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Agência Câmara,
18 de abril de 2007
Plenário aprova uso de FGTS
no PAC com remuneração mínima
Edson Santos

Wilson Santiago beneficiou obras de hidrovia com recursos do FI-FGTS
O Plenário aprovou hoje
a Medida Provisória 349/07, que destina R$ 5 bilhões do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aplicação
em empreendimentos nos setores de energia, rodovia, ferrovia, porto e
saneamento, por meio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FI-FGTS). A matéria faz parte do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) e será votada
ainda pelo Senado.
A MP foi aprovada na forma do
projeto de lei de conversão do deputado Wilson Santiago (PMDB-PB),
que garantiu remuneração mínima para os recursos
depositados no fundo, de Taxa Referencial de Juros (TR) mais 3% ao ano.
Esse ponto era o principal questionamento das centrais sindicais quanto
ao uso de recursos do FGTS nos empreendimentos do PAC.
Rentabilidade
O relator observa que as perspectivas
de rentabilidade do novo fundo são maiores que o rendimento atual
das contas vinculadas. "Mas isso não exime a necessidade
de os recursos do FGTS alocados ao financiamento de investimentos nesses
novos setores terem mesmo tratamento das aplicações do
fundo em operações de crédito para habitação,
saneamento e infra-estrutura urbana", pondera.
Outra mudança feita pelo
relator determina a aplicação, de 2008 a 2011, de um valor
adicional para a produção de novas habitações
populares pelos mecanismos já existentes de direcionamento dos
recursos do FGTS. Esse adicional deverá ser em montante igual
ao desembolsado pelo FI-FGTS no exercício anterior.
Nesse período, a alocação
anual de recursos para habitação popular, excluído
o adicional, não poderá ser inferior ao total aplicado
nessa área em 2007, contanto que seja mantido o equilíbrio
econômico-financeiro do FGTS.
Hidrovia
Wilson Santiago também
incluiu as obras do setor de hidrovia entre as beneficiadas com recursos
do FI-FGTS. Segundo o relator, outras áreas pleiteadas pelos deputados
- como aeroportos, construção de hospitais, educação
e turismo - não são investimentos previstos no PAC e por
isso não poderiam ser incluídas.
Em relação à ampliação
dos valores que poderão ser transferidos para o FI-FGTS, Santiago
impôs a condição de que os R$ 5 bilhões já direcionados
tenham sido totalmente aplicados. Depois disso, a Caixa Econômica
Federal poderá propor ao Conselho Curador do FGTS a ampliação
para até 80% do patrimônio líquido do fundo registrado
em 31 de dezembro de 2006. Na época de edição da
MP, o governo previa patrimônio líquido de R$ 16,7 bilhões,
mas hoje ele já alcança R$ 21 bilhões.
Para evitar a concentração
de recursos em um determinado segmento, o relator determinou que o
conselho curador deverá estabelecer limites por empreendimento,
setor e classe de ativo. Caberá a um Comitê de Investimento
a aprovação de quais obras contarão com recursos
desse novo fundo.
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Agência Câmara,
18 de abril de 2007
Universidade Nova acaba com vestibular
e muda currículos
A composição do ensino superior por três ciclos - um bacharelado
interdisciplinar, de formação geral; um ciclo de formação
profissional específica; e um ciclo de pós-graduação
- e o fim do vestibular como forma de ingresso dos estudantes nas universidades
são algumas das mudanças previstas na proposta "Universidade
Nova". Essas alterações foram discutidas na tarde desta
terça-feira na Comissão de Educação e Cultura,
por sugestão da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).
De acordo com a proposta o primeiro
ciclo do ensino superior duraria três anos e seria composto por
interdisciplinas, isto é, propiciaria ao aluno uma formação
nas áreas de Humanidades e Ciências em geral, além
de educação para cidadania. Quem optasse por uma profissão,
passaria por uma seleção específica ao final desse
período e cursaria o segundo ciclo, dedicado à formação
profissional. De acordo com o curso, esse período poderia variar
entre um e quatro anos.
Já aqueles que demonstrassem
vocação para a carreira científica poderiam seguir
para os cursos de mestrado e doutorado, sem precisar cursar as disciplinas
técnicas que hoje são obrigatórias em qualquer curso
de bacharelado. Desse modo, a formação de um doutor seria
reduzida dos atuais 10 anos (quatro de graduação, dois
de mestrado e quatro de doutorado) para um período que poderia
chegar a seis anos.
Cursos de curta duração
A proposta prevê ainda
a criação de cursos superiores de curta duração,
que propiciem a formação de "tecnólogo",
para aqueles alunos que necessitam de uma formação profissional
mais rápida. Para o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA),
Naomar Monteiro de Almeida Filho, a nova conjuntura conceitual exige
que a universidade faça a articulação dos saberes,
por meio da inter e da transdisciplinaridade e de paradigmas alternativos
de formação, que resgatem o pensamento complexo. "Não é possível
que a universidade brasileira continue a ser uma instituição
inculta."
Almeida Filho, um dos articuladores
do Universidade Nova, explicou que a proposta apresentada aos parlamentares
foi elaborada em conjunto por sete universidades federais (Bahia, Brasília,
do ABC, Rio de Janeiro, Pará, Piauí, do Recôncavo
da Bahia e Centro Federal de Educação Tecnológica
da Bahia). O projeto recebeu o nome de "Universidade Nova" em
homenagem ao educador Anísio Teixeira e seu projeto "Escola
Nova", realizado na década de 30.
Reforma universitária
Durante a audiência, deputados
e palestrantes defenderam a necessidade de uma reforma universitária.
Os representantes das universidades, contudo, ressaltaram a importância
da autonomia das instituições de ensino na definição
dos rumos da reforma. Para Naomar Filho, a responsabilidade pela reforma
universitária é das próprias universidades. "A
legislação somente dará as condições
para isso."
O deputado Rui Pauletti (PSDB-RS)
afirmou que a reforma universitária "é necessária
e urgente" e citou como exemplos as avaliações feitas
por instituições internacionais que não relacionam
nenhuma das universidades brasileiras entre as 500 instituições
de ensino superior mais importantes no mundo. O reitor da UFBA questionou,
entretanto, os critérios usados nessas avaliações
e lembrou que há universidades brasileiras reconhecidas internacionalmente
por sua qualidade de ensino.
Problemas curriculares
O secretário de Ensino
Superior do Ministério da Educação, Ronaldo Mota,
afirmou, durante a audiência nesta terça-feira, que a atual
estrutura curricular do ensino superior é "frustrante",
especialmente para os estudantes universitários que têm
mais de 24 anos e que já estão inseridos no mercado de
trabalho. Segundo ele, o mérito do projeto Universidade Nova "é apontar
as deficiências do ensino superior, especialmente a rigidez nos
currículos".
A coordenadora de Educação
da Federação do Sindicato de Trabalhadores das Universidades
Brasileiras (Fasubra), Fátima Reis, afirmou que a principal pergunta
sobre o ensino superior é: qual o modelo de universidade que atende às
necessidades brasileiras? Ela ressaltou que, qualquer que seja a opção
adotada, serão necessários mais investimentos.
De acordo com o reitor da UFBA,
o ensino superior no Brasil tem uma "profusão terminológica" e
evidencia sérios problemas de articulação. Segundo
ele, entre os problemas gerados pelo atual modelo de estrutura curricular
estão: precocidade nas escolhas de carreira profissional; seleção
limitada e pontual para ingresso na graduação; elitização
da educação universitária; rigidez nos currículos
da graduação; incompatibilidade quase completa com modelos
de arquitetura acadêmica vigentes em outros países.
O reitor da UFBA defendeu mudanças
no processo seletivo e disse que o vestibular é inútil. "Hoje, é apenas
um exame de memorização, não de capacidade potencial",
avaliou.
Investimentos
O Sindicato Nacional dos Docentes
das Instituições de Ensino Superior (Andes) defende a flexibilização
dos currículos como forma de ampliar as vagas. O presidente da
entidade Paulo Marcos Borges Rizzo explicou que, desde 1997, as universidades
federais tiveram um aumento de 40% na oferta de vagas, mas o número
de professores e funcionários diminuiu no mesmo período.
Ele expressou a preocupação dos professores com a expectativa
do governo de ampliar a oferta sem aumentar os investimentos nas universidades.
Estudantes
querem participar
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta,
defendeu, por sua vez, a participação estudantil no debate sobre
a reforma universitária. Segundo ele, os professores e o governo menosprezam
a capacidade dos alunos em sugerir soluções viáveis e
adequadas para a universidade brasileira.
Petta reclamou do sucateamento
das instituições públicas e da expansão desenfreada
do ensino privado, sem vinculação com os interesses do
País ou com as demandas regionais.
O presidente da UNE defendeu
a necessidade de uma reforma universitária, mas disse que o Projeto
de Lei 7200/06, do Poder Executivo, que institui essa reforma, não
altera pontos fundamentais. Entre eles, o controle da compra das instituições
privadas por corporações estrangeiras e os debates sobre
os conteúdos curriculares. Ele defendeu ainda o investimento estatal
para possibilitar a expansão do ensino.
O representante dos estudantes
considerou positiva a proposta "Universidade Nova", por não
se render à lógica do mercado, que, segundo ele, seria
a de uma especialização profissional exclusiva, sem uma
formação geral em cultura humanística, artística
e científica.
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Folha de São Paulo,
18 de abril de 2007
JUSTIÇA ELEITORAL
Eleitor tem que acertar contas com
TSE até o dia 26
DA REDAÇÃO
O eleitor que não votou
nem justificou a ausência nas urnas nas últimas três
eleições seguidas tem até o dia 26 deste mês
para regularizar seu título nos cartórios eleitorais. Estão
em débito com a Justiça Eleitoral quase 1,9 milhão
de brasileiros, que deixaram de votar no referendo sobre armas, em 2005,
e nos dois turnos da eleição do ano passado. Até o
dia 12 somente 69.958 eleitores tinham ido aos cartórios eleitorais
resolver suas pendências.
Os nomes dos que devem regularizar
o título de eleitor estão disponíveis nos cartórios
e no site do TSE (www.tse.gov.br). Os que deixarem de sanar as irregularidades
em seus títulos, além do risco de tê-los cancelados,
ficam impedidos de tirar passaporte e documento de identidade, renovar
matrícula em escola pública, inscrever-se em concurso público,
entre outras restrições.
Quem precisar regularizar
sua situação deve comparecer ao cartório eleitoral
-preferencialmente onde está inscrito- com documento de identidade,
título e comprovantes de votação ou justificação
das últimas eleições. O valor da multa a ser cobrada é de
R$ 3,51 por turno faltante.
São Paulo é o Estado que tem o maior número de eleitores
inadimplentes, 381 mil. Até ontem cerca de 16 mil tinham procurados
os cartórios, sendo 3.066 só na capital. Não são
faltosos os eleitores cujo voto é facultativo -analfabetos, maiores
de 70 anos e os que têm entre 16 e 18 anos.
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Folha
de São Paulo, 18 de abril de 2007
FHC sugere reeleição com
candidato afastado do cargo
Ex-presidente reitera ser a favor da manutenção
da regra, com revisão de pontos da lei
| Um dia após o governador Aécio defender o fim da reeleição,
FHC diz que não é dever da oposição "tomar cafezinho" com
o poder
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO
ALEGRE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso afirmou ontem, em Porto Alegre, que é contra o fim da
reeleição, mas que há pontos que podem ser discutidos,
como a permanência no cargo, durante a campanha, do candidato à reeleição.
Na contramão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
disse ontem, em Brasília, ser a favor de acabar com a reeleição
para o Executivo e afirmou que, se houver acordo entre os líderes,
vai colocar em votação proposta de emenda constitucional
sobre o assunto que está no plenário.
"Não quero fazer
disso um cavalo de batalha, mas é minha opinião pessoal
[apoio à reeleição]. Pode-se criticar o modo pelo
qual está organizada a legislação -isso sim poderia
ser aperfeiçoado. O Congresso é quem vai decidir",
disse FHC na capital gaúcha, onde esteve em evento. A reeleição
foi introduzida em 1997, no mandato do então presidente tucano.
FHC disse que o fim ou não da reeleição não é questão
crucial para o PSDB. Sugeriu que o partido converse com vários setores
da sociedade para definir a sua posição no Congresso.
A declaração
do ex-presidente foi feita um dia depois de o governador Aécio
Neves (PSDB-MG) dizer que é contra a reeleição
e a favor do mandato de cinco anos, mesma posição defendida
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Renan mostrou que
também diverge de FHC sobre o tema. "Sou a favor do fim
da reeleição. Já existe uma proposta aprovada
nesse sentido na CCJ e que seria votada no último semestre.
Não foi possível, mas se houver acordo de líderes
podemos fazer isso agora", disse.
Em agosto do ano passado, a
CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)
do Senado aprovou uma PEC que acaba com a possibilidade de reeleição
para os chefes do Poder Executivo a partir de 2010. O mandato seria
mantido em quatro anos. Conforme a Folha revelou, governistas negociam
com tucanos a aprovação do fim à reeleição
e a ampliação dos mandatos em um ano.
FHC afirmou ainda que
o PSDB precisa ser mais eficiente "e não tomar cafezinho
com quem está no poder". "O PSDB tem que ser mais
eficiente em sua organização, o que não é.
Tem que aumentar a exigência no respeito com a lei e ter uma
atitude que é de oposição, um crítico
contumaz de tudo o que está errado, e não tem que tomar
cafezinho com quem está no poder." (SIMONE IGLESIAS E
FERNANDA KRAKOVICS)
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Folha
de São Paulo,
18 de abril de 2007
Financiamento para a casa própria cresce 86% no 1º tri
Recursos da poupança destinados ao crédito
habitacional se aproximaram de R$ 3 bi
| Na comparação de março com o mesmo mês do
ano passado, número de imóveis e valor financiado dobraram
e bateram recorde histórico DA FOLHA ONLINE
O volume de recursos
das cadernetas de poupança emprestado para
financiamento da casa própria bateu o recorde histórico
em março, indicam números divulgados ontem pelo SBPE (Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Em valores, no terceiro
mês do ano, o SBPE financiou R$ 1,322 bilhão em empréstimos,
montante 116% superior ao oferecido em março de 2006. Também
foram positivos, neste início de ano, os resultados referentes
ao número de unidades financiadas. No mês de março,
foram 16.084 imóveis, um crescimento de quase 96% na comparação
com março do ano passado.
No trimestre, o total
de unidades financiadas com recursos da poupança
atingiu 34,7 mil unidades, superando em 70% o número de imóveis
financiados entre janeiro e março de 2006 (20.392). Com os resultados
do mês passado, as contratações de financiamentos
imobiliários pelo SBPE atingiram, no primeiro trimestre, R$ 2,91
bilhões, contra R$ 1,56 bilhão nesse período mês
em 2006 -alta de 86%. Nos 12 meses encerrados em março, o volume
de recursos superou R$ 10,68 bilhões -o número de unidades
financiadas ficou em 128,2 mil.
De acordo com o presidente
da Abecip (Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança),
Décio Tenerello, a expectativa é que o volume de crédito
imobiliário com recursos da poupança tenha neste ano crescimento
semelhante ao anotado em 2006 e supere a casa dos R$ 11 bilhões.
Para imóveis financiados, as estimativas chegam a 230 mil.
Bom ano
No ano passado, pela
primeira vez na história, os bancos ofereceram
mais dinheiro para a casa própria do que o FGTS (Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço). Foram R$ 9,5 bilhões, contra R$
3,7 bilhões disponíveis no Fundo de Garantia. Ao todo,
somando empréstimos concedidos com recursos do FGTS, das cadernetas
de poupança e de programas do governo, os bancos emprestaram no
ano passado R$ 20 bilhões, valor 48% maior do que o registrado
em 2005.
Segundo a Abecip, os
resultados se devem a uma série de fatores,
entre eles prazos de pagamentos estendidos para 20 anos, valores maiores
para financiamento (que atendem mais a classe média) e maior possibilidade
de comprometimento de renda. A avaliação é que,
em dez anos, um comprador dobrou sua capacidade de adquirir um imóvel.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de abril de 2007 | Economia
Estabilidade empresarial cresce no
país
Parcela de empresas com mais de 3,5 anos
de existência sobe de 7,6% em 2003 para 12,9% em 2006
As condições de sobrevivência das empresas melhoraram no
Brasil nos últimos quatro anos. É o que indica o Global Entrepreneurship
Monitor (GEM) 2006, um estudo sobre a atividade empreendedora feito anualmente
em mais de 50 países. A pesquisa, que será lançada hoje
em São Paulo, mostra que a parcela da população brasileira
com empreendimentos estabelecidos (cuja empresa está aberta há mais
de 3,5 anos) passou de 7,6% em 2003 para 12,9% no ano passado – um total
de 14,2 milhões de estabelecimentos consolidados, superando pela primeira
vez o número de novos empreendimentos.
O Brasil é o quinto no ranking mundial de empresas formadas há mais
de 42 meses. A inflação estabilizada, os juros em queda e concessão
de crédito têm contribuído para o avanço nos números
de empreendedores não tão novatos. “O fato de haver mais
empresas estabelecidas do que iniciantes mostra um ambiente mais benéfico
ao negócio próprio, devido à estabilidade econômica”,
avalia o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto. O espírito empreendedor
brasileiro é destacado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Qualidade
e Produtividade (IBQP), Carlos Artur Krüger Passos. “A pesquisa
demonstra que o brasileiro é povo empreendedor, que não fica
parado esperando as coisas acontecerem, toma iniciativas próprias para
mudar de vida. Mas precisamos trabalhar para que eles entrem mais preparados
no ambiente de empreendedorismo e que vislumbrem oportunidades, não
só vejam o negócio próprio como um último recurso”,
diz ele.
Apesar da sobrevida das empresas
estar crescendo, o despreparo para abertura do negócio ainda é grande.
Pela pesquisa, 51,4% das pessoas que montam novas empresas – formais
e informais – no Brasil o faz por questão de oportunidade.
O restante – 47,6% – abre negócio por necessidade. “O
grande destaque deste estudo é o fato de ele poder traçar
um comparativo internacional. O Brasil tem estado entre os 10 mais empreendedores,
mas a qualidade dos empreendimentos é muito baixa, porque grande
parte é feita por necessidade e não por oportunidade de
negócio, são negócios improvisados e por isso costumam
fracassar”, afirma o gerente da unidade de atendimento individual
do Sebrae Nacional, Ênio Pinto. Segundo ele, os países desenvolvidos
tendem a ter menos empreendimentos, mas com mais qualidade, maior visão
de mercado e oportunidade. “É algo menos vulnerável. É a
abertura de empresas por necessidade que faz com que 52% das novas empresas
brasileiras fechem antes de completar dois anos”, avalia.
A falta de escolaridade
(39% dos empreendedores têm até quatro anos de estudo
e 41% tem entre 5 e 11 anos) e o despreparo para iniciar o empreendimento é um
dos fatores ligados ao fracasso dos empreendimentos. De acordo com
a pesquisa, a grande maioria dos empreendedores acaba optando por negócios
já conhecidos e com alta concorrência. O foco geralmente é no
baixo investimento, feito por empreendedores de precária condição
financeira. O potencial de inovação (que reúne
conhecimento do produto, grau de concorrência e idade dos equipamentos) é mínimo
em 60,3% dos empreendimentos. Apenas 0,4% dos empresários se
consideraram com máximo potencial de inovação,
que atende aos três critérios indicados.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de abril de 2007 | Economia
Maioria se considera bem preparada
O empresário curitibano Samuel Oliveira, de 27 anos, é o que
se pode chamar de jovem empreendedor insistente. Desde os 18 anos está envolvido
com empreendedorismo. Já foi sócio em uma pizzaria, dono de farmácia
e há três anos é proprietário da Mercearia da Natureza,
uma loja de produtos naturais que inclui de alimentos a artigos de saúde
e beleza. “Tudo que eu fiz serviu para aprender que precisava estar preparado,
montar um plano de negócio. Você até pode se dar bem em
um mercado concorrido, mas precisa saber avaliar o empreendimento antes de
iniciá-lo ou estar preparado para corrigir os erros que aparecerem.
Meu maior erro nas outras tentativas foi superestimar meu preparo”, afirma.
A exemplo de Oliveira, boa parte
dos brasileiros, empreendedores ou não, acredita ter preparo suficiente
para montar um negócio próprio. De acordo com a pesquisa
GEM, 50,7% da população não empreendedora do Brasil
(pessoas entre 18 e 64 anos) considera ter o conhecimento, habilidade
e experiência necessários para começar um novo negócio.
A parcela salta para 78,8% entre empreendedores iniciais e 77,9% para
os estabelecidos.
O estudo abrange 50 países,
correspondentes a 90% do PIB e dois terços da população
mundial. No Brasil, o GEM entrevistou duas mil pessoas de todas as
regiões, selecionadas aleatoriamente. O nível de confiança é de
95%, com erro amostral de 1,47 ponto porcentual. (PK)
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JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de abril de 2007 | Imóveis
Quando e como usar o FGTS
Saque do Fundo de Garantia para a aquisição
da casa própria foi de R$ 4,3 bilhões em 2006
O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tem sido crescente
por muitas famílias que querem realizar o sonho da casa própria.
Dados da Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pelo gerenciamento
do fundo, mostram que, de janeiro a dezembro de 2005, 479 mil saques foram
feitos para a compra de imóveis, atingindo um montante de R$ 4 bilhões.
Já no ano passado, o número de operações do FGTS
para aquisição, quitação, amortização
ou abatimento de prestações da casa própria foi de 534
mil, em um valor total de R$ 4,3 bilhões.
Fundo pode quitar dívidas
Uma decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), expedida
no mês passado, abriu precedentes para que uma pessoa com dificuldades
financeiras e débitos relativos à compra da casa própria
possa dispor do FGTS para quitar sua dívida, mesmo que o financiamento
do imóvel não tenha sido feito pelo Sistema Financeiro da Habitação
(SFH).
No STJ, o mutuário Francisco
de Assis Amaral Bastos conseguiu o direito de utilizar os recursos da
sua conta do FGTS para abater uma dívida de R$ 7,3 mil referente à empréstimos à Caixa
Econômica Federal (CEF) para a compra de materiais para a construção
de um imóvel em um terreno de propriedade da família. “Agora
as pessoas que estiverem na mesma situação podem entrar
na justiça para requerer o mesmo direito”, explica o consultor
jurídico da Associação Brasileira de Mutuários
e Moradores (ABMM), Paulo de Tarso.
Antes da decisão, a quitação
de dívidas só era permitida em casos de aquisição
de imóvel pelo sistema de financiamento ou autofinanciamento (direto
com construtoras ou administradoras de consórcio).
Segundo Tarso, a decisão
também abriu precedentes para que a pessoa utilize o FGTS para
financiar a aquisição de material de construção
para a reforma da casa. “Esta é uma vantagem pela qual já se
vêm lutando há muito tempo. Agora, cabe às lojas
de materiais de construção se interessarem em vender mediante
pagamento pelo fundo de garantia”, afirma o consultor.
Segundo o professor de Política Econômica da Universidade Federal
do Paraná (UFPR), Vanberto Santana, o primeiro passo para quem quer
comprar um imóvel é avaliar o orçamento familiar. “A
pessoa que tem condições de contratar um financiamento longo
de 15 ou 20 anos e tem uma perspectiva de emprego de pelo menos 4 a 6 anos,
pode utilizar o bolo do FGTS na entrada do imóvel sem problemas, desde
que não comprometa mais do que 30% de sua renda com as prestações”,
afirma.
Já no caso de famílias
que não têm como suportar parcelas pesadas, o professor
recomenda paciência. “O melhor é aguardar mais um
pouco para que o valor do FGTS seja suficiente para abater boa parte
do valor total do imóvel e as prestações fiquem
mais leves e acessíveis ao bolso da família. Neste caso,
o ideal é que o fundo represente cerca de 30% a 40% do valor do
imóvel”, aconselha Santana.
O analista habitacional da Associação
Brasileira de Mutuários e Moradores (ABMM), Wilson Gomes, vai
além. Segundo ele, quando a família desejar abater parte
do financiamento com recursos do fundo, o melhor é utilizá-lo
para amortizar o prazo e não para compor o valor das parcelas. “Se
você tem um financiamento de 250 meses no valor de R$ 35 mil e
um fundo de R$ 3 mil, aplicando o FGTS no saldo devedor, você diminuirá a
dívida para R$ 32 mil, sem pagar os juros dessas parcelas subtraídas.
Além disso, o número de parcelas cairá bastante,
cerca de 13 prestações.”
Mas, segundo especialistas,
apesar de parecer vantajoso, o uso do fundo necessita de cautela. Para
o professor da UFPR, Vanberto Santana, aqueles que dispõem de
outros recursos além do FGTS também precisam ter cuidado. “Para
quem tem uma poupança, por exemplo, é mais vantajoso
utilizar o FGTS primeiro. Isso porque a poupança rende mais
que o fundo. São 6% anuais mais a Taxa Referencial (TR) contra
4,5% anuais mais a TR”, explica Santana. O analista da ABMM concorda. “Ainda
mais se você considerar a queda da TR por causa da taxa geral
de juros, a Selic. A previsão do governo é que, quando
a Selic ficar em 11%, a TR caia 0,5%. Ou seja, com o FGTS rendendo
menos há mais razões ainda para usá-lo”,
reforça Gomes.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 18 de abril de 2007 | Imóveis
Veja quando e como o recurso pode ser
utilizado na aquisição de um imóvel
Compra – o
FGTS pode ser usado na aquisição de imóvel residencial
concluído, amortização do saldo devedor, abatimento
das prestações e liquidação de saldo
devedor. As regras estão disponíveis na Circular Caixa
404/07, de 29 março de 2007, no site www.caixa.gov.br. No
caso do uso do fundo para o pagamento parcial ou total de imóvel
residencial por meio do Sistema Financeiro de Habitação
(SFH), o valor máximo financiável é de até R$
72 mil por família com renda de até R$ 4.900 (imóveis
novos) e R$ 3.500 (usados). Também pode ser usado para pagar
o lance da Carta de Crédito ou como complementação
do valor da carta para pagamento da parcela, quando o consorciado
ficar com saldo devedor na administradora de consórcio.
Construção – o
FGTS pode ser utilizado para o financiamento da construção
de imóvel residencial. No caso de edificação
em área própria ou compra e construção
pelo SFH, a renda familiar tem de ser até R$ 4.900 e o valor
do imóvel de até R$ 80 mil.
Financiamento – o
uso não é permitido quando o mesmo imóvel tiver
sido financiado com recursos do fundo nos 36 meses anteriores.
Localização -
o bem deve estar na cidade onde o proponente exerça sua profissão
ou em município da região metropolitana. O imóvel
também pode ser adquirido onde o comprador comprove residência
há pelo menos um ano.
Impedimentos – não é liberada
a utilização do fundo para a aquisição
de imóveis comerciais nem para a aplicação em
infra-estrutura interna. A compra de moradia para terceiros, mesmo
que familiares, também não é permitida. A aquisição
de lotes e terrenos com os recursos do FGTS ou o uso do mesmo para
reforma, ampliação ou melhoria de imóvel residencial
ou comercial são proibidos.
Proponente – deve
comprovar tempo de trabalho mínimo de três anos sob
regime do FGTS e não pode ser comprador ou proprietário
de outro imóvel também financiado pelo SFH. As exigências
se estendem ao cônjuge.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
18 de abril de 2007
Emenda 3 não terá novo
projeto
Agência Estado
Brasília - O relator
do projeto de lei enviado pelo governo para substituir a Emenda 3,
Milton Monti (PR-SP), informou ontem que o governo desistiu de enviar
um novo projeto ao Congresso. A Emenda 3, vetada pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, tratava das relações entre
empresa prestadora de serviço formada por uma só pessoa
e empresa convencional.
Segundo Monti, a orientação da liderança do governo é a
de que seja elaborada uma proposta de consenso com base no projeto já enviado,
que regulamenta o artigo 116, introduzido em 2001 no Código Tributário
Nacional (CTN), conhecido pelos tributaristas como “Norma Geral Anti-elisão”.
Elisão é um recurso de planejamento tributário pelo qual
um contribuinte utiliza brechas na lei para pagar menos tributos ou atrasar
o pagamento.
O relator disse que a regulamentação do artigo 116 é fundamental
para se acabar com a insegurança jurídica, já que a norma
anti-elisão colocada no CTN ainda não pode ser aplicada, porque
sua regulamentação não foi aprovada. “Para a estabilidade
jurídica no País, é importante resolver isso”, afirmou
Monti. Ele disse que não considera viável a retirada do artigo
116 do CTN.
Na avaliação do relator, é possível uma regulamentação
objetiva, com regras claras dos ritos a serem seguidos pelos auditores fiscais
e defesa abrangente para o contribuinte. Por outro lado, ele defendeu a inclusão
no projeto de uma solução definitiva para a tributação
das pessoas físicas que montam empresas prestadoras de serviço,
sem que haja aumento da carga tributária. “Não dá para
aumentar a tributação”, afirmou.
“ Esses profissionais poderão ser tributados como pessoa jurídica”,
disse Monti. Uma das possibilidades em estudo é a definição
por faixas de faturamento. Dessa forma, um profissional que ganha um salário
mais baixo não poderia ser enquadrado nessa condição.
A Emenda 3 havia sido incluída na lei que cria a Super-Receita e proibia
os auditores fiscais de multar e desconstituir empresas quando considerassem
que o contrato de prestação de serviços apenas disfarçava
uma relação de emprego. Pela Emenda 3, só a Justiça
do Trabalho poderia interferir no contrato e nas operações do
profissional constituído como pessoa jurídica.
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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 18 de abril de 2007
Melhor atendimento para vítimas
de LER
Evento discute protocolo que vai facilitar a
recuperação dos pacientes e capacitar funcionários
Celso Pacheco

Clenilda e o fisioterapeuta Castro: ‘‘O problema começou
com uma dorzinha no braço’’
Um evento organizado pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador
(Cerest), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde,
discute hoje, no auditório da Universidade Norte do Paraná (Unopar),
a implantação do protocolo e capacitação de funcionários
para tratamento das doenças relacionadas ao trabalho, conhecidas como
Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Doenças Ósteo-musculares
Relacionadas ao Trabalho (Dort).
A função do protocolo é facilitar
o trabalho de recuperação dos pacientes. Hoje, o paciente
atendido numa Unidade Básica de Saúde precisa esperar
de quatro a seis meses por uma consulta com um especialista. O problema é que,
nesse período, normalmente não se consegue o afastamento
pelo INSS. Assim, o trabalhador continua desempenhando a função
e agravando a lesão.
Foi isso que aconteceu com
a auxiliar de odontologia, Clenilda Manzoni, 31 anos, que trabalha
numa UBS da Zona Sul. Ela sofre da síndrome do desfiladeiro
torácico, que a impede de desenvolver suas funções.
''O problema começou
com uma dorzinha no braço. Depois, passei a sentir formigamento
e dormência no braço e a mão ficava roxa. Só fui
melhorar com tratamento com fisioterapia e hidroterapia'', comentou
Clenilda.
Para o fisioterapeuta José Giuliangeli
de Castro, especialista em saúde pública, o número
de casos tem aumentado muito, principalmente por causa do crescimento
do nível de exigência do mercado de trabalho. Outra dificuldade
apontada por ele é a necessidade de encaminhamento por médico
do SUS para afastamento pelo INSS.
''Como essa consulta é demorada,
o paciente precisa pagar um médico particular para conseguir
o afastamento e depois passar pelo profissional do SUS para ter esse
encaminhamento'', explicou Castro. O fisioterapeuta alega que o Cerest
tem estrutura insuficiente para atender aos 20 municípios da
região de referência.
A fisioterapeuta do Cerest,
Claudete Romaniszen, explicou que o órgão faz parte da
Rede Nacional de Saúde do Trabalhador. Ela garantiu que a demora
não ocorre em casos de emergência. ''Em alguns casos,
a equipe do posto de saúde detecta a urgência e o paciente
tem prioridade no encaminhamento'', destacou.
O órgão é o
responsável pela organização do seminário,
que é dirigido a profissionais do Programa Saúde da Família,
das vigilância Sanitária e Epidemiológica de Londrina,
e da macro-região norte do Paraná, para discutir a implementação
do protocolo.
À noite, o médico
Paulo Roberto Kaufmann faz palestra dirigida a médicos do trabalho,
ortopedistas, neurologistas, fisiatras e reumatologistas. O tema é:
''LER/Dort: Saúde, Trabalho e Doença.'' Kaufmann é médico
do trabalho da Secretaria de Estado da Saúde, no Cerest de São
Paulo, e participou da elaboração do protocolo. A palestra
será às 19 horas no auditório da Associação
Médica de Londrina.
O Cerest oferece auxílio
médico e encaminhamento jurídico em casos de LER ou
Dort. O centro faz parte da Rede Nacional de Saúde do Trabalhador,
que abrange o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal,
e seus funcionários já passaram por capacitação
para doenças relacionadas ao trabalho no segundo semestre
de 2006.
Fernando Rocha Faro
Reportagem Local
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AGÊNCIA
BRASIL, 18 de abril de 2007
Entidades sindicais apóiam criação
da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público
Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Foi criada
hoje (17), na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar em
Defesa do Serviço Público. Diversos representantes
de servidores públicos compareceram ao lançamento do
grupo, que obteve apoio de mais de 200 parlamentares. A frente será presidida
pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
O diretor técnico
do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) Flávio
Tonelli disse que a nova frente não será apenas para
a defesa dos servidores públicos, mas para defender o próprio
serviço público. “Ela precisa do acompanhamento
do conjunto da sociedade no trato de todas essas questões”,
afirmou Tonelli.
O representante do Movimento
Nacional dos Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison
Halbert, lembrou que os servidores públicos aposentados e
pensionistas consideram-se ainda hoje agentes da construção
do país. “É muito importante que tenhamos também
na agenda e não esqueçamos aquelas questões
que dizem respeito principalmente a aposentados e pensionistas”,
lembrou.
No lançamento da frente,
o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse
que oferecer 1,5% de aumento para os servidores públicos é uma
vergonha para o governo. “Com 1,5% a gente toma cachaça
no boteco. E a gente sabe que 1,5% não é de aumento, é apenas
para corrigir as falhas do sistema”, enfatizou.
O presidente do Sindicato
dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas
da União (Sindilegis) Magno Mello, ressaltou que considera
importante no atual momento político o exame do cerceamento
ao direitos de greve dos trabalhadores, da instituição
da previdência complementar e do projeto de lei que limita
o aumento dos servidores irá arbitrariamente impor limites
ao crescimento.
Para Magno, o PLP 1/2007 é um
contra-senso e não pode ser discutido de forma arbitrária. “Por
que é que fizeram no PAC um projeto de lei complementar limitando
a despesa com pessoal e esqueceram a despesa com os juros? Só as
despesas com pessoal devem ter limites? E as despesas com as taxas
de juros, não?”, criticou Mello.
A diretora-executiva
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lúcia Reis,
afirmou que teme que o PLP 01/2007 congele as negociações
das mesas salariais dos trabalhadores. Ela disse que a CUT já se
manifestou pela retirada do projeto. “Eu queria aproveitar
que estamos aqui com diferentes bancadas e dizer que os parlamentares
poderiam contribuir para que a gente tivesse efetivos espaços
negociais no Congresso Nacional.”
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 18 de
abril de 2007 | Nacional
Livre de votações,
maioria de deputados nem aparece
Na primeira segunda-feira após
decisão de se acabar com as sessões de votações
no primeiro dia da semana, apenas 14,6% dos parlamentares compareceram
BRASÍLIA - Sem o risco de sofrer desconto nos salários, a maioria
dos 513 deputados nem se deu ao trabalho de aparecer nesta segunda-feira na
Câmara. Na primeira segunda-feira depois que o presidente Arlindo Chinaglia
(PT-SP) acabou com as sessões de votações, chamadas de
deliberativas, apenas 56 deputados registraram sua presença até as
14 horas, horário de abertura das sessões. Às 17h49, quando
foi encerrada a sessão, somente 75 deputados haviam marcado presença
- ou seja, 14,6% do total de deputados.
Na semana passada, a pedido dos líderes partidários, Chinaglia
desistiu de realizar votações às segundas-feiras. E na
tarde desta segunda, a Câmara voltou à velha rotina de plenário
vazio com poucos deputados fazendo discursos. O deputado Paes Landim (PTB-PI),
por exemplo, falou apenas para o deputado Luiz Couto (PT-PB) e para o primeiro-secretário
da Câmara, Osmar Serraglio (PMDB-PR), que presidiu a sessão.
Chinaglia esteve nesta segunda-feira na Câmara, mas preferiu ficar parte
do dia em sua residência oficial. Os líderes do governo, José Múcio
Monteiro (PTB-PE), do PR, Luciano Castro (RR), e do PV, Marcelo Ortiz (SP),
marcaram presença no plenário.
Na quarta-feira passada, Chinaglia cedeu aos apelos dos líderes partidários
para acabar com as sessões deliberativas nas segundas-feiras. Os líderes
alegaram que precisavam dedicar-se a compromissos nos Estados e, por isso,
pediram o fim das votações às segundas-feiras. Com essa
decisão, os deputados voltam à rotina de trabalhar apenas três
dias da semana: terças, quartas e quintas-feiras.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 18 de
abril de 2007 | Nacional
Lula envia reforma tributária
ao Congresso até setembro
A informação foi
dada nesta terça pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega
Reuters
NOVA YORK - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende enviar ao
Congresso uma proposta de reforma tributária até setembro, afirmou
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira, 17.
" Nós queremos levar ao Congresso uma proposta que já tenha
sido discutida e por isso tenha mais chances de ser aprovada", disse Mantega
após um encontro com investidores em Nova York. "No nível
Estadual queremos acabar com guerra fiscal", declarou.
Mantega acrescentou que o governo está discutindo a reforma tributária
com governadores e grupos, incluindo empresários.
Segundo ele, o objetivo da reforma é "reduzir drasticamente o numero
de impostos", disse. "Vamos ter IVA federal que congrega praticamente
todos os impostos federais e vamos ter IVA estadual que congrega os impostos
estaduais e municipais", acrescentou.
O ministro afirmou que há medidas já em andamento no que classifica
como "pequenas reformas", como a criação do cadastro
positivo e otimização para cobrança de divida ativa.
Mantega reconhece que será necessário "dar compensações" para
acabar com a guerra fiscal. "Os Estados mais fracos, principalmente, menos
desenvolvidos, dependem muito da guerra fiscal para atração de
empresas para estes Estados. Teremos de montar algum sistema de compensação
de modo a poder garantir que o Estado não vai perder. Se fizer uma proposta
de reforma tributaria que vai implicar perdas para alguns Estados ela não
vai sair", admitiu. "Os Estados vão se opor e não conseguiremos
aprová-la", completou.
(com Nalu Fernandes, da Agência Estado)
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REVISTA ÂMBITO JURÍDICO, 18 de
abril de 2007
Falecimento de empregado não
justifica quitação das parcelas rescisórias
fora do prazo legal
Pelo entendimento expresso em decisão
da 2ª Turma do TRT/MG, o falecimento do empregado não
impede a aplicação da multa prevista no artigo 477, § 8º,
da CLT, no caso de quitação em atraso das parcelas
rescisórias, já que o § 6º do referido dispositivo
traz disposição no sentido de que o pagamento de tais
parcelas rescisórias deve ser feito dentro do prazo contido
em suas alíneas “a” e “b”, independentemente
da causa da terminação contratual. A decisão
teve como base o voto do desembargador Anemar Pereira Amaral, relator
do recurso no qual a empresa manifestou seu inconformismo com a condenação
na multa do artigo 477 da CLT, alegando que, em se tratando de cessação
de contrato por falecimento do empregado, não tem cabimento
a aplicação da multa, em razão da necessidade
de apresentação por parte dos sucessores do empregado
falecido, de documentos que os habilitassem a receber o crédito,
passando a fluir o prazo legal para pagamento das verbas trabalhistas
a partir dessa comprovação perante a empregadora.
A Turma, no entanto, entendeu desnecessária a representação
legal do espólio na forma no artigo 12, inciso V, do CPC, para o pagamento
das parcelas rescisórias. A decisão teve como base ainda o artigo
1º da Lei nº 6.858/80, que determina o pagamento, aos dependentes
ou sucessores, de valores não recebidos em vida pelos titulares.
Para o relator, no caso de dúvida sobre quem deve receber as parcelas
rescisórias do empregado falecido, existe a alternativa de ajuizamento
de ação em consignação para que o devedor não
se constitua em mora, conforme preceitua o art. 335, incisos III e IV, do CCB,
desonerando-se da obrigação pertinente. Não o fazendo,
submete-se à multa do art. 477, §§ 6º e 8º, da CLT,
aplicável à quitação em atraso das verbas rescisórias.
Assim, o falecimento do empregado não impede a aplicação
dos preceitos contidos no referido dispositivo da CLT, mantendo a Turma, por
esses fundamentos, a decisão de 1º instância que condenou
a empresa ao pagamento da multa prevista no § 8º do artigo 477 da
CLT, já que não foi observado o prazo fixado no § 6º desse
mesmo dispositivo.
( RO nº 00630-2006-129-03-00-1 )
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REVISTA ÂMBITO JURÍDICO,
18 de abril de 2007
Comissão aprova parcelamento
de férias em até três vezes
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
(CCJ) aprovou no último dia 12 substitutivo do Senado ao Projeto de
Lei 3343/89, da deputada Rita Camata (PMDB-ES), que permite a divisão
das férias em três vezes, mediante acordo escrito coletivo ou
individual. A proposta, que recebeu parecer favorável do relator, deputado
Maurício Rands (PT-PE), altera a Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT).
Segundo o substitutivo, caso
não haja acordo para divisão das férias, o empregador
deverá concedê-las de uma só vez, até seis
meses depois de o empregado ter adquirido o direito, e não 12
meses (regra atual). Como hoje, menores de 18 e maiores de 50 anos de
idade não poderão ter suas férias parceladas.
O novo texto prevê ainda
que, em casos excepcionais, mesmo na ausência de acordo, as férias
poderão ser divididas pelo empregador, porém somente em
duas partes, sendo que uma delas não poderá ser menor do
que dez dias.
Vania Alves
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
18/04/2007
Petrobras é condenada a indenizar
terceirizados em dois Estados
Em dois processos diferentes,
de Regiões distintas, julgados pela Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, a Petrobras - Petróleo Brasileiro S/A - foi condenada
a assumir indenização trabalhista devida a ex-empregados
de empresas terceirizadas. O primeiro caso refere-se a um processo oriundo
da 12ª Região (Santa Catarina), e envolve quatro empresas:
a própria Petrobras - que, por força de contrato com a
TBG (Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil S/A),
assumiu as responsabilidades pela execução dos serviços
de instalação do gasoduto, e subcontratou, mediante licitação,
a Rural Fortes Serviço e Comércio Ltda., do Rio de Janeiro,
que, por sua vez, também subcontratou a Silva Construtora Ltda.,
de São Paulo, efetiva empregadora do reclamante.
Ambas as empresas – a Rural
Fortes e a Silva Construtora – abandonaram a região, deixando
35 empregados com mais de cinco meses de salários em atraso, o
que levou o sindicato da categoria (Sintrapav) a denunciá-las
ao Ministério Público do Trabalho, que formalizou acordo
em que a Silva Construtora reconheceu o débito com os trabalhadores
e se comprometeu a pagá-lo. Inconformado com o valor recebido
em função desse acordo (R$ 1.624,00), que considerou irrisório,
um dos trabalhadores entrou com ação na 3ª Vara do
Trabalho de Blumenau (SC), em que constam, respectivamente, como primeiro,
segundo e terceiro reclamados: Silva Construtora, Rural Fortes e Petrobras.
Ele havia sido admitido como
pedreiro pela Silva Construtora, na cidade de Nazaré Paulista
(SP) e, posteriormente, transferido para o canteiro de obras da Petrobrás
no município de Gaspar (SC), onde foi demitido. Na ação
trabalhista, obteve sentença favorável ao pedido de indenização
pela falta de assinatura em sua carteira profissional e pelo não-pagamento
de salários, férias, 13º salário e outras verbas.
Diante da confirmação, pelo TRT de Santa Catarina, da responsabilização
solidária que lhe fora imposta na sentença, a Petrobras
ajuizou recurso de revista no TST, visando rever a decisão.
O relator da matéria,
ministro Aloysio Corrêa da Veiga, negou o recurso, por entender
que o acórdão regional reconheceu a responsabilidade solidária
após examinar o teor dos contratos firmados pela Petrobras com
a TBG e a Rural Fortes. O ministro concluiu, em seu voto, pela “impossibilidade
de confrontar paradigmas, tendo o julgado regional esclarecido que em
cada contrato houve indicação expressa da responsabilidade
da Petrobrás”.
O segundo processo refere-se
a uma ação movida por um ex-empregado da Upcontrol Engenharia
e Sistemas Ltda., contratada pela Petrobras para prestar serviços
de manutenção nos sistemas elétricos em sua unidade
no município de Betim (MG). Admitido como técnico em instrumentação,
ele trabalhou durante dois anos na Upcontrol, até ser demitido
sem justa causa. Quatro meses após seu desligamento, sem ter recebido
as verbas rescisórias, o trabalhador entrou com ação
na 1ª Vara do Trabalho de Betim, reclamando o pagamento de aviso
prévio, férias, 13º e diferenças salariais.
A sentença de primeiro
grau condenou a Upcontrol e, subsidiariamente, a Petrobras, ao pagamento
da indenização. Inconformada, a Petrobras recorreu, com
o objetivo de rever a sentença e, tendo o TRT de Minas Gerais
negado seguimento ao recurso de revista, ajuizou agravo de instrumento
no TST. Em suas razões, sustentou que a responsabilidade subsidiária
de que trata a Súmula 331 do TST não se aplica aos entes
públicos. Alegou, também que, sendo sua atividade-fim e
meio a extração e refino de petróleo e seus derivados,
a contratação da empresa para prestação de
serviços de engenharia elétrica equipara a Petrobrás à condição
de dona de obra, sendo aplicável a Orientação Jurisprudencial
191 da SDI-1.
O relator do processo, ministro
Horácio Senna Pires, defendeu a manutenção do acórdão
regional, por entender improcedentes as alegações da Petrobras.
Em relação à OJ 191, ele transcreveu trechos de
outro voto de sua autoria, em que julgou caso análogo, quando
integrante do TRT da 5ª Região (Bahia), concluindo que “tendo
sido celebrado entre as reclamadas contrato de prestação
de serviços de engenharia elétrica, com a própria
recorrente relata no recurso de revista, mostra-se insubsistente a tese
da agravante, restando afastada a aludida contrariedade à OJ 131
da SDI-1 do TST”.
Quanto ao argumento de
que a responsabilidade subsidiária não se aplica aos
entes públicos, o ministro citou a Resolução 96/2000,
por meio da qual o TST pacificou seu entendimento sobre o assunto,
ao dar nova redação ao item IV da Súmula 331: “O
inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte
do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador
dos serviços, quanto àquelas obrigações,
inclusive quanto aos órgãos da administração
direta, das autarquias, das fundações públicas,
das empresas públicas e das sociedades de economia mista, desde
que hajam participado da relação processual e constem
também do título executivo judicial (artigo 71 da Lei
8666, de 21.06.1993)”. (AIRR-1595/2003-026-03-40.2 e RR-5101/2000-039-12-00.9)
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18/04/2007
Norma coletiva não pode reduzir intervalo
intrajornada
É inadmissível
a redução do intervalo intrajornada, ainda que por meio
de norma coletiva. Esta foi a decisão tomada pela Segunda Turma
do Tribunal Superior do Trabalho que acompanhou, por unanimidade, o voto
do relator, ministro José Simpliciano Fernandes, em ação
movida por um ex-empregado da empresa Calçados Azaléia
S/A.
O empregado foi contratado pela
empresa em abril de 1986 para trabalhar como operador de injetora, com
salário de R$ 1,87 por hora, e demitido sem justa causa em novembro
de 1999. Em março de 2000, ajuizou reclamação trabalhista
pleiteando horas extras, adicional de insalubridade, adicional noturno,
férias e diferenças de FGTS, dentre outros.
A 1ª Vara do Trabalho de
Taquara (RS) considerou a ação parcialmente procedente,
deferindo ao empregado as horas extras pleiteadas, inclusive as relativas
ao período não usufruído do intervalo intrajornada.
A empresa, insatisfeita, recorreu da decisão, alegando que a redução
do intervalo, no caso da Azaléia, se enquadra nas exceções
legais, pois possui refeitório próprio e autorização
decorrente de norma coletiva.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (Rio Grande do Sul) manteve a decisão
da Vara de Taquara. Segundo o acórdão, embora as normas
coletivas da categoria tenham autorizado a redução do intervalo
intrajornada de uma hora para trinta minutos, nos termos do artigo 71
da CLT, esta redução depende de autorização
do Ministério do Trabalho, requisito não cumprido pela
empresa. O TRT/RS destacou, ainda, que de acordo com a CLT, a norma coletiva
somente pode ampliar o intervalo de descanso, mas não reduzir
o mínimo de uma hora.
A empresa recorreu ao TST, mas
o recurso não foi conhecido. Segundo o ministro Simpliciano Fernandes,
a decisão do TRT/RS está em consonância com o entendimento
prevalecente na Corte, consolidado na Orientação Jurisprudencial
n° 342 da Seção Especializada em Dissídios Individuais –1,
que dispõe ser inválida cláusula de acordo ou convenção
coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução
do intervalo intrajornada, porque este constitui medida de higiene, saúde
e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública.
(RR-96576/2003-900-04-00.7)

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