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DEPACOM, 26 de abril de
2007
Feticom/SC participa de ato em memória as vítimas
de acidente de trabalho
Amanhã (27/04) a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Santa Catarina, presidida
pelo companheiro Altamiro Perdoná, participa de evento promovido
pela “MOVIDA” Movimento em Defesa da Saúde e Segurança
da Classe Trabalhadora Catarinense, que é um movimento popular,
autônomo e independente, integrado por diversas entidades, dentre
elas a FETICOM, CNTI e a Nova Central.
O ato público terá início às 09:00 horas
e espera-se a participação de aproximadamente mil pessoas
de 100 entidades.
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Folha de São Paulo,
26 de abril de 2007
Emprego formal tem alta recorde até março
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O
mercado de trabalho formal registrou no primeiro trimestre do ano
recorde na geração de empregos. No período, foram
criadas 399.628 vagas com carteira assinada. O número supera a
marca alcançada nos três primeiros meses de 2004, que é considerado
o melhor ano na história do emprego formal, segundo os dados do
Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
O emprego formal vem apresentando uma contínua expansão
em resposta ao aumento do nível de atividade econômica.
A situação do mercado de trabalho formal é analisada
mensalmente pelo Ministério do Trabalho. O Caged foi criado em
1992 e reflete a situação do mercado de trabalho formal
no país. No levantamento entram todos os trabalhadores regidos
pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), exceto os
empregados domésticos.
Na análise do trimestre, o setor de serviços (166.670
vagas) e a indústria da transformação (110.448 vagas)
foram os principais responsáveis pela expansão do mercado
de trabalho formal. m 2004, a indústria viveu um período
de forte geração de emprego, movimento que foi sucedido
por um fraco desempenho nos dois anos seguintes. O Trabalho avalia que
neste ano o setor voltará a ser o carro-chefe na criação
de vagas.
Mesmo com o trimestre fechado, o ministro
Carlos Lupi evitou falar em projeções para o ano. "Ainda não dá para
falar em tendência porque há muitos fatores sazonais. Mas
acredito e vamos trabalhar para atingir uma marca histórica neste
ano. Se os números não superarem os de 2004, ficarão
muito próximos", disse.
Em março, o número de empregos com carteira assinada também
apresentou crescimento recorde para o mês. Foram criadas 146.141
vagas. O resultado é quase o dobro do verificado em março
de 2006, quando houve geração de 76.455 postos de trabalho.
Nomeação
Também presidente do PDT, Carlos Lupi nomeou dois colegas de
partido para o segundo escalão de sua pasta. O pedetista e ex-governador
de Alagoas Ronaldo Lessa ocupará a Secretaria Executiva do Ministério
do Trabalho. Já o ex-prefeito de Vila Velha Sérgio Vidigal
irá para a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego.
Lupi disse que a Secretaria de Inspeção do Trabalho também
deve ter mudanças. Segundo ele, a atual secretária Ruth
Vilela pediu para deixar o cargo.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 26 de abril de 2007 | Economia
Recorde histórico em admissões
O Caged aponta que o saldo
entre o total de admitidos e demitidos em março, no país,
ficou positivo em 146.141 mil vagas, o melhor resultado já registrado
pela série histórica. No trimestre, o número cresce
para 399.628 mil vagas, valor também recorde, 18% maior que
o do mesmo período do ano passado. O desempenho foi puxado pelos
setores de serviço, com a contratação nas áreas
de administrações de imóveis, serviços
técnicos e no setor da indústria de transformação.
São Paulo foi o estado que mais contratou, seguido de Minas
Gerais.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26
de abril de 2007 | Brasil
Estagiários poderão
ter direito a férias
Os estagiários poderão
ter direito a férias caso passem um ano ou mais numa empresa. É o
que prevê um projeto de lei feito pelo Ministério da Educação
(MEC) para regulamentar os estágios. A proposta faz parte do Plano
de Desenvolvimento da Educação (PDE) anunciado na terça-feira
e já está na Casa Civil da Presidência da República,
de onde deve seguir para o Congresso Nacional.
O projeto estabelece que o período
de recesso deve ser proporcional ao tempo de atividade e tem que ser
tirado preferencialmente durante as férias escolares. A proposta
não especifica o tempo de duração das férias
nem deixa claro se serão remuneradas.
Ajuste
Ontem, o ministro da Educação,
Fernando Haddad, disse que o governo está aberto à possibilidade
de fazer eventuais ajustes ao PDE. O plano prevê mais de 40 medidas
para todos os níveis de ensino, com prioridade para a educação
básica.
“Não temos
nenhuma dificuldade de eventualmente, mesmo depois do lançamento
do plano, receber das entidades ligadas à educação
novas sugestões, críticas, recomendações
que poderão ser incorporadas no acompanhamento que fizermos
do plano’’, afirmou o ministro.
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Agência Senado, 26
de abril de 2007
Congresso recebe na próxima
semana substitutivo ao projeto da Câmara sobre a Emenda 3

O governo deverá enviar na próxima semana ao Congresso Nacional
um esboço de projeto de lei para criar a "pessoa jurídica
especial", nome que se dará ao profissional que presta, principalmente,
serviços intelectuais ou artísticos, por meio de firma individual,
a outra empresa.A informação é do ministro da Fazenda,
Guido Mantega, que participou na tarde desta quarta-feira (25) de reunião
com líderes partidários e o presidente do Senado, Renan Calheiros.
Para líderes partidários que participaram do encontro, a proposta
poderá colocar fim à crise gerada pelo veto presidencial à chamada
Emenda 3 ao projeto que criou a Super-Receita, que, na avaliação
de alguns congressistas, permitia uma intervenção indevida dos
auditores fiscais nas relações de trabalho no interior das empresas.
Segundo Renan Calheiros, que
acompanhou o ministro Mantega em entrevista coletiva, há entendimento
de que é possível superar o impasse em torno da matéria
já na próxima semana.
Mantega acentuou que representantes do governo e parlamentares conseguiram
manter um diálogo muito produtivo no sentido de construir uma melhor
regulamentação para o artigo 116 do Código Tributário
Nacional, que permite à autoridade administrativa "desconsiderar
atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular
a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos
da obrigação tributária".
O ministro da Fazenda esclareceu
também que 99% dos profissionais enquadrados como pessoas jurídicas,
entre as quais se encontram os profissionais liberais, os prestadores
de serviço e os escritórios de advocacia, não sofrerão
nenhuma penalidade, e continuarão pagando, como ocorre atualmente,
15% do lucro presumido. Já a "pessoa jurídica especial" deverá pagar
adicional de até 10% à Previdência Social - o percentual
ainda não é definitivo.
Mantega disse ainda que o substitutivo
criará novos parâmetros legais, deixando mais precisos os
limites de atuação da Justiça do Trabalho, já definidos
em lei.
- Os fiscais não terão
poder para definir o que é pessoa jurídica ou pessoa física
- afirmou Mantega, adiantando que o governo quer evitar a todo custo
a precarização das relações de trabalho.
O líder José Agripino
(DEM-RN) reforçou o entendimento do governo de que fiscal da Receita
não deve desqualificar a relação de trabalho envolvendo
pessoas jurídicas, cabendo a ele unicamente a fiscalização
sob o aspecto tributário.
- A expectativa [com relação
a um acordo] é boa, porque a trava principal era o fiscal poder
desqualificar essas relações, além de autuar,
e isso já está superado - disse o senador.
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Agência Senado, 26
de abril de 2007
Emenda 3 poderá aumentar trabalho
escravo, diz ministro do Trabalho

Em audiência pública conjunta da Comissão de Direitos Humanos
e Legislação Participativa (CDH) e da Comissão da Assuntos
Sociais (CAS), nesta quarta-feira (25), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, defendeu a manutenção do veto presidencial à Emenda
3.De acordo com Carlos Lupi, uma possível entrada em vigor da Emenda
3 poderá criar uma lacuna na legislação trabalhista que
permitirá, entre outros efeitos danosos, a volta do trabalho escravo.
O ministro considerou que a aprovação da Emenda 3 poderá representar,
inclusive, o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
- Essa emenda como está,
se não for mantido o veto, tira o poder de fiscalização
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ela transfere para
a Justiça do Trabalho a responsabilidade da fiscalização.
Sabemos que a demanda na Justiça do Trabalho é muito grande.
Isso significa simplesmente em alguns casos esperar de dois a cinco anos
para se acionar a fiscalização e fazer cumprir a legislação
trabalhista - explicou.
Durante a reunião a líder
do PT, Ideli Salvatti (SC), retransmitiu recomendações
do presidente Luiz Inácio da Silva ao partido no sentido de se
impedir a derrubada do veto presidencial. Para ela, a aprovação
da emenda deverá acarretar a precarização das relações
de trabalho e de direitos trabalhistas.
Paulo Paim (PT-RS) alertou para
a possibilidade de aumento do trabalho informal caso o veto à Emenda
3 não seja mantido.
- A Emenda 3 significa legalizar
o trabalho informal. É dizer que de hoje em diante teremos trabalho
informal para todo lado e o governo não pode nem fiscalizar. E
aquele trabalhador que estiver no trabalho informal oficializado pela
Emenda 3 e quiser protestar, tem que entrar com ação na
justiça. E se entrar com ação é demitido
no dia seguinte - advertiu Paim.
A Emenda 3 ao projeto que criou
a Super-Receita proíbe que auditores fiscais do Ministério
do Trabalho e Emprego ou da Receita Federal autuem ou fechem empresas
prestadoras de serviço compostas por uma única pessoa,
mesmo que o fiscal considere que a foi criada apenas para burlar a legislação
trabalhista, encobrindo uma relação de trabalho. Com sua
aprovação, apenas a Justiça do Trabalho poderia
definir se existe relação trabalhista em determinado contrato
exigindo, em caso afirmativo, o pagamento de todas as obrigações
previstas na CLT.
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Folha
de São Paulo, 26 de abril de 2007
Serra fixa mínimo de R$ 410 em SP
Medida contempla empregados do setor privado
sem piso definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo
| Valor é 8% maior do que o mínimo adotado pelo governo
federal, de R$ 380; Estados podem instituir pisos regionais desde 2000
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador de São
Paulo, José Serra, enviou ontem à Assembléia Legislativa
projeto de lei que fixa em R$ 410 o piso salarial do Estado. Pelo projeto
- que cria o piso regional - serão instituídos três
patamares salariais em São Paulo segundo as diferentes categorias
profissionais: R$ 410, R$ 450 e R$ 490. Amparada no cruzamento dos
dados do IBGE e do Ministério do Trabalho, a avaliação
do governo é que a medida beneficiará, com um aumento
de 8%, um milhão de trabalhadores que hoje recebem o salário-mínimo
adotado pelo governo federal (R$ 380 mensais). São contemplados
os empregados da iniciativa privada que não tenham piso salarial
definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo
de trabalho.
"Como disse o [secretário
de Emprego e Trabalho, Guilherme] Afif, esse piso é o dissídio
dos que não estão organizados", discursou Serra,
afirmando que foram fixados com cuidado para evitar informalidade.
Pelo texto, o mínimo de R$ 410 é aplicado, por exemplo,
a trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários,
contínuos, trabalhadores de serviço de limpeza e conservação,
motoboys e auxiliares de escritórios.
O de R$ 450 vale, por exemplo,
para tintureiros, barbeiros, manicure, cabeleireiro, dedetizadores,
garçons, barmen e cobradores. O de R$ 490 atinge de administradores
agropecuários a trabalhadores de serviço de higiene e
saúde. O piso passa a vigorar no mês seguinte à aprovação
na Alesp. A exemplo do salário-mínimo, a fiscalização
de seu cumprimento deve ser feita pelo Ministério do Trabalho.
Segundo a assessoria da Delegacia
Regional do Trabalho, as multas aplicáveis às empresas
variam segundo a gravidade das irregularidades e o número de
empregados. Desde 2000, os Estados estão autorizados a instituir
o piso regional. Para evitar impacto na conta das prefeituras, estão
excluídos os funcionários municipais. Em São Paulo,
o piso salarial dos funcionários estaduais é de R$ 510.
Hoje, três Estados adotam o piso próprio, divididos em
seis diferentes categorias. No Rio, o menor é de R$ 404,02 e
o maior de R$ 486,13. No Rio Grande do Sul, o piso vai de R$ 405,95
a R$ 441,86. No Paraná, de R$ 427,00 a R$ 437,80.
No discurso, Serra apontou
a medida como uma demonstração de que seu governo é popular "Estamos
fazendo uma administração aqui em São Paulo
voltada para os interesses populares. Estamos à frente de
um governo popular". Na saída, Afif admitiu risco de
aumento da informalidade. Mas lembrou a possibilidade de aperfeiçoamento
da lei, que é corrigida anualmente.
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Folha
de São Paulo, 26 de abril de 2007
Governo protege calçado e indústria
têxtil
Tarifa de importação para os setores
será elevada para 35%, a máxima permitida, contra os 20%
cobrados atualmente
| Medida ocorre após intenso lobby, que culpa real forte e concorrência "desleal" chinesa
pela perda de mercado e demissões
CLÁUDIA DIANNI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A forte concorrência
com os produtos chineses levou o governo a aumentar, pela primeira
vez nos últimos seis anos, a Tarifa Externa Comum (TEC) de dois
produtos para 35%, o nível máximo de imposto de importação
que o Mercosul está autorizado a aplicar, segundo as regras
da OMC (Organização Mundial do Comércio). O aumento
afeta as importações de calçados e confecções,
cerca de 315 itens, cuja tarifa média atualmente é de
20%.
Desde 2000, apenas os automóveis
importados pagam a TEC máxima para entrar no Mercosul. A medida
visa dar alento aos dois setores que mais têm reclamado da concorrência
chinesa e de perdas com a alta cotação do real, que encarece
seus produtos no exterior, derrubando suas exportações.
Calçadistas e a indústria têxtil afirmam que vêm
demitindo milhares de pessoas por causa desses fatores.
A elevação dessas
tarifas pode afetar as negociação para a liberalização
mundial de comércio, a Rodada Doha da OMC. O Brasil vem sofrendo
pressões para baixar tarifas de importação de
produtos industrializados em troca de maior acesso ao mercado agrícola.
"Concorrência desleal"
O governo afirma que o objetivo
da medida é proteger os setores, que julga competitivos, da "concorrência
desleal" de produtos que entram no Brasil com preços subfaturados.
A decisão foi tomada ontem em reunião da Camex (Câmara
de Comércio Exterior) e ainda terá que ser ratificada
pelos demais membros do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). A
Venezuela não opina nesse caso porque ainda não aderiu à TEC.
Apesar da elevação
da tarifa, o ministro Guido Mantega (Fazenda) defendeu a redução
do nível de proteção do Brasil e a liberdade comercial
ao deixar a reunião da Camex. Para ele, a medida anunciada ontem
era necessária porque os setores são intensivos em mão-de-obra.
Disse ainda que haverá outras, que ele não especificou,
além da fiscalização de fraudes de preços. "Em
havendo a percepção de que há uma concorrência
desleal, temos de proteger a indústria nacional. Principalmente
no caso de têxteis e confecções, há entrada
volumosa de produtos estrangeiros, alguns com preços subfaturados.
Então temos de criar alguma barreira de modo que o produtor
brasileiro possa sobrevier", afirmou o ministro.
Em 2004, entraram no Brasil
6.319 toneladas de sapatos e 10.929 toneladas de confecções.
No ano passado, as importações de calçados chegaram
a 45.644 toneladas e as de confecções, a 60.063 toneladas.
O Ministério do Desenvolvimento não especificou quanto
desse volume veio da China, mas afirma que se trata da grande maioria.
A Camex elevou a tarifa apenas de confecções e de vestuário,
não de tecidos, cuja tarifa média continua em 20%, o
que significa que as indústrias de confecção vão
continuar a ter acesso a matéria-prima mais barata. No entanto,
a medida terá impacto para o consumidor final, já que
a concorrência vai diminuir, o que tende a aumentar os preços.
Para o secretário-geral
da Camex, Mário Mugnaini, a ferramenta mais adequada para
lidar com subfaturamento de preços é o antidumping.
Ou seja, a adoção de tarifas extras proporcionais ao
dumping -quando o exportador está vendendo sua mercadoria
no mercado de destino a um preço menor do que vende em seu
mercado. No entanto, para comprovar a prática de dumping, é preciso
abrir uma investigação que pode levar até um
ano. Por isso, a elevação da tarifa foi a maneira mais
rápida que o governo encontrou de ajudar a indústria,
segundo Mugnaini.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26
de abril de 2007 | Economia
Poupadores têm dificuldade
para obter extrato e reaver rendimento
Prazo para solicitar a banco expurgo do
Plano Bresser vai até 31 de maio
por CINTHIA SCHEFFER
Os brasileiros que tinham poupança em 1987 têm pouco mais de um
mês – até 31 de maio – para tentar reaver eventuais
diferenças de rendimento ocasionadas pelo Plano Bresser, que entrou
em vigor em junho daquele ano. Caso o poupador não peça o resgate,
o valor será incorporado ao patrimônio do banco a partir de 1.º de
junho. A dificuldade para conseguir os extratos da época, no entanto,
pode fazer com que seja justamente este o destino de boa parte dos R$ 1,9 bilhão
que, estima-se, esteja à espera dos proprietários.
Resgate
O primeiro passo é procurar a agência bancária na qual
tinha poupança em 1987, 1989, 1990 e 1991. Com o CPF e RG em mãos,
o poupador deve fazer um requerimento para o banco, solicitando o microfilme
do extrato da poupança para os seguintes períodos: junho e julho
de 1987; janeiro e fevereiro de 1989; abril e maio de 1990; janeiro, fevereiro
e março de 1991.
É importante que o solicitante
exija o protocolo de solicitação do extrato. Vale lembrar
que o banco não pode cobrar mais do que R$ 7 por folha de extrato.
Com o extrato em mãos,
o poupador precisa procurar um advogado especializado para que ele faça
um cálculo do valor a ser resgatado.
Se o saldo da poupança
na época for de até R$ 14 mil (40 salários mínimos)
ou de até R$ 21 mil (60 salários), o processo poderá correr
no juizado especial estadual e federal, respectivamente, sem advogado.
Para requerer a diferença, explica o consultor jurídico do Instituto
de Defesa dos Direitos Sociais (IDS), Paulo Zancaneli, é fundamental
que o poupador peça no banco um extrato da época. “É através
dele que a pessoa poderá verificar se tem algo a receber e quanto.” Porém,
muita gente está com dificuldade para conseguir o documento, já que
se trata de contas antigas, que em muitos casos foram fechadas.
A professora aposentada Ione
Zago conta que, mesmo sendo correntista até hoje, precisou brigar
muito na Caixa Econômica Federal (CEF) para conseguir o seu extrato. “Os
atendentes não tinham informações precisas e chegaram
até a dizer que não tinham obrigação de saber”,
reclama. “Consegui o documento depois de muita reclamação.”
O assessor de comunicação
Valmir Denardin não teve a mesma sorte. Ele diz que a conta foi
encerrada há muitos anos e, por isso, não tem mais o número. “Fiz
o pedido com o meu nome e o CPF, mas o banco, de cara, já cria
uma série de empecilhos.” Segundo o assessor, a gerente
do banco informou que só é possível fazer o pedido
com o número da conta. “Não tenho outra forma, a
não ser no próprio banco, de conseguir esse número.”
A Caixa Econômica Federal
informou, por meio da assessoria de imprensa, que está buscando
atender todos os pedidos e que foi a partir dessa semana que a demanda
pelos extratos cresceu. Por isso, as regionais estão recebendo
orientações de como proceder.
A orientação do
banco para quem quer fazer o pedido é comparecer à agência
com o número da conta para agilizar o processo. Ainda assim, a
assessoria informou que a pesquisa também será feita por
nomes e CPFs. Porém, isto pode atrasar a resposta, já que
naquela época não era obrigatória a apresentação
do documento para abertura de conta.
A assessoria de imprensa do Banco
Central informou que não tem um levantamento das poupanças
daquela época e, por isso, não sabe informar quantos correntistas
têm direito à diferença. O BC informou também
que a busca dos extratos depende do sistema de controle de cada banco.
O consultor jurídico do
IDS, no entanto, lembra que os bancos são obrigados a fornecer
os extratos, mesmo para aqueles que não têm mais o número
da conta. Zancaneli lembra que o pedido também pode ser feito
por herdeiros. “Se houver diferença a receber, o herdeiro
legal ou o administrador do espólio podem fazer o requerimento.”
Para quem tinha poupança
em bancos que não existem mais, o consultor sugere checar o
destino da instituição. “Se o banco foi vendido,
ele pode fazer o pedido a quem o adquiriu.” É o caso,
por exemplo, do Itaú, que está respondendo pelas contas
do antigo Banestado. O mesmo deve acontecer com o HSBC em relação
ao Bamerindus. Já se o banco faliu, Zancaneli diz que a solicitação
do extrato deve ser feita ao liquidante. É o caso do Banco Econômico.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 26
de abril de 2007 | Economia
Bancos têm dez dias para fornecer
dados ao cliente
Segundo um levantamento feito pelo Instituto de Defesa dos Direitos Sociais
(IDS), apenas 10% das pessoas que tinham poupança na época da
entrada em vigor do Plano Bresser já solicitaram seus extratos para
checar se têm direito à diferença. “Em geral, os
bancos têm até 10 dias para entregar os documentos. Por isso, é fundamental
que a pessoa não deixe para a última hora”, orienta o consultor
jurídico do IDS, Paulo Zancareli.
De posse dos extratos, o orientação é que
o correntista procure um advogado para fazer as contas e fazer a conversão
da moeda da época para o Real. “Dependendo do valor, o pedido
de ressarcimento poderá ser encaminhado ao Juizado de Pequenas
Causas”, diz Zancareli. Segundo o consultor, se entrar na Justiça
comum, o requerente, em geral, vai pagar apenas o valor dos honorários
do advogado – entre 20% e 25% do valor a receber.
A estimativa do instituto é que
cerca de 64 milhões de brasileiros tinha caderneta de poupança
naquela época. A diferença de rendimento ocorreu porque
quando o Plano Bresser entrou em vigor, em junho de 1987, houve uma mudança
no indexador da poupança – de Obrigação do
Tesouro Nacional (OTN) para Letra do Banco Central (LBC). A nova regra,
explica Zancareli, determinou que a poupança seria remunerada
pela variação da LBC a partir de 16 de junho de 1987.
Porém, os bancos remuneraram
o mês todo usando como indexador a LBC, que acusou uma variação
de 18,02% no período, bem menor que a variação da
OTN, de 26,06%. “É essa diferença de 8,04 pontos
porcentuais de rendimento, na primeira quinzena do mês, que o poupador
tem direito.”
O mesmo raciocínio vale
para o Plano Verão, que entrou em vigor em 15 de janeiro de 1989.
Como o poupador tem 20 anos para solicitar o valor da perda, neste caso,
o prazo máximo para entrar na Justiça é dezembro
de 2008. (CS)
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
26 de abril de 2007
Mantega quer taxa maior entre prestador
e empresa
Brasília - O ministro Guido Mantega (Fazenda) voltou a defender a cobrança
de um imposto maior nos casos em que prestadores de serviços trabalham
exclusivamente para uma única empresa. Para ele, é preciso deixar
mais claro esse tipo de relacionamento e determinar um piso salarial para a
aplicação dessa nova regra, que será feita por meio da
regulamentação do artigo nº 116 do Código Tributário
Nacional. Essa é a saída que o governo tenta dar para acabar
com a polêmica da chamada ‘‘emenda 3’’.
‘‘Quando a pessoa
tinha um cargo como pessoa física, por exemplo, o diretor de uma
empresa, e ele vira uma pessoa jurídica com as mesmas atribuições,
mas passa a pagar menos imposto e a empresa a não recolher encargos
(trabalhistas). Isso é uma fraude e temos que combater’’,
afirmou.
De acordo com ele, será cobrada
uma ‘‘pequena tarifa adicional’’ nesses casos
e que isso só será permitido quando não houver precarização
da relação. Para isso, quer discutir com o Congresso Nacional
a definição de uma faixa salarial com o objetivo de proteger
os trabalhadores de renda mais baixa.
‘‘Altos salários
não vão pagar os 45% que pagariam, mas também podem
pagar mais que os 15% [que pagam quando são pessoas jurídicas
que atuam no regime de lucro presumido]. Isso é uma discussão
aberta.’’
A emenda 3 foi incluída
por parlamentares na lei que criou a Super-Receita e vetada pelo presidente
Lula no mês passado. Ela proíbe que os auditores fiscais
multem e tenham o poder para desfazer pessoas jurídicas quando
entenderem que a relação de prestação de
serviços com uma outra empresa é, na verdade, uma relação
trabalhista. Pelo texto aprovado no Congresso Nacional, apenas a Justiça
do Trabalho teria esse poder.
As centrais sindicais são
contra a essa emenda porque temem a precarização das relações
trabalhistas. A Receita Federal e o Ministério da Previdência
também, já que perderiam arrecadação.
Mantega reafirmou ainda que
a regulamentação do artigo 116 não irá afetar
os prestadores de serviço como escritórios de advocacia,
consultórios médicos e odontológicos e profissionais
liberais que prestam serviços para várias empresas.
‘‘Estamos falando
só das relações de trabalho de pessoas jurídicas
que são personalistas. O sujeito que trabalha para uma empresa
só. (...) Muitas vezes há o acobertamento do trabalho assalariado.
Está precarizando e isso não podemos permitir’’,
explicou o ministro, que hoje se encontra com líderes do Senado
Federal para discutir o assunto.
Ana Paula Ribeiro
Folhapress
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
26 de abril de 2007
Déficit da previdência é de
R$ 4,6 bilhões
Agência Estado
Foto: Agência
Brasil

Helmut Schwarzer: queda nos próximos meses.
Brasília - O elevado déficit da Previdência registrado
em março - de R$ 4,691 bilhões - é explicado, segundo
o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, pelo alto
valor dos precatórios pagos no mês, que totalizou R$ 2,121 bilhões.
Segundo o secretário, esse valor é praticamente todo o montante
programado para o ano. “Se não tivesse os precatórios,
estaríamos comemorando uma queda do déficit em relação
ao mesmo mês do ano passado, ou em relação ao mês”,
disse Schwarzer.
Para os próximos meses, o secretário prevê que os valores
serão menores e voltarão ao patamar de fevereiro, quando foram
pagos R$ 184 milhões em precatórios. Ele explicou que, no mês
de março, foi liquidado todo o estoque de sentenças judiciais
emitidas entre 2002 e 2005. “Esse volume (de março) distorce a
estatística, mas não espelha a realidade da previdência
para o ano inteiro”, afirmou Schwarzer. O déficit do órgão
em março, em função do pagamento de precatórios,
foi mais que o dobro do déficit de fevereiro de 2007 e março
de 2006.
Segundo o secretário, ainda estão previstos para este ano o pagamento
de R$ 103,4 milhões, referentes a sentenças da Justiça
do Trabalho, e R$ 371,2 milhões relativos a sentenças judiciais
nos estados.
Schwarzer disse que os números do trimestre refletem com mais fidelidade
o desempenho das contas da previdência no ano. Ele lembrou que, em janeiro
de 2006, também houve pagamento elevado de precatórios, no valor
de R$ 1,560 bilhão, mas que esse total foi diluído nos números
do primeiro trimestre daquele ano.
Pensões
Schwarzer informou que o governo estuda revisar o cálculo de pagamento
de pensões por morte. Segundo ele, a proposta foi sugerida pelo Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na última reunião
do Fórum da previdência. “Podemos ter regras diferentes
para pessoas diferentes e com idades diferentes”, disse Helmut.
O secretário disse que os números apresentados pelo Ipea, órgão
vinculado ao Ministério do Planejamento, mostram que 4 milhões
de casamentos no País já são entre homens com mais de
65 anos e mulheres jovens. Helmut explicou que, nesses casos, a pensão
pode ser temporária e não vitalícia, como é hoje.
Também está em estudo o valor da pensão, que hoje é integral.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 26 de abril de 2007 | Economia
Governo estuda revisar cálculo
de pensões por morte
A informação foi dada pelo
secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer
Renata Veríssimo
BRASÍLIA - O secretário
de Previdência Social do Ministério da Previdência,
Helmut Schwarzer, informou que o governo estuda revisar o cálculo
de pagamento de pensões por morte. Segundo ele, a proposta foi
sugerida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na última
reunião do Fórum da Previdência. "Podemos ter
regras diferentes para pessoas diferentes e com idades diferentes",
disse Helmut.
O secretário disse que
os números apresentados pelo Ipea, órgão vinculado
ao Ministério do Planejamento, mostram que 4 milhões de
casamentos no País já são entre homens com mais
de 65 anos e mulheres jovens. Helmut explicou que, nesses casos, a pensão
pode ser temporária e não vitalícia como é hoje.
Também está em
estudo o valor da pensão que hoje é integral. Para o
secretário, poderia ser retomada a fórmula que era adotada
no Brasil até 1991: 50% do valor para o cônjuge e 10%
por dependente. Ele informou que a equipe técnica está trabalhando
nos modelos de projeções do ministério, atualizando
com o índice demográfico e a nova realidade do mercado
de trabalho. Os dados podem ser apresentados na próxima reunião
do Fórum, dentro de um mês.
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PORTAL LATINO AMERICANO /AGÊNCIA
ANSA, 26 de abril de 2007
Peru: Mineiros anunciam greve de
100 mil trabalhadores
LIMA, 24 ABR (ANSA) - Pelo menos
100 mil trabalhadores mineiros peruanos iniciarão no dia 30 de
abril uma greve nacional reivindicando uma Lei Geral do Trabalho que
os proteja, além do livre desligamento do sistema privado de pensões,
entre outras solicitações.
O secretário-geral da
Federação Nacional de Trabalhadores Mineiros, Metalúrgicos
e Siderúrgicos, Luis Castillo, anunciou a medida de força
que provavelmente afetará as empresas mineiras em todo o país.
Castillo também denunciou
que por causa das precárias condições em muitas
empresas mineiras, mais de 60 trabalhadores perderam a vida em acidentes
de trabalho.
"Os trabalhadores mineiros
estão submetidos a todo tipo de abuso e excessos, e não
contam com seus direitos fundamentais", disse o secretário-geral.
A paralisação dos
mineiros é um dos inúmeros protestos que caracterizam os
conflitos sociais no Peru nas últimas semanas.
Uma greve indefinida que envolve
milhares de agricultores cocaleiros, os quais mantêm bloqueadas
várias estradas e pontes na selva central e em diversas regiões
cocaleiras, reivindica a suspensão indefinida da erradicação
das plantações ilegais de folhas de coca.
O governo do presidente Alan
García Pérez se nega a dialogar com os cocaleiros e anunciou
maiores medidas para reprimir os que bloquearem as estradas.(ANSA)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
26/04/2007
TST mantém justa causa em demissão
de eletricista
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve a justa causa para a demissão de
um eletricista, por faltas reiteradas e injustificadas ao trabalho. A
decisão, unânime, foi proferida no recurso interposto pelo
empregado na ação movida contra a empresa paulista Tajofran
de Saneamento e Serviços Ltda.. O empregado foi admitido pela
empresa, como eletricista, em agosto de 2001, com salário de R$
379,75 mais adicional de periculosidade.
No final de janeiro de 2003,
ficou doente e precisou se ausentar algumas vezes para tratamento de
saúde. No dia 28 de fevereiro do mesmo ano, foi demitido por justa
causa. Contou na petição inicial que comparecia ao trabalho,
mas era impedido de entrar pelos seguranças. Disse que recebeu
o aviso de dispensa e ficou surpreso ao saber que a demissão se
deu por justa causa, pois sequer foi avisado dos motivos que levaram
o empregador a concretizar a dispensa.
Em abril de 2003, ajuizou reclamação
trabalhista pleiteando o pagamento das verbas rescisórias compatíveis
com a demissão sem justa causa e pediu ainda valores referentes
ao seguro-desemprego e indenização por danos morais, sem
fixar o valor pretendido. A empresa, em contestação, alegou
abandono de emprego por reiteradas e injustificadas faltas ao trabalho.
Disse que enviou correspondência ao empregado para que comparecesse à empresa,
mas ele não apareceu. Por fim, negou que tenham barrado sua entrada
na empresa, apresentando comprovante do pagamento das verbas devidas.
A sentença foi desfavorável
ao empregado porque ele não conseguiu comprovar que compareceu
ao trabalho mas foi impedido de entrar na empresa. Por outro lado, o
empregador apresentou em juízo a carta com comprovante de recebimento
na qual convocou o trabalhador para apresentar-se ao seu posto de trabalho.
O juiz entendeu, ainda, não estar configurado o dano moral que
ensejasse reparação.
O empregado recorreu ao Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo), mas
a sentença foi mantida. O acórdão destacou que a
alegação de justa causa, por si só, não é suficiente
para caracterizar o dano moral. Considerou que a justa causa ficou devidamente
comprovada e considerou que não houve demonstração
de constrangimento ou exposição do empregado à situação
vexatória.
A discussão chegou
ao TST por meio de agravo de instrumento. O relator do processo, juiz
convocado Ricardo Machado, destacou em seu voto a impossibilidade de
se rever matéria fática na Corte Superior. (Súmula
126). “Concluindo o Regional, soberano na prova dos autos, pelo
abandono de emprego, inviável a alteração do julgado
que reconhece a justa causa, pela impossibilidade de revolvimento do
conjunto fático-probatório”, fundamentou o magistrado.
(AIRR 968/2003-035-02-40.4).
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26/04/2007
Uso indevido de e-mail: sem provas, banco
terá de indenizar empregado
Ao julgar recurso oriundo do
Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (Ceará),
a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão
em que o Banco do Nordeste S/A foi obrigado a indenizar empregado que
havia sido punido pelo suposto uso de e-mail corporativo para fins particulares.
Em procedimento administrativo, o banco suspendeu o empregado por 30
dias e o transferiu de agência, sob acusação de ter
infringido norma interna e usado o e-mail do banco para praticar agiotagem
entre os colegas de trabalho.
O empregado ajuizou ação
contra o banco requerendo a suspensão da pena administrativa e
o conseqüente pagamento do prejuízo sofrido pela perda da
remuneração e de outras vantagens, como férias,
promoção funcional, licença-prêmio e empréstimo
de antecipação do imposto de renda, além dos honorários
advocatícios de 15% sobre o valor da indenização.
Ele sustentou que jamais violara a norma que disciplina o uso do correio
eletrônico. Segundo ele, foram os colegas que lhe enviavam mensagens,
uma prática corriqueira no banco, e que as informações
não eram sigilosas nem acarretaram prejuízos a terceiros.
Na sentença inicial, posteriormente
mantida pelo TRT/CE, o juiz considerou insuficientes as provas apresentadas
pelo banco, condenando-o a suspender a punição e indenizar
o empregado. A empresa ajuizou recurso insistindo nos argumentos para
rever a sentença, mas o TRT cearense entendeu ser possível
apreciar apenas o questionamento dos honorários advocatícios.
O relator da matéria no
TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, confirmou que, diante da
impossibilidade de exame de violação dos dispositivos legais
apontados, o recurso não poderia ser admitido para rever a indenização.
Entretanto, propôs dar provimento parcial ao apelo do empregador,
eximindo-o do pagamento dos honorários advocatícios.
Nessa questão, o ministro
considerou que a decisão do TRT/CE contrariou as Súmulas
219 e 329 do TST, que dispõem sobre a impossibilidade de o pagamento
dos honorários advocatícios decorrerem de mera sucumbência,
mas da observância de determinados requisitos, tais como: assistência
da parte pelo sindicato representativo de sua categoria profissional
e percepção de salário inferior ao dobro do mínimo
legal ou estar em situação que não lhe permita demandar
sem prejuízo de seu sustento ou de sua família.
O ministro assinalou em seu voto
que, no caso analisado, embora assistido por advogado do sindicado, o
autor da ação “não fez prova da percepção
de salário inferior ao dobro do mínimo legal, ou de se
encontrar em situação econômica que não lhe
permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da
respectiva família, não fazendo, portanto, jus ao pagamento
de honorários de advogado”. (RR 1662/2001-008-07-00.3)
(Ribamar Teixeira)

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