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DEPACOM, 25 de maio de 2007
AS FEDERAÇÕES DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO
E DO MOBILIÁRIO FILIADAS AO DEPACOM
O Departamento Profissional da Construção e do Mobiliário
- DEPACOM, vem convocar a todos os Presidentes de Federações
de Trabalhadores na Construção e no Mobiliário
filiados a este Departamento, ou seu representante legal, para participar
da reunião a ser realizada no dia 12 de junho de
2007, às
14:00h, no auditório da FETICOM/MG sito a Avenida Afonso Pena,
867 – 10º Andar – Ed. Acaiaca, Belo Horizonte/MG,
fone: (31) 3274-1944.
Informamos que a presença dos nobres companheiros é de
extrema importância, as despesas até o local do evento
serão por conta de cada participante, porém a hospedagem
será por conta do DEPACOM e da CNTI e será realizada
no Normandy Hotel, sito próximo a igreja São José esquina
com a avenida Afonso Pena. Mais detalhes sobre o hotel disponível
em: www.normandyhotel.com.br
Ordem do dia:
1) Assuntos da construção e do mobiliário;
2) Informes sobre o julgamento do processo judicial da Confederação
fantasma;
3) Planejamento de curso para construção e mobiliário
ligado ao DEPACOM em nível nacional;
4) Discussão Nacional com a C.B.I.C. com o protocolo de intenções
para o desenvolvimento do país.
5) Outros assuntos pertinentes.
Atenciosamente,
ALTAMIRO PERDONÁ
Presidente do DEPACOM
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Agência Diap, 25 de
maio de 2007
TRABALHO AOS DOMINGOS
MTE firma acordo com empresários
e comerciários para regulamentar o trabalho aos domingos
Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego,
após três anos de negociação, representantes dos
trabalhadores e empregadores entraram em consenso quanto à regulamentação
do trabalho aos domingos no comércio.
Os representantes se reuniram nesta quarta-feira, 23/05, por cinco horas e
meia, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e firmaram a proporção
de dois domingos de trabalho por um domingo de folga. A abertura do comércio
nos feriados e as condições de trabalho devem ser definidas por
meio de convenção coletiva.
Acordo
Dos 56 domingos do ano, o comerciário
terá que folgar 18 deles. Para o ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, o acordo é prova do amadurecimento tanto da categoria
patronal quanto, principalmente, dos trabalhadores.
“Esse tipo de comportamento
faz o Brasil evoluir e estar no nível de todas as nações
grandiosas do mundo. O governo tem que ser o mediador, o árbitro.
Quando as duas partes encontram o caminho do consenso, o governo deve
ajudar para que este consenso seja estabelecido e formalizado”,
enfatizou Lupi.
Empregos
A geração de emprego
como principal reflexo da decisão também foi apontada em
consenso pelas duas categorias. “A abertura do comércio
aos domingos vai deixar o empresário mais tranqüilo para
se programar. Se estiver dando resultado haverão mais empregos
e impostos. A modernidade nos leva a isso”, afirmou Natan Schiper,
representante da Confederação Nacional do Comércio
(CNC) na reunião, que considerou o resultado satisfatório
para a categoria dos empregadores, já que o acordo garante a abertura
do comércio aos domingos e feriados.
Convenções coletivas
De acordo com o secretário
de Relações de Trabalho, do MTE, Luiz Antônio Medeiros,
as convenções coletivas definirão detalhes como
horas extras, vales refeição e transporte, jornada de trabalho,
entre outros. “Foi uma negociação em que ambos os
lados se deram consenso. Não podia continuar do jeito que estava,
com o comércio abrindo de qualquer jeito, sem condições
justas para o trabalhador”, disse o secretário.
Segundo Francisco Alano, presidente
da Federação dos Trabalhadores no Comércio do Estado
do Rio de Janeiro, de Santa Catarina, e representante dos trabalhadores,
a categoria lutou pela humanização do trabalho aos domingos. “Muitos
empregadores trocam o trabalho aos domingos por um descanso durante a
semana e o trabalhador fica sem tempo para a família. Buscamos
garantias para estes trabalhadores”, garantiu Alano.
Normatização do acordo
O ministro Carlos Lupi consultará o
departamento jurídico do MTE para a possibilidade do acordo ser
publicado por meio de Portaria Ministerial, ao invés de Medida
Provisória para adiantar a implementação das decisões.
Atualmente, a Lei Federal 10.101,
de 19 de dezembro de 2000, estabelece o trabalho de três domingos
por um dia de folga a escolha do empregador. O trabalho em dias de feriado é proibido
e a abertura do comércio aos domingos é definida por lei
municipal.
CNTC
Segundo o presidente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Antônio Alves
de Almeida, entidade filiada ao DIAP, o conteúdo final do acordo
ainda será redigido para definir todos os seus aspectos. “Dentro
de oito ou dez dias, o texto final será tornado público”,
acredita.
Segundo Almeida, cerca de 10
milhões de trabalhadores serão beneficiados com a regulamentação
do trabalho aos domingos. “A expectativa é melhorar a legislação
adotada no Governo Fernando Henrique Cardoso de modo que os empresários
não mais obrigue o trabalho nos finais de semana sem a garantia
de recebimento dos direitos trabalhistas”.
Além de regulamentar o
trabalho aos domingos, Almeida destacou a realização da
convenção coletiva para disciplinar as demais questões
pertinentes aos trabalho dos comérciários. “O acordo
vai estabelecer hora extra, jornada de trabalho, vale-refeição
e transporte”. Quanto ao meio legal para regulamentar o acordo,
a “CNTC entende e defende que deve ser por medida provisória”.
O acordo que está sendo
divulgado não tem volta, acredita Almeida. “A entidade
patronal (CNC), a CNTC e todas as centrais sindicais concordaram com
o conteúdo da proposta discutida e que está sendo redigida”,
afirmou.(Alysson Alves com Ministério do Trabalho)
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Diário
Vermelho, 25 de maio de 2007
Novo índice do BNDES mostra
diminuição da desigualdade regional
O Centro-Oeste se aproximou do Sul e do Sudeste em desenvolvimento social de
1995 a 2005. Já o Norte e o Nordeste ainda continuam bem distantes, embora
esta última seja a região que mais evoluiu proporcionalmente no
período. Estes são os principais resultados, por enquanto, do Índice
de Desenvolvimento Social (IDS) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), divulgado nesta quinta-feira (24).

Todas as regiões melhoraram suas condições de vida no período,
mas não uniformemente, de acordo com o IDS. O índice vai de zero
- a pior possibilidade - a 1 - a melhor.
Entre as regiões, o Nordeste merece destaque, não só por
ter acelerado seu desenvolvimento social relativamente às outras regiões,
mas porque esse desempenho permitiu subir acentuadamente todos os indicadores
parciais. Do ponto de vista da desigualdade regional, o IDS-BNDES mostra um dado
importante: a redução da distância Nordeste-Sudeste em 17%
no período. Contribuíram, para tanto, o aumento da taxa de alfabetização
de 57,8% para 69,5% e da média de anos de estudo da população,
que passou de 3,9 para 5,7 anos.
De 1995 a 2005, o IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,30. "Houve aumento
de rendimento, mas o que explica (esse aumento) é educação
e saúde", disse o superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos
do BNDES, Ernani Torres, ao divulgar o índice.
Já o índice do Norte, passou apenas de 0,32 para 0,36. A região
chegou a sofrer queda em indicadores de saúde e educação
entre 2003 e 2005, destoando do movimento de progressivo aumento nesses dois
indicadores nas demais regiões.
" Chegou a ocorrer uma involução da cobertura de esgoto na
região metropolitana de Belém, como se a população
tivesse aumentado e a rede de esgoto não", disse Francisco Marcelo
Rocha Ferreira, um dos autores do estudo sobre o assunto.
O IDS do Centro-Oeste, que em 1995, era de 0,44, relativamente próximo
do índice da região Norte, cresceu para 0,61. "O Centro-Oeste
sofreu profunda mudança nesse período", disse Ferreira.
Foi a região onde houve maior crescimento da renda, com esse indicador
específico saltando de 0,52 para 0,68. O estudo não investigou
as causas disso, mas é possível a influência do agronegócio,
que cresceu muito na região no período.
Sul e Sudeste
O IDS do Sul cresceu
de 0,54 para 0,68 de 1995 a 2005 e o do Sudeste passou de 0,64 para
0,74. Essas regiões mantiveram suas posições
no ranking das melhores condições sociais e melhoraram
indicadores de educação e saúde. Já no
caso da renda, o indicador do Sul cresce de 0,62 para 0,72 e o do
Sudeste começa e termina o período inalterado em 0,76,
embora com altos e baixos no período de dez anos abrangidos
no estudo.
Destaque para a educação
Entre os fatores que foram mais significativos para a evolução
do IDS-BNDES destacam-se, no caso do IDS-Educação, o aumento
tanto da taxa de alfabetização - de 73,1% para 79,9%, quanto
do crescimento da média de anos de estudo - de 5,7 para 7,4 anos. No
caso do IDS-Saúde, o aumento da esperança de vida - 3,6 anos
- e a expansão da cobertura das redes de água – de 80,5%
para 90,1% - e de esgoto - de 48,4% para 56,8%. Já no IDS-Renda, o desempenho
medíocre do rendimento per capita a preços de 2005, que decresceu
de R$ 509 em 1995 para R$ 493 em 1999, e voltou a subir a partir de 2003, atingindo
R$ 531 em 2005.
O crescimento do IDS-Educação é um fato relevante, particularmente,
por dois motivos. Primeiramente, foi o índice que, em termos absolutos,
apresentou a maior contribuição individual para a melhora no
IDS global. E também, por ser o indicador de menor base. Foi o que apresentou
a maior taxa de crescimento, de 50%, o que fez com que a dispersão entre
os “indicadores sociais parciais” do IDS-BNDES se reduzisse substancialmente,
passando de 0,21 ponto para 0,13 ponto. Isto significa dizer que o cenário
brasileiro recente apresentou, não só uma melhora social expressiva,
mas que essa melhora foi acompanhada por um processo de convergência
entre os indicadores parciais.
Consonância com o PAC
Segundo os analistas do BNDES, as diferenças entre regiões, estados
e áreas metropolitanas mostram que a intensificação dos
investimentos em sistemas de coleta e tratamento de esgoto constitui uma das
trajetórias mais eficazes de aceleração do desenvolvimento
social brasileiro. Este resultado vai ao encontro da prioridade atribuída
ao saneamento tanto no recém divulgado Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) quanto nas políticas do BNDES.
Entenda o IDS
O Índice de Desenvolvimento Social do BNDES (IDS-BNDES), criado pela
Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES (SAE), tem como objetivo declarado
acompanhar, anualmente, as condições de vida da população
do país. O novo índice reúne, em um único indicador,
três diferentes dimensões do desenvolvimento social: renda, saúde
e educação.
Com este índice, o BNDES pretende tornar mais nítidas as diferenças
sociais entre as várias regiões e estados brasileiros. Seus dados
estarão sendo disponibilizados desde 1995, para diversos graus de desagregação
geográfica: 5 regiões, 26 estados e Distrito Federal, e 9 regiões
metropolitanas.
O IDS-BNDES é apurado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
(PNAD) o que lhe permite a periodicidade anual. Ele calcula os três índices
levando em consideração os seguintes indicadores: o IDS-Renda
avalia o rendimento médio mensal domiciliar per capita; o IDS-Saúde é composto
pela média de três variáveis: a esperança de vida
ao nascer, o percentual de domicílios com canalização
interna de água, e o percentual de domicílios com rede coletora
ou fossa séptica ligada à rede. Já o IDS-Educação é obtido
através da média de duas variáveis: taxa de alfabetização
e média de anos de estudo da população ocupada.
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Folha
de São Paulo, 25 de maio de 2007
Contribuintes se unem contra impostos
Pela primeira vez, 30 entidades da sociedade
civil articulam-se para elaborar proposta única de reforma tributária
| Grupo multissetorial com Fiesp, Febraban, CUT e Secovi finaliza projeto
para levar ao governo pedindo limite para carga
CRISTIANE BARBIERI
DA REPORTAGEM LOCAL
Pela primeira vez, a sociedade
civil está se unindo para apresentar sua proposta de reforma
tributária ao governo. Um grupo multissetorial formado por 30
entidades como Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo), Febraban (Federação Brasileira
dos Bancos), Secovi (Sindicato das Empresas de Imóveis) e CUT
(Central Única dos Trabalhadores) tem se reunido para fechar
uma proposta consensual e levá-la ao presidente Lula até julho.
"Sempre que as mudanças
nas leis tributárias foram conduzidas apenas pelo governo, o
resultado foi, invariavelmente, uma colcha de retalhos que tornou o
sistema mais complexo e aumentou de carga", afirma Antoninho Marmo
Trevisan, sócio da empresa de auditoria BDO Trevisan, que coordena
os trabalhos. "Chegou a vez de a sociedade civil fazer sua parte."
Em 2005, a pressão de
uma frente formada por mais de mil entidades civis teve sucesso na
luta contra a elevada carga tributária ao barrar a aprovação
da medida provisória 232, que elevava impostos de prestadores
de serviços.
Consenso
Entre as sugestões propostas
pelo grupo, estão algumas que são consenso, inclusive
no governo, como a criação de um IVA (Imposto sobre Valor
Agregado) federal e outro estadual, substituindo os chamados "impostos
de faturamento". Entre eles, estão o imposto dos produtos
industrializados IPI, o de mercadorias ICMS e os sociais PIS e Cofins.
O objetivo seria simplificar o sistema.
Outras propostas, entretanto,
são bem mais polêmicas e difíceis de serem aprovadas.
Uma delas é a criação de um teto para a crescente
carga tributária do país- de 30% em relação
ao PIB. O percentual final ainda está sendo discutido. A carga
hoje é estimada em cerca de 35% do PIB.
Pela proposta, haveria uma
medição periódica da arrecadação
do governo. Toda vez que a carga federal ultrapassasse o teto, a diferença
seria devolvida para o contribuinte, na forma de redução
do IVA federal ou do Imposto de Renda (IR). Segundo o IBPT (Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário), em 2006, o brasileiro
trabalhou quatro meses e 26 dias para pagar tributos. Isso equivale,
em média, a 40% do seu rendimento. O percentual vem aumentando
ano a ano.
"O governo tem de aprender
a reduzir seus custos para não sacrificar a sociedade no aspecto
tributário", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Segundo
Hélcio Honda, juiz do Tribunal de Impostos e Taxas e assessor
jurídico da Fiesp, que participa do grupo, seria uma espécie
de gatilho compensatório para evitar aumento na carga. Tributaristas,
no entanto, ressaltam que dificilmente essa proposta será aprovada. "A
intenção de colocar um freio no governo é louvável",
diz Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT. "Porém
fixar um limite de carga tributária na Constituição
seria engessar e não resolver o problema."
Para Luiz Borges D'Urso, presidente
da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) e um dos participantes do
grupo, juridicamente não há problema em colocar o gatilho
na Constituição e regulá-lo depois, com leis infraconstitucionais. "Na
verdade, o que buscamos é um contraponto da população à sanha
arrecadadora do governo", diz D'Urso. "Queremos criar um
pacto de toda a sociedade e, com a redução almejada,
trazer todos os contribuintes para a legalidade."
Debate
Para o Ministério da
Fazenda, a proposta de reforma tributária foi lançada
para estimular esse tipo de debate. "Temos o maior interesse na
convergência de propostas", diz André Paiva, secretário-adjunto
da Secretaria de Política Econômica. "Assim, quando
o projeto for apresentado ao Congresso, em agosto, a celeridade será maior."
Para ele, no entanto,
o projeto final não poderá significar qualquer tipo
de perda para os entes públicos, sejam municípios,
Estados e União. Nem para os contribuintes. "A intenção é fazer
um modelo mais simples, neutro e pragmático", afirma.
Sobre o gatilho, Paiva afirma que irá a discussão se
for apresentado.
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Folha
de São Paulo, 25 de maio de 2007
Reforma não diminuirá a
carga, dizem especialistas
Para tributaristas, governo está oferecendo
simplificação, e não imposto menor
| Pressão dos contribuintes deveria acontecer na edição
das leis feitas depois da reforma, já que são elas que determinam
alíquotas
DA REPORTAGEM LOCAL
Apesar de louvarem a iniciativa
dos contribuintes em fazer uma proposta consolidada de reforma tributária,
tributaristas advertem que, provavelmente, ela não terá o
esperado efeito de reduzir a carga. Isso porque, explicam, a carga é determinada
por alíquotas, estabelecidas em leis infraconstitucionais. Ou
seja, se em 2008 a emenda constitucional da reforma tiver sido aprovada,
como pretende o governo, ainda será preciso acompanhar de perto
as leis votadas posteriormente, que determinarão as alíquotas
dos impostos.
"É importante que
a sociedade tenha presente que a reforma tributária não
existe para reduzir carga", afirma Gilberto Luiz do Amaral, presidente
do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Segundo
ele, o que o governo oferece, até agora, é uma simplificação
do sistema, ao juntar vários tributos no IVA (Imposto sobre
Valor Agregado).
"Para reduzir a carga,
não é necessário fazer nenhuma reforma",
diz ele. "O que impede o governo de reduzir a CPMF ou o ICMS?" A
resposta, muitos dos empresários que participam do grupo multissetorial
têm na ponta da língua: "Antes de reformas, precisamos
de um completo processo de gestão, que tape os ralos do governo",
afirma Alencar Burti, presidente da Associação Comercial
de São Paulo.
"O tamanho do Estado brasileiro
está sacrificando toda a sociedade e punindo o futuro do país",
diz Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio
de São Paulo. Para os especialistas, há ainda dúvidas
com relação a algumas propostas elaboradas pelo grupo
multissetorial. Entre elas, a que prevê um fundo de compensação
que, durante algum tempo, diminuiria as perdas de empresas beneficiadas
por guerras fiscais entre Estados como ocorreu com as montadoras.
"São contratos
de mais de 20 anos, e acho difícil que possam ser quebrados",
diz Clóvis Panzarini, da CP Consultores. (CRISTIANE BARBIERI)
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Folha de São Paulo,
25 de maio de 2007
IMPOSTO DE RENDA
Receita diz que 19 mil erram ao optar
por débito
DA REPORTAGEM LOCAL
A Receita Federal começou
a enviar correspondência a 19 mil contribuintes em todo o país
que cometeram erros ao preencher a opção pelo débito
automático no pagamento das cotas do Imposto de Renda deste ano.
Cerca de 350 mil pessoas optaram por essa forma de pagamento, uma das
novidades na declaração deste ano.
O supervisor nacional do IR,
Joaquim Adir, esclarece que, independentemente de o contribuinte ser
comunicado pela Receita, ele deverá acompanhar o lançamento
do débito em sua conta. Se não houver o débito,
ele deverá fazer o pagamento da segunda e das demais cotas por
meio do Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
A segunda cota vence no
dia 31 deste mês e terá correção de 1%.
Para emitir o Darf atualizado, o contribuinte que não fez o
agendamento (ou o teve rejeitado pelo sistema, devido a erro) deverá acessar
o site www.receita.fazenda.gov.br/Pagamentos/ PagtoIRPF/PgtoQuotas.htm.
O sistema faz o cálculo do valor a pagar e imprime o Darf. O
pagamento é feito em qualquer banco da rede arrecadadora de
receitas federais, por meio do código 0211.
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Folha de São Paulo,
25 de maio de 2007
Foco
CUT vai arrecadar até R$ 3 mi
para Vila Isabel desfilar "trabalho" no Rio
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Disposta a promover suas "bandeiras
históricas de luta", a CUT vai passar o chapéu para
arrumar R$ 3 milhões em patrocínio para a escola de samba
Vila Isabel retratar o mundo do trabalho em seu enredo de 2008. "Infelizmente
não temos dinheiro para aportar na escola. Seria um ótimo
investimento. O que vamos fazer é articular empresas e entidades
de nossas relações que possam apoiar a escola. Vamos emprestar
a nossa credibilidade", disse Adeílson Teles, primeiro-secretário
da CUT e responsável pela parceria com a Vila.
Orçado em R$ 5 milhões,
o desfile da Vila retratará a história do trabalho. Serão
retratados fatos como a criação da CLT no governo Vargas
e as greves do ABC durante o regime militar, das quais o então
líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva era expoente.
O presidente da escola, Wilson Alves, o Moisés, diz, porém,
que não haverá homenagem a nenhuma personalidade. A CUT
participou de todo o processo de elaboração do enredo,
segundo Teles. E conseguiu colocar no enredo "suas bandeiras de
lutas", como a oposição ao trabalho escravo e degradante,
a reafirmação dos direitos trabalhistas e o fim do trabalho
de bóia-frias, por exemplo.
A central também
mobilizou os sindicatos para comprarem fantasias e fecharem alas da
Vila, outra importante fonte de renda das escolas. Até agora,
porém, a CUT ainda não amealhou nenhum patrocínio
para a Vila Isabel, campeã do Carnaval de 2006 com o enredo "Soy
Loco por Ti America", patrocinada em R$ 4 milhões pela
estatal venezuelana PDVSA. Desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza
e pelo historiador Alex Varela, o enredo tem por objetivo "homenagear
todos os trabalhadores", segundo Moisés.
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Folha de São Paulo,
25 de maio de 2007
UGT - União Geral dos Trabalhadores
Nova central nasce com caixa de R$
10 milhões em 2008
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A UGT (União Geral dos
Trabalhadores), nova central sindical resultado da união de três
outras entidades e de uma dissidência na Força Sindical,
estima que terá um orçamento de R$ 10 milhões a
partir de 2008. Esse montante está garantido pelo repasse de 10%
do imposto sindical negociado entre governo e centrais, no acordo feito
para que as centrais sejam reconhecidas juridicamente, por meio de uma
MP que será enviada ao Congresso.
O surgimento da UGT, a partir
da fusão da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores),
da SDS (Social Democracia Sindical) e da CAT (Central Autônoma
dos Trabalhadores), foi antecipado pela Folha em abril. A central marcou
congresso de fundação para os dias 19 a 21 de julho no
Anhembi. "Nossa estimativa é nascer com mil entidades. Estamos
em negociação com sindicatos de comerciários do
Paraná, professores da Bahia e trabalhadores dos Correios de São
Paulo, da base da CUT", diz Ricardo Patah, presidente do Sindicato
dos Comerciários de SP, que deixou em março a Força.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
25 de maio de 2007
Confiança do consumidor em alta
Inflação baixa, risco País
reduzido e aquecimento no setor da construção civil
contribuíram para aumentar otimismo
Rio de Janeiro - Favorecida
por uma onda de boas notícias na economia, a confiança
do consumidor brasileiro reverteu trajetória de queda e encerrou
maio com alta de 2,6%, ante queda de 1,9% em abril, o melhor resultado
em sete meses. Segundo a Fundação Getúlio Vargas
(FGV), que anunciou ontem o Índice de Confiança do
Consumidor (ICC), contribuíram para o resultado fatores como
inflação baixa; risco País reduzido; e aquecimento
no setor de construção civil. Isso restaurou o bom
humor do consumidor este mês.
Para cálculo do ICC, foram
pesquisados 2 mil domicílios, entre 2 e 21 de maio. Com o resultado,
o indicador subiu 7,3% em 12 meses, a maior taxa desde dezembro de 2006,
nesta base de comparação. Segundo o coordenador de sondagens
conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da fundação,
Aloisio Campelo, houve saldos positivos tanto a respeito da situação
presente quanto das expectativas em relação aos próximos
meses.
O ICC é dividido em dois
indicadores: o Índice de Situação Atual, que subiu
1% em maio, ante aumento de 4% em abril; e o Índice de Expectativas,
que teve aumento de 3,5% em maio, em comparação com a queda
de 4,7% em abril . ''O resultado das expectativas teve a maior influência
para a taxa positiva do ICC'', disse.
Campelo admitiu que nem todos
os consumidores têm o hábito de ler com frequência
o noticiário econômico. Entretanto, considerou que ''foram
tantas notícias boas'' no setor que não havia como ignorar.
Segundo ele, a avaliação positiva foi tão abrangente
que também influenciou o mercado de trabalho. Um dos setores atualmente
mais aquecidos é o de construção civil, intensivo
em mão-de-obra. O aumento no número de contratações
nessa área ajudou a elevar o otimismo do consumidor em relação
ao futuro.
O economista foi cauteloso sobre
a sustentabilidade do aumento de confiança. ''Não temos
como saber isso agora. Mas se depender somente do 'front' econômico,
eu acho que sim, pode continuar. Parece que a economia está entrando
em um ritmo mais rápido'', afirmou. ''Mas, pode haver algum evento
político ou de segurança urbana (que derrube a confiança)'',
afirmou.
A pesquisa não captou
o humor do consumidor em relação aos escândalos de
corrupção envolvendo políticos do governo Lula,
revelados durante a investigação da Polícia Federal
na Operação Navalha, visto que o período de término
das entrevistas praticamente coincidiu com o início da divulgação
do caso.
''Pode ser que apareça
na pesquisa (do Índice de Confiança do Consumidor) de junho'',
afirmou.
Brasília - Os consumidores
de Brasília são os mais satisfeitos com a economia de sua
cidade. No levantamento, 39,5% dos entrevistados na capital classificaram
sua situação econômica melhor do que a do resto do
País -maior percentual entre as sete cidades pesquisadas.
Em contrapartida, o consumidor
mais insatisfeito foi o do Rio de Janeiro. Segundo a FGV, 40,9% dos
entrevistados na capital fluminense consideram pior a situação
econômica de sua cidade na comparação com o resto
do País.
Alessandra Saraiva
Agência Estado
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
25 de maio de 2007
Concessão de aposentadorias
cresce e pressiona INSS
São Paulo - As discussões
sobre a reforma da Previdência podem ter dado início
a uma corrida às aposentadorias. Dados divulgados pelo Ministério
da Previdência Social mostram que no mês passado houve
um salto na concessão de aposentadorias. Isso pressionou
os gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com pagamento
de benefícios.
Em abril, o estoque de aposentados
chegou a 13,539 milhões por conta da concessão de 38.539
novos benefícios. Nos últimos meses, o aumento médio
tem sido de 20 mil aposentadorias. Os benefícios por idade foram
os que mais aumentaram no mês passado, quando foram concedidas
mais 23,8 mil aposentadorias.
''Talvez algumas pessoas venham
acompanhando o Fórum Nacional da Previdência Social e tenham
ficado preocupadas com alteração de regras. É sempre
bom lembrar que as pessoas com direito adquirido não precisam
correr'', disse o secretário de Previdência Social, Helmut
Schwarzer.
Pesquisa - Um estudo sobre o
futuro da aposentadoria, realizado pelo banco HSBC e divulgado esta semana,
revela que os brasileiros gostariam de continuar no mercado de trabalho
enquanto estivessem saudáveis. Por outro lado, apenas 34% das
pessoas entre 60 e 69 anos têm alguma forma de trabalho com renda.
A pesquisa também mostra que o brasileiro é o povo que
mais se preocupa em ajudar a família, pois 94% dos entrevistados
disseram
que vão ajudar os
pais na velhice, contra 80% da média mundial. O levantamento
ouviu 21 mil pessoas, com idade entre 40 e 79 anos. No Brasil, 1.001
pessoas de classe média foram entrevistadas.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 25 de
maio de 2007 | Economia
Lula diz que Brasil vive novo milagre
econômico
Presidente avaliou que atual momento
difere dos anos 70 porque agora não há inflação
alta, o salário mínimo tem poder de compra e o País
tem liberdade política
Leonêncio Nossa
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quarta-feira,
23, que o Brasil vive um novo milagre econômico. Em discurso na entrega
do prêmio Parceiros do Desenvolvimento, organizado pelo jornal Correio
Brasiliense, o presidente avaliou que o atual momento econômico difere
dos anos 70, da ditadura militar porque agora não há inflação
alta, o salário mínimo tem poder de compra e o Brasil tem liberdade
política. "Parecia doença. O Brasil não sabia crescer
sem inflação. É um milagre que não é apenas
mérito do governo e sim de milhões de pessoas."
Segundo Lula, o País deixou um período de instabilidade para
conseguir atingir uma reserva de US$ 130 bilhões e um superávit
de US$ 47 bilhões na balança comercial. O presidente disse também
que estudou o plano de metas do presidente Juscelino Kubitsthek e a época
do milagre econômico do governo Médice, dos anos 70. "O nosso
país nunca aceitou a idéia de que era possível aumentar
a exportação e ao mesmo tempo aumentar o mercado interno, como
ocorre agora."
Lula também disse que é necessário otimismo para garantir
melhores condições de vida para a população e defendeu
a política dos biocombustíveis, que, de acordo com ele, devem
colocar o Brasil no “grupo seletivo dos países ricos”.
Ao comentar o telefonema de terça-feira, 22, do primeiro-ministro britânico,
Tony Blair, Lula disse: "Eu dizia no telefone para o Tony Blair: só estou
esperando o dia em que o Brasil vai virar a oitava economia para saber se vocês
vão acabar com o G8 e criar o G7, para o Brasil não participar”,
contou. O G8 é o grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais
a Rússia.
Lula reiterou que "se a gente crescer a 5% durante alguns anos seguidos,
o Brasil passará a fazer parte do grupo seletivo dos países ricos
e se o biodiesel acontecer, o que eu acho que vai acontecer, isso poderá acontecer
mais rápido e eu quero estar vivo para ver, vivo para assistir esse
momento glorioso do Brasil”.
O presidente pediu otimismo e persistência aos empresários: “Penso
que no Brasil nós vivemos um momento em que temos razões de sobra
para ter o otimismo e ao mesmo tempo, sem abrir mão do otimismo, ter
a preocupação de que ainda temos muito por fazer - e esse muito
por fazer é quase que uma tarefa infinita. Quando você pensa que
terminou um problema, aparece outro”.
Reunião do G8
Como exemplo, citou a questão do aquecimento global, que não
estava em pauta há 20 anos mas hoje é tão importante que
será o tema central da próxima reunião do G8, no começo
de junho, na Alemanha. O Brasil participará como convidado, ao lado
da Índia, África do Sul, China e México.
Nessa reunião, o Brasil defenderá a produção de
biocombustíveis como solução para a redução
da emissão dos gases causadores do aquecimento global: “O Brasil,
nesse otimismo, outra vez sai na frente. Não vai demorar 20 anos para
que os biocombustíveis sejam uma nova revolução na matriz
energética do planeta e motivo para que os países que foram pobres
no século 20 se transformem em países prósperos no século
21".
Lula acrescentou que “na medida em que nós acreditamos em nós
mesmos, em que nós não paramos e não ficamos chorando,
muitas vezes, o revés de um dia e procuramos tentar conquistá-lo
transformando o revés na vitória do dia seguinte, a gente vence.”
Prêmio
Ele mencionou Jorge Gerdau Johanpeter, que começou trabalhando em uma
fábrica de pregos e se transformou em um dos maiores empresários
do País. A metalúrgica Gerdau foi uma das dez vencedoras do Prêmio
Parceiros do Desenvolvimento. “É uma demonstração
de que basta a gente acreditar para ver que as coisas acontecem”, disse
Lula.
Também foram premiadas as empresas Sadia (alimentação),
Cemig (energia), Bradesco (financeiro), Vale do Rio Doce (mineração),
Petrobras (petroquímica), Usiminas (siderurgia), Gol (transporte), Pão
de Açúcar (varejo) e CTIS (informática e representante
do Distrito Federal).
A escolha foi feita entre 5 mil empresas a partir da análise de técnicos
de uma agência de classificação de risco que levaram em
conta a saúde econômico-financeira de cada uma - ou seja, volume
de produção, patrimônio, faturamento, número de
empregos gerados, valor dos impostos recolhidos, lucro, relação
entre despesas e receitas e exportações, e endividamento -, além
de aspectos de responsabilidade social e ambiental e boas práticas de
governança corporativa.
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ÂMBITO JURÍDICO, 25 de maio de
2007
Ação coletiva proposta
por sindicato como substituto não gera litispendência
com ação individual
Não há litispendência (duplicidade de ações)
entre a ação coletiva proposta pelo sindicato na qualidade de
substituto processual e a ação individual interposta pelo sindicalizado
em defesa dos seus interesses individuais. A decisão é da 4ª Turma
do TRT/MG que, com base no artigo 104 do Código de Defesa do Consumidor,
afastou a litispendência declarada em sentença e julgou o mérito
dos pedidos feitos pelo reclamante quanto a salários retidos e FGTS
não recolhido, que haviam sido considerados repetidos por também
constarem na ação movida pelo sindicato.
Para o relator do recurso, juiz convocado Fernando Luiz Gonçalves Rios
Neto, embora o pedido e a causa de pedir sejam os mesmos, não se configuram,
nesse caso, os requisitos para a litispendência previstos no artigo 301
do CPC, já que as partes não se repetem (ou seja, a parte da
ação coletiva é o sindicato e a parte na ação
individual é um determinado sindicalizado).
A decisão se assenta em jurisprudência do TST, a qual traz o entendimento
de que a ação coletiva vem sendo buscada como uma forma eficaz
e mais ágil de assegurar os direitos dos trabalhadores. Mas para se
beneficiar do resultado de uma ação coletiva com trânsito
em julgado, o autor de ação individual de mesmo objeto em curso
deve requer a imediata suspensão desta. Isto porque, no momento da execução
o sindicato tem de nomear todos os que serão por ela beneficiados e,
aí sim, seria configurada a litispendência.
( RO nº 00588-2006-018-03-00-7 )
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CONSULTOR JURÍDICO, 25 de maio de 2007
Dispensa discriminatória
Pão de Açúcar
terá de reintegrar empregado com Aids
Os princípios constitucionais que tratam do direito à vida, ao
trabalho e à dignidade serviram de base ao julgamento da 4ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho, que acolheu pedido de reintegração
de um ex-empregado da Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo
Pão de Açúcar). Ele foi demitido de forma discriminatória
por ser portador do vírus da Aids.
O empregado, de 39 anos, foi admitido na Rede Barateiro de Supermercados, como
balconista, em março de 1995. Em 1998, o Grupo Pão de Açúcar
sucedeu a empresa, conservando os funcionários em suas respectivas funções.
Com o passar do tempo o balconista foi promovido a operador de caixa. Trabalhava
das 12h às 22h e recebia R$ 548,93 de salário. Em meados de março
de 1998, tomou conhecimento, após se submeter a um exame médico,
de que era portador do vírus HIV, e comunicou o fato a seus superiores.
Segundo ele, após saber da doença seus superiores passaram a
persegui-lo. Ele foi transferido para outra área e obrigado a ficar
exposto a grande variação de temperatura. Segundo ele, corria
o risco de pegar uma gripe e piorar o quadro clínico. Em dezembro de
2000 foi demitido sem justa causa, demissão classificada por ele como
de “repugnante caráter discriminatório”.
Um ano após a demissão, o trabalhador ajuizou reclamação
trabalhista. Solicitou sua reintegração, o pagamento de horas
extras e indenização por danos morais correspondente a mil salários
mínimos.
A empresa, para se defender, negou a prática discriminatória
e a perseguição ao funcionário doente. Argumentou que
o assunto foi mantido em sigilo e disponibilizado a ele apoio psicológico
por meio de uma assistente social. Alegou que o grupo passou por problemas
financeiros, o que culminou com a dispensa de vários funcionários,
dentre eles o autor da ação. Por fim, sustentou que não
há legislação que preveja a garantia de emprego ao portador
do vírus HIV.
A sentença foi favorável à reintegração,
mas não concedeu a indenização por danos morais. O juiz
entendeu que o empregado não demonstrou nenhum ato expresso de discriminação
em face da doença que devesse ser indenizada. “Algumas vezes as
vítimas de situações doloridas e traumatizantes – como é o
caso – acabam por desenvolver um quadro psicológico totalmente
deslocado da realidade onde, por qualquer coisa, se sentem discriminadas ou
igualmente perseguidas”, registrou a primeira instância.
O Grupo Pão de Açúcar recorreu, mas a decisão foi
mantida pelo TRT. “Aflora a presunção lógica de
absoluta falta de humanidade, acaso não suscitada motivação
de ordem disciplinar, econômica ou financeira para a consumação
do ato rescisório”, firmou o acórdão.
Novo recurso foi ajuizado. Dessa vez, ao TST. A decisão foi mantida.
Segundo o relator do processo, ministro Antônio Barros Levenhagen, se
o empregador tinha ciência de que o empregado era portador do vírus
HIV, presume-se discriminatória a dispensa.
“ Ainda que inexista norma legal específica que determine a reintegração
do empregado, não há dúvida de que o ordenamento jurídico
repudia o tratamento discriminatório e arbitrário”, concluiu
o relator. O Grupo Pão de Açúcar não conseguiu demonstrar
divergência de julgado ou afronta à legislação.
AIRR-206/2001-261-02-40.9
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ÚLTIMA INSTÂNCIA, 25 de maio de
2007
Revista íntima gera condenação
contra empresa em Campinas
Em decisão unânime, a 7ª Câmara do Tribunal Regional
do Trabalho, da 15ª Região, em Campinas, condenou três empresas
pela prática diária de revista íntima feita contra um
ex-funcionário das mesmas. Segundo a decisão, a revista, mesmo
realizada por pessoa do mesmo sexo, expunha vestuário íntimo
do empregado aos demais funcionários da empresa, caracterizando assim
o dano moral por agressão à dignidade e à intimidade do
empregado.
Dentre os réus está a Iguasport Ltda., que mantém conhecida
loja de material esportivo em Campinas. Uma das testemunhas relatou nos autos
que os trabalhadores eram revistados no armazém duas vezes por dia.
Tinham que levantar a barra da calça para mostrar se havia algum objeto
nas meias, levantar a camisa na altura do umbigo e abaixar a calça até a
altura da cueca para ver se havia alguma vestimenta por baixo.
Os bolsos também eram revistados. A revista era feita por dois seguranças,
sendo que um ficava na porta e o outro dentro do armazém e era formada
uma fila indiana para o procedimento.
Quem estivesse na fila poderia ver o colega ser revistado. Em sua defesa, a
Iguasport alegou ser parte ilegítima para figurar no pólo passivo
da ação. Sustentava, ainda, que as revistas eram realizadas pelos
empregados da terceira reclamada, Segurança e Vigilância Sudeste
Ltda, empresa terceirizada.
Inconformada com a sentença da 4ª Vara do Trabalho de Campinas,
que deu ganho de causa ao trabalhador, a Iguasport interpôs recurso ao
TRT. Segundo o relator do recurso, juiz Manuel Soares Ferreira Carradita, o
direito do empregador de proteger seu patrimônio e o de terceiros termina
onde começa o direito do empregado.Para o magistrado, sujeitar o trabalhador
a permanecer com as calças abaixadas até o joelho diante de colegas
retira a legitimidade da conduta patronal por ser incompatível com a
dignidade da pessoa e a valorização do trabalho humano asseguradas
pela Constituição Federal. “Além do mais, a Carta
Magna também veda todo e qualquer tratamento desumano e degradante e
garante a todos a inviolabilidade da intimidade e da honra”, reforçou.
O magistrado deu provimento parcial ao recurso, reduzindo o valor da indenização
por dano moral para R$ 10.000. Em seu despacho, o valor será suficiente
para coibir a prática de novos atos pelo empregador e por seus funcionários
detentores de função de confiança.
00530-2005-053-15-00-4 RO
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JORNAL GAZETA DO POVO, 25 de
maio de 2007 | Paraná
Polícia trabalha com duas hipóteses
para solucionar morte de sindicalista
A polícia trabalha com duas hipóteses - homicídio e suicídio
- para esclarecer a morte do presidente do Sindicato da Indústria de
Mate do Paraná e tesoureiro da Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias de Alimentação (FTIA/PR), Amauri Carvalho.
Nesta quinta-feira, os familiares
do sindicalista prestaram depoimento nesta quinta-feira na Delegacia
de Homicídios de Curitiba. Nesta sexta, é a vez dos funcionários
e do presidente da FTIA/PR, Ernane Ferreira.
Carvalho foi encontrado morto
com um corte no pescoço dentro do estacionamento da FTIA/PR, por
volta das 22h30, na terça-feira em Curitiba. Ao lado do corpo
foi encontrado um estilete abandonado no local que, provavelmente, teria
sido usado para golpear o pescoço da vítima. Inicialmente,
a polícia trabalha com duas hipóteses: homicídio
ou suicídio.
Para a imprensa, Ferreira disse
que o sindicalista vinha recebendo ameaças devido a um processo
eleitoral que tramitava no sindicato. Para Ferreira, Caravalho estava
sendo pressionado para que abandonasse a chapa e do cargo. O presidente
da FTIA/PR foi quem encontrou o corpo da vítima.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/05/2007
Empregado que perdeu o olho em acidente
receberá R$ 100 mil
Um empregado que perdeu o olho
ao manejar uma máquina de prensar vai receber indenização
por danos morais e materiais no valor de R$ 100 mil. A decisão
se deu em processo movido contra a Usiparts S. A. – Sistemas Automotivos,
que tentou reverter a condenação. O relator do agravo de
instrumento no TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou
que, em instância recursal, não é possível
dimensionar o dano e as lesões sofridas pelo trabalhador e que,
de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG), “a inobservância dos critérios de prevenção
de acidentes na empresa ocasionou a perda do olho direito do empregado,
que foi obrigado a usar prótese ocular”. Na avaliação
do Regional, “era previsível um acidente na máquina
que o trabalhador operava, ainda mais sem a devida proteção”.
O empregado foi contratado como
praticante de estamparia em 1986, e foi dispensado em 1999, sem justa
causa. Ganhava em torno de R$ 5,00 por hora para operar uma prensa hidráulica
que estampava peças automotivas, como capô, porta, teto,
entre outros. No intervalo para manutenção, o empregado
trabalhava em outra máquina. Em 1987, aos 23 anos, foi designado
para operar uma prensa maior, que jamais tinha manuseado. Mesmo sem ter
sido treinado, cumpriu a ordem do encarregado, e ao colocar a peça
na máquina para fazer um furo, estilhaços atingiram-lhe
o olho direito.
Após a emissão
da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o trabalhador
afastou-se até a implantação de uma prótese
ocular. Ao retornar, foi lotado no almoxarifado da empresa, após
duas licenças em função do CAT, que lhe garantiram
70% do salário. Continuou a fazer o tratamento e a ter gastos
com despesas médicas, até a sua dispensa imotivada.
Irresignado, ingressou com pedido
de indenização pelos danos materiais e morais sofridos.
Alegou que teria dificuldades para conseguir emprego, pois, embora constasse
no termo de rescisão e na carteira de trabalho que estava apto
para trabalhar, havia restrições médicas decorrentes
do acidente de trabalho.
A sentença lhe foi favorável,
constatando que a empregadora não forneceu corretamente o EPI-Equipamento
de Proteção Individual, e que o laudo pericial apontou
falha nas normas de segurança pela ausência de uma chapa
acrílica ou de vidro forte, entre outras irregularidades. Um dos
critérios utilizados pelo juiz na fixação da indenização
de R$ 150 mil – sendo R$ 75 mil para cada um dos danos – foi
a idade do empregado na época do acidente (23 anos).
A empresa recorreu ao TRT/MG
e pediu a revisão da sentença, afirmando que não
havia provas do dano, nem da sua culpa. Negou relação com
o acidente, afirmando não ter responsabilidade para com o empregado.
O TRT manteve a decisão de primeira instância, com base
nos depoimentos e no laudo pericial, mas não o considerou incapacitado
para o trabalho, reduzindo o valor da condenação para R$
100 mil (R$ 50 mil para cada dano).
No TST, a Usiparts alegou
falta de provas do dano material e pediu a redução do
valor da indenização. O ministro Aloysio Corrêa
da Veiga ressaltou que “o arbitramento de valor da condenação
se encontra dentro do poder discricionário do magistrado, em
observância a critérios de proporcionalidade e de adequação”,
lembrando ainda que nesta esfera recursal é vedada a análise
de provas, conforme a Súmula nº 126 do TST. (AI RR 1587/2005-129-03-40.5).
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25/05/2007
Porteiro demitido em período eleitoral
ganha ação no Paraná
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
decidiu acolher embargos em recurso de revista para restituir direitos
de um trabalhador demitido durante período de vigência de
estabilidade provisória em função da lei eleitoral.
Ao aprovar o voto da relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi, a SDI-1
reformou acórdão da 2ª Turma do TST e restabeleceu
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(Paraná), mantendo sentença em que o trabalhador ganhou
causa movida contra empresa vinculada ao Estado do Paraná.
Contratado como porteiro em 1992
pelo Programa Nosso Sociedade Civil, o trabalhador foi demitido em 1994,
recebendo indenização pelo regime da CLT. Em 1996, ajuizou
ação na Vara do Trabalho de Curitiba (PR), sob o fundamento
de que sua demissão teria sido feita contra a estabilidade provisória
decorrente da lei eleitoral, em face das eleições de outubro
de 1994. Segundo suas alegações, por ser o seu empregador
(Programa Nosso) vinculado ao Estado do Paraná, ele seria beneficiário
dessa estabilidade, sendo, portanto, vedada sua demissão sem justa
causa até 31/12/1994.
A sentença de primeiro
grau reconheceu o direito à estabilidade provisória e determinou
sua reintegração ao emprego pelo regime da CLT, com o conseqüente
pagamento de salários e reflexos durante o período de seu
afastamento. Ambas as partes ajuizaram recursos no TRT: de um lado, o
Programa Nosso, na tentativa de descaracterizar sua vinculação
com o Estado do Paraná, e, de outro, o trabalhador, insistindo
na inclusão de horas extras no cálculo da indenização
determinada pela primeira instância.
Novamente a decisão foi
favorável ao porteiro, mantendo a responsabilidade subsidiária
do Estado do Paraná, em face da extinção do Programa
Nosso, e incluindo as horas extras na indenização. Em 1999,
foram interpostos embargos de declaração, em que o Programa
Nosso argumentava ter havido omissão e obscuridade nessa decisão.
O TRT negou provimento aos embargos, o que levou o Programa Nosso a apelar
ao TST, mediante recurso de revista. A Segunda Turma do TST restringiu
a condenação às horas extras (sem adicional), ao
FGTS e à correção monetária dos salários
pagos com atraso, mantendo nulo o contrato de trabalho, por ausência
de aprovação em concurso público.
Diante dessa decisão,
o trabalhador interpôs embargos à SDI-1 alegando que o recurso
de revista não poderia ser conhecido, por haver violado dispositivos
da CLT e da Constituição Federal. Alegou também
que a nulidade do contrato de trabalho por ausência de aprovação
em concurso público foi argüida tão-somente no recurso
de revista.
A relatora da matéria,
ministra Maria Cristina Peduzzi, ressaltou que os réus (Programa
Nosso e Governo do Estado do Paraná) – quer na contestação
quer no recurso ordinário – não argüiram a nulidade
do contrato de trabalho por ausência de prévia aprovação
em concurso público. A ministra conclui que o Programa Nosso,
assim agindo, “inovou na lide”, pois a discussão sobre
a nulidade contratual não poderia ser objeto de recurso de revista,
o que contraria “os princípios do devido processo legal
e do direito à ampla defesa”. (E-RR-557.148/199.3)

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