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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 24 de maio de 2007 | Dinheiro
SENADO
MP do PAC não é votada
e corre risco de perder validade
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo não conseguiu
concluir ontem no Senado a votação da medida provisória
mais contestada do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),
que passou a correr o risco de perder a validade na próxima
semana.
A MP, que permite investir parte dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço) em obras de infra-estrutura, só será examinada
novamente pelos senadores na próxima terça-feira e, se for modificada,
ainda terá de voltar à Câmara dos Deputados para mais uma
votação.
Para que a medida não deixe de vigorar, tudo isso tem de acontecer até o
dia 1º de junho, quando a MP completa 120 dias desde a sua edição
(descontado o período de recesso parlamentar), o prazo máximo
previsto pela legislação.
O risco de usar dinheiro dos trabalhadores em operações de retorno
lento e incerto fez da MP a mais polêmica das oito editadas com o PAC.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 24 de maio de 2007 | Dinheiro
Calçados e têxteis cogitam
cancelar exportação
IVONE PORTES
EDITORA-ASSISTENTE DE DINHEIRO DA FOLHA ONLINE
Empresas do setor calçadista
já cogitam a possibilidade de suspender pedidos do mercado externo
por causa do dólar baixo, segundo o vice-presidente da Abicalçados
(Associação Brasileira das Indústrias de Calçados),
Milton Cardoso.
" Os reflexos da queda do dólar sobre o setor são nefastos.
Temos notícias de que há um número importante de fábricas
dedicadas em grande parte à exportação que já consideram
seriamente a hipótese de encerrar as vendas ao mercado externo por absoluta
inviabilidade do negócio", disse.
A possibilidade é observada também no setor têxtil, segundo
o diretor-superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria
Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel. "Com esse
câmbio, algumas empresas, estruturalmente, vão manter a produção
para a exportação, mas na realidade o que vai ocorrer, sem sombra
de dúvida, é uma interrupção das vendas externas.
E o Brasil pode regredir com isso", acrescentou Pimentel.
O dólar comercial caiu abaixo dos R$ 2 na semana passada e oscila ao
redor desse patamar. Ontem, a divisa norte-americana fechou a R$ 1,952.
Para Pimentel, a queda do dólar explicitou uma série de mazelas
da economia que já estavam em debate, mas que nunca foram resolvidas. "Estamos
falando de carga tributária, dos juros, de acordos internacionais, de
[gargalos] de infra-estrutura e encargos trabalhistas onerosos para empresas."
" Estão dizendo que o dólar reflete a robustez da nossa economia,
mas a taxa de juros que temos [12,5% ao ano] não reflete essa robustez.
A carga tributária também não", afirmou.
Na avaliação do vice-presidente da Abicalçados, o movimento
do câmbio tem prejudicado dois grupos de empresas: aquelas que são
muito voltadas para as exportações e as que atuam no mercado
interno e sofrem forte concorrência do produto importado.
" As empresas têm feito o possível e o impossível. Os
ganhos de produtividade, as reduções de custos, a racionalização
de processos e o desenvolvimento de produtos mais inteligentes têm sido
uma constante e permitido ao setor se manter. Mas estamos em um momento em que
a grande ação tem que ser macroeconômica, do governo, para
resolver uma situação que não foi criada por nós
e que ultrapassa os nossos limites", acrescentou Cardoso.
Reflexos
Dados divulgados pela Abicalçados e Abit já evidenciam os reflexos
da queda do dólar sobre os negócios .
O faturamento do setor calçadista com as exportações diminuiu
0,27% no primeiro quadrimestre deste ano em relação a igual período
de 2006, ficando em US$ 624,6 milhões. Apesar disso, o saldo comercial
do setor está positivo em US$ 559 milhões em quatro meses. O
vice-presidente da Abicalçados ressaltou que o Brasil é ainda
o terceiro maior produtor de sapatos do mundo.
No caso do setor têxtil, a queda das exportações foi de
0,89%, para US$ 681 milhões. A balança comercial da indústria
têxtil já acumula, de janeiro a abril, um déficit de US$
263 milhões e, segundo estimativa da Abit, deve encerrar o ano com saldo
negativo em torno de US$ 1 bilhão.
Uma das demandas dos dois setores junto ao governo, de aumento dos impostos
sobre importados, em parte, já foi atendida. O governo federal anunciou
no mês passado a elevação do imposto de importação
de têxteis e calçados de 20% para 35% -o máximo permitido.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 | Dinheiro
Brasileiro gasta 146 dias para pagar tributo
Contribuintes têm de trabalhar até sábado,
dia 26, apenas para cumprir as obrigações fiscais com os
três níveis de governo | Carga tributária deste ano
requer um dia mais do que em 2006, segundo estudo do IBPT; classe média é a
mais exigida, com 156 dias
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
Os brasileiros terão
de trabalhar até sábado, dia 26 deste mês, somente
para o pagamento de tributos neste ano aos governos federal, estaduais
e municipais. Desde 1º de janeiro, em média serão
146 dias de trabalho -um dia a mais do que o tempo gasto em 2006.
A carga tributária no ano será de 40,01% sobre a renda desses
trabalhadores. Por tipo de tributo, a carga fiscal é dividida em 14,72%
sobre a renda, 22,54% sobre o consumo e 2,92% sobre o patrimônio.
Os cálculos são de estudo sobre os dias trabalhados para pagar
tributos, divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário),
entidade que reúne profissionais que se dedicam a estudos tributários
de natureza institucional, setorial e empresarial.
Segundo o IBPT, a cada ano os brasileiros têm destinado maior parte da
renda para cumprir seus compromissos tributários com o Estado. Prova
disso é que, em 2003, 36,98% do rendimento bruto era destinado àquela
finalidade. Um ano depois, já eram 37,81%, índice que subiu para
38,35% em 2005 e para 39,72% em 2006.
O IBPT também calculou o tempo de trabalho por faixa de renda. O estudo
mostra que a classe média -renda entre R$ 3.000 e R$ 10 mil- é a
que mais trabalha para satisfazer as exigências tributárias dos
três níveis de governo. Esses contribuintes ainda terão
de trabalhar até 5 de junho -ou seja, 156 dias- para pagar impostos
e contribuições. A carga anual será de 42,70% (19,17%
sobre a renda, 20,51% sobre o consumo e 3,02% sobre o patrimônio).
Segundo o estudo, os principais tributos sobre o salário são
o Imposto de Renda, a contribuição à Previdência
Social e as contribuições sindicais. Na hora de consumir, o contribuinte
terá de pagar ICMS (estadual), ISS (municipal), IPI, PIS, Cofins e CPMF
(federais). Se tiver imóvel (casa, apartamento ou terreno) e carro terá de
pagar IPTU, IPVA, Cide, ITCMD, ITBI e ITR. Além desses tributos, arca
com o pagamento de taxas de limpeza e iluminação pública,
coleta de lixo, emissão de documentos e outros.
A classe alta -para o IBPT, os que têm renda média mensal superior
a R$ 10 mil- vem em segundo lugar no ranking dos que mais trabalham para pagar
tributos. São 152 dias por ano, ou até 1º de junho. Esses
trabalhadores têm carga fiscal de 41,73%, sendo 21,13% sobre a renda,
16,82% sobre o consumo e 3,78% sobre o patrimônio.
A classe baixa -na definição do estudo, os que têm renda
média mensal até R$ 3.000- é a que menos tem de trabalhar
para cumprir seus compromissos fiscais. Ainda assim, são necessários
141 dias para satisfazer a voracidade fiscal -período já cumprido
na segunda-feira, dia 21 deste mês. Os 38,75% da carga fiscal anual são
divididos em 12,93% sobre a renda, 22,97% sobre o consumo e 2,85% sobre o patrimônio.
O dobro dos anos 70 e 80
A voracidade dos fiscos brasileiros é tão grande que hoje é preciso
trabalhar o dobro do que se trabalhava nas décadas de 70 e 80 para pagar
todos os tributos (ver quadro). Nos anos 70, a média de trabalho anual
estava em 76 dias, segundo o estudo. Nos anos 80 quase não houve mudança
-eram 77 dias. Desde 1999, em todos os anos os brasileiros tiveram de trabalhar
mais para pagar tributos.
Segundo o IBPT, dois países europeus (Suécia, 185 dias, e França,
149 dias) exigem que seus contribuintes trabalhem mais dias por ano do que
o brasileiro para o pagamento de tributos. Mas com uma diferença: o
cidadão tem a contrapartida do que paga, uma vez que o Estado oferece
serviços de qualidade e não cobra por eles.
Em outros países os contribuintes trabalham menos tempo para ficar em
dia com o fisco. Os espanhóis precisam trabalhar 137 dias; os norte-americanos,
102 dias; os argentinos, 97 dias; os chilenos, 92 dias; e os mexicanos, apenas
91 dias.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 24 de maio de 2007 | Dinheiro
Comerciários e empresas fazem
acordo sobre trabalho aos domingos
Acerto prevê que categoria vai trabalhar
dois domingos para folgar um
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Depois de três
anos de negociação, governo, trabalhadores e empresários
fecharam um acordo para regulamentar o trabalho no comércio
aos domingos. O acerto prevê que os 6 milhões de funcionários
do comércio no país deverão trabalhar dois domingos
para folgar um. As condições do trabalho -jornada,
hora extra, remuneração etc.- serão estabelecidas
em convenção coletiva.
Para formalizar o acordo, o governo deve editar uma medida provisória
ou uma portaria ministerial. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a
consultoria jurídica do ministério avaliará qual o procedimento
mais eficaz. "Isso é a nossa reforma trabalhista ponto a ponto",
afirmou o secretário de Relações do Trabalho e mediador
das negociações, Luiz Antônio de Medeiros.
Pela legislação atual, os comerciários trabalham três
domingos para ter um de folga. Mas não há regras definindo as
condições nem exigência de negociação nesse
sentido. "Hoje, o empresário repõe o domingo com outro dia
da semana. As condições de trabalho no domingo são uma
liberalidade da empresa", afirma o secretário.
No acordo, também ficou decidido que o trabalho no comércio nos
feriados será estabelecido em convenção coletiva. Isto é,
os sindicatos negociarão com os patrões se trabalharão
nesses dias. A lei atual não trata do funcionamento do comércio
nos feriados.
Lupi afirmou ontem que havia uma determinação do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva para que se chegasse a um acordo para regulamentar
o trabalho do comércio aos domingos. A reunião para fechar o
acerto demorou mais de cinco horas, e o governo chegou a ameaçar editar
uma medida provisória arbitrariamente caso as partes não se entendessem.
Na avaliação de representantes dos trabalhadores, os comerciários
tiveram de abrir mão de muitas exigências no acordo. "Cedemos
muito porque havia muita resistência dos patrões, principalmente
dos shopping centers, que é onde se dá a grande exploração",
afirmou o representante dos comerciários e presidente da Federação
dos Trabalhadores no Comércio do Estado de Santa Catarina, Francisco
Alano.
A proposta inicial dos trabalhadores era garantir dois domingos de folga, após
dois trabalhados. Ele considerou, no entanto, um avanço obter a garantia
legal de negociação para as condições de trabalho.
Para o representante da CNC (Confederação Nacional do Comércio),
Natan Schiper, o acordo foi satisfatório, pois traz mais clareza para
o funcionamento do comércio. "Isso permitirá que os empresários
fiquem mais tranqüilos para programar seus negócios. Certamente,
vai exigir mais contratações e mais recolhimento de impostos",
declarou Schiper.
Medeiros acrescentou que, com a definição das regras de trabalho
aos domingos, os fiscais do Trabalho passarão a multar menos as empresas.
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AGÊNCIA CÂMARA,
24 de maio de 2007
Câmara rejeita análise
em Plenário de política do mínimo
Câmara rejeitou hoje o Recurso 42/07, do deputado Paulo Renato Souza
(PSDB-SP), que pedia a votação do Projeto de Lei 1/07 em Plenário.
A proposta, do Poder Executivo, estabelece uma política de reajuste
real do salário mínimo para o período de 2008 a 2023 e
conta com parecer favorável de comissão especial, com emendas.
Devido à rejeição do recurso, o projeto segue para o Senado.
A análise desse tipo de
recurso é prevista pela Constituição Federal em
relação a matéria que tramita em caráter
conclusivo (caso em que o projeto aprovado pelas comissões é enviado
diretamente ao Senado sem a necessidade de passar pelo Plenário
da Câmara). Ou seja: a Constituição prevê a
possibilidade de o Plenário votar esse tipo de projeto se houver
recurso de um décimo dos deputados, que também precisa
passar por votação.
Reajuste
Na quarta-feira (16), a Câmara aprovou a Medida Provisória 362/07,
que reajusta o salário mínimo de R$ 350 para R$ 380, com efeitos
a partir de 1º de abril.
o PL 1/07 é uma proposta
independente dessa MP, pois trata de uma política de reajuste
de longo prazo para o mínimo, e não de um aumento pontual.
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JORNAL CIDADE BIZ / SÃO
PAULO, 24 de maio de 2007
Ritmo da construção civil
caiu 5,4% em 2005, segundo estudo do IBGE
Pesquisa indica ainda um processo gradativo
de desconcentração do setor
Redação
O setor de construção
civil reduziu suas atividades em 2005 no Brasil, na comparação
com 2004. As construções executadas tiveram um decréscimo
real de 5,4%1. Ainda em termos reais, uma queda mais acentuada foi verificada
no valor das construções para entidades públicas,
que teve redução de 8% entre os dois anos.
Os dados são da Pesquisa
Anual da Indústria da Construção, do IBGE, que mostra
ainda um gradativo processo de desconcentração da indústria
da construção, com perda de peso da região Sudeste,
puxada principalmente por São Paulo e Rio de Janeiro, e ganho,
sobretudo do Norte do país, onde a industrialização
alavancou obras e pessoal ocupado, especialmente no Amazonas e Pará.
Em 2005, as mais de 105 mil empresas
do setor da construção geraram quase 1,6 milhões
de empregos, com gastos salariais superiores a R$ 15,5 bilhões,
o que corresponde a um salário médio mensal de 2,7 salários
mínimos. A indústria da construção realizou
obras e serviços no valor de R$ 100 bilhões. desse montante,
R$ 41,7 bilhões vieram de obras contratadas por entidades públicas.
Os dados de 2005 e 2004:
• Número
de empresas
2005: 105 mil
2004: 109 mil
• Pessoal ocupado
2005: 1,554 milhão
2004: 1,615 milhão
• Salários,
retiradas e outras remunerações
2005: R$ 15,547 bilhões
2004: R$ 15,697 bilhões
• Valor das construções
executadas
2005: R$ 100,007 bilhões
2004: R$ 96,341 bilhões
• Construções
para entidades públicas
2005: R$ 41,685 bilhões
2004: R$ 41,301 bilhões
Edificações
industriais, comerciais e outras edificações não-residenciais – O
grupo avançou 2,9% em termos nominais, devido ao bom desempenho
de edificações comerciais, cujo acréscimo chegou
a 24,0%.
Esse resultado pode estar relacionado
ao aumento do número de shoppings centers nas médias e
grandes cidades brasileiras.
Outros produtos que contribuíram
para esse crescimento foram galpões e edifícios industriais
(2,3%), plantas industriais (3%) e instalações desportivas
(22,3%).
Obras de infra-estrutura
- O valor caiu 1% em relação a 2004, por conta
principalmente de usinas, estações e subestações
hidroelétricas, termelétricas e nucleares (-26,2%); barragens
e represas para geração de energia elétrica (-23,2%);
dutos (-17,2%); e redes de instalações de torres de telecomunicações
(-12,3%).
Por outro lado, as principais
contribuições positivas vieram de vias férreas e
metropolitanas (50,7%); pontes, elevados e túneis (25,0%); rodovias
(3,9%); e ruas, calçadas, praças ou estacionamentos (6,8%).
Obras residenciais
- Também recuaram 3,8%. Apesar de algumas medidas
tomadas pelo governo federal a partir de 2004, tais como o regime
especial tributário do patrimônio de afetação
e o maior volume de recursos da caderneta de poupança direcionados
ao Sistema Financeiro da Habitação, as edificações
residenciais, produto de maior peso na construção,
recuaram 7,1%, não sustentando seu resultado positivo de 2004,
quando haviam crescido 31,9% frente a 2003.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de maio de 2007 | Economia
Aumento do emprego formal reduz número
de cheques sem fundo, revela Serasa
por O GLOBO ONLINE
O volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados recuou
6% no acumulado de janeiro a abril de 2007, em relação ao mesmo
período de 2006, apontou a Serasa. Foram devolvidos 20,2 cheques a cada
mil compensados nos primeiros quatro meses deste ano, contra 21,5 no período
equivalente do ano passado, em todo o país.
Os cheques compensados totalizaram
523,5 milhões no primeiro quadrimestre de 2007 e os devolvidos
foram 10,6 milhões no período. De janeiro a abril de 2006,
houve 581,3 milhões de cheques compensados, no país, e
12,5 milhões foram devolvidos por falta de fundos.
A inadimplência com cheques
também registrou queda em abril deste ano. Quando comparado a
março, o volume de cheques devolvidos por mil compensados diminuiu
14,3%, em todo território nacional. Houve 19,8 cheques devolvidos,
por insuficiência de fundos, a cada mil compensados em abril deste
ano, ante 23,1 em março.
Um total de 128,4 milhões
de cheques foi compensado em abril deste ano e 2,54 milhões, devolvidos
duas vezes por insuficiência de fundos, no país. Os cheques
compensados em março de 2007 totalizaram 132,1 milhões,
e os devolvidos por falta de fundos foram 3,04 milhões.
Na relação com
abril do ano passado, o recuo foi de 11,6%. Foram devolvidos 22,4 cheques
por mil compensados no quarto mês de 2006. Em todo o país,
o número de cheques compensados, em abril do ano passado, foi
de 133,3 milhões e os devolvidos somaram 3,0 milhões.
Os assessores da Serasa
afirmam que a queda na inadimplência com cheques, em todas as
comparações, é reflexo do aumento da massa salarial
e do emprego, sobretudo, com carteira assinada. Além disso,
as diversas formas de financiamento a longo prazo (crédito consignado,
veículos, habitacional, etc.) têm favorecido a qualidade
do cheque, que é um instrumento de venda a prazo (cheque pré-datado)
de curto e médio prazos e de fácil e rápida recuperação
para o varejista.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
24 de maio de 2007
Campanha pela preservação
de direitos trabalhistas
Cintia Végas [24/05/2007]
Foto: Lucimar do Carmo

Manifestantes fizeram “peregrinação” no centro da
capital.
Em diversas regiões do País, trabalhadores e estudantes promoveram
ontem manifestações relativas ao Dia Nacional de Luta pela Preservação
dos Direitos Trabalhistas. Eles reivindicavam principalmente a manutenção
do veto presidencial à Emenda 3, incluída no Projeto de Lei que
cria a Super-Receita (união entre as Receitas Federal e Previdenciária).
Em Curitiba, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) - em parceria com
o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e diversas centrais sindicais
e entidades de movimentos sociais - promoveu uma verdadeira jornada. Os manifestantes
se concentraram às 9h na Praça Santos Andrade. Na seqüência,
saíram em caminhada até a Delegacia Regional do Trabalho (DRT),
a Boca Maldita e a Associação Comercial do Paraná (ACP),
onde foram realizados atos públicos.
“ A Emenda 3 foi vetada, mas existe muita pressão para que ela volte
a ser apreciada. Não podemos deixar que isto aconteça, pois ela
fere direitos históricos dos trabalhadores, como férias remuneradas,
Fundo de Garantia e licença maternidade. Ela simplesmente rasga a carteira
de trabalho dos brasileiros”, comentou o secretário de organização
da CUT-PR, José Donizetti Viana.
Segundo ele, a Emenda 3, a pretexto de regulamentar a situação
dos prestadores de serviço e terceirizados, libera as classes patronais
para transformarem todos os empregados com carteira assinada em pessoas jurídicas. “Precisamos
pressionar o governo para que ele mantenha o veto. O presidente Lula foi eleito
pelos movimentos populares. Não podemos permitir que ele ajude àqueles
que sempre foram contra os direitos dos trabalhadores”, disse o diretor
do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR, João Paulo
Mehl, que participou do movimento.
Os trabalhadores também pediam pelo fim do Projeto de Lei 01, que faz
parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e estaria
ameaçando congelar o salário dos servidores públicos;
pela manutenção do direito de greve; por uma Previdência
Social pública e universal; por mudanças na política econômica,
com redução dos juros e do superávit primário;
por reforma agrária e política agrícola; promoção
da educação pública de qualidade; preservação
do meio ambiente; e anulação do leilão da Companhia Vale
do Rio Doce, privatizada no ano de 1997 pelo então presidente Fernando
Henrique Cardoso.
Para Geraldo Serathiuk, delegado regional do Trabalho no Paraná, ao
proibir a fiscalização dos contratos de trabalho pelos auditores
da Receita Federal e do Ministério do Trabalho, deixando essa competência
ao Judiciário, a Emenda 3 atingirá não apenas o trabalhador
como a família dele, seja pela falta de cobertura previdenciária
ou de seus direitos sociais.
Movimento sindical diz que vai aumentar
pressão
São Paulo (AE) - O presidente da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), maior central sindical do País, Artur Henrique Silva, disse ontem
que o movimento sindical vai intensificar o contato com parlamentares para
que o Congresso Nacional mantenha o veto do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva à Emenda 3, da legislação que cria a Super-Receita.
“ Realizamos esta semana um café da manhã com os deputados
do PCdoB e PT e, nos próximos dias, realizaremos outros com o conjunto
das lideranças do Congresso, para colocarmos nossa posição
aos partidos”, disse o líder sindical, durante ato em frente à sede
da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp) pela manutenção do veto presidencial à Emenda 3.
De acordo com Silva, ao impossibilitar que os fiscais da Super-Receita autuem
empregados e empregadores quando constatada relação trabalhista
entre a empresa e um profissional Pessoa Jurídica (PJ), a Emenda 3 impede
a aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), cerceando a fiscalização.
“ Não aceitaremos a realização de uma reforma trabalhista,
feita de forma submarina, em quatro linhas, como querem os empresários
por meio da Emenda 3”, argumentou.
Na avaliação do presidente da CUT, o movimento sindical teve
um mérito ao colocar o tema da legislação trabalhista
na “ordem do dia”, conscientizando a sociedade de que a aprovação
da emenda resultará em perda de direitos garantidos pela Constituição.
“ Há uma tentativa para fraudar a CLT e um perigo muito grande de
todas as categorias se tornarem PJs”, insistiu.
Embora a CUT tenha projetado a participação de 10 mil manifestantes
em frente à Fiesp, a Polícia Militar estima a presença
de 1,2 mil pessoas. Mais importante que o público, de acordo com Silva, é o
fato de a manifestação em frente à Fiesp ser um “ato
simbólico”.
“ Dando uma resposta à campanha da Fiesp e da Ordem dos Advogados
do Brasil em São Paulo (OAB-SP), que, na semana passada, lançaram
atos de que fiscal não é juiz. Nós entendemos que os fiscais
têm que ter poder de ação e defendemos a preservação
dos direitos estabelecidos na CLT”, argumentou. “Essa é a
nossa reação”, acrescentou.
Protestos foram registrados em todo País
Em todo País foram registradas, ontem, manifestações de
trabalhadores em protesto pela tentativa de derrubada do veto à Emenda
3. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu uma passeata pelo
centro de Sergipe. Rodovias federais e estaduais foram interditadas pelo Movimento
dos Sem Terra (MST), e servidores estaduais e federais ficaram em greve. Foi
assim no Estado, o Dia Nacional de Luta Unificada por Nenhum Direito a Menos
promovido, nacionalmente, pela CUT. Os manifestantes saíram da Praça
da Bandeira, seguiram para o prédio da Assembléia Legislativa,
Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS) e instituições financeiras.
A Avenida Paulista, em São Paulo, foi o palco de um dos maiores protestos,
que reuniu cerca de duas mil pessoas. Eles foram caminhando até a Assembléia
Legislativa, o que acabou prejudicando o trânsito.
No Vale do Paraíba, São Paulo, a mobilização parou
fábricas e estradas. Pelo menos 10 mil pessoas participaram do protesto. “Os
trabalhadores terão que se aposentar com 65 anos. Daqui a pouco, ninguém
mais se aposenta no País. Nossa luta é pelos direitos dos que
trabalham”, argumentou o diretor sindical Vivaldo Moreira. Os metalúrgicos
da GM fizeram uma passeata de dois quilômetros nas proximidades da fábrica.
A produção foi atrasada em duas horas. Já um grupo de
trabalhadores da Embraer e da Heatcraft desceram do ônibus e seguiram
a pé para as fábricas, em um trajeto de 40 minutos.
Em Brasília, os manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios,
se concentraram diante da catedral e fizeram uma passeata até o Congresso.
No Rio de Janeiro houve confronto com a polícia e seis manifestantes
foram presos. Em Minas Gerais, 100 pessoas fecharam a rodovia Belo-Horizonte/São
Paulo por três horas, provocando um engarrafamento que chegou a dez quilômetros.
Em todas as manifestações nas fábricas os trabalhadores
aprovaram, em assembléias, o repúdio à legislação
que quer reduzir o direito dos operários e aposentados.
Em Manaus, Amazonas, os trabalhadores também saíram às
ruas para protestar contra a tentativa de derrubada do veto.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
24 de maio de 2007
Perdas do Plano Bresser chegam a R$
1,9 tri
Prazo para cobrar correção
de poupança de 1987 termina dia 31
Curitiba - No próximo
dia 31, termina o prazo para que os titulares de cadernetas de poupança
antigas entrem na Justiça para recuperar as perdas causadas
pelo Plano Bresser. O primeiro passo é procurar um advogado
e obter o extrato do banco. Se o dinheiro - estimado num total de
R$ 1,9 trilhão a ser pleiteado por 80 milhões de poupadores
- não for solicitado pelos titulares das contas, será incorporado
ao patrimônio dos bancos.
A advogada da Associação
Paranaense de Defesa do Consumidor (Apadeco), Gisele Passos Tedeschi,
explicou que o valor é resultado de uma diferença no rendimento
das cadernetas de poupança referente ao saldo de junho de 1987.
Segundo ela, na época, as poupanças deveriam ter rendido
26,69%. Porém, devido a mudanças econômicas, o rendimento
foi de 18,61%. Isso gerou uma diferença de 8,08%, que pode ser
cobrada na Justiça.
Só têm direito à correção
os titulares de cadernetas de poupança com saldo em junho e julho
de 1987 e que tenham aniversário na primeira quinzena de cada
mês.
''Quem já tem o extrato
precisa procurar o quanto antes um advogado de confianca para fazer o
cálculo e ajuizar a ação'', disse Gisele. Caso a
pessoa não consiga o extrato, o advogado pode entrar com pedido
de notificação judicial contra o banco para suspender o
prazo de prescrição que é 31 de maio. Caso o titular
da conta tenha morrido, o processo pode ser feito pelo cônjuge
ou herdeiro. Dependendo do valor - se o saldo da poupança for
de até R$ 14 mil (40 salários mínimos) - o poupador
pode procurar juizados especiais.
O gerente regional de negócios
da Caixa em Curitiba, Álvaro Luiz Martins, disse que até 1993,
o Banco Central não exigia CPF para as contas de poupança.
Segundo ele, a maior dificuldade para localizar os extratos são
das contas que não tinham CPF vinculado. Se a pessoa tiver o número
da conta ou o CPF fica mais fácil a busca. Hoje, a Caixa responde
por 34% do mercado de poupança do País.
Gisele lembrou que o prazo de
prescrição em 31 de maio é só para o Plano
Bresser. Mas ainda dá tempo de entrar na Justiça para outras
correções da poupança que foram realizadas de forma
incorreta.
Em janeiro de 1989, com o Plano
Verão, a correção da poupança deveria ser
de 42,72% e foi aplicado apenas 22,35%. Para este período é necessário
o extrato dos meses de janeiro e fevereiro de 1989.
Em março de 1990, no Plano
Collor 1, as poupanças tiveram correção de apenas
41,28% e o porcentual correto seria 84,32%. Em abril do mesmo ano foi
aplicado apenas o juro da poupança de 0,5% e o correto seria 44,80%.
E, em maio de 1990, a correção foi de 5,38% e deveria ser
de 7,87%. É necessário pedir extrato dos meses de março,
abril, maio e junho.
Em fevereiro de 1991, com
o Plano Collor 2, a correção seria de 21,87% mas foram
concedidos apenas 7%. O extrato para este período deve ser de
janeiro, fevereiro e março de 1991.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 24 de maio de 2007 | Economia
Protesto muda atendimento das agências
do INSS
Serviços como requerimento de auxílio-doença,
auxílio-maternidade ou agendamento de perícia médica
podem ser feitos pelo site do Ministério
Marcos Roberto Burghi
SÃO PAULO - As agências
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem modificar seu atendimento
nesta quarta-feira, 23, em razão do protesto de servidores e movimentos
populares marcados para esta data em todo o País.
Para verificar o funcionamento,
o segurado pode ligar para o telefone 135. Serviços como requerimento
de auxílio-doença, auxílio-maternidade ou agendamento
de perícia médica, entre outros, podem ser feitos pelo
site do Ministério (www.previdencia.gov.br).
A Superintendência do INSS
em São Paulo afirmou que as perícias ou outros serviços
que não forem realizados serão remarcados na própria
agência para a data mais próxima.
Na opinião de Rita de
Cássia Pinto, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde
e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), trata-se
de uma forma de protestar contra as reformas da previdência e outros
pontos da política do governo federal.
De acordo com Rita de Cássia,
a princípio o trabalho só será interrompido nesta
quarta, mas novas paralisações dos trabalhadores do INSS
não estão descartadas.
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Agência Câmara,
24 de maio de 2007
Manifestantes pedem manutenção do veto à emenda
3
Luiz Alves

Trabalhadores ocuparam gramado em frente ao Congresso Nacional.
Com o objetivo de pressionar o Congresso
a manter o veto à emenda
3, cerca de 5 mil trabalhadores, segundo dados da Polícia Militar,
reuniram-se hoje no gramado em frente ao Congresso Nacional.
A emenda 3 compunha o Projeto de Lei 6272/05,
que criou a Super-Receita, mas foi vetada pelo presidente Lula. Ela
proibia os auditores fiscais
da Receita Federal de autuar ou fechar as empresas prestadoras de serviço
constituídas por uma única pessoa quando entendessem que
a relação de prestação de serviços
com uma outra empresa era, na verdade, uma relação trabalhista.
A presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal,
Rejane Pitanga, explica a posição da CUT. "Entendemos
que essa emenda prejudica os trabalhadores e retira os direitos históricos,
flexibilizando as relações de trabalho. Nós queremos
e solicitamos aos parlamentares que atendam aos interesses dos trabalhadores,
que é a manutenção do veto presidencial."
Os deputados Marco Maia (PT-RS) e Jô Moraes (PCdoB-MG) participaram
do protesto. Maia afirmou que concorda com a avaliação
das centrais sindicais e sindicatos de que a medida prevista na emenda
3 contribui para precarizar as relações de trabalho. O
deputado recomenda que as centrais sindicais continuem a promover manifestações
e protestos como forma de pressionar o Congresso a não derrubar
o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda
3.
Já a deputada Jô Moraes disse que a emenda 3 foi aprovada "a
toque de caixa" no Congresso e só agora os parlamentares
começaram a ter consciência da posição dos
trabalhadores em relação à emenda. Ela acredita
que o Congresso deve assumir seu papel de apoio aos trabalhadores, sob
pena de prejudicar sua legitimidade.
O vice-líder do Democratas, Eduardo Sciarra, classificou a manifestação
de mentirosa. "Essa é uma mobilização que tenta
passar para a opinião pública uma mentira: a de que se
pretende, com a emenda 3, roubar direitos dos trabalhadores. A relação
entre duas pessoas jurídicas, conforme se apresenta na discussão,
só pode ser descaracterizada pela Justiça, e não
pela ação de um fiscal." Eduardo Sciarra disse ser
favorável à derrubada do veto presidencial ou a um projeto
alternativo que trate do assunto.
Além da CUT, representantes de diversas outras entidades, como
o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e o movimento estudantil, estiveram
presentes à manifestação e fizeram outras reivindicações,
como a reforma agrária, o direito de greve e a derrubada do PLP
1/07, que compõe o PAC e limita em 1,5% ao ano o reajuste real
dos servidores públicos.
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Folha
de São Paulo,
24 de maio de 2007
Trabalhadores fazem protestos a favor de
veto de Lula à emenda 3
Atos em cidades de vários Estados visam
evitar que empregado perca direitos CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Trabalhadores de ao menos 12 categorias
profissionais fizeram paralisações
parciais, protestos e passeatas em capitais e principais cidades de vários
Estados a favor do veto presidencial à emenda 3 e contra a retirada
de direitos -como proibição de greves de servidores e mudanças
na Previdência. A emenda retira o poder de auditores fiscais de
suspender contratos de prestação de serviços entre
pessoas jurídicas, as chamadas PJs, se suspeitarem de vínculo
trabalhista. No texto aprovado na lei que criou a Super-Receita, e vetado
pelo presidente Lula, essa decisão deve caber à Justiça
trabalhista. Os parlamentares ainda podem derrubar o veto.
A CUT, uma das centrais que organizaram
e participaram dos protestos, informou que os atos mobilizaram 53 mil
pessoas em nove Estados, segundo
balanço parcial. Em São Paulo, a principal manifestação
ocorreu em frente ao prédio da Fiesp (federação
das indústrias), na avenida Paulista. Apesar da chuva, a central
sindical estimou em 5.000 o número de pessoas que aderiram ao
protesto -eram esperadas cerca de 10 mil.
Na estimativa da Polícia Militar, cerca de 1.200 manifestantes
estiveram no local às 11h de ontem. A CGTB (Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil) participou do ato. "A Fiesp foi escolhida
por ser um símbolo da campanha "fiscal não é juiz",
lançada em parceria com a OAB-SP e outras entidades empresariais.
Era preciso dar uma resposta à tentativa dos empresários
de fazer uma reforma trabalhista, disfarçada em quatro linhas,
no texto da emenda, para abrir espaço para a retirada de direitos",
diz Artur Henrique da Silva Santos, presidente da CUT.
A política econômica do governo Lula também foi
alvo de protestos, principalmente de entidades como a Conlutas (central
ligada ao PSTU e por sindicatos que deixaram a CUT). Na estimativa deles,
1,5 milhão de trabalhadores, servidores, estudantes e pessoas
ligadas a movimentos sociais participaram de protestos, greves e paralisações
de estradas em cidades de 16 Estados.
Na GM de São José dos Campos, onde o sindicato dos metalúrgicos
da região é ligado ao Conlutas, 3.500 trabalhadores fizeram
passeata e atrasaram em uma hora o início das atividades. Na região,
a pista da via Dutra (sentido RJ) foi interrompida ontem pela manhã.
Houve paralisações parciais e protestos em outras sete
empresas do interior, como Phillips, Embraer e Toyota.
Sem convite
Apesar de a CUT divulgar que os atos reuniriam
sete centrais, dirigentes de parte delas informaram que não integraram os protestos porque
não foram convidados. "A CUT fez ato na Paulista porque foi
de certa forma pressionada pelos movimentos sociais que haviam marcado
um dia de protesto contra o governo Lula. Por isso, concentrou seu ato
contra a emenda 3. Participamos de outras manifestações,
mas essa não foi discutida no fórum das centrais",
diz João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força
Sindical. Silva Santos diz que "todas as centrais" foram convidadas.
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Folha
de São Paulo,
24 de maio de 2007
Entidades da indústria e do comércio são contra veto
que mantém poder a fiscais
DA REDAÇÃO
A
Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo), cuja sede foi escolhida para o protesto contra a emenda
3, rechaça o veto por considerar que só um juiz teria a
imparcialidade para desconsiderar a personalidade jurídica. Os
fiscais, segundo o ex-ministro do STF Sydney Sanches, atual presidente
do Conselho de Assuntos Jurídicos da Fiesp, teriam interesse em
mostrar produtividade. "Para quem não está empregado,
o que interessa é ter trabalho e ganhar para sobreviver",
afirmou. A CNI (Confederação Nacional da Indústria)
acompanha a federação.
"O Estado [na figura do fiscal] tem interesse em arrecadar",
diz Sérgio Campinho, advogado da entidade. A Federação
do Comércio do Estado de São Paulo também defende
a derrubada do veto. Segundo o presidente do conselho de direito da entidade,
Ives Gandra da Silva Martins, o TST já declarou que só quando
o empregado é coagido a montar uma empresa é que ela deve
ser desconsiderada.
Ao contrário das representações dos empresários,
as dos advogados divergem. Antônio Amaral, da Comissão de
Direito Constitucional da OAB-SP, contra o veto, argumentou que a questão é arrecadatória
e previdenciária. Já Roberto Caldas, da Comissão
de Estudos Sociais da OAB, diz que a entidade sempre foi contra a precarização
do trabalho. E ironizou o slogan das entidades ("fiscal não é juiz")
a favor da emenda, dizendo que "juiz não é fiscal".
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça
do Trabalho também é a favor do veto. "Não
está se dando poder ao fiscal, ele já tem esse poder",
afirmou seu presidente, Cláudio Montesso. (TATIANA RESENDE)
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CBIC, 24 de maio de 2007
Momento histórico
CBIC e Centrais Sindicais assinam protocolo
de intenções
para estabelecer canal de diálogo e cooperação entre
as entidades
Em momento histórico, a CBIC e as Centrais Sindicais assinaram hoje,
dia 21, na sede da Câmara, em Brasília, um protocolo de intenções
que visa o estabelecimento de uma agenda positiva comum do setor.
O documento foi assinado pelos presidentes
da CBIC, Paulo Safady Simão,
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva
Santos, e da Força Sindical (FS), Paulo Pereira da Silva, representado
pelo presidente do Sintracon-SP, Antonio de Souza Ramalho.
Segundo o presidente da CBIC, Paulo Simão, a agenda inicial prevê uma
série de ações para fortalecer a indústria
da Construção, como o acompanhamento conjunto da implementação
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a melhoria
das condições e relações de trabalho, e o
incentivo à formalidade nas relações de trabalho
no setor.
O comitê, composto por representantes da CBIC e das Centrais,
volta a se encontrar no dia 11 de junho para dar início às
ações para desoneração da folha de pagamento,
sem prejuízo dos direitos trabalhistas; estímulo à educação
e qualificação profissional, e incentivo à segurança
e saúde no trabalho. Para o presidente da CUT, a assinatura desse
protocolo pode ser considerado um momento histórico, não
só pelo acompanhamento que será dado ao Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), mas, também, pela oportunidade que o setor
terá para avançar em outros pontos do protocolos.
A intenção, segundo ele, é de que em 12 meses o
comitê já tenha ações concretas e a adesão
de outros setores da cadeia produtiva. Também participaram da
reunião, Waldemar Pires da Silva, presidente do Conticon - CUT,
e Darci Pinto Gonçalves, diretor do Sintracon-SP.
Representado a CBIC estiveram presentes:
Adalberto Cleber Valadão,
vice-presidente Administrativo; Elson Ribeiro e Póvoa, vice-presidente
Financeiro; José Carlos Martins, vice-presidente; Antonio Carlos
Mendes Gomes, presidente da CPRT/CBIC, e Dilson Rehem, secretário-geral.
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Agência
Senado, 24 de maio de 2007
CAS aprova redução do prazo para movimentação
de conta inativa do FGTS

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, em decisão
terminativa, projeto de lei de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que
propõe alteração na lei do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço para determinar que a conta vinculada ao FGTS possa ser
movimentada depois de decorrido um ano da data de rescisão do contrato
de trabalho. Essa norma valerá para rescisão ocorrida por
qualquer motivo, mesmo que o trabalhador venha a firmar um novo contrato
de trabalho em qualquer tempo. Atualmente, esse prazo é de três
anos depois da rescisão.
A proposta de Paim (PLS 126/06) determina
ainda que no caso de não
ter havido solicitação de movimentação da
conta vinculada por seu titular, após um ano da aquisição
do direito de movimentação da conta, contado da rescisão
do contrato de trabalho, fica o agente operador do FGTS autorizado a
transferir o saldo disponível nela existente para outra conta
vinculada da mesma titularidade, referente ao vinculo empregatício
vigente se houver.
Uma vez efetuada a transferência, ainda de acordo com o projeto,
não será feito o desmembramento do saldo da conta vinculada
em nenhuma hipótese, e a movimentação será regida
pela regra que for aplicável à conta que recebeu a transferência.
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Agência
Diap, 24 de maio de 2007
ABONO
Pasep: 130 mil abonos do estão à espera
dos participantes
De acordo com levantamento realizado pelo Banco do Brasil, cerca
de 130 mil pessoas ainda não foram às agências em busca do
abono anual do Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor Público (Pasep), deixando de sacar uma quantia próxima
de R$ 44 milhões.
A maior parte dos abonos não pagos são dos estados de
São Paulo (26 mil), Minas Gerais (20 mil) e Rio de Janeiro (8
mil). De acordo com a legislação vigente, os abonos não
sacados até 29 de junho de 2007 serão devolvidos ao Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Pagamentos
O Banco do Brasil já pagou 1,6 milhão de abonos aos participantes
cadastrados no Pasep até sexta-feira, dia 18. Esse número
representa 92,7% de um total de 1,7 milhão de beneficiários
com direito a saque de um salário mínimo. Os participantes
que sacaram seus benefícios nos meses de abril e maio receberam
o abono corrigido para R$ 380.
Tem direito ao abono todo trabalhador cadastrado
no Programa há pelo
menos cinco anos que conste na Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) do seu empregador e tenha trabalhado no mínimo
30 dias durante o ano de 2005, com renda média mensal de até dois
salários mínimos. (Banco do Brasil)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 24 de maio de 2007 | Economia
BNDES e Sebrae firmam acordo para agilizar
investimento
Convênio dará mais rapidez ao
Programa de Investimentos Coletivos Produtivos, que se destina a
cooperativas e fundações com projetos em áreas
de baixa renda
Adriana Chiarini
RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), Luciano Coutinho, e o diretor de Administração e Finanças
do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, firmaram nesta quinta-feira,
24, um convênio para dar mais rapidez e eficiência ao Programa
de Investimentos Coletivos Produtivos (Proinco). O BNDES vai apoiar até dez
projetos no âmbito do Proinco, que se destina a cooperativas com receita
operacional bruta anual igual ou inferior a R$ 10,5 milhões, e fundações
com projetos em áreas de baixa renda.
O Sebrae nos Estados encaminhará os
projetos para o BNDES, já respeitando critérios definidos
como a prioridade para projetos de maior efeito regional. Para serem
escolhidos, os projetos devem: contribuir para o desenvolvimento de suas
localidades; melhorar o desempenho das cadeias produtivas locais; ampliar
o acesso a novos mercados; melhorar a qualidade dos produtos; aumentar "significativamente" a
renda dos cooperados e permitir a inclusão de novos beneficiados.
O programa fará financiamentos
e também dará até R$ 10 milhões do Fundo
Social do BNDES, sem necessidade de serem pagos de volta, para os projetos
aprovados. A participação do BNDES em cada projeto será de
no máximo 80% do valor do investimento, que poderá variar
de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com critérios
que abrangem nível de renda, dinamismo econômico do município
e características do investimento. Também será levada
em conta a análise da sustentabilidade econômica do cliente.
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Nova Central, 24 de maio
de 2007
Taxa de desemprego ficou estável
em abril, a 10,1%, aponta IBGE
A taxa de desemprego no País ficou estável em abril frente a
março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) nesta quinta-feira. O desemprego ficou em 10,1% no mês passado,
no mesmo patamar registrado em março. A taxa ficou praticamente estável
na comparação com abril do ano passado, quando foi de 10,4%.
O rendimento médio real
da população ocupada subiu para R$ 1.114, um crescimento
de 5% em relação ao apurado no mesmo período de
2006 e praticamente em linha com o verificado em março.
A população ocupada
nas seis áreas investigadas pelo IBGE foi estimada em 20,5 milhões
de pessoas, mesmo patamar de março, mas 3,2% acima da estimativa
feita para abril do ano passado.
O total de pessoas desocupadas
foi estimado em 2,3 milhões, mesmo patamar apurado em março
e em abril de 2006, informou o IBGE em comunicado.
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Diário Vermelho, 24
de maio de 2007
Biocombustível colocará o
Brasil num grupo seleto, diz Lula
A produção de biocombustíveis colocará o país
no “grupo seletivo dos países ricos”, afirmou na noite desta
quarta-feira (23) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ao participar
da entrega do Prêmio Parceiros do Desenvolvimento, comentou o telefonema
de terça-feira (22) do primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
“Eu dizia no telefone para
o Tony Blair: eu só estou esperando o dia em que o Brasil virar
a oitava economia para saber se vocês vão acabar com o G8
e criar o G7, para o Brasil não participar”, contou. O G8 é o
grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia.
Lula reiterou que "se a
gente crescer a 5% durante alguns anos seguidos, o Brasil passará a
fazer parte do grupo seletivo dos países ricos e se o biodiesel
acontecer, o que eu acho que vai acontecer, isso poderá acontecer
mais rápido e eu quero estar vivo para ver, vivo para assistir
esse momento glorioso do Brasil”.
O presidente pediu otimismo e
persistência aos empresários: “Penso que no Brasil
nós vivemos um momento em que nós temos razões de
sobra para ter o otimismo e ao mesmo tempo, sem abrir mão do otimismo,
ter a preocupação de que ainda temos muito por fazer – e
esse muito por fazer é quase que uma tarefa infinita. Quando você pensa
que terminou um problema, aparece outro”.
Como exemplo, citou a questão
do aquecimento global, que não estava em pauta há 20 anos
mas hoje é tão importante que será o tema central
da próxima reunião do G8, no começo de junho, na
Alemanha. O Brasil participará como convidado, ao lado da Índia, África
do Sul, China e México.
À frente dos demais
Nessa reunião, o Brasil
defenderá a produção de biocombustíveis como
solução para a redução da emissão
dos gases causadores do aquecimento global: “O Brasil, nesse otimismo,
outra vez sai na frente. Não vai demorar 20 anos para que os biocombustíveis
sejam uma nova revolução na matriz energética do
planeta e motivo para que os países que foram pobres no século
20 se transformem em países prósperos no século
21".
Lula acrescentou que “na
medida em que nós acreditamos em nós mesmos, em que nós
não paramos e não ficamos chorando, muitas vezes, o revés
de um dia e procuramos tentar conquistá-lo transformando o revés
na vitória do dia seguinte, a gente vence.”
E mencionou Jorge Gerdau Johanpeter,
que começou trabalhando em uma fábrica de pregos e se transformou
em um dos maiores empresários do país. A metalúrgica
Gerdau foi uma das dez vencedoras do Prêmio Parceiros do Desenvolvimento,
instituído pelo jornal Correio Braziliense. “É uma
demonstração de que basta a gente acreditar para ver que
as coisas acontecem”, disse Lula.
Também foram premiadas
as empresas Sadia (alimentação), Cemig (energia), Bradesco
(financeiro), Vale do Rio Doce (mineração), Petrobras (petroquímica),
Usiminas (siderurgia), Gol (transporte), Pão de Açúcar
(varejo) e CTIS (informática e representante do Distrito Federal).
A escolha foi feita entre 5 mil
empresas a partir da análise de técnicos de uma agência
de classificação de risco que levaram em conta a saúde
econômico-financeira de cada uma – ou seja, volume de produção,
patrimônio, faturamento, número de empregos gerados, valor
dos impostos recolhidos, lucro, relação entre despesas
e receitas e exportações, e endividamento –, além
de aspectos de responsabilidade social e ambiental e boas práticas
de governança corporativa.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
24 de maio de 2007
Falta de anotação em
carteira de trabalho justifica rescisão indireta
A Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Terceira Região
(Minas Gerais) decidiu manter a decisão de primeira instância
que determinou a recisão indireta de uma trabalhadora que não
teve sua carteira de trabalho anotada corretamente.
De acordo com informações
do tribunal, a rescisão indireta do contrato de trabalho se baseou
também no fato de que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
e as contribuições previdenciárias não foram
recolhidas como estabelece a lei.
No caso, a empregada prestou
serviço por mais de quatro anos à empresa.
Obrigação legal
O relator do recurso no TRT-3,
juiz Emerson José Alves Lage, a falta tem gravidade suficiente
para justificar a rescisão forçada, nos termos do artigo
483, parágrafo terceiro da e alínea “d” da
Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Até porque,
a empresa tem, por lei, 48 horas para fazer a anotação
do contrato de trabalho na Carteira de Trabalho e Previdência Social
(CTPS) do empregado.
Nesse sentido, o tribunal entendeu
que a empresa não pode alegar que houve “perdão tácito” da
funcionária, ao trabalhar por tantos anos sem o devido registro.
Isso porque, no entendimento do TRT-3, a dependência do emprego
para a sobrevivência costuma gerar no empregado o receio de uma
oposição ostensiva ao comportamento faltoso do empregador.
O tribunal considerou ainda que
o fato de a funcionária possuir outro emprego não a beneficia,
porque não houve comprovação no processo de que
havia incompatibilidade entre as ocupações e porque as
obrigações da empregadora permaneceram inalteradas.
RO nº 00615-2006-070-03-00-4
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/05/2007
Recurso interposto antes da publicação
do acórdão é intempestivo
O recurso interposto antes da
publicação do acórdão que constitui objeto
da impugnação é considerado intempestivo. A decisão,
proferida pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, foi no sentido
de não conhecer do quarto embargo de declaração
sucessivo interposto por uma terceira interessada na ação
de execução em que pretendia discutir a propriedade de
uma casa penhorada para pagamento de débitos trabalhistas da empresa
Flagrante Indústria e Comércio de Calçados Ltda.
A empregada da empresa, contratada
em abril de 1982, ajuizou reclamação trabalhista pleiteando
a rescisão indireta do contrato de trabalho por falta de pagamento
de salários. Segundo ela, a empresa estava atrasada no pagamento
dos últimos nove meses trabalhados, causando-lhe grandes transtornos
e dificuldades até mesmo para o sustento da família. Pediu,
além da rescisão indireta, o pagamento de horas extras
e demais verbas, calculadas em R$ 61 mil.
Marcada a audiência de
conciliação, os donos da empresa não compareceram,
e o juiz declarou a revelia, sendo a empresa considerada confessa quanto à matéria
de fato. A ação chegou à fase de execução,
com a penhora de uma casa para o pagamento da dívida. Uma terceira
interessada embargou a execução alegando ser a verdadeira
proprietária da casa penhorada, mas sua pretensão não
foi aceita porque não possuía escritura de compra e venda
do imóvel.
Após vários recursos,
incluindo quatro embargos declaratórios sucessivos, o últimos
deles não foi conhecido, por intempestivo. A petição
dos embargos foi protocolizada via fac-símile no dia 26 de janeiro
de 2007 e a via original foi juntada no dia 29 de janeiro, antes do julgamento
dos terceiros embargos de declaração interpostos, que ocorreu
no dia 28 de fevereiro, e antes da publicação da respectiva
decisão, que se deu no dia 16 de março de 2007.
O relator do processo, juiz convocado
Luiz Antonio Lazarin, ao não conhecer do recurso, tomou por base
o artigo 184, parágrafo 2º, do Código de Processo
Civil, segundo do qual o termo inicial do prazo recursal começa
a correr a partir da intimação das partes. “O entendimento
desta Corte acerca do tema é o de ser extemporânea a interposição
de recurso antes do advento do termo a quo do prazo recursal, que somente
se dá com a publicação da decisão recorrida”,
destacou o relator (ED-ED-ED-ED-AIRR-29284/2002-900-02-00.9).
(Cláudia Valente)
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de maio de 2007 | Paraná
Curitiba: Operário morre soterrado
enquanto trabalhava num terreno no Campo Comprido
No terreno será construído
um prédio. A polícia técnica vai fazer levantamentos
da causa do acidente
por GAZETA DO POVO ONLINE
Um operário morreu soterrado
na tarde desta quarta-feira (23) no bairro Campo Comprido, em Curitiba.
Ele trabalhava num terreno onde será construído um
prédio. O acidente aconteceu no início da tarde,
mas até as 20h, uma equipe do Corpo de Bombeiros ainda estava
no local tentando retirar o corpo.

Bombeiros ainda tentam localizar o corpo do operário
O operário foi soterrado depois de descer até o fundo de um dos
buracos abertos no terreno. Segundo reportagem do Paraná TV, ele estava
trabalhando quando a terra começou a desabar. Dois colegas ainda tentaram
socorrê-lo.
Dez minutos depois do acidente,
o Corpo de Bombeiros chegou, mas o trabalhador já estava morto,
soterrado a quatro metros de profundidade. Para o bombeiro Gabriel Mocelin,
o operário deveria escorar o terreno antes de descer no buraco,
evitando assim o soterramento. "Não houve o cuidado necessário
para este tipo de escavamento", avaliou Mocelin.
A polícia técnica
vai fazer levantamentos da causa do acidente.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
24 de maio de 2007
Sindicalista morre a golpe de estilete
Nájia Furlan [24/05/2007]
Há indícios
de que a morte do presidente do Sindicato da Indústria de Mate
do Paraná, Amauri Carvalho, tenha sido criminosa. Carvalho,
que também era secretário de finanças da Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação
FTIA/PR, foi encontrado com um corte no pescoço, no estacionamento
da instituição, na Alameda Cabral, centro de Curitiba,
por volta das 22h30 da última terça-feira. O caso está sendo
investigado pela Delegacia de Homicídios.
De acordo com o delegado Wallace de Castro, Amauri foi encontrado com um corte
profundo no pescoço, feito por um estilete, abandonado no local.
Quem encontrou o corpo de Amauri foi o presidente da FTIA/PR, Ernane Ferreira.
Segundo ele, o colega vinha recebendo ameaças há algum tempo. “Ele
estava sendo pressionado por conta do processo eleitoral que passava no sindicato.
A ameaça era para que ele deixasse a chapa e desistisse do cargo”,
afirma. Ainda de acordo com Ernane, a polícia já teria encontrado
e detido um suspeito. No entanto, o delegado desmente.

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