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Agência Câmara,
6 de junho de 2007
Aplicação na bolsa poderia
ampliar rendimento do Pis/Pasep
Os 37 milhões de brasileiros que possuem cotas do Fundo Pis/Pasep tiveram
um rendimento de 11,25% no exercício 2005-2006, encerrado no final do
primeiro semestre do ano passado, mas o ganho poderia ser muito maior. Dados
que confirmam essa possibilidade foram apresentados hoje em audiência
pública com administradores dos recursos do fundo na Comissão
de Finanças e Tributação.
Segundo o chefe do Departamento
de Recursos Institucionais da Área Financeira do BNDES, Flávio
de Queiroz Salek, cerca de 10% (atualmente R$ 3,1 bilhões) dos
recursos do Pis/Pasep administrados pelo banco renderam em média
42,4% nos últimos cincos anos, mais do que o dobro da rentabilidade
média da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no período,
que ficou em 21%. O dinheiro está aplicado no mercado de ações
por meio do Fundo de Participação Social (FPS), gerido
pelo BNDES.
Essa alta rentabilidade, porém,
foi diluída pelo baixo rendimento dos outros 90% dos recursos
do Fundo Pis/Pasep administrados pelo BNDES - que empresta o dinheiro
para financiar empreendimentos industriais; obras de infra-estrutura;
projetos agrícolas; e capital de giro, inclusive para micro, pequenas
e médias empresas.
A remuneração desses
recursos está limitada à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP),
fixada trimestralmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)
com base na meta oficial de inflação para os próximos
12 meses acrescida de uma taxa de risco. A TJLP atualmente está em
6,5% ao ano.
Proposta
O deputado Luiz Carlos Hauly
(PSDB-PR) disse que parte do dinheiro hoje utilizado pelo BNDES para
financiamentos poderia ser aplicada no FPS. De acordo com a legislação
em vigor, o BNDES pode aplicar até 15% dos recursos que recebe
do fundo no mercado de ações, mas apenas 10% são
empregados com essa finalidade.
O secretário-executivo
e contador do Fundo de Participação PIS/Pasep, Onofre Soares
dos Santos, afirmou que a ampliação dos recursos do fundo
destinados ao FPS deve ser analisada com cautela, diante dos riscos que
esse tipo de investimento implica. Ele defendeu a administração
do fundo. "O conselho [diretor do fundo] tem remunerado os cotistas
com percentuais bem maiores do que o mínimo exigido por lei (3%
ao ano)", disse o contador. "Eu entendo que o fundo está bem
administrado", concordou Hauly.
Fundo em extinção
O Fundo Pis/Pasep, que recebia
recursos dos trabalhadores que se cadastraram em um dos dois programas
antes de 5 de outubro de 1988, congrega 37 milhões de contas individuais,
nas quais estão depositados R$ 32 bilhões. Os trabalhadores
cadastrados após aquela data não contribuem mais para o
fundo, nem têm direito aos recursos nele depositados.
O Pis/Pasep é hoje uma
contribuição social devida pelas empresas; os recursos
são depositados no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financia
o seguro-desemprego e outras ações. Dos R$ 161,6 bilhões
hoje administrados pelo BNDES, R$ 100,5 bilhões (62,2%) provêm
do FAT, e outros R$ 29,7 bilhões (18,4%) são oriundos do
fundo Pis/Pasep. Ou seja, o dinheiro dos trabalhadores é responsável
por 80,6% das ações do BNDES.
Os trabalhadores que têm
recursos no Fundo Pis/Pasep podem sacá-los, entre outras hipóteses,
ao se aposentarem e ao completarem 70 anos. Os saques entre junho de
2005 e junho de 2006 somaram R$ 1,3 bilhão. Devido principalmente
aos altos ganhos financeiros com juros (R$ 2,28 bilhões) e com
o FPS (R$ 1,5 bilhão), houve uma contrapartida de receitas da
ordem de R$ 4,4 bilhões no período. "A evolução
das receitas é bem significativa", disse a representante
do Ministério da Fazenda no Conselho Diretor do Fundo de Participação
Pis/Pasep, Maria Carmosita Bessa Maia.
Mesmo assim, o BNDES calcula
que o fundo vai ser extinto em um prazo de 15 anos, pois a expectativa é que
todos os trabalhadores resgatem seus saldos até lá. "É crescente
o número de aposentadorias", diagnosticou o contador do
fundo.
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Agência Senado, 6 de
junho de 2007
Aprovado projeto que fixa teto para
o auxílio-doença

O Senado aprovou, nesta terça-feira (5), projeto de lei (PLS 261/2005)
do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que, entre outras medidas, disciplina
a concessão de benefícios previdenciários decorrentes
de doença. A matéria, elaborada a partir do texto de uma medida
provisória rejeitada pelo Congresso Nacional por não atender
aos pressupostos constitucionais de relevância e urgência e relatada
pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), vai à Câmara
dos Deputados.
O projeto propõe alterações à Lei
8.212/91, que dispõe sobre a organização da Seguridade
Social, e à Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios
da Previdência Social. A maior novidade implantada pela medida é o
estabelecimento de um teto para a renda mensal do auxílio-doença,
o qual não poderá exceder a média aritmética
simples dos últimos 24 salários-contribuição
do segurado ou, se o período de contribuição for
menor, o maior salário de contribuição (atualmente,
o cálculo se baseia na média aritmética simples
dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes
a 80% de todo período contributivo).
Segundo Mercadante, desde o ano
de 2001, a concessão do auxílio-doença praticamente
dobrou, sem qualquer relação com os indicadores demográficos
e de saúde do país, e os valores quase quadruplicaram,
passando de R$ 2,5 bilhões para R$ 9 bilhões.
- A concepção do
auxílio-doença é a de um direito para o atual momento
da vida do trabalhador. Não é um benefício perene. É justo
que os diversos tipos de aposentadorias e pensões sejam regidos
pela história contributiva do trabalhador e que o auxílio-doença
guarde relação com a realidade atual do trabalhador - afirmou
Mercadante.
A matéria também
determina que as empresas enviem à Previdência Social
informações sobre os trabalhadores contratados, sob pena
de estarem sujeitas a sanções em caso de acidentes de
trabalho.
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Agência Diap, 6 de
junho de 2007
Criação de frentes
parlamentares é fenômeno permanente no Legislativo
Federal
Frentes parlamentares proliferam no Legislativo
Federal
Por: Viviane Ponte Sena*
Mesmo com a existência
de mecanismos institucionais como os partidos políticos - destinados
a canalizar demandas sociais e conduzir no processo decisório
a garantia de uma representação efetiva - outras formas
de atuação social se fazem presentes no Parlamento brasileiro.
Os grupos de pressão e as frentes parlamentares são um
bom exemplo disso.
A sociedade se faz representar
no Parlamento, de forma institucional, por indivíduos que conquistaram
um mandato. São eles, ao passar pelo processo eleitoral, legitimados
na atividade de representação e desenvolvem sua ação
em um contexto específico: o dos partidos políticos.
Os partidos têm pelo menos
três características próprias: a) são instituições
para selecionar pessoas, através de eleições, que
irão ocupar postos no governo; b) desempenham o papel central
de expressar e representar demandas de segmentos da população;
e c) este papel resultou dos processos de industrialização,
urbanização e extensão do sufrágio.
Formam, portanto, o corpo de
atores responsável pelas decisões mediante o voto. Entretanto,
outros mecanismos atuam e desempenham papel fundamental no processo decisório,
embora não de forma institucional.
Processo decisório
Os grupos de pressão,
por exemplo, agem deliberadamente no sentido de influenciar no processo
decisório. Sua forma de atividade é denominada lobby, prática
ainda não regulamentada no Brasil.
Em comparação com
as estruturas partidárias, pode-se concluir que: 1) ambos, partidos
políticos e grupos de pressão, agem no Parlamento e há uma
racionalidade envolvida nesta ação; 2) os partidos políticos
têm, neste local, sua atuação pautada por uma atividade
institucional regulada, no caso brasileiro, pela Constituição
Federal e estatutos próprios; e 3) os grupos de pressão,
como entes externos, atuam por meio do lobby.
A racionalidade presente em cada
uma dessas estruturas indica que, apesar de ambas se constituírem
por meio de grupos organizados, apenas os partidos políticos são
dotados de institucionalidade. Embora os grupos de pressão sejam
instituições típicas dos sistemas democráticos,
sobretudo no Brasil ainda precisam de uma aceitação mais
ampla e de maior visibilidade. Tanto os partidos quanto os grupos de
pressão têm como objetivo influenciar a distribuição
de recursos em uma sociedade, seja para mantê-la, seja para alterá-la.
As diferenças se aprofundam
quando verificamos que os grupos de pressão não participam
diretamente do processo eleitoral, que é uma das principais funções
dos partidos políticos. Assim, os grupos de pressão não
têm interesse em gerir, diretamente, o poder político, mas
estar próximos a ele, com facilidade e freqüência,
de maneira a poder influir nas diversas opções de decisão.
Disputa de poder
Partidos políticos e grupos
de pressão atuam, cada um a sua maneira, como mecanismos de controle
do processo decisório, sobretudo em relação ao Executivo.
Um, dotado de institucionalidade e regras específicas, tem envolvimento
direto no processo decisório. O outro, funcionando por vezes como
controlador dos partidos políticos, transita de forma indireta
e busca mecanismos que, ainda que legítimos, nem sempre são
objeto de legislação específica.
Frentes parlamentares
A essas duas estruturas, desenvolvidas
como mecanismos de influência no processo decisório, soma-se
uma outra já identificada em vários parlamentos e, no brasileiro,
desde a década de 40: as bancadas ou frentes parlamentares, seja
por meio de blocos partidários ou suprapartidários.
No Brasil, o fenômeno surge
e se repete, de forma mais evidente, nos períodos democráticos.
O surgimento data do período 1945/64, com a Frente Parlamentar
Nacionalista. Posteriormente, reaparece de forma expressiva durante os
trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte na figura do “Centrão”,
bloco que acabou interferindo no rumo original do processo.
Mais recentemente, o fenômeno
da formação de bancadas informais ou frentes parlamentares,
que atuam no Parlamento, reunindo deputados e senadores de partidos diversos
na defesa de um interesse específico, ficou mais evidente com
a formação da chamada bancada ruralista.
Os estudos científicos
a respeito das bancadas parlamentares começam a crescer e o que
se observa é a existência de forças representativas
internas, no Legislativo, que por vezes se expressam por meio dos políticos,
por outras envolvem a atuação direta de grupos da sociedade
- grupos de pressão - e em outros momentos extrapolam os partidos
a partir da coesão de parlamentares de diferentes correntes ideológicas
em defesa de interesses específicos - bancadas suprapartidárias.
Estas bancadas aparecem como lobbies constituídos institucionalmente
dentro do Congresso, agregando representantes formais dotados de interesses
afins.
A formação dessas
bancadas surge como uma estratégia de ação coletiva
no Parlamento, destinada a organizar formas alternativas de participação
no processo decisório.
Interesse específico
As frentes são grupos,
formais ou informais, integradas por parlamentares de diferentes partidos,
em maior ou menor número, com vistas à defesa de um interesse
específico. Essas instâncias são uma solução
criativa, desenvolvida pelos parlamentares, em conjunto com a sociedade.
Um legítimo lobby interno, uma forma alternativa para atender
os anseios de representatividade e romper a barreira das estruturas institucionais.
Os assuntos que por vezes são
pequenos demais para o partido, mas importantes o suficiente para a sociedade,
encontram nas bancadas um canal de expressão, um desaguadouro
das expectativas sociais e o correspondente comprometimento dos seus
representantes no Legislativo.
Regulamentação mínima
Na Legislatura passada, houve
uma proliferação de frentes parlamentares, tanto na Câmara
quanto no Senado. Há ainda as frentes mistas, que reúnem
representantes das duas Casas. Somente na Câmara, registrou-se
na 52ª Legislatura nada menos do que 112 frentes parlamentares.
A prática continua na
53ª Legislatura. Desde o início do ano legislativo, foram
registradas 21 frentes junto à Secretaria-Geral da Mesa. Soma-se
a este número pelo menos outras 13 frentes novas, mas que ainda
não têm registro oficial na Casa, e outras sete que foram
lançadas na legislatura passada e ainda não renovaram o
registro.
O grande número de frentes
que surgiu na 52ª Legislatura forçou a Mesa da Câmara
a definir uma regulamentação mínima sobre o tema.
O Ato da Mesa n° 69 de 2005 disciplina os critérios para registro
de nova frente parlamentar junto à Secretaria-Geral da Mesa.
Definição de frente
parlamentar
No ato, as frentes parlamentares
são definidas como associações suprapartidárias
destinadas a promover o aprimoramento da legislação sobre
determinado setor da sociedade. As 21 frentes já registradas nesta
legislatura, seguindo os trâmites previstos no ato da Mesa, tiveram
os nomes, atos de criação e estatutos publicados no Diário
da Câmara.
O principal critério para
registro de frente é reunir assinaturas de um terço dos
membros do Congresso (198 parlamentares) ou o mesmo número de
deputados. Além disso, as frentes devem ser reinstaladas a cada
nova legislatura, procedimento adotado também para as comissões
especiais e comissões parlamentares de inquérito. A exigência
se justifica pelo fato de que alguns parlamentares que aderem às
frentes não se reelegem, o que altera o primeiro requisito de
198 assinaturas. Cada frente precisa ainda nomear um representante, que
será responsável perante a Casa por todas as informações
que prestar à Mesa.
As frentes parlamentares registradas
na forma do Ato 69/05 podem requerer a utilização de espaço
físico da Câmara dos Deputados para a realização
de reuniões. O pedido de uso de salas e plenários poderá ser
deferido, a critério da Mesa, desde que não interfira no
andamento dos trabalhos da Casa, não implique contratação
de pessoal ou fornecimento de passagens aéreas. Ou seja, as atividades
promovidas pelas frentes não podem gerar despesas para a Câmara.
O Ato 69 garante também
que as atividades das frentes parlamentares registradas sejam amplamente
divulgadas pela TV Câmara, Rádio Câmara, Jornal da
Câmara e na página da Câmara dos Deputados na Internet.
Principais bancadas
A bancada ruralista, uma das
mais eficientes do Congresso, de acordo com levantamento parcial do DIAP,
tem 120 integrantes.
O DIAP classifica como integrante
da bancada ruralista aquele parlamentar que, mesmo não sendo proprietário
rural ou da área de agronegócios, assuma sem constrangimento
a defesa dos pleitos da bancada, não apenas em plenários
e nas comissões, mas em entrevistas à imprensa e nas manifestações
de plenário.
De composição pluripartidária,
a bancada sempre foi um exemplo de grupo de interesse e pressão
de êxito. O perdão de dívida é pleito eterno
dos ruralistas. Sempre que existe uma matéria relevante para votar,
a bancada exige o perdão ou renegociação da dívida,
sob pena de votar contra o governo. Em geral, os governos cedem no que é possível
e não tem sido diferente no Governo Lula. Em junho de 2005, por
exemplo, os ruralistas emperraram a votação da Lei de Diretrizes
Orçamentárias de 2006. A bancada venceu a queda de braço
com a base do governo numa negociação que durou duas semanas.
Pequeno produtor
Nos últimos anos, para
legitimar seus pleitos, a bancada ruralista acabou incorporando algumas
reivindicações dos pequenos agricultores e até da
agricultura familiar na agenda de negociação com o governo.
Os parlamentares que defendem
estas bandeiras estranhas ao empresariado rural acabam fazendo o contraponto às
questões da bancada ruralista, especialmente em defesa da agricultura
familiar e dos assentados da reforma agrária.
Bancada sindicalista
Os parlamentares que compõem
este grupo priorizam as questões trabalhistas e sindicais no Parlamento
Federal, além de dar atenção às questões
inerentes dos servidores públicos.
Integram a bancada sindicalista
essencialmente os deputados e senadores que tiveram militância
ou mandato sindical e possuem fortes ligações com suas
categorias de origem. Em geral, não aderem à bancada os
profissionais que prestam serviços aos sindicatos, como jornalistas
e professores, assim como não integram a bancada os parlamentares
com origem nos movimentos popular e estudantil, embora mantenham uma
estreita relação com o movimento sindical.
Bancada evangélica
Os primeiros parlamentares evangélicos
foram eleitos em 1986 quando pastores da Assembléia de Deus resolveram
se mobilizar para impedir que a Igreja Católica aprovasse na Constituinte
um projeto que tornava o catolicismo a religião oficial e única
do País. O projeto, de fato, não passava de um boato, mas
a bancada evangélica permaneceu no Congresso e hoje já reúne
representantes das mais tradicionais igrejas evangélicas.
Os evangélicos votam juntos
quando o tema é ligado à família, aborto, homossexualismo
e prostituição, ou quando existe uma ameaça às
suas igrejas.
Esses parlamentares atuam com
apelos populares muito fortes ao trazer para a arena da luta política
demandas de cunho moralista. Entre os vários pleitos abarcados
estão a defesa da família e o combate ao uso de drogas
e à pena de morte.
Bancada empresarial
A bancada empresarial é constituída
de parlamentares cuja principal fonte de renda advém dos rendimentos
de seus negócios.
Seus integrantes geralmente são
sócios de empresas ou exercem atividade empresarial urbana ou
rural, inclusive agricultores (desde que não se dediquem à agricultura
familiar), pecuaristas e parlamentares que controlam complexos empresariais,
embora seus nomes não figurem como cotistas do capital.
Bancada da saúde
A bancada da saúde, assim
como a de educação, possui pelo menos três grupos
em seu interior: um que defende a saúde pública, estatal
e gratuita; outro que patrocina os interesses privados, com fins lucrativos,
incluindo os planos de saúde; e um terceiro que apóia e
defende as santas casas, que fazem filantropia e recebem recursos públicos.
As disputas entre os três grupos são acirradas, mas um ponto
os une: o aumento das verbas para a saúde.
Cada grupo possui um interesse
específico. O privado, além dos donos de hospitais e de
planos de saúde, que lutam para ampliar sua participação
nos recursos orçamentários e evitar ressarcimento ao SUS
pelo atendimento de detentores de plano de saúde, inclui o pessoal
da indústria tabagista e de bebidas, contra indenizações
por doenças decorrentes do uso e consumo desses produtos. O filantrópico,
além do aumento de recursos, também exige atualização
dos repasses por atendimento, considerado muito baixo, e a definição
de uma política regular de transferência de recursos.
Bancada da educação
Tal como a bancada da saúde,
a de educação tem pelo menos três grupos no seu interior:
o que defende o ensino público e gratuito; outro que representa
os estabelecimentos privados, com fins lucrativos, e o terceiro que,
embora privado, não possui fins lucrativos, como as instituições
filantrópicas e/ou vinculadas às igrejas. O pleito comum é também
de mais recursos para o setor.
Bancada dos meios de comunicação
A bancada dos meios de comunicação é também
poderosa no Congresso Nacional. Ela inclui parlamentares de todos os
partidos. Embora apenas cerca de 60 parlamentares sejam concessionários
de rádio ou televisão, a bancada deve passar de 100 congressistas.
(Viviane Ponte Sena)
Frentes Parlamentares lançadas
na 53ª Legislatura, de acordo com os termos do Ato da Mesa n° 69/05
|
Descrição
|
Coordenador/Presidente
|
Telefone
|
|
Frente
Parlamentar Ambientalista
|
Dep.
Sarney Filho (PV/MA)
|
3215-5202
|
|
Frente
Parlamentar Contra a Legalização do Aborto - Pelo Direito à Vida
|
Dep.
Leandro Sampaio (PPS/RJ)
|
3215-5471
|
|
Frente
Parlamentar da Família e Apoio à Vida
|
Dep.
Rodovalho (DEM/DF)
|
3215-5745
|
|
Frente
Parlamentar da Habitação e Desenvolvimento Urbano do
Congresso Nacional
|
Dep.
Ricardo Izar (PTB/SP)
|
3215-5634
|
|
Frente
Parlamentar da Pesca e Aqüicultura
|
Dep.
Flávio Bezerra (PMDB/CE)
|
3215-5267
|
|
Frente
Parlamentar da Segurança Alimentar e Nutricional
|
Dep.
Nazareno Fonteles (PT/PI)
|
3215-5825
|
|
Frente
Parlamentar do Congresso Nacional de Defesa das Instituições
Universitárias Públicas, Vinculadas aos Sistemas Estaduais
e Municipais de Ensino
|
Dep.
Waldir Maranhão (PP/MA)
|
3215-5276
|
|
Frente
Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos
das Pessoas com Deficiência
|
Dep.
Geraldo Resende (PPS/MS)
|
3215-5905
|
|
Frente
Parlamentar do Esporte
|
Dep.
Manuela D'Ávila (PCdoB/RS)
|
3215-5438
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Assistência Social
|
Dep.
Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE)
|
3215-5725
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial
|
Dep.
Carlos Santana (PT/RJ)
|
3215-5286
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Revitalização do Rio São Francisco
|
Dep.
Fernando Ferro (PT/PE)
|
3215-5427
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa das Cidades de Regiões Metropolitanas
e Aglomerações Urbanas
|
Dep.
Pedro Wilson (PT/GO)
|
3215-5940
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa do Planejamento Familiar
|
Dep.
Maurício Trindade (PR/BA)
|
3215-5456
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista e
Moveleiro
|
Dep.
Renato Molling (PP/RS)
|
3215-5337
|
|
Frente
Parlamentar Mista da Informática
|
Dep.
Júlio Semeghini (PSDB/SP)
|
3215-5242
|
|
Frente
Parlamentar Mista da Radiodifusão
|
Dep.
Paulo Bornhausen (DEM/SC)
|
3215-5708
|
|
Frente
Parlamentar Mista dos Direitos do Contribuinte
|
Dep.
Sandro Mabel (PR/GO)
|
3215-5443
|
|
Frente
Parlamentar Municipalista
|
Dep.
Vitor Penido (DEM/MG)
|
3215-5264
|
|
Frente
Parlamentar pela Reforma Política com participação popular
|
Dep.
Luiza Erundina (PSB/SP)
|
3215-5620
|
|
Frente
Parlamentar Pró-Biocombustíveis
|
Dep.
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP)
|
3215-5624
|
|
Fonte:
DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
Frentes
Parlamentares em atividade na 53ª Legislatura, mas que ainda não
estão registradas
|
Descrição
|
Coordenador
|
Fone
|
Situação
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa do Serviço Público
|
Dep.
Rodrigo Rollemberg (PSB/DF)
|
3215-5662
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar de Apoio aos Agentes Comunitários de Saúde
e Agentes de Combate às Endemias
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar Mista Brasil-Peru
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frentes
Parlamentares da Petrobrás e Empresas Estatais nas regiões
Norte e Nordeste
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar de Apoio e Fortalecimento da Mídia Regional
|
Dep.
Vignatti (PT/SC)
|
3215-5313
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar da Economia Solidária
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Fruticultura
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Polícia Rodoviária Federal
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentarista
|
Sen.
Fernando Collor (PTB/AL)
|
3311-5783
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Vida, Contra o Aborto
|
Dep.
Luiz Bassuma (PT/BA)
|
3215-5626
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar Mista em Defesa do Projeto de Integração
do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste
Setentrional
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar de Educação Profissional e Ensino à Distância
|
Não
identificado
|
_
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa de Políticas Públicas para a Juventude
|
Dep.
Reginaldo Lopes (PT/MG)
|
3215-5426
|
Nova,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar do Turismo
|
Dep.
Alex Canziani (PTB/PR)
|
3215-5842
|
Relançada,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar de Apoio a Saúde
|
Dep.
Rafael Guerra (PSDB/MG)
|
3215-8685
|
Relançada,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar dos Advogados
|
Dep.
Maurício Rands (PT/PE)
|
3215-5256
|
Relançada,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar de Combate a Corrupção
|
Dep.
Paulo Rubem Santiago (PT/PE)
|
3215-5229
|
Relançada,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar Evangélica
|
Dep.
Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ)
|
3215-5226
|
Relançada,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente
|
Sen.
Patrícia Saboya (PSB/CE) e Dep. Maria do Rosário (PT/RS)
|
3311-2301
3215-5312
|
Relançada,
sem registro
|
|
Frente
Parlamentar em Defesa da Agropecuária (bancada ruralista)
|
Não
identificado
|
_
|
Relançada,
sem registro
|
|
Fonte:
DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
*Jornalista e assessora parlamentar do DIAP.
|
Folha de São Paulo,
6 de junho de 2007
JUSTIÇA ELEITORAL
TSE condena Alckmin a pagar R$ 21,2
mil
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O TSE cassou dez minutos do tempo
da propaganda do PSDB na TV e no rádio e condenou o ex-governador
de SP Geraldo Alckmin a pagar multa de R$ 21,2 mil. O tribunal julgou
uma representação do PT e aceitou o argumento de que o
PSDB desvirtuou propaganda em junho de 2006, porque teria promovido a
pré-candidatura de Alckmin à Presidência em vez de
divulgar as propostas da legenda.
|
Folha
de São Paulo, 6 de junho de 2007
Nota fiscal pode devolver até 30%
do ICMS em SP
Para ter o crédito, será preciso
pedir nota; projeto de lei já está na Assembléia
Devolução será feita via crédito
em conta corrente ou de poupança, em cartão de crédito
ou em desconto no pagamento do IPVA
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador paulista, José Serra
(PSDB), encaminhou projeto de lei ontem à Assembléia
Legislativa que prevê a devolução de até 30%
do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
aos consumidores que exigirem a emissão de notas fiscais (cupom,
em papel ou eletrônica) nas compras de produtos, bens e serviços
em estabelecimentos no Estado de São Paulo.
Serra pediu urgência
na apreciação do projeto. O objetivo do governo é que
a medida vigore já em 1º de julho, quando entra em vigor
o Supersimples. A devolução do imposto será feita
de várias formas. Se desejar, o consumidor que tem veículo
poderá ter o valor abatido do IPVA (tributo sobre carros) pago
anualmente. Mas a devolução poderá ser feita em
conta corrente ou de caderneta de poupança. Também poderá ser
creditada no cartão de crédito ou ainda transferida para
terceiros.
Conforme a Folha antecipou
na semana passada, o governo paulista pretende que os consumidores
se sintam estimulados a exigir que os estabelecimentos emitam notas
fiscais quando comprarem mercadorias, bens e serviços. A implantação
do projeto será feita gradualmente, para que as empresas tenham
tempo de adaptar-se à sistemática da nota fiscal eletrônica
(ou on-line). A meta inicial é incluir as cerca de 500 mil empresas
no Estado optantes do Simples que migrarão automaticamente para
o Supersimples.
O governo espera que não
haja perda de receita com o benefício dado aos consumidores.
A aposta da Fazenda paulista está em que a relação
custo/benefício seja compensadora, ou seja, que a receita adicional
do imposto supere o valor devolvido aos consumidores. Após assinar
a mensagem de envio do projeto à Assembléia Legislativa,
em cerimônia na Secretaria da Fazenda do Estado, o governador
disse que não há previsão de arrecadação
adicional nem do benefício aos consumidores. "O resultado
dependerá da ação de cada consumidor."
Fiscal da Fazenda
Embora não tenha uma
estimativa da receita adicional, a Fazenda se baseia no que ocorre
no município de São Paulo. É que em 2006, quando
era secretário de Finanças de Serra na prefeitura, o
atual secretário de Fazenda, Mauro Ricardo Costa, lançou
idêntico programa para que os paulistanos pudessem abater 30%
do ISS de cada nota fiscal eletrônica diretamente no valor do
IPTU.
Segundo Costa, somente nos
primeiros quatro meses deste ano a arrecadação do ISS
cresceu cerca de 17% na cidade de São Paulo em relação
ao mesmo período do ano passado. A Secretaria de Finanças
não confirmou esse aumento. Assim, a aposta do governo é que
cada consumidor se transforme em uma espécie de fiscal da Fazenda.
A chance de isso ocorrer
será grande porque, ao contrário do benefício
dado pela prefeitura (válido só para a compra de serviços),
o do Estado tem mais vantagens: abrange mais estabelecimentos, incide
sobre um tributo que tem alíquotas maiores (a do ISS é,
em média, de 5%, contra 12% a 18% do ICMS) e valerá para
mais produtos. Além disso, propicia mais condições
para a obtenção do crédito, inclusive com a
devolução em dinheiro. Algumas operações
não geram crédito, como as de fornecimento de gás
encanado, energia e telefone. A compra de um carro também
não gera crédito.
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Folha
de São Paulo, 6 de junho de 2007
Prestações fixas já são
30% dos contratos habitacionais
Estimativa é da Abecip, que considera
empréstimos com recursos da poupança
No ano passado, governo redefiniu as fórmulas
de financiamento, criando a "TR travada", que considera um
valor médio da taxa
TATIANA RESENDE
DA REDAÇÃO
Com a possibilidade de não
ter surpresas nas prestações da casa própria desde
o ano passado, os mutuários estão preferindo as parcelas
fixas. Segundo o presidente da Abecip (Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança),
Décio Tenerello, 30% dos financiamentos habitacionais com recursos
da poupança, em alguns bancos, já têm esse tipo
de contrato.
"As pessoas ficam muito
preocupadas com o valor da prestação. Esse número
pode chegar a meio a meio", disse Tenerello. No Bradesco, maior
banco privado do país, o percentual saltou de 10% do total de
financiamentos, em janeiro, para 35% neste mês. Embora sem os
números, Mara Lúcia Sotério, gerente nacional
de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal,
que lidera a liberação de recursos habitacionais, afirmou
que esse tipo de contrato ainda não conquistou os clientes do
banco, que atende também classes de menor renda.
Em setembro, o CMN (Conselho
Monetário Nacional) redefiniu as fórmulas de financiamento
com recursos da poupança. Uma delas estabelece que o teto de
juros para os contratos de financiamento imobiliário por meio
da chamada "TR travada" vai considerar o valor médio
da taxa referencial anual dos últimos 90 dias, acrescidos de,
no máximo, 12%.
A fórmula tradicional,
com TR mais juros de até 12% ao ano, continua valendo, mas,
nesse caso, as parcelas são variáveis. Além disso,
o banco pode fixar uma taxa de juros, desde que esse percentual fique
abaixo da soma da "TR travada" mais os 12%.
SFH
A política de crédito
ainda está longe de atender bem a população. O
SFH (Sistema Financeiro da Habitação) -financiamentos
com recursos da poupança ou do FGTS - só está presente
em 10% dos investimentos das famílias em habitação,
mas poderia chegar a 27% em 2010 com uma política voltada para
essa área.
A análise está em
um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), feito a pedido
da Abecip e divulgado ontem. Segundo Fernando Garcia, coordenador da
FGV Projetos, o percentual restante é bancado por construtoras,
incorporadoras e autoconstrução, que inclui os "puxadinhos",
entre outros.
Na década de 1980,
esse percentual chegou a 40%, mas o ideal, para Garcia, é passar
dos 50%. Entre as medidas para alavancar a procura por crédito
nos bancos, estão, segundo a FGV, a desoneração
tributária, a desburocratização na elaboração
dos contratos e a queda das taxas de juros.
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Folha de São Paulo,
6 de junho de 2007
Trabalhador de usina consegue aumento
real de 3,44% em SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Os trabalhadores do setor sucroalcooleiro
conseguiram reajuste de 7%, sendo 3,44% de aumento real, no primeiro
acordo negociado na campanha salarial deste ano. As negociações
ocorreram em nove usinas e destilarias da região de São
José do Rio Preto e beneficiam 5.000 trabalhadores do setor.
Para o secretário-geral
da Fequimfar, a federação dos químicos paulistas,
Sérgio Luiz Leite, o acordo vai servir de referência para
as negociações salariais nas outras 11 regiões
do interior, onde há pelo menos 20 mil trabalhadores. A campanha
envolve os empregados de 74 usinas e destilarias do Estado de São
Paulo representados por 12 sindicatos dos trabalhadores desse setor.
Em 2006, o reajuste na região foi 11%, com aumento real ainda
maior, entre 7% e 11%. (CLAUDIA ROLLI)
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Folha
de São Paulo, 6 de junho de 2007
Brasil está a 1,5 ponto de perder
posto de maior juro
Maioria espera uma queda de meio ponto hoje
na Selic
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
O mercado financeiro prevê que
a taxa Selic, os juros básicos brasileiros, caia hoje para 12%
ao ano, os menores da história. Mesmo assim, ainda será a
maior taxa real (descontada a inflação) do mundo, segundo
estudo da consultoria UpTrend. Com um corte de 0,5 ponto, o juro real
descerá para 8,3% ao ano se for descontada a inflação
projetada em 12 meses. Para Jason Vieira, que coordena a pesquisa,
o Brasil só perderia o título de maior juro real do mundo
após uma queda de 1,5 ponto na Selic, o que deve acontecer no
final deste ano.
"Desta vez, o Banco Central
não tem desculpa para cortar menos que 0,5 ponto. A inflação
está muito baixa, de 3% nos últimos 12 meses, abaixo
do centro da meta de inflação [que é de 4,5%]",
disse Vieira. Apesar da maior taxa real do mundo, o Brasil figura pelo
sétimo mês seguido fora da liderança no ranking
dos maiores juros nominais. Com juros Selic de 12,5%, o país
perde para a Turquia e para Venezuela, que têm taxas nominais
de 17,5% e 16,5% ao ano.
"O Brasil tem como vantagem
a baixa inflação, e nada indica a possibilidade um choque
capaz de aumentá-la em curto e médio prazos. Mesmo quando
perder a posição para Turquia e Venezuela, o BC ainda
não será arrojado, mas conservador. Os dois países
passam por crise institucional profunda", disse.
Feriado "estragado"
Até a semana passada,
o mercado mantinha praticamente um consenso em torno de corte de juros
de meio ponto. Nesta semana, porém, operadores pensaram melhor
e decidiram manter-se no meio do caminho, evitando assim perdas potenciais
caso o BC reduza a Selic em 0,25 ponto, para 12,25%. Se isso ocorrer,
trará forte ajuste nos negócios na BM&F (Bolsa de
Mercadoria & Futuros).
"Com certeza [um corte
de 0,25] vai estragar o feriado. Como eu, a maioria aponta uma queda
de 0,5 ponto. Se reduzir em 0,25 será porque focou mais na demanda
e menos no cenário benigno para os próximos meses",
disse Flavio Serrano, economista da López León. "Depois
dos últimos dados da indústria e da inflação,
ficou mais evidente um corte de juro de 0,5 ponto.
Mas não há garantia.
Qualquer decisão será por um voto apenas", prevê André Ng,
da Infinity Asset. Na BM&F, os juros para julho ficaram ontem em
12,02% ao ano, indicando corte de 0,5 ponto hoje. O contrato para janeiro
de 2009, o mais negociado, prevê juros em 10,62% -na sexta, estava
ainda em 10,21%. Ou seja, o mercado estava mais confiante em corte
de meio ponto até a semana passada.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06
de junho de 2007 | Economia
Indústria produz menos em abril
mas acumula crescimento no ano
Queda de 0,1% interrompe seis meses
de crescimento mas não revela tendência
por HELENA CARNIERI
Apesar de representar a primeira taxa negativa em seis meses, a queda do nível
de produção industrial no país em abril (0,1%) não é considerada
motivo de desânimo pelos analistas. Isso porque, com estímulo
dos segmentos automotivo e de máquinas e equipamentos, a taxa acumulada
no ano é positiva em 4,3% e nos últimos 12 meses em 3,3%. A pesquisa,
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é usada
para estimar o PIB do país. Os dados do Paraná serão divulgados
na próxima segunda-feira.
O coordenador de indústria do IBGE, Sílvio Sales, diz que a taxa
negativa não revela uma tendência. “Primeiro porque a queda
foi pequena, e segundo porque ela ocorre após seis meses consecutivos
de taxas positivas.” Dos 23 ramos industriais pesquisados, 12 produziram
mais. Entre os que registraram queda, a maior influência foi a produção
de alimentos, pelo seu peso na economia (-1,9%, após acumular crescimento
de 4,8% durante 5 meses). O item “perfumaria, sabões e produtos
de limpeza” caiu mais (-5,7%), mas são os materiais eletrônicos
e de comunicação que têm queda mais prolongada, com produção
9% menor no acumulado de março e abril.
“Este sim é um sinal
mais forte de declínio”, diz Sílvio Sales. A queda
foi causada pela perda de fôlego em subsetores exportadores, principalmente
a telefonia celular e linha marrom (tevê, rádio e som),
afetados pelo câmbio baixo e forte entrada de importados no mercado
interno.
Subiram os segmentos de produtos
químicos como adubos e tintas, e a produção de bebidas,
que é voltada ao mercado interno. A alta foi de 4,3% – mas
março havia registrado queda de 1,2%.
O Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese)
lembra que o mês de abril, com um feriado e um dia a menos que
março, tradicionalmente tem nível de produção
negativo. Em 2006, ele foi de -6,8%. A Federação das Indústrias
do estado concorda que a questão é sazonal, também
refletida nas vendas industriais.
A média móvel trimestral
(que leva em conta os dois meses anteriores), é considerada ideal
para revelar tendências. O trimestre encerrado em abril ficou 0,6%
acima do encerrado em março, mesma taxa do período terminado
em fevereiro. “Isso mostra que a velocidade de crescimento foi
mantida”, diz Sales.
Na comparação com
abril de 2006, a produção cresceu 6%, a maior taxa desde
junho de 2005. Nesse caso, dos 27 ramos analisados, 20 cresceram, com
destaque para máquinas e equipamentos (20,5%, especialmente peças
e máquinas agrícolas), veículos (11,2%), alimentos
(4,9%) e siderurgia (7,2%). A produção de bens de capital
cresceu 17,4%, puxada por máquinas industriais, para transporte,
energia, construção e uso misto, que inclui computadores.
Já os eletrônicos
tiveram queda de 14,1%, influenciada pela comparação com
o período de Copa do Mundo. O segmento da madeira tem queda de
8,6%, influenciada pela perda de rentabilidade nas vendas externas.
No acumulado do ano, são
os calçados que acumulam maior perda (-8%). Junto com as confecções,
a queda é de 2,6%, enquanto os têxteis cresceram 1,4%. O
presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário da Região
de Curitiba, Ardisson Akel, lembra que este é um dos itens que
mais concorrem com os importados, principalmente da China. “Estamos
em campanha nacional por melhores condições, porque as
medidas que já foram tomadas pelo governo federal ainda não
surtiram efeito”, diz, referindo-se ao aumento do imposto de importação
de vestuário de 20% para 35%.

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JORNAL A TARDE, 06 de junho
de 2007 | Economia
IBGE: queda em abril não muda
tendência da indústria
O chefe da coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), Silvio Sales, disse que a leitura
que ele faz dos resultados da produção industrial de abril ante
março (queda de 0,1%) não mostram uma inversão de tendência
do crescimento do setor.
"Interpretamos muito mais
como uma acomodação após seis meses de crescimento
do que uma inversão de tendência ou algo do tipo. O crescimento
nunca vai ser linear, em algum momento há uma acomodação",
disse Sales. Segundo ele, a tendência de expansão da indústria
se mantém e os resultados comparativos ao ano passado "são
amplamente favoráveis". Segundo Sales, o crescimento na produção
de 6,0% apurado em abril ante abril de 2006 é o maior em comparação
com igual mês de ano anterior apurado na indústria desde
junho de 2005, quando foi de 6,4%.
Bens de capital
O dado negativo apresentado pela
produção de bens de capital em abril ante março
(baixa de 1,2%) também "sugere mais um momento de acomodação
do que uma inflexão para baixo dessa categoria", segundo
avalia Sales.
O economista observa que os resultados
acumulados dessa categoria são muito elevados e mostram liderança
no desempenho do setor industrial. Os bens de capital registraram aumento
na produção de 15,4% no primeiro quadrimestre deste ano
ante igual período do ano passado (resultado bem superior à média
de 4,3% da indústria) e de 8,5% em 12 meses até abril,
enquanto a indústria em geral cresceu 3,3% nesse período.
Na comparação com
abril do ano passado, a produção de bens de capital cresceu
17,4% e todos os segmentos dentro dessa categoria mostraram forte expansão
nessa base de comparação: para indústria (23,2%);
para agricultura (39,4%); para transporte (13,3%); para energia (20,6%);
para construção (23,3%) e para uso misto (incluindo computadores,
com 12,8%).
Setores
A queda de 0,1% na produção
industrial em abril ante março foi puxada setorialmente, nesta
ordem, por alimentos (-1,9%), perfumaria e produtos de limpeza (-5,7%),
material eletrônico e de comunicações (-3,4%) e refino
de petróleo (-1,2%).
Sales disse que não é possível
perceber, na série ante mês anterior, que produtos influenciaram
esses segmentos, mas, no caso de material eletrônico e comunicações,
ele acredita que o impacto negativo tenha sido dado por telefones celulares
e televisores. No que diz respeito ao refino, pode ter havido reflexo
de paralisações em algumas plataformas de petróleo.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
05 de junho de 2007
Produção industrial tem
maior crescimento em quase dois anos
Aline Beckstein / Agência
Brasil
Brasília - A produção
industrial brasileira em abril teve crescimento de 6% em relação
ao mesmo mês do ano passado, segundo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). É o melhor resultado
desde junho de 2005. Em relação ao mês anterior,
a produção de abril caiu 0,1%.
Com o resultado, a indústria acumula alta de 4,3% no nos quatro primeiros
meses deste ano, contra 3,8% no ano passado. Em abril, a principal alta foi
no setor de bens de capital, principalmente máquinas para empresas,
computadores e tratores. Na comparação com abril do ano passado,
bens de capital apresentou um aumento de 17,4%, contra a média industrial
de 6%.
De acordo com o IBGE, a taxa de –0,1% em abril "é resultado
de um equilíbrio entre os 23 setores com séries ajustadas sazonalmente”.
Doze deles expandiram sua produção e onze apresentaram queda.
Entre as indústrias que tiveram resultados negativos, o principal impacto
veio de alimentos (-1,9%). Segundo o economista André Macedo, um dos
coordenadores da pesquisa, apesar desse impacto negativo, o setor de alimentos
vem de cinco resultados positivos, que possibilitaram um ganho de 4,8% nesses
cinco meses anteriores.
“ Vale destacar aqueles alimentos que têm um viés para o mercado
externo, como os derivados da soja e o açúcar, que estão
favorecidos pela sua alta de seus preços no mercado internacional. E também
alguns alimentos voltados para o mercado interno, beneficiados pela massa de
salários nos últimos meses”, explicou Macedo.
Entre os outros produtos que foram prejudicados, estão perfumaria, sabões
e produtos de limpeza (-5,7%), material eletrônicos e equipamentos de
comunicação (- 3,4%) e refino e produção de álcool
(–1,2%). Por outro lado, as maiores pressões positivas ficaram
por conta de produtos químicos (2,3%) e bebidas (4,3%). “Esses
dois setores assinalam resultados positivos, com claro destaque para o setor
de produtos químicos, principalmente ligados ao setor agrícola,
como adubos e fertilizantes”, avaliou o economista.
Ainda na comparação com março de 2007, três das
quatro categorias de uso apresentaram queda na produção: bens
de consumo duráveis (-1,4%), bens de capital (-1,2%) e bens intermediários,
como minério e petróleo, (-0,6%).
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de junho de 2007
| Brasil
Collor e a frente parlamentarista
Sem holofotes, começou a funcionar ontem a Frente Parlamentarista, criada
no Congresso Nacional para discutir a implantação do regime parlamentarista
no Brasil. Ela foi idealizada pelo senador e ex-presidente Fernando Collor
(PTB-AL). O bloco é composto por 75 parlamentares de 16 partidos. Em
discurso, Collor apontou o sistema presidencialista como “atrasado”.
Antes, já havia qualificado o regime como “carroça”.
Ele também sugeriu que o parlamentarismo seria uma maneira de acabar
com as turbulências políticas do país.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de junho de 2007
| Brasil
Brasil fica na 70.ª posição
em corrupção
Não faltam dados, pesquisas e levantamentos que indicam os altos índices
de corrupção que afetam o Brasil. De acordo com ranking da Transparência
Internacional, que avalia o Índice de Percepção da Corrupção
(IPC) entre empresários de 163 países, o Brasil ficou na 70.ª posição
em 2006, com nota 3,3, ante o 62.º lugar, com nota 3,7, obtido em 2005.
O país está empatado com México, China, Gana, Senegal, Índia,
Arábia Saudita e Egito. As notas vão de zero (alto nível
de corrupção) a dez (baixo nível de corrupção).
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de junho de 2007 | Nacional
Conselho de Ética votará propostas
contra corrupção dia 20
Também neste dia devem ser analisadas
propostas de reforma da estrutura do órgão
BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar,
deputado Ricardo Izar (PTB-SP), marcou para o dia 20 de junho a votação
de sugestões para o combate à corrupção. No mesmo
dia, o colegiado deve analisar as propostas de reforma da estrutura do Conselho
de Ética, apresentadas na legislatura passada pelo deputado Nelson Trad
(PMDB-RS).
Entre as sugestões de
combate à corrupção, Izar destaca mudanças
na análise das propostas orçamentárias. "Há 20
anos que se fala em alteração na Comissão Mista
de Orçamento", afirmou. No ano passado, o Congresso já aprovou
uma série de mudanças no processo orçamentário.
Izar considera essencial eliminar
as emendas de bancada ao Orçamento. Essas emendas, que não
têm limite de valor, representam a maior parte dos recursos alterados
pelo Congresso. As emendas de bancada também são executadas
com maior facilidade pelo governo.
Os deputados Dagoberto (PDT-MS)
e José Carlos Araújo (PR-BA) destacaram a necessidade de
desvincular as sugestões contra a corrupção das
denúncias da Operação Navalha, da Polícia
Federal.
Medidas adiadas
Na semana passada, os líderes partidários da Câmara e o
presidente da Casa decidiram deixar para o fim do ano a adoção
de medidas de combate à corrupção. Depois de uma reunião
que durou três horas, Chinaglia afirmou que a Câmara realizará várias
comissões gerais, quando representantes da sociedade serão chamados
para debater o assunto em plenário.
Já por outro lado, os
senadores pretendem marchar nesta semana até o gabinete do presidente
da Câmara para exigir dos deputados a votação dos
projetos de reforma política.
As propostas foram aprovadas
pelo Senado há mais de cinco anos, mas na Câmara foram para
a gaveta por mais de três. E, quando desengavetadas por uma comissão
especial, foram modificadas. Passaram pela Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) há mais de ano. Estão prontas para
votação em plenário.
(Com Agência Câmara)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de junho de 2007 | Economia
Senado reduz contribuição
previdenciária de autônomo
Projeto de lei de Aloizio Mercadante
terá ainda de ser analisado pela Câmara
Rosa Costa
BRASÍLIA - O Senado
aprovou nesta terça-feira, em votação simbólica,
o projeto de lei do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que altera
as regras para o benefício do auxílio-doença
e reduz a alíquota de contribuição para previdência
dos trabalhadores autônomos, de 20% para 11%.
Resultado de um acordo entre
governo, oposição e entidades sindicais, a proposta terá ainda
de ser examinada pelos deputados. O benefício passará a
ser calculado de duas maneiras, cabendo ao trabalhador optar pela que
julgar melhor: pela média salarial dos últimos 24 meses
de trabalho ou com base no último salário recebido.
Segundo o líder do governo,
senador Romero Jucá (PMDB-RR), a redução da alíquota
da Previdência para autônomos já está prevista
em medida provisória. Para contagem do tempo de aposentadoria
ou para concessão decorrentes de acordos internacionais, o trabalhador
deverá complementar a contribuição mensal com o
recolhimento de mais 9%, acrescido dos juros devidos ao período.
Nos discursos de apoio ao projeto,
os senadores lembraram que a adequação das regras do auxílio-doença
tornou-se necessária depois de constatada que a norma em vigor
dobrou os valores pagos pela Previdência de 2001 para cá.
O gasto/ano passou de R$2,5 bilhões para R$ 9 bilhões.
De acordo com a líder
do PT, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), o aumento - sem relação
com indicadores demográficos e da saúde do País
- se deve ao fato de a regra em vigor assegurar ao trabalhador um auxílio-saúde
em valor acima do salário. Segundo ela, isso terminava criando
resistência para a pessoa voltar à ativa.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de junho de 2007 | Economia
Moradia exige recursos de R$ 461
bilhões em 4 anos
Maior necessidade do setor se refere
ao financiamento imobiliário, aponta FGV
Chiara Quintão
SÃO PAULO - O suporte
ao aumento de novas moradias nos próximos quatro anos e
o fim do déficit habitacional em 16 anos demandará investimentos
de R$ 115 bilhões por ano nos próximos quatro anos,
no total de R$ 461 bilhões. A estimativa faz parte do estudo
O Crédito Imobiliário no Brasil: Caracterização
e Desafios, da FGV Projetos, divulgado nesta terça-feira,
5.
O levantamento aponta que a maior
necessidade do setor se refere ao financiamento imobiliário -
que precisará de R$ 417 bilhões em quatro anos ou R$ 104,3
bilhões por ano. Segundo o estudo, é necessário
que o valor dos financiamentos seja elevado para R$ 52,2 milhões
por ano, levando-se em conta crédito para 50% do valor investido.
Assim, a taxa de crescimento
do estoque de capital habitacional passaria de 4,2% ao ano, registrada
de 1995 a 2003, para 4,9% ao ano, e a taxa de investimento do País
subiria de 19,9% para 21,9% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo
com a pesquisa, o aumento do investimento resultaria em adicional de
0,6 ponto porcentual na taxa de crescimento da renda per capita.
Segundo a FGV Projetos, à medida
que houver mais financiamento por meio do mercado para a média-baixa
renda, o segmento deixará de "demandar recursos originalmente
destinados às camadas de renda inferior".
Para a consultoria, um dos desafios
do sistema de financiamento imobiliário é ampliar as formas
de captação dos recursos com a entrada de participantes
como seguradoras e fundos de pensão. A FGV Projetos defende também
o estímulo a operações de securitização,
o fortalecimento da alienação fiduciária e o aumento
da segurança institucional.
O levantamento propõe
medidas destinadas à habitação social, como subsídios,
concessão de recursos com fundos públicos e do Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A FGV Projetos
sugere também a desoneração tributária
para o setor, seja de forma direta sobre os custos do crédito
imobiliário, ou indireta, sobre o custo das obras.
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ÂMBITO JURÍDICO,
06 de junho de 2007
Conta que recebe outros créditos
além de salário pode sofrer bloqueio
Se a conta bancária não se destina unicamente ao depósito
de salário, recebendo também créditos de outras origens,
pode sofrer bloqueio judicial em execução trabalhista, desde
que se preserve o valor do salário depositado. É esse o entendimento
da 7ª Turma do TRT-MG, que manteve o bloqueio de conta-corrente do executado
para posterior penhora do crédito devido ao reclamante, preservando
somente o valor lá depositado a título de salário.
Segundo explica a desembargadora
relatora, Maria Perpétua Capanema Ferreira de Mello, a cópia
do extrato bancário do executado demonstra que, além do
salário, havia diversos créditos na conta corrente, contabilizando
um saldo muitas vezes superior ao dos créditos salariais. Sendo
assim, a ordem de bloqueio não pode ser considerada ilegal, pois
o que a lei proíbe é a unicamente a penhora de salário.
Por esse fundamento, a Turma
deu provimento parcial ao agravo de petição do reclamante,
revertendo a decisão que havia determinado o desbloqueio da conta
bancária do executado.
( AP nº 00813-2001-072-03-40-0
)
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de junho de 2007
Salários diferentes
Carreiras com leis distintas não
têm equiparação
Servidores de carreiras regidas por leis distintas não podem ter equiparação
salarial. Por isso, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro
Raphael de Barros Monteiro Filho, suspendeu decisões que permitiam a
equiparação dos vencimentos de 11 defensores públicos
do Piauí aos dos membros do Ministério Público estadual.
Os defensores conseguiram o benefício
através de mandados de segurança impetrados no Tribunal
de Justiça do Piauí, no começo da década
de 90. Antes, um colega deles conseguiu a equiparação de
vencimentos básicos.
O estado do Piauí ajuizou
pedido de Suspensão de Segurança no STJ contra as decisões.
Alegou que o presidente do Tribunal de Justiça, examinando simples
petições, garantiu aos 11 defensores o recebimento da totalidade
dos subsídios recentemente fixados em lei específica para
os membros do Ministério Público estadual.
No pedido, o estado sustentou
que as decisões excedem os limites objetivos da coisa julgada
e causam graves prejuízos à ordem e economia públicas. “Não
pode o Estado ter de pagar subsídios de promotor de Justiça
a defensor público, porque isso não foi pedido nem dado
no mandado de segurança originário em comento, no qual
somente se pleiteou a equiparação com o vencimento básico
do paradigma ali citado”, asseverou.
Segundo o presidente do STJ,
as decisões podem causar lesão à ordem pública,
na medida em que ferem os princípios da moralidade e da legalidade. “Verifica-se
a ocorrência do efeito multiplicador dos julgados, capaz de incentivar
o mesmo pleito em relação aos demais membros da carreira,
não só naquele Estado como também em outras unidades
da federação, de forma a provocar concreta lesão
ao erário”, afirmou o ministro.
O ministro observou, ainda, que
tal situação causa instabilidade jurídica. Segundo
ele, membros da mesma carreira, no caso, a Defensoria Pública,
estão recebendo valores diferenciados, embora regidos pela mesma
legislação.
SS 1.743
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de junho de 2007
Conflito de competência
Prestação de serviço
pode ser julgada pela Justiça do Trabalho
A Justiça do Trabalho é que deve julgar ação de
arresto de bens e personalidade jurídica proposta pelo contratante contra
empresa com quem firmou contrato de prestação de serviços.
Com esse entendimento, a 2ª Seção
do Superior Tribunal de Justiça declarou competente a 1ª Vara
do Trabalho de São Carlos (SP) para julgar a ação
que a Tecumseh do Brasil moveu contra a JS Serviços de Segurança
e Vigilância. A primeira empresa quer o arresto de bens e a desconsideração
da personalidade jurídica da JS, com quem firmou contrato de prestação
de serviços.
A 5ª Vara Cível de
São Carlos suscitou o conflito de competência, por considerar
inviável a Justiça Estadual a execução de
título oriundo da Justiça do Trabalho, restringindo-se
a relação de direito civil existente entre as partes ao
contrato inicial para prestação de serviços na área
de segurança.
O ministro Castro Filho (relator)
entendeu que a relação de Direito Civil existente entre
as partes, de fato, restringe-se ao contrato de prestação
de serviços firmado entre ambas, o que implica a competência
absoluta da Justiça trabalhista a apreciar o pedido cautelar de
arresto de bens e desconsideração da personalidade jurídica
da empresa contratada.
"Isto por estarem tais questões
intimamente relacionadas ao cumprimento das sentenças condenatórias
emanadas da justiça especializada, ou seja, o juízo onde
se formaram os diversos títulos executivos, cobrados junto à tomadora
dos serviços", afirmou o ministro
CC 81.763
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AGÊNCIA CÂMARA,
06 de junho de 2007
Seguridade aprova ampliação
do salário-maternidade
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na última
quarta-feira (30) o substitutivo do deputado Ribamar Alves (PSB-MA) ao Projeto
de Lei 2291/00, do Senado Federal, que amplia a abrangência e o alcance
do salário-maternidade. A proposta altera a Lei 8213/91, que trata da
concessão do benefício.
Uma das mudanças de Ribamar
atende às mães que tiveram bebês prematuros. O texto
determina que, quando o nascimento ocorrer com menos de 37 semanas, o
tempo de duração do salário-maternidade será acrescido
do número de semanas equivalente à diferença entre
o nascimento e a idade gestacional do recém-nascido. Com isso,
segundo o parlamentar, garante-se à mãe do bebê prematuro
mais tempo para cuidar da criança, além dos 120 dias já previstos
em lei.
Morte da mãe
Em outra mudança, o projeto garante o benefício ao pai ou ao
responsável legal, no caso de morte da mãe durante o parto ou
no decorrer do período de gozo do salário-maternidade, desde
que a criança sobreviva. A idéia é preservar o direito
da criança, a quem a lei atende preferencialmente, garantindo ao pai
ou responsável legal pela guarda os mesmos benefícios assegurados à mãe.
Um terceiro ponto do PL 2291/00
acresce dispositivo à Lei dos Benefícios da Previdência
(Lei 8213/91), e garante que, durante o período de licença-maternidade,
a mulher terá direito ao salário integral. Na verdade,
o projeto insere na lei uma norma que já existe no artigo 393
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de forma a
harmonizar a legislação vigente.
Atraso no pagamento
Uma última mudança prevista pelo projeto de lei trata da situação
em que o empregador atrasa o pagamento do salário-maternidade. Nesse
caso, a proposta prevê que a Previdência Social realizará o
pagamento do benefício e adotará as providências cabíveis
para obter o ressarcimento junto às empresas devedoras.
O texto original do projeto do
Senado concede 90 dias de salário-maternidade à segurada
que adotar criança de até um ano de idade. Ribamar Alves
explicou que a extensão do salário-maternidade a essas
mães já está prevista na Lei 10710/03. O texto assegura
o salário-maternidade por 120 dias para a mulher que adotar criança
de até 1 ano de idade; por 60 dias, se a criança tiver
até 4 anos; e salário-maternidade por 30 dias, se a criança
tiver até 8 anos de idade.
Junto com o PL 2291/00,
foram aprovados os PLs 246/99; 1456/99; 2112/99; 223/03; 187/03; 2393/03
e 4653/04, que tramitam apensados. O relator recomendou a rejeição
dos PLs 7360/06, 4428/98, 2360/00, 2520/00, 2593/00, 2600/00, 2735/00,
2928/00, 3216/00, 3406/00, 3904/00, 6432/02, 3404/00, 5931/05, 4716/98
e 1090/99, que também tramitam conjuntamente e tratam de assuntos
correlatos.

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