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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 17 de maio de 2007
Projeto amplia uso de recursos do FGTS
Se aprovado, fundo poderá ser utilizado
na compra de lotes urbanos e pagamentos de financiamentos imobiliário
e estudantil
Brasília - A Comissão
de Assuntos Sociais do Senado aprovou ontem projeto de lei que cria
novas possibilidades de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS). Foram criadas mais três alternativas: compra de lotes
urbanos, pagamento de prestações de financiamento do
Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e pagamento do
Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies). Essas mudanças,
porém, ainda não estão em vigor. O projeto de
lei ainda precisa ser aprovado na Câmara e ir à sanção
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, deu um sinal que o assunto será tratado com cuidado pelo
governo. Ele explicou que o governo terá de estudar o impacto
dessas mudanças. ''O papel do governo é facilitar a vida
do cidadão'', disse.
''Temos que ter cautela, porque
o FGTS, hoje, é a base principal para a construção
da casa própria.'' Lupi lembrou que, no início deste
mês, o Conselho Curador do FGTS, do qual ele é presidente,
reduziu em quase dois pontos porcentuais a taxa de juros para aquisição
da casa própria para trabalhadores com faixa de renda de até R$
3,9 mil.
Pelo projeto aprovado ontem,
o trabalhador poderá sacar o seu FGTS para adquirir lote urbano
de uso residencial, com área de até 250 metros quadrados,
para trabalhadores que não tiverem imóvel próprio.
O dinheiro do fundo poderá pagar até 80% do valor do
imóvel. Outro novo uso do FGTS seria o pagamento de prestações
vencidas ou a vencer, decorrentes de financiamento habitacional concedido
por meio do SFH.
Por último, o
trabalhador poderá usar os recursos do fundo para amortizar
parcelas vencidas ou a vencer de empréstimo concedido a ele
próprio ou a seus filhos dependentes, pelo Fundo de Financiamento
ao Estudante do Ensino Superior (Fies) limitado a 70% do valor de
cada prestação e ao saque total de no máximo
30% do saldo da respectiva conta vinculada.
Ribamar Oliveira e Christiane Samarco
Agência Estado
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 17 de maio de 2007 | Dinheiro
Câmara aprova a MP que fixou mínimo
em R$ 380
Propostas que previam até R$ 700 são
derrubadas
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Câmara dos Deputados
aprovou ontem a medida provisória que fixou em R$ 380 o valor
do salário mínimo a partir de abril. Por 331 votos a
109, os parlamentares governistas derrubaram propostas da oposição
de aumento para até R$ 700.
A MP editada pelo governo segue agora para votação no Senado.
O reajuste neste ano ficou em 5,2% acima da inflação registrada
nos 12 meses anteriores (abril de 2006 a março deste ano).
Os grandes partidos governistas registraram poucas "traições".
No PT, apenas o deputado Iran Barbosa (SE) votou por um salário maior.
O PMDB também teve apenas uma defecção (Raul Henry, de
Pernambuco). A oposição, porém, sofreu mais "baixas".
Seis deputados do DEM, três do PPS e um do PSDB votaram com o governo.
Como é comum nesse tipo de ocasião, governistas e oposicionistas
trocaram críticas inflamadas no plenário da Câmara, uns
acusando os outros de terem sido incompetentes na política de aumentar
o poder de compra do salário mínimo.
" Em 2002, o presidente Lula prometeu dobrar o valor real [descontada a
inflação] do salário mínimo até 2006. Não
conseguiu, foi mais um dos exemplos em que ele prometeu uma coisa e fez outra
totalmente diferente", afirmou o líder da bancada do DEM (ex-PFL),
Onyx Lorenzoni (RS).
" Quando ouço aqui deputados do PSDB e do PFL falando contra a atual
política de recuperação do salário mínimo,
pergunto por que essa ousadia não foi aplicada nos oito anos do governo
Fernando Henrique Cardoso [do PSDB, que governou o país entre 1995 e 2002]",
discursou Henrique Fontana (PT-RS), um dos vice-líderes do governo.
Durante os oito anos da gestão FHC, houve aumento real do mínimo
de 44,5%, média anual de 4,7%. Os cinco reajustes concedidos por Lula
(2003 a 2007) somam 31,7% acima da inflação, média anual
de 5,7%.
Até 2011
No início da sessão, os governistas haviam incluído na
medida provisória a proposta do Palácio do Planalto de fixar
as regras para os reajuste dos próximos quatro anos. De 2008 a 2011,
o aumento acima da inflação seria igual ao crescimento da economia
registrado dois anos antes.
Se a regra já estivesse em vigor, o ganho real do mínimo neste
ano, de 5,7%, teria sido menor, de 2,9%, índice referente ao crescimento
do PIB (Produto Interno Bruto) de 2005.
Apesar de um integrante do PSDB e outro do DEM terem apresentado emendas favoráveis à medida,
a oposição se colocou contra a proposta, afirmando que isso retiraria
do Congresso a prerrogativa de discutir ano a ano o valor do mínimo.
Com isso, a fixação das regras voltará a ser discutida
em projeto de lei que tramita na Câmara.
Os deputados também rejeitaram, de forma simbólica (sem registro
nominal dos votos), a proposta de estender o reajuste real de 5,7% aos aposentados
e pensionistas que recebem acima do salário mínimo.
Neste ano, eles tiveram aumento de 3,3%, inflação (pelo INPC)
registrada nos 12 meses anteriores a abril.
PAC
Também foi aprovada no plenário do Senado mais uma medida provisória
do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A MP que segue
para sanção presidencial encerra o processo de liquidação
da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), com a conseqüente extinção
da empresa.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 17 de maio de 2007 | Brasil
CONGRESSO
Chinaglia quer "fatiar" votação
de reforma política na Câmara
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), reconheceu ser "improvável" que
a Casa consiga cumprir o prazo e votar neste mês a reforma política,
debatida há mais de dez anos.
Diante disso, ele indicou que pretende "fatiar" a reforma, incluindo
na pauta pontos sobre os quais há algum tipo de consenso, como no caso
da fidelidade partidária.
Em fevereiro, após assumir a presidência da Câmara, Chinaglia
colocou a reforma política em pauta, mas logo depois anunciou que pretendia
votar o texto principal, que contempla pontos como o financiamento público
de campanhas eleitorais e voto em listas, até o fim de maio.
A questão da fidelidade partidária se tornou mais urgente entre
os deputados após o Tribunal Superior Eleitoral decidir impor a fidelidade
aos partidos, levantando uma série de dúvidas sobre a aplicação
da decisão e eventual retroatividade.
Há várias propostas sobre fidelidade partidária na Câmara.
O mais provável é que o texto que chegar para a votação
em plenário receba emendas de última hora.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 17 de maio de 2007 | Brasil
Empreiteira e banco foram os maiores doadores
do PT
Andrade Gutierrez e Santander lideram lista de
financiadores do partido em 2006 | Banco Santander, que repassou R$ 3,2
mi, teve dois executivos recrutados pelo governo: um ministro e um diretor
do Banco Central
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A última peça
no quebra-cabeça do financiamento da reeleição
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais candidaturas
do PT mostra um partido muito popular entre setores favorecidos pelo
governo, como empreiteiros, bancos e produtores de álcool.
Segundo a prestação de contas anual do PT entregue no início
do mês ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as empreiteiras repassaram
R$ 12,47 milhões para os cofres do partido em 2006, à frente
dos bancos, com R$ 8,8 milhões. Apenas a Andrade Gutierrez colaborou
com metade das doações de construtoras, com R$ 6,4 milhões.
Os dados divulgados agora devem ser lidos como uma complementação à contabilidade
da campanha, revelada no ano passado. Eles incluem um grande número
de "doadores ocultos" à campanha de Lula, ou seja, de empresas
que usam uma brecha na lei para repassar dinheiro ao partido em vez de darem
diretamente ao candidato. Posteriormente, o PT transfere o recurso à campanha.
São duas as vantagens para as empresas que usam esse artifício.
Primeiro, evitam ter a doação "carimbada" para o candidato.
Segundo, contornam a legislação, que estipula um teto para doações
eleitorais de 2% do faturamento bruto do ano anterior ao pleito. Esse teto
não existe para doações ao partido.
Os petistas declaram ao TSE que em 2006 o PT recebeu R$ 43,2 milhões
em doações, quase o triplo do que teve o PSDB, que levantou R$
14,64 milhões. O DEM recebeu R$ 8,66 milhões, o PP, R$ 1,04 milhão
e o PMDB, R$ 500 mil.
O PT ficou com uma parte para suas despesas internas e repassou R$ 35,2 milhões
para as campanhas de presidente, governadores, Congresso e Assembléias
Legislativas.
A campanha de Lula foi contemplada com R$ 16,2 milhões do bolo, ou 17,1%
dos R$ 94,43 milhões que recebeu. Na prestação de contas
da campanha eleitoral de Lula, esta parcela foi identificada apenas como "doações
do PT".
O dinheiro recebido pelo partido entrou em seu caixa único e depois
foi distribuído por diversas candidaturas, o que impossibilita que se
identifique exatamente qual doação foi parar no cofre de qual
campanha petista.
Contratos
Campeã de doações ao partido, a Andrade Gutierrez tem
contratos com o governo federal para obras nas áreas de energia, rodovias,
transporte urbano, portos e aeroportos.
O vice-campeão é o Banco Santander, com R$ 3,23 milhões
doados ao PT. O banco teve, no início do segundo mandato, dois de seus
executivos recrutados pelo governo: o ex-diretor de Assuntos Corporativos,
Miguel Jorge, virou ministro do Desenvolvimento e o ex-vice-presidente do banco,
Mário Torós, foi para uma diretoria do Banco Central.
Os bancos vêm registrando sucessivos recordes durante o governo Lula,
que manteve a política de juros altos que favorece o lucro dessas instituições,
e mostraram gratidão ao PT. Outros dois bancos -Mercantil e Safra- estão
entre os dez maiores doadores.
As contas mostram ainda mais de R$ 2 milhões em doações
de produtores de álcool, elevados a "heróis nacionais e
mundiais" pelo presidente Lula, que vem defendendo a produção
e o uso de etanol.
Há apenas alguns anos, este era um setor demonizado pelo PT, em razão
das condições de trabalho geralmente associadas aos cortadores
de cana.
Muitas das doações ao partido foram feitas durante o período
de disputa eleitoral, um forte indicador de que na verdade eram contribuições
de campanha disfarçadas.
É possível perceber um padrão: até julho, quase nada
entrou nos cofres dos partidos. Em agosto o dinheiro lentamente começa
a fluir, e passa a jorrar em setembro e outubro. Na última semana antes
do primeiro turno, o PT recebeu R$ 5,23 milhões. Na que antecede o segundo
turno, ganhou mais R$ 5,91 milhões.
O mês de novembro também foi rico para o partido, que corria para
saldar compromissos assumidos durante a campanha. Foram mais R$ 12 milhões
arrecadados em novembro e dezembro.
Mas a arrecadação do PT não foi suficiente para evitar
que a dívida acumulada do partido subisse. Ela está agora em
R$ 47 milhões.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 17 de maio de 2007 | Dinheiro
CHINA
Produção na
indústria cresce 17,4% em abril
DA REDAÇÃO
Pelo segundo mês consecutivo,
o crescimento da produção industrial chinesa foi superior
a 17%. Em abril, ela ficou em 17,4%, um pouco inferior à expansão
do mês anterior, que foi de 17,6%.
O resultado deve intensificar as pressões para que o governo chinês
tome medidas como elevação da taxa de juros e restrições
a novos investimentos, para desaquecer o crescimento do país, cujo PIB
se expandiu em 11,1% no primeiro trimestre deste ano.
Já o investimento estrangeiro direto (IED) na China cresceu 10,2% entre
janeiro e abril, totalizando US$ 20,36 bilhões. No mesmo período
de 2006, ele se expandiu em 11,6%. O crescimento do IED de abril foi de 5,5%
e chegou a US$ 4,47 bilhões.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 17 de maio de 2007 | Economia
Novo índice de atividade mostra
aceleração na indústria
O PMI é apurado pelo Banco Real e
pela empresa de pesquisa NTC Research
Reuters
SÃO PAULO - Um novo índice
divulgado nesta quarta-feira, 16, mostra uma aceleração
do setor manufatureiro brasileiro, com aumento da produção
e do emprego.
O indicador calculado pela Pesquisa
Mensal Industrial (PMI), apurada pelo Banco Real e pela empresa internacional
de pesquisa NTC Research, ficou em 55,4 pontos em abril, marcando o terceiro
mês seguido de alta. Em março, o PMI foi de 54,9 pontos.
Uma leitura acima de 50 pontos indica crescimento do setor manufatureiro.
Segundo o Banco Real e a NTC,
o índice busca medir o comportamento do setor manufatureiro no
País e tem o objetivo de refletir em um único número
a saúde da economia industrial brasileira.
O componente de produção
subiu para 59,8 pontos contra 59,1 pontos em março, enquanto o
de emprego avançou para 54,1 pontos em abril, ante 53,6 pontos
no mês anterior.
O item novos pedidos cresceu
para 56,3 pontos comparado a 55,4 pontos em março, de acordo com
o levantamento.
"O desempenho notável
da economia industrial brasileira neste período recente foi motivado
principalmente pelos volumes crescentes de novos pedidos, em particular
os provenientes do mercado interno", informou a pesquisa.
O Real e a NTC divulgaram
uma série histórica para o índice desde novembro
de 2006 a partir de dados compilados mensalmente com 450 empresas industriais
do País.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 17 de maio de 2007 | Economia
Congresso aprova texto que reduz superávit
primário
Economia do governo para pagamento de juros
será reduzida para investimento em projetos de infra-estrutura,
que aumentarão de R$ 5,2 bilhões para R$ 11,2 bi
Denise Madueño
BRASÍLIA - O Congresso
Nacional aprovou nesta quarta-feira, 16, o texto básico do projeto
de lei do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que
reduz o superávit primário - economia que o governo faz
para o pagamento de juros da dívida - para gastar em investimentos.
O projeto permite suprimir 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB) do superávit
previsto para esse ano, desde que seja para uso em projetos de infra-estrutura,
dentro da programação do Projeto Piloto de Investimentos
(PPI).
Atualmente, esse porcentual é de
0,2% do PIB projetado. Com a mudança, haverá um aumento
de R$ 5,2 bilhões para R$ 11,2 bilhões dos recursos para
investimentos em 2007. "Se não tiver o dinheiro, os projetos
do PAC não andam. Esse projeto é a fonte de financiamento
dos projetos", argumentou o deputado Gilmar Machado (PT-MG).
O texto também reduz de
20% para até 0,1% o valor da contrapartida dos Estados e dos municípios
nos projetos de habitação e de saneamento previstos no
PAC. Os investimentos governamentais do PPI não são contabilizados
no cálculo do superávit primário.
O projeto original foi alterado
e limitou os gastos com publicidade em 90% do que foi gasto em 2006,
assim como são limitados os gastos com o pagamento de diárias
com servidores públicos. A oposição apresentou uma
alteração para obrigar que 25% dos R$ 11,2 bilhões
sejam destinados a projetos de infra-estrutura local vinculados à área
de segurança pública.
A alteração da
proposta, no entanto, foi rejeitada. Os deputados, que votam em primeiro
lugar em sessão conjunta, derrubaram a proposta da oposição.
Com isso, os senadores nem chegaram a votar esse item.
O projeto, o único
do PAC que necessitava de votação em sessão conjunta
da Câmara e do Senado, segue para sanção do presidente
da República. Cabe ao governo agora definir os projetos de investimento
que receberão o dinheiro.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 17 de maio de 2007 | Nacional
Mais de 1,6 milhão de eleitores
têm o título cancelado
O eleitor que quiser regularizar sua situação
pode procurar o cartório eleitoral
Agência Brasil
BRASÍLIA - O Tribunal
Superior Eleitoral divulgou nesta quarta-feira, 16, que 1.640.317 eleitores
tiveram os títulos cancelados por não terem regularizado
a situação junto ao cartório eleitoral até o
dia 26 de abril. Com os cancelamentos, o eleitorado do país passa
a ser de 125.529.686 brasileiros.
Quem teve o título cancelado,
pode procurar o cartório eleitoral e pedir a regularização
do documento. É preciso justificar a ausência e pagar multa,
que pode chegar a R$ 3,51 por turno que o eleitor deixou de votar. Os
eleitores considerados ´irregulares´ estão entre os
que não votaram nas três últimas eleições:
referendo do desarmamento em 2005 e 1º e 2º turno das eleições
de 2006.
O eleitor que não regularizar
o documento não conseguirá, por exemplo, tirar documento
de identidade ou passaporte, renovar matrícula em escola pública
ou inscrever-se em concurso público.
Maiores cancelamentos
Os dados divulgados pela assessoria
do TSE mostram que os maiores colégios eleitores do país
foram também os estados que registraram o maior número
de cancelamentos.
São Paulo, por exemplo,
tem o maior número de documentos inviabilizados, com 324.351,
o que representa 19,77%. Os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro
tiveram, respectivamente,187.846 e 141.748 títulos cancelados.
No exterior, foram cancelados
5.521 títulos (0,34%). Com isso, o número de brasileiros
que moram no exterior aptos a votar totaliza agora 81.939.
Segundo o TSE, do total
do eleitorado do país, 51,71% são mulheres, 64.916.110.
O cadastro atualizado mostra ainda que 60.441.503 são homens
e 172.073 não informaram o sexo.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 17
de maio de 2007 | Economia
Agência melhora classificação
do Brasil e dólar vai a R$ 1,954
Boas notícias tiveram impacto
na Bovespa, que fechou em novo recorde
São Paulo – A agência de classificação de
risco Standard & Poor’s (S&P) melhorou ontem a nota do Brasil
e contribuiu para mais uma forte queda do dólar. A moeda americana recuou
1,46%, para R$ 1,953. Em termos porcentuais, a desvalorização
foi a maior em 11 meses. Segundo analistas, o real só não subiu
mais por causa do Banco Central (BC), que comprou cerca de US$ 2 bilhões
em intervenções nos mercados à vista e futuro de câmbio.
A S&P elevou o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda
estrangeira do Brasil de BB para BB+ (um degrau). É a segunda agência
de classificação de risco que melhora a nota de investimento
do Brasil. Na quinta-feira da semana passada, a Fitch elevou a classificação
de longo prazo em moeda local e estrangeira do país de BB para BB+.
A onda positiva também
chegou à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou
em novo nível recorde, aos 51.737 pontos, alta de 2,41%. O risco
Brasil encerrou o dia em 147 pontos, bem perto da mínima histórica,
de 146 pontos.
A pressão pela valorização
do real é tamanha que no mercado financeiro ninguém se
arrisca a cravar uma projeção para o dólar nos próximos
meses. Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Banco ABN Amro Real
para a América Latina diz que “o que se pode dizer é que
há fundamentos que permitem que o câmbio possa ir ainda
mais para baixo”.
Schwartsman destaca o bom desempenho
das contas externas e a redução das taxas de juros pagas
pelo Brasil no exterior. “Nos últimos 12 meses, a balança
comercial acumula superávit de US$ 47 bilhões. Os sinais
que temos hoje apontam que, se houver alguma desaceleração,
não será relevante”, observou. Segundo ele a queda
dos juros para o Brasil lá fora estimula a captação
de recursos -- o dinheiro é trazido para o país, o que
ajuda a valorizar a moeda brasileira.
No fim do ano passado,
a Santander Asset Management surpreendeu parte do mercado ao projetar
o dólar a R$ 1,90 no primeiro semestre deste ano. Agora, a instituição
prefere a cautela. “(A trajetória) vai depender do governo”,
afirmou o diretor-executivo, Walter Appel. Para ele, se o padrão
de intervenção do BC no mercado de câmbio dos últimos
dias se mantiver, a moeda caminhará para R$ 1,80 nos “próximos
meses”.

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DIAP, 17 de maio de 2007
Projeto cria adicional de periculosidade é aprovado
na Câmara
A Comissão de Trabalho
da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 16/05, o
projeto de lei (PL) nº 7.362/06. A proposta de autoria do senador
Paulo Paim (PT/RS) concede adicional de periculosidade para os carteiros.
O projeto foi aprovado depois de várias semanas de discussão.
A matéria foi relatado pelo deputado Roberto Santiago (PV/SP).
Inconstitucional
Para o deputado Pedro Henry (PP/MS),
que votou contra a proposição, o PL não deverá prosperar
na Casa. Desde a inclusão da matéria na pauta da Comissão
de Trabalho, o parlamentar tem chamado atenção para o fato
de a proposição ter vício de origem, e portanto,
ser inconstitucional.
Segundo Henry, ao conceder o adicional de periculosidade de 3%, o projeto concede,
de alguma forma, um aumento para os funcionários, o que é prerrogativa
apenas do Executivo.
Comungando do mesmo pensamento, mas votando a favor do projeto, o deputado
Eduardo Valverde (PT/RO) teme que a situação vislumbrada pelo
deputado Henry inviabilize a proposição. “Não podemos
criar a falsa expectativa nesta categoria”, alertou o deputado petista.
Em 1996, o então presidente Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto
com o mesmo teor.
A concessão do adicional de periculosidade
para os carteiros segue agora para votação na Comissão
de Constituição e Justiça. Neste colegiado vai
ser analisada a juridicidade e constitucionalidade do projeto. (André dos
Santos)
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de maio de 2007
Ministério Público divulga
diagnóstico sobre fraudes na relação de trabalho
Até sexta-feira (18),
o Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza a Semana
de Combate às Fraudes na Relação de Trabalho. Ontem
(17), o MPT divulgou, às 14h, um diagnóstico inédito
sobre todos os termos de Ajustamento de Conduta e as ações
civis públicas iniciadas pelos procuradores do trabalho de todo
o país.
O Ministério Público
do Trabalho tem atualmente mais de 2 mil ações civis
públicas em andamento, questionando terceirizações
ilícitas, contratação de cooperativas fraudulentas,
entre outras atividades irregulares. A divulgação do
diagnóstico será feita no auditório da Procuradoria-Geral
do Trabalho, em Brasília.
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de maio de 2007
JT deve apreciar ação
de empregada doméstica sobre recolhimento ao INSS
O julgamento de ação
proposta por empregada doméstica contra ex-patrão para
o recolhimento de diferenças de contribuição previdenciária é da
competência da Justiça Trabalhista. A conclusão é do
ministro Cesar Asfor Rocha. No processo, a empregada doméstica
Maria das Graças Santos afirma que o valor foi recolhido pelo
ex-patrão em quantia menor do que o devido ao Instituto Nacional
de Seguro Social – INSS.
A questão chegou ao STJ
para que o Tribunal definisse qual o juízo competente para decidir
a causa. Ao receber o processo, a 4ª Vara do Trabalho de Uberlândia,
Minas Gerais, entendeu não ser da sua competência a análise
da matéria e enviou a ação para a Justiça
Federal.
O Juízo Trabalhista baseou
sua conclusão na súmula 368 do Tribunal Superior do Trabalho
(TST). De acordo com o Juízo da 4ª Vara, “a reclamante
[empregada] não busca a condenação do reclamado
em obrigação de recolher valores devidos à Previdência
decorrentes de parcelas de naturezas remuneratórias reconhecidas
por este Juízo, mas tão-somente diferenças existentes
por todo o pacto laboral em face de recolhimento inferior”.
Ao receber a ação,
o Juizado Especial Federal de Uberlândia também entendeu
não ser da sua competência o julgamento do pedido. O Juizado
encaminhou um conflito de competência (tipo de processo) ao STJ
para que o Tribunal definisse qual o Juízo para decidir o processo. “A
causa em comento não se enquadra nas hipóteses de competência
atribuídas aos juízes federais, expressamente arroladas
no artigo 109 da Constituição Federal”, afirmou o
Juízo Federal.
O ministro Cesar Rocha determinou
a competência da Justiça Trabalhista para definir a causa.
Ele destacou vários precedentes do STJ que determinam a análise
da matéria “em função do pedido e da causa
de pedir”. Desta forma, para o ministro, “o pedido autoral é oriundo
da relação de trabalho havida entre as partes, o que atrai
a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento da
lide [ação], nos termos do artigo 114, inciso I, da Constituição
Federal, conforme a nova redação que lhe deu a Emenda Constitucional
nº 45/04”.
Elaine Rocha
Processo CC 81568
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CONSULTOR JURÍDICO,
17 de maio de 2007
Licença-prêmio não
desfrutada pode ser convertida em dinheiro
A licença-prêmio não desfrutada por aposentados pode ser
convertida em dinheiro. A decisão unânime é do Conselho
Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Os desembargadores
garantiram o benefício aos aposentados do Tribunal de Contas do Distrito
Federal. Cabe recurso.
Eles entenderam que a não
conversão causaria enriquecimento sem causa da administração
pública, já que o servidor, normalmente, deixa de gozar
a licença prevista em lei por causa da necessidade do próprio
trabalho. Consideraram que os servidores não abriram mão
de se afastar do serviço durante o período do benefício.
Para não prejudicar as atividades do órgão, tiveram
de permanecer no trabalho – sem outra opção.
De acordo com o Conselho, privar
os servidores do recebimento do valor correspondente contraria até mesmo
a finalidade da licença-prêmio, concedida por assiduidade.
Portanto, “foge à razoabilidade jurídica que o servidor
seja tolhido de receber compensação pelo não exercício
de um direito que incorpora a seu patrimônio funcional”.
Os aposentados entraram com o
Mandado de Segurança contra o ato da presidência do Tribunal
de Contas que, mesmo diante de direito líquido e certo, deixou
de pagar o benefício.
A licença-prêmio
foi criada pela Lei 1.711/52. Até 1988, o benefício era
concedido a cada dez anos de efetivo exercício. Com a Constituição,
a concessão foi estendida aos inativos. A Lei 8.112/90 diminuiu
o período para cinco anos, os quais garantiriam três meses
de afastamento remunerado do servidor, por assiduidade. Esta última
legislação é aplicada ao quadro de pessoal do Tribunal
de Contas, conforme a Lei Distrital 211/91.
Processo: 2006.0020.146.128
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/05/2007
Estagiário não é habilitado
para substabelecer procuração
É irregular a representação
de advogado que recebeu poderes transferidos por estagiária. A
decisão foi proferida pela Sexta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho em ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores
em Hotéis, Apart-Hotéis, Motéis, Flats, Pensões,
Hospedarias, Pousadas, Restaurantes, Churrascarias, Cantinas, Pizzarias,
Bares, Lanchonetes, Sorveterias, Confeitarias, Docerias, Buffets, Fast-Foods
e Assemelhados de São Paulo e Região contra a empresa Beef´s
com Toque de Botequim Ltda.
O sindicato ajuizou reclamação
trabalhista pleiteando a cobrança de contribuições
assistenciais e confederativas dos empregados do restaurante. Tanto a
sentença quanto o acórdão do Tribunal Regional do
Trabalho da 2ª Região (São Paulo) foram desfavoráveis à pretensão
sindical. Segundo o TRT/SP, as contribuições confederativa
e assistencial somente podem ser legitimamente cobradas dos empregados
associados ao Sindicato. Caso contrário, configuraria afronta
ao direito de livre associação e sindicalização
constitucionalmente garantido ao trabalhador.
A advogada da empresa, ao recorrer
ao TST por meio de agravo de instrumento, apresentou substabelecimento
outorgado, segundo a procuração anexada aos autos, por
uma estagiária. De acordo com o relator do processo, ministro
Horácio de Senna Pires, o substabelecimento é ato privativo
de advogado, de forma que é imprescindível instrumento
de mandato contendo poderes para substabelecer.
O ministro Horácio destacou
em seu voto que, embora constasse no recurso de revista e no substabelecimento
o número de inscrição definitiva no Conselho Seccional
da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, tal fato não é suficiente
para autorizar o processamento do recurso, pois é imprescindível
que a empresa traga aos autos novo instrumento de mandato na qualidade
de advogada, e não apenas de estagiária. “O recurso
subscrito por procurador sem mandato torna inexistente o apelo”,
disse o relator. (AIRR-1434/2002-039-02-40.0).

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