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Nova Central, 10 de maio
de 2007
Produção industrial subiu
em 8 das 14 regiões brasileiras
A produção industrial fechou março com alta em oito das
14 regiões do país na comparação com fevereiro
(com ajuste sazonal), revela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística). Na semana passada, o instituto informou que a indústria
brasileira registrou um avanço de 1,2% em março ante fevereiro,
a sexta alta consecutiva nessa base de comparação.
A indústria de São
Paulo, que detém maior peso na estrutura industrial do país,
apresentou estabilidade. O maior crescimento ocorreu em Minas Gerais
(5,3%), seguido por Pernambuco (4,9%), Paraná e Rio de Janeiro
(ambos com 3,6%) e Goiás (3,4%).
Por outro lado, as maiores quedas
foram verificadas no Ceará (-4,9%), região Nordeste (-1,6%)
e Bahia (-0,2%). Em relação a março de 2006, os índices
regionais apresentaram taxas positivas em 11 das 14 regiões pesquisadas.
O crescimento da indústria do Paraná foi 11,4% superior
ao do ano passado. A maior queda foi registrada no Ceará (-6,9%).
No primeiro trimestre do ano
frente a igual período do ano anterior a indústria só registrou
perdas no Amazonas (-2,3%) e no Ceará (-4,2%). Com taxas acima
da média nacional (3,8%), situaram-se as indústrias do
Paraná (8,0%), Pará (6,7%), Goiás (6,5%), Rio Grande
do Sul e Espírito Santo (ambos com 6,4%), Minas Gerais (5,8%)
e Pernambuco (5,7%). Os maiores destaques ficaram com os segmentos de
caminhões, minérios de ferro, autopeças, petróleo,
automóveis e açúcar cristal.
No caso do Ceará e
Amazonas as principais pressões vieram, respectivamente, de
refino de petróleo e produção de álcool
(gasolina); e de material eletrônico e equipamentos de comunicações
(telefones celulares e televisores).
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Agência Diap, 10 de
maio de 2007
AGENDA ANAMATRA
Magistrados lançam agenda
em defesa de direitos trabalhistas
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho
(Anamatra) lançou hoje, 9/5, na Comissão de Trabalho da Câmara,
a primeira edição da Agenda Político-Institucional 2007.
Segundo o presidente da Anamatra, José Nilton Pandelot, a publicação
destaca as propostas acompanhadas pela entidade no Congresso Nacional, para
declarar apoio e contribuir para o debate de políticas que defendam
os interesses dos magistrados, do Direito do Trabalho, da Justiça do
Trabalho, dos trabalhadores e assalariados.
Repercussão
O lançamento da Agenda
foi bastante elogiado pelos deputados que estiveram presentes à reunião
da Comissão de Trabalho (CTASP).
O presidente do colegiado, deputado
Nelson Marquezelli (PTB/SP), permitiu que o presidente da Anamatra falasse.
Pandelot enfatizou a importância da publicação, que
simboliza a firme determinação da entidade de aproveitar
todo o espaço democrático concedido na Casa, e gostaria
que o Judiciário se espelhasse no exercício da democracia
proporcionado pela Câmara.
O deputado Pedro Henry (PP/MT)
disse que “a iniciativa da publicação e a interação
entre o Judiciário e a Comissão, onde transita todas as
matérias legislativas inerentes à atividade, serem extremamente
positiva e saudável. Uma prática que deve continuar".
O deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA)
enfatizou o trabalho realizado pela Anamatra. “É fundamental
a opinião técnica bem fundamentada das relações
do mundo do trabalho e a Justiça brasileira para que haja a resolução
dos problemas que chegam à Justiça do Trabalho”,.
Conversa com Marquezelli
Após o término
da reunião da CTASP, diretores da Anamatra conversaram com o deputado
Nelson Marquezelli.
Marquezelli destacou pontos de
sua proposta para uma nova relação de trabalho. “O
mundo evoluiu e se o Brasil não criar uma nova opção
[relação de trabalho] vamos engarrafar o capital e o trabalho.”
O deputado petebista afirmou “estar
aberto ao diálogo e ao recebimento de sugestões que forem
apresentadas pelos Juízes do Trabalho para melhorar a proposta.”
Pontos destacados por
Marquezelli:
i) que o trabalhador passe a
ganhar por tarefa;
ii) que o horário de trabalho
seja livre, pois o que vai prevalecer é a capacidade de produção
do trabalhador;
iii) que o trabalhador ganhe
o salário bruto, sem nenhum desconto;
iv) que a carteira de trabalho seja substituída por um cartão
magnético, que vai reunir todas as informações do trabalhador;
v) que o direito de greve seja
optativo, de modo a permitir que aquele que desejar trabalhar, produza
e garanta seu salário;
vi) que não havendo acordo
na comissão de conciliação prévia, caiba
apenas um recurso judicial. “Por que ter 1º, 2º e 3º instância?
Por que não resolve na 1ª”, questionou Marquezelli.
vii) que o trabalhador não
esteja obrigado a ter SUS, “pois ele vai poder optar por um
cartão de seguridade, pagar e quando ficar doente poder escolher se
quer um quarto com tv, ar condicionado, acompanhante”, acredita Marquezelli.
Marquezelli disse que fez
todas essas sugestões baseadas em sua experiência pessoal. “Tenho
65 anos, proponho isso baseado naquilo que já vivi. Faço
isso na minha empresa”, afirmou.
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Nova Central, 10 de maio
de 2007
Câmara aprova reajuste nos salários
de parlamentares e do presidente Lula
Depois de meses de discussão, a Câmara dos Deputados aprovou nesta
quarta-feira o reajuste de parlamentares de R$ 12,8 mil para R$ 16,5 mil. O
Projeto de Decreto Legislativo 35/07, que ainda precisa passar pelo Senado,
teve votação simbólica. Os deputados aprovaram também
o aumento dos vencimentos do presidente da República, do vice e de ministros.
O Projeto de Decreto Legislativo
nº 36/07 aumenta o vencimento do presidente Lula de R$ 8.885,45
para 11.420,21 e os salários do vice-presidente e dos ministros
sobem de R$ 8.362,00 para R$ 10.748,43. Para ser confirmado, o projeto
ainda precisa passar pela aprovação do Plenário
do Senado.
O reajuste, que é retroativo
a abril, é equivalente à inflação dos últimos
quatro anos, ou seja, a 28,5%. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), foi a São Paulo para receber o papa Bento XVI e voltou
apenas para presidir a sessão.
A decisão de aumentar
os prórpios salários sofreu críticas, principalmente
com a argumentação de que o salário dos trabalhadores "comuns" não
estava sendo reajustado.
"O salário dos trabalhadores
terceirizados, aqueles que limpam os nossos gabintes, estão sem
ser reajustados. Nem mesmo o ticket alimentação, que mantém
a sobrevivência deles, foi reajustado. A mesma casa que aumenta
os sues próprios salários, não tem a sensibilidade
de reajustar o salários dos trabalhadores. Portanto somos contra
o reajuste", disse Luiza Erundina (PSB-SP).
Já os favoráveis
argumentaram que era preciso parar com "falsas demagogias" e
que o rejuste nada mais era do que "justo" devido o ínidice
de inflação. "Vou me referir aos demagogos de plantão.
Muitos fazem aqui uma demagogia, mas não abrem mão de seus
vencimentos, por que isso?", questionou o deputados Carlos Willian
(PTC-MG).
O reajuste de acordo com
a inflação acaba com a polêmica que teve início
com a tentativa de parlamentares, no fim do ano passado, de aumentar
os próprios salários em 91%. Pressionados pela opinião
pública, os deputados recuaram.
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Folha de São Paulo,
10 de maio de 2007
ARTICULAÇÃO
Aécio negocia filiação
ao PMDB com vistas a 2010
KENNEDY ALENCAR, LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governador de Minas Gerais,
o tucano Aécio Neves, negocia com o PMDB a filiação
ao partido para eventual candidatura ao Palácio do Planalto em
2010. Na articulação, há a hipótese real
de o presidente Lula apoiar Aécio como o candidato à Presidência
da ampla aliança formada pelos 15 partidos que sustentam seu segundo
mandato. A Folha apurou que Aécio conversou anteontem sobre essa
articulação com o presidente do PMDB, Michel Temer (SP),
e o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves
(RN) durante jantar em Brasília numa cantina italiana.
Aécio admitiu que a troca
do PSDB pelo PMDB viabilizaria mais facilmente seu projeto presidencial.
Mas precisaria de uma oportunidade para deixar o partido. Ou seja, é uma
operação arriscada. Oficialmente, Aécio e Temer
negaram ter tratado da mudança no jantar. "Estou muito bem
no PSDB", afirmou o governador. "Falamos de tudo. Passado,
presente, futuro", disse Temer.
Lula e a cúpula do PMDB
concordam com a avaliação de que a candidatura do PSDB
em 2010 deve ser do governador de São Paulo, José Serra.
Aécio considera que faz sentido esse diagnóstico e que,
portanto, deve ter uma alternativa partidária se quiser concorrer
ao Planalto em 2010.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 10 de maio de 2007 | Economia
CNI confirma ritmo, mas teme o câmbio
Indicadores em alta consolidam tendência
de crescimento no ano, mas real valorizado traz preocupação
Brasília – A indústria de transformação encerrou
o primeiro trimestre com todos os indicadores em alta e consolidou uma tendência
de crescimento mais intenso neste ano, conforme dados divulgados ontem pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). A redução do faturamento das
empresas exportadoras, em virtude da valorização do real, não
afetou o indicador de vendas reais da indústria no período, mas é um
fator de preocupação para o segundo trimestre.
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Alimentos ajudaram a sustentar vendas industriais este ano
“Não sei se
este crescimento do primeiro trimestre vai se manter nos outros
meses, principalmente em abril”, disse o economista da CNI,
Paulo Mol. Ele afirmou que, embora possa não haver uma redução
das vendas físicas, as empresas exportadoras, com a conversão
de dólar para real, podem ter a renda afetada. Em março,
comentou Mol, o câmbio médio foi de R$ 2,09 por dólar
e, em abril, caiu para R$ 2,03.
O economista destacou que
o crescimento das vendas reais da indústria tem sido sustentado
por cinco setores, que explicam 90% do crescimento do primeiro
trimestre: alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos,
produtos químicos, refino de petróleo e álcool
e metalurgia básica.
Alguns desses setores,
como os de álcool e de metalurgia básica, têm
uma grande parte de sua produção exportada. “A
valorização do real não é neutra no
faturamento dessas empresas. Pode até não reverter
o quadro atual, mas, com certeza, vai amortecer o crescimento desses
setores”, previu.
Os indicadores industriais
de março mostram um aumento das vendas reais de 0,4% em
relação a fevereiro de 2007, retirando os efeitos
sazonais, e de 4% na comparação com março
de 2006. No acumulado do trimestre, a alta das vendas foi de 4,1%.
Mol avalia que o aumento da demanda interna tem compensado as perdas
de lucratividade geradas pela valorização do real,
o que justifica os números positivos.
As horas trabalhadas, que
indicam o comportamento da produção, ficaram praticamente
estáveis em março, com 0,2% de expansão em
relação a fevereiro, mas acumulam uma alta de 2,2%
no trimestre.
Inflação
Segundo a CNI, o dinamismo
da produção industrial veio acompanhado de maior
uso da capacidade instalada, o que coloca em pauta a necessidade
de realização de novos investimentos que expandam
a base produtiva. Para o economista-chefe da entidade, Flávio
Castelo Branco, o crescimento da utilização da capacidade
instalada na indústria, que ficou em 81,7% em março,
não representa uma ameaça de aumento da inflação.
Ele argumentou que o ritmo
de expansão em 2007 é muito mais suave do que o verificado
em 2004, quando houve um forte crescimento da economia. Naquele
ano, alguns segmentos da indústria chegaram a seu limite
de produção e ainda assim não conseguiram
suprir toda a demanda. O resultado foi a elevação
dos preços.
Porém, Castelo
Branco insiste que o processo agora é diferente. Enquanto,
em 2004, a utilização da capacidade instalada crescia,
em média, um ponto porcentual por trimestre em relação
a 2003, o crescimento em 2007 é de 0,4 ponto porcentual
por trimestre. Outra diferença, segundo o economista,
está no fato de que, em 2004, o uso do parque industrial
estava elevado na maioria dos setores, enquanto em 2007 o crescimento é concentrado
em um número reduzido de setores.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 10
de maio de 2007 | Economia
Regiões ligadas ao agronegócio
impulsionam a produção
Rio de Janeiro – As regiões produtoras de bens de capital ou vinculadas
ao setor agrícola apresentaram os melhores desempenhos regionais da
indústria em março. Os estados da região Sul mostraram
bons resultados, impulsionados pela reação da agricultura, cuja
crise abalou a economia local em 2005 e no ano passado. Das 14 regiões
pesquisadas pelo IBGE, 8 mostraram aumento na produção em março
ante fevereiro, e 11 ante março do ano passado. A produção
brasileira cresceu 1,2% em março ante fevereiro e 3,9% ante março
de 2006.
A indústria de Minas Gerais,
segundo maior impacto de alta (atrás de São Paulo), cresceu
respectivamente 5,3% e 7,8%, puxada por automóveis e metalurgia.
O Paraná, que representou a terceira maior contribuição
para a média nacional, teve a maior alta no país na comparação
com março de 2006, puxado pela produção de alimentos
e de adubos e fertilizantes, entre outros.
No Rio Grande do Sul, o quarto
principal impacto, a produção aumentou 7,4%, impulsionada
por máquinas e equipamentos para o setor agrícola, autopeças
e automóveis. A economista da coordenação de indústria
do IBGE, Isabella Nunes, sublinhou que, no acumulado do primeiro trimestre
deste ano, as principais acelerações de crescimento, em
relação ao quarto trimestre do ano passado, ocorreram nos
estados da região Sul, sob impacto do setor agrícola e
de bens de capital.
O Rio Grande do Sul, por exemplo,
que tinha registrado expansão de 1,4% no quarto trimestre de 2006,
cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2007. Por sua vez, alguns estados
das regiões norte e nordeste puxaram para baixo o desempenho da
indústria no acumulado do ano. No primeiro trimestre, o Ceará acumulou
recuo de 4,2%, especialmente por causa de paralisação no
segmento de petróleo. No Amazonas, a queda acumulada foi de 2,5%.
Isabella explicou que 40% da indústria amazonense são de
material elétrico e comunicações e houve, mais uma
vez, recuo na produção de telefones celulares e televisores.
Segundo ela, o Amazonas
tem sido prejudicado também, nos resultados, pela base de comparação
elevada do ano passado, quando, no primeiro trimestre, cresceu 9,3%
ante o primeiro trimestre de 2006.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 10 de maio de 2007 | Economia
Classe C perde poder de compra no País
Participação dessa faixa de
renda no consumido privado caiu para 25,7% em 2007
Márcia De Chiara
SÃO PAULO - Pela primeira
vez nos últimos dez anos, a classe C, que reúne as famílias
com renda média mensal de R$ 1.050, perde neste ano participação
no bolo do consumo privado nacional projetado para 2007 em R$ 1,5 trilhão.
Neste ano, essa faixa da população deverá responder
por 25,7% das compras, ante 27,3% em 2006.
Os números fazem parte
de um estudo, que acaba de ser concluído pela consultoria Target
Marketing, sobre o potencial de consumo do mercado brasileiro. Para projetar
o potencial de consumo das famílias, levou-se em conta o crescimento
de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e o aumento de 1,57%
da população.
"Apesar de ter ampliado
o número de domicílios, de 39,4% em 2006 para 41,9% neste
ano, o potencial de consumo da classe C diminuiu", observa o coordenador
do estudo, Marcos Pazzini. Ele explica que esse movimento ocorreu por
causa da mobilidade social: "A classe C exportou um número
maior de domicílios para as camadas superiores do que recebeu
das fatias de menor renda, as classes D e E".
Em contrapartida, o estudo mostra
que as classes B1 e B2 passaram a ser o grande alvo do consumo neste
ano, com renda média mensal familiar de R$ 3.780 e R$2.135, respectivamente.
Neste ano, a classe B1 deve responder
por 22,2% do consumo e por 10% dos domicílios, ante 19,8% e 8,7%
em 2006, respectivamente. A participação da classe B2,
que era de 19,3% no consumo em 2006, deve fechar este ano em 20,2%. No
total dos domicílios, a sua fatia aumentou de 15,4% em 2006 para
16,4% este ano.
Pazzini destaca também
que o maior poder de compra propiciado pela estabilidade da moeda, associada à recuperação
da renda e do emprego, geraram o enriquecimento da população
nos últimos anos. Com isso, é preciso atualizar os critérios
de classificação dos brasileiros por classe sociais baseados
na renda e na posse de bens.
Capitais
Outro dado interessante revelado
pelo estudo é a redução da participação
das 27 capitais brasileiras no consumo nacional. Neste ano, devem responder
por 33,1% do total consumido, ante 37,4% em 2001. As demais cidades do
País ampliaram sua parcela de 62,6% em 2001 para 66,9% em 2007.
No ranking do potencial de consumo
dos 50 maiores municípios do País, o destaque é para
Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo, os três
localizados na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Nova Iguaçu,
que ocupava no ano passado a 35ª posição na lista,
sobe neste ano para 21º lugar; Duque de Caxias passa da 30ª para
20ª posição e São Gonçalo da 19ª para
16ª.
Entre as capitais, Salvador
(BA) e Goiânia (GO) ascenderam no ranking dos municípios
com maior potencial de consumo. Salvador estava na 7ª posição
em 2006 e subiu para 6ª neste ano. Goiânia ocupava a 11ª posição
no ano passado e foi para a 10ª.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 10 de maio de 2007 | Economia
Retorno de bancos foi menor que da
indústria no 1º trimestre
Setor financeiro teve rentabilidade média
de 22,6%, contra 23,9% da indústria
Silvia Fregoni
SÃO PAULO - A rentabilidade
sobre o patrimônio líquido médio dos bancos foi menor
que a do setor industrial no primeiro trimestre deste ano, segundo a
empresa de informações financeiras Economatica. A consultoria
calculou o retorno (ROE) de 60 empresas não financeiras e de cinco
bancos que já divulgaram os resultados do trimestre, todos de
capital aberto. A rentabilidade média dos bancos foi de 22,6%,
contra 23,9% das empresas não financeiras.
Segundo a Economatica, o retorno
do setor bancário também havia sido menor que o da indústria
no trimestre anterior, ou seja, no período de outubro a dezembro
de 2006. O índice foi de 21,6%, contra 23,1% da indústria.
A rentabilidade do setor financeiro tem refletido o impacto das aquisições
efetuadas no ano de 2006 pelos dois principais bancos que fazem parte
da amostra (Itaú e Bradesco).
A consultoria também
fez um levantamento em que compara somente os quatro trimestres de
2006 (descartando 2007), com um universo de empresas muito superior:
25 bancos e 250 companhias não financeiras: Nessa análise,
verificou que o setor bancário registrou rentabilidade maior
que a da indústria.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 10 de maio de 2007 | Economia
Unibanco quer destinar R$ 400 Mi a
crédito imobiliário
Expectativa é de ampliar a carteira,
hoje em R$ 1,6 bilhão, em até 25% neste ano
Silvia Fregoni
SÃO PAULO - O Unibanco
pretende destinar cerca de R$ 400 milhões para o crédito
imobiliário em 2007. Segundo o vice-presidente corporativo da
instituição, Geraldo Travaglia, a expectativa é de
ampliar a carteira, hoje em R$ 1,6 bilhão, em até 25% neste
ano.
Para aumentar os negócios
na área, o banco vem investindo em sistema e na agilização
do processo de concessão dos recursos. "Esse crédito é muito
burocrático", afirmou. De acordo com o executivo, o financiamento
habitacional será em breve um dos grandes destaques na carteira
da instituição.
Fininvest
Segundo Travaglia, o Unibanco
está reposicionando a Fininvest no mercado de crédito,
com alterações na forma de oferta dos recursos e no público-alvo
da empresa. "Aquela concessão de crédito sem garantia,
sem conhecer o cliente, com compensação nas taxas de juros,
está cedendo espaço para o crédito via private label,
por exemplo", disse.
A financeira freou a concessão
de financiamento no ano passado para conter a escalada da inadimplência.
A empresa chegou a aprovar apenas 8% dos pedidos de crédito recebidos,
contra taxa de 40% verificada em 2005.
Nos últimos trimestres,
a aprovação cresceu um pouco e está em torno de
20%, mais ainda abaixo da média anterior à crise de inadimplência.
Segundo Travaglia, o reposicionamento da Fininvest no mercado levará à redução
da inadimplência e ao aumento da taxa de aprovação
dos empréstimos.
As empresas de financiamento
ao consumo do Unibanco - Fininvest, PontoCred e LuizaCred - fecharam
março com carteira conjunta de R$ 2,798 bilhões, o que
significa uma queda de 3,8% em relação a dezembro de
2006, devido à sazonalidade do período. Já a queda
de 7,5% nos últimos 12 meses reflete o conservadorismo na concessão
de crédito pessoal, adotado desde meados de 2005 em algumas
carteiras, notadamente naquelas em que não há garantia
do bem financiado.
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de maio de 2007
Não contratação
de menor aprendiz sujeita empresa a multa administrativa
A 7ª Turma do TRT/MG indeferiu
pedido de cancelamento de autos de infração formulado por
empresa multada por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego
por não manter em seus quadros menores aprendizes na forma prevista
no artigo 429 da CLT. A Turma considerou simplista a alegação
de que as vagas oferecidas pelo SENAC seriam incompatíveis com
os seus serviços e que, portanto, estaria desobrigada de contratar
aprendizes. É que a insuficiência de vagas ofertadas pelo
SENAC pode ser suprida por outras entidades qualificadas em formação
técnico-profissional metódica, indicadas nos incisos I
e II do artigo 430 da CLT. Inexistindo no processo prova de que a empresa,
de fato, tenha procurado sanar a irregularidade junto a essas entidades,
a Turma decidiu manter a multa imposta pelo MTE.
Segundo a relatora do recurso,
juíza convocada Maristela Íris da Silva Malheiros, a contratação
de menores aprendizes é imposição legal, por força
do artigo 429 da CLT. Ela esclarece que o contrato de aprendizagem é um
contrato especial de trabalho, que tem por objeto a formação
profissional do menor, oferecendo ao aprendiz conhecimentos técnicos
para que ele, futuramente, possa se inserir no mercado de trabalho. Para
ela, a obrigação da empresa é atender ao dispositivo
que exige a contratação de menores aprendizes com todas
as garantias legais (registro na CTPS, salário-mínimo hora,
etc), sendo também seu encargo procurar todos os meios possíveis
para o cumprimento dessa obrigação, o que não ocorreu.
Além de buscar as outras
entidades de que tratam os artigos 430 da CLT, 8º e 13 do Decreto
nº 5.598/05, a empresa tinha ainda a opção de contratar
menores aprendizes diretamente, nos termos do artigo 431 da CLT, segundo
orientações do MTE.
Por esses fundamentos, a Turma
manteve a multa administrativa aplicada à empresa, por inobservância
do artigo 429 da CLT.
( RO nº 00848-2006-137-03-00-0
)
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de maio de 2007
Banco do Brasil é condenado
em R$600 mil por assédio moral
O juiz Márcio Roberto
Andrade Brito, da 1ª Vara do Trabalho de Brasília, condenou
o Banco do Brasil a pagar indenização no valor de R$600
mil a título de reparação por danos decorrentes
de assédio moral. A reclamante era funcionária da Ouvidoria
- o BB Responde - e ficou comprovado que sofreu forte pressão
psicológica e perseguição por parte de sua gerente.
A indenização foi arbitrada tendo em vista os danos psíquicos
irreversíveis causados à trabalhadora - com 28 anos de
dedicação ao Banco - e por ser o agente responsável
o maior e mais importante banco do Brasil. Os fundamentos estão
previstos no Código Civil, artigos 927 e 932, inciso III.
Segundo o juiz Márcio
Roberto Brito, a funcionária foi submetida a tratamento hostil,
sob comandos de autoridade abusiva, com atribuições excessivas
em curto espaço de tempo. Era taxada injustamente de incompetente,
além de ter sido vítima de designações como "gerentinha" de
forma pejorativa. Além disso, sofria constantes insinuações
por parte da responsável pelo setor para que se desligasse da
Ouvidoria, muito embora fosse querida pelos colegas e gozasse de reconhecida
competência para a função que exercia. "As sucessivas
situações vexatórias impostas à reclamante
resultaram não apenas no apelido de ‘gerente do cisco’,
mas, o que é pior, em danos psíquicos comprovados por relatórios
médicos, estando submetida até hoje a tratamento psicológico,
com medicação controlada", disse o juiz.
Em sua sentença, Márcio
Roberto Brito questiona: "a sanidade de um ser humano tem preço?" Para
ele, o assédio moral praticado reveste-se de maior gravidade porque
o setor envolvido - a Ouvidoria - é justamente o responsável
por medir a qualidade dos serviços do Banco e cuidar do seu relacionamento
com clientes e funcionários, necessitando de um corpo de empregados
de alto nível. "É preocupante porque fere não
apenas o orgulho daqueles empregados, mas também expõe
ao risco a imagem do Banco e a qualidade daquele serviço - o BB
Responde", afirmou em sua decisão.
O magistrado considerou que tais
aspectos não podem ser omitidos na dosagem da pena em seu caráter
pedagógico, "a fim de se constranger o responsável à reflexão
e à tomada de providências para correção dos
equívocos".
(Processo 00148-2007-001-10-00-0)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
10 de maio de 2007
TJ-RS suspende lei que prevê contratação
de empacotadores nos supermercados
O desembargador Luiz Ary Azambuja Ramos, do TJ-RS (Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul), suspendeu liminarmente os efeitos da Lei 1.761/06, do
Município de Alvorada, que prevê contratação de
empacotadores em supermercados e hipermercados.
De acordo com o tribunal, a lei
exigia que a pessoa responsável pelo empacotamento e acondicionamento
dos produtos adquiridos fosse diferente daquela encarregada do caixa.
A Adin (Ação Direta
de Inconstitucionalidade) foi proposta à Justiça, na última
sexta-feira (4/5), pelo Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros
Alimentícios de Canoas, cuja base territorial também abrange
o Município de Alvorada.
O sindicato argumentou que houve
interferência inconstitucional do município em assuntos
relacionados com relações de trabalho e emprego nas empresas
comerciais, como a contratação de empacotadores.
Os desembargadores determinaram
a notificação do município e da Câmara de
Vereadores para, no prazo legal, prestarem as informações
que entenderem sobre as contestações do sindicato. Após
o período de instrução, a ação será levada
ao Órgão Especial para julgamento do mérito.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/05/2007
Ajuda de custo para transferência
não integra salário
A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho decidiu excluir de rescisão trabalhista parcela referente
a ajuda de custo concedida e empregado para cobrir despesas de transferência.
A Turma reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(Paraná) em que a Esso Brasileira de Petróleo Ltda. foi
condenada a reintegrar um ex-funcionário e indenizá-lo
com verbas que incluíam, entre outras, diferenças salariais
decorrentes de ajuda de custo.
Contratado em 1990 pela Esso
na cidade de Sinop (MG), ele foi transferido sucessivamente para Manaus
(AM), em 1992, Goiânia (GO), em 1994, e Londrina (PR), em 2000,
onde permaneceu até ser demitido, em 2001. Ingressou com ação
trabalhista contra a empresa buscando tornar sem efeito seu desligamento,
sob a tese de que havia sido demitido sem a observância de determinadas
normas internas estabelecidas pelo empregador.
A sentença da 4ª Vara
do Trabalho de Londrina negou a reintegração do empregado,
mas condenou a empresa ao pagamento de adicional de transferência.
O ex-empregado ajuizou recurso no TRT do Paraná, que declarou
nula a dispensa e determinou sua reintegração ao emprego,
com o conseqüente pagamento dos salários do período,
e acresceu à condenação diferenças de ajuda
de custo decorrentes do adicional de transferência.
A empresa apelou ao TST, buscando
reformar a decisão por meio de recurso de revista. O relator do
processo, ministro Barros Levenhagen, entendeu pela revogação
das duas decisões do Tribunal Regional e recomendou o restabelecimento
da sentença de primeiro grau, julgando improcedentes os pedidos
de reintegração e de inclusão de ajuda de custo
na verba rescisória.
Em relação à reintegração,
o ministro Levenhagen observou que o Regional não fez constar,
em sua decisão, nenhuma disposição expressa vedando
a demissão sem justa causa. “Ao contrário, inclinara-se
pela nulidade da dispensa apenas por ter a recorrente desprezado regras
de conteúdo ético ao sabor da sua conveniência, num
claro reconhecimento de que a norma regulamentar continha apenas recomendação
sobre a resilição do contrato”, avalia.
Quanto ao outro item da sentença,
o relator destacou que o que se extrai das decisões é que
o empregador, por iniciativa sua, instituiu vantagem adicional em benefício
do empregado, constituída do pagamento de uma ajuda de custo para
cobrir despesas com transferências. “Com efeito, tratando-se
de vantagem instituída em benefício do recorrido, sem nenhum
indicativo de ela contrapor-se a disposições de proteção
ao trabalho, contratos coletivos e a decisões de autoridades competentes,
a sua supressão sequer implicaria a idéia de vulneração
do artigo 468 da CLT, visto que, ao tempo de sua instituição,
fora expressamente estipulada a gradual diminuição do seu
valor até sua extinção ao fim de quatro anos”,
concluiu Levenhagen.
(Ribamar Teixeira)

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