB-PE), incluiu os projetos de irrigação
entre os que podem ser financiados por meio desses fundos, além
de energia, transportes, água e saneamento público.
O projeto também eliminou
o prazo mínimo de oito anos que o governo havia estabelecido para
o funcionamento do fundo. Pela nova regra, o período de aplicação
dependerá da natureza do projeto financiado. De acordo com a medida
provisória, o rendimento do fundo será isento do pagamento
de Imposto de Renda em caso de aplicações feitas por pessoas
físicas que deixem o dinheiro investido por mais de cinco anos.
Desde que o PAC foi lançado
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim de janeiro,
apenas quatro MPs foram aprovadas pelo Congresso. Entre as outras quatro
que faltam, estão medidas polêmicas como a que reajusta
a tabela do IR (Imposto de Renda) e que autoriza o uso de recursos do
FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em obras de infra-estrutura.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 12 de abril de 2007
PR: Mínimo regional passa a
vigorar em 1º de maio
Proposta que reajusta o salário mínimo
do Paraná em 8,5%, foi aprovado na Assembléia Legislativa
ontem sem emendas
Curitiba - O reajuste de 8,5%
do salário mínimo regional foi confirmado ontem na Assembléia
Legislativa com a aprovação, em segunda discussão,
do projeto de lei nº 173/07, de autoria do Executivo estadual. O
novo piso passa a valer a partir de 1º de maio e ficará entre
R$ 462,00 e R$ 475,20. A variação ocorre em função
das diferentes categorias definidas pela Classificação
Brasileira de Ocupações (veja infográfico). Apenas
uma emenda, de autoria do deputado estadual Antonio Belinati (PP), foi
apresentada ao projeto de lei do Executivo, mas foi retirada.
Pela proposta do parlamentar,
a variação do salário mínimo regional ficaria
entre R$ 534,71 e R$ 550,00. Conforme trecho da justificativa apresentada
na Casa, Belinati explica que ''constantemente o próprio Governo
do Estado divulga dados indicando o franco desenvolvimento econômico
paranaense, o que motiva a darmos um substancial aumento salarial ao
trabalhador''.
Antes da votação
em segunda discussão, porém, o presidente da Casa, Nelson
Justus (DEM), fez um apelo para que Belinati retirasse sua emenda (modificativa)
ao projeto de lei do Executivo argumentando que ''dificilmente seria
aprovada''. Justus destacou ainda que, se a emenda fosse discutida, a
votação da proposta do Executivo ''atrasaria em dias''.
Belinati aceitou retirar a emenda, mas ressaltou que pretende apresentar
novamente sua proposta salarial ''em outra oportunidade''.
Ao ser questionado sobre a emenda
modificativa, o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli
(PMDB), disse que a proposta do Executivo foi discutida ''de maneira
responsável''. ''Eu também gostaria que o salário
mínimo fosse de R$ 1,5 mil mas temos que ter o pé no chão'',
afirmou. ''A dinâmica da economia paranaense suporta um aumento
de 8,5%.''
O mínimo regional
- 25% mais alto que o salário mínimo nacional, de R$
380 - não se aplica aos trabalhadores com salários definidos
por lei federal, convenção ou acordo coletivo, e para
os servidores estaduais e municipais. O projeto vai agora para a redação
final, depois passa à sanção do Poder Executivo
e valerá a partir de 1º. de maio, após publicação
no Diário Oficial.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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JORNAL GAZETA DO POVO, 12
de abril de 2007 | Brasil
Aposentados vão ter 3,3% de
reajuste
São Paulo – As aposentadorias e pensões pagas pelo INSS
em valores acima de um salário mínimo terão reajuste de
3,3% desde o dia 1.º deste mês. O porcentual foi definido ontem
pelo Ministério da Previdência Social. O aumento equivale ao Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de abril do ano passado
a março deste ano.
Terão direito ao aumento
integral de 3,3% apenas os benefícios já em vigor até abril
de 2006. Para os concedidos de maio de 2006 em diante o reajuste será proporcional,
variando entre 0,44% e 3,17%.
Com o reajuste, o menor benefício
passa a ser de R$ 380, equivalente ao salário mínimo. Assim,
todos os pensionistas que recebiam entre R$ 350 e R$ 367,87 até março
vão receber R$ 380 a partir deste mês. Os 3,3% serão
pagos aos beneficiários que recebiam R$ 367,88 ou mais até o
mês passado. O aumento está abaixo dos 8,57% reivindicados
pelas centrais sindicais, o que daria aumento real de cerca de 5%. De
acordo com a Previdência Social, 16,5 milhões de pessoas
recebem benefícios de um salário mínimo e 8,1 milhões
recebem mais de um mínimo.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
12 de abril de 2007
Seguro-desemprego é reajustado
em 8,57%
Brasília - Com a entrada em vigor do salário mínimo a
R$ 380, em 1º de abril, passou a vigorar também novos valores do
seguro- desemprego. De acordo com a resolução publicada no Diário
Oficial da União, as três faixas de valor do beneficio foram reajustadas
em 8,57%.
O reajuste corresponde à variação
do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente
ao período de 1º de abril de 2006 a 31 de março de
2007, estimado em 3%, mais aumento real (acima da inflação
medida pelo índice).
Com a correção
de 8,57%, na menor faixa de salário médio, que vai de R$
380 a R$ 627,29, o trabalhador deve multiplicar o salário médio
por 0.8 (80%), assim o valor máximo da parcela do seguro-desemprego
para essa faixa passa para R$ 501,83.
Para a média salarial
compreendida entre R$ 627,30 e R$ 1.045,58 aplicar-se o fator O.8 até o
limite de R$ 501,83, e o que passar desse valor aplicar-se o fator 0.5.
O valor da parcela será a soma dos dois fatores.
O valor máximo do salário-desemprego
da faixa intermediária, agora de R$ 627,30 a R$ 1.045,58, será de
R$ 501,83, calculado pela multiplicação do salário
médio por 0.5.
Para aqueles cujo valor do salário
médio dos últimos três meses ficou na faixa máxima,
que com o reajuste passou de R$ 963,04 para R$ 1.045,58 a parcela do
seguro-desemprego será de no máximo R$ 710,97.
Segundo o Ministério do
Trabalho, o seguro-desemprego é concedido temporariamente ao trabalhador
dispensado sem justa causa, que tem de sete a 120 dias, contados a partir
da data da dispensa, para requerer o benefício.
Para receber o seguro-desemprego,
o trabalhador deve comprovar que recebeu salário consecutivo nos últimos
seis meses; que trabalhou seis meses nos últimos 36 meses; que
não está recebendo nenhum benefício da Previdência
Social de prestação continuada e que não possui
renda própria para o seu sustento e de seus familiares.
O seguro-desemprego deve ser
pedido nas Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), Subdelegacias do
Trabalho (SDTs), Postos Regionais do Trabalho (PRTs), Postos Locais do
Trabalho (PLTs), Postos Estaduais do Sistema Nacional de Emprego (SINE)
e entidades sindicais cadastradas pelo ministério.
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REVISTA REPÓRTER BRASIL,
12 de abril de 2007
Ação sindical e gestos
do governo adiam votação de "reforma"?
Congresso vai esperar para julgar
veto de Lula que manteve multa contra empresa que foge da carteira
assinada contratando prestador de serviço. Pressão
sindical, com atos e ameaça de "parar o país",
e negociação de acordo pelo governo provocaram recuo
Por André Barrocal,
da Agência Carta Maior
De um lado, a união das
sete maiores centrais sindicais, que promoveram atos e paralisações
em vários estados nesta terça-feira (10) e ameaçam "parar
o país". De outro, um pedido do presidente Lula e gestos
do governo de que está mesmo disposto a negociar uma saída
que agrade ao empresariado e à bancada patronal no Legislativo.
Foi assim que o Congresso adiou uma polêmica votação
prevista para esta quarta-feira (11). Ela poderia derrubar uma decisão
presidencial e proibir fiscais de multar empresas que contratam trabalhadores
como pessoas jurídicas, para fugir do registro na carteira profissional.
"Queremos tempo para negociar.
Se o Congresso votar o veto do presidente Lula, vai ser uma guerra. O
país pára na semana que vem", disse o presidente da
Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva
Santos. "Vivemos uma radicalização que não
interessa para ninguém", afirmou o presidente da Força
Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho.
As sete centrais juntaram-se
contra a chamada "emenda 3" pois avaliam que a extinção
da multa, já aprovada por deputados e senadores, faz uma reforma
trabalhista disfarçada. Sem risco de punição, as
empresas poderiam demitir funcionários registrados para readmiti-los
como PJs, sem pagar direitos como FGTS e décimo-terceiro.
Foi para barrar a "reforma" que
as entidades realizaram paralisações pelo país,
distribuíram panfletos alertando a população, pressionaram
parlamentares no aeroporto de Brasília e coletaram assinaturas
para enviar documento ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros
(PMDB-AL), articulador da votação do veto.
‘Boa-vontade' do governo
Além da mobilização,
alguns gestos do governo contribuíram para Calheiros segurar,
por ora, a votação. Na última quinta-feira (5),
o presidente Lula pediu pessoalmente ao senador que esperasse um acordo.
Dias antes, a Receita Federal já informara que suspenderia as
multas em casos sobre vínculo trabalhista até que houvesse
um acordo sobre a "emenda 3".
Nesta terça-feira (10),
mais dois sinais de boa-vontade do governo. Um foi o anúncio da
retirada do Congresso de projeto do governo que era considerado duro
demais pelo empresariado. O texto oferecia uma alternativa à "emenda
3" e tinha sido enviado ao Legislativo quando o presidente Lula
vetou a emenda. O anúncio da desistência foi feito pelo
líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), Casa
mais engajada a favor da "emenda 3".
O segundo gesto foi o início
efetivo de uma negociação sobre a emenda. Os ministérios
da Fazenda, do Trabalho e da Previdência começaram a discutir
uma saída com as centrais descontentes - empresários também
serão ouvidos. O objetivo da negociação, aceito
pelos sindicalistas, é buscar uma solução para atividades
profissionais cuja realidade está distante da carteira assinada
e para as quais o espírito da "emenda 3" seria válido. É o
caso de consultores de empresas e artistas, por exemplo.
Ficou acertado que as centrais
vão tentar se entender sobre critérios que definam PJs
legítimos, para voltar a dialogar com o governo dia 23. Algumas
idéias já surgiram. Por exemplo: impor limite salarial
acima do qual a contratação como PJ estaria liberada; não
aceitar a contratação como PJ em casos em que o trabalhador
tenha horário a cumprir; e proibir empresa de demitir um funcionário
CLT para recontratá-lo como PJ.
A conversão é o
grande temor dos sindicalistas. Numa audiência pública sobre
a "emenda 3" nesta terça-feira (10) na Câmara,
o secretário-geral da CUT, Quintino Serevo, disse que já há indústrias
consultando funcionários sobre a idéia de dar baixa na
carteira e transformar todos em PJ. "O trabalhador tem receio de
que isso acabe de tornando regra", afirmou.
Na mesma audiência,
que foi dominada pela posição patronal, o secretário
da Receita Federal, Jorge Rachid, deu mais um sinal da disposição
do governo para negociar uma solução. Segundo ele, há uma "zona
cinzenta" em certos tipos de PJs que requer nova legislação. "De
fato, o mundo mudou. Temos de adaptar a legislação nesse
sentido e regulamentar o que é relação de trabalho
e o que é relação de negócio", afirmou.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 12 de abril de 2007 | Economia
Sai reajuste para aposentados que ganham
acima do mínimo
Aumento é de 3,30%, menor do que reajuste
concedido a quem ganha o piso
Rodrigo Gallo
SÃO PAULO - Os aposentados
e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem
acima de um salário mínimo terão os benefícios
reajustados em 3,30%, pagos em maio, mas com data retroativa a 1º de
abril. O índice foi divulgado nesta quarta-feira, 11, pelo Ministério
da Previdência, que deverá publicar uma portaria na quinta
confirmando a mudança.
Pela legislação,
as aposentadorias e pensões superiores ao piso salarial devem
ser corrigidas com base no Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), que fechou o período de abril de 2006 a março
deste ano em 3,30%. O problema, para a categoria, é que este valor
não contempla nenhum aumento real.
Contudo, o Sindicato Nacional
dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical continuará brigando
para aumentar a correção. “Pedimos o mesmo reajuste
concedido a quem ganha o piso, que foi de 8,57%. Mas, por conta da mudança
de ministros (Luiz Marinho assumiu a pasta recentemente, no lugar de
Nelson Machado), tivemos pouco tempo para negociar. Acho difícil
conseguirmos um índice maior”, admitiu o presidente da entidade,
João Batista Inocentini.
A divulgação
do porcentual de aumento corrige ainda o teto dos benefícios,
que passará de R$ 2.801,82 para R$ 2.894,28.
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ÂMBITO
JURÍDICO, 12 de abril de 2007
Registro provisório não dá direito
a recebimento de contribuição sindical
Um sindicato só pode representar a categoria
quando obtiver o registro definitivo no Ministério do Trabalho
e Emprego, e só a partir desta data poderá ser considerado
credor das contribuições sindicais respectivas.
Com este entendimento, a 7ª Turma do TRT/MG,
acompanhando voto do desembargador Paulo Roberto de Castro, negou provimento
a recurso interposto por uma cooperativa de crédito, condenada
a repassar ao sindicato da categoria as contribuições
sociais de seus empregados. A cooperativa invocava em sua defesa uma
decisão judicial reconhecendo outro sindicato como a entidade
representativa dos empregados em sociedades cooperativas, portanto,
esse é que seria legítimo para receber o repasse das
contribuições.
O desembargador, no entanto, ao examinar os
documentos anexados ao processo, relativos ao registro do novo sindicato,
constatou que na ação ordinária proposta perante
a Justiça Comum, o sindicato obteve a tutela antecipada e registro
sindical provisório, e também teve alterada a sua denominação
social. “Portanto, como não houve trânsito em julgado
da decisão que concedeu o registro provisório ao sindicato,
ou seja, enquanto o novo sindicato não for registrado definitivamente
pelo Ministério do Trabalho, não detém a representatividade
dos empregados da recorrente e, portanto, não possui titularidade
para receber a contribuição sindical em comento, bem
como não é o credor da contribuição sindical
a ele repassada” - frisou o relator.
( RO nº 00671-2006-099-03-00-0 )
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ÂMBITO JURÍDICO,
12 de abril de 2007
Só a Justiça do Trabalho é competente
para reconhecer vínculo
Depende de declaração
expressa e se constitui atividade jurisdicional, exclusiva do Poder Judiciário,
a constatação dos diversos tipos de contrato na prestação
de trabalho nos contratos individuais de trabalho.
Baseados neste entendimento,
os juízes da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(TRT-SP) cancelaram multa aplicada por um Auditor Fiscal do Trabalho à Sercom
S/A.
Durante fiscalização à empresa,
o fiscal considerou os 1.876 funcionários que prestavam serviços à empresa
por meio de uma cooperativa de trabalho (Cooperdata) como empregados
da Sercom e que, por isso, deveriam ser registrados como tal.
A empresa foi multada em R$ 755.146,28
e recorreu ao TRT-SP com o objetivo de anular a multa. No tribunal, a
relatora do processo, juíza Maria Aparecida entendeu que o fiscal "realmente
exorbitou de sua competência" ao aplicar a punição à empresa.
Para a juíza, "a
inspeção e fiscalização do trabalho têm
por finalidade assegurar a efetiva aplicação das normas
legais e regulamentares disciplinadoras do trabalho, inclusive as decorrentes
de convenções internacionais ratificadas pelo Brasil e
de Convenções Coletivas do Trabalho, além dos atos
e decisões das autoridades".
No entendimento da juíza
Duenhas, entretanto, a conclusão do fiscal "demandou que
se transmudasse a natureza do vínculo jurídico existente
entre as partes envolvidas e, neste aspecto, envolveu evidente atividade
jurisdicional, afeta exclusivamente ao Poder Judiciário".
Por unanimidade de votos,
os juízes da SDI-1 do TRT-SP acompanharam o entendimento da
relatora Maria Aparecida Duenhas e determinaram o cancelamento da multa
aplicada pelo Fiscal dos Trabalho à empresa.
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CONSULTOR JURÍDICO,
12 de abril de 2007
Exploração de menores
TRT assume competência para julgar
trabalho infantil
A Justiça do Trabalho
deve assumir seu papel constitucional e garantir que menores não
sejam submetidos à atividade insalubre. O entendimento é do
Tribunal Regional do Trabalho do Piauí, que reconheceu a sua competência
para decidir sobre questões relacionadas ao trabalho infanto-juvenil.
O TRT também confirmou
a legitimidade do Ministério Público do Trabalho para propor
a defesa dos direitos individuais de menores explorados e em condições
degradantes.
O tribunal confirmou a sentença
que condenou o município de Teresina a eliminar, no prazo de 30
dias, o trabalho infanto-juvenil do aterro sanitário da cidade.
Em caso de descumprimento, o município terá que pagar multa
de R$ 500 mil. Ele também foi condenado a pagar R$ 100 mil por
dano moral coletivo, que será revertido ao Fundo Municipal da
Criança e do Adolescente.
O município pediu a redução
da multa, mas o TRT entendeu que o valor elevado servirá para
que não se deixe de cumprir a decisão.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
12/04/2007
Empregada terá reembolso de despesas
com lavagem de uniforme
Com base na alegação
de que fazia, ela própria, a limpeza de seus equipamentos de proteção
individual (EPIs), que incluem avental, roupas e bota, uma empregada
da Avipal S/A – Avicultura e Agropecuária teve garantido
o direito de ser ressarcida das despesas com a lavagem destas peças,
incluindo mão-de-obra para lavar e passar, água e sabão
em pó.
A decisão proferida pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do
Sul) foi confirmada pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho
que, por unanimidade, acompanhou o voto do relator, juiz convocado Josenildo
dos Santos Carvalho.
A empregada, de 37 anos, foi
admitida pela empresa, em junho de 1999, como servente industrial, com
salário de R$ 1,84 por hora. Em março de 2004, foi demitida
sem justa causa e, em janeiro de 2006, ajuizou reclamação
trabalhista pleiteando o reembolso das despesas com a lavagem do uniforme,
no valor de R$ 60,80 por mês, e diferenças do adicional
de insalubridade.
A empresa, em contestação,
com amparo no artigo 5° da Constituição Federal de
1988, alegou ser indevido o reembolso, pois “ninguém é obrigado
a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.
alegou que é obrigada, por lei, apenas a fornecer gratuitamente
os EPIs e que a lavagem dos equipamentos representa “o mínimo
de zelo, capricho, higiene e asseio pessoal” exigíveis do
empregado, pois “se estes não tivessem que lavar o uniforme,
lavariam obrigatoriamente as suas roupas pessoais”. Argumentou
também que a lavagem do uniforme não trazia acréscimo
nas despesas de uma dona-de-casa, pois esta normalmente compra sabão
para lavar as roupas da família.
Ainda segundo a defesa, a partir
de abril de 2003, a lavagem dos uniformes passou a ser feita por uma
empresa terceirizada. Por fim, alegou que o valor pedido para reembolso
das despesas mensais era excessivo e, caso houvesse condenação
nesse sentido, o valor deveria ser de R$ 10,00 por mês, o que corresponderia
a um quilo de sabão em pó e dois litros de alvejante.
A sentença foi parcialmente
favorável à empregada. Segundo o entendimento do juiz da
Vara do Trabalho de Lajeado (RS), o fornecimento do uniforme é uma
imposição em decorrência da atividade que a empresa
exerce, de produção de alimentos de origem animal. Portanto,
não se trata de um benefício concedido à empregada,
não se podendo impor a ela a realização de despesa
para manter limpo este uniforme, pois isso importaria em diminuir o seu
salário.
Ainda segundo a sentença,
o fato de a empregada comprar alvejantes, sabão em pó e
outros produtos de limpeza para lavar a sua própria roupa, não
significa que não tenha acréscimo de despesas, uma vez
que o uso destes produtos varia de acordo com a quantidade de roupa e
freqüência de limpeza, além do acréscimo de
despesas com o consumo de água e energia elétrica, já que
o uniforme em questão não pode ser lavado junto com outras
roupas da família. “O direito a receber um ressarcimento
por estes gastos é inafastável”, concluiu o juiz.
O valor, no entanto, não
foi o requerido pela empregada. “A empresa não exigia o
uso de produtos específicos para lavar o uniforme, nem exigia
que a lavagem ocorresse todos os dias. A freqüência da lavagem
dependia de estar o uniforme sujo ou não”, disse o juiz.
Foi fixado o valor da indenização em R$15,00 por mês,
desde a admissão da empregada até o dia 31.03.2003, quando
foi contratada empresa especializada para a lavagem dos uniformes.
Insatisfeita, a empresa
recorreu ao TRT/RS, que manteve a decisão da Vara. Novo recurso
foi interposto, dessa vez ao TST. O recurso de revista não foi
admitido, o que ocasionou a interposição de agravo de
instrumento. O agravo não foi provido porque a empresa não
conseguiu demonstrar violação a dispositivo da Constituição
Federal ou contrariedade à súmula do TST, únicas
hipóteses de provimento do recurso em caso de processo submetido
ao rito sumaríssimo. (AIRR-87/2006-771-04-40.6)
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12/04/2007
Faxineira se beneficia de decisão
sobre responsabilidade subsidiária
A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou decisão do
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) que
reconhece a responsabilidade subsidiária de empresa que terceirizava
os serviços de limpeza e manutenção.
O caso refere-se a uma ação
trabalhista movida por uma ex-empregada contra as empresas Mavec Comércio
e Manutenção de Obras e Ultrafértil S.A, ambas de
São Paulo. Contratada em Cubatão pela Mavec como ajudante
de limpeza, deixou de receber dois meses de salário, até ser
demitida, além de horas extras, férias, 13º salário,
aviso prévio e outras verbas indenizatórias. Por essa razão,
ajuizou ação contra seu ex-empregador, já em processo
de falência, e a Ultrafértil, empresa onde ela efetivamente
prestava serviços.
Ao longo da tramitação
do processo, a Ultrafértil contestou a reclamação,
alegando, preliminarmente, ser parte ilegítima, na medida em que
não manteve contrato diretamente com a reclamante, e sim com a
Mavec, tese acatada pela 4ª Vara do Trabalho de Cubatão.
Diante disso, a reclamante ajuizou recurso ordinário junto ao
TRT/SP, que o julgou procedente em parte, condenando a Mavec e, subsidiariamente,
a Ultrafértil ao pagamento das verbas rescisórias.
Entretanto, o TRT/SP afastou
a aplicação do artigo 467 da CLT, segundo o qual: “em
caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo controvérsia
sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é obrigado
a pagar ao trabalhador, à data do comparecimento à Justiça
do Trabalho, a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las
acrescidas de cinqüenta por cento.”
Esgotados os recursos no âmbito
regional, as duas partes apelaram ao TST. O relator do processo, ministro
Barros Levenhagen, refutou a tese de inexistência de responsabilidade
subsidiária, levantada pela Ultrafértil. Em seu voto, o
relator cita a fundamentação do TRT de origem, que concluiu
tratar-se de simples terceirização de mão de obra,
enquadrando-se o caso no inciso IV do Enunciado 331 do TST, “sendo
a segunda reclamada, tomadora e beneficiária dos serviços
da reclamante, subsidiariamente responsável pelos termos da condenação”.
(RR 271/2001-254-02-00.1)

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