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Agência Diap, 20 de
abril de 2007
Trabalhador contratado como pessoa
jurídica tem rendimento diferente do celista
Para intensificar a mobilização a favor da manutenção
do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3, da
Super-Receita, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) comparou a situação
financeira de um assalariado que ganha R$ 3 mil por mês, com carteira
de trabalho assinada, com a de um trabalhador que ganha o mesmo salário
por mês, mas é contratado como pessoa jurídica.
Os números não
enganam. Enquanto um assalariado com a carteira de trabalho assinada
tem remuneração média mensal de R$ 3.443,68, o trabalhador
que é contrato sob a forma de empresa jurídica recebe ao
final de um mês o rendimento líquido de apenas R$ 2.440,00,
quando é pessoa jurídica simples, e menos ainda, R$ 1.602,10,
quando é pessoa jurídica normal.
Ao final do mês, além
de receber um salário menor, o trabalhador que é obrigado
a constituir empresa jurídica deixa de ter direito e a receber
13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale refeição,
assistência médica e aposentadoria.
Panfleto
A CUT elaborou também
e vai distribuir na próxima segunda-feira, 23/04, durante o ato
a favor da manutenção do veto presidencial à Emenda
3 da Super-Receita, um plafleto que explica os motivos da luta.
Segundo destaca a entidade, 370
deputados e senadores, a serviço dos patrões, criaram a
tal Emenda 3 para roubar dos trabalhadores o 13º, férias
remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale refeição, assistência
médica e a aposentadoria.
O presidente Lula, que não
concorda com essa safadeza, vetou a proposta no último dia 16.
Pela decisão de Lula, esse golpe contra os trabalhadores não
vai acontecer.
Só que agora esses
deputados e senadores ameaçam derrubar a decisão do presidente
e fazer a emenda 3 ressuscitar. Nós, trabalhadores, sindicalizados
ou não, não vamos permitir que isso aconteça,
conclama a entidade.
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Nova Central, 20 de abril
de 2007
Ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
defende não-obrigatoriedade de flexibilização
trabalhista
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, comentou o estudo do deputado federal
Nelson Marquezelli (PTB-SP), que sugere que os trabalhadores possam optar por
receber seu salário bruto e recolher o Imposto de Renda e a contribuição
previdenciária por conta própria.
A proposta seria uma opção
de administrar diretamente o recolhimento e a aplicação
das contribuições. Lupi defendeu a não-obrigatoriedade
de os trabalhadores aderirem à nova forma de contratação.
Segundo ele, isso poderia incentivar o empregador a não pagar
imposto nenhum.
"Daqui a pouco, todo mundo
vai para a opção, e a opção passa a ser obrigatória.
Você não pode fazer uma opção obrigatória",
afirmou Lupi.
O ministro, no entanto, teme
que a forma como está escrito, o projeto torne obrigatório
para o trabalhador a adoção do novo mecanismo. O ministro
defende que o projeto seja discutido com mais profundidade antes de ser
colocado em votação. Pela proposta de Marquezelli, o trabalhador
deve ter a opção de administrar diretamente o recolhimento
e a aplicação das contribuições previdenciárias
e fundiárias, inclusive as patronais.
Outro ponto apresentado
no estudo é a substituição do atual modelo de
carteira profissional por cartão magnético, que irá armazenar
todos os dados do trabalhador.
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Congresso em Foco, 20 de
abril de 2007
Eleições coincidentes
Parlamentares propõem fim das
eleições de dois em dois anos
Propostas prorrogam por dois anos o mandato dos atuais prefeitos e vereadores
para que o país tenha eleições coincidentes a partir de
2010
O já apimentado
caldeirão da reforma política, no qual borbulham temas
controversos como a fidelidade partidária, o voto em lista partidária
e o financiamento público de campanha, acaba de ganhar mais
um tempero de polêmica: o fim das eleições de dois
em dois anos.
Duas propostas de emenda constitucional (PEC) recém-apresentadas na
Câmara e no Senado cancelam as eleições municipais de 2008
e prorrogam os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores por dois anos para
que o país tenha eleições coincidentes a partir de 2010.
Com a mudança, o eleitor brasileiro só voltaria às urnas
daqui a três anos e meio para escolher, de uma só vez, presidente,
governador, prefeito, vereador, deputado estadual, deputado federal e senador.
A unificação do processo eleitoral é vista com bons olhos
por alguns líderes partidários, mas a prorrogação
dos mandatos dos eleitos em 2004 enfrenta grande resistência dos parlamentares.
Boa ou não, a medida contraria, de cara, o interesse dos congressistas
que pretendem se candidatar a prefeito no próximo ano.
De olho nas prefeituras
Nas últimas eleições municipais, 85 dos 513 deputados
concorreram ao cargo de prefeito. Desses, no entanto, apenas 18 conseguiram
se eleger. No Senado, dois dos sete candidatos daquelas eleições
saíram vencedores das urnas. Mas, na prática, ninguém
saiu perdendo, já que, além de ganharem visibilidade no horário
eleitoral gratuito, todos mantiveram sem prejuízos os seus mandatos
no Congresso.
Um dos deputados que disputaram as eleições de 2004, o atual
líder do Democratas (ex-PFL), Onyx Lorenzoni (RS), classifica a PEC
6/07, do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), como uma “viagem”. “Não
se muda a regra do jogo com ele acontecendo. Tenho profundo respeito pelo deputado
Flávio Dino, mas isso é uma invenção”, disse
Onyx, que concorreu à prefeitura de Porto Alegre.
Pior dos mundos
“ Essa proposta não vai nos levar ao paraíso”, admite
Dino. “Mas o pior dos mundos é o que temos hoje, com eleições
descasadas no tempo e politicamente”, rebate o autor da proposta. Para
ele, as “eleições de ponta a ponta” causariam pelo
menos três efeitos imediatos: a redução dos custos de campanha,
o fim da paralisia legislativa a cada dois anos e a verticalização “natural” das
correntes partidárias.
“ O atual calendário é irracional, compromete a agenda legislativa
e dificulta uma ação mais profissionalizada no serviço público”,
avalia.
Levando em consideração o crescimento das despesas a cada eleição,
Dino estima que o país deixará de gastar, só em 2008,
R$ 1 bilhão, entre despesas de campanha e da Justiça eleitoral,
caso a PEC seja aprovada. A mudança, segundo ele, também evitaria
que os parlamentares paralisassem o Congresso no meio do mandato por se envolverem
diretamente com a campanha eleitoral de prefeitos e vereadores, seus principais
cabos eleitorais.
O argumento econômico também é levantado pelo senador Leomar
Quintanilha (PMDB-TO), autor da PEC 28/07, que também prevê o
adiamento das eleições municipais. “É dever do Congresso
Nacional atentar para a falta de economicidade desta prática e procurar,
de uma vez por todas, estancar essa saída inútil de recursos
do povo”, afirma ele na justifica de sua proposta.
O líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), também defende
o encaminhamento da proposta. “Primeiro, porque barateia as eleições.
Segundo, por ser mais fácil para o eleitor, que se identifica mais com
as opções políticas de todos os candidatos, desde o vereador
ao presidente da República.”
Custo da democracia
Mas a tese da economia é questionada por outros líderes partidários
e cientistas políticos. “Economizar suprimindo eleições é como
ter paz nos cemitérios”, ironiza o líder do PSDB, deputado
Antônio Carlos Pannunzzio (SP), que também critica a prorrogação
dos mandatos dos eleitos em 2004. “Prorrogar mandato é sempre
um drama, começa a ter aparência de casuísmo.”
“ Os valores democráticos são mais fortes que os econômicos”,
diz o líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), ao ressaltar
que a eleição municipal teria uma lógica diferenciada das
eleições estaduais e para presidente.
“A economia de R$ 1 bilhão numa eleição pode ser corrompida
por meia dúzia de prefeitos só com a prorrogação
dos mandatos”, afirma o professor José Rodrigues Filho, da Universidade
Federal da Paraíba (UFPB). “O povo precisa exercitar a democracia
e calcular o custo dessa democracia”, completa.
O cientista político Alexandre Barros não vê vantagens
no casamento das eleições. Na opinião dele, a ida do eleitor
a cada dois anos às urnas é um exercício de cidadania
e tem um caráter pedagógico. “Isso é um golpe. Não
há razão técnica ou política para haver eleições
coincidentes. Toda vez que se fala nisso alguém tenta pegar carona.
Agora é com a prorrogação dos mandatos dos prefeitos. É antidemocrático”,
acredita o professor do Centro Universitário Unieuro, de Brasília.
Mudanças, só no futuro
Para o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), a prorrogação
dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores está descartada, mas
há chance de a unificação das eleições prosperar.
Porém, observa ele, de outra forma: “Ou se aumenta o mandato nas
próximas eleições ou se elegem mandatários para
mandatos tampão [por dois anos]”.
Flávio Dino diz também ter pensando nos dois cenários
traçados pelo petista ao elaborar sua proposição, mas
alega ter encontrado inconveniências tanto em um quanto em outro modelo.
“ Promover eleição para um mandato de dois anos é caro
e desestimulante para o eleitor e o candidato. No caso de adiarmos a unificação
para 2014, o problema seria inverso: tende a haver uma elevação
dos custos de campanha na medida em que os candidatos saberão de antemão
que estão disputando um mandato de seis anos.”
Os argumentos dos prefeitos
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM),
Paulo Ziulkoski, diz que a entidade não encampará a defesa da
prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores para
não ser acusada de casuísmo. “Nós não defendemos
prorrogação, mas apenas a coincidência de mandatos, que é uma
necessidade. Não queremos casuísmo”, afirma.
Segundo ele, há dois motivos fundamentais para se apoiar a unificação
do processo eleitoral. O primeiro, afirma o prefeito de Mariana Pimentel (RS), é que
as eleições de dois em dois anos engessam a administração
municipal e sobrecarregam o orçamento dos pequenos municípios.
“ Ainda estamos levantando os gastos municipais com o processo eleitoral.
Mas os prefeitos são constrangidos, muitas vezes, pelos promotores e pelos
juízes a cederem funcionários para a Justiça Eleitoral a
cada dois anos, por conta das eleições”, conta.
O outro motivo, aponta Ziulkoski, seria a maior possibilidade de haver uma
harmonização administrativa entre os entes federativos. “Os
orçamentos da União, dos estados e dos municípios não
se falam. Como só 15% dos recursos vão para os municípios,
somos atingidos por um verdadeiro Boeing toda que vez que há mudança
de governador e prefeito”, reclama.
Apesar de se manifestar contra a prorrogação dos mandatos municipais,
o líder do PSB na Câmara, Márcio França (SP), admite
que a falta de sintonia entre o calendário eleitoral e o administrativo
traz prejuízos ao país. “Eleição de dois
em dois anos quebra o ritmo dos mandatos. Acaba uma eleição estadual
e federal, e já começa a se pensar nas eleições
municipais. O calendário eleitoral come o calendário administrativo”,
avalia.
Para o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o Congresso deve centrar fogo nos principais
tópicos da reforma política em vez de se ater a esse tipo de
discussão. “Acho que esse assunto não está na urgência
do país e do povo brasileiro. Não acho razoável transformá-lo
em debate nacional”, diz o deputado.
Chances reduzidas
Segundo o cientista político Paulo Kramer, professor da Universidade
de Brasília (UnB), o interesse dos prefeitos em unificar o calendário
eleitoral é antigo, mas arrefeceu após a aprovação
da emenda da reeleição, em 1997. Ressaltando que não tem
opinião formada sobre o assunto, Kramer vê poucas chances de a
proposta avançar no Parlamento.
“ A tendência, sobretudo dos deputados, é de não concordar
com a coincidência dos mandatos por pensarem que os candidatos a prefeito
e vereador vão pensar muito mais em suas próprias eleições
do que na deles [parlamentares]”, observa.
Esta não é a primeira vez que parlamentares propõem a
unificação do processo eleitoral. Desde 2004, está pronta
para ser votada no Plenário da Câmara uma PEC (3/99) de autoria
do ex-senador Paulo Octávio (DEM-DF) que prevê que os mandatos
de prefeitos e vereadores terão, excepcionalmente, a duração
de seis anos a partir da promulgação da proposta para que coincidam
com as eleições gerais.
No último dia 4, o deputado Gervásio Lima (DEM-BA) tentou desarquivar,
sem sucesso, uma proposta de emenda constitucional de sua autoria apresentada
ainda em 1999. A PEC 186/99 proíbe a reeleição para presidente,
governador e prefeito, e aumenta para cinco anos o mandato de deputados e vereadores
e estica para oito anos a legislatura dos senadores para estabelecer a coincidência
das eleições. O pedido de desarquivamento, no entanto, foi negado
pela Mesa Diretora, por questões regimentais.
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Folha
de São Paulo, 20 de abril de 2007
Presidente do PSDB discute fim da reeleição
com Lula
Na saída, Tasso diz que papel da oposição "não é xingar,
não é gritar, não é ameaçar"
Senador tucano minimiza uma eventual crítica
de FHC à reunião: "Quando ele era presidente não
convidava os outros para conversar?"
EDUARDO SCOLESE, FERNANDA KRAKOVICS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após conversar ontem
por uma hora e meia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
no Palácio do Planalto, o presidente nacional do PSDB, senador
Tasso Jereissati (CE), disse que o papel da oposição
não é "xingar", "gritar" e "ameaçar".
Na reunião, Lula e Tasso definiram a estratégia de votar
na reforma política os pontos de consenso entre governo e oposição,
como o fim da reeleição e a ampliação do
mandato presidencial para cinco anos. Discutiram também a prorrogação
da CPMF e da DRU (Desvinculação de Receitas da União),
além de projetos sobre a Sudam e a Sudene. Sobre CPI do Apagão
Aéreo, segundo Tasso, Lula disse: "Eu respeito a posição
da oposição de instalar a CPI".
"[O encontro] demonstra
um certo momento de maior maturidade na democracia do país quando
a gente pode dialogar", disse Tasso após a reunião: "Fazer
oposição não é xingar, não é gritar,
não é ameaçar. Fazer oposição é estar
contra nos momentos certos naquilo que a oposição não
concorda". O convite ao tucano foi feito ontem de manhã pela
líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).
Roseana e o ministro Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais)
participaram do encontro, ontem à noite.
A reunião ocorreu dias
após o petista ter recebido o senador Antonio Carlos Magalhães
(DEM, ex-PFL-BA). Segundo Tasso, a oposição tem proporcionado
uma vida tranqüila ao governo: "Até que não
está acirrada. O governo neste ano tem levado uma vida tranqüila".
Lula falou de sua relação com Mário Covas (morto em 2001),
José Serra, Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Mencionou sua "admiração" e "respeito" por
FHC.
Tasso disse que não
conseguiu avisar FHC da visita porque ele estava viajando, mas minimizou
uma reação negativa do ex-presidente à reunião: "Quando
ele era presidente não convidava os outros para conversar?" No
sábado, FHC descartou o diálogo do PSDB com o governo: "Como é que
vamos dialogar se o presidente todo dia me ataca à toa, sem
mais nem menos? Então ele não quer diálogo nenhum,
quer é tirar proveito".
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 20 de abril de 2007 | Nacional
´Nem sei se estou vivo em 2014´,
diz Lula sobre reeleição
Aliados que participaram da reunião
do Conselho Político afirmam que presidente, apesar de ser
favorável ao fim do dispositivo, negou ser o dono da proposta
Reuters
BRASÍLIA - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se com veemência, nesta
quinta-feira, das especulações de que estaria negociando
o fim da reeleição com o objetivo de tentar um terceiro
mandato nas eleições de 2014.
"Estão dizendo até que
eu quero voltar em 2014. Eu nem sei se estou vivo até lá",
desabafou Lula durante reunião com presidentes e líderes
do Conselho Político da coalizão no Palácio do Planalto.
Segundo três políticos
presentes à reunião, Lula abriu o encontro repetindo que,
mesmo sendo historicamente contrário à reeleição,
acha que este é um tema que deve ser debatido no Congresso e não
no Planalto. "Estão querendo colocar esse negócio
da reeleição no meu colo. Eu sempre fui contra a reeleição",
disse o presidente, segundo relato dos aliados.
Na quarta-feira, o porta-voz
Marcelo Baumbach afirmou que a reeleição "não
está na pauta do governo", mas lembrou que Lula é favorável
a mandatos de cinco anos, sem reeleição.
O fim da regra constitucional é objeto
de uma emenda proposta pelo deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA)
que tramita na Câmara. Os governadores tucanos Aécio Neves
(MG) e José Serra (SP) apóiam a tese. No encontro desta
manhã, o presidente pediu que os aliados resolvam o assunto partidariamente,
porque o tema já está servindo para especulações
na imprensa. "Resolvam isso. Esse é um problema dos partidos
e do Congresso", determinou o presidente.
O presidente pediu aos aliados
prioridade à reforma política após a votação
das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Na avaliação do governo, a votação no Parlamento
tem avanços muito positivos, mas há problema nas emendas às
medidas provisórias.
O ministro da Justiça,
Tarso Genro, fará uma exposição sobre a reforma
política em uma reunião do Conselho na próxima semana.
Os partidos pediram que
a equipe econômica envie ao Congresso, o quanto antes, as propostas
de prorrogação da CPMF e da DRU para que haja tempo hábil
de aprová-las.
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Folha
de São Paulo, 20 de abril de 2007
Fazenda e Trabalho partem para embate sobre
recursos do FAT
Mantega afasta hipótese de acabar com
desvinculação de recursos; Lupi insiste
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os ministros Guido Mantega
(Fazenda) e Carlos Lupi (Trabalho) partiram para o embate público
sobre os recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Mantega
afastou ontem a hipótese de acabar com a desvinculação
dos recursos proposta por Lupi, que insistiu em levar o projeto adiante.
Na quarta, o ministro do Trabalho
apresentou em audiência na Comissão de Trabalho da Câmara
a proposta de retirar o FAT da chamada DRU (Desvinculação
de Receitas da União). Segundo ele, anualmente cerca de R$ 4
bilhões do fundo deixam de ser aplicados na qualificação
de trabalhadores porque são desvinculados. Na prática,
o dinheiro vai para o superávit primário (economia para
pagar os juros da dívida).
"Não vamos retirar
[o FAT]. A DRU vai permanecer como está", declarou Mantega. "Essa é a
decisão da Fazenda e temos opinião divergente. Vamos
levá-la para dentro do governo", rebateu Lupi depois de
reunião com as centrais sindicais, quando conseguiu o apoio
unânime para levar a proposta em frente.
Companheiro de partido do ministro,
o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva,
afirmou que as centrais não aceitam o contingenciamento de recursos
do FAT para "pagar juros para banqueiros". "A Fazenda
está sempre contra, mas já ganhamos algumas.
Se o governo insistir,
vamos entrar no STF", adiantou. Desde que assumiu, Lupi apresentou
duas propostas que contrariam a equipe econômica. Ontem, disse
fazer questão de participar da discussão sobre o projeto
de lei que regulamenta o direito de greve no serviço público.
(JULIANNA SOFIA e CLÁUDIA DIANNI)
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Folha
de São Paulo, 20 de abril de 2007
Móveis viram alvo de compra, após "boom" nas
construções
Depois da reforma vem a fase da decoração;
informática e celular seguem na preferência do consumidor,
diz pesquisa
Expectativa de compra refere-se a este trimestre;
disponibilidade para gastos extras caiu à metade, apesar de
a renda ter crescido 6%
DENISE BRITO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Após investir em material
de construção para reformar ou expandir sua casa -o tradicional "puxadinho"-,
o consumidor quer comprar móveis para substituir ou complementar
os que já possui. Essa é uma das conclusões da
pesquisa sobre expectativas de consumo para o segundo trimestre deste
ano, divulgada ontem pelo Provar -núcleo de pesquisa sobre varejo,
da USP- e pela consultoria Canal Varejo.
O ranking de bens duráveis
na preferência do consumidor é liderado por móveis,
seguido de informática, telefonia e celulares, linha branca
e eletroeletrônicos. Material de construção, que,
nos dois trimestres anteriores, estava em quarto e terceiro lugares,
respectivamente, caiu para oitavo.
"As pessoas que gastam
com reformas são impelidas naturalmente a comprar móveis.
Diante da necessidade de acomodar esses gastos no orçamento,
porém, eles aparecem dependendo do comprometimento da renda
do indivíduo", afirma Cláudio Felisoni, coordenador
do Provar.
O aumento da procura por móveis
tem sido percebido desde o último trimestre de 2006, segundo
o superintendente da Abimóvel, associação nacional
de fabricantes do ramo, João Araújo. "Janeiro, por
exemplo, é um mês atípico, com vendas em queda
devido aos gastos de fim de ano, e o patamar de vendas se manteve estável.
Mas há outros fatores de influência, como o fato de as
indústrias que trabalham com móveis mais populares estarem
perdendo espaço para os chineses na exportação
e se voltando para o mercado interno. Por isso, com a maior oferta,
o preço tende a cair, e a qualidade, a subir."
Dia das Mães
Em relação ao
mesmo período de 2006 e considerando as datas comemorativas
do período (Dia das Mães e Dia dos Namorados), o percentual
de pessoas com intenção de comprar caiu de 69,2% para
54,8%, reflexo da saturação do crediário para
comprar bens duráveis.
Apesar de a renda média
ter crescido 5,87% no último ano (dado do IBGE), descontadas
as despesas básicas, o consumidor dispõe hoje de 11,7%
de sua renda para gastos extras, ante 20,6% no mesmo período
em 2006. "Do ponto de vista estrutural, a mudança não é grande,
pois a renda da base da pirâmide é muito baixa, e o fôlego
das famílias, curto", diz Felisoni.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
20 de abril de 2007
Alíquota de 11% para a Previdência
entra em vigor
Especialista recomenda que, antes de optar
por qualquer das alíquotas, os contribuintes avaliem as vantagens
e desvantagens dos modelos
Celso Pacheco

A advogada tributarista Ana Carolina: ‘‘Com alíquota de
11% a pessoa só se aposenta por idade’’
Os contribuintes autônomos e facultativos do sistema previdenciário
já podem optar entre as alíquotas de 11% e 20% do valor do salário
mínimo. O decreto 6042/2007, sancionado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, em fevereiro, criou a alíquota mínima de 11%,
com o objetivo de incluir na previdência pessoas de baixa renda e que
trabalham na informalidade.
Segundo a advogada Ana Carolina
Arnaldi, especialista em direito previdenciário, antes de optar
por qualquer das alíquotas, os contribuintes precisam avaliar
as vantagens e desvantagens dos modelos. ''Quanto ao tempo para se aposentar
continua a mesma coisa. A principal diferença é que quem
pagar a alíquota de 11% tem direito a um benefício de apenas
um salário mínimo'', disse. As pessoas que contribuem com
alíquota de 20% podem se aposentar com um salário um pouco
maior.
Outra diferença, conforme
a especialista, é que o pagamento de 11% do salário mínimo
não dá direito a se aposentar por tempo de contribuição.
''Com alíquota de 11% a pessoa só se aposenta por idade.
Isso seria uma desvantagem'', pontuou Ana Carolina. Ela disse, entretanto,
que o contribuinte da alíquota de 11% também tem direito
aos outros benefícios sociais: pensão, salário maternidade,
auxílio doença, aposentadoria por invalidez, por exemplo.
A advogada destacou, entretanto,
que uma pessoa que opta pela alíquota mínima, tem direito
de se aposentar por tempo de contribuição, desde que pague
o restante que ficou, os outros 9%, tudo de uma vez. ''A alíquota
mínima é interessante para quem não tem muitos recursos
ou está passando por um situação financeira complicada.
Então, se a situação melhora, ela tem a possibilidade
de pagar os outros 9% e ter uma aposentadoria maior'', comentou. A alternativa,
segundo Ana Carolina, está prevista em lei.
A advogada reiterou que a opção
de se aposentar por tempo de contribuição só é permitida
para quem pagar a alíquota de 20% do salário mínimo
por mês. Então são 35 anos para homens e 30 para
mulher. E, por idade, as regras são as mesmas: 65 anos homem e
60 mulher.
Na opinião de Ana Carolina,
a criação da alíquota mínima é uma
vantagem para o governo. ''Não vai haver um rombo na previdência
como as pessoas estão pensando. Pelo contrário, para o
governo a vantagem é que aquela pessoa que nunca contribuiu na
vida porque não tinha recursos, terá mais chances de fazer
parte do sistema previdenciário'', frisou.
Segundo a advogada, o objetivo
do governo ao aprovar o decreto foi realizar a inclusão social.
Então, disse ela, é melhor que a pessoa contribua pouco
para ter direito a um benefício de um salário mínimo,
do que não contribua com nada. Ana Carolina complementou que,
atuarialmente o valor pago é suficiente para custear a aposentadoria
desse contribuinte. Pela alíquota de 20%, o valor pago pelo contribuinte é de
R$ 76, e pela de 11% é de R$ 41,80 mensais.
Erika Zanon
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
20 de abril de 2007
Atualmente, 18 milhões de
trabalhadores não contribuem
Brasília - O presidente
do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Valdir Moisés
Simão, explicou que muitos trabalhadores ainda não
contribuem para a Previdência porque consideram alto o valor
da contribuição. ''Atualmente temos no Brasil aproximadamente
18 milhões de trabalhadores que ganham uma remuneração
superior a um salário mínimo e não contribuem
para a Previdência Social, e são pessoas que precisam
ser inseridas no sistema de proteção oferecida pela
Previdência Social pelo valor oneroso. A partir de agora,
com a alíquota reduzida ficarão mais estimulados
a contribuir e, assim, garantir a cobertura previdenciária
para a família e para si'', disse.
Quem já teve registro
em carteira, mas perdeu o emprego e agora exerce alguma atividade por
conta própria, deve manter a condição de segurado.
O trabalhador que se encontra em uma dessas situações
precisa se inscrever como contribuinte individual.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 20 de abril de 2007 | Economia
Nível de emprego da indústria
avança 0,72% em março
Com resultado de março, 1º trimestre
do ano acumula alta de 1,39% no emprego
Rodrigo Petry
SÃO PAULO - O nível
de emprego regional da indústria medido pelo Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo (Ciesp) avançou 0,72% em março
ante fevereiro. Segundo a pesquisa, a indústria paulista criou,
aproximadamente, 15.145 postos de trabalho em março de 2007, um
resultado melhor do que o apresentado no mesmo período do ano
passado, quando foram criadas cerca de 11.071 vagas.
No primeiro trimestre de 2007,
o emprego na indústria paulista acumulou alta de 1,39%, resultado
da criação de aproximadamente 28.993 postos de trabalho,
13.652 empregos a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Já no acumulado dos últimos 12 meses, o emprego na indústria
paulista registrou alta de 1,17%.
O crescimento foi puxado positivamente
pelo interior do Estado. A criação de vagas no interior
registrou aumento de 1,37% em março ante fevereiro, enquanto que
no primeiro trimestre do ano apresenta alta de 2,62% e no acumulado dos últimos
12 meses crescimento de 2,91%. Já a grande São Paulo registra índices
negativos na geração de empregos industriais de 0,07%,
em março ante fevereiro; 0,2%, no primeiro trimestre; e 1,42%
nos últimos 12 meses.
Mão-de-obra
O diretor do Departamento de
Economia do Ciesp, Boris Tabacof, ressalta que o emprego na Grande São
Paulo está concentrado em atividade econômicas com maior
valor agregado, que requerem mão-de-obra mais qualificada. "Essa é uma
tendência mundial. As regiões metropolitanas estão
se tornando grandes centros de serviços", explica. Segundo
ele, a geração de empregos nos grandes centros é prejudicada
por fatores conjunturais, como câmbio e taxa de juros.
Para o economista-chefe do Ciesp,
Carlos Cavalcanti, o incremento positivo no emprego da indústria
de transformação no Estado é resultado da geração
de vagas ligadas ao setor sucroalcooleiro. "O aumento do emprego é determinado
pelo crescimento do interior, que apresenta um maior dinamismo",
argumenta, destacando como indutores os setores de produtos alimentares,
máquinas e equipamentos e destilação de álcool
e refino de petróleo. "Todos esses setores estão associados
ao álcool e ao açúcar", completa.
Setores
A pesquisa de emprego da Ciesp
constata ainda que 14 setores apresentaram desempenho positivo na geração
de empregos em março ante fevereiro deste ano. Entre os destaques
estão: produtos alimentares, com alta de 2,09% e a criação
de 5.860 postos; máquinas e equipamentos, com crescimento de 2,14%
e geração de 3.673 vagas e destilação, álcool
e refino de petróleo, com saldo positivo de 13,42% e criação
de 3.486 empregos.
Além disso, seis setores
apresentaram desempenho negativo, com destaque para artefatos de couro
e artigos de viagem, que registraram queda de 5,53% e eliminação
de 1.303 postos.
2007
Tabacof elevou as projeções
da entidade para a expansão do emprego na indústria de
transformação paulista no acumulado de 2007, que deve ficar
entre 1,17% e 1,83%. Segundo ele, o aumento de 1,17% já estaria
garantido pelo comportamento do emprego industrial no primeiro trimestre,
que, assim como fevereiro, apresentou os maiores avanços desde
2000. A perspectiva inicial do Ciesp para 2007 era de avanço de
1% a 1,2%, contra um crescimento no emprego industrial de 0,52% em 2006.
"Um crescimento de 1,17% é assegurado
pelos ganhos do primeiro trimestre, mas dependendo dos fatores favoráveis
ao longo do ano pode se expandir mais", destacou Tabacof, acrescentando
que isso significaria um incremento entre 23 mil e 38,4 mil vagas sobre
uma base 2,1 milhões de empregados na indústria paulista.
De acordo com Tabacof, os fatores
que contribuíram para a reavaliação dos resultados
são as perspectivas de aumento da produção industrial,
das vendas industriais e do comércio varejista.
Ele explica que, apesar do câmbio
prejudicar a indústria, a expansão do mercado doméstico
garantiria a aumento das vagas geradas. "Há sinais macroeconômicos
de que teremos em 2007 uma expansão do emprego maior do que a
registrada nos últimos dois anos", afirmou, salientando que
o aumento das operações de crédito consignado estão
ampliando a capacidade de consumo das famílias brasileiras.
Déficit
O economista-chefe do Ciesp,
Carlos Cavalcanti, ressaltou ainda que há possibilidade do déficit
registrado na geração de empregos na indústria de
transformação paulista, que atinge 46.975 postos entre
os anos de 2000 e 2006, pode ser revertido no próximo ano.
"Se a economia continuar
crescendo e os desenvolvimentistas continuarem no governo, do ponto de
vista do mercado de trabalho, em 2008, podemos zerar esse déficit
acumulado na geração de empregos nessa década",
projeta Cavalcanti, com base no aumento de 28.993 vagas no primeiro trimestre
de 2007 e que reduz o saldo de vagas perdidas para 17.982.
Segundo ele, não
seria possível reverter o quadro em 2007 devido à dificuldade
de manutenção dos resultados positivos na geração
de emprego nos três últimos trimestres do ano, que não
contêm o incremento de vagas da indústria sucroalcooleira
do início do ano. "O emprego na indústria paulista
está condicionado a açúcar e álcool, que
tem uma atividade sazonal e demitem no final do ano", explica.
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AGÊNCIA BRASIL, 20
de abril de 2007
Emprego na construção
civil cresceu 1,35% no primeiro bimestre
Flávia Albuquerque
São Paulo - O número
de empregos na construção civil no país cresceu
1,35% no primeiro bimestre de 2007, de acordo com dados divulgados hoje
(19) pelo Sindicato da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon-SP). Segundo o sindicato, foram criados 21 mil novos
postos de trabalho nos dois primeiros meses do ano, totalizando 1,57
milhão de trabalhadores no setor.
Em fevereiro houve elevação
de 0,47% sobre janeiro, com 7.421 novas vagas. No mesmo período
do ano passado o setor gerou 36,6 mil empregos. No fim de fevereiro de
2006 a construção civil registrava 1,49 milhão de
trabalhadores com registro em carteira.
Segundo o presidente do Sinduscon-SP,
Eduardo Zaidan, os resultados do bimestre se devem ao comportamento tipicamente
sazonal do setor. “Todo fim de ano registra-se dispensa nos meses
de novembro e dezembro e no começo do ano há contratações.
Se compararmos o primeiro bimestre do ano com o último do ano
anterior encontramos um rearranjamento entre os setores”.
De acordo com os dados do Sinduscon-SP,
em novembro de 2006 o total de empregados formais no setor era de 1,53
milhão, com 9.561 demissões (- 0,62% sobre outubro). Em
dezembro, o total de trabalhadores com registro em carteira foi de 1,49
milhão, com 37.735 demissões (- 2,46% sobre novembro).
“O que podemos dizer com
certeza é que houve uma recuperação do emprego nesses
dois primeiros meses do ano. Quer dizer, o setor recuperou a perda e
isso é um bom sinal porque se houvesse uma situação
ruim no setor essa recuperação não se daria”.
Na avaliação
de Zaidan, ainda é cedo para estimar como será o decorrer
do ano para o setor, que segundo ele, precisa ser analisado em um horizonte
de pelo menos seis meses. “Não dá para pegar um
mês ou outro porque o sistema produtivo da construção
civil é muito peculiar”. Mesmo assim, ele disse esperar
que o setor cresça no mínimo 4,6%, como ocorreu em 2006.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 20 de abril de 2007 | Economia
INSS reconvoca 71 mil beneficiários
para atualizar dados
Notificação será feita
por carta ou por edital, publicado em grandes jornais do País
SÃO PAULO - A Previdência
Social começa a notificar a partir desta quinta-feira, 19, 71.480
aposentados e pensionistas que ainda não atualizaram seus dados
no censo previdenciário. A notificação será feita
por carta ou, caso a pessoa não tenha endereço atualizado
no INSS, por edital que está será publicado em jornais
de grande circulação.
No Estado de São Paulo,
serão chamados 11.388 beneficiários. Desses, 272 receberão
a notificação por carta e 11.116 por edital. Os documentos
obrigatórios para o censo são o Cadastro de Pessoa Física
(CPF) e um documento de identificação, que pode ser a Carteira
de Identidade (RG), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS),
passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou registro
de conselho profissional. O INSS recomenda, também, que o beneficiário
apresente um comprovante de residência e o Número de Inscrição
do Trabalhador (NIT).
O aposentado ou pensionista tem
prazo de 30 dias, após receber a notificação por
carta ou edital, para atualizar os dados cadastrais na agência
bancária que paga seu benefício. Passado esse prazo, o
pagamento mensal será suspenso e permanecerá assim por
90 dias.
Para reativar o benefício,
o interessado deverá comparecer ao banco e apresentar os documentos
exigidos. Se o beneficiário não atualizar seus dados,
o pagamento será definitivamente cessado e só poderá ser
reativado na agência da Previdência Social responsável
pelo seu controle.
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AGÊNCIA BRASIL, 20
de abril de 2007
Estudo de deputado propõe
que trabalhadores administrem diretamente seus encargos sociais
Sabrina Craide
Brasília - Uma nova opção
de relação trabalhista começa a ser discutida pelo
Congresso Nacional. Um estudo, apresentado pelo deputado federal Nelson
Marquezelli (PTB-SP) ao Conselho de Altos Estudos e Avaliação
Tecnológica da Câmara dos Deputados propõe, entre
outros pontos, que os trabalhadores possam optar por receber seu salário
bruto e recolher o Imposto de Renda e a contribuição previdenciária
por conta própria.
Pela proposta de Marquezelli,
o trabalhador deve ter a opção de administrar diretamente
o recolhimento e a aplicação das contribuições
previdenciárias e fundiárias, inclusive as patronais. O
parlamentar argumenta que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), por exemplo, tem rendimento atual entre 1,5% e 3%, enquanto,
se esse dinheiro fosse aplicado em caderneta de poupança, renderia
em média 12%.
“O trabalhador, de posse
de todos os seus encargos sociais, vai poder fazer as aplicações
que achar melhor, como poupança ou comprar ações”,
exemplifica o parlamentar. No entanto, Marquezelli faz questão
de ressaltar que sua proposta não é de mudar a legislação
trabalhista, e sim oferecer uma nova opção aos trabalhadores
brasileiros “Eu não quero que mude nada na CLT”, ressalta
o deputado.
Outro ponto apresentado no estudo é a
substituição do atual modelo de carteira profissional por
cartão magnético, que irá armazenar todos os dados
do trabalhador. Na justificativa da proposta, Marquezelli argumenta que
o atual modelo brasileiro de relações trabalhistas é um
entrave ao aumento da produtividade e da renda do trabalho. “É uma
barreira ao desenvolvimento nacional, e coloca o Brasil em posição
difícil no contexto internacional, longe dos países desenvolvidos
e distanciando-se as demais economias emergentes”, explica.
A proposta de Marquezelli
foi apresentada hoje ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante
audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público, na Câmara dos Deputados. O ministro
defendeu a não-obrigatoriedade dos trabalhadores de aderirem à nova
forma de contratação trabalhista.
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www.esquerda.net,
20 de abril de 2007
Organizações anunciam criação
do primeiro sindicato mundial
Duas grandes organizações sindicais
britânicas e uma norte-americana lançaram quarta-feira
as bases para a criação do primeiro e maior sindicato
mundial, com o objectivo de proteger os direitos dos trabalhadores
das políticas de exploração das multinacionais.
O acordo foi celebrado ontem no Canadá, entre a Amicus, a União
Geral dos Trabalhadores do Transporte (TGWU, na sigla inglesa) e o
Sindicato dos Trabalhadores Unidos do Aço (USW, em inglês).
Os representantes das três organizações
consideram que estão estabelecidas as condições
para a fundação do primeiro e maior sindicato do mundo,
que representará mais de 3,4 milhões de trabalhadores
dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Irlanda. A estrutura
poderá estar formalizada dentro de um ano, sendo que as conversações
deverão iniciar-se, nos próximos meses, na Grã-Bretanha.
«Uma das nossas tarefas enquanto sindicatos é defender,
melhorar as condições de vida dos trabalhadores e isto é cada
vez mais difícil nos limites das fronteiras nacionais»,
justificou, em conferência de imprensa, o secretário-geral
do sindicato Amicus, Derek Simpson. E acrescentou: «As multinacionais
estão a reduzir salários e a piorar as condições
dos trabalhadores, tentando virá-los uns contra os outros. Os únicos
beneficiados desta globalização são os exploradores
da força de trabalho e a única forma que os trabalhadores
de todo o mundo têm para resistir a isto é precisamente
unirem-se.
Por seu turno, Leo W. Gerard, Presidente da
USW afirmou que o novo sindicato se propõe «reforçar
as posições e o poder dos trabalhadores e responder às
pressões das multinacionais», esclarecendo ainda que «o
tempo do sindicalismo global chegou. Precisamos de estratégias
que cruzem fronteiras para proteger os trabalhadores contra a mobilidade
do capital que não tem fronteiras. Devemos aceitar este desafio
e defender os direitos humanos para todos.
Tony Woodley, da TGWU afirmou que «este é um
passo histórico para o sindicalismo global, no sentido de travar
as estratégias patronais de colocar trabalhadores de países
diferentes uns contra os outros.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/04/2007
TST mantém decisão que rejeitou
atestado médico do advogado da VW
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento da Volkswagen do
Brasil Ltda., no qual alegou cerceamento de defesa por não ter
sido dada a seu preposto, durante audiência trabalhista, a oportunidade
de apresentar defesa oral. O agravo foi rejeitado com base no artigo
795 da CLT. O dispositivo estabelece que as nulidades devem ser argüídas
mediante provocação das partes na primeira vez em que tiverem
de falar nos autos ou em audiência. Se a parte não se manifesta
na primeira audiência, não pode alegar ausência de
oportunidade para apresentar defesa oral, afirmou a relatora do agravo,
ministra Maria Cristina Peduzzi.
O advogado da VW não compareceu à audiência
trabalhista. Alegou que teve um “mal súbito”. Ele
não enviou outro representante nem comunicou ao preposto da empresa
ou à Vara do Trabalho. Apresentou atestado médico constando
estado febril e, “pela leitura médica, o estado situa-se
entre 37,5 a 38,5 graus celsius, temperatura que os médicos sequer
recomendam antipiréticos“. O Regional alegou que “o
atestado fornecido pode ser considerado de favor, sem valor de prova”,
já que foi assinado pelo médico da VW.
No TST, a Volkswagen pretendeu
modificar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(São Paulo), que não aceitou o atestado médico do
advogado como justificativa para a realização de nova instrução
da ação movida pelo ex-empregado da VW. O empregado contou
que foi “injusta e arbitrariamente” despedido, sem direito à adesão
ao Plano de Demissão Voluntária e ao recebimento das verbas
rescisórias. Ao decidir sobre a ação, a 3ª Vara
do Trabalho de São Bernardo do Campo (SP) entendeu como injustificada
a ausência do advogado à audiência, à qual
compareceu o preposto/representante da empresa. O juiz afirmou que “o
preposto tinha capacidade postulatória e poderia ter aproveitado
a oportunidade para defesa”. Mantida a instrução,
foi decretada a revelia da VW, e julgado procedente em parte o pedido
do empregado, condenando a Volkswagen a pagar as verbas de rescisão.
A defesa da Volkswagen levou
atestado médico no dia seguinte e afirmou que não daria
tempo hábil para outro advogado deslocar-se até a audiência.
Além disso, o advogado adoentado acompanhou a ação
desde a citação, o que o tornou mais capacitado para a
defesa. Afirmou ainda que não tinha o número de telefone
da Vara do Trabalho, razão pela qual não comunicou sua
ausência, pedindo a nulidade da sentença e o adiamento da
audiência para apresentação de defesa oral.
O TRT/SP manteve a decisão
de primeiro grau, após verificar que nem o preposto da empresa
soube esclarecer por que o advogado não foi à audiência.
O Regional apontou incongruências nos argumentos da defesa: o advogado
tem escritório em São Paulo, foi atendido por médico
em São Caetano do Sul, e a audiência era em São Bernardo
do Campo. “Traçando-se uma linha reta e lógica, tem-se
que não havia motivo algum para ele dirigir-se à outra
cidade, fora do seu percurso, para atendimento de emergência”.
O TRT lembrou que atendimentos emergenciais, por lei, podem ser realizados
em qualquer clínica ou hospital. (AIRR 623/2002-463-02-40.1)
(Léa Paula)
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20/04/2007
TST manda usina indenizar empregada demitida
com LER
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho deu provimento a recurso de revista de uma ex-empacotadora
da Usina da Barra S.A. Açúcar e Álcool, garantindo-lhe
indenização pelo fato de ter sido demitida mesmo sendo
portadora de síndrome do túnel do carpo. A empregada foi
demitida antes que pudesse obter o benefício do auxílio-doença
do INSS, o que lhe garantiria estabilidade provisória de 12 meses.
A trabalhadora foi contratada
pela Usina da Barra – tradicional fabricante de açúcar
e álcool localizada na cidade de Barra Bonita (SP) – em
fevereiro de 1991 como auxiliar de empacotamento no setor de refinaria,
e dispensada em outubro de 2002. Segundo a inicial da reclamação
trabalhista, a empresa, visando impedir que ela recebesse o auxílio
beneficiário, não permitia, por meio de seus médicos,
que seus afastamentos superassem o prazo de 15 dias. Os sintomas se agravaram
a partir do fim de 1999, e mesmo assim a empresa não emitiu a
CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho ao INSS,
e demitiu-a. A doença foi comprovada pelo INSS, que, logo após
o término do seguro-desemprego, afastou-a pelo período
de fevereiro de 2003 a julho de 2004.
Ao ajuizar a ação
contra a usina, em julho de 2004, a empacotadora afirmou que a doença
era decorrente de sua atividade profissional. A síndrome do túnel
do carpo, informou na inicial, é uma “lesão por esforço
repetitivo desencadeada em virtude do conjunto de condições
propiciadas pelo trabalho: postura inadequada, repetitividade dos movimentos,
compressão mecânica, exigência do uso de força
e repouso insuficiente para a devida recuperação dos tecidos.” Pediu
indenização de 12 meses, relativos à estabilidade
garantida pelo artigo 118 da Lei nº 8.213/1991, alegando que sua
demissão foi obstativa à aquisição da estabilidade
provisória.
Na contestação,
a usina negou que a doença tivesse relação com o
trabalho, afirmando que a empacotadora não trabalhava em jornadas
penosas, dispunha de 2h20min de intervalo e realizava exercícios
físicos preventivos. Alegou que a ação foi proposta
após o término do prazo de 12 meses previsto para a estabilidade
em caso de acidente de trabalho, e que, se a empregada “deixou
escoar quase dois anos para pedir a indenização, isso significa
que não era portadora de doença alguma, ou que sua omissão
não pode gerar benefício”.
A 2ª Vara do Trabalho de
Jaú (SP), examinando as conclusões do perito judicial,
entendeu que a trabalhadora, ao ser dispensada, “era portadora
de males que guardavam relação de causa e efeito com o
trabalho que realizava na usina”, sendo, portanto, detentora da
estabilidade provisória. Para a juíza, o fato de a empregada
não ter usufruído do auxílio-doença não
impede o reconhecimento da estabilidade. “Para que se reconheça
a estabilidade para os que adquirem, no curso do contrato de trabalho,
doença ocupacional incapacitante, se deve exigir apenas que haja
a constatação, através de perícia médica,
da existência da doença profissional ou do trabalho e do
nexo de causalidade, pois tais enfermidades se equiparam ao acidente
de trabalho, para todos os efeitos”, explicou.
A sentença rejeitou ainda
as alegações da usina quanto ao fato de a empacotadora
ter pedido somente indenização, e não reintegração, “porque
a empresa não demonstrou qualquer ânimo para reintegrá-la”.
A usina foi condenada ao pagamento da indenização correspondente
a salários, férias e abono, 13º salário e FGTS
referentes ao período estabilitário de 12 meses.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 15ª Região (Campinas), porém, reformou a sentença
para excluir da condenação os valores relativos à indenização.
O Regional considerou que o fato de a empregada ter ajuizado a ação
somente após expirado o prazo de estabilidade, sem pedido de reintegração,
apenas de indenização, “demonstra nítida incorreção
de conduta, tornando abusiva a pretensão formulada”, não
havendo previsão legal para deferir a indenização
substitutiva decorrente da estabilidade provisória.
No julgamento do recurso de revista
da empregada no TST, o relator, ministro Horácio Senna Pires,
esclareceu em seu voto que, “se a ação trabalhista
foi proposta dentro do biênio prescricional – prazo que,
além de tudo, é constitucional -, não há de
se penalizar o empregado por isso, ainda que já exaurido o período
estabilitário”. Segundo o ministro, “deve ser considerado
que, não raro, a tramitação das ações
trabalhistas excede o prazo de estabilidade e, mais ainda, não
existe lei que imponha ao empregado o ônus de ajuizar a ação
antes de terminado o período de estabilidade a que entende ter
direito”. Concluiu que, “se o empregador, violando a garantia,
despede o empregado estabilizado, a sanção é a reintegração
ou a indenização supletiva, como aqui assegurada”.
(RR 1653/2004-055-15-00.4)

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