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Agência Diap, 15 de
junho de 2007
OIT
DIAP faz levantamento das principais
normas internacionais de proteção à relação
de trabalho
A assessoria do DIAP acaba de finalizar um levantamento das principais normas
produzidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) destinadas à proteção
da relação de trabalho.
O documento, que teve como fonte
o portal da OIT no Brasil, destaca que das 183 Convenções
da OIT aprovadas até junho de 2001, 92 foram ratificadas pelo
Brasil. No entanto, 13 delas foram denunciadas, segundo a Organização,
por conta da adoção de convenções mais atuais
e abrangentes. As 91 Convenções restantes ainda não
tiveram adesão do nosso País.
A OIT estabelece entre os critérios
de classificação que oito convenções são
fundamentais e integram a Declaração de Princípios
Fundamentais e Direitos no Trabalho da OIT. Não está ratificada
pelo Brasil apenas a Convenção 87, que trata da liberdade
sindical e proteção do direito de sindicalização.
Outras quatro convenções
são consideradas prioritárias por tratar de assuntos
especiais. Destas, o Brasil ainda não ratificou apenas a Convenção
129, que trata da Inspeção do trabalho na Agricultura.
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DEPACOM, 15 de junho de 2007
Jornal do STICM de Arapongas/PR
Está circulando o “FORÇA OPERÁRIA”, informativo
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Arapongas – Paraná, presidido pelo companheiro MANOEL
FRANCISCO DA SILVA.
O Informativo deste mês
traz diversas informações de interesse da categoria, com
destaque especial para a Campanha Salarial 2007/2008.
O DEPACOM parabeniza o companheiro
Manoel Francisco da Silva e sua diretoria pelo importante trabalho desenvolvido
junto aos trabalhadores da Construção e do Mobiliário
de Arapongas.
Melhores informações
entrar em contato com o sindicato pelo fone: (43) 3276-2640.

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DEPACOM, 15 de
junho de 2007
Jornal do Sintracom
Londrina/PR
Está circulando o “JORNAL DO SINTRACOM”, informativo
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Londrina – Paraná, presidido
pelo companheiro DENÍLSON PESTANA DA COSTA.
O Informativo deste
mês traz diversas informações de interesse
da categoria, com destaque especial para o fechamento da Convenção
Coletiva de Trabalho da Madeira.
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Denílson Pestana
Presidente do Sintracom
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O DEPACOM parabeniza
o companheiro Denílson Pestana e sua diretoria pelo
importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da
Construção e do Mobiliário de Londrina.
Confira o jornal na íntegra e
não deixe de acessar o site da entidade: www.sintracomlondrina.com.br
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 15 de junho de 2007
Receita deposita 1º lote de restituições
do IR 2007
Declarações liberadas somam
14 mi, das quais 932.794 com imposto a receber
Agência Estado
SÃO PAULO - O dinheiro do primeiro lote de restituições
do Imposto de Renda da Pessoa Física 2007 (ano-base 2006) está disponível
a partir desta sexta-feira, 15, na conta corrente indicada pelo contribuinte.
Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte poderá acessar
a página da Receita na internet ou ligar para 0300-789-0300. Basta informar
o número do CPF.
Nesse lote foram liberadas 14.120.281
declarações, das quais 932.794 para contribuintes com imposto
a restituir, no valor de R$ 999,999 milhões, todos com idade igual
ou superior a 60 anos, de acordo com o Estatuto do Idoso. A Receita apurou
ainda que outras 2.586.878 pessoas tiveram imposto a pagar, correspondendo
a R$ 4,527 milhões. Outros 10.600.609 contribuintes não
tiveram nem imposto a receber nem a pagar.
O valor da restituição
terá correção total de 2,03%, referentes à taxa
básica de juros, a Selic, de maio (1,03%) e 1% de junho.
Quem não informou o número
da conta para crédito da restituição deverá se
dirigir a uma das agências do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001
nas capitais ou 0800-729-0001 nas demais cidades e pedir a transferência
do dinheiro para qualquer banco do qual seja correntista. A consulta
ao extrato de processamento da declaração poderá ser
feita na internet.
A restituição
ficará disponível no banco por um ano. Se o contribuinte
não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la
mediante o Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento
de Restituição), disponível na internet. Caso
o contribuinte não concorde com o valor da restituição,
poderá receber a importância disponível no banco
e reclamar a diferença na unidade local da Receita.
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ÂMBITO JURÍDICO,
15 de junho de 2007
Auxílio-doença prorroga
período concessivo de férias
Enquanto o empregado encontra-se afastado do trabalho recebendo benefício
previdenciário, o seu contrato permanece suspenso. Em conseqüência,
prorroga-se o fim do período concessivo de férias daquele ano.
Isto porque, somente com a cessação do auxílio-doença,
recomeça a contagem do restante do prazo para a concessão das
férias, sendo o empregador obrigado a concedê-las a seu empregado
até o final desta prorrogação, sob pena de ter de pagá-lo
em dobro.
Por este fundamento, a 3ª Turma
do TRT-MG, com base no voto do desembargador Bolívar Viégas
Peixoto, manteve condenação de empresa ao pagamento de
férias em dobro pelo período 2003/2004, rejeitando o argumento
de que o afastamento de autor por auxílio-doença durante
parte do período concessivo teria levado à impossibilidade
material do gozo das férias naquele período.
O relator esclarece que, nos
termos do artigo 133, IV, da CLT, o trabalhador só perde o direito às
férias quando recebe auxílio-doença por 6 meses
efetivamente, ou seja, por todos os dias deste seu afastamento. “Não
se admite, para estes fins, a proporcionalidade preceituada pelo artigo
146, parágrafo único, da CLT, que foi indevidamente invocada
pelo recorrente. Não se faz uma projeção fictícia
de tempo de concessão de benefício, pelo fato de o obreiro
ter recebido o auxílio-doença em fração superior
a 14 dias, já que a percepção deste valor é contada,
repita-se, dia a dia” - frisa.
( RO nº 00843-2006-048-03-00-3
)
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ÂMBITO JURÍDICO,
15 de junho de 2007
Motorista monitorado por satélite
ganha horas extras
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de
instrumento das Lojas Riachuelo contra decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) que determinou o pagamento
de horas extras a um motorista que trabalhava em veículo monitorado
por satélite.
O motorista ajuizou reclamação
contra seu empregador – Lojas Riachuelo – alegando que cumpria
jornada diária superior à contratada. Obteve sentença
favorável ao pagamento de horas extras, mediante o reconhecimento
de que o sistema utilizado para monitorar o veículo (omnisat)
permite a troca de informações instantâneas e, conseqüentemente,
o controle sobre a jornada do motorista, além do que ele seguia
plano de viagem previamente estabelecido pela empresa.
A Riachuelo interpôs recurso
contestando a sentença: alegou que o monitoramento por satélite
tem a finalidade exclusiva de aumentar a segurança contra assaltos – e
não de fiscalizar o trabalho diário do motorista. Acrescentou
que o acompanhamento contínuo da movimentação do
veículo era feito por empresa responsável pelo sistema
e que, além disso, o reclamante não conseguiu provar a
existência de controle sobre sua jornada.
Ao negar provimento ao recurso
e manter a condenação ao pagamento das horas extras excedentes à jornada
de oito horas diárias, o TRT de São Paulo destacou que,
apenas considerando a rota de ida, conforme o plano de viagem, o motorista
percorria 980 quilômetros, saindo de Guarulhos (SP), para fazer
duas entregas – uma em Madureira (RJ) e outra em Vitória
(ES). Isto tornava evidente a extrapolação de horário,
sem computar o período de repouso de 6h, que não foi impugnado.
O Regional também negou seguimento ao recurso de revista da empresa.
Inconformada com a decisão,
a Riachuelo apelou ao TST. O relator da matéria, juiz convocado
Luiz Antonio Lazarim, após ressaltar ser impossível o reexame
dos fatos, conforme a Súmula 126 do TST, refutou as alegações
de que a decisão implicaria violação à CLT,
e negou provimento ao agravo de instrumento. Segundo o voto, aprovado à unanimidade
pela Sexta Turma, o Regional apurou que a tecnologia em questão
admite à empresa contratante o controle da jornada de trabalho
do motorista. A realização de trabalho além do contratado
foi comprovada pela análise do plano de viagem em que constavam
os horários de saída e das entregas efetuadas, assim como
as distâncias percorridas. (AIRR-1561/2003-312-02-40.5)
(Ribamar Teixeira)
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Diário Vermelho, 15
de junho de 2007
Centrais Sindicais entrarão
no STF contra lista fechada
As Centrais Sindicais CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores), CGT (Confederação
Geral dos Trabalhadores), Força Sindical, NCST (Nova Central Sindical
dos Trabalhadores) e SDS (Social Democracia Sindical) divulgarão nota
nesta quarta-feira (13) indicando que irão entrar no STF (Supremo Tribunal
Federal) com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade)
caso seja aprovada a instituição do sistema eleitoral através
de lista fechada, atualmente em votação no Congresso Nacional.
O arugumento da ADIN das
centrais terá como preceito que a lista fechada fere o direito
do cidadão ao voto direto, garantido pelo artigo 14 da Constituição
Federal. "A lista fechada tirará do eleitor o direito de
escolher diretamente o seu candidato. Isto porque os eleitos serão
os primeiros da lista de candidatos definida pelo partido e não
pela vontade popular, preceito máximo do Estado Democrático
de Direito", diz a nota.
As centrais não contra argumentaram em sua nota as opiniões que
avaliam benefícios com lista fechada, como tornar o debate eleitoral
mais rico em idéias e menos em pessoas, e a possibilidade de aumentar
o número de brasileiros estimulados a participar de partidos políticos
para contribuir na decisão de candidaturas nas eleições.
Segundo a nota,"a lista fechada desestimula a renovação,
perpetuando uma elite política no País. A lista, decidida por
alguns caciques políticos, é anti-democrática e ceifa
a vontade do eleitor. Se aprovada, jogaremos fora grande parte das conquistas
da campanha das diretas já".
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Folha de São Paulo,
15 de junho de 2007
Líderes tentam "salvar" reforma
política com listas flexíveis
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Um dia após fracassar
na criação de listas partidárias "fechadas" para
eleições proporcionais, as principais lideranças
da Câmara deflagraram uma operação de salvamento
da reforma política, que está seriamente comprometida.
A palavra de ordem agora é tentar aprovar na semana que vem um
sistema intermediário, que mescle o voto em listas partidárias
pré-ordenadas com o direito de o eleitor escolher também
seu candidato a deputado federal, estadual ou vereador. Um candidato
que receba uma grande quantidade de votos poderia "furar" a
fila da lista pré-ordenada pelo partido.
"Estamos numa guerra, que é muito
maior do que a batalha perdida de ontem [anteontem]", disse o líder
do DEM, Onyx Lorenzoni (RS). A exemplo dos Democratas, também
o PT, o PSDB e o PMDB agora dizem que lutarão por uma lista intermediária. "Vamos
tentar um acordo até segunda", disse Paulo Teixeira (PT-SP).
A expectativa é que o enterro da lista "fechada" seja
capaz de unificar as bancadas dos maiores partidos.
"O plenário nos deu
um recado claro. Estamos procurando soluções que conciliem
todos os interesses", disse o líder do PMDB, Henrique Alves
(RN). Mas mesmo aprovar a lista "flexível" não
será fácil, uma vez que existem vários modelos propostos.
O PT fechou ontem apoio a uma proposta de Teixeira, que prevê que
uma parte dos deputados seja eleito pela lista e outra parte com base
nos candidatos mais votados.
O PMDB tem uma proposta diferente,
da deputada Rita Camata (ES), pela qual a lista seria refeita com base
nos resultados obtidos pelos deputados. Petistas e peemedebistas tentam
chegar a um texto unificado. Partidos médios, porém, prometem
manter a oposição radical às listas. "Fazer
lista flexível só vai complicar ainda mais a vida do eleitor",
disse o líder do PR, Luciano Castro (RR).
Pela manhã, o presidente
da Comissão de Constituição e Justiça,
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), tentou uma manobra para derrubar a reforma.
Numa reunião esvaziada da CCJ, ele pôs em votação
um relatório que considerava o projeto inconstitucional, e que
acabou aprovado. A manobra foi desfeita pela Mesa Diretora da Casa,
com o argumento de que a CCJ não podia analisar a matéria
porque ela já se encontrava no plenário, mas foi suficiente
para acirrar os ânimos.
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Folha
de São Paulo, 15 de junho de 2007
Real forte ajuda a reduzir os juros, diz
BC
Banco sinaliza que ação dos importados
na contenção da inflação deve permitir mais
cortes na taxa e anima mercado | Câmbio valorizado, criticado por
setores do governo e pela indústria, é boa notícia
para a política monetária, ressalta analista
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A queda do dólar foi
o fator que mais pesou na decisão tomada pelo Banco Central
de reduzir os juros de forma mais acelerada. Embora alguns diretores
do BC argumentem que o crescimento mais forte da economia pode pressionar
a inflação, a expectativa é que o aumento das
importações seja suficiente para contê-la. Ontem
foi divulgada a ata da reunião do Copom (Comitê de Política
Monetária do BC) realizada na semana passada, quando a taxa
Selic foi reduzida de 12,5% para 12% ao ano, interrompendo uma série
de três cortes de 0,25 ponto cada um.
A expectativa dos analistas
de mercado é que uma nova redução de 0,5 ponto
ocorra na próxima reunião do Copom, marcada para o mês
que vem. Essa percepção ajudou a Bovespa a bater novo
recorde ontem. Até dezembro, os juros devem cair para 10,75%
ao ano, segundo a média das projeções dos analistas
de mercado. "Os dados referentes à atividade econômica
apontam para um fortalecimento da expansão da demanda, mas ainda
não sugerem uma probabilidade elevada de que observemos pressões
significativas sobre a inflação no curto prazo. O crescimento
das importações tem contribuído de forma fundamental
para esse processo", afirma a ata do Copom.
Dos sete diretores do BC, cinco
votaram pelo corte de 0,5 ponto, e dois, por 0,25 ponto.
Na ata divulgada ontem, a explicação apresentada pelos diretores
que votaram pela queda menor é que a aceleração do crescimento
da economia pode abrir espaço para um aumento da inflação.
O raciocínio é relativamente
simples: se a economia cresce mais, a renda da população
tende a crescer. Com procura maior, há mais espaço para
reajuste de preços. Quem votou pelo corte maior nos juros afirma
que, ainda que esse risco exista, ele é minimizado pela concorrência
dos importados, beneficiados pelo dólar barato.
Mudança
Para o economista-chefe do
BNP Paribas, Alexandre Lintz, o documento divulgado ontem indica uma
mudança na linha de pensamento seguida pelo Copom. Ele afirma
que os diretores do BC já não seguem de forma tão
rígida as projeções feitas a partir de modelos
estatísticos para tomar suas decisões -se seguissem,
diz Lintz, a queda dos juros não teria sido acelerada.
" Pelo modelo do BC, a projeção de inflação
para 2008 não mudou desde a última reunião do Copom [em
abril]", afirma o economista. A própria ata do Copom divulgada ontem
ressalta que mudanças decididas hoje nos juros só terão
mais efeito no ano que vem, devido ao tempo que se leva para que uma queda na
taxa seja sentida, de fato, pela economia.
Segundo Lintz, a queda de 0,5
ponto se deveu ao julgamento, feito pelos diretores do BC, de que as
chances de uma grande desvalorização do real -que pressionaria
a inflação- são cada vez menores.
Diante dos efeitos positivos
que o câmbio tem tido sobre a inflação, o economista-chefe
do Unibanco, Marcelo Salomon, chega a ironizar os que reclamam da forte
valorização do real. "Quem disse que real forte é sempre
uma má notícia?", questiona ele em relatório
distribuído a clientes do banco. No governo, o câmbio
sempre foi motivo de polêmica. Nos últimos dias, várias
medidas foram anunciadas na tentativa de conter a queda do dólar
-ou, pelo menos, de amenizar seus efeitos. Entre elas estão
a concessão de empréstimos a juros subsidiados para alguns
setores e limites mais rígidos para as operações
dos bancos no mercado de câmbio.
Anteontem, quando foi
divulgado que o PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre
cresceu 4,3% sobre o mesmo período de 2006, analistas ressaltaram
que o resultado poderia ter sido melhor se não fosse o impacto
negativo que o aumento das importações provocou em
alguns setores, especialmente na indústria.
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Folha
de São Paulo, 15 de junho de 2007
Desempregadas terão salário-maternidade
Benefício pode ser obtido até 36
meses depois da demissão, mesmo que voluntária, e será bancado
pela Previdência | Para o ministro Luiz Marinho, medida corrige
injustiça; não há cálculo de quanto gasto
novo custará aos cofres públicos
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A partir de agora, trabalhadoras
desempregadas poderão ter direito ao salário-maternidade
pago pela Previdência Social. O governo editou ontem um decreto
alterando as regras do benefício, que antes só poderia
ser usufruído enquanto fosse mantido o vínculo de emprego
ou fossem recolhidas as contribuições previdenciárias.
Com a mudança, as seguradas que foram demitidas -a pedido ou
por justa causa- ou deixaram de contribuir para a Previdência
podem requerer o salário-maternidade. A condição
para isso é que estejam no chamado "período de graça" no
momento do nascimento do bebê ou da adoção da criança.
"Período de graça" é aquele
em que o trabalhador, embora não esteja recolhendo para a Previdência,
está amparado pelo sistema e pode receber benefícios.
O salário-maternidade era o único benefício da
Previdência ainda fora dessa regra. "Esse decreto corrige
uma injustiça que estava sendo cometida contra as mulheres desde
a criação do salário-maternidade. Ao ser demitida,
a mulher tinha direito a todos os benefícios previdenciários,
exceto ao salário-maternidade", disse o ministro Luiz Marinho
(Previdência).
De acordo com o Ministério
da Previdência, o "período de graça" para
ter acesso à licença paga pelo INSS vai de 12 a 36 meses.
O de 12 meses vale para todas as seguradas, independentemente do tempo
de contribuição. Mulheres que contribuíram por
mais de dez anos têm um "período de graça" de
24 meses. Os dois prazos podem ser ampliados em mais 12 meses desde
que a segurada comprove a condição de desempregada por
meio de registro do Ministério do Trabalho.
Exemplo: uma funcionária
de uma empresa foi demitida há dois meses e agora fica grávida.
Quando o bebê nascer, terá direito à licença,
mesmo que ainda esteja desempregada. O salário-maternidade assegura à mulher
120 dias de salário pago pela Previdência. O benefício é devido
a partir do oitavo mês de gestação ou do nascimento
da criança. Em casos de adoção, o período
de licença varia de 30 a 120 dias, a depender da idade da criança.
A Previdência não
soube informar qual o impacto da mudança nas contas previdenciárias,
que devem fechar o ano com um déficit superior a R$ 45 bilhões.
Segundo os dados oficiais, o INSS concede, em média, 36 mil
salários-maternidade por mês. De janeiro a junho deste
ano, foram liberados mais de 181 mil benefícios e 43 mil ainda
estão sendo pagos. Os gastos no ano superam R$ 75 milhões.
No ano passado, foram gastos R$ 171,6 milhões.
Ainda de acordo com o ministério,
embora o INSS ainda precise regulamentar o decreto presidencial por
meio de uma instrução normativa, a nova regra já está valendo.
Ou seja, as trabalhadoras já podem ingressar com pedido nas
agências da Previdência ou pela internet (www.previdencia.gov.br).
Para ter acesso a mais informações, também é possível
ligar para a central telefônica 135.
A legislação
estabelece que a segurada empregada, as empregadas domésticas
e as trabalhadoras avulsas não precisam cumprir carência
para ter direito ao salário-maternidade. Já autônomas,
donas-de-casa e trabalhadoras rurais precisam ter contribuído
pelo menos dez anos antes de pedir o benefício.
A forma de cálculo do
salário-maternidade para as desempregadas será a mesma
usada nas demais circunstâncias. Para trabalhadoras rurais, equivale
a um salário mínimo. Para empregada doméstica, é igual
ao último salário. Para as demais seguradas, é a
média dos 12 últimos salários.
Desde 2003, o pagamento
do benefício para empregadas é feito diretamente pela
empresa, mas a Previdência Social compensa esse gasto com as
contribuições devidas pelo empregador. Para pagar à segurada
desempregada, o dinheiro virá diretamente da Previdência.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 15
de junho de 2007 | Economia
Crescimento é resposta à maior
atividade do setor
Rio de Janeiro – O crescimento de 0,5% no emprego industrial em abril
ante março “é a resposta à maior atividade industrial,
que responde aos estímulos da economia, num cenário mais favorável,
com redução de juros, crescimento da renda e da produção
agrícola”, segundo a economista da coordenação de
indústria do IBGE, Denise Cordovil. Este foi o quarto mês seguido
de expansão.
Na comparação com
o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 1,7% – décimo
resultado positivo consecutivo e o maior desde maio de 2005. Entre janeiro
e abril deste ano, o emprego industrial acumulou expansão de 1,4%
e, nos últimos 12 meses, a alta é de 0,6% em abril.
Na comparação com
abril do ano passado, o crescimento no emprego industrial foi registrado
em todas as regiões, com exceção do Rio Grande do
Sul, que teve queda de 1,3%, devido, principalmente, ao recuo do emprego
no setor de calçados e artigos de couro (-15,3%). São Paulo
(2,4%), Região Nordeste (2,3%) e Santa Catarina (2,7%) foram os
estados que mais contribuíram para a expansão nesse setor.
Segundo a economista do IBGE,
os segmentos que mais elevaram a média do emprego industrial em
abril foram alimentos e bebidas, impulsionados pela safra e o consumo
interno; produtos de metal, embalados pela reação da construção
civil e veículos automotores com expansão do crédito.
Segundo Denise, porém, que os segmentos mais intensivos em mão-de-obra,
como calçados, vestuário e têxteis, continuam prejudicados
pelo câmbio e reduzindo a ocupação. Na comparação
com abril do ano passado, o segmento de calçados e artigos de
couro reduziu o número de empregados em 5,7% e o de vestuário,
em 5,8%.
Apesar dos desempenhos
heterogêneos, ela avalia o cenário atual como favorável
para o mercado de trabalho industrial. E destacou os dados do valor
da folha de pagamento real do setor, que cresceu 1,4% em abril frente
a março e 5,9% na comparação com abril de 2006,
sob estímulo do controle da inflação e da própria
reação do emprego.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
15 de junho de 2007
Resfriado e outras desculpas
Dante Mendonça
Deus, numa segunda-feira,
criou Curitiba. Pelo menos assim pensam os curitibanos, conforme texto
não assinado que recebi pela internet. Com parques, praças,
muito topete e gente devagar no trânsito. Achou monótona
e então, na terça-feira, criou o inverno. Com sua névoa,
cachecóis e um bom vinho. Mas achou o frio muito triste.
Na quarta-feira Deus criou a primavera, florida e colorida para enfeitar os
parques e praças. Não satisfeito, Deus a achou bucólica
demais e na quinta-feira criou o verão, alegre e saudável, para
fazer os curitibanos sorrirem. Bom estava, mas achou a estação
muito seca e, na sexta-feira, criou o outono. Farto e ameno, uma delícia.
Então Deus achou tudo muito distante, e no sábado misturou tudo.
Fez o inverno, a primavera, o verão e o outono reinarem no mesmo dia
em Curitiba.
E no domingo Deus descansou...
Na verdade caiu de cama, pois não sabia que tinha acabado de criar a
gripe, a rinite e o resfriado.
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Quando Deus criou o mundo, Ele não tinha a menor idéia das tantas
doenças que iriam surgir, além de gripe, rinite e resfriado.
Recentemente, o engenheiro de sistemas dos Estados Unidos, Ahmad Anvari, comprovou
que existem mais de 25 enfermidades insólitas ligadas ao trabalho ou
hobbies.
Uma delas chama-se “cotovelo de passeadores de cachorro” (dog walkers
elbow), mencionada pela primeira vez em 1979 no New England Medical Journal,
e se refere à dor causada pela tensão constante no braço
de quem conduz um cachorro pelas ruas. Transtorno semelhante é o “cotovelo
de pescador”, a inchação dolorosa do ombro e do cotovelo
de quem passa horas e horas sacudindo uma vara de pescar na beira do rio (New
England Medical Journal, 1981). Já a “bursite de polícia” é causada
pelas horas e horas que um policial passa caminhando, de um lado para outro.
A lista continua. Outra profissão que causa muitas doenças, poucos
reconhecem, é a “síndrome de dona de casa” (houswifitis).
São sintomas nervosos provocados pela dedicação excessiva
ao lar, doce lar. No outro lado da mesma moeda aparece a “síndrome
da mulher que trabalha fora”: fadiga, irritabilidade, dor de cabeça,
e diminuição da libido pelo esgotamento causado pela profissão. É um
interessante paradoxo: a mulher, dentro ou fora da cozinha, não está livre
do fantasma do estresse.
E já que estamos falando de estresse, entre outras possíveis
causas tem uma que é insólita. Trata-se da “síndrome
do marido aposentado”. Os sintomas: tensão, dor de cabeça,
depressão e ansiedade que aflige a mulher de um marido que acaba de
se aposentar. Depois de tantos anos “casados com o seu trabalho”,
os homens aposentados produzem um efeito extraordinário na saúde
de suas companheiras. E a causa é bastante simples: de um dia para outro,
o casal passa a conviver 24 horas sob o mesmo teto.
A lista de Anvari inclui também curiosidades dermatológicas.
A “toilet seat dermatitis” leva todos os prêmios. É a
irritação na bunda de quem passa muito tempo lendo no banheiro. “creditcarditis” é outra
moléstia que ataca a bunda, causada pela compressão nos glúteos
de quem fica sentado muito tempo com um maço de cartões de crédito
no bolso traseiro da calça.
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Se a gripe, a rinite e o resfriado já não são suficientes,
esta lista de raras doenças é de grande valia para enforcar o
trabalho. Podem não convencer, mas são reais.
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JORNAL DO ESTADO, 15 de junho
de 2007 | Trabalho & Negócios
Análise
Estudo do DIEESE traça perfil
de metalúrgicos que trabalham no país
Categoria recupera poder aquisitivo
conquistado após greves no fim da década de 70
Agência Brasil
Três décadas depois de escreverem uma das páginas mais
importantes da história do movimento sindical no país, os metalúrgicos
enfrentam novos desafios. A categoria agora tenta manter o poder aquisitivo
conquistado após as greves no final da década de 70 e a luta
para combater as desigualdades no mercado de trabalho.
Essas são as principais
conclusões de um estudo feito pela Confederação
Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento
traçou um perfil de 1,805 milhão de metalúrgicos
que trabalham no Brasil.
Segundo o documento, em 30 anos,
os metalúrgicos sofreram com o fechamento de postos de trabalho
e com a queda dos salários. "Somente com o crescimento econômico
dos últimos anos, os sindicatos puderam aumentar a pressão
e a categoria começou a retomar o poder aquisitivo e a reconquistar
espaço no mercado", afirma o presidente da CNM, Carlos Alberto
Grana.
De acordo com o Dieese, do início
de 2003 até abril de 2007, o setor registrou saldo positivo de
423,7 mil novos empregos formais. Esse número representa uma recuperação
em relação trajetória de queda nos oito anos anteriores.
Conforme o estudo, entre 1995 e 2002, esse índice ficou negativo,
com a eliminação líquida de 91,6 mil postos de trabalho.
Segundo a socióloga e
técnica do Dieese Adriana Marcolino, a geração de
empregos poderia ser ainda maior se a jornada de trabalho fosse reduzida
de 44 horas para 40 horas semanais. "Isso resultaria em mais 135
mil postos de trabalho", estima. Ela diz ainda que a criação
de postos poderia ser dobrada caso fossem controladas as horas extras
na indústria metalúrgica.
Em relação ao nível
salarial, o levantamento também aponta melhoria, mas não
em nível suficiente para recompor a renda média da categoria,
que sofreu deterioração na última década.
O estudo constatou aumento real (acima da inflação) de
6,79% nos últimos quatro anos. Apesar disso, a remuneração
média da categoria, em 2005, equivalia a 81% do que os metalúrgicos
recebiam em 1995. Em 2003, essa proporção chegou a 76%.
Atualmente, o salário médio de um metalúrgico está em
R$ 1.670 mensais.
Segundo Carlos Grana, um dos
fatores que prejudica a reposição salarial é a alta
rotatividade no mercado de trabalho. "Como muitos metalúrgicos
não ficam muito tempo no emprego, esse movimento intenso de contratações
e demissões prejudica os ganhos salariais porque os novos operários
costumam ser admitidos por salários menores", explica o presidente
do CNM. O estudo constatou que a taxa de rotatividade no setor, em 2006,
foi de 28,6%, valor considerado expressivo.
Outro problema, diz Carlos, é a
diferença de salários entre as regiões. O Dieese
constatou que, enquanto no Sudeste um metalúrgico ganha 10% além
da média nacional, no Centro-Oeste esse índice é 44%
menor que essa média. "Muitas empresas se deslocam de centros
industriais para buscar incentivos fiscais e mão-de-obra mais
barata", declara. "Os empresários alegam que o custo
de vida é menor nessas regiões para justificar os salários
mais baixos".
Para reduzir essa desigualdade,
Carlos afirmou que, no 7º Congresso Nacional dos Metalúrgicos
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que começou
ontem (12) e vai até sexta-feira (15), em São Paulo,
a categoria vai propor um piso salarial nacional para os metalúrgicos
durante as negociações para o contrato coletivo. "Isso
vai garantir condições mínimas para todos os metalúrgicos
e evitar essa diferença regional que ainda persiste no país",
explica.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 15 de junho de 2007 | Nacional
Governadores do Sul criam Sistema Integrado
de Projetos
Sistema criará projetos comuns a três
estados e também do Mato Grosso do Sul
Elder Ogliari
PORTO ALEGRE - Os governadores dos três Estados do Sul e do Mato Grosso
do Sul decidiram criar o Sistema Integrado de Projetos (Siprosul) durante reunião
do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), nesta
quinta-feira, em Gramado, na serra gaúcha. O sistema será coordenado
pelos secretários estaduais de Planejamento e terá a finalidade
de identificar, sistematizar e elaborar projetos comuns aos quatro Estados. É o
caso, por exemplo, de uma proposta de programa emergencial de auxílio
aos segmentos econômicos prejudicados pelo câmbio.
A criação do Siprosul é um
dos itens da Carta de Gramado, assinada pelos governadores André Puccinelli,
do Mato Grosso do Sul, Roberto Requião, do Paraná, Luiz
Henrique Silveira, de Santa Catarina, e Yeda Crusius, do Rio Grande do
Sul. Entre as outras determinações estão uma reforma
para permitir o ingresso do Mato Grosso do Sul na composição
do capital do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE)
e a ampliação das áreas de incentivo à economia
solidária da instituição.
Os governadores também
decidiram encaminhar uma carta ao governo federal pedindo a inclusão
de novos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento,
o compartilhamento da CPMF com os Estados e maior ressarcimento aos
Estados exportadores pelas perdas da Lei Kandir.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 15 de junho de 2007 | Economia
Crédito imobiliário
soma R$ 1,4 bi em maio e bate recorde
Volume de recursos alocados no
ano é 68% maior que no mesmo período de 2006
Reuters
SÃO PAULO - A concessão
de crédito imobiliário pelos agentes que atuam no
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE)
bateu novo recorde em maio, totalizando R$ 1,44 bilhão.
O melhor resultado mensal anterior havia sido registrado em março,
com R$ 1,32 bilhão.
Os dados divulgados nesta quinta-feira,
14, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito
Imobiliário e Poupança (Abecip) apontam ainda que o montante
do mês passado viabilizou a construção e a aquisição
de 16,2 mil unidades.
Para o diretor de economia do
Sindicato da Indústria da Construção Civil de São
Paulo (Sinduscon), Eduardo Zaidan, o pico histórico atingido em
maio mostra uma tendência que o setor já antevia.
"O mercado tem uma demanda
reprimida bastante grande, a tendência é de vir recorde
após recorde", disse ele à Reuters, acrescentando
que o crédito imobiliário apresentará crescimento
de volumes por pelo menos mais dois anos.
"A poupança ficou
parada muito tempo, por quase 15 anos. Esse resultado só de maio
está perto de tudo que vimos em 2002, quando esse dinheiro financiou
20 mil unidades ao todo. Ainda está começando com mais
força", completou.
Nos cinco primeiros meses de
2007, segundo a Abecip, o volume de recursos alocados ao mercado via
SBPE foi de mais de R$ 5,53 bilhões - um crescimento de 68% em
relação ao mesmo período do ano passado.
O diretor de negócios
da Rossi Residencial, Renato Diniz, avalia que a entrada dos bancos privados
no mercado de crédito imobiliário influencia decisivamente
na seqüência de recordes.
Para ele, a fase de consolidação
do setor ajuda o mercado a investir em empresas profissionais, o que
acaba atraindo mais recursos para financiar novos empreendimentos.
"Nos anos 1980 as
incorporadoras faziam autofinanciamento, que não é o
negócio delas. Hoje quem financia são os bancos privados,
além da Caixa Econômica Federal. Hoje são eles
que procuram as incorporadoras, é um momento diferente",
comentou.
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24 HORAS NEWS / MATO GROSSO, 15 de junho de
2007
Mato Grosso: Operários rejeitam
proposta 'absurda' dos patrões
Assessoria
A contraproposta apresentada
pelo Sinduscon-MT (Sindicato das Indústrias da Construção
Civil de Mato Grosso) ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção Civil de Cuiabá revoltou os
operários do setor, que estão em campanha salarial.
O sindicato da categoria classificou a oferta dos patrões
como "uma covardia".
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Círio Nunes da Silva, disse
que, "além de querer dar um reajuste miserável, o Sinduscon
está cortando direitos elementares dos trabalhadores". Ele se refere à alimentação,
vale-transporte e adicional por qualidade e produtividade, entre outros direitos
que, de acordo com a contraproposta, podem ser cortados no todo ou em parte.
Desde 1º de maio, o sindicato dos trabalhadores vem discutindo com o patronato
a pauta de reivindicações da Convenção Coletiva.
A categoria reivindica um total de 14,5% de reajuste salarial, sendo 9,5% de
perdas, conforme cálculo do Dieese, mais 5% de ganho real. Mas o Sinduscon
quer conceder apenas 3,22% de reajuste total, ignorando as perdas salariais
da categoria que vêm se acumulando desde 1994.
"Quer dizer, os operários da construção civil de Mato
Grosso estão há 13 anos sem reajuste das perdas salariais. Esta é uma
demonstração do descaso dos patrões para com a categoria",
afirmou Ronei de Lima, presidente da Federação dos Trabalhadores
na Indústria do Estado de Mato Grosso (Fetiemt).
A pauta de reivindicações inclui ainda a definição
de novos pisos salariais para todas as funções da categoria (servente,
almoxarife, pedreiro, carpinteiro, pintor, eletricista, encanador, etc), o
reajuste de valores para qualidade e produtividade, redução a
3% do desconto salarial referente a vale-transporte, manutenção
do desconto mensal de R$ 2,00 para refeição, cesta básica
e itens de proteção individual, entre outras reivindicações.
"Mas ao invés de melhorar as condições de trabalho
dos operários, os patrões querem é agravar essas condições",
denuncia Ronei de Lima. "Em relação à refeição,
por exemplo, o Sinduscon quer a cobrança de R$ 2,00 por dia. Isto equivale
a uma média R$ 46,00 a mais de desconto, enquanto o reajuste que eles
estão propondo para um servente, por exemplo, é de apenas R$ 16,00",
acrescenta.
Em relação ao vale-transporte, Círio Nunes da Silve denuncia
que o Sinduscon quer um corte total desse benefício, o mesmo ocorrendo
para a qualidade e produtividade. "Se fala em investir na qualificação
do trabalhador, mas não é o que parece que o Sinduscon quer",
afirma o presidente, lembrando que o benefício estimula a qualificação
e o conseqüente aumento da produtividade.
Tanto o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
Civil, Círio Nunes da Silva, quanto o presidente da Fetiemt, Ronei de
Lima, criticam o fato de os patrões não valorizarem os trabalhadores
do setor, ao mesmo tempo em que recebem incentivos do Governo Federal. "O
setor da construção civil é o que mais vem recebendo incentivos
do Governo Federal nos últimos anos. Mas a ganância pelo lucro é tanta
que esses incentivos não chegam para os trabalhadores. Só servem
para enriquecer ainda mais as empresas", afirma Ronei de Lima.
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JORNAL O GLOBO ONLINE, 15
de junho de 2007
Chinaglia quer formar grupo para debater
reforma sindical
Agência Câmara
BRASÍLIA - O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia, propôs nesta quinta-feira a formação de um grupo de
trabalho para debater a reforma sindical.
- Queremos fazer uma pauta para
o trabalhador. Não precisamos esperar o Executivo - declarou.
A proposta foi apresentada por
Chinaglia em encontro com 80 delegados sindicais, que participam de curso
em Brasília sobre o funcionamento do Congresso. Os sindicalistas foram
acompanhados pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
Segundo o presidente da Câmara,
o grupo de trabalho seria formado por deputados que já atuaram como dirigentes
sindicais. Chinaglia lembrou que ele mesmo teve experiência como presidente
do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo.
Para o deputado, o grupo de trabalho
também poderia debater uma proposta de reforma trabalhista.
- Não existe assunto proibido
para o Congresso. Queremos modernizar a relação entre capital e trabalho,
sabendo que o capital tem infinitamente mais poder que o trabalho.
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CONSULTOR JURÍDICO,
15 de junho de 2007
Mero negociante
Sindicato não responde por empréstimo
a trabalhador
Servidor que pega empréstimo bancário por meio de sindicato tem
de reclamar juros com a instituição bancário e não
com a entidade sindical. O entendimento é da 19ª Câmara Cível
do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Os desembargadores negaram
recurso de uma servidora pública contra a Federação Sindical
dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs). Cabe recurso.
A servidora pública ajuizou
ação contra a Fessergs para revisar os juros de seu empréstimo
e suspender o desconto na folha de pagamento. A primeira instância
acolheu o pedido e determinou a redução dos juros remuneratórios
para 1,41% ao mês. A Fessergs apelou da sentença. Alegou
ilegitimidade passiva no processo.
O desembargador Carlos Rafael
dos Santos Júnior, relator, considerou que o sindicato apenas
facilitou a negociação do empréstimo entre a servidora
e a financeira. Dessa forma, a ação deve ser ajuizada exclusivamente
contra o banco.
“A Fessergs tem legitimidade
para estar no pólo passivo em relação à pretensão
de suspensão dos descontos feitos diretamente na folha de pagamento
da demandante. Os mesmos são repassados à Federação,
que os encaminha à instituição financeira. É o
sistema de consignações”, esclareceu o relator.
Acompanharam o voto os desembargadores
Guinther Spode e Mário José Gomes Pereira.
Processo: 70.019.635.473
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
15/06/2007
Ausência de exame médico demissional
não autoriza reintegração
O falta de exame médico
demissional não acarreta a nulidade da dispensa do empregado,
embora sua realização seja uma obrigação
prevista em lei. Assim decidiu a Quarta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho, ao julgar recurso interposto por um ex-empregado da Companhia
Riograndense de Telecomunicações. De acordo com o voto
da relatora, juíza convocada Maria Doralice Novaes, “o artigo
168, II, da Consolidação das Leis do Trabalho, ao estabelecer
a obrigatoriedade do exame médico demissional, não impôs
sanção no sentido
O trabalhador foi admitido pela
empresa em setembro de 1976 e demitido sem justa causa em maio de 1995,
juntamente com outros 150 empregados. No mesmo ano da demissão,
ajuizou reclamação trabalhista pleiteando a nulidade da
dispensa por falta de exame médico demissional. Pediu a imediata
reintegração ao emprego e a determinação
para que a empresa procedesse à realização do exame.
O empregado não obteve
sucesso em seu pedido de reintegração. O juiz da 6ª Vara
do Trabalho de Porto Alegre entendeu que o descumprimento da determinação
legal acarreta apenas infração de cunho administrativo,
não levando à nulidade da dispensa. A empresa, no entanto,
foi condenada a custear as despesas com o exame no prazo de dez dias,
sob pena de incorrer em multa diária pelo descumprimento.
As partes recorreram ao Tribunal
Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul). A
empresa, insurgindo-se contra a determinação para realização
do exame médico, e o empregado insistindo na reintegração.
O acórdão manteve a decisão quanto à obrigatoriedade
de realização do exame às custas da empresa, porém
retirou a multa. “O descumprimento pelo empregador de obrigação
consistente em submeter o empregado a exame demissional implica a obrigação
de custeá-lo, mesmo que posterior mente à extinção
do contrato de trabalho. Todavia, inviável a condenação
em multa diária, pois a obrigação de fazer incumbe
ao reclamante, não ao empregador”, especificou o acórdão.
O empregado, insatisfeito, recorreu
ao TST, sem sucesso requerendo a nulidade do ato de dispensa. Segundo
a juíza Maria Doralice, “não há dispositivo
legal prevendo que a inobservância da imposição de
realização de exame médico, por conta do empregador,
quando da demissão do empregado, acarrete a nulidade da dispensa
com imediata reintegração do demitido”. O agravo
de instrumento do autor da ação não foi provido
porque ele não conseguiu demonstrar ofensa à lei ou divergência
jurisprudencial válida. (AIRR-56957/2002-900-04-00.2).
(Cláudia Valente)
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Presidência
da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 6.122, DE 13 DE JUNHO DE 2007.
Dá nova
redação aos arts. 97 e 101 do Regulamento da Previdência
Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição,
e tendo em vista o disposto nos arts. 15 e 73 da Lei no 8.213, de 24
de julho de 1991,
DECRETA:
Art. 1o Os arts. 97 e 101 do Regulamento da Previdência Social, aprovado
pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999, passam a vigorar com a seguinte
alteração:
“ Art. 97. O salário-maternidade da segurada empregada será devido
pela previdência social enquanto existir relação de emprego,
observadas as regras quanto ao pagamento desse benefício pela empresa.
Parágrafo único. Durante o período de graça a que
se refere o art. 13, a segurada desempregada fará jus ao recebimento
do salário-maternidade nos casos de demissão antes da gravidez,
ou, durante a gestação, nas hipóteses de dispensa por
justa causa ou a pedido, situações em que o benefício
será pago diretamente pela previdência social.” (NR)
“ Art. 101......................................
..................................................
III - em um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-contribuição,
apurados em período não superior a quinze meses, para as seguradas
contribuinte individual, facultativa e para as que mantenham a qualidade de
segurada na forma do art. 13.
.................................................
§ 3o O documento comprobatório para requerimento do salário-maternidade
da segurada que mantenha esta qualidade é a certidão de nascimento
do filho, exceto nos casos de aborto espontâneo, quando deverá ser
apresentado atestado médico, e no de adoção ou guarda para
fins de adoção, casos em que serão observadas as regras
do art. 93-A, devendo o evento gerador do benefício ocorrer, em qualquer
hipótese, dentro do período previsto no art. 13.” (NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de junho de 2007; 186o da Independência e 119o da
República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Marinho
Este texto não substitui o publicado
no DOU de 14.6.2007.

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