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Diário Vermelho, 8
de junho de 2007
Câmara dos Deputados
defende volta da verba indenizatória
A Câmara dos Deputados entrou com recurso no Tribunal Regional
Federal (TRF) da 1ª Região contra decisão da Justiça
Federal da primeira instância que suspendeu o pagamento da verba
indenizatória a parlamentares. Cada um deles tinha direito a um
reembolso máximo de R$ 15 mil mensais, contra apresentação
de notas fiscais. O recurso foi apresentado nesta quarta-feira (6) pela
assessoria jurídica da casa.
De acordo com assessoria da Câmara, o presidente da casa, deputado
Arlindo Chinaglia (PT-SP), solicitou à Advocacia Geral da União
que desse entrada a um pedido de suspensão de segurança.
A decisão, em caráter liminar, da juíza Mônica
Sifuentes, determinou a suspensão imediata do pagamento da verba.
A verba indenizatória é utilizada, por exemplo, para
gastos com combustíveis, manutenção de escritórios
no estado e ressarcimento de despesas em função de atividade
parlamentar (aluguel de escritórios estaduais, transporte e
divulgação do mandato parlamentar, entre outros). No
entender da juíza, a despesa com aluguel já está prevista
na concessão do auxílio-moradia.
“Para manutenção de escritórios existe
a previsão da verba de gabinete. Para locomoção
parlamentar, conta com o auxílio de cotas de transporte aéreo,
semestralmente reajustado. Sem mencionar aquelas verbas relacionadas
ao exercício do mandato parlamentar com uma verba para gastos
de telefonia e correspondência, ou confecção de
trabalhos gráficos".
Justificativas
Em nota, a assessoria da Câmara nega que haja duplicidade dos
gastos. E aponta diferenças entre os gastos cobertos pela verba
indenizatória e a verba de gabinete. "A primeira é utilizada
exclusivamente para despesas do parlamentar com o seu escritório
no estado e a segunda se refre ao pessoal contratado diretamente pela
Câmara para servir nos gabinetes de Brasília. Da mesma
forma, as despesas com transporte do parlamentar em sua base eleitoral,
cobertas também pela verba indenizatória, não
se confundem com a cota de passagens aéreas usadas para o deslocamento
do parlamentar do estado para Brasília", diz nota.
Cada gabinete tem direito a receber a verba indenizatória mediante
comprovação de gastos por nota fiscal.
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Folha
de São Paulo, 8 de junho de 2007
Governo usa MP para criar gasto de
R$ 1,8 bi
Autorizadas pela Constituição
apenas em casos de despesas urgentes, medidas provisórias
são direcionadas a obras do PAC
Nunca a gestão Lula recorreu tanto
ao artifício de incluir despesas no Orçamento via
MPs em tão curto período de tempo como neste ano
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Menos de quatro meses desde a sanção do Orçamento
deste ano, o governo federal já criou gastos de R$ 1,8
bilhão por medidas provisórias -expediente que,
pela Constituição, deveria "atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra,
comoção interna ou calamidade pública".
Em vez responder a emergências, as medidas provisórias têm
servido, entre outras finalidades, para reforçar as obras do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento) sem a negociação
aberta de verbas com o Congresso Nacional -se existem, as negociações
se dão nos bastidores.
Levantamento feito pela Folha aponta que o governo Luiz Inácio
Lula da Silva nunca recorreu tanto, em tão curto espaço
de tempo, ao artifício de incluir despesas na lei orçamentária
por medidas provisórias. Os setores e objetivos atendidos tampouco
estiveram tão distantes das exigências constitucionais.
Um dos projetos beneficiados evidencia com o próprio nome oficial
-Conservação Preventiva e Rotineira de Rodovias- a impropriedade
dos R$ 250 milhões recebidos a título de "despesas
imprevisíveis e urgentes". Trata-se de uma rubrica orçamentária
incluída no PAC que engloba ações em todos os Estados.
No Orçamento, sancionado em fevereiro, sua dotação
era de apenas R$ 158 milhões; em abril, o governo elevou a verba
em 158%.
Sem calamidade
Outra obra incluída na lista dos investimentos prioritários
em infra-estrutura teve um aumento ainda mais impressionante, nem de
longe justificável por uma calamidade ou comoção:
a construção do trecho da ferrovia Norte-Sul entre Palmas
e Aguiarnópolis, no Estado do Tocantins.
No caso, não é inusitado apenas que uma ferrovia iniciada
na década de 80 seja considerada uma despesa imprevisível.
Mais heterodoxo é que uma obra selecionada desde 2005 para o núcleo
de investimentos estratégicos do governo tenha recebido apenas
R$ 5 milhões no Orçamento deste ano -agora elevados para
R$ 300 milhões pelo governo.
A dança aparentemente aleatória dos números esconde
uma estratégia do governo federal, que tem manipulado as verbas
do PAC com o objetivo de privilegiar as obras mais propensas a vencer
neste ano os obstáculos burocráticos aos investimentos
públicos.
Mas o expediente de criar gastos por medidas provisórias não é usado
apenas para obter números mais vistosos para o Programa de Aceleração
do Crescimento. Na lista de programas e setores beneficiados pelos recursos,
há destinos tão diferentes como os Jogos Pan-Americanos
do Rio de Janeiro e pequenos projetos de irrigação no Nordeste.
Em todos os exemplos, há um drible do Executivo no Legislativo.
Emendas bloqueadas
Enquanto amplia gastos por medidas provisórias, o governo federal
mantém bloqueados cerca de R$ 16,4 bilhões em despesas
previstas na lei orçamentária aprovada pelo Congresso -a
maior parte delas resultantes de emendas dos deputados e senadores.
O bloqueio, ou contingenciamento, é promovido a cada início
do ano para garantir o cumprimento das metas fiscais. Ao longo do ano,
conforme se confirma a receita estimada no Orçamento, os gastos
vão sendo liberados.
Desde o contingenciamento deste ano, a previsão de arrecadação
já foi elevada em R$ 2,3 bilhões, mas os gastos permaneceram
bloqueados porque a projeção de despesas obrigatórias
também foi elevada -as despesas criadas por medida provisória,
chamadas de créditos extraordinários, são classificadas
como obrigatórias.
O Congresso, teoricamente, participa dessas decisões, ao votar
as medidas provisórias. Na prática, o governo pode realizar
os gastos "propostos" antes da aprovação das
medidas pelos deputados e senadores.
Nas medidas provisórias deste ano, apenas duas iniciativas parecem
se encaixar mais claramente nas exigências feitas pela Constituição:
R$ 150 milhões para "resposta a desastres" (não
especificados na justificativa da medida) e R$ 25 milhões para
atender a recomendações de estudos recém-concluídos
a respeito do combate à febre aftosa do rebanho bovino.
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Gazeta do Povo, 8 de junho
de 2007
ECONOMIA | SETOR MADEIREIRO
Dólar reduz as
exportações de madeira e empresas demitem
Só recuperação dos preços internacionais
tem garantido estabilidade à receita
por ROSANA FÉLIX
Saiba mais sobre o setor madeireiro
A queda contínua do dólar, que de janeiro de 2006 até o
início deste mês teve variação negativa
de 18,4%, golpeou duramente o setor madeireiro no Brasil. As exportações
de madeira e manufaturas de madeira caíram de 2,3 milhões
de toneladas no primeiro quadrimestre de 2005 para 1,8 milhão
no mesmo período de 2007, de acordo com dados da balança
comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio (MDIC). Alguns subsetores conseguiram redirecionar
a produção para o mercado interno, mas, no geral, o quadro é bastante
desanimador. No Paraná, fábricas de compensados de madeira
reduziram as linhas e o número de empregados.
Entre janeiro e abril deste ano, o volume de madeira exportado teve
queda de 4,58%. Considerando-se apenas a madeira compensada ou contraplacada,
a variação foi de -23%, passando de 439 mil toneladas
para 337 mil. Em relação ao mesmo período de 2005,
a redução foi de 37,7%, quando foram exportadas 541 mil
toneladas.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira
da Indústria Processada Mecanicamente (Abimci), Antônio
Rubens Camilotti, a situação só não é pior
por causa da recuperação dos preços internacionais,
o que garantiu uma receita estável nos últimos anos,
apesar da queda do volume exportado. Em 2005, o valor exportado de
madeira no primeiro quadrimestre foi de US$ 996 milhões, contra
US$ 1 bilhão neste ano. “Além disso, o reaquecimento
da construção civil possibilitou o redirecionamento de
parte da produção”, explica.
O dólar baixo atinge duramente o setor porque a maior parte
da produção é voltada para a exportação.
Camilotti cita os dados mais recentes, de 2005: de um faturamento de
US$ 6,9 bilhões, US$ 3,9 bilhões vieram das exportações.
A Formacompi, de União da Vitória, produzia e exportava
5,5 mil metros cúbicos de compensados por mês há cerca
de dois anos. Agora esse número se reduziu para 3 mil. O reflexo
direto foi a redução do número de funcionários,
de 550 para 330. “A tendência é piorar. No Brasil,
a produção nacional de compensados é muito maior
do que a demanda interna. O excesso de oferta avilta os preços
e por isso também há prejuízo”, diz o diretor
José Luiz Dissenha.
As três unidades da F.V. de Araújo, em Curitiba, Irati
e Tunas do Paraná, também estão operando com menos
funcionários. O corte foi de 30% e hoje há 200 trabalhadores
que produzem cerca de 2 mil metros cúbicos de compensados. Há dois
anos, a produção era de 3 mil.
Apesar das dificuldades com o câmbio, algumas empresas continuam
exportando. De acordo com Camilotti, cerca de 60% das 175 indústrias
associadas à Abimci possuem áreas próprias de
reflorestamento. “Elas consideram o preço médio
histórico e por isso mantêm os volumes exportados mesmo
com o câmbio desfavorável”, diz.
Mais dificuldades
Mesmo assim, há outros entraves, como a greve de funcionários
do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovavéis
(Ibama), que paralisa as exportações pela falta de vistoria
das cargas. O Porto de Paranaguá, que têm armazéns
cheios de madeira, ainda não sentiu o impacto da paralisação.
Mas isso deve ocorrer nos próximos dias, já que há caminhões
carregando madeira para o porto todos os dias, segundo Camilotti. “Estamos
analisando que medidas podemos tomar para, no caso de a greve persistir,
as empresas não perderem os embarques”, conta Camilotti.
As entidades do setor madeireiro também estão se mobilizando
para reivindicar ao governo federal um pacote de desoneração
tributária para as exportações. “A reversão
do quadro atual depende de uma taxa cambial mais favorável,
o que não deve ocorrer no curto ou médio prazo, ou então
da compensação tributária”, diz o presidente
da Abimci. Ele cita dados de 2005 que mostram que dos US$ 6,9 bilhões
faturados por toda a indústria de madeira, US$ 1,9 bilhão
foram pagos em impostos. “O Brasil tem um produto muito competitivo,
mas quando ele chega no porto, a situação muda”,
diz.
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Gazeta do Povo, 8 de junho
de 2007
ECONOMIA | SETOR MADEIREIRO
Reação
inclui cortar custos e optar pelos contêineres
O setor madeireiro não quer ficar apenas esperando
o governo federal tomar alguma atitude que dê fôlego
ao setor, prejudicado pela valorização do real.
As empresas têm feito corte de gastos, principalmente
em relação à mão-de-obra, e modificado
processos de produção e logística. “Não
dá para ficar esperando sempre. Temos de melhorar
os processos internos, aumentar a produtividade e não
ficar apenas pensando em reduzir a gordura, apesar disso
ser inevitável”, conta o diretor comercial da
F.V. de Araújo, Juliano Vieira de Araújo.
Uma mudança importante na venda de madeira para o exterior,
que se intensificou nos últimos anos, foi a migração
da exportação como carga geral para a exportação
via contêineres. O Porto de Antonina, onde a madeira tinha uma
participação importante, vem registrando queda na movimentação
do produto como carga geral. Em 2006, foram embarcadas apenas 79 mil
toneladas, contra 137 mil do ano anterior. “Está ocorrendo
uma migração para o contêiner. O setor agrega valor
e acaba escolhendo essa opção”, diz o diretor superintendente
do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez
Moraes e Silva. Do total exportado pelo TCP em abril, por exemplo,
a madeira correspondeu a 21,3% do total, e a madeira beneficiada, 13,6%.
De acordo com o presidente da Abimci, o frete do contêiner sai
mais em conta do que enviar a carga solta nos navios. “O custo é menor
quando enviamos carga para países com os quais o Brasil tem
muitas trocas comerciais. O contêiner vai cheio, com produtos
brasileiros, e volta com produtos importados”, diz. Esse movimento,
quando o real estava muito desvalorizado em relação ao
dólar, não era possível. “No auge da desvalorização,
montamos um pool de empresas para trazer navios com contêineres
vazios. Também não era ideal”, diz. Segundo ele, é preciso
haver um equilíbrio no câmbio, que permita às empresas
que têm competitividade concorrer nos mercados externos. (RF)
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Gazeta do Povo, 8 de junho
de 2007
ECONOMIA | LEVANTAMENTO
Fiep prepara cadastro
da indústria
O Sistema Federação das Indústrias
do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional
de Negócios (CIN), está cadastrando e atualizando
os dados das indústrias instaladas no estado. Eles
serão publicados na 10.ª edição
do Cadastro das Indústrias do Paraná, em 2008.
Disponível em versão impressa e eletrônica
e editado anualmente, o cadastro é a listagem mais
completa das indústrias paranaenses.
A atualização e cadastramento dos dados, assim como
a sua publicação, são gratuitos e devem ser feitos
pelo site: www.fiepr.org.br/fiepr/catalogo. A última edição
do cadastro reuniu informações de 5.602 empresas e dados
importantes de mais de 850 estabelecimentos que possuem certificação
de qualidade; de 1.415 exportadores; e de cerca de mil exportadores
e importadores. Mais informações, pelo telefone (41)
3271-9107 ou no site: www.cinpr.org.br .
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Gazeta do Povo, 8 de junho
de 2007
ECONOMIA | IBGE
Índice da construção
civil sobe 0,9% em maio
O Índice Nacional da Construção
Civil (INCC) – calculado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio
com a Caixa Econômica Federal (CEF) – teve variação
de 0,9% em maio e avançou 0,49 ponto percentual em
relação a abril (0,41%). O resultado foi pressionado
pelos reajustes salariais ocorridos em vários estados.
No acumulado no ano, o índice ficou em 2,62% e, nos últimos
12 meses, em 5,17%. Em comparação com maio de 2006 (1,20%),
o índice atual ficou abaixo 0,3 ponto percentual.
O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 580,75 em abril para
R$ 585,96 em maio, sendo R$ 335,94 relativos aos materiais e R$ 250,02 à mão-de-obra.
O metro quadrado mais caro é o de Roraima (R$ 690,48) e, o
mais barato, o do Piauí (R$ 506,14). O Rio de Janeiro tem o
segundo custo mais alto (R$ 659,08) e, São Paulo, o terceiro
(R$ 651,27). No Paraná, o metro quadrado custa R$ 579,98.
A parcela dos materiais teve variação de 0,13% em maio,
contra 0,36% de abril. A mão-de-obra avançou 1,48 ponto
percentual, passando de 0,46% em abril, para 1,94% em maio. Os índices
acumulados foram, no ano, de 1,68% (materiais) e 3,91% (mão-de-obra)
e, nos últimos 12 meses, de 4,40% (materiais) e 6,24% (mão-de-obra).
Pressionado pelo Espírito Santo (2,75%) e por São Paulo
(1,68%), o Sudeste teve o maior índice regional (1,19%) em maio.
Ainda acima da média nacional (0,90%), ficou o Sul, com variação
de 0,94% em maio. As demais variações regionais ficaram
abaixo do índice nacional: Centro-Oeste (0,69%), Nordeste (0,66%)
e Norte (0,27%).
Metro quadrado
Piauí - R$ 506,14
Espírito Santo - R$ 520,46
Rio Grande do Norte - R$ 523,69
Rondônia - R$ 527,18
Sergipe - R$ 533,97
Pernambuco - R$ 535,69
Goiás - R$ 536,80
Paraíba - R$ 537,07
Ceará - R$ 541,05
Mato Grosso - R$ 547,02
Pará - R$ 550,65
Mato Grosso do Sul - R$ 551,54
Maranhão - R$ 554,84
Minas Gerais - R$ 556,02
Acre - R$ 556,99
Amapá - R$ 569,34
Santa Catarina - R$ 574,66
Rio Grande do Sul - R$ 576,21
Bahia - R$ 577,95
Paraná - R$ 579,98
Tocantins - R$ 586,97
Alagoas - R$ 588,89
Amazonas - R$ 594,69
Distrito Federal - R$ 608,80
São Paulo - R$ 651,27
Rio de Janeiro - R$ 659,08
Roraima - R$ 690,48
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Gazeta do Povo, 8 de junho
de 2007
ECONOMIA | FIEP 2
Palestra discute Supersimples
A Universidade da Indústria (Unindus), em parceria
com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP)
e o Sebrae, promovem no próximo dia 13 de junho, a
partir das 8h30, a palestra “Impactos e Oportunidades
com a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas”.
O objetivo é abordar os principais pontos da legislação
que institui o Supersimples – nova estrutura tributária
para estas empresas. A palestra será ministrada pelo economista
Ricardo Tortorella, superintendente do Sebrae-SP, consultor do FMI
e das Nações Unidas. Tortorella participou da elaboração
da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. As inscrições
são gratuitas e podem ser feitas no site: www.unindus.org.br
ou pelo telefone: (41) 3271-7735.
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Folha de Londrina, 8 de junho
de 2007
SEU DIREITO: Indenização
Fui atropelada por uma moto há 40 dias. Entre as lesões
sofridas, fiquei 20 dias com a perna engessada, gastei com antibióticos
e estou fazendo tratamento de fisioterapia. Tenho direito a ter parte
dos gastos com médicos e remédios ressarcido? A seguradora
da moto é a responsável pelas despesas? Registrei o Boletim
de Ocorrência e fui socorrida pelo Siate.
A responsabilidade do causador do acidente de trânsito envolve
três esferas: a civil, que busca a indenização
pelos danos causados à vítima; a penal, que objetiva
o cumprimento de uma pena pelo causador do dano; e aquela prevista
no Código Brasileiro de Trânsito, que inclui a aplicação
de multas e outras medidas administrativas.
Como a leitora está interessada em ressarcimento de despesas
que teve em decorrência do acidente, ela busca uma reparação
civil. Conforme dispõe o Código Civil (art. 186), aquele
que, por ação ou omissão voluntária, negligência
ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem comete
ato ilícito e deve responder pelos danos que causar à vítima.
Deste modo, se o condutor da moto foi o responsável pelo acidente
que causou essas lesões à leitora, ele deve responder
pelos prejuízos. O pagamento inclui as despesas que ela teve
com médicos, aquisição de remédios, tratamentos
de fisioterapia, e, ainda, os lucros cessantes, ou seja, os valores
que a leitora deixou de ganhar por conta do seu afastamento das atividades
usuais, devido às lesões sofridas.
Ademais, a leitora tem direito ao ressarcimento pelos danos morais,
caso ela tenha sofrido problemas emocionais por conta do acidente.
Caso os ferimentos causados pelo atropelamento tenham excluído
ou diminuído a habilidade da leitora para o trabalho que rotineiramente
realizava, ela poderá ainda requerer uma pensão vitalícia
mensal ao causador dos danos.
Quanto à possibilidade de a leitora ser ressarcida pela seguradora
do condutor da moto, é preciso verificar qual o tipo de seguro
contratado por ele. De fato, existe o seguro de responsabilidade civil
contra terceiros, que indeniza os danos causados a vítimas de
acidente envolvidas com o veículo segurado.
Em geral, o seguro de responsabilidade civil abrange reembolso de
despesas médicas, indenização em caso de morte
ou invalidez da vítima, entre outras formas de pagamento. Contudo, é preciso
observar qual o tipo de seguro contratado pelo condutor da moto, e
qual a sua abrangência. Karla Saory
Moriya Nidahara, advogada | servico@folhadelondrina.com.br.
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Folha de Londrina, 8 de junho
de 2007
Petrobras investe US$
2,5 bilhões na Repar
Recursos serão aplicados
até 2011 para a produção de combustíveis
menos poluentes na refinaria
Curitiba - Ao completar 30 anos em atividade, a Refinaria Presidente
Getúlio Vargas (Repar) - subsidiária da Petrobras em
Araucária, Região Metropolitana de Curitiba - volta seu
foco para produção de combustíveis menos poluentes
e para o processamento de petróleo 100% nacional. Com os investimentos
de US$ 2,5 bilhões, que serão aplicados até 2011,
a empresa quer, ainda, ganhar em competitividade, ampliando a oferta
de produtos nobres: diesel (o carro-chefe), gasolina e gás de
cozinha (GLP).
''O maior investimento da Petrobras no refino será na Repar.
O valor investido é uma nova refinaria'', afirmou o gerente
geral da Repar, João Adolfo Oderich, ao recepcionar jornalistas,
esta semana, na refinaria, como parte da programação
do aniversário, que será comemorado, oficialmente, no
próximo dia 27. Segundo ele, a nacionalização
do petróleo processado pela Petrobras faz parte do programa
de investimentos da estatal no País, que, hoje, importa cerca
de 15% do produto. Na Repar, a dependência do petróleo
de fora é ainda maior: cerca de 30%. Isso, porque a planta da
Repar não foi projetada para processar o petróleo nacional
- que é mais pesado -, garantindo o máximo aproveitamento
do produto para a transformação em derivados nobres.
O gerente de Empreendimentos da Repar, Oscar Tokikawa, explicou que
a ampliação no processamento de petróleo nacional
na planta de Araucária será possível a partir
da implantação da nova unidade, que começará a
ser construída em agosto. Metade dos investimentos irão
para esse complexo, que transformará óleo combustível
em diesel, gás combustível, GLP, gasolina, coque (combustível
usado na indústria siderúrgica, de cimento, alumínio
e termoelétricas) e gasóleo. O início da operação
está previsto para dezembro de 2008. Serão 3 milhões
de litros a mais, que os 32 milhões de litros diários
processados hoje.
As novas unidades de hidrotratamento - também parte do complexo
- têm o propósito de atender a legislação
ambiental, reduzindo a concentração de enxofre, tanto
no diesel como na gasolina, para 50 partes por milhão (ppm),
até 2010. A Repar já investiu, no ano passado, US$ 750
milhões para produzir o diesel metropolitano, que tem concentração
de 500 ppm, além dos investimentos feitos na produção
do biocombustível (HBIO).
O complexo para gasolina produzirá 6 milhões de litro/dia.
A emissão de poluentes dos 625 mil veículos de Curitiba
(frota estimada atual) com o uso da gasolina de menor teor de enxofre,
equivalerá a 40 mil veículos circulando, comparou Tokikawa.
Um próximo passo, adiantou o gerente, será a construção
de uma unidade de ''hidrocraqueamento catalítico'' para transformação
de diesel e gasolina com concentrações de enxofre inferiores
a 50 ppm.
O programa de modernização e expansão, que irá dobrar
a complexidade da planta paranaense, começa a sair do papel
com as obras, já em andamento, da nova caldeira de geração
de vapor. A unidade terá capacidade para 180 toneladas de vapor
por hora e deve ser concluída em março de 2008. Ainda
este ano, começam as obras da unidade de propeno, que garantirá auto-suficiência
na produção desse gás.
Diesel e gasolina representam quase 80% da produção
atual. A refinaria, que atende os mercados do Paraná, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e parte de São
Paulo, responde por 12% da produção nacional.
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Folha de Londrina, 8 de junho
de 2007
Até 2011 serão
gerados 17 mil empregos
Curitiba - Os investimentos da Refinaria Presidente Getúlio Vargas
(Repar) deverão gerar, até 2011, 17 mil postos de trabalho
diretos. Uma das preocupações, segundo o gerente de Recursos
Humanos da empresa, Juarez Casnok, é assegurar que a maior parte
dessa mão-de-obra seja contratada no próprio município
de Araucária e demais cidades da região metropolitana.
Por isso, a Repar, junto de outras instituições, vem investindo
na qualificação profissional.
De acordo com Casnok, estima-se que 90% das empresas, que assumirão
as obras, virão de outros estados. A intenção
da Repar é dispor de um banco de mão-de-obra para oferecer
a essas empresas e evitar a ''importação'' de trabalhadores.
Um ou outro consórcio deve incorporar empresas paranaenses,
mais voltadas para a parte de construção civil, afirmou
ele.
Casnok contou que a parada operacional realizada, em 2004, serviu
para a refinaria despertar para a necessidade de investir em capacitação.
Os serviços de manutenção empregaram aproximadamente
6 mil trabalhadores, dos quais perto de 4 mil tiveram que ser contratados
em São Paulo e outros estados em função da carência
de profissionais qualificados no Paraná para atividades como
operador de caldeira, montador e soldador.
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Folha de Londrina, 8 de junho
de 2007
Funcionários
da Sanepar páram por melhores salários
A população paranaense pode sofrer com a falta de água
a partir de segunda-feira (11). Os funcionários da Sanepar decidiram,
no início da noite desta quarta-feira (06), paralisar atividades
na próxima semana. Os trabalhadores e a direção
da empresa não conseguiram chegar a um acordo sobre o reajuste
salarial da categoria.
Os funcionários pediram 20% de reposição salarial,
correspondente a perdas acumuladas em 10 anos. Por outro lado, a Sanepar
ofereceu a inflação do último ano: 3,12%. Uma
outra proposta chegou a ser discutida: os trabalhadores deixavam de
pedir os 20%, caso conseguissem aumento de R$ 224,00 para todos. No
entanto, a empresa apresentou contraproposta: ofereceu reajuste de
10,89% para quem ganha até R$ 974,7% para quem recebe entre
R$ 975 e R$ 1.259, e 3,12% para quem ganha acima desses valores. Não
houve acordo. Cerca de seis mil pessoas trabalham na empresa em todo
o Estado.
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Folha de Londrina, 8 de junho
de 2007
Inscrições
para o ProUni encerram neste sábado
O Ministério da Educação (MEC) recebe até as
21h deste sábado (09) pela internet as inscrições
para o Programa Universidade para Todos (ProUni). O ProUni oferece 54.816
bolsas de estudos integrais e parciais para cursos que iniciam no segundo
semestre deste ano.
Participantes do Enem podem concorrer a bolsas
do ProUni
Os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) em 2006 podem concorrer a 50 mil bolsas do Programa Universidade
para Todos (ProUni). Somadas às do primeiro semestre, as bolsas
agora oferecidas totalizam 160 mil apenas este ano. Em 2008, o número
será ainda maior. Até 2010, 400 mil bolsas devem ser oferecidas.
O Enem é obrigatório para o candidato a vaga no ProUni.
Portanto, para concorrer às bolsas de 2008, os estudantes que
estão concluindo o ensino médio e os que já o
concluíram em anos anteriores devem se inscrever até 15
de junho. Neste primeiro semestre, 97.072 dos 2.783.001 participantes
do Enem de 2006 foram contemplados.
O ProUni oferece bolsas parciais e integrais em cursos de graduação
ou seqüenciais de formação específica para
estudantes de baixa renda. A nota do Enem é utilizada como critério
de seleção para a concessão de bolsas - quanto
maior a nota, maior a chance de o candidato escolher o curso e a instituição
no qual estudará.
O candidato precisa ter atingido no mínimo 45 pontos no Enem
(média entre as provas de redação e conhecimentos
gerais). Além disso, é necessário ter cursado
todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista
integral da rede particular; comprovar renda familiar por pessoa de
até um salário mínimo e meio (R$ 570,00) para
concorrer à bolsa integral e de até três salários
mínimos (R$ 1.140,00) para a bolsa parcial (50% do valor da
mensalidade).
As inscrições serão feitas somente pela internet,
na página eletrônica do programa:
http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/
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Jornal do Estado, 8 de junho
de 2007
PIS/PASEP
Codefat aprova novo
calendário do abono
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou
na quarta-feira o calendário de pagamento do benefício
do abono salarial para o exercício 2006/2007, que começa
em agosto desse ano e termina em junho do ano que vem.
Ao todo são 12,5 milhões de pessoas que têm direito
a receber o benefício de um salário mínimo, cerca
de 10% a mais que o número de trabalhadores identificados pela
Relação Anual de Informações Sociais (Rais)
no exercício anterior, quando 11 milhões de trabalhadores
tiveram direito ao abono. Têm direito ao abono salarial equivalente
a um salário mínimo os trabalhadores e servidores públicos
que foram cadastrados no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco
anos (até 2002), tenham trabalhado, pelo menos, 30 dias em 2006
e recebido, em média, dois salários mínimos no
período.
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O Estado do Paraná,
8 de junho de 2007
Economia
DRT discute igualdade
nas negociações
A Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR) promove na
próxima quarta-feira, dia 13, seminário de “Promoção
de Igualdade nas Negociações Coletivas”, que irá apresentar
e discutir a inserção de cláusulas de combate à discriminação
e igualdade de oportunidades em Acordos e Convenções Coletivas
de Trabalho (CCTs). As inscrições para o evento - que é destinado às
entidades sindicais - vão até o dia 11 e podem ser feitas
pelos telefones (41) 3219-7764 e 3219-7775. O seminário será às
14h, no auditório da DRT/PR.
De acordo com a delegada substituta da DRT, Leila Raboni, o objetivo
do seminário é sensibilizar e conscientizar entidades
sindicais sobre as cláusulas sociais nas CCTs. O seminário
contará com a abertura do delegado regional do Trabalho, Geraldo
Serathiuk. Em seguida, a coordenadora do Núcleo de Igualdade
e Combate à Discriminação, Regina Canto do Canto,
apresentará as ações do núcleo.
O evento será encerrado com a palestra do chefe da seção
de relações do trabalho (Seret) da DRT, Fábio
Lantmann, que falará sobre a Convenção n.º 111
e a promoção da igualdade na negociação
coletiva.
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Folha de São Paulo,
8 de junho de 2007
CÚPULA GLOBAL
G8 evita compromisso
com metas no clima
Texto final reconhece necessidade
de "redução substancial" nas emissões
poluentes, mas não especifica como chegar lá
Única concessão dos EUA foi concordar
em "considerar seriamente" iniciativas contra aquecimento
já adotadas por UE e Japão
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL À ALEMANHA
A cúpula 2007 do G8, o clube das sete maiores economias do
mundo mais a Rússia, terminou ontem com o mero reconhecimento
do óbvio em matéria de ambiente: o documento final diz
que que o grupo reconhece a necessidade de "reduzir substancialmente" a
emissão dos gases que provocam o aquecimento global. Depois
que o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática
produziu recentemente um texto devastador sobre as conseqüências
do aquecimento global, os países ricos, os maiores poluentes,
não poderiam deixar de dizer o que disseram ontem.
Mas a presidência, a cargo da Alemanha neste ano, queria muito
mais: queria metas numéricas específicas. Queria que
o G8 fixasse 2C como o máximo tolerável para o aumento
da temperatura média no planeta, para o que seria necessário
cortar pela metade, sobre os níveis de 1990, a emissão
dos gases do efeito estufa até 2050.
Os Estados Unidos vetaram metas precisas, do que resultou um comunicado
aguado, no qual só um ponto passa perto do projeto original
da Alemanha: o G8 diz que "considerará seriamente" as
decisões já tomadas pela União Européia,
o Canadá e o Japão, as quais incluem cortar ao menos
pela metade as emissões até 2050.
Nada no documento, no entanto, é de cumprimento obrigatório
pelas partes. Mesmo assim, Angela Merkel, a anfitriã como chanceler
da Alemanha, soltou a comemoração de praxe nesse tipo
de evento. "É um grande passo adiante", disse. "Posso
viver muito bem com esse tipo de compromisso." Só Nicolas
Sarkozy, recém-eleito presidente da França e que, durante
a campanha, foi retratado pela esquerda como "um neoconservador
americano com passaporte francês", distinguiu-se pela crítica
ao texto, ainda que elegante e velada. "O acordo é significativo,
mas eu preferiria metas obrigatórias", disse. E ainda acrescentou: "Não
dá para esperar".
Chama da discórdia
Já os EUA, como é natural, festejaram genuinamente e,
ao mesmo tempo, mantiveram no ar a chama da discórdia com o
mundo em desenvolvimento. O assessor da Casa Branca Steve Hadley disse
que o compromisso do G8 é "muito consistente" com
as idéias do presidente Bush sobre a necessidade de cooperação
entre países ricos e economias emergentes para combater o aquecimento
global. "É preciso haver uma meta de longo prazo para reduzir
substancialmente as emissões, mas fixar tais metas exige a participação
de todos os países emissores, incluindo a China e a Índia",
completa.
A China, a Índia (e o Brasil) não aceitam uma distribuição
igual da carga pelo combate à mudança climática
entre países ricos e em desenvolvimento porque dizem que foi
e ainda é o mundo desenvolvido o maior responsável pelo
problema.
Agora, os próximos passos na batalha contra
o aquecimento global serão os seguintes:
1 - Hoje, o G8 ouve o grupo de cinco países convidados, Brasil
inclusive. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proporá uma
nova reunião como a Eco-92, realizada no Rio, para 2012. Seria
a Rio+20.
2 - Antes, em setembro, a ONU organiza um jantar com os presidentes
de cerca de 15 países para discutir o tema. Lula e Bush estarão
presentes.
3 - Imediatamente depois, Bush organiza a sua própria reunião,
com os 15 países que são considerados responsáveis
pela emissão de 85% dos gases do efeito estufa, Brasil incluído.
4 - Em novembro, na Indonésia, os peritos da ONU voltam a discutir
os detalhes de um eventual acordo que substitua o Protocolo de Kyoto,
que vence precisamente em 2012.
O protocolo foi a mais ambiciosa meta para conter a mudança
climática, frustrado porque os EUA, o maior emissor de gases,
não participaram.
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Folha de São Paulo,
8 de junho de 2007
RESTITUIÇÕES
Consulta ao 1º lote
do IR começa hoje
DA REPORTAGEM LOCAL
A Receita Federal libera hoje, a partir das 8h, a consulta ao primeiro
lote de restituições do IR deste ano. Nesse lote, mais
de 930 mil contribuintes terão devolução de imposto.
A consulta está no site www.receita.fazenda.gov.br ou pelo telefone
0300-789-0300. São 932.794 restituições, no total
de R$ 1 bilhão.
O dinheiro estará disponível para saque no dia 15 e
virá corrigido em 2,03%, referentes à Selic de maio (1,03%)
e 1% deste mês. O primeiro lote de restituições
deste ano beneficiará os contribuintes com 60 anos ou mais,
conforme o Estatuto do Idoso. Os 850 mil contribuintes que ficaram
retidos na malha fina já podem consultar, no site da Receita,
o motivo da retenção da declaração. A consulta é feita
no site da Receita, clicando em "IRPF - Extrato Simplificado do
Processamento".
É preciso informar o CPF (com dígito e sem traço),
o número do recibo de entrega (os dez primeiros dígitos)
e o código de segurança pedido (quatro caracteres). Com
a consulta, o contribuinte pode checar qual a pendência detectada.
Conforme o caso, a melhor solução para resolver o problema é fazer
uma declaração retificadora.
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Última Instância,
8 de junho de 2007
Brasil pode ter dois
novos partidos políticos registrados no TSE
Está em processo de análise no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
dois requerimentos para a criação de novos partidos políticos.
Se aprovados, o país passará a contar com 30 legendas,
que terão direito a repartir R$ 121,174 milhões de recursos
do fundo partidário, mais R$ 22,832 milhões em multas eleitorais.
O ministro Caputo Bastos analisa pedidos diversos do PF (Partido Federalista)
e do PND (Partido Nacionalista Democrático). Ambos entraram
na pauta de julgamento da sessão plenária de terça-feira
(5/6), mas tiveram o julgamento adiado.
No primeiro caso, o presidente nacional do PF, Thomas Korontai, pede
para ser dispensado da obrigação do artigo 7º, parágrafo
1º, da Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos), que obriga
para a fundação da legenda, o recolhimento de 468.890
assinaturas de apoio. O número foi atualizado a partir do número
de votos obtidos para a Câmara dos Deputados nas eleições
de 2006 para 93.777.913.
No segundo caso, o presidente da Comissão Executiva Nacional
Provisória do PND, almirante reformado Roberto Gama e Silva,
pede autorização ao TSE para recolher essas 468.890 assinaturas
pela Internet.
Novos partidos
Os requisitos para a fundação de novos partidos políticos
constam dos artigos 7º a 9º da Lei 9.096/95 e da Resolução
19.406/95 do TSE. O primeiro passo é a fundação
da nova legenda. A Resolução 19.406/95 exige um número
mínimo de 101 fundadores, sendo eleitores, com domicílio
eleitoral em, pelo menos, um terço dos Estados. Estes fundadores
devem elaborar o programa e o estatuto do partido e providenciar a
publicação dos mesmos no Diário Oficial. Em seguida, é preciso
obter o registro cível do partido no cartório da capital
federal.
O passo seguinte é o recolhimento das 468.890 assinaturas em
todo o território nacional. As assinaturas de apoio não
vinculam os signatários à legenda, isto é, não
os tornam filiados. Tanto que quem manifesta apoio pode ser filiado
a outro partido.
O artigo 7º, parágrafo 1º, da Lei 9.096/95, exige
o apoio de eleitores correspondente a, pelo menos, meio por cento dos
votos dados na última eleição geral para a Câmara
dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos,
distribuídos por um terço ou mais, dos Estados, com um
mínimo de um décimo por cento do eleitorado que haja
votado em cada um deles.
Direitos e deveres
Além da repartição dos recursos do fundo partidário,
os partidos têm direito a propaganda partidária gratuita,
gravada ou ao vivo, transmitida por rádio e televisão,
realizada entre as 19h30 e as 22h, para difundir os programas partidários
e transmitir mensagens aos filiados.
O tempo da propaganda varia conforme o tamanho da bancada. Por exemplo,
os maiores partidos têm direito a um programa em bloco por semestre,
com 10 minutos de duração, além de 20 minutos
por semestre em inserções nacionais e mais 20 minutos
por semestre para inserções estaduais.
Em contrapartida, os partidos são obrigados a prestar contas
anuais à Justiça Eleitoral, até o dia 30 de abril,
relativas ao exercício do ano anterior. As prestações
de contas devem conter a relação dos valores originários
do fundo partidário e em que foram aplicados pelos partidos.
Também devem indicar a origem e o valor das contribuições
e doações e a relação detalhada das receitas
e despesas da agremiação ao longo do ano.
A falta da prestação de contas, ou a desaprovação
total ou parcial das mesmas, implica a suspensão das cotas do
fundo partidário do ano seguinte ao do exercício analisado
(artigo 37 da Lei 9.096/95).
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho 
08/06/2007
TST reconhece horas extras a professora
que teve jornada dobrada
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão
do Tribunal Regional da 9ª Região (Paraná) que havia
negado o pagamento de horas extras a uma professora no interior do
Estado. Como conseqüência, foi restabelecida a sentença
da 2ª Vara do Trabalho de Ponta Grossa, que reconheceu o direito
ao pagamento das horas extras, e o processo foi remetido ao TRT para
julgar as demais matérias tidas como prejudicadas no julgamento
do recurso ordinário.
Contratada para trabalhar quatro horas por dia (20 horas semanais),
a professora teve sua jornada dobrada a partir de determinado período
em função de lei municipal que permitia ao município
convocar professores para prestar serviços de 40 horas semanais.
Durante esse período, ela recebia, em contrapartida, apenas
o valor do salário em dobro – e não o pagamento
de horas extras, nos termos da CLT, regime pelo qual havia sido contratada.
Essa diferença era paga sob os títulos “salário
substituição”, “gratificação
de regência de classe substituição” e outras
denominações.
A sentença da Vara do Trabalho determinou ao município
de Ponta Grossa o pagamento do adicional de 50% sobre as horas trabalhadas,
correspondendo a quatro horas extras diárias durante quatro
anos, com reflexos em repousos semanais remunerados, férias,
13º e FGTS, conforme normas da CLT. O município contestou
e obteve do TRT/PR a revogação da sentença, com
a conseqüente exclusão das horas extras e seus reflexos,
sob o fundamento de que as horas excedentes referiam-se a um segundo
contrato de trabalho.
Essa decisão, por sua vez, foi questionada pela autora da reclamação.
Mediante recurso de revista, ela apelou ao TST, argumentando que, em
virtude de um único contrato e de uma única anotação
em carteira de trabalho, permaneceu à disposição
de seu empregador por tempo de serviço além do contratado.
E que a existência de um segundo contrato, que deu suporte à decisão
do Regional, além de não ter sido objeto da contestação
do município, surgiu como mera suposição por parte
do TRT.
O relator da matéria no TST, ministro Carlos Alberto Reis de
Paula, manifestou-se pelo provimento do recurso, com a conseqüente
revogação da decisão do TRT. Para ele, não
se pode conceber que o excesso de trabalho além das 20 horas
semanais, por ter sido pautado em convocação pelo município,
possa caracterizar um novo contrato de trabalho que, por ausência
de aprovação em concurso público, seria nulo.
Com a aprovação do voto por unanimidade, a Terceira
Turma restabeleceu a sentença de primeiro grau, condenando o
município ao pagamento das horas extras, com reflexos e integrações,
e determinou o retorno dos autos ao TRT de origem para julgar, como
entender de direito, as demais matérias tidas como prejudicadas.
(RR-2858/2002-660-09-00.2)
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Limpeza de vasos sanitários
garante insalubridade em grau máximo
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o adicional
de insalubridade em grau máximo concedido a trabalhadora que
realizava a limpeza diária de vasos sanitários. A Turma
negou provimento a agravo da Fundação Zoobotânica
do Rio Grande do Sul, que pretendia reverter a condenação
fixada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS). Segundo o relator, juiz convocado Josenildo dos Santos Carvalho,
a concessão do adicional baseou-se nas provas contidas no processo, “aliadas
ao laudo técnico, que concluiu pela insalubridade em grau máximo,
relativa às atividades desenvolvidas pela empregada na coleta
de lixo semelhante ao urbano”.
A empregada foi admitida como encarregada por uma empresa prestadora
de serviços de limpeza, em 1998. Contou que atendeu a cinco
instituições durante cinco anos, e que foi dispensada
sem justa causa, em 2002, sem receber as verbas rescisórias.
Alegou que trabalhou na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT), no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE),
no Estado do RS, na Fundação Zoobotânica e para
a empresa Mobra Serviços Empresariais. Na Fundação,
trabalhou, de maio a novembro de 2002, na limpeza diária de
uma dezena de vasos sanitários, e na coleta do lixo dos banheiros.
A sentença da Vara do Trabalho declarou a responsabilidade
subsidiária das empresas, limitada aos períodos em que
a trabalhadora prestou serviços a cada uma delas. Conforme o
laudo pericial, a encarregada coordenava a equipe de limpeza na ECT
e no BRDE, atuava no controle dos ascensoristas no Estado do RS e,
na Fundação, trabalhava nos serviços gerais, na
limpeza e coleta de lixo (incluindo o recolhimento de papéis
higiênicos) e na limpeza interna dos vasos sanitários.
Segundo a perícia, a empregada não utilizava máscara
de proteção, estando sujeita a contaminação
pelas vias aéreas, e reutilizava luvas, que não isolavam
as bactérias.
O juiz condenou a Fundação ao pagamento do adicional
de insalubridade em grau máximo, pois considerou que “os
trabalhadores que participam da limpeza dos sanitários estão
incluídos na categoria dos que mantêm contatos permanentes
com agentes biológicos”.
A Fundação recorreu ao TRT/RS alegando violação à Constituição, à CLT
e à NR15 do Ministério do Trabalho. Sustentou que o trabalho
da empregada não se enquadrava no descrito pela norma, que trata
de limpeza de galerias, de esgotos e de tanques. O Regional manteve
a sentença, ressaltando que “a insalubridade em grau máximo
caracteriza-se pelo contato com o sistema inicial de esgoto cloacal,
na atividade da retirada dos papéis higiênicos utilizados,
uma das primeiras etapas da coleta de lixo urbano, bem como na limpeza
dos vasos sanitários (agentes biológicos)”.
Inconformada com a rejeição de seu recurso de revista
pelo TRT/RS,, a Fundação ingressou com agravo de instrumento
no TST. O juiz Josenildo Carvalho, ao negar provimento ao agravo, concluiu
que “o deferimento do adicional de insalubridade está lastreado
nos elementos informadores do processo”, e que a análise
do que foi decidido exigiria a rediscussão de matéria
fática, o que não é permitido pela jurisprudência
do TST (Súmula nº 126). (AIRR 868/2003-018-04.40.1)
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