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DEPACOM, 30 de maio de 2007
Posse no STI da Construção
Civil de Volta Redonda/RJ
Toma posse no próximo dia 02 de junho,
a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil, Montagem Industrial e Construção
Pesada de Volta Redonda, que abrange os municípios de Barra
Mansa, Resende, Itatiaia, Rio Claro, Quatis, Porto Real e Volta Redonda.A
diretoria foi reeleita em pleito realizado dias 04 e 05 de abril
do corrente e o companheiro DEJAIR MARTINS DE OLIVEIRA, será o
presidente.O Depacom parabeniza toda a diretoria e deseja sucesso
no novo mandato.
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FETRACONSPAR,
30 de maio de 2007
NOTA DE FALECIMENTO
Lamentamos comunicar
que na madrugada desta quarta-feira (30/05), faleceu o companheiro
NELSO SILVEIRA, Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores
nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação
de Serviços nas Áreas Industriais do Estado do
Paraná (SINDIMONT), vítima de infarto. O corpo
está sendo velado na casa de familiares, sito a Rua Paissandu,
255 - Sitio Cercado em Curitiba/PR. O sepultamento será hoje às
16:00 horas, no Novo Cemitério de Araucária, na
Av. das Laranjeiras, s/nº.
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Nelso
Silveira
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Folha
de São Paulo, 30 de maio de 2007
Senado aprova uso de até R$ 17 bi
para fundo com recursos do FGTS
Casa aprova última medida provisória
do PAC, mas restam projetos de lei
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Senado aprovou a última
medida provisória do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento). A MP autoriza o governo a usar até R$ 17 bilhões
em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
para criar um fundo que financiará obras de infra-estrutura.
Inicialmente deverão ser usados R$ 5 bilhões. O projeto
vai agora à sanção do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Com isso, o governo encerrou
a votação das oito MPs do PAC, mas ainda enfrenta dificuldades
para aprovar os dois projetos de lei que limitam as despesas públicas
e são considerados essenciais para o equilíbrio das contas
do governo. O teto de 1,5% acima da inflação para o crescimento
da folha de pagamentos dos servidores públicos e o que fixa
o reajuste do salário mínimo com base no crescimento
da economia de dois anos anteriores ainda estão na Câmara
dos Deputados.
O governo só conseguiu
aprovar os projetos de lei que alteram a Lei de Licitações
e o que aumenta os recursos orçamentários para investimentos.
Ontem, a oposição no Senado tentou mudar a MP do FGTS
e chegou a pedir que a votação do projeto fosse nominal,
mas o governo conseguiu 40 votos favoráveis, e apenas 26 senadores
foram contrários à proposta.
A estratégia do governo
foi evitar qualquer alteração para que a MP não
voltasse à Câmara, já que seu prazo de validade
acaba amanhã. Diante do placar desfavorável, a oposição
praticamente desistiu de brigar pela votação das emendas
que havia proposto, o que facilitou a vitória governista.
O fundo criado com recursos
do FGTS tem autorização para investir inicialmente R$
5 bilhões do patrimônio dos trabalhadores. O valor pode
chegar a quase R$ 17 bilhões, dependendo de uma decisão
do Conselho Curador do FGTS. O trabalhador também terá autorização
para investir até 10% do saldo de sua conta pessoal nos projetos
de infra-estrutura.
Os investimentos financiados
pelo fundo criado na MP terão garantia de rendimento equivalente à remuneração
do FGTS (3% de juros, mais a variação da Taxa Referencial),
que será dada pela Caixa Econômica Federal. Foi a maneira
que o governo encontrou para evitar que um eventual prejuízo
nos investimentos reduzisse o patrimônio do trabalhador.
O problema é que o FGTS
terá que pagar por essa garantia. O trabalhador terá que
desembolsar um valor do fundo para comprar uma espécie de seguro
que o protegerá do risco que os recursos poderão correr.
Sanção
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sancionou ontem à noite, sem vetos, duas medidas
provisórias do PAC, agora transformadas em lei. Uma delas permite
que o governo reduza a parcela da arrecadação destinada
ao abatimento da dívida pública com a finalidade de ampliar
investimentos em infra-estrutura. Pelo texto sancionado ontem, a meta
de superávit primário do governo neste ano pode ser reduzida
em até R$ 11,3 bilhões, desde que esse montante seja
destinado a uma lista de obras e iniciativas tidas como prioritárias.
O valor originalmente
previsto no orçamento era de R$ 4,6 bilhões. A outra
medida provisória institui o Fundo de Investimento em Participações
em Infra-estrutura, voltado a projetos nas áreas de energia,
transporte, saneamento básico e irrigação.
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Agência Câmara,
30 de maio de 2007
Universitário poderá financiar
até 100% da mensalidade
Gilberto Nascimento

Haddad (E), ao lado do deputado Gastão Vieira, falou sobre
o projeto do Fies.
Segundo informou hoje o ministro
da Educação, Fernando Haddad, em audiência pública
realizada pela Comissão de Educação e Cultura, o
Projeto de Lei 920/07 permite que os universitários financiem,
em casos determinados, até 100% de suas mensalidades. Hoje, o
teto do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) é de
70%. "Além disso, pretendemos, a partir de 2008, garantir
com antecedência o direito ao financiamento ao estudante que estiver
disputando uma vaga de ingresso, para que ele possa entrar na disputa
já com essa certeza", anunciou Haddad. O objetivo da audiência
foi debater as dívidas fiscais das universidades.
Fim da urgência
O presidente da Comissão,
deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), anunciou ter chegado a um entendimento
com o ministro para retirar o regime de urgência na tramitação
do projeto, de forma a viabilizar o aprofundamento da sua discussão.
Em troca, a comissão comprometeu-se a votar até o dia 15
de junho o parecer do relator, deputado Rogério Marinho (PSB-RN).
Haddad aceitou o acordo, e lembrou apenas que o projeto precisa ser aprovado
pelo Congresso em tempo hábil para ser considerado no Orçamento
do ano que vem.
O relator do projeto, deputado
Rogério Marinho (PSB-RN), afirmou, no entanto, que para apressar
seus trabalhos precisará de respostas do governo a alguns questionamentos
fundamentais, como o valor da dívida que será quitada.
De acordo com o ministro, o esforço
para fortalecer o Fies não é feito em detrimento da educação
pública, que está em processo de expansão. Ele disse
que até 2010 o governo vai dobrar, de 125 mil para 250 mil, o
número de vagas para ingresso nas universidades públicas
federais. Segundo o ministro, esse é um dos objetivos do Programa
de Reestruturação e Expansão do Ensino Superior
Público (Reuni), que deverá investir R$ 1,8 bilhão
ao longo dos próximos anos.
Benefício fiscal
Os deputados Ivan Valente (Psol-SP)
e Alice Portugal (PCdoB-BA) questionaram a validade de mais um benefício
fiscal para o ensino privado. "O setor privado exercita o Programa
Universidade Para Todos (Prouni) abaixo das expectativas, e também
reduz o Fies; será que mais esse refinanciamento de dívidas
vai adiantar? O que garante que as vagas vão aumentar?" perguntou
Alice Portugal. Segundo ela, as faculdades privadas deveriam pelo menos
recuar no empenho em aprovar medidas contra os estudantes inadimplentes.
Ivan Valente disse que
o projeto representa mais uma transferência de recursos públicos
para a educação privada. "O resto é dourar
a pílula", afirmou. Na avaliação do deputado
Paulo Renato Souza (PSDB-SP), o governo deveria comprar com dinheiro
as vagas abertas para alunos carentes, em vez de lançar mão
das isenções fiscais.
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SITE G1, 30 de maio de 2007
Forbes
Brasil precisa 'soltar a fera' para crescer 10%
Crescimento não deve ser gerado,
porém, pelo PAC segundo editor-chefe de revista.
Para Forbes, na contramão do Brasil, economia venezuelana estaria na
'UTI'.
Patrícia Araújo Do G1,
em São Paulo
Forbes: Brasil pode crescer 10% ao ano (Foto:
AFP)
Candidato à presidência dos Estados Unidos por duas vezes (1996-2000)
pelo Partido Republicano e atualmente classificado por si próprio como “agitador” e
assessor do atual candidato Rudolph Giuliani, Steve Forbes, editor-chefe da
revista americana de economia Forbes, afirmou que “o Brasil precisa realmente
soltar a fera” para atingir o crescimento de outros países como
China e Índia.
Para Forbes, o país possui plenas condições de se tornar
a principal potência da América Latina e atingir um crescimento
de 8% a 10% ao ano, embora isso não deva ser alcançado com o
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal,
que classificou como “insuficiente”.
As afirmações foram
feitas pelo executivo na tarde desta terça-feira (29), em São
Paulo, antes de palestra a executivos brasileiros. A concentração
apenas na concessão de crédito e na geração
de impostos, segundo Forbes, não tornam o PAC capaz de estimular
a economia brasileira. Em tom de ironia, ele disse que, como visitante,
veio trazer alguns conselhos para que o presidente Lula consiga a concretização
dessa pujança econômica.
Tributos
Encontrar uma forma de simplificar o sistema tributário, que classificou
como “terrível”, seria um bom início para Forbes. “É verdade
que, comparado com o sistema tributário do Brasil, o sistema americano
parece extremamente simples. E, para dizer a verdade, o sistema americano de
tarifas é um dos piores do mundo”, disse.
A lentidão no processo
de abertura de empresas no Brasil também foi classificada pelo
americano como um dos entraves ao crescimento econômico. Ele citou
como prova o levantamento feito pelo Banco Mundial onde é mostrado
que leva-se em média cerca de 150 dias para se conseguir abrir
um empresa no Brasil, num procedimento que envolve até 17 etapas
diferentes. No Chile são nove etapas e apenas 40 dias, e nos Estados
Unidos e Canadá levam-se apenas cinco dias.
O fortalecimento dos direitos
autorias, a melhoria no sistema educacional e o afrouxamento das leis
trabalhistas seriam outras medidas que o governo brasileiro deveria adotar
para garantir uma expansão da economia semelhante aos atuais líderes
mundiais de crescimento. “O presidente Lula tem capital político.
Ele deveria usar esse capital para coisas maiores (do que o PAC). Ele
não vai ser candidato nas próximas eleições.”
Forbes classificou ainda como “ridículo” o
fato de o Brasil se sentir ameaçado pela China. Para ele, esta “animosidade” desvia
a atenção do país, que deveria estar focada em formas
de ampliar o próprio crescimento.
Finalizando o discurso
sobre o crescimento, numa comparação digna do presidente
Lula, o executivo americano fez um contraponto entre a economia e futebol
nacional. “O time de futebol de vocês (brasileiros) teve
dificuldades na última Copa do Mundo, mas a economia de vocês é uma
economia que tem calibre para ganhar uma Copa do Mundo”, afirmou.
Álcool, a reinvenção
da roda
Para Forbes, o atual propulsor da “explosão econômica vivida
pelo Brasil no setor de commodities”, o etanol, com certeza permanecerá como
uma das principais causas do crescimento no volume de negócios do país
nos próximos anos. Ele acredita que o país possui experiência
no setor e que países como os Estados Unidos, por exemplo, não
têm a “pretensão de reinventar a roda” e querer superar
a produção brasileira.
BC mais eficaz
A conduta seguida pelo Banco Central brasileiro também foi elogiada
pelo editor-chefe da Forbes. Segundo ele, o BC brasileiro está se comportando
melhor que o americano. A critica se referiu à emissão intensa
de moeda por parte do Federal Reserve (o BC dos EUA), o que vem gerando inflação
crescente na economia americana.
Apesar dessa inflação gradual, o executivo acredita que, ao contrário
do que é publicado nos jornais mundiais, os Estados Unidos não
estajam passando por uma recessão.
Chávez na UTI
Uma avaliação completamente oposta à brasileira é feita
pelo republicano em relação à Venezuela, nação
a qual dirigiu duras críticas. Para Forbes, o presidente Hugo Chavez “não é uma
pessoa capaz de administrar uma economia”, mas sim de acabar com uma.
“Fora o petróleo, a economia venezuelana está na UTI. (...)
Hugo Chavez está fazendo ressurgir as desastrosas políticas econômicas
que foram adotadas no passado”, afirmou. Apesar do excesso de nacionalização “desastroso” adotado
por Chavez, Forbes acredita que elas não devem afetar o crescimento do
restante do continente.
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SITE G1, 30 de maio de 2007
Aliança com Brasil não
põe Mercosul em 2º plano, diz UE
Iniciativa será discutida co com Lula
no dia 4 de julho.
Posteriormente, Lula viajará a Bruxelas para explicar o programa de
biocombustíveis.
A proposta da União Européia para estabelecer uma "aliança
estratégica" com o Brasil não significará colocar
em segundo plano o resto do Mercosul, disse o embaixador da UE em Brasília,
João Pacheco, na terça-feira (29).
A iniciativa, com a qual Bruxelas
buscará aprofundar laços políticos, científicos,
sanitários e de transporte, entre outros, com o Brasil, será discutida
dia 4 de julho em um encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e o titular da Comissão Européia, José Manuel
Durão Barroso.
Posteriormente, Lula viajará a
Bruxelas para explicar o programa brasileiro de biocombustíveis
para o "público europeu", acrescentou Pacheco.
A União Européia,
que anunciará a proposta formalmente na quarta-feira, já fez
esse tipo de aliança com China, Rússia, Índia, África
do Sul, Estados Unidos e Canadá.
"O Brasil é um exemplo
de democracia e de relacionamento com seus vizinhos. É líder
natural da América do Sul e estamos reconhecendo isso", disse
Pacheco.
O diplomata enfatizou que a oferta
européia para uma sociedade estratégica com o Brasil não
tira o mérito do resto dos países do Mercosul, integrado
também pela Argentina, Uruguai e Paraguai. A Venezuela também
se encontra no processo de adesão à união aduaneira
sul-americana.
"Isso não é em
detrimento ao auxílio da integração regional. Uma
relação mais estreita com o Brasil pode auxiliar a impulsionar
o Mercosul", disse Pacheco.
Em entrevista à imprensa,
Pacheco também ressaltou que apesar da oferta de Bruxelas para
uma aliança estratégica com o Brasil, as travadas negociações
comerciais entre o bloco sul-americano e a UE continuarão sendo
bilaterais.
"A negociação
comercial é, foi e será bloco a bloco", explicou
ele sobre o estagnado processo para um acordo de livre comércio.
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AGÊNCIA CÂMARA,
30 de maio de 2007
Comissão pode votar transporte
gratuito em dia de eleição
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público pode votar, nesta quarta-feira (30), o Projeto de Lei 6362/05,
que torna gratuito o transporte coletivo urbano metropolitano e intermunicipal
nos dias de eleição. De autoria do deputado Vicentinho (PT-SP),
o projeto proíbe as empresas de transporte de diminuir a quantidade
de veículos e alterar ou reduzir os trajetos regularmente realizados
no dia da eleição.
A relatora da proposta, deputada
Gorete Pereira (PR-CE), recomenda a aprovação da proposta
na forma de substitutivo que agrega ao texto as medidas previstas no
Projeto de Lei 358/07, do deputado Sérgio Brito (PDT-BA), que
trata do mesmo assunto e tramita conjuntamente. Esse projeto restringe
o benefício aos usuários que comprovarem sua condição
de eleitor e limita o horário de gratuidade ao período
compreendido entre duas horas antes do início da votação
e duas horas após o final da votação.
Terrenos
da União
Também está na pauta o PL 6101/05, do Senado, que estabelece
a venda direta de terrenos da União para seus moradores. De acordo com
a proposta, a venda direta ocorrerá para os ocupantes de boa-fé que
comprovarem a ocupação por no mínimo cinco anos.
O ocupante só poderá adquirir
um lote, e o preço do terreno não levará em conta
as benfeitorias feitas pelo ocupante. Atualmente, as terras da União
só podem ser vendidas por meio de licitação.
O relator, deputado Nelson Marquezelli
(PTB-SP), apresentou parecer pela aprovação da matéria
e pela rejeição dos PLs 3314/04, 2794/03, 801/07 e 809/07,
que tramitam apensados.
Transição
de governos
A comissão ainda poderá votar o PL 396/07, do deputado Chico
Alencar (Psol-RJ), que estabelece condições legais para que,
durante o processo de transição administrativa de passagem de
governo, o candidato eleito possa receber de seu antecessor, de forma organizada,
todos os dados e informações necessários à implementação
do novo programa de governo, desde a data de sua posse.
Pelo projeto, o período
de transição administrativa será o intervalo entre
a proclamação dos resultados de eleição e
a posse do prefeito, governador ou presidente da República. O
titular do cargo objeto da transição e o candidato proclamado
vencedor deverão designar equipe de transição paritária
no prazo de 72 horas da proclamação do resultado da eleição.
O relator, deputado Wilson Braga
(PMDB-PB), recomenda a aprovação da matéria, com
substitutivo que exclui da transição administrativa os
presidentes de assembléias legislativas e câmaras municipais.
Segundo o relator, o projeto deve disciplinar apenas a transição
administrativa de chefia do Poder Executivo, porque, nas casas legislativas,
a posse do novo chefe ocorre imediatamente após a proclamação
do resultado eleitoral.
Wilson Braga também excluiu
do projeto o dispositivo que ressalta, na transição, o
acompanhamento e fiscalização do controle interno e do
Ministério Público, porque, em sua opinião, essas
atividades já integram as suas atribuições habituais.
A comissão reúne-se às
10 horas, no plenário 12.
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AGÊNCIA CÂMARA,
30 de maio de 2007
Comissão vota projeto que
amplia salário-maternidade
A Comissão de Seguridade Social e Família pode votar na quarta-feira
(30) substitutivo do deputado Ribamar Alves (PSB-MA) ao Projeto de Lei 2291/00,
do Senado, que concede 90 dias de salário-maternidade à segurada
que adotar criança de até um ano de idade. A proposta tramita
apensada a outros 23 projetos que abordam diferentes aspectos da concessão
do salário-maternidade. O relator sugere a rejeição de
17 propostas, entre elas o PL 2291/00, e a aprovação das demais
na forma de um substitutivo.
Ele explica que a extensão
do salário-maternidade às mães que adotarem já está prevista
na Lei 10.710/03. O texto assegura o salário-maternidade por 120
dias para a mulher que adotar criança de até 1 ano de idade,
por 60 dias, se a criança tiver até 4 anos, e salário-maternidade
por 30 dias, se a criança tiver até 8 anos de idade.
O substitutivo de Ribamar Alves
prevê que as grávidas que tiverem filhos prematuros, assim
considerados os bebês que nascerem antes de 37 semana de gestação,
terão o tempo do salário-maternidade acrescido do número
de semanas equivalente à diferença entre o nascimento a
termo e a idade gestacional do recém-nascido. Se a gestante morrer
no parto e a criança sobreviver, o projeto permite que o pai ou
o responsável legal possa gozar o salário-maternidade.
A proposta também exclui
o salário-maternidade do limite máximo dos benefícios
pagos pelo Regime Geral de Previdência Social fixado pela Emenda
Constitucional 20. Por fim, o projeto prevê que, se as empresas
atrasarem em mais de 30 dias o pagamento do salário-maternidade,
a Previdência Social fará o pagamento e adotará as
providências cabíveis para ser ressarcida.
Transporte
para pacientes
A comissão também pode votar o Projeto de lei 45/07, da deputada
Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que obriga o Sistema Único de Saúde
(SUS) a fornecer gratuitamente transporte, alimentação e hospedagem
aos pacientes cujo tratamento ocorrer em município diferente do de residência.
A relatora, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), apresentou parecer favorável.
Também está na
pauta o Projeto de Lei 6015/05, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS),
que cria o Fundo Nacional do Idoso e autoriza a dedução
do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas para
doações efetuadas aos fundos municipais, estaduais e nacional
do idoso. O relator, deputado Jofran Frejat, recomenda a aprovação
da proposta com duas emendas. Uma delas vincula os recursos do fundo às
ações da política nacional do idoso e a outra faz
ajustes de redação.
A reunião está marcada
para as 9h30 no plenário 7.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 30 de maio de 2007 | Ciência
OMS quer proibição do
fumo em locais públicos do mundo
Segundo a Organização Mundial
da Saúde, cerca de 200 mil trabalhadores morrem por ano, em
todo o mundo, devido à exposição à fumaça
no ambiente de trabalho
Reuters
GENEBRA - A Organização
Mundial da Saúde propôs na terça-feira, 29, a proibição
mundial do fumo em locais de trabalho e lugares públicos fechados.
A agência da ONU disse
que isso reduziria a exposição de não-fumantes à fumaça,
o que pode provocar doenças cardiovasculares e respiratórias
fatais.
"A evidência é clara,
não há nível seguro de exposição à fumaça
do tabaco", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em nota
prévia ao Dia Mundial Sem Tabaco, na quinta-feira.
"Muitos países já agiram.
Peço a todos os países que ainda não o fizeram que
dêem este passo imediato e importante para proteger a saúde
de todos", afirmou.
Vários países europeus,
inclusive França, Espanha, Irlanda e Portugal, estão entre
os que já adotaram tais proibições.
A OMS, com sede em Genebra, disse
que suas recomendações se baseiam em três estudos
sobre o fumo passivo, dois deles feitos nos EUA e o outro, da Agência
Internacional para a Pesquisa sobre Câncer.
Segundo a OMS, cerca de 200 mil
trabalhadores morrem por ano devido à exposição à fumaça
no trabalho, enquanto 700 milhões de crianças, cerca de
metade das que existem no mundo, respiram ar poluído pela fumaça
de cigarros, especialmente em suas casas.
A agência diz que o tabaco é a
principal causa de mortes evitáveis no mundo. O número
de fumantes continua crescendo rapidamente nos países em desenvolvimento.
Os países participantes
da Convenção-Quadro sobre o Controle do Tabaco, promovida
pela OMS, devem discutir diretrizes sobre a exposição
ao fumo durante uma reunião a partir de 30 de junho em Bangcoc.
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JORNAL O EXPRESSO DA NOTÍCIA,
30 de maio de 2007 | Internacional
Política salarial da Inglaterra
influencia Europa
Os trabalhadores de baixa renda
da Inglaterra são os que desfrutaram do melhor padrão de
vida na Europa desde 2003, de acordo com pesquisa da European Trade Union
Confederation. Segundo o jornal inglês The Gardian, a iniciativa
de Gordon Brown e de Tony Blair de instituir um salário mínimo
transformaram a Inglaterra de retardatário a líder na Comunidade
Européia no combate à pobreza.
A legislação do
salário mínimo também tornou a Inglaterra um ímã para
atrair trabalhadores de baixa renda da Europa oriental e de Portugal,
onde o padrão de vida de assalariados caiu nos últimos
três anos.
Uma outra pesquisa, conduzida pela European Trade Union Institute-Research
Education Health and Safety, identificou o efeito de elevações
no salário mínimo nacional no poder aquisitivo de trabalhadores.
A pesquisa revelou que, desde 2003, os trabalhadores britânicos que recebem
salário mínimo viram o poder aquisitivo subir 18,8%. É superior
ao crescimento de 18% registrado na Espanha e 17,4% constatado em Luxemburgo.
Na Inglaterra, o salário
mínimo é de £5,35 por hora para adultos, valor que
subirá para £5,52 em outubro. O aumento expressivo verificado
no salário mínimo da Inglaterra diminuiu a diferença
entre o salário mínimo e salários médios.
Em cinco países - Estônia, Polônia, Portugal, Malta e, surpreendentemente,
França - os aumentos no salário mínimo não têm
mantido o ritmo de inflação. Outros fatores econômicos
pressionaram os nível salariais de alguns países para baixo.
A Estônia, por exemplo, a taxa de desemprego foi superior a 8% de 2001
a 2003. Em 2005, a taxa de desemprego ficou em 7,5%.
O resultado dessa defasagem,
conforme as pesquisas, foi o estímulo para que os trabalhadores
de baixa renda deixem seus países de origem e migrem para a Inglaterra.
Ao mesmo tempo, analistas dectaram um movimento em sentido contrário.
Eles atribuem a onda de mudanças de várias empresas rumo à Europa
oriental a a Portugal ao aumento dos custos com a mão-de-obra
na Inglaterra.
De acordo com a pesquisa, as diferenças de salários e de níveis
de remuneração continuarão em vigor na Europa pelos próximos
anos. As oscilações salariais também serão argumentos
cada vez mais presentes nas negociações sindicais nos países
da Europa com níveis de remuneração superior. As pressões
para a moderação de benefícios e de salários serão
constantes, prevê o estudo.
A pesquisa mostrou que a política salarial da Inglaterra influenciou
outros países da Europa. Foram veificados aumentos saláriais
em nívels mais elevados em países como a Estônia (39,1%),
Eslováquia (37,6%) e a República Tcheca (31,2%) - considerados "favoritos" por
companhias como a Peugeot para novas plantas industriais. Apesar desses aumentos,
os níveis de remuneração desses países ainda estão
longe de alcançar os padrões britânicos.
Para Andrew Watt, um dos autores
da pesquisa, a decisão da Inglaterra de introduzir um salário
mínimo teve um impacto inesperado em outros países de Europa.
A Alemanha está estudando criar um "salário social",
inspirado no sucesso da política adotada pelos britânicos.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 30 de maio de 2007 | Economia
Desemprego em 6 regiões metropolitanas
fica em 16,9%
Levantamento da Seade e do Dieese estima
em 3,23 milhões de pessoas total de desempregados nessas regiões
em maio, alta de 67 mil desocupados ante abril
Jander Ramon
SÃO PAULO - A taxa de desemprego
em seis regiões metropolitanas do País (Belo Horizonte,
Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo)
subiu em abril para 16,9% da População Economicamente
Ativa (PEA). Em março, a taxa de desemprego estava em 16,6%.
O dado é da pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada
nesta quarta-feira, 30, pela Fundação Seade e pelo
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese).
O levantamento estima em 3,23
milhões de pessoas o total de desempregados nas seis regiões,
um crescimento de 67 mil desocupados em relação ao mês
anterior. A PED constatou que, em abril, foi interrompido o comportamento
de demissões registrado nos três primeiros meses do ano.
"Em números absolutos
foram geradas 37 mil novas ocupações, quantidade insuficiente
para absorver as 104 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho,
o que resultou no acréscimo de 67 mil pessoas ao contingente de
desempregados", informa o documento.
O setor de serviços oscilou
0,6% no seu nível ocupacional, seguido pela indústria,
que variou 0,5%, que acabaram por compensar decréscimos de 1,2%
no agregado de outros setores, concentrado em serviços domésticos
e construção civil, e também a queda de 0,5% no
comércio.
A PED constatou ainda que, entre
fevereiro e março, o rendimento médio real dos ocupados,
no conjunto das regiões, variou negativamente em 0,4%, passando
a equivaler a R$ 1.036, ao passo que o rendimento dos assalariados se
manteve estável, oscilando 0,1%, passando a corresponder a R$
1.111.
Entre março de 2006
e março de 2007, as massas de rendimento de ocupados e assalariados
tiveram, respectivamente, altas de 6,2% e 6,1%, refletindo, de acordo
com os especialistas das duas instituições, aumentos
dos níveis de ocupação e de rendimentos.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 30 de maio de 2007 | Economia
Setor de alimentos eleva participação
no emprego, diz IBGE
Pesquisa mostra as transformações
estruturais na indústria entre 1996 a 2005
Jacqueline Farid
RIO - A indústria sofreu transformações estruturais importantes
de 1996 a 2005, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) relativa a 2005,
divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Enquanto o segmento de alimentos elevou a sua participação
no total de pessoas ocupadas na indústria geral de 15,8%, em 1996, para
18,5%, em 2005, a indústria têxtil reduziu a fatia no total de
empregados do setor de 5,8% para 4,2% no período.
Além de alimentos, os
destaques de ganhos de participação na ocupação
ficaram com calçados e artigos de couro (5,4% em 1996 para 6,1%
em 2005) e outros equipamentos de transporte (0,8% para 1,4%).
Por sua vez, os destaques de
queda entre 1996 e 2005 foram, além da indústria têxtil,
os segmentos de refino de petróleo e produção de álcool
(2,6% para 1,5%) e edição e impressão (3,8% para
3,1%).
Segundo o documento do IBGE,
a maior perda no setor de petróleo ocorreu entre 1996 e 2000 e
o setor continuava, em 2005, no primeiro lugar do ranking de empregadores,
com a maior relação entre pessoal ocupado por empresa.
A pesquisa mostra que, em 2005,
147.400 empresas industriais empregavam cerca de 6,4 milhões de
pessoas, sendo que 3,8 milhões (59,6%) dos empregados trabalhavam
para as pequenas (de 5 e 99 trabalhadores) e médias (de 100 a
499 trabalhadores) empresas.
Valor industrial
Ainda que tenha perdido participação no total de pessoas ocupadas
de 1996 a 2005, o segmento de refino de petróleo e produção
de álcool foi líder no aumento do Valor da Transformação
Industrial (VTI - soma das riquezas produzidas pelo setor) no período,
passando de uma participação de 5,7% no VTI do País em
1996 para 11,9% em 2005. Outros ganhos importantes de fatia do VTI foram registrados
na indústria extrativa (3,4% para 8,7%) e metalurgia básica (5,4%
para 7,9%).
Os segmentos que mais perderam
participação no VTI de 1996 para 2005 foram edição
e impressão (4,9% para 2,9%), máquinas e equipamentos (6,9%
para 5,3%) e têxtil (3,3% para 2,2%).
Regiões
O Sudeste perdeu espaço na indústria brasileira, segundo a Pesquisa
Industrial Anual. No que diz respeito à participação total
no número de ocupados do setor, o Sudeste passou de uma fatia de 61,2%
em 1996 para 54,3% em 2005, sob impacto das perdas ocorridas no período
em São Paulo 42,0% para 36,4%) e no Rio de Janeiro (7,9% para 5,7%).
Segundo o IBGE, a perda da indústria
paulista foi puxada pelas atividades têxtil e de vestuário
e acessórios, enquanto o recuo fluminense teve impacto, sobretudo,
do segmento de alimentos. Todas as demais regiões ganharam, no
período, participação no número de ocupados:
Norte (2,7% para 3,6%); Nordeste (10,5% para 12,4%); Sul (22,5% para
25,2%) e Centro-Oeste (3,1% para 4,5%).
A perda do Sudeste não
se resumiu ao emprego e incluiu também o Valor da Transformação
Industrial. Neste caso, a fatia da região no total do setor no
País caiu de 68,4% em 1996 para 63,5% em 2005, puxada exclusivamente
por São Paulo, o único Estado da região a perder
neste quesito, passando de uma participação no VTI nacional
de 49,4% para 40,2%.
Também no que diz respeito
ao VTI, todas as demais regiões ganharam peso no período:
Norte (4,5% para 5,8%), Nordeste (7,5% para 9,3%), Sul (17,4% para 17,7%)
e Centro-Oeste (2,2% para 3,7%).
Produtos
O óleo diesel liderou a lista dos 100 maiores produtos industriais em
valor de vendas no País em 2005, com R$ 40 bilhões, e teve 64%
de suas vendas localizadas nos Estados de São Paulo, Paraná e
Bahia, segundo a pesquisa.
Outro destaque no ranking
dos produtos industriais com maior valor de vendas foi o petróleo,
que saltou da 99ª posição, em 2000, para a oitava
em 2005. Segundo os técnicos do IBGE, um dos motivos desse bom
desempenho do petróleo "é sua crescente participação
na pauta das exportações brasileiras nos últimos
anos".
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de maio de 2007
Na ativa
Rescisão de contrato após
aposentadoria é questionada
Decisão judicial que manteve rescisão de contrato de trabalho
após pedido de aposentadoria é alvo de questionamento no Supremo
Tribunal Federal. O autor da ação sustenta que a sentença
contraria posicionamentos do STF, que determinam que a aposentadoria espontânea
não extingue o contrato de trabalho. O relator é o ministro Ricardo
Lewandowski.
O autor da Reclamação,
o aposentado Gildo Ricardo, quer ser reintegrado ao emprego que tinha
em Gravataí (RS). Ele conta que o contrato de trabalho foi rescindido
após ter se aposentado por tempo de serviço, com 22 anos
de trabalho para o município.
A rescisão foi questionada
na Justiça. Ele perdeu em primeira e segunda instâncias.
Os tribunais de trabalho consideraram legítima e legal a quebra
do contrato mediante aposentadoria.
Gildo Ricardo diz que o Supremo
já reconheceu “que a aposentadoria, no ordenamento jurídico
vigente, não implica nem pressupõe a extinção
automática do vínculo empregatício”. Também
lembrou que o Tribunal Superior do Trabalho já se posicionou nesse
sentido.
RCL 5.200
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ÂMBITO JURÍDICO,
30 de maio de 2007
Lei nova mais benéfica incide
mesmo nos benefícios acidentários concedidos anteriormente
Em casos de benefício acidentário, a lei nova mais benéfica
ao segurado tem aplicação imediata, inclusive para os benefícios
já concedidos na vigência de lei anterior ou para os pendentes
de concessão. A conclusão é da Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, ao negar provimento a agravo regimental por meio
do qual o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) insistia em ser desobrigado
de pagar 50% no aumento do benefício para um segurado de São
Paulo.
Segundo o órgão,
a Lei n. 9.032/95, que alterou o artigo 86 da Lei n. 8.213/91 e elevou
o percentual do auxílio-acidente para 50% do salário de
benefício, não pode ser aplicada retroativamente. Em primeira
instância, o pedido do segurado foi julgado improcedente, tendo
o juiz aceitado a preliminar de coisa julgada apresentada pelo INSS.
Posteriormente, ao julgar apelação
interposta pelo defesa do beneficiário, o Tribunal de Justiça
de São Paulo (TJSP) afastou a extinção do processo,
mas manteve a improcedência, negando o pedido do segurado. “Enquadrada
a incapacidade segundo a lei vigente na época dos fatos, o INSS
não pode ser obrigado a observar a lei mais nova, sob pena de
violação do princípio da segurança das relações
jurídicas e também ao direito adquirido”, afirmou
o TJSP.
No recurso especial dirigido
ao STJ, foi reconhecido o direito do segurado ao benefício. “A
lei que aumenta o percentual do benefício deve incidir desde logo,
alcançando, inclusive os que estão em manutenção,
não havendo falar em aplicação retroativa, mas sim
em incidência imediata”, afirmou o ministro Nilson Naves,
relator do caso, ao dar provimento a recurso especial, garantindo o benefício.
Insatisfeito, o Instituto Nacional
de Seguridade Social insistiu com o pedido em agravo regimental. Para
o órgão, a concessão do benefício é ato único,
que não pode ser modificado por lei posterior, a menos que esta
expressamente o determine, o que não é o caso dos autos”,
sustentou.
A decisão foi mantida,
tendo a Sexta Turma, por unanimidade, negado provimento ao agravo. “Não
há retroação alguma, mas aplicação
da norma de foram igualitária”, rebateu o relator. “O
aumento do percentual só passa a valer a partir da entrada em
vigor da nova lei e atinge as relações jurídicas
que lhe são anteriores não nos efeitos já realizados”,
continua. “Apenas nos que, por força da natureza continuada
da própria relação, seguem produzindo-se”,
ratificou o ministro Nilson Naves.
Rosângela Maria
Processo 911606
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JORNAL DE ITUPEVA / SÃO
PAULO, 30 de maio de 2007
Empresa paga R$ 10 mil por rebaixar
funcionária grávida
A 1ª Turma do Tribunal Regional
do Trabalho (TRT) da 10ª Região condenou empresa de Taguatinga
(DF) a pagar verbas rescisórias e indenização de
R$ 10,5 mil por estabilidade-gestante e por danos morais a uma empregada
admitida como balconista e que, após informar sua condição
de gestante, foi rebaixada para faxineira e teve o salário reduzido.
Segundo o juiz Pedro Foltran,
a empresa não conseguiu comprovar a demissão por justa
causa da empregada. Os depoimentos mantiveram a situação
por ela narrada: de que foi admitida como balconista sem anotação
na Carteira de Trabalho e com salário mensal de R$ 446.
Porém, após comunicar
a gravidez à empresa, passou a executar tarefas de faxina e seu
salário foi reduzido para R$ 350. Mais de seis meses depois, foi
obrigada a assinar contrato de experiência como se estivesse sendo
admitida na função de faxineira.
A indenização por
danos morais foi concedida no valor de R$ 10,5 mil, fixada com base no
fundamento de que a funcionária foi tratada com menosprezo e falta
de consideração pela empresa no seu ambiente de trabalho.
"O rebaixamento funcional,
que pode ser concebido como assédio moral do empregador sobre
o empregado, é uma das hipóteses aceitas como causadora
de dano moral durante as relações de emprego", afirma
o relator Pedro Foltran.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
30 de maio de 2007
Contrato por prazo determinado vale
se necessidade do serviço for temporária
A regra geral de um contrato é o
prazo indeterminado, mas a legislação trabalhista somente
admite o contrato de trabalho por prazo determinado quando os serviços
a serem executados são transitórios, ou seja, fruto de
uma necessidade temporária que justifique a predeterminação
da duração do ajuste, ou nos casos de contrato de experiência.
Por esse motivo, a 8ª Turma
do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 3ª região (Minas
Gerais) manteve a decisão de primeiro grau que declarou nulo o
contrato por prazo determinado firmado entre uma empresa de montagem
e um montador e considerou-o indeterminado, deferindo ao autor as parcelas
trabalhistas decorrentes.
As partes haviam celebrado contrato
de trabalho por obra certa, para a reforma de um auto forno, na qual
o reclamante trabalharia como montador. “A função
exercida pelo autor insere-se exatamente na atividade preponderante da
empresa, que é a prestação de serviços de
mão-de-obra auxiliar para construção civil e para
a indústria pesada, além de locação de andaimes
modulados e de mão-de-obra especializada em montagens e desmontagens”,
esclareceu o juiz relator do recurso, José Marlon de Freitas.
Segundo informações
do TRT-3, a Turma concluiu que a transitoriedade exigida na lei não
se caracterizava em relação ao empregador, mas sim quanto
aos tomadores de serviço. O relator explica que a necessidade
transitória poderia ser, por exemplo, o aumento sazonal da produção
da empresa ou substituição de algum empregado do quadro
permanente eventualmente afastado. Mas, no caso julgado, a empresa não
conseguiu comprovar a necessidade de utilizar a exceção
prevista no artigo 443 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
Recurso Ordinário nº 01016-2006-131-03-00-3
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Folha de São Paulo,
30 de maio de 2007
Desempregado mata médico que
lhe negou aposentadoria
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
Um médico-perito do INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) em Patrocínio MG), foi baleado
na cabeça ontem de manhã por um ex-funcionário da
prefeitura que tentava, sem sucesso, obter aposentadoria. À noite,
o médico José Rodrigues de Souza, 60, morreu.
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, foi a Minas no início
da noite de ontem acompanhar de perto o caso.
Desempregado, o auxiliar de serviços
gerais Manoel Rodrigues Andrade, 60, foi preso em flagrante, após
ter sido dominado por um segurança do INSS. Algumas pessoas tentaram
agredi-lo durante a prisão. Na delegacia, ele contou que sofre
de depressão, faz uso de medicamentos controlados e que estava
tentando se aposentar, mas que o médico que ele matou negava o
seu pedido.
Andrade foi ao posto do INSS
disposto a matar Souza. Além de um velho revólver calibre
38, ele tinha um espeto de ferro na barra da calça, para o caso
de a arma falhar, disse o delegado Carlito Inácio Pires. "Ele
contou que vinha tentando o benefício havia cinco anos e não
conseguia", disse o delegado, acrescentando que Andrade contou que
era sua intenção se suicidar após matar o médico.
Durante a tentativa de aposentadoria,
o acusado teria recebido auxílio-doença entre junho de
2004 e julho de 2005. Voltou a trabalhar como gari e foi demitido no
final de 2006. Foi quando começou a tentar novamente se aposentar.
Andrade chegou ao posto do INSS por volta das 10h30. Logo após
retirar a senha, foi para a sala do médico. Entrou, sacou a arma
e atirou três vezes contra Souza. Nos dois primeiros tiros, no
entanto, a arma falhou.
Detector de metais
Na noite de ontem, o ministro
Marinho anunciou medidas de segurança nas cerca de 1.400 agências
do INSS do país. "Tomei a decisão, partilhada com
o presidente Lula -porque carece de recursos orçamentários
não-previstos no Orçamento deste ano-, de instalar detector
de metais em todas as agências, assim como rota de fuga e alarme
de emergência."
Essas medidas eram reclamadas
desde o ano passado pelos peritos do INSS. Mas, segundo o ministro, eles
cobravam essas medidas em áreas consideradas de risco, nas quais
a agência de Patrocínio não se enquadraria. A decisão
do ministro, porém, abrange todas as agências do INSS.
O ministro disse ainda que será realizada
uma campanha de esclarecimento sobre o trabalho do perito, outra reivindicação
da categoria, diante das constantes agressões sofridas por eles
diante de negativas de aposentadorias e pensões.
Outro crime em MG
Em setembro de 2006, em Governador
Valadares (MG), foi assassinada a médica perita Maria Cristina
Souza Felipe da Silva. Dois meses depois, a Polícia Federal prendeu
o médico perito do INSS Nilson Souza Brige, 62, acusado de ser
o "mentor intelectual" do crime.
A PF disse que o médico,
que já chefiou o setor de perícia em Governador Valadares,
participava de um esquema de fraudes contra a Previdência que vinha
sendo investigado dentro do órgão. Quem estava à frente
dessas investigações era Silva, chefe da gerência
de benefícios.
Por causa desse crime,
os peritos do INSS entraram em greve. Eles já vinham em campanha
por mais segurança no trabalho. Alegavam que os peritos são
agredidos dentro e fora das agências do INSS. (PAULO PEIXOTO)

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