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Agência Diap, 19 de
junho de 2007
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Necessidade de uma nova reforma da
Previdência em pauta na Comissão de Seguridade Social
Nesta quinta-feira, 21/06, a Comissão de Seguridade Social e Família
(CSSF) debaterá em audiência pública o funcionamento do
Fórum Nacional de Previdência Social, a atual situação
da Previdência Social brasileira e a necessidade de uma nova reforma
constitucional.
Foram convidados: o secretário
de Previdência Social do Ministério da Previdência
Social, Helmut Schwarzer; e o vice-presidente de Comunicação
Social da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da
Receita Federal do Brasil (Anfip), Ovídio Palmeira Filho. A reunião
acontece no plenário 7 do anexo II da Câmara dos Deputados, às
14h.
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Diário
Vermelho, 19 de junho de 2007
Sem reforma, déficit do
INSS pode triplicar
Projeções do governo indicam
que, sem mudança nas regras de aposentadorias, em 2050
não haverá como conter desequilíbrio | Rombo
atual de 1,84% do PIB pode chegar a 5,21% em 2050; estudo será mostrado
hoje na reunião do Fórum Nacional da Previdência
VALDO CRUZ, JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Projeções
do Ministério da Previdência Social indicam que
nem o aumento da formalização do mercado de trabalho
nem altas taxas de crescimento econômico evitarão
a explosão do déficit previdenciário sem
uma reforma nas regras de aposentadoria. Os dados, a serem
apresentados hoje na reunião do Fórum Nacional
da Previdência Social, mostram que o desequilíbrio
das contas do setor pode passar de 1,84% do PIB (Produto Interno
Bruto) neste ano para 5,21% em 2050.
Esse é o cenário
base, montado a pedido do ministro Luiz Marinho (Previdência),
no qual são mantidos os atuais parâmetros no mercado
de trabalho e de crescimento da economia. A partir dele, o
governo fez projeções para demonstrar que sem
a reforma não haverá equilíbrio nas contas
da Previdência.
Na primeira simulação,
o governo aposta em aumento expressivo da formalização
do mercado de trabalho -de 45% da PEA (População
Economicamente Ativa) para 71%, ou seja, a cada dez trabalhadores,
pelo menos sete teriam carteira assinada em 2050. Nessa hipótese,
o déficit sairia de 1,84% para chegar a 5,71%. Ela prevê aumento
real do salário de 1,6% ao ano entre 2011 e 2050 e taxas
conservadoras de crescimento da economia -começando
em 3,50% e caindo para 1,49% no mesmo período. Entre
2007 e 2010, o estudo trabalha com as taxas do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento).
Outro cenário
trabalha com taxa média de crescimento da economia de
3,03% até 2050, com aumento de produtividade e do salário
mínimo de 2,5% ao ano. Aí, nem o impulso da economia
iria conter o desequilíbrio das contas, que fecharia
o período em 5,43% do PIB. "A mensagem é que
a formalização e o crescimento são necessários,
mas não suficientes para estabilizar o sistema no longo
prazo", afirma o secretário de Previdência
Social, Helmut Schwarzer.
Em outras palavras,
o estudo será usado para rebater os setores que condenam
a reforma e dizem que o crescimento da economia e do mercado
de trabalho serão a solução para os problemas
da Previdência, como a CUT (Central Única dos
Trabalhadores). Na avaliação do secretário,
as pessoas que defendem essa tese não levam em conta
que o aumento do número de trabalhadores com carteira
assinada, em um primeiro momento, aumenta a receita. Depois,
porém, esse contingente de pessoas vai demandar benefícios
da Previdência, gerando novos gastos.
Já taxas mais
elevadas de crescimento econômico são sinônimo
de aumento de produtividade. "Politicamente é inevitável
repassar esse ganho para o salário mínimo, o
que impactará nas contas." O governo, porém,
concorda com a tese de que não é preciso promover
mudanças no curto prazo. "A idéia é alterar
as regras apenas para quem [ainda] vai entrar no mercado de
trabalho. Afinal, o curto prazo está sob controle",
diz Marinho.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de junho de 2007 | Economia
Construção civil emprega
2,22% a mais no mês de abril
Contingente de trabalhadores formais atingiu
1,627 milhão no setor
Amanda Valeri, da Agência Estado
SÃO PAULO - A construção civil brasileira empregou 2,22%
a mais de pessoas em abril deste ano, tomando como base o mês de março
de 2007. A informação, divulgada nesta terça-feira, 19,
pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo (SindusCon-SP), em conjunto com a FGV Projetos, mostrou
que o contingente de trabalhadores formais atingiu 1,627 milhão no setor
no quarto mês deste ano.
Por número de vagas, abril
criou 35.334 postos com carteira assinada, a maior parte deles (26 mil)
no segmento de Edificações.
No acumulado dos últimos
12 anos, o desempenho também foi bom e registrou alta de 7,6%
com a introdução de 115 mil trabalhadores no mercado de
trabalho. No ano, o saldo positivo de 75,2 mil novos postos de trabalho
elevou o índice em 4,85%.
No Estado de São Paulo,
o crescimento foi de 2,54% em abril ante março, totalizando 456,6
mil postos de trabalho. No quatro mês do ano foram abertas 11.323
novas vagas no setor. No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação
foi de 10,47%, com a introdução de 43.273 postos de trabalho.
Na capital paulista, especificamente,
foi registrada a abertura de 5.913 vagas, com evolução
de 2,9% em abril. Os trabalhadores formais do setor totalizavam 209,9
mil naquele mês.
A maior alta relativa em
abril foi verificada na região de Santos, com acréscimo
de 664 trabalhadores, ou 3,44%. Já a maior queda relativa ocorreu
na região de Presidente Prudente, com redução
de 1,5%, ou 85 vagas.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de junho de 2007 | Economia
INSS lança sistema que facilita
concessão de auxílio-doença
Programa reconhece relação
entre doença e a atividade do trabalhador
SÃO PAULO - O INSS lançou o Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário, sistema informatizado para facilitar o trabalho dos
peritos médicos na concessão do auxílio-doença
acidentário. O programa permite o reconhecimento automático da
relação entre a doença ou acidente e a atividade profissional
desenvolvida pelo trabalhador. Com isso, o perito pode constatar, de imediato,
se a moléstia ou lesão apresentadas pelo trabalhador são
decorrentes de doença profissional ou acidente de trabalho.
Essa identificação é possível
graças ao Sistema de Administração de Benefícios
por Incapacidade (SABI), que passou a ter em sua memória a lista
com as doenças e acidentes relacionados a determinada atividade,
além do nome das empresas em que eles são registrados com
maior freqüência.
A empresa pode se manter atualizada
sobre sua caracterização em relação ao nexo
epidemiológico consultando o site da Previdência. Caso o
empregador não concorde com a aplicação do nexo
técnico epidemiológico, poderá entrar com recurso
com efeito suspensivo no Conselho de Recursos da Previdência Social.
Trabalhador
O documento que deve ser apresentado pelo trabalhador para solicitar o auxílio-doença
acidentário continua sendo o laudo emitido pelo médico que o
assiste.
No entanto, a decisão
final quanto à concessão ou não desse benefício
cabe única e exclusivamente ao perito do INSS, com base no exame
médico-pericial e na documentação apresentada.
Se o perito achar necessário,
poderá solicitar outros documentos, como o Perfil Profissiográfico
Previdenciário (PPP), laudo técnico do médico do
trabalho, demonstrativos ambientais ou, até mesmo, realizar pesquisa
ou vistoria no local de trabalho do segurado, entre outras medidas.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de junho de 2007 | Economia
Crescimento do emprego brecará em
2007 e 2008, diz OCDE
Pesquisa também mostra que desemprego
continuará caindo a média de 5,5%
Efe
PARIS - O crescimento do emprego nos países da Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)
sofrerá uma desaceleração este ano e em 2008, quando será de
1,3% e 1%, respectivamente, após registrar uma taxa de 1,6% em 2006,
segundo o relatório Perspectivas para o Emprego divulgado nesta terça-feira,
19.
O estudo ressalta, no entanto,
que o índice de desemprego continuará caindo, até atingir
5,6% este ano e 5,5% no próximo.
De acordo com a evolução
da economia nos diferentes países, o crescimento do emprego deve
diminuir com força nos Estados Unidos (a 1,1% em 2007 e 0,6% em
2008, depois de 1,9% de 2006), mas muito menos nos outros países
que fazem parte da OCDE.
Para os países europeus
da OCDE, o relatório projeta um avanço de 1,5% este ano
e 1,2% no seguinte, contra 1,7% de 2006, enquanto nos quinze países
da União Européia (antes da ampliação de
2004) seria de 1,4% em 2007 e de 1,2% em 2008.
O emprego cairá em valor
absoluto no Japão em 2008 devido à redução
da população ativa, mas será acelerado em México
(alta de 2,2% em 2007 e 2,4% em 2008), Canadá e Austrália.
Em 2006, o emprego registrou
um crescimento superior ao do ano anterior (alta de 1,1% para toda a
OCDE), especialmente nos países Europeus.
Com exceção de
Espanha, Irlanda, República Tcheca e Reino Unido, que registraram
um forte crescimento nos anos anteriores, o emprego na Europa cresceu
mais em 2006 que em 2005.
Crescimento do emprego
Devido ao fato de que o crescimento do emprego superou o da população
ativa na maior parte dos países da OCDE no ano passado, as taxas de
desemprego diminuíram, e o número de desempregados caiu em mais
de 2,5 milhões de pessoas, queda superior à de 2005.
Havia 33,6 milhões de
desempregados na OCDE em 2006, o que equivale a 5,9% da população
ativa, contra 6,5% do ano anterior.
O índice de desemprego
caiu em todos os países da OCDE, exceto Hungria, Islândia,
México, Nova Zelândia e Reino Unido, e se estabilizou em
Irlanda e Portugal.
A queda foi de pelo menos um
ponto em Alemanha, Grécia, Itália, Noruega, Polônia
e Eslováquia.
Nos países europeus da
OCDE, as taxas de desemprego deveriam cair este ano e no próximo
até atingir 6,6% em 2008. Embora continuem superiores em um ponto à média
da OCDE, o diferencial seria reduzido "progressivamente", segundo
o relatório.
Nos 15 países da União
Européia, a taxa de desemprego cairá de 7,3% em 2006 (7,8%
em 2005) para 6,8% este ano e 6,4% no próximo, de acordo com as
previsões.
Por outro lado, deve subir um
pouco nos Estados Unidos (4,6% em 2007 e 4,8% em 2008) e no México
(3,9% em 2007 e 3,7% em 2008).
Apesar da contração
do desemprego na OCDE, não foram constatadas "pressões
sensíveis em alta" nas remunerações reais.
Remuneração
A remuneração média por assalariado nas empresas subiu
0,6% em 2005 e 1,2% em 2006, uma alta "claramente inferior" ao crescimento
global da produtividade do trabalho, de cerca de 1,5%. Segundo as previsões,
a progressão média das remunerações reais se aceleraria
progressivamente, com disparidades entre os países, até 1,4%
em 2007 e 1,7% em 2008, após a contração das capacidades
inutilizadas no mercado de trabalho.
Nos 15 países da União
Européia, a remuneração real cresceria 1,1% este
ano e em 2008, após progredir 0,3% no ano passado.
Em 2006, o índice caiu
em Alemanha, Espanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e
Suíça, enquanto subiu em mais de 2% em França, Grécia,
Hungria, Islândia, Noruega, Polônia e República Tcheca.
A OCDE prevê um aumento
em todos os países europeus nos dois próximos anos em um
ritmo "mais ou menos conforme o crescimento da produtividade e sob
o efeito da melhora do mercado de trabalho", com uma única
exceção, a Alemanha, que registrará uma redução
este ano.
A alta das remunerações
reais se desacelerou no México em 2006 (alta de 1%, após
1,6% em 2005), uma tendência que continuará este ano (0,2%),
antes de subir para 0,4% em 2008. Os autores do relatório analisaram
também se a globalização aumenta a precariedade
do emprego e as desigualdades nos países da OCDE.
Segundo eles, apesar do
impacto da globalização nos mercados trabalhistas ser "administrável",
a integração econômica internacional exige que
os países desenvolvidos adotem políticas a favor do crescimento
e do emprego que diminuam o impacto na insegurança e as desigualdades
salariais dos trabalhadores.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de junho de 2007 | Nacional
Reforma política é adiada
novamente e será debatida quarta
Sem consenso dos partidos na semana passada,
deputados tentam novo acordo
Reuters
BRASÍLIA - A reunião
de líderes dos partidos com o presidente da Câmara
dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para tentar chegar a
um acordo sobre a votação da reforma política,
inicialmente marcada para esta tarde, ficou para quarta-feira,
as 11 horas.
O líder do PT, deputado
Luiz Sérgio (RJ), que participou da reunião, informou que
os líderes retomarão a discussão em uma nova reunião, às
17 horas, no gabinete da liderança do DEM.
"Acho que vamos chegar a
um acordo para salvar a reforma", disse o deputado Henrique Fontana
(PT-RS).
O diretório nacional do
PT, instância máxima do partido, decidiu na segunda-feira
ratificar posição da Executiva a favor do voto em lista,
com a possibilidade da chamada "lista flexível".
O sistema permitirá que
o eleitor vote em uma lista pré-ordenada pelos partidos e também
em um candidato específico. Candidatos mais votados galgariam
posições na lista.
O PP aprovou nesta terça-feira
a eleição majoritária chamada "destritão". "Quem
for mais votado é eleito. Assim, é o povo quem faz a lista",
disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
Na semana passada, houve uma
tentativa frustada de votar o sistema de voto em lista para deputados
federal e estadual e vereadores. A surpresa ficou com o PSDB, que na última
hora se colocou contra o mecanismo.
A reforma prevê ainda a
aprovação de itens como financiamento público de
campanha, fidelidade partidária, fim das coligações
nas eleições proporcionais e a criação de
federação de partidos.
Antes da reforma, têm prioridade
de votação no plenário uma medida provisória
e dois projetos de lei com urgência constitucional, informou a
assessoria da presidência da Câmara.
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ÂMBITO JURÍDICO,
19 de junho de 2007
TST deve decidir a competência
para julgar questão trabalhista e previdência complementar
A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu,
por maioria, deixar que o Tribunal Superior do Trabalho decida de quem é a
competência para julgar uma ação em que um aposentado pede,
em síntese, diferenças de complementação de aposentadoria
decorrente do reconhecimento de que o trabalhador exerceu suas atividades em
condições de periculosidade. A ação é contra
a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e Fundação Vale do Rio Doce
de Seguridade – Valia.
O juízo da 1ª Vara
do Trabalho de João Monlevade (MG) julgou procedente o pedido,
e a sentença foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da
3ª Região, reafirmando a competência da Justiça
trabalhista. Mas, ao julgar individualmente recurso de revista, o ministro
Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), declarou
a incompetência da Justiça do Trabalho. Entendeu que o pagamento
da complementação de aposentadoria pela Valia não é resultado
de obrigação assumida pela CVRD, cabendo à Justiça
comum julgar o caso, uma vez que se trata de previdência privada.
Os autos foram remetidos à Justiça
comum da Comarca de Nova Era (MG), onde um novo conflito de competência
foi suscitado porque o juiz entendeu que a competência era mesmo
da Justiça trabalhista. O caso foi, então, para o Supremo
Tribunal Federal (STF). A ministra Carmen Lúcia também
declinou da competência do STF e encaminhou os autos para o STJ.
O caso foi amplamente discutido
pela Segunda Seção do STJ, com resultado da votação
apertado. O relator, ministro Humberto Gomes de Barros, votou pela competência
da vara trabalhista da comarca de Nova Era. Para ele, basta que a ação
seja oriunda da relação de trabalho para que a competência
seja da Justiça do Trabalho.
O ministro Castro Filho divergiu.
Entendeu que a natureza civil do caso é evidente porque se trata
de controvérsia oriunda de contrato firmado entre o aposentado
e a Valia, sendo a competência, portanto, da Justiça comum,
entendimento que foi acompanhado pelo ministro Massami Uyeda.
Contudo a posição
vencedora foi a dos ministros Ari Pargendler e Carlos Alberto Menezes
Direito, que preferiram declarar competente o TST, na intenção
de que o ministro Ives Gandra Martins Filho suscite um novo conflito
de competência para que seja decidido pelo STF. Os ministros Cesar
Asfor Rocha, Nancy Andrighi e Hélio Quaglia Barbosa não
participaram do julgamento.
Andrea Vieira
Processo CC 69281
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FETRACONSPAR, 19 de junho
de 2007
Relatório da reunião
do CPN realizada em São Paulo
O companheiro Jorge Moraes, diretor da FETRACONSPAR
e representante da CNTI junto ao CPN - Comitê Permanente
Nacional, esteve em São Paulo, no último dia 13/06,
onde participou de reunião do comitê. A seguir confira
o relatório.
ABERTURA
E DISCUSSÕES
A
Reunião foi realizada
nas dependências do Sintracon/SP sob a coordenação
do companheiro Sr. Laércio Fernandes Vicente representante da
FORÇA SINDICAL, tendo inicio as 9:40 minutos da manhã devido
ao atraso na chegada dos representantes da bancada patronal, já de
inicio pediu a palavra o Sr. Juarez Correia Junior (DRT-SP) o qual fez
uma observação que atualmente existem em funcionamento
vinte e um CPRs em todo o Brasil, porem somente estão presentes
seis CPRs nesta reunião, o que fora registrado pelo coordenador,
em seguida com a palavra o coordenador Sr.Laércio colocou em discussão
a realização ou não do encontro dos CPRs ainda para
este ano de 2007 em virtude da realização do CEMATIC que
estará acontecendo no estado do PARA, em seguida deixou a palavra
em aberto aos demais presentes para que opinassem sobre o assunto do
qual todos presentes se colocaram a favor da realização
do encontro dos CPRs pois haveria troca de informações
e ainda haveria um crescimento para o grupo, sendo assim aprovado por
todos presentes que devera ser realizado o encontro dos CPRs.
Em seguida
passou a discussão da data da realização e a pauta
de discussão para o encontro, sendo definido a data de 4 e 5 de
dezembro de 2007 a ser realizado em meio período de cada dia,
sendo destinado o outro meio período para discussões do
CPN com local da realização podendo ser na FUNDACENTRO
ou SINTRACON/SP, ficando desde já formada a comissão de
organização
do encontro pelos Srs. Luiz Carlos José de Queiroz (CONTICOM-CUT),
Robinson Leme (FETICOM SP) e VITOR FERNANDO ROSA ( SECONCI SP) e ficando
também definido que o tema principal a ser tratado será o ´´empenho
das DRTs´´,d ando por encerrado os trabalhos da manhã.
PARTE DA TARDE
Dando inicio
aos trabalhos da parte da tarde o Coordenador Sr.Laércio
Fernandes Vicente deu inicio a leitura da ata da reunião anterior
a qual após lida fora aprovada sem alterações,
em seguida dando continuidade aos trabalhos informou sobre as publicações
das ARTP, sendo que referente a CIPA estaria sendo analisada pelo departamento
jurídico do Ministério do Trabalho o conteúdo
do material para em seguida e feita as publicações.
Em
continuidade aos trabalhos passou-se a discussão das propostas
do companheiro Juarez Correia Junior (DRT-SP) sobre a alteração
do PCMAT e SESMET, ficando marcado para o dia 20.06.2007 as 14 horas
uma reunião
do grupo do CPR para levar as propostas a serem discutidas no Encontro
Nacional no fim do ano.
CESTO AEREO
Com a palavra o Sr. Antonio
Pereira Nascimento (DRT/SP) informou que apenas dois Estados mandaram
propostas, sendo
o estado da
Paraíba
e Paraná pedindo que sejam discutidas e analisadas as propostas,
ficando para o grupo se reunir novamente e ver se seria possível
colocar como anexo da norma.
Em
seguida dando continuidade aos trabalhos passou-se a discussão
do calendário de reuniões do GRUPO CPN ficando definido
as datas das reuniões da seguinte forma:
1° reunião do CPN ficou agendada para o mês de agosto
de 2007
2° reunião do CPN ficou agendada para o mês de Outubro
de 2007.
3° reunião do CPN devera acontecer no Encontro Nacional dos
CPRs, nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2007.
SOBRE O P.A.C
Com a palavra o Senhor
VITOR FERNANDO ROSA (SECONCI SP) informou que até o momento não obteve nenhuma informação
sobre o andamento do PAC, pois o Sr. ZUHER HANDAR membro da OIT
não
havia lhe repassado nenhuma informação, ficando definido
que o companheiro devera fazer uma cobrança do Sr. ZUHER
HANDAR e nos informar na próxima reunião.
REUNIÃO
COM O MINISTRO DO TRABALHO
Em continuidade aos trabalhos
foi colocado em discussão
sobre a reunião com o Ministro do trabalho, tratada na reunião
anterior e a ser agendada, a qual ficou definida que o CPN devera se
empenhar na agilidade da agenda já para os dias 3, 4 e 5 de
Julho do corrente ano.
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RONDONOTÍCIAS, 19
de junho de 2007 | Geral
Direito camuflado: trabalhadores podem
perder abono salarial do FAT por falta de informação
No Brasil, 11 milhões e 700 mil trabalhadores têm direito a receber
o abono salarial do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Quase 10%, 1 milhão
120 mil pessoas ainda não procuraram os bancos para retirar o dinheiro.
O valor do abono é de
um salário mínimo, ou seja, R$ 380. A idéia é levar
renda ao trabalhador que ganhe até dois salários mínimos.
Não é um requerimento que o trabalhador tem de fazer como é o
seguro-desemprego.
A idéia de distribuição
de renda é do governo federal, e nesse aspecto, não se
conseguiu atingir o Brasil inteiro. “Nem todo trabalhador sabe
desse direito”, alerta o presidente do Conselho do FAT, Ezequiel
Nascimento.
Para ter direito ao abono salarial,
o trabalhador deve estar cadastrado nos programas PIS ou PASEP há cinco
anos. Ter uma renda mensal de até dois salários mínimos.
O dinheiro extra que está sendo liberado pelo governo federal é referente
ao ano de 2005.
Por isso, a pessoa tem de comprovar
que trabalhou pelo menos 30 dias naquele ano, com carteira assinada.
Receber o benefício é fácil e rápido. Basta
apresentar a carteira de identidade, a carteira de trabalho e o número
de inscrição do PIS/PASEP no Banco do Brasil, no caso de
servidores públicos, ou na Caixa Econômica Federal (CEF)
para trabalhadores domésticos e de empresas privadas.
O dinheiro é recebido
na hora. Somente no Distrito Federal, 31.202 trabalhadores ainda não
resgataram o abono salarial, referente ao ano de 2005. O dinheiro já está disponível
nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa.
Mas, o prazo vence dia 29 de
junho. Depois disso, os recursos voltam para o FAT. O presidente do Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, Ezequiel Nascimento,
explica que os atrasados receberão em casa esta semana uma carta
avisando sobre o prazo.
O problema é que
muita gente mudou de endereço e não atualizou o cadastro
no banco. "Nós só temos o endereço confirmado
de 800 mil trabalhadores. Esses 800 mil ainda esta semana receberão
uma cartinha aqui do Ministério. Os 300 mil, se não procurarem
a Caixa, podem ficar sem esse benefício", avisa Nascimento.
Para tirar dúvidas e saber se você tem direito, o telefone
da Caixa é 0800-5742222.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de junho de 2007 | Economia
Desembolsos do BNDES crescem 26%
em 12 meses
Liberação de recursos
para a agropecuária e indústria cresce em maio
Adriana Chiarini, da Agência
Estado
RIO - Os desembolsos do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em
maio foram de R$ 4,2 bilhões, somando R$ 57,7 bilhões
no período de 12 meses, 26% a mais que no período
de 12 meses anterior. As aprovações cresceram 67%
no período e totalizaram R$ 88,3 bilhões, sendo R$
7,3 bilhões em maio.
A formalização
de pedidos de apoio ao BNDES subiu 27% em 12 meses até o mês
passado, para R$ 118,4 bilhões, dos quais R$ 13 bilhões
em maio, e os enquadramentos dos projetos em programas - que correspondem à segunda
das quatro fases de tramitação do processo do pedido à liberação
dos recursos - aumentaram 33%, atingindo R$ 106,6 bilhões em 12
meses, sendo R$ 10,5 bilhões em maio.
Agronegócio
A nota do BNDES que divulga os resultados do mês passado observa que "a
agropecuária, que vinha apresentando quedas sucessivas desde o início
da crise do setor, reverteu esse quadro e apresentou resultado positivo (crescimento
de 2%) - com liberações de R$ 3,9 bilhões entre junho
de 2006 e maio de 2007". As aprovações para a agropecuária
cresceram 28% e foram de R$ 4,8 bilhões no mesmo período.
Os desembolsos para a indústria
nos últimos 12 meses, até maio, foram de R$ 30 bilhões,
com crescimento de 35% em relação ao período anterior,
e representando mais da metade do total liberado pelo BNDES. As aprovações
para a indústria se expandiram em 60%, chegando a R$ 44,7 bilhões.
O setor de infra-estrutura teve
um aumento de apenas 9% nos desembolsos, que ficaram em R$ 18,4 bilhões,
mas de 79% nas aprovações em 12 meses, que totalizaram
R$ 31,3 bilhões.
As micro, pequenas e médias
empresas receberam R$ 9,2 milhões do BNDES em 12 meses, 20%
mais que nos 12 meses anteriores. O número de operações
com empresas desse porte aumentou 51% no período.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
19 de junho de 2007
Empresa é condenada por acidente
com empregado que perdeu parte da perna
Uma empresa foi condenada pela 8ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho)
da 3ª região (Minas Gerais) a pagar indenização por
danos morais e materiais a empregado que sofreu acidente no local de trabalho,
ocasião em que perdeu a parte inferior da perna esquerda.
A empresa alegou que o acidente
ocorreu por culpa exclusiva do empregado, que não observou as
regras de segurança do trabalho e, por isto, pretendia que, no
mínimo, fosse reconhecida a responsabilidade concorrente do empregado.
A tese da defesa era de que o
empregado recebia treinamento técnico específico, sendo
constantemente supervisionado por profissional de segurança do
trabalho, e que por comodidade preferiu utilizar uma ferramenta denominada “aranha” para
alçar uma caixa com a produção de ferro, de 3.000
quilos, quando o correto seria a utilização de cabos de
sustentação, que dariam maior equilíbrio à caixa.
Ao ser suspensa na ponte rolante, a caixa pendeu em direção
ao reclamante e prensou sua perna esquerda, esmagando-a.
A perícia constatou, entretanto,
que nem os cabos impediriam que a carga pendesse para um lado ou outro
em caso de posicionamento desnivelado da ponte, confirmando que a causa
do acidente havia sido a realização de uma operação
de risco em um ambiente inseguro.
A prova oral também revelou
que era comum a utilização da aranha para retirar as caixas
de ferro e que, no dia do acidente, os cabos de sustentação
não foram usados porque não estavam disponíveis.
Além do que, a ponte rolante estava com defeito e o técnico
de segurança não se encontrava no local no momento do acidente.
A desembargadora Denise Alves
Horta disse que cabe ao empregador a orientação e constante
fiscalização, com o objetivo de reduzir os riscos de acidente,
propiciando condições seguras para o trabalho. Sendo assim,
a deformidade permanente do empregado e redução de sua
capacidade laborativa “afigura-se como fato gerador de indenização
por parte de quem, por ação ou omissão, contribuiu
para o evento”.
Recurso ordinário
01855-2005-053-03-00-0
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 19 de junho de 2007 | Economia
Casa Própria: Empresa japonesa
oferece juros baixos para ´inteligentes´
Clientes considerados inteligentes recebem
vantagens em financiamentos
TÓQUIO - Uma empresa de serviços financeiros no Japão
está oferecendo financiamento para casa própria com juros mais
baixos para clientes considerados inteligentes, que têm bons empregos,
falam bem inglês ou dominam o uso de computadores.
As reduções oferecidas
pela GE Consumer Finance, o braço financeiro da General Electric
Co., podem chegar a até um ponto percentual por ano, dependendo
do tipo de trabalho e das habilidades do comprador e de integrantes de
sua família.
De acordo com a agência
de notícias Kyodo News, entre os vinte tipos de profissionais
que serão privilegiados estão advogados, contadores, médicos,
intérpretes e economistas.
A idéia da empresa, segundo
um porta-voz, é que os trabalhadores mais qualificados costumam
conseguir e manter bons empregos, o que reduziria o risco de insolvência
- arrecadação de todos os bens do devedor no caso de a
dívida são ser paga.
Anteriormente, clientes que tinham
fluência em inglês e certificados que provassem o domínio
do uso de computadores já podiam ser beneficiados por uma redução
da taxa de juros de até 0,2%.
De acordo com as novas regras,
no caso de o cliente ser um casal em que ambos possuam os mesmos tipos
de qualificações, a redução pode chegar a
até um ponto percentual.
Ainda de acordo com a GE Consumer
Finance, até as habilidades dos parentes como pais, filhos e irmãos
também poderão ser consideradas na hora de pedir o empréstimo.
O novo esquema é válido para empréstimos com taxas
de juros fixas ou variáveis.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
19 de junho de 2007
Justiça Eleitoral nega criação
de dois novos partidos por falta de assinaturas
Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indeferiram, em decisão
unânime, dois requerimentos de criação de dois novos partidos
políticos. O PF (Partido Federalista) e o PND (Partido Nacionalista
Democrático) tiveram o registro na Justiça eleitoral por não
apresentarem, de acordo com a legislação eleitoral, as mais de
400 mil assinaturas de apoio necessárias.
De acordo com a assessoria do
TSE, o indeferimento dos requerimentos não impede a criação
das novas legendas, apenas obriga os interessados na fundação
desses novos partidos a recolherem as assinaturas.
Segundo a lei 9.096/95 (Lei dos
Partidos Políticos), o número das assinaturas para a criação
de um novo partido deve ser igual, ou superior, a 0,5% dos votos dados
na última eleição geral para a Câmara dos
Deputados, não computados brancos e nulos, distribuídos
por um terço ou mais dos Estados.
O presidente da Comissão
Executiva Nacional Provisória do PND, almirante reformado Roberto
Gama e Silva, pedia para ser dispensado da obrigação, para
a fundação da legenda, do recolhimento das 468.890 assinaturas
de apoio — número atualizado a partir do número de
votos obtidos para a Câmara dos Deputados nas eleições
de 2006.
Em relação ao PF,
o presidente nacional do partido, Thomas Korontai, pedia autorização
ao TSE para recolher essas 468.890 assinaturas pela Internet. O tribunal
entendeu que as assinaturas não podem ser coletadas por meio virtual.
Ao votar, o ministro Caputo Bastos
argumentou que, apesar do bem fundamentado requerimento do Partido Federalista,
não haveria como se colher as mais de 400 mil assinaturas pela
Internet, em virtude da exigência legal do parágrafo 1º do
artigo 7º da Lei dos Partidos Políticos, que não admite
ampla interpretação. Segundo Bastos, o recolhimento via
Internet dificultaria a posterior averiguação da veracidade
das assinaturas, que seriam confrontadas com os títulos de eleitor.
Atualmente existem, registrados
na Justiça Eleitoral, 28 partidos políticos.
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Folha de São Paulo,
19 de junho de 2007
Analistas de mercado prevêem
taxa básica de juros abaixo de 10% em 2008
Analistas e economistas do mercado brasileiro projetaram pela primeira vez
uma taxa básica de juros para o País abaixo de 10% em 2008, de
acordo com pesquisa feita pelo Banco Central.
Pelos cálculos, a taxa Selic (atualmente em 12% ao ano) estará em
9,75% em dezembro de 2008, abaixo dos 10% estimados até semana retrasada.
A estimativa para o encerramento de 2007, entretanto, foi mantida em 10,75%.
Também não sofreram
alteração as apostas para o próximo movimento do
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
As estimativas projetam que o juro sofrerá mais um corte de 0,50
ponto percentual, o que levará a Selic para 11,5% ao ano, a partir
de julho.
Pelo lado da inflação,
as estimativas para as variações esperadas para o Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2007 e 2008 ficaram em
3,59% e 4%, respectivamente. Nos dois casos, as estimativas estão
abaixo do centro da meta fixada pelo governo para os dois anos, que é de
4,5%.
Os analistas, por outro lado,
reduziram para R$ 1,93 a estimativa da cotação do dólar
em dezembro. No cenário mais longo, a estimativa é de que
a moeda norte-americana estará valendo R$ 2,00 em dezembro de
2008.
A estimativa para a taxa
de expansão da economia em 2007 também foi alterada,
passando para 4,25%, ante 4,20% na pesquisa anterior. Para 2008, entretanto,
as apostas continuam indicando uma crescimento de 4% para o Produto
Interno Bruto (PIB) do País.
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Diário Vermelho, 19
de junho de 2007
Corte de juros isolado não
sustenta expansão do PIB
A ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central
(Copom), divulgada na última quinta-feira (14), trouxe as justificativas
para a mudança no ritmo de queda da taxa de juros (Selic). O Copom decidiu
ampliar o corte da Selic, de 0,25 para 0,5 ponto percentual, porque a valorização
do real frente ao dólar e o aumento das importações estão
ajudando a manter a inflação sob controle. O dólar fraco
barateia os preços dos produtos fabricados no exterior, estimulando
as importações. De fato, de janeiro até a segunda semana
de junho, as compras externas cresceram em ritmo acelerado – 24,3%. Como
assinalou o Copom, as importações vêm contribuindo para
aumentar a oferta agregada, diminuindo o descompasso entre produção
e demanda domésticas.
A entrada de produtos baratos
no país força a concorrência interna a segurar os
preços. Um terceiro efeito do câmbio valorizado é a
diminuição do custo de produção das empresas,
na medida em que estimula importações de bens de capital
(máquinas e equipamentos). Até maio, essas compras cresceram
23,4%, respondendo por mais de 20% das importações brasileiras.
Já é uma tradição no Brasil o setor produtivo
aproveitar os momentos de câmbio valorizado para adquirir maquinário
importado. Isso não estaria acontecendo no ritmo atual se os empresários
não estivessem acreditando na estabilidade da economia e no aumento
da demanda a curto e médio prazo.
Na avaliação de
cinco dos sete integrantes do Copom, o setor externo está tendo,
portanto, uma influência "predominantemente benigna sobre
as perspectivas de inflação". Os diretores do BC não
vêem perspectiva de uma desvalorização acentuada
do real a curto prazo. Tudo isso levou o mercado a acreditar que, em
pelo menos duas, das quatro reuniões do Copom até o fim
do ano, a taxa Selic sofrerá corte de 0,5 ponto percentual.
Acredita-se que, depois disso,
o ritmo de queda voltará a ser de 0,25 ponto percentual a cada
rodada do Copom, o que levará a taxa básica de juros, em
dezembro, a 10,5% ao ano. Descontada a inflação, o país
poderá chegar ao fim do ano com juro real em torno de 7%. Trata-se
de um patamar historicamente baixo, mas, ainda assim, altíssimo
quando comparado ao da maioria das economias.
O momento econômico vivido
pelo Brasil é bastante positivo, mas não há espaço
para euforia. É mais ou menos o que diz o Copom na sua ata, que
traz recados sinalizando que, em algum momento, o BC pode ser forçado
a conduzir a política monetária com "parcimônia".
De forma textual, o Comitê diz que "o ritmo de expansão
da demanda doméstica pode colocar riscos para a dinâmica
inflacionária no médio prazo". Os dois diretores do
BC que saíram vencidos na última definição
da Selic lembram que a a expansão da demanda ocorre não
apenas entre os bens transacionáveis, mas também entre
os não-transacionáveis, ou seja, está havendo aumento
de consumo de bens que não podem ser importados. A ata adverte
que parte dos estímulos monetários ainda não teve
efeito pleno sobre a economia e que existe incerteza sobre como os cortes
de juros afetarão a inflação.
São poucos os especialistas
que duvidam hoje da capacidade de o Produto Interno Bruto (PIB) se expandir
em torno de 4% ou 4,5%, neste e nos próximos três anos.
Mas é crescente a percepção de que o país
não tem fôlego para ir muito além disso, sem provocar
aumento da inflação. Para a economia crescer mais rápido,
as autoridades teriam que reduzir os custos de produção,
o que exigiria a diminuição tanto da carga tributária
quanto dos gastos do governo. Claramente, não há disposição
política hoje em Brasília para nenhuma das duas tarefas.
Sem isso, o crescimento da oferta continuará limitado, o que,
por sua vez, restringirá a expansão do PIB.
Num artigo recente, o economista
Rogério Werneck mostrou que a alta de 4,3% do PIB no primeiro
trimestre resultou da combinação de um crescimento real
de 3,9% do valor adicionado, calculado a preços básicos
(sem tributos), com um aumento de 6,9% da receita real proveniente
dos tributos incidentes sobre bens e serviços. "Isto significa
que a carga de impostos indiretos continua crescendo muito mais rápido
que a produção", adverte, acrescentando que as receitas
federais, que incluem a maior parte da tributação direta,
evoluíram a uma taxa duas vezes e meia maior que a do PIB. Trata-se
de um contra-senso para quem aspira ter a economia crescendo acima
de 4% ao ano. Fonte: Valor Econômico.
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Diário Vermelho, 19
de junho de 2007
Receita Federal mostra que carga
tributária caiu em 2006
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, indicou nesta segunda-feira
(18) que a carga tributária de 2006 foi menor em relação
ao ano anterior. De acordo com ele, o índice ficou abaixo de 37% do
Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país.
Em 2005, a carga tributária, conforme os números da própria
Receita Federal, chegou a 37,37% do PIB. "Vai ficar abaixo de 37%. Já recebi
o trabalho. Estamos examinando [os números]. Falta definir a forma de
apresentar. Quando for apresentado ao ministro [Guido Mantega, da Fazenda],
nós divulgaremos", disse.
Ao ser questionado, no entanto,
se a carga tributária de 2006 levava em consideração
a antiga ou a nova metodologia de cálculo do PIB adotada pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o secretário
voltou atrás, mas garantiu que o estudo sobre o peso dos impostos
no orçamento do cidadão está pronto e pode ser divulgado
nos próximos dias.
A nova metodologia de cálculo
do PIB aplicada pelo IBGE é mais abrangente. As regras deram mais
peso ao setor de serviços e incluíram índices de
consumo da população e outras informações
que não eram usadas até recentemente. Questionado sobre
novas desonerações aos setores automotivo e de eletroeletrônicos,
Rachid afirmou que "o ponto chave da Fazenda é garantir o
equilíbrio fiscal para que o governo estude novas reduções
de impostos". "Havendo segurança de arrecadação
nesse sentido, já que a economia vem crescendo, é possível
cortar [tributos] ou se atuar em novas frentes", enfatizou.
O secretário disse
ainda que os resultados apontam para um crescimento na arrecadação
deste ano em comparação ao ano passado da ordem de 12%.
Ele porém lembrou que é preciso o governo ter a garantia
de que a economia vai de fato crescer acima das projeções
para reduzir a carga tributária. Hoje, por exemplo, pesquisa
do Banco Central realizada junto ao mercado financeiro faz projeções
mais otimistas do que as anteriores com o PIB sendo elevado para 4,25%
este ano.
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Congresso em Foco, 19 de
junho de 2007
Entidades defendem investigação
sobre fraude
OAB, AMB e Conamp cobram do Congresso
investigação sobre denúncia de fraude em artigo
da Constituição

Divulgação/OAB-BA
O presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Cezar Brito, defendeu que o Congresso Nacional
apure a suspeita de que houve fraude em dispositivo do artigo 166 da
Constituição Federal, conforme revelou ontem (18) o Congresso
em Foco.
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público
(Conamp) também se mostrou favorável a uma investigação
sobre o caso, que foi estudado por dois professores da Universidade de Brasília.
O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Rodrigo
Collaço, foi além e defendeu o retorno ao texto original do artigo
caso a fraude seja confirmada.
Brito se mostrou preocupado com os fatos narrados na reportagem. “É preciso
que o Congresso, detentor dos arquivos do poder Legislativo brasileiro, esclareça
se houve ou não fraude à Constituição Federal.
A norma que dá o norte ao Brasil não pode sofrer a mancha da
dúvida ou do descompromisso com as regras democráticas que ela
mesmo criou”, comentou ele.
Na avaliação do presidente da OAB, o eventual silêncio
dos parlamentares sobre o assunto deixará em xeque a forma como são
aprovadas as leis no país. Para Brito, o estudo dos professores Adriano
Benayon e Pedro Antônio Rezende é “um bom ponto de partida” para
os congressistas vasculharem os anais da Assembléia Nacional Constituinte.
Ele disse que a OAB vai tomar medidas “necessárias e cabíveis” se
for “constatado que houve adulteração do texto constitucional”.
De acordo com os pesquisadores, parte do artigo 166 foi incluído na
Carta Magna sem passar pelo Plenário. O dispositivo inserido, segundo
eles, beneficiou credores internacionais da dívida externa. As alíneas “a”, “b” e “c” do
artigo 166 (172, na versão original) tratam de privilégios para
o pagamento da dívida, de pessoal e de transferências aos estados
e municípios.
Os autores do trabalho responsabilizam pela inserção do texto
o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim (foto), então
deputado constituinte pelo PMDB gaúcho e líder do partido, e
o ex-deputado Gastone Righi (SP), que liderava a bancada do PTB. Os dois negam
a acusação.
Rodrigo Collaço, da AMB, disse que a comprovação da denúncia
merece um questionamento no Supremo Tribunal Federal. A comprovação,
segundo ele, deve partir dos próprios congressistas. “Nos anais
da Constituinte, está tudo documentado. Não vejo dificuldade
de o Congresso fazer uma mudança no texto para que ele volte a ser como
estava. Devem consultar os anais”, afirmou, na noite de ontem, ao deixar
um seminário no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“ Pasmo”
O presidente da Conamp, José Carlos Cosenzo, se disse “pasmo” e “pego
de surpresa” com a notícia. Primeiramente, com o fato do ex-deputado
e ex-ministro do STF Nelson Jobim ter admitido, em 2003, que um artigo foi
inserido na Carta Magna sem passar pelo Plenário. Depois, com a conclusão
da pesquisa noticiada pelo Congresso em Foco.
Ele se disse “frustrado” com a denúncia. “Acreditávamos
que a essa Constituição Cidadã fosse indicar o caminho
para resolver os problemas do país. Se isso [a inserção
do dispositivo sem votação em plenário] aconteceu, o povo
foi fraudado”, comentou Consenzo ontem. Porém, ele acha impossível
que apenas duas pessoas tenham cometido a fraude. “Se fizeram sozinhos,
manipularam muito mais gente.”
Assim como Collaço e Brito, o presidente da Conamp defendeu uma apuração
séria. “Não investigar uma situação dessa
natureza é causar um escândalo tão grande quanto esses
que estão aí.”
Câmara
A assessoria do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse
que ele só poderia comentar o assunto hoje. Ontem, o petista estava
fora de Brasília.
A assessoria do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL)
disse que ele não tinha condições de avaliar ontem a reportagem
e as sugestões de investigação da OAB e a AMB. Renan responde
a processo no Conselho de Ética, que vota hoje relatório pela
absolvição do peemedebista. O Congresso em Foco procurou ainda
o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), mas sua assessoria
informou que ele estava no interior do Acre.
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Folha
de São Paulo, 19 de junho de 2007
Conselho identifica 1.038 supersalários
no Ministério Público
Estudo do CNMP detecta contracheques superiores
a R$ 22.111, o subteto estadual, em 20 Estados e no DF | Ao divulgar
levantamento, conselho decide ignorar decisão do STF e anuncia
resolução para elevar limite a R$ 24.500, o teto nacional
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O CNMP (Conselho Nacional do
Ministério Público) informou ontem que a instituição
paga salário superior a R$ 22.111, o subteto dos Estados, a
1.038 pessoas em 20 Estados e no Distrito Federal, sendo 998 procuradores
e promotores de justiça e 40 servidores. Ao divulgar o estudo,
o conselho decidiu ignorar a decisão do STF (Supremo Tribunal
Federal) que limitou o salário dos membros do Ministério
Público dos Estados àquele valor e anunciou que editará uma
resolução elevando esse limite para R$ 24.500, o teto
nacional.
O estudo foi realizado pelo órgão,
com base nas folhas de pagamento do Ministério Público
de todos os Estados e o da União de outubro a dezembro de 2006.
De acordo com ele, o poder público gastou R$ 4 milhões
em três meses com pagamento de verbas que superam o subteto estadual
e são consideradas irregulares.
A despesa dos Estados com o
pagamento de verbas que extrapolam o teto nacional, de R$ 24.500, foi
de R$ 1,9 milhão no último trimestre de 2006. O levantamento
exclui, entretanto, gratificações consideradas lícitas,
como a sexta parte, paga a procuradores e promotores de justiça
de São Paulo e que somou gasto de R$ 4 milhões em três
meses.
Os Estados recordistas em supersalários
são Rio de Janeiro, com 275 casos, e São Paulo, com 249.
Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (89), Mato Grosso do Sul (53)
e Rio Grande do Norte (50). O conselho não divulgou o valor
das maiores remunerações nem nomes dos titulares desses
contracheques. Sabe-se, porém, que dois exemplos estão
em SP: os procuradores de justiça Antonio de Pádua Bertone
Pereira e Mágino Alves Barbosa receberiam respectivamente R$
55 mil e R$ 45 mil.
O procurador-geral de Justiça
do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, disse que 90 casos desse Estado estavam
acima do limite em menos de R$ 11 em razão do pagamento de salário-família,
posteriormente cortado.
Os únicos Estados sem
irregularidades na folha de pagamentos são Minas Gerais, Goiás,
Sergipe, Piauí, Ceará e Roraima. O CNMP também
não identificou supersalários em três unidades
da União: Ministério Público Federal, Ministério
Público do Trabalho e Ministério Público Militar.
A Constituição
limitou o salário do funcionalismo federal à remuneração
dos ministros do STF, hoje de R$ 24.500, estabeleceu para o Ministério
Público e a Justiça dos Estados o subteto de 90,25% daquele
valor, ou seja, R$ 22.111.
Os desembargadores, procuradores
e promotores de justiça resistem ao corte salarial. Os desembargadores
conseguiram liminar do STF elevando o limite salarial para R$ 24.500.
Agora, o CNMP quer "paridade", disse o conselheiro Francisco
Maurício, relator do estudo. Em novembro, o CNJ (Conselho Nacional
de Justiça) disse ter detectado quase 3.000 contracheques do
Judiciário acima do teto de R$ 22.111, sem distinguir magistrados
e servidores, e determinou os cortes acima desse valor. Depois recuou
e admitiu o teto nacional de R$ 24.500 para os Estados.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 19 de junho de 2007
| Mundo
Argentinos se acostumaram à corrupção
A corrupção, velha conhecida dos argentinos, tornou-se um elemento
a mais do cotidiano, segundo indicam os resultados de uma pesquisa realizada
pela consultoria CIO, que entrevistou 200 altos executivos empresariais. Perguntados
pelo “Caso Skanksa” – o maior escândalo de corrupção
do governo do presidente Néstor Kirchner – 87% dos pesquisados
afirmaram que “é uma situação normal do governo,
com a única diferença que este veio à tona”. O pivô desse
escândalo é a empresa sueca Skanska, que participa da construção
de gasodutos na Argentina, e que admitiu o pagamento de subornos. As suspeitas
apontam para os homens de confiança do ministro do Planejamento, Julio
De Vido, o braço direito de Kirchner na economia.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 19
de junho de 2007 | Brasil
Lula dá aumento de até 139%
a comissionados
Impacto de reajuste será de R$ 277
milhões até dezembro de 2007
São Paulo – Destino de muitos afilhados políticos, os cargos
comissionados no Poder Executivo, os chamados DAS (Diretora de Assessoramento
Superior), ficaram mais atraentes. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva promoveu, por meio de medida provisória, um reajuste geral
nos salários dos 21.563 servidores que ocupam os DAS. Os porcentuais
de aumento variam de 30,5% a 139,7% e são retroativos a 1.º de
junho. O ministro Planejamento, Paulo Bernardo, informou que o impacto nos
cofres públicos será de R$ 277 milhões de junho a dezembro
deste ano. Em 2008, a despesa será de R$ 475,6 milhões.
“O impacto (neste ano)
já está previsto desde a aprovação do projeto
orçamentário”, afirmou o ministro. Segundo ele, esse é o
primeiro reajuste dado aos cargos DAS desde junho de 2002 e também
o primeiro reescalonamento da tabela desde 1998. O governo argumentou
que era preciso aproximar as remunerações pagas dentro
da própria tabela e também os salários do serviço
público aos pagos pela iniciativa privada a pessoas que desempenham
funções equivalentes, para evitar a saída de profissionais
do setor público.
Os cargos de DAS 5 e 6, que são
as faixas salariais mais altas e que passam a ganhar R$ 8,4 mil e R$
10,4 mil, respectivamente, são chamados de “livre provimento”.
Essas vagas podem ser totalmente preenchidas por quem não é servidor
de carreira e estão destinadas aos secretários nacionais
(como da Receita Federal e do Tesouro), assessores especiais e chefes
de gabinete dos ministérios.
No governo Lula, a maior parte
dessas nomeações foram de afiliados políticos do
PT. Para os cofres do partido, o aumento, portanto, deverá significar
impacto positivo já que todos os militantes devem recolher um “dízimo” sobre
o salário ao partido.
Por determinação
legal, entre os cargos de DAS 1, 2 e 3, cujos novos salários serão
de R$ 1,9 mil, R$ 2,5 mil e R$ 3,7 mil, um porcentual de 75% das vagas
devem ser preenchidas por servidores de carreira e entre os DAS 4, que
passam a receber R$ 6,3 mil, a regra é que pelo menos 50% dos
cargos sejam destinados a funcionários concursados.
Segundo o ministério do
Planejamento, atualmente existem 4.682 funcionários de “livre
provimento” distribuídos em todas as faixas salariais. Paulo
Bernardo justificou o aumento afirmando que existia “muita injustiça” em
algumas faixas, citando como exemplo a de DAS 3 a quem foi dado um porcentual
de 139,5% de reajuste, o maior de todos.
Nesses cargos, onde estão
técnicos e chefes de divisões administrativas, a remuneração
mensal era de pouco mais de R$ 1,5 mil e passou para R$ 3,7 mil e são
ocupados por 3,5 mil servidores. O ministro destacou que aí estão
pessoas responsáveis por acompanhamento de contratos e condução
de licitações públicas e não recebiam salários
compatíveis com as responsabilidades. “Era preciso fazer
uma readequação disso”, completou.
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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 19 de junho de 2007
Confeccionistas buscam alternativas para
crise
A concorrência dos importados chineses
e o dólar baixo levam indústrias nacionais a demitir, fechar
e reduzir exportações
Marcos Zanutto

Koslovski, do Sivepar em Londrina: ‘‘Os empresários do setor
precisam ter espírito cooperativo, focar no seu produto para que seja
diferenciado e buscar novos nichos’’
Curitiba - O setor de confecções sofre as consequências
da queda do dólar e da concorrência com os produtos chineses que
entram no País com preços mais baixos que os produtos nacionais.
A crise que as indústrias enfrentam já levou à demissão
de 100 mil funcionários no Brasil só no ano passado, fechamento
de fábricas e a redução drástica das exportações.
O presidente do Sindicato da
Indústria do Vestuário de Londrina (Sivepar) que também é proprietário
de uma fábrica de camisas, Marcos Tadeu Koslovski, disse que
os produtos da China estão crescendo em qualidade mas eles (os
chineses) ainda não conseguem criar, só reproduzir. O
problema é que as roupas da China são até 50%
mais baratas para o consumidor final.
Um dos motivos que leva o produto
chinês a ter custo menor que o nacional é a mão-de-obra
barata, ao contrário do Brasil onde um funcionário custa
126% a mais do que o salário que ele recebe, em função
dos encargos trabalhistas.
As saídas que os empresários
do setor estão buscando para driblar a crise são agregar
valor aos produtos, investir cada vez mais em qualificação
profissional, reduzir custos e estoques.
Em Londrina e região,
onde há 495 indústrias que geram 14 mil empregos, os
fabricantes estão organizando um Arranjo Produtivo Local (APL)
que será lançado no próximo dia 28 de junho. A
implantação do APL levou um ano e meio. ''Os empresários
do setor precisam ter espírito cooperativo, focar no seu produto
para que seja diferenciado e buscar novos nichos. O consumidor quer
roupa de boa qualidade com bom caimento e não apenas preço'',
disse.
''O prejuízo é muito
grande para o setor. Não tem como concorrer com produto importado
da China, da Coréia do Sul e da Índia'', afirmou o presidente
do Sindicato da Indústria do Vestuário de Cianorte, Wilson
Becker. Ele disse que, na China, muitos trabalhadores recebem US$ 30
de salário por mês. No Brasil, o piso para a linha de
produção é de R$ 700 a R$ 800. Ele contou ainda
que Cianorte exportava cerca de 7% da produção mas, com
a queda do dólar, as vendas para o mercado externo praticamente
zeraram.
Becker acredita que uma das
soluções para enfrentar a crise é abrir o setor
cada vez mais para o mercado interno e tentar reduzir custos. ''Tivemos
demissões e fechamento de pequenas indústrias na região'',
contou. Em Cianorte, os estoques também foram reduzidos em relação
ao inverno do ano passado devido a invasão dos produtos importados
e às incertezas do clima. A região de Cianorte conta
com 450 empresas no setor e gera 10 mil empregos.
Neste ano, as roupas
de outono/inverno estão até 6% mais caras para o consumidor
final em função de repasse de custos. Becker disse
que, em 2007, a coleção de inverno entrou bem no varejo,
parou com a alta das temperaturas no início de maio e voltou
a vender com a queda dos termômetros nas últimas semanas.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
19 de junho de 2007
Em 2006, país exportou apenas
12 mil toneladas
Até 2010, a previsão é exportar
apenas 8 mil t de vestuário
Curitiba - Levantamento realizado pela Associação Brasileira
da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) aponta
que em 2001 as exportações brasileiras do setor de vestuário
atingiram um pico de 22.877 toneladas. A partir de 2003 começou a retração.
No ano passado, as vendas para o mercado externo foram de apenas 12 mil toneladas.
Em 2010, a previsão é que diminua ainda mais e caia para 8 mil
toneladas em função da queda do dólar.
O cenário do comércio
internacional do setor têxtil e de confecção depois
do fim da vigência do Acordo de Têxteis e de Vestuário
(ATV) - que permitia a imposição de cotas de importação
contra países em desenvolvimento, sobretudo a Ásia - também
tem afetado a penetração dos produtos brasileiros no exterior.
O Brasil, por outro lado, não conseguiu avançar na realização
de acesso preferencial aos grandes mercados importadores como América
do Norte, União Européia e Japão. O setor movimenta
quase US$ 500 bilhões por ano nos negócios internacionais.
Outro grande problema enfrentado
pelo setor é a importação de produtos da China.
Em 2006, a China declarou mandar 37 mil toneladas de vestuário
para o Brasil mas, na aduana brasileira foram registradas apenas 22 mil
toneladas. Entre 2004 e 2006, a divergência foi de 42 mil toneladas,
o que aponta, segundo a associação, o descaminho nas operações
de importação.
Em um estudo divulgado em março
pela Confederação Nacional da Indústria ficou evidenciado
que 52% das empresas brasileiras diminuíram sua participação
nas vendas internas, devido a concorrência com os produtos da China.
Os mais atingidos foram os têxteis e, em seguida, o vestuário.
A competitividade do setor no
Brasil tem sido colocada em risco devido a desvalorização
do dólar, as altas taxas de juros, crédito escasso, alta
carga tributária, falta de acordos internacionais de acesso aos
principais mercados importadores do mundo (Estados Unidos e União
Européia) e aumento nos custos de produção com a
energia elétrica.
As importações
em geral, cresceram a uma taxa média de 45% ao ano entre 2002
e 2006 enquanto a produção nacional teve uma taxa média
de retração de 2,41% ao ano. Em 2010, a previsão é que
a produção doméstica seja de 836 mil toneladas,
o que representará uma retração de 18% em relação
a 2002. Segundo a associação, isso deve trazer um grande
impacto para os empregos do setor.
Empregos - Segundo dados
do Ministério do Trabalho, o setor têxtil e de confecção é o
segundo maior empregador formal de toda a indústria de transformação.
Atualmente, o setor possui mais de 1,6 milhão de trabalhadores
diretos, sendo cerca de 1,2 milhão dedicados a produção
de confecções (vestuário e têxteis para
o lar). Destes 1,2 milhão de empregos na confecção,
75% são ocupados por mulheres e 57% tem até a oitava
série do ensino fundamental. Existem no Brasil mais de 70 escolas
de moda e design e 12 cursos de nível superior na área
de engenharia têxtil e de tecnologia.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
19 de junho de 2007
Setor acumula déficit de US$
349 mi até abril
Curitiba - A balança comercial do setor têxtil e de confecção
registrou déficit de US$ 349 milhões de janeiro a abril deste
ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria
Têxtil e de Confecção (Abit). Por outro lado, foi apontada
elevação nos preços médios em dólar por
quilo na importação de produtos de vestuário, movimento
ligado ao aperto nos controles alfandegários. O maior rigor na fiscalização
da Receita Federal nas importações de artigos têxteis e
de vestuário foi desencadeado pela Operação Panos Quentes,
iniciada no último trimestre de 2006.
Em abril deste ano, antes da
nova etapa da Operação Panos Quentes, o preço médio
de importação dos artigos de vestuário foi de US$
9,85 por quilo. Em maio, o preço médio saltou para US$
14,32 por quilo, aumento de 45,4% em apenas um mês. Mas se for
considerado o período de maio de 2006 contra maio de 2007, o aumento
total foi de 99%. Os números comprovam a importância da
fiscalização para que se tenha um comércio justo
que não prejudique os investimentos e os empregos no Brasil.
A associação tem
se baseado em três frentes de trabalho - redução
dos custos de produção com base na desoneração
tributária, combate ao comércio ilegal e avanço
nas negociações internacionais que gerem acesso preferencial
aos grandes mercados mundiais.
Medidas compensatórias -
Os empresários do setor têxtil e de confecção
aguardam que o governo federal adote as outras medidas compensatórias
além das anunciadas na semana passada para aliviar os setores
mais afetados pelo desequilíbrio na concorrência. A elevação
da tarifa de importação (TEC) de 20% para 35% espera aprovação
dos ministros dos países que compõem o Mercosul. Outra
medida que está em estudos pelo governo é uma forma de
desonerar a folha de pagamento das empresas que fazem uso intensivo de
mão-de-obra no processo produtivo, em setores como os de calçados,
móveis, construção civil, têxtil e de vestuário.
A associação
acredita que as medidas poderão melhorar o quadro do setor mas
acredita que precisa haver complementação, principalmente,
através de acordos internacionais com os principais mercados
consumidores, como União Européia, Japão, Canadá e
Estados Unidos. Por falta de acordo tarifário com os Estados
Unidos, atualmente uma calça jeans brasileira paga 17% de tarifa,
enquanto o mesmo produto produzido em países que têm acordo
de acesso preferencial àquele mercado tem tarifa zero. (A.B.)
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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 19 de junho de 2007 | Metropolitana
A dura rotina do trabalho infantil
Exploração sexual e comercial,
tráfico de drogas, trabalho com lixo, venda de produtos nos
sinaleiros, serviço de engraxate e trabalho doméstico

Liszete Fátima Walczak, coordenadora do Peti em Almirante
Tamandaré: ‘‘Os meninos não percebem que
estão perdendo etapas da infância e da adolescência’’
Fotos: José Suassuna

Jéssica, de 14 anos: ‘‘Era cansativo, mas tinha que trabalhar.
Não dava para deixar minha mãe e meus irmãos com fome’’
Jéssica (nome fictício), 14 anos de idade, é moradora do
Jardim das Oliveiras, em Almirante Tamandaré. Há cinco anos ela
frequenta as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil (Peti) no município.
''Eu e meus irmãos ajudávamos
catando papel. O dinheiro era para ajudar a comprar comida. Meu
pai dizia para a gente sair às seis horas da manhã.
Eu andava a cidade inteira e voltava ao meio-dia. À tarde,
ia para a escola. Era cansativo, mas tinha que trabalhar. Não
dava para deixar minha mãe e meus irmãos com fome'',
diz a adolescente.
Os ganhos do pai, pedreiro, eram insuficientes
para sustentar a família. Há três anos, um
irmão de Jéssica, envolvido com o tráfico
de drogas, foi assassinado.
São histórias de pobreza
como essa que contribuem para o panorama do trabalho infantil na
Região Metropolitana de Curitiba. Segundo dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pelo Governo
do Paraná durante o Seminário Estadual sobre Erradicação
do Trabalho Infantil, evento realizado no dia 12 de junho, em 2005
havia 68.077 pessoas com idade entre 10 e 17 anos trabalhando na
RMC. Quatro anos antes, eram 64.126.
De acordo com números da mesma pesquisa,
no Paraná a quantia de pessoas na faixa etária mencionada
trabalhando diminuiu de 333.758 em 2001 para 309.445 em 2005. Entretanto,
a partir desses dados não é possível apontar
com precisão em quanto reduziu ou aumentou a exploração
de mão-de-obra infantil no Estado e na RMC. Segundo o Instituto
Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, que analisou
os dados da PNAD, uma parcela (não especificada) dos números
diz respeito a jovens entre 14 e 17 anos ocupados legalmente -
como aprendizes ou trabalhando com carteira assinada, por exemplo.
Em todo caso, é fato que o trabalho
infantil é rotina em milhares de vidas em Curitiba e região.
''Numa análise inicial, a RMC, comparando com outras regiões
metropolitanas, foi a que mais cresceu em fluxo populacional. Muitas
pessoas do interior e de outros Estados vêm para Curitiba
e região em busca de novas possibilidades. As famílias
têm necessidades, não encontram condições
e uma das saídas é o subemprego dos adolescentes
e das crianças para complementação da renda.
Na sociedade que almejamos, esses jovens deveriam estar estudando
ou em ações sócio-educativas'', diz Elza Maria
Campos, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação
do Trabalho Infantil e Regularização do Trabalho
do Adolescente no Paraná (Feti).
''Em outras regiões, no interior,
as atividades na agricultura são a principal ocupação
do trabalho infantil. Nos grandes centros urbanos, os problemas
mais comuns são outros: exploração sexual
comercial, tráfico de drogas, trabalho com lixo, venda de
produtos nos sinaleiros, serviço de engraxate e trabalho
doméstico'', explica Lilian Romão, coordenadora de
políticas institucionais da Central de Notícias dos
Direitos da Infância e Adolescência (Ciranda).
No Peti em Almirante Tamandaré,
aproximadamente 80 crianças e adolescentes participam de
diversas atividades no contraturno da escola: capoeira, teatro,
educação física, artesanato. Segundo Liszete
Fátima Walczak, coordenadora do Peti no município,
as famílias atendidas recebem recursos do programa e do
Bolsa Família. Entretanto, é difícil combater
a mentalidade do trabalho precoce, comum nos bolsões de
pobreza.
''Um menino que atendemos recebe
R$ 40 por mês do Peti. Mas é difícil mantê-lo
aqui porque ele diz que ganha mais catando papel. Os meninos,
principalmente os mais velhos, pensam muito em ajudar no sustento
da família. Eles não percebem que estão
perdendo etapas da infância e da adolescência'',
afirma Liszete.
Fábio Galão
Equipe da Folha
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JORNAL DO ESTADO, 19 de junho
de 2007 | Trabalho & Negócios
Cuidar de trabalhador reduz valor
de contribuição
Medida visa diminuir números.
No PR, houve 36.227 acidentes em 2005
Ana Ehlert, do Jornal do Estado

Construção civil foi o segmento que houve o maior
número de incapacitação de trabalhadores
A partir de janeiro de 2008,
as empresas poderão ter ganhos financeiros com ações
para evitar os acidentes de trabalho. Uma alteração na
legislação, aprovada há um mês pelo governo
federal, reduzirá o valor a ser recolhido pelas empresas como
Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT), que incide sobre a folha de pagamento,
de acordo com os prejuízos causados à Previdência.
No Paraná, segundo os últimos
dados da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), houve 36.227 acidentes,
em 2005. Destes, 1.158 deixaram os trabalhadores incapacitados permanentemente.
O segmento médico-hospitalar liderou no número de ocorrências,
mas foi na construção civil onde ocorreram o maior número
de casos com incapacitação. (ver quadro ao lado).
Casos como os registrados pela
construção civil sangram os cofres da Previdência
Social em R$ 2,5 bilhões, por ano, de acordo com estimativas do
sociólogo José Pastore, pesquisador da Fundação
Instituto de Pesquisas Econômica da Universidade de São
Paulo. Pastore acrescenta o custo adicional de R$ 10 bilhões,
pago pelas empresas.
O abatimento das contribuições
será possível pelo novo cálculo do Fator Acidentário
de Prevenção (FAP), que prevê a flexibilização
das alíquotas do SAT, hoje de 1% a 3% conforme a atividade.
Essa alíquota poderá ser
reduzida a metade, dependendo do caso. “Ou seja, quem recolhe 3%
pode passar a 1,5% sobre a folha de pagamento”, resume o advogado
Luiz Coelho, do escritório Coelho, Morello e Bradfield. Já para
a empresas em que ocorram muitos afastamentos por doenças profissionais
e acidentes do trabalho, o FAP poderá dobrar o valor a ser pago
ao SAT. Segundo o advogado, o FAP é calculado pela Previdência,
de acordo com as ocorrências havidas no período de 05/2004
a 12/2006, conforme o índice de freqüência, gravidade
e custo com benefícios.
Como nem sempre uma doença
ou acidente está ligado ao trabalho, as empresas precisam checar
os dados em 30 dias, contatos a partir de 4 de junho, junto ao Instituto
Nacional de Seguro Social (INSS). Reconhecido o erro pela Previdência,
o FAP será recalculado.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
19 de junho de 2007
Profissional autônomo deve
ter cautela para se tornar pessoa jurídica
Roseli Ribeiro
De que maneira o profissional
autônomo deve avaliar se é vantajoso ou não ele constituir
uma empresa para continuar a prestar seus serviços? De um lado,
essa opção permitirá ao profissional prestar serviços
para mais de um cliente. Por outro, ele terá que responder a uma
série de exigências fiscais.
A consultora da Fiscosoft Editora
Juliana Ono esclarece que não existe uma receita para seguir,
cada caso é um caso. E a orientação profissional
de um contador não pode ser desprezada nessa hora. Ela recomenda
cautela. “Antes de tomar a decisão, o profissional deve
avaliar todas as responsabilidade envolvidas”, afirma.
Primeiro o interessado deve verificar
se reúne os requisitos do artigo 966 do Código Civil que
define o que vem a ser a figura do empresário. Depois, deve confirmar
se a relação que tem com a empresa não é realmente
de um vínculo trabalhista.
Um aspecto a se considerar é que
o profissional autônomo recolhe o imposto como pessoa física,
a tributação concentra-se no imposto de renda, com alíquotas
entre 15% e 27,5%, sem esquecer a parcela a deduzir.
Já na pessoa jurídica,
além do imposto de renda, incidem outros tributos, como as contribuições
sobre o lucro, o PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa
de Formação do Patrimônio do Servidor Público)
e a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade
Social).
Além disso, a pessoa jurídica
tem obrigações acessórias para cumprir, que são
o preenchimento de diversas declarações. Somam-se ainda
outras obrigações tributárias estaduais e municipais
dependendo da atividade.
Se o profissional está convicto
da decisão de se tornar pessoa jurídica ele deve avaliar
em qual regime jurídico tributário melhor se encaixam seus
rendimentos.
Regimes
tributários
Para fazer isso Juliana Ono orienta que o interessado precisa fazer uma simulação
de cálculo dos seus rendimentos observando as regras dos três
regime tributários. São eles: o Super Simples (Lei Complementar
123/06), que entra em vigor dia 1º de julho; e os recolhimentos pelo lucro
presumido e pelo lucro real.
“A pessoa que hoje é autônoma
tem que pegar todos os rendimentos dela e simular como ela seria tributada,
no simples, no real e no presumido e confrontar como é o seu recolhimento
como pessoa física. Assim, ela verifica qual sistema dá menos
custo tributário”, explica a consultora.
Feito isso, ela deve analisar
ainda que terá de atender às obrigações acessórias,
que são a entrega de declarações. Para atender a
essa demanda de informações forçosamente a pessoa
terá que contratar um contador para cuidar de toda essa papelada.
“Assim, esse custo
burocrático também deve ser avaliado na hora da mudança. É a
questão da relação custo-benefício que
deve prevalecer na hora da escolha”, finaliza diz.
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de junho de 2007
Carga horária
Deputado do PT quer reduzir jornada
de trabalho
A jornada máxima de trabalho, que atualmente é de 44 horas semanais
de acordo com o artigo 7º da Constituição ou de 48 horas
segundo a legislação trabalhista, pode ser reduzida para 40 horas
semanais. Isso se o Projeto de Lei 160/07, de autoria do deputado Marco Maia
(PT-RS), for aprovado. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.
Para a especialista em Direito
Trabalhista, Fabíola Parisi Curci Fuim, do escritório Mesquita
Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados, a proposta cria maior
autonomia para definir os parâmetros das relações
de trabalho, além de fortalecer a livre negociação
com os sindicatos.
“O estabelecimento de um
limite máximo não determina que a jornada seja obrigatoriamente
igual a ele. A jornada pode ser flexível. O que a legislação
garante é um patamar mínimo que propicie boas condições
de trabalho”, diz. Fabíola destaca, também, que a
proposta prevê que a jornada semanal seja definida por lei, convenção
ou acordo coletivo.
A redução é uma
reivindicação dos sindicatos. O autor do projeto considera,
em sua justificativa, que a atual jornada de trabalho fixada na Constituição é muito
extensa. O deputado entende que a redução pode abrir novos
postos de trabalho.
O projeto tramita em caráter
conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público e pela
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de junho de 2007
Prêmio e recompensa
Licença não usufruída
conta em dobro na aposentadoria
O servidor que, antes da Emenda Constitucional 20, contava com tempo de serviço
suficiente para receber a licença-prêmio tem direito a adquiri-la
em dobro na aposentadoria. O entendimento é da 1ª Câmara
Cível do Tribunal de Justiça de Goiás. A Câmara
manteve a sentença do juiz José Cássio Freitas, da primeira
instância e garantiu o direito de restituição a José Luiz
Pereira Amaro, Sebastião Elias e Sueli Maria Barbosa.
O desembargador Vítor
Barboza Lenza, relator do caso, desconsiderou os argumentos do Estado.
Para o Estado, os servidores não tinham adquirido direito à aposentadoria,
mas mera expectativa, antes da edição da EC/20. De acordo
com o desembargador, embora os servidores tivessem apenas expectativas
de remuneração, havia o direito consolidado do cálculo,
em dobro, das licenças-prêmio não usufruídas,
inclusive reconhecido e averbado em seus dossiês.
Segundo Vítor Lenza, é inaceitável
que uma lei posterior, ainda que constitucional, venha retirar, de modo
superveniente, o direito à licença-prêmio ou a contagem
em dobro. Ele afirmou que as leis podem ser retroativas, desde que não
ofendam o direito adquirido, o ato jurídico perfeito ou a coisa
julgada. "A definição desses limites não é dada
pela Constituição, mas pela legislação infraconstitucional".
Leia a ementa do acórdão
Duplo Grau de Jurisdição.
Apelação Cível. Constitucional. Processual Civil.
Direito Adquirido. Reconhecimento. Licença Prêmio. Contagem
em Dobro para Efeito de Aposentadoria.
1. O direito adquirido é protegido
na legislação por norma constitucional, as mudanças
das regras legais, ainda que estejam no mesmo patamar constitucional,
não podem ofendê-lo.
2. O servidor que, antes do advento
da EC/20, já contava com tempo de serviço suficiente para
gozo de licença-prêmio, a refletir na possibilidade, prevista
pela norma de então, para a sua contagem em dobro para fins de
cessação remunerada da atividade. Tem direito adquirido.
Remessa e apelo conhecido e improvidos.
Processo 4.061-2/195
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de junho de 2007
Pão com manteiga
Supremo suspende lei de Rondônia
sobre café da manhã
Somente a União tem competência para legislar sobre o Direito
do Trabalho. Este foi o argumento do Supremo Tribunal Federal para declarar
a inconstitucionalidade da Lei estadual 1.314/04, de Rondônia, que obrigava
as empresas da construção civil a fornecer café da manhã (leite,
café e pão com manteiga) aos trabalhadores que chegassem com
15 minutos de antecedência.
A ação foi ajuizada
pelo governador de Rondônia Ivo Cassol (PPS) em 2004. O ministro
Carlos Ayres Britto (relator) considerou que, como alega o governador,
a lei rondoniense legisla sobre Direito do Trabalho, que é de
competência privativa da União.
Quando ajuizou o pedido, a Procuradoria-Geral
do Estado havia solicitado a suspensão da lei por medida liminar
até o julgamento final.
ADI 3.251
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de junho de 2007
Jornada excessiva
Empresa é co-responsável
por morte de motorista
Por não oferecer condições seguras ao desenvolvimento
da atividade e nem fiscalizar sua execução dentro dos padrões
mínimos de segurança, uma empresa foi considerada co-responsável
pela morte, em um acidente, de um motorista submetido à jornada de trabalho
excessiva. A conclusão é da 10ª Câmara Cível
do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reformou a decisão
de primeira instância e determinou que uma empresa de bebidas pague à família
do motorista R$ 75 mil, por danos morais, além do pagamento de pensão
mensal.
Segundo a empresa, o acidente
aconteceu por culpa do motorista, que havia ingerido bebida alcoólica.
De fato, o relatório de necropsia acusou uma dosagem alcoólica
no sangue do motorista.
Os desembargadores reconheceram
que o motorista não deveria ter ingerido bebida alcoólica
no horário de trabalho, mas pelo fato de se tratar de um funcionário
submetido a regime trabalhista específico, cabia ao empregador
zelar pela sua segurança.
Para o relator, desembargador
Alberto Vilas Boas, "a dosagem alcoólica encontrada no corpo
do motorista é inferior, em muito, ao limite previsto em lei — quase
três vezes a menos — e não foram produzidas provas,
ou mesmo esclarecimentos por experts da área, no sentido de que
seria suficiente a retirar do condutor o inteiro domínio sobre
o veículo”.
Além disso, prova pericial
constatou que em 27 dias de trabalho o motorista foi submetido por seis
vezes à carga de 24 horas de jornada, além de várias
outras jornadas superiores a 15 horas de duração, prática
que era de conhecimento da chefia.
A mulher do motorista, além
de denunciar a jornada excessiva de trabalho, afirmou que a empresa não
se importava com a integridade física de seus funcionários,
pois a apólice de seguro feita sobre o veículo não
previa qualquer valor para indenização por invalidez ou
morte dos motoristas. A empresa alegou que, quando havia muitas entregas,
terceirizava o serviço para não expor seus funcionários
a carga excessiva de trabalho.
O acidente ocorreu em uma
estrada. Depois de 16 horas ininterruptas dirigindo, o motorista perdeu
o controle do veículo e caiu em um abismo.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
19/06/2007
Doméstica obtém equiparação
com base em discriminação de gênero
Uma empregada doméstica
obteve na Justiça do Trabalho o direito à equiparação
salarial com o marido, também empregado doméstico, na mesma
casa de veraneio. Os dois desempenhavam as mesmas atividades, porém
o empregado recebia salário superior. Ao manter decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), a Primeira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de instrumento
do patrão, que alegava que a legislação não
assegura a equiparação salarial aos domésticos.
Segundo o relator, juiz convocado Guilherme Caputo Bastos, o motivo determinante
para o Regional admitir a equiparação salarial foi o princípio
da igualdade, plenamente assegurado pela Constituição Federal.
O relator esclareceu que a atividade
por eles desempenhada não admitia distinção “apenas
por se tratar de trabalho desenvolvido por homem e mulher, já que
não dependia da diferenciação biológica de
cada um deles”. Não admitir a equiparação
salarial seria, assim, proceder de forma preconceituosa, estabelecendo
discriminação em razão do sexo.
A empregada alegou ter sido admitida
como vigilante, apesar de constar na sua carteira de trabalho a função
de doméstica. Afirmou que ela e o marido trabalhavam na propriedade
do patrão, que funcionava como empresa agropecuária, ambos
exercendo as mesmas atividades, de zelo e de abertura do portão
para os visitantes. Na Vara do Trabalho de Imbituba (SC), pediu equiparação
salarial com o marido/empregado e a declaração de vínculo
de emprego como celetista.
O empregador defendeu-se sob
o argumento de que a empregada, o marido e os filhos do casal moravam
na propriedade, e foram contratados como domésticos para cuidar
da residência. Afirmou que ela era auxiliar do marido, com a responsabilidade
de zelar pela propriedade, que não tinha finalidade comercial,
tendo sido apenas cedida por comodato a uma empresa agropecuária
para uso residencial. Ressaltou também que cumpriu com as obrigações
trabalhistas em relação à rescisão do contrato
da doméstica.
A sentença reconheceu
a natureza do trabalho como doméstico com base nos depoimentos,
inclusive o da autora da ação, ao reconhecer que sua função
se resumia a “abrir e fechar o portão”. Porém,
considerou inconstitucional o fato de o patrão pagar salários
diferenciados para empregados com a mesma função, determinando
o pagamento das diferenças salariais apuradas entre o salário
da empregada e o do paradigma, a contar da admissão.
No julgamento do recurso apresentado,
o TRT/SC manteve a sentença por entender ter restado claro “que
a autora e o esposo desempenhavam idêntica função,
configurando-se, assim, a prova do fato constitutivo do direito perseguido”.
O Regional negou também seguimento ao recurso de revista.
Inconformado, o empregador
ingressou com agravo de instrumento no TST, insistindo na falta de
apoio legal para a equiparação de domésticos,
o que foi rejeitado por unanimidade pelos ministros da Primeira Turma.
O relator destacou que o TRT entendeu que aos empregados domésticos
estão assegurados os preceitos que protegem a classe trabalhadora
contra discriminações de qualquer sorte, deferindo-lhes,
assim, as diferenças. O juiz Guilherme Bastos concluiu, ainda,
que “entre o paradigma e paragonada existia a identidade de funções,
não subsistindo a diferenciação salarial pelo
simples fato de serem de sexos opostos”. (AI RR 45/2005-043-12-40.4)
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19/06/2007
Trabalhador ganha pensão vitalícia por acidente em que perdeu
o olho
Um auxiliar de manutenção da Companhia Estadual de Energia Elétrica
(CEEE), do Rio Grande do Sul, obteve na Justiça do Trabalho a condenação
da empresa ao pagamento de pensão vitalícia por ter sido vítima
de acidente de trabalho em que perdeu o olho esquerdo. A Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, em processo relatado pelo ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, negou provimento a agravo de instrumento da empresa contra decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), que fixou ainda
indenização por danos morais e materiais.
O auxiliar de manutenção,
morador da cidade gaúcha de Candiota, sofreu acidente em abril
de 1989 quando trabalhava numa usina termelétrica da CEEE em São
Jerônimo (RS), perdendo totalmente a visão do olho esquerdo.
Em decorrência disso, conforme alegou na inicial da ação
de indenização por dano moral e material movida contra
a empresa, foi obrigado a usar uma prótese e ficou com seqüelas
que dificultaram a obtenção de novo emprego, após
a demissão. A empresa, segundo ele, não fornecia equipamento
de proteção individual adequado e, em nenhum momento, o
indenizou pelos elevados gastos decorrentes do acidente. O pedido incluía
o pagamento de pensão vitalícia baseada no salário
do autor à época do acidente, indenização
das despesas médicas e hospitalares, inclusive a revisão
e troca periódica da prótese, e indenização
por dano moral em valor a ser fixado pelo juízo.
A empresa, na contestação,
negou o não-fornecimento do equipamento de proteção
individual e apresentou documento explicando que o acidente ocorreu quando
o trabalhador, ao consertar um guindaste giratório, foi atingido
por um ferro no olho esquerdo. Na sua versão, o trabalhador foi
o único responsável pelo acidente, por não ter tomado
os cuidados necessários no desempenho de suas funções
ao não utilizar os equipamentos de proteção individual.
A sentença da 1ª Vara
do Trabalho de Bagé (RS) entendeu não haver prova, nos
autos, que autorizasse a condenação. Mas o TRT/RS deu provimento
ao recurso ordinário do trabalhador. Segundo o acórdão,
embora o empregado não estivesse usando o óculos de solda
fornecido pela empresa, a lesão no olho não foi causada
por faísca nem queimadura. “Como se viu, o olho foi atingido
por uma barra de ferro, hipótese em que estar ou não com óculos
de proteção perde a relevância, já que o uso
do equipamento não evitaria a lesão, ao contrário,
poderia até agravá-la, em virtude dos estilhaços
decorrentes do impacto”. O TRT condenou a CEEE ao pagamento de
pensão mensal vitalícia, a partir da rescisão, de
30% da remuneração à época do acidente, ao
ressarcimento das despesas médico-hospitalares e a indenização
por danos morais no valor de R$ 25 mil.
Ao ter negado seguimento a recurso
de revista contra a condenação, a CEEE interpôs agravo
de instrumento para o TST questionando a distribuição do ônus
da prova e alegando que o empregado não conseguiu provar a culpa
do empregador. Sustentou, ainda, que a pensão concedida ao trabalhador
não poderia ser vitalícia, pois a expectativa de vida usada
nos tribunais tem como limite a idade de 65 anos.
O ministro Aloysio Corrêa
da Veiga observou que o TRT baseou-se nos fatos e provas para entender
caracterizados os danos moral e material. “Não há que
se falar em distribuição do ônus da prova quando,
nos autos, ela foi produzida”, ressaltou. “A prova se destina
ao convencimento do juízo da verdade do fato controvertido e relevante.
Logo, não pode o TST questionar a valoração atribuída
pelo juiz à prova apresentada. O julgador apenas decidiu conforme
o que lhe foi demonstrado”. (AIRR 1830/2005-811-04-40.9)

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