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Agência Câmara,
7 de junho de 2007
Projeto da LDO para
2008 recebe 2,3 mil emendas

Relatório final do
deputado João Leão deve ser votado na Comissão
Mista de Orçamento até 7 de julho.
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para
2008 recebeu 2.356 emendas na Comissão Mista de Orçamento.
Delas, 1.366 fazem alterações no texto e 990, no Anexo
de Metas e Prioridades, que relaciona as ações públicas
que serão priorizadas com recursos orçamentários.
O prazo para apresentação de emendas à LDO acabou
na última segunda-feira (4). As emendas serão analisadas
agora pelo relator, deputado João Leão (PP-BA), que deve
concluir seu parecer até 26 de junho.
A previsão é de que o relatório final de João
Leão seja votado na comissão até 7 de julho. O
presidente da Comissão de Orçamento, senador José Maranhão
(PMDB-PB), garante que o texto será votado no prazo, sem afetar
o calendário do Congresso, que encerra as atividades do semestre
em 17 de julho.
Novas regras
A LDO foi o mecanismo concebido pelos constituintes há 20 anos
para atribuir maior responsabilidade do Legislativo no planejamento
e controle das verbas federais. É a primeira vez que a votação
do orçamento acontece dentro das novas regras aprovadas pelo
Congresso, no fim do ano passado, no funcionamento da Comissão
Mista de Orçamento.
Entre outras mudanças, estão a criação
dos comitês permanentes e o rodízio dos integrantes da
comissão. Neste ano, o relator, deputado João Leão
(PP-BA), inova também na elaboração do Anexo de
Metas e Prioridades, considerado a alma do Orçamento.
As recentes denúncias de desvios de recursos públicos
reveladas por investigação do Ministério Público
e da Polícia Federal fortaleceram outras propostas que começam
a ser debatidas para aperfeiçoar as regras de tramitação
do Orçamento. Uma das propostas mais defendidas por parlamentares,
que já começa a ser admitida pelo ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, visa excluir as emendas parlamentares dos gastos contingenciáveis.
O Orçamento impositivo é um pleito do Congresso, que
desde a Constituinte de 1988 busca uma atuação mais afirmativa
na condução dos gastos públicos.
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Agência Diap, 7 de
junho de 2007
BLOCO PARLAMENTAR
PTB sai do “blocão” que
elegeu Arlindo Chinaglia presidente da Câmara
O PTB, desde o dia 30 de maio, já não faz parte do bloco
parlamentar que elegeu o deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP) presidente
da Câmara. O “blocão”, como ficou conhecido,
era composto inicialmente pelo PMDB, PT, PP, PTB, PR, PSC e PTC.
Atualmente, existem apenas dois blocos parlamentares. Um é composto
pelo PMDB, PSC e PTC e reúne 102 deputados. Ou outro é formado
pelo PSB, PDT, PCdoB, PMN, PAN, PHS e PRB, que é a terceira bancada
da Casa, com 77 deputados. (Marcos Verlaine)
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Agência Diap, 7 de
junho de 2007
TSE cassa tempo de TV
do PSDB e multa Alckmin
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou 10 minutos do tempo de TV
do PSDB por desvirtuamento da propaganda veiculada em junho de 2006.
O Tribunal também aplicou multa de 20 mil Ufirs (R$ 21,2 mil)
ao candidato do PSDB à Presidência da República na última
eleição, Geraldo Alckmin.
Os ministros do TSE acompanharam o voto do relator, ministro José Delgado,
que acolheu em parte representação do diretório
nacional do PT para cassar o tempo de propaganda nacional do PSDB em
2007 e determinar multa no valor mínimo ao candidato do partido
no pleito do ano passado pela prática de propaganda eleitoral
antecipada.
Conforme determina a Lei das Eleições, a prática
da propaganda eleitoral antes do dia 5 de julho sujeita o responsável,
quando comprovado o prévio conhecimento, à multa no valor
de 20 mil a 50 mil Ufirs ou equivalente ao custo da propaganda, se este
for maior.
Na representação, o PT alegou que o diretório nacional
do PSDB e o candidato Geraldo Alckmin utilizaram as inserções
nacionais da agremiação, nos dias 8, 13, 20, 27 e 29 de
junho de 2006, para fazer promoção pessoal do então
pré-candidato à Presidência da República pelo
PSDB. Segundo a Lei dos Partidos Políticos, a propaganda partidária
destina-se à divulgação dos programas e ideais do
partido e a sua utilização em benefício de candidato
está sujeita à sanção.
Conforme a decisão do TSE, o tempo de transmissão será cassado
nas primeiras datas disponíveis para divulgação
da propaganda partidária do PSDB em inserções
nacionais. Pelo calendário da propaganda para 2007, as próximas
datas disponíveis para veiculação das inserções
do PSDB são os dias 21, 26 e 28 de junho. Fonte:
TSE.
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Diário Vermelho, 7
de junho de 2007
Primeiras súmulas
vinculantes do STF passam a vigorar nesta quarta-feira
As três primeiras súmulas vinculantes editadas pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) entram em vigor nesta quarta-feira (6) com a publicação
na versão impressa do Diário da Justiça. Com elas,
a jurisprudência firmada sobre os assuntos passa a orientar as
decisões das demais instâncias do Judiciário e dos órgãos
da administração pública.
Na prática, o mecanismo obriga os juízes a seguir o
entendimento adotado pelo STF, ou pelos tribunais superiores, sobre
temas que já tenham jurisprudência consolidada. Esta é uma
das principais propostas da reforma do Judiciário.
Os enunciados das três súmulas dispõem sobre Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), bingos e processos administrativos
no âmbito do Tribunal de Contas da União. As súmulas
foram aprovadas no STF no último dia 30 de maio.
A Súmula nº 1 impede que a Caixa Econômica Federal
(CEF) seja obrigada, judicialmente, a pagar correções relativas
a planos econômicos sobre o FGTS nos casos em que o banco já tenha
feito acordo prévio com o correntista.
A Súmula nº 2 declara a inconstitucionalidade de lei estadual
ou distrital que disponha sobre loterias e jogos de azar. Decisões
reiteradas do STF determinam que é de competência privativa
da União legislar sobre o tema. A Súmula nº 3 trata
do direito de defesa em processo administrativo que tramite no Tribunal
de Contas da União (TCU). Com agências.
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Força Sindical, 7
de junho de 2007
Deputados podem votar
hoje mudanças no vale-transporte
Por Patrícia Acioli
A Comissão de Trabalho do Câmara dos Deputados coloca
em votação hoje dois projetos que mexem com um dos direitos
considerados símbolo da conquista dos trabalhadores: o vale-transporte.
Uma das propostas, o Projeto de Lei nº 267/2007 do deputado José Pimentel
(PT-CE), torna possível o pagamento do benefício em dinheiro
- uma reivindicação antiga dos empresários - e,
a outra, o Projeto de Lei nº 298/2003 do deputado Affonso Camargo
(PSDB-PR), garante aos desempregados o recebimento do vale-transporte
durante os meses em que estão protegidos pelo seguro-desemprego.
Os temas são polêmicos, tanto assim que ambos receberam
pareceres contrários de seus relatores. Para reverter a situação,
os parlamentares se articulam. Uma das estratégias que deverá ser
usada hoje é o pedido de vistas pelo deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP) ao projeto de Camargo. O objetivo da iniciativa é ganhar
tempo para negociar mudanças com o relator ou apresentar um
voto em separado favorável ao projeto.
Em seu parecer, o deputado Vicentinho (PT-SP) é contrário
a concessão do benefício ao desempregado e argumenta
que o "seguro-desemprego já deveria fazer frente às
despesas de transporte urbano do trabalhador desempregado". Camargo
rebate. "Ao ser atingido pelo desemprego o trabalhador não
mais recebe o vale-transporte, justamente na ocasião que ele
mais precisa deslocar-se na busca de novo emprego", afirma o deputado.
Quanto ao pagamento do vale-transporte em dinheiro, Paulinho, que
também é presidente da Força Sindical, diz que "a
principio, não há problema". Não é o
que pensa o tucano Affonso Camargo, autor da Lei que tornou obrigatório
o pagamento do vale-transporte. Camargo rejeitou o projeto de Pimentel. "A
Lei afirma que o vale-transporte não integra o salário
de contribuição para fins de pagamento da contribuição
previdenciária, desde que observada a legislação
pertinente. A proposta apresentada pelo deputado Pimentel contraria
o espírito da legislação do vale-transporte, e
poderia, assim, abrir uma brecha para a incidência de contribuição
previdenciária", explica.
Além disto, o tucano apóia seu parecer em uma pesquisa
realizada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes
Urbanos, entre junho e dezembro de 2006, que aponta o seguinte cenário:
70% da população prefere receber o vale-transporte em
créditos, ao invés de dinheiro; 80% dos trabalhadores
brasileiros pertencentes às classes C, D e E utilizam o benefício.
Pimentel argumenta que, embora o vale-transporte seja um programa
bem-sucedido, é preciso aperfeiçoar a norma legal dando
a possibilidade de concessão do benefício em espécie.
Essa alternativa, que seduz alguns empregadores por sua maior praticidade
e segurança, além do menor custo operacional, tem sido
questionada na Justiça trabalhista, apesar de o Governo ter
editado um decreto (o de nº 4.840/03) explicitando a possibilidade
de pagamento em espécie. A iniciativa tem, portanto, segundo
o autor, objetiva esclarecer a questão, deixando explícito
na lei que a permissão para pagamento em pecúnio.
Comissão da Câmara analisa projeto que permite o pagamento
do vale transporte em dinheiro e outro que garante aos desempregados
o recebimento do benefício durante o período do seguro-desemprego.
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Força Sindical, 7
de junho de 2007
Trabalhador de usina
consegue aumento real de 3,44% em SP
Por CLAUDIA ROLLI
Os trabalhadores do setor sucroalcooleiro conseguiram reajuste de
7%, sendo 3,44% de aumento real, no primeiro acordo negociado na campanha
salarial deste ano. As negociações ocorreram em nove
usinas e destilarias da região de São José do
Rio Preto e beneficiam 5.000 trabalhadores do setor.
Para o secretário-geral da Fequimfar, a federação
dos químicos paulistas, Sérgio Luiz Leite, o acordo vai
servir de referência para as negociações salariais
nas outras 11 regiões do interior, onde há pelo menos
20 mil trabalhadores. A campanha envolve os empregados de 74 usinas
e destilarias do Estado de São Paulo representados por 12 sindicatos
dos trabalhadores desse setor.
Em 2006, o reajuste na região foi 11%, com aumento real ainda
maior, entre 7% e 11%.
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STJ, 7 de junho de 2007
DECISÃO
Compete à justiça
especializada julgar ação de indenização
decorrente da relação de trabalho
O julgamento de ação de indenização por dano
material decorrente do não-recolhimento de contribuições
ao INSS, o que impediu o recebimento de auxílio-doença,
deve ser feito pela Justiça do Trabalho. Com esse entendimento,
a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) declarou competente o juízo da 2ª Vara do Trabalho
de Osasco (SP) para julgar a ação movida por Fernando Manuel
Antunes Ferreira contra Hábil Serviços Terceirizados Ltda.
Ferreira moveu reclamação trabalhista contra a empresa
objetivando a indenização por ela não ter recolhido
contribuições devidas ao INSS, o que o impediu de receber
o auxílio-doença a que tinha direito. A ação
foi proposta na Justiça do Trabalho, que declinou da competência
para o juízo de Direito da 7ª Vara Cível de Osasco
(SP). A Justiça comum, por sua vez, resolveu suscitar o conflito.
Ao decidir, o relator, ministro Carlos Alberto Menezes Direito, destacou
que, antes mesmo da vigência da Emenda Constitucional nº 45/2004,
o entendimento jurisprudencial da Corte estava consolidado quanto à competência
da justiça especializada para processar e julgar ações
como a presente quando movidas pelo próprio trabalhador. Segundo
o ministro, o Tribunal ressalvava a competência da justiça
comum apenas quando a ação era movida pela viúva
ou companheira objetivando pensão por morte, o que não é o
caso destes autos.
“Sendo assim, inegável a competência da Justiça
do Trabalho para o julgamento do presente feito, tendo em vista tratar-se
de pedido de indenização por dano material decorrente
diretamente da relação de trabalho. A vigência
da emenda constitucional em nada alterou o entendimento jurisprudencial
anteriormente firmado, pois, na verdade, houve a ampliação
da competência da Justiça do Trabalho, tendo o artigo
114, inciso VI, da Constituição Federal perfeita aplicação
ao caso em tela”, afirmou o relator.
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Agência Brasil, 7 de
junho de 2007
Pesquisa do Dieese revela
que mais de 570 mil crianças trabalham na região
Norte
Kátia Paiva
Da Rádio Nacional da Amazônia
Brasília - Mais de 570 mil crianças e adolescentes da
Região Norte trabalham. E o Pará é o estado recordista,
concentrando 54% dessa da mão-de-obra infanto-juvenil. Os dado
são de uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).
Amazonas é o segundo estado da região que emprega maior
número de mão-de-obra infanto-juvenil, com mais de 80
mil crianças no mercado de trabalho; Rondônia é o
terceiro, com quase 70 mil. Em seguida vêm: Tocantins com quase
60 mil; Acre com cerca de 30 mil; Amapá com cerca de 13 mil
e Roraima com cerca de 12 mil crianças nessa situação.
Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese no Pará,
disse que o trabalho infantil está diretamente ligado à pobreza
das famílias. Segundo ele, as crianças começam
a trabalhar cedo para ajudar na renda familiar.
"Fundamentalmente são as condições sócio-econômicas,
porque na região Norte, apesar de ser uma região rica,
grande parte do povo é pobre. A renda de famílias com
filhos até 14 anos, quase metade das famílias, recebe
até meio salário mínimo. E os pais não
tendo emprego, não tendo renda, consequentemente tem uma desagregação
familiar".
O levantamento revelou também que cerca de 114 mil crianças
entre 5 e 15 anos de idade não recebem nenhum tipo de remuneração.
A maioria das crianças também não freqüenta
a escola e normalmente elas trabalham em carvoarias, serviços
rurais ou como flanelinhas, principalmente as crianças do sexo
masculino.
Simone Barata, da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento
Social, disse que o governo estadual pretende fortalecer o Fórum
Paraense de Erradicação do Trabalho Infantil e de Proteção
ao Trabalho Adolescente para reverter essa situação.
Hoje, no Pará, 35 mil famílias integram o Programa de
Erradicação do Trabalho Infantil (PET).
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Gazeta do Povo, 7 de junho
de 2007
BRASIL | JUSTIÇA
Antônio Palocci
sofre duas condenações em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto – O juiz da 1.ª Vara da Fazenda Pública,
Luís Eduardo Scarabelli, de Ribeirão Preto, determinou
ontem a perda de função pública e a suspensão
dos direitos políticos do ex-ministro da Fazenda e atual deputado
federal, Antônio Palocci (PT-SP), por suspeita de irregularidades
cometidas à época em que era prefeito de Ribeirão
Preto, de 2001 a 2002. Na sentença do juiz de primeira instância,
Palocci foi condenado em dois processos de ação popular.
O deputado poderá recorrer das decisões. A assessoria
jurídica do deputado informou que Palocci não foi notificado
oficialmente e que a sentença ainda não havia sido publicada
no Diário Oficial. Ainda assim, os advogados do parlamentar
informaram que vão providenciar os recursos já que não
se trata de decisões definitivas.
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Gazeta do Povo, 7 de junho
de 2007
BRASIL | CONGRESSO
Câmara recorrerá contra
fim de verba a parlamentares, diz Chinaglia
Deputados criticam decisão
de juíza e dizem que gastos podem ser comprovados
de forma transparente
Brasília – O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), defendeu o pagamento da verba indenizatória aos deputados
e senadores suspensa por liminar da juíza Mônica Sifuentes,
da 3.ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal. Chinaglia
confirmou que a Câmara vai tentar mudar a decisão com
recurso na Justiça.
Enquanto a decisão vigora, nem a Câmara nem o Senado
poderão pagar a verba de até R$ 15 mil para cada parlamentar.
O recurso é destinado ao pagamento de despesas dos deputados
e senadores nos estados com locomoção, gasolina, aluguel
de escritório e refeições, entre outras. Para
recebê-la, os parlamentares precisam comprovar as despesas com
notas fiscais. A fiscalização dessas notas é feita
via diretoria-geral da Câmara.
“Há uma decisão de primeira instância que
na nossa opinião não tem respaldo legal. Por meio da
assessoria, já estamos analisando, e vai ser interposto recurso.
Como a decisão veda, o pagamento não pode acontecer”,
afirmou Chinaglia.
Ele lembrou que a verba indenizatória foi criada em 2001 e
que, na opinião de especialistas, não há inconsistência
jurídica. Na avaliação de Chinaglia, a decisão
da juíza causa um problema aos parlamentares que dependem diretamente
da verba para executar suas funções. “Muitos nos
procuraram com a preocupação, porque já fizeram
gastos, e a forma é apresentar a nota, o comprovante, como qualquer
empresa”, afirmou.
A decisão provocou críticas no Congresso. No Senado,
o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) disse que gostaria que o presidente
da Casa, Renan Calheiros (PMDB- AL), recomendasse ao Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) fazer uma queixa formal contra a juíza.
Na Câmara, houve inúmeras reações. Para
o líder do PSDB na Casa, Antônio Carlos Pannunzio (SP),
a verba é necessária e os gastos podem ser comprovados
de forma transparente.
De forma semelhante reagiram os líderes do PSol, Chico Alencar
(RJ), e do DEM, Onyx Lorenzoni (RS). O deputado Carlito Merss (PT-
SC) lamentou a decisão da Justiça, informando que terá dificuldades
de percorrer seu estado, uma vez que pagava suas despesas de viagem
ao interior catarinense com a verba indenizatória.
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Gazeta do Povo, 7 de junho
de 2007
ECONOMIA | COPOM
Juros básicos
caem para 12% ao ano
Com inflação sob controle, juros reais podem chegar perto
de 6% ao ano em dezembro
Brasília – O Comitê de Política Monetária
(Copom) do Banco Central decidiu reforçar o corte da Selic para
0,50 ponto porcentual. Com isso, a taxa básica de juros da economia
brasileira chegou a 12% ao ano, sem viés (ou seja, sem tendência
de alta ou baixa para a próxima reunião). A decisão
não foi unânime – houve cinco votos por um corte
de 0,50 ponto e dois votos por redução de 0,25 ponto.
A última vez que houve unanimidade em decisão do Copom
foi em março, quando a taxa de juros foi reduzida de 13% para
12,75%. A reunião deste mês foi a primeira do Copom com
o novo diretor de Política Monetária, Mario Torós.
Este é o 16.º corte consecutivo desde setembro de 2005,
quando a taxa foi reduzida de 19,75% para 19,50%. Com a queda de 0,50
ponto porcentual, a redução acumulada desde setembro
de 2005 é de 7,75 ponto porcentual. Neste ano, a queda acumulada é de
1,25 ponto porcentual.
A última vez que o Copom reduziu os juros em meio ponto porcentual
foi na reunião do dia 29 de novembro do ano passado, de 13,75%
para 13,25%. Neste ano, a taxa de juros foi reduzida em 0,25 ponto
porcentual nas reuniões de janeiro, março e abril.
O corte anunciado ontem e a perspectiva de o país fechar o
ano com uma inflação de 3% – que seria a menor
desde 1998 – abrem espaço para que a taxa Selic chegue
ao fim do ano em 10%. Caso isso ocorra, os juros reais (descontada
a inflação) chegarão perto dos 6% em dezembro,
ante os atuais 8,5%, estimam economistas. Taxa, ainda assim, alta comparada
de outros países.
O ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, avalia que o Copom já poderia
ter reduzido a Selic para 10%, porque a inflação está controlada
e o risco-país caiu muito. Ele explica que o banco reduziu muito
lentamente a Selic nos últimos dois anos e por isso a taxa acumulou “uma
gordura, que está sendo tirada devagar”.
Segundo ele, o Copom pode fazer mais quatro cortes de meio ponto nas
próximas reuniões, reduzindo até dezembro em dois
pontos a taxa que hoje é de 12%. A Austin Rating prevê pelo
menos mais dois cortes de 0,50 ponto porcentual para as duas próximas
reuniões do Copom. O cenário leva em conta o conservadorismo
do BC na condução da política monetária
e o fato de que a atividade econômica tradicionalmente ganha
impulso nos dois últimos trimestres do ano. Ainda assim, o economista
da consultoria, Alex Agostini, não descarta a possibilidade
de a Selic cair a 10% até o fim do ano. “Isso é totalmente
factível.”
A ata da reunião concluída ontem será divulgada
na quinta-feira da semana que vem. A próxima reunião
do Copom será nos dias 17 e 18 de julho.
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Gazeta do Povo, 7 de junho
de 2007
ECONOMIA | COPOM
Redução
terá impacto mínimo no custo de prestações
e empréstimos
por FERNANDO JASPER
A decisão do Comitê de Política Monetária
(Copom) terá pequeno reflexo na vida do consumidor brasileiro.
Além de não ser repassada imediatamente pelos bancos
e pelo comércio, a queda de 0,5 ponto porcentual na taxa básica
de juros (Selic) terá impacto mínimo no custo de prestações
e empréstimos. Um estudo da Associação Nacional
dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade
(Anefac) mostra que o juro médio cobrado pelas lojas deve cair
de 6,02% ao mês para 5,98%. O juro mensal do cartão de
crédito, por sua vez, tende a recuar de 10,3% para 10,26%.
Com isso, a pessoa que parcelar em 12 vezes uma geladeira que, à vista,
custe R$ 800, verá o custo final do eletrodoméstico cair
apenas R$ 2,52. No caso do cartão de crédito, quem estiver
devendo R$ 1 mil para o banco passará a pagar juro de R$ 102,60
por mês, em vez dos R$ 103 pagos anteriormente.
Além do conservadorismo do Banco Central, que tem reduzido
muito lentamente a taxa de juros, outro problema contribui para que
o crédito continue tão caro: os bancos vêm reduzindo
suas taxas em um ritmo muito mais fraco que o do Copom. Desde setembro
de 2005, quando o Banco Central começou a reduzir a Selic, a
taxa recuou 36,7%, enquanto o juro médio cobrado de pessoas
físicas caiu menos de 20%.
A explicação para esse descompasso está no chamado “spread” bancário,
que é a diferença entre o custo que os bancos têm
para captar recursos e o juro que eles cobram para emprestar o dinheiro
ao cliente. Essa diferença caiu de 29,31 para 26,56 pontos percentuais
entre setembro de 2005 e março de 2007 – uma queda de
apenas 9,4%.
“Isso acontece porque parte do spread é composta por
custos fixos, como impostos, que não estão caindo, e
os custos administrativos dos bancos”, explica a economista Virene
Matesco, professora do Instituto Superior de Administração
e Economia da Fundação Getúlio Vargas (Isae/FGV).
Segundo ela, os tributos respondem por 32% do spread, enquanto os custos
administrativos chegam a 20% do índice. Outros 15% se referem à proteção
dos bancos contra a inadimplência. O restante se refere a depósitos
compulsórios e à margem de lucro dos bancos, que oscila
entre 20% e 25%.
Efeitos positivos
Apesar do reduzido impacto sobre as operações de crédito,
a Anefac diz que a queda da Selic terá um resultado indireto
bastante positivo: a redução da rentabilidade dos títulos
públicos. Com remuneração menor no mercado de
títulos, os bancos vão ter de atuar mais no crédito
ao consumidor para manter seu lucro. Com o aumento da concorrência,
os juros tendem a cair mais. Virene Matesco, do Isae/FGV, diz que outro
efeito colateral positivo da queda da Selic é a redução
dos juros da dívida pública brasileira. A economia que
o governo fará para pagar o serviço da dívida
poderá ser empregada em investimentos, por exemplo.
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Gazeta do Povo, 7 de junho
de 2007
ECONOMIA | COPOM
Empresariado queria
corte maior
por CINTHIA SCHEFFER
O corte de meio ponto porcentual na taxa básica de juros – anunciada
ontem pelo Copom – foi recebida com uma certa decepção
pelo presidente da Federação das Associações
Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Ardisson Akel. “Ele
poderia chegar a 0,75 ponto porcentual.” Um corte mais significativo
provocaria um efeito positivo no câmbio. “A valorização
viria naturalmente e isso ajudaria os vários setores que estão
enfrentando dificuldades com a desvalorização do dólar.”
A influência na Selic se explica porque uma das justificativas
para a trajetória de queda da moeda norte-americana é o
excesso de oferta no mercado, provocado pela injeção
de dinheiro vindo de investidores internacionais. A alta taxa brasileira
de juros – a maior do mundo – traz mais “recompensa” ao
investidor e, por isso, atrai capital especulativo para o país.
“O governo perdeu uma oportunidade de atacar de forma mais certeira
a variação cambial”, diz o economista José Guilherme
Silva Vieira, professor do Unicemp. “Mas ao contrário,
acabamos ficando com os dois problemas: juro alto e real muito valorizado.” Para
o economista, o Copom poderia cortar até um ponto porcentual
da taxa. “O corte foi muito tímido. Pela situação
do país, a Selic está muito equivocada. Muito acima do
que poderia estar.”
Para o presidente da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, o Brasil
precisa de um “verdadeiro choque nos juros”. Loures diz
que a realidade macroeonômica mudou drasticamente e todos os
indicadores mostram que não há necessidade de taxas tão
elevadas. Ele esperava um corte de, no mínimo, 0,75 ponto porcentual. “Existem
todas as condições para acelerar a convergência
da nossa taxa para a média de juros praticada nos demais países.”
Rocha Loures afirma que o juro alto atrapalha o crescimento do país
e também reclama da “forte pressão” exercida
sobre o câmbio, afetando a competitividade da indústria
nacional. “Estamos num momento favorável ao salto. A maré está ao
nosso favor. Agora é a hora de mudar, antes que seja tarde.”
Otimismo
A presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP),
Avani Slomp Rodrigues, no entanto, acredita que o novo corte na Selic é uma
boa notícia para o comércio. “Vivemos um período
de economia estável, com a inflação controlada
e com expectativa de uma ótima safra agrícola no estado.
O corte aumenta ainda mais o otimismo do consumidor e do comerciante”,
diz. “Todo o dinheiro economizado com juros pode e deve ser revertido
em bem estar dos brasileiros.”
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Folha de Londrina, 7 de junho
de 2007
SEU DIREITO
Adicional de periculosidade
Trabalho em um condomínio como porteiro e a central de gás
fica a oito metros da portaria. Fui informado de que a distância
mínima deveria ser de 10 metros. Neste caso, tenho direito a adicional
de periculosidade sobre o salário?
A CLT prevê o pagamento de um adicional de 30% sobre o salário
para os trabalhadores que desenvolvam atividades consideradas perigosas.
A lei não estabelece quais são essas atividades perigosas,
ficando esta tarefa a cargo do Ministério do Trabalho, que editou
uma Norma Regulamentadora sobre a matéria.
No caso, a Norma Regulamentadora nº 16 (NR 16) estabelece quais
são as atividades consideradas perigosas, bem como qual a forma
de exposição ao risco que caracteriza o direito à percepção
do adicional por periculosidade. Para que uma atividade seja considerada
perigosa, ela, necessariamente, deve constar no rol de atividades descritas
nesta norma, e o trabalho exercido deve ser realizado dentro da área
de risco prevista na norma.
No caso, o gás liquefeito (GLP) está incluído
na lista de elementos inflamáveis descrito na NR 20, e sua instalação
em edifícios foi normatizada pela Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT) por meio da NBR nº 14.024. Na
implantação de gás no interior do edifício
devem ser observadas as instruções técnicas previstas
na NBR nº 14.024, sob a pena de multa.
Desta forma, é necessário verificar se, no caso, há o
enquadramento nas situações de risco previstas na norma.
O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná já decidiu
que ‘‘o adicional de periculosidade é devido para
empregados que mantêm contato permanente com inflamáveis
ou explosivos em condições de risco acentuado’’.
Isso ocorre porque a área de risco pode variar de acordo com
a forma de acondicionamento e a atividade desenvolvida no local. Portanto,
não é possível estabelecer, sem uma análise
mais profunda do local onde a atividade é desenvolvida, se o
adicional de periculosidade é devido ou não. Neste caso,
somente um perito do trabalho pode constatar se é devido o pagamento
do adicional de periculosidade. João Felipe Barros de Albuquerque,
advogado.
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Folha de Londrina, 7 de junho
de 2007
MERCADO FINANCEIRO
Perdas emendadas
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de
2,09%, aos 52.049 pontos, ontem, véspera do feriado prolongado.
O pregão brasileiro emendou três jornadas de perdas, acompanhando
o mau humor das Bolsas americanas com a política monetária
local. O volume financeiro foi de R$ 3,92 bilhões.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,952 para venda, em alta
de 0,25%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+
(JP Morgan), bateu os 146 pontos, um acréscimo de 0,68% sobre
a pontuação final de terça-feira.
Ressaca
Segundo corretores de Bolsa, o mercado sofre a ‘‘ressaca’’ das
declarações do presidente do Federal Reserve (banco central
dos EUA), Ben Bernanke. Ele chamou a atenção para a perspectiva
de crescimento, ainda que moderado, da economia no segundo semestre,
e mostrou preocupação com os índices de inflação.
Análise
‘‘Durante os últimos meses, o mercado trabalhou
com a perspectiva de pudesse haver até um corte dos juros nos
EUA. Ontem, o Bernanke indicou que a redução das taxas
não deve acontecer hoje e, para alguns, mostrou possibilidade
até de haver um acréscimo nos juros’’, afirma
Maurício Garcia, operador da corretora Theca.
Indicadores
Dois indicadores econômicos foram divulgados ontem e reforçaram,
em parte, o cenário de que um relaxamento na política
de juros americana deve ser postergado para 2008. O primeiro dado,
sobre o crescimento da produtividade do trabalhador (1%) dos EUA no
primeiro trimestre, bateu com as expectativas já anunciadas
por bancos e corretoras de valores.
Pressão
O segundo dado se tornou um dos fatores de pressão sobre as
Bolsas de Valores, ao mostrar um incremento de 1,8% nos custos por
posto de trabalho no primeiro trimestre, muito acima da estimativa
inicial de 0,6%.
BCE
Pela manhã, o Banco Central Europeu ajudou a dar o tom negativo
dos negócios ao subir a taxa básica de juros para a zona
do euro para 4% ao ano, sendo o oitavo aumento desde dezembro de 2005.
A taxa atingiu seu ponto mais alto desde agosto de 2001, enquanto a
inflação está dentro dos limites estabelecidos
pelo banco.
Copom
O mercado trabalhou com a estimativa de um corte de 0,50 ponto percentual
como resultado da reunião de ontem do Comitê de Política
Monetária (Copom) sobre a nova taxa básica de juros do
país. No entanto, analistas e investidores não descartam
a possibilidade de uma redução de somente 0,25 ponto
percentual, o que bate com o ‘‘figurino tradicional’’ do
comitê.
Pós-feriado
Um resultado dessa ordem pode, no entanto, arrastar os mercados no
reinício das atividades, amanhã, afetada pelo feriado
de hoje e o final de semana, o que costuma esvaziar o giro financeiro
do dia.
Juros futuros
O mercado de juros futuros projetou taxas mais altas pelo terceira
dia consecutivo. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,42%
ante 11,39% terça. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada
avançou de 10,68% para 10,73%. Já no contrato de janeiro
de 2010, a taxa projetada subiu de 10,39% para 10,46%.
Européias
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem, com as preocupações
dos investidores quanto à alta de juros decidida pelo BCE (Banco
Central Europeu (BCE), que elevou a taxa para 4% ao ano. A Bolsa de
Londres caiu 1,66% e fechou com 6.522,70 pontos; a Bolsa de Paris teve
baixa de 1,66%, fechando com 5.977,87 pontos; a Bolsa de Frankfurt
teve recuo de 2,40%, ficando com 7.730,05 pontos; e a Bolsa de Milão
teve perda de 1,51%, caindo para 33.068 pontos.
Globais
As preocupações com altas de juros vêm afetando
os mercados globais. A decisão de ontem do BCE já era
esperada, mas os dados divulgados ontem nos EUA sobre produtividade
no primeiro trimestre elevaram as preocupações sobre
a decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano) na reunião
a ser realizada nos dias 27 e 28 deste mês.
Ritmo moderado
A taxa do Fed está em 5,25% ao ano e a expectativa dos investidores é de
que o banco comece a cortar a taxa, mas indicadores econômicos
divulgados nos últimos dias mostraram que a economia americana
está em ritmo moderado de crescimento, o que pode exercer alguma
pressão sobre a inflação -inviabilizando uma redução
dos juros. Com agências.
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Folha de Londrina, 7 de junho
de 2007
Construção
civil eleva IGP-DI a 0,16%
Arquivo FOLHA

Indicador está sendo pressionado por dois fatores: o impacto dos
dissídios salariais e a alta nos preços de metais, como
o aço
Rio de Janeiro - Com os preços da construção
civil em alta no mês de maio, a inflação medida
pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna
(IGP-DI) teve leve aceleração: subiu 0,16%, ante elevação
de 0,14% em abril. Para a Fundação Getúlio Vargas
(FGV), que anunciou ontem o índice, mesmo com a taxa maior o
cenário da inflação permanece com boas perspectivas
e os IGPs devem encerrar 2007 em torno de 4%.
Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone,
o IGP-DI, acumulado em 12 meses, ainda é usada como indexador
das dívidas dos Estados com a União. Até maio,
o indicador acumula elevações de 1,8% no ano e de 4,38%
em 12 meses. No mês de maio, apenas os preços da construção
civil registraram aceleração na comparação
com abril, entre os três componentes de cálculo (além
da construção, os preços no atacado e no varejo). ‘‘A
aceleração do IGP-DI em maio deve-se mesmo à construção’’,
disse o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão
Quadros.
O economista explicou que o indicador da construção
está sendo pressionado por dois fatores: o impacto dos dissídios
salariais nos preços do segmento de mão-de-obra e uma
tendência de alta nos preços de metais importantes relacionados
ao setor da construção, principalmente aço. Quadros
explicou que, no setor de mão-de-obra, houve dissídio
em seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis,
Brasília, Fortaleza e Goiânia.
‘‘No mês de junho, o impacto desses dissídios
(na inflação) estará no auge’’, disse. ‘‘Os
reajustes estão na faixa de 5% a 6% nem a metade disso ainda
impactou a inflação de São Paulo’’,
acrescentou, considerando que a capital paulista é a de maior
peso no cálculo do índice.
No caso dos metais, os preços são influenciados também
por dois fatores: demanda aquecida no setor da construção
civil no mercado interno e alta de preço do aço no mercado
internacional. Quadros lembrou que o mercado externo está também
bastante aquecido, influenciado pela demanda chinesa. Como exemplo,
o economista citou o preço do aço CA-50 e CA-60, tipo
vergalhão, que subiu 1,43% em maio, ante alta de 1,23% em abril
- a elevação mais intensa desde novembro de 2004, quando
o preço subiu 2,51%. Outros exemplos de aceleração
de preços no setor, de abril para maio, foram altas mais expressivas
nos preços de tubos e conexões de ferro e aço
(de 0,78% para 2,05%) e de condutores elétricos (de 2,19% para
2,57%).
Ainda segundo a FGV, de abril para maio, os preços do atacado
passaram de uma alta de 0,02% para queda de 0,04%. Já a elevação
nos preços no varejo passou de 0,31% para 0,25%, no mesmo período. Alessandra
Saraiva - Agência Estado.
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O Estado do Paraná,
7 de junho de 2007
Economia
Piso regional sobe para
R$ 430,23 no Rio Grande do Sul
Agência Estado
A Assembléia Legislativa aprovou um reajuste de 5,98% para
o piso regional de salários do Rio Grande do Sul, retroativo
a 1º de maio, em votação feita na noite de terça-feira.
O índice foi apresentado em emenda da base governista e é maior
do que os 3% propostos originalmente pela governadora Yeda Crusius
(PSDB).
O mínimo da faixa 1, para trabalhadores da agricultura e pecuária,
empregados domésticos e da indústria extrativa, passa
de R$ 405,95 para R$ 430,23. O piso será alterado de R$ 415,32
para R$ 440,16 na faixa 2 (indústria de vestuário e calçados),
de R$ 424,68 para R$ 450,08 na faixa 3 (indústria do mobiliário
e química) e de R$ 441,86 para R$ 468,28 na faixa 4 (indústria
metalúrgica e artefatos de borracha).
A decisão dos deputados foi criticada por todos os interessados
no assunto. Os empresários defendiam o reajuste proposto pelo
governo e seguem pedindo a extinção do piso regional.
As centrais sindicais queriam uma reposição de 19,8%
e queixam-se da defasagem de reajuste do mínimo estadual em
relação ao reajuste do mínimo nacional. Quando
foi criado, em 2001, o piso gaúcho valia 28% mais que o brasileiro.
Em 2007 ainda é superior mas em apenas 13%. Os novos valores
ainda dependem da sanção da governadora.
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Folha de São Paulo,
7 de junho de 2007
INSS
Médica perita é agredida
após negar auxílio-doença
DO "AGORA"
A médica perita Marcia Silva Santos foi agredida por uma segurada
ontem de manhã no posto do INSS em Santo André (ABC)
e teve um descolamento de retina. De acordo com a ANMP (Associação
Nacional dos Médicos Peritos), essa foi a 57ª agressão
contra médicos em 2007. No fim de maio, um perito foi assassinado.
O motivo da agressão foi a confirmação da alta
programada do benefício de auxílio-doença (no
valor de R$ 498) que a operadora de telemarketing Eudete Vilas Boas,
39 anos, recebia desde janeiro. O benefício foi concedido até abril
por conta de um quadro de depressão. Ela conseguiu uma prorrogação
até o dia 9 e ontem foi até o posto realizar nova perícia
para prorrogar o benefício, pois não se sentia em condições
de voltar ao trabalho no dia programado.
Logo após o exame, agendado para às 8h30 e realizado às
9h, a médica informou que a segurada tivera alta. Eudete disse
entraria com um pedido de recurso da perícia e foi até o
balcão de atendimento. A médica chamou o segurado Eduardo
Santana, 32 anos, que seria o próximo examinado. Aproveitando
uma confusão causada por um bêbado que entrou no posto
e era retirado pelos seguranças, Eudete entrou no consultório
e começou a agredir a médica.
"Tive muito trabalho para controlá-la. Foram pelo menos
cinco socos fortes no rosto", disse Santana. A médica conseguiu
acionar o botão de pânico para chamar um dos sete seguranças
do posto.
A segurada passou mal em seguida e desmaiou, sendo atendida na Santa
Casa de Santo André. A perita foi socorrida no Hospital Brasil.
O caso foi registrado como agressão na 1ª delegacia de
polícia de Santo André e pode dar até um ano de
prisão. "Estou muito arrependida", admite Eudete.
Ela afirma que tem síndrome do pânico e que a médica
não teria realizado os exames da maneira correta. (JUCA
GUIMARÃES)
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Consultor Jurídico,
7 de junho de 2007
Indenização
não é renda
Juros de mora em ação
trabalhista é verba indenizatória
por Gláucia Milicio
Os juros de mora em ação trabalhista configuram verba
indenizatória. Por isso, estão isentos de tributação
no Imposto de Renda. O entendimento, com base no Código Tributário
Nacional, é do desembargador Antônio Albino Ramos de Oliveira,
da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
(SC). Ele negou recurso à Fazenda Nacional, condenada a restituir
valores recolhidos no IR sobre juros recebidos em condenação
trabalhista em favor de Célio Rodolfo Muller.
O relator Albino Ramos de Oliveira destacou ainda que as indenizações
que não geram acréscimo patrimonial ao trabalhador não
configuram fato gerador do Imposto de Renda. Ele foi acompanhado pelos
demais desembargadores da Turma.
No recurso, a Fazenda Nacional alegou que o parágrafo 3º do
artigo 43 do Decreto 3.000/99 classifica os juros como rendimento de
trabalho assalariado. Afirmou também que as diferenças
recebidas têm natureza salarial, então, por óbvio,
os juros de mora a elas relativos têm natureza salarial. Com
isso, a Fazenda concluiu que esses valores configuram acréscimo
patrimonial sujeito à tributação.As alegações
não foram aceitas.
Os advogados do trabalhador, Kassiano Costa Machado e Karina Siqueira
da Silva, do escritório Naschenweng Advogados Associados, alegaram
que o decreto regulamentado é inferior ao Código Tributário
Nacional e não deveria servir como argumento. Defenderam também
que os juros têm natureza indenizatória e não gera
riqueza nova.
Para negar o pedido da Fazenda Nacional, o desembargador esclareceu
que “os juros têm notória natureza alimentar, impondo
ao credor a privação de bens essenciais de vida ou endividamento
para cumprir seus próprios compromissos. A indenização,
através dos juros moratórios, corresponde aos danos emergentes,
ou seja, aquilo que o credor perdeu em virtude da mora do devedor.
Não há nessa verba, portanto, qualquer conotação
de riqueza nova, a autorizar sua tributação pelo imposto
de renda. Indenização não é renda”,
finalizou.
A Fazenda, se não recorrer às instâncias superiores,
terá de ressarcir em cerca de R$ 27,8 mil o trabalhador, além
de honorários advocatícios fixados em 10% do valor da
condenação.
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Consultor Jurídico,
7 de junho de 2007
Caso encerrado
Luppi garante que não
vai cassar registro de sindicato
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, garantiu nesta quarta-feira (6/6)
que não vai cassar o registro do Sindicato da Micro e Pequena
Indústria do Estado de São Paulo (Simpi). Em audiência
com o presidente do Sindicato, Joseph Couri, o ministro sustentou que
a discussão está encerrada. "Não estou aqui
para cassar registro sindical de ninguém. A regularidade do registro
do Simpi é incontestável e é caso encerrado para
nós", afirmou o ministro.
Na reunião, o dirigente sindical denunciou ao ministro os "constantes
movimentos coordenados pela Fiesp contra a entidade", com a intenção
de induzir o governo à cassação administrativa
do registro sindical. Desde 2005, o Simpi vive batalhas judiciais com
a Federação, depois que ela suspendeu a filiação
da entidade, homologada em 1994 por acordo judicial. O ato da Fiesp
aconteceu assim que o Ministério do Trabalho e Emprego deferiu
o registro do Sindicato, constituído em 1988.
Desde então, segundo Joseph Couri e o advogado do Simpi, José Siqueira
Neto, a Fiesp passou a praticar "atos anti-sindicais e verdadeira
sabotagem contra o Simpi". Em diversos processos na Justiça,
o Sindicato tenta garantir sua representatividade e sua filiação à Fiesp.
Dados do Simpi sustentam que a associação representa
cerca de 200 mil empresas com até 50 empregados.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
07/06/2007
TST nega ação rescisória
de mestre de obras contra Município de Osasco
A Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho julgou improcedente ação
rescisória movida por um ex-funcionário do Município
de Osasco (SP) que tentou, sem sucesso, obter reconhecimento de vínculo
de emprego relativo ao período em que foi contratado por empresa
ligada ao município. A ação tentava desconstituir
decisão judicial que julgou improcedente o pedido e, conseqüentemente,
rejeitou a existência do direito à estabilidade na época
da promulgação da Constituição Federal.
O relator do processo foi o ministro Emmanoel Pereira.
A reclamação trabalhista que deu origem à ação
rescisória foi ajuizada na Vara do Trabalho de Osasco (SP) em
1990. Nela, o supervisor de obras alegava ter sido contratado irregularmente
pela Prosasco – Progresso de Osasco S/A, empresa de economia
mista municipal, entre 1983 e 1984, mas que, na verdade, a prestação
de serviços se dava de forma direta para o município.
No seu entendimento, o fato de ter sido demitido num dia e, no dia
seguinte, admitido diretamente pelo município evidenciava a
ocorrência de fraude na contratação. Pediu, então,
a unicidade dos contratos e a declaração de estabilidade
no emprego de acordo com o artigo 19 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (ADCT), pois, considerando ter
sido contratado em 1983, na promulgação da Constituição
Federal, em 1988, já teria mais de cinco anos de serviços
prestados ao município.
A decisão foi no sentido de não haver qualquer irregularidade
em sua contratação, pois a relação de emprego
com a Prosasco decorreu de convênio legal firmado entre a empresa
e o município. O processo transitou em julgado em agosto de
2000, após a SDI-1 do TST ter rejeitado embargos do trabalhador,
mantendo acórdão da Segunda Turma do TST que negou provimento
a seu recurso de revista. Em 2001, o trabalhador ajuizou a ação
rescisória visando à desconstituição da
decisão, insistindo na tese de que sua contratação,
por meio de empresa interposta, “teve o nítido objetivo
de fraudar a lei trabalhista”. Alegou violação
dos artigos 9º e 458 da CLT e 19 do ADCT.
O ministro Emmanoel Pereira ressaltou em seu voto que a decisão
que indeferiu o pedido de reconhecimento de vínculo baseou-se
no entendimento de que não houve fraude na contratação. “Não
reconhecida a unicidade contratual, ficou prejudicado o exame do artigo
19 do ADCT”, afirmou. Para se chegar a conclusão diversa
e reconhecer a afronta aos dispositivos citados, seria necessário
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