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Agência Câmara,
9 de junho de 2007
Projeto restringe verba
do FGTS a construtora qualificada
Edson Santos

Para o deputado Carlito Merss, o projeto
fomenta a qualificação das obras civis do País
A Câmara analisa o Projeto de Lei 223/07, do deputado Carlito
Merss (PT-SC), que exige a apresentação de atestado de
qualificação das empresas construtoras nas operações
de crédito realizadas com recursos do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS).
De acordo com a proposta, as empresas de serviços, de construção
civil e fornecedoras de materiais e componentes deverão atender
aos requisitos dos Programas Setoriais de Qualidade integrantes do
Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H),
criado para elevar os patamares de qualidade e produtividade na construção
civil, por meio da criação e implantação
de mecanismos de modernização tecnológica e gerencial.
Capacitação
Merss esclarece que esse projeto é a reapresentação
de proposta anterior de mesmo teor, do ex-deputado Júlio Lopes,
que fora arquivada. "O projeto fomenta a qualificação
das obras civis do País", acredita.
O deputado cita a argumentação de Lopes de que o PBQP-H "tem
apresentado resultados significativos de melhoria de qualidade dos
empreendimentos imobiliários em todas as unidades da Federação
onde foi implantado".
Tramitação
O projeto tem caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2007
ECONOMIA | IMPOSTO
1.° lote atende
pessoas com mais de 60 anos
Brasília – A Receita Federal informou que as restituições
liberadas no primeiro lote do Imposto de Renda da Pessoa Física
2007, ano-base 2006, foram todas para contribuintes com mais de 60 anos.
Nesse lote foram liberados 14.120.281 declarações, das
quais 932.794 para idosos com imposto a restituir, no valor total de
R$ 999,99 milhões. A Receita informou ainda que 2.586.878 pessoas
tiveram imposto a pagar, totalizando R$ 4,52 milhões. Outros 10.600.609
contribuintes não tiveram nem imposto a receber nem a pagar.
Desde às 8 horas de ontem o contribuinte pode consultar o primeiro
lote de restituição do IR pela internet (www.receita.fazenda.gov.br)
ou ligar para 0300-789-0300. Basta informar o número do CPF.
O valor da restituição terá correção
de 2,03%. O dinheiro estará disponível para saque no
dia 15.
O contribuinte que não informou a conta para crédito
da restituição deverá se dirigir a uma das agências
do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 nas capitais ou 0800-729-0001
nas demais cidades e pedir a transferência do dinheiro para qualquer
outro banco.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2007
ECONOMIA | CÂMBIO
Dólar encerra
semana de alta cotado a R$ 1,96
BC tentou intervir para manter alta, mas Bovespa derrubou cotação
São Paulo – O dólar comercial fechou a semana
cotado a R$ 1,96 para venda, com acréscimo de 0,4%, nos últimos
negócios de ontem. A moeda norte-americana completou uma semana
de valorização nesta sexta-feira, em linha com o movimento
de correções que atingiu os mercados globais nos últimos
dias por preocupações com inflação e juros
no mundo. Em quatro sessões – já que quinta-feira
foi feriado no Brasil – o dólar acumulou valorização
de 3,05%.
Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 1,982. Ao longo do dia,
porém, a melhora nas bolsas de valores norte-americanas e na
Bolsa de Valores de São Paulo ajudou a amenizar o avanço
do dólar.
Apesar do resultado positivo, o gerente operacional da Renova Corretora,
Cristiano Zanuzo, diz que a expectativa do mercado era de uma alta
maior. “Nas primeiras operações a moeda esteve
acima de R$ 1,97 e a Bovespa registrava queda. No entanto, no período
da tarde houve uma reversão por conta de indicadores dos Estados
Unidos”, explica.
Ontem, o Departamento de Comércio norte-americano divulgou
que o déficit no comércio exterior de bens e serviços
dos Estados Unidos caiu 6,2% em abril e ficou em US$ 58,5 bilhões.
Segundo Zanuzo, o Banco Central (BC) tentou intervir para manter a
cotação elevada, mas a tendência de alta na Bolsa
de São Paulo derrubou as cotações.
O BC pagou R$ 1,9616 por dólar em leilão de compra no
mercado à vista de câmbio, em operação encerrada às
15h38. A informação foi anunciada em um comunicado do
Departamento de Operações de Reservas Internacionais
(Depin) do BC, que não divulgou o valor da compra.
Risco-país
Já a taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+,
do banco J.P. Morgan, fechou estável em 146 pontos. O Embi (sigla
em inglês para Índice de Títulos da Dívida
de Mercados Emergentes) mede a diferença entre os juros pagos
pelos títulos públicos dos países emergentes e
os bônus emitidos pelo governo dos Estados Unidos, considerados
os mais seguros do mercado. Quanto menor o patamar, mais confiável
a economia.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2007
ECONOMIA | SAÚDE
Plano de saúde
aumenta 5,76% e supera a inflação do período
Reajuste é o menor aplicado
desde 2000 e atinge 7 milhões de contratos individuais
Saiba mais sobre o reajuste:
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu
em 5,76% o teto de reajuste para os planos de saúde médico-hospitalares
contratados por pessoas físicas a partir de 1.º de janeiro
de 1999 (planos novos) e para os planos adaptados à Lei 9.656/98.
A expectativa era de que o reajuste ficasse entre 8% e 9%. O índice,
anunciado ontem, incide sobre aproximadamente 15% do total de beneficiários
do país (individuais e familiares), que hoje é de 45,6
milhões de pessoas.
O porcentual é o mais baixo dos últimos seis anos – o
menor até então era 2000, com teto de 5,42%. O índice
de reajuste chegou a 11,75% em 2004, caindo para 11,69% em 2005, e
8,89% em 2006. Com o valor deste ano, registra-se a terceira queda
porcentual consecutiva.
De acordo com a lei dos planos de saúde, a ANS é responsável
por determinar os aumentos. Para o cálculo, a agência
usa a média dos reajustes aplicados aos planos coletivos, em
que empresas, por exemplo, contratam planos para seus funcionários.
No caso dos planos coletivos, quem contrata o convênio – a
empresa, sindicato, etc – negocia o aumento direto com a operadora.
“A redução no índice de reajuste aprovado
pela agência é um reflexo do sucesso obtido pela política
econômica do país e da manutenção de uma
mesma metodologia de cálculo ao longo do tempo”, declarou
o diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos.
Ele afirmou que a ANS busca uma mercado “forte e competitivo”. “Por
isso estamos retirando do mercado as empresas que desrespeitam os direitos
dos consumidores. Um dos desafios agora é conseguir a aprovação
da portabilidade das carências. A ANS defende uma interação
entre os atores da saúde suplementar baseada na ética
e transparência.” A portabilidade das carências,
que significaria a mudança de empresa prestadora de serviço
sem a necessidade de cumprir novas carências, é uma das
principais lutas da ANS.
O reajuste autorizado pela ANS será aplicado somente aos planos
novos contratados por pessoas físicas, respeitando o princípio
da anualidade. Os planos individuais novos poderão ser reajustados
até abril de 2008, de acordo com a data de aniversário
de cada contrato.
Operadoras cujos contratos fazem aniversário nos meses de maio
e junho poderão cobrar o reajuste referente a esses meses de
forma retroativa e, necessariamente, diluída pelo mesmo número
de meses em atraso. Ou seja, os valores a mais de maio e junho terão
de ser cobrados em julho e agosto. A partir de setembro, não
pode haver cobrança retroativa.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2007
ECONOMIA | BRASIL
Produção
de etanol crescerá 12% no ano
O Brasil irá destinar mais cana-de-açúcar à produção
de etanol na temporada 2007/08 do que na safra anterior. A produção
do biocombustível deve aumentar até 12%, estimou ontem
a Organização Internacional do Açúcar (OIA),
segundo informações da agência Dow Jones. A organização
acrescentou que a forte demanda por veículos bicombustíveis,
em virtude da queda dos preços do etanol, está fazendo
com que o país destine uma quantidade maior de cana à produção
de etanol. Segundo a OIA, haverá um aumento de quase 1 milhão
de toneladas na produção de cana e na disponibilidade de
exportação na temporada 2007/08, que começou em
maio.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2007
ECONOMIA | SELIC
Taxa de juros atinge
teto constitucional
Conforme previsto na legislação
brasileira de 1988, índice não poderia ter
ultrapassado os 12%
São Paulo – Com atraso de quase duas décadas,
a taxa básica de juros brasileira, Selic, chega ao teto estabelecido
pela Constituição de 1988. Com uma diferença.
Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária
(Copom) cortou a taxa nominal em 0,5 ponto porcentual, para 12% ao
ano. Na Constituição, esse era o limite para o juro real – que
leva em conta a inflação – anual estabelecido e
nunca alcançado. A taxa Selic, definida pelo Copom, é a
que remunera os títulos emitidos pelo governo e serve de referência
para o mercado financeiro.
Quando o juro real de 12% foi estabelecido pela Constituição,
pouco depois do Plano Bresser, o país se encontrava à beira
de uma hiperinflação e a venda a crédito caía
drasticamente, já que não havia como projetar taxas de
juros que pudessem ao menos cobrir a inflação futura.
A emenda que limitava os juros reais a 12% ao ano foi proposta pelo
ex-deputado Fernando Gas-parian, eleito constituinte pelo PMDB, que
morreu no ano passado. O artigo 192, parágrafo terceiro, um
dos mais polêmicos da Constituição de 1988, dizia
que “as taxas de juros reais, nelas incluídas comissões
e quaisquer outras remunerações, direta ou indiretamente,
referidas à concessão de crédito, não poderão
ser superiores a 12% ao ano; a cobrança acima desse limite será conceituada
como crime de usura, punido em todas as suas modalidades, nos termos
que a lei determinar.” Hoje, mesmo com índices inflacionários
controlados e a queda contínua da Selic, as taxas cobradas pelos
bancos e financeiras para o consumidor continuam estratosféricas.
Após o corte anunciado pelo Copom, a média de juros
para um empréstimo pessoal, por exemplo, cobrado pelas financeiras,
ficará em 265,28% ao ano. As taxas no cartão de crédito
passam a ser, em média, de 222,86% ao ano. No comércio,
o juro médio anual ficará em torno de 100,76%.
Não se tem notícia de punição pelo descumprimento
da Constituição e a limitação dos juros
em 12% nem mais existe. Foi retirada da Constituição
por meio da emenda constitucional 40/2004.
Desde setembro de 2005, o Copom já cortou os juros em 7,75
pontos porcentuais. No ranking do juro real (descontada a inflação
projetada para os próximos 12 meses), a taxa do Brasil está em
8,3% ao ano. A Turquia vem em segundo, com juro anual de 7,6%. A China
tem taxa de 3,6% ao ano.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2007
PARANÁ | SANEPAR
Trabalhadores esperam
posição da empresa
por ALINE PERES
Os funcionários da Sanepar vão aguardar uma resposta
da empresa sobre o reajuste salarial até terça-feira
antes de deflagrarem a greve geral, que estava marcada para começar
na próxima segunda-feira. Eles fizeram uma contraproposta ontem
durante uma reunião, em Curitiba, que teve a participação
de representantes da empresa, do Ministério Público e
da União dos Sindicatos de Trabalhadores da Sanepar (USTS).
A proposta será levada para a direção da Sanepar.
A promotora Margareth Mattos pediu ao sindicato que espere até quarta-feira
para iniciar a paralisação total.
“Se não houver uma proposta concreta até a data
oferecida pelo Ministério Público, vamos oficializar
a greve. Estamos em posição de alerta”, afirma
o coordenador da USTS, Gerti José Nunes. Apesar disso, alguns
serviços, como a leitura de hidrômetros, serão
paralisados na segunda-feira. Os demais trabalhadores vão cumprir
sua jornada normalmente. Haverá ainda piquetes dentro e em frente
das sedes da Sanepar em todo o estado.
Os servidores cobram um reajuste em torno de 20%, a fim de recuperar
as perdas salariais dos últimos dez anos, ou uma reposição
linear de R$ 224 para todos os funcionários da empresa no Paraná.
Nunes lembra que essa negociação vem se arrastando desde
janeiro e lamenta a “intransigência da empresa”. “Quero
crer que o bom senso da Sanepar vai prevalecer e que voltaremos ao
MP só para oficializar o acordo.” O sindicalista diz que
nesse primeiro momento o abastecimento de água e o serviço
de coleta de esgoto não será afetado, mas que a tendência é ter
problemas nesses setores se o movimento se agravar a partir de quarta-feira.
Esquema
Já a Sanepar avisa a população que um esquema
de emergência foi montado, caso isso ocorra. A primeira proposta
feita pela empresa foi pagar 3,12% de reajuste para todos os servidores,
o que corresponde ao índice de inflação de março
de 2006 até este ano. Como os funcionários não
aceitaram, foi feita uma contraproposta, onde 2.553 empregados teriam
ganho real de 7,59% e 1.167 ganho real de 3,72%, além da reposição
da inflação para todos os empregados.
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Folha de Londrina, 9 de junho
de 2007
SEU DIREITO
Aposentadoria por idade
Trabalhei registrada em carteira profissional por 11 anos, entre janeiro
de 1978 e dezembro de 1988. Em 2000, completei
60 anos. Tenho direito a aposentar-me por idade?
A legislação previdenciária estabelece dois requisitos
para a concessão da aposentadoria por idade. O primeiro é a
idade mínima. Para aposentar-se, o segurado homem deve ter,
pelo menos, 65 anos de idade. Já a idade mínima para
as mulheres é de 60 anos. O segundo requisito, para os segurados
filiados perante a Previdência Social antes de 24 de julho de
1991, situação em que se enquadra a segurada, é a
exigência de um número de contribuições
na data em que completou a idade mínima.
No presente caso, a segurada preencheu o requisito da idade mínima,
pois completou 60 anos em 2000. Implementou também o número
mínimo de contribuições exigidas, pois possui
11 anos de contribuição, ou seja, 132 meses trabalhados,
sendo que a lei exige 114 meses de contribuição para
as seguradas que completaram 60 anos em 2000.
Ressalta-se que o fato da segurada ter deixado de trabalhar em 1988,
permanecendo nesta condição até a presente data,
não é impedimento à concessão da sua aposentadoria
por idade.
A maioria das decisões do Superior Tribunal de Justiça
e de nossos tribunais é no sentido de que deve ser concedida
a aposentadoria por idade ao segurado que cumprir os requisitos da
idade e o número mínimo de contribuições
exigidas pela lei, no ano em que implementou o requisito da idade.
Neste caso, não importando se o segurado tiver deixado de contribuir
e perdido a qualidade de segurado à época em que implementou
o requisito da idade ou do requerimento da aposentadoria junto ao INSS
porque, depois de preenchidos os requisitos e adquirido o direito,
esta pode ser requerida a qualquer tempo. Fábio
Antonio da Silva Martin, advogado.
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Folha de São Paulo,
9 de junho de 2007
RUMO A 2008
PSOL quer Heloísa
Helena na disputa eleitoral do Rio
DA SUCURSAL DO RIO
Dirigentes do PSOL estudam a possibilidade de transferir o domicílio
eleitoral da ex-senadora Heloísa Helena (AL) para o Rio em razão
das eleições municipais de 2008. Ela poderia disputar
as eleições tanto para a prefeitura como para a Câmara.
O projeto esbarra no receio de dirigentes de que a manobra seja considerada
eleitoreira pelos militantes.
Heloísa Helena rechaça inicialmente a proposta. "Não
me sentiria bem em transferir o título para disputar uma eleição.
Seria uma manobra eleitoreira que a gente tem condenado." Na eleição
presidencial do ano passado, a então candidata do PSOL obteve
20,4% dos votos válidos na capital e 17,1% no Estado, o que
viabilizaria uma candidatura na capital. Na avaliação
de alguns dirigentes, participar da eleição do Rio poderia
aproximar mais a ex-senadora do debate de projetos para combater a
violência, tema de projeção nacional.
Porém, a discussão sobre sua transferência "está ainda
em uma fase embrionária". "Por ser uma figura representativa
do partido, se ela fosse eleita para o Executivo, teria que se fixar
no Rio. No Legislativo, tem mais liberdade, além de poder ajudar
a formar uma bancada. Mas depende da vontade dela", disse o ex-deputado
federal Babá (PA). (ITALO NOGUEIRA)
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Folha de São Paulo,
9 de junho de 2007
Marinho quer "humanizar" agências
Postos de atendimento terão
música ambiente e salas de espera "mais confortáveis",
afirma ministro
Objetivo é recuperar a imagem do órgão
com a população e, com isso, reduzir os casos de violência
contra servidores e peritos
DO "AGORA"
As agências da Previdência Social terão música
ambiente agradável e salas de espera mais confortáveis
para o atendimento dos segurados, segundo informou o ministro da Previdência,
Luiz Marinho. O objetivo é recuperar a imagem do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) com a população e, com isso,
reduzir os casos de violência contra servidores e peritos. "Temos
de humanizar o atendimento. A música agradável vai ajudar
a acalmar os ânimos dos segurados", disse o ministro, ontem,
durante visita feita de surpresa ao posto do INSS em Santo André,
na região do ABC paulista.
No mesmo posto, na última quarta-feira, uma médica perita
do INSS foi esmurrada por uma segurada e teve descolamento de retina
(separação da retina da parte subjacente que a sustenta).
Outra medida apresentada ontem pelo ministro foi a separação
das áreas de espera dentro dos postos de atendimento. Os segurados
que aguardam a perícia médica ficarão separados
dos segurados que aguardam outros tipos de atendimento.
O ministro destacou que, com a criação da Super-Receita,
as agências vão parar de atender as questões relativas às
contribuições previdenciárias, deixando mais espaço
para os segurados. Atualmente, 60% dos atendimentos nos postos referem-se
a benefícios por incapacidade (como o auxílio-doença
e a aposentadoria por invalidez) e perícia médica.
Campanha
Durante a visita, o ministro ressaltou que boa parte da população
não sabe quais são as regras dos benefícios oferecidos
pela Previdência Social. "Existe uma confusão sobre
a função dos benefícios do INSS. É preciso
fazer uma ampla campanha de esclarecimento. O auxílio-doença
e a aposentadoria por invalidez não são benefícios
assistenciais. Eles exigem a contribuição do trabalhador
e que haja realmente a incapacidade para o trabalho. A existência
de uma doença não garante a concessão do benefício",
comentou.
Segundo o ministro, até o final do ano os segurados irão
perceber o resultado das medidas para a humanização do
atendimento no INSS. "A meta é que o atendimento fique
cada vez mais rápido e qualificado", disse. O ministro
garantiu que os sistemas ficarão mais ágeis. "Com
o sistema mais rápido, os servidores poderão concluir
um processo de aposentadoria com toda a documentação
em ordem em, no máximo, 30 dias", afirmou o ministro.
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Folha de São Paulo,
9 de junho de 2007
STJ é favorável à assinatura
básica na telefonia fixa
SIMONE CUNHA
COLABORAÇÃO PARA FOLHA
A Justiça derrubou, por meio de uma liminar, a decisão
que impedia a cobrança da assinatura básica de telefone
de um cliente da Brasil Telecom no Rio Grande do Sul. O STJ (Superior
Tribunal de Justiça) entendeu que o impedimento da cobrança
poderia piorar a qualidade dos serviços, tendo o efeito inverso
do esperado pelos usuários. Essa é a primeira decisão
de uma instância superior contra os usuários de telefonia
na disputa da assinatura básica. No entanto, ela tem caráter
temporário: vale até que o recurso especial sobre a validade
da cobrança seja julgado no STJ.
A decisão do ministro-presidente do órgão, Barros
Monteiro, é do dia 28 de maio e teve como um dos argumentos
a possibilidade de "desequilíbrio econômico-financeiro
do contrato firmado entre o usuário e a concessionária",
já que "quase 200 pedidos de suspensão foram apresentados
simultaneamente", segundo a decisão. Só a Brasil
Telecom tem cerca de 120 pedidos de liminares no STJ, segundo informações
da empresa em um dos pedidos. A operadora também disse ter outros
300 processos em instâncias inferiores -tribunais de Justiça
e Varas estaduais- em andamento.
A liminar suspende a decisão do TJ-RS (Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul), que desobrigou um cliente a pagar a assinatura à Brasil
Telecom. Além da liminar, a empresa entrou também com
um recurso especial no STJ, que pretende assegurar definitivamente
as decisões contra a cobrança. O recurso, que também
está sendo julgado pela 1ª sessão no STJ, já teve
dois votos favoráveis à Brasil Telecom -faltam seis.
A próxima reunião está marcada para quarta-feira.
Caso a Brasil Telecom tenha parecer favorável à assinatura,
todos os casos que chegarem ao STJ terão a mesma decisão.
A empresa disse que não vai se pronunciar. A Abrafix, associação
de operadoras de telefonia fixa, disse que considera a cobrança
da assinatura legítima.
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