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Nova Central, 20 de junho
de 2007
Senador Valdir Raupp, autor da PLS
que isentava bancos da aplicação do CDC, diz que projeto
foi um equívoco
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), líder da bancada do partido no Senado
e autor do PLS (projeto de lei do Senado) que isentava os bancos da aplicação
do Código de Defesa do Consumidor, disse nesta terça-feira à Folha
Online que o projeto foi um "equívoco" e já pediu sua
retirada da pauta de votação.
O projeto foi tema da colunista
da Folha e da Folha Online Maria Inês Dolci nesta terça-feira.
O senador considerou "maldosa" a coluna publicada hoje, uma
vez que já havia pedido na semana passada a retirada do projeto
da pauta.
Segundo Raupp, sua consultoria
no Senado redigiu o projeto, que exclui a aplicação do
código contra bancos e instituições financeiras
quanto ao custo das operações ativas e à remuneração
das operações passivas na intermediação de
dinheiro, e o convenceu de que a medida seria positiva. Porém,
o senador percebeu que era um "equívoco" porque, segundo
ele, "não beneficiava a maioria da população".
"Nunca estive reunido com
representantes de bancos, eles nunca me procuraram. Decidi pela retirada
porque vi que não era favorável ao consumidor", disse
o senador, líder do PMDB no Senado desde janeiro.
O PLS, de número 143/06,
foi apresentado no ano passado. Na última quarta-feira, no entanto,
o senador solicitou a retirada em caráter definitivo do projeto
da pauta de votações. Até hoje, segundo informou
a Mesa Diretora do Senado, o requerimento de retirada ainda não
havia sido apreciado.
Segundo a assessoria do senador,
o pedido de retirada foi feito devido à manifestação
da população, que enviou e-mails e cartas ao parlamentar
contrários ao projeto.
O projeto, como está redigido,
impede que o código vigente regulamente cobrança de taxas,
tarifas e juros contra correntistas --as instituições teriam
de obedecer a uma nova "legislação específica" (a
ser criada). À época, o senador alegou que o projeto visava, "em última
análise, proteger os consumidores, diretamente e por meio de ganhos
de eficiência na economia brasileira".
"Propomos, portanto, o acréscimo
de um parágrafo ao artigo 3º do Código de Defesa do
Consumidor, a fim de delimitar com precisão o espectro de aplicação
do diploma às operações bancárias",
diz o texto.
"Não vemos sentido
em dar tratamento privilegiado aos bancos, eximindo-os do rigoroso padrão
de conduta exigido de qualquer fornecedor pelo Código de Defesa
do Consumidor", diz o projeto. Ele acrescenta, no entanto, que "não
se pode permitir que interpretações judiciais excessivamente
amplas invadam a esfera de competência das autoridades responsáveis
pela condução da política monetária e creditícia
do país', justifica-se para mudar a regulamentação
atual.
Segundo o texto do PLS, isso
abriria espaço a interpretações divergentes na aplicação
do código contra os bancos, e isso geraria 'insegurança
jurídica' nas operações financeiras, além
de criar o risco de um 'possível aumento dos juros médios
praticados no mercado', devido ao aumento da instabilidade das regras
aplicáveis aos contratos bancários.
A constitucionalidade do
artigo em questão no código foi questionada no STF (Supremo
Tribunal Federal) através de uma Adin (Ação Direta
de Inconstitucionalidade). A ação, julgada ano passado,
pretendia afastar a aplicação do Código do Consumidor às
atividades bancárias, alegando que o sistema financeiro tem
de ser regulamentado por lei complementar.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 20 de junho de 2007 | Dinheiro
Geração de empregos
formais em 2007 é a melhor da história
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
A geração de empregos
formais nos primeiros cinco meses do ano alcançou maior volume
já registrado na série histórica do Caged (Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados), segundo dados divulgados hoje pelo
Ministério do Trabalho. No período, o saldo entre admissões
e demissões ficou positivo em 913.836 postos formais.
O resultados dos primeiros cinco
meses do ano supera em 10% o recorde anterior para o período,
de 2004, quando foram criadas 826.761 novas vagas.
O acumulado até maio indica
um crescimento de 3,3% em relação ao estoque de empregos
formais existente em dezembro de 2006, e de 18,84% com relação
ao saldo registrado no mesmo período de 2006. No acumulado dos últimos
12 meses foram gerados 1.374.179 novos empregos formais.
O setor que mais contribuiu até agora,
em 2007, foi o de serviços, com 289.028 vagas. Já indústria
de transformação apresentou 271.697 novos postos com carteira
assinada. No acumulado de cinco meses, todos os setores apresentam números
positivos: agropecuária (172.125), construção civil
(79.102) e comércio (68.889).
No caso da agropecuária,
trata-se de um desempenho recorde dentro da série histórica,
influenciado principalmente pelas culturas de café e cana-de-açúcar
no Sudeste.
A expectativa do Ministério
do Trabalho é a de que a geração de empregos em
2007 chegue a 1,65 milhão de postos, acima, portanto, do recorde
registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas.
Maio
No mês passado, o saldo
entre pessoas demitidas e admitidas ficou positivo em 212.217 postos,
um crescimento de 0,75% na comparação com o estoque do
mês anterior. Em maio de 2006, a geração de empregos
foi de 198.837 --o saldo de maio deste ano, assim, é 6,73% superior
ao do ano passado.
Em maio, a agropecuária
liderou o movimento de criação de vagas: 80.340 novos empregos.
A indústria de transformação apresentou número
positivo de 57.486 novos postos. Todos os fornos industriais tiveram
desempenho positivo, com exceção da indústria de
calçados (setor afetado pela valorização do real),
que apresentou uma retração de 1.111.
O setor de serviços
criou 39.590 novos postos, e o de comércio 17.257. Já construção
civil criou 13.732 novas vagas com carteira assinada.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
20 de junho de 2007
Transferência de marca gera sucessão
trabalhista, diz TRT-3
Ceder a outros sócios o direito de uso e exploração da
marca configura também uma sucessão trabalhista. O firmado nos
artigos 10 e 448 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi
a base da decisão da 1ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho)
de Minas Gerais (3ª região), que negou recurso de uma proprietária
de pastelaria, condenada a arcar com os créditos trabalhistas de outra
empresa executada, uma vez que passou a usar o nome fantasia desta.
Acórdão anterior
do próprio tribunal prevê a sucessão trabalhista
em casos similares, já que na economia moderna a marca industrial
ou comercial da empresa pode significar mais do que seu patrimônio
material.
Uma vez que o executado não
permaneceu com patrimônio suficiente para arcar com suas obrigações
trabalhistas, a Turma concluiu que houve sucessão trabalhista
pela transferência da marca, mantendo a condenação
da agravante a responder pela execução.
Processo 02258-2006-149-03-00-2
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
20 de junho de 2007
Empregada demitida por se recusar
a usar símbolo natalino recebe R$ 10 mil
A 3ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 12ª Região
(Santa Catarina) condenou uma franquia da empresa O Boticário a pagar
indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma funcionária
que se recusou a usar um broche de papel em forma de anjo. A vendendora alegou
que era Testemunha de Jeová e, por isso, não comemora o Natal
e não acredita em imagens religiosas.
De acordo com o tribunal, após
a negativa de usar o acessório que fazia parte da campanha natalina
da franqueadora, a funcionária foi mantida durante três
dias no estoque da loja, impedida de trabalhar e coagida a pedir demissão.
A decisão da juíza
relatora, Gisele Pereira Alexandrino, confirmou a sentença de
primeira instância, proferida pela juíza Sonia Maria Ferreira
Roberts, titular da 1ª Vara do Trabalho de Balneário Camboriú.
“A situação
a que a funcionária foi submetida, sem dúvida, gerou uma
violência psíquica. Além de privada de seu direito
ao trabalho, o deslocamento ocasionou humilhação e sentimento
de inferioridade. Houve, sim, lesão a direito indisponível
por ato comissivo e conduta abusiva da ré”, relatou a juíza
Gisele Pereira.
O juízo de primeira
instância destacou ainda a prevalência do direito fundamental à liberdade
de religião, garantido pela Constituição Federal,
sobre o direito de mando ou direção do empregador. “A
empresa não equivale a uma zona franca, segregada da sociedade,
na qual, em nome do poder disciplinar, os direitos fundamentais do
cidadão deixam de ser aplicados”, sustentou.
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DEPACOM, 20 de junho de 2007
Jornal do STI da Construção de
Belo Horizonte e Região/MG
Está circulando o “MARRETA”, informativo
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
de Belo Horizonte, Sabará, Lagoa Santa, Ribeirão
das Neves, Sete Lagoas, Nova Lima, Rio Acima e Raposos - Minas Gerais, presidido
pelo companheiro OSMIR
VENUTO DA SILVA.
O Informativo deste mês,
traz dentre outras informações, a convocação dos trabalhadores
para assembléia de prestação de contas, informes sobre o 5º Torneio de
Truco
e uma matéria entitulada "CUT, Força Sindical & empresários
continuam
a atacar os direitos dos trabalhadores".
O DEPACOM parabeniza o companheiro
Osmir Venuto da Silva e sua diretoria pelo importante
trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores de Belo
Horizonte, Sabará, Lagoa
Santa, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas, Nova Lima, Rio Acima e
Raposos - Minas Gerais.
Melhores informações
entrar em contato com o sindicato pelo fone: (31) 3421-2111.

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UOL ECONOMIA, 20 de junho
de 2007
Emprego cresce mais no Brasil do que
em países ricos, diz OCDE
Brasil, Rússia, Índia
e China, os chamados BRIC, geraram mais de 22 milhões de novos
empregos por ano, em média, entre 2000 e 2005, segundo dados
divulgados pela Organização para a Cooperação
e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o grupo das 30 economias
mais industrializadas do mundo. O número é cinco vezes
maior do que a geração de empregos de todos os países
da OCDE juntos, segundo números da própria organização.
Só no Brasil, foi gerada
uma média de 2,7 milhões de novos postos de trabalho
por ano neste período, enquanto o grupo de países integrantes
da organização criou apenas 3,7 milhões de empregos
por ano.
O surgimento de tantas novas
vagas se refletiu nas taxas de emprego brasileiras, que subiram entre
2000 e 2005, chegando a 70%, um número mais alto que a média
da OCDE.
Apesar dos números animadores
do , a taxa de desemprego no Brasil, em torno de 9%, ainda é considerada
alta e o problema atinge principalmente as mulheres jovens no país.
A geração de
empregos foi acompanhada de uma queda nos índices de pobreza
nos BRIC, mas a desigualdade de salários permanece alta no Brasil.
Segundo a OCDE, isso indica
que, ao contrário do que dizem as teorias econômicas tradicionais,
a integração internacional de países como o Brasil
não foi associada a um aumento de salários para a mão-de-obra
não-qualificada.
Outro desafio para os BRIC,
de acordo com a entidade, é a redução da informalidade
no mercado de trabalho.
No Brasil, por exemplo, o emprego
no setor informal representa cerca de 45% de todo o mercado no país,
o que mostra que o crescimento econômico mais acelerado não
derrubou as barreiras que impedem a transição para o
setor de emprego formal. De acordo com a OCDE, esta transição
seria um fator fundamental para fortalecer as perspectivas de crescimento
em longo prazo para os BRIC.
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de junho de 2007
Punição confirmada
Caixa é obrigada a pagar R$
85 mil a bancária com LER
A Caixa Econômica Federal está obrigada a pagar R$ 85 mil de indenização
por danos morais para uma bancária, aposentada por invalidez por ter
adquirido Lesão por Esforço Repetitivo (LER). A decisão
da Justiça do Trabalho de Minas Gerais foi confirmada pela 3ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho. O relator, juiz convocado Ricardo Machado,
considerou que ficou constatado o nexo causal entre a doença e a atividade
desempenhada.
De acordo com o processo, a empregada
entrou na Caixa em 1978. Vinte anos depois se aposentou por invalidez.
Afirmou que, como caixa executiva, fazia até 500 autenticações
por dia no balcão e inclusive foi eleita a “campeã de
autenticações”, pela forma acelerada com que tinha
de desempenhar seu trabalho.
Afirmou que por causa disso desenvolveu
lesões nos músculos do ombro, pescoço e coluna vertebral,
o que a deixou incapacitada para o trabalho e afetou sua vida emocional.
Na Justiça do Trabalho,
a bancária pediu indenização por danos materiais
e morais sofridos. A primeira instância negou o dano material por
falta de comprovação dos gastos, mas reconheceu o dano
moral. Apesar de o laudo pericial não ter concluído pela
existência de LER, por entender se tratar de doença de “início
súbito”, o juiz considerou que as demais provas eram suficientes
para demonstrar que a doença tinha origem na atividade desenvolvida.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região (Minas Gerais) manteve a sentença. Considerou
ser “clarividente a contradição do perito oficial,
pois enquanto arrola todas as atividades, posturas e condutas ensejadoras
de DORT, conclui fragilmente pela inexistência de nexo causal”.
No TST, o juiz Ricardo Machado
afirmou que as instâncias inferiores detectaram o “equívoco
da conclusão pericial”, e que, segundo o artigo 436, o juiz
não está sujeito somente ao laudo pericial, “podendo
formar a sua convicção com outros elementos ou fatos provados
nos autos”, como neste caso. Para modificar o entendimento, seria
necessário o reexame das provas, o que é vedado em sede
extraordinária (Súmula 126).
AI RR 33/2006-003-03-40.0
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Diário Vermelho, 20
de junho de 2007
Juro menor resulta em economia de
R$ 30 bi para o governo
O governo brasileiro deixou de gastar nos últimos 21 meses pelo menos
R$ 30 bilhões com o pagamento de juros da dívida pública
por conta da queda da taxa básica de juros da economia, a Selic. O cálculo
da economia do governo com o pagamento de juros foi confirmado pela Secretaria
do Tesouro Nacional, responsável pela administração da
dívida do governo e pelo pagamento de juros aos detentores dos títulos
públicos.
A economia com o pagamento de
juros aconteceu porque o governo tem hoje mais de R$ 450 bilhões
em débitos – a maior parte em títulos públicos – atrelados à variação
da taxa básica de juros. Quando o Banco Central reduz a Selic,
o que vem ocorrendo desde setembro de 2005, a União tem de pagar
um volume menor de recursos, sob a forma de juros, para os detentores
de títulos púbicos.
O Tesouro Nacional confirmou
também que a economia com o pagamento de juros é até maior
que os R$ 30 bilhões. Esse valor representa apenas o impacto direto
da queda da Selic nos títulos atrelados aos juros básicos
da economia, os chamados "pós-fixados".
Quando os juros básicos
são reduzidos pelo BC, as taxas pagas pelo Tesouro Nacional ao
mercado financeiro também recuam na emissão de títulos
prefixados – cuja remuneração é definida no
momento do leilão. O valor da economia com este "impacto
indireto", porém, não foi informado pelo Tesouro Nacional.
Política de juros e contas
públicas
O secretário-adjunto do
Tesouro Nacional, Paulo Valle, responsável pela administração
da dívida pública, evitou culpar o Banco Central, responsável
pela definição do juro básico, por não ter
baixado a Selic mais rapidamente nos últimos anos, ajudando o
governo a economizar mais dinheiro com o pagamento de juros da dívida.
"Não vou falar mal
[do BC]. Até porque esses gastos com o pagamento de juros não
têm nada a ver com a política monetária. A queda
dos juros é um processo que tem a ver com a inflação",
disse Valle. Para ele, a economia no pagamento de juros da dívida
pública é resultado do controle da inflação
que, por sua vez, está associado aos bons fundamentos da economia
brasileira.
Para 2007 e 2008, existe uma
meta de 4,5% para a inflação medida pelo IPCA, a taxa oficial,
com 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Críticos argumentam
que o BC poderia ter baixado os juros mais rapidamente no passado, pelo
fato de o IPCA de 2006 ter ficado em 3,14%. Analistas dizem que a projeção
do mercado financeiro para a inflação está, há vários
meses, abaixo da meta central estipulada – o que possibilitaria
cortes mais ousados.
Quase o valor da CPMF
Os R$ 30 bilhões representam
três vezes o orçamento do Ministério do Desenvolvimento
Social – que cuida das ações de combate à fome – para
este ano. A economia também representa o dobro da dotação
orçamentária da União (excluindo gastos de empresas
estatais e dos estados) para o Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) em 2007.
Os mesmos R$ 30 bilhões
estão somente um pouco aquém do valor arrecadado em 2006
com o pagamento da Contribuição Provisória Sobre
Movimentação Financeira (CPMF). No ano passado, o governo
arrecadou R$ 32 bilhões com a CPMF. Fonte: Portal G1.
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Folha
de São Paulo, 20 de junho de 2007
Economia para pagar juros bate recorde
Abril registra superávit primário
de R$ 23 bi, e país praticamente zera o déficit nominal
no primeiro quadrimestre | Superávit primário atinge 6,56%
do PIB; analista critica equilíbrio pelo aumento na coleta de
impostos e não pelo gasto público menor
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Um aumento na arrecadação
permitiu que o aperto fiscal promovido pelo setor público batesse
recorde em abril. Governo federal, Estados, municípios e estatais
economizaram R$ 23,5 bilhões para pagar juros de suas dívidas,
maior valor já registrado desde 1991, início da série
estatística do Banco Central.
Essa economia, chamada de superávit
primário, foi recorde e equivale a quase todo o investimento
em obras estimado pelo governo federal para este ano, que deve ficar
próximo de R$ 25 bilhões. Dos R$ 23,5 bilhões
economizados em abril, R$ 14,9 bilhões -ou 63%- vieram do governo
federal.
Também contribuíram
para o recorde as empresas estatais, que obtiveram um superávit
primário de R$ 4,727 bilhões, o maior já registrado
por essas companhias num mês de abril. De acordo com o chefe
do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, os resultados
de abril costumam ficar acima da média devido à arrecadação
de alguns tributos que comumente ocorrem nesse mês, como é o
caso do Imposto de Renda de pessoas físicas. "Abril é sempre
muito maior, é natural. Esse número não deve se
repetir em outros meses."
O superávit primário
recorde serviu para mudar, pelo menos por enquanto, uma característica
sempre presente aos indicadores fiscais do Brasil: o aperto fiscal
promovido nos primeiros quatro meses do ano conseguiu cobrir quase
toda a carga de juros que incidiu sobre a dívida pública
no período.
Entre janeiro e abril, o total
de juros pagos pelo setor público somou R$ 51,1 bilhões,
ou 6,56% do PIB (Produto Interno Bruto). O valor é elevado -média
diária de R$ 426 milhões-, mas foi quase todo coberto
por um superávit primário de R$ 50,7 bilhões.
Com a combinação desses números, foi praticamente
zerado o chamado déficit nominal (diferença entre todas
as receitas e todas as despesas públicas, inclusive os gastos
com juros). Entre janeiro e abril, esse déficit ficou em R$
405 milhões, que corresponde a 0,05% do PIB. No mesmo período
de 2006, o saldo negativo foi de R$ 16,6 bilhões.
De forma geral, os números
mostram que a situação das contas públicas é mais
ou menos a mesma observada recentemente: o setor público, puxado
pelo governo federal, continua economizando bilhões de reais
para pagar juros, e esse esforço ajuda a reduzir a dívida
de União, Estados e municípios.
Ressalvas
Ainda assim, há algumas
ressalvas em relação a esse cenário aparentemente
tranqüilo. "Os números são bons, mas os problemas
continuam os mesmos", diz Alexandre Cancherini, economista do
Unibanco. "Continuamos vendo um ajuste fiscal feito com base no
aumento da arrecadação, e não num maior controle
de gastos, e isso não se sustenta no longo prazo."
Segundo Cancherini, um superávit
primário equivalente a 2% do PIB já seria suficiente
para conter o crescimento da dívida pública -a meta do
governo é economizar 3,88% do PIB neste ano. Logo, o problema
não estaria no tamanho do aperto fiscal, e sim na sua composição.
Para o economista, o ideal seria que o governo reduzisse suas despesas para,
ao mesmo tempo, diminuir a carga tributária, abrindo espaço para
maiores investimentos das empresas e gastos das famílias.
Além disso, diz
ele, reduções em gastos como o pagamento de aposentadorias
abriria espaço para um aumento nos investimentos públicos
que possam estimular a economia.
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Folha
de São Paulo, 20 de junho de 2007
Cresce pressão no Senado para Renan
deixar o cargo
Até PMDB já acha inviável
a permanência do parlamentar na presidência da Casa
| Polícia entrega ao conselho resultado de perícia, que é inconclusiva;
Wellington Salgado foi escolhido como o novo relator do processo
Leonardo Wen/Folha Imagem

O presidente do Senado, Renan Calheiros, chega a seu gabinete
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em desabafo no fim do dia de
ontem, o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
duvidava do êxito da articulação para encerrar
hoje no Conselho de Ética o processo a respeito da origem de
recursos para quitação de despesas pessoais. A Folha
apurou que a cúpula do PMDB também acha inviável
liquidar o caso hoje e que isso tornará insustentável
a permanência de Renan na presidência do Senado. Emissários
de Renan não tiveram sucesso em tentar arregimentar apoio do
PSDB e do DEM para encerrar o processo hoje.
José Sarney (PMDB-AP),
um aliado importante de Renan, também teme pelo desfecho do
caso. Ontem, procurava uma saída que pudesse incluir o envio
das investigações ao STF (Supremo Tribunal Federal),
retirando o foco do Senado. Ao longo do dia de ontem, senadores do
PT, do PSB, do PDT, do PSDB e do DEM defenderam o aprofundamento da
perícia nos documentos apresentados por Renan.
Tucanos e democratas cogitam
pedir formalmente no conselho hoje a extensão da investigação
a respeito do presidente do Senado. A PF entregou ontem à noite
o resultado da perícia feita nos documentos apresentados pelo
presidente do Senado. A Folha apurou que a perícia confirmou
a veracidade dos documentos, mas ressalvou que isso não possibilita
comprovar se o gado foi ou não negociado. Isso fragiliza a defesa
do senador e complica sua situação.
Responsáveis pela análise
técnica disseram que seria preciso mais uns dez dias de trabalho
da PF para uma averiguação completa. O presidente do
Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), distribuiria
ontem laudo da perícia aos integrantes do órgão,
que disseram depender disso para orientar sua posição.
Apenas o PMDB queria o arquivamento.
Lula
A Folha apurou que o Planalto
já trabalha com o cenário de queda de Renan. Articuladores
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliavam até a
semana passada que Renan continuaria no posto. Agora, o quadro complicou.
O assunto chegou pela primeira vez ao plenário da Casa, onde
o senador Pedro Simon (PMDB-RS), pediu o afastamento de Renan da presidência
do Senado.
"Eu acho que esse é o
momento que Sua Excelência, por conta própria, deveria
renunciar ao seu mandato de presidente do Senado", afirmou. O
senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apoiou a idéia: "Estivesse
eu na circunstância do presidente Renan Calheiros poderia afastar-me
pelo tempo necessário para inteiramente esclarecer isso".
Jefferson Péres (PDT-AM) afirmou: "Ele deveria ter se licenciado
temporariamente da presidência.
Na última reunião
do conselho ele interferiu dando telefonemas e convidando os conselheiros
para ir em seu gabinete. Ele precisa guardar distanciamento".
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que "ele deveria
ter se afastado desde o início". "Quanto mais perdura
na presidência, mais difícil fica a situação
dele."
Reunião de cúpula
Integrantes da cúpula
do PMDB estiveram reunidos ontem com Renan. À noite, estava
previsto novo encontro, na residência oficial do presidente do
Senado. O partido decidiu não discutir publicamente o assunto
e cancelou reunião da Executiva Nacional que estava marcada
para essa semana.
Na reunião, estavam
presentes o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN),
os senadores Sarney e o líder do governo, Romero Jucá (RR).
Na tarde de ontem Sarney chegou a sondar em plenário integrantes
do Conselho de Ética para medir a temperatura política.
Nos bastidores, já há até discussão sobre
substitutos. No cenário de queda de Renan, peemedebistas dizem
que Sarney e Roseana Sarney (PMDB-MA) seriam possíveis candidatos
com apoio do governo.
Sarney e Roseana, porém,
têm sido discretos desde o surgimento da operação
Navalha, que derrubou Silas Rondeau do Ministério das Minas
e Energia. Uma eleição para presidir o Senado poderia
colocá-los em exposição no noticiário.
Ao ser questionado pela imprensa se pretendia se afastar da presidência,
Renan foi lacônico: "Jamais". Aos aliados, ele disse
que isso seria interpretado como um atestado de culpa e que perderia
força na condução do processo no conselho.
Nos bastidores, porém,
Renan demonstra abatimento. Senadores e deputados que conversaram com
ele ontem disseram que já não demonstrava a mesma disposição
da semana passada. Em outra frente, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ)
percorreu ontem gabinetes de senadores buscando apoio para uma campanha
intitulada "Fora, Renan". "De um lado tem os caminhos
legais e de outro tem a pressão da sociedade", disse.
Relator
Na noite de ontem, a liderança
do PMDB no Senado divulgou que o relator substituto será Wellington
Salgado (PMDB-MG), um dos maiores defensores de Renan Calheiros e que
diz ser favorável ao arquivamento sumário. A informação,
no entanto, não havia sido confirmada pelos integrantes do conselho.
A pedido de Renan, o então
relator Epitácio Cafeteira (PTB-MA) não entregou o cargo,
apenas se afastou. Assim é nomeado um relator "ad hoc",
ou seja, substituto, que só pode complementar o relatório,
sem mudar a conclusão. Cafeteira pediu o arquivamento do caso.
O PSDB e o DEM marcaram reunião para fechar hoje posição
após analisar a perícia, mas não vêem clima
para arquivamento.
"A Casa não
quer saber somente se as notas fiscais são reais, mas se fizeram
parte de uma operação real. Queremos uma perícia
suficiente para um voto confortável", disse o líder
do DEM, senador José Agripino (RN). (KENNEDY ALENCAR, FERNANDO
RODRIGUES, FERNANDA KRAKOVICS E ANDREZA MATAIS)
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO, 20 de
junho de 2007 | Nacional
Partidos chegam à ´lista
flexível´ para salvar reforma política
Após derrota do ponto mais
polêmico da reforma, partidos acertam alternativa
Denise Madueño e Luciana
Nunes Leal, do Estadão
BRASÍLIA - Após
um dia de muita criatividade nas propostas para salvar a reforma política,
os partidos que, na semana passada, foram derrotados na tentativa de
aprovar o sistema de lista fechada, acertaram apresentar uma emenda de
lista flexível, em que o eleitor votará primeiro no partido
e depois, se quiser, em um candidato de sua preferência. A emenda
será apresentada por PT, PMDB, DEM e PC do B. Será mantida
a proposta de financiamento público exclusivo, em que as campanhas
passam a ser pagas com recursos da União.
Os deputados tentarão
votar nesta quarta a reforma política, embora o tema ainda cause
uma grande polêmica entre os parlamentares. A proposta da lista
flexível será discutida em uma reunião dos líderes
das bancadas com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Na quinta-feira passada, Chinaglia alertou que a reforma política
não podia virar uma "reforma Frankstein", com propostas
de todos os tipos para agradar aos interesses.
A solução da emenda
que propõe a lista apelidada de "total flex" foi a saída
encontrada pelos líderes partidários diante da recusa do
relator da reforma política, Ronaldo Caiado (DEM-GO), em alterar
o projeto de lei original, que propõe a lista fechada sem a opção
do voto individual. No fim da manhã de ontem, Caiado chegou a
apresentar uma alternativa, logo rechaçada pelos líderes.
Pela proposta, 2/3 das vagas
da Câmara seriam preenchidas por meio de lista fechada, com financiamento
público de campanha, e 1/3 com lista aberta, com financiamento
nos moldes atuais, em que são permitidas contribuições
de pessoas físicas e jurídicas.
"Vou manter o texto com
a lista fechada e o financiamento público exclusivo. A lista flexível
cria um processo autofágico. Cada candidato vai se preocupar em
obter recursos de caixa 2 para conseguir votos individuais e melhorar
sua posição na lista", disse Caiado.
A tese do relator é que,
como haverá também a possibilidade de voto individual,
com a lista flexível, os candidatos acabarão fazendo campanha
para si próprios, na tentativa de alterarem a ordem dos concorrentes
na lista elaborada pelos partidos.
Única alternativa
Os deputados do PT do Rio Grande do Sul Henrique Fontana e Pepe Vargas, defensores
da lista fechada, disseram que a lista flexível não é a
ideal, mas argumentaram que é a única alternativa que os parlamentares
podem aceitar. "A lista fechada morreu e já teve missa de sétimo
dia. Na lista flexível com financiamento público exclusivo, todo
o material de campanha será para a lista do partido. Não haverá campanha
individual.
Mas é claro que o candidato
poderá pedir voto para si próprio no discurso, mas de maneira
nobre", disse Fontana. Sobre a possibilidade de uso de caixa 2 ou
dos próprios recursos federais para campanhas individuais, Fontana
disse que a lei vai prever punições rigorosas para os candidatos
que infringirem a regra. "Qualquer ilegalidade pode ser cometida,
em qualquer lugar, com qualquer lei", sustentou.
Diante de tantas propostas
diferentes, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), brincou, ao encontrar no
plenário uma roda de parlamentares em volta de Ronaldo Caiado. "Vai
nascer um colibri com rabo de jacaré!". O tucano Paulo
Renato (SP) também não resistiu a uma ironia, ao passar
por Henrique Fontana e Pepe Vargas. O PSDB inicialmente defendeu a
lista fechada, mas na semana passada mudou de posição,
ao perceber que a mudança beneficiaria o PT. "Criar a lista
flexível para aprovar o financiamento público de campanha é como
o rabo abanar o cachorro", disse Paulo Renato aos petistas.
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Folha de São Paulo,
20 de junho de 2007
Carga tributária cresce e alcança
34,58% do PIB
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diferentemente da contabilidade
preliminar divulgada anteontem pelo secretário da Receita, Jorge
Rachid, o TCU (Tribunal de Contas da União) apontou novo crescimento
dos tributos arrecadados do país em 2006, de 1,94 percentual.
A carga tributária manteve trajetória de crescimento e
alcançou 34,58% do PIB (Produto Interno Bruto), acima dos 33,92%
registrados em 2005, já considerada a nova metodologia de cálculo
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para o PIB
(Produto Interno Bruto, a soma de riquezas produzidas no país).
Os dados aparecem no relatório
de contas da União, votado ontem pelo TCU. O relatório
explica que optou pelo critério de carga tributária bruta,
que deduz as transferências por meio de subsídios ao setor
privado, assim como benefícios da seguridade social e saques do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Imposto de Renda
O aumento da carga tributária
se justificaria, em grande parte, de acordo com o relatório, pela
retomada do pagamento regular do Imposto de Renda pelas empresas do setor
financeiro, interrompido em 2005, além da arrecadação
de CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido)
nos setores de arrendamento mercantil, seguros e previdência privada.
A arrecadação
dos Estados cresceu por conta do aquecimento do mercado interno, do
aumento nos preços dos combustíveis e dos serviços
públicos. Passou de 25,95% para 26,27% do PIB.
No caso dos municípios, a carga tributária subiu de 4,95% para
5,03% do PIB, de acordo com os cálculos do TCU.
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Folha de São Paulo,
20 de junho de 2007
INSS
Só pagamento de dívidas
não fecha contas, diz Previdência
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Mesmo que recuperasse, nos próximos
20 anos, R$ 100 bilhões em créditos que tem com empresas
devedoras, a Previdência Social não conseguiria reequilibrar
suas contas e veria o déficit previdenciário atingir 4,8%
do PIB (Produto Interno Bruto) em 2050. Os dados fazem parte de um conjunto
de simulações apresentado pelo Ministério da Previdência
no fórum que discute a reforma nas regras de aposentadoria do
INSS. As projeções reforçam a tese do governo de
que há necessidade de aprovar mudanças de longo prazo para
dar sustentabilidade ao sistema.
O estudo também mostra
que nem o aumento da formalização do mercado de trabalho
nem elevadas taxas de crescimento econômico podem conter o desequilíbrio
no caixa da Previdência no longo prazo, conforme antecipou a Folha
ontem. Os números foram contestados pela CUT (Central Única
dos Trabalhadores). "Essa não é a visão dos
trabalhadores. Vamos apresentar as nossas projeções para
os próximos 50 anos. São outros números, outra realidade.
Isso [as projeções da Previdência] é maluquice",
declarou o presidente da central, Artur Henrique.
O secretário de
Previdência Social, Helmut Schwarzer, explica que as projeções
simulam um cenário em que a recuperação de créditos
da Previdência cresça 50% acima da arrecadação
durante 20 anos. Isso representaria incremento de R$ 100 bilhões
na receita previdenciária no período, o que equivale à metade
da dívida total das empresas com a Previdência. Nessa
simulação, o déficit passaria de 1,84% neste ano
para 4,8% do PIB.
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JORNAL
DO ESTADO, 20 de junho de 2007 | Economia
Previdência Social: Segurados têm
direito a revisão
Os pensionistas que recebem um benefício
originado de uma aposentadoria por invalidez podem ter uma revisão
de até 14,03%.
Os pensionistas que recebem
um benefício originado de uma aposentadoria por invalidez
podem ter uma revisão de até 14,03%. O erro aconteceu
nas aposentadorias concedidas a partir de abril de 1995. Para ter
direito, é preciso que o benefício tenha como origem
o auxílio-doença.
Quem recebe uma pensão de uma aposentadoria por invalidez desse período
pode exigir, na Justiça, a correção do benefício.
O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) não cumpriu a risca a legislação
e usou outra regra para transformar o auxílio em aposentadoria.
Pela legislação,
o valor do auxílio-doença é calculado segundo
as 80% maiores contribuições do segurado. O beneficio é de
91% dessa média. Quando o segurado não consegue se
recuperar, e o auxílio-doença é transformado
em aposentadoria por invalidez, o benefício passa a ser de
100% da média das 80% maiores contribuições.
O que o INSS fazia era, simplesmente, elevar em nove pontos porcentuais o valor.
No entanto, o correto, de acordo com a lei, seria considerar no cálculo
da aposentadoria o período do recebimento do auxílio-doença.
Nos meses em que foi pago
o auxílio, o INSS deveria ter considerar cada mês, para
efeito de cálculo, do salário de contribuição
apurada para conceder o auxílio-doença.
“ Somente após a atualização das contribuições,
que são corrigidas monetariamente, é que o INSS deveria calcular
a aposentadoria por invalidez”, explica especialista do setor .
Quem teve a aposentadoria
por invalidez concedido no período da revisão pela
Unidade Real de Valor (URV), entre fevereiro de 1994 e março
de 1997, tem direito a revisão dupla — decorrente
do auxílio e da perda de até 39,67% na hora do cálculo
do benefício.
O Ministério Previdência informou que não vai comentar
a revisão do auxílio, pois é uma questão judicial.
No entanto, o órgão recorre das ações nas quais
há essa possibilidade.
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PORTAL VERDES MARES, 20 de
junho de 2007
UGT realiza encontro com sindicalistas
em Fortaleza
As principais lideranças da CAT – Central Autônoma dos Trabalhadores,
CGT – Confederação Geral dos Trabalhadores e SDS – Social
Democracia Sindical estarão reunidas em Belém (PA) nesta quarta-feira,
dia 20 de junho, a partir das 09 horas, para apresentar aos sindicatos de trabalhadores
da região os princípios e os diferenciais da UGT – União
Geral dos Trabalhadores. A nova entidade sindical será formada pela
incorporação das três centrais sindicais, além de
sindicatos independentes, e reunirá cerca de 8 milhões de trabalhadores
em todo o país.
Durante o encontro, que será realizado no auditório do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de Panificação e Confeitaria,
Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado do Ceará (R. Graça
Aranha, 359 – Bairro Colônia), será debatido o temário
do Congresso de Fundação da UGT, previsto para os dias 19, 20
e 21 de julho, em São Paulo, e que terá a presença já confirmada
do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de cerca
de 2.500 dirigentes sindicais.
O evento em Fortaleza terá a presença do secretário geral
da CGT, Francisco Canindé Pegado, além dos dirigentes das três
centrais que formam a UGT em Fortaleza.
Segundo Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São
Paulo, e indicado para presidir a UGT, a nova entidade sindical reunirá os
integrantes do atual movimento sindical brasileiro que se consideram excluídos
ou não bem representados. “Estamos formando a UGT de baixo para
cima, num movimento amplo, autônomo e independente, que realmente representa
os trabalhadores”, afirma o dirigente, para quem as atuais centrais estão
distantes da classe trabalhadora: “As pautas trabalhistas, atualmente,
estão limitadas apenas às reivindicações do setor
industrial. É preciso acabar com o monopólio no movimento sindical,
eliminar essas desigualdades e desobstruir os canais entre as bases e as lideranças,
a partir de propostas inovadoras que abranjam todos os segmentos representados”.
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JORNAL DO ESTADO, 20 de junho
de 2007 | Economia
Paraná vai alterar investigação
de óbitos e amputações
Definição é de
encontro estadual e tomou como base 1.854 trabalhadores mutilados
no Estado
Da Redação
Foto: Arquivo/JE

Indústria moveleira e marceneira enfrenta dificuldades
em obter dados oficiais do segmento
Em Curitiba, 365 trabalhadores
tiveram partes do corpo amputadas devido a acidentes ocorridos no trabalho,
entre 1998 e 2005. No Paraná, outros 1.189 acidentados tiveram
o mesmo destino, entre 1996 e 2005 — dados mais recentes do Comitê Estadual
de Investigação de Óbitos e Amputações
Relacionados ao Trabalho no Paraná. Esses números foram
apresentados ontem durante o 4º Seminário do Comitê,
realizado em Curitiba. A conclusão dos participantes é de
que são necessários novos critérios de investigação,
além da criação de um banco de dados completo sobre
o tema.
Os dados disponíveis do
mostram que foram registradas no Paraná (exceto Curitiba), entre
1996 e 2005, 3.234 ocorrências. Destas, 1.106 resultaram em morte
e outras 1.189 em amputações, 634 óbitos por acidente
de trajeto e 137 outros acidentes. 168 casos foram descartados por não
terem tido causa no trabalho.
Em Curitiba, no período
entre 1998 e 2005, foram registradas 1.760 ocorrências, sendo 684 óbitos,
365 amputações, 89 acidentes de trajeto e 622 referentes
a outros acidentes. Mas esses dados não refletem 100% dos acidentes
de trabalho efetivamente ocorridos, uma vez que há uma subnotificação
dos casos.
O evento, que teve como tema
a Interinstitucionalidade: Caminho Necessário, teve a participação
de representantes de sindicatos de trabalhadores, das Secretarias de
Estado da Saúde e do Trabalho e Emprego, Secretaria Municipal
da Saúde, Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Ministérios
Públicos Estadual e do Trabalho, entre outras entidades e órgãos.
O secretário-geral do
Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São José dos Pinhais,
Rainier Douglas Kaminski, que se pronunciou durante os debates realizados
no evento, exemplificou a dificuldade de se obter dados precisos sobre
os acidentes. Ele contou que, do universo de mais de 4 mil trabalhadores
que o sindicato abrange, em dez municípios, havia poucos casos
de acidentes de trabalho registrados com mais de 15 dias de afastamento
do trabalhador (em 2003, por exemplo, foram 15 casos registrados e 2004,
13 casos) e que o sindicato tinha dificuldades de obter dados dos órgãos
oficiais.
Dessa forma, em 2005, o Sindicato
resolveu implantar um programa de distribuição de cestas
básicas para os trabalhadores que tivessem afastamento acima de
15 dias em função de acidentes relacionados ao trabalho. “Como
resultado dessa ação, em 2005, nos foram informados 95
casos de acidentes e, em 2006, outros 66”, conta. O número é significativo,
porque num universo de 4 mil trabalhadores, 95 casos representaria 2,5%. “Com
esses dados, visitamos os trabalhadores e as empresas onde ocorreram
os acidentes, para trabalhar na prevenção a outros casos”,
conta.
Comitê — O
Comitê Estadual de Investigação de Óbitos
e Amputações Relacionados ao Trabalho do Paraná está completando
dez anos. Ele foi criado em dezembro de 1997 e, desde 2005, é coordenado
pelo Ministério Público do Paraná, através
do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa da Saúde
do Trabalhador.
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ÂMBITO JURÍDICO,
20 de junho de 2007
Lei nº 11.457/2007 alarga competência
da Justiça Trabalhista
Salários provenientes de reconhecimento de relação trabalhista
devem ter o INSS descontado e o recolhimento feito, de ofício, pelo
juiz ou pelo Tribunal Regional do Trabalho. Esse é o entendimento da
2ª Turma do TRT-10ª Região que reexaminou o mérito
do Agravo de Petição impetrado pela Fazenda Nacional, anteriormente
trancado pelo relator do processo.
O novo contexto normativo é decorrente
da publicação do artigo 42 da lei nº 11.457/2007 e
alarga a competência da Justiça do Trabalho. De acordo com
o relator do processo juiz Alexandre Nery de Oliveira, desde 2 de maio
de 2007 - data em que a lei entrou em vigor, alargou-se a competência "sobre
a cobrança social, sobre as parcelas remuneratórias confirmadas
pela Justiça do Trabalho e ainda sobre os salários dos
períodos reconhecidos de trabalho, mesmo que dessa declaração
ou reconhecimento não decorrente condenação pecuniária
e, igualmente do imposto de renda devido na fonte, além das multas
aplicadas pelos órgãos de fiscalização nas
relações de trabalho".
A nova competência se sobrepõe àquela
sedimentada pela jurisprudência (súmula 368 do Tribunal
Superior do Trabalho), que não alcançava o período
de vínculo empregatício reconhecido pela Justiça.
O magistrado alerta para o fato de que a lei não institui nova
cobrança previdenciária, apenas desloca o foro competente
da Justiça Federal para a Justiça do Trabalho. "Por
decorrência, incide a regra do artigo 87 do Código de Processo
Civil, em que a competência absoluta por alteração
da matéria opera-se de imediato, alcançando os processos
em curso", afirmou o relator.
(2ª Turma - Processo 01003-2005-002-10-00-1-AP)
Fonte: TRT10
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Nova Central, 20 de junho
de 2007
JT é legítima para
julgar pedido de complementação de aposentadoria
É competência da Justiça do Trabalho julgar ação
em que aposentado pede complementação de aposentadoria por ter
trabalhado em condições periculosas. O entendimento é da
2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça. Os ministros
decidiram que é dever do Tribunal Superior do Trabalho julgar a ação
que um aposentado moveu contra a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a Fundação
Vale do Rio Doce de Seguridade (Valia).
A 1ª Vara do Trabalho de
João Monlevade (MG) aceitou o pedido do aposentado. O Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região manteve a sentença
da primeira instância e reafirmou a competência da Justiça
trabalhista no caso.
Entretanto, ao analisar o recurso
de revista, o ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior
do Trabalho, declarou a incompetência da Justiça do Trabalho
no caso. De acordo com ele, a Companhia não assumiu o compromisso
de pagar a complementação de aposentadoria. Por isso, cabe à Justiça
comum julgar o caso, uma vez que se trata de previdência privada.
O processo foi enviado à Justiça
comum da Comarca de Nova Era (MG). Mas o juiz entendeu que a responsabilidade
era mesmo da Justiça trabalhista e um novo conflito de competência
foi suscitado. O caso foi para o Supremo Tribunal Federal. A ministra
Carmen Lúcia negou a competência do STF e encaminhou os
autos para o STJ.
O relator do caso, ministro Humberto
Gomes de Barros, votou pela competência da vara trabalhista da
comarca de Nova Era. Para ele, basta que a ação seja oriunda
da relação de trabalho para que o processo seja analisado
pela Justiça trabalhista.
O ministro Castro Filho divergiu.
Entendeu que a natureza civil do caso é evidente. Segundo ele,
trata-se de uma controvérsia originada no contrato firmado entre
o aposentado e a Valia. Dessa forma, cabe à Justiça comum
julgar o caso.
Por fim, os ministros Ari
Pargendler e Carlos Alberto Menezes Direito declararam que o TST é competente
para julgar o caso. Os ministros Cesar Asfor Rocha, Nancy Andrighi
e Hélio Quaglia Barbosa não participaram do julgamento.
Processo nº 69.281 | Revista Consultor Jurídico.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/06/2007
Recurso do MPT interposto antes da intimação
pessoal é intempestivo
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) rejeitou (não conheceu)
embargos do Ministério Público do Trabalho contra decisão
que considerou intempestivo um recurso interposto antes da publicação
do acórdão contra o qual se recorria. Embora o MPT argumentasse
que a aposição do “ciente” no acórdão,
dando ciência da decisão, equivaleria à intimação
pessoal, o voto do relator, ministro João Batista Brito Pereira,
seguiu a jurisprudência do TST: o Tribunal Pleno, no ano passado,
julgou incidente suscitado nos autos de um processo e decidiu que o prazo
recursal só tem início após a publicação
da decisão contra a qual se pretende recorrer.
A reclamação trabalhista
foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho da 10ª Região
(DF) na qualidade de substituto processual de um trabalhador menor de
idade contra a Saneauto Revendedora de Veículos Ltda. (Freeway
Automóveis), de Brasília. O rapaz foi admitido em 1997,
aos 16 anos, como lavador de automóveis, e demitido em novembro
de 1998. Na reclamação, o MPT pediu o pagamento de diversas
verbas trabalhistas, como horas extras, diferença de salários,
férias e aviso prévio.
A 11ª Vara do Trabalho de
Brasília (DF) rejeitou a legitimidade da substituição
processual, alegando “não haver autorização
legal para a postulação de direito alheio em nome próprio”.
O juiz entendeu que a interpretação dada pelo Ministério
Público ao artigo 83, inciso V da Lei Complementar nº 75/1993
foi “por demais elástica”, já que o dispositivo
prevê apenas a competência “para propor as ações
necessárias à defesa dos direitos e interesses dos menores,
incapazes e índios, decorrentes das relações de
trabalho”. O processo foi declarado extinto sem julgamento do mérito.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO) manteve
este entendimento, esclarecendo que a CLT (artigo 793) reserva ao MPT
o exercício da representação judicial dos trabalhadores
menores apenas em ordem sucessiva, quando ausentes os representantes
legais definidos pela legislação civil.
Ao recorrer ao TST, o Ministério
Público interpôs o recurso de revista antes da publicação
da decisão do TRT no julgamento do recurso ordinário, e
a Segunda Turma do TST julgou-o intempestivo. O MPT opôs então
embargos à SDI-1 sustentando que o acórdão do TRT
foi devidamente assinado pelo relator e pelo próprio Ministério
Público antes de ser juntado aos autos, e, desta forma, seus fundamentos
eram conhecidos, não cabendo a intempestividade.
O ministro Brito Pereira, porém,
destacou que a necessidade da assinatura do representante do MPT nos
acórdãos em que o órgão atuou como parte “é mero
procedimento de aperfeiçoamento do ato processual, sem o qual
o acórdão não pode ser publicado”. Mas a aposição
do “ciente” e a intimação pessoal do órgão
não se confundem. O ministro explicou que o CPC (artigo 184) dispõe
expressamente que “os prazos somente começam a correr do
primeiro dia útil após a intimação”.
A Lei Complementar nº 75/1993, por sua vez, estabelece, no artigo
84, inciso IV, que o MPT deve “ser cientificado pessoalmente das
decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, nas causas
em que o órgão tenha intervindo ou emitido parecer escrito”.
No caso, o recurso foi
protocolado em 26/11/1999, e a intimação pessoal do MPT
ocorreu em 24/01/ 2001. “A jurisprudência do TST tem se
firmado no sentido de que é intempestivo o recurso quando sua
interposição é anterior à data de publicação
do acórdão ocorrido”, observou o ministro Brito
Pereira, citando diversos precedentes. “A decisão recorrida,
portanto, mostra-se perfeitamente adequada ao sistema processual em
vigor, não havendo falar em cerceamento de defesa ou em subversão
do devido processo legal, pois, embora assegurado o exercício
dessas prerrogativas constitucionais, os litigantes devem fazê-lo
em consonância com as normas processuais específicas”,
concluiu. (E-ED-RR-643221/2000.7)
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20/06/2007
Morte do empregado suspende prazo prescricional
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve o entendimento, firmado em decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), mediante aplicação
subsidiária de norma do direito civil, estabelecendo a suspensão
do prazo para prescrição de direito do trabalho, em razão
da existência de herdeiros menores, quando falecido o trabalhador.
O caso refere-se a uma ação
movida pelo espólio de um vigilante, contratado por uma empresa
para prestar serviços em uma agência do Banco do Brasil,
no interior do Paraná. Três anos após a rescisão
contratual, a viúva e os filhos do trabalhador – incluindo
três menores – ajuizaram, em nome do espólio, ação
contra a Ondrepsb - Serviço de Guarda e Vigilância Ltda.
e o Banco do Brasil, reclamando o pagamento de aviso prévio, horas
extras, intervalo intrajornada e outras diferenças salariais.
A sentença da 3ª Vara
do Trabalho de Maringá (PR) afastou as preliminares de ilegitimidade
de parte (levantada pelo Banco do Brasil) e as relativas à prescrição
bienal, argüida por ambos os reclamados. E condenou a empresa de
vigilância e o banco, subsidiariamente, ao pagamento de horas extras
e outras diferenças salariais, determinando a divisão do
crédito apurado em cotas iguais entre os dependentes. As partes
destinadas aos menores deveriam ser depositadas em caderneta de poupança
até a sua maioridade.
Daí em diante, a empresa
insistiu, em sucessivos recursos, na tentativa de reverter a sentença – seja
em relação às diferenças salariais concedidas,
seja na questão relativa à prescrição bienal.
O TRT da 9ª Região, além de manter a sentença
inicial, aplicou à Ondrepsb multa de 1% sobre o valor da causa,
em face da interposição de embargos de declaração
tidos como protelatórios.
Inconformada, a empresa apelou
ao TST, na tentativa de reverter a decisão do regional. Sustentou,
inicialmente, não serem aplicáveis as normas do Código
Civil relativas à prescrição em razão da
menoridade dos herdeiros, já que a CLT trata expressamente da
prescrição quanto ao menor, protegendo apenas o empregado
menor de idade, e não o herdeiro menor.
Após considerar que a
controvérsia deveria ser solucionada à luz do Direito Civil,
o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator do recurso, reporta-se
ao fato de que, quando do falecimento, o empregado deixou, dentre outros
filhos, dois menores de 16 anos, e que eventuais direitos trabalhistas
passaram ao domínio e posse da herança transmitida aos
herdeiros. E conclui que o prazo prescricional, que teve seu curso iniciado
com a extinção do contrato de trabalho, foi suspenso com
a morte do ex-empregado, e só recomeçaria a ser contado
a partir da maioridade civil dos herdeiros, sendo correta, portanto,
a decisão do TRT. Ao aprovar o voto do relator, por unanimidade,
a Sexta Turma negou provimento ao recurso da empresa, mantendo a condenação
inicial. (RR-3676/2003-661-09-00.6)

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